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Agência Diap, 28 de
abril de 2008
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
Hoje é dia internacional das
vítimas de acidente de trabalho

Hoje (28), comemora-se o Dia Internacional das Vítimas de Acidente de
Trabalho e Doenças Ocupacionais, a data foi escolhida po rque marca
a assinatura, em 1914, da primeira lei que versou sobre benefícios concedidos
aos trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho na província
de Ontário, Canadá.
Em 1991, o Parlamento Canadense adotou o dia 28 de abril como dia Oficial de
Luto pelos trabalhadores acidentados. No Brasil, a data ainda não faz
parte do calendário oficial de atividades da área de segurança
e saúde no trabalho.
Chegou a tramitar na Câmara dos Deputados o PL 4.092/01, a fim de instituir
o Dia Nacional de Luto pelas Vítimas dos Acidentes e Doenças
do Trabalho, a proposição é de autoria do deputado Professor
Luizinho (PT/SP), como o parlamentar não foi eleito, o projeto foi arquivado.
Mesmo assim, diversos estados realizam hoje, eventos e atividades com participação
dos ministérios Público do Trabalho; do Trabalho e Emprego; da
Saúde; e as organizações Internacional do Trabalho; Mundial
de Saúde e organizações não governamentais.
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REVISTA EXAME, 28 de abril
de 2008
Centrais pressionam por redução
na jornada de trabalho
Duas décadas após a Constituição
de 1988 ter reduzido a jornada legal de trabalho de 48 para 44 horas
semanais, o movimento sindical pressiona os sindicatos patronais
e o Congresso Nacional para diminuir a carga para 40 horas, sem corte
nos salários. Além de possibilitar emprego para um
número maior de pessoas, os sindicalistas alegam que uma nova
redução na jornada permitirá aos trabalhadores
mais tempo livre para investir em qualificação profissional
e também no lazer.
Os trabalhadores químicos na indústria farmacêutica de
São Paulo saíram na frente. Na semana passada, representantes
da categoria e das empresas do setor farmacêutico assinaram convenção
coletiva que garante, entre outras cláusulas, a redução
da jornada de trabalho para 40 horas semanais a partir de 2009, sem redução
dos salários. Foram beneficiados 37 mil trabalhadores ligados à Força
Sindical e à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
As centrais sindicais prometem levar ao Congresso um abaixo-assinado com mais
de 5 milhões de assinaturas reivindicando a redução
da jornada, no próximo dia 28 de maio. A data deverá ser
marcada por manifestações, atos públicos e paralisações
na defesa da aprovação do projeto de emenda constitucional
de autoria dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Inácio Arruda (PC
do B - CE). As informações são do jornal O Estado
de S. Paulo.
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Gazeta do Povo, 28 de abril
de 2008
Indústria
Novos mercados para a madeira
Maior produtor nacional de compensado de pinus, o Paraná amplia as vendas
para mercados como Europa, Oriente Médio e África e investe no
mercado interno. O objetivo é diminuir o impacto da queda nas exportações
para os EUA

Camilotti, presidente da Abimci: crise chegou ao setor antes de
afetar o mercado financeiro
Depois de ver despencar as exportações para os Estados Unidos
nos últimos dois anos, a indústria da madeira no Paraná tenta
diversificar destinos de exportação e investir também
no mercado interno, disposta a aproveitar o bom momento vivido pela construção
civil no Brasil. Maior produtor nacional de compensado de pinus, o estado amplia
as vendas para mercados como Europa, Oriente Médio e África.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Madeira
Processada Mecanicamente (Abimci), que congrega o setor, a Europa já assumiu
o primeiro lugar no ranking dos maiores importadores do Brasil. No primeiro
bimestre de 2008, dos 313 mil metros cúbicos de compensado de pinus
exportados, a Europa respondeu por 246 mil metros cúbicos (78,6%) contra
28,9 mil (9,2%) dos EUA. África e Oriente Médio, juntos, compraram
13,1 mil metros cúbicos. “De maneira geral, com exceção
dos EUA, os demais mercados continuam aquecidos. Na Arábia Saudita,
por exemplo, o mercado de construção de prédios comerciais
e de obras de infra-estrutura está puxando a demanda”, diz Luiz
Carlos Reis de Toledo Barros, da Brazilian Best Woods (BBW), empresa que representa
indústrias madeireiras no exterior.
Exportações devem
crescer 20% em 2008

Ao que tudo indica, a busca de novos mercados de exportação deve
dar novo fôlego para o setor em 2007. Se mantido o ritmo verificado no
bimestre, a indústria da madeira poderá fechar o ano com exportações
de 1,880 milhão de metros cúbicosde compensado de pinus, volume
21% superior ao do ano passado. Ainda assim, os volumes serão inferiores
aos de 2005, quando foram embarcados 2,045 milhões de metros cúbicos.
Em 2008, os preços também estão melhores, embalados pela
redução da oferta da China – um dos principais fornecedores
mundiais –, que vem sendo pressionada por restrições de
ordem ambiental e aumento de custos. A Rússia, um dos principais fornecedores
de toras para os chineses, sobretaxou sua madeira para incentivar a instalação
de fábricas no país. “Com isso, a China foi obrigada a
reduzir um pouco a oferta, o que deu mais espaço para outros exportadores,
como o Brasil, e para os preços subirem”, diz Marco Tuoto, analista
da STCP Engenharia de Projetos, especializada no setor. (CR)
O baixo ritmo de produção de casas nos EUA, considerado o menor
dos últimos dez anos, e a desvalorização do dólar
vêm afetando principalmente as vendas externas de compensado de pinus,
portas e molduras usados na construção civil. O Brasil, que enviava
1,165 milhão de metros cúbicos de compensado de pinus para os
norte-americanos em 2005, embarcou no ano passado 347 mil metros cúbicos.
Além da redução da demanda, o dólar fraco deixa
mais caros os produtos brasileiros no mercado norte-americano, o que contribuiu
para diminuir a participação dos EUA na pauta de exportações.
Uma das maiores indústrias do setor, a Berneck, de Araucária,
na região metropolitana de Curitiba, deixou de exportar madeira serrada
para os EUA e hoje tem na Europa, no México, na África e na Ásia
seus principais mercados. Um dos objetivos, segundo o gerente de exportações,
José Aluízio Malagutti, é aumentar o fornecimento para
o mercado interno, que hoje consome menos de 10% da produção,
de 10 mil metros cúbicos por mês. “Com o boom da construção
civil, o mercado nacional voltou a ser atrativo”, diz.
A Lavrasul Compensados e Laminados, que fabrica compensado de pinus e tropical,
tem planos de dedicar entre 35% e 40% da produção mensal para
o mercado brasileiro, segundo Isac Zugman, diretor comercial da empresa. “Buscamos
diversificar mercados e investir em produtos de maior valor agregado por causa
do câmbio. Quando a crise veio, já não nos afetou tanto”,
diz Zugman.
Com fábricas no Paraná e em Santa Catarina, a empresa acaba de
lançar um kit completo de portas de madeira, voltado para o mercado
interno. O objetivo é produzir 20 mil unidades por mês.
Nos últimos dois anos, grande parte do setor madeireiro nacional teve
que reduzir a produção, enxugar custos e cortar vagas por conta
da queda da demanda nos EUA e pelo câmbio desfavorável. “Sentimos
os efeitos antes da crise chegar ao mercado financeiro”, diz Antonio
Rubens Camilotti, presidente da Abimci. Dono de fábricas de compensados
e de portas, Camilotti também está buscando contrabalançar
a queda na demanda norte-americana com outros mercados. Da produção
de 500 mil portas por ano, metade passou a ficar no Brasil. Na área
de compensados, 90% da produção de 4 mil metros cúbicos
por mês vai para a Europa.
As empresas admitem que o potencial do mercado interno, no entanto, é limitado,
uma vez que, ao contrário do que se verifica nos EUA, aqui a construção
de casas de madeira não é tradicional. A principal aplicação
está no mercado de embalagens. “O volume de compensado que pode
ser absorvido pela demanda nacional não supera 20%, diz Camilotti.
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Gazeta do Povo, 28 de abril de 2008
Indústria
Fábricas fecharam no rastro
da crise
O estouro da bolha imobiliária nos EUA e o derretimento do dólar
não poupou nem mesmo empresas de grande porte. A Arauco, maior companhia
do setor florestal do Chile, decidiu fechar nesse mês a serraria de Arapoti,
a 250 quilômetros de Curitiba, considerada a maior do Brasil. A empresa
alegou prejuízos na operação por dois motivos: a crise
imobiliária americana e a valorização do real frente ao
dólar.
Adquirida em setembro de 2007 da sueco-finlandesa Stora Enso, a serraria operava
em apenas um turno e com metade de sua capacidade de produção,
de 150 mil metros cúbicos de madeira por ano. A produção
era praticamente toda voltada para os EUA. Trabalhavam 170 empregados na serraria,
dos quais 40 serão realocados para outras áreas da própria
Arauco no município de Jaguariaíva.
A serraria foi comprada por cerca de US$ 208 milhões da Stora Enso em
um pacote que incluía também 80% de uma floresta de 30 mil hectares
na região e 20% de uma fábrica de produção de papel
couchê, com potencial para 205 mil toneladas por ano. Estes ativos pertenciam à norte-americana
International Paper, que os vendeu para a Stora Enso em 2006.
Outra que não resistiu foi a norte-americana Woodgrain, que fechou sua
fábrica de molduras de pinus no Brasil, localizada no município
de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, no final
do ano passado. A subsidiária exportava 100% da produção – 5
mil metros cúbicos por mês – para a matriz. Com a decisão,
os 400 empregados foram demitidos.
Com fábricas nos EUA, no Chile e no Brasil, a Woodgrain era uma das
principais fabricantes de molduras de pinus do país. A empresa, que
começou a produzir aqui em 1995, atua mundialmente também na
produção de portas, janelas e outros componentes. Antes dela,
a Emílio B. Gomes, que fabricava compensado de pinus em Irati, a 150
quilômetros de Curitiba, encerrou a produção de 4 mil metros
cúbicos por mês, com a demissão de 280 pessoas.
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Gazeta do Povo, 28 de abril de 2008
TRE
Política desacreditada reduz
a participação de jovens eleitores
Enfraquecimento dos movimentos estudantis é mostrado
por levantamento do TSE e do TRE. Os eleitores brasileiros de 16
a 17 anos é 31% menor em relação a 1992. Situação
não é diferente no Paraná
Foi-se o tempo em que os estudantes
se uniam para manifestações contra atos de governos
e suas políticas públicas. O movimento estudantil,
que nas décadas de 1960, 1970 e 1980 foi marcante na luta
contra o regime militar, atualmente está escasso e sem fortes
representantes. A última atitude estudantil que entrou para
a história foi em 1992, que culminou com o impeachment do
então presidente da República Fernando Collor de
Mello. A recente manifestação dos estudantes pelo
passe livre no transporte coletivo, ocorrida em várias capitais
e em Curitiba, foi apenas um relâmpago de movimentação
política da juventude. Esse enfraquecimento dos movimentos
estudantis é comprovado com os números do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE),
que mostram uma diminuição da quantidade de eleitores
jovens no Brasil, incluindo o Paraná.
Segundo o TSE, no país, em 1992, quando teve início a contagem
de eleitores com 16 e 17 anos – com 18 anos o voto passa a ser obrigatório –,
essa faixa etária somava 3,2 milhões de cidadãos. Já neste
ano, 16 anos mais tarde, esse número é de 2,2 milhões. É 31%
menor a população dessa idade que está apta a votar. A
situação se repete no Paraná. Em 1992, o estado possuía
pouco mais de 207 mil eleitores com idade entre 16 e 17 anos. Agora, são
138 mil.
O número de eleitores jovens só aumenta quando se contabiliza
as idades entre 25 e 34 anos – os partidos políticos somam como
jovens nas legendas filiados de até 34 anos. O crescimento no estado,
no entanto, foi pífio. Enquanto no país a quantidade desse eleitorado
subiu de 25,2 milhões em 1992 para 31,1 milhões em 2008, no Paraná houve
uma ascensão de apenas 100 mil (1,5 milhão em 1992 e 1,6 milhão
neste ano).
O quadro de jovens filiados aos partidos políticos, outra forma que
demonstra a participação da juventude na política, ainda
de acordo com o TSE, também é pequeno. Há, no país,
28 siglas partidárias e 128 milhões de eleitores, um crescimento
de 16,5% em relação a 2000 quando havia 109 milhões de
eleitores. Apenas 10% (12 milhões) estão filiados a legendas
políticas. E apenas 575 mil (0,44%) são jovens com idade entre
18 e 24 anos. No Paraná, o aumento de número de eleitores de
2000 para cá foi de 10%. Eram 6,5 milhões e hoje há 7,1
milhões.
Outro dado interessante e representativo sobre o desinteresse da juventude
atual pela política é o do Instituto Pólis, que fez um
levantamento com oito mil jovens com idade entre 15 e 24 anos e constatou que
75% deles nunca participaram de uma associação estudantil e 96%
jamais estiveram, por exemplo, em uma organização não-governamental.
A chefe da Central de Atendimento ao Eleitor do TRE paranaense, Alessandra
Luiz, confirma os dados e lamenta a situação, mesmo com o tribunal
fazendo um esforço monumental para atrair os jovens para as urnas. “Temos
feito uma campanha intensa, tanto no estado quanto no país. Mas percebemos
que a procura dos jovens com 16 e 17 anos para tirar o título de eleitor é realmente
pequena”, diz ela, contando que os membros do TRE já pensam em
fazer um movimento para ir às escolas atrás desse juventude desacreditada
e desinteressada.
Para o professor de Sociologia Política e Direito da Pontifícia
Universidade Católica do Paraná (PUCPR), César Bueno,
ao contrário das décadas de 60, 70 e 80, quando havia uma esperança
por mudança no país, atualmente há uma desilusão. “Nos
anos de 1990, a esquerda finalmente assumiu o poder e as mudanças não
se concretizaram. Isso levou os jovens a desistirem da política.” Segundo
ele, a corrupção foi mais um fator que ajudou a haver tal desesperança. “A
juventude viu, percebeu, que a corrupção não era um privilégio
de apenas um ou outro partido político. Isso trouxe retração,
descrença e insatisfação.”
Líderes analisam formas de
atrair o jovem
O desinteresse dos jovens pela política é confirmado também
pelos que fazem parte de movimentos estudantis e de partidos políticos.
Para alguns, isso passou a ocorrer porque faz tempo que a juventude não é protagonista
de uma grande cena política. Para outros, porque que faixa etária
foi maquiada pela mídia. Por outro lado, há os que crêem
que se houver candidatos jovens, a situação pode melhorar.
De acordo com Rafael Clabonde, de 19 anos, presidente da União Paranaense
dos Estudantes Secundaristas (UPES), a preocupação com a diminuição
da participação dos jovens na política é válida
e merece atenção total. Segundo ele, 75% da juventude não
participa de movimentos políticos. “Falta conteúdo político
aos jovens. Ficaram, durante anos, maquiando a juventude, que ela acabou se
acomodando. E os meios de comunicação têm culpa nisso,
pois tentaram demobilizar a parte crítica da juventude.”
Clabonde diz ainda que os jovens estudantes não têm conhecimento
do que vem a ser um grêmio estudantil. “E o acesso dos que participam
dos movimentos aos demais jovens é restrito e difícil. Muitos
diretores e professores de escolas têm receio de um possível tumulto
que os movimentos podem causar. É uma visão retrógrada.”
Já para Fabiana Zelinski, de 25 anos, estudante de Pedagogia e presidente
da União Paranaense dos Estudantes (UPE), há ainda uma participação
dos jovens na política. “Mas em menor proporção, é óbvio.
E tudo porque a juventude não é protagonista de um grande fato
político desde 1992, quando houve o impeachment de Fernado Collor de
Mello.” Na visão dela, o que ocorreu foi que houve uma grande
diferenciação na forma de atuação dos jovens. “Com
as organizações não-governamentais e as entidades assistenciais,
muitos jovens acham que estão participando de um movimento político.”
Segundo João Arruda, de 31 anos, sobrinho do governador Roberto Requião
e presidente da Juventude do PMDB no Paraná, o jovem tem de aprender
a discutir política pública para a nação, não
só para uma classe. De acordo com ele, no partido no Paraná há 110
mil filiados, sendo que 60 mil têm idade entre 16 e 34 anos. “Para
integrar o jovem à política, é preciso fazer com que ele
participe e, inclusive, se lance candidato, para ser exemplo para outros e
incentivá-los.” Arruda conta que os peemedebistas têm como
forma de atrair a juventude para a vida política justamente estimulando
candidaturas. (CCL)
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O
ESTADO DO PARANÁ, 28 de abril de 2008 | Política
Reunião de líderes na terça
definirá as votações prioritárias no Senado
Agência Estado
Os projetos que receberão tratamento prioritário no Senado para
votações nesta semana encurtada pelo feriado de quinta-feira (1)
serão definidos em reunião na terça-feira (29), entre líderes
partidários e o presidente do Casa, Garibaldi Alves Filhos (PMDB-RN).
Mas será necessário, de antemão,
votar duas medidas provisórias que abrem créditos extraordinários
para diversos órgãos do governo e que bloqueiam a pauta
do plenário.
Entre as sugestões já encaminhadas
por PSDB, DEM e PSB está uma proposta que torna mais rigoroso
o enquadramento penal do crime de lavagem de dinheiro, a partir de
alterações na lei nº 9 613/08. Outras matérias
já apontadas pelos líderes são a que dobra a
pena para os crimes praticados com a participação de
menores de 18 anos e a que torna regra geral o uso da videoconferência
em interrogatórios e audiências judiciais com participação
de acusado preso e advogado.
Há ainda propostas de emenda Constituição
para as quais há consenso entre os partidos, com destaque
para a que determina voto aberto nos processos de perda de mandato
parlamentar.
No âmbito das comissões, está prevista
discussão sobre o embargo dos países da União
Européia s exportações brasileiras de carne
bovina. Na terça-feira, s 10h, parlamentares das comissões
de Agricultura da Casa e da Câmara dos Deputados vão
tratar do assunto com membros da Comissão de Agricultura e
Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu. A suspensão da
importação de carne brasileira para a União
Européia foi determinada no dia 31 de janeiro passado.
Ainda na terça-feira (29), a Comissão
de Constituição e Justiça discutirá em
audiência pública, às 14h , a proposta de emenda
Constituição do senador Almeida Lima (PMDB-SE) que
extingue os terrenos de Marinha no país. Tratam-se de áreas
que ficam a 33 metros do mar e quem possui casas ou apartamentos
nessas faixas paga taxas anuais ao governo pela ocupação.
A Comissão de Meio Ambiente, Defesa
do Consumidor e Fiscalização e Controle vai deliberar
de forma terminativa sem necessidade de a matéria ir a Plenário
sobre projeto que considera abusiva cláusula contratual que
obrigue o consumidor a pagar pela emissão de carnê ou
boleto bancário.
Na Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE) será analisado projeto que permite ao trabalhador faltar
ao serviço um dia por ano sem prejuízo da remuneração.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de abril de 2008 | Política
Comissão começa a analisar
na terça proposta de reforma tributária
Agência Estado
As comissões técnicas
e especiais da Câmara têm agenda cheia nesta semana.
Na terça-feira (29), às 14 horas, a comissão
especial criada para analisar o mérito da reforma tributária
realiza sua primeira reunião. Em pauta, a definição
do calendário de trabalhos e a votação de
requerimentos para convidar autoridades a debaterem a reforma tributária.
No mesmo dia, às 10 horas, a Comissão da Amazônia,
Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional
realiza audiência pública para debater as políticas
de defesa, vigilância e proteção da região.
Entre os convidados para a audiência, está o ministro
da Defesa, Nelson Jobim.
A Comissão Mista de Orçamento
realiza audiência pública, às 14 horas, também
na terça-feira, para debater o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias,
que está em análise na comissão. A discussão
terá a participação do ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo.
O secretário da Receita
Federal do Brasil, Jorge Rachid, foi convidado a comparecer, na quarta-feira
(30), às 9 horas, na Comissão de Finanças da Câmara,
para discutir os dados divulgados da arrecadação de tributos
de competência da União, referentes ao mês de março
deste ano.
Outra audiência pública
marcada para o dia 30 é a da Comissão Especial que trata
da Lei da Anistia. O encontro será às 14 horas Foram
convidados para a reunião os ministros do Planejamento, Paulo
Bernardo; da Defesa, Nelson Jobim; e da Justiça, Tarso Genro.
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Agência Brasil, 28
de abril de 2008
Estudo mostra quantos anos brasileiro
precisa trabalhar para pagar impostos
Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Nas comemorações da Semana do Trabalho, o
Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) lança
hoje (28) estudo inédito que revela quantos anos cada brasileiro precisa
trabalhar só para pagar tributos.
O levantamento projeta a tributação
que recai sobre o cidadão nos dias atuais, e quanto eles pagarão
de impostos nos próximos anos, considerando renda, patrimônio
e consumo em geral.
O estudo será apresentado
pelo cientista tributário Gilberto Luiz do Amaral, em entrevista
na sede da Associação Comercial de São Paulo,
a partir das 14h.
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Folha de São Paulo,
28 de abril de 2008
BNDES planeja criar superfarmacêutica
a partir de alianças
Meta é viabilizar empresa capaz de
investir fortemente em inovação e contribuir para reduzir
déficit comercial do setor | Estratégia se assemelha
ao modelo usado para criar a supertele nacional, anunciada em negócio
que uniu Oi e Brasil Telecom
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social) articula a criação de uma superfarmacêutica
nacional, que poderia ser viabilizada a partir da fusão de grupos
nacionais que atuam no setor. O banco não divulga nomes, mas afirma
que está intermediando conversas entre empresas.
A lógica tem semelhanças com o modelo de criação
da supertele nacional: o banco tem interesse em entrar como sócio da
empresa e assegurar poder de veto a operações que poderiam resultar
na desnacionalização da companhia.
O objetivo do BNDES é criar uma empresa com faturamento de R$ 2 bilhões
a R$ 3 bilhões, com envergadura suficiente para investir fortemente
em inovação, tanto em melhoria de medicamentos como em desenvolvimento
de novas drogas. Isso pode contribuir também para reduzir o déficit
da balança comercial do setor, uma das mais elevadas.
" O presidente Luciano Coutinho tem nos orientado para trabalhar de forma
pró-ativa, para tentar induzir alianças entre empresas. Essas alianças
podem ser acordos mercadológicos, fusões ou aquisições.
Existem conversas em andamento", afirmou Pedro Palmeira, chefe do Departamento
de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos.
A opção preferencial do banco é a de se tornar acionista
minoritário nos novos empreendimentos, com 20% a 30% do capital. O banco
defende a criação de uma empresa 100% nacional, mas admite a
hipótese de associação, em fatia minoritária, com
uma empresa estrangeira, desde que ela traga tecnologia de ponta para o país.
" A inovação é o oxigênio dessa indústria.
Se os empresários não comprarem essa idéia, vamos estar
relegados a um papel de periferia eterna no jogo global das indústrias
farmacêuticas", afirmou. Em 2007, o déficit da balança
comercial de medicamentos foi de R$ 2,775 bilhões e o de farmoquímicos
(insumos na produção de farmacêuticos), de R$ 1,327 bilhão.
Inovação
No ano passado, durante o lançamento do PAC da Saúde, BNDES e
Ministério da Saúde assinaram termo de cooperação.
Segundo Palmeira, em maio ocorre a primeira reunião de um comitê gestor. "Está na
pauta a questão do poder de compra do governo e a dos produtores públicos
de medicamentos no país", disse.
O Profarma (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica),
lançado em 2004, foi reformulado no ano passado. Com vigência
até 2012 e orçamento de R$ 3 bilhões, o programa vai focar
mais em inovação.
A partir de uma definição do Ministério da Saúde
de itens estratégicos normalmente importados, seria possível
fomentar a produção de novos medicamentos no país. "Não
estamos falando em quebra de patentes, mas na produção de um
item análogo, que pode ser parecido quimicamente, mas com a mesma finalidade
terapêutica comprovada", disse.
Caso uma empresa se disponha a desenvolver o produto, o ministério,
segundo Palmeira, pode se comprometer a comprar uma determinada quantidade,
a preço definido.
O BNDES entraria na operação reduzindo o risco financeiro via
aporte de recursos. Se o produto sair do papel, o banco ganha uma parcela dos
recursos oriundos da venda para o ministério. Se não der certo,
o banco perde.
O banco se dispõe ainda a financiar novas fábricas e a dar empréstimos
para estrangeiras interessadas em trazer projetos estratégicos ao país,
como um centro de pesquisas de doenças tropicais, por exemplo.
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O ESTADO DE SÃO PAULO,
28 de abril de 2008 | Economia & Negócios
Construtoras já 'importam' mão-de-obra
Para driblar escassez de operários,
empresas contratam em outros Estados e até no Paraguai
Márcia De Chiara
O rápido avanço
da construção civil provocou uma corrida das construtoras
para contratar mão-de-obra básica de outros Estados e até de
países vizinhos. São carpinteiros, pedreiros e armadores
saindo do Pará e do Maranhão para trabalhar no Rio Grande
do Sul, paulistas e cariocas migrando para o Centro-Oeste e nordestinos
voltando para os Estados de origem para trabalhar em obras locais. Há também
operários paraguaios cruzando a fronteira para se empregar no
Brasil.
O aquecimento da atividade, que
deve fechar o ano com crescimento de 10,2% no Produto Interno Bruto (PIB)
setorial, segundo previsão do Sindicato da Indústria da
Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP),
já teve impacto nas contratações. No primeiro bimestre,
o emprego na construção atingiu nível recorde, com
1,9 milhão trabalhadores contratados no País, aponta o
Sinduscon-SP. O déficit de mão-de-obra previsto para 2008 é de
71 mil trabalhadores no Estado de São Paulo e de 200 mil no País,
diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP),
Antonio de Sousa Ramalho.
Essa onda de “importação” de
mão-de-obra para cobrir o déficit de pessoal em diversas
regiões é recente. Começou em meados do ano passado
e agora ganha contornos mais nítidos com as obras de infra-estrutura
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o deslanche
dos empreendimentos do setor privado residencial e comercial. Ainda não
há números consolidados sobre o vaivém de operários.
Mas grandes construtoras e sindicatos de trabalhadores confirmam a tendência
de buscar operários em outras regiões.
Entre outubro do ano passado
e março deste ano, a construtora Norberto Odebrecht, por exemplo,
contratou 352 trabalhadores para duas obras no Centro-Oeste que vieram
de fora da região, conta Paulo Henrique Quaresma, diretor de Recursos
Humanos. Foram 175 operários do Rio de Janeiro, 90 de São
Paulo e 87 do Pará. Nos últimos dez meses, 11 operários
vindos do Paraguai se empregaram nas obras que a companhia tem no Centro-Oeste. “Foi
a primeira vez que admitimos paraguaios.” Nas 82 obras em andamento
da empresa hoje no País, 40% da mão-de-obra operacional é de
fora dos Estados onde o projeto é executado.
Ele conta que, no passado, pedreiros
e carpinteiros, por exemplo, eram contratados localmente. Formavam-se
filas na porta das obras de candidatos à procura de uma vaga.
Agora, porém, a construtora tem de recorrer a anúncios
em jornais e a contatos pessoais de operários que já são
funcionários da companhia, a chamada “rádio peão” para
recrutar mais trabalhadores. Além disso, a empresa passou a reter
o pessoal quando termina uma obra, encaminhando para outros projetos. “Hoje,
mão-de-obra é um gargalo”, afirma Quaresma.
A construtora Camargo Corrêa,
outra gigante do setor, confirma a escassez de mão-de-obra básica
e a migração dos operários de outros Estados para
preencher as vagas. “Nas obras do metrô de São Paulo,
temos trabalhadores de Mato Grosso e de Minas Gerais”, diz o diretor
de Projetos de Infra-estrutura, Transportes e Saneamento, Dalton Avancini.
Ele explica que a migração
de mão-de-obra do Nordeste para o Sudeste não é tão
intensa como foi no passado. “Hoje há aquecimento da construção
civil no País inteiro e há migração de mão-de-obra
básica dentro das próprias regiões para suprir a
escassez de trabalhadores.” Ele cita como exemplo a construção
do estaleiro no Porto de Suape, em Pernambuco, que se transformou em
pólo de atração de mão-de-obra.
Não é só Pernambuco
que virou mercado de trabalho promissor para operários do Nordeste.
Segundo o Sinduscon do Maranhão, levantamento feito com uma construtora
de grande porte da região revela que, de 50 trabalhadores contratados
pela empresa recentemente, 30 vieram de fora do Estado e 20 eram do Piauí.
Apesar do dinamismo recente
do Nordeste para atrair os operários, a região continua “exportando” mão-de-obra.
A MPD-KC Empreendimentos Imobiliários, por exemplo, que iniciou
neste ano a construção de uma unidade industrial em Caxias
do Sul (RS) contratou 25 operários vindos do Maranhão
e Piauí para erguer o empreendimento.
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REPÓRTER CIDADÃO/
ABC PAULISTA, 28 de abril de 2008
Trabalho
Trabalhadores conseguem reajustes com
ganhos reais
Além da redução da jornada, as categorias com data-base
para renovação da convenção coletiva no primeiro
semestre cobram também a parte nos ganhos que as empresas têm
obtido com o crescimento da atividade. Os 250 mil operários da construção
civil de São Paulo, por exemplo, já conquistaram reajuste de
8,51% a partir de maio. O ganho real, descontado a inflação,
será de 3%.
"Conseguimos manter o piso
da categoria bem acima do salário mínimo proposto pelo
governo do Estado, de R$ 450,00", diz Antônio de Souza Ramalho,
presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção
Civil de São Paulo. Pela nova tabela, o servente não pode
ganhar menos que R$ 712,80 mensais. Para trabalhadores mais qualificados,
como pedreiros, carpinteiros e pintores, o piso é de R$ 851,40,
ou R$ 3,87 por hora. A categoria também conseguiu cesta básica
de 30 quilos e vale-refeição de R$ 10,50.
No setor de doces e conservas
alimentícias, cerca de 10 mil trabalhadores no Estado tiveram
os salários reajustados em 8%, o que representa aumento real em
torno de 2,5%. Já os 15mil trabalhadores do setor de bebidas (exceto
cervejas) conseguiram reajuste de 6,5%. Ficou definido ainda a Participação
nos Lucros ou Resultados de R$ 725,00, a ser paga em duas parcelas semestrais.
Com data-base em maio, os 37
mil trabalhadores químicos da indústria farmacêutica
no Estado terão reajuste de 6,5%. O número corresponde
a ganho real de 0,95%. "O quadro nos últimos três anos
tem sido favorável aos trabalhadores", diz Clemente Gaz Lúcio,
diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese). (AE)
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DIÁRIO
DO NORDESTE, 28 de abril de 2008 | Cidade
GREVE NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Fortaleza: Justiça proíbe
atos de vandalismo

Em três dias, Sinduscon estima que prejuízos com a destruição
de canteiros chegam a R$ 100 mil (Foto: Daniel Roman)
O Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região deferiu Pedido de Tutela
Antecipatória para impedir os atos de vandalismo e de bloqueio ao acesso
de operários aos canteiros de obras praticados pelos grevistas da construção
civil. Segundo o assessor jurídico do Sindicato das Empresas da Construção
Civil (Sinduscon), Cleto Gomes, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza
já foi notificado e, caso os problemas continuem, terá que pagar
uma multa de R$ 30 mil por cada canteiro danificado e cada ato de bloqueio de
quem quer trabalhar.
O Sinduscon também aguarda decisão
do Pleno do TRT sobre o pedido de abusividade da greve impetrada
pela entidade, que completou três dias ontem. Durante esse
período, a insegurança marcou o movimento pelos atos
de violência praticados contra canteiros de obras, provocando
medo nos moradores e comerciantes nos locais por onde passaram os
grupos organizados em passeata. Os prejuízos com a destruição
de canteiros de obras e estandes de vendas chegam a R$ 100 mil, de
acordo com cálculos parciais do Sinduscon.
A ausência de policiamento, tanto da
Polícia Militar quanto da Autarquia Municipal de Trânsito
(AMC), é uma das queixas do Sinduscon. O presidente da entidade,
Roberto Sérgio Ferreira, acusa as duas corporações
de “omissas”.
A assessoria de comunicação
da AMC garante que o órgão não foi comunicado
sobre a intenção dos operários de promover passeatas. “Fica
impossível fazer qualquer coisa. Não temos o papel
de polícia e não podemos retirar ninguém de
qualquer espaço público”.
Já o titular do Comando de Policiamento
da Capital (CPC), coronel Sérgio Costa, rebate a acusação
do Sinduscon afirmando que a PM não é omissa em caso
nenhum. Ele esclarece que a corporação deve ser acionada
por meio do 190. Para ele, o procedimento do Sinduscon até o
momento está errado. “Se eles sabem quem são
os responsáveis pela violência deveriam ir até uma
delegacia mais próxima e registrar um B.O”.
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SÓ NOTÍCIAS/
MATO GROSSO, 28 de abril de 2008
Economia
Sinop: construção
civil amplia contratações em 100% no trimestre
A construção civil
apresentou um dos melhores desempenhos entre os diferentes segmentos
da economia, em relação às contratações
de funcionários com carteiras assinadas na maior cidade da região
Norte, no trimestre. Levando-se em conta dados apresentados pelo Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do
Trabalho e Emprego, ampliou em 100% o número de admissões,
comparando-se ao mesmo período do ano passado.
Entre janeiro a março
foram inseridos no mercado 291 trabalhadores, ante os 145 do período
passado. Mesmo não levando em conta as demissões existentes
entre os anos, que foram menores que as aberturas, e o total de funcionários
mantidos, o desempenho pode ser avaliado como positivo. Para o presidente
do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria, Construção
Civil e Mobiliário (Siticom), Vilmar Galvão, o fortalecimento
da construção é reflexo do cenário nacional.
Ele salienta que no Brasil a
injeção de capital pelo governo para realização
de obras públicas, entre outras, influencia o mercado. “Esta é uma
realidade em nível nacional. Todo o país tem recebido uma
carga bem significante de recursos, para obras públicas como financiadas
para pessoas físicas, por meio da Caixa Econômica Federal.
Em função desta enorme condição de recurso
no mercado, a construção se torna uma realidade”,
declarou, ao Só Notícias.
Entretanto, Galvão lembra
que o número de vagas criadas pode superar os dados apresentados
pelo Caged, já que algumas empresas que prestam serviços
são de fora, e, ao registrarem o trabalhador, os dados são
incluídos para o município de onde são originárias.
Também, que a informalidade presente ainda é alta.
O reflexo nas contratações
também influencia outro ramo, das empresas que vendem materiais.
Em algumas, só para o mês de abril, houve um incremento
de aproximamadamente 10% para produtos como ferro, tijolo, areia, entre
outros. O gerente Denílson Ferro explica que as comercializações
ocorrem de acordo com as condições climáticas. Nos
dois primeiros meses do ano, devido ao grande volume de chuvas, ficaram
retraídas.
Entretanto, a partir do
início deste mês, a realidade vem se transformando. “Em
fevereiro tivemos 11 dias de chuvas (dos 29 do calendário),
e para a construção isto é um desespero, porque
deixa-se de vender. Com a normalização do clima, a situação
muda, tanto que registramos nestes últimos dias um aumento em
torno de 10%”, enfatizou.
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Agência Diap, 28 de
abril de 2008
NORMAS INTERNACIONAIS
Relações Exteriores
poderá votar mensagem que ratifica Convenção
151 da OIT
O deputado Vieira da Cunha
(PDT/RS), relator da Mensagem 58/08, do Executivo, que trata da negociação
coletiva no serviço público, afirmou na última
quinta-feira (24), que deve apresentar seu parecer, favorável à aprovação
da mensagem, na reunião da Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional, prevista para quarta-feira (30).
A mensagem contém a convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho, que estabelece a negociação coletiva
no âmbito do serviço público e reconhece como instrumentos
válidos para a solução de conflitos a mediação,
a conciliação ou a arbitragem.
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ÂMBITO JURÍDICO,
28 de abril de 2008
TSE mantém proibição
de contribuição de autoridades a partidos políticos
Fonte: ABr
O ministro Arnaldo Versiani,
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou seguimento a mandado de segurança
ajuizado pelo chefe do Gabinete Pessoal do presidente da República,
Gilberto Carvalho; pelo assessor especial da Presidência da República
para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia; e pelo ministro
da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, contra decisão
da Corte em caso de consulta. Na prática, a negativa do ministro
mantém o entendimento do tribunal - na resposta à consulta
1428 - de que não deve e não pode haver doação
ou contribuição a partido político feita por detentor
de cargo de chefia e direção no Executivo.
Na decisão, o ministro
do TSE não chegou a examinar os argumentos dos impetrantes do
mandado de segurança. Essas autoridades do governo federal informaram,
na ação, que contribuíam regularmente com o Partido
dos Trabalhadores (PT), e alegam cerceamento do direito de proceder às
contribuições com as quais concordaram ao filiarem-se à legenda,
e na falta das quais poderiam até mesmo sofrer sanções
pelo partido, como o desligamento da filiação partidária.
Ao negar seguimento ao mandado
de segurança, o ministro Arnaldo Versiani lembrou que, em casos
similares, o TSE já definiu que não cabe mandado de segurança
contra pronunciamento feito pela Corte em caso de consulta, referindo-se
a dois casos já julgados no tribunal.
Marco Antônio Soalheiro
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O ESTADO DO PARANPÁ,
28 de abril de 2008 | Direito e Desenvolvimento
O individualismo e o futuro do emprego
Fábio Tokars
O individualismo tem sido apresentado
pelos sociólogos como uma característica essencialmente
negativa do século XXI. Juízos de valor à parte,
ele é um fenômeno que não pode deixar de ser considerado
nas análises quanto ao futuro das relações de emprego.
Zygmunt Bauman, em seu livro
Modernidade Líquida, explica que capitalismo e socialismo seriam
variações do fordismo, cujas características essenciais
eram o dirigismo, a redução da liberdade e a fidelidade
das relações de trabalho. O século XXI teria revelado
não só o naufrágio do socialismo, mas principalmente
o do fordismo. O “capitalismo pesado” foi substituído
pelo “capitalismo leve”, dependente mais dos fluxos do capital
e de tecnologia do que dos grandes parques industriais, e no qual o conceito
de emprego sofre uma brutal transformação.
Os empregos passam a ser vistos
como relações transitórias, como etapas de uma carreira.
Na imagem fornecida pelo autor, não somos mais parte da tripulação
de grandes navios, conduzidos pelos dirigentes industriais. Navegamos
em nossos próprios e pequenos barcos, em um misto de liberdade
e fragilidade. Não cabe mais questionar se esta mudança é boa
ou má. Simplesmente não há mais grandes navios.
A tese de Bauman tornou superada
a teoria da burocracia weberiana. Não há mais espaço
para o dirigismo, seja na esfera da empresa, seja na do Estado. Este é mais
um elemento de convencimento no sentido da ineficiência do estado
dirigista. Cabe ao Estado ensinar a navegar e, quando possível,
produzir um bom vento. Não adianta mais buscar o timão.
Este não funciona.
Duas outras características
do “capitalismo leve” seriam a multiplicidade de escolhas
e o individualismo. Não há mais uma grande verdade (capitalismo
ou socialismo) em busca de meios eficientes à sua implementação.
Os fins não são mais certos. Perdemos o “irmão
mais velho”, que nos orientava e defendia. Estamos sós,
o que gera tanto oportunidades que nos impulsionam quanto a insegurança
que traz consigo a angústia. Para Bauman, “estar inacabado,
incompleto e subdeterminado é um estado cheio de riscos e ansiedade”.
Outra obra que nos oferece uma
visão contemporânea sobre os reflexos do individualismo
na regulação das relações de emprego é o
livro O Mundo é Plano, de Thomas Friedman.
Enquanto usualmente o individualismo é vinculado
ao consumismo, ao egoísmo ou à ganância, Thomas Friedman
o vê como uma nova realidade de trabalho, em que os indivíduos
passam a ter oportunidades globais.
Para o autor, o processo de globalização
apresenta três fases distintas. A primeira, que vai até 1800,
seria a globalização dos estados, em que o encurtamento
das distâncias era fruto dos interesses comerciais estatais (com
ou sem colonização). A segunda, que vai de 1800 a 2000,
seria a globalização das empresas, em que as distâncias
foram ainda mais encurtadas por força da atuação
das mutinacionais. Já a terceira, a globalização
do indivíduo, é o produto da revolução da
web.
Pessoas que residem em diferentes
partes do mundo podem trabalhar sem que a distância entre elas
e seu empregador represente um obstáculo intransponível.
Que o digam os prestadores de serviços de apoio administrativo
indianos, que organizam documentos e processos de comunicação
de empresas sediadas na Suíça ou nos Estados Unidos. Quando
um consumidor americano recorre a um serviço de call Center, provavelmente
será atendido por um indiano (que se adaptou tanto para trabalhar
madrugada adentro quando é dia nos Estados Unidos quanto para
falar com sotaque norte-americano). Mais relevantes do ponto de vista
econômico são as empresas indianas de desenvolvimento de
softwares, que se apresentaram ao mundo como mão de obra barata
para sanar os problemas do bug do milênio, para desde então
tomar a dianteira neste mercado altamente competitivo.
Neste mercado global, há que
se debater a forma de regulação das relações
trabalhistas. O rigorismo de nossas normas deixa de ser um problema apenas
para os empresários brasileiros, e passa a ser mais um potencial
fator de desvantagem comparativa com outros países menos regulados
no plano trabalhista. Se a estrutura do emprego mudou, o direito deve
acompanhar as mudanças. Nossas leis continuam na era do fordismo
(na linguagem de Zygmunt Bauman), ou na da globalização
2.0 (na linguagem de Thomas Friedman).
A oportunidade histórica é evidente,
e não pode ser desperdiçada. Ao contrário das demais
fases da globalização, em que os agentes eram essencialmente
europeus ou norte-americanos, na globalização 3.0 (para
manter a imagem oferecida por Thomas Friedman), a atuação
dos agentes econômicos deixa de depender de um pesado background
estatal.
Os norte-americanos já perceberam
que é ineficiente a manutenção de estruturas voltadas à prestação
de serviços básicos, quando eles podem ser desenvolvidos
em outros países, com suporte tecnológico. Os custos com
a mão de obra local não são páreo para os
encontrados na Índia, para manter o exemplo. Os indianos já perceberam
este filão, e estão, até o momento, navegando tranqüilamente
neste mercado. Bangalore é um dos locais mais conectados do mundo,
e está receptivo a qualquer modalidade de prestação
de serviços que possa ser executada à distância (o
que envolve não só a prestação completa do
serviço, como também a realização de partes
de um serviço que continua a ser prestado no mercado de origem).
Cabe a nós, brasileiros,
considerar a situação atual, e nos prepararmos não
exatamente para o futuro, mas sim para um presente que teimamos em não
conhecer. Somos sagazes em criticar o off-shoring, acusando os responsáveis
pela exploração de povos dominados. A realidade, porém, é outra.
Indianos, chineses e outros estão saindo da pobreza por revelarem
eficiência na prestação de serviços para os
mercados consolidados. Para os antigos empregados nestes mercados consolidados,
abre-se a oportunidade para buscar funções mais complexas.
Enquanto isso, nós fornecemos commodities, esquecendo que a produção
de tecnologia é o fator essencial de desenvolvimento econômico.
Nesta dança das cadeiras
em que se transformou a ordem econômica mundial, a maioria dos
países adota as melhores estratégias para conseguir um
bom lugar, enquanto nós permanecemos à distância,
criticando. Em pé.
Fábio Tokars é mestre
e doutor em Direito. É professor de Direito Empresarial na PUCPR,
no curso de Mestrado em Direito da Unicuritiba, na Escola da Magistratura
do Estado do Paraná e na Escola da Magistratura do Trabalho
do Estado do Paraná. fabio.tokars@pucpr.br
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de abril de 2008
Hora livre
TST diz que sem escala de horário
não há subordinação
Um médico plantonista teve o vínculo de emprego negado porque
não conseguiu provar a subordinação em relação
ao hospital. Isso porque ele podia escolher o horário em que trabalhava.
O entendimento foi da Seção Especializada em Dissídios
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho.
Ele trabalhou no Hospital Nossa
Senhora dos Prazeres, de Lages (SC), por mais de sete anos. No início,
tinha sido contratado com carteira de trabalho. Depois, sua condição
foi alterada para de autônomo. O médico pedia o reconhecimento
da unicidade contratual.
Segundo seu advogado, ele exerceu
as mesmas atividades desde que foi contratado pelo hospital em março
de 1990. O médico ficou registrado até abril de 1992
quando teve o contrato rescindido por contenção de gastos.
O hospital o manteve, no entanto, como prestador de serviço
autônomo. Isso até outubro de 1998, mês do último
recibo. O médico argumentou que o hospital violou do artigo
9º da Consolidação das Leis do Trabalho, que anula
os direitos do empregador que fraudou a relação de trabalho.
A 1ª Vara do Trabalho
de Lages (SC) aceitou a unicidade contratual, mandando o hospital pagar
aviso prévio, 40% do FGTS e adicional de insalubridade. O juiz,
porém, negou os outros itens. Trabalhador e empresa recorreram
ao Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC). O
hospital sustentou que não estavam presentes os elementos formadores
de relação de emprego, especificamente exclusividade,
onerosidade e subordinação.
O TRT considerou que não
foi demonstrada a subordinação, pois não era preciso
cumprir as escalas prévias de plantão. O médico
chegava ao Serviço de Emergência segundo a sua conveniência.
As anotações de atraso ou saída antecipada não
eram levadas ao conhecimento da administração. O TRT
julgou improcedente o pedido do médico.
Ao TST, ele argumentou que
foram violados os artigos 3º e 9º da CLT. A primeira norma
diz que é considerado empregado toda pessoa que prestar serviços
de natureza não eventual, sob a dependência deste e mediante
salário. O médico não conseguiu provar a violação.
Quanto ao artigo 9º, o
médico sustentou que a transformação do contrato
de trabalho em relação de serviço autônomo é nula
por ser uma fraude. A SDI, seguindo o voto do ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, não verificou a violação.
E-RR 763.511/2001.9
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/04/2008
TST admite que preposto de micro e pequena
empresa não seja empregado
O Pleno do Tribunal Superior
do Trabalho aprovou em sua última sessão, dia 24, a proposta
de alteração da Súmula nº 377 para excepcionar
as reclamações contra micro e pequenos empresários
(além daquelas movidas por empregados domésticos) a exigência
de que o preposto seja necessariamente empregado do reclamado.
A alteração, proposta
pela comissão Permanente de Jurisprudência e Precedentes
Normativos, foi motivada pela necessidade de adequar a redação
ad Súmula nº 377 à Lei complementar nº 123/2006
(Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte). Em
seu artigo 54, a lei faculta ao empregador de microempresa ou de empresa
de pequeno porte “fazer-se substituir ou representar perante a
Justiça do Trabalho por terceiros que conheçam dos fatos,
ainda que não possuam vínculo trabalhista ou societário.”
Com a decisão do Pleno,
a nova redação da Súmula nº 377 passa a ser
a seguinte:
Súmula nº 377
do TST
PREPOSTO. EXIGÊNCIA DA CONDIÇÃO DE EMPREGADO.
Exceto quanto à reclamação
de empregado doméstico, *ou contra micro ou pequeno empresário*,
o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. Inteligência
do art. 843, § 1º, da CLT e do art. 54 da Lei Complementar
nº 123, de 14 de dezembro de 2006. (ex-OJ nº 99 - Inserida
em 30.05.1997)
Quarta Turma aceitou marido de sócia e ex-empregado da empresa como
preposto
Em decisão recente, anterior à alteração
da jurisprudência, a Quarta Turma já havia adotado entendimento
neste sentido, ao julgar um caso atípico, segundo a relatora,
ministra Maria de Assis Calsing. O inusitado, no caso, é que o
indicado como preposto, mesmo não sendo mais funcionário,
era marido de sócia da empresa reclamada e tinha conhecimento
do funcionamento da empresa e dos fatos ocorridos com o trabalhador que
ajuizou a ação.
O trabalhador foi contratado
como gerente da filial de Uberlândia, inicialmente pela Transportadora
Emborcação Ltda. e, em seguida, por sucessão, pela
Transrápido Araguari Ltda. e pela Port Cargas Ltda. Na reclamatória,
informou que a remuneração combinada era de um salário
fixo de R$ 800,00, acrescido de uma parte variável, a título
de comissão, “por fora”, de 3,5% sobre o faturamento
bruto das empresas. Em maio de 1997, deixou de receber as comissões
e passou a receber R$ 165,00, devido a instrumento normativo. Ele pleiteou,
entre outros itens, horas extras e inclusão de comissões
no cálculo de outras parcelas salariais.
Na audiência de conciliação
e instrução, as empresas indicaram como preposto o marido
de uma das sócias. A 4ª Vara do Trabalho de Uberlândia
aplicou pena de confissão por julgar incorreta a representação,
pois o preposto não era, naquela data, funcionário de nenhuma
das empresas. A sentença, proferida com base no depoimento do
ex-gerente e na contestação da empregadora, deferiu os
pedidos e determinou a retificação da carteira de trabalho
para fazer constar o recebimento de comissão.
As empresas recorreram ao Tribunal
Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que concluiu que
o preposto tinha condições de informar e responder sobre
o litígio, por ser marido de uma das sócias da Transportadora
Emborcação Ltda. e ter trabalhado para ela de dezembro
de 1991 a janeiro de 1999, ou seja, durante todo o período do
contrato do ex-gerente, de setembro de 1995 a novembro de 1997.
No recurso ao TST, o ex-gerente
buscou o restabelecimento da sentença que, aplicando a pena de
confissão às empresas, deferiu as horas extras ao trabalhador.
No entanto, a Quarta Turma não reformulou a decisão regional.
Na proposta que apresentou ao colegiado, a relatora afirmou que não
houve prejuízo ao trabalhador por causa do afastamento da suposta
confissão, pois, para excluir as horas extras, o Regional analisou
outras provas, como o próprio depoimento do reclamante. (AIRR
e RR-733473/2001.6)
(Carmem Feijó/Lourdes Tavares)
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28/04/2008
Acordo após sentença: contribuição
ao INSS é calculada sobre a condenação
No caso de acordo firmado após
a sentença, com valores diferentes dos que foram fixados na condenação,
qual deverá ser a base de cálculo para o recolhimento da
contribuição previdenciária? O entendimento consolidado
pelo Tribunal Superior do Trabalho é no sentido de que, ao serem
deferidos os direitos reclamados, criam-se também obrigações
para com o INSS, que não são passíveis de negociação
por terceiros. Ou seja: os cálculos serão, sempre, feitos
com base na sentença, independente do que for objeto de acordo
posterior.
Este entendimento serviu de base
para decisão da Sexta Turma do TST, ao negar provimento a agravo
de instrumento ajuizado pela empresa Tintas Coral S/A, em processo no
qual foi condenada ao pagamento de verbas rescisórias a uma ex-empregada.
A empresa ajuizou recurso de
revista para contestar decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (SP), que deu provimento a recurso do INSS e
determinou que a contribuição previdenciária fosse
calculada sobre o valor da sentença. Sustentou que a decisão
do Regional teria estabelecido obrigação de recolhimento
sobre base inexistente e sem o correspondente fato gerador, uma vez que
o valor objeto do acordo foi de, apenas, parte daquele definido em liquidação.
Diante da negativa do Regional
em dar seguimento ao recurso de revista, a empresa apelou ao TST, mediante
agravo de instrumento. O relator da matéria, ministro Maurício
Godinho Delgado, negou provimento ao agravo, destacando que somente a
ocorrência de violação direta à Constituição
Federal poderia legitimar o recurso, nesta fase do processo.
Neste sentido, o ministro
observou que a empresa não levantou tese explícita sobre
a violação do artigo constitucional que trata da responsabilidade
pelo financiamento da seguridade social, e tampouco cuidou de opor
embargos visando ao seu prequestionamento. (AIRR 1899/1997-432-02-40.5)
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28/04/2008
JT de Goiás recebe ação
contra família acusada de explorar trabalho infantil
Ministério Público
propõe ação pedindo indenização
de R$ 1 milhão contra os Calabresi
O Ministério Público
do Trabalho ajuizou, no dia 24 de abril, ação civil pública
na Justiça do Trabalho da 18ª Região (GO) requerendo
a condenação da família Calabresi a pagar indenização
mínima de R$ 1 milhão por ter utilizado trabalho escravo
infantil doméstico. Na inicial, o Ministério Público
justificou a propositura da ação em razão dos
atos de “extrema violência, abusos, trabalho forçado,
tortura e ameaças, bem como da gravíssima ofensa aos
direitos humanos e à ordem jurídica” cometidos
pelos membros da família contra a menor, que teria sido reduzida à condição
de “coisa”. O dinheiro, caso haja condenação,
será revertido para o Fundo de Amparo ao Trabalho (FAT).
A ação civil
pública cita, entre os atos de perversidade cometidos reiteradamente
pela empregadora, uma empresária, contra a adolescente, o fato
de ter sido coagida a lamber urina do cachorro da casa e a comer o
seu próprio vômito, causado pelo ato repugnante que estava
sendo obrigada a fazer. O marido e o filho da empresária foram
incluídos como responsáveis porque, mesmo não
tendo participado das torturas e violências, tinham conhecimento
desses atos. O Ministério Público cita o nome de outras
quatro meninas que, em anos anteriores, foram também vítimas
de abusos por parte da empresária.
Por fim, o Ministério
Público pede a condenação dos réus ao cumprimento
de obrigação de não mais utilizar trabalho escravo
e infantil doméstico e à condenação pecuniária
por danos morais coletivos, tendo em vista que a agressão da
família “ofende violentamente não só a adolescente,
de forma individual, mas toda a sociedade brasileira, que assumiu um
compromisso em âmbito internacional, e também através
das suas normas constitucionais e infraconstitucionais, de resguardar
a dignidade de todos os seres humanos que nela residem, em especial,
das crianças e adolescentes”. A inicial acrescenta que
as violações aos direitos fundamentais e ao princípio
da dignidade resultam em danos morais à coletividade, exigindo,
assim, indenização de caráter preventivo-pedagógico
e punitivo.
A ação civil
pública será distribuída para a 10ª Vara
do Trabalho de Goiânia (GO), onde já tramita medida cautelar
em que foi deferido bloqueio dos bens da família.

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SINDPRESP, 28 de abril de 2008 | Eventos
Curso competência requeridas para o aperfeiçoamento
Profissional e Politico

O SINDPRESP , inaugurou
o espaço para Cursos e Palestras, na sua Sede Social em São
Paulo, com o CURSO COMPENTÊNCIA REQUERIDAS PARA O APERFEIÇOAMENTO
PROFISSIONAL E POLITICO, ministrado nos dias 22 e 23 de abril de 2008
pelo Professor Erledes Elias da Silveira, Mestre em Educação
e um dos membros de Formadores do Projeto VERBA da CNV da Holanda e
da CLAT - Venezuela, entre outras qualificações.
Na abertura do evento o Presidente do SINDPRESP Sr. Norival Riesz Scaglione
falou aos participantes do apoio que a Entidade recebeu da Confederação
Nacional dos Trabalhadores - CNTI, agradecendo a diretoria na pessoa do Presidente
e amigo José Calixto Ramos e do companheiro e amigo José Sebastião
dos Santos.
Esteve também presente na abertura dos trabalhos, o companheiro e amigo
José Francisco Filho, o Chiquinho dos Óticos, membro da CNTI,
FLATIC, CLAT e membro de formadores do Projeto VERBA da CNV da Holanda, que
elogiou a
iniciativa do SINDPRESP.
O Curso teve a presença de 17 trabalhadores, sendo 15 da categoria de
Premoldados em Concreto,Sondagens e Fundações e 2 trabalhadores
da categoria dos Óticos.
No Curso foi resgatado a importância dos sindicatos e o papel dos dirigentes
sindicais na luta para conquistar condições dignas de vida para
os trabalhadores e também as recentes mudanças no mundo e no
Brasil e os reflexos na luta Sindical.
O curso apresentou os seguintes tópicos:
1 - As mudanças recentes no Brasil e no Mundo e os reflexos na Luta Sindical
(uma breve análise da conjutura política).
2- Uma visão da Estrutura Sindical Brasileira.
3- Perfil Sindical - o tripé da ação Sindical na atualidade.
4-Como administrar uma entidade Sindical
5-Perfil Político e as Atribuições dos Dirigentes Sindicais
Foi ministrado tecnicas de Como debater temas globais e nacionais de interesse
da sociedade, conduzir a luta à altura das necessidades e exigencias dos
trabalhadores. Comunicar de forma clara e objetiva, utilizando recursos que possibilitam
o diálogo e a compreensão mútua favorecendo a integração
social, saber encaminhar a luta pelas demandas específicas da categoria
bem como pelas questôes gerais da sociedade; formar um negociador competente.
como gerir com profissionalismo a Entidade Sindical.
O Curso elevou o conhecimento dos trabalhadores para que possam atuar no movimento
sindical na atual conjuntura política, economica e social, mostrando
quais habilidades devem ter os dirigentes sindicais.
No encerramento do Curso, os trabalhadores falaram sobre o conhecimento obtido
do sindicalismo braslieiro, tendo uma visão da atual conjuntura Politica-Sindical
e a necessidade da união maior dos trabalhadores no movimento Sindical
nacional e internacional.
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Confira
Também: Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009
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