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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de maio de 2008 | Nacional
Para Lula, “ninguém
segura esse País”
Redação O Estado do Paraná
Teresina (PI)
O presidente discursou em um
palanque armado pelo PT e para o PT. Foi na última etapa da sua
visita, em que anunciou mais de R$ 40 milhões do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) para saneamento e esgoto da capital, inaugurou 280
casas financiadas pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR) para
a população de baixa renda e destacou que até 2010,
recursos de mais de R$ 1 bilhão irão beneficiar municípios
pobres piauienses dentro do programa Territórios da Cidadania.
Na inauguração
do Hospital de Urgência de Teresina, no bairro da Redenção,
pela manhã, o mérito pela obra - que levou 17 anos para
ser concluída e recebeu mais de R$ 21 milhões do governo
federal - foi dividido com os tucanos. O governador de São Paulo,
José Serra, foi um dos convidados do prefeito de Teresina, o também
tucano Silvio Mendes, na condição de ex-ministro da Saúde
e um dos gestores públicos importantes no andamento da construção
do hospital, que será referência no Meio-Norte brasileiro.
Mendes, que tem boa aprovação popular - assim como o governador
Wellington Dias (PT) e o presidente Lula -, vai tentar a reeleição
tendo como principal adversário o deputado federal petista Nazareno
Fonteles, integrante da comitiva presidencial.
Para evitar que o PSDB pegasse
carona na popularidade do presidente e fosse favorecido pela festa petista,
os discursos ficaram restritos à tarde. Serra ainda acompanhou
o presidente na inauguração do Centro Integrado de Reabilitação
(CEIR) que integra o Complexo Estadual de Reabilitação
em Saúde, que atende pessoas com deficiências físicas
e motoras, mantendo uma postura discreta. Ele não deu entrevistas.
Lula mostrou-se otimista, bem-humorado
e confiante ao dizer que “ninguém segura esse País”, “Ninguém
segura”, repetiu. “A gente pode fazer muito mais. Todos nós
aprendemos no primeiro mandato. No segundo é fazer como o Flamengo
fez contra o Botafogo, o Internacional fez com o Juventude... Só não
posso falar do Corinthians porque está capengando”, brincou
ao se referir às finais dos campeonatos estaduais de São
Paulo e Rio Grande do Sul, definidos no domingo.
Com bom humor, explicou para
o povo que o aplaudia o significado do grau de investimento -“investment
grade” - conquistado pelo Brasil. “Estava em casa e vi na
televisão: o Brasil agora virou investment grade. Nem sabia o
que era isso. Liguei para o Celso Amorim (ministro das Relações
Exteriores) para perguntar que diabo de palavra é essa. Ele falou: é grau
de investimento.”
“Fiquei mais confuso ainda”,
relatou. “E comecei a matutar o que aconteceu com o Brasil. Imaginemos
dois trabalhadores, os dois ganham R$ 1 mil. Um é um homem comportado,
cuida da família, paga o aluguel, não tem vícios.
Todo mês discute com a mulher o que tem que pagar, o que pode comprar.
O outro recebe e torra tudo em mesa de jogo, ou gasta demais. Esse está quebrado. É assim
que era o Brasil, não tinha credibilidade, não podia sequer
pagar as suas importações. Todo mundo lembra quanta faixa
da dívida, (pedindo) ‘fora FMI’. Acabou isso. Hoje
temos US$ 200 bilhões de reservas. O Brasil agora está sendo
olhado pelo mundo como um país de confiança.”
Na sua oitava visita ao Piauí desde
que foi eleito para o primeiro mandato, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva classificou ontem de “problema bom” o aumento
do preço dos alimentos. Ele citou a saca do feijão, que
há três anos custava R$ 60,00 e hoje custa R$ 250,00, e
explicou: “Este é um problema bom porque os chineses estão
comendo mais, os indianos estão comendo mais, o povo pobre brasileiro
está comendo mais, a América Latina está comendo
mais, os africanos estão comendo mais. Se falta alimento, ótimo,
vamos produzir mais alimento nesse País. Temos terra, tecnologia, água,
sol quase o ano inteiro”.
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SINTRICOMB, 06 de maio de 2008
Brusque/SC
Definido reajuste salarial dos
trabalhadores na construção
civil
Por: Valdomiro da Motta
Assessoria de imprensa do Sintricomb
Os trabalhadores
do setor de construção civil e
do mobiliário de Brusque e região vão receber
7% de reajuste salarial. Esse foi o resultado das convenções
coletivas realizadas para discutir os reajustes, conforme a data
base da categoria. A assinatura dos documentos que concede os reajustes
foi feita na última semana entre o Sindicato dos Trabalhadores
as Indústrias da Construção e do Mobiliário
(Sintricomb) e o Sindicato das Indústrias da Construção
Civil (Sinduscon).
De acordo com o presidente do Sintricomb,
Renato José Lungen,
o aumento ficou abaixo daquilo que a entidade buscava conseguir
junto à classe patronal. “A expectativa nossa e dos
próprios trabalhadores era de obter valor um pouco acima
disso, mas infelizmente, até por falta da presença
de trabalhadores nas assembléias, não conseguimos
avançar mais nas negociações”, comenta
ele. No entanto, Lungen não considera o resultado das negociações
negativo. Principalmente porque duas outras conquistas foram obtidas
para a classe trabalhadora: piso salarial para mestre-de-obras
e encarregado de empresa e a implantação de seguro
de vida obrigatório, a ser pago pelas empresas, no valor
mínimo de R$ 10 mil. Segundo Renato Lungen, o sindicato
e os trabalhadores vinham buscando a conquista destes dois itens
há mais de dez anos. “A empresa que não contratar
até o dia 1º de julho esse seguro para seus funcionários,
automaticamente assume a responsabilidade se viera a acontecer
algum acidente grave e que o trabalhador perca a vida”, explica
Lungen.
A assinatura das convenções foi feita durante evento
realizado na última quinta-feira, 1º de maio, Dia do
Trabalhão, na sede do Sintricomb. Participaram do ato o
presidente do Sintricomb, membros da diretoria da entidade, e o
presidente do Sinduscon, Ademir José Pereira, além
de um dos diretores do sindicato. Na ocasião, Pereira disse
que a intenção da classe patronal é de possibilitar
sempre ganhos satisfatórios aos trabalhadores, mas que os
reajustes somente podem ser concedidos dentro do que podem oferecer
as empresas. Ele aproveitou ainda para reforçar o bom entendimento
que tiveram o Sintricomb e o Sinduscon na definição
das negociações, apesar de defenderem interesses
opostos. “Há um bom relacionamento entre os dois sindicatos,
o que permite que as decisões sejam tomadas de maneira rápida
e sem prejuízos para ambas as partes”, discursou Pereira.
Os trabalhadores começam a receber os reajustes a partir
do próximo pagamento e eles são retroativos ao mês
de abril. As definições ficaram da seguinte forma:
Piso encarregado e mestre
de obras |
R$ 740 |
R$ 3,36 A HORA |
Piso profissional |
R$ 620 |
R$ 2,81 A HORA |
Piso meio oficial |
R$ 490 |
R$ 2,22 A HORA |
Piso servente |
R$ 470 |
R$ 2,13 A HORA |
Subsídio
esposa |
R$ 47 |
. |
Prêmio freqüência |
R$ 25,70 |
. |
Mensalidade sindical |
R$ 31 |
. |
Subvenção
patronal |
R$ 4,70 |
. |
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Grande número de trabalhadores assitiu à assinatura
do documento que concede o reajuste
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Presidentes do Sintricomb (Esq.) e do Sinduscon (Dir.)
assinam documento com resultado das negociações |
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Matéria de responsabilidade de seus autores.
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de maio
de 2008 | Economia
Indústria tem o maior crescimento
trimestral em 5 anos
Brasília- O faturamento da indústria brasileira cresceu 7,6%
acima da inflação no primeiro trimestre do ano na comparação
com o mesmo período do ano passado. O número de horas trabalhadas
subiu 6%, e o nível de emprego avançou 4,9%, na mesma comparação,
segundo dados divulgados hoje pela CNI (Confederação Nacional
da Indústria).
Em relação ao quarto
trimestre, o crescimento nesses três indicadores é o maior
dos último cinco anos.
Em março, houve queda
no faturamento (-0,5%) e do número de horas trabalhadas (-0,3%)
em relação a fevereiro.
É a primeira queda após
sete meses seguidos de alta no faturamento. Segundo a CNI, essa pausa
não deve ser considerada uma ''quebra de tendência'', mas
apenas uma ''acomodação'' devido ao ritmo forte de crescimento.
Já o dado de emprego mostra
o 14º mês seguido de crescimento (+0,3%), período em
que cresceu 5,5%.
Em relação a março
do ano passado, o mês apresentou crescimento no faturamento (1,7%),
nas horas trabalhadas (3,6%), no emprego (4,7%) e na massa salarial (7,8%).
Por fim, o nível de utilização
da capacidade instalada chegou a 82,6% (dado sem ajuste sazonal). O dado
com ajuste mostra uma taxa de 83,1%, ante 83% em fevereiro.
A capacidade instalada é o
indicador que mede o uso de máquinas e equipamentos das indústrias.
Quanto maior ele é, mais as empresas estão perto do seu
limite de produção. Nesse caso, há o risco das empresas
não conseguirem atender a demanda, o que pode gerar inflação.
Eduardo
Cucolo
Folhapress
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Folha
de São Paulo, 6 de maio de 2008
Ministério vê uso irregular
do FAT em SP
Documentos mostram que prefeitura de São
Paulo fez obra e compras sem licitação; renovação
de convênio está ameaçada
| Município atribui críticas a uma suposta ingerência da
pasta, que buscaria passar serviço de alçada da cidade a entidades
ligadas à Força
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Prefeitura de São
Paulo gastou recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para
o programa de seguro-desemprego e recolocação de trabalhadores
no mercado de trabalho de forma irregular, segundo avaliação
técnica do Ministério do Trabalho.
Documentos obtidos pela Folha mostram que pelo menos R$ 1,3 milhão do
convênio com o governo federal destinado a atividades de intermediação
de mão-de-obra foram usados para reformar um prédio alugado,
onde funciona o CAT (Centro de Apoio ao Trabalho) Luz -posto de atendimento
ao profissional desempregado.
A obra e a compra de equipamentos e mobiliário foram realizadas sem
licitação, sem autorização do Ministério
do Trabalho e fora dos padrões adotados em outros CATs. O do bairro
da Luz foi inaugurado em fevereiro pelo prefeito Gilberto Kassab. O ministro
Carlos Lupi (Trabalho) foi convidado, mas evitou comparecer ao evento por considerá-lo "clandestino".
A prefeitura nega irregularidades e atribui as críticas a uma suposta
ingerência política do ministério, que buscaria tirar o
serviço da alçada municipal e transferi-lo a entidades ligadas à Força
Sindical -próxima do PDT, que comanda a pasta.
Além do gasto irregular com a obra, a Secretaria Municipal de Trabalho
não aplicou devidamente R$ 1,6 milhão liberados. A verba era
destinada à qualificação de trabalhadores, mas isso não
foi feito. Nenhum trabalhador foi treinado, e a prefeitura agora fala em devolver
o dinheiro, segundo a avaliação técnica do ministério.
O valor total liberado em 2007 foi de R$ 11,9 milhões, incluindo programa
de seguro-desemprego, qualificação e intermediação
de trabalhadores.
Fora do ar
Como foi instalado sem o aval do ministério, o CAT Luz não existe
para o governo federal e, por isso, até hoje não recebeu o sistema
informatizado que integra as unidades do Sine (Sistema Nacional de Emprego)
no país. O sistema permite cruzar dados entre os trabalhadores desempregados
e as vagas oferecidas pelas empresas.
A planilha que detalha a estimativa de custo do CAT Luz foi enviada pela prefeitura
ao ministério somente em fevereiro deste ano, quando o centro foi inaugurado.
Lá, calcula-se que só no primeiro mês o centro custaria
R$ 3 milhões -entre verbas federais ( R$ 1,6 milhão) e municipais
(R$ 1,4 milhão). Embora a planilha tenha sido enviada neste ano, as
notas de empenho de recursos foram emitidas pela prefeitura em dezembro de
2007. Nos empenhos, estão discriminados, por exemplo, gastos de R$ 654,8
mil com mão-de-obra para instalação de divisórias,
luminárias e portas no prédio alugado, pagos pelo FAT. A prefeitura
pagou mais R$ 59,3 mil.
O ministério diz, por meio de nota técnica, que o plano de trabalho
da prefeitura previa "R$ 165 mil para conservação e adaptação
de bens imóveis". A execução de gastos irregulares
deve comprometer a renovação do convênio. A Folha apurou
que o ministério busca saída para o problema. Em conversas reservadas,
técnicos dizem que qualquer solução poderá ser
condenada por órgãos de controle, pois a Secretaria Municipal
de Trabalho atropelou trâmites legais.
Um documento da prefeitura indica que o CAT Luz era desnecessário. Nas
proximidades, há o CAT Liberdade. O estudo aponta outras regiões
que demandam postos de atendimento, como Sapopemba.
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AGÊNCIA SINDICAL, 06
de maio de 2008
Frente Parlamentar sobre redução
da jornada para 40 horas será instalada em maio
O deputado José Guimarães
(PT/CE) informou, nesta quarta-feira (30), que a Câmara dos Deputados
deverá instalar na primeira quinzena de maio a Frente Parlamentar
em Defesa da Jornada de Trabalho de 40 horas Semanais, sem Redução
de Salário. O objetivo da frente, que já conta com cerca
de 250 assinaturas de deputados e senadores, é lutar pela aprovação
da PEC 393/01, que reduz a jornada de trabalho no País.
Segundo o parlamentar é fundamental
que a mobilização em defesa das 40 horas também
ocorra dentro do Congresso Nacional, para agilizar a aprovação
da matéria. “Estamos encaminhando à presidência
da Casa o requerimento, com mais de 250 assinaturas, que solicita a instalação
da frente parlamentar. Logo que as Centrais Sindicais combinarem o dia,
instalaremos a frente parlamentar”, adiantou José Guimarães.
O deputado observa que os trabalhadores
brasileiros obtiveram conquistas crescentes nos últimos anos e
afirmou que a nova jornada de trabalho trará melhoras significativas. “Essa é uma
luta que diz respeito à vida do trabalhador brasileiro”,
acrescenta.
Fonte: Informes | www.ptnacamara.org.br
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Agência Câmara,
6 de maio de 2008
CUSTO DE VIDA
Dieese: preço dos alimentos
deveria elevar salário mínimo
Nesta segunda-feira (5), o Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos)
divulgou os dados referentes à Pesquisa Nacional da Cesta Básica,
realizada mensalmente em 16 capitais brasileiras, onde os preços
dos alimentos básicos subiram no último mês. Segundo
o Dieese, com a cesta básica atual, o mínimo deveria ser
R$ 1.918,12.
Os maiores aumentos cocorreram em Fortaleza (7,84%), Belo Horizonte (6,95%),
Brasília (6,67%), João Pessoa (6,51%), Belém (6,40%) e
Curitiba (6,37%). Já os menores aumentos ocorreram em São Paulo
(1,73%) e Goiânia (1,97%).
O forte aumento verificado na capital mineira fez com que Belo Horizonte registrasse
o maior custo para os produtos básicos: R$ 228,32. Apesar de São
Paulo ser a cidade onde houve a menor elevação, sua cesta foi
a segunda mais cara, com o valor de R7,81. Porto Alegre teve o terceiro maior
valor (R$ 226,78). Os menores custos foram apurados em Recife (R$ 172,18),
Aracaju (R$ 173,29) e Salvador (R$ 176,66).
Com base no custo apurado para a cesta em Belo Horizonte, e levando em consideração
a determinação constitucional que estabelece que o salário
mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família
com alimentação, moradia, saúde, educação,
vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Diesse
estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
A forte alta dos produtos essenciais fizeram com que o salário mínimo
necessário correspondesse, em abril, a R$ 1.918,12, o que representa
4,62 vezes o piso em vigor (R$ 415). Em março, o mínimo necessário
equivalia a R$ 1.881,32, ou seja, 4,53 vezes o piso. Em abril de 2007, a relação
entre o mínimo vigente e o necessário era bem menor que o atual,
pois o valor de R$ 1.672,56 correspondia a 4,40 vezes o piso oficial (R$ 380).
Variações acumuladas
Todas as 16 capitais apresentaram variação acumulada positiva
nos quatro primeirosmeses de 2008. Os maiores aumentos foram apurados em Fortaleza
(19,25%), João Pessoa (16,64%) e Rio de Janeiro (14,29%). As menores
altas acumuladas ocorreram em Aracaju (1,24%) e Goiânia (2,29%).
Os aumentos acumulados em 12 meses – de maio de 2007 a abril último – são
muitoexpressivos e bastante superiores ao reajuste de 9,21% concedido, este
ano, ao salário mínimo. As principais elevações
foram verificadas em Belo Horizonte (29,79%), João Pessoa (28,87%) e
Natal (25,92%). Porto Alegre (13,91%) e Aracaju (15,18%) registraram as menores
variações acumuladas.
Cesta x salário mínimo
O grande aumento da cesta básica, principalmente no período anual – caso
em quetodos os percentuais foram bem superiores à revisão do
salário mínimo - implicou a necessidade de realização
de maior jornada média para aquisição dos produtos essenciais.
Dessa forma, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou
cumprir, em abril, uma jornada de 106 horas e 57 minutos para adquirir estes
bens. Este tempo de trabalho é superior ao exigido em março (102
horas e 16 minutos). Em comparação a abril de 2007 a diferença é de
quase 11 horas, pois o tempo necessário correspondia a 96 horas e 07
minutos.
A mesma diferença pode ser verificada quando se compara o custo da cesta
com osalário mínimo líquido, ou seja, após o desconto
equivalente à Previdência Social. Em abril, a aquisição
exigiu 52,84% do rendimento líquido, contra 50,53%, em março
e 47,31%, em abril de 2007. (Fonte: Portal do Mundo do Trabalho)
Clique
aqui e veja o estudo completo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de maio de 2008 | Política
Chinaglia deixa para terça-feira
decisão sobre Paulinho
Agência Estado
O presidente da Câmara,
deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta segunda-feira (5), na
sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, que
decide na terça-feira (6) se encaminha ou não à Corregedoria
da Câmara informações sobre o episódio em
que o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, é suspeito
de ter sido beneficiado com recursos públicos desviados do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Se as informações
forem encaminhadas e se a corregedoria identificar irregularidades envolvendo
Paulinho, pode pedir à Mesa Diretora da Câmara a abertura
de um processo no Conselho de Ética da Casa contra o deputado
por quebra de decoro parlamentar.
Chinaglia voltou a reclamar da
Polícia Federal (PF) por não ter pedido, segundo ele, autorização à Câmara
para fazer investigação dentro do prédio do Legislativo,
onde um agente federal filmou a movimentação de um lobista
entrando e saindo de gabinetes de deputados. O ministro da Justiça,
Tarso Genro, afirma que Paulinho não é investigado no episódio
de denúncia de desvio de dinheiro do BNDES e que a filmagem na
Câmara não dependeria de autorização prévia
por ter sido feita em local público, onde filmagens são
constantes. Apesar das declarações de Genro, Chinaglia
diz que poderá acionar judicialmente a Polícia Federal
se for comprovado que, por lei, a PF deveria ter pedido autorização
para a filmagem.
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Folha de São Paulo, 6 de maio de 2008
PRESTAÇÃO DE CONTA
Com R$ 8,8 mi, PT é o
partido que mais arrecadou em 2007
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O PT foi o partido que mais arrecadou recursos em 2007. Conforme prestação
de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, foram R$ 8,8 milhões.
Mais de 60% desse valor foram doados por empresas de engenharia.
Os bancos tiveram uma participação acanhada se comparada ao ano
anterior. Apenas um, o Banco Máxima, doou R$ 400 mil ao PT. Em 2006,
o partido recebeu R$ 8,8 milhões de bancos.
Os maiores colaboradores do PT no ano passado foram a construtora Andrade Gutierrez
(R$ 1,5 milhão), a Companhia Siderúrgica Nacional (R$ 1 milhão)
e a UTC Engenharia (R$ 820 mil).
A Andrade Gutierrez doou também R$ 2 milhões para o PSDB, que
arrecadou um total de R$ 3 milhões com colaborações de
empresas. O DEM e o PMDB declararam não ter recebido doações
de pessoas físicas e jurídicas. Mantiveram-se com os repasses
do fundo partidário, rendimentos de aplicações e colaborações
de filiados.
O PDT foi o único que não entregou a prestação
de contas ao TSE. O diretório tem 20 dias para entregá-la.
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AGÊNCIA SINDICAL, 06
de maio de 2008
Presidente Lula anuncia que trabalhadores
terão assento nos conselhos das estatais
O presidente Lula anunciou durante
solenidade no Palácio do Planalto para o lançamento da
nova Carteira de Trabalho, na quarta-feira passada (30), que os trabalhadores
passarão a ter representantes em todos os conselhos das empresas
estatais, das autarquias e das empresas de economia mista do País.
A medida, segundo ele, “é uma reivindicação
antiga dos dirigentes sindicais brasileiros e já deveria ter sido
adotada há muito tempo”.
A proposta de democratização
dos conselhos das empresas públicas será enviada ao Congresso
Nacional, na forma de projeto e lei. “Resolvemos mandar por projeto
de lei para que tenha mais tempo para os deputados discutirem. Eu acredito
que isso é uma coisa importante”, destacou Lula. O presidente
afirmou ainda que o governo está tendo cuidado “para permitir
que o trabalhador que participe do conselho, deva ser eleito por seus
companheiros no local de trabalho”. “Tem que ser eleito pelos
funcionários”, frisou.
Lula acrescentou que no conselho “o
trabalhador será administrador da empresa e não vai poder
votar decisões pertinentes à especificidade da sua categoria,
que é para a gente não permitir vícios, como nós
já tivemos em 1982”, assinalou.
Aspiração - O presidente
lembrou que o atual ministro da Previdência, Luiz Marinho, quando
ministro do Trabalho, queria lançar o projeto para o 1º de
Maio de dois anos atrás, mas não conseguiu. “Somente
agora o Ministério do Planejamento preparou tudo”, explicou. “Eu
estou convencido de que no ano que vem, nós já teremos
muitos trabalhadores eleitos para os conselhos da Petrobrás, do
Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de todas as outras
empresas públicas do governo”, disse Lula.
Fonte: jornal Hora do Povo
| www.horadopovo.com.br
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AGÊNCIA SINDICAL, 06
de maio de 2008
Comissão Brasileira de Justiça
e Paz apóia campanha pelas 40 horas
A Comissão Brasileira
de Justiça e Paz, organismo vinculado à Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou nota apoiando a campanha
desenvolvida pelas Centrais Sindicais com o objetivo de reduzir a jornada
de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição de salários.
O documento, assinado pelo secretário executivo Carlos Moura,
foi distribuído na semana passada.
“O trabalho, antes de qualquer
outra função, deve servir para dignificar a pessoa. Ser
fonte de realização das aptidões e capacidades de
cada ser humano propiciando o desenvolvimento da sua criatividade e dando
ensejo à participação de homens e mulheres na obra
da criação divina. A jornada de 40 horas semanais, sem
redução de salário, permitirá a cada trabalhador(a),
tempo a fim de que se dedique a atividades de formação
cultural e outras, além de espaço para os cuidados com
a saúde, o lazer e o convívio familiar. Enfim será uma
contribuição no sentido da construção de
uma sociedade mais humanizada”, diz a nota.
O documento da comissão
lembra que levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos) aponta que a redução da
jornada pode gerar mais de dois milhões de novos postos de trabalho. “Portanto,
reduzir a jornada significa oportunidade de trabalho e melhores condições
de vida para todos brasileiros”, enfatiza.
Segundo a nota, é justo
que os trabalhadores e trabalhadoras possam “usufruir deste momento
de relativo crescimento econômico que se vive no País, garantindo
uma qualidade de vida melhor para si e para as gerações
futuras”.
CNBB - Em mensagem aos trabalhadores,
saudando a passagem do 1º de Maio, a CNBB reitera o apoio à campanha
pela redução da jornada: “Saudamos as trabalhadoras
e trabalhadores do Brasil, suas organizações sindicais
e movimentos sociais, ao mesmo tempo em que manifestamos nosso apoio à Campanha
pela redução da jornada de trabalho constitucional para
40 horas semanais sem diminuição dos salários”,
conclui a mensagem.
Mais informações: www.cnbb.org.br
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Folha
de São Paulo, 6 de maio de 2008
Mesa da Câmara quer auxílio-funeral
para parlamentares
Projeto sobre nova verba, de R$ 16.500, abre
possibilidade de a Casa ter de bancar despesas até mesmo de ex-deputados
| Para entrar em vigor, texto tem de passar pelo plenário; "foi
proposta minha", disse o diretor-geral da Câmara, Sérgio
Sampaio de Almeida
MARIA CLARA CABRAL
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Mesa da Câmara apresentou projeto que institui mais uma verba para
os deputados federais, o auxílio-funeral. Assinado pelo presidente da
Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o projeto coloca sob responsabilidade da Câmara
a realização de toda a cerimônia fúnebre, incluindo
a compra do caixão, ou destina cota de R$ 16.500 para ressarcimento à família
dos gastos efetuados.
O texto abre ainda a possibilidade de a Câmara bancar as despesas funerárias
até mesmo de ex-deputados.
"A assistência exequial direta consiste em providências da Câmara
dos Deputados para a realização da cerimônia fúnebre,
relativamente a transporte funerário, aquisição de urna
mortuária, embalsamamento, formolização e outros serviços
correlatos", diz o texto do projeto, que acrescenta: "Na hipótese
da decretação, pelo presidente da Câmara dos Deputados, (...)
de honras fúnebres a deputado de legislatura anterior, a família
fará jus à assistência exequial direta".
Regulamentação
Na justificativa do projeto, aprovado por unanimidade pela Mesa da Câmara
em reunião de 26 de março, Chinaglia escreve que o projeto é resultado
de "estudos de grupo de trabalho constituído pela Diretoria Geral" da
Câmara. Para entrar em vigor, o projeto tem que ser aprovado no plenário
da Casa.
O diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio de Almeida, afirma que
o projeto é de sua responsabilidade e que será discutido "abertamente" pelo
plenário da Casa.
" A gente quer regulamentar. Hoje falece um parlamentar, ninguém
sabe como faz para transportar o corpo, se pode, se não pode. Só quero
colocar no papel e regulamentar. Foi proposta minha, não foi a Mesa que
encomendou", disse.
Segundo ele, há "vários" deputados cuja família
não tem dinheiro para custear as despesas. "Tem vários casos,
como faz, fica o corpo jogado, quem tem responsabilidade de pegar, levar, transportar?"
Além de 15 salários anuais de R$ 16.500, os deputados recebem
mensalmente auxílio-moradia (R$ 3.000), cota postal e telefônica
(R$ 4.200), verba para contratação de assessores (R$ 60 mil),
verba para manutenção de escritórios nos Estados (R$ 15
mil) e cota para aquisição de passagens aéreas (varia
de R$ 4.400 a R$ 17,6 mil).
Reembolso
Na mesma reunião da Mesa -formada por Chinaglia e mais seis deputados-,
decidiu-se que a Câmara bancaria as despesas aéreas do deputado
Mussa Demes (DEM-PI), 68, e de sua mulher, referentes a viagens à Espanha
para tratamento de câncer do deputado.
A Mesa decidiu em caráter excepcional, já que não há norma
que permita explicitamente o reembolso de passagem aérea de deputado
e familiar para viagem particular ao exterior.
Mussa disse que sofre de um câncer raríssimo, que só encontraria
tratamento na Espanha.
" O deputado Mussa Demes é um sujeito correto. (...) Ele toma medicamento
que está em experiência e precisa continuar fazendo isso, não
tem como ir sozinho, a esposa o acompanha nessa viagem. (...) Estou defendendo
porque é legal, justo e correto. Não tenho dificuldade de justificar
isso publicamente em qualquer lugar do mundo", afirmou o terceiro-secretário
da Mesa, deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), de acordo com ata da Mesa publicada
somente ontem.
O diretor-geral da Câmara afirma que o reembolso é legal.
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Folha de São Paulo,
6 de maio de 2008
Fundo soberano sai até junho
e deve ser usado no câmbio
Intenção é permitir
que Tesouro compre dólar para impedir queda da moeda | Mantega
diz que conquista do grau de investimento não é "uma
maldição cambial" e descarta elevar de novo IOF
para estrangeiro
JULIANA ROCHA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro Guido Mantega (Fazenda)
afirmou ontem que o Brasil deverá ter um fundo soberano até o
fim de junho. A Folha apurou que a intenção da Fazenda é acelerar
a formação desse fundo, que daria ao Tesouro autorização
para comprar dólares no mercado para, com isso, tentar conter
a desvalorização da moeda estrangeira, sem depender da
atuação do Banco Central.
Para permitir ao Tesouro atuar no mercado de câmbio com mais força,
o governo teria que mudar a regra que limita a compra de dólares ao
valor dos vencimentos da dívida em moeda estrangeira nos 12 meses seguintes.
Essa mudança poderá ser feita no momento da criação
do fundo soberano. Caso não consiga realizar as modificações
legais, a operação do fundo cairia nas mãos do BC, abastecido
pelas reservas internacionais. Hoje, as reservas do país somam US$ 195
bilhões.
Desde a conquista do grau de investimento, na semana passada, analistas demonstram
preocupação com a queda do dólar, que poderá acelerar
a piora do resultado da balança comercial e elevar o déficit
nas contas externas. Em entrevista a agências internacionais, Mantega
disse ontem que a conquista do grau de investimento não é "uma
maldição cambial".
Ele negou, ainda, que o governo tenha a intenção de aumentar
mais uma vez o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para
os investidores estrangeiros. Em março, o governo taxou os estrangeiros
em 1,5% de IOF para investimentos em renda fixa no Brasil.
" O grau de investimento não é uma panacéia nem tampouco
a maldição cambial", disse o ministro à Reuters. "O
governo não está neste momento estudando nenhuma medida de elevação
do IOF."
Um assessor de Mantega disse que a iniciativa de taxar o investimento estrangeiro
depois do fim da CPMF só recompôs um custo que os estrangeiros
já tinham com o tributo. E não há intenção
de sobretaxar esses investidores, principalmente agora que o país obteve
o "investment grade".
A nota concedida pela Standard & Poor's ao Brasil como país de investimento
seguro acirrou, também, as divergências entre Mantega e o presidente
do BC, Henrique Meirelles. O comentário da agência de que a alta
do juro foi um dos pontos positivos considerados na avaliação
de risco irritou Mantega, que foi contrário ao aumento da Selic.
" O fundo soberano é a maneira mais eficiente de usar o excesso de
dólar que vem para o Brasil", disse Mantega em entrevista à Bloomberg,
esquivando-se de comentar se o dinheiro para compor o fundo viria do Tesouro
ou das reservas internacionais, administradas pelo BC. Segundo o ministro, esses
recursos poderão ser usados para estimular as exportações
e o comércio exterior. Seus auxiliares listam ainda a possibilidade de,
com o fundo soberano, o Tesouro atuar contra a queda do dólar independentemente
das decisões do BC.
A criação de fundos soberanos para aplicar as reservas internacionais é uma
estratégia usada pela maioria dos países emergentes com reservas
elevadas para conseguir maior retorno de capital. Alguns países, como
a Rússia, fizeram fundos também com a receita da venda de petróleo.
Desde o início da crise do "subprime" -créditos imobiliários
de alto risco-, nos EUA, os países emergentes têm usados esses
fundos para salvar instituições financeiras atingidas pela crise.
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de
maio de 2008 | Economia
INSS quer resgatar R$ 15 milhões
na região
Ações são movidas contra
empresas que tiveram empregados acidentados ou mortos por falta de
segurança no trabalho
Arquivo FOLHA

Na construção civil, muitas empresas estão garantindo
a segurança no trabalho para seus funcionários
A Procuradoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Londrina entrou
na Justiça Federal com ações regressivas para reaver cerca
de R$ 15 milhões das empresas que tiveram empregados acidentados ou
mortos por falta de segurança durante o período de trabalho.
A primeira de 30 ações regressivas já foi ajuizada, todas
referentes à região da Procuradoria Geral Federal, que congrega
dez agências na região. De outra parte, escritórios de
advogados especializados começam a se mobilizar para minimizar custos
e, até, evitar que indenizações pesadas (em torno de R$
500 mil cada uma) sejam resgatadas pelo INSS junto às empresas infratoras.
Na lista do INSS figuram empresas ligadas à construção
civil, setor bancário, supermercadista, comércio entre outros.
As ações já impetradas
pretendem reaver o dinheiro que o INSS dispendeu para as famílias
de acidentados, em casos de morte ou para proventos por invalidez. No
entanto, os benefícios a serem resgatados poderiam atingir cifras
maiores, porém a própria Procuradoria do INSS descartou
70 casos, que resultariam em R$ 45 milhões para os cofres do instituto.
''Nós só podemos ajuizar ações regressivas,
quando constatamos que as empresas foram negligentes com a segurança
do trabalhador'', declara Marcus Alexandre Alves, procurador federal
responsável por ações regressivas na região
de Londrina.
O motivo da desistência
em impetrar ações nestes casos foi a avaliação
pericial e técnica por parte da Procuradoria do INSS, uma vez
que os acidentes não tiveram origem trabalhista. A Procuradoria
do INSS trabalha em parceria com diversos outros órgãos
públicos no planejamento das investigações, perícias
e laudos. As ações começaram a ser ajuizadas agora
porque desde 1991 o INSS não tinha estrutura jurídica,
no tocante ao número de procuradores, para implementar a medida.
O órgão agregou mais dez procuradores para ações
regressivas, mediante concurso público.
''Este trabalho do INSS não é só para
resgatar o dinheiro. Embora pareça repressivo para as empresas
neste primeiro momento, queremos que elas venham a se precaver e a se
prevenir, no sentido de garantir segurança no trabalho para seus
funcionários'', ressalva Elvis Gallera Garcia, procurador-chefe
da Procuradoria Seccional Federal de Londrina. Ele diz que a sociedade
não pode pagar cerca de R$ 500 mil, custo médio de uma
ação regressiva, em face da não observância
da legislação trabalhista vigente por parte da empresa
infratora.
Edson Pereira Filho
Reportagem Local
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de
maio de 2008 | Economia
Empresas devem se precaver das ações
O advogado Fábio Lopes Vilela Berbel diz que as empresas precisam melhorar
seus departamentos de recursos humanos, com investimentos em advocacia especializada,
para minimizar custos das ações do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS). Segundo ele, o INSS cobra duplamente: na hora de recolher a
Previdência e depois, quando tem que repor os gastos dispendidos no atendimento
aos acidentados.
Berbel, que é professor
assistente de mestrado em Direito Previdenciário pela Puc-SP,
informa que o INSS escolheu sete cidades no País, entre elas,
Londrina, para impetrar ações regressivas contra as empresas
que tiveram trabalhadores acidentados ou mortos. A Resolução
número 1.291 de 2007, que determinou as ações, foi
estabelecida pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS),
podendo gerar de regresso aos cofres do INSS cerca de R$ 16 bilhões,
com ações em todo país.
Segundo o advogado, a caracterização
do acidente de trabalho é questionável. ''Atualmente, a
caracterização se dá pelo estabelecimento de relações
entre a atividade desenvolvida na empresa e o quadro médico apresentado.
Esse método atribui natureza acidentária a fatos cuja origem
sequer permeiam o trabalho, elevando o risco das empresas em suportar
prestações previdenciárias'', afirma.
Para evitar esta situação,
a recomendação é a implantação de
técnicas de segurança e higiene do trabalho nas empresas.
Paralelamente à questão preventiva, ele alerta para uma
reavaliação dos documentos previdenciários que
tratam do assunto. Por exemplo, o Perfil Profissionográfico
Previdenciário e os Laudos Técnicos de Condições
Ambientais são alguns dos instrumentos que devem ser corretamente
observados pelas empresas. ''O empresário sendo preventivo e
estando com os documentos previdenciários em dia, diminui os
riscos de caracterização acidentária junto ao
INSS'', esclarece. (E.P.F.)
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Diário
Vermelho, 6 de maio de 2008
Idec: Bancos oferecem pacotes padronizados
mais caros
Uma pesquisa realizada pelo Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em dez instituições
financeiras constatou que a maioria (80%) oferece pacotes de serviços
padronizados mais caros do que outras opções.
Marli Moreira, para a Agência
Brasil.
"O consumidor continua
sem instrumento de comparação porque os pacotes fora
da padronização são mais vantajosos, neutralizando
a intenção de se permitir a melhor escolha", disse
Lisa Gan, gerente de informação do Idec.
Ela se referia às
novas tarifas, que entraram em vigor, no último dia 30, em
cumprimento à Resolução nº 3.518, publicada
em dezembro último pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN).
"As propostas apresentadas
por oito bancos driblam o objetivo da nova resolução",
destaca nota publicada pelo Idec. Por meio desse comunicado, a coordenadora
executiva do instituto, Marilena Lazzarini, disse que "não é à toa
que as instituições financeiras estão sempre
entre os primeiros no ranking de reclamação dos órgãos
de defesa do consumidor".
A entidade defende a revisão
das medidas e encaminhou nesta segunda-feira (5) sugestão
nesse sentido ao Ministério do Planejamento e ao Banco Central.
Além disso, pretende publicar, a partir de amanhã (6),
no endereço eletrônico www.idec.org.br , esclarecimentos
sobre as normas que devem ser cumpridas, uma tabela com os valores
dos pacotes oferecidos pelas instituições pesquisadas
e orientações.
Na página, o correntista
também encontrará espaço para fazer reclamações
e terá disponível um modelo de carta que poderá ser
preenchida e encaminhada à ouvidoria das instituições.
De acordo com o levantamento,
os bancos Itaú e Caixa Econômica Federal são
os que cobram as tarifas mais baixas pelo pacote padronizado (R$
15,00). No caso do primeiro, o cliente pode optar por outro sistema-
o Maxiconta Econômica- que custa quase a metade (R$ 8,50),
com a vantagem de permitir que se efetuem oito transferências
a mais para contas dentro do próprio Itaú. Quanto à Caixa,
pagando R$ 12,50, o correntista não tem limite no número
de saques, enquanto no padronizado, a gratuidade é válida
apenas até quatro operações do gênero.
Outro exemplo é o
HSBC, que fixou em R$ 21,00 o tipo de prestação de
serviço padronizado e a opção de um pacote
no valor de R$ 20,00 em que não há limite para a
oferta de cheques. Já no Banco Real, a tarifa é a
mesma entre as duas situações (R$ 27,00), só que
fora do padronizado, o banco disponibiliza 15 cheques, dois saques
e quatro transferências entre contas a mais.
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Folha de São Paulo, 6 de maio de 2008
Bancos
Proibição de taxa de
boleto é aprovada
A cobrança de taxa de emissão de boleto ou carnê pode se
tornar ilegal. O projeto de lei aprovado na Assembléia Legislativa de
São Paulo na semana passada só depende da sanção
do governador José Serra.
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Folha de São Paulo, 6 de maio de 2008
Inglaterra: Fiasco trabalhista
O PARTIDO Trabalhista britânico sofreu uma derrota estrondosa nas eleições
da semana passada para os conselhos municipais. Os trabalhistas, com 24% dos
votos, tiveram seu pior desempenho dos últimos 40 anos. Ficaram atrás
não apenas do arqui-rival Partido Conservador (44%) como também
dos liberal-democratas (25%), agremiação que tem desempenhado
o papel de terceira força política do Reino Unido.
Como se não bastasse, os trabalhistas também perderam a Prefeitura
de Londres, a qual controlavam desde 2000, quando o titular do cargo passou
a ser definido em eleições diretas.
O resultado abala o premiê Gordon Brown, no poder há apenas dez
meses -em substituição a Tony Blair, que governou por mais de
uma década. Não foram poucas as vozes dentro e fora do partido
a responsabilizar Brown pelo fiasco. Ele próprio admite ter cometido
erros.
Entre os fatores que mais influíram no pleito estão a crise das
hipotecas, que atingiu com força o Reino Unido, levando até mesmo à estatização
de um banco, e uma desastrada reforma no Imposto de Renda, que despertou a
ira da população remediada, base do trabalhismo. Também
contribuiu para a derrota o desgaste natural de 11 anos de poder.
A próxima eleição legislativa pode ocorrer a qualquer
momento até junho de 2010, bastando que o premiê a convoque ou
o Parlamento se autodissolva. Embora já haja quem fale em rebelião
dos deputados trabalhistas, é improvável que o partido force
um pleito do qual, ao que tudo indica, sairia destroçado.
O mais plausível é que Brown tente ganhar tempo para convencer
o eleitorado e a sigla de que tem algo a oferecer. Por ora vai vestindo o figurino
de John Major, o conservador a quem coube encerrar, em clima de ressaca, os
18 anos da era Thatcher.
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de
maio de 2008 | Geral
Explosão em mina deixa dois
mortos
Corpos foram localizados a quase cinco quilômetros
da 'boca' da mina, 10 horas depois do acidente
Lauro Muller (SC)- Uma explosão
de origem ainda desconhecida, ocorrida por volta das 3 horas da madrugada
de ontem, na mina de carvão mineral explorada pela empresa Carbonífera
Catarinense, no município de Lauro Muller, a 205 quilômetros
de Florianópolis, matou dois mineiros, provocou ferimentos graves
em um e leves em outros 24 que trabalhavam no local. Os corpos do operador
de máquinas Lorenir Hoffmann e do mecânico Genivaldo da
Silva, ambos com 34 anos, foram localizados a quase cinco quilômetros
da ''boca'' da mina, 10 horas depois do acidente.
Uma perícia com técnicos
do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM/SC),
da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Ministério
do Trabalho será feita hoje para apontar as possíveis causas
do acidente. A explosão ocorreu a quatro quilômetros e meio
da entrada da mina, que tem uma extensão de cerca de seis quilômetros.
No momento, trabalhavam no local 27 mineiros, 25 deles em uma área
mais distante de onde ocorreu a explosão. As mortes, segundo os
bombeiros que atenderam a ocorrência, foram decorrentes, provavelmente,
por asfixia, uma vez que com a implosão o sistema de ventilação
e os tapumes responsáveis pela sustentação dos canos
que transportam o ar sofreram rupturas. Outra versão, não
oficial, informava que o impacto da explosão foi fatal para os
dois mineiros, já que os corpos foram encontrados praticamente
sem escoriações e em um local aberto - na oficina de máquinas.
''Foi enorme a dificuldade para
chegar ao local. A formação de gases tóxicos, a
fumaça e a visibilidade praticamente nula dificultaram muito o
resgate dos corpos'', comentou o capitão do Corpo de Bombeiros
Marcos Aurélio Barcelos.
Segundo o oficial, não
houve ruptura das galerias ou colapso do teto e das paredes. ''A estrutura
da mina ficou intacta'', acrescentou. A mina Novo Horizonte, segundo
a assessoria de imprensa do Sindicato das Indústrias de Extração
de Carvão de Santa Catarina, foi a primeira no Brasil a receber
certificação ISSO 14000 de normas ambientais e de segurança.
Há cerca de dois anos, ela virou notícia por causa de outra
explosão que atingiu dois mineiros, sendo que um deles, apelidado
de ''Falamansa'', ficou tetraplégico. A Novo Horizonte funciona
há oito anos.
Júlio CastoAgência
Estado
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CONSULTOR JURÍDICO,
06 de abril de 2008
Requisito de admissão
Data do protocolo é a que vale
em recurso por correio
Em recurso enviado à Justiça do Trabalho por correio, o que vale é a
data do protocolo no órgão que irá julgá-lo — e
não a data de postagem do documento. Essa informação é essencial
para determinar se o recurso é tempestivo ou não. A posição
foi adotada pela 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
O ministro Vieira de Mello Filho
considerou inviável o Agravo de Instrumento da empresa Terphane
Ltda, em processo no qual foi condenada ao pagamento de verbas trabalhistas.
A empresa apresentou Recurso
de Revista que teve seguimento negado pelo Tribunal Regional do Trabalho
da 6ª Região (PE). Por essa razão, apelou ao TST,
visando “destrancar” o recurso.
Vieira de Mello Filho entendeu
que não foi preenchido o requisito da tempestividade para que
o recurso pudesse ser admitido. Ele registrou que, apesar de ter sido
postado pelo correio no último dia do prazo legal, o recurso só foi
protocolado três dias depois.
O voto traz diversos precedentes,
incluindo decisões da 6ª Turma, da Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) e do Pleno do TST.
AIRR 7547/2002-906-06-41.2
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
06/05/2008
Aluguel de flat integra salário de
assessora da Ticket
Após transferi-la de Porto
Alegre para Caxias do Sul (RS), a Ticket Serviços S.A. pagou,
para sua responsável pela área comercial da filial em Caxias,
as despesas de hospedagem mensal em flat, condomínio e transporte
escolar. A trabalhadora pleiteou a integração desses pagamentos
ao salário, mas a empresa alegou que os valores pagos eram apenas
ajuda de custo de transferência. A Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, mantendo decisão ad Justiça do Trabalho da
4ª Região (RS), entendeu tratar-se der salário-utilidade,
fazendo assim parte da remuneração.
Contratada em Brasília
em 1988 como nutricionista da GR do Brasil – Administração
Geral de Restaurantes, empresa do mesmo grupo da Ticket, a trabalhadora
foi transferida, em 1989, para a Ticket Serviços. Após
sua transferência em 1990 para o Rio Grande do Sul, exerceu também
os cargos de assessora comercial plena e assessora comercial sênior,
com salário composto por parcela fixa e comissões por vendas
realizadas. Faziam parte de seu trabalho viagens freqüentes a outras
cidades, para captação de clientes. No período de
junho de 1996 a junho de 1997, a funcionária foi transferida para
Caxias do Sul.
Além da remuneração
fixa e variável, passou a receber duas formas de salário-utilidade
(habitação e transporte) que não foram integradas à remuneração.
Como cursava faculdade de Direito desde 1995, durante o período
da transferência ia todas as noites para São Leopoldo, onde
ficava a universidade. A empresa reembolsava-lhe o transporte escolar,
em média mensal de R$150,00. Pagava também mensalmente
R$564,00 para custear despesas de hospedagem em flat, mais a taxa de
condomínio, no valor de R$125,00.
A assessora foi dispensada em
1998, sem justa causa, quando recebia salário de R$2.512,95. Em
dezembro de 1999, ajuizou reclamatória pleiteando o pagamento
das diferenças salariais devido à integração
dessas despesas. O pedido foi julgado improcedente pela 4ª Vara
do Trabalho de Porto Alegre (RS). A ex-assessora comercial conseguiu
mudar a sentença ao recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (RS). Em seu acórdão, o Regional
considerou que o pagamento das despesas de aluguel, condomínio
e transporte escolar não era apenas ressarcimento de despesas
ou ajuda de custo de transferência, mas sim salário in natura,
pois os valores foram pagos pelo período de 12 meses.
Segundo o TRT/RS, “as parcelas
eram pagas pelo, e não para o serviço” e, portanto,
têm natureza salarial e integram a remuneração para
todos os efeitos legais. Decidiu, então, acrescentar à condenação
o pagamento da integração do salário-utilidade em
férias com um terço e 13º salários do período.
A Ticket questionou a condenação no TST, alegando que aluguel,
condomínio e transporte escolar não foram fornecidos com
habitualidade: eram verbas pagas em decorrência de transferência
e não possuíam natureza salarial.
Para a ministra Maria de
Assis Calsing, relatora do recurso de revista, a interpretação
dada pelo Regional ao artigo 458 da CLT – que trata do salário
in natura - se não é a melhor, também não
afronta a literalidade da lei, circunstância que, por si só,
cria obstáculos ao conhecimento da revista. A relatora julgou
insuficientes os argumentos da empresa e propôs à Turma,
em seu voto, não conhecer do recurso quanto a esse tema. Unanimemente,
a Quarta Turma manteve a decisão do Tribunal Regional. (RR-71553/2002-900-04-00.9)
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06/05/2008
Trabalhador rural ganha horas in itinere
suprimidas em acordo coletivo
A negociação coletiva
não pode limitar o direito do empregado às horas posteriores à segunda
de trajeto quando se trata de local de difícil acesso e não
servido por transporte público, constituindo-se ato inválido
a supressão desse direito. Assim compreendeu a Terceira Turma
do Tribunal Superior do Trabalho, ao rejeitar recurso interposto pela
Agroarte Empresa Agrícola Ltda. Contra condenação
ao pagamento de horas in itinere a empregado rural.
A empresa agrícola, situada
em Pedras de Fogo (PB) contratou o empregado em fevereiro de 2000 para
trabalhar na aplicação de herbicidas nas fazendas de sua
propriedade. O contrato durou cerca de três anos, com salário
pago por dia de trabalho. Pegava o transporte fornecido pela empresa
por volta das 5h, chegava à sede por volta das 5h30 e era deslocado
para os fundos agrícolas, local de difícil acesso, onde
começava efetivamente a trabalhar às 6h. A partir de agosto
de 2003, o local de trabalho foi alterado e, conseqüentemente, o
horário: o transporte passou a pegá-lo às 3h30 e
deixá-lo na sede da empresa às 5h. Daí era deslocado
para o local efetivo de trabalho, aonde chegava às 6h. Esse tempo
de deslocamento não era pago como horas extras, em função
de cláusula de acordo coletivo segundo a qual o pagamento só seria
devido caso o tempo de percurso excedesse a duas horas diárias,
considerando apenas o trecho de difícil acesso ou não coberto
por transporte público e regular.
Ao ser demitido, em 2005, o empregado
ajuizou reclamação trabalhista na Vara do Trabalho de Timbaúba
(PB) visando receber, entre outras verbas, as horas de deslocamento e
seus reflexos. Na sentença, o juiz de Primeiro Grau condenou a
empresa a pagar-lhe duas horas diárias decorrentes do tempo de
percurso como extras. A decisão do Tribunal Regional da 13 Região
(PB), ao analisar o recurso da Agroarte, foi no sentido de provê-lo,
parcialmente. Em relação às horas in itinereentendeu
serem devidas, porém, no período de fevereiro de 2002 a
julho de 2003, considerou uma hora de percurso por dia trabalhado. O
entendimento era o de que o trecho da residência até a empresa
era servido por transporte público regular, cabendo o pagamento
porém das horas de trajeto entre a sede da empresa e os fundos
agrícolas.
Insatisfeita, a Agroarte pretendeu
excluir da sua condenação o pagamento das horas in itinere
em seu recurso de revista ao TST. Alegou que o TRT/PB não respeitou
as normas coletivas de trabalho, o que contraria o artigo 7º, inciso
XXVI da Constituição Federal, que dá validade à negociação
coletiva, entre outros dispositivos legais.
O relator da matéria,
ministro Alberto Bresciani, observou porém que a validade e a
eficácia das cláusulas coletivas estão condicionadas “à sua
contenção dentro de fronteiras estabelecidas”. Até 2001,
com a edição da Lei nº 10.243/2001, o conceito de
horas “in itinere” decorria de construção jurisprudencial,
pois não havia, à época, preceito legal que normatizasse
o tema. Esta lei, porém, acrescentou o parágrafo segundo
ao artigo 58 da CLT, garantindo ao trabalhador o cômputo, como
jornada de trabalho, do tempo despendido até o local de trabalho
quando, em se tratando de local de difícil acesso ou não
servido por transporte público, o empregador fornecer a condução.
Para o relator, a negociação
coletiva não pode legitimar a supressão de direito definido
em norma imperativa de ordem pública. “Ao admitir-se tal
forma de contratação, seria lícita a absurda definição
de quaisquer parâmetros, ao gosto dos negociadores de um dado
momento (o direito somente surgiria acima de duas horas, acima de dez
horas de percurso...), o que manifestamente não resiste à crítica”,
destacou. “Sob a frágil aparência do bom direito,
há o rompimento com a mais volátil noção
de razoabilidade, cristalizando-se renúncia explícita
onde a ordem pública a veda, com o efeito prático de
afastar para a quase generalidade dos casos o pagamento da parcela
em questão”, concluiu. (RR-159/2006-271-0600.9)
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06/05/2008
Caminhoneiro fica cego em serviço
e empregador pagará R$ 150 mil pelo dano
A culpa é do trabalhador,
que deixou o quebra-vento aberto, alega o empregador. A culpa é do
empregador, diz o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG), porque não zelou quanto ao ambiente de trabalho do empregado,
que trabalhava em caminhão cegonha e foi atingido em seu olho
esquerdo por objeto que passou pela janela e, em conseqüência,
provocou a perda da visão. A indenização estipulada
pelo Regional é de R$ 150 mil. Toda essa discussão chegou à Sexta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que manteve a decisão
do TRT de Minas Gerais.
Ao negar provimento ao agravo
de instrumento do empregador, que buscava cancelar a condenação,
a Sexta Turma fez com que continuasse valendo o acórdão
regional. O TRT/MG julgou que o acidente ocorreu porque o empregador
não promoveu a redução do risco físico, com
a instalação de ar-condicionado que atenuasse o calor do
empregado, considerando-se que o caminhão cegonha é o ambiente
de trabalho do caminhoneiro. O Tribunal Regional citou a Constituição
Federal, que prevê, em seu artigo 7º, XXII, que é direito
do trabalhador a redução dos riscos inerentes ao trabalho,
por meio de normas de saúde, higiene e segurança.
Concorreu para a decisão
do Regional, também, a demora no atendimento médico, pois,
apesar de ter comunicado o acidente ao empregador, o motorista foi obrigado
a seguir viagem até Caxias (RJ), local do descarregamento. Somente
no seu regresso a Conselheiro Lafaiete (MG) é que o trabalhador
recebeu os primeiros socorros e foi submetido a cirurgia. No entanto,
não obteve êxito e perdeu a visão do olho esquerdo.
O acidente ocorreu em 1998, quando,
a trabalho, no percurso entre Volta Redonda e Barra Mansa, no Rio de
Janeiro, com o quebra-vento do caminhão aberto, o motorista do
caminhão cegonha foi atingido por um objeto que partiu de algum
dos veículos que trafegava pela mesma rodovia, entrou pela janela
e atingiu seu olho. Com a perda da visão, o trabalhador foi aposentado
pelo INSS em 2000, mas só após ter entrado na Justiça
para que o empregador emitisse a guia da Comunicação de
Acidente de Trabalho (CAT). Posteriormente, ajuizou ação
de danos morais e materiais contra seu empregador, que prestava serviços à Sada
Transportes e Armazenagens Ltda., também implicada no processo.
A 2ª Vara do Trabalho de
Congonhas (MG) julgou improcedente o pedido, mas, no recurso do trabalhador
ao TRT, o empregador e a Sada foram condenados a pagar, solidariamente,
uma indenização de R$ 150 mil: R$100 mil por danos morais
e R$50 mil por danos materiais. No agravo de instrumento ao TST, o empregador
do motorista alegou ser possuidor de apenas um caminhão e ser
exorbitante o valor da condenação. Argumentou, ainda, que
a culpa pelo acidente não era dele, mas do próprio motorista,
por ter deixado o quebra-vento aberto.
Ao analisar a decisão
do Tribunal Regional, o relator do agravo no TST, ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, concluiu que é devida a reparação pecuniária,
pois está comprovado o nexo de causalidade e a culpa entre a conduta
do empregador e o dano sofrido pelo motorista, além da dor moral,
perda parcial e permanente da capacidade de trabalho. Julgou, ainda,
não haver campo propício para discutir o valor arbitrado
pelo TRT e o critério para a fixação da indenização,
pois a decisão levou em consideração o grau de culpabilidade
dos reclamados, a gravidade e extensão do dano e, principalmente,
a remuneração recebida pelo motorista enquanto trabalhou
para o empregador.
Para o ministro Corrêa
da Veiga, a decisão regional “reveste-se de caráter
subjetivo e a avaliação do juízo deve ser respeitada
quando proferida dentro dos limites da razoabilidade”. Em sessão,
o ministro Maurício Godinho Delgado ponderou, ainda, que a condenação
foi solidária, ou seja, o empregador não pagará a
indenização sozinho, pois o motorista estava prestando
serviços para a empresa Sada. (AIRR-142/2006-088-03-40.8)
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06/05/2008
Internet: sítio do TST melhora acessibilidade
O sítio do Tribunal Superior
do Trabalho na Internet está sendo aprimorado para permitir sua
navegação por portadores de necessidades especiais. Para
reduzir as limitações enfrentadas por pessoas com disfunções
visuais, auditivas ou mesmo com dificuldades de coordenação
motora, o sítio vem sendo adequado para oferecer formas alternativas
de exibição e acesso.
Uma das novidades, já disponível, é a
tradução das informações, em tempo real,
para o código de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.
A tradução é possível por meio de um ícone,
representando a imagem de uma das mãos, na barra horizontal de
opções, do lado esquerdo, no alto da página principal
do TST na Internet, ao lado da inscrição “Libras”.
O funcionamento é simples: basta selecionar na página o
texto que se deseja traduzir, clicando-se em seguida no ícone
da mão. Surge então uma janela que apresenta uma animação,
traduzindo o texto selecionado para Libras.
Esta iniciativa acompanha os
esforços de outros órgãos do Governo Federal e visa
atender ao Decreto nº 5.626/2005, que determina que os sítios
dos órgãos públicos na Internet devem apresentar
funcionalidades e características que permitam a interpretação,
por portadores de deficiência auditiva, das informações
constantes das páginas. Segundo o último senso realizado
pelo IBGE, em 2000, o Brasil possui cerca de 24 milhões de portadores
de necessidades especiais, dos quais quase seis milhões apresentam
dificuldades auditivas. Desse universo, apenas 15% compreende com perfeição
a língua portuguesa, tendo em vista que a linguagem natural dos
deficientes auditivos é o código de LIBRAS.
Outra iniciativa em andamento é a
implementação de características de acessibilidade.
O objetivo é dotar as páginas de funcionalidades e opções
que facilitem a navegação por pessoas portadoras de necessidades
especiais, devendo, portanto, atender às exigências previstas
na Cartilha de Recomendações de Acessibilidade do Governo
Federal e, no que couber, às recomendações previstas
na Cartilha de Usabilidade do Governo Federal. Nesse caso, outro decreto,
de nº 5.296/2004, pretende estender os serviços disponíveis
através dos sítios dos órgãos públicos
a essa parcela da população.
O projeto, que deve estar concluído
até o final de julho, desenvolverá funcionalidades que
possibilitarão aumentar o tamanho da fonte utilizada nas páginas
e alterar as cores do site. A alternativa de exibição das
páginas em versão monocromática (preto e branco)
facilita sua visualização por portadores de disfunções
visuais. Entre as diversas alterações que estão
sendo implementadas há, por exemplo, a funcionalidade de fornecer
equivalentes textuais para sons (reproduzidos ou não com interação
do usuário), arquivos de áudio independentes, trilhas de áudio,
de vídeo e trechos de vídeo, criação de atalhos
de teclado, definição de ordem de navegação
pela tecla , disponibilização de metadados para acrescentar
informações semânticas e descritivas do site que
sejam úteis para os mecanismos de busca, entre outras melhorias.

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