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Agência Senado, 10 de maio de 2008
CE debate proposta de alteração
no Sistema S
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza
nesta quarta-feira (14), às 10h, audiência pública
para debater proposta do Ministério de Educação
que prevê mudanças no Sistema S, com a criação
de um fundo contábil de caráter nacional. O requerimento
para a realização do debate é de autoria dos senadores
Flávio Arns (PT-PR) e Paulo Paim (PT-RS). A CE é presidida
pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Foram convidados para o debate o ministro da Educação,
Fernando Haddad; o presidente da Confederação Nacional
da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro; o vice-presidente
da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Luiz
Gil Siuffo Pereira; o presidente da Organização das Cooperativas
Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas; o diretor da Confederação
Nacional do Transporte (CNT), Geraldo Vianna; e o presidente da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo
Skaf.
Em 27 de março, Fernando Haddad e o ministro do Trabalho e
Emprego, Carlos Lupi, anunciaram a proposta de criação
do Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional
(Funtec), destinado a ampliar a oferta de cursos de formação
profissional gratuitos e presenciais aos estudantes da rede pública.
O fundo será composto com recursos destinados ao Sistema S,
que reúne 11 entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
(Senac) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae), entre outras. Ao sistema são repassados recursos previstos
em lei para o aperfeiçoamento profissional e melhoria do bem-estar
social dos trabalhadores.
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Agência Diap, 10 de maio de 2008
RESUMO DA SEMANA
"Dossiê" foi vazado
por tucanos; oposição e imprensa estão sem graça
O Governo certamente está exultante. Primeiro a ministra-chefe
da Casa Civil se saiu bem na audiência pública no Senado,
na última quarta-feira (7). Havia uma tensão no ar, todos
esperavam uma oposição fustigante e uma ministra acuada.
Foi o contrário. Levaram Dilma Rousseff para uma arena que não
era a dela – a política e ela se sobressaiu. Melhor para
o Governo, pior para a oposição e a imprensa, que estava
preparada para manchetear o massacre sobre Dilma.
Nesta quinta-feira (8), a Polícia Federal desvendou quem vazou
o "dossiê" para a imprensa – o documento saiu
do gabinete do senador Álvaro Dias (PSDB/PR), um dos líderes
da oposição na Casa. O caso, mesmo com a relutância
da imprensa está desvendado. Oposição, imprensa
e colunistas da grande imprensa estão todos sem graça,
com mas... mas... e evasivas.
Em entrevista ao Jornal Nacional, o que se via era um Álvaro
Dias claramente desconcertado e defensivo; bem diferente do senador
oposicionista, ofensivo e sempre com muita audiência dos meios
de comunicação. Acanhados, os colunistas ainda tateiam
o terreno para ver se é possível transformar o "limão
em limonada".
No Congresso, esta foi uma semana de muitos e bons resultados. Câmara
e Senado limparam a pauta, embora no Senado tenha chegado mais oito
MPs que travaram a pauta a partir desta quinta-feira (8). Mas com acordo
firmado, a Casa continuará deliberando na próxima semana
sem problemas. Desse modo, a tendência é que essas MPs
sejam votadas, todas, durante a semana de 12 a 16.
Câmara
Na Câmara, o plenário limpou a pauta votando todas as MPs
que trancavam a agenda. Depois de três meses, a Casa poderá definir
o que poderá votar em maio e junho, sem a interferência
do travamento da pauta por medida provisória. Nas comissões
o destaque vai para a Comissão de Trabalho, que aprovou o direito
de greve do servidor (leia
mais).
A Comissão de Constituição e Justiça aprovou
o piso nacional dos professores (leia
mais) e o plenário chancelou a MP 421 que reajustou o mínimo
para R$ 415 (leia
mais).
Merecem destaque ainda na Casa as convenções 151 e 158
da OIT. Sobre a 151 a notícia é boa, pois o relator já entregou
seu parecer favorável à Comissão de Relações
Exteriores e a matéria poderá ser votada na próxima
quarta-feira (14) (leia
mais).
Quanto a 158, em audiência pública nesta semana, o relator,
deputado Júlio Delgado (PSB/MG) afirmou ser contra a ratificação
da convenção pelo Brasil. Ele afirma que os direitos
trabalhistas já consignados na legislação e a
Constituição são suficientes para proteger o trabalhador.
Está na contramão e será fortemente pressionado
para modificar seu ponto de vista, sob pena de ser derrotado na Comissão. Leia
mais
Foro privilegiado
A Câmara instalou nesta quarta-feira, a comissão especial
que vai debater o fim do foro privilegiado para detentores de cargos
eletivos. A comissão tem 17 membros titulares e o mesmo número
de suplentes. Leia
mais
Senado
A principal matéria apreciada e aprovada pelo Senado esta semana
foi o projeto que regulamenta a Emenda 29, que aloca recursos para a
saúde. O projeto será agora discutido pela Câmara.
A Casa aproveitou a pequena lacuna na pauta para votar vários
empréstimos a estados. A partir da próxima semana haverá pelo
menos oito medidas provisórias trancando a pauta do plenário. Leia
mais
Executivo
Do Governo, há uma notícia positiva para os servidores
públicos que ainda não tiveram seus contracheques atualizados.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, avisou que o reajuste do
funcionalismo sairá mesmo por meio de medida provisória.
Assim, disse ele, os reajustes serão pagos em junho, retroativo
a março. Leia
mais
Justiça eleitoral
A direção da Corte Eleitoral foi renovada esta semana.
O novo presidente, ministro Carlos Ayres de Brito assumiu a presidência
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última terça-feira
(6), em substituição do ministro Marco Aurélio Mello.
Ayres de Brito comandará as eleições municipais
de 2008, mas não comandará as eleições gerais
de 2010, pois deixará o posto em maio; as eleições
serão em outubro. O mandato dos presidentes das cortes superiores é de
dois anos. Leia
mais
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Agência Diap, 10 de maio de 2008
CONTRA O REDUTOR
Entidades se reúnem em
Brasília para pedir o fim do fator
Na próxima quarta-feira (14), entidades dos movimentos
sindical e sociais irão se reunir em Brasília com objetivo
de pressionar os deputados a aprovarem o fim do Fator Previdenciário
(PL 3.299/08) e o projeto de lei do salário mínimo (PL
1/07) com a emenda que estende aos aos aposentados e pensionistas a
política do salário mínimo.
As duas matérias já foram apreciadas no Senado e aguardam
deliberação na Câmara. O Governo já se manifestou
contrário às duas matérias e imediatamente as
entidades ligadas aos aposentados reagiram.
As entidades irão se reunir no Salão Nobre da Câmara, às
10h, para traçar esstratégias de atuação
na Câmara, a fim de aprovar estes projetos de lei. Foram convidados
todas as organizações como os sindicatos, federações,
confederações, centrais sindicais e movimentos popular
e estudantil para fazerem uma campanha em defesa da Previdência
Pública e das Aposentadorias, finaliza n nota da Conlutas. (André Santos)
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Diário Vermelho, 10 de maio de 2008
Lula: Estamos quebrando os pessimistas
de vergonha
Em cerimônia de assinatura de convênios do Programa
de Aceleração de Crescimento (PAC) no município
de Lauro de Freitas, interior da Bahia, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva afirmou que está 'quebrando de vergonha' aqueles
que disseram que ele ia quebrar economicamente o país. "O
Brasil agora é chique. Eu fiquei feliz que foi no nosso governo.
Porque disseram que a gente ia quebrar o país. E nós
estamos quebrando. Quebrando eles de vergonha", completou.
Para o presidente, depois da obtenção do grau de investimento,
concedido pela agência Standard & Poor's na quarta-feira
da semana passada, o Brasil passou a ser respeitado. “O Brasil
ganhou em qualidade. O Brasil passou a ser respeitado. O Brasil não
deve mais e a nossa reserva é maior que nossa dívida”,
disse o presidente.
Ao mesmo tempo, Lula criticou as agências de classificação
pelo fato de continuarem indicando risco zero para os EUA, num momento
em que aquele país passa por grave crise econômica. “Está uma
crise imensa e não tem risco. Aumenta o risco do Brasil, da
Rússia, e os americanos, que estão entupidos de dívida,
têm risco zero. É uma inversão das empresas que
medem risco, na minha opinião”, disse o presidente.
Sobre o PIB brasileiro, Lula disse ser melhor que o País cresça
economicamente de forma contida e duradoura. “Nunca trabalhei
com a idéia de que o Brasil devesse fazer a loucura de crescer
10% ou 15% ao ano, como já crescemos na década de 70.
Trabalho com a idéia de que possamos crescer 5%, 6%, 4,5%, mas
que seja durante um longo período, e vá construindo bases
sólidas”.
A crise mundial de alimentos também foi relembrada pelo presidente.
Segundo Lula, a tendência é de que quanto mais os países
cresçam economicamente, mais potencial de compra a população
tenha para se alimentar e diversificar o que consome à mesa.
“Temos um problema que não acho grave, que é a
subida do preço dos alimentos. Esse é um desafio, não
pode ser encarado como uma coisa desastrosa para nós. É a
chance que temos de fazer mais uma revolução agrícola”.
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Diário Vermelho, 10 de maio de 2008
Luiz Sérgio: Álvaro
Dias precisa explicar vazamento de informações
O relator da CPI dos Cartões Corporativos, deputado
Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou nesta sexta-feira (9) que é preciso
investigar a responsabilidade do senador Álvaro Dias (PSDB-PR)
na montagem e divulgação do suposto dossiê com
gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo ele, Dias pode ter manipulado informações do
banco de dados da Casa Civil para divulgar as informações.
“Um fato que seria muito esclarecedor seria saber se o André Fernandes
(assessor de Álvaro Dias), ao receber o material, manipulou
esses dados ou não. Se ele manipulou dados do Suprim (controle
de suprimento de fundos da Presidência da República),
foi ele que fez entre aspas o dossiê e isso é muito grave”,
afirmou Luiz Sérgio.
O relator disse que precisa esclarecer se Álvaro Dias divulgou
para a imprensa o material recebido da Casa Civil ou se manuseou os
dados de acordo com o seu próprio interesse.
“O senador Dias, ao repassar as informações para
a imprensa, passou o que efetivamente recebeu ou manipulou os dados?
São perguntas que estão sem resposta”, questionou.
O deputado disse que deve ser avaliada a possibilidade convocar o
secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido
Nunes Pires, apontado como sendo a pessoa que repassou para o gabinete
do senador Álvaro Dias as informações do banco
de dados. Neste caso, o relator também acha necessário
convocar o assessor do senador Álvaro Dias, Eduardo Fernandes
da Silva.
Entretanto, na opinião de Luiz Sérgio, a proposta de uma
nova convocação da ministra Dilma Rousseff ao Senado para
falar exclusivamente sobre cartão corporativo é uma tese
daqueles que " estão preocupado em fazer disputa política": "Essa
não é uma CPI da oposição contra o governo
e nem do governo contra oposição. É uma CPI que
nós devemos satisfação a sociedade brasileira. Esse
viés do Artur Virgílio, é o viés para fazer
o processo de disputa política desnecessário."
Da redação,
com agências
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Congresso em Foco, 10 de maio de 2008
Mudança para a pioria
Osiris Lopes Filho*
Na história recente do país, a edição
de normas tributárias passou a ser realizada por produção
legislativa concentrada no Poder Executivo. Tem-se, assim, no Estado
Novo, a edição de decretos, e, na ditadura militar, decretos-leis
e, atualmente, as medidas provisórias. Considera-se mais importante
o meio pelo qual é editada a regra tributária, vale dizer
o instrumento da sua formulação, do que a sua fonte de
legitimação – sua produção pelos
representantes do povo, eleitos exatamente para legislar.
Trata-se de um processo de concentração do poder de legislar
pelo Executivo, que alcançou o seu ponto máximo de exacerbação
na proposta de reforma tributária encaminhada pelo governo federal
ao Congresso, e que segue a tramitação, em trajetória
rápida e funestra, para a destruição da legitimidade
da tributação, que é obtida pela adesão do
povo na criação e elevação de tributos, pelo
seu consentimento, expresso pela concordância dos deputados e senadores
do povo, mediante a aprovação das leis tributárias.
Essa hipertrofia do Executivo se manifesta na mudança proposta
para o principal tributo do país, pela sua arrecadação
e pela abrangência de sua incidência – o imposto
sobre circulação de mercadoria e prestação
de serviços de transporte e comunicação.
Toda a sua legislação será editada por lei complementar
da União. A iniciativa dessa lei complementar é atribuída
com exclusividade ao presidente da República, a 1/3 dos membros
do Senado Federal, ou das assembléias legislativas, desde que
estejam representadas, todas as regiões do país. Concentra-se
no presidente da República a iniciativa da produção
da legislação do ICMS. As exigências para as outras
fontes de iniciativa são de difícil exeqüibilidade.
O papel do Senado é ridicularizado. Cumpre a ele, pela previsão
da PEC, fixar as várias alíquotas do imposto. Todavia,
o que lhe foi atribuído é dizer o percentual de cada
alíquota. O conteúdo das alíquotas, isto é,
as operações de circulação ou da prestação
de serviços a que se aplicam quem define é o Conselho
de Política Fazendária – o novo Confaz –, órgão
tecnocrático composto pelos secretários da Fazenda dos
Estados. Esse novo Confaz baixará o Regulamento do ICMS, o do
seu processo fiscal e fixará os incentivos fiscais. Liquida-se
a um só tempo a autonomia financeira dos Estados e do Distrito
Federal, bem como a descentralização típica da
Federação, acabando com a autonomia financeira desses
entes federados, reduzindo-os ao status de autarquia, e se concentra
o poder de legislar nos órgãos do Executivo e seu corpo
auxiliar, a tecnocracia.
É cruel e explicita demonstração da desvalia
e insignificância que se atribui ao Poder Legislativo. Manifestação
concreta do imperialismo da União, absorvendo competências
estaduais e atestado do menosprezo aos deputados estaduais e federais
e senadores da República, representantes do povo.
O descaramento é total. Ousadia que nem a ditadura militar
ousou assumir. E tudo isso em nome da simplificação.
Destroem-se a divisão de poderes, a autonomia estadual e a descentralização
peculiar à Federação, e humilha-se a representação
do povo no Congresso e nas assembléias estaduais. Mudança
inequívoca para a pioria.
*Osiris de Azevedo Lopes Filho, advogado
e professor de Direito na Universidade de Brasília (UnB),
foi secretário da Receita Federal.
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Gazeta do Povo, 10 de maio de 2008
Ideb
Na educação, interior
bate capitais
Curitiba aparece em primeiro
lugar entre as capitais no Índice de Desenvolvimento
da Educação Básica, mas perde para 449
municípios menores
Cidades pequenas batem as capitais em qualidade em ensino. É o
que mostra, de forma geral, a comparação do Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre
os municípios brasileiros. Curitiba ficou em primeiro lugar
entre as capitais, com Ideb de 4,7 (numa escala que varia de zero a
dez). Contudo, a capital paranaense vem depois de outros 449 municípios
menores no ranking geral. Destes, 43 são do Paraná.
Mesmo bem colocada entre as capitais, Curitiba perdeu feio para municípios
que não chegam a ter 3 mil habitantes, como Ivatuba, no Norte
do Paraná, com Ideb de 6. A “zebra” foi mais nítida
em outras capitais brasileiras, que mostraram esse descompasso de forma
ainda mais radical. Rio de Janeiro, por exemplo, é a capital
com o terceiro melhor desempenho, mas ficou em 1.058º no ranking
geral. São Paulo é a nona entre as capitais, mas está na
1.342ª posição quando comparada aos outros municípios
brasileiros. Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ficou em 1.962º lugar.
(Veja infográfico ao lado)
De acordo com especialistas do setor, menos estresse, população
mais homogênea, mais envolvimento da comunidade e facilidade
de gestão podem explicar esse desempenho dos municípios
pequenos.“A vida e a organização socioeconômica
nas capitais é mais complexa que nas cidades menores. A organização
das redes públicas de ensino nas capitais é mais complexa.
Em grandes cidades, há um contexto de população
mais diverso que nas cidades menores”, analisa o diretor de concepções
e orientações curriculares da Secretaria de Educação
Básica do Ministério da Educação (MEC),
Marcelo Soares Pereira da Silva.
Segundo a secretária municipal de Educação de
Curitiba, Eleonora Fruet, a falta de homogeneidade pode explicar as
dificuldades enfrentadas pelas capitais. “Por mais que se faça
investimento, o resultado nem sempre acaba acontecendo. A tendência é que
em municípios menores existam diferenças menores e o
controle seja maior. Em Curitiba, tivemos escolas com Ideb 6,3, mas
também com Ideb 3”, explica.
A diretora do curso de Pedagogia da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná (PUCPR) e doutoranda em educação,
Maria Sílvia Bacila, tem uma opinião semelhante. “Dentro
de Curitiba, escolas centrais acabam tendo o Ideb maior do que de bolsões
de pobreza da periferia, o que interfere na soma dos resultados. Cidades
menores sem bolsão de pobreza levam vantagem. Mas não
dá para culpar só a pobreza. Tem outras questões
envolvidas, como formação de professores, estrutura,
gestão, etc”, analisa.
Para a mestre em Educação Laura Monte Serrat Barbosa,
as relações acabam influenciando mais que o dinheiro
nos resultados obtidos. “Ter mais dinheiro não significa
que ele é repassado para a ação educativa. Pode
até se ter infra-estrutura, mas não adianta se não
houver investimento em relações de qualidade, em que
as relações de aprendizagem podem acontecer melhor. A
aprendizagem acontece numa relação mais intimista e não
na massa”, avalia
As diferenças nas relações também foram
citadas pela superintendente da Secretaria de Estado de Educação,
Yvelise Arco-Verde. “Lidar com a educação na capital é diferente
do que nas escolas do resto do estado, principalmente nos municípios
menores, em que há um controle social mais intenso, mesmo implícito.
A capital tende a tornar as pessoas meio invisíveis”,
afirma
De acordo com Yvelise, nos municípios menores, as relações
profissionais tendem a ser mais intensas, já que professores
e diretores de escolas são conhecidos da comunidade. “Há mais
participação da comunidade, com os pais cobrando mais”,
diz. Contudo, de acordo com ela, a regra não é geral. “Tenho
municípios pequenos com índices ruins. Há outros
questões envolvidas: fatores históricos, processos de
gestão, entre outros”, explica.
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Gazeta do Povo, 10 de maio de 2008
Caso BNDES
Acuado, Paulinho diz não
ter participado do esquema
Deputado federal afirma não
ter envolvimento com as pessoas denunciadas pela Polícia
Federal por desvio de dinheiro do banco estatal
São Paulo - O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
o Paulinho da Força, voltou ontem a afirmar que não está envolvido
no desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social)
e que a Polícia Federal apenas mencionou seu nome em relatório
da Operação Santa Tereza, que investiga o caso. Ele também
negou envolvimento com o conselheiro do banco estatal João Pedro
Moura – preso pela PF e apontado pela Procuradoria da República
como o principal responsável pelo esquema de desvio de verbas.
Paulinho disse ainda que não conhece o consultor Marcos Vieira
Mantovani – outro suspeito de integrar o esquema – e que
sua relação com o coronel da Polícia Militar,
Wilson de Barros Consani Júnior (também investigado),
era apenas profissional.
Meu guri
Durante entrevista coletiva na sede da ONG Meu Guri – ligada à Força
e presidida pela mulher de Paulinho, Elza de Fátima Costa Pereira –,
o deputado disse que a PF apenas mencionou um “PA” e um “Paulinho” em
seu relatório e colocou entre parênteses a informação
de que poderia se tratar dele. “A polícia apenas supôs
a minha participação”, disse.
O deputado disse que não é amigo de Moura e que ele
sequer foi seu assessor pessoal. “Ele não era meu assessor.
A empresa dele tem um contrato com a Força (Sindical) Estadual”,
disse.
Ele também negou que tenha indicado Moura para integrar o conselho
do BNDES e disse que, independentemente disso, ele não teria
influência para liberar recursos do banco estatal. “Quem
indicou é a Força Sindical, não eu. Eu só assinei
a indicação”, disse. “João Pedro era
apenas um dos conselheiros. Um conselheiro não consegue liberar
dinheiro.”
Indagado por que Moura foi visto em seu gabinete, ele disse que “ele
freqüentava o gabinete de muita gente”. Apesar de negar
proximidade com Moura, a ONG presidida por Elza recebeu uma doação
do conselheiro de R$ 37,5 mil. Segundo o advogado da Força,
Antônio Rosella, não houve ilegalidade na doação.
Investigação na Câmara
De acordo com o inquérito da PF, os integrantes da suposta
quadrilha teriam recebido R$ 2 milhões após liberações
que integram três financiamentos recentes do BNDES – dois
para as Lojas Marisa e um para a Prefeitura de Praia Grande.
A denúncia de envolvimento de Paulinho no esquema levou a Corregedoria
da Câmara dos Deputados a abrir uma investigação
contra ele. O corregedor da Casa, deputado Inocêncio Oliveira
(DEM-PE), já cogita remeter o caso para o Conselho de Ética
da Câmara, que poderia abrir processo de cassação
contra Paulinho.
Mulher do deputado diz que vai abrir sigilo
bancário
São Paulo - A mulher do deputado federal Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), Elza de Fátima Costa Pereira, afirmou ontem que vai
abrir o sigilo bancário do projeto Meu Guri. A ONG, ligada à Força
Sindical, é presidida por ela e está sendo acusada de receber
R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura,
acusado de ser o principal responsável por um esquema de desvio
de verbas do BNDES. Além disso, a ONG recebeu R$ 1,328 milhão
do banco.
Durante entrevista coletiva na sede da ONG, Elza assinou um documento
em que abre o sigilo bancário do projeto. Segundo o advogado
da Força Sindical, Antônio Rosella, Moura doou à ONG
um apartamento avaliado em R$ 100 mil.
O imóvel deveria ser vendido e o dinheiro investido na entidade.
Mas como o conselheiro tinha “problemas com o nome dele”,
a instituição não conseguiu vender o apartamento,
que acumulava cerca de R$ 40 mil reais em dívidas. Rosella disse
que a ONG devolveu o imóvel a Moura, que decidiu fazer um depósito
na conta da entidade no valor de R$ 37,5 mil. O advogado não
soube dizer se esse dinheiro teve origem ilegal.
Folhapress
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Gazeta do Povo, 10 de maio de 2008
IPCA
Alimentos fazem inflação
oficial subir para 5% ao ano
Pão, leite, feijão,
tomate, cebola e até refeições fora de
casa puxam o índice para cima. Famílias de menor
renda são mais penalizadas com alta destes produtos
A inflação oficial brasileira ultrapassou em abril a
casa dos 5% em 12 meses. A última vez que esta barreira foi
rompida foi em março de 2006, com 5,32%. O resultado do Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), nos 12 meses encerrados
em abril, de 5,04%, pôs novamente de prontidão o governo
e o mercado. No mês, a taxa foi de 0,55%, acima do índice
de março (0,48%). Pressionada pelos alimentos, a inflação
encerrou o quadrimestre com alta de 2,08%. No mesmo período
de 2007, havia ficado em 1,51%.
“Os dados mostram que há persistência de alta na
inflação dos alimentos”, disse a coordenadora de índices
de preços do IBGE, Eulina dos Santos. Somente em abril, os alimentos
subiram 1,29%. Nos primeiros quatro meses do ano, os produtos alimentícios
acumulam alta de 4,37%, quase o dobro dos 2,65% do mesmo período
de 2007. O peso dos alimentos dentro do IPCA é de quase um quinto
(22,04%) e os aumentos destes itens estão sendo praticamente
generalizados.
Produtos freqüentes na mesa do trabalhador despontam na lista
das maiores pressões inflacionárias. Entre os 15 com
maior impacto aparecem o pão francês (alta de 13,99% no
quadrimestre), frutas (9%) e leite pasteurizado (4,7%), além
de feijão preto (44,99%), óleo de soja (29,46%), tomate
(84,34%), cebola (57,18%) e até refeições fora
de casa (4,89%). Além destes itens, a lista se completa com
gastos com colégios (4,52%), empregado doméstico (2,87%),
plano de saúde (2,09%), ônibus urbano (1,85%), higiene
pessoal (2,46%), remédios (1,86%) e cursos diversos (4,54%).
O cenário dos preços já leva algumas consultorias
a reverem para cima as projeções para inflação
no ano. A Rosemberg&Associados ampliou de 4,9% para 5,5% a estimativa
para o IPCA. Já a LCA manteve a projeção para
o ano em 4,7%, mas admite que ela pode ser revista, conforme a evolução
do choque de custos. O avanço no custo dos alimentos penaliza
ainda mais a classe de menor renda. Para os mesmos quatro meses de
janeiro a abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC) cravou 5,90%. Este indicador leva em conta famílias com
rendimento de um a seis salários mínimos.
Já o IPCA considera famílias com ganhos até 40
salários. “As pessoas de mais baixa renda, como sempre,
estão sendo mais prejudicadas pela inflação porque
alimentos têm peso maior no INPC”, afirmou Eulina. Segundo
o IBGE, os destaques de queda foram o álcool combustível
(-0,65%), gasolina (-0,14%) e energia elétrica (-0,49%).
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Folha de Londrina, 10 de maio de 2008
SEU DIREITO: FUNDO DE RESERVA
O pagamento do fundo
de reserva de um condomínio é obrigatório?
O fundo de reserva é uma contribuição estipulada
na convenção do condomínio e é destinada
a cobrir as despesas eventuais e extraordinárias. Sua cobrança é realizada
mensalmente junto com as despesas ordinárias, e sua cota equivale
a um percentual incidente sobre o orçamento total ordinário.
As despesas extraordinárias não se referem aos gastos
rotineiros de manutenção do edifício. O parágrafo único,
do art. 22, da lei 8.245/91, cita alguns exemplos de gastos especiais,
dentre os quais encontram-se: obras de reformas ou acréscimos
que interessem à estrutura integral do imóvel; pintura
das fachadas, empenas, poços de aeração e iluminação,
bem como das esquadrias externas; obras destinadas a repor as condições
de habitabilidade do edifício; indenizações trabalhistas
e previdenciárias pela dispensa de empregados; instalação
de equipamento de segurança, de incêndio, de telefonia,
de intercomunicação, de esporte e de lazer; despesas
de decoração e paisagismo nas partes de uso comum.
Deste modo, sendo o fundo de reserva estipulado em convenção
do condomínio e destinado a cobrir os gastos extraordinários
deste, é obrigação dos proprietários das
unidades condominiais constituí-lo, ressalvando-se que somente
a assembléia geral extraordinária, convocada exclusivamente
para esta finalidade e por meio de votação unânime, é que
pode decidir pela extinção do fundo de reserva e rateio
dos valores anteriormente recolhidos pelos condôminos.
No que diz respeito às relações locatícias,
a lei 8.245/91 é clara ao dispor que é obrigação
do locador, e não do locatário, constituir o fundo de
reserva, havendo a nulidade de eventuais cláusulas contratuais
que repassem ao inquilino a responsabilidade pelo pagamento das despesas
extraordinárias de condomínio e pela constituição
do fundo de reserva condominial.
João Tescaro Júnior, advogado
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Última Instância, 10 de maio
de 2008
Vale-refeição pago
no período de férias pode ser descontado
A 3ª Câmara Cível do TJ-RS (Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul) decidiu que é válido o estorno de
pagamento de vale-refeição relativo ao período de
férias. Com isso, os magistrados consideram legal o desconto feito
pela Secretaria da Fazenda Estadual no contracheque dos autores de uma
ação movida contra o Estado.
De acordo com o tribunal, os cinco servidores públicos estaduais
apelaram da sentença da juíza Rosana Broglio Garbin,
da 7ª Vara da Pública de Porto Alegre, que negou o pedido
para que a Secretaria da Fazenda se abstivesse de efetuar estorno relativo
ao vale-refeição em seus vencimentos.
Pediram também a condenação do Estado a restituir
os valores estornados do benefício, respeitada a prescrição
qüinqüenal.
Segundo o relator, desembargador Rogério Gesta Leal, “o
recebimento do vale-refeição no período de férias
afigura-se indevido, pois trata-se de cunho indenizatório e,
não estando o servidor no efetivo exercício de suas atividades,
impossível o seu recebimento.”
Reiterou ser correto o estorno efetuado pelo órgão pagador
nos contracheques dos servidores. A possibilidade está prevista
no artigo 4º da Lei Estadual 10.002/93, que instituiu o benefício.
Acompanharam o voto do relator, os desembargadores Nelson Antônio
Monteiro Pacheco e Paulo de Tarso Vieira Sanseverino.
Proc. 70023630346
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UOL, 10 de maio de 2008
Gigante da América
do Sul está acordando, diz jornal
A edição deste sábado do jornal
britânico The Guardian dedica uma página inteira
ao "país do futuro", o Brasil, explicando
por quê muitos acreditam que finalmente "o gigante
adormecido da América do Sul" está acordando.
O diário diz que muitos empresários e políticos
brasileiros estão convencidos de que o Brasil está caminhando
para um lugar de destaque no cenário internacional graças
aos avanços na situação econômica do país.
O espetacular avanço da China e da Índia obriga os países
da América Latina a comprar matérias-primas em volumes
maciços. A América Latina está aproveitando para
vender as suas a bom preço, aumentar suas receitas e tentar
reduzir uma pobreza que castiga há décadas 38,5% de sua
população: 205 milhões de pessoas.
" Graças em grande parte ao 'boom' mundial das commodities, esta
região de plantação de soja (o Mato Grosso) se transformou
na vanguarda da marcha do Brasil rumo ao palco mundial", começa dizendo
a matéria, assinada pelo repórter Tom Phillips.
Ele lembra que apesar de o Brasil ter sido conhecido como o país
do futuro há muito tempo, uma série de crises econômicas
e políticas, além de 21 anos de ditadura militar, evitaram
com que o país chegasse lá.
Momento favorável
" Agora as coisas parecem estar mudando. A moeda brasileira atingiu a maior
alta dos últimos nove anos em relação ao dólar, a
inflação está sob controle e milhões de brasileiros
estão sendo empurrados em direção a uma nova classe média",
afirma Phillips.
Ele também lembra que na semana passada, a agência Standard & Poor's
revisou para cima o rating concedido ao Brasil, melhorando a classificação
geral para grau de investimento.
"De laranjas e minério de ferro a biocombustíveis,
as exportações do Brasil estão estourando, criando
uma nova geração de magnatas. O clube de milionários
do Brasil aumentou de 130 mil em 2006 para 190 mil no ano passado -
uma das taxas mais rápidas do mundo, de acordo com um estudo
do Boston Consulting Group", afirma a matéria.
O texto do The Guardian também lembra das recentes descobertas
de grandes reservas de petróleo pela Petrobras, que deram o
apelido de "xeique Lula" ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva "e indicam a possibilidade de o Brasil se tornar
um grande produtor de petróleo em breve".
O repórter encerra a matéria ressaltando que analistas
acreditam que uma queda nos preços dos commodities pode acabar
com o ritmo acelerado de crescimento do Brasil e outros questionam
se os sistemas de infra-estrutura e educação são
fortes o suficiente para manter o bom momento econômico.
"Tudo isso não significa que você tem crescimento
econômico garantido. O Brasil ainda tem problemas estruturais
sérios. Existem algumas armadilhas sérias que comprometem
este crescimento: educação, ter uma mão-de-obra
qualificada, saúde", ressaltou a economista da Fundação
Getúlio Vargas, Lia Valls, citada na matéria.
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