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A TARDE/ MINAS GERAIS, 12
de maio de 2008 | Economia
Índice da construção
civil recua para 0,37% em abril
Agencia Estado
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado
pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal, recuou para 0,37% em abril,
ante alta de 0,84% em março. O indicador também apresentou baixa
em relação a abril do ano passado, quando havia ficado em 0,41%.
No ano, o Sinapi acumula alta de 12,09% e, no período acumulado de 12
meses até o mês passado, a alta do indicador é de 6,48%.
O custo nacional por metro quadrado
atingiu R$ 618,36 em abril, dos quais R$ 356,63 são referentes
ao material de construção e R$ 261,73 à mão
de obra. A parte de material subiu 0,60% em abril e a mão-de-obra
teve alta de 0,06% no mesmo período.
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UOL ECONOMIA, 12 de maio
de 2008
Emprego na indústria cresce
3% no primeiro trimestre, aponta IBGE
RIO - O emprego industrial subiu 0,1% em março na comparação
com o mês anterior, na série livre de influências sazonais.
Ante março de 2007, houve alta de 2,9%. No primeiro trimestre deste
ano, o crescimento foi de 3%. Em 12 meses, o nível de pessoal ocupado
subiu 2,6%, praticamente estável em comparação com a marca
dos 12 meses imediatamente antecedentes.
Os dados foram divulgados há pouco
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O avanço de 2,9% em março
ante um ano atrás decorreu do acréscimo no contingente
de pessoal registrado em 11 dos 14 locais e 12 dos 18 segmentos pesquisados,
informou o organismo.
"Os locais responsáveis
pelos principais impactos positivos foram: São Paulo (4,4%), Minas
Gerais (3,6%), região Nordeste (3,0%) e região Norte e
Centro-Oeste (3,2%)", observou na nota disponível em sua
página eletrônica.
Sobre a indústria paulista
em especial, o IBGE notou que, dos 11 ramos com elevação
no número de pessoas ocupadas, sobressaíram-se máquinas
e equipamentos (14,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos
e de comunicações (20,3%) e meios de transporte (12,3%).
Olhando para o total do país,
ainda na comparação março de 2008 ante mesmo intervalo
do calendário antecedente, os impactos positivos mais significativos
foram provenientes de máquinas e equipamentos (15,2%), meios de
transporte (11,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos
e de comunicações (14,3%) e alimentos e bebidas (3,1%).
Na contramão, com quedas,
apareceram calçados e artigos de couro (redução
de 12,1%), vestuário (de 4,2%) e madeira (de 9%).
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UOL ECONOMIA, 12 de maio
de 2008
Valor da folha de pagamento da indústria
aumenta em março e número de horas pagas declina,
diz IBGE
RIO - O valor real da folha de
pagamento da indústria nacional aumentou 2,7% no mês em
março, depois de cair 0,1% em fevereiro. Ante março de
2007, houve alta de 8,7%. No acumulado no primeiro trimestre, a folha
de pagamento real subiu 6,4% perante igual intervalo de 2007.
Os números foram apresentados
hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE)
na Pesquisa Industrial Mensal de Empregos e Salários (PIMES).
"A folha de pagamento real
de março mostrou incremento de 8,7% em relação a
igual mês do ano anterior, assinalando a 24ª taxa positiva
consecutiva. Houve crescimento em todos os locais pesquisados, com destaque
para São Paulo (9,6%), por conta dos resultados em meios de transporte
(18%), produtos químicos (18,6%) e máquinas, aparelhos
eletroeletrônicos e de comunicações (14,1%)",
salientou o organismo.
Na seqüência, pela
mesma base de comparação, apareceu Minas Gerais, onde a
folha expandiu-se 12,6%, destaque para metalurgia básica (20,1%),
minerais não-metálicos (26,6%) e máquinas, aparelhos
eletroeletrônicos e de comunicações (35,1%).
Em termos setoriais, ainda na
relação março com mesmo mês de 2007, a folha
de pagamento real avançou em 15 das 18 atividades. As principais
influências partiram de meios de transporte (16,0%), máquinas
e equipamentos (10,6%), produtos químicos (12,4%) e metalurgia
básica (15,4%). Foram apurados recuos em calçados e couro
(-8,6%), têxtil (-1,8%) e madeira (-2,6%).
O documento do IBGE revelou ainda
que diminuiu em 0,9% o número de horas pagas aos trabalhadores
da indústria na passagem de fevereiro para março, livre
dos efeitos sazonais. O resultado representa uma inversão daquele
visto no segundo mês deste ano, de elevação de 1,7%.
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AGORA MS, 12 de maio de 2008
| Economia
Empregados na construção
civil terão reajuste médio de 8,5%
Os trabalhadores na indústria da construção civil de Campo
Grande terão um reajuste médio de 8,5% retroativo a 1º de
março. Esse foi o acordo fechado esta semana entre as entidades de classe
que representam os patrões e empregados. Com isso fecha também
a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria para o ano de 2008/09.
De acordo com informações
do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
Civil e do Mobiliário de Campo Grande, Samuel da Silva Freitas,
a entidade fechou também a convenção coletiva dos
trabalhadores do setor mobiliário, cuja data base é 1º de
maio.
Os empregados do setor mobiliário
que ganhavam até R$ 450,00 terão um reajuste de 10% e para
quem ganha acima desse valor o reajuste será de 6,7%. Considerando
o índice de inflação acumulado no ano, de pouco
mais de 5%, Samuel considerou um avanço nas negociações. “Esse
percentual ficou 1.2% acima da inflação.
Outra conquista dos mobiliários
foi quanto a cobrança do vale transporte que será descontado
apenas 2% de seus vencimentos. Vale lembrar que a lei autoriza o desconto
de até 6%.
Construção Civil
Os serventes terão um reajuste de 10% retroativo a 1º de março.
O piso da categoria que era de R$ 400,00 passou para R$ 440,00. Já os
pedreiros oficiais tiveram reajuste de 9.1%. O piso da categoria que era de
R$ 550,00 passou para R$ 600,00; Os empregados em almoxarifado, um reajuste
de 8,2%. O piso de R$ 577,00 passa para R$ 630,00. Os motoristas ganharam 9.4%
de reajuste, passando de R$ 550,00 para R$ 610,00. Para os demais trabalhadores
não enquadrados nessas categorias, o reajuste será de 6% mais
um abono de 10%, dividido em duas vezes nos meses de setembro (5%) e outubro
(5%).
Houve avanço também
na cobrança do vale transporte da categoria, que terá descontado
apenas 3% de seus vencimentos e não 6% como a Lei autoriza. “Não
temos dúvida de que foram avanços significativos que
acabamos conseguindo para as duas categorias (mobiliário e construção
civil)”, comentou Samuel da Silva Freitas que tem procurado convênios
para aperfeiçoamento da mão-de-obra do setor. “Temos
corrido bastante para conseguir tornar nossos profissionais mais aptos
aos serviços pois isso representa um ganho maior para cada um”,
comentou.
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Gazeta do Povo, 12 de maio de 2008
Política industrial
Empresa exportadora vai recolher
menos ao INSS
Cerca de 20 medidas de desoneração
tributária serão anunciadas hoje pelo presidente
Lula. Uma das principais iniciativas é voltada para o setor
de softwares e serviços de tecnologia da informação
Brasília - A nova política industrial que será anunciada
hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trará cerca de
20 medidas de desoneração tributária e de financiamento.
Entre elas, a primeira iniciativa para desonerar a folha de salários
da indústria, que por enquanto será apenas para as empresas exportadoras
do setor de tecnologia da informação (softwares e serviços
relacionados).
O governo deverá reduzir pela metade a contribuição patronal
dessas empresas à Previdência Social, dos atuais 20% da folha
de pagamentos para 10%. O alívio incidirá só sobre a folha
de pagamentos dos funcionários que trabalham com exportação.
Para os demais, que estão voltados para o mercado doméstico,
a empresa continuará a recolher 20% à Previdência.
Até ontem, o governo estudava ainda a possibilidade de eliminar a contribuição
das exportadoras de software ao chamado chamado Sistema S (conjunto de entidades
voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria,
pesquisa e assistência técnica, como Senai e Sesi) e ao Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Se
a medida for incluída no pacote a ser anunciado hoje, representará corte
adicional de 3,1 ponto porcentuais na carga tributária sobre a folha
de pagamentos do setor.
As desonerações previstas no Plano de Desenvolvimento Produtivo,
como tem sido chamado oficialmente a nova política industrial, terão
um custo fiscal para o Tesouro Nacional que poderá chegar a R$ 25 bilhões
até 2010. Somadas a uma série de outras medidas de redução
de custo financeiro, de investimento e de exportação, elas têm
como objetivo incentivar os investimentos, a inovação tecnológica
e, principalmente, as exportações. Na prática, esse conjunto
de medidas pode compensar, ao menos em parte, a indústria pela valorização
do real em relação ao dólar. A intenção é estimular
as vendas externas para reverter a escalada no déficit em conta corrente,
que tem preocupado o governo.
Desconfiança
Adiado várias vezes, por conta de divergências entre o Ministério
da Fazenda e do Desenvolvimento, o anúncio da nova política é aguardado
com alguma desconfiança pela indústria. Além de dúvidas
quanto ao alcance das medidas de desoneração tributária,
os empresários estão preocupados com a instância que coordenará o
projeto. Eles temem uma repetição do ocorrido com a política
anterior, lançada em 2004 e que enfrentou resistências dentro
do próprio governo.
Emprego intensivo
O setor de softwares é um dos mais intensivos em mão-de-obra,
com os custos trabalhistas representando cerca de 75% de todas despesas do
setor. As medidas do governo visam colocar o Brasil em outro patamar no disputado
mercado global de tecnologia da informação, estimado em US$ 1,3
trilhão. Desse total, entre US$ 35 e 40 bilhões são de
terceirização para exportação, no qual a Índia,
com sua mão-de-obra barata e falante de inglês e incentivos fiscais é líder,
exportando entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões. Países
da América do Sul, como Argentina, também incentivam o setor,
configurando uma guerra fiscal em escala internacional, que tem gerado inquietação
no empresariado e no governo.
Desde o ano passado, o setor de software tem trabalhado junto ao governo por
uma desoneração da folha de pagamentos. A proposta levada pelas
empresas ao governo previa uma migração da incidência da
cobrança sobre a folha para o faturamento das empresas. A idéia
do setor era criar um “regime especial” em que as companhias exportadoras
de TI se inscreveriam e recolheriam, ao invés de 20% sobre a folha de
pagamentos, 2% sobre o faturamento no mercado interno.
Para entrar nesse regime, as empresas teriam que ter 70% da produção
voltada para exportação. A indústria se comprometia ainda,
na proposta, a elevar as exportações de US$ 800 milhões
em 2007 para US$ 5 bilhões em 2011, gerando cerca de 100 mil novos empregos.
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de maio de 2008 | Economia
Casa própria com juro baixo
no consórcio
Redação Tribuna do Paraná
Com o aquecimento do mercado imobiliário, o consórcio é uma
alternativa para quem está à procura de um imóvel e não
tem condições de pagar à vista. No ano passado, a modalidade
de compra, que dispensa o pagamento de juros bancários, registrou um
desempenho histórico, com recordes de participantes, contemplações
e crédito contratado.
Segundo a Associação
Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), 470 mil brasileiros
estão adquirindo um imóvel por meio do consórcio.
Este número é 20% superior ao registrado em 2006. Como
conseqüência, a participação do consórcio
no Sistema Financeiro da Habitação saltou de 14%, em 1998,
para 21% no ano passado.
A vantagem do consórcio
em relação ao financiamento é o preço final
do imóvel, que acaba sendo menor, uma vez que não existe
a cobrança de juros, hoje na ordem de 12% ao ano.
O consórcio funciona como
uma espécie de poupança coletiva que contempla, a cada
mês, um determinado número de participantes do grupo. “É a
solução mais indicada para o consumidor que deseja guardar
dinheiro para a compra da casa própria, mas não se disciplina
a poupar espontaneamente todos os meses”, explica Adriana Macedo
Perin, diretora da administradora curitibana Gulin Consórcios.
No lugar dos juros bancários,
as administradoras cobram taxa de administração. Mesmo
com os juros em queda, o consórcio ainda é mais vantajoso. “A
nossa estimativa é que a opção pelo consórcio
de imóveis represente uma economia de mais de 55% frente ao financiamento
de médio e longo prazo”, aponta Adriane.
O custo do financiamento
de R$ 50 mil em um banco privado chega a R$ 93 mil, no prazo de 120
meses. No consórcio, o mesmo crédito, dividido em 120
prestações, custa cerca de R$ 60 mil ao consorciado.
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Folha de S.Paulo, 12 de maio
de 2008
Lula tende a elevar superávit
primário para conter inflação
Presidente estuda cenários para subir
meta de 3,8% do PIB para 4,5% ou 5% | Petista passou a analisar aperto
fiscal maior devido a risco de aumento da inflação
e temor de efeito da alta dos juros na economia
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A tendência do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva é elevar a meta de superávit
primário, segundo apurou a Folha. A meta atual é de 3,8%
do PIB (Produto Interno Bruto). Lula analisa dois cenários: aumentá-la
a 4,5% ou 5% do PIB.
Uma elevação para 4,5% seria mais suave, avalia Lula, porque
exigiria menor esforço fiscal. A área econômica trabalha
com o cenário de que, no atual ritmo de gastos, o superávit de
2008 tende a ser de 4,1% -0,3 ponto percentual acima da meta de 3,8%. Um esforço
adicional de 0,4 ponto percentual equivaleria a mais R$ 11 bilhões.
Já um esforço de 0,9 ponto percentual para atingir 5% do PIB
demandaria mais R$ 25,5 bilhões.
Lula fez reunião na quarta-feira passada no Palácio do Planalto
para analisar a elevação do superávit, como revelou a
Folha no sábado. Na sexta-feira, o presidente discutiu a proposta com
seu autor, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, que prefere a meta de 5%.
Segundo a Folha apurou, Lula disse que não entregaria um país "destroçado" ao
sucessor e que estava preocupado com a alta da inflação. Em comício
no interior da Bahia, chegou a falar que o Brasil não cresceria a taxas
chinesas. Ou seja, sinalizou disposição de frear um pouco o aquecimento
da economia.
O presidente, porém, resiste a cortar investimentos do PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento) para elevar o superávit.
Belluzzo disse que não seria necessário atingir o PAC, porque
poderia haver uma combinação de recursos que virão de
aumento da arrecadação de impostos com um corte de gastos em áreas
extra-PAC. O economista também argumentou que um enxugamento de gastos
públicos seria compensado com aumento dos investimentos do setor privado.
Belluzzo também conversou na sexta-feira com a ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff, que fazia parte da comitiva de Lula na Bahia. Antiga opositora
de tentativas anteriores de elevar o superávit, Dilma demonstrou simpatia
pela idéia, mas não discutiu em detalhes o grau de elevação
da meta. Ela teria maior inclinação por uma elevação
de 3,8% para 4,5%.
A proposta de uma meta de 5% defendida por Belluzzo é apoiada pelos
ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), pelo presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles, pelo presidente do BNDES (Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, e pelo economista
Delfim Netto.
Todos eles, porém, consideram que já seria uma vitória
uma elevação para 4,5% do PIB. Na opinião dos ministros
e dos conselheiros econômicos de Lula, essa decisão deveria ser
anunciada rapidamente.
Lula passou a discutir a elevação do superávit primário
porque está assustado com o risco de aumento da inflação,
sobretudo com a alta do preço dos alimentos de consumo popular. Ele
teme também o efeito negativo da dosagem do remédio tradicional
que o BC (Banco Central) aplica para combater a inflação: elevar
os juros.
Por isso, o presidente quer bater o martelo antes da próxima reunião
do Banco Central sobre juros, que acontecerá na primeira semana de junho.
A taxa básica, a Selic, está hoje em 11,75%. A intenção
de Lula é elevar o aperto fiscal para combater o risco de inflação,
tentar amenizar a alta dos juros e financiar investimentos brasileiros no exterior.
Os recursos que excederem os 3,8% do PIB seriam usados para financiar o chamado
fundo soberano (instrumento sob controle da Fazenda para comprar dólares
e financiar projetos de investimento privado e púbico do Brasil no exterior).
Esse formato pode ser bem visto pelo mercado, pois não aqueceria ainda
mais a economia interna.
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de maio de 2008 | Economia
BNDES destinou R$ 7,7 bilhões
em 2 anos a empresas locais
Agência Estado
O Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) destinou nos últimos dois
anos pelo menos R$ 7,7 bilhões para operações
de fortalecimento e formação de grupos nacionais
mais robustos. As operações deram-se, basicamente,
com a entrada no capital de empresas e financiamentos para empresas
de variados portes tornarem viáveis aquisições.
Os setores foram os de telecomunicações, carnes,
farmacêutico, aeronáutica e engenharia dentre outros.
O levantamento foi feito pelo
jornal O Estado de S. Paulo com base no anúncio de operações
feitas pelo banco neste período. As operações seguem
o que o próprio presidente da instituição de fomento,
Luciano Coutinho, costuma chamar de “novo paradigma” de nacionalismo.
Um modelo em que, segundo ele, diferentemente do passado, não
se busca produzir artificialmente o desenvolvimento empresarial. Mas
em áreas estratégicas, em operações consistentes,
com retorno - e sem discriminar o capital estrangeiro, prega o banco.
A lista dessas operações
inclui desde a bilionária entrada no capital da Bertin, que
atua principalmente na agroindústria e outras áreas,
até a relativamente pequena Mectron, uma fornecedora do setor
aeronáutico. O banco aprovou uma compra de ações
da holding no valor de R$ 2,5 bilhões, passando a deter 27 5%
do capital. No caso da Mectron, foi aprovado, no fim de 2006, apoio
financeiro de R$ 15 milhões, por meio de aquisição
de ações pela BNDESPar, braço do banco para atuação
no mercado de capitais. “O banco se beneficia fortemente desses
investimentos, que acabam representando uma fonte de lucro para a instituição”,
disse uma fonte que acompanha o BNDES. Apenas em 2007, o resultado
das participações societárias do banco somou R$
5,497 bilhões. Desse total, R$ 3,224 bilhões foram em
resultado de venda de participações, R$ 1,407 bilhão
em dividendos e R$ 981 milhões, de equivalência patrimonial.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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Folha
de S.Paulo, 12 de maio de 2008
Viagens de Lula pelo PAC privilegiam cidades
aliadas
Entre os 27 municípios visitados, 24 são
comandados por legendas governistas
| Na prática, é difícil dissociar as solenidades do PAC
da política; nos eventos, Lula fala menos das obras e mais sobre política
nacional
LETÍCIA SANDER
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Carro-chefe do governo ao lado do Bolsa Família, o PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento) tem levado o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva a percorrer o país num roteiro que privilegia cidades
governadas por partidos aliados e regiões nas quais possui as mais baixas
avaliações de governo.
Em ano de eleições municipais, Lula já visitou 27 municípios
para participar de solenidades do PAC: 24 deles (89%) são comandados
por legendas governistas; apenas três têm prefeitos da oposição.
O programa que reúne os principais investimentos federais neste segundo
mandato tem se revelado um trunfo eleitoral para Lula, embora o governo negue
seu caráter eleitoreiro. Em 2007, o PAC levou o presidente a 14 capitais,
em eventos para anunciar os investimentos para cada região.
Lula já voltou a alguns destes municípios em 2008, novamente
por conta do PAC, para participar de cerimônias em que as mesmas obras
voltaram à pauta. Exemplo: esteve em Campo Grande (MS) no dia 31 de
julho de 2007 para lançar o PAC. Voltou lá dia 18 de março
de 2008, só que, desta vez, o motivo da cerimônia era a assinatura
de ordem de serviço de algumas das obras.
Situações semelhantes já ocorreram em outras capitais,
como Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Aracaju, Manaus, Teresina e Salvador.
É justamente nas capitais e regiões metropolitanas que o governo
Lula tem os mais baixos índices de avaliação. Segundo pesquisa
Datafolha do fim de março, o petista tem 49% de aprovação
(ótimo e bom) nas capitais e cidades dessas regiões metropolitanas,
contra 60% em cidades do interior.
Até agora, neste ano, Lula concentrou 66% de suas viagens às
capitais e regiões metropolitanas, índice acima do registrado
nos demais anos do governo. Em 2006, por exemplo, quando disputou a reeleição,
o presidente privilegiou os municípios do interior, com 54% dos deslocamentos.
O próprio presidente já manifestou a assessores a intenção
de vistoriar algumas das obras em andamento e, depois, inaugurá-las,
o que poderá levá-lo a visitar quatro vezes a mesma cidade, com
finalidade semelhante: primeiro para o anúncio dos projetos (etapa vencida
em 2007), depois para a assinatura de ordens de início das obras (etapa
em curso), depois para a vistoria e, finalmente, para as inaugurações.
Cronograma de obras
A Presidência nega existir um caráter de "superexploração
política" do PAC e afirma que os municípios onde ocorrem
as solenidades são escolhidos conforme o cronograma de andamento dos
projetos, e não por critérios políticos.
Na lógica do Planalto, os eventos do PAC também funcionam como
uma forma de o governo prestar contas de seus atos. Sobre a disparidade entre
o número de cidades de aliados e da oposição visitadas
em 2008, assessores do presidente alegam que aliados têm mais prefeituras
do que a oposição. Nas 100 maiores cidades do país, atualmente
há 25 que são controladas pela oposição, duas com
prefeitos sem partido e 74 sob o jugo governista.
Na prática, é difícil dissociar os eventos do PAC da política.
Nas solenidades, as menções às obras recebem, quando muito,
breves comentários de Lula. Seus discursos versam, sobretudo, sobre
política nacional.
Semana passada, em Manaus, Lula avisou à oposição do alto
do palanque do PAC que ele fará o próximo presidente da República.
A platéia gritou: "Dilma, Dilma". A ministra, favorita de
Lula para disputar a sucessão, estava sentada ao lado do presidente,
que se desculpou, ao microfone: "Vocês viram que, por cuidado, não
citei nomes. Vocês [platéia] é que, de enxeridos, gritaram
os nomes".
Mesmo assim, o ministro José Múcio (Relações Institucionais)
nega qualquer caráter político relacionado ao PAC. "Lula
não tem feito uso político. Ele é um homem público.
Não é porque é ano de eleição que ele vai
parar de trabalhar", disse. "Não há esta preocupação
[de atender aos aliados]."
Lula transmitiu a seus subordinados o desejo de visitar todos os Estados até 5
de junho, quando começa a campanha para as prefeituras. Depois disso,
segundo assessores, o ritmo das peregrinações pelo país
deve diminuir e dar lugar a mais viagens internacionais.
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Folha de S.Paulo, 12 de maio
de 2008
Lula dribla lei eleitoral e assegura
verba para mais de 550 ações do programa
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A menos de dois meses do período
em que a legislação eleitoral veta o repasse de dinheiro
da União para o início de novas obras, o presidente Lula
listou mais 550 ações do PAC que terão verbas garantidas
na reta final da eleição dos novos prefeitos e mesmo que
as cidades não estejam com as contas em dia.
A nova relação de obras beneficiadas com repasses "obrigatórios" de
recursos acompanha decreto de Lula publicado no "Diário Oficial" da
União de sexta-feira. No final do ano passado, o presidente editou os
dois primeiros decretos garantindo a liberação de verbas da União
para 1.800 obras do PAC.
Lideram a lista obras de urbanização de favelas, saneamento básico
e construção de casas. São ações com forte
apelo eleitoral, não apenas na eleição de prefeitos, em
outubro, como na presidencial, em 2010.
No novo pacote de projetos com garantia de repasse de verbas públicas,
há também obras de construção, recuperação
e conservação de rodovias, além da Ferrovia Transnordestina.
Na quarta, quando depôs ao Senado, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil),
rebateu críticas ao ritmo das obras. "Estamos vendo o país
começar sim a ser um canteiro de obras."
Durante o depoimento, ela contou 3.432 municípios beneficiados com obras
nas áreas de habitação e saneamento. O número de
municípios beneficiados é maior nos Estados de Minas Gerais,
Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba. Em volume de dinheiro,
SP lidera o ranking, seguido, com alguma distância, por Rio, Minas Gerais,
Bahia e Pernambuco.
Para assegurar a liberação de verbas federais para obras do PAC,
Lula mudou a legislação. Com o objetivo de garantir igualdade
de condições entre candidatos, a Lei Eleitoral impede transferências
voluntárias de recursos nos três meses que antecedem o pleito.
Para driblar o veto, Lula obteve autorização do Congresso para
escolher ações que seriam objeto de transferências "obrigatórias" de
verbas.
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FOLHA
DE LONDRINA, 12 de maio de 2008 | Geral
Recicladores de lixo colocam saúde
em risco a cada jornada
Maioria trabalha sem equipamento de proteção
e está sujeita a doenças como hepatite B e tétano;
projeto do curso de enfermagem da Unopar faz levantamento do perfil
epidemiológico dos coletores
Nova profissão, velhos riscos de saúde. Esse é o caso dos
recicladores de lixo que durante o trabalho estão sujeitos a doenças
sérias, como hepatite B, leptospirose e tétano, além de
cortes e infecções. Alertar para esses problemas é o objetivo
de um projeto de extensão do curso de enfermagem da Universidade Norte
do Paraná (Unopar), que faz, em Londrina, um levantamento da situação
desses trabalhadores e orienta sobre medidas preventivas contra essas doenças.
O projeto, intitulado ''Recicladores de lixo:
uma nova classe de trabalhadores com antigos riscos de saúde'',
foi escolhido em 2007 pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial
(CPDE) e Núcleo de Competência das Instituições
de Ensino Superior do Sistema Federação das Indústrias
do Paraná (Fiep) como referência na área socioambiental
e como modelo a ser adotado por todas as Instituições
de Ensino Superior (IES) do Estado.
O objetivo, segundo a enfermeira e professora
Regina Cortez Gouveia, uma das coordenadoras do projeto, é levantar
o perfil epidemiológico dos coletores de material reciclável
e intervir em situações que ofereçam riscos à saúde.
Para isso, as alunas de enfermagem aplicam questionários e com
os dados planejam ações de intervenção,
como palestras educativas. No ano passado, já foram cadastradas
15 Organizações Não Governamentais (ONGs) que
reúnem recicladores. Neste ano, o trabalho já foi iniciado
com a coleta de dados.
Idealizadora do projeto, a enfermeira e professora
Verônica Clivati Aleixo conta que a idéia veio da constatação
de que a maioria desses trabalhadores não tinha as vacinas em
dia. ''Percebia que eles procuravam o posto de saúde por causa
de cortes e machucados, mas no levantamento de rotina para verificar
a situação vacinal, a maioria não havia recebido
as contra tétano e hepatite B'', lembra, ressaltando que esses
profissionais fazem parte do grupo que tem direito à vacina
gratuita contra hepatite B, doença transmitida através
de secreções muitas vezes presente no lixo.
Outra proposta é intervir também
em doenças crônico-degenerativas que acometem adultos
em idade reprodutiva, como hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia,
além de lesões por esforço repetitivo. Para isso é feita
uma avaliação física com medição
da pressão arterial e peso, e levantamento de informações
como ingestão de álcool, tabagismo, e doenças
prévias.
Outra alerta importante é para a utilização
de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas,
máscaras e botas, ou sapatos fechados. ''São equipamentos
que protegem contra cortes na manipulação do lixo que
pode estar contaminado, mesmo sendo reciclável. Mas ainda há uma
cultura de não considerar isso como perigo'', observa Regina,
lembrando que tétano e hepatite B são facilmente preveníveis
através de vacinação.
Para os estudantes, o projeto é uma
oportunidade de conhecer melhor a realidade com a qual vão trabalhar.
''É fundamental para o profissional conhecer o indivíduo
e suas condições sociais, para entender melhor seu contexto
de vida. O objetivo é formar um profissional que desenvolveu
o lado da atenção e do cuidado, e que busca e valoriza
a pesquisa'', afirma Verônica. ''É importante porque mostra
que o profissional pode ter outras formas de atuação,
identificando riscos e atuando neles'', completa Regina.
Chiara Papali
Reportagem Local
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de
maio de 2008 | Opinião
Como sobreviver em um novo emprego?
Depois de conseguir uma vaga no mercado de
trabalho, causar boa impressão já no primeiro mês é imprescindível.
Você acaba de conseguir a tão sonhada vaga de emprego, após
seleção das mais concorridas. E agora, como agir? Para evitar
atitudes desfavoráveis nessa etapa, quais seriam as dicas? Há cinco
anos habituada a entrevistar candidatos a vagas nos diversos setores que compõem
o dia-a-dia de uma empresa de Londrina, a psicóloga e analista de RH
Eliana M. Marques Pedroso dá preciosas dicas.
Para ela, o recém-empregado
deve se destacar desde a primeira conversa, quando sondado para uma possível
admissão. ''Se há algo que me chama a atenção,
logo de cara, é a energia da pessoa. Quem sabe vender seu peixe,
que têm energia positiva, é forte candidato a construir
uma base sólida nos quadros de uma empresa''.
Uma vez admitido, o próximo
passo é mostrar a que veio. ''A energia positiva precisa se converter
em boa comunicação, ou seja, na capacidade de se relacionar
com as pessoas. A dedicação também conta muito''.
Como termômetro para avaliação
do desempenho dos funcionários, alguns fatores são levados
em consideração. Entre eles, a curiosidade. Isso mesmo.
''Quando o funcionário começa no trabalho, por exemplo,
e procura, entre um departamento e outro, interar-se sobre determinado
setor, a possibilidade de ser promovido é grande. A curiosidade
e a busca de conhecimento são sempre importantes'', destaca.
Em seu primeiro mês de
trabalho como contínuo, Diego Felipe Gaziri Fleuringer, 18 anos, é a
curiosidade em pessoa. E tem, na ponta da língua, algumas convicções
claras.
''Acredito que no primeiro mês
no novo emprego seja essencial sermos especialmente bem dispostos e interessados
em aprender o que a nova função requer. A pontualidade é indispensável
e manter-se apresentável também conta muito''.
Partidário do ''menos é mais'',
Diego chama a atenção para a questão da imagem pessoal.
''Devemos eliminar traços de personalidade e adequar a roupa ao
cargo esperado. Quando apostamos no simples, sem brincos, bonés
e demais acessórios que chamem a atenção, o foco
fica em nosso trabalho e não naquilo que estamos vestindo''.
Com intenção de
crescer nos quadros da empresa em que trabalha, Diego faz um balanço
do pouco tempo de casa. E não esconde suas intenções.
''Sempre espero o melhor. E, por esperar e procurar fazer o melhor, vislumbro
crescer dentro da empresa. Tenho, como sonho, passar no vestibular e
ser um grande jornalista''.
Atendente de telemarketing, Kelly
de Paula Mendes de Almeida completa dois meses de trabalho na mesma empresa
de Diego. ''Trabalhava sozinha, entre quatro paredes. Agora, entre dezenas
de pessoas e centenas de ligações, mantenho minha meta
de sempre: correr atrás de meus objetivos e vestir a camisa da
empresa''.
Adepta do ''ouvir ao falar'',
a atendente prefere sempre observar muito. ''Para mim, seja no primeiro
mês de emprego ou nos demais, o que vale é nunca fechar
a porta ao aprendizado. Em um ambiente de muitas pessoas, escutar, absorver
as idéias e tirar proveito de tudo é fundamental'', conclui
Kelly.
NÃO PERCA A CHANCE
O que
fazer?
- Ser produtivo
- Executar as tarefas com qualidade
- Ser responsável e dedicado
- Ter espírito de cooperação
- Optar sempre pelo bom senso e iniciativa
- Ser pontual e assíduo
- Manter boas relações com os demais colegas
- Apresentar melhoria contínua
- Cuidar da apresentação pessoal
O que não fazer?
- Chegar atrasado
- Falar mal do trabalho anterior
- Apresentar desinteresse
- Falar demais
- Ser desorganizado
- Abusar da linguagem informal
- Ignorar a cultura da empresa
- Isolar-se dos colegas
- Não ter controle emocional
Fontes: Eliana M. Marques Pedroso, psicóloga
e analista de RH em Londrina, e Universia (www.universia.com.br)
Thiago Nassif
Reportagem Local
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UOL, 12 de maio de 2008
Dobram os registros de acidentes e doenças
do trabalho
MARIANA IWAKURA
da Folha de S.Paulo
As notificações
de acidentes e doenças do trabalho cresceram 107% entre 2006 e
2007. Os registros passaram de 112.668 para 231.288.
Os dados foram levantados pela
coordenadora do Laboratório de Saúde do Trabalhador da
UnB (Universidade de Brasília), Anadergh Barbosa-Branco, com base
em números do Ministério da Previdência Social. O
aumento é devido ao sistema do Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário para caracterizar acidentes e doenças relacionados
ao trabalho, regulamentado pela Previdência Social em fevereiro
de 2007.
Com a metodologia, os diagnósticos
estatisticamente relacionados à atividade têm ligação
automática com o trabalho, mesmo que o empregador não emita
a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). O aumento,
assim, não reflete necessariamente maior número de casos,
mas sim acréscimo nas notificações ao INSS.
"Com a metodologia, passamos
a ter condições mais objetivas de traçar estratégias
de prevenção", avalia Remígio Todeschini, diretor
do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança
Ocupacional do Ministério da Previdência Social.
Alto registro
As doenças mentais e osteomusculares
foram destaques nas notificações em 2007. A primeira teve
um acréscimo de 1.324% nos registros. A segunda, de 893%.
"São doenças
com grande relação com o trabalho, mas difíceis
de serem caracterizadas como tal individualmente", analisa Barbosa-Branco.
De acordo com Mario Bonciani, vice-presidente nacional da Anamt (Associação
Nacional de Medicina do Trabalho), a exigência mental e a intensidade
do trabalho são as causas de problemas como esses.
"O trabalhador esquece a
piora [dos sintomas], e a reversibilidade da doença torna-se complicada",
afirma. Ele acrescenta que doenças osteomusculares, como tendinite,
e mentais, como depressão, afetam não só o ambiente
profissional mas também o doméstico.
Roberto Angelo Moraes, 31, que é bancário
há 16 anos, começou a sentir os sintomas da lesão
por esforço repetitivo nos ombros e nos punhos em 1998. Após
afastar-se e voltar à atividade, ele deixou o trabalho novamente,
por causa da dor.
"Com a pressão psicológica
que sofri nessa situação, tive depressão",
conta Moraes, que segue afastado do trabalho.
Com IGOR GIANNASI, colaboração
para a Folha de S.Paulo
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CONSULTOR JURÍDICO,
12 de maio de 2008
Benefício social
Usina tem de ter programa assistencial
para empregados
A Usina Mandú foi condenada pela Justiça Federal em Ribeirão
Preto (SP) a implantar o Plano de Assistência Social (PAS) para seus
empregados. Com a decisão, a usina está obrigada a aplicar pelo
menos 1% sobre o preço de cada saco de açúcar ou 2% sobre
o valor do litro de álcool em programas assistenciais.
A sentença é do
juiz federal substituto Flademir Jerônimo Belinati Martins, da
5ª Vara Federal de Ribeirão Preto. O juiz entendeu que a
União deve fiscalizar a prestação do serviço
no prazo de 60 dias.
Ele refutou a tese da usina de
que o PAS representa um imposto adicional. Segundo Martins, o plano não
configura obrigação de natureza tributária, uma
vez que os recursos não são arrecadados pelo Fisco. E a
aplicação do PAS é um benefício de assistência
social direto aos trabalhadores.
A determinação é de
23 de julho do ano passado, mas só na última terça-feira
(6/5) o MPF tomou ciência da sentença. A usina foi notificada
em agosto e a União, em outubro. Decisões semelhantes foram
tomadas pela Justiça Federal nos municípios de Araraquara,
Assis, Jaú e no Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
O PAS é previsto
na pela Lei Federal nº 4.870/65. A norma prevê programas
de assistência nas áreas de higiene e saúde, educação
profissional e média, financiamento de cooperativas de consumo
e de culturas de subsistência e estímulo a programas educativos,
culturais e de recreação.
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CONSULTOR JURÍDICO,
12 de maio de 2008
Trauma coletivo
Usina é condenada a pagar
R$ 1,3 milhão por danos
A usina Caeté, da empresa Cachoeira, deve pagar R$ 1,35 milhão
de indenização por danos morais coletivos. A decisão é do
juiz substituto Albino Plácido Neto Júnior, da 6ª Vara do
Trabalho de Maceió. A Procuradoria Regional do Trabalho da 19ª Região
(Alagoas) entrou com uma Ação Civil Pública depois que
sete cortadores de cana morreram e dezenas ficaram feridos em um acidente de ônibus
no trajeto ao trabalho.
A empresa J.U. Moraes de Andrade,
contratada para fazer o transporte, também foi condenada a pagar
indenização de R$ 50 mil. Os valores serão revertidos
ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. O ônibus que transportava os
trabalhadores caiu em um açude de vinhaça (resíduos
tóxicos da moagem da cana).
O juiz considerou que acidente
não feriu apenas os trabalhadores que estavam no ônibus. “Atingiu
também a consciência de todo o corpo social que se viu refletido
naquela situação, como os acidentados, igualmente transportado
de modo inseguro, por empresa inidônea e que sentiu na pele o tratamento
degradante dispensado aos seus semelhantes”, afirmou.
Segundo laudo pericial
elaborado do Instituto de Criminalística de Alagoas, o acidente
foi causado pelo estouro da câmara de ar do pneu dianteiro esquerdo,
devido a uma rachadura no aro metálico de sustentação
da roda.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
12/05/2008
Ex-bancária é multada em 20%
por litigância de má-fé
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
aplicou multa de 1% e indenização de 20% sobre o valor
da causa, por litigância de má-fé, a ex-empregada
do Banco Bradesco S/A que interpôs recursos sucessivos visando
anular decisão que lhe foi desfavorável. Ela insistia que
a SDI-1 decidisse matéria cujo mérito aguarda exame pela
Terceira Turma do Tribunal, após ter sido devolvido pela SDI-1
em julgamento de embargos interpostos pela própria empregada.
A classificação do processo demonstra bem a ocorrência
reiterada de recursos: “embargos de declaração em
embargos em embargos de declaração em agravo de instrumento
em recurso de revista”.
Após ter tramitado no
primeiro e no segundo graus, o processo chegou ao TST por meio de agravo
de instrumento – cuja finalidade é fazer com que uma das
Turmas do TST aprecie recurso que teve seguimento negado pelo Tribunal
Regional. O agravo foi rejeitado em junho de 2006. Foram interpostos
então, sucessivamente, três embargos declaratórios à Turma
e, em seguida, embargos à SDI-1. Esta determinou a volta do processo à Turma
em outubro de 2007. Sem esperar a manifestação da Turma,
a bancária apresentou dois outros embargos de declaração à SDI-1,
ambos pretendendo que a Seção declarasse a nulidade da
decisão do TRT do Rio Grande do Sul favorável ao Bradesco,
alegando irregularidade na representação do banco.
O relator da matéria,
ministro Vieira de Mello Filho, recorreu à cronologia do caso
para fundamentar a aplicação da multa. “A SDI-1,
em quatro oportunidades, esclareceu à trabalhadora que o pedido
de inexistência do recurso ordinário do Bradesco, e a conseqüente
nulidade da decisão regional que o apreciou, não pode ser
examinado de imediato, pois a Turma não se pronunciou a respeito
quando rejeitou o agravo de instrumento no primeiro julgamento”,
afirmou em seu voto. “Explicou-se, ainda, que o seu recurso de
embargos foi vitorioso, pois a SDI-1 determinou o retorno dos autos à Turma
justamente para que se prossiga no exame de seu agravo de instrumento,
pois é da Turma a competência para tal, e não da
SDI-1.”
Considerando injustificada
a resistência oposta pela bancária ao andamento do processo
e a sua insistência em pedir algo inviável do ponto de
vista legal, a SDI-1 concluiu tratar-se de litigância de má-fé.
Os dois comportamentos estão previstos no Código de Processo
Civil, no artigo 17, incisos I e IV. O mesmo código prevê a
aplicação da multa e da indenização, nos
valores fixados pela SDI-1. (ED-E-ED-AIRR-1483/1998-004-05-41.8)
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12/05/2008
TST mantém decisão contra
nulidade de demissão voluntária
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho negou provimento a recurso em que um ex-funcionário
do Banco Nossa Caixa S/A buscava, entre outros pedidos, anular sua demissão,
que ocorrera por adesão ao plano de demissão voluntária.
Dois argumentos foram usados
pelo autor da ação para contestar o ato de demissão:
o caráter de direito irrenunciável ao aviso-prévio,
pelo qual o empregado não poderia ser dispensado do seu cumprimento;
e o fato de ele não ter sido assistido pelo sindicato da categoria
em sua demissão. O autor também defendeu, na mesma ação,
a nulidade do plano de demissão voluntária, alegando ter
aderido sob coação, na medida em que foi obrigado a renunciar
a direitos trabalhistas. Também argumentou que a adesão
ao PDV trouxe prejuízos à sua aposentadoria.
As argumentações
foram rechaçadas Pela Justiça do Trabalho da 15ª Região
(Campinas/SP). No primeiro aspecto, a decisão considerou que,
uma vez que o próprio empregado deu causa à extinção
do contrato de trabalho, não há como anular a dispensa
do cumprimento do aviso prévio. Para rebater a segunda tese, o
Regional observou, pelo conjunto de fatos e provas, que o pedido foi,
sim, devidamente homologado pelo sindicato da categoria, sem qualquer
ressalva. Quanto ao PDV, a conclusão foi no sentido que não
houve coação com conotação de vício
de consentimento, e tampouco prejuízo para a aposentadoria integral,
pois o autor já estava aposentado havia vários anos.
O autor recorreu, no intuito
de rever a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região,
insistindo nas mesmas teses. O relator, ministro Ives Gandra Martins
Filho, rejeitou o recurso de revista nessas questões, destacando
que somente com o reexame de fatos e provas seria possível analisar
a matéria, o que é vedado pela Súmula 126 do TST.
(RR 1459/2004-101-15-00)

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