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Gazeta do Povo, 13 de maio de 2008
Trabalho
Emprego desacelera e cresce 3% no
1.º trimestre
O emprego na indústria desacelerou no primeiro trimestre deste ano,
mas ainda mantém um forte ritmo de expansão, segundo o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos três primeiros
meses de 2008, o incremento foi de 3%, abaixo dos 3,5% registrados no último
trimestre de 2007. Trata-se, porém, do terceiro melhor desempenho da
série da pesquisa, iniciada em 2002.
De fevereiro para março, a ocupação na indústria
ficou praticamente estável, com alta de apenas 0,1% na série
livre de influências sazonais. Na comparação com março
de 2007, o emprego manteve a trajetória de alta verificada há 21
meses consecutivos e cresceu 2,9%. “As contratações no último
trimestre de 2007 foram muito fortes, num nível muito elevado.
Houve uma desaceleração, mas o resultado do primeiro trimestre
ainda é bastante positivo”, diz Denise Cordovil, economista da
coordenação de indústria do IBGE.
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CIDADE BIZ/ BRASÍLIA,
13 de maio de 2008
Pisos salariais estão cada vez
mais próximos do salário mínimo, diz o Dieese
Para entidade, aumentos reais no valor do mínimo
são os responsáveis pela tendência
Redação
Em 2007, 56% dos pisos salariais
estabelecidos em acordos e convenções coletivas firmados
em 646 processos de negociação atingiram, no máximo,
1,25 salário mínimo (no valor de hoje, R$ 518,75). Em 2005,
o primeiro ano em que o Dieese fez o levantamento, 25% das informações
então obtidas apresentavam patamar similar.
Por outro lado, no mesmo período
diminuiu a proporção de categorias que negociam valores
superiores a 2,5 mínimos: passaram de 9,5%, em 2005, para 4,5%,
em 2007.
A tendência de aproximação
dos pisos salariais negociados ao salário mínimo é decorrência
dos aumentos reais aplicados ao menor salário oficial do país,
nos últimos anos. Estes reajustes acima da inflação
resultam de campanha desenvolvida pelas centrais sindicais para estabelecer
uma política de correção para este piso.
Entre 2005 e 2007, o aumento
real do salário mínimo correspondeu a 19%, quando comparado
com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE.
Apesar dessa concentração
de pisos mais perto do salário mínimo, as negociações
de 2007 foram favoráveis aos trabalhadores e asseguraram aumentos
reais de salário, principalmente para o piso, que historicamente
tem tratamento diferenciado nas negociações.
Embora os ganhos alcançados
pelos pisos tenham sido inferiores aos obtidos pelo salário mínimo,
esse resultado decorre mais da evolução do salário
mínimo e menos da negociação dos pisos salariais.
Setores - O
pior resultado ocorreu no setor rural, onde aproximadamente 90% dos pisos
acordados superaram o mínimo em no máximo 25%. No comércio,
85% das negociações conquistaram pisos de até 1,5
mínimos, e 9% obtiveram pisos superiores a 2 mínimos.
Na indústria, quase 80%
das convenções e acordos fixaram pisos de até 1,5
salário e mais da metade não superou 1,25.
Nos serviços está o
maior percentual de pisos que valem mais de 2 mínimos: 14%. Mas
o maior piso foi localizado na indústria metalúrgica: 8,5
mínimos.
Escolaridade – Os
dados de 2007 mostram que os pisos salariais pagos a trabalhadores com
formação universitária chegam a corresponder a 2,8
vezes o dos que não têm o mesmo nível de escolaridade.
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Folha
de S. Paulo, 13 de maio de 2008
Desoneração da indústria
atinge R$ 21 bi
Política industrial prevê ainda
desembolsos de R$ 210 bilhões do BNDES até 2010 e redução
da taxa de juros do banco | Apesar de clima festivo, com presença
de Lula, ministros e governadores, empresários criticam câmbio
valorizado e taxa de juros elevada
SHEILA D'AMORIM
ENVIADA ESPECIAL AO RIO
JANAINA LAGE
ROBERTO MACHADO
DA SUCURSAL DO RIO
O governo Lula lançou ontem um pacote com pelo menos 14 medidas que
envolvem renúncia fiscal e procuram estimular as exportações
e ampliar a capacidade de produção das empresas brasileiras.
O objetivo é tentar minimizar os impactos da valorização
do real ante o dólar e do aumento do consumo na inflação
-duas ameaças ao crescimento neste segundo mandato do presidente Lula.
Embaladas sobre o nome de Política de Desenvolvimento Produtivo, as
medidas somam R$ 21,435 bilhões em desonerações até 2011
-a maior parte (R$ 13,9 bilhões) concentrada em 2009 e 2010- e foram
lançadas em solenidade no centro do Rio que reuniu dez governadores
e 11 ministros de Estado, além do próprio presidente.
O segundo pilar da nova política são desembolsos de R$ 210,4
bilhões até 2010 pelo BNDES para financiar os setores industrial
e de serviços e a redução de taxa de juros cobrada pelo
banco, o que deve tirar cerca de R$ 1 bilhão do lucro da instituição
nesse período.
Apesar da quantia envolvida, o empresariado recebeu a proposta com ressalvas.
Muitos avaliam que a política não compensará a valorização
do real nem a alta carga de juros.
A estratégia do governo para tentar fomentar setores-chave na economia
envolve ainda o uso de outra estatal: a Petrobras. O presidente da empresa,
José Sergio Gabrielli, anunciou um projeto de compras da empresa nos
próximos anos que inclui navios de grande porte e 146 embarcações
de apoio.
Ao todo, a nova política do governo, segundo o ministro Miguel Jorge
(Desenvolvimento), beneficia 25 setores da economia.
Conforme antecipou a Folha, também tem como metas gerais a ampliação
do volume de investimentos da economia dos atuais R$ 450 bilhões (17,6%
do PIB) para R$ 620 bilhões (21% do PIB) em 2010 e o aumento da participação
brasileira nas exportações mundiais (passando de 1,18% do comércio
mundial para 1,25%).
Outros objetivos são: a elevação para 12,971 mil do número
de micro e pequenas empresas que exportam (crescimento de 10% ao ano, considerando
as 11,792 mil que exportavam em 2006) e o aumento do gasto das empresas em
pesquisa e desenvolvimento (P&D) dos R$ 11,9 bilhões registrados
em 2005 (0,51% do PIB) para R$ 18,2 bilhões (0,65% do PIB), em 2010.
Um dos setores mais beneficiados será o de tecnologia da informação
e comunicação, que poderá reduzir pela metade a contribuição
patronal para a Previdência sobre a folha de pagamento. A medida terá impacto
nas contas da Previdência no futuro, mas o governo não deu estimativa
de seu custo. O acerto fechado pelo governo para assegurar esse benefício
prevê a contratação e a capacitação de 100
mil trabalhadores nos próximos quatro anos, segundo Antonio Gil, presidente
da Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia
de Informação e Comunicação).
Críticas
O evento no Rio contou com a presença de mais de 400 pessoas na sede
do BNDES, incluindo deputados, senadores, empresários e sindicalistas.
Durante cerca de três horas, ouviram dez pessoas escolhidas pelo governo
que se revezaram nos discursos elogiosos.
" Queremos consolidar a vitória sobre 25 anos de incerteza e crescimento
baixo, 25 anos de marasmo e apatia que impediram os empresários de investir",
destacou Lula. Em seu discurso bem-humorado, Lula brincou que "é de
tal envergadura" a capacidade de investimentos da Petrobras, que "vai
ter um momento na história do Brasil que, se a Petrobras continuar assim,
vai ter que ter eleição direta para o presidente da Petrobras e
ele indica o presidente da República".
O único a destoar do clima de euforia foi o presidente da CNI (Confederação
Nacional da Indústria), deputado Armando Monteiro Neto, que criticou
a desarticulação entre o Ministério da Fazenda e o Banco
Central na condução das políticas fiscal e monetária.
" O grande desafio é fazer com que a política industrial seja
articulada com a política macroeconômica. No Brasil, a manutenção
da política de estabilização tem recaído sobre a
política monetária, que não tem tido a contribuição
da política fiscal, e isso tem resultado em excessiva valorização
do real", afirmou.
A reação do ministro Guido Mantega (Fazenda) às críticas
veio no final do evento. "Não sei de onde pode haver queixa ao
superávit primário. A política fiscal está perfeitamente
casada com a política monetária."
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Folha de S. Paulo, 13 de
maio de 2008
Repercussão
Para centrais, é preciso
haver contrapartidas
DA REPORTAGEM LOCAL
Centrais sindicais e Dieese avaliam que a nova política industrial precisa
dar atenção à criação de empregos, melhoria
na renda e das relações no local de trabalho.
" Países que deram certo fixaram políticas industrias e protegeram
sua economia. O Brasil deu um passo importante em relação ao desenvolvimento.
O que vamos cobrar é que sejam feitas contrapartidas, de forma acelerada,
que possam resultar em melhor renda, emprego e qualificação profissional",
afirma José Lopez Feijóo, diretor-executivo da CUT.
" Os investimentos que serão executados vão gerar empregos.
Mas é preciso explicitar a qualidade desse emprego. O desafio é que
essas medidas tenham contrapartidas sociais, ambientais e trabalhistas",
diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.
Sem essa preocupação, diz ele, a desigualdade social pode se
ampliar. "Os investimentos deslocados para uma determinada região
têm de vir acompanhados de infra-estrutura local. Caso contrário,
o investimento anunciado pode gerar desequilíbrio com bolsões
de pobrezas e trabalho informal."
" O governo acerta em tornar as empresas mais competitivas e se preocupar
com a entrada de mais mercadorias importadas, o que pode gerar desemprego",
diz João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força
Sindical.
Ricardo Patah, presidente da UGT, avalia que a desoneração da
folha de pagamento e incentivo ao crédito são medidas relevantes "em
um contexto de baixa competitividade cambial, alta carga tributária
e juros elevados".
Lado empresarial
Executivos e empresários de diversos setores receberam o anúncio
da política industrial do governo com mais entusiasmo e quase sem ressalvas.
Entre as montadoras, Ford e GM consideraram "bem estruturado" o conjunto
de medidas para incentivar as exportações e aumentar a produção.
O vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, cita o
aumento do prazo para o pagamento do IPI e o alongamento nos prazos de financiamento
do BNDES como algumas das medidas que mais irão beneficiar o setor. "Já vi
disso [anúncios do governo para estimular a indústria] várias
vezes. Pela primeira vez saí entusiasmado."
Pela mesma linha segue o diretor de Assuntos Corporativos para a Ford da América
Sul, Ro gelio Golfarb. "Já faz praticamente 30 anos que não
temos uma política industrial consistente. Essa veio com uma definição
clara de metas e objetivos."
A direção da fabricante de carrocerias Marcopolo também
elogiou a iniciativa. O diretor-geral da companhia, Rubens de la Rosa, classificou
a política industrial como "consistente, bem fundamentada e animadora".
No ramo siderúrgico, o diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau
Johannpeter, disse que o governo está no "caminho certo" e
que encarava com "bons olhos" a iniciativa de lançar uma nova
política industrial.
De acordo com ele, porém, é "cedo" para afirmar que
a nova política industrial será capaz de acelerar o investimento
e garantir o pleno abastecimento da crescente demanda do consumo no Brasil.
No segmento de eletrodomésticos, Armando Valle, diretor de Relações
Institucionais da Whirlpool, que detém as marcas Brastemp e Consul,
disse que todas as medidas que ajudem a exportação são
bem-vindas pelo setor. De acordo com ele, no entanto, as diretrizes da política
industrial deveriam ser atualizadas anualmente.
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Folha de S. Paulo, 13 de maio de 2008
EVENTO FOLHA
Reforma no Sistema S é tema
de debate
DA REDAÇÃO
A Folha promove na quinta, às 19h, debate sobre a proposta de reforma
do Sistema S, com o ministro da Educação, Fernando Haddad, Armando
Monteiro Neto (CNI) e Abram Szajman (Fecomercio SP). O evento, aberto ao público,
será no auditório da Folha (al. Barão de Limeira, 425,
9º andar). Inscrições das 14h às 19h pelo telefone
0/XX/113224-3490.
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Agência Diap, 13 de
maio de 2008
FONTE DE FINANCIAMENTO
Contribuição sindical
geral controvérsia no funcionalismo do Rio
Os servidores públicos
do Rio de Janeiro têm conseguido reaver, na Justiça, a
contribuição sindical compulsória prevista na
legislação trabalhista. Ao julgar um recurso da Associação
dos Fiscais de Atividades Econômicas (Afaerj) do município
carioca, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu
pela ilegalidade da cobrança destinada ao sindicato da categoria.
A decisão do tribunal contraria a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal (STF) e a última decisão do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) - nesta semana, o Sindicato dos Servidores da Justiça e do Ministério
Público do Estado do Maranhão (Sindjump) assegurou na corte a
obrigatoriedade da contribuição sindical.
As contribuições às entidades sindicais estão previstas
no artigo 8º da Constituição Federal. Porém, enquanto
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina, nos artigos
578 a 610, a contribuição sindical compulsória - que incide
uma vez ao ano nos vencimentos dos trabalhadores - não há lei
disciplinando a contribuição nas relações estatutárias.
Contestação
Isto deu margem para que os servidores públicos contestassem a obrigação
na Justiça e conseguirem se eximir dela diversas vezes, tanto nos tribunais
de Justiça (TJs) quanto em recursos no STJ - apesar da última
decisão da corte em sentido contrário.
Em meio a entendimentos diversos nos tribunais do país, a associação
dos fiscais do Rio de Janeiro ajuizou uma ação contra o Sindicato
dos Servidores Públicos e o município carioca em 2005 pleiteando
o fim da contribuição sindical - que passou a ser depositada
em juízo-, mas não obteve sucesso na primeira instância.
Ao julgar o recurso, no entanto, o TJRJ entendeu que a contribuição
não é obrigatória, pois os dispositivos da CLT não
podem ser aplicados aos servidores. Para o advogado Felipe Santa Cruz, do escritório
Machado Silva Consultoria Jurídica e que defendeu os servidores, a Justiça
considerou que os próprios fiscais elegeram a associação
como representante da categoria, ao invés do sindicato.
Estatuto único
Na opinião de Fernando Sanches Cascavel, presidente do sindicato dos
servidores públicos do município, o estatuto que rege os fiscais
de renda é o mesmo de todos os servidores públicos, e eles não
poderiam, portanto, deixar de contribuir. Segundo Cascavel, o sindicato já recorreu
da decisão ao STJ.
Na Justiça trabalhista, a matéria está praticamente pacificada:
a contribuição sindical prevista na CLT é compulsória
nas relações profissionais por ela regidas. Mas, em 1998, o TST
estabeleceu o Precedente nº 119, pelo qual a contribuição
confederativa e assistencial só é devida pelos trabalhadores
sindicalizados.
Segundo a advogada Juliette Stohler, do Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados,
que atua na defesa de empresas nestes casos, o precedente é adotado
de forma maciça nas instâncias inferiores. (Fonte:
Valor Econômico; intertítulos do Diap)
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de maio de 2008 | Nacional
Governo estuda uso do FGTS para financiar
casa própria
Agência Estado
O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou nesta segunda-feira (12)
que apresentará proposta ao Conselho Curador do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS) de liberar recursos do fundo para financiamento
de empresas na construção da casa própria para os seus
funcionários. A idéia é levar a proposta à votação
do conselho na próxima reunião, prevista para o fim de junho.
O conselho tripartite é formado
por representantes do governo federal, trabalhadores e empresários
e é ele quem decide sobre a aplicação de recursos
do FGTS.
A proposta do Ministério é que
a nova linha de financiamento tenha inicialmente até R$ 2 bilhões,
mas a decisão sobre valores ainda depende de uma avaliação
financeira da Caixa Econômica Federal (CEF). Em princípio,
a linha de financiamento estará disponível a juros de 8,16%
ao ano mais a Taxa Referencial (TR), que são os mesmo juro cobrados
nas demais operações bancárias com recursos FGTS.
O conselho aprovou este ano a
aplicação de R$ 17,5 bilhões do orçamento
do FGTS, sendo R$ 8,4 bilhões para a área de habitação
R$ 4,6 bilhões para saneamento básico e R$ 1 bilhão
para a área de infra-estrutura urbana, além de R$ 1,55
bilhão para subsídio - que são recursos usados para
ajudar a financiar moradia para população de baixa renda
que ganha até cinco salários mínimos (Até R$
2.075,00).
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Agência
Diap, 13 de maio de 2008
FUNDO DE GARANTIA
Legislação Participativa
debate em seminário mudanças no FGTS
A Comissão de Legislação
Participativa da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira
(15), seminário para discutir propostas de mudanças
na Lei 8.036/90, que regulamentou o Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS). O tema do seminário é "FGTS
41 Anos - Justiça para o Trabalhador".
A União Geral dos Trabalhadores (UGT), uma das idealizadoras do evento,
defende, entre outros pontos, a troca do índice que atualiza o saldo
das contas (da TR, utilizada atualmente, para o INPC); o direito de o trabalhador
aplicar até 20% do seu FGTS em fundos de ações e investimentos;
a redução de três para um ano do prazo para o saque do
FGTS em conta inativa.
Modificações
O deputado Paulo Rocha (PT/PA) tem debatido, na Comissão de Trabalho
da Casa, a criação de uma Subcomissão para elaborar um
relatório que possa orientar os parlamentares em relação
aos projetos de lei que tramitam na Câmara com o objetivo de modificar
o FGTS.
Todas as propostas que versam sobre o tema passam pela Comissão de Trabalho,
onde é analisado o mérito da proposição. A preocupação
do deputado paraense é em relação às modificações
que possam vir a prejudicar as garantias do trabalhador no fundo.
O seminário ocorrerá no auditório Nereu Ramos, às
9 horas.
Confira
a programação
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de maio de 2008 | Nacional
Haddad quer inaugurar 100 escolas
técnicas no País
Agência Estado
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira
(12), em Curitiba que pretende inaugurar até o próximo ano mais
de 100 novas escolas técnicas no Brasil, para comemorar o centenário
da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.
As 19 primeiras escolas de Aprendizes e Artífices foram criadas em 1909
e deram início às escolas técnicas, centros federais de
educação tecnológica ou às universidades tecnológicas
de hoje. Em Curitiba, o ministro abriu a primeira reunião para discutir
o centenário. Segundo ele, outras 50 escolas devem ser entregues em
2010.
Na expansão da rede, o
governo federal deve investir cerca de R$ 600 milhões, destinando
outros R$ 900 milhões para que Estados e municípios reformem,
ampliem ou qualifiquem os profissionais das escolas já existentes. "Estamos
criando um novo paradigma, que é o da instituição
federal, que combina atribuições de uma universidade e
atribuições das antigas escolas técnicas, oferecendo
na mesma unidade cursos de nível médio e cursos de nível
superior nas áreas técnica e tecnológica",
disse o ministro. "Do nosso ponto de vista, é um modelo que
atende melhor às demandas locais.
Segundo ele, o investimento responde
também às necessidades do Brasil. "Um crescimento
econômico na faixa dos 5% ao ano exige um esforço educacional
enorme de todo o País e não só da União",
afirmou. "Todo mundo precisa produzir mais e melhor para que tenhamos
uma classe trabalhadora bem preparada para atender à demanda produtiva.
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FOLHA DE LONDRINA, 13 de
maio de 2008 | Mundo
Morales convoca referendo para 10 de
agosto
La Paz- O presidente da Bolívia, Evo Morales, promulgou ontem a lei
que convoca para 10 de agosto o referendo revogatório de seu mandato,
do vice-presidente e de nove prefeitos, seis deles da oposição.
''Promulgo esta lei sancionada pelo Congresso Nacional, uma lei de referendo
revogatório para mandato popular, promulgo uma lei principalmente em
respeito à Constituição Política do Estado boliviano
e por respeito ao Congresso nacional, portanto, em respeito à legalidade
de nosso país'', disse Morales.
Os 10 plebiscitos (um nacional
e nove regionais) serão realizados em meio a uma forte crise política
na Bolívia, devido a posições irreconciliáveis
a respeito da nova Constituição de cunho indígena
apoiada pelo governo e aos anseios por autonomia de regiões governadas
pela oposição.
France Presse
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de maio de 2008 | Nacional
Abolição completa 120
anos no Brasil
Eder Valentim - Paraná-Online com
Agências
O Brasil também é conhecido por suas inúmeras datas comemorativas
de seu calendário. As festividades vão desde padroeiros de municípios à personalidades
que de uma forma ou de outra se destacaram dentro de suas atividades profissionais
ou sociais. Entretanto, algumas destas datas jamais deveriam ser esquecidas
pelos brasileiros, como no caso de hoje. Há exatos 120 anos os abolicionistas
brasileiros davam um importante passo rumo ao fim da escravatura no país
e início de uma nova luta que seria contra o racismo. O instrumento
para isso foi a "Lei Áurea" assinada no dia 13 de maio de
1888 pela Princesa Isabel.
O detalhe é que muita
coisa precisou acontecer antes da promulgação dessa que
foi uma das mais importante leis intituidas no Brasil. Figuras históricas
fizeram parte da luta contra o trabalho escravo imposto sobre os negros.
Nomes como José Bonifácio de Andrada e Silva, que em 1823
propôs que o Brasil juntamente com os Estados Unidos, substituissem
os escravos por imigrantes europeus.
No ano de 1830, o governo brasileiro
assinou tratado, imposto pela Inglaterra, que obrigava a extinção
do trabalho escravo num prazo de 15 anos. Apesar disso, o tráfico
negreiro continuou de maneira indiscriminada, apesar da forte pressão
britânica.
Em 1851, o chefe do Gabinete
Ministerial, então senador Euzebio de Queiroz Mattozo da Câmara,
ordenou à polícia que localizasse negros importados ilegalmente
e prendesse os negreiros e fazendeiros infratores, cessando o tráfico
de escravos.
A esta altura, muitas leis foram
surgindo e sendo aplicadas como a do Ventre Livre em 1871, que tornou
livres as crianças nascidas de mães escravas, determinada
a pedido do Imperador, pelo então senador José Maria da
Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco.
Em 1885, aprovou-se a Lei dos
Sexagenários, escrita originalmente pelo então deputado
Rui Barbosa, que tornou livres os escravos com idade igual ou superior
a 65 anos, algo que na época provocou grande mobilização
nas cidades e no campo contra a escravidão.
Os Negros
A história mostra ainda
que os negros tiveram grande participação na luta pela
liberdade. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos
fugiam, formando os famosos quilombos, que eram as comunidades organizadas
onde os integrantes viviam em liberdade, por meio de uma organização
comunitária, a exemplo do que existia na África.
Nestes quilombos, os negros podiam
praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais
religiosos. O mais famoso Quilombo de que se tem notícia foi o
de Palmares, liderado por Zumbi que no dia 20 de novembro de 1695 foi
martirizado, razão pela qual, hoje, nesta data, se celebra o Dia
da Consciência Negra.
Seguindo a história, em
1880, diversos movimentos de políticos, artistas, estudantes e
intelectuais já estavam envolvidos pela causa abolicionista. Neste
ano, políticos importantes, como Joaquim Nabuco e José do
Patrocínio, criaram, no Rio de Janeiro, a Sociedade Brasileira
Contra a Escravidão, que estimulava a formação de
outras agremiações semelhantes pelo Brasil.
Enfim, não é de
hoje que a luta por uma vida digna aos negros acontece. Mas grande questão é:
Hoje os negros tem o que comemorar?
Para o professor Jaime Tadeu
da Silva, presidente da Associação Cultural de Negritude
e Ação Popular (ACNAP), várias ações
já mudaram em benefício dos negros, mas ele alerta para
o muito que ainda falta ser feito.
O presidente da ACNAP disse que
13 de maio, significa para a comunidade negra como um dia de protesto
e não comemorações. "Nós conseguimos
inverter na comunidade o sentido das comemorações, no dia
13 de maio, significa para nós um dia de protesto contra o periodo
da escravidão, enquanto que no dia 20 de novembro, nós
então comemoramos do Dia da Consciência Negra".
Para Jaime Tadeu, houve grandes
avanços na política que beneficia os negros, como por exemplo,
a Lei 10.139/2003, que obriga as escolas públicas e privadas a
inserir a discussão, em sala de aula, da história da Cultura
Africana, que visa orientar e conscientizar as pessoas da desigualdade
racial.
Ele lembrou ainda que a adoção
das cotas para estudantes negros nas universidades e a garantia de vagas
em concursos públicos, como um grande avanço que deve ser
melhorado.
Paraná
No Paraná, o presidente
da ACNAP, disse quais foram os avanços e quais pontos devem ser
melhorados. Segundo ele, o ponto positivo foi que no Estado, já exite
um mapeamento dos Quilombolas, ou seja, os descendentes de escravos negros
cujos antepassados precisaram fugir dos engenhos de cana-de-açúcar,
fazendas e pequenas propriedades. Acredita-se que no Brasil, existam
mais de duas mil comunidades quilombolas espalhadas pelo território
nacional.
Os desafios segundo Jaime Tadeu é conseguir
a criação do Conselho da Comunidade Negra e o SOS Racismo.
Para ele, estes são objetivos ainda não alcançados.
Ele finalizou dizendo que o desafio
no momento é fazer valer, no Brasil, e de forma prática,
o direito às cotas.
Senado
No Senado Federal a data será lembrada
em uma sessão especial, às 10h. Para o senador Aloísio
Mercadante: "Trata-se da luta contra o racismo e a escravidão,
que, de certa forma, sintetiza e simboliza o combate a todas as formas
de desigualdade e exclusão que marcaram e marcam a estrutura social
brasileira".
"A escravidão penetrou
em todos os meandros da vida social no Brasil. Não eram apenas
os grandes barões do açúcar e do café que
tinham escravos. Os comerciantes e burocratas urbanos também os
tinham em quantidade. Padres e igrejas tinham os seus. Há relatos
de que negros alforriados e mesmo escravos também possuíam
seus escravos. A escravidão penetrava até na cabeça
do escravo" disse Mercadante.
O senador concluiu que
luta contra o racismo deve ser de todos nós. "A luta do
negro e de todos os excluídos permanece tão atual como
nos tempos da causa abolicionista, e é uma luta de todos".
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Folha de S. Paulo, 13 de
maio de 2008
Lula lembra época de sindicalista
e diz que quer diárias para "acabar com a sacanagem"
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCA
Na comemoração
dos 30 anos da greve da Scania, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva voltou ontem ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ouviu
gritos de "1, 2, 3, Lula outra vez" e "olê, olê,
olê, olá, Lula, Lula". Em seu discurso, o presidente
lembrou histórias da sua época de sindicalista e afirmou
que quer instituir diárias para ministros do governo para "acabar
com a sacanagem".
Ao falar das diárias, sem citar os cartões corporativos, ele
se referiu a um ex-dirigente do sindicato, membro do Conselho Fiscal, Mariano
Paulo Vilaça. "Ele brigava tanto para que as notas do sindicato
estivessem em dia, brigava tanto que me obrigou a instituir as diárias
no sindicato, coisa que eu quero fazer no governo federal para acabar com a
sacanagem."
Segundo assessoria do presidente, a idéia é, após o fim
da CPI dos Cartões, instituir diárias de R$ 450 para ministros.
Lula disse que a greve da Scania foi importante na sua formação. "Tenho
consciência, companheiros, que devo a minha formação ética,
a minha formação política, os meus pés no chão, à maturidade
que a categoria impôs." Segundo o presidente, as greves que sucederam
a de 1978 foram importantes para a formação da "consciência
política" e culminaram na formação da CUT e do PT.
" A greve da Scania foi a primeira grande lição que eu tive
na vida. A lição de fazer acordo que não foi cumprido, a
lição de ser chamado de traidor, a lição de perder
a confiança daqueles que depositaram em alguns momentos os seus destinos
nas nossas mãos", afirmou Lula.
O presidente esteve acompanhado dos ministros Marta Suplicy (Turismo) e Luiz
Marinho, pré-candidatos às prefeituras de São Paulo e
São Bernardo do Campo.
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Gazeta do Povo, 13 de maio de 2008
Escândalo do BNDES
Pedida a quebra de sigilo de ONGs
ligadas a Paulinho
Corregedor da Câmara aguarda chegada
de documentos da PF para decidir se pede a cassação
do deputado envolvido em fraude
A Polícia Federal pediu ontem a quebra dos sigilos bancário e
fiscal das ONGs Meu Guri e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa
Política, Social e Cultural do Trabalhador – Luta e Solidariedade.
As duas entidades ligadas à Força Sindical e ao deputado Paulo
Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), são suspeitas de terem recebido
dinheiro do esquema de cobrança de propinas para liberação
de empréstimos junto ao BNDES.
No pedido, o delegado Rodrigo Levin, que chefia as investigações,
alega que as duas ONGs movimentaram grandes somas do BNDES e receberam dinheiro
de alguns dos envolvidos no esquema.
O Centro de Atendimento Biopsicosocial Meu Guri, presidido por Elza de Fátima
Costa Pereira, mulher de Paulinho, recebeu R$ 1,3 milhão do BNDES. A
maior parte dos recursos foi liberada em 2002 e 2003, quando o lobista João
Pedro de Moura, ex- assessor de Paulinho, era conselheiro do BNDES indicado
pela Força Sindical.
O Meu Guri também recebeu R$ 6 milhões do Ministério do
Trabalho, cujo titular, Carlos Lupi, é do PDT.
Além disso, a PF encontrou o recibo de um depósito de R$ 37,5
mil feito por João Pedro para a ONG. João Pedro, que ainda é consultor
da Força Sindical e se apresentava como assessor de Paulinho, está preso
preventivamente desde 24 de abril. Ele é suspeito de fazer a intermediação
entre a quadrilha e prefeituras interessadas em financiamentos do BNDES.
Cassação
Ontem, o corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-BA), se manteve
firme no propósito de pedir a abertura do processo de cassação
do mandato de Paulinho, diretamente ao Conselho de Ética. Ele aguarda
apenas a chegada de documentos da Polícia Federal para decidir o caminho
da investigação na Câmara.
Diante da possibilidade de cassação, o PDT começou a trabalhar
para evitar que Inocêncio encaminhe o caso ao Conselho de Ética.
O líder do PDT na Câmara e presidente interino do partido, Vieira
da Cunha (RS), disse que Inocêncio deveria esperar o parecer do procurador-geral
da República, Antonio Fernando de Souza.
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DIÁRIO DE NOTÍCIAS
(PORTUGAL), 13 de maio de 2008 | Economia
Quando umas 'Adidas' custam um mês
de salário...
ILÍDIA PINTO

Entrevistas em quatro países da Ásia mostram que
as violações dos direitos humanos são norma
" Já estou morta de cansaço... ninguém tem tempo para
ir à casa de banho ou beber água. Mesmo assim trabalhamos sem descanso
e sempre com medo de não estarmos a ser suficientemente rápidas
para irmos entregar as solas na próxima linha de produção.
Os supervisores estão sempre a pressionar-nos e a incomodar-nos. Terminamos
cansadas e sujas. Trabalhamos sem parar e só recebemos críticas".
Este é o relato de uma trabalhadora de uma linha de produção
de sapatos da marca desportiva New Balance, em Dunhuang, na China. Consta de
um relatório recente da Fair Play 2008, organização criada
pela Clean Clothes Campaign, pela Confederação Internacional de
Sindicatos (ITUC) e pela Federação Internacional dos Trabalhadores
das Indústrias Têxtil, Vestuário e Calçado (ITGLWF).
O relatório, intitulado "Ultrapassando
as barreiras", analisa a indústria dos artigos desportivos
através de entrevistas a mais de 320 trabalhadores na China, Índia,
Indonésia e Tailândia. Os investigadores da Fair Play não
só relatam que os trabalhadores de multinacionais como a Nike,
Adidas, Converse, Puma, Reebok ou New Balance ganham salários
miseráveis não obstante o crescendo de lucros que estas
empresas registam, na ordem das centenas de milhões de dólares.
Mais grave ainda, os investigadores concluem que "as substanciais
violações dos direitos dos trabalhadores que foram identificadas
estão ainda a ser a norma na indústria do vestuário
e calçado desportivo".
O certo é que, mais de
15 anos depois da maioria das grandes empresas terem adoptado códigos
de conduta nas suas empresas-mãe, os trabalhadores que, na Ásia,
produzem os artigos para estas marcas são sujeitos a "pressão
extrema para satisfazer quotas, horas extraordinárias excessivas
não registadas e não remuneradas, abusos verbais, ameaças
para a saúde decorrentes de serem a horários excessivos
ou a exposição a substâncias químicas tóxicas".
Tudo isto, sublinha ainda o relatório, "sem programas de
saúde ou outras formas de seguro exigidas por lei, e sem liberdade
sindical para poder negociar colectivamente salários e condições
de trabalho".
O objectivo da Fair Play 2008 é obter
do Comité Olímpico Internacional, bem como dos comités
e governos de cada país, um compromisso concreto de que serão
tomadas medidas para eliminar a exploração e o abuso dos
trabalhadores na indústria de desporto a nível global.
Razão porque abre o relatório com a dimensão económica
do evento. Pequim deverá receber 800 mil estrangeiros, além
de um milhão de visitantes de outros pontos da China. "Um
ano depois das últimas Olimpíadas estimava-se que o mercado
mundial de calçado, roupa e acessórios desportivos valia
cerca de 74 mil milhões de dólares", refere o documento.
São estas as empresas
que pagam, na Ásia, salários inferiores ao mínimo
local, apesar dos horários de trabalho de 12 e 13 horas diárias,
recebendo 1,25 euros por dia para fazer calçado e 30 cêntimos
por cada bola cozida à mão. Na China, um par de Adidas
custa entre 55 e 110 euros, ou seja, quase o salário mensal do
trabalhador que a produziu, enquanto na Índia ele recebe entre
0,25 e 0,55 por cozer uma bola, o que pode levar entre duas a quatro
horas. No Paquistão, os salários estão congelados
há seis anos, mas o índice dos preços ao consumidor
aumentou 40%, e no Bangladesh, um trabalhador recebe um salário
mínimo de 24,30 euros, cujo valor real é inferior ao de
1995 e não permite suportar as três refeições
diárias.
A Fair Play não quer "compromissos
vagos" e desafia o Comité Olímpico a agir a tempo
das próximas Olimpíadas com "acções
e objectivos específicos" .
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INFONET, 13 de maio de 2008
| Política
Câmara não extinguiu
o 13º salário
Não há, nem nunca houve, projeto
de lei visando extinguir o 13º salário

Esta semana correu solto o boato de que a Câmara dos Deputados tinha
extinto o 13º salário e encaminhado o projeto para o Senado Federal.
Um coleguinha radialista chegou a dizer que os jornais da terra comeram mosca
porque ninguém noticiou nada disso – coisa que fizera com grande
estardalhaço em sua emissora.
Na pesquisa que fizemos, em jornais de outros Estados, também não
encontramos nada. Aí, acionamos “o assessor para assuntos brasilienses”,
o economista Marcos Melo, ex-secretário do Planejamento e hoje servindo
no gabinete do deputado federal Albano Franco. Eis a sua resposta:
- Não há, nem nunca houve, projeto de lei ou qualquer outro instrumento
legislativo, seja proveniente do Executivo ou do Legislativo, visando extinguir
o 13º salário. Seria uma baita insanidade política se um
parlamentar ou o governo propusesse tal loucura. De qualquer forma, solicitei
uma pesquisa rigorosa sobre as matérias em tramitação
na Câmara e, como era de esperar, nada foi encontrado. O que existe é exatamente
o contrário: elevação do valor do Salário Mínimo
proposto pelo governo e até mesmo a criação do 14º salário.
O que ocorre é que, em época de eleição, surgem
inúmeros boatos, principalmente veiculados na Internet, com o objetivo
de denegrir a imagem da classe política e confundir a opinião
pública. Assim, parodiando “O homem que matou o facínora” [um
velho western, clássico de John Ford], entre o fato e o boato, publique-se
o último. É isso aí...
Por Ivan Valença
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
13/05/2008
TST mantém condenação
a honorários advocatícios em ação civil
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve decisão que determinou a cobrança
de honorários advocatícios em ação não
trabalhista, ao negar provimento a recurso de uma empresa contra entidade
sindical.
O caso iniciou com uma ação,
movida pelo Sindicato dos Propagandistas, Propagandistas-Vendedores e
Vendedores de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sindprofar/DF),
com o objetivo de cobrar a contribuição sindical. Essa
contribuição, correspondente ao valor da remuneração
relativa ao mês de março dos empregados, conforme previsto
na CLT (artigos 578 a 591), não teria sido recolhida pela empresa
ao sindicato.
Em sentença proferida
por juiz da 19ª Vara do Trabalho de Brasília, a empresa,
por não comparecer à audiência, foi julgada à revelia
e declarada ré confessa. A condenação determinou
o pagamento das contribuições sindicais, no valor de R$
1.500,00, acrescidas de multas e correção monetária,
a partir da data em que deveria ser recolhida, além do pagamento
de honorários advocatícios, correspondentes a 10% do valor
da causa, e das custas processuais.
A empresa recorreu, contestando
os valores fixados na sentença e o pagamento dos honorários
advocatícios. Após o TRT haver negado provimento ao recurso
ordinário, apelou novamente, por meio de recurso de revista, cujo
seguimento foi denegado pelo Regional, o que a levou a apelar ao TST,
mediante agravo de instrumento. Sua principal sustentação
era a que os honorários advocatícios seriam indevidos,
na medida em que o sindicato não preencheria os requisitos legais
exigidos pela Justiça do Trabalho.
O relator, ministro Ives Gandra
Martins Filho, manifestou-se por negar provimento ao agravo. Após
destacar que a matéria insere-se na nova competência da
Justiça do Trabalho, estabelecida pela Emenda Constitucional 45/04,
ele concluiu que os honorários advocatícios, neste caso,
são devidos em razão da mera sucumbência, devido à natureza
civil da ação, conforme determina o artigo 5º da Instrução
Normativa 27/05 do TST. (AIRR 860/2006-019-10-40.1)
(Ribamar Teixeira)

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DA UNIÃO - SEÇÃO 3 Nº 90, terça-feira,
13 de maio de 2008
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COMISSÃO
ORGANIZADORA DA NOVA
CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES
NOS ESTADOS DO AMAZONAS E RORAIMA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
FUNDAÇÃO DA NOVA CENTRAL SINDICAL
A Comissão Organizadora da Nova Central Sindical de
Trabalhadores nos Estados do Amazonas e Roraima convida todas
as Federações e Sindicatos para a Fundação
da Nova Central Sindical de Trabalhadores nos Estados do
Amazonas e Roraima, a realizar-se no dia 24 de maio de 2008,
no auditório do Sest Senat, sito a Av. Autaz Mirim,
nº 10.118 – Bairro Jorge Teixeira - Manaus - AM,
com:
1ª chamada às 09:30hs e 2ª às 10:00hs,
para a seguinte ordem do dia : 1ª Declaração
de Fundação da Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST);
2ª Leitura, discussão e aprovação
do Estatuto da NCST;
3ª Eleição
da diretoria;
4ª Posse
dos eleitos.
Manaus - AM, 12 de maio de 2008.
FRANCISCO CHAGAS COSTA
p/ Comissão
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DA UNIÃO - SEÇÃO 3 Nº 90, terça-feira,
13 de maio de 2008
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SINDICATO
DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE RADIODIFUSÃO
DE CASCAVEL E REGIÃO OESTE DO PARANÁ SINTROP
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
O
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas
de radiodifusão de Cascavel e Região Oeste
do Paraná - SINTROP, com sede e foro na cidade
de Cascavel-PR, à rua Carlos Gomes, 1955, Parque
São Paulo, CEP 85803-000, Cascavel-PR, Convoca
todos integrantes da Categoria Trabalhadores em empresas
de Radiodifusão dos Municípios de Cascavel,
Corbélia, Nova Aurora, Cafelândia do Oeste,
Formosa do Oeste, Três Barras do Paraná,
Catanduvas, Ibema, Santa Teresa D'Oeste, Lindoeste, Capitão
Leônidas Marques, Boa Vista da Aparecida, Guaraniaçu,
Campo Bonito, Céu Azul, Assis Chateaubriand, Diamante
do Sul, Anay, Tupãssi, Braganey, Iguatú,
Santa Lúcia, Vera Cruz do Oeste, Jesuítas
e Iracema, Matelândia, Medianeira, Missal, Ramilândia,
Itaipulândia São Miguel do Iguaçu,
Santa Terezinha do Itaipu, Foz do Iguaçu, Santa
Helena, São Jose das Palmeiras, São Pedro,
Toledo, Ouro Verde, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado,
Quatro Pontes, Marechal C. Rondon, Mercedes, Nova Santa
Rosa, Palotina, Terra Roxa, Guaíra, Ubiratã,
Realeza, Capanema, Planalto, Pérola do Oeste,
Santa Izabel do Oeste, Nova Prata do Iguaçu, Salto
do Lontra, Quedas do Iguaçu, Diamante do Sul e
Diamante do Oeste, para
Assembléia Geral Extraordinária de Ratificação
de fundação do Sindicato,
a se realizar no dia 26 de maio de 2008, as 19:00 horas
em primeira convocação com a maioria dos
integrantes da categoria presentes, e, em segunda convocação
uma hora depois, com o "quorum" mínimo
de 15 integrantes, tendo como local a sede do Sindicato
sito a Rua Carlos Gomes, 1955, Parque São Paulo,
cidade de Cascavel, para deliberarem sobre a seguinte
ordem do dia:
1
- Ratificação da Fundação do
Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão
de Cascavel e Região Oeste do Paraná;
2
- Ratificação da aprovação do
Estatuto Social;
3
- Ratificação da Eleição da Diretoria.
Cascavel, 30 de abril de 2008.
JOÃO RIEDLINGER DOS SANTOS
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