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Agência Diap, 14 de
maio de 2008
FORUM SINDICAL
FST aprova Carta de Brasília
com demandas do movimento sindical
Alysson Alves
O Forum Sindical do Trabalho
(FST), instituição que reúne quinze confederações
e seis centrais sindicais com representatividade em todo o território
nacional realizou nesta terça-feira (13) o 1º encontro nacional
em defesa da unicidade sindical, do emprego e dos direitos trabalhistas.
O evento, realizado durante todo
o dia no auditório do Americel Hall, na Academia de Tênis,
em Brasília, reuniu trabalhadores de todo o Brasil em torno de
uma agenda unificada de interesse dos assalariados e do movimento sindical.
Ao final do encontro foi aprovada, por unanimidade, a Carta de Brasília,
com resoluções, proposições e demandas do
Forum.
Temas como a estrutura sindical
brasileira, a redução da jornada de trabalho, a defesa
da ratificação das Convenções 151 e 158 da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Previdência
Social e os fundos de pensão, a reforma agrária, o meio
ambiente e a matriz energética foram discutidos por técnicos,
sindicalistas e parlamentares.
Estrutura
sindical
A mesa composta para discutir o temário da estrutura sindical brasileira
contou com a participação do membro do corpo técnico do
DIAP, o advogado Hélio Gherardi. Também participaram dos debates
o coordenador do Centro de Estudos Sociais e Sindicais, Altamiro Afonso Borges,
e o superintendente da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico.
Inicialmente, Gherardi destacou
o trabalho do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar que é a
defesa dos interesses dos trabalhadores e do movimento sindical. Gherardi
concentrou sua palestra na análise da Portaria 186 do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), que revoga portarias que estabeleciam regras
para o registro de federações, confederações
e sindicatos.
“Em relação
aos sindicatos houve melhoria no sentido de o processo [pedido de registro
sindical] não ficar parado”. E continou: “a possibilidade
de autocomposição também é positiva”,
disse.
Gherardi também destacou
que os artigos de 20 ao 22 da portaria são uma grave ameaça
ao movimento sindical por apresentar a pluralidade sindical, uma violação à Constituição
federal e omissão das federações que existem há muito
tempo. “O FST já elaborou um documento para que o MTE revogue
os respectivos artigos, do contrário será feito um pedido
ao Congresso Nacional e se este Poder não resolver, o Judiciário
poderá ser convocado a apreciar a questão”, disse.
Lucro,
mídia e defesa contribuição assistencial
O coordenador do Centro de Estudos Sociais e Sindicais (CES), Altamiro Borges,
destacou em sua participação a alta lucratividade que das empresas
que não é repartido com os trabalhadores.
Altamiro também constatou
que as novas tecnologias não propiciaram a redução
da jornada de trabalho e a geração de mais empregos, que
estão no momento mais propício para discussão e
aprovação.
Quanto à mídia, “grande
direita do Brasil”, Altamiro fez questão de ler a manchete
de matéria do jornal Folha de S. Paulo que afirma: “Era
do movimento sindical no Governo Lula” que busca desqualificar
todo o sindicalismo brasileiro.
Altamiro também defendeu o entendimento de que a Portaria 186 é um
perigo para o movimento sindical por abrir brecha para o aprofundamento do
pluralismo sindical.
Por último, o coordenador
do CES disse que “nenhum lugar do mundo existe apenas a contribuição
voluntária. Se querem acabar com a contribuição
compulsória, que acabem com algum outro imposto que não
fragilize e asfixie o movimento sindical”, defendeu.
Clique
aqui e leia a Carta de Brasília aprovada no 1º encontro
nacional do FST.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 14 de maio de 2008 | Dinheiro
Caixa começa a financiar 100%
de imóvel usado
da Folha Online
A Caixa Econômica Federal,
a partir da linha de crédito que usa recursos do FGTS, passará a
financiar 100% de imóveis usados, benefício que até hoje
era dispensado apenas às operações de imóveis
novos.
Segundo a Caixa, além
da ampliação da cota de financiamento haverá extensão
do prazo de amortização, que em alguns casos pode chegar
a 30 anos.
A ampliação da
quota está em vigor desde o último dia 7, com adoção
de percentual variável em função do sistema de amortização.
Para o pagamento em até 240 meses, o cliente pode financiar até 100%
do valor do imóvel. Até 300 meses é possível
financiar até 90%. De 301 a 360 meses, a pessoa financia até 80%
da quantia total.
Os limites dos imóveis,
porém, variam de região para região. Para Distrito
Federal e municípios das áreas metropolitanas de São
Paulo e Rio de Janeiro, o valor chega a R$ 130 mil. Em cidades com
população igual ou superior a 500 mil habitantes, municípios
do entorno do DF, demais capitais estaduais e regiões metropolitanas,
o limite é de R$ 100 mil. Nas demais cidades, de R$ 80 mil.
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UOL, 14 de maio de 2008 | Últimas
Notícias
Condições de financiamento
do BNDES previstas na política industrial saem em 45 dias,
diz Coutinho
SÃO PAULO - O presidente
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Luciano Coutinho, se comprometeu hoje a implementar em até 45
dias as novas condições de financiamento da instituição,
previstas na nova política industrial. Segundo ele, o prazo começou
a valer na última segunda-feira, quando o plano foi anunciado
oficialmente.
Entre as principais novidades
no quesito financiamento está a ampliação nos prazo
de pagamento, que passou de 60 meses para 120 meses. Coutinho também
destacou a redução do spread médio do banco, de
1,46% para 1,1%, e a retirada do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) do sistema BNDES.
Além disso, as empresas
que investirem em pesquisa e desenvolvimento terão uma linha de
crédito especial, a taxas de 4,5% ao ano. As demais que investirem
em algum tipo de inovação pagarão 6,25% ao ano.
Sobre o valor da renúncia
fiscal contida na nova política, de R$ 21 bilhões, Coutinho
disse que não foi possível proporcionar uma cifra maior,
mas informou tratar-se apenas do primeiro passo no sentido de maiores
desonerações nos tributos que incidem sobre os investimentos.
O presidente do BNDES visitou
hoje a 27ª Feira Internacional da Mecânica, que ocorre em
São Paulo.
(Murillo Camarotto | Valor Online)
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UOL, 14 de maio de 2008 | Últimas
Notícias
Comissão da Câmara aprova
licença-maternidade opcional de 6 meses
Da Agência Câmara
A Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou há pouco
o Projeto de Lei 2513/07, do Senado, que concede incentivo fiscal a empresas
que prorrogarem a licença-maternidade por 60 dias. Com essa prorrogação,
a licença pode chegar a seis meses. A proposta, que tramita em
caráter conclusivo, ainda precisa ser analisada pelas comissões
de Finanças e Tributação; e Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
A relatora, deputada Rita Camata
(PMDB-ES), ressaltou a importância da proposta, argumentando que
a presença da mãe nos primeiros meses de vida dos filhos é fundamental
no processo de formação da criança. A parlamentar
ainda lembrou que 80 municípios e 8 estados já têm
leis próprias ampliando a licença para 6 meses.
Camata considera a proposta a
maior conquista das famílias desde a promulgação
da atual Constituição (1988), quando a licença foi
ampliada de 90 para 120 dias. Tanto ela quanto o presidente da Comissão
de Seguridade Social e Família, deputado Jofran Frejat (PR-DF),
foram autores da proposta de ampliação da licença,
durante a Constituinte.
Pelo projeto, para ter direito
ao benefício, a empregada deverá requerer a prorrogação
da licença até o final do primeiro mês após
o parto. O projeto também estende o direito à mãe
adotiva.
A proposta é da senadora
Patrícia Saboya (PDT-CE), mas foi idealizada pela Sociedade Brasileira
de Pediatria, que acompanhou a votação no plenário
7, onde a comissão continua reunida.
O que muda
O Projeto de Lei aprovado pela
Comissão Comissão de Seguridade Social e Família
muda a lei de 8.212 de 1991, que estipula as regras para a licença-maternidade.
Com ele, o afastamento das novas mães pode chegar a seis meses.
As quantias recebidas no período não integrarão
o salário de contribuição.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
14 de maio de 2008
Juízes propõem soluções
para tornar a Justiça do Trabalho mais eficiente
A mesa-redonda “Desafios e Possibilidades para a Efetividade da Jurisdição
Trabalhista”, a terceira do 5º Curso de Formação Inicial
da Enamat (Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento
de Magistrados do Trabalho) teve como tema os desafios para que a Justiça
do Trabalho cumpra sua missão de oferecer, num tempo razoável,
o serviço de pacificação e resolução de
conflitos que deve prestar à população.
A mesa teve como coordenador
o ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) Horácio de Senna
Pires, e como participantes o juízes Douglas Alencar Rodrigues,
do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 10ª Região (Distrito
Federal e Tocantins), Mônica Sette Lopes, da 12ª Vara do Trabalho
de Belo Horizonte-MG, e a Audrey Choucair Vaz, da 10ª Região.
A informação é do Tribunal Superior do Trabalho.
O juiz Douglas Alencar ressaltou
o excesso de recursos: só no ano passado, mais de dois milhões
de processos foram autuados, e o número de processos novos por
magistrado ao ano comprovam claramente a disparidade entre a demanda
da sociedade e a resposta da Justiça. “No Rio de Janeiro,
a taxa de congestionamento é de 64,52%. Isto significa que em
10 casos que entram no TRT da 1ª Região, só 3,5 são
solucionados ao ano. Nosso sistema processual privilegiou a segurança
em detrimento da celeridade”, concluiu.
Como respostas ao desafio de
diminuir a morosidade, o magistrado sugeriu a adoção de
políticas públicas. Na sua avaliação, até recentemente
a lógica tem sido a seguinte: à medida que aumenta o número
de processos, aumenta-se o número de tribunais, de varas e de
juízes. “Isso não funcionou”, afirmou. “Mais
eficaz seria lutar por mudanças na postura dos próprios
juízes para combater a morosidade, a litigiosidade endêmica,
a recursividade absurda que acometem a Justiça do Trabalho.”
Outra seria apostar ainda mais
na conciliação. O juiz sugere ainda a redistribuição
de juízes, das Regiões de menor demanda para as mais sobrecarregadas,
por exemplo. Para isso, ressaltou, “é preciso romper com
o formalismo, com o dogmatismo que assola a Justiça.” Interessante
ainda seria criar, nos Tribunais, núcleos formados por juízes,
servidores, representantes do Ministério Público e advogados,
que apresentariam sugestões para melhorar o trâmite processual. “Além
disso, é preciso continuar investindo pesadamente em tecnologia,
e fomentar a utilização maciça do processo eletrônico”,
alertou.
A juíza Mônica Lopes
relatou várias experiências práticas para combater
a litigiosidade “com inteligência”. Para ela, é importante
ressaltar a força que um juiz tem quando é sereno nas audiências,
evitando acirrar ainda mais os conflitos e promovendo conciliações.
Outro ponto a ser lembrado é manter a cordialidade com os advogados.
Aluna da primeira turma da Enamat,
a juíza do Trabalho substituta Audrey Vaz também aposta
na conciliação para diminuir o número de processos
que vão a julgamento. Ressaltou, porém, que a técnica
não pode ser usada em todos os casos, como os que envolvem empresas
de comportamento reiteradamente ilegal. E lembrou que agora a Justiça
do Trabalho está lidando com novas realidades, como os acidentes
do trabalho, que requerem mais estudos, dedicação e tempo
dos juízes.
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CONSULTOR JURÍDICO,
14 de maio de 2008
Dívida antiga
Há 15 anos, canavieiros esperam
receber dívida de trabalho
Trezentos trabalhadores rurais do interior de São Paulo aguardam com
ansiedade o julgamento que acontece na próxima quinta-feira (15/5),
na 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Em jogo está a quitação
da dívida trabalhista dos proprietários de uma fazenda canavieira.
Há 15 anos o processo se arrasta na Justiça trabalhista.
Segundo advogados dos trabalhadores,
muitas das pessoas que esperam receber o crédito trabalhista hoje
enfrentam problemas de saúde física e financeira. Os reclamantes
são, na maioria, idosos, alguns com mais de 70 anos e já ganharam
o processo na Justiça do Trabalho, com trânsito em julgado.
Há quatro anos a fazenda,
de 266 alqueires, foi a levada a leilão e arrematada pela empresa
Famiwi Empreendimento Imobiliário e pelo empresário Aramis
Maia Patti, ambos de São Paulo. O valor arrecadado no leilão
quitaria os débitos trabalhistas envolvendo cerca de 50 famílias
que trabalhavam na propriedade.
Um herdeiro do antigo proprietário
da fazenda, contudo, entrou com ação de remição
do imóvel para anular o leilão. O ministro Emanoel Pereira
concedeu a remição. Com isso, o valor pago no leilão
da fazenda pela Famiwi e por Patti ficou depositado em juízo.
Na 5ª Turma do TST, o relator é o
mesmo ministro Emmanoel Pereira. Na análise de um dos recursos
apresentados pela vencedores do leilão, o presidente da 5ª Turma,
Britto Pereira, acompanhou o voto do relator. Mas houve voto contrário,
do ministro Gelson de Azevedo. Contra a remição da fazenda,
os novos proprietários entraram então com Embargos de Declaração.
Com isso, o ministro Emannoel Pereira decidiu que levará o caso
a julgamento da Turma na próxima quinta-feira.
O ex-ministro do TST Arnaldo
Süssekind, em parecer encomendado pelos novos proprietários
da fazenda, afirma que o voto do ministro relator é insustentável
por afrontar a própria jurisprudência do TST. Além
de “lamentar a decisão”, Süssekind classificou
como “esdrúxulo” o Recurso de Revista acolhido pelos
dois ministros do tribunal.
“Ora, essa alegação
no recurso de revista feita pelo recorrente constitui um verdadeiro absurdo
jurídico, tendo em vista que, por determinação constitucional,
compete aos tribunais superiores apenas a apreciação de
matérias explicitamente decididas pelas instâncias ordinárias,
salvo nos casos de sua competência originária, dentro os
quais não se incluem o presente feito.”
A dívida
O leilão da fazenda envolvida
com os débitos trabalhistas das 50 famílias foi autorizado
pela juíza substituta Valéria Cândido Peres, da 1ª Vara
da Justiça do Trabalho de Limeira (SP), para quitar dívidas
trabalhistas contraídas pela Agropecuária Ragazzo S/A com
seus funcionários.
Passado o leilão, o filho
do dono da fazenda, Daniel Ragazzo D'Aloia, apresentou recurso pedindo
a remição, o que foi deferido pela juíza. Os arrematantes
Aramis e Flamiwi recorreram então ao Tribunal Regional do Trabalho
da 15ª Região que considerou equivocada a decisão
da juíza do Trabalho de Limeira e restabeleceu a decisão
do leilão.
O filho do dono pediu então
a subida de recurso de revista para o TST, o que foi negado pelo TRT-15
por entender que nenhum direito nesse sentido assistia a um dos filhos
do dono da fazenda. Ele então ingressou com o recurso direto ao
TST (agravo de instrumento). A 5ª Turma do TST deferiu a remição
da fazenda com base nos votos dos ministros Brito Pereira e Emmanoel
Pereira, relator.
O terceiro ministro, Gelson
de Azevedo, votou pelo indeferimento da remição. Segundo
ele, o depósito do valor do bem objeto da arrematação
foi feito fora do prazo. “Não há ofensa à coisa
julgada. No acórdão regional não se nega a existência
de empresa familiar. Registra-se, apenas, que daí não
decorre a possibilidade de remir”, afirmou em seu voto.
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CONSULTOR JURÍDICO,
14 de maio de 2008
Ré confessa
Empresa tem de pagar honorários
para sindicato
Sindicato tem direito de receber honorários advocatícios em razão
da sucumbência. O entendimento é da 7ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho. Os ministros mantiveram a decisão que mandou uma
empresa pagar os honorários devidos para o Sindicato dos Propagandistas,
Propagandistas-Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos do Distrito
Federal (Sindprofar/DF).
O sindicato moveu ação
contra a empresa para cobrar a contribuição sindical. Essa
contribuição, correspondente ao valor da remuneração
relativa ao mês de março dos empregados, conforme previsto
na CLT (artigos 578 a 591), não teria sido recolhida. A empresa,
por não comparecer à audiência, foi julgada à revelia
e declarada ré confessa. A determinação foi o pagamento
das contribuições sindicais, no valor de R$ 1,5 mil, acrescidas
de multas e correção monetária, a partir da data
em que deveria ser recolhida, além do pagamento de honorários
advocatícios, correspondentes a 10% do valor da causa e das custas
processuais.
A empresa recorreu. Contestou
os valores fixados na sentença e o pagamento dos honorários
advocatícios. Após o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(Distrito Federal e Tocantins) negar provimento ao Recurso Ordinário,
apelou novamente, por meio de Recurso de Revista, cujo seguimento foi
denegado, o que a levou a apelar ao TST com Agravo de Instrumento. Sua
principal sustentação era a de que os honorários
advocatícios seriam indevidos, na medida em que o sindicato não
preencheria os requisitos legais exigidos pela Justiça do Trabalho.
O relator, ministro Ives Gandra
Martins Filho, não acolheu o argumento. Após destacar que
a matéria se insere na nova competência da Justiça
do Trabalho, estabelecida pela Emenda Constitucional 45/04, o ministro
concluiu que os honorários advocatícios, neste caso, são
devidos em razão da mera sucumbência, devido à natureza
civil da ação, conforme determina o artigo 5º da Instrução
Normativa 27/05 do TST.
AIRR 860/2006-019-10-40.1
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Agência Diap, 14 de
maio de 2008
CONFISCO
Retiraram R$ 10 bi dos trabalhadores
com o Fator Previdenciário, diz Paim
Histórico defensor dos
trabalhadores, idosos, negros, índios e servidores públicos,
o senador Paulo Paim (PT/RS) disse nesta terça-feira (13) que
já retiraram R$ 10 bilhões dos trabalhadores com o famigerado
Fator Previdenciário.
A regra, criada durante a gestão
do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, penaliza os trabalhadores
no momento em que mais precisam de apoio e assistência, a aposentadoria
ou recebimento de pensão.
“Desde 1999 batalho para
acabar com o Fator Previdenciário porque não é justo
que o assalariado brasileiro contribua por 35 ou 30 anos e no ato da
aposentadoria tenha um confisco de 40%”, defendeu de maneira enfática.
Ainda segundo Paim, em 2007,
a Previdência Social foi superavitária em R$ 62 bilhões
e as renuncias fiscais dos empregadores, nos últimos dez anos,
já ultrapassam R$ 50 bilhões”, disse.
Vida
sindical
Emocionado, Paim disse que participar de um congresso dos trabalhadores é mais
importante que estar no Congresso Nacional. “Me faz recordar das lutas
no movimento sindical, das minhas origens, da minha história, que não
nego e não abro mão”.
O senador também não
abre mão de que os aposentados e pensionistas recebam, pelo menos,
o mesmo reajuste concedido ao salário mínimo. “No
Executivo, Legislativo e Judiciário a aposentadoria é integral
e existe a paridade, que estende o mesmo índice de reajuste para
os servidores inativos e os que estão em atividade.” E continou: “os
trabalhadores da CLT não têm paridade e não podem
se aposentar com o mesmo valor que contribuiu”.
Quanto à redução
da jornada de trabalho, o senador gaúcho disse que tramitam no
Parlamento duas Pec´s, uma na Câmara e outra no Senado, que
reduz para 40 horas semanais no primeiro ano e, em seguida, uma hora
ao ano até chegar a 36 horas de atividade laboral.
Ao finalizar sua participação
no 1º congresso nacional do FST, Paim disse com a voz embargada: “o
sangue que jorra em minhas veias está minado positivamente com
a mente dos trabalhadores e suas lutas, só mudo de posição
se sugarem todo o meu sangue”. Foi aplaudido de pé pelos
trabalhadores que participavam do evento. (Alysson Alves)
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Agência Diap, 14 de
maio de 2008
JORNADA DE TRABALHO
Tecnicamente já é possível
trabalhar 12 horas por semana, afirma presidente do Ipea
O presidente do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, defendeu
nesta terça-feira (13), durante o 1º encontro nacional do
Forum Sindical dos Trabalhadores (FST), que tecnicamente já é possível
ter atividade laboral 12 horas por semana. Essa possibilidade é apontada
nas novas formas de gestão do trabalho.
Para Pochmann, a realização
do evento é uma iniciativa importante para mudar os rumos dos
trabalhadores do País. “A redução da jornada
de trabalho é um luta de mais de três séculos e jornada
de trabalho menor permitiria que todos estivessem trabalhando”,
acredita e defende.
O uso da Internet, do celular
e demais tecnologias é trabalho e propiciam que cada vez mais
seja realizado em casa. “Este trabalho não é medido
e, portanto, não é dividido”, defende Pochmann.
Pochmann apresentou um raio x
da atual situação de empregabilidade do País, quais
sejam:
1) temos 22 milhões de aposentados e quase 6 milhões continuam
trabalhando;
2) 4 milhões de trabalhadores tem mais de dois ou três empregos;
3) mais de 6 milhões de jovens de 16 anos estão trabalhando apesar
da proibição;
4) atualmente 8 milhões de trabalhadores estão desempregados;
5) 10 milhões de trabalhadores têm jornada de trabalho reduzida
A redução da jornada
de trabalho com a diminuição do salário, na avaliação
do economista, vai estimular a hora-extra e a procura de novos postos
de trabalho para compensar a perda remuneratória. “12% dos
trabalhadores faziam hora-extra antes da Constituição de
88. Após a Carta Magna, esse percentual subiu para 40% porque
houve redução da jornada e do salário”.
Ainda segundo entendimento
de Pochmann, o tempo de trabalho no Brasil é mal distribuído.
No século 21 os setores terciários [comércio e
serviços] concentram sete de cada dez empregos. (Alysson Alves)
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Agência Diap, 14 de
maio de 2008
SINDICALISMO
MTE defende unicidade sindical,
diz Medeiros
O secretário de Relações
do Trabalho do ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Luiz Antonio
de Medeiros, ao participar nesta terça-feira (13) do 1º encontro
nacional do Forum Sindical dos Trabalhadores (FST) como representante
do ministro Carlos Lupi, enfatizou que a “pasta defende a unicidade
sindical; é evidente que no Brasil há mais emprego; o país é respeitado
externamente e a mortalidade infantil caiu”.
Medeiros disse também
que o MTE é parceiro dos trabalhadores, “não faz
nada sem ouvir todo o movimento sindical”. O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva tem ouvido os trabalhadores e feito muito pelos assalariados,
destacando entre outras medidas: 1) a definição do descanso
no domingo para o trabalhador do comércio; 2) a legalização
das centrais sindicais; e 3) o estabelecimento de novas regras para o
registro de entidades sindicais que será objeto de discussão.
Pediu que todas as sugestões de melhoria do registro das entidades
sindicais sejam apresentadas ao ministério.
Responsável pela área
de registro sindical do ministério do Trabalho, Medeiros disse
que há muita gente querendo fundar um sindicato sem preenchimento
dos requisitos de representatividade e cujos dirigentes pretendem resolver
tão somente os problemas de ordem pessoal. “Há sindicato
que precisa nascer e outros que tentam apenas o sobrestamento de entidades
existentes. Toda federação para ser criada terá de
fazer autocomposição, do contrário, o conflito será resolvido
na Justiça”, disse.
Ao finalizar sua participação
no 1º encontro nacional do FST em defesa da unicidade sindical,
do emprego e dos direitos trabalhistas, o secretário de Relações
do Trabalho prestou solidariedade ao presidente da Força Sindical,
o deputado federal Paulinho (PDT/SP), que “tem sido perseguido
nos últimos 30 dias pela mídia. Querem pegar não
apenas Paulinho, mas o movimento sindical que tem conquistado vitórias
importantes para todos os trabalhadores,” afirmou. (Alysson Alves)
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O GLOBO, 14 de maio de 2008
| País
Sindicalista promete agir no Congresso
para derrubar projeto que muda estrutura sindical
Agência Brasil
BRASÍLIA - O movimento
sindical promete agir de maneira "pró-ativa" no Congresso
Nacional para derrubar o Projeto nº 40, do Senado Federal. Segundo
os sindicalistas, o texto pretende "desmantelar" a estrutura
sindical brasileira, eliminando a unidade sindical, extinguindo a contribuição
sindical, limitando a representatividade sindical aos associados e eliminando
o sistema sindical confederativo.
- Vamos agir lá dentro
(do Congresso Nacional) de forma pró-ativa e não como acontece
atualmente, que só se vai para apagar o fogo, quando a votação
já está indo para o Plenário. Somos contra essa
tentativa de desmonte da estrutura sindical, da bagunça que se
está promovendo com relação à pluralidade
sindical na cúpula do movimento - afirmou o coordenador nacional
do fórum, José Augusto da Silva Filho.
O sindicalista acredita que se
a proposta de pluralidade do movimento sindical - que dá lugar à unificação
das centrais, federações e confederações
- seja aprovada, os prejuízos serão "irreparáveis".
Silva Filho lembrou que do ponto
de vista técnico da estrutura sindical, quem faz a ligação
entre os sindicatos e as confederações são as federações
e que, com a pluralidade proposta pelo governo federal, "isso vira
uma baderna sindical".
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Folha de S. Paulo, 14 de maio
de 2008
EVENTO:
Reforma no Sistema S é tema de
debate com Ministro da Educação
A Folha promove amanhã, às 19h, debate sobre a proposta de reforma
do Sistema S. Estarão presentes o ministro da Educação,
Fernando Haddad, o presidente da CNI (Confederação Nacional da
Indústria), Armando Monteiro Neto, e o presidente da Fecomercio SP,
Abram Szajman. A mediação será de Gilberto Dimenstein.
O evento, aberto ao público, será realizado na Folha (al. Barão
de Limeira, 425, 9º andar). Inscrições, das 14h às
19h, pelo telefone 0/XX/11 3224-3698. É preciso informar nome completo,
telefone e identidade.
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Folha de S. Paulo, 14 de
maio de 2008
Marinho critica proposta de desonerar
folha
LUCIANA OTONI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro Luiz Marinho (Previdência)
criticou proposta de desoneração da contribuição
previdenciária sobre a folha de pessoal das empresas sem que haja
definição específica de fonte de receita para cobrir
a perda da contribuição previdenciária.
Para que esse tipo de desoneração avance para outros setores,
além dos segmentos ligados à tecnologia da informação
e comunicação, conforme definição da política
industrial, Marinho defendeu que o governo destine parte do IVA (Imposto sobre
Valor Agregado) para cobrir a perda de receita.
" Dizer que o Tesouro se responsabilizará por eventuais perdas é insuficiente.
É preciso que haja substituição de receita de fonte efetiva. É preciso
dizer quanto do IVA Federal irá para a Previdência para substituir
eventuais desonerações."
Neste ano, o governo prevê déficit de R$ 43 bilhões nas
contas da Previdência Social, resultado da diferença de gastos
de R$ 201 bilhões para o pagamento de pensões e aposentadorias
e de R$ 158 bilhões em arrecadação da contribuição
ao Instituto Nacional do Seguro Social.
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Folha
de S. Paulo, 14 de maio de 2008
Desoneração é insuficiente
para tecnologia cumprir meta
Especialistas prevêem que empresas do setor
não exportarão US$ 5 bi até 2010 | Companhias e
analistas afirmam que governo terá de mirar na formação
de mão-de-obra e em como estatais atuam no mercado
JULIO WIZIACK
DA REPORTAGEM LOCAL
O pacote do governo que prevê estímulos às
exportações de software e serviços ajudará as
empresas no Brasil a ganharem em competitividade, mas, nem de longe,
elas conseguirão saltar dos atuais US$ 313 milhões em
vendas externas para os US$ 5 bilhões estabelecidos como meta
pelo governo até 2010.
" Nenhum setor no mundo passou por uma transformação tão
profunda em tão pouco tempo", diz Gérson Schmitt, presidente
da Paradigma, uma das exportadoras beneficiadas pelo programa. "Se todo
o setor duplicar suas exportações, ficaremos em US$ 1 bilhão." Schmitt
também é diretor da Abes (Associação Brasileira das
Empresas de Software).
Julio Pagani, analista sênior do IDC (International Data Corporation),
avalia que haverá chances de aproximação dessa cifra se
o governo atacar pontos que não foram abordados pelo pacote. Um deles é a
formação de mão-de-obra.
" Para cumprirmos essa meta precisamos de, pelo menos, 100 mil novos profissionais
fluentes em inglês", diz Antonio Carlos Rego Gil, presidente da Brasscom
(Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços
para Exportação).
Ainda que eles sejam formados até lá, as empresas nacionais terão
de enfrentar a concorrência de gigantes globais, como IBM e HP, que já utilizam
o Brasil como plataforma e recrutam com mais facilidade.
" O pacote ajudou, mas o custo dessa mão-de-obra continua um problema",
diz Cesar Castelli, presidente da Tata Consultancy Services, líder mundial
em serviços de TI.
Com os incentivos, as soluções brasileiras devem ficar 20% mais
baratas no exterior. "Ainda ficamos abaixo da média mundial",
diz Castelli.
Para reduzir mais esse custo, seria preciso um plano de incentivos fiscais
junto aos municípios e Estados interessados em despontar como pólos
exportadores de TI. "Estamos planejando uma campanha dessa natureza com
as empresas", diz Gil, da Brasscom.
Competição
com o Estado
Para as empresas, a competição travada com o próprio Estado é outro
gargalo. Atualmente, o governo é o principal desenvolvedor de softwares
-por meio de empresas como Serpro, Prodasem, Dataprev- e o principal consumidor.
"É uma distorção que atrapalha o desenvolvimento desse
mercado", diz Gil. Segundo ele, estatais como o Banco do Brasil e Petrobras
desenvolveram departamentos que são verdadeiras empresas de tecnologia. "Além
disso, o governo incentiva as empresas privadas, mas não compra nossos
produtos."
Isso é importante porque, na prática, os grandes compradores
mundiais buscam no histórico dessas empresas clientes que possam dar
aval às compras futuras. "Se comprassem nossos produtos, Embraer,
Banco do Brasil ou Petrobras ajudariam a vender a marca do TI nacional lá fora",
diz Gil.
Essa distorção também afeta diretamente as empresas nacionais
no exterior. Recentemente, a Paradigma perdeu uma venda milionária de
software voltado a controle de gastos governamentais porque o Brasil firmou
um convênio com o governo do país para o qual a empresa pretendia
exportar.
Sem volume de venda e histórico, os analistas do mercado acreditam que
os benefícios do programa do governo serão usufruídos
apenas por grandes e médias empresas. "Acredito que apenas duas
grandes empresas brasileiras terão chance de se firmar no exterior,
faturando acima de R$ 1 bilhão, como pretende o governo."
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FOLHA DE LONDRINA, 14 de
maio de 2008 | Política
MP denuncia 61 da ‘máfia
das obras’
Quadrilha é suspeita de fraudar licitações
públicas de obras previstas no PAC
Brasília - O Ministério Público Federal ofereceu denúncia
ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra 61 acusados de envolvimento
com a máfia das obras, desarticulada pela Operação Navalha,
da Polícia Federal (PF). Entre os denunciados estão o ex-ministro
Silas Rondeau (Minas e Energia), os governadores Teotônio Vilela (AL)
e Jackson Lago (MA), e os ex-governadores João Alves Filho (SE) e José Reynaldo
Tavares (MA). O dono da empresa Gautama, Zuleido Veras, também denunciado
pela Procuradoria Geral da República, é acusado de liderar o
esquema de pagamento de propinas para autoridades públicas.
A PF desencadeou em 17 de maio
de 2007 a Operação Navalha contra uma quadrilha suspeita
de fraudar licitações públicas para a realização
de obras, como as previstas no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) e no Luz Para Todos - ambas do governo federal. Quando
a operação foi desencadeada, Rondeau era titular do Ministério
de Minas e Energia. Indicado para a pasta pelo PMDB, ele acabou se afastando
do cargo - o titular da pasta hoje é Edison Lobão. A quadrilha
atuava no Distrito Federal e em nove Estados - Alagoas, Bahia, Goiás,
Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São
Paulo -infiltrada nos governo federal, estadual e municipal.
Segundo a PF, a quadrilha desviou
recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração
Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Para obter vantagem nas licitações
para obras públicas, a empresa pagava propina e dava presentes
para as autoridades envolvidas. De acordo com a denúncia, as atividades
''delituosas se desenvolveram concomitantemente nos vários Estados
em que a Gautama executava obras públicas''.
''O grupo, em um primeiro momento,
identificava nos ministérios a existência de recursos destinados
a obras públicas nos Estados e municípios. Em seguida,
cooptava agentes políticos e servidores públicos para viabilizar
a realização dos convênios entre os ministérios
e os entes federativos, participando, inclusive, da elaboração
dos projetos técnicos e estudos exigidos para a sua celebração'',
diz a denúncia assinada pelas sub-procuradoras-geral da República,
Lidôra Maria Araújo e Célia Regina Delgado.
A estrutura da quadrilha se dividia
em três níveis. No primeiro, estariam funcionários
da Gautama, criada a partir de uma dissidência da OAS. O chefe
do esquema seria Zuleido Soares Veras, sócio-diretor da Gautama,
também preso pela PF. O segundo nível seria composto por
11 pessoas, a maioria servidores que atuavam como intermediários
perante os políticos e funcionários públicos, exercendo
influência sobre eles para a liberação de recursos.
No terceiro nível, estariam os agentes públicos municipais,
estaduais e federais que, ''praticando diversos delitos, viabilizam a
atividade da organização na obtenção de liberação
de verbas, direcionamento dos resultados das licitações'',
entre outras fraudes.
Folhapress
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O GLOBO, 14 de maio de 2008
| Economia
Consumo dos brasileiros ultrapassará R$
1,7 trilhão em 2008, diz estudo
O Globo Online
RIO - O consumo dos brasileiros chegará a R$ 1,742 trilhão, em
termos reais, em 2008, enquanto as despesas das famílias crescerão
mais que o Produto Interno Bruto do país (6,8% diante dos 4,8% previstos
para o PIB, no período entre 2007/2008), indicando um crescimento populacional
da ordem de 1,2%. É o que apontam dados do estudo 'Brasil em Foco -
IPC Target 2008', elaborado pela empresa Target Marketing.
O IPC-Target de 2008 apresenta
ainda características inovadoras, como a segmentação
da classe C (C1 e C2), que deverá exigir dos setores produtivos
e de serviços uma reavaliação no foco comportamental
de consumo, observa o diretor da Target Marketing e responsável
pelo estudo, Marcos Pazzini.
Para exemplificar os reflexos
dessa segmentação no mix do mercado consumidor, Pazzini
destaca que os dados da classe C2 (R$ 162,4 bilhões) estarão
mais próximos dos parâmetros de consumo das classes D e
E, de menor poder aquisitivo, gerando uma movimentação
expressiva de R$ 260 bilhões, o que equivale a 16% do consumo
nacional nas áreas urbanas.
Em contrapartida, o potencial
de consumo da classe média apresentará uma dimensão
ainda maior. No estudo, a classe B2 (parte da classe média) que
desponta como sendo a maior de todas as classes, com seus R$ 405,5 bilhões,
receberá a parcela da classe C1 (cerca de R$ 286,8 bilhões),
elevando o montante da classe média a R$ 692,3 bilhões,
o que representa mais de 42% do total previsto para 2008. Já as
classes A1, A2 e B1 (topo da pirâmide social) disputarão
idêntico poder de compra com a classe média, ou seja, R$
692,3 bilhões.
Mobilidade social
Em termos de mobilidade social
nas áreas urbanas, ainda é possível verificar um
crescimento na população da classe C, com perda de participação
no potencial de consumo quando somadas os segmentos C1 e C2. Esse aumento
quantitativo de pessoas provém normalmente das classes D e E,
o que não representa uma expansão de renda para consumo.
Nas classes A2, B2 e B1, entretanto,
observa-se um contingente maior de pessoas, só que desta vez com
o incremento no potencial de consumo. O maior crescimento ocorrerá na
classe B2, representada por domicílios com renda média
de R$ 2.500,00/mês, que contém 19,4% dos domicílios
urbanos em 2008 (ante 16,4% em 2007) e será responsável
por 24,6% do consumo nacional (ante 20,2% em 2007).
- Esta movimentação
de domicílios entre as diversas classes econômicas significa
oportunidade de mercado para as empresas, através do planejamento
adequado de produtos e serviços às demandas destes novos
consumidores - ressalta o diretor da Target Marketing, Marcos Pazzini.
Cenários regionais
Embora a região Sudeste
apresente maior participação, absorvendo 51,8% do consumo
nacional (no ano passado foram 53,2%), a região Nordeste é a
que mais cresceu. Além de passar a ser a segunda maior região
em consumo do País, com 18,2% (ante os 16,8%), supera a marca
da região Sul que se manteve estagnada com os 16,8%. No Centro-Oeste,
o consumo apresenta ligeira elevação: 7,8% contra os 7,6%
do ano passado, enquanto o Norte a participação caiu para
5,4% ante os 5,6% obtidos no ano anterior.
Se somadas, as 15 maiores cidades
do País respondem por 30,2% da participação do consumo
nacional. Em termos de crescimento, Recife ascende no ranking, ficando
na 9ª posição, com 1,07% (foi 12ª com 0,90%,
no ano passado). A liderança é de São Paulo, que
registra IPC TARGET de 8,95%, seguido pelo Rio de Janeiro (5,37%); Belo
Horizonte (1,91%); Brasília (1,88%); Salvador (1,85%); Curitiba
(1,61%); Fortaleza (1,39%) e Porto Alegre (1,32%); Goiânia foi
ultrapassada por Recife e ficou em 10º, com 0.95%.
Neste ranking, ainda figuram
Manaus (na 13ª posição, com 0,80%), e Belém
em 14º, com 0,73%. Cidades como Campinas, Guarulhos e São
Bernardo do Campo, de São Paulo, ficaram nas 11ª, 12ª e
15ª posições, respectivamente com 0,91%, 0,82% e 0,63%.
Maiores
despesas
Percentualmente, os itens
básicos de maior consumo na renda dos brasileiros estão
na manutenção do lar (aluguéis, impostos e taxas,
luz-água-gas, etc.) 27,47%, alimentos e bebidas 19,57%, transporte/veículos
7,51%, higiene e saúde 7,33%, vestuário e calçados
5,25%, seguidos de recreação e viagens 3,71%, móveis
e eletrodomésticos 4,14%, educação 2,61% e fumo
0,71%.
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Diário Vermelho, 14
de maio de 2008
Marina Silva pede demissão
em "caráter irrevogável"
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregou nesta manhã uma
carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo desligamento do
cargo. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente,
o pedido tem caráter irrevogável. O Palácio do Planalto
não confirma que recebeu o pedido de demissão.
Ainda de acordo com a assessoria
de imprensa da pasta, a ministra está em casa e não pretende
se pronunciar antes da resposta da Presidência da República.
O senador Sibá Machado
(PT-AC), suplente e amigo pessoal de Marina Silva, disse que falou com
a ministra por telefone e ela confirmou a informação. A
senadora Ideli Salvatti (PT-SC) se disse surpresa com a informação.
Saindo do ministério,
a ministra poderia reassumir sua cadeira no enado, mas também
não está claro se ela pretende voltar ao legislativo, o
que deixaria Sibá Machado sem mandato.
Hipóteses
para a saída
Apesar de não haver nenhum
pronunciamento por parte da ministra ou do governo a respeito dos motivos
que levaram ao pedido de demissão da ministra, já circulam
nos grandes portais muitas hipóteses para explicar a saída
da ministra.
Uma delas é que Marina
vinha entrando em conflitos com outros ministérios, como a Casa
Civil e a Agricultura, em casos e questões que opõem proteção
ambiental a interesses econômicos.
Outra hipótese é o
fato da ministra ter perdido influência em projetos que dizem respeito
diretamente à sua pasta, como o Plano Amazônia Sustentável
(PAS), que reúne uma série de ações na região.
O presidente Lula escalou o ministro de Assuntos Estratégicos,
Mangabeira Unger, para a coordenação do plano.
Da
redação,
com agências
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Congresso em Foco, 14 de
maio de 2008
Marina alega em carta dificuldade na
agenda ambiental
A ministra demissionária
Marina Silva (Meio Ambiente) alegou, em carta
enviada no início da tarde de hoje (13) à Presidência
da República, que enfrentou dificuldades para “dar prosseguimento” ao
que chamou de “agenda ambiental federal”. A ministra é internacionalmente
conhecida por sua postura de defesa dos recursos naturais da Amazônia,
postura que conflitava com os interesses econômicos do governo
na região e com os pleitos da bancada ruralista no Congresso.
Segundo Marina, única
ministra do governo Lula que ocupava uma pasta desde o primeiro dia do
primeiro mandato, além de ter sido a primeira nomeação
de Lula em 2006, o “isolamento” da região amazônica
foi quebrado durante sua gestão. “Nesse período de
quase cinco anos e meio esforcei-me para concretizar sua recomendação
inicial de fazer da política ambiental uma política de
governo, quebrando o tradicional isolamento da área”, diz
um trecho da carta.
Mais cedo, o governador de Minas
Gerais, Aécio Neves (PSDB), reuniu-se com Lula no Palácio
do Planalto e adiantou que Lula aceitou com pesar o pedido de demissão
de Marina. “A ministra Marina, não apenas para o governo,
mas para o País, é um símbolo da persistência,
da luta ambiental, uma referencia importante inclusive fora do Brasil.
O presidente lamenta a perda”, disse Aécio (leia).
Na carta de demissão de "caráter
pessoal e irrevogável”, a ministra agradeceu o apoio dado
pelo presidente Lula, “por meio de atitudes corajosas e emblemáticas”,
aos projetos de combate ao desmatamento na Amazônia por ela encabeçados. “V.
Excia chamou a si a responsabilidade sobre as ações de
combate ao desmatamento na Amazônia, ao criar grupo de trabalho
composto por 13 ministérios e coordenado pela Casa Civil”,
diz outro trecho, que classificou como "vital" esse "espaço
de transversalidade de governo".
A ministra listou algumas
ações que considera “muito” no que se refere à proteção
ambiental, e afirma que “reestruturou” o Ministério
do Meio Ambiente, com a criação de secretarias como o
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. “Fizemos
muito: a criação de quase 24 milhões de hectares
de novas áreas de conservação federais; a definição
de áreas prioritárias para conservação
da biodiversidade em todos os nossos biomas; a aprovação
do Plano Nacional de Recursos Hídricos; do novo Programa Nacional
Florestas; do Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação”,
destaca Marina, lembrando que está em curso o Plano Nacional
de Mudanças Climáticas. (Fábio Góis)
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Folha
de S. Paulo, 14 de maio de 2008
ARTIGO
Marina sofreu bombardeio desde
o 1º mandato de Lula
Ministra fez várias concessões
e teve de aceitar derrotas seguidas em 5 anos e 5 meses de governo, mas
sai no instante em que desmatamento volta a aumentar
MARCELO LEITE
COLUNISTA DA FOLHA
AO FINAL do primeiro mandato
de Luiz Inácio Lula da Silva, já estava claro para quem
quisesse ver que seu governo não merecia Marina Silva. A voz
ao mesmo tempo frágil e firme da ex-doméstica que chegou
a senadora permanecia solitária na Esplanada. Era a única
a defender que o desenvolvimento econômico não pode ser
obtido a qualquer preço, porque não seria de fato desenvolvimento.
Lula repetiu a estratégia Fernando Collor com José Lutzenberger.
Pôs Marina Silva na vitrine do MMA (Ministério do Meio Ambiente)
para neutralizar pressões internacionais contra o país pela destruição
da Amazônia. Funcionou por algum tempo. Tempo demais.
Era fácil deixar a ministra falando sozinha sobre "transversalidade".
Soava como (e era de fato) uma abstração insistir na necessidade
de injetar a questão ambiental em todas as esferas de decisão
e planejamento do governo. O desenvolvimentismo lulista seguiu em frente.
Foram muitas as batalhas perdidas. Primeiro, perante o Ministério da
Ciência e Tecnologia, a dos transgênicos. Depois de anos de omissão
do governo FHC quanto ao plantio de soja geneticamente modificada contrabandeada
da Argentina, Lula capitulou diante do agronegócio e do lobby dos biotecnólogos,
permitindo a comercialização do grão ilegal.
Em seguida vieram várias concessões, fracassos e derrotas do
MMA: explosão do desmatamento (que chegou a 27 mil km2 em 2004, segunda
maior marca de todos os tempos); licenciamento ambiental da transposição
do São Francisco e das grandes hidrelétricas na Amazônia;
a decisão de construir Angra 3 e outras quatro usinas nucleares...
Apesar disso, Marina Silva continuava como um conveniente bode expiatório.
A certa altura, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis) parecia ser o maior entrave ao desenvolvimento
nacional. Pior que a taxa de juros mais alta do planeta, a julgar pelo bombardeio
dos jornalistas de negócios e dos ministérios interessados em
camuflar a própria inoperância.
Mãe do PAC, mãe
do PAS
O MME (Ministério de Minas e Energia), onde começou a ser gestada
a mãe do PAC e também o embrião de um apagão, capitaneava
o canhoneio. Entre um mandato e outro, a artilharia quase derrubou Marina Silva.
Havia até candidato preferido do MME, segundo se especulava na época:
Jerson Kelman, diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A proverbial raposa no galinheiro.
Marina Silva resistiu e ficou para um segundo mandato. Disse na época
que o fez a pedido do próprio Lula. Afinal, o desmatamento na Amazônia
vinha caindo, tendência que se confirmou ao longo do primeiro ano do
segundo mandato. As cifras traumatizantes despencaram quase 60% em três
anos. A ministra continuava bem na fita, pelo roteiro de Lula.
Aí começaram a surgir os primeiros sinais de que o desmatamento
na Amazônia voltava a crescer. Era inevitável, diante da alta
retomada no preço de commodities agrícolas, como soja, carne
bovina e algodão. Enquanto isso, o frenesi dos biocombustíveis
tomava conta do Palácio do Planalto.
Só os incautos acreditam que a expansão da produção
será obtida apenas com aumento da produtividade e ocupação
de áreas degradadas de pastagem. O empreendedor rural se dirige para
onde encontrar a melhor combinação de terra e mão-de-obra
baratas, solos férteis, topografia favorável e infra-estrutura
logística. Soja e cana não desmatam a Amazônia, mas a pecuária,
sim -e como.
Diante do trator pilotado pelo Ministério da Agricultura e teleguiado
da Casa Civil, o espaço de manobra de Marina Silva se restringiu ainda
mais. Nem ela fala mais em transversalidade, embora não deixe de apontar
os riscos do excessos de entusiasmo com a expansão do agronegócio.
Os sensores de satélites, capazes de discernir florestas de verdade
das áreas em processo de degradação, não se enganam
a respeito. O desmatamento está em alta. É indiferente para eles
que Lula, Dilma Rousseff e Marina Silva tenham lançado há poucos
dias o enésimo programa desenvolvimentista, mais uma compilação
de ações anteriormente providenciadas, e o batizem como PAS (Plano
Amazônia Sustentável).
Lula tentou fazer blague na cerimônia, afagando a "mãe do
PAS". Ao mesmo tempo, designou o ministro Roberto Mangabeira Unger (aquele
do aqueduto ligando a Amazônia ao Nordeste) para coordená-lo.
O presidente ainda jactou-se de estar "criando uma nova China aqui".
A infeliz frase presidencial -mais uma, apenas- não deve ter sido a
causa do pedido de demissão da ministra. Mas nunca esteve nos planos
de Marina Silva ajudar a armar a segunda maior bomba-relógio ambiental
do planeta.
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Agência Câmara,
14 de maio de 2008
Câmara permite uso do FGTS para
pagar consórcio de imóvel
Laycer Tomaz
A Comissão Especial do Sistema Único
de Consórcios aprovou nesta terça-feira, em caráter
conclusivo, o Projeto de Lei 7161/06, que institui o marco regulatório
da atividade de consórcio, com os direitos e deveres dos consumidores
e das administradoras. A proposta tem 48 artigos e traz uma série
de inovações. Entre elas, o relator, deputado Alex
Canziani (PTB-PR), destacou a permissão do uso do saldo do
FGTS para o pagamento de prestações ou lances em consórcio
de imóveis.
O projeto altera a Lei 8.036/90,
que regulamenta o FGTS. Para usar o benefício, o mutuário
terá de contar com pelo menos três anos de saldo acumulado.
O segundo destaque é a possibilidade de participante inadimplente
receber o saldo pago antes da liquidação do grupo, como
ocorre atualmente.
Pela proposta, o consumidor em
atraso continuará fazendo parte dos sorteios do grupo, não
podendo, no entanto, dar lances. Caso seja contemplado, recebe o valor
quitado de volta. Ou seja, o dinheiro pago poderá retornar de
forma mais rápida. "O mecanismo confere isonomia aos inadimplentes
ao mesmo tempo em que preserva os interesses dos adimplentes", observou
Canziani.
Votação
no Senado
A matéria volta agora para nova análise do Senado, de onde é originária
- o autor foi o então senador Aelton Freitas (PR-MG), hoje deputado
e presidente da comissão especial. Os senadores deverão se debruçar
apenas sobre as duas emendas apresentadas pelo relator. Os demais projetos
que tramitam em conjunto (PLs 1472/03, 1525/03 e 2471/03) foram rejeitados.
As emendas, que não alteram
o cerne da proposta, excluem exigências sobre o registro de imóveis
e de veículos adquiridos por consórcio. Segundo Canziani,
o assunto já é tratado pelo Código Civil e a Lei
de Registros Públicos (6.015/73).
O segmento de consórcios é hoje
regulado e fiscalizado pelo Banco Central (BC). Para desempenhar essa
atividade, o BC dispõe de duas leis, que tratam do assunto de
forma secundária, e diversas circulares. Não existe uma
legislação específica para esse segmento, que reúne
326 empresas, 3,5 milhões de participantes e R$ 60 bilhões
em ativos administrados.
"Faltava uma legislação
que pudesse contemplar o consórcio em toda sua plenitude",
destacou Canziani, que manteve no texto o papel regulador do BC e muitos
dos dispositivos das circulares da instituição.
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Gazeta do Povo, 14 de maio
de 2008
Pesquisa
População negra vai superar
branca neste ano
Apesar de atingir a maioria, afrodescendentes
só conseguirão a igualdade de renda em 32 anos, conforme
projeções
Brasília e Curitiba -
A população negra deverá ser maior do que a branca
no Brasil ainda neste ano, segundo projeção feitas pelo
Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De acordo com
a entidade, porém, a renda da população negra só será igual à da
branca em 32 anos. Atualmente, negros ganham, em média, 53% da
renda do branco.
De acordo com a pesquisa, feita com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística), o Brasil terá a maioria de sua população
negra em 2010. A pesquisa considera negros os brasileiros que se declaram pretos
e pardos.
O coordenador da pesquisa, Mário Theodoro, diretor de cooperação
e desenvolvimento do Ipea, afirma que isso se deve à maior taxa de fecundidade
entre as mulheres negras e pardas. A tendência, porém, é que
após 2010 haja uma estabilização da população
de negros, em torno de 50% da população.
Em 1976, ano da primeira Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios),
a população brasileira tinha 40,1% de negros e 57,2% de brancos.
Em 2006, havia 49,5% de negros e 49,7% brancos.
Renda
No quesito renda, porém, segundo Theodoro, a igualdade só será possível
se, além das políticas de universalização, como
o programa Bolsa Família, o governo investir em ações
que facilitem o acesso dos negros ao mercado de trabalho e diminuam a desigualdade
de renda em relação aos brancos.
Ele cita como exemplo as cotas para negros na universidade, combatidas por
parte dos intelectuais, alguns deles negros. “A cota na educação
tem um ponto positivo porque é a educação que dá acesso às
melhorias sociais. A questão é importante e complementar às
políticas universais”, afirmou.
De acordo com pesquisa do Ipea, a taxa de desemprego entre os negros é de
9,3%, enquanto que a dos brancos é de 7,5%. A pesquisa cita, ainda,
que nos setores com menor remuneração a maioria dos trabalhadores é negra,
caso da agricultura (60,3%), construção civil (57,9%) e serviços
domésticos (59,1%).
Região Sul
O Paraná é o estado com mais negros na Região Sul, conforme
o Mapa da Distribuição Espacial da População Negra,
documento elaborado pelo IBGE a pedido da Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) – órgão
ligado à Presidência da República.
Conforme o levantamento, 21% dos paranaenses (um total de 2.017.481 pessoas)
se consideram negros – a cor era definida pelo próprio entrevistado
no censo. Em Santa Catarina o índice fica em 9,6% e no Rio Grande Do
Sul em 11,2%. Como negro, o IBGE considera pardos (18,2% dos paranaenses) e
pretos (2,8% dos paranaenses).
Para o professor de Educação Física Wagner Carlos Rosa,
38 anos, apesar de o Paraná liderar a população negra
na Região Sul, o número de afrodescendentes no estado – bem
como no país – pode ser maior. O motivo seria que, por conta do
preconceito da população branca e do estigma que o ne-gro tem
na sociedade – como de que todo negro é bom de futebol –,
muitas pessoas tentam atenuar a própria origem. “Eu procuro notar
se a pessoa tem atitude de negro. E vejo que muitas pessoas se escondem no
termo moreno ao invés de assumirem que são negras.”
Um dos motivos para isso, acredita Rosa, seria a falta do ensino da cultura
afro-brasileira nas escolas, o que impede que o negro tenha reforçada
sua identidade. Tanto que ele apóia o programa do Ministério
da Educação para capacitar mais professores a ensinar História
da África nas escolas. “Infelizmente, a história dos negros
nas escolas se resume à assinatura da Lei Áurea pela pricesa
Isabel. Mas há muitos outros fatos históricos envolvendo negros,
como a participação na Guerra do Paraguai, entre outros”,
argumenta.
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FOLHA DE LONDRINA, 14 de
maio de 2008 | Mundo
Desigualdade ameaça avanços
democráticos na AL
Cidade do México - A desigualdade econômica e social da América
Latina pode colocar em perigo os avanços democráticos e o progresso
econômico, advertiu nesta terça-feira o presidente da Comissão
Européia, José Manuel Durão Barroso, que dará prioridade
a este tema na cúpula de Lima.
''Esses desequilíbrios
podem, se não forem administrados adequadamente, pôr em
perigo os importantes avanços obtidos nos últimos anos
tanto em nível da consolidação da democracia e do
Estado de direito quanto no âmbito dos progressos econômicos
e sociais'', ressaltou Barroso em uma entrevista coletiva à imprensa
na Cidade do México.
Barroso, antes de sua viagem
ao Peru para participar da V Cúpula América Latina e Caribe-União
Européia (ALC-UE), assegurou que ''os grandes temas que serão
discutidos nesta reunião (são) a luta contra a pobreza,
a desigualdade, a luta pela inclusão e pelo desenvolvimento sustentável
e as mudanças climáticas''.
O presidente da Comissão
Européia também saudou os ''progressos muito significativos
no campo das reformas democráticas'' que se evidenciam na região
com os últimos processos eleitorais.
No entanto, ''as tensões
políticas e sociais que têm acompanhado estes processos
em alguns casos e seus resultados nos permitem ver de maneira clara que
ainda existe na América Latina uma série de desequilíbrios
econômicos, políticos e sociais particularmente intensos'',
afirmou.
Tais desequilíbrios, acrescentou,
têm sua origem na ''grande e preocupante desigualdade que existe
em todos os níveis no continente latino-americano''.
Francepress
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
14/05/2008
DJ publica nova redação da
Súmula nº 377
A Resolução nº 146/
2008, que cuida da alteração da Súmula nº 377
do Tribunal Superior do Trabalho, foi publicada no Diário da Justiça.
Aprovado pelo Pleno do TST no dia 24 de abril, o novo texto excepciona
as reclamações contra micro e pequenos empresários
(além daquelas movidas por empregados domésticos) da exigência
de que o preposto seja necessariamente empregado do reclamado.
A alteração foi
proposta pela comissão Permanente de Jurisprudência e Precedentes
Normativos, diante da necessidade de adequar a redação
da Súmula à Lei Complementar nº 123/2006 (Estatuto
Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte). Em seu artigo
54, a lei faculta ao empregador de microempresa ou de empresa de pequeno
porte “fazer-se substituir ou representar perante a Justiça
do Trabalho por terceiros que conheçam dos fatos, ainda que não
possuam vínculo trabalhista ou societário.”
O texto que passa a vigorar é o
seguinte:
Súmula nº 377
do TST
PREPOSTO. EXIGÊNCIA DA CONDIÇÃO DE EMPREGADO (nova redação) – Res.
146/2008, DJ 28.04.2008, 02 e 05.05.2008 Exceto quanto à reclamação
de empregado doméstico, ou contra micro ou pequeno empresário,
o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. Inteligência
do art. 843, § 1º, da CLT e do art. 54 da Lei Complementar nº 123,
de 14 de
dezembro de 2006.
OJ 350: Pleno julgará incidente de uniformização de jurisprudência
Na sessão ordinária
da Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1) da última segunda-feira (12), foi suscitado incidente
de
revisão de jurisprudência no julgamento do processo TST-ERR 526538/1999.2,
cujo relator é o ministro Aloysio Corrêa da Veiga. Como a maioria
dos ministros inclinavam-se em votar em sentido contrário à Orientação
Jurisprudencial nº 350 da SDI-1, o processo foi suspenso até a
apreciação da questão pelo Tribunal Pleno.
A OJ trata da atuação
do Ministério Público do Trabalho como custos legis (fiscal
da lei) e da impossibilidade de conhecimento de argüição
de nulidade de contrato de trabalho em favor de ente público suscitada
pelo Ministério Público do Trabalho mediante parecer, quando
a parte não a suscitou em defesa.
O andamento do processo está disponível
na página da Jurisprudência, no link "Processos suspensos
para o Tribunal Pleno/Em andamento", com o seguinte destaque:
TST-ERR 526538/1999.2
Relator Min. Aloysio Corrêa da Veiga
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. CUSTOS LEGIS. INTERESSE RECURSAL.
LEGITIMIDADE E INTERESSE PARA ARGÜIR A NULIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO.
CONTRARIEDADE À ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL Nº 350
DA SBDI-1.
Em 12.05.2008, suspenso na SBDI-1
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14/05/2008
Bancária é condenada em 20%
por litigância de má-fé
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
aplicou multa de 1% e indenização de 20% sobre o valor
da causa, por litigância de má-fé, a empregada do
Banco Bradesco S/A que interpôs recursos sucessivos visando anular
decisão que lhe foi desfavorável. Ela insistia que a SDI-1
decidisse matéria cujo mérito aguarda exame pela Terceira
Turma do Tribunal, após o processo ter sido devolvido pela SDI-1
em julgamento de embargos interpostos pela própria empregada.
A classificação do processo demonstra bem a ocorrência
reiterada de recursos: “embargos de declaração em
embargos em embargos de declaração em agravo de instrumento
em recurso de revista”.
Após ter tramitado no
primeiro e no segundo graus, o processo chegou ao TST por meio de agravo
de instrumento – cuja finalidade é fazer com que uma das
Turmas do TST aprecie recurso que teve seguimento negado pelo Tribunal
Regional. O agravo foi rejeitado em junho de 2006. Foram interpostos
então, sucessivamente, três embargos declaratórios à Turma
e, em seguida, embargos à SDI-1. Esta determinou a volta do processo à Turma
em outubro de 2007. Sem esperar a manifestação da Turma,
a bancária apresentou dois outros embargos de declaração à SDI-1,
ambos pretendendo que a Seção declarasse a nulidade da
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região
(BA) favorável ao Bradesco, alegando irregularidade na representação
do banco.
O relator da matéria,
ministro Vieira de Mello Filho, recorreu à cronologia do caso
para fundamentar a aplicação da multa. “A SDI-1,
em quatro oportunidades, esclareceu à trabalhadora que o pedido
de inexistência do recurso ordinário do Bradesco, e a conseqüente
nulidade da decisão regional que o apreciou, não pode ser
examinado de imediato, pois a Turma não se pronunciou a respeito
quando rejeitou o agravo de instrumento no primeiro julgamento”,
afirmou em seu voto. “Explicou-se, ainda, que o seu recurso de
embargos foi vitorioso, pois a SDI-1 determinou o retorno dos autos à Turma
justamente para que se prossiga no exame de seu agravo de instrumento,
pois é da Turma a competência para tal, e não da
SDI-1.”
Considerando injustificada a
resistência oposta pela bancária ao andamento do processo
e a sua insistência em pedir algo inviável do ponto de vista
legal, a SDI-1 concluiu tratar-se de litigância de má-fé.
Os dois comportamentos estão previstos no Código de Processo
Civil, no artigo 17, incisos I e IV. O mesmo código prevê a
aplicação da multa e da indenização, nos
valores fixados pela SDI-1. Publicada no dia 9 de maio, a decisão
foi objeto de novo recurso – embargo por divergência – por
parte da trabalhadora. (ED-E-ED-AIRR-1483/1998-004-05-41.8)

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quarta-feira, 14 de maio de 2008 |
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SINDICATO DOS TRABALHADORES EM
EMPRESAS DE SEGURANÇA, VIGILÂNCIA,
TRANSPORTE DE VALORES E SIMILARES
DO NORTÃO DE ALTA FLORESTA E REGIÃO
SINTVISAF-R
CNPJ 33.684.143/0001-19
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O
Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Segurança,
Vigilância, Transporte de Valores e Similares do Nortão
de Alta Floresta e Região - SINTVISAF-R - CNPJ 33.684.143/0001-19,
convoca toda categoria dos Vigilantes e demais Trabalhadores
empregados em Empresas Prestadoras de Serviços de Segurança,
Vigilância Patrimonial, Transporte de Valores, Segurança
Orgânica, Escolta Armada, Segurança Pessoal, Segurança
Eletrônica, Monitoramento e Portaria, associados e não
associados dos municípios de: Alta Floresta, Apiacás,
Araputanga, Aripuanã, Barra do Bugres, Brasnorte, Cáceres,
Campo Novo do Parecis, Carlinda, Castanheira, Cláudia,
Colíder,
Colniza, Comodoro, Cotriguaçu, Denise, Figueirópolis
D'Oeste, Glória D'Oeste, Guarantã do Norte, Indiavaí,
Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Jauru,
Juara, Juína, Juruena, Lambari D'Oeste, Lucas do Rio
Verde, Marcelândia,
Matupá, Mirassol d'Oeste, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do
Norte, Nova Guarita, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Olímpia,
Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Novo Horizonte do Norte,
Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Pontes e
Lacerda, Porto dos Gaúchos, Porto Espiridião,
Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto
do Céu, Santa
Carmem, São José dos Quatro Marcos, Sinop, Sorriso,
Tabaporã, Tangará da Serra, Tapurah, Terra
Nova do Norte, Vera e Vila Bela
Santíssima Trindade, para Assembléia Geral Extraordinária,
que será realizada na Sede do Sindicato na cidade de Alta
Floresta, na Rua Helena A. S. Riva E-2 Nº225, Setor
E, Bairro Centro, CEP. 78.580-000, no Estado do Mato
Grosso, no
dia 24
de maio de 2008, com a seguinte ordem do dia:
1º-Alteração Estatutária,
2º-Extensão de Base Territorial,
3º-Abrangência de categoria,
4º-Mudança de nomenclatura.
A Assembléia Geral instalar-se à em primeira convocação ás
08 (oito) horas e 30 (trinta) minutos, com a presença da
maioria dos trabalhadores e, em segunda e última convocação às
09 (nove) horas, com qualquer número de presentes.
Alta Floresta, 8 de maio de 2008.
JOSE ELOI CRESTANI
Presidente do Sindicato
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SINDICATO
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
MUNICIPAIS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA,
INDIRETA E DO PODER LEGISLATIVO
DE SANTA CRUZ DE SALINAS
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O Presidente do Sindicato dos Servidores
Públicos Municipais
da Administração Direta, Indireta e do Poder Legislativo
de Santa Cruz de Salinas/MG, convoca todos os membros da categoria
de Servidores Públicos Municipais da administração
direta e indireta e Câmara Municipal de Santa Cruz de Salinas/MG
para Assembléia Geral Extraordinária, a realizar-se
no dia 25/05/2008 às 09:00 horas em 1ª convocação
e às 09:30 horas em 2ª convocação, à Rua
Comercinho, nº. 48, Centro, Santa Cruz de Salinas/MG para
discutir e deliberar a seguinte pauta:
1)
Ratificação da Fundação do Sindicato
dos Servidores Públicos Municipais da Administração
Direta, Indireta
e do Poder Legislativo de Santa Cruz de Salinas/MG;
2)
Ratificação
e reforma do Estatuto, base Territorial e Categoria;
3)
Ratificação da Filiação à Federação
dos Servidores Municipais das Prefeituras do
Estado de Minas Gerais - FESEMPRE-MG;
4) Outros assuntos de interesse dos Servidores.
OSMÁRIO
HENRIQUES DE SOUZA FILHO
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SIREGÁS - SINDICATO DOS REVENDEDORES
DE GÁS DO INTERIOR DO ESTADO
DE SÃO PAULO
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL
SIREGÁS
- Sindicato dos Revendedores de Gás do Interior
do Estado de São Paulo com sede na Rua Luis Smânio,
n° 552, no
Jardim Chapadão, na Cidade de Campinas, através de
seu presidente,
convoca por meio deste edital, todos os revendedores de gás
de sua
base territorial para participarem da Assembléia Geral Extraordinária,
a ser realizada no dia 28 de maio de 2008, na sede da entidade, ás
15:00 horas em primeira convocação e ás 15:30
horas em segunda
convocação, para discussão e deliberação
a respeito dos seguintes
assuntos:
a) ratificação da fundação
da entidade;
b) alteração da base
da representatividade do Sindicato passando esta a abranger os seguintes
municipios: Àguas de Lindóia, Americana, Amparo, Analândia,
Andradas, Araraquara, Araras, Artur Nogueira, Atibaia, Barra
Bonita, Bragânça Paulista, Boa Esperança do Sul,
Bonfim Paulista,
Boituva, Cabreúva, Cafezal, Cajamar, Cajuru, Campinas, Campo
Limpo Paulista, Capivari, Casa Branca, Cerquilho, Conchal, Cordeirópolis,
Corumbataí, Cosmópolis, Cravinhos, Descalvado, Elias
Fausto, Engenheiro Coelho, Espirito Santo do Pinhal, Holambra, Hortolândia,
Ibaté, Indaiatuba, Iracemápolis, Itapira, Itatiba,
Itu, Itapeva,
Itupeva, Jaguariúna, Jarinú, Jaú, Joanópolis,
Jundiaí, Laranjal Paulista,
Leme, Limeira, Lindóia, Louveira, Mocóca, Mogi das
Cruzes,
Mogi Guaçú, Mogi Mirim, Mombuca, Monte Alegre do Sul,
Monte
Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulinia, Pederneiras, Pedreira, Pinhalzinho,
Piracaia, Piracicaba, Porto Feliz, Porto Ferreira, Ribeirão
Bonito, Ribeirão Preto, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho,
Salto,
Santa Bárbara d'Oeste, Santa Cruz da Esperança, Santa
Gertrudes,
Santo Antônio de Posse, Santo Antônio Jardim, São
Carlos, São
Pedro, São José do Rio Pardo, Serra Negra, Serrana,
Serrinha, Socorro,
Sorocaba, Sumaré, Tanque, Taboão, Tietê, Valinhos,
Vargem,
Vargem Grande do Sul, Vázea Paulista, Vinhedo;
c) ratificação
da
representatividade da categoria como sendo a dos revendedores de
gás liquefeito de petróleo;
d) mudanças estatutárias;
e) re-ratificar
publicações e atas anteriores.
Campinas, 13 de maio de 2008.
GIOVANI RAIMUNDO BUZZO
Presidente do Sindicato
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SINDICATO DOS EMPREGADOS DAS
COOPERATIVAS AGROPECUÁRIAS DOS
ESTADOS DE SÃO PAULO E MINAS GERAIS
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL
O
Sindicato dos Empregados das Cooperativas Agropecuárias
dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, convoca todos os
trabalhadores celetistas das Cooperativas Agropecuárias
dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, associados e não
associados, bem como todos os trabalhadores celetistas das Cooperativas
Agropecuárias, Mistas, Agrárias, Agronegócios,
Agrícolas, Agro-Industriais, Centrais, Comerciais, Consumos,
Créditos, Economias, Laticínios, Educacionais, Trabalhos,
Infra-Estruturas, Minerais, de Produções, Energizações,
Eletrificações, Sucroalcooleiros, Turismo, Lazer
e Transportes (exceto os trabalhadores de cooperativas de transportes
em Ônibus Urbanos Alternativos) no Estado de São Paulo,
para participarem da Assembléia Geral de Alteração
Estatutária a realizar-se na sede social do Sindicato situado
na Rua 6, nº 49 - Centro, na Cidade de Orlândia, Estado
de São Paulo, no dia 15 de junho de
2008, às 09:00 hrs, para deliberação da seguinte
ordem do dia: a)
Aprovação da extensão, representação
da categoria para os trabalhadores celetistas das Cooperativas
Agropecuárias, Mistas, Agrárias, Agronegócios,
Agrícolas, Agro-Industriais, Centrais, Comerciais, Consumos,
Créditos, Economias, Laticínios, Educacionais, Trabalhos,
Infra-Estruturas, Minerais, de Produções, Energizações,
Eletrificações, Sucroalcooleiros, Turismo, Lazer
e Transportes (exceto os trabalhadores de cooperativas de transportes
em Ônibus Urbanos Alternativos) com base territorial em todo
o Estado de São Paulo.
b)
Aprovações das Alterações Estatutárias
(denominação, sede, categoria e outros de interesses
da categoria).
Orlândia-SP, 13 de maio de 2008.
JOÃO EDILSON DE OLIVEIRA
Diretor-Presidente
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