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Agência Diap, 16 de
maio de 2008
EMPREGO / MÃO-DE-OBRA
Falta de qualificação
do trabalhador é uma preocução do MTE
O número de novas vagas
no mercado de trabalho formal do país em 2008 deve chegar a perto
de 2 milhões, como previu nesta quarta-feira (14) o ministro Carlos
Lupi, do Trabalho e Emprego (MTE), em audiência pública
realizada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
A se confirmar a projeção,
serão mais de 400 mil novos postos acima do total de empregos
formais criados em 2007, um acréscimo de 25% e um novo recorde
no país em valores absolutos.
O entusiasmo do ministro em relação
ao cenário econômico e seus efeitos sobre o mercado de trabalho
foi acompanhado de preocupação com a empregabilidade da
força de trabalho disponível.
No ano passado, conforme o ministro,
um milhão de trabalhadores deixou de ser contratado por falta
das qualificações necessárias. “Estamos batendo
recordes na geração de empregos, mas a questão da
qualificação é o grande desafio”, reconheceu.
Crescimento
A audiência, proposta pelos senadores Patrícia Saboya
(PDT/CE) e Papaléo Paes (PSDB/AP), tratou das políticas
do governo federal para a inserção e qualificação
de jovens para o mercado de trabalho.
Lupi disse que, pela primeira
vez, a oferta de empregos cresce de forma proporcionalmente maior em
favor do segmento formado pelos jovens e, ainda, por pessoas com mais
de 50 anos.
”Essas são as duas
faixas de maior empregabilidade. A tendência das empresas é no
sentido de empregar os jovens, pela força e vigor, e os mais experientes.
As empresas estão quebrando a discriminação anterior,
quando se achava que as pessoas com mais de cinqüenta anos deveriam
ficar em casa, abandonadas” afirmou.
Com respeito à qualificação
dos jovens, Lupi destacou o enfoque integrado que o tema ganhou desde
o ano passado, com a atuação articulada de vários
ministérios na condução de programas antes dispersos.
A Comissão de Trabalho da Câmara dos deputados aprovou,
nesta semana, projetode lei 1.412-A/03 que concede benefícos fiscais
para as empresas que contrtatrem pessoas com mais de 60 anos.
Pró-Jovem
Como resultado, seis programas foram consolidados em um único, o Pró-Jovem,
financiado com recursos diretos do Tesouro e que articula ações
do próprio MTE, do Ministério da Educação, do Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Secretaria Nacional
da Juventude da Presidência da República.
Uma das mudanças é a
ampliação da faixa etária de atendimento, agora
para brasileiros de 18 a 29 anos, quando antes compreendia jovens de
até 24 anos. Houve, igualmente, a unificação do
valor das bolsas pagas aos que são treinados, agora no valor de
R$ 600 mensais, para cursos que duram cerca de cinco meses.
A preocupação,
como disse o ministro, é focar as famílias com renda de
até meio salário mínimo e desenvolver cursos de
acordo com as necessidades dos mercados locais, para assegurar a empregabilidade.
”A empregabilidade é um
dos requisitos para a manutenção dos convênios com
prefeituras e entidades, que devem oferecer garantia de emprego para
ao menos 30% dos matriculados. Se não for atingido esse percentual,
o convênio pode ficar sujeito a outras sanções” disse.
Lupi destacou, ainda, que os
convênios agora podem ser feitos com municípios com mais
de 50 mil habitantes, quando anteriormente o acesso direto só era
possível para as que tinham mais de 250 mil habitantes. Somente
na linha de capacitação com recursos do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT), esclareceu o ministro, prevalece a linha de corte
de 250 mil habitantes para os convênios.
Como não existe oferta
suficiente de cursos nas redes formais de estados e municípios,
conforme Lupi, os programas não podem prescindir de convênios
de capacitação com entidades privadas. No entanto, ele
disse que as exigências são agora maiores e começam
com o lançamento de editais de chamada pública para selecionar
as entidades.
Dicriminação
partidária
A senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN) elogiou as mudanças, sobretudo
o acesso aos convênios para prefeituras no caso de municípios
com menos de 250 mil habitantes. Segundo ela, as prefeituras conhecem melhor
as necessidades do mercado de trabalho local. Também disse que os prefeitos,
quando de oposição aos governos estaduais, muitas vezes eram
discriminados e tinham dificuldades de atrair cursos para seus municípios.
Em resposta à senadora,
Lupi disse que, mesmo nos casos de convênios feitos com os estados,
exige-se agora a discriminação de todos os municípios
atendidos. Isso está sendo feito, como disse, para impedir a "discriminação
partidária".
Cristovam Buarque (PDT/DF) considerou
positiva a ênfase atual na qualificação. Dessa forma,
como disse, "o emprego chega e o trabalho funciona". Luppi
confirmou que agora o foco das ações é de fato a
qualificação e, nesse ponto do debate, citou o problema
dos trabalhadores cadastrados no Sistema Nacional de Emprego que, depois
de convocados para testes, não ficaram nas empresas por falta
de domínio das atividades.
O ministro recebeu também
aplausos do senador Adelmir Santana (DEM/DF) pelo compromisso de, como
disse, "não incrementar em suas ações a politicagem
partidária". João Durval (PDT/BA) disse que o bom
trabalho de Lupi à frente do MTE justifica sua manutenção
no cargo no próximo governo ou, pelo menos, a preservação
das linhas de sua gestão. (Com Agência Senado)
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Agência
Diap, 16 de maio de 2008
JORNADA DE TRABALHO
Abaixo-assinado promovido pelas centrais
está disponível na internet
O movimento promovido pelas centrais sindicais – CUT,
Força Sindical, Nova Central, UGT, CGTB e CTB – ganha
novo reforço na reta final. Está disponível
na internet link para participar do abaixo-assinado pela redução
da jornada sem redução de salários.
O cadastro nesta página foi feito pela CUT. O endereço é reconhecido
internacionalmente e as assinaturas, portanto, têm o mesmo valor da assinatura
em papel.
A campanha se encerra no dia 28 de maio, quando as centrais promoverão,
junto com as demais entidades que compõem o movimento sindical – sindicatos,
federações e confederações – um dia de luta,
cujo momento mais importante será a entrega das assinaturas no Congresso
Nacional pela aprovação da PEC 393/01, que reduz a jornada de
trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Clique
aqui e assine o abaixo-assinado "internético".
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Agência Brasil, 16
de maio de 2008
Presidente da CNI diz que mudança
no Sistema S representa "estatização"
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O presidente
da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando
Monteiro Neto, classificou a proposta do governo federal de modificar
critérios para a administração dos recursos do Sistema
S como “uma tentativa encabulada de estatização”.
Para Monteiro, o projeto é “confiscatório” e
não leva em consideração as necessidades do setor
privado, que financia o sistema, formado por instituições
como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
“O foco do Sistema S não
pode ser a educação pública, ainda que eu reconheça
que o Brasil necessita de mudanças importantes nesse sentido”,
disse. Monteiro participou hoje (15) de um debate promovido pelo jornal
Folha de S.Paulo sobre a proposta apresentada pelos Ministérios
da Educação e do Trabalho para a mudança no sistema.
O ministro da Educação,
Fernando Haddad, também participou do debate. Ele afirmou que
o governo federal quer distribuir melhor os cerca de R$ 8 bilhões
anualmente destinados ao Sistema S. Segundo o ministro, em cidades que
demonstrarem mais eficiência na aplicação desses
recursos receberiam mais. Com a mudança, Haddad espera que 800
mil trabalhadores sejam formados gratuitamente em cursos oferecidos pelo
Senai e pelo Senac todos os anos.
Haddad alegou que o Sistema S,
da forma que funciona atualmente, não cumpre todo o papel desejado
pelo governo federal. Para o ministro, é preciso que os cursos
oferecidos sejam mais longos e conjugados com o ensino regular: “A
educação regular melhora a absorção do conhecimento
técnico e torna mais fácil a adaptação do
trabalhador às mudanças tecnológicas”.
O Sistema S é sustentado
por empresas de médio e grande porte, que destinam 1,5% da folha
de pagamentos para entidades que prestam atendimento social, como o Serviço
Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Especial do Comércio
(Sesc) e 1% para as entidades que promovem cursos de qualificação.
A proposta do governo, apresentada no final de março, inverte
esses percentuais.
O projeto de lei que o governo
pretende enviar também modifica a distribuição dos
recursos. Atualmente, a verba para o Sistema S é aplicada nos
próprios estados em que é arrecadada. Com o projeto, os
recursos para os serviços de aprendizagem seriam reunidos em cinco
fundos nacionais – rural, comercial, industrial, comercial, de
transportes e de cooperativismo. O acesso ao dinheiro se basearia no
número de alunos matriculados em cursos técnicos gratuitos
de nível médio.
Integram o Sistema S, além
do Senai e do Senac, o Serviço Social da Indústria (Sesi),
o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural, Serviço Social do Transporte
(Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat),
Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop)
e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
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Valor Econômico, 16
de maio de 2008
Contra a inflação,
governo corta impostos do pão e do trigo
Preocupado com a inflação
e com a possibilidade de desabastecimento, o governo anunciou, no início
da noite desta quarta-feira (14), medidas de desoneração
tributária para evitar mais aumentos nos preços do pão,
da farinha de trigo e do trigo "in natura".
Os ministros da Fazenda, Guido
Mantega, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, informaram que ficam suspensas,
até 31 de dezembro, as cobranças das contribuições
PIS e Cofins (9,25%) sobre esses produtos e também determinaram
que, nesse período, deixará de ser cobrado o Adicional
ao Frete para o Fundo de Renovação da Marinha Mercante
(AFRMM), equivalente a 25% sobre o custo do transporte. A estimativa
de renúncia fiscal é de aproximadamente R$ 500 milhões.
Além disso, foi prorrogado
até 31 de agosto o prazo para importação de trigo
de países que não integram o Mercosul com tarifa zero do
Imposto de Importação. Uma medida provisória (MP)
será publicada na segunda-feira e os ministros garantiram que
os representantes dos produtores, moinhos e panificadores prometeram
repassar aos seus preços, imediatamente, essa redução
de custo.
De acordo com o governo, o benefício
da tarifa zero iria até 31 de junho, mas foi estendido porque,
segundo informações recentes, há risco de desabastecimento
em julho e agosto. Isso porque a colheita da safra brasileira deve atrasar
em um mês devido a problemas climáticos. Na semana passada,
a Câmara de Comércio Exterior (Camex) já tinha ampliado,
de 1 milhão para 2 milhões de toneladas, a cota de trigo
de terceiros países sem incidência do imposto de importação.
Jorge Chammas, presidente do
Moinho São Jorge, revelou que o governo tem planos para aumentar
em 15% o volume do trigo na próxima safra. Na sua estimativa,
as medidas anunciadas ontem podem reduzir em cerca de 10% o preço
da farinha. O Ministério da Fazenda informou que a suspensão
de PIS e Cofins é neutra para os grandes moinhos porque eles estão
no regime não-cumulativo desses tributos. O benefício maior é para
as pequenas empresas (padarias, pequenas indústrias e pequenos
varejistas) que estão no regime cumulativo.
O AFRMM representa até 4%
do custo de importação do trigo produzido nos Estados Unidos.
Atualmente, o valor do frete por tonelada de trigo é de US$ 37
e o Brasil importará 6,5 milhões de toneladas neste ano.
O Ministério da Fazenda compromete-se a ressarcir o Fundo de Marinha
Mercante no valor equivalente à desoneração.
A atual crise do trigo
decorre dos baixos estoques do cereal e das dificuldades que a Argentina
enfrenta para embarcar o produto. Além disso, o Brasil está em
plena entressafra.
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Gazeta do Povo, 16 de maio de 2008
Bancos
Rentabilidade no governo Lula supera
a de FHC
Com estabilidade econômica e empréstimos recordes, os bancos brasileiros
de capital aberto, aqueles com ações negociadas na Bolsa de Valores,
registram nos seis anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a
2008) rentabilidade maior do que a obtida nos oito anos do governo de Fernando
Henrique Cardoso (1995 a 2002), segundo cálculos da consultoria Economática.
No acumulado de 12 meses encerrados em março de 2008, a chamada Rentabilidade
sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) dos
18 bancos brasileiros analisados ficou em 21,94%, enquanto o ROE das 94 instituições
americanas foi de apenas 9,72%.
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Folha de S.Paulo, 16 de maio de 2008
Criação de fundo soberano
recebe elogios do FMI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A criação de um fundo soberano por parte do governo federal
foi elogiada pela equipe de técnicos do FMI (Fundo Monetário
Internacional) que está no país. Representantes do Fundo
também consideraram positiva a melhora na nota atribuída
ao Brasil por agências de classificação de risco
e disseram esperar que ao menos mais uma delas eleve o país à categoria
de grau de investimento.
Ao sair de um encontro com o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, o chefe da missão do FMI, José Fajgenbaum, disse que o fundo soberano "é uma
fonte de poupança muito importante para o país".
Ele ressaltou que, no geral, as perspectivas
para a economia brasileira são boas, mas alertou de que a inflação deve receber
atenção por parte do governo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de maio de 2008 | Política
Assembléias Legislativas querem
ter mais autonomia
Redação O Estado
do Paraná
Reunidos em Curitiba desde
ontem, 15, os presidentes das Assembléias Legislativas de
vários estados apresentam hoje um pacote de Propostas de
Emendas Constitucionais (PECs) garantindo aos legislativos a recuperação
de algumas prerrogativas.
A mudança da Constituição
Federal, como a que daria maior autonomia aos parlamentos, foi o principal
debate do primeiro dia do encontro do Colegiado de Presidentes das Assembléias
dos Estados da Federação.
O presidente da Assembléia
de São Paulo, Vaz de Lima (PSDB), disse que a União está concentrando
poderes. “A alteração na Carta Magna permitirá que
as Assembléias Legislativas possam legislar não tão
residualmente, mas com o compartilhamento entre as iniciativas dos
governos estadual e federal”, afirmou. Ontem, os presidentes
das Assembléias Legislativas almoçaram com o governador
Roberto Requião (PMDB) que apresentou as medidas que pretende
adotar para a reforma tributária no Paraná.
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CORREIO DO ESTADO, 16 de maio de 2008
Caixa lança atualização
do FGTS pelo telefone
Vera Halfen
A Caixa Econômica Federal passa a oferecer mais um canal para atualização
de endereço do trabalhador no cadastro do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS). Trata-se do Disque Caixa, que funciona no número
0800 726-0101, e tem como objetivo propiciar ao trabalhador alterar seus dados
sem a necessidade de sair de casa.
E mais: com a atualização dos dados do FGTS, poderá ser
solicitada, também, a alteração de outros dois bancos
de dados s, o do PIS e o do Cartão do Cidadão. Informação
do site da CEF.
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Agência Câmara,
16 de maio de 2008
Comissão analisa aplicação
do FGTS em fundos de ações
O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah,
defendeu nesta quinta-feira, no seminário sobre os 41 anos do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), promovido pela Comissão
de Legislação Participativa, que o trabalhador ganhe o direito
de aplicar até 20% do FGTS em fundos de ações e investimentos. "Isso
ajudará a aumentar a rentabilidade dos recursos, o que é muito
vantajoso para os trabalhadores", assegura. Se a sugestão for aprovada
pela comissão, o texto será transformado em projeto de lei e
terá tramitação pelas comissões permanentes da
Casa.
O assessor de Relações
Institucionais da Bovespa, José Mabarack, complementou que o mercado
financeiro no Brasil está sólido. "O trabalhador não
será prejudicado, pois os investimentos serão feitos em
ações de empresas que não correm nenhum risco",
ressaltou.
Atualmente, a legislação
permite que o trabalhador aplique parte dos recursos do FGTS em ações,
mas somente de empresas estatais ou de economia mista, como a Petrobras
e o Banco do Brasil. Entretanto, Ricardo Patah ressalta que o sistema
atual beneficia apenas uma pequena parcela dos trabalhadores. "É necessário
ampliar o sistema e divulgar essa opção", reforçou.
Além disso, o sindicalista destacou que as empresas oferecem a
possibilidade apenas eventualmente. A última vez foi há cinco
anos. Com a nova sugestão, o trabalhador poderia fazer a opção
a qualquer momento.
Saque
em cinco anos
O subprocurador-geral do Trabalho, Edson Braz da Silva, sugeriu que o trabalhador
possa sacar seu saldo do FGTS, integralmente ou parcialmente, a cada cinco
anos de atividade na mesma empresa.
Atualmente, o FGTS só pode
ser sacado após a aposentadoria, ou então em circunstâncias
especiais, como a demissão sem justa causa ou uma doença
grave. Ele pode também ser usado para ajudar na compra financiada
da casa própria. (Veja as possibilidades de saque).
Segundo o subprocurador, a dificuldade
para sacar o FGTS provoca distorções. "Muitas vezes
o trabalhador decide sair do emprego apenas para sacar o fundo",
comentou. Silva avalia que o saque a cada cinco anos estimularia a permanência
na empresa e ajudaria o trabalhador a organizar melhor sua vida prática,
sem ter de esperar por 35 anos até a aposentadoria.
Para o empregador, diz Silva,
isso seria também um bom negócio, pois, além de
reforçar o interesse do funcionário de ficar na empresa,
os saques periódicos reduziriam a multa em caso de demissão
imotivada, que é calculada sobre o saldo do FGTS.
Debate mais amplo
A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), relatora das sugestões de mudanças
do FGTS apresentadas pela UGT à comissão, destacou a necessidade
de um debate mais amplo sobre o tema. "A legislação precisa
ser atualizada, mas, como se trata de recursos dos trabalhadores, não
podemos decidir nada sem um debate direto com as entidades que representam
os principais interessados. Afinal, esta comissão tem como objetivo
incentivar a participação popular nas iniciativas legislativas",
ressaltou.
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Agência Câmara,
16 de maio de 2008
ONG defende correção
automática de juros do FGTS
O presidente da organização não-governamental Instituto
FGTS Fácil, Mário Avelino, defendeu a correção
automática dos juros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS), sem que o trabalhador precise entrar na Justiça para pedir a
reparação por perdas causadas por planos econômicos. Ele
sugeriu que a legislação preveja a existência de um sistema
para calcular automaticamente a reposição financeira de quem
foi prejudicado por mudanças de moeda ocorridas entre 1972 e a implantação
do Real, em 1994. Avelino participou do seminário sobre os 41 anos do
FGTS promovido nesta quinta-feira pela Comissão de Legislação
Participativa.
A partir do Plano Real, a correção
passou a ser feita automaticamente. Conforme explicou Avelino, para os
rendimentos do período anterior, o trabalhador precisa entrar
na Justiça e as ações levam até três
anos de análise. "Sem contar os trabalhadores que não
sabem que precisam procurar a Justiça", acrescentou. Segundo
ele, de 1972 até o Plano Real, em 1994, houve uma perda de 144%
dos rendimentos do FGTS, por causa das falhas do sistema financeiro no
cálculo da correção dos juros.
Avelino disse ainda que a gestão
da Caixa Econômica Federal nos últimos anos tem sido criteriosa
para evitar perdas dos trabalhadores. "É um avanço,
mas a solução definitiva é corrigir falhas existentes
na legislação", disse.
Adicional
de 10%
O deputado Guilherme Campos (DEM-SP) também sugeriu uma revisão
maior na legislação, inclusive em relação ao destino
dos recursos decorrentes do adicional de 10% que as empresas pagam sobre o
valor da multa rescisória, quando o empregado é demitido sem
justa causa. "Esse adicional foi instituído pelo governo como medida
temporária para a recomposição do fundo, o que não
justifica sua manutenção. Afinal, só o governo se beneficia",
criticou.
Ao ser demitido, o trabalhador
recebe 40% sobre o valor total dos depósitos do fundo, a título
de indenização. Em 2001, foi instituído o adicional
de 10% sobre esse valor, o qual é pago pelo empregador e repassado
ao governo.
Fora
do Supersimples
A presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Rosamaria
Campos Jorge, disse que o valor atual da multa aplicada em caso de demissão
sem justa causa é "irrisório", e portanto deveria ser
elevado. "Por causa do baixo valor, a multa não cumpre seu papel
principal, que é dificultar a demissão sem motivo", alertou.
Ela acrescentou que hoje é muito fácil para o empregador demitir.
A auditora propôs
também que os micro e pequenos empresários que não
cumprem suas obrigações trabalhistas sejam excluídos
do Supersimples. Para ela, os benefícios fiscais do Supersimples
devem estar ligados à contrapartida social da empresa, já que
são, em última análise, sustentados por todos
os contribuintes.
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AGÊNCIA CÂMARA,
16 de maio de 2008
Subprocurador propõe saque do
FGTS a cada cinco anos
O subprocurador-geral do Trabalho Edson Braz da Silva sugeriu há pouco,
no encerramento do seminário da Comissão de Legislação
Participativa, que o trabalhador ganhe o direito de sacar um percentual ou
o saldo integral do FGTS a cada cinco anos trabalhados na mesma empresa. Atualmente,
o FGTS só pode ser sacado após demissão sem justa causa,
aposentadoria ou outras ocasiões especiais como doença.
Silva considera a inovação
importante para o trabalhador organizar sua vida. "Isso seria mais
prático e vantajoso do que esperar os 35 anos de trabalho",
observou.
Para o empregador, a inovação
também seria um bom negócio, afirmou o subprocurador. Atualmente,
as empresas pagam uma multa calculada pelo saldo do FGTS em caso de demissão
imotivada. Com a mudança, essa multa teria um valor menor para
o empresário.
Outra vantagem apontada por Silva é corrigir
distorções nas relações trabalhistas. "Muitas
vezes o trabalhador sai do emprego para poder sacar o fundo de garantia",
comentou.
Conselho
Curador
Por causa da ausência dos convidados, foi cancelada a última
mesa do seminário, sobre a paridade na composição
e revezamento da presidência do Conselho Curador do FGTS.
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Folha
de S.Paulo, 16 de maio de 2008
Marina rebate Lula e vê risco de
retrocesso na Amazônia
Ex-ministra afirma que se considera isenta e
que poderia ter coordenado o PAS
| Petista, que negou que fará oposição ao governo na
volta
ao Senado, disse que seu sucessor é "qualificado" para vaga
no Meio Ambiente
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com a exoneração
publicada no "Diário Oficial" da União e ainda
sem ter conversado com o presidente Lula sobre a decisão de
deixar o Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC) apontou
ontem o risco de retrocesso no combate ao desmatamento na Amazônia,
cujo ritmo voltou a crescer.
"É melhor ter o filho vivo em colo de outro do que vê-lo jazendo
em seu próprio colo", afirmou a ex-ministra, numa referência
ao título de "mãe do PAS" (Plano Amazônia Sustentável)
dado a ela por Lula na semana passada. "Não podemos aceitar nenhum
tipo de retrocesso", insistiu a petista na primeira entrevista desde que
se demitiu, na terça-feira. Marina assumirá sua vaga no Senado.
Ao longo de quase duas horas de entrevista, a senadora apontou pressões
contra a política de desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Os principais alvos dessas pressões seriam: 1) a exigência de
licença ambiental na concessão de crédito a partir de
julho; 2) a criação de novas áreas de conservação
ambiental; e 3) a restrição de que os proprietários de
terras na Amazônia não desmatem mais do que 20% de suas áreas.
Marina, 50, evitou prognósticos sobre a gestão de seu sucessor
na pasta. Disse que Carlos Minc é um ambientalista "qualificado" para
a tarefa, mas afirmou desconhecer em que termos o ex-secretário do Ambiente
do Rio aceitou, por telefone, o convite do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
" Conheci o Minc quando ele ainda tinha cabelo. E corre o risco de perder
mais", disse a ex-ministra sobre as dificuldades que o sucessor deve encontrar
no comando do Meio Ambiente. Os obstáculos, segundo a petista, não
decorrem do fato de Minc ter declarado desconhecer a Amazônia: "Eu
não faria essa simplificação, nenhum ministro é capaz
de conhecer questões de A a Z".
Marina adiantou que não voltará ao Senado como voz de oposição
ao governo. Da tribuna, disse que fará a defesa do desenvolvimento e
da preservação da Amazônia, ajudará o "colega" Minc
e "meu presidente Lula, que ajudei a eleger". E completou: "Rogo
a Deus para ele [Minc] fazer mais e melhor do que eu".
Pressões
Marina Silva apontou a origem de pressões para rever medidas de combate
ao desmatamento, que voltou a crescer no segundo semestre do ano passado. Segundo
ela, "há um tensionamento muito forte" vindo de Mato Grosso
e de Rondônia, especificamente os governadores Blairo Maggi (PR-MT) e
Ivo Cassol (sem partido-RO).
Maggi contesta dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que
apontam o aumento do desmatamento -sem definição exata da área-
com base em imagens de satélites. "Para que serve um sistema de
alerta? O que poderemos fazer quando o aumento do desmatamento tiver se consumado?",
reagiu.
Mais de uma vez durante a entrevista coletiva, ela defendeu que o governo resista às
pressões para mudar resolução aprovada em fevereiro pelo
Conselho Monetário Nacional com restrição ao crédito
a propriedades que não tenham licença ambiental.
Outra fonte de pressão, segundo a ex-ministra, está atrasando
a criação de novas áreas de conservação
ambiental. Na quinta passada, a Casa Civil bloqueou a criação
da reserva extrativista do Xingu, no Pará. Marina alega que, nos primeiros
quatro anos de governo Lula, 20 milhões de áreas de conservação
foram criadas, contra apenas 3 milhões no segundo mandato: "É só fazer
a média e ver que o ritmo caiu".
Decisão
dolorosa
Dois dias depois de oficializar a saída do governo, Marina afirmou ontem
que essa foi "uma decisão difícil, um processo doloroso".
A ex-ministra disse que respeita a decisão de Lula de entregar ao ministro
Mangabeira Unger a coordenação do Plano Amazônia Sustentável,
mas contestou a avaliação, feita pelo presidente, de que não
teria isenção para assumir a tarefa. "Ser isento é ter
um ponto de vista e ser capaz de mediar levando em conta o ponto de vista do
outro. Me considero uma pessoa isenta", disse.
Lula
Marina contou que não havia conversado com o presidente desde que comunicou
a decisão de deixar o governo por meio de carta, levada ao Palácio
do Planalto por um portador. "O contato [com o presidente Lula] até agora
ficou na carta, a carta diz tudo."
A petista comentou também a avaliação do Planalto de que
transformou a sua demissão em espetáculo. "Não foi
em hipótese alguma [um ato de rebeldia], foi de uma forma muito respeitosa",
respondeu.
Planos
A ex-ministra do Meio Ambiente não pensa em sair do PT, afirmou. Pelo
partido ao qual se filiou em 1985, pretende disputar, em 2010, novo mandato
no Senado. "Saio do governo para ir para a tribuna do Senado, lutar a
favor do desenvolvimento sustentado", disse.
Antes de retomar o mandato como representante do Acre, os planos de Marina
se resumem a aproveitar o feriado para terminar trabalhos do curso de psicopedagogia
que freqüenta na UnB (Universidade de Brasília). "Sou uma
professora de história, alfabetizada aos 16 anos de idade e disso não
me esqueço", completou.
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Folha de S.Paulo, 16 de maio de 2008
Chanceler alemã diz que Brasil
tem "vastas áreas" para o plantio de cana
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou ontem que o Brasil tem áreas
agrícolas disponíveis ao plantio de cana-de-açúcar
para produção de etanol. A alemã acrescentou que essa
não é a situação de países vizinhos, citando
a Argentina.
Merkel visitou a fábrica da montadora Volkswagen, em São Bernardo
do Campo. "Sabemos que países vizinhos, a Argentina, por exemplo,
talvez não tenham áreas agrícolas disponíveis.
O Brasil, sim, dispõe de vastas áreas", discursou Merkel.
Ela também voltou a afirmar que a Alemanha não é contra
a produção de biocombustíveis e que poderá adotar
motores flex na frota de veículos. Mas repetiu que seu país não
cumprirá o prazo estabelecido para que membros da União Européia
adicionem uma quantidade maior de biocombustíveis aos combustíveis
fósseis.
" Nós vamos ter um pequeno atraso quanto à adição
de biocombustíveis aos fósseis. Isso tem motivo prático",
afirmou. Na noite de anteontem, ela havia dito a empresários brasileiros
e alemães que os carros na Alemanha ainda não estão adaptados.
Acordo entre países da União Européia estabelece que,
até 2020, eles devem adotar 10% de biocombustível na gasolina.
A chanceler falou ainda sobre o trânsito de São Paulo e disse
que "tecnologias ecológicas" são necessárias
em grandes cidades. Anteontem, na visita que fez ao governador do Estado, José Serra,
no Palácio das Bandeirantes, Merkel se atrasou mais de uma hora por
conta do trânsito. "Só de pensar no trânsito desta
cidade", declarou ontem, provocando o riso de alguns dos presentes.
A alemã afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é, "por
assim dizer, filho da Volkswagen", lembrando que Lula não trabalhou
na montadora. "O presidente me contou que quando vinha à fábrica,
a qualquer momento, sempre era recebido como um colega."
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Folha
de S.Paulo, 16 de maio de 2008
Lula culpa petroleiras por críticas
a álcool combustível
Documento final de cúpula hoje de líderes
europeus e latinos não menciona etanol
| Texto final também é vago sobre imigração; latinos
rejeitam proposta européia de pôr policiais no controle do embarque
na região
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A LIMA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu ontem a uma "disputa
comercial" as críticas que o álcool, o eixo do que o presidente
vem chamando de "revolução energética" planetária,
está recebendo inclusive de parte de funcionários da União
Européia, um dos lados da cúpula que abre hoje em Lima (a outra
parte é o conglomerado de países da América Latina e do
Caribe). Para Lula, "é óbvio que as petroleiras também
estão por trás disso".
As declarações foram feitas quando Lula chegou ao Swisshôtel
de Lima, no qual se hospedará até sábado, para participar
hoje da cúpula e, amanhã, de visita oficial ao Peru.
O presidente mostrou-se compreensivo até certo ponto com as críticas. "Como
o tema é novo, é natural que haja resistência à mudanças.
Mas o debate está apenas começando."
Mas ironizou os críticos: "Querem despoluir o planeta e, quando
o Brasil oferece um combustível que não emite CO2, eles preferem
utilizar combustível que emite CO2", em frase em que o sujeito
oculto são, claro, os países ricos.
A argumentação de Lula chega tarde para influir no documento
final da cúpula, que está praticamente pronto desde a quarta-feira.
Como a Folha antecipou, no capítulo energia nem faz uso da palavra etanol,
embora fale genericamente de biocombustíveis.
Talvez por isso o presidente preferiu jogar para uma conferência internacional
em Brasília, em novembro, um debate mais intenso, "sem ideologia
e sem paixão", tese que diz ter defendido com os governantes de
Finlândia, Espanha e Alemanha, que passaram pelo Brasil a caminho de
Lima.
Lula comentou a alta dos preços de alimentos, repetindo sua tese preferida,
a da que é produto de "o povo pobre estar comendo mais". Mas
a declaração de Lima só incorporou a questão na
quarta-feira, assim mesmo para dizer o óbvio: "Profundamente preocupados
pelo impacto do aumento do preço de alimentos, nós reafirmamos
nosso compromisso com políticas para a erradicação da
fome e de luta contra a pobreza".
Detalhes mais concretos foram deixados para a Cúpula sobre Segurança
Alimentar, em junho, em Roma. O presidente Lula já confirmou presença.
Lula não citou, entre os temas principais da reunião de Lima,
a questão da imigração que, no entanto, foi a que mais
provocou debates acalorados nas discussões entre os técnicos
que prepararam o documento final.
Os europeus chegaram a propor participação de policiais europeus
nos controles de embarque na América Latina, como forma de evitar o
uso de passaportes falsos ou outros meios de entrada irregular na Europa. O
Brasil tomou a liderança do bloco latino-americano e caribenho ao recusar
o que considerou uma inaceitável invasão da soberania.
Os europeus queriam também devolver ao país em que embarcaram
os imigrantes ilegais, mesmo que sejam de terceiros países. Um nigeriano
que viajasse, por exemplo, de São Paulo para Madri, seria devolvido
ao Brasil, não necessariamente à Nigéria.
O que está por trás da proposta é o fato de que alguns
imigrantes, depois de embarcar em aeroportos latino-americanos, jogam fora,
até mesmo no avião, toda a documentação e recusam-se
a dizer de que país são, com o que evitam a deportação.
A divergência entre o enfoque latino-americano e o europeu levou a que
a Declaração de Lima, a ser emitida hoje, ficasse bastante aguada
nesse tema (como de resto em praticamente todos os demais).
Faz, como a Folha já antecipou, um chamado a ambos os lados para "desenvolver
um diálogo estruturado e abrangente sobre migrações, de
forma a identificar nossos desafios comuns e as áreas de cooperação
mútua".
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Agência Brasil, 16
de maio de 2008
INSS convoca mais 8,4 mil segurados
para reavaliação de auxílios-doença
Brasília - O Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) envia hoje (16) o 11º lote
de cartas a 8.448 beneficiários para que façam a
reavaliação dos auxílios-doença concedidos
há dois anos, com prazo para terminar em junho.
Na carta, eles serão informados
da necessidade de agendar nova perícia no prazo de dez dias, contados
a partir da data de recebimento da correspondência. O beneficiário
que receber e não agendar ou deixar de comparecer à perícia
terá o benefício cessado.
A perícia médica
pode ser agendada pela Central 135 ou pela internet, na página
da Previdência Social.
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AGÊNCIA SINDICAL, 16
de maio de 2008 | Opinião
Acidente de trabalho e nexo causal
As recentes alterações
na legislação previdenciária têm gerado uma
preocupação ainda maior das empresas em reduzir ou minimizar
os riscos de acidente do trabalho e doenças profissionais. Conforme
a tendência revelada em diversas decisões, e considerando
a própria alteração na legislação,
a questão pode desencadear a emissão indiscriminada de
Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) pelo Sindicato
e o reconhecimento de garantia de emprego, liminarmente, pela Justiça
do Trabalho, após a concessão de benefício previdenciário
relacionado ao trabalho pelo INSS. Isso sem levar em conta as inúmeras
ações de responsabilidade civil propostas pelos empregados.
Ilustra o tema uma decisão
recente do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná. Em julgamento
de uma ação civil pública, o TRT/PR manteve sentença
proferida por uma das Varas do Trabalho de Curitiba, que determinou que
um banco encaminhasse todos os pedidos de abertura de CAT solicitados
por seus empregados, instruindo-os devidamente, sem questionamentos,
sobre a existência de nexo causal da doença com o trabalho.
O Tribunal determinou, ainda,
que nas rescisões contratuais, havendo dúvida em relação à saúde
do trabalhador, o banco abrisse uma CAT, suspendendo o ato rescisório
enquanto não realizada perícia no INSS para verificação
da incapacidade para o trabalho e nexo causal, bastando, para caracterizar
a dúvida, a manifestação por escrito do empregado,
acompanhada de atestado emitido pelo médico assistente, perante
a chefia imediata, e mediante correspondência com AR (Aviso de
Recebimento) ou no momento da homologação da rescisão
contratual. Por fim, condenou o banco ao pagamento de indenização
pelo dano moral coletivo, no valor de R$ 500 mil.
Entre outros argumentos, o banco
alegou em defesa que a emissão de CAT, no caso de simples suspeita
de doença ocupacional, acarreta conseqüências prejudiciais
ao INSS, aos segurados e aos empregadores. Ou seja, as punições
para as empresas acabam prejudicando a todos. O Ministério Público
alegou que o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional
(PCMSO) do banco era falho, por não considerar risco ergonômico
em nenhuma das funções bancárias. Comprovou que,
durante menos de dois anos foram concedidos 101 benefícios de
auxílio-doença simples pelo INSS, motivados por distúrbios
osteomusculares, e esse fato evidencia omissão na obrigação
de emissão da CAT pelo banco, mesmo no caso de dúvida sobre
a existência de nexo de causalidade entre a doença e o trabalho.
Fundamentada no artigo 169 da
CLT e nos artigos 22 e 23 da Lei nº. 8.213/1991, a Vara de Curitiba
concluiu que o empregador está obrigado a comunicar o INSS sobre
a ocorrência de doença profissional ou do trabalho, mesmo
na hipótese de mera suspeita. Inconformado com a decisão,
o banco recorreu. A sentença foi mantida e o Tribunal acrescentou,
além dos fundamentos legais acima mencionados, as recentes alterações
na legislação previdenciária.
O reconhecimento do nexo causal
pelo INSS sem que seja realizada perícia no local de trabalho,
desde que haja nexo entre a moléstia e a atividade econômica
da empresa, foi um forte argumento para manter a decisão. O acórdão
menciona a inversão do ônus da prova, sendo imputado ao
empregador o dever de demonstrar a ausência de nexo causal, quando
reconhecida a responsabilidade objetiva pela lei previdenciária.
Em uma realidade como esta é indispensável
que as empresas fiquem atentas, cada vez mais, a tais problemas e adotem
medidas de segurança, individuais e coletivas, monitorando essas
ações e fazendo com que os próprios funcionários
se conscientizem da necessidade de seguirem as normas estabelecidas pelo
empregador.
Ana Paula Simone de Oliveira
Souza é advogada trabalhista
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GAZETA DE PIRACICABA, 16 de maio de 2008 | Cidade
Pacto com olarias
Proteção ao Trabalhador Sindicato da Construção
fecha acordo para pôr fim ao trabalho de menores e combate aos
acidentes O Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Piracicaba e proprietários de olarias
da cidade e região definiram ontem, durante encontro na sede
da entidade, um pacto para melhorar a situação do trabalhador
no setor. De acordo com Milton Costa, diretor do Sindicato, diversas
medidas foram acordadas, entre elas o fim das contratações
de menores e o estabelecimento de um prazo de 10 dias para que os equipamentos
que representam riscos ao trabalhador recebam proteções.
Após este período, as olarias que forem não cumprirem
o acordo serão autuadas.
Um novo encontro ficou marcado para a manha do próximo dia 25,
na sede do Cerest (Centro de Referência e Saúde do Trabalhador
de Piracicaba), quando será discutido plano de pagamento da
Participação nos Lucros e Resultados aos Trabalhadores.
Os menores que já trabalham no setor serão demitidos
e encaminhados para cursos de qualificação.
Será criado um Disque-Denúncia
para que irregularidades no setor sejam informadas ao sindicato.
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FOLHA DE LONDRINA, 16 de
maio de 2008 | Opinião
Mercado de trabalho
A cotação das pessoas
Cristiane Vercesi, psicóloga
Se pensássemos nas pessoas como mercadoria, certamente poderíamos
dizer que o que derruba as cotações delas, no mercado de trabalho, é a
falta de falor agregado. Quando alguém não se torna mais interessante
do que o outro, ele é ''descartado'', ''jogado fora''.
Contudo, acredito que os seres
humanos não podem - e não devem - ser encarados de tal
forma. Nos dias atuais, o que derruba uma pessoa são os interesses
de mercado e do capital, a idade, muita formação para um
cargo que exija pouca formação, entre outros fatores.
Sabemos que as pessoas
fazem milhares de capacitações para se garantir e, na
verdade, infelizmente tais capacitações não asseguram
muita coisa. A saúde do sujeito pode derrubá-lo e, como
acontece com quem trabalha em excesso, ele tende a adoecer e, até mesmo,
ficar deprimido. Por isso, minha sugestão é que as pessoas
diminuam um pouco o ritmo e reflitam.
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INFORME SERGIPE, 16 de maio
de 2008
Portaria que cria a comissão
tripartite para prevenir acidentes de trabalho é publicada
no DOU
Da Redação: Fonte - MTE
Foi publicada na edição
desta quinta-feira (15) do Diário Oficial da União (DOU)
a portaria interministerial nº 152, de 13 de maio de 2008, que institui
a Comissão Tripartite de Saúde e Segurança no Trabalho.
Assinada pelos ministros da
Previdência Social, Luiz Marinho; do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, e da Saúde, José Gomes Temporão, a comissão
terá como objetivo avaliar e propor medidas para implementação,
no país, da Convenção 187 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que trata da estrutura de promoção
da segurança e saúde no trabalho.
A comissão também
pretende trabalhar em questões como o aperfeiçoamento do
sistema nacional de segurança e saúde no trabalho, por
meio da definição de papéis e de mecanismos de interlocução
permanente entre seus membros; na elaboração de um programa
nacional de saúde e segurança no trabalho, com definição
de estratégias e plano de ação para implementação,
e no monitoramento, avaliação e revisão periódica
entre os ministérios. Pretende-se, ainda, reunir instrumentos
para que o país adote, no futuro, a Convenção 187
da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Seis representantes do governo
farão parte da comissão, sendo dois do Ministério
do Trabalho, dois da Previdência Social e dois da Saúde;
além de seis representantes dos empregadores e seis dos trabalhadores.
Convenção
187 - A Convenção 187 da OIT é tida como
o marco promocional para a segurança e saúde no trabalho.
Esta norma destina-se a promover uma cultura de prevenção.
O Japão foi o primeiro país a ratificar, seguido da Coréia
do Sul. Ela estabelece, por exemplo, que o país-membro deverá ter
uma rede de formação e informação de SST
que permita, através da educação, suscitar mudanças
positivas no ambiente de trabalho beneficiando todas as partes interessadas,
incluindo trabalhadores, empresas e toda a sociedade.
A OIT estima que cerca de 4%
do Produto Interno Bruto anual do mundo (cerca de US$ 1,25 trilhão)
sejam perdidos em gastos diretos e indiretos provenientes de acidentes
e doenças profissionais, em termos de tempo de trabalho, indenizações
pagas aos trabalhadores, interrupção de produção
e gastos médicos.
Portaria
Interministerial n.º 152, de 13 de maio de 2008
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
16/05/2008
Corregedoria remete ao CNJ caso do juiz
que não aceitou trabalhador de chinelos
O corregedor-geral da Justiça
do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, determinou ao Tribunal
Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) o encaminhamento imediato
ao Conselho Nacional de Justiça da representação
contra o juiz do Trabalho que, em junho de 2007, suspendeu audiência
trabalhista porque uma das partes, o trabalhador, calçava chinelo
de dedos. A determinação constou da ata da correição
ordinária realizada pelo ministro Dalazen no TRT/PR durante a
semana passada.
A representação
foi formulada pelo advogado Olímpio Marcelo Picoli (que representava
o trabalhador na audiência) e pela Ordem dos Advogados do Brasil,
Subseção de Cascavel, que nela pediam a apuração
de responsabilidade disciplinar do juiz, que adiou a audiência
por considerar o calçado do trabalhador “incompatível
com a dignidade do Poder Judiciário”. Na ocasião,
a Corregedoria Regional apurou os fatos e, verificando tratar-se de “prática
repetidamente adotada pelo juiz”, propôs ao TRT a instauração
de processo administrativo disciplinar contra o magistrado. Em abril
deste ano, porém, o TRT/PR decidiu não instaurar o processo,
por não ter sido atingida a maioria absoluta de votos: dos 28
juízes que compõe o Tribunal, 21 estavam presentes, e 14
votaram pela abertura. “Nota-se que,por um voto a menos, não
se determinou a abertura do processo disciplinar”, ressaltou o
corregedor-geral.
O ministro Dalazen observou
que a conduta atribuída ao magistrado, “em esse, sem que
tal implique qualquer forma de pré-julgamento do mérito,
poderia tipificar infração disciplinar prevista na Lei
Orgânica da Magistratura Nacional (Lei nº 35/79, artigo
35) e violação a direitos humanos fundamentais da cidadania,
elevados à dignidade constitucional”. Lembrou, ainda,
que o caso tornou-se público e notório e causou “profunda
e nefasta repercussão na sociedade brasileira”. O caso,
na avaliação do corregedor-geral, “reveste-se de
extrema gravidade”, e tanto o pronunciamento do corregedor regional
quanto o expressivo número de juízes que votaram pela
abertura do processo são indícios da existência
de infração disciplinar. “Em semelhante circunstância,
o interesse público e o princípio da legalidade impõem
que se submeta a matéria ao crivo do CNJ”, concluiu.
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16/05/2008
Preposto em outras ações não
pôde ser testemunha do SBT
Em processo que radialista ajuizou
contra a TV SBT Canal 4 de São Paulo S.A., uma testemunha indicada
pela empresa deixou de ser ouvida na audiência inicial por já ter
servido de preposto em outras ações. O SBT trouxe essa
discussão até a Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, que entendeu não
ter havido cerceamento de defesa, como alegava a empresa.
O radialista iniciou suas atividades
na empresa em abril de 1985, na função de encarregado técnico
operacional, e terminou em setembro de 1998, quando ganhava R$ 8.290,35,
após o SBT ter dado baixa na carteira de trabalho em maio de 1988
e ele ter continuado a trabalhar para o mesmo empregador. Na reclamatória,
o trabalhador pleiteou o pagamento de horas extras, de diferenças
de alteração de função e de adicional de
40% por acúmulo de funções, entre outros itens.
Posteriormente, ele desistiu de pedir o adicional de acúmulo de
função.
Na audiência inicial foram
ouvidas duas testemunhas do trabalhador. Por parte da empresa, foram
chamadas três, mas acabou por ser ouvida apenas uma, pois, após
o juiz ter indeferido a testemunha que já tinha atuado como preposto
em outras ações, o SBT dispensou a terceira testemunha.
A 79ª Vara do Trabalho de São Paulo, então, entre
outros pedidos, concedeu as horas extras além da sexta por todo
o período e diferenças salariais decorrentes de promoção.
O SBT recorreu ao Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (SP), que rejeitou o cerceamento
de defesa. O Regional, além de tratar da suspeição
propriamente, também avaliou outros fundamentos que possibilitaram
afastar a alegação de cerceamento de defesa - em especial
o fato de terem sido ouvidas outras testemunhas e a empresa haver desistido
de outras provas orais -, que demonstram não ter ocorrido prejuízo
processual ao SBT.
Ao analisar outras questões,
o TRT/SP limitou a condenação de horas extras até novembro
1997, quando teria havido a promoção do radialista a gerente
técnico e não teria mais direito ao pagamento de horas
extras. Ainda inconformada, a empresa buscou o TST. A Quarta Turma, no
entanto, não conheceu do recurso e o SBT interpôs embargos
declaratórios, rejeitados. Agora com embargos à SDI-1,
a empresa continuou alegando cerceamento de defesa.
Segundo o ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, relator dos embargos, não houve cerceamento de defesa
por ter o juízo indeferido a oitiva da testemunha com fundamento
no artigo 405, § 2º, inciso III, do Código de Processo
Civil. Esse artigo estabelece que estão impedidos de depor como
testemunhas aqueles que intervêm em nome de uma parte, como o tutor
na causa do menor, o representante legal da pessoa jurídica, o
juiz, o advogado e outros, que tenham assistido (ajudado) as partes.
Para o relator, não se
justifica a argumentação do SBT de violação
da CLT, do CPC e da Constituição Federal, porque havia
outros elementos nos autos que possibilitaram o livre convencimento racional
do julgador, o que não leva a se entender que houve o cerceamento
de defesa alegado. A SDI-1 seguiu o voto do relator e não conheceu
dos embargos, mantendo o entendimento do acórdão regional.
(E-ED-RR-65327/2002-900-02-00.0)

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sexta-feira, 16 de maio de 2008 |
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SINDICATO DOS TRABALHADORES
NA INDÚSTRIA DE EXTRAÇÃO DE OURO
E METAIS PRECIOSOS DE SANTA BÁRBARA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Pelo
presente edital, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
de Extração de Ouro e Metais Preciosos de Santa Bárbara/MG,
faz saber aos trabalhadores da SÃO BENTO MINERAÇÃO
S.A, MINERAÇÃO SERRAS DO OESTE LTDA E ANGLOGOLD ASHANTI
BRASIL MINERAÇÃO LTDA, sócios e não
sócios, e a todos os moradores residentes e domiciliados
na cidade de BARÃO DE COCAIS que, no dia 29 de Maio de 2008,
se realizará a Assembléia Geral Extraordinária, às
14:00 horas em 1ª. ( primeira ) convocação e às
14:30 hs em 2ª. ( segunda ) e última convocação
para Aprovação da Alteração Estatutária
do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração
de Ouro e Metais Preciosos de Santa Bárbara/MG junto ao
Ministério do Trabalho e Emprego.
ELIAS
CEZÁRIO DE SOUZA
Presidente do Sindicato
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ISSN 1677-7069 3 Nº 93, sexta-feira, 16 de maio de 2008
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SINDICATO DOS TRABALHADORES
NAS EMPRESAS E CURSOS DE INFORMÁTICA
DO ESTADO DE SÃO PAULO - SINDIESP
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Por seu presidente, fazendo uso das atribuições
que lhe são conferidas pelo Estatuto Social e pela legislação
em vigor, convoca todos os integrantes da categoria dos trabalhadores
das áreas técnicas, administrativas e operacionais
das empresas do segmento das seguintes categorias econômicas:
treinamento de informática, reparação, reforma,
remanufatura e manutenção de máquinas de
escritório, computadores e equipamentos periféricos
de informática, recarga e remanufatura de cartuchos de
impressoras, de jogos de entretenimento na Internet, empresas
de exploração de jogos no computador, lan house
e cyber café, serviços de sistema de informática,
desenvolvimento de programa de informática, atividades
de banco de dados, de desenho e projetos em softwares gráficos,
web designs, acabamento
gráfico digital, cursos e treinamentos de manutenção
e informática, cursos de informática franqueados,
cursos de informática com venda de material didático
inerente, provedores de acesso a internet, provedores de conteúdo
e informações, provedores de serviços de
aplicação, páginas e portais de busca e
hospedagem de site na internet, sites de hospedagem de vídeos,
fotos e musicas na internet, sites de correio eletrônico
na internet, internet banda larga,
internet via rádio, páginas e sites de intermediação
de contratação de mão de obra, páginas
e sites de vendas e intermediação de vendas na
internet, lojas virtuais, provedores de voz sobre protocolo internet
(VOIP), páginas e sites de entretenimento na internet,
atividades de páginas e sites de jogos na internet, sites
e páginas de atividades de
salas de acesso a internet, páginas e sites de atividades
de salas de "bate-papo" na internet, empresas de anúncios
e publicidade on line, empresas de sistemas de segurança
digital de internet e informática, instalação,
manutenção e reparação de antenas
e sistemas de internet e computadores, e outras atividades de
informática não especificadas,
com exceção das empresas de processamento de dados,
no Estado de São Paulo, incluindo as médias, pequenas
e micro empresas, como também as empresas abrangidas pela
Lei nº 9.317/96 e alterada pela Lei 9.732/98 de 11/12/98,
sejam elas privadas ou de economia mista, associados ou não
deste sindicato, para comparecerem à Assembléia
Geral Extraordinária a ser realizada no dia 30 de maio
de 2008, na Rua Eliseu de Almeida nº 688, Butantã,
São Paulo, SP, às dez horas em primeira convocação
e às dez horas e trinta minutos em segunda convocação,
tendo como escopo a deliberação da seguinte ordem
do dia:
1)
Leitura, discussão, votação e aprovação
da ata da assembléia anterior, mormente no que tange à aprovação
da alteração estatutária realizada na Assembléia
Geral Extraordinária, realizada dia 15 de abril de 2008, às
dez e trinta horas;
2)
Ratificação da aprovação da alteração
estatutária efetuada através da Assembléia
realizada dia 15 de abril de 2008, bem como a retificação
do que necessário for;
3) Demais assuntos pertinentes.
São Paulo, 14 de maio de 2008.
ABNER TEIXEIRA DA SILVA
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SINDICATO
DO COMÉRICO VAREJISTA
DE AMERICANA E REGIÃO - SINCOVAN
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL
SINDICATO
DO COMÉRCIO VAREJISTA DE AMERICANA
E REGIÃO
- SINCOVAM - Sede: Rua Manoel dos Santos
Azanha, 22 - Bairro Girassol - Americana. Base territorial:
Ame ricana, Nova Odessa e Santa Bárbara D'Oeste - EDITAL - O
Presidente da entidade supra, no uso das atribuições
que lhe são conferidas pelo Estatuto e atendendo ao disposto
na Portaria n° 186/08, de 10 de abril de 2008, do Ministério
do Trabalho e Emprego, convoca os integrantes da categoria econômica
do comércio varejista, do comércio varejista de carnes
frescas, do comércio varejista de gêneros
alimentícios e dos lojistas no comércio, independente
do porte das empresas representadas (micros, pequenas, médias
ou grandes) e do local de exercício da atividade comercial
(na rua, em shopping centers, outlets, multilets ou qualquer outra
forma de instalação coletiva), enquadradas no 2º Grupo
- Comércio Varejista, do Plano CNC, dos municípios
de Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara D'Oeste, para
a Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada
no dia 03 de
junho de 2008, às 19:00 horas, em convocação única,
na sede do Grêmio Recreativo Ipiranga, localizado na Rua
Igaratá n° 09, Jardim Ipiranga, nesta cidade de
Americana, para tratar da seguinte Ordem do Dia:
1. Arquivamento do pedido administrativo de registro junto
ao Ministério
do Trabalho e Emprego da alteração estatutária
objeto do processo n° 46000.009037/2007-89 e das decisões
da AGE realizada em 10/04/2007, conforme Nota Técnica DICNES/
CGRS/103/2008 daquele Ministério (Portaria MTE 343/00);
2.
Inclusão na representação do SINCOVAM
das categorias econômicas do "comércio varejista
de carnes frescas" e do "comércio varejista de
gêneros alimentícios" nos municípios de
Americana e Santa Bárbara D'Oeste;
3.
Alteração da denominação da entidade
para Sindicato dos Lojistas e do Comércio Varejista de Americana
e Região - SINCOVAM;
4.
Alteração do artigo 1° do
Estatuto.
Americana, 13 de maio de 2008.
OSWALDO BANDINI
Presidente do Sindicato
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SINDICATO DA CATEGORIA PROFISSIONAL
DOS EMPREGADOS DOS TRABALHADORES
EM VIGILÂNCIA NA SEGURANÇA
PRIVADA / CONEXOS E SIMILARES
DE PIRACICABA E REGIÃO
SINDIVIGILÂNCIA PIRACICABA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
O
Sindicato da Categoria Profissional dos Empregados dos Trabalhadores
em Vigilância na segurança Privada / Conexos e Similares
de Piracicaba e Região - "Sindivigilância Piracicaba",
representante da categoria Profissional dos Empregados e Trabalhadores
nas Atividades de Segurança e Vigilância Privada,
Patrimonial, Segurança Pessoal, Segurança Eletrônica
Monitorada, Segurança Bancária, Segurança
de Prevenção de Sinistro e de Combate a Incêndios,
Cursos de Formação Profissional, de Formação
de Vigilantes e Segurança Privada Orgânica, Conexos,
Similares e Afins, com abrangência intermunicipal e base
territorial nos municípios de Aguás de São
Pedro, Capivari, Charqueada, Cordeirópolis, Corumbataí,
Ipeúna, Iracemápolis, Mombuca, Piracicaba,
Rafard, Rio Claro, Rio das Pedras,
Saltinho, Santa Gertrudes e São Pedro - SP, por deliberação
de sua Diretoria Executiva, conforme portaria nº186 de 10
de abril de 2008 do MTE, convoca todos os membros da categoria
profissional dos empregados e trabalhadores nas atividades de segurança
e vigilância privada, para assembléia geral extraordinária
de alteração estatutária, com a finalidade
da adaptação de seu Estatuto à legislação
vigente e aos anseios da categoria profissional, que será realizada
na Travessa Evangelho Vivo, nº25 - Bairro Morumbi - Piracicaba/SP,
no dia 28 de Maio de 2008, às 17h00 em primeira convocação,
ou às 18h00 em segunda convocação.
Piracicaba, 15 de maio de 2008.
ISRAEL FORMIGONI
Presidente do Sindicato
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