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DIÁRIO DO NORDESTE,
19 de maio de 2008 | Regional
MERCADO DE TRABALHO
Falta profissional qualificado para
ocupar vagas
No Ceará, em média,
de cada 100 pessoas que procuram uma vaga para trabalhar,
apenas 54 conseguem emprego
Iguatu. Diariamente, centenas
de desempregados procuram as 38 unidades de atendimento do Sistema Nacional
de Emprego (Sine) que no Ceará funcionam em parceria com o Instituto
de Desenvolvimento do Trabalho (IDT). São filas que todas as manhãs
se repetem, formadas principalmente por jovens em busca de uma colocação
no mercado de trabalho. Os números mostram que não tem
sido eficaz o encaminhamento dos pretendentes às vagas ofertadas
pelo Sine. No Ceará, em média, de cada100 pessoas que procuram
o serviço, 54 conseguem emprego.
“Há uma baixa efetividade
dos serviços”, reconhece o presidente do IDT, no Estado,
Francisco de Assis Diniz. “O mundo do trabalho tem passado por
uma transformação veloz e o trabalhador precisa estar cada
vez mais qualificado, preparado para disputar uma vaga”, salienta.
Recentemente, até o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reconheceu
que o Sine enfrenta dificuldades para cumprir com o seu papel de colocação
de trabalhadores. As vagas existem, mas não são preenchidas.
Lupi prometeu mais investimentos para a qualificação dos
trabalhadores, jovens em busca do primeiro emprego, e daqueles que querem
voltar ao mercado.
Para o presidente do IDT, o problema
não é do sistema, mas das exigências de mercado e
da baixa qualificação dos trabalhadores. “Há baixa
escolaridade, falta de qualificação ou esta é inadequada”,
observa Diniz. “Esse é um tripé perverso”.
Mudar essa realidade não tem sido fácil. Muitos cursos
ofertados pelo governo com recursos do Ministério do Trabalho
e Emprego por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) não
têm dado resultados satisfatórios, pois apresentam reduzida
carga horária. Falta mão-de-obra qualificada para atender às
exigências das empresas. “Se não houver fortes investimentos
e qualificação adequada vamos ampliar o quadro que se verifica
hoje de falta de trabalhador para as vagas ofertadas”, admite Diniz.
Há mais de um ano, Kelme
Kaline Lima, 22 anos, moradora do distrito de Barro Alto, zona rural
de Iguatu, tenta uma colocação no mercado de trabalho.
Ele vem quase todos os dias à unidade de atendimento do Sine/IDT
na companhia de duas amigas. “Quem não tem experiência
tem muita dificuldade para conseguir um emprego. As empresas exigem,
mas quem nunca trabalhou nunca pode ter experiência”.
Fernanda Souza, 26 anos, já trabalhou
como vendedora de confecções, mas reclama da maioria das
vagas ofertadas pela unidade local. “Há mais para doméstica,
camareira de motel e vendedora com transporte próprio”,
disse. O vendedor de frios, Antônio Cavalcante, 28 anos, que desde
fevereiro está desempregado, já esteve três vezes
no posto de atendimento, mas não conseguiu uma nova colocação. “Queria
mudar de trabalho e encontrei uma vaga de vendedor, mas não tenho
habilitação para moto, que é uma exigência
da empresa”, contou.
O gerente da unidade local do
Sine/IDT, Fernandes Silva, confirma que sempre há vagas, mas falta
qualificação para atender às exigências das
empresas. “Os jovens precisam procurar estágio, fazer cursos,
mostrar interesse, e não ficar o dia parado. Muitos desejam vagas
em indústrias locais, mas essa oferta é limitada”.
Está em andamento
em 38 municípios, o projeto Juventude Cidadã, em parceria
com o governo do Estado e o IDT. O programa oferece qualificação
profissional e tem um objetivo ousado: colocar no mercado de trabalho
30% de um total de 5000 inscritos. “Acreditamos nesse modelo
e nessa proposta”, disse Diniz. “Os resultados serão
satisfatórios”.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 19 de maio de 2008 | Economia
Feirão de imóveis movimenta
R$ 1,4 bi
Evento da Caixa termina com recordes de público
e de negócios
Renata Gama
A 4ª edição do Feirão da Caixa, no Expo Center Norte,
em São Paulo, terminou ontem com recordes de público e de negócios.
Nos cinco dias de evento, mais de 162 mil pessoas à procura da casa
própria - 8 mil a mais do que no ano passado - passaram pelo atendimento,
estandes das construtoras e imobiliárias. Cerca de 21,5 mil contratos
foram encaminhados, no valor de R$ 1,4 bilhão, superando em R$ 100 milhões
a marca registrada em 2007, segundo balanço divulgado após o
fechamento das portas ontem, às 15 horas.
A movimentação
de negócios, no entanto, foi abaixo da expectativa da Caixa, que
projetava um montante de R$ 1,5 bilhão. Mas o banco pretende alargar
o número de contratos fechados a partir da feira por meio de uma
estratégia de vendas pós-evento. "Vamos montar uma
sala de guerra para agilizar o fechamento dos negócios. Vai ser
um mutirão das agências", antecipou o superintendente-regional
da Caixa, Augusto Bandeira Vargas.
Ainda hoje, o banco deve detalhar
os números do feirão, mas algumas surpresas já puderam
ser identificadas. "Não imaginávamos que íamos
fechar tanto contrato do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança
e Empréstimo)", afirmou o gerente regional Luiz Carlos Previlato,
sem divulgar o volume total de negócios da modalidade de crédito
nem a fatia que representou no total de contratos.
A surpresa ocorre porque o empréstimo
via SBPE é a opção contratada na compra de imóveis
acima de R$ 130 mil, fora do foco do banco e da feira, cuja média
de ofertas era em torno de R$ 90 mil. Para essa faixa de preço,
o crédito pode ser feito a juros mais baixos, com recursos do
Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS).
Outro fato que chamou a atenção
no evento foi o grande número de jovens interessados na compra
da casa própria. "Não temos números ainda,
mas só de olhar você já percebe", afirmou Vargas.
Na opinião dele, essa é uma tendência que já pode
ser observada a partir dos balanços de financiamento do banco,
que mostram que 43% dos negócios são fechados para clientes
na faixa etária de 26 a 35 anos.
O casal Léo Araújo
Rosa, de 28 anos, e Guiomar Luiza Tino, de 27 anos, se encaixa no perfil.
Moradores de Guarulhos, eles acordaram cedo no domingo para retirar a
carta de crédito de R$ 30 mil que será usada na compra
de uma casa na Zona Leste da cidade. Eles ainda não encontraram
o imóvel, mas já fizeram o planejamento. "Não
vamos financiar o valor total, e vamos financiar em 20 anos, porque na
ponta do lápis vai sair mais barato que o aluguel", afirmou
Rosa.
ESTRATÉGIA AGRESSIVA
As empresas presentes ao feirão
adotaram uma estratégia mais agressiva que nas edições
anteriores, com claro objetivo de fechar negócios no evento. A
Tenda, por exemplo, deu de brinde as mobílias do apartamento para
quem assinasse o contrato no local. "Nossa estratégia é fechar
negócio aqui", disse Peterson Querino, diretor-regional de
vendas.
Deu certo. A cabeleireira Lucrécia
Florenciano, de 52 anos, foi uma das que aproveitaram a promoção.
Ela visitou apenas um estande na feira e já saiu de negócio
fechado, sem conhecer o imóvel. "Não procurei nenhum
outro", disse. Vai pagar R$ 93 mil por um apartamento de dois quartos
no Parque do Carmo, na Zona Leste.
NÚMEROS
162 mil
foi o total de pessoas que visitaram a 4.ª edição do Feirão
da Caixa, evento que durou cinco dias no Expo Center Norte. O número
representa 8 mil pessoas a mais do que no ano passado
21,5 mil
negócios foram encaminhados pelas construtoras e imobiliárias
presentes no feirão. Foram oferecidos imóveis novos e usados
R$ 1,4 bilhão
foi o valor total dos negócios fechados a partir da feira. O montante
superou em R$ 100 milhões a marca do ano passado
R$ 1,5 bilhão
era a expectativa da Caixa para os negócios fechados no evento
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AGÊNCIA DIAP, 19 de
maio de 2008
MASSA SALARIAL
Piso de categorias com baixa remuneração
se aproxima do mínimo, aponta Dieese
O piso salarial da maioria das categorias que recebem baixa remuneração
se aproxima cada vez mais do valor do salário mínimo, segundo
balanço divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O estudo destaca que apesar do salário mínimo ter dado ganho
real de 19% aos trabalhadores dessa faixa, entre 2005 e 2007, com base no Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), as negociações
de pisos não vêm sendo feitas na mesma porcentagem.
Entre os 169 pisos salariais negociados no ano passado na indústria,
segundo o Dieese, 55% oscilaram entre um a 1,25 salário mínimo.
Ficaram também nessa faixa 67% de 68 negociações na área
do comércio; 49% de 102 pisos fixados na área de serviços
e 89% de 25 pisos fixados na área rural.
Ficaram com pisos salariais entre 1,51 salário mínimo a 1,75
salário mínimo 13% de 40 pisos firmados na indústria;
6% de seis pisos fixados para o comércio; 10% de 21 pisos na área
de serviços, não tendo sido fixados pisos nessa faixa no setor
rural.
Entre os pisos de mais de dois salários mínimos, 4,5% foram fixados
em 14 acordos feitos na indústria; 9% de nove pisos no comércio;
14% de 30 negociações na área de serviços, não
tendo sido fixado nenhum piso acima de dois salários mínimos
em 2007 no setor rural.
O órgão destaca no estudo que a garantia de um valor mínimo "proporcional à extensão
e complexidade do trabalho" está prevista na Constituição
Federal como direito dos trabalhadores urbanos e rurais".
Leva em conta ainda que a fixação
de pisos acima do salário mínimo nacional "contribui
para a elevação da massa salarial, apesar de não
acompanharem o mesmo índice concedido ao salário mínimo".
Outro fator apontado pelo
Dieese é que a fixação de pisos mínimos
favorece as faixas salariais imediatamente subseqüentes e inibem
demissões pelos patrões sob pretexto de reduzir custos,
reduzindo a rotatividade dos trabalhadores. (Fonte:
Radiobrás)
Leia estudo:
“Estudos
e Pesquisas número 39, Balanço dos Pisos Salariais Negociados
em 2007”.
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VERMELHO,
19 de maio de 2008
Juventude e Trabalho: continuidades, desafios
e rupturas
Esse artigo é fruto das reflexões
desenvolvidas no estágio docente do curso de Prática de
Ensino da Faculdade de Educação da UFRJ, onde, observo
três turmas (1) do terceiro ano do ensino médio no Colégio
Estadual Souza Aguiar (2) e, de um levantamento sobre o papel da juventude
no processo do trabalho, sua centralidade como categoria no imaginário
juvenil (3) , e os desafios colocados hoje tanto para os jovens quanto
para a sociedade brasileira como um todo, no sentido de promoção
e implementação de políticas públicas para
a juventude (PPJ), considerando centralmente a esfera do primeiro emprego.
Por Luisa Pereira*
Existem ainda muitas divergências em relação a que faixa
etária compreende o jovem no Brasil. Segundo o Conselho Nacional de
Juventude, referência a qual desenvolvo esse artigo, jovens são
os cidadãos e cidadãs entre os 15 e os 29 anos, divididos em
diferentes faixas: adolescentes-jovens (entre 15 e 17 anos), os jovens-jovens
(entre 18 e 24 anos) e os jovens-adultos (entre 25 e 29 anos). Esse grupo compreende
cerca de 50, 5 milhões de pessoas, ou seja, 40% da população
brasileira.
Apesar da atualidade do tema,
a questão do “jovem” em relação ao
trabalho tem sido debatida hà tempos. O período da Revolução
Industrial, onde o mundo vivia um processo de mudanças profundas
tanto no campo político e jurídico quanto no econômico,
a então inovação no processo de produção,
fruto do advento do vapor e do desenvolvimento intenso do maquinário,
promove uma virada mundial e desloca a população inglesa,
até então concentrada nos campos, para as cidades ainda
em desenvolvimento, em busca do trabalho nas fábricas.
O objetivo de uma produção
em larga escala e no menor tempo possível contava com mão
de obra majoritariamente masculina, em um âmbito geral, mas a
mão de obra infantil/adolescente, era amplamente explorada principalmente
em atividades específicas como a fabricação de
alfinetes, que requeria as mãos menores. As condições
de trabalho e os salários desses eram ainda mais degradantes
e, seu reflexo, é o desenvolvimento de inúmeros questionamentos
e mobilizações por parte da sociedade e dos trabalhadores
como um todo, já organizados em trade-unions (4) . Todo esse
clima desencadeia na votação em 1819 da primeira lei
que limitava o trabalho de mulheres e crianças nas fábricas
e, que teve como um dos principais articuladores, o socialista utópico
Robert Owen (ANTUNES, 1980).
A situação no Brasil
No Brasil a questão
também não se deu de forma diferente. Por mais que nosso
processo de industrialização só tenha tido força
substantiva a partir do Governo Vargas, já no final do século
19, o trabalho do menor era explorado tanto no campo quanto na fábrica.
O questionamento aqui, principalmente por parte dos trabalhadores imigrantes
e de perfil anarquista, também refletiu na primeira vitória
legal dos trabalhadores: a aprovação em 1891 da primeira
lei trabalhista do país, referente à regulamentação
do trabalho do menor e, posteriormente o Código de Trabalho
do Menor em 1927 (MORAES FILHO, 1978).
No entanto, o principal problema
colocado e possível de ser visualizado hoje era que a categoria “juventude” não
estava clara o bastante no cenário nacional onde, na maioria
das vezes, as leis abrangiam essa parcela da sociedade de forma insuficiente.
Só a partir de 1990, quando se aprova Estatuto da Criança
e do Adolescente ( ECA), essa categorização passa a ser
melhor definida, mas, ainda assim, de forma insuficiente.
O ECA considera criança
a pessoa até doze anos de idade incompletos e, adolescente,
aquela entre doze e dezoito anos de idade, visando legislar e garantir
proteção a essa parcela. Esse importante instrumento
assegura que “é proibido qualquer trabalho a menores de
dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz,
a partir de quatorze anos” e que “ao adolescente aprendiz,
maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas
e previdenciários”.
A iniciativa foi fundamental,
porém, os jovens de 18 à 29 (categorias jovem-jovem e
jovem-adulto) continuavam à margem da classificação
e, por isso, das políticas governamentais específicas.
No entanto é importante verificar que a preocupação
com o trabalho sempre pareceu presente, desde o início de nosso
processo de industrialização e que, como destacam os
jovens brasileiros, estreitamente ligados à idéia de
cidadania.
Esses elementos mostram também
que, desde o início de nossa formação industrial,
o jovem sofria com as piores condições de trabalho e
os piores salários, tendo ainda que aliar essa demanda tanto
objetiva, por conta da necessidade do salário, quanto subjetiva,
pela pressão social, à qualificação educacional.
Em relação a esse aspecto vale à pena situar o
debate travado entre os principais especialistas da área de
juventude na atualidade: retardar a entrada no mercado de trabalho,
para elevar a taxa de escolaridade ou; facilitar o ingresso do jovem
no mercado, através de ofertas de curso de formação
profissional e estímulos ao primeiro emprego.
A questão fundamental
que é reflexo desse impasse está relacionada a inexistência,
até os tempos atuais, de uma legislação específica
para o trabalho juvenil, que dê conta de uma questão já definida
pelos próprios jovens como fundamental.
A importância do trabalho
para o jovem brasileiro
Alguns dados merecem destaque
quando tratamos da relevância dessa categoria trabalho para a
juventude em um cenário de questionamento, por parte do “senso
comum”, da responsabilidade juvenil com o “seu futuro”.
Percebe-se uma espécie
de consenso que destaca a irresponsabilidade e a incapacidade do jovem
dessa geração atual (que desfruta de um cenário
de democracia, burguesa, interrupta), devido ao estímulo de
elementos informativos diversos que têm sido massificados como
o aúdio-visual e a internet, em detrimento da “leitura
tradicional”, da pesquisa em enciclopédias e da busca
por bibliotecas. Toda essa mudança de perfil parece identificar
que o jovem atual tem menos responsabilidade e pensa menos em seu futuro à longo
prazo.
Essa conclusão, no entanto,
pode ser questionada se considerarmos que a sociedade não é um
elemento estático e anti-dialético, mas passível
de constantes transformações e mais ainda, que para a
juventude brasileira o trabalho se encontra estreitamente relacionado à perspectiva
cidadã. A idéia de que é principalmente através
do trabalho que se dá a forma mais concreta de assegurar um
lugar na sociedade está especificada na pesquisa Perfil da Juventude
Brasileira (2003) onde esse elemento é visto como principal
direito necessário e o mais importante da cidadania.
A realidade atual
Em contra partida, as perspectivas
de emprego para a juventude não são as melhores. Quase
a metade dos desempregados do país são jovens onde o
desemprego juvenil é três vezes maior do que o conjunto
da população (Pochmann, 2000). O principal problema destacado é a
dificuldade do Primeiro Emprego já que a barreira central colocada é a
necessidade de “experiência de trabalho”.
Os estágios aparecem
então como alternativa, porém as condições
as quais os jovens são submetidos são péssimas.
Muitas vezes a idéia de “estágio” vem mais
como arcabouço legal justificável para que se pague menos
e explore mais o trabalho do jovem. Segundo PNAD de 2006, em média,
os trabalhadores jovens ganham menos da metade do que ganham os adultos
e 63% não tem carteira profissional assinada (Instituto Cidadania,
2003).
Algumas iniciativas no âmbito
executivo tem sido feitas com propósitos diversos. Dentre esses
se destaca o programa Bolsa-Trabalho, da prefeitura de São Paulo
na gestão 2001-2004 e o Jovem Empreendedor, do Ministério
do Trabalho e Emprego aliado ao SEBRAE (Serviço de Apoio às
pequenas e médias empresas).
O primeiro tem como objetivo
fundamental elevar a escolaridade do jovem e postergar seu ingresso
no mercado de trabalho. O segundo está inserido no Programa
Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego e oferece apoio a empreendimentos
juvenis por meio de financiamentos para jovens individualmente, micros
e pequenas empresas.
Á grosso modo, é possível
considerar que os projetos divergem na sua essência já que
o primeiro valoriza a permanência na escola e o segundo o empreendedorismo
juvenil, a inserção direta no mercado de trabalho. No
entanto precisamos encarar a realidade de acordo com a diversidade
colocada no cenário nacional onde as realidades não são
homogenias, principalmente, se considerarmos a diferença entre
as classes-sociais.
Segundo Márcio Pochmann (2005), idealizador do projeto Bolsa-Trabalho
de São Paulo, em países desenvolvidos, os jovens demoram muito
mais para se inserirem no mercado.
Na Alemanha, por exemplo, de
cada 10 jovens de 15 a 24 anos de idade apenas um está no mercado
e nove estão estudando. Já no Brasil, de cada 10 jovens
desta mesma faixa etária, de 6 a 7 estão trabalhando.
Esses jovens que entram mais cedo no mercado estão despreparados
e são hegemonicamente os filhos das classes populares.
A média de entrada no
mercado dos filhos das classes mais abastadas é de 25 anos,
ou seja, com esses jovens já tendo concluído o Ensino
Superior (POCHMANN, 2008). Percebemos então um forte “corte
de classe” quando vamos tratar das políticas públicas
no Brasil. Para os mais pobres o grau de dificuldade aumenta substancialmente
tanto em relação ao acesso ao mercado quanto à permanência
na escola.
Para esses, as políticas
ainda pouco abrangentes de retardamento da entrada no mercado que,
normalmente, garantem no máximo a remuneração
de meio salário mínimo, não são suficientes
para o complemento da renda familiar. Além disso, os jovens
já definiram o trabalho como direito central de sua vida.
Considerações Finais
É possível concluir
que nesse cenário de divergências conceituais e metodológicas
no âmbito das políticas públicas, tanto governo
quanto sociedade não acompanharam o crescimento dessa principal
parcela demográfica brasileira da atualidade.
Avalia-se que esse grupo nunca
foi tão numeroso no Brasil e, desde que as tendências
demográficas sejam mantidas, também nunca mais serão.
A oferta de bens e serviços para o jovem, o entendimento dessa
categoria e o impasse em relação às políticas
públicas são os principais desafios colocados.
Não podemos fechar os
olhos para a realidade que está posta: o jovem mais pobre é o
que mais sofre em relação ao acesso ao mercado de trabalho
e a permanência na escola. O governo, por mais que desenvolva
reflexões e políticas de extrema importância, com
destaque especial para a realização da 1º Conferência
Nacional de Juventude, está ainda muito longe de dar conta desses
problemas que ainda marcam a estrutura de nossa sociedade. Sem dúvida
nenhuma é necessário trabalhar para romper com essa realidade
degradante para a juventude mais pobre de nosso país, no entanto,
o governo precisa se responsabilizar por esses jovens que já se
encontram no sub-emprego, ou em busca do primeiro emprego que, contraditoriamente,
obriga a “necessita de experiência anterior”.
É preciso interferir
na política de estágios desenvolvida e garantir um Brasil
cada vez mais justo, para todas as parcelas da juventude.
*Luisa Pereira é presidente
da União da Juventude Socialista do Rio de Janeiro e estudante
de Ciências Sociais da UFRJ.
Notas
1. As turmas referidas são:
3001, 3003 e 3004.
2. Escola de tradição da cidade do Rio de Janeiro e que, nesse
ano, completa seu primeiro centenário.
3. Pesquisa Perfil da Juventude Brasileira realizada em 2003, Instituto Cidadania.
4. Uniões de trabalhadores ingleses.
Referência bibliográfica:
- Antunes, Ricardo. O
que é sindicalismo. São Paulo, 1980
- Abramovay, Miriam e CASTRO, Mary. Juventude, juventudes: o que une e o que
separa. Brasília: Unesco, 2006.
- Documento Base 1º Conferência Nacional de Juventude: Levante sua
bandeira, 2008
- Gomes, Ângela de Castro. A Invenção do Trabalhismo. Rio
de Janeiro: Ed. Relume-Dumará, 1994.
- Marx, Karl. O Capital. Vol. 1/1. Rio de Janeiro: Ed. Civilização
Brasileira, 1971
- Moraes Filho, Evaristo. O Problema do Sindicato Único no Brasil – seus
fundamentos sociológicos. São Paulo: Ed. Alfa-Ômega, 1978
- Novaes, Regina. O Projovem no cenário da Política Nacional
de Juventude. Relatório de Atividades: 2006.Brasília: Secretaria
Nacional de Juventude 2007
- Pesquisa Perfil da Juventude Brasileira. Instituto Cidadania 2003
- Pochmann, Márcio (Org.). Desenvolvimento, trabalho e solidariedade:
novos
caminhos para a inclusão social. São Paulo: Cortez/Fundação
Perseu Abramo, 2002.
- ____________________. A Batalha do Primeiro Emprego: as perspectivas e a
situação do jovem no mercado de trabalho brasileiro. São
Paulo: Brasil 2002
- ____________________. Entrevista [www.mundojovem.com.br/entrevista-05-2005.php],
2005
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TRIBUNA CATARINENSE, 19 de maio de 2008
Ministérios celebram acordo
em favor da saúde do trabalhador
O governo brasileiro quer reforçar
a formação e o aperfeiçoamento das políticas
de habilitação e reabilitação profissional
Os ministros da Saúde,
José Gomes Temporão; da Previdência Social,
Luiz Marinho; e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinaram na última
terça-feira acordos de cooperação com a finalidade
de desenvolver ações conjuntas de prevenção,
reabilitação das vítimas dos acidentes de
trabalho e troca informações sobre os agravos à saúde
do trabalhador (doenças e acidentes de trabalho).
" Os índices são assustadores, superando mais de 500 mil acidentes
por ano no Brasil. Estou falando apenas dos trabalhadores cobertos pela Previdência
Social. Levado para a economia informal, nós desconhecemos os números.
O que foi assinado hoje é importante porque poderemos conhecer de maneira
mais refinada e próxima da realidade as informações sobre
os acidentes profissionais", afirmou Temporão.
Com o Ministério da Educação, Luiz Marinho assinou um
acordo para levar às escolas técnicas educação
sobre prevenção de acidentes de trabalho e promoção
da saúde do trabalhador.
Por ano, o Brasil perde 4% do Produto Interno Bruto por causa dos acidentes
de trabalho. O cálculo inclui os gastos da Previdência Social,
do Ministério da Saúde e os prejuízos para a produção.
No ano passado, a Previdência concedeu R$ 10,7 bilhões em benefícios
decorrentes de acidentes do trabalho. Foram R$ 5 bilhões em pagamento
de auxílios por doença, acidente e aposentadorias, e R$ 5,7 bilhões
pagos em aposentadorias especiais, concedidas pela exposição
do trabalhador a riscos.
O governo brasileiro quer reforçar a formação e o aperfeiçoamento
das políticas de habilitação e reabilitação
profissional para permitir a reinserção, com qualidade, no mercado
de trabalho. Para isso, os ministros da Saúde e da Previdência
Social assinam acordo de cooperação técnica que permitirá a
criação de mecanismos para o acompanhamento dessas ações
junto à Área Técnica de Saúde do Trabalhador, no
Ministério da Saúde, e as Gerências Executivas do Instituto
Nacional de Seguro Social (INSS).
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A CIDADE, 19 de maio de 2008
| Geral
Receita vai cobrar dívidas de
construção civil em RP
A Delegacia da Receita Federal
do Brasil em Ribeirão Preto começa esta semana a primeira
etapa de uma campanha de cobrança de contribuições
previdenciárias relativas à construção civil,
focada em obras de pessoas físicas, concluídas entre 1998
e 2007.
A Delegacia constatou que a arrecadação
dos tributos não acompanha o crescimento do setor na região.
A estimativa é de que haja pelo menos mil imóveis irregulares
no município de Ribeirão Preto, representando uma evasão
fiscal de R$ 30 milhões. A Receita espera que até o final
do ano todos os contribuintes que se encontrem nesta situação
regularizem seus débitos.
Aqueles que ainda não
regularizaram a sua situação podem comparecer à Delegacia
de Ribeirão Preto a fim de verificar as pendências. As pendências
podem ser parceladas em até 60 meses.
A multa pode chegar a 60% do
valor devido e o contribuinte ainda pode ser alvo de outros procedimentos
fiscais. Havendo necessidade de abrir um procedimento fiscal, a multa
pode chegar a 60% do valor devido.
Entre os imóveis
irregulares está uma obra de um estabelecimento comercial de
37 mil m2 construído em 2003, que contabiliza débito
no valor R$ 2,7 milhões.
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A TARDE/ MINAS GERAIS, 19
de maio de 2008 | Economia
Sindicato tenta impedir entrada de
operários na obra do estádio de Pituaçu
Paula Pitta, do A Tarde On Line*
O início da semana de trabalho começou de forma atípica
para operários da obra de reforma do Estádio de Pituaçu.
Na manhã desta segunda-feira, 19, representantes do Sindicato da Indústria
da Construção Civil Pesada (Sintepav) tentaram impedir a entrada
dos funcionários. Mas, dos 480 trabalhadores, 150 conseguiram entrar
no canteiro de obra.
O sindicato alega que as três
empresas responsáveis pela obra - NM, PAG e Ebrae - não
cumprem exigências trabalhistas, como fornecimento de fardamento
completo e pagamento de Vale-transporte e ticket alimentação.
As empresas negam.
Houve uma guerra de som entre
sindicalistas e seguranças que tentam convencer os trabalhadores
a entrar, além de empurra-empurra. A polícia foi acionada
e tenta controlar a situação. Nesta tarde, às 16h,
terá uma negociação entre a categoria e as empresas
na sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). E na terça-feira,
20, às 7h, terá uma nova assembléia em frente ao
estádio.
No início de abril, os
trabalhadores da construção pesada realizaram algumas paralisações
como forma de protesto sobre a insatistação da categoria.
*Com informações de
Adilson Fônseca, do A TARDE
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CONSULTOR JURÍDICO,
19 de maio de 2008
Semana de conciliação
Ação contra Cobrasma
tem acordo fechado em R$ 24 mi
A metalúrgica Cobrasma fechou na sexta-feira (16/5) um acordo de R$
23 milhões com 433 trabalhadores. O negócio foi feito durante
o Movimento pela Conciliação em Homenagem ao Dia do Trabalho,
promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas).
O entendimento foi mediado pela
juíza substituta Fernanda Cristina de Moraes Fonseca, da Vara
do Trabalho de Hortolândia, interior de São Paulo. A reclamação
teve início em 1999 na Vara de Sumaré, mas foi transferida
em 2005 depois que Hortolância recebeu uma vara local.
O acordo diz que a empresa deve
entregar aos trabalhadores um imóvel no valor de R$ 9,4 milhões.
O restante, cerca de R$ 15 milhões, será pago em parcelas
ao longo de três anos.
A Cobrasma era uma grande
fabricante de vagões de trem e peças ferroviárias,
mas teve a sua falência decretada na década de 1990.
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Congresso em Foco, 19 de maio de 2008
Fazenda quer apertar cerco contra
devedores
Governo faz proposta para acelerar recuperação
de R$ 900 bilhões. Texto prevê bloqueio eletrônico
sem autorização judicial na conta do contribuinte
Eduardo Militão
Três propostas de lei querem endurecer e apressar a execução
fiscal dos contribuintes. Duas delas chegam a permitir que, sem a autorização
do juiz, os procuradores da Fazenda da União e dos estados bloqueiem
eletronicamente o dinheiro das contas bancárias dos devedores.
Auditores fiscais, procuradores e alguns deputados defendem a substituição
da atual Lei de Execuções Fiscais, a 6.830/80, para recuperar
o dinheiro público de maneira mais rápida e desafogar o Judiciário.
Parlamentares e juízes contrários à mudança alegam
que ela viola os preceitos fundamentais e estabelece uma espécie de “inquisição
fiscal” do Estado.
Saltam aos olhos os valores que o governo cobra, mas não recebe, apesar
de anos de disputa dentro e fora dos tribunais. Segundo a Procuradoria Geral
da Fazenda Nacional (PGFN), há R$ 900 bilhões para serem pagos à União,
já incluídos aí os débitos da Previdência
Social. A recuperação desse dinheiro, segundo estimativas do
governo, exigiria nada menos do que 16 anos. Isso, claro, se nenhum centavo
a mais entrasse no débito até lá. Para se ter uma idéia,
esse valor equivale a um ano e meio de arrecadação da Receita.
A PGFN e a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) prepararam
um anteprojeto (veja a íntegra) que tenta endurecer os métodos
de cobrança, apesar de já haver outras duas propostas que tratam
do assunto em tramitação na Câmara. O texto prevê que,
sem autorização judicial, os procuradores possam solicitar ao
Banco Central que ordene o bloqueio eletrônico dos valores devidos na
conta bancária do contribuinte, caso exista saldo suficiente.
A penhora online seria feita sem a quebra do sigilo, pois os servidores não
terão acesso ao valor dos saldos ou à movimentação
financeira do devedor. O Banco Central apenas vai dizer se existe ou não
fundo suficiente para honrar o pagamento. Em caso afirmativo, o bloqueio será ordenado
ao banco onde o cliente mantém a conta. Porém, esse polêmico
item do projeto não tem o aval da Ajufe.
O anteprojeto das entidades obriga que os procuradores só ajuízem
a execução na Justiça depois de informarem aos juízes
o endereço do devedor e quais os bens que ele possui para serem penhorados.
A falta dessa medida aparentemente simples é apontada como a causa do
abarrotamento de trabalho do Judiciário.
A PGFN e a Ajufe propõem ainda a criação de um sistema
nacional de patrimônio dos devedores, para facilitar a localização
de bens como imóveis, veículos, dinheiro em contas correntes,
ações na bolsa e patentes no Instituto Nacional de Propriedade
Intelectual (INPI).
Fechar o cerco
Na mesma linha, projetos dos deputados Celso Russomanno (PP-SP) e Régis
de Oliveira (PSC-SP) tentam fechar o cerco contra os devedores. Apresentados
em 2005 e 2007, respectivamente, eles defendem que o governo concentre as tarefas
de cobrança e não sobrecarregue os juízes com serviços
burocráticos – como a localização dos devedores
e de seus bens.
“ Em lugar nenhum do mundo o juiz é o responsável pela execução
da pena; ele condena. Isso é matéria administrativa”, diz
o deputado Régis, juiz licenciado e que faz uma analogia da execução
fiscal com a execução criminal. A medida “dispensa o juiz
da tarefa estressante de mero ‘cobrador do Fisco’”, avalia
Russomanno, na justificativa de sua proposta, que, entre as medidas para acelerar
a cobrança, não prevê a penhora eletrônica de contas.
No bolso, dói
Apesar da controvérsia de juízes, advogados e parlamentares,
o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Lucena Adams,
defende a penhora eletrônica, mesmo sem autorização do
Judiciário. “Todo mundo reclama onde dói mais. Dinheiro
dói mais”, afirma ele, em entrevista ao Congresso em Foco. O procurador
diz que o bloqueio de dinheiro é um dos principais instrumentos de cobrança
do mundo moderno, principalmente nos países desenvolvidos.
“ Lá há até bloqueio de salários”, comenta
Adams. Hoje, a lei brasileira não permite o confisco de salários,
mas alguns juízes autorizam o bloqueio de até 30% dos rendimentos
de uma pessoa, principalmente em caso de pagamento de pensão alimentícia.
Para o deputado Régis de Oliveira, a penhora eletrônica é válida,
porque o importante é desburocratizar o método da cobrança. “Se
você tem meios de a própria administração pública
realizar um ato qualquer, esse não é um privativo do Judiciário.
O Judiciário pode determinar, mas a realização, a celebração,
a ida à casa da pessoa, o constrangimento sobre os bens é um
ato do próprio Estado.” Ele defende até que a dívida
pública seja vendida para escritórios de cobrança, assim
como fazem os bancos. “É que o Estado nosso tem mania de querer
se inchar à toa. E nada funciona.”
O procurador Adams ressalta que o devedor pode oferecer antecipadamente bens
ao governo para evitar a execução judicial. Assim, poderia evitar
um bloqueio em suas contas bancárias.
Adams enfatiza que a demora no recebimento de impostos causa uma concorrência
desleal entre as empresas que pagam e as que, deliberadamente, sonegam os tributos
para questioná-los na Justiça e até renegociá-los. “Quem
sonega usa isso para disputar mercado”, avalia o procurador. Outra injustiça
seria que, para compensar a falta de receitas, o governo aumenta a carga tributária
daqueles que já pagam os impostos.
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Unafisco) aprova os
projetos de lei. O diretor de estudos técnicos da entidade, Luís
Benedito, diz que o excesso de burocracia beneficia o devedor. “Toda
iniciativa de fazer que quem deve pague é interessante”, afirma.
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Gazeta do Povo, 19 de maio de 2008
Imposto
Planalto decide hoje se recria a
CPMF e eleva o IPI dos cigarros
Novo “imposto do cheque” só pode
ser criado por emenda constitucional encaminhada ao Congresso
O governo vai deve decidir hoje, às 10 horas, durante reunião
da coordenação política, conduzida pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, a criação de um novo imposto sobre
movimentações financeiras, com alíquota de 0,08%, e a
elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado
da indústria do cigarro.
O ministro de Relações Institucionais, José Múcio
Monteiro, confirmou a informação e explicou que o objetivo é aumentar
a arrecadação para investir na área da Saúde, compensando
o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) e a provável aprovação da Emenda à Constituição
n.º 29, que obriga o governo a investir R$ 20 bilhões em saúde
até 2010.
Oposição reage
A oposição vê a proposta do governo como ameaça
e tentativa de evitar a votação na Câmara da emenda 29,
projeto de lei que eleva os gastos federais no setor de saúde e que
deve entrar em pauta ainda neste mês. A possibilidade de criação
de um novo tributo para compensar esse aumento de gastos serviria de argumento
para evitar a votação do projeto na Câmara.
“ Eu acho que é uma estratégia de chantagem, uma tentativa
de constrangimento, porque o governo sabe que não há a menor condição
de o Congresso, especialmente em ano eleitoral,aceitar a criação
de um novo imposto. Chega a ser primário”, critica o líder
do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).
A emenda 29, já aprovada no Senado, estabelece a obrigatoriedade de
a União repassar 10% de suas receitas brutas para a saúde, de
forma escalonada, até 2011. Atualmente, o governo destina em torno de
7%. Diante da possibilidade da aprovação da proposta, o governo
havia ameaçado vetar o projeto.
“ O presidente Lula já viu que vetar essa proposta seria ruim e
viu que essa ameaça não fez a base do governo recuar na Câmara,
que quer votar a favor e vai votar”, avalia o líder do PSDB, deputado
José Aníbal (SP). “Qual é o jogo agora? É chamar
os partidos aliados e dizer que precisa criar uma nova fonte de arrecadação.
Conversa afiada, porque há excesso de arrecadação”,
afirma Aníbal.
Além disso, lembram os líderes do PSDB e do DEM, a arrecadação
de tributos administrados pela Receita Federal vem batendo recordes sucessivos,
mesmo com o fim da CPMF, e já superou em cerca de R$ 1,5 bilhão
a previsão para abril, dado consta da lei orçamentária
deste ano.
“ O problema do governo é que ele gasta mal, precisa, por isso,
aumentar sua base de arrecadação e não quer focar os gastos
que são de fato essenciais para a população, como saúde”,
argumenta o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).
O novo tributo, que teria alíquota de 0,08%, precisaria ser criado por
proposta de emenda constitucional encaminhada ao Congresso. Precisaria, para
ser aprovada, de apoio maciço da base do governo, votos difíceis
de obter em ano eleitoral.
Imposto do cheque
A primeira versão da CPMF, o chamado “imposto do cheque”,
foi criada em 1993.
1993 – Criado o Imposto Provisório
sobre Movimentação Financeira (IPMF), com alíquota
de 0,25% sobre a movimentação financeira. Foi cobrado
em agosto e logo suspenso.
1994 – O governo arrecada R$ 16,6 bilhões
com o IPMF, que vigorou durante todo o ano. Em dezembro, como previsto,
o imposto perde a validade.
1996 – Em outubro, é criada a Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF),
para começar a vigorar em 1997, com alíquota de 0,20%.
1999 – No fim de 1998, a alíquota passou para 0,38%.
Como o Congresso não aprovou a prorrogação em tempo hábil,
o imposto foi cobrado somente a partir de junho.
2002 – Na transição do mandato
de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para Luiz Inácio Lula
da Silva, ficou acertada a renovação da CPMF, que deixaria
de ser cobrada em 2003.
2007 – Entidades empresariais iniciam uma
campanha para que o Congresso não aprove mais uma renovação
da CPMF. O governo federal negocia e faz concessões, mas a
CPMF é extinta.
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Gazeta do Povo, 19 de maio de 2008
Tributo
Oposição vê "chantagem" em
proposta de nova CPMF
A proposta do governo de recriar a Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF) é vista pela oposição
como ameaça e tentativa de evitar a votação na Câmara
da emenda 29, projeto de lei que eleva os gastos federais no setor de saúde
e deve entrar em pauta ainda neste mês. A possibilidade de criação
de um novo tributo para compensar esse aumento de gastos serviria de argumento
para evitar a votação do projeto na Câmara. "Acho
que é uma estratégia de chantagem, uma tentativa de constrangimento,
porque o governo sabe que não há a menor condição
de o Congresso, especialmente em ano eleitoral, aceitar a criação
de um novo imposto. Chega a ser primário", critica o líder
do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).
A emenda 29, já aprovada no Senado, estabelece a obrigatoriedade de
a União repassar 10% de suas receitas brutas para a saúde, de
forma escalonada, até 2011. Atualmente, o governo destina em torno de
7%. Diante da possibilidade da aprovação da proposta, o governo
havia ameaçado vetar o projeto.
" O presidente Lula já viu que vetar essa proposta seria ruim e viu
que essa ameaça não fez a base do governo recuar na Câmara,
que quer votar a favor e vai votar", avalia o líder do PSDB, deputado
José Aníbal (SP). "Qual é o jogo agora? É chamar
os partidos aliados e dizer que precisa criar uma nova fonte de arrecadação.
Conversa fiada, porque há excesso de arrecadação",
afirma Aníbal.
Além disso, argumentam os líderes do PSDB e do DEM, a arrecadação
de tributos administrados pela Receita Federal vem batendo recordes sucessivos
mesmo após o fim da CPMF, e o volume já superou em cerca de R$
1,5 bilhão a previsão para abril, dado que consta da lei orçamentária
deste ano. "O problema do governo é que ele gasta mal. Precisa,
por isso, aumentar sua base de arrecadação e não quer
focar os gastos que são de fato essenciais para a população,
como saúde", argumenta o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia
(RJ).
O novo tributo, que teria alíquota de 0,08%, precisaria ser criado por
proposta de emenda constitucional encaminhada ao Congresso. Precisaria, para
ser aprovada, de apoio maciço da base do governo, votos difíceis
de obter em ano eleitoral. "Quem tem o mínimo de bom senso não
vai querer retomar essa discussão" afirma Rodrigo Maia. "Isso
serviria de prato cheio para a oposição, permitindo inclusive
reacender todo aquele embate político em que saímos vitoriosos
no ano passado com o fim da CPMF", afirma ACM Neto.
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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de maio de 2008 | Economia
Caixa ajusta operações
Redação O Estado do Paraná
A Caixa Econômica Federal ajustou as operações para quem
pretende adquirir um imóvel usado a partir da Carta de Crédito
FGTS, dando o mesmo tratamento dispensado às operações
de imóveis novos. O destaque é a ampliação da quota
de financiamento e do prazo de amortização, que em alguns casos
pode chegar até 100% do valor e 30 anos, respectivamente.
A ampliação da
quota já está em vigor, com adoção de percentual
variável em função do sistema de amortização.
Para o pagamento em até 240 meses, o cliente pode financiar até o
valor total do imóvel. Até 300 meses é possível
financiar até 90%. De 301 a 360 meses, a pessoa financia até 80%
da quantia.
Os limites dos imóveis,
porém, variam de região para região. Para Distrito
Federal e municípios das áreas metropolitanas de São
Paulo e Rio de Janeiro, o valor chega a R$ 130 mil. Em cidades com
população igual ou superior a 500 mil habitantes, municípios
do entorno do DF, demais capitais estaduais e regiões metropolitanas,
o limite é de R$ 100 mil. Nas demais cidades, de R$ 80 mil.
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Gazeta do Povo, 19 de maio de 2008
Cartões de crédito
Regras para o dinheiro de plástico
Maior poder aquisitivo da população
e acesso das classes C e D aos cartões de crédito
aumentam o número de reclamações
Entre bandeiras internacionais e de lojas de departamento, os cartões
de crédito no Brasil formam um exército de 247 milhões
de unidades em circulação. É um cartão para cada
um dos 186 milhões de habitantes do país – e ainda sobra.
Por conta do elevado número de unidades e de sua penetração
cada vez maior nas classes C e D, também são numerosas as reclamações
de seus consumidores. Segundo a Associação Brasileira de Defesa
do Consumidor (Proteste), os cartões ocupam a segunda posição
no ranking de setores mais reclamados no país. Em função
disso, a instituição promoveu em abril um seminário em
que foram feitas propostas para a regulamentação do setor, vista
como fundamental para a melhoria das relações entre clientes
e operadoras de cartões.
“ Os cartões de crédito vêm roubando espaço
de outras formas de pagamento. Temos de discutir como fica a situação
do consumidor”, comenta Maria Inês Dolci, advogada e coordenadora
institucional da Proteste. Segundo ela, as classes C, D e E já respondem
a quase 60% das vendas dos cartões de crédito, o que aumenta sua
penetração na população brasileira. “O mercado
está aquecido, as pessoas estão comprando mais e utilizando mais
os cartões”, diz Maria Inês. “É preciso haver
regras.”
Uma das principais reclamações dos consumidores, segundo a advogada,
são os juros do crédito rotativo, ou seja, de quando o cliente
paga apenas uma parte do que deve e financia o resto do valor. “Os juros
são altíssimos, e praticamente não há chances de
renegociar a dívida, já que o contato com as empresas é bastante
complicado”, diz Maria Inês. Segundo estudo da Proteste, o crédito
rotativo chega a quintuplicar a dívida do consumidor.
No caso do aposentado Elias Satiro, os juros cobrados no crédito rotativo
foram tão altos que, em um determinado mês, sobraram apenas R$
4,80 dos R$ 415 que ele recebe todo mês de aposentadoria – todo
o resto foi para o pagamento do crédito rotativo, com juros entre 9%
e 11% ao mês. “A gente estava comendo polenta com sal em casa,
porque não tinha comida.” A dívida de Satiro chegou a mais
de R$ 1 mil, quase o triplo do que ganha mensalmente. O aposentado, em busca
de orientação, procurou o Ministério Público – e,
por conta de sua reclamação, o Unicard, cartão de crédito
para aposentados correntistas do Unibanco, foi determinado pela Justiça
a baixar a taxa de juros para 2,9% ao mês e recalcular todas as dívidas
existentes.
“ Eu usava o cartão para comprar alguma coisa no mercado. No banco,
me falaram que a taxa de juros era baratinha, de 1,5 ou 2%”, comenta Satiro.
O aposentado é analfabeto e nunca foi informado pelo banco sobre o que
dizia o contrato, o que era a taxa de juros e nem sobre o crédito rotativo. “Eles
descontavam 10% da dívida na conta, e os outros 90% ficavam rodando em
crédito rotativo a 9% ao mês”, explica o procurador do Ministério
Público Elton Venturi, responsável pela ação civil
pública que condenou o Unicard. “O banco alegava que, com isso,
queria dar mais crédito ao correntista, mas ele colocava o aposentado
num buraco sem fundo e acabava induzindo a pessoa à dívida.” Para
Venturi, o caso de Satiro é emblemático. “Nós temos
convicção de que casos como esse se repetem por aí. É de
gente como ele, muito simples, que os bancos se aproveitam para lucrar.”
Segundo o procurador, a falta de informação ao cliente de cartões
de crédito, como no caso de Satiro, é recorrente. É esta
uma das principais reclamações registradas pela Proteste. A coordenadora
da instituição, Maria Inês Dolci, estende as reclamações
a problemas de cobrança indevida, dificuldade para cancelar os cartões
e valores não discriminados na fatura.
“É imprescindível garantir o amparo desse consumidor não
só pelo Código de Defesa, mas também pela vigilância
do Banco Central”, comenta João Dias Antunes, diretor executivo
da Proteste. Para que haja essa vigilância, uma das propostas da instituição é a
equiparação das administradoras de cartões de crédito
a instituições financeiras, o que garantiria a fiscalização
pelo Banco Central dessas empresas. A Proteste também propõe a
criação de um sistema único de operação de
cartão de crédito, para redução de custos, e a fiscalização
dos cancelamentos e atendimentos ao consumidor, um dos principais alvos de reclamações
dos clientes.
As propostas foram encaminhadas ao Banco Central, ao Ministério da Fazenda
e ao Ministério da Justiça. Todos os especialistas e instituições
de defesa do consumidor presentes no evento da Proteste acataram a necessidade
de regulamentação do setor – com exceção
da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito
(Abecs), que defende a auto-regulação do segmento.
Sugestões
Confira as propostas para a regulamentação dos cartões
de crédito.
- Equiparação das administradoras de cartão de crédito
a instituições financeiras;
- Regulamentação e fiscalização dos cartões
pelo Banco Central;
- Informação prévia sobre os termos do contrato e sobre
os juros cobrados no crédito rotativo;
- Levantamento do Banco Central sobre as taxas cobradas pelo setor para identificar
possível cartelização;
- Criação de sistema único de operação para
redução de custos do consumidor;
- Fiscalização do cancelamento de produto e do atendimento ao
consumidor;
- Apoio a projeto de lei em tramit
Fonte: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro-teste)ação
no Senado que trata dos casos de superendividamento.
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Folha de S.Paulo, 19 de maio
de 2008
Lucro de empresas avança, mas
inflação já é ameaça
Balanços de 200 companhias mostram
que ganhos subiram 4% no 1º trimestre | Entre janeiro e março,
lucros cresceram bem abaixo da receita líquida; no comércio,
resultado caiu 10%, apesar de ingressos 17% maiores
Danilo Verpa - 10.out.07/Folha Imagem

Operário em obra
na Mooca, em SP; com aumento de 193% no lucro, construção
foi o setor de maior destaque no 1º trimestre
FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL
Apesar da elevação
dos juros, o primeiro trimestre deste ano trouxe aumento real (acima
da inflação) de 10% na receita líquida e de 4% no
lucro das 200 maiores empresas com ações negociadas na
Bovespa. Mas a inflação já ameaça.
No primeiro trimestre, a construção foi o grande destaque: a
receita aumentou 68%, e o lucro, 193%. Os setores de minerais não-metálicos,
automóveis, telecomunicações e petróleo e gás
também ficaram entre os mais lucrativos, segundo levantamento da Economática.
Os balanços revelam ainda que essas 200 empresas estão muito
saudáveis: o lucro de um único trimestre equivale a 10% do seu
endividamento total.
Isso significa que, mantido o ritmo, as empresas podem gerar em pouco mais
de dois anos receitas suficientes para honrar todas as suas dívidas.
Alguns analistas acreditam, porém, que o período de janeiro a
março tenha marcado um pico e que os resultados tendam a ser mais modestos
ao longo do resto do ano.
Os balanços desse grupo de 200 empresas (que exclui Petrobras, Eletrobrás
e Vale para não distorcer a amostra) já revelam que alguns setores
começam a perder margens de lucratividade.
Uma das explicações seria o agravamento do processo inflacionário.
Para não repassar novos custos aos preços e manter o volume de
vendas, as empresas estariam encolhendo suas margens de lucro.
No comércio, por exemplo, embora a receita líquida tenha crescido
17%, o lucro das empresas analisadas caiu 10% na comparação com
o primeiro trimestre de 2007.
No geral, a margem operacional (indicador de potencial de lucros) desse conjunto
de 200 empresas também teve variação negativa, de 1,3
ponto percentual no período.
Para o empresário Roberto Teixeira da Costa, membro dos conselhos de
administração de SulAmérica, BNDESPar e Itaú, "já há dúvidas" sobre
a manutenção do desempenho da economia dos últimos meses
para o restante do ano.
" A variável nova são os juros em alta e a inflação.
Já não é mais o céu de brigadeiro de alguns meses
atrás", diz Costa. Ele acredita também que o mercado de capitais
e de emissões de títulos de empresas estará "bem mais
seletivo" em 2008 do que foi em 2006/2007.
" Teremos um ano bom, com um ambiente de confiança puxando investimentos,
mas em processo de acomodação daqui em diante", prevê o
presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria),
Armando Monteiro Neto.
Fernando Excel, presidente da Economática, diz que uma das explicações
para a queda na lucratividade das empresas no primeiro trimestre tem a ver
também com uma desvalorização menos acentuada do dólar
no período (-1,25%) ante o ocorrido no mesmo período em 2007
(-4,10%).
" As empresas têm dívidas em dólar. Sempre que a moeda
cai, os lucros são turbinados. Nesse último trimestre, o impacto
da queda foi menor", afirma.
Setores
Entre os setores que mais lucraram nos três primeiros meses do ano, a
construção civil foi líder, seguida de perto pela área
de produção de minerais não-metálicos, relacionada às
commodities.
" O mundo continua surfando na onda dos preços das commodities, e
o Brasil vai se aproveitando disso", afirma Excel.
Já na construção civil, a expectativa é bastante
positiva para o resto de 2008.
" Os resultados têm vindo muito fortes e as decisões de investimento
já foram tomadas. Não esperamos nenhuma redução de
atividade", afirma Ana Maria Castelo, economista da FGV Projetos que assessora
o Sinduscon-SP.
A expectativa é que o setor cresça 10% neste ano, agregando mais
200 mil empregos a um total atual de 1,95 milhão de empregos formais.
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Folha de S.Paulo, 19 de maio
de 2008
Fazenda e BC divergem sobre inflação
Sem considerar alimentos, Mantega
calcula alta acumulada de 3% no IPCA em 12 meses; Meirelles prefere
projetar índice de 6% | Fazenda diz que pressão vem
de choque de oferta no exterior, e não de consumo forte no
país, e defende aperto monetário mais suave
SHEILA D'AMORIM
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na queda-de-braço travada
entre o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles, por causa da trajetória de inflação,
até mesmo a regra matemática de que dois mais dois são
quatro é colocada sob dúvida. A partir do mesmo índice
de preços, o IPCA, Meirelles e Mantega retiram o impacto da alta
dos alimentos e vêem uma inflação completamente diferente.
Com isso, traçam cenários opostos.
Nos cálculos de Mantega, retirando a alta do "feijãozinho" -que
nesse caso representa o grupo alimentação e bebidas-, chega-se
a uma inflação de 3,03% nos últimos 12 meses. Isso tem
dado suporte à argumentação do ministro de que a pressão
atual vem de um choque de oferta, puxado pelo comportamento dos preços
no exterior, e não de um consumo excessivo no país.
Meirelles, do seu lado, gosta de tratar os números de outra forma. Por
exemplo, exclui alimentos e preços administrados do IPCA e chega a uma
inflação acumulada nos últimos 12 meses de 4,67%.
O presidente do BC prefere, porém, projetar a inflação
no futuro, o que daria o dobro do previsto por Mantega, excluindo alimentos
e preços administrados como energia e telefonia: 6,10% anualizados.
O número dá fôlego à defesa dele da atuação
do Copom (Comitê de Política Monetária), que, em abril,
iniciou um ciclo de alta das taxas de juros de tamanho e duração
indefinidos, o que tem gerado apreensões e instabilidade no mercado
financeiro.
A matemática do ministro da Fazenda considera o IPCA acumulado no período
de 12 meses terminado em abril, abate a alta de 12,62% apenas dos alimentos
e bebidas considerando o peso que esses itens têm no índice e
chega aos 3,03%.
A do Banco Central contém vários cálculos. No acumulado
de 12 meses, por exemplo, prefere excluir não só alimentos como
preços administrados. No anualizado, a regra é também
excluir esses itens do IPCA acumulado nos quatro primeiros meses deste ano
e projetar o resultado no ano: chega aos 6,10%.
Se retirar desse mesmo período as 20% maiores altas e baixas e ainda
diluir itens que têm um reajuste sempre naquele período, como
educação, a inflação de Meirelles ainda chega a
4,62% anualizados.
Mantega e os técnicos da Fazenda argumentam ainda que itens como carne,
leite e derivados, cereais, leguminosas e oleaginosas (em que estão
classificados o feijão e o arroz) respondem pelo aumento de 1,32 ponto
percentual na inflação total do período, que acumulou
5,04%.
Pão francês
Também destacam a alta de 23,1% do pão francês, que tem
um peso de cerca de 1% no IPCA e contribuiu com 0,23 ponto percentual do índice,
e a disparada do feijão-preto, que subiu 125%. Com isso, a Fazenda sustenta
a tese de que o Brasil sofre o efeito de um choque de commodities agrícolas
que se somou aos produtos energéticos (como petróleo) e minerais
(cobre e ferro).
Mantega reconhece a necessidade de combater os efeitos secundários que
essas elevações podem ter na economia. É o que pode fazer,
por exemplo, com que a alta do aço, das tintas e dos plásticos
impulsione uma onda de reajustes no setor automotivo, que já opera no
limite da capacidade de produção.
No entanto, Mantega e sua equipe negam que isso já esteja ocorrendo,
citam a inflação do setor de automóveis, que está em
2,29% nos últimos 12 meses, e defendem um aperto monetário mais
brando.
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Folha de S.Paulo, 19 de maio
de 2008
BCs sinalizam fim do ciclo de corte
de juros
Membros do Fed e do Banco da Inglaterra ressaltam
risco de inflação, e operadores já falam em
aumento das taxas | Nos EUA, juros foram reduzidos em 3,25 pontos
percentuais, para 2% ao ano; BC britânico cortou sua taxa três
vezes, para 5%
DA BLOOMBERG
Os bancos centrais mais poderosos do mundo estão sinalizando o fim dos
cortes nas taxas de juros, e os operadores já têm a expectativa
de que serão dados os primeiros passos na direção oposta.
Autoridades do Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) destacaram na última
semana os riscos de inflação, depois de terem reduzido significativamente
os custos dos empréstimos sete vezes desde setembro. O presidente do
Banco da Inglaterra (o BC do Reino Unido), Mervyn King, revelou o pior cenário
para os preços no país em uma década. A aceleração
do crescimento justifica a recusa do presidente do BCE (Banco Central Europeu),
Jean-Claude Trichet, em cortar os juros como reação à crise
do crédito.
" Os bancos centrais estão dando um tempo, mas isso pode se tornar
o fim permanente dos cortes de juros", disse Thomas Mayer, um dos economistas-chefes
do Deutsche Bank em Londres. "O risco de que não teremos mais reduções
por parte do Fed e do Banco da Inglaterra aumentou e os mercados deixaram de
lado a expectativa de relaxamento da política do BCE."
O perigo é que os preços dos alimentos e do petróleo cresçam
tanto que a inflação substitua a alta no custo do crédito
como a principal ameaça à economia global.
A equipe do presidente do Fed, Ben Bernanke, reduziu a taxa básica de
juros em 3,25 pontos percentuais, para 2% ao ano. O Banco da Inglaterra cortou
a sua principal taxa por três vezes, para 5%.
Agora, a Merrill Lynch prevê uma aceleração da inflação
global, para 4,7% neste ano, a mais alta desde 1999. Em 2007, a inflação
global ficou acumulada em 3,4%.
" A inflação está restringindo a ação
dos bancos centrais", disse Tim Drayson, economista global da ABN Amro Holding
em Londres. "Eles começam a se dar conta de que terão que
ter economias mais fracas para controlar a inflação."
Alguns operadores estão aumentando suas apostas de que o Fed vai reverter
os cortes recentes ainda neste ano. Os contratos futuros atrelados à taxa
interbancária dos EUA, negociados na Bolsa de Chicago, sinalizam a probabilidade
de 22% de que o Fed aumente sua taxa básica de juros para 2,25% até a
reunião marcada para 16 de setembro.
Risco de inflação
Os preços ao consumidor aumentaram menos do que o previsto em abril,
mas os sinais de que os mercados financeiros estão melhorando levaram
os responsáveis pela política monetária dos Estados Unidos
a reavaliar os riscos enfrentados pela economia.
A presidente regional do Fed de San Francisco, Janet Yellen, disse no último
dia 13 que os cortes realizados até o momento "podem levar à expectativa
de maior inflação e à erosão da nossa credibilidade".
Trichet afirmou na semana passada em um discurso em Bruxelas que "não
há lugar para complacência" em relação à pressão
inflacionária. O BCE mantém, desde junho do ano passado, a taxa
básica de juros em 4% anuais.
Em uma entrevista em Viena, Klaus Liebscher, membro do conselho diretor do
BCE, sinalizou que a taxa básica de juros da zona do euro pode ser mantida
inalterada durante todo este ano.
Indagado sobre se o BCE poderia vir a reduzir os juros básicos ainda
em 2008, ele respondeu que, "dados os riscos à estabilidade dos
preços, acho que a resposta é clara. Os riscos não diminuíram".
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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de maio de 2008 | Política
Ministra quer o cidadão na
Constituição
Rosângela Oliveira
A Constituição
Federal brasileira completa em outubro deste ano 20 anos. Muitos
defendem que ela já envelheceu e que precisaria de mais
alterações.
Mas no entendimento da ministra
do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia Antunes Rocha ela é adequada
e precisa ser aplicada.
“Quem diz que ela envelheceu
quer fugir da sua fiscalização e aplicação”,
disse. A ministra defende que a Constituição precisa ser
pensada de forma privada.
“Nesses vinte anos o cidadão
pensa o que o governo fez por ele. E eu pergunto o que o governo fez?”,
questiona Carmen, que entende que a Constituição não é perfeita,
mas o grande problema é que os cidadãos não estão
acostumados a cumprir. Para ela, vivemos uma democracia representativa,
com pouca participação popular.
No entanto, a ministra afirma
que o povo tem o direito que integrar comissões, por exemplo,
nos seus municípios e dizer o que quer. “Se ele não
fizer isso o governante não vai exigir sua participação”,
ponderou, completando que no tocante a coisa pública, o governante
não pode fazer sozinho.
Para a ministra, que esteve ontem
em Curitiba participando de um evento sobre os 20 anos da Constituição
na UniBrasil, a visão paternalista que muitas pessoas têm
sobre o poder público precisa ser mudada. Para isso é preciso
investir em educação, “pois você só reivindica
o direito que você conhece”. Para ela, a Constituição
pode ser um ponto de partida para quem quer mudar alguma coisa no Brasil.
“A Constituição
adota a solidariedade entre as gerações, e isso significa
deixar um Brasil menos diminuído para nossos filhos”.
Nesses 20 anos a Carta brasileira coleciona 62 alterações
em seu texto. Para Carmen Rocha esse volume é excessivo e não
ocorreu com nenhuma outra constituição no mundo.
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FOLHA
DE LONDRINA, 19 de maio de 2008 | Política
TREs aceleram julgamentos para cassação
de vereadores infiéis
Região Sul tem sido a campeã na
retirada de mandatos de vereadores; maior número de cassações
está no PR, com 61 casos, apenas 6 a mais do que no RS
Brasília - Próximo do início das campanhas eleitorais, Câmaras
Municipais de todo o Brasil passam por um período de grande agitação
política. Nas últimas semanas, os Tribunais Regionais Eleitorais
(TREs) têm acelerado o julgamento dos pedidos de cassação
por infidelidade partidária e retirado o mandato de dezenas de vereadores.
Desde que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
decidiu que deveriam perder o mandato todos os políticos que
trocaram de partido depois de 27 de março de 2007, nada menos
do que 368 vereadores já foram cassados. O número poderia
ser bem maior, uma vez que todos os vereadores que perderam o mandato
apresentam recursos aos próprios TREs e até ao TSE,
conseguindo, em vários casos, adiar a decisão final
e até reverter a sentença. Além disso, a análise
dos pedidos de cassação tem sido lenta em vários
Tribunais Regionais Eleitorais, sobrecarregados pelo excesso de ações
desse tipo.
A Região Sul tem sido a campeã na
retirada de mandatos dos vereadores infiéis. O maior número
de cassações está no Paraná, com 61 casos,
apenas 6 a mais do que no Rio Grande do Sul (55). Santa Catarina
tirou o mandato de 26 vereadores. Na outra ponta do País,
o Pará já viu 44 vereadores perderem suas cadeiras
por conta da mudança de partido fora do prazo considerado
legal pelo TSE. Mesmo com menos vereadores, o Norte tem um volume
significativo de cassações até o momento. No
Amazonas, foram punidos 21 vereadores. No Tocantins, 15. Em Rondônia,
mais oito. As exceções estão no Acre e no Amapá,
que não cassaram nenhum vereador. Roraima puniu apenas dois
vereadores, mas tem universo eleitoral bem pequeno, o que faz com
que seja razoável o número de punições.
Em contraste com isso, o Sudeste, onde se
concentram os maiores colégios eleitorais, puniram poucos
vereadores pela mudança irregular de legenda. Somando São
Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, o número
de cassações soma apenas 24. É inferior ao total
individual apresentado por cinco Estados isoladamente (Paraná,
Rio Grande do Sul, Pará, Piauí e Santa Catarina).
Esse volume, entretanto, deve aumentar significativamente
nas próximas semanas por conta da aceleração
dos julgamentos referentes à infidelidade partidárias.
Na prática, alguns Tribunais Regionais têm demorado
além da conta para analisar os casos dos vereadores para evitar
punições injustas. Assim, os juízes desses tribunais
têm preferido analisar cuidadosamente todos os casos. Mas prometem
acelerar o andamento desses processos, embora haja, literalmente,
centenas de pedidos na fila.
Marcelo de Moraes
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
maio de 2008 | Política
PSOL vai pedir cassação
de Paulinho
Brasília- O PSOL decidiu pedir a cassação do mandato do
deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP),
por suposto envolvimento no esquema de desvio de dinheiro do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investigado pela Polícia
Federal na chamada Operação Santa Tereza. O partido entrará com
representação no Conselho de Ética da Câmara na
quarta-feira, caso a corregedoria da Câmara não envie ao órgão
o pedido de abertura de processo contra Paulinho até lá.
''Para nós, do PSOL, as
evidências de que ele (Paulinho) feriu a ética e o decoro
parlamentar, com obtenção de vantagens pessoas para si
e para terceiros, praticando tráfico de influência no exercício
de mandato, são muito robustas, lamentavelmente'', afirmou o deputado
Chico Alencar (PSOL-RJ). A decisão do PSOL foi tomada em reunião
da Executiva do partido no final de semana e Alencar espera que outros
partidos também assinem a representação.
Paulinho teve seu nome citado
no inquérito Santa Tereza, montado pela Polícia Federal
em conjunto com o Ministério Público Federal, pelo menos
75 vezes e em todas as etapas de investigação.
Denise Madueao
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
maio de 2008 | Opinião
Caixa contrata alunos do ProUni
Duas mil vagas de estágio foram reservadas pela Caixa Econômica
Federal para alunos de nível superior bolsistas do Programa Universidade
para Todos (ProUni). Podem se inscrever alunos a partir do quinto semestre
do curso. O estágio é de cinco horas diárias, de segunda
a sexta-feira, com duração de um a dois anos, com bolsa de R$
475,00.
De acordo com Josibel Rocha
Soares, analista júnior da coordenação do programa
da Caixa, o estágio abrange grande número de áreas
do conhecimento, entre elas, Administração, Letras, Psicologia,
Engenharia, Comunicação, Contabilidade, Processamento de
Dados. As áreas meio da Caixa, onde estão as superintendências,
e as capitais oferecem o maior número de vagas.
O gerente do Centro de Integração
Empresa-Escola (CIEE), Moisés do Espírito Santo Júnior,
explica que é no centro que o aluno se inscreve, mas é a
Caixa que solicita os estagiários, indica as áreas e os
locais onde eles vão trabalhar. O CIEE então faz uma busca
eletrônica dos candidatos, segundo o perfil, e manda os dados ao
banco, que faz a seleção.
Reportagem
Local
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AGÊNCIA SINDICAL, 19
de maio de 2008
Frentistas de São Paulo conquistam
reajuste de 7,04%
Os frentistas do Estado de São
Paulo conquistaram reajuste salarial de 7,4% (2,38% de aumento real),
em acordo coletivo fechado, nesta quinta-feira (15), na Delegacia Regional
do Trabalho. Cerca de 70 mil trabalhadores serão beneficiados,
dos quais 20 mil somente na Capital.
Além de benefícios
como tiquete-refeição no valor de R$ 7,30, cesta básica
de alimentos, seguro de vida obrigatório e auxílio funeral,
os frentistas garantiram a proibição da terceirização
nos postos de gasolina. A data-base da categoria é 1º de
março.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/05/2008
Diarista em um dia na semana obtém
reconhecimento de vínculo empregatício
Um dia na semana, por mais de
vinte e sete anos. Uma diarista paranaense trabalhou nessa condições
para a mesma pessoa e conseguiu, na Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, a manutenção da decisão da Justiça
do Trabalho da 9ª Região (PR), que lhe concedeu o vínculo
de emprego como empregada doméstica. Ao apresentar recurso de
revista ao TST, a empregadora alegou haver afronta à Constituição
Federal e divergência de jurisprudência quanto ao assunto,
mas não demonstrou suficientemente seus argumentos à Segunda
Turma, que não conheceu do recurso.
De acordo com a trabalhadora,
ela foi admitida na atividade de serviços domésticos à empregadora
em janeiro de 1975, sendo demitida sem justa causa em abril de 2003.
Informou que, de 1975 a abril de 1996, trabalhava, por semana, dois dias
na casa da empregadora e outros três dias nas casas dos filhos
dela, alegando que os salários sempre eram pagos pela reclamada.
Disse ter trabalhado, de maio de 1996 a abril de 2003, exclusivamente
para a empregadora, de segunda a sábado, ganhando R$ 400,00.
Segundo a empregadora, a diarista
prestava serviços domésticos esporádicos, sem continuidade,
havendo afastamentos em períodos de pós-gestação.
Afirmou que os serviços eram inicialmente de uma vez por semana,
mas que nos últimos cinco anos eram de quinze em quinze dias.
No entanto, não indicou os períodos em que não houve
prestação de serviço. Apresentou uma testemunha
para ser ouvida, que disse ser de uma vez por semana a freqüência
da diarista.
Na ação reclamatória,
a diarista pleiteou o reconhecimento de vínculo empregatício
para ter a carteira assinada, e mais direitos trabalhistas, inclusive
quanto a verbas rescisórias. Pediu, ainda, a incorporação,
ao salário, de salário-utilidade, devido à concessão
de almoço e lanches sem ônus. Na audiência, a trabalhadora
apresentou proposta de acordo de R$ 5 mil, para a qual não houve
contraproposta.
A 2ª Vara do Trabalho de
Curitiba considerou, então, que a prestação de serviços
foi contínua, pois não foram comprovadas as interrupções,
e de uma vez por semana, com base na prova oral. Como a empregadora não
comprovou que a iniciativa da rescisão foi da trabalhadora, a
juíza julgou que a diarista foi dispensada sem justa causa, tendo
direito às verbas rescisórias. Avaliou como prescrito o
período anterior a novembro de 1998, situação em
que não se pode mais cobrar direitos, pois o prazo de pedir já passou.
Assim, a 2ª Vara condenou
a reclamada ao pagamento de aviso prévio, férias vencidas
de 1997 a 2002, acrescidas de um terço, décimos terceiros
salários de 1998 a 2003 (sendo proporcionais as de 1998 e de 2003),
sobre o salário de R$ 400,00. Para o cálculo das verbas
deferidas, orientou que deve ser obedecida a proporcionalidade da prestação
de serviços de uma vez por semana.
Com a sentença desfavorável,
a empregadora recorreu ao TRT/PR, que negou provimento ao recurso ordinário.
O Regional considerou que a eventualidade que poderia eliminar a possibilidade
de vínculo de emprego e que se contrapõe à continuidade,
apresenta-se nas situações em que “a diarista é contratada
esporadicamente, sem dia certo, sem constância semanal e sem compromisso
de comparecimento sempre no mesmo dia em todas as semanas”. A empregadora
recorreu ao TST.
A Segunda Turma, no entanto,
julgou que não houve afronta aos artigos 3º da CLT e 1º da
Lei 5.859/72, como alegou a recorrente. Há concordância
da Turma quanto ao entendimento do acórdão regional quando
afirma que não há necessidade de que o labor ocorra todos
os dias da semana, e sim de que seja habitual. Para o Regional, “trabalhar
um dia por semana em todas as semanas durante vinte e sete anos é,
sem dúvida, prova de continuidade”. A Turma considerou,
também, que “o trabalho da autora estava inserido nas
necessidades básicas e cotidianas do serviço doméstico
da empregadora e, por essa razão, durou tanto tempo”,
conforme ressaltou o TRT. (RR-18756/2003-002-09-00.0)
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19/05/2008
TST regulamenta depósitos judiciais
por meio eletrônico
O Órgão Especial
do Tribunal Superior do Trabalho aprovou em sua última sessão
de julgamento, dia 15, a Instrução Normativa nº 21,
que regula a troca de arquivos eletrônicos da Justiça do
Trabalho com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para
a efetivação de depósitos judiciais. A Instrução
Normativa estabelece também modelo único de guia de depósito
judicial para pagamentos, garantia de execução, encargos
processuais e levantamento de valores, a exceção dos depósitos
recursais. Os Tribunais Regionais do Trabalho têm até o
dia 31 de dezembro de 2008 para adaptar seus sistemas internos e portais
na Internet ao que dispõe a Instrução Normativa
nº 21.
A principal inovação
introduzida pela IN21 é que o depositante, ao fazer uma transferência
eletrônica, ficará dispensado da comprovação
do depósito, uma vez que o BB e a CEF, ao fim do dia, encaminhará aos
Tribunais arquivos eletrônicos consolidados com informações
de todos os depósitos efetuados. A secretaria do órgão
judicante juntará aos autos do processo, no mesmo dia do recebimento
do arquivo, o comprovante das informações do arquivo consolidado.
A iniciativa de uniformizar os
procedimentos relativos à realização dos depósitos
judiciais considerou, principalmente, as necessidades resultantes da
crescente informatização da Justiça do Trabalho,
inclusive a possibilidade de os depósitos serem realizados por
meio de TED – Transferência Eletrônica Disponível
e a necessidade de maior segurança para tais procedimentos. Leva
em conta, também, que os Tribunais disporão de serviço
de emissão de guia de depósito eletrônico pela Internet,
e que a comunicação eletrônica com o BB e a CEF,
responsáveis pelo recolhimento de tais depósitos, pode
agilizar o trâmite processual.
O modelo único a ser adotado
será de uso obrigatório. Caberá aos TRTs fornecer
aos depositantes os valores atualizados até a data do depósito,
mas os valores preenchidos no formulário serão de responsabilidade
do depositante. O BB e a CEF se encarregarão apenas do processamento
e da contabilização do valor global do depósito.
Atualmente, os depósitos
podem ser feitos a partir de dois procedimentos. No primeiro, o depositante
retira na Vara do Trabalho a guia, faz o pagamento e retorna à Vara
a fim de anexar o comprovante de depósito. A outra possibilidade é acessar
o site do BB ou da CEF, imprimir a guia, preenchê-la e pagá-la
no banco de sua preferência (como um boleto bancário).
Os dois procedimentos continuarão disponíveis, mas o
depositante poderá, também, obter a guia no próprio
site do TRT no qual o processo tramita e, feito o pagamento, não
mais precisará juntar a comprovação aos autos.
Dependendo da capacidade tecnológica do TRT, será possível
também a captura automática dos valores disponíveis
e das informações do processo em suas bases de dados
no fornecimento da guia, que já poderá vir preenchida – diminuindo,
portanto, a margem de erro do procedimento atual, em que o preenchimento é feito
pelo depositante.
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19/05/2008
Execução trabalhista será tema
de curso para magistrados
A Escola Nacional de Formação
e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) realizará,
entre os dias 2 e 5 de junho, o 1º Curso de Formação
de Formadores (CFF) sobre Execução Trabalhista em Vara
do Trabalho. A preocupação com essa fase do processo – justamente
aquela em que o trabalhador deve efetivamente receber os valores a que
tem direito reconhecidos em sentença – se justifica pelos
números significativos que cercam o tema: a Justiça do
Trabalho encerrou o ano de 2007 com 1,6 milhão de processos em
execução, fase que é considerada o principal ponto
de estrangulamento do Judiciário Trabalhista.
A gravidade da situação
e a necessidade de se criarem mecanismos capazes de agilizar a conclusão
dos processos em execução têm sido objeto constante
de atenção tanto do Tribunal Superior do Trabalho quanto
do Conselho Superior da Justiça do Trabalho. O convênio
BACEN-JUD, que desde 2002 permite o bloqueio eletrônico de contas
correntes para a satisfação de créditos trabalhistas, é a
principal ferramenta facilitadora da execução, mas não
a única. Em 2007, o TST, os TRTs e a Secretaria da Receita Federal
assinaram outro convênio, que permite que os juízes do Trabalho
tenham acesso, em tempo real, pela Internet, a dados cadastrais de pessoas
físicas e jurídicas na Receita Federal – inclusive
identificação, localização de bens, declarações
de imposto de renda e de imposto territorial rural. O acesso a tais informações é de
fundamental importância, sobretudo porque dificulta ao devedor “esconder” bens
passíveis de penhora.
O corregedor-geral da Justiça
do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, enfatiza em todas as
correições realizadas nos Tribunais Regionais do Trabalho
as recomendações no sentido de tornar a execução
mais célere e ágil, e também as iniciativas bem-sucedidas
adotadas por TRTs neste sentido. Uma das recomendações
constantes é a de que os juízes de primeiro grau profiram
sempre sentenças líquidas (já com o valor definido)
e utilizem o sistema eletrônico de cálculo unificado, o
que reduz significativamente o tempo que se leva quando uma das partes
decide impugnar os cálculos. A realização de conciliações
na execução, a centralização em uma mesma
Vara do Trabalho de processos envolvendo os mesmos executados (que aumenta
a possibilidade de acordo entre as partes e a unificação
dos leilões), a intensificação do uso do convênio
com a Receita Federal e a realização de convênios
regionais (com Juntas Comerciais e Detrans, por exemplo) são algumas
das recomendações feitas aos TRTs.
Este será o segundo Curso
de Formação de Formadores promovido pela Enamat. O tema
do primeiro curso, realizado em junho de 2007, foram as técnicas
de juízo conciliatório. A Escola realizou também,
em agosto passado, o Curso de Formação Continuada em Falência
e Recuperação Judicial, além de encontros, colóquios
nacionais e internacionais, cursos on line, e participação
em eventos como a 1ª Jornada de Direito Material e Processual na
Justiça do Trabalho, ano passado. O curso terá como alunos
dois juízes de cada Tribunal Regional do Trabalho, e a ênfase
do programa recairá sobre as práticas de primeiro grau,
justamente onde as execuções acontecem.

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Pág. Nº 134 ISSN 1677-7042 1 Nº 94,
segunda-feira, 19 de maio de 2008 |
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GABINETE DO MINISTRO
DESPACHOS DO CHEFE DE GABINETE
Em 16 de maio de 2008
Suspensão de Registro Sindical
O
Chefe de Gabinete do Ministro do Trabalho e Emprego, no uso
de suas atribuições legais com fundamento nas Portarias
64/06,186/2008 e Nota DIAN 225/2008 e em cumprimento ao Mandado
de Segurança nº. 00142-2008-011-10-00-1, da 11ª.
Vara do Trabalho de Brasília, que determinou: "Ante
as razões expostas, e acolhendo o parecer do Ministério
Público do Trabalho, CONCEDO A SEGURANÇA e
suspendo, em definitivo, os efeitos do registro sindical concedido
ao Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias de Madeiras, Serrarias,
Moveleiros e Artefatos de Madeiras de Sengés - PR",
resolve suspender em definitivo o registro sindical do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias de Madeiras, Serrarias,
Moveleiros e Artefatos de Madeiras de Sengés - PR, 46000.003384/2005-36,
CNPJ: 07.253.386/0001-92.
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segunda-feira, 19 de maio de 2008 |
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FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE NOTÁRIOS
E REGISTRADORES - FEBRANOR
EDITAL
DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O Presidente da Federação Brasileira de Notários
e Registradores - FEBRANOR, no uso das atribuições
Legais e Estatutárias, com fulcro no art. 20, § 4º alínea "b".
A entidade convoca todos os Sindicatos filiados, que deverão
ser representados por seus Delegados, para Assembléia
Geral Extraordinária a ser realizada ás 11hs
do dia 28 de maio de 2008, em sua sede social, estabelecida
no Centro Empresarial Brasília - Brasília-DF,
a fim de tratar a seguinte ordem do dia:
a) aprovação pela plenária do recebimento
da Contribuição Sindical do exercício
2008, feita pelo RECIVIL de todos os integrantes da categoria
dentro do Estado de Minas Gerais, a qual deverá ser
paga em cinco parcelas iguais;
b) condicionar o recebimento
de tais valores, ao pagamento da parcela de 15% ( quinze
por cento ) pertencentes
a conta
Emprego e Salário, o qual deverá ser recolhido
diretamente aos cofres do Governo;
c) apreciação da proposta de pagamento pelo
RECIVIL de cada serventia do Registro Civil das Pessoas Naturais,
sobre o valor base de R$ 30,00 ( trinta reais ), quando na
realidade, a tabela Nacional foi aprovada em valores mínimos
de R$ 59,60 ( cinqüenta e nove reais e sessenta centavos
);
d) discussão e aprovação ao recebimento
dos 5 (cinco ) últimos anos, deste mesmo Sindicato,
baseado no principio da razoabilidade.
Caso não haja no horário acima referenciado
número de participante legais, a presente assembléia
realizar-se-á, no mesmo local, uma hora após,
com qualquer numero de participantes
ROGÉRIO PORTUGAL BACELLAR
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segunda-feira, 19 de maio de 2008 |
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SINDICATO
DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA
DE FIAÇÃO E TECELAGEM,
MALHARIAS E MEIAS, CORDOALHAS E ESTOPAS, ACABAMENTO DE CONFECÇÕES
DE MALHAS, TINTURARIA E ESTAMPARIA DE TECIDOS, ESPECIALIDADES
TÊXTEIS
DE
OSASCO, BARUERI, CAJAMAR, CARAPICUÍBA, COTIA, EMBÚ,
EMBÚ-GUAÇÚ, ITAPECERICA
DA SERRA, ITAPEVI, JANDIRA, PIRAPORA DO BOM JESUS, SANTANA DE PARNAÍBA,
SÃO
LOURENÇO DA SERRA E TABOÃO DA SERRA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O
Presidente da entidade supra, convoca todos os Trabalhadores nas Indústrias de Fiação
e Tecelagem, Malharias e Meias, Cordoalhas e Estopas, Acabamento
de Confecções
em Malhas, Tinturaria e Estamparia de Tecidos, Fibras e Especialidades
Têxteis, sendo eles: Tecelão, Fiandeira, Alvejador,
Urdideiro, Foguista, Retorcedor, Meadeira, Operador de Máquina
Têxtil, Cortadeira, Preparador de Tintas, Dobradeira,
Estampador, Afiador, Bobineira, Maquinista
de Meias, Mercerizador, Remetina, Passadeira, Retilinista,
Enfestador, Enformador, Conicaleira, Roleira, Enroladeira,
Colorista, Arreadeira,
Engrupina, Cardista, Picadeira, Remontador, Meandeiro, Cortador,
Polideira, Amassadeira, Massa Roqueira, Calandrista, Mecânico,
Ajustador, Penteadeira, Tintureiro, Cerzideiro, Engomador, Estampador
e Retorcedor, com base territorial nos municípios de Barueri,
Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Embú, Embú-Guaçú,
Itapecerica
da Serra, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus,
Santana de Parnaíba, São Lourenço da Serra e Taboão
da Serra/SP, para participarem da AGE de ratificação
da assembléia geral extraordinária ocorrida em 27/02/2008,
que será realizada no dia 31/05/2008, às 18:00 hs
em 1ª convocação ou uma hora após, com
qualquer número de convocados presentes, à Av. Comandante
Sampaio, 395, Km 18, Osasco/SP, em cumprimento às exigências
da nova Portaria Ministerial nº 186 de 10/04/08 do Ministério
do Trabalho e Emprego.
Osasco-SP, 16 de maio de 2008.
JOSÉ DOS ANJOS FONSECA
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segunda-feira, 19 de maio de 2008 |
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SINDICATO
DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS
DE FIAÇÃO E TECELAGEM,
TINTURARIA E ESTAMPARIA DE TECIDOS, MALHARIAS E MEIAS, CORDOALHA
E ESTOPA,
FIBRAS TÊXTEIS SINTÉTICAS, ACABAMENTO DE CONFECÇÕES
DE MALHAS E
ESPECIALIDADES TÊXTEIS DE JAÚ, BARIRI, BARRA BONITA,
SÃO MANUEL, LENÇÓIS
PAULISTA, BROTAS, DOURADO, ITAPUÍ, IBITINGA, ITÁPOLIS,
PEDERNEIRAS E
PIRATININGA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O Presidente da entidade supra convoca todos os Trabalhadores
nas Indústrias de Fiação e Tecelagem, Tinturaria
e Estamparia de Tecidos, Malharias e Meias, Cordoalha e Estopa,
Fibras Têxteis Sintéticas, Acabamento de Confecções
de Malhas e Especialidades Têxteis dos municípios
de Jaú, Bariri, Barra Bonita, São Manuel, Lençóis
Paulista, Brotas, Dourado, Itapuí, Ibitinga, Itápolis,
Pederneiras e Piratininga/SP, para participarem da AGE a realizar-se
no dia 31/05/2008, às 09:00 hs em primeira convocação
ou uma hora após com qualquer número de convocados
presentes, na Rua XV de Novembro, 1.714, Jaú/SP, para
deliberarem sobre a exclusão dos municípios de
Itápolis e Lençóis Paulista de nossa base
territorial, dirimindo assim o conflito com as entidades sindicais
impugnantes em nosso processo administrativo no Ministério
do Trabalho e Emprego de nº 46000.020251/2004-43. Jaú-SP,
16 de maio de 2008.
FRANCISCO BENEDITO GAIATO
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Pág. Nº 165 ISSN 1677-7069 3 Nº 94,
segunda-feira, 19 de maio de 2008 |
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SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EMPRESAS
DISTRIBUIDORAS CINEMATOGRÁFICAS,VÍDEOS
E SIMILARES DO ESTADO DE SÃO PAULO
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
Pelo
presente Edital, ficam convocados todos os trabalhadores Sócios
e Não Sócios da categoria profissional, representada
pelo Sindicato dos Empregados em Empresas Distribuidoras Cinematográficas
no Estado de São Paulo, CNPJ 62.249.404/0001-70, para
participarem da Assembléia Geral Extraordinária,
que será realizada
em 29 de maio de 2008, às 17:00 horas em primeira convocação
ou às 19:00 horas em segunda convocação
com qualquer número de presentes, assembléia essa
que será realizada na Rua do Triunfo, nº 134 - 8º andar
- sala 89, Bairro Santa Ifigênia, São Paulo
- SP, para deliberar a seguinte ordem do dia:
a)
leitura, discussão e votação da Ata da
Assembléia anterior;
b)
discussão e aprovação da alteração
estatutária a ser apresentada ao Ministério do
Trabalho e Emprego nos seguintes termos:
b.1)
alteração da denominação socialv
da entidade sindical, em função da alteração
anteriormente efetuada
ter sido rejeitada pelo MTE pelo uso da expressão similares;
b.2)
apresentação e aprovação da nova
denominação social a ser utilizada;
b.3)
adaptação do estatuto social aos termos previstos
na Lei 10.406/2002 (Código Civil);
c)
deliberação sobre a concessão de autorização
e outorga de poderes especiais à Diretoria da Entidade,
para a tomada de todas as medidas necessárias para a efetiva
alteração estatutária, com a conseqüente
autorização para alteração da
Denominação Social da Entidade Sindical.
São
Paulo, 15 de maio de 2008.
WALDOMIRO DE BARROS SARLI
Diretor-Presidente
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Pág. Nº 165 ISSN 1677-7069 3 Nº 94,
segunda-feira, 19 de maio de 2008 |
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SINDICATO
NACIONAL DA INDÚSTRIA
DE MÁQUINAS - SINDIMAQ
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA
Pela
presente, ficam convocadas todas as empresas filiadas, quites e em pleno
gozo de seus direitos associativos, para se reunirem
em Assembléia Geral Ordinária a ser realizada
no dia 30 de maio de 2008, às 15:00h em primeira convocação,
ou em segunda convocação meia hora após,
hipótese esta em que se realizará com qualquer
número de filiados presentes, na sede social do Sindicato,
situada na Avenida Jabaquara, nº 2.925, 3º Andar
- Planalto Paulista - São Paulo - SP, para discussão
e deliberação sobre as contas da Diretoria, seu
relatório, bem como sobre o parecer do Conselho Fiscal,
relativamente ao exercício de 2007, além
de outros assuntos de interesse social.
São
Paulo, 16 de maio de 2008.
LUIZ AUBERT NETO
Presidente do Sindicato
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