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AGÊNCIA SINDICAL, 21
de maio de 2008
Centrais definem hoje (21) roteiro do
Dia Nacional de Luta pelas 40 horas

As Centrais Sindicais marcham unidas para o Dia Nacional de Luta pelas 40 horas,
em 28 de maio. E os preparativos para as manifestações ganham
força nesta quarta, dia 21, com a reunião de seis Centrais, a
fim de definir o roteiro das mobilizações. O encontro acontecerá às
10 horas, na sede da Força Sindical, na rua Galvão Bueno, 782,
9º andar, Bairro da Liberdade, São Paulo.
O objetivo dos dirigentes é fazer
uma forte manifestação nacional, dia 28, precedida de atos
regionais e locais, conforme a capacidade de mobilização
das entidades de base.
A Força Sindical reuniu
sua direção na manhã desta terça, definindo
locais e formas de manifestação no dia 28. No mesmo dia,
a Federação dos Metalúrgicos da Força promoveu
encontro de seus diretores e assessores, quando foram definidas providências
para um forte protesto da categoria metalúrgica, em todo o Estado.
Região -
As regiões também já articulam o Dia Nacional de
Luta pelas 40 horas. Em Guarulhos, houve reunião segunda-feira,
com a Força, CUT, CTB e Nova Central. Dia 26, as Centrais, Sindicatos
filiados e entidades do movimento estudantil, de aposentados e de desempregados
reúnem-se de manhã na sede do Sindicato dos Metalúrgicos
(rua Harry Simonsen, 202, Centro), para os detalhes finais da mobilização.
Está definido que na véspera, dia 27, os sindicalistas
usarão a tribuna da Câmara guarulhense e farão panfletagem
no Centro. No dia 28, param fábricas, lojas e outros estabelecimentos,
culminando com ato público na praça Getúlio Vargas,
Centro.
Emprego – Segundo
Francisco Sales (Chiquinho), presidente da Federação dos
Metalúrgicos do Estado de São Paulo, “o grande apelo
da redução da jornada de trabalho para 40 horas é a
criação de novos empregos”. Para Chiquinho, os metalúrgicos
da base estão demonstrando forte apoio à redução
da jornada.
Mais
informações:
www.cut.org.br; www.fsindical.org.br; www.cttb.org.br; www.ncst.org.br; www.ugt.org.br;
www.cgtb.org.br
Pereira – Metalúrgicos de Guarulhos (6463.5300 e 9652.1813)
Chiquinho – Federação dos Metalúrgicos (3217.5255)
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A TARDE/ MINAS GERAIS, 21
de maio de 2008 | Economia
Emprego na construção
com carteira assinada é recorde
Agencia Estado
O ritmo de contratações na construção civil brasileira
cresceu 185,5% no primeiro trimestre deste ano, na comparação
como o mesmo período do ano passado, de acordo com a pesquisa do Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getúlio Vargas Projetos.
Com este desempenho, no final de março, foi recorde o número
de trabalhadores com carteira assinada na construção civil: 1,948
milhão. O resultado equivale a um avanço de 16,8% na comparação
com o número total de trabalhadores no setor em março do ano
passado.
De acordo com o estudo, foram
criadas 113,8 mil vagas no setor entre janeiro e março, mais da
metade do total de vagas geradas em todo o ano de 2007 (206,6 mil). Janeiro,
segundo o levantamento, foi o melhor mês para as contratações,
com 43,6 mil novas vagas, seguido de março, 39,2 mil, e fevereiro,
30,9 mil.
"A construção
civil vive um momento de sólido crescimento. Esses dados comprovam
que a crise internacional não atingiu o setor, que tem plenas
condições de manter o desempenho para corresponder à expectativa
de crescer 10,2% em 2008", analisa o presidente do SindusCon-SP,
João Claudio Robusti.
São Paulo
No Estado de São Paulo
foram criados 37,3 mil postos na construção no primeiro
trimestre, alta de 126,6% ante o mesmo período de 2007, totalizando
553,4 mil trabalhadores no setor. Na capital paulista foram criados 17,5
mil novos empregos com carteira assinada de janeiro a março -
um aumento de 96% nos três primeiros meses do ano sobre o primeiro
trimestre de 2007.
Centro-Oeste
O destaque nacional foi a Região
Centro-Oeste, que registrou crescimento de 665,9% no número de
contratações no primeiro trimestre ante o mesmo período
do ano passado, com a geração de 11,7 mil postos.
No Nordeste, a expansão
das contratações foi de 337,2% na mesma base de comparação,
enquanto no Sudeste foi de 148%, e no Sul, de 115,7%. Já as contratações
no setor da construção civil na Região Norte encolheram:
no primeiro trimestre, a região perdeu 47 postos de trabalho,
após a diminuição de 671 postos nos três primeiros
meses de 2007.
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CAMPO GRANDE NEWS, 21 de
maio de 2008 | Economia
Mato Grosso do Sul: Salários
na construção civil terão reajuste de 6% a 12%
Fernanda Mathias
Os salários de trabalhadores da Construção Civil de Mato
Grosso do Sul terão reajuste de até 12%, já a partir dos
pagamentos referentes ao mês de maio. Ontem representantes da Fetracon
(Federação dos Trabalhadores na Construção Civil)
estiveram reunidos com a diretoria do Sinduscon (Sindicato da Indústria
da Construção Civil), onde foi fechada a convenção.
O reajuste contempla 80 mil trabalhadores do interior do Estado, segundo o
presidente da Federação, João Gomes.
O reajuste é de 12% para
serventes e auxiliares; de 10% para as funções qualificadas,
como pedreiros e encanadores e 6% para mestre-de-obras, encarregados
e outros que já tinham salário acima do piso oficial.
O salário-base do auxiliar
de escritório ficou em R$ 415,00; de servente e vigia em R$ 460,00;
motorista e funcionário de almoxarifado R$ 620,00; de apontado
R$ 620,00, de encarregado de obras R$ 778,50 e mestre-de-obras R$ 1.112,46.
Em Campo Grande, a negociação foi feita pelo Sindicato
dos Trabalhadores na Construção Civil. O índice
definido foi de 8%.
O setor da construção
civil sofre com a falta de pessoal qualificado para trabalhar nas obras.
Os que têm experiência estão sendo bastante disputados.
A demanda é por 10 mil trabalhadores qualificados, principalmente
em especialidades como acabamento.
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SÓ NOTÍCIAS,
21 de maio de 2008 | Economia
Mato Grosso: Definido reajuste de 7%
para trabalhadores de indústrias madeireiras
A adequação do piso salarial dos trabalhadores das indústrias
madeireiras será de 9,22% e o reajuste de 7%. Os índices foram
definidos ontem, em uma reunião com a comissão de relações
trabalhistas do Sindusmad - Sindicato das Indústrias Madeireiras do
Norte - e representantes dos Siticom - Sindicato dos Trabalhadores na Indústria,
Construção e Mobiliário - de Sinop e Vera.
A definição aconteceu
após três reuniões dos sindicatos. “Em mais
de 20 anos, esta é a primeira vez que uma convenção
coletiva é finalizada antes de outubro, isso demonstra a organização
do setor”, avalia Vito Greggio, presidente da comissão do
Sindusmad.
“Os dois lados tiveram
que ceder um pouco para que a negociação fosse concluída.
Considero o resultado positivo”, diz Éder Pessine, representante
do Siticom de Sinop.
O piso salarial dos trabalhadores
varia de acordo com a categoria. Para auxiliar de produção
nível 1, passou de R$ 410 para R$ 450. De nível 2 ficou
em R$ 500. Já operarador de máquina nível 3, subiu
de R$ 488 para R$ 535 e, trabalhador administrativo, nível 4,
para R$ 550.
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UOL, 21 de maio de 2008 |
Economia
Desemprego marca 8,5% em abril, menor
taxa para o mês, afirma IBGE
Da Redação
Em São Paulo
A taxa de desemprego em abril foi de 8,5% da população economicamente
ativa, menor percentual já registrado para o quarto mês do ano
desde o início da série de cálculos, em 2002 (veja gráfico
no final da página).
O número é praticamente
o mesmo de março último (8,6%), mas ficou abaixo dos 10,1%
de abril do ano passado. A menor taxa de todas foi de 7,4%, em dezembro
de 2007. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
Existem atualmente (em abril)
21,4 milhões de pessoas trabalhando nas seis regiões metropolitanas
do país pesquisadas, número 4,3% maior que o verificado
um ano atrás. De outro lato, há 1,991 milhão de
trabalhadores momentaneamente sem emprego, quantidade 13,9% menor que
em abril do ano passado.
O número de empregados
com carteira assinada, em abril, cresceu 9,9% em relação
ao mesmo mês de 2007 e 1,5% na comparação com março
deste ano, somando atualmente 9,5 milhões de pessoas.
Na análise regional, o
IBGE notou queda do desemprego em cinco localidades, na comparação
entre abril de 2008 e igual mês do ano passado: Recife (redução
de 2,8 pontos percentuais), São Paulo (de 2,2 pontos), Salvador
(2,3 pontos) Porto Alegre (1,2 ponto) e Belo Horizonte (1,2 ponto). Em
comparação com março, todas as regiões estudadas
mantiveram praticamente estáveis os índices de desocupação.
Renda
cresce
O rendimento médio do trabalhador em abril foi de R$ 1.208,10, um aumento
real de 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado e 1%
na comparação com março.
Mas os ganhos dos trabalhadores
com carteira assinada, na média, caíram 2% entre abril
de 2007 e deste ano, ficando em R$ 1.139,40. Já os empregados
sem carteira assinada, também na média, viram seus rendimentos
aumentarem 4,1% no período, atingindo R$ 771,70.

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UOL, 21 de maio de 2008 |
Economia
Rendimento médio real do
trabalhador aumenta no mês em abril e perante 2007, mostra
IBGE
RIO - O rendimento médio
real habitualmente recebido pelos trabalhadores para o agregado das seis
regiões investigadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatísticas (IBGE) equivaleu a R$ 1.208,10 em abril, com crescimento
de 1% na comparação com março e ampliação
de 2,8% no confronto com igual período de 2007.
Segundo o levantamento, entre
as seis regiões metropolitanas analisadas, houve aumento na renda
em Recife (7,7%) e Rio de Janeiro (5,4%) na passagem de março
para o mês seguinte. Nesse mesmo comparativo, foram apuradas quedas
em Salvador (-3,1%), Belo Horizonte (-1,7%) e Porto Alegre (-1,5%).
Em relação a abril
do ano passado, viu-se recuperação na renda em todas as áreas
analisadas. No Rio de Janeiro, por exemplo, houve alta de 5,2%. Em Porto
Alegre, o avanço foi de 4,6%. O rendimento subiu 3% em Belo Horizonte,
2,9% em Recife e 2,3% em Salvador. Em São Paulo, a alta ficou
em 1,2%.
Na base mensal, os trabalhadores
com carteira de trabalho assinada no setor privado verificaram recuo
de 0,5% no rendimento médio, para R$ 1.139,40. Os empregados sem
carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram rendimento médio
de R$ 771,50, acréscimo de 1,1%. Os trabalhadores por conta própria
acabaram com a renda 1,7% maior, de R$ 1.036,90. Militares ou funcionários
públicos tiveram elevação de 1,3% no rendimento
médio, para R$ 2.055.
Ante abril de 2007, o rendimento
dos trabalhadores com carteira assinada caiu 2%. Os trabalhadores sem
carteira ficaram com renda 4,1% maior e os trabalhadores por conta própria
verificaram aumento de 8,1%. Os militares e servidores públicos
notaram, porém, renda 1% mais enxuta.
(Valor Online)
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 21 de maio de 2008 ! Economia
Irritado, Bernardo diz que não
há sobra de caixa no governo
Ministro do Planejamento comenta excedente
de arrecadação de R$ 11,8 bi divulgado em relatório
na terça
Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência
Estado
BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, rechaçou
nesta quarta-feira, 21, a avaliação de que o excesso de arrecadação
projetado no relatório de programação financeira, divulgado
na última terça pelo Ministério do Planejamento, trata-se
de uma folga de caixa. Paulo Bernardo chegou a ficar irritado com os repórteres
que usaram essa expressão. "Eu não disse que tem folga de
caixa. Eu duvido que o relatório tenha essa expressão. O senhor
não leu", disse Bernardo ao repórter. "O senhor deve
ter lido essa informação no jornal. No relatório, não
tem essa expressão."
Na terça-feira, 20, o
Ministério do Planejamento divulgou relatório enviado ao
Congresso no qual informa que terá R$ 11,8 bilhões a mais
de receita em 2008 do que o previsto na última estimativa oficial
divulgada em abril. Em tese, esse excedente de arrecadação
poderá ser usado pelo governo para compor o Fundo Soberano do
Brasil, conforme anunciado na semana passada pelo ministro da Fazenda,
Guido Mantega.
Oficialmente, entretanto, o mesmo
relatório que reconhece a ampliação das receitas
também destina o excedente para cobrir novas despesas de pessoal
(R$ 7,6 bilhões), para ampliar o ressarcimento aos Estados exportadores
(R$ 1,3 bilhão) e para ampliar o limite de gastos de custeio e
investimento (R$ 4,55 bilhões).
Segundo o ministro, o relatório
mostra projeções do que o governo acha que vai ocorrer
no ano de receitas e despesas. Bernardo cobrou do Congresso nacional
responsabilidade na votação do projeto que regulamenta
a chamada Emenda 29, que prevê mais recursos para a área
da saúde. "Nós temos muita confiança de que
o Congresso é responsável e não vai votar um projeto
insustentável e irresponsável."
O ministro também
comentou sobre a inflação no Brasil e disse que alta
dos preços não fugiu ao controle. A uma pergunta se a
inflação no País estaria descontrolada, o ministro
respondeu, sorrindo: "Eu li hoje no Estadão que não
está." Sobre inflação, a edição
desta quarta do Estado publica reportagem informando que "o governo
já trabalha com inflação acima da meta oficial
de 4,5%", além de outra informando que o IGP-M teve uma
alta de 1,54%, "a maior em mais de cinco anos" em maio.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 21 de maio de 2008 ! Economia
Juro real deve atingir o menor nível
desde 2003
Com base nas projeções de mercado
para o IPCA, levantamento mostra que taxa cai para 6,5% este mês
Fernando Nakagawa
A despeito do aumento da Taxa Selic no mês passado, o juro real continua
em queda e deve, no final de maio, atingir o menor nível em quase cinco
anos, desde novembro de 2003.
Levantamento feito pelo Estado
com base nas projeções de mercado para o Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que o juro real deve
cair para 6,50% ao ano neste mês, levando-se em conta o atual nível
da Selic.
Em abril, após o aumento
da taxa básica para 11,75%, o juro real estava em 6,71% ao ano.
O juro real é calculado
pela diferença entre a taxa de juros nominal e um determinado índice
de inflação.
O indicador mede o custo efetivo
do dinheiro e é o mecanismo que influencia o nível da demanda
e, conseqüentemente, dos preços da economia.
COMMODITIES
A queda do juro real no Brasil
acontece em um período delicado para a política monetária.
Com o aumento da demanda global, as principais commodities internacionais
- como arroz, trigo, petróleo e metais - têm apresentado
forte elevação dos preços, o que pressiona a inflação.
A situação se agrava
ainda mais com o aquecimento da economia brasileira. Nesse quadro, a
queda do juro real pode acelerar ainda mais o consumo e o ritmo de aumento
de preços.
Na pesquisa Focus divulgada na
segunda-feira, analistas previam que o Índice de Preços
ao Consumidor Amplo vai subir 0,48% em maio. Se confirmada essa previsão,
a inflação vai acumular alta de 5,25% em 12 meses.
Levando-se em conta o nível
atual da Selic, o juro real fica em exatos 6,50% ao ano. Esse número
- gerado pela diferença entre a Selic e o IPCA - é o menor
desde 2003.
Naquele ano, a economia sofria
com a disparada da inflação causada pela desvalorização
cambial durante a eleição presidencial do ano anterior,
o que reduzia o juro real.
Em outubro de 2003, o número
estava em 5,02%, fruto da inflação de quase 14% e da Selic
de 19%.
RITMO FORTE
O levantamento mostra também
que o aumento da Selic anunciado em abril foi, em termos de juro real,
insuficiente para fazer frente à escalada dos preços. Isso
quer dizer que a inflação subiu em ritmo mais forte que
o aperto monetário decidido pelo Banco Central, o que manteve
o juro real em queda.
O cenário reforça
a expectativa dos analistas de mercado de que o Banco Central deve continuar
subindo os juros na próxima reunião do Comitê de
Política Monetária (Copom), marcada para os dias 3 e 4
de junho. Mas há dúvidas sobre o tamanho do esperado aumento
da Selic.
Se a taxa subir 0,50 ponto porcentual,
para 12,25% ao ano, o juro real avança para 7% e volta ao patamar
de novembro de 2007. Se o aperto for maior, com aumento de um ponto porcentual,
o juro real subirá para 7,50% e retorna ao nível de julho
de 2007.
CENÁRIOS
6,5% ao ano
é para quanto deve cair o juro real neste mês, levando-se em conta
o atual nível da Selic. Em abril, após o aumento da taxa básica
para 11,75%, o juro real estava em 6,71% ao ano
0,48%
é quanto vai subir o IPCA em maio, segundo previsão de analistas
na última pesquisa Focus. Se confirmada a previsão, a inflação
vai acumular alta de 5,25% em 12 meses.
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CONGRESSO EM FOCO, 21 de
maio de 2008
MP 431 corrige aposentadoria e pensão
sem paridade
Antônio Augusto de Queiroz*
Sob o título de “Maldades
da Reforma da Previdência”, denunciei em artigo, publicado
em 19 de setembro de 2007, o tratamento que o governo vinha dando aos
aposentados e pensionistas sem direito à paridade, cujos proventos
estavam congelados desde 31 de dezembro de 2003.
A MP 431, de 14 de maio de 2008,
em seu art. 171, corrige tal injustiça e determina a correção
dessas aposentadorias e pensões a partir de janeiro de 2008, nas
mesmas datas e índices utilizados para fins dos reajustes dos
benefícios do regime geral de previdência social.
No artigo chamei a atenção
para a omissão governamental em relação a três
pontos, mas sobre os aposentados e pensionistas que estavam com seus
proventos congelados, tratei do tema nos seguintes termos:
“A última perversidade
analisada neste texto diz respeito à ausência de qualquer
atualização das aposentadorias e pensões dos que
perderam o direito à paridade, tendo se aposentado ou deixado
pensão calculada com base na média de contribuições,
de que trata a Lei nº 10.887/2004. Esse grupo de pessoas, formado
por aposentados e pensionistas, além da redução
extraordinária em seus proventos, desde a edição
da Lei 10.887, em 18 de julho de 2004, estão sem atualização
de seus proventos.
A maldade decorre do artigo 15
da lei 10.887, segundo o qual ‘os proventos de aposentadoria e
as pensões de que tratam os arts. 1º e 2º desta lei
serão reajustados na mesma data em que se der o reajuste dos benefícios
do regime geral de previdência social’”. Como o texto
não diz que “serão reajustados com o mesmo índice
e na mesma ata”, o governo simplesmente ignora a regra e não
atualiza os proventos desses aposentados e pensionistas.”
Muitas entidades, entre as quais
a Unafisco, a Fenapef e o Mosap, apresentaram emendas por intermédio
de parlamentares para corrigir essa injustiça, mas os relatores
dos projetos e medidas provisórias emendados alegavam que se tratava
de iniciativa privativa do Poder Executivo, rejeitando-as por vício
de iniciativa. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) subscreveu
a maioria dessas emendas.
Mesmo não retroagindo à data
da vigência da Lei nº 10.887, de 18 de junho de 2004, como
seria o correto, a atualização desses benefícios
nos termos do art. 171 da Medida Provisória 431 representa um
grande alento. Sem a iniciativa governamental, os proventos de aposentados
e pensionistas desprotegido da paridade ficariam sem reajuste indefinidamente
e passariam a depender da Justiça, num processo lento e incerto.
Portanto, a iniciativa
governamental, mesmo que tardia e incompleta, deve ser merecedora de
aplauso, porque assegura às aposentadorias e pensões
sem paridade o mesmo índice de reajuste dos benefícios
do regime geral, uma garantia de preservação do valor
dos benefícios.
*Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político
e diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (Diap).
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Agência Diap, 21 de
maio de 2008
ENTREVISTA / GERALDINO CRUZ NASCIMENTO
Sindicalista que tem medo de greve
precisa se aposentar
Rosângela Ribeiro Gil*
Ele fala de forma professoral. Se emociona muito. Pára a entrevista
para chorar. As lágrimas escorrem. Desculpa-se. “Foi muita luta,
muitos sacrifícios”. Respira fundo. Pede para voltar a gravar
a entrevista.
Aos 19 anos de idade, depois
de uma desilusão amorosa e para “fugir” desse amor,
arruma as malas e vai para o Rio de Janeiro, deixando um emprego com
carteira assinada em Santos, como ajudante de elétrica. Vai trabalhar,
já como eletricista, na construção da ferrovia do
aço, no trecho carioca até Volta Redonda.
Já casado, voltou para a Baixada Santista onde sentia estava o seu futuro
profissional. “Entendia que, por causa do pólo industrial de Cubatão,
essa região era promissora em termos de oferta de emprego”.
Geraldino Cruz Nascimento aos 51 anos de idade, o baiano de Paripiranga (BA),
depois de mais de 20 anos de militância sindical, “está”,
como ele mesmo observa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção
Civil de Santos (Sintracomos), desde janeiro último. E por uma fatalidade.
O presidente José Antonio Amaral faleceu no dia 22 de janeiro, de câncer.
Amaral tinha acabado de ser reeleito para a presidência do sindicato,
no dia 22 de dezembro de 2007. Não assumiu. Quem assumiu foi Geraldino,
no dia 2 de fevereiro, o seu vice-presidente, que trabalhou nas empreiteiras
Enesa e Montreal Engenharia, da área da Cosipa (Companhia Siderúrgica
Paulista, de Cubatão). Foi cipeiro mais eleito nas duas empreiteiras.
Debate Sindical – Quando foi o seu primeiro contato
com a vida sindical?
Geraldino Cruz – Foi por volta de 1982, com o senhor Pedro Gomes da Silva,
que me falou de sindicato e da importância da organização
do trabalhador para conquistar direitos. Naquela época nós, trabalhadores
de empreiteiras da área da Cosipa, tínhamos poucos direitos.
O trabalhador não tinha almoço, transporte, plano de saúde,
uniforme. Eram muitos acidentes de trabalho. Comecei a perceber as coisas,
a conhecer o caminho da democracia, o caminho da luta pelos direitos sociais.
Foi assim que nasceu a idéia de vir para o sindicato, para organizar
a luta porque tinha aqui no sindicato um presidente pelego. Eu tinha 26 anos
de idade.
Debate Sindical – Como foi o início do seu engajamento
na luta dos trabalhadores?
Geraldino Cruz – Eu era empregado da Enesa. E fui o cipeiro mais votado
de toda a história da Cipa (Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes) das empreiteiras na área da Cosipa. Fui vice-presidente
da CIPA da Enesa por duas vezes.
Debate Sindical – O senhor fez uma greve nas empreiteiras
da área da Cosipa?
Geraldino Cruz – Sim. Eu já era da diretoria do sindicato. Eu
e mais um colega, em 1987, paramos as empreiteiras na Cosipa. Reivindicávamos
a reposição da inflação que, na época, era
terrível. Sai de canteiro em canteiro e consegui colocar no pátio
da empresa numa faixa de 12 mil trabalhadores. Parou todo mundo.
Debate Sindical – E parou?
Geraldino Cruz – Parou todo mundo.
Debate Sindical – Por quanto tempo?
Geraldino Cruz – Paramos por dois dias. Eu senti que a Polícia
Militar (PM) e a vigilância da Cosipa queriam me prender. Por dois dias
eu consegui driblar isso. Conseguimos o reajuste salarial, mas paguei um preço
muito caro por isso. A empresa pediu a minha cabeça e me tirou da área
da Cosipa. Eu fui expulso. Fui preso. Duas viaturas da PM me levaram. Fui colocado
para fora e o sindicato na época me desprezou também, porque
achou que fui uma pessoa radical.

Para Geraldino, o trabalhador tem se distanciado do sindicato, reduzindo a
participação em assembléias e demais eventos
Debate Sindical – Como você ficou?
Geraldino Cruz – A empresa não me queria dentro da área.
Ela continuou a pagar o meu salário, mas não me deixou voltar
para o trabalho. A empresa considerou que eu era uma ameaça dentro da área
da Cosipa. O sofrimento meu foi muito grande. Passei nove anos assim.
Debate Sindical – Como foi o seu retorno?
Geraldino Cruz – Eu juntei um grupo de 14 pessoas, mesmo da diretoria
do sindicato. E consegui falar individualmente com alguns camaradas que foram
muito importantes nessa fase da minha vida. Um foi o Douglas Martins de Souza,
o José Luiz de Mello (falecido), Marcos Braz de Oliveira, Geraldo Correia,
Luiz Carlos de Andrade, Pedro Gomes da Silva, Rivaldo Leão e Dorival
Sebastião. E esse grupo de pessoas queria lutar por um sindicato melhor.
Depois de muita luta, conseguimos vir para a executiva do sindicato, a partir
de 1996. Permaneci por sete anos diretor de Saúde Assistencial. Após
esses anos, eu assumi a vice-presidência. Houve também uma dissidência
do José Carlos Ribeiro, que era parte de um grupo também importante
do sindicato.
Debate Sindical – Na época em que o senhor estava
ainda fora do sindicato e disputava eleições, concorriam, às
vezes, mais do que duas chapas. Tinha oposição atuante.
Hoje as eleições aqui no sindicato são com chapa única.
Por que isso?
Geraldino Cruz – Houve uma mudança do estatuto, que dificultou
a formação de chapas de oposição. Tem artigo que
dificulta e afasta qualquer tipo de oposição.
Debate Sindical – Isso não é ruim?
Geraldino Cruz – É, para a democracia.
Debate Sindical – Como você vê o movimento sindical
hoje em comparação ao início da sua militância sindical,
na década de 1980?
Geraldino Cruz – Está muito difícil. O movimento sindical
se afastou um pouco do trabalhador. Quando você arrecada do trabalhador
contra a vontade dele, de uma forma compulsória, que é o imposto
sindical, isso é danoso para os sindicatos. Eu defendo que o trabalhador
contribua espontaneamente.

Debate Sindical – O movimento sindical ainda é combativo?
Geraldino Cruz – Sim. Mas tem sindicalista que perdeu contato com a base.
Por exemplo, o Porto de Santos. Quanto tempo o porto não faz uma grande
manifestação com os trabalhadores? Quanto tempo a Cosipa não
pára por causa de uma greve? O nosso sindicato tem feito bastante greve.
As nossas assembléias estão cheias. Temos dado resposta para
o trabalhador. Mas eu tenho visto aí que tem sindicato que virou “sindicato
de arrecadação”, sindicato de carteirinha. O trabalhador
realmente tem se distanciado do sindicato. Espero que isso mude com a legalização
das centrais sindicais e com a necessidade de ter 25% da categoria filiado
ao sindicato.
Debate Sindical – O senhor não tem medo de fazer
greve?
Geraldino Cruz – Não, pelo contrário. A função
do mecânico é arrumar o motor do carro. A função
de um eletricista é levar energia. A função de uma fábrica
de automóveis é produzir carro. E a função de um
sindicalista é “fabricar” greve. A greve fortalece e engrandece
um dirigente sindical. Eu acho que um dirigente sindical que tem medo de greve
deve se aposentar e pegar o boné e ir embora. A greve faz parte da luta
de um sindicato. A greve tem de ser feita com sabedoria. Tem de fazer tudo
direitinho para que o movimento não se arrebente na Justiça.
A greve precisa ser justa, bem pensada e tem de ser a vontade do trabalhador,
e não a vontade do dirigente sindical.

(*) Jornalista, integra o Núcleo Piratininga de Comunicação
(NPC), entidade que desenvolve trabalhos em comunicação sindical,
social e comunitária, com sede no Rio de Janeiro.
rosangelaribgil@uol.com.br
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Folha de S.Paulo, 21 de maio de 2008
2010:
Lula afirma não ter candidato
ainda, mas declara que fará sucessor
Sem a presença do governador José Serra (PSDB) e em Santo André,
com um público repleto de militantes do PT, o presidente Lula mudou
de tom. Trouxe ao palanque o tema das eleições de 2010. "Daqui
a dois anos e sete meses está chegando o fim do meu governo. Quero sair
do governo, mas é importante avisar sempre aos brasileiros e brasileiras.
Já estou vendo um monte de candidato por aí. Ainda não
tenho nem candidato nem candidata, mas vou ter e vamos eleger o novo candidato
para poder seguir a nossa política", disse.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 21 de maio de 2008 | Dinheiro
Inflação é a
pior desgraça para o trabalhador, afirma Lula
MARIANA SANT'ANNA
Colaboração para a Folha Online
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva reafirmou nesta terça-feira que o governo vai fazer
esforços para impedir o retorno de altas taxas de inflação.
Para Lula, a inflação prejudica, sobretudo, o brasileiro
assalariado.
"A inflação é a
pior desgraça para o povo que vive de salário. Porque a
inflação come o salário dele [trabalhador]",
afirmou.
A meta de inflação é de
4,5%, com margem de dois pontos para mais e dois para menos.
O presidente disse ainda que
o governo acompanha os esforços da indústria para atender
o aumento do consumo no país. "Estamos trabalhando para que
o país tenha uma combinação perfeita entre a capacidade
produtiva e a da demanda do país", afirmou.
Lula também defendeu que
o aumento da produção ajuda a segurar a inflação. "Quando
o povo pode comprar mais, as indústrias precisam produzir mais
ou terá menos produto e os espertinhos aumentam o preço."
Sobre o aumento no consumo de
alimentos, o presidente defendeu uma expansão na produção
agrícola. "Nós vamos ter que colocar mais água
no feijão. Vamos ter que plantar mais alimentos, como arroz, feijão
e trigo. Esse é um desafio bom, que a gente não tem que
reclamar. eu quero que, cada vez mais, o povo coma melhor", afirmou.
O presidente também defendeu
a ascensão da população de baixa renda à classe
média para incrementar o comércio. "O maior investimento
que a gente faz é cuidar exatamente para que pobre não
seja tão pobre e se torne um cidadão de classe média
e um consumidor."
Índice
O IGP-M (Índice Geral
de Preços - Mercado) mais que quadruplicou na segunda leitura
prévia de maio, apresentando alta de 1,54%, contra 0,37% um mês
antes. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela FGV (Fundação
Getulio Vargas).
A metodologia aplicada
na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-DI e do
IGP-10 --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--,
também apurados pela FGV, com a única diferença
de ter um período de coleta diferente. A segunda prévia
do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior
e 10 do mês de referência.
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Gazeta do Povo, 21 de maio de 2008
Tributos
Acordo prevê CPMF com
alíquota de 0,1%
Novo imposto seria chamado de Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico
(Cide),tal como o tributo dos combustíveis
Um acordo entre os líderes da base aliada do Palácio do Planalto,
selado ontem, definiu que os governistas vão mesmo propor a criação
de um novo tributo com alíquota de 0,1% para custear o aumento de gastos
para a área de saúde previsto no projeto que regulamenta a chamada
emenda 29. Para fugir da idéia de que estão, na prática,
ressuscitando a CPMF, mas com alíquota menor, os líderes querem
chamar o novo tributo de Contribuição de Intervenção
no Domínio Econômico (Cide), que incidiria sobre as movimentações
financeiras e seria criada por meio de uma lei complementar. A questão é que
já existe outra Cide, incidente sobre combustíveis.
A decisão dos aliados foi tomada em um almoço na casa do líder
do PTB, o deputado Jovair Arantes (GO), onde estavam representantes do PT,
PR, PRB e PMDB. O acordo dos governistas atende à estratégia
do Planalto, que pede novas fontes de financiamento para a saúde, mas
não quer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assuma o
desgaste de propor um novo imposto.
Na avaliação da base aliada, uma Cide sobre movimentação
financeira facilitaria a aprovação no Senado, que no ano passado
rejeitou uma proposta de emenda constitucional que prorrogava a cobrança
da CPMF. O projeto de lei complementar exige maioria absoluta para a provação
e uma proposta de emenda constitucional – três quintos. O fato
de incidir sobre finanças e de se tratar de “mais dinheiro para
o SUS”, dizem os governistas, pode ajudar na aprovação.
Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana
(PT-SP), a contribuição será permanente e sua arrecadação,
exclusiva para a saúde. A alíquota de 0,1% sobre as movimentações
financeiras poderá arrecadar R$ 10 bilhões no próximo
ano, segundo estimativa de Fontana.
Além da nova contribuição, líderes governistas
estão estudando a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) sobre cigarros e bebidas, também com destinação
para a área da saúde. Esse aumento do IPI poderia significar
R$ 1,5 bilhão a mais para o setor.
Oposição
O DEM e o PSDB reagiram. “Não vamos apoiar essa proposta. Nada
que aumenta imposto nós vamos votar”, afirmou o líder do
DEM, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA). Ele classificou
de “chantagem” a posição do líder do governo
em condicionar a aprovação da regulamentação da
emenda 29 à criação de uma nova contribuição.
“ Há excesso de arrecadação e excesso de gastos correntes”,
afirmou ACM Neto, argumentando que há recursos no governo para custear
o aumento de dinheiro para a saúde previsto no projeto. “Essa proposta
(de criar uma contribuição) não tem apoio nenhum. Não
tem discussão”, afirmou o líder do PSDB, deputado José Aníbal
(SP).
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Gazeta do Povo, 21 de maio de 2008
Tributos
Lula diz que é preciso criar
fonte de recursos
O presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva disse ontem que
os parlamentares vão ter que encontrar fontes de receita para financiar
a aprovação da Emenda 29 – que amplia recursos para a saúde.
Segundo ele, o Congresso não pode aprovar a elevação de
despesas sem encontrar uma forma de cobrir o novo gasto.
“ Se o Congresso quer regulamentar a emenda 29 e aumentar os recursos para
a saúde, é importante que os companheiros pensem como vão
aumentar as despesas da saúde sem ter uma nova receita”, disse Lula
hoje. “Só dá para aumentar despesa se tiver uma nova receita.”
Lula afirmou a proposta de criação de uma nova fonte de receita – como
a recriação da CPMF – não será criada pelo
Planalto. “Não partirá do governo qualquer iniciativa para
que o Congresso aprove um novo imposto.”
O presidente Lula reu niu ontem a equipe de coordenação política
para discutir a recriação da CPMF. No encontro, ficou definido
que a discussão sobre a proposta de recriar a CPMF será feita
pelo Congresso, sem interferência clara do governo.
Mas a oposição promete barrar a recriação da CPMF
no Congresso se a base aliada do governo apresentá-la como alternativa
para compensar a chamada emenda 29 (que amplia a destinação de
receitas para a saúde). Líderes do DEM e PSDB afirmaram que a
proposta não tem chances de ser aprovada no Senado, uma vez que a Casa
Legislativa foi responsável por derrotar a prorrogação
da CPMF no final de 2007.
Lula participou da cerimônia de assinatura de atos relativos a obras
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Santos (litoral
paulista).
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Gazeta do Povo, 21 de maio de 2008
Tributos
Arrecadação bate recorde
No mesmo dia em que o presidente Lula disse que seria preciso encontrar uma
nova fonte de recursos para aumentar o investimento em saúde, o governo
federal informou ao Congresso que a arrecadação da União
deve terminar o ano pelo menos R$ 16,2 bilhões acima do inicialmente
projetado pela equipe econômica. Comparando com as primeiras estimativas
que o governo embutiu no Orçamento, ainda em 2007, o excedente de receita
chega a R$ 61,9 bilhões – 50% a mais do que a perda da CPMF.
O relatório divulgado já incorpora os efeitos do pacote de desoneração
tributária e a redução da Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide), anunciada
recentemente pelo governo como forma de compensar o aumento do preço
da gasolina nas refinarias. A receita do Imposto de Renda é a que lidera
a expansão em 2008, podendo chegar ao fim do ano em R$ 174,5 bilhões.
Como a arrecadação do IR e do IPI são compartilhadas pela
União com estados e municípios, os governadores e prefeitos também
devem ganhar R$ 4,4 bilhões a mais de transferências e R$ 1,3
bilhão a mais de compensação pelas perdas da Lei Kandir.
Para o governo federal sobram R$ 10,4 bilhões.
Desse valor, segundo o relatório, R$ 7,6 bilhões serão
destinados a cobrir reajustes para servidores públicos e R$ 4,55 bilhões
estão sendo formalmente reservados para gastos de custeio e investimento,
mas, na prática, devem ser desviados para superávit primário.
R$ 16,2 bilhões
a mais o governo deve arrecadar até o fim de 2008, em comparação
com as primeiras estimativas do ano.
R$ 61,9 bilhões
é o excedente de receitas que o governo deve ter neste ano – 50%
mais do que perdeu com o fim da CPMF.
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Agência Diap, 21 de
maio de 2008
MERCADO DE TRABALHO
Brasil tem 3,5 vezes mais jovens
desempregados do que adultos
A falta de experiência,
a necessidade de aliar emprego e escola e a falta de oportunidade estão
entre as razões para o fato de que o desemprego juvenil é maior
que entre adultos. E, no Brasil, esse problema é ainda mais agudo;
na pesquisa "Juventude e políticas sociais no Brasil",
ele é o país que tem a maior taxa proporcional de jovens
desempregados, comparado com outros nove países. O estudo foi
elaborado pelos técnicos Jorge Abrahão de Castro e Luseni
Aquino, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O Brasil tem taxa de 46,6%. Os países latino-americanos, México
e Argentina, vêm em seguida com 40,4% e 39,6%, respectivamente. Depois
está o Reino Unido, 38,6%; a Suécia, com 33,3%; os Estados Unidos,
com 33,2%; a Itália, com 25,9%; a Espanha, com 25,6%; a França,
com 22,1% e a Alemanha, com 16,3%.
São 3,5 vezes mais jovens desempregados do que adultos - com mais de
24 anos. A maioria desses jovens necessita do emprego para contribuir com a
subsistência familiar e alguns poucos para ter oportunidades de aprendizado,
acesso ao lazer e à cultura, e à autonomia econômica.
Na luta para entrar no mercado de trabalho, esses jovens - que muitas vezes
têm que abrir mão de ir para a escola, para o curso de qualificação
- encontram empregos de curta duração e de baixa remuneração,
o que dificulta a emancipação financeira. "As trajetórias
ocupacionais se tornam mais incertas, na medida em que a rápida transformação
do mundo do trabalho pode, em pouco tempo, tornar obsoletas determinadas qualificações",
disse a pesquisa.
Os jovens de famílias trabalhadoras e de baixa renda ficam circulando
entre essas ocupações, no mercado informal. De acordo com a pesquisa,
além de não favorecer a conclusão da educação
básica, é, muitas vezes, avaliada negativamente pelos empregadores. "Segue
que este processo tende a reproduzir, na trajetória destes jovens no
mundo do trabalho, as desigualdades sociais herdadas da geração
anterior", acrescentou o estudo.
A alta taxa de desemprego juvenil, na faixa abaixo de 17 anos, indica que grande
parte das famílias não tem meios de manter os jovens fora do
mercado do trabalho até completar o ensino médio. Assim, percebe-se
uma dificuldade cada vez mais notória de se realizar a transição
da escola para o mundo do trabalho.
A sociedade vê no desemprego juvenil um campo para a disseminação
da violência e a ampliação da pobreza e, segundo a pesquisa,
ele é realmente um problema social, pois "por definição,
o desempregado expressa o desejo, a necessidade e a disponibilidade de obter
um trabalho assalariado".
Para enfrentar o desemprego juvenil, os governos brasileiros implementaram
algumas políticas voltadas para incentivar a contratação
de jovens, ou a qualificação profissional. A formação
profissional pode ser instrumento para diminuir a rotatividade no emprego e
permite que jovens possam buscar ocupações mais interessantes
e começarem a construir uma carreira profissional.
Já nas políticas de incentivo à contratação,
os benefícios não são tão explícitos. Quase
todas - subsídio, transferindo para o Estado uma parte do custo salarial;
redução dos encargos não salariais para a contratação
de jovens - as tentativas tiveram baixa adesão do empresariado. Além
disso, pelo já baixo custo da mão de obra do trabalhador jovem,
elas não produziram grande impacto.
Para a pesquisa "as políticas de emprego devem contribuir não
apenas para autonomia econômica, expressa na obtenção de
uma renda própria, mas também para sua socialização
em um ambiente diferente da sua família, vizinhança e escola".
(Fonte: Adital)
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Agência Diap, 21 de
maio de 2008
FUNDO DE GARANTIA
Trabalho cancela audiência
que debateria políticas para o FGTS
A audiência pública
da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados foi cancelada
por incompatibilidade de agenda dos convidados para a reunião,
em seu lugar, os deputados devem deliberara a pauta ordinária
do colegiado. A audiência debateria os projetos de lei que versam
sobre mudanças no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS), nova audiência foi marcada para a próxima quinta-feira
(29).
Entre as propostas que
podem ser apreciadas no colegiado, destaca-se o projeto de lei complementar
(PLP 92/07) do Executivo. O relator da matéria é o deputado
Pedro Henry (PP/MT) e seu parecer ainda não foi apresentado.
No ano passado, o deputado havia se manifestado à favor da matéria.
O projeto já foi debatido em audiência pública, e foi duramente
criticado pelos palestrantes. Entre os palestrantes, o procurador da República
no Distrito Federal Peterson de Paula Pereira e o presidente do Conselho Nacional
de Saúde (CNS), Francisco Batista Júnior, afirmaram que a proposta é inconstitucional
e prejudica especialmente a saúde, uma das áreas onde as fundações
estatais poderão atuar, segundo o projeto.
Aposentadoria
Outra matéria em pauta é o Projeto de Lei 6.914/02 (PLS 68/00,
no Senado), da senadora Marina Silva (PT/AC). A matéria dispõe
sobre a concessão de seguro-desemprego ao trabalhador extrativista vegetal
e ao beneficiador de produtos das florestas durante o período em que
estiver impedido de exercer sua atividade.
O relator da proposta é o deputado Sebastião Rocha (PDT/AP),
que apresentou parecer favorável à matéria. O colegiado
se reúne novamente, nesta quarta-feira (21), para deliberar sobre proposições
remanescentes da pauta de hoje. (André Santos)
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FOLHA DE LONDRINA, 21 de
maio de 2008 | Economia
IBGE investiga a fundo os hábitos
familiares
Os hábitos de vida das famílias brasileiras serão investigados
profundamente na nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). O levantamento já começou e tem previsão para
terminar em maio de 2009. Ao todo, 600 pesquisadores deverão visitar
65 mil domicílios em 1.752 cidades. A divulgação dos primeiros
dados deverá acontecer no final do próximo ano.
A nova Pesquisa de Orçamentos
Familiares (POF) trará novidades como os hábitos de coleta
seletiva, tipo de energia e combustíveis usados, compras de medicamentos
genéricos e usos de cartões para pagamento das contas.
O total de investimento no trabalho será de R$ 23 milhões,
custeados em parceria com o Ministério da Saúde e o Banco
Mundial.
No entanto, a grande novidade
será o levantamento do consumo real de alimentos e não
apenas o gasto com a cesta básica. A última pesquisa desse
tipo foi feita em 1975 e com certeza, de lá para cá, muita
coisa mudou nos hábitos alimentares das famílias brasileiras.
A entrevista é feita,
geralmente, durante quatro visitas, em dias distintos, com duração
de aproximadamente 1 hora, dentro de um período de nove dias.
O maior número de domicílios visitados situa-se em Minas
Gerais (5.982), seguido por Espírito Santo (4.385), São
Paulo (4.137) e Bahia (3.465).
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Folha de S.Paulo, 21 de maio
de 2008
Investigado por desvio no BNDES tenta
sacar R$ 1 mi
Advogado diz que dinheiro iria para gastos
da família
RUBENS VALENTE
DA REPORTAGEM LOCAL
O Coaf (órgão de
inteligência financeira da União) comunicou à Polícia
Federal que o empreiteiro Manuel Fernandes de Bastos Filho -apontado
como um dos líderes do suposto esquema de desvios do BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) investigado pela
Operação Santa Tereza- tentou sacar R$ 1 milhão
anteontem de contas bancárias em São Paulo. O empresário
está foragido desde o último dia 24, quando foi desencadeada
a operação policial.
O dinheiro estava em contas de pessoas "vinculadas" a Bastos Filho,
segundo a PF, entre as quais seu procurador, cujo nome não foi revelado.
O Ministério Público Federal obteve na 2ª Vara Federal Criminal,
especializada em lavagem de dinheiro, ordem de bloqueio das contas envolvidas.
O advogado de Bastos Filho, Luiz Fernando Pacheco, confirmou ontem à Folha
que o procurador do empresário tentou fazer saque de um valor "próximo" de
R$ 1 milhão.
A operação recebe o nome técnico de provisionamento (o
banco é avisado com antecedência pelo correntista para que separe
o valor em espécie). Por lei, os bancos devem informar ao Coaf, ligado
ao Ministério da Fazenda, depósitos em espécie, saques
e provisionamentos acima de R$ 100 mil.
O advogado, contudo, negou que os recursos se destinassem a Bastos Filho. Segundo
ele, o procurador usaria o dinheiro para quitar compromissos urgentes, como
salários de funcionários da empresa do foragido, além
de custear despesas pessoais de seus familiares.
" Não foi uma tentativa por parte do Manuel. Partiu de seu procurador.
Manuel é proprietário de uma construtora que segue trabalhando
normalmente, com suas obrigações, folha de pagamento, INSS",
disse Pacheco. "Essa tentativa de saque, a meu ver, foi claramente legítima
e devidamente tributada", disse o advogado.
A Polícia Federal informou à Interpol, organização
policial internacional com 186 países-membros, o interesse em prender
Bastos Filho. Os policiais suspeitam que ele tenha se refugiado em Portugal,
terra-natal de seu pai.
Começam hoje os depoimentos dos 13 denunciados pela Operação
Santa Tereza, na 2ª Vara Federal Criminal, em São Paulo. Serão
ouvidos os primeiros quatro, entre eles o advogado Ricardo Tosto.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
21 de maio de 2008
CCJ da Câmara aprova proibição
de fotografar eleitor
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania) da Câmara aprovou hoje o Projeto de Lei 839/07, do deputado
Gustavo Fruet (PSDB-PR), que considera crime o ato de fotografar ou filmar
o eleitor durante o exercício do voto, seja a imagem feita pelo próprio
eleitor ou por terceiros.
Pela proposta, o ato será tipificado
como crime de violação de sigilo de voto. O objetivo é evitar
o uso de imagens como condição para a compra de votos.
Vinculação
O relator, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), defendeu a aprovação
da proposta, mas apresentou substitutivo para tornar o texto mais claro. Em
sua avaliação, "não há necessidade de vincular
o ato de tirar a fotografia ou filmar o voto ao objetivo de oferecer, prometer,
solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra vantagem". A vinculação
proposta pelo texto original, na opinião do relator, criaria uma dificuldade
desnecessária ao Estado, que teria que provar o objetivo da conduta
praticada para poder sancioná-la", reforçou.
O projeto altera o Código
Eleitoral (Lei 4.737/65), que considera crime a compra de votos, mas
não condiciona a transação à apresentação
de fotografia ou filmagem.
A proposta segue para votação
em plenário.
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Gazeta do Povo, 21 de maio de 2008
Florestas
Efeito nocivo do pínus é menor
do que se imagina
Mesmo sendo invasora, espécie pode
ser controlada, segundo aponta estudo de pesquisador da Embrapa
Um estudo desenvolvido durante quatro anos aponta que o pínus – espécie
exótica e considerada invasora – é controlável,
ou seja, não se espalha indiscriminadamente como denunciam os ambientalistas.
Itamar Antônio Bognola, pesquisador da Embrapa Florestas no Paraná e
um dos autores do trabalho, explica que a pesquisa compreende as formas de
dispersão e crescimento da espécie (leia matéria ao lado).
Segundo ele, a intenção do trabalho era compreender o crescimento
dentro dos plantios comerciais e a regeneração em situações
externas aos reflorestamentos. “Os principais objetivos do estudo foram
avaliar a dispersão de sementes, o potencial de regeneração
e o efeito do ambiente na rebrota”, completa.

Espécie mais plantada no país, o pínus precisa ter um
controle adequado
A pesquisa foi realizada nas fazendas da Battistella Florestal, nos municípios
de Rio Negrinho e Doutor Pedrinho, em Santa Catarina. A empresa tem 39 mil
hectares de florestas no estado vizinho.
Bognola conta que a necessidade da pesquisa surgiu de um “questionamento
veemente” de um pesquisador da área ambiental. Como a cadeia produtiva
do pínus envolve milhões de empregos e muito dinheiro, veio a
idéia de realizar este estudo. “O pínus é uma espécie
invasora, mas há como controlar”, garante o pesquisador. O resultado
do trabalho ainda será publicado. “Estamos fazendo os últimos
retoques.”
O biólogo Ademir Reis, professor da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC) e estudioso do pínus desde 1998, lembra que a tese defendida
pelo biólogo Fernando Bechara, que foi aluno da UFSC, expôs esta
característica invasora do pínus e suas conseqüências.
A partir daí, as empresas certificadoras – que atestam se a madeira
foi obtida de forma ambientalmente correta – passaram a exigir que os
produtores de pínus controlassem a expansão da planta para fora
das áreas de plantio. Ele estima que hoje 50% das empresas fazem o controle
e têm a certificação.
O plantio de pínus se concentra nas regiões Sul e Sudeste do
país, sendo que o principal produtor é Santa Catarina. Reis não
discute a importância econômica do pínus e por isso ressalta
que o cultivo é positivo, mas diz que as empresas devem se preocupar
com o controle, que tem seu custo. Na Battistella Florestal, por exemplo, o
custo por hectare para controle do pínus é de R$ 150 por ano.
Crime ambiental
Mas quais são os riscos que o pínus oferece? Reis diz que a planta
provoca contaminação biológica, ou seja, ao ocupar áreas
que não são dedicadas ao plantio, ela não deixa que a
biodiversidade se expresse. O professor lembra que é considerado crime
ambiental qualquer ação que impeça a regeneração
natural. Isso significa que não controlar o pínus é um
crime ambiental.
Alexandre Battistella, diretor comercial da Battistella Florestal, lembra que,
no Brasil, o consumo anual de pínus é de 53 milhões de
metros cúbicos, sendo que 50% vão para o setor de madeira serrada.
No Sul e Sudeste, regiões onde o pínus se concentra, estão
instaladas 4 mil serrarias, de acordo com ele. A madeira é usada na
fabricação de móveis, molduras e portas. Da produção
de madeira serrada, 15% vai para exportação. O pínus,
junto com o eucalipto, é a espécie florestal mais plantada no
Brasil.
Taxa de germinação é baixa
O estudo sobre o perfil invasor do pínus teve três etapas. Na
primeira fase, para se quantificar a queda de sementes, a distância de
dispersão e o porcentual de germinação, foram espalhadas
caixas receptoras com distância de 25 metros até alcançar
150 metros e nas quatro direções predominantes do vento (Norte,
Sul, Leste e Oeste) ao redor de uma plantação de pínus
com 30 anos de idade. Verificou-se que 95% das sementes não passaram
da segunda caixa, ou seja, 50 metros. E a pequena quantidade de sementes que
ultrapassou essa distância teve porcentual de germinação
quase nulo.
A segunda etapa foi verificar o potencial de germinação. Cerca
de 800 sementes tratadas em laboratório e em condições
ideais de crescimento foram espalhadas em 11 tipos de ambientes diferentes
(banhado, taquaral, pedreira, mata fechada, capoeirinha degradada, lajeado,
nascente d'água, pastagem natural, entre outros). Na maioria dos ambientes,
as sementes tiveram baixíssimos índices de germinação.
Por exemplo, no lajeado, que apresentou o maior número de sementes germinadas,
o índice foi de 18,25%, considerado muito baixo. No ambiente pedreira,
o índice foi 1,13%.
A última etapa do estudo verificou a rebrota da espécie. Os exemplares
de pínus com menos de cinco anos que foram cortados a 10 centímetros
do solo não apresentaram regeneração. Isso comprova que
os cortes rasos não permitem que o pínus se regenere.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
21 de maio de 2008
Medidas contra a infiltração
mafiosa na construção civil
Marcelo Batlouni Mendroni
Embora se diga correntemente
na Itália que as máfias tiveram as suas atividades criminosas
consideravelmente atenuadas em face das medidas legais implementadas
ao longo dos últimos 20 anos, não há como deixar
de considerar que ainda não foram atenuadas o suficiente para
gerar a desejada ordem pública. Atuam, como é sabido, na
chamada Itália do mezzodiorno, de Roma para o sul, e uma de suas
atividades criminosas mais agressivas é a infiltração
nos negócios do Estado, corrompendo e extorquindo agentes públicos,
e vencendo fraudulentamente as concorrências públicas para
a realização de obras.
No Brasil, embora não
com as mesmas formas, a coisa parece não ser muito diferente,
eis que não raras vezes se observa o direcionamento das concorrências
em editais “preparados” para o pretendido vencedor, o acordo
entre o representante do Ente público para o oferecimento das
propostas, quando não, a existência de cartéis de
empresas que efetuam entre eles a distribuição das obras,
preparando os valores a serem oferecidos, ou a utilização
de sub-empreitada, os já batidos aditamentos dos contratos, etc.
Como referimos de forma mais
pormenorizada em nossa mais recente obra (Curso de Investigação
Criminal, 2ª edição – Ed. Juarez de Oliveira),
na Itália, e pode bem servir-nos de exemplo, após verificada
a atuação de organizações criminosas de tipo
mafiosa no ramo da construção civil (assim como nos Estados
Unidos), foram estabelecidos dispositivos nesta em Leis para impedir,
ou dificultar a concessão, de qualquer obra ou serviço
público a organismos tipo mafioso.
Esta normativa anti-máfia
introduziu uma série de instrumentos para tutelar as construções,
com a finalidade de prevenir a infiltração mafiosa no sistema
das obras públicas.
Em particular se tratam de intervenções
com o objetivo de:
• Estabelecer uma série
de circunstâncias ilícitas previstas para sancionarem a
inobservância das proibições e/ou obrigações
colocadas a encargo daqueles que intervém a vários títulos
no processo de adjudicação ou execução das
obras públicas
• Impedir o sub-ingresso
posterior à adjudicação das pessoas (empresas) aos
quais não é consentido contratar com a administração
pública, pela suspeita de serem ligados, de qualquer forma, ou
pertencerem a qualquer associação mafiosa.
• Impedir da distorção
das cláusulas contratuais relativas à escolha do contratante,
com suposta vantagem econômica no confronto entre as pessoas diversas,
as quais são adjudicadas as obras.
Estas medidas, de vital importância
ao combate à chamada Máfia Empreendedora, geraram considerável
eficiência nos contratos públicos, impedindo o sangramento
dos cofres públicos em milhões de Euros nos últimos
anos, atenuando, ao menos, o impacto na economia italiana.
Trata-se de legislação
já experimentada e que merece a atenção dos nossos
legisladores.
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de maio de 2008 | Nacional
Governo prepara projeto que beneficia
segurado do INSS
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou nesta terça-feira
(20) ao Congresso um projeto de lei que permitirá ao Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) reconhecer o tempo de serviço determinado em
sentenças judiciais ou acordos homologados na Justiça do Trabalho.
O projeto foi elaborado por um grupo de trabalho criado pelo ministro da Previdência
Social, Luiz Marinho, e pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST),
Rider Nogueira de Brito. Com a aprovação do projeto, o segurado
que ganhar ação na Justiça do Trabalho poderá comprovar
mais facilmente seu tempo de serviço junto à Previdência
Social.
Atualmente, o INSS só contabiliza
o tempo de contribuição decorrente de ações
trabalhistas se o trabalhador anexar ao processo de requerimento de benefício
previdenciário documentos que sirvam como início de prova
material do vínculo, como carteira de trabalho assinada, comprovante
de recebimento mensal de salários ou cópia do cartão
de ponto. Isso é necessário porque os temas previdenciários
são regidos por lei própria - Lei nº 8.213 -, que
determina que, para comprovação do tempo de contribuição,
só são aceitas provas materiais, ou seja, não são
aceitas provas exclusivamente testemunhais, como o depoimento de colegas,
aceitos pela Justiça do Trabalho, que se rege pela Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT).
Com isso, quando o trabalhador
vai às agências da Previdência Social com sentenças
ou acordos homologados na Justiça do Trabalho em mãos,
o INSS não pode reconhecer o tempo de contribuição
se não houver provas materiais. Hoje, o trabalhador tem de entrar
com outro processo na Justiça comum. Para o ministro da Previdência,
além de gerar mais trabalho e ônus aos cofres públicos,
essa burocracia prejudica o trabalhador.
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de maio de 2008 | Economia
Previdência reduz projeção
de déficit no ano para R$ 42 bi
Agência Estado
O secretário de Previdência Social do Ministério da Previdência,
Helmut Schwarzer, informou nesta terça-feira que a projeção
oficial do ministério para o déficit previdenciário deste
ano foi reduzida em R$ 1 bilhão, passando dos R$ 43 bilhões estimados
inicialmente para R$ 42 bilhões.
Segundo ele, a crescente arrecadação
da Previdência pela maior formalização da mão-de-obra
e o crescimento mais moderado dos gastos do INSS com benefícios
contribuíram para a reestimativa do déficit.
De acordo com os dados divulgados
hoje, no período acumulado de janeiro a abril deste ano, o déficit
acumulado em R$ 12,663 bilhões representa uma queda de 15,3% em
relação ao déficit acumulado no mesmo período
do ano passado. "Estamos caminhando para ter uma queda significativa
no déficit este ano", assinalou o secretário de Previdência
Social.
Ele declarou, pela primeira
vez, que a projeção mais otimista do Tesouro Nacional
para o déficit deste ano da Previdência, de R$ 40,5 bilhões,
pode ocorrer. Essa estimativa foi divulgada no fim de março,
no decreto de reprogramação orçamentária. "A
continuar a expansão atual do mercado de trabalho, essa projeção é viável" concluiu
Schwarzer.
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JORNAL DA MANHÃ/ MINA
GERAIS, 21 de maio de 2008
MG: Sindicatos negociam salários
Maio e junho são meses marcados pela data-base de negociação
de sete categorias de trabalhadores em Uberaba. A maioria deles ainda não
selou acordo. Nos próximos dias, reuniões decisivas deverão
colocar ponto final nas discussões para oficializar os acertos.
No setor da construção
civil, o encontro para as novas conversas ainda não tem data definida,
mas é certo que será na próxima semana. Segundo
José Lacerda Sobrinho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário
de Uberaba, os empregados da classe já apresentaram a pauta de
reivindicações no dia 26 de março. "Hoje, o
grande problema é a questão dos pisos salariais da categoria.
Eles estão defasados em relação aos verificados
na região. Além disso, só há um salário
para todos os tipos de profissionais, sem diferenciar os qualificados
daqueles que estão em um patamar abaixo", explica. "Por
isso, o sindicato quer que as funções dos trabalhadores
da classe sejam denominadas para que seja feita a discriminação
dos valores, evitando nivelamento dos salários por baixo. E pediu
reajuste de 20%", completa.
Ainda de acordo com José Lacerda,
o sindicato patronal fez contraproposta oferecendo aumento de 8% para
os pisos salariais, que atualmente são de R$ 545. "É claro
que não aceitamos e, por isso, abriremos nova rodada de negociações".
Já entre os trabalhadores
do setor de panificação, a situação é um
pouco diferente. A oscilação dos valores reivindicados
pelos empregados e dos oferecidos pela classe patronal é bem menor.
De acordo com Gleison Enrique Ferreira Borges, do Sindicato das Panificadoras
e Confeitarias de Uberaba, a proposta dos trabalhadores do setor foi
de reajuste de 9% e a contraproposta do sindicato patronal de 7%. "Já teve
uma reunião no começo deste mês e, no dia 30, teremos
uma nova para bater o martelo sobre esta questão", informa.
As outras categorias de
trabalhadores cuja data-base de negociação acontece agora
e no próximo mês são da alimentação,
vestuário, calçados, material plástico e marcenaria.
(FN)
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de maio de 2008 | Economia
Justiça confirma desconto
dos dias parados de fiscais
Agência Estado
A 20ª Vara da Justiça
Federal do Distrito Federal negou pedido do Sindicato Nacional
dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) para que não
fossem descontadas as faltas computadas em razão da última
greve da categoria, iniciada no dia 18 de março e finalizada
na semana passada.
O sindicato alegou que os valores
referentes aos dias de paralisação não poderiam
ser descontados, pois têm natureza alimentar e foram percebidos
de boa-fé pelos auditores, o que tornaria o desconto ilegítimo.
Em sua decisão, o juiz
federal explicou, entre outras coisas, que o direito de greve assegurado
pela Constituição ao funcionalismo público não
pode ser exercido sem qualquer restrição, sendo perfeitamente
possível o desconto dos dias parados. No entendimento do magistrado,
o direito de greve dos servidores não é irrestrito. Assim,
como eles não trabalharam enquanto perdurou a greve, também
não é ilegal o desconto a ser efetuado.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
21/05/2008
Eletricista contratado por banco tem direito
a jornada de bancário
Um eletricista contratado pelo
Banco Mercantil de São Paulo S.A. – Finasa terá direito
a receber o pagamento, como extras, das horas trabalhadas além
da sexta. Para a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, a função
exercida pelo empregado do banco não constitui fator preponderante
para o enquadramento na categoria profissional de bancário e,
por essa razão, o eletricista tem direito à jornada de
seis horas.
A Sexta Turma tem firmado entendimento
nesta questão ao aplicar o artigo 224, caput, da CLT, que assegura
a jornada de seis horas diárias aos empregados em bancos, casas
bancárias e Caixa Econômica Federal. Para os ministros daquela
Turma, a única condição prevista em lei para que
o trabalhador se beneficie da jornada especial é que seja empregado
em banco. Não há nenhuma restrição quanto às
suas atribuições funcionais, se técnicas ou ligadas
diretamente à atividade bancária.
Admitido no em dezembro de 1994
na função de eletricista de manutenção predial,
o trabalhador foi despedido, sem justa causa, em janeiro de 1996, quando
recebia R$ 591,92 de salário. Informou que trabalhava por turnos
de revezamento, das 6h às 14h, das 14h às 22h ou das 22h às
6h. Em março de 1997, ajuizou a ação reclamatória
na 29ª Vara do Trabalho de São Paulo (SP). Lá o eletricista
teve alguns pedidos deferidos, mas não o enquadramento como bancário.
Então, o trabalhador recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (SP), novamente sem êxito quanto a esse
aspecto.
Para o Regional, a atividade
essencial do banco é a captação de recursos econômicos
e não o serviço técnico de manutenção
e conservação de máquinas. Assim, o TRT entendeu
que não é a realização de serviços
para o Banco Mercantil que o faz bancário. Em seu recurso de revista
ao TST, o trabalhador argumenta que, de acordo com o artigo 226 da CLT,
os profissionais eletricistas que trabalham em bancos devem ter enquadramento
sindical na categoria dos bancário. Portanto, segundo ele, deveriam
estar sujeitos à jornada de trabalho de seis horas.
O relator do recurso, ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, atento à divergência de
jurisprudência, propôs o provimento do recurso do trabalhador.
A Sexta Turma, então, declarou que o reclamante é integrante
da categoria profissional dos bancários e submetido, portanto, à jornada
de trabalho de seis horas diárias e trinta semanal. Como conseqüência,
condenou o banco a pagar as sétima e a oitava horas diárias
trabalhadas como extraordinárias, acrescidas dos adicionais,
da incorporação ao salário e dos reflexos. (RR-689059/2000.6)
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21/05/2008
TST isenta município de responsabilidade
subsidiária por agente de saúde
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
manteve decisão que isentou o município de Belém
(PA) da responsabilidade subsidiária pelo pagamento de verbas
trabalhistas a uma agente comunitária de saúde contratada
pela Comissão de Bairros de Belém do Pará (CBB).
A decisão, em sede de embargos, confirmou decisão da Primeira
Turma do TST, que modificou a decisão do Tribunal Regional da
8ª Região em sentido oposto.
A ação foi iniciada
em abril de 2006, quando a agente comunitária ajuizou reclamação
trabalhista na 2ª Vara do Trabalho de Belém e informou que
foi admitida em outubro de 99 e demitida imotivadamente, sem receber
aviso prévio, em abril de 2005. Foi contratada pela CBB para trabalhar
nos programas Família Saudável e Agentes Comunitários
de Saúde do município de Belém, no âmbito
de um convênio celebrado entre a Comissão de Bairros e o
município, para realizar os referidos programas, estabelecidos
pelo ministério da Saúde.
A agente comunitária pediu
o pagamento de diversas verbas trabalhistas não pagas, dentre
as quais o adicional de insalubridade, alegando que trabalhava diariamente
tanto nas casas de saúde como nas residências de pacientes
com tuberculose, hanseníase, meningite, AIDS, hepatites virais
e outras doenças infecto-contagiosas, sem qualquer equipamento
de proteção – EPI. Pediu que o município de
Belém fosse responsabilizado subsidiariamente pelos pagamentos,
uma vez que seus direitos não foram atendidos pela CBB. A sentença
lhe foi favorável.
O município, inconformado
com a decisão de primeiro grau, confirmada pelo Tribunal Regional,
recorreu ao TST. Argumentou que o convênio com a CBB tinha “a
finalidade de possibilitar a cooperação entre o ente público
e a sociedade civil”, conforme previsto na CLT (artigo 896, alíneas “a” e “c”),
de forma que não lhe cabia a responsabilidade subsidiária.
A argumentação foi acolhida pela Primeira Turma do TST,
cujo entendimento foi o de que o convênio não é um
contrato administrativo, mas acordo de vontades estabelecido entre as
partes. Assim, desconsiderou a terceirização de serviços
e a conseqüente responsabilidade subsidiária do município,
com fundamento na Súmula nº 331 do TST.
Insatisfeita, a agente de saúde
embargou a decisão. O relator dos embargos na SDI-1, ministro
Vantuil Abdala, considerou correta a decisão da Primeira Turma. “O
ordenamento jurídico vigente autoriza a formalização
de convênios entre o poder público e a iniciativa privada
para desenvolver programas na área de saúde, como o presente
caso” afirmou. O ministro esclareceu que, uma vez configurada “a
hipótese de atividade assistencial subsidiada pela União
e implementada por associação de natureza civil, fica descaracterizada
a terceirização a que alude a Súmula nº 331
do TST, e, portanto, afastada a responsabilidade do município
pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas pela entidade
conveniada”.
Ainda que fosse possível,
no caso, a responsabilização subsidiária, nos termos
daquela súmula, a responsabilidade teria de ser “imputada à União,
e não ao município, que, conforme se verifica da decisão
regional, era mero repassador das verbas oriundas do Governo Federal à Comissão
de Bairros para o custeio das despesas com os programas implantados”,
esclareceu o ministro Vantuil Abdala. O voto foi seguido pela maioria
dos integrantes da SDI-1, ficando vencidos os ministros Aloysio Corrêa
da Veiga, Rider Nogueira de Brito e Maria Cristina Peduzzi.
(Mário Correia)

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Pág. Nº 139 ISSN 1677-7069 3 Nº 96,
quarta-feira, 21 de maio de 2008 |
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COMISSÃO PRÓ-FUNDAÇÃO
DO SINDICATO
NACIONAL DAS EMPRESAS DE PESQUISA
DE MERCADO
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
Pelo presente edital, ficam convocadas as empresas de pesquisa
de mercado estabelecidas em todo território nacional,
para realização da Assembléia Geral Extraordinária,
que será realizada no dia 23 de junho de 2008, às
08:00 horas em primeira convocação, e às
09:00 horas em segunda convocação, na Rua Embaú,
238 (Px. Metrô Sta Cruz), Vila Mariana, São Paulo,
SP, Cep 04039-060, na qual serão debatidos os seguintes
assuntos da ordem do dia: a)
discussão sobre a conveniência e oportunidade
para fundação do Sindicato Nacional das Empresas
de Pesquisa de Mercado. b)
discussão e aprovação
do estatuto social; c)
apresentação de chapas e eleição
da primeira diretoria da entidade; d)
outros assuntos de interesse da categoria econômica. Poderão participar e votar na assembléia aqueles
que comprovarem representação, na forma da
lei, das empresas de pesquisa de mercado.
São Paulo-SP, 20 de maio de 2008.
Luiz Carlos de Azevedo e Silva Sobrinho
p/ Comissão Organizadora
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