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Folha de S.Paulo, 28 de maio
de 2008
ELIO GASPARI
Saiu na Folha de S.Paulo: O
sindicalismo trocou de delegacia
O "poder das centrais", como a
Caveira de Cristal do Museu Britânico, é uma fraude
a serviço de uma lenda
ERA UMA VEZ um pelegaço
chamado Joaquinzão (Joaquim dos Santos Andrade, 1926-1997).
Ele presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
durante 22 anos, até 1987. Comprava e vendia greves, mas em
janeiro de 1976 foi o único presidente de sindicato de metalúrgicos
a protestar pela morte do operário Manuel Fiel Filho, assassinado
no DOI-Codi do então 2º Exército. O sindicalismo
do ABC, surgido nos anos 70, considerava-o ícone da corrupção
sindical do entardecer da ditadura. Joaquinzão morreu pobre,
numa modesta casa de repouso. Todos os seus sucessores, bem como os
seus principais adversários, tornaram-se pessoas patrimonialmente
prósperas e politicamente poderosas. (Quem quiser pode conferir:
ele deixou um carro, uma pequena casa num bairro popular e um sítio.)
Lula, seu jovem rival no século passado, preside hoje um contubérnio
de sindicalistas com fundos estatais, corredores do Planalto e saletas
do Ministério do Trabalho.
Joaquinzão vem ao caso porque ele pode ser considerado o avô do
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical,
aliado parlamentar do Planalto. Joaquinzão entregou o Sindicato dos
Metalúrgicos a Luiz Antônio de Medeiros e em dez anos seu sucessor
produziu o "sindicalismo de resultados". Dele resultaram a Força
Sindical, 11 condecorações civis e militares, dois mandatos de
deputado federal e, atualmente, a Secretaria de Relações do Trabalho,
na pasta do doutor Carlos Lupi. Assim como em 1986 houve um dia em que Medeiros
e Joaquinzão tiveram uma conversa, é provável que em 1990
tenha havido outra, ao fim da qual Medeiros entregou o domínio a Paulo
Pereira da Silva, que ficou com o sindicato e a Força Sindical.
Poucos devem ter sido os casos de países onde o movimento sindical passou
da delegacia de ordem política à de defraudações
no espaço de uma só geração. A julgar pela definição
que Lula colou em Lech Walesa ("pelegão"), pode ser que tenha
ocorrido algo parecido, em ponto menor, na Polônia. Paulinho da Força
capturou a presidência do conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador,
fez parcerias milionárias no BNDES, noves fora preciosas alianças
eleitorais. Houve um tempo em que o PT colocou no mesmo Codefat um jovem promissor,
chamava-se Delúbio Soares.
Fala-se muito no "poder das centrais sindicais". Tudo indica que,
como a Caveira de Cristal do Museu Britânico, essa força é uma
fraude a serviço de uma lenda. Até hoje, as centrais só conseguiram
parar repartições públicas. O "poder das centrais",
graças a Lula, será exercido na tunga dos salários dos
trabalhadores e dos fundos dos contribuintes. Isso é que se pode chamar
de sindicalismo de resultados. Avançam na patuléia e deixam os
patrões em paz. Mordem a folha de salários dos trabalhadores,
atravessam a rua e param os serviços médicos onde as mulheres
dos operários buscam consultas para seus filhos.
Desde que a contabilidade de Paulo Pereira da Silva começou a ser estudada
pela Polícia Federal percebe-se que há algo de novo na praça.
Durante o collorato, a Força Sindical beliscava o patronato paulista.
Paulinho estatizou os beliscões. Podem acusá-lo de tudo, menos
de ter incomodado patrão.
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AGÊNCIA SINDICAL, 28
de maio de 2008
Avaliação das Centrais
mostra grande adesão ao Dia Nacional pelas 40 Horas
CUT registra atos em 20 Estados | Coletiva
das Centrais fará avaliação às 16 horas
É muito positiva a avaliação
do Dia Nacional de Luta pelas 40 horas feita pelas Centrais Sindicais
no início desta manhã. O comando unificado da mobilização
considera que o protesto foi nacional, com paralisações
nas principais capitais, cidades maiores e pólos industriais importantes.

Protesto pelas 40 horas na Empresa Aro em Guarulhos
Sindicalistas chegados das frentes de mobilização atestam a grande
adesão dos trabalhadores. O dirigente metalúrgico Josinaldo José de
Barros (Cabeça), do Sindicato de Guarulhos (Grande São Paulo),
avalia: “Fizemos atos em oito fábricas da base, com assembléias
de até 1 hora e meia. Fomos muito aplaudidos pelos trabalhadores”.
Neste momento (11 horas), cerca de 400 manifestantes – metalúrgicos,
químicos, frentistas, bancários, servidores municipais, alimentação,
comerciários etc. – fazem manifestação na Praça
Getúlio Vargas, Centro da cidade.

Foto: Vagner Magalhães/Terra
São Paulo - O sindicalista Geraldino dos Santos Silva, dirigente da
Força Sindical, informa que a GM parou por duas horas. Os gráficos
da Editora Abril também fizeram manifestação de duas horas
pelas 40 horas. Ao meio-dia, sindicalistas ligados à UGT, junto com
outras Centrais, fazem ato na rua 24 de Maio, centro, paralisando lojas.
São Bernardo (ABC Paulista) - Sindicalistas
da CUT calculam 12 mil pessoas nas paralisações e
passeata que tomou a Via Anchieta. A CUT dá conta de atos
realizados em 20 Estados.
Curitiba - A
paralisação se concentrou nas garagens de ônibus,
com grande repercussão em toda a Grande Curitiba. A polícia
tentou reprimir as manifestações.
Ceará -
O pólo industrial parou. Em Minas Gerais, foi grande a adesão
em vários setores. No grupo Usiminas, a paralisação
foi praticamente total.
Nacional - O
consultor sindical João Guilherme Vargas Neto analisa o Dia Nacional
de Luta pelas 40 horas e considera a manifestação vitoriosa.
Ele enumera cinco pontos da manifestação: “É nacional, é unitária, é efetiva,
maciça, e ordeira”.
Coletiva, às
16 horas - A avaliação da mobilização
nacional, em âmbito nacional, acontecerá hoje às
16 horas, na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
com participação de todas as Centrais Sindicais e integrantes
do comando de mobilização.
Local: rua Formosa, 367, 24º andar, Centro,
Vale do Anhangabaú, SP. Telefone 2173.7255.
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VERMELHO, 28 de maio de 2008
| Economia
Desemprego em abril é o menor
dos últimos dez anos no país
A taxa de desemprego nas regiões
metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Porto
Alegre, Recife e Distrito Federal ficou em 15% em abril, mesmo valor
registrado março. De acordo com divulgação desta
quarta-feira do Dieese e Seade, a taxa é a menor para o mês
desde 1998.
Segundo a pesquisa, a taxa de
desemprego oculto diminuiu de 5% para 4,7%, enquanto a de desemprego
aberto passou de 10% para 10,2%.
O número de postos de
trabalho criados, de 22 mil, foi semelhante ao de pessoas que entraram
no mercado de trabalho (20 mil), o que resultou na manutenção
do contingente de desempregados.
São Paulo
Na capital paulista, a taxa
de desemprego caiu de 14,3% em março para 14,2% em abril, período
em que usualmente cresce, devido ao maior ingresso de pessoas no mercado
de trabalho. Esta é a menor taxa para abril desde 1996.
No período em análise foram criados 76 mil postos de trabalho,
número semelhante ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho
da região (77 mil).
Em abril, o contingente de desempregados
foi estimado em 1,488 milhão de pessoas em São Paulo. No
período em análise foram criados 76 mil postos de trabalho,
número semelhante ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho
da região metropolitana de São Paulo (77 mil).
No mês passado, o nível
de ocupação (8,990 milhões) em São Paulo
cresceu 0,9% em relação ao mês anterior (8,914 milhões).
O resultado é conseqüência
do crescimento na indústria (2,5%, pelo segundo mês consecutivo)
e nos serviços (1,2%). O nível de ocupação
no comércio manteve-se relativamente estável (0,2%) e diminuiu
2,9% no agregado outros setores.
Renda
Entre fevereiro e março,
em São Paulo, a renda dos ocupados e dos assalariados subiu pelo
segundo mês consecutivo, passando para R$ 1.202 (alta de 3,8%)
e R$ 1.274 (alta de 4,6%), respectivamente. Em relação
ao ano passado, os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados
cresceram 2,2% e 2,5%, respectivamente.
Já no conjunto das seis
regiões, em março, os rendimentos médios reais cresceram
para os ocupados (1,8%) e assalariados (2,5%), para R$ 1.121 e R$ 1.205,
respectivamente.
Da redação, com agências
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ESTADÃO.COM/
SÃO PAULO, 28 de maio de 2008 | Economia
Emprego com carteira assinada em SP é o
maior em 16 anos
Índice de emprego formal na região
metropolitana atinge 46,5% do total de trabalhadores, aponta Dieese
Celia Froufe, da Agência Estado
SÃO PAULO - O total de trabalhadores que têm carteira assinada na
Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) atingiu o maior nível
dos últimos 16 anos em abril. É o que mostra a Pesquisa de Emprego
e Desemprego (PED), divulgada nesta quarta-feira, 28, pela Fundação
Seade e pelo Dieese.
De acordo com os dados da pesquisa, do total dos 8,990 milhões de ocupados
no mês passado, 46,5% possuíam carteira assinada, a maior taxa desde
abril de 1992, quando estava em 48%. O pico, nesse mês em questão,
foi observado em 1990, 55,1%. "Naquela época houve a abertura da
economia pelo presidente Collor", lembrou o coordenador de análise
do Dieese, Alexandre Loloian.
A notícia é extremamente positiva,
avalia Loloian, porque mostra que a região passa por um período
de grande formalização e regulação do
mercado de trabalho. O total de trabalhadores sem carteira assinada,
de acordo com a PED, foi de 13,5% no mês passado. O coordenador
ressalta, porém, que o grupo de trabalhadores que vêm
perdendo espaço atualmente é o dos autônomos. "Geralmente,
a participação deles no total era em torno de 20% e
hoje está em 18%", comparou.
Desemprego
A taxa de desemprego permaneceu
relativamente estável na região Metropolitana de São
Paulo em abril último, em 14,2% da população
economicamente ativa (PEA), segundo Pesquisa de Emprego e Desemprego
(PED) feita pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical
de Estatística e de Estudos Sócio Econômicos
(Dieese). Em março, esta taxa estava em 14,3%. O dado de abril é o
mais baixo desde fevereiro, quando a variação encontrada
foi de 13,6%.
O número de desempregados
na região foi estimado em 1,488 milhão de pessoas,
em abril, ante 1,487 milhão em março último.
No período em análise foram criados, de acordo com
as instituições, 76 mil postos de trabalho, número
semelhante ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho da região
(77 mil).
Entre fevereiro e março
os rendimentos médios reais dos trabalhadores da região
metropolitana de São Paulo mostraram elevações
pelo segundo mês consecutivo. Os trabalhadores assalariados
tiveram incremento de 4,6%, passando a uma média de R$ 1.274,00,
enquanto os ocupados registraram ganho de 3,8%, passando a R$ 1.202,00.
A massa de rendimentos dos ocupados cresceu 3,7% e a dos assalariados
5,5%.
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CONGRESSO EM FOCO, 28 de
maio de 2008
Psol denuncia Marconi e Paulinho ao
Conselho de Ética
Conforme antecipou o Congresso em Foco no último dia 20, o Psol entrou
hoje (28) com duas representações nos Conselhos de Ética
da Câmara e do Senado contra, respectivamente, o deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP) e o senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Na representação,
assinada pela presidente do Psol, Heloísa Helena, o partido pede que
o Conselho apure se houve quebra de decoro parlamentar dos dois parlamentares.
“As denúncias apresentam
indícios relevantes de tráfico de influência , intermediação
de interesses privados, exploração de prestígio.
Portanto, crimes contra a administração pública
que atentam contra o decoro e ética parlamentar”, afirmou
a ex-senadora alagoana.
O senador goiano é acusado
de tráfico de influência, peculato e caixa dois na campanha
eleitoral de 2006. O deputado paulista, acusado de ter envolvimento com
um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), já havia sido denunciado
ontem ao Conselho de Ética pelo corregedor da Câmara,
Inocêncio Oliveira (PR-PE).
"Não temos a menor
dúvida da sua culpabilidade. É caso para perda de mandato,
tranqüilamente”, afirmou Inocêncio. Paulinho alega inocência
e diz que aproveitará o espaço no Conselho para se defender
das acusações e mostrar que as denúncias não
passam de perseguição política (leia
mais).
Paulinho
Além de pedir a investigação
dos dois parlamentares, o Psol pede aos Conselhos de Ética da
Câmara e do Senado que convidem uma série de pessoas que
possam esclarecer as respectivas denúncias. No caso de Paulinho,
o partido sugere que sejam convidados, entre outros, o advogado Ricardo
Tosto, ex-membro do Conselho de Administração do BNDES,
e o prefeito de Praia Grande (SP), Alberto Mourão.
A PF suspeita que o deputado
tenha recebido propina para intermediar um empréstimo do banco
para a prefeitura paulista. Tosto participava do Conselho como representante
da Forca Sindical, presidida por Paulinho.
Veja
a íntegra da representação do Psol contra Paulo
Pereira da Silva
Marconi
Veja
a íntegra da representação do Psol contra Marconi
Perillo
No caso do senador tucano, o
Psol pede cópias dos processos que correm no Ministério
Público Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF), em segredo
de justiça. Entre os convidados sugeridos pelo partido, está a
recém-empossada presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás,
a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco.
Segundo transcrições
de um grampo telefônico feito pela PF e transcrito pela revista Época,
Marconi telefonou, em dezembro de 2006, para a desembargadora. Ele avisa
que uma ação contra a prefeitura de Itumbiara, dirigida
pelo aliado político José Gomes da Rocha, tinha sido distribuída
para o gabinete da magistrada. Antes de explicar, ele é interrompido
pela desembargadora, que ontem (19) assumiu o cargo de presidente do
Tribunal Regional Eleitoral de Goiás.
“O problema é o
seguinte, o interesse é conceder ou negar a liminar? Contra, né?”,
questiona Beatriz. “Negar. Negar”, responde o ex-governador
goiano, segundo a transcrição dos diálogos.
A liminar contra o município
foi rejeitada depois da conversa. Em jogo, estava uma partilha de impostos
que garantiria a Itumbiara uma receita extra de R$ 30 milhões,
segundo Época. A Procuradoria Geral da República (PGR)
pediu a abertura de inquérito sobre o caso.
Causa pública
Procurada pelo Congresso em Foco,
a assessoria do senador argumenta que a conversa não registra
nada de antiético ou de ilegal, como um suposto tráfico
de influência. “O senador não pediu para favorecer
uma pessoa, mas uma cidade de 70 mil habitantes. Ele estava defendendo
uma causa pública. Ele fez isso e vai continuar fazendo.”
A assessoria de Marconi
diz que ele não pode ser acusado de tráfico de influência
porque a lei diz que isso significa obter vantagens valendo-se dos
cargos ocupados. A conversa ocorreu em dezembro de 2006, dois meses
depois de ele ter sido eleito senador e quando já estava fora
do governo de Goiás. “O Marconi Perillo era um ‘ninguém’”,
afirmou a assessoria. (Edson Sardinha
e Eduardo Militão)
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VERMELHO, 28 de maio de 2008
Pesquisa: brasileiro lê, em média,
4,7 livros por ano
O brasileiro lê em média
4,7 livros por ano. O dado, apresentado na manhã desta quarta-feira
(28), é da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto
Pró-livro. De acordo com o levantamento, na Região
Sul, a média de leitura anual é maior do que a nacional,
com 5,5 livros. O Norte registrou o menor índice com 3,9 livros
por habitante.
A estimativa aumenta de acordo
com a escolaridade. Entre os que possuem formação superior é de
8,3 livros por ano, enquanto para quem cursou até a 4ª série
a média é de 3,7.
O levantamento apontou que 39%
dos 95,6 milhões de leitores de livros no Brasil estão
na faixa etária de 5 a 17 anos e outros 14% possuem entre 18 e
24 anos. Segundo a pesquisa os leitores mais jovens também são
os que mais lêem.
A pesquisa aponta ainda que
enquanto 90% dos adultos leitores com mais de 40 anos de idade preferem
ler em locais silenciosos, muitos jovens com idade entre 14 e 17 anos
dizem que gostam de ler ouvindo música. Já 14% das crianças
com menos de 10 anos curtem os livros ao mesmo tempo em que assistem à TV.
Além disso, o tema é o
fator mais importante na hora de escolher um livro para ler — 63%
das pessoas que responderam à pesquisa disseram que este é o
fator que mais influencia a escolha de uma obra. Em seguida está o
título do livro (opção de 46% dos entrevistados),
seguido de dicas de outras pessoas, que engloba 42% do grupo ouvido.
A maioria dos leitores (86%)
lêem livros em casa; 36% na sala de aula e 12% na biblioteca. No
caso de leitura de jornais, 53% dos leitores lêem em casa e 15%
no trabalho.
Outro fator interessante é que
o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. O estudo
constatou que somente a leitura de livros indicados pela escola, o que
inclui os didáticos, mas não só, chega a 3,4 livros
per capita. A leitura feita por pessoas que não estão mais
na escola ficou em 1,3 livro por ano. A pesquisa também confirma
que as mulheres lêem mais que os homens — 5,3 contra 4,1
livros por ano.
Outra constatação
interessante da pesquisa é o papel das famílias, em especial
a mãe, na influência da leitura para os filhos. Entre as
crianças de 5 a 10 anos, 73% delas citam as mães como quem
mais as estimularam a ler. Além disso, o estudo mostra que um
em cada três leitores tem lembranças da mãe lendo
algum livro e 87% afirmam que os pais liam para eles quando estavam iniciando
na prática da leitura.
A Bíblia é a obra
mais lida pelos leitores entrevistados (45%), seguida dos livros didáticos
(34%), que são obrigatórios na idade escolar. Ela também
aparece no topo dos livros mais lidos tanto por homens quanto por mulheres.
Ela é a obra mais lida para os que cursaram até a 4ª série
e é o gênero mais lido entre os leitores com mais de 50
anos.
A pesquisa foi realizada entre
os dias 29 de novembro e 14 de dezembro do ano passado. Foram aplicadas
5.012 entrevistas nos domicílios, com 60 questões. A margem
de erro é de 1,4%.
Segundo a pesquisa, declaram-se
não-leitores 48% da amostra (não leram um livro nos três
meses anteriores à pesquisa), o que representa 77,1 milhões
de pessoas. Essa proporção desce para 45% se forem considerados
os que não leram um livro no ano anterior. Entre os não-leitores,
33% são analfabetos e 37% estudaram até a 4ª série.
A maior parcela de não-leitores está entre os adultos:
30 a 39 (15%), 40 a 49 (15%), 50 a 59 (13%) e 60 a 69 (11%).
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de maio de 2008
Substâncias tóxicas
Gari tem direito de receber adicional
de insalubridade
O gari deve receber adicional de insalubridade por trabalhar habitualmente
em contato com substâncias tóxicas. O entendimento é da
2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso,
que aceitou recurso de um gari da cidade de Sinop. A prefeitura da cidade não
queria pagar o benefício porque não existe decreto que regulamente
o pagamento da gratificação por exercício atividade insalubre
ou perigosa no âmbito da administração municipal.
O desembargador Donato Fortunato
Ojeda, relator da matéria, acolheu parcialmente o recurso do gari. “A única
ressalva que faço é quanto à prescrição
parcial da parcela reclamada”, explicou. O desembargador informou
que o gari foi nomeado em 1997 e entrou com a ação em janeiro
de 2005. Para ele, existe prescrição parcial para o recebimento
do adicional. Ojeda citou como fundamento a Súmula 85 do Superior
Tribunal de Justiça e artigo 1º do Decreto 20.910, de 6 de
janeiro de 1932.
A súmula estabelece que “nas
relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda
Pública figure como devedora, quando não tiver sido negado
o próprio direito reclamado, a prescrição atinge
apenas as prestações vencidas antes do qüinqüênio
anterior à propositura da ação”. Já o
artigo 1º do decreto diz que “as dívidas passivas da
União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer
direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal,
seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data
do ato ou fato do qual se originaram”.
“Logo, impõe-se
o pagamento do adicional de insalubridade a partir de janeiro de 2000,
corrigido monetariamente, acrescido de juros de mora a partir da citação,
por se tratar de gratificação de caráter alimentar”,
ressaltou Ojeda. O adicional de insalubridade foi fixado em 30% do salário
a contar de janeiro de 2000.
Recurso de Apelação
Cível 43.844/2007
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Folha de S.Paulo, 28 de maio de 2008
TRABALHO
Centrais fazem protestos
para pedir redução da jornada
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Metalúrgicos, bancários, químicos, eletricitários,
comerciários, motoristas e trabalhadores de ao menos outras onze categorias
profissionais fazem hoje paralisações, passeatas e manifestações
em todo o país para pedir a redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais sem diminuição nos salários.
Os bancários devem atrasar em uma hora a abertura das agências
em algumas localidades -como na região central da capital paulista e
em Taubaté (SP). Alguns centros administrativos podem parar das 8h até 11h.
Motoristas e cobradores de ônibus fazem mobilização por
volta do meio-dia na região do parque Dom Pedro.
Cerca de 32 mil metalúrgicos da Volks, Scania, Ford e Mercedes-Benz,
montadoras do ABC, vão fazer paralisações e atos. Já os
metalúrgicos da capital devem fazer passeata na altura do km 12,5 da
via Anchieta, além de atos em outros sete pontos, como na avenida Roberto
Marinho, próximo à ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira,
onde se reúnem com empregados de outros setores.
Os atos foram organizados pela CUT, Força Sindical, UGT e outras entidades
para marcar o Dia Nacional de Luta pela Redução da Jornada.
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Agência Diap, 28 de
maio de 2008
O 28 de maio e a greve geral pela
redução da jornada
Por: Altamiro Borges*
O 28 de maio, com suas paralisações,
passeatas e atos pela redução da jornada de trabalho, poderá ser
uma virada na história do sindicalismo brasileiro. Após
longo refluxo, em que minguaram os protestos, o clima é mais favorável à retomada
da luta. A maioria das centrais e confederações nacionais
está engajada na batalha pelas 40 horas. O 28 de maio poderá ser
o estopim de ações ainda mais potentes. Amadurece a idéia
de uma greve geral nacional pela redução da jornada.
A campanha pelas 40 horas sem redução de salário – que
agrega também as bandeiras da ratificação das convenções
151 (direito de negociação coletiva dos servidores) e 158 (proibição
da demissão imotivada) da OIT e do fim do perverso fator previdenciário – contagiou
inúmeras categorias. Seu abaixo-assinado já superou a meta do
um milhão de adesões, segundo balanço parcial das centrais.
Em 28 de maio, os metalúrgicos de São Paulo, ligados à Força
Sindical, prometem parar várias fábricas na zona sul da capital.
Já os metalúrgicos do ABC, berço político do presidente
Lula, devem ocupar a via Anchieta numa fotogênica passeata. Os relatos
dos outros estados também são animadores.
“ Mini-revolução” no
sindicalismo
No manifesto conjunto assinado pelas seis principais centrais do país
(CTB, CUT, FS, UGT, NCST e CGTB), o espírito é de combate. “No
dia 28 de maio os trabalhadores voltarão às ruas no Dia Nacional
de Luta e Mobilização pela redução de jornada de
trabalho e pela ratificação das convenções 151
e 158. De norte a sul do país ocorrerão atos públicos,
passeatas e assembléias numa grande mobilização para sensibilizar
o Congresso Nacional a aprovar medidas de interesse do trabalhador. É preciso
lutar para que o bom momento da economia se traduza na geração
de empregos, melhores salários e distribuição de renda,
e na ampliação das conquistas trabalhistas."
Conforme explica o documento, a redução legal da jornada para
40 horas semanais, sem redução salarial, através da aprovação
do Projeto de Emenda Constitucional dos senadores Inácio Arruda (PCdoB/CE)
e Paulo Paim (PT/RS), poderá gerar 2,2 milhões de empregos no
país – “além de possibilitar tempo maior para os
trabalhadores se dedicarem às famílias, ao estudo, à qualificação
profissional, ao descanso e ao lazer”. Já a ratificação
da convenção 158 da OIT, tão temida pelo capital, dificultará a
rotatividade no emprego e dará maior poder de barganha aos trabalhadores;
e a convenção 151 reforçará a capacidade de negociação
dos servidores. No conjunto, estas três bandeiras, se alcançadas,
representarão uma “mini-revolução” no sindicalismo
brasileiro.
O medo golpista da “república sindical”
Os sindicalistas que ainda não se engajaram nesta campanha – por
burocratismo ou sectarismo – estão perdendo o trem da história.
Na fase recente, nunca estas bandeiras estiveram tão maduras e acessíveis
e isto por vários motivos.
Em primeiro lugar, o próprio crescimento da economia – embora
tímido, sabotado pelo Banco Central e ameaçado pela recessão
nos EUA – bate recordes na geração de empregos formais,
reduz os estoques das empresas e aumenta do poder de pressão dos trabalhadores.
Tanto que quase 90% das categorias pesquisadas pelo Dieese conquistaram aumento
real de salário, acima da inflação, no ano passado – fato
inédito nas décadas recentes.
Em segundo lugar, respira-se hoje no país mais democracia, o movimento
sindical não é criminalizado e satanizado como foi durante o
trágico reinado de FHC. Os canais de negociação estão
abertos, mesmo que formalmente, e as centrais têm interlocução
direta com o governo. Tal acesso ajudou, por exemplo, a implodir o temido Fórum
Nacional da Previdência.
Em terceiro lugar, o capital esbarra em maiores obstáculos para impor
novas regressões trabalhistas – como ficou evidente no veto presidencial à Emenda
3, da precarização do trabalho. Não é para menos
que a mídia burguesa retoma o bordão golpista contra a “república
sindical do governo Lula”.
Lula levantou a bola
Num ciclo mais favorável à luta dos trabalhadores, que pode durar
pouco, a agenda sindical hoje é positiva. Apesar do silencio da ditadura
midiática, o que se negocia são medidas progressivas nas relações
do trabalho, como a redução da jornada e a ratificação
das convenções da OIT.
O próprio presidente Lula tem levantado a bola para o sindicalismo marcar
seus gols. Em recente discurso, defendeu abertamente as 40 horas semanais. “As
conquistas tecnológicas não devem significar apenas aumento da
produtividade e lucratividade das empresas. Elas devem também aumentar
as horas de lazer do trabalho e melhorar as condições de trabalho”,
afirmou.
Esta conjugação de fatores positivos é que levou as centrais
sindicais e as confederações, num momento de rara maturidade,
a superar suas divergências e unificar suas forças na luta por
avanços nas relações trabalhistas. Apesar da fragmentação
orgânica, elas hoje estão mais unidas na ação pela
redução da jornada de trabalho.
O dia 28 de maio será um teste. Dependendo das mobilizações
no país, estarão criadas as condições para deflagração
de uma poderosa greve geral nacional e para dar uma virada no sindicalismo
brasileiro. Quem se omitir pagará o alto preço no futuro. De
nada adiantarão a choradeira dos burocratas e a retórica dos
esquerdistas.
(*) Jornalista, é autor do livro
recém-lançado Sindicalismo, resistência e alternativas
(Editora Anita Garibaldi).
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UOL EMPREGOS, 27 de maio
de 2008
Das dez cidades que mais empregaram
em 2008, três são de São Paulo
Da Redação*
Em São Paulo
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou, nesta terça (27),
o ranking das cidades brasileiras que mais geraram vagas formais de emprego
(ou seja, com carteira assinada) entre janeiro e abril de 2008. A campeã é São
Paulo (104.829 postos), e o Estado ainda tem outras duas cidades na lista:
Campinas e Franca.
Em segundo lugar vem Rio de Janeiro
(30.091), seguido de Belo Horizonte (MG; 25.029), Brasília (DF;
14.938), Curitiba (PR; 14.850) e Porto Alegre (RS; 8.602).
Na sétima posição
aparece Campinas, município com cerca de 1 milhão de habitantes.
Dos 8.403 empregos gerados nos quatro primeiros meses de 2008, quase
a metade (4.096) está no setor se serviços, que apresentou
taxa de crescimento no período de 2,75%. Na construção
civil, foram 1.662 novas vagas, alta de 15,92% no ano.
Outras capitais surgem no oitavo
e no nono lugar: Salvador (BA), com 7.926 vagas e única representante
da região Nordeste, e Goiânia (GO), com 7.576.
Fechando o quadro vem Franca,
com 7.551 novas vagas com carteira assinada no quadrimestre. Do total
de postos criados, 76% (5.761) foram para a fabricação
de calçados de couro.
Nos quatro primeiros meses de
2008 no Brasil foram gerados 848.962 postos de trabalho com carteira
assinada -- crescimento de 2,93% no ano. Em abril, foram gerados 294.522
postos celetistas (Regidos pela Consolidação das Leis do
Trabalho), representando uma elevação de 1% em relação
a março.
Veja
o ranking dos empregos
01 - São Paulo: 104.829
02 - Rio de Janeiro: 30.091
03 - Belo Horizonte: 25.029
04 - Brasília: 14.938
05 - Curitiba: 14.850
06 - Porto Alegre: 8.602
07 - Campinas: 8.403
08 - Salvador: 7.926
09 - Goiânia: 7.576
10 - Franca: 7.551
*As informações são
do Ministério do Trabalho e Emprego
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de maio de 2008 | Política
Unger defende discussão sobre
relações trabalhistas
Agência Estado
O ministro extraordinário da Secretaria de Assuntos Estratégicos
da Presidência, Roberto Mangabeira Unger, defendeu nesta terça-feira,
em audiência na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que o
Congresso se engaje na discussão sobre as relações trabalhistas
no País e lamentou o fato de metade da população economicamente
ativa (PEA) no Brasil estar no mercado informal.
"São pessoas sem
carteira de trabalho assinada, que vivem nas sombras da ilegalidade",
afirmou. "É uma calamidade nacional, não apenas do
ponto de vista econômico, mas também social e moral",
prosseguiu.
Durante pouco mais de duas horas,
o ministro falou sobre o objetivo do governo de trabalhar e aprofundar
a discussão com as organizações de trabalhadores, "não
só na cúpula, mas também na base".
As diretrizes para essa reconstrução
das relações entre capital e trabalho no Brasil, explicou
Mangabeira Unger, seriam: resgate da população economicamente
ativa (PEA); reversão da queda da participação dos
salários na renda nacional e revisão do regime sindical
brasileiro.
Segundo o ministro, para tal, é preciso
um conjunto de ações, além da construção
de políticas industriais e agrícolas que revitalizem os
pequenos empreendimentos industriais e agrícolas. "Eu insisto
em uma visão de conjunto e não um amontoado de propostas
desconexas", afirmou ele.
Por várias vezes,
na audiência que reuniu apenas seis senadores, o ministro insistiu
que a intenção do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva é fazer "um grande debate nacional".
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
maio de 2008 | Opinião
Até ontem, povo só trabalhou
para o governo
R$ 400,38 bilhões já saíram
do bolso do cidadão em 2008 e abarrotam os cofres do poder
público gastador e corrompido
Desde 1º de janeiro até ontem todos os cidadãos brasileiros
só trabalharam para o governo, significando que os poderes públicos
- União, Estados e municípios - ficaram com todo o ganho dos
trabalhadores em forma de impostos. A administração petista do
presidente Luiz Inácio foi a que mais ganhou (em torno de 60% de toda
a arrecadação nacional) e foi também a que veio subindo
o porcentual da tributação - de 36,98% (dos rendimentos dos cidadãos,
em 2003) para 37,81%, depois para 38,35%, outro salto para 39,01% até chegar
aos 40,01% de 2007.
Os governos tanto arrecadaram
que o impostômetro da Associação Comercial de São
Paulo teve de ser ampliado para abrigar a casa do trilhão que
irá ocorrer no final deste ano. O painel registrou a entrada anual
(em 2007) de R$ 921 bilhões, mas a previsão é de
que chegue ao trilhão. Se fosse deixado como estava, o medidor
iria ''explodir'', da mesma forma que os cofres do Tesouro estão
a ponto de implosão de tão abarrotados de dinheiro. E o
presidente Lula ainda quer mais e está investindo todas as fichas
junto à bancada governista para ver recriada a CPMF, que voltaria
com outro nome e a previsão de tirar do meio circulante mais R$
10 bilhões por ano. Todo aquele volume de dinheiro, e mais ainda
se forem criados novos impostos e se alíquotas dos atuais forem
aumentadas, serão para alimentar as mordomias governamentais,
os gastos desordenados, o superfaturamento, a inchada máquina
pública e a corrupção. O que sobra vai para o programa
eleitoreiro Bolsa-Família e, a bem da justiça, para os
bons servidores (das áreas da saúde, educação
e segurança policial), para as obrigações regulares
do poder público e as (poucas) obras. Porque o que estava sucateado
continuou na mesma condição.
Segundo aquela entidade paulista
e o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, 75% dos impostos
são pagos pelas empresas e 25% pelas pessoas físicas. Por
extensão, mesmo aqueles 75% acabam sendo pagos pelo povo, porque
embutidos no custo das mercadorias. Os 4 meses e 27 dias do ano tiraram
do bolso dos cidadãos e dos canais de desenvolvimento R$ 400,38
bilhões - ou seja (e repetir é preciso), absolutamente
tudo o que ganharam.
Este abuso estimula outras
aberrações e irregularidades como sonegação
fiscal, pirataria, trabalho informal e por aí em diante. Reduzir
drasticamente os gastos, o que possibilitaria diminuição
dos impostos, isto o governo não faz. E, embora os tímidos
avanços e os muitos discursos, a administração
Lula não está promovendo a implantação
de infra-estruturas de crescimento, que aí sim haveria desenvolvimento
econômico e arrecadação abundante e limpa. E assim
toda a nação se beneficiaria.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de maio de 2008 | Economia
Estudo revela que impostos custam
muito mais
Mara Andrich
Já não é novidade que o brasileiro paga muitos tributos
(são 61 tipos) e que o chamado “cálculo por dentro” (a
utilização do tributo na sua própria base de cálculo)
produz o efeito de uma bitributação (ou “efeito cascata
vertical”).
O grande problema, entretanto, é que
este valor maior acaba sendo escondido da população, que
não entende como são feitos estes cálculos.
Porém, o Instituto Brasileiro
de Planejamento Tributário (IBPT) divulgou um estudo, ontem, que
apontou o valor real do tributo pago pelo brasileiro em diversos serviços
e mercadorias. Ao comprar dois quilos de açúcar, por exemplo,
a pessoa acaba pagando por três quilos devido à grande quantidade
de impostos.
O presidente do IBPT, Gilberto
Luiz do Amaral, afirma que o sistema tributário brasileiro sofre
com “anomalias” que devem ser modificadas para que as pessoas
não sejam tão penalizadas com o excesso de tributos. Segundo
ele, o primeiro problema que deve ser modificado é que o próprio
tributo é utilizado como base de cálculo para ele mesmo.
A outra “anomalia”, segundo ele, é a cobrança
de um tributo sobre outro tributo, o que também onera ainda mais
o valor de um determinado produto ou serviço. “O produto
tem que ser cobrado sobre uma riqueza gerada pela empresa ou pela pessoa,
e não considerar que o tributo é esta riqueza”, reclama
Amaral.
O estudo traz uma série
de exemplos do efeito cascata. O consumidor que pagar R$ 90,28 por um
produto, poderia estar pagando, na verdade, apenas R$ 68,50. Tudo que
incide de ICMS, de PIS e Cofins e de tributos sobre a folha de pagamento
acaba gerando este acréscimo de mais de R$ 20.
Segundo o estudo, a alíquota
nominal de ICMS de 18% resulta, na verdade, em uma alíquota efetiva
de 21,95% sobre o custo das mercadorias. Já a alíquota
nominal de 25% chega a 33,33%. PIS e Cofins são calculados sobre
o ICMS, ISS e sobre os tributos da folha de pagamento.
“E o pior de tudo é que
o contribuinte não sabe disso”, diz o presidente do IBPT.
Para Amaral, o que falta no Brasil é simples: “O que falta é o
cumprimento da Constituição. Excluir o tributo de sua própria
base de cálculo e não cobrar tributos sobre tributos”,
disse.
O IBPT também lançou
ontem o site www.tribuloso.com.br, no qual as pessoas podem colocar o
nome e a data de nascimento e verificar o quanto pagaram de tributos
até hoje. Um estudo recente divulgado pelo IBPT revela que o brasileiro
trabalhou, neste ano, até ontem (27 de maio) somente para pagar
impostos.
Quem quiser verificar o “peso” dos
impostos reais em diversos produtos e serviços pode acessar
o site do IBPT (www.ibpt.com.br), no link “Estudos - Verdadeiro
Custo da Tributação Brasileira”.
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de maio
de 2008 | Economia
Rede de bancos cresceu 10,3% em 2007
São Paulo - A rede de atendimento bancário cresceu 10,3% em 2007,
na comparação com o ano anterior, chegando a 147,857 mil pontos
destinados a clientes. Esse crescimento ocorreu principalmente pela elevação
do número de correspondentes bancários (estabelecimentos comerciais
que prestam serviços de bancos, como as casas lotéricas), que
chegou a 84,332 mil, o que mostra um avanço de 15,5%. Os números
foram divulgados hoje pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
e fazem parte da pesquisa ''O Setor Bancário em Números''.
De acordo com o levantamento,
o Brasil registrava no ano passado 155 bancos, o que representa uma redução
de 2,5%. O número de instituições financeiras é o único
que se refere à posição de setembro de 2007. A Febraban
disse que, em 2006, os bancos privados nacionais eram maioria, ou 85.
Os privados estrangeiros, ou com controle externo, somavam 61, e os públicos
federais e estaduais totalizavam 13. A federação não
possui o dado consolidado referente ao ano passado.
Apesar da redução
no número de bancos, o total de recursos de terceiros administrados
apresentou um crescimento de 18% em 2007, chegando a R$ 1,475 trilhão.
A parcela destinada a fundos de investimento totalizou R$ 793,8 bilhões.
Os depósitos à vista e de poupança somaram respectivamente
R$ 149,1 bilhões e R$ 234,7 bilhões. Os depósitos
a prazo chegaram ao fim de 2007 em R$ 298,1 bilhões.
A Febraban fez também
um levantamento sobre os gastos com tecnologia no ano passado. O investimento
nessa área chegou a R$ 6,166 bilhões, equivalente a um
crescimento de 41%. Já as despesas totais desse setor foram de
R$ 14,869 bilhões, o que representa uma elevação
de 4%. A Federação atribui esse crescimento à taxa
de câmbio mais favorável no período.
Ana Paula Ribeiro
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
maio de 2008 | Economia
Lei injeta até 50% de capital
nas empresas do PR
A injeção de recursos virá do
mercado de capitais, de instituições bancárias
e de investidores internacionais
Inserir as empresas no mercado de capitais para captar recursos na Bolsa de
Valores passou a ser o maior desafio dos escritórios de contabilidade
do Paraná e em todo País. Tudo porque a nova legislação
em vigor desde 1º de janeiro deste ano, obriga as empresas a padronizarem
seus balanços contábeis às normas da Intenational Acconting
Standards Board (IASB). A iniciativa irá oxigenar as empresas brasileiras
em até 50% com recursos advindos de empréstimos em bancos, da
Bolsa de Valores e do mercado financeiro internacional. A medida deve também,
segundo especialistas, aumentar no mesmo percentual o nível de emprego
em todo País.
O Conselho Regional de Contabilidade
do Paraná (CRCPR) desencadeou cerca de 300 eventos este ano, entre
cursos, palestras e painéis para esclarecer os 22 mil contadores
em todo Paraná sobre a Lei das Sociedades Anônimas, como
está sendo conhecida. ''A médio ou a longo prazo, todas
as empresas, inclusive as Ltda, terão que se adequar a esta nova
legislação vigente'', afirma Paulo Cesar Caetano de Souza,
presidente do CRCPR.
A sigla IASB está sendo
identificada, atualmente no mundo, por International Financial Reporting
Standard (IFRS), que numa tradução aproximada, significa
Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (NIRF). A Lei
das SAs tem número 11.638, de 28 de dezembro de 2007, que modificou
a lei 6.404 de 1976, porém uma não exclui a outra.
A previsão de aporte de
recursos oriundos do mercado financeiro e de instituições
bancárias é feita por Elvis Antonio Bim, professor de Contabilidade
da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Segundo ele, as empresas
poderão buscar dinheiro com certa facilidade em instituições
bancárias, lançar debêntures no mercado intenacional
a custo baixo ou emitir ações na Bolsa de Valores, pagando
dividendos aos acionistas que comprarem suas ações.
A nova legislação
das SAs recebe bons ventos até do mercado de capitais, devido
o País ter recebido a avaliação de ''investmant
grade'', da agência americana Standard & Poor's. Segundo a
agência, o risco de calote no Brasil é baixo. A Poor's,
entre outras coisas, atraiu com sua avaliação grandes investidores
ao Brasil, porém, que ainda necessitam contratar auditorias particulares
para avaliar as empresas brasileiras, o que será evitado com a
padronização contábil.
A lei das SAs datava de 1976,
desde o ano 2000 já vinha sendo elaborado um projeto para a reforma
das sociedades anônimas, devido a abertura do mercado de capitais.
''O Brasil está inserido no mercado mundial de capitais, devido
o processo de globalização dos mercados'', explica o professor.
Na prática, as empresas,
mesmo não querendo buscar estes recursos, têm até 2009
para se adequar à norma internacional. Esta fase de transição
termina no início de 2010, quando as empresas poderão sofrer
sanções como multas e suspensão dos profissionais
de contabilidade, caso não tenham observado as normas de padronização
internacional.
A lei das SAs visa dar transparência
aos investidores, sejam eles estrangeiros ou não. ''Os contadores
terão agora um papel muito mais importante que já tinham,
dando credibilidade aos balanços das empresas que estão
no mercado de capitais e também para as empresas que pretendam,
num futuro próximo, entrar no mercado de capitais'', esclarece.
Perguntado se esta padronização
já não vinha sendo feita, o professor da UEL esclareceu
que sim, porém a Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) regulava essas empresas, através da exigência de que
as mesmas fossem de capital aberto. A partir de agora, não só as
empresas de capital aberto, mas como as empresas de capital fechado e
sociedades de grande porte também terão seus balanços
padronizados aos moldes da contabilidade internacional.
Edson Pereira Filho
Reportagem Local
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Agência
Câmara, 28 de maio de 2008
Câmara cria 24 faixas de números
de vereadores
Diógenis Santos

O deputado Vitor Penido relatou a emenda aprovada em Plenário.
O Plenário aprovou em primeiro turno, nesta terça-feira, proposta
que cria 24 faixas de números de vereadores, de acordo com o tamanho da
população de cada município. Para a menor faixa populacional,
de até 15 mil habitantes, a câmara poderá ter no máximo
9 vereadores. A maior faixa é de 55 vereadores para o município
com mais de 8 milhões de habitantes - o que atinge apenas a cidade de
São Paulo.
O texto, aprovado por 419 votos a 8 e 3 abstenções,
foi fruto de uma emenda relatada pelo deputado Vitor Penido (DEM-MG) à Proposta
de Emenda à Constituição 333/04. A PEC, do deputado
Pompeo de Mattos (PDT-RS), também diminui os percentuais de
gastos com as câmaras calculados sobre a receita tributária
dos municípios.
Na avaliação de Vitor Penido, "o
importante nessa proposta é que ela disciplina o número
de vereadores e diminui o gasto total com câmaras de vereadores
no Brasil de R$ 6 bilhões para R$ 4,8 bilhões anuais,
e é certo que algumas câmaras terão de cortar
gorduras".
Números
De acordo com dados do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), a PEC original
elevava o número de vereadores dos atuais 51.748 para 57.295; e o substitutivo
da comissão especial propunha o aumento do número de cadeiras
para 59.791. Já a emenda aprovada fixa o total de vereadores em 50.653.
Antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editar uma resolução
em abril de 2004, o número de cadeiras era 60.276.
O objetivo da PEC é resolver a polêmica
criada em 2004, quando o TSE interpretou a Constituição
Federal quanto ao número de vereadores que poderiam ser eleitos
naquele ano, extinguindo mais de 8 mil assentos nas câmaras
dos 5.562 municípios.
Segundo turno
Se todo o Plenário concordar, a Câmara poderá votar o segundo
turno da PEC antes do intervalo regimental de cinco sessões entre as
duas votações. Depois de promulgada, a futura emenda constitucional
produzirá efeitos apenas a partir da próxima legislatura.
O deputado Flávio Dino ressaltou que "o
fortalecimento dos legislativos municipais aumentará a sua
pluralidade política, com maior eficiência de sua função
fiscalizadora e de expressão dos interesses das comunidades".
Para o deputado Mário Heringer (PDT-MG),
que também participou da elaboração do texto
final, a proposta "vai atender ao anseio da sociedade, que é dar
representatividade e diminuir as despesas".
Apesar de concordar com o texto final, o
autor da PEC acredita que o Senado poderá ajustar detalhes
quanto aos repasses para as câmaras. "A minha parte eu
já fiz. Do jeito que está nós andamos muito. É uma
grande vitória do Parlamento", disse Pompeo de Mattos.
|
Agência Brasil, 28
de maio de 2008
Mantega defende novo imposto para
financiar a saúde no país
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, defendeu nesta segunda-feira (26) a criação de
um novo tributo para custear um possível aumento no orçamento
da saúde, caso a regulamentação da Emenda 29 seja
mesmo aprovada pelo Congresso. Ele afirmou ser favorável à destinação
de mais recursos para a área, mas disse que os parlamentares,
responsáveis pela regulamentação da emenda e também
pela extinção da Contribuição Provisória
sobre Movimentações Financeiras (CPMF), terão de
achar uma solução para o assunto.
“ Me parece uma temeridade
a criação de mais uma despesa sem a criação
de uma nova fonte de recursos, principalmente quando existe uma preocupação
tão grande com o controle das contas públicas”, afirmou
o ministro.
De acordo com Mantega, o orçamento
da saúde para 2008 é de R$ 45 bilhões. Caso a Emenda
29 seja regulamentada sem modificações, esse valor saltaria
para R$ 68 bilhões até o ano de 2010 – R$ 23 bilhões
a mais em quatro anos.
O ministro participou nesta segunda-feira
de um evento organizado pela Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp) para que fossem apresentadas a
empresários indicadores da economia nacional e a proposta de criação
do chamado Fundo Soberano.
Durante o evento, o presidente
da entidade, Paulo Skaf, afirmou que é inaceitável a criação
de um novo imposto no Brasil, cuja carga tributária é uma
das mais altas do mundo e a arrecadação só cresce.
“Se tivermos que
aumentar R$ 5 bilhões, R$ 6 bilhões ou R$ 7 bilhões
no orçamento da saúde por ano, que isso saia do orçamento”,
disse. “O governo federal arrecada R$ 600 bilhões por
ano e tem que trabalhar com esse valor.”
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Gazeta do Povo, 28 de maio
de 2008
A volta do imposto do cheque
Rebatizada de CSS, a nova CPMF vai à votação
hoje na Câmara | Contribuição
Social para a Saúde teria alíquota de 0,1%. Governo
precisa de 257 votos para aprovar a proposta na Câmara e 41,
no Senado
Com um novo nome, a base aliada do Planalto tentará recriar hoje a CPMF.
Batizada de Contribuição Social para Saúde, com alíquota
de 0,1%, o imposto também incidirá sobre movimentações
financeiras. A CSS faz parte da estratégia da bancada governista para
a votação da regulamentação da Emenda 29, que fixa
gastos mínimos para a saúde. Ela cria uma fonte de renda extra
para bancar a saúde e foi alinhavada ontem durante um almoço
entre líderes da base e o ministro da pasta, José Gomes Temporão.
Prevaleceu a idéia de
se propor alterações ao projeto 306/08 –, o que,
na prática, dará um pouco mais de tempo de o governo escapar
do desgaste de uma eventual veto do projeto pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Para aprovar a CSS, na Câmara e no Senado, é preciso
apoio da maioria absoluta dos parlamentares das duas Casas (257 deputados
e 41 senadores). Um quórum, portanto, menor do que o necessário
para aprovar uma emenda constitucional, como era o caso da CPMF, derrubada
no ano passado. A CSS deverá isentar, como sua antecessora, quem
ganha até 3 salários mínimos, além de aposentados
e pensionistas.
Há dúvidas, porém, se tal contribuição poderia
render os R$ 10 bilhões a mais sonhados pelo governo. Justamente por
isso, a bancada estudava também a proposta de mais duas medidas: o aumento
do IPI dos cigarros, que poderia contribuir com cerca de R$ 3 bilhões
e o destino do seguro obrigatório dos veículos para a saúde.
O líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), afirmou ainda que o texto
substitutivo deverá alterar a forma de vinculação dos
recursos da União para a saúde. A idéia é retirar
o repasse de 10% das receitas brutas, como foi aprovado no Senado. Esse mecanismo
seria substituído pela regra atual, o montante gasto no ano anterior
mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB), acrescido com
o total arrecadado com a nova contribuição.
Novo
imposto
A nova contribuição proposta pelo governo vai funcionar nos mesmos
moldes da CPMF, extinta em dezembro de 2007, ou seja, será cobrada sobre
movimentações financeiras (o chamado imposto do cheque).
Maquiagem
Para desfazer a ligação com a antiga CPMF, a base aliada do governo
no Congresso propõe um novo nome: Contribuição Social
para a Saúde, que terá a sigla CSS.
Alíquota
A CSS terá alíquota de 0,10% e os recursos serão exclusivamente
destinados para a saúde. A CPMF, quando acabou, tinha alíquota
de 0,38%.
Arrecadação
Se aprovada, a nova contribuição vai acrescentar ao orçamento
do Ministério da Saúde entre R$ 9 bilhões e R$ 12 bilhões
neste ano, segundo cálculos dos governistas. A CPMF, caso continuasse
em vigor, renderia cerca de R$ 40 bilhões.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/05/2008
SDI-1 edita novas Orientações
Jurisprudenciais
O Diário da Justiça
publicou, nos dias 20, 21 e 23 de maio, as Orientações
Jurisprudenciais nºs 361 a 366 da Seção Especializada
em Dissídios Individuais – Subseção 1 (SDI-1)
do Tribunal Superior do Trabalho:
361. APOSENTADORIA ESPONTÂNEA.
UNICIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO. MULTA DE 40% DO FGTS SOBRE TODO
O PERÍODO. A aposentadoria espontânea não é causa
de extinção do contrato de trabalho se o empregado permanece
prestando serviços ao empregador após a jubilação.
Assim, por ocasião da sua dispensa imotivada, o empregado tem
direito à multa de 40% do FGTS sobre a totalidade dos depósitos
efetuados no curso do pacto laboral.
362. CONTRATO NULO. EFEITOS.
FGTS. MEDIDA PROVISÓRIA 2.164-41, DE 24.08.2001, E ART. 19-A
DA LEI Nº 8.036, DE 11.05.1990. IRRETROATIVIDADE. Não
afronta o princípio da irretroatividade da lei a aplicação
do art. 19-A da Lei nº 8.036, de 11.05.1990, aos contratos declarados
nulos celebrados antes da vigência da Medida Provisória
nº 2.164-41, de 24.08.2001.
363. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS
E FISCAIS. CONDENAÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO
INADIMPLEMENTO DE VERBAS REMUNERATÓRIAS. RESPONSABILIDADE DO
EMPREGADO PELO PAGAMENTO. ABRANGÊNCIA. A responsabilidade
pelo recolhimento das contribuições social e fiscal,
resultante de condenação judicial referente a verbas
remuneratórias, é do empregador e incide sobre o total
da condenação. Contudo, a culpa do empregador pelo inadimplemento
das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade
do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição
previdenciária que recaia sobre sua quota-parte.
364. ESTABILIDADE. ART.
19 DO ADCT. SERVIDOR PÚBLICO DE FUNDAÇÃO REGIDO
PELA CLT. Fundação instituída por lei
e que recebe dotação ou subvenção do Poder
Público para realizar atividades de interesse do Estado, ainda
que tenha personalidade jurídica de direito privado, ostenta
natureza de fundação pública. Assim, seus servidores
regidos pela CLT são beneficiários da estabilidade excepcional
prevista no art. 19 do ADCT.
366.
ESTAGIÁRIO.
DESVIRTUAMENTO DO CONTRATO DE ESTÁGIO. RECONHECIMENTO DO VÍNCULO
EMPREGATÍCIO COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DIRETA OU INDIRETA. PERÍODO POSTERIOR À CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DE 1988. IMPOSSIBILIDADE. Ainda que desvirtuada
a finalidade do contrato de estágio celebrado na vigência
da Constituição Federal de 1988, é inviável
o reconhecimento do vínculo empregatício com ente da
Administração Pública direta ou indireta, por
força do art. 37, II, da CF/1988, bem como o deferimento de
indenização pecuniária, exceto em relação às
parcelas previstas na Súmula nº 363 do TST, se requeridas.
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28/05/2008
Jornalista de fundação estadual
tem reajuste por acordo da categoria
Para a Segunda Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, os reajustes salariais previstos em negociação
coletiva da categoria dos jornalistas são aplicáveis aos
jornalistas da Fundação Padre Anchieta – Centro Paulista
de Rádio e TV Educativas, independentemente da natureza jurídica
da fundação, pois é vedado o tratamento discriminatório
entre os jornalistas com relação ao salário normativo
da categoria e respectivos reajustes.
A Turma negou provimento a agravo
de instrumento da fundação, que buscava modificar o entendimento
da Justiça do Trabalho de São Paulo. De acordo com a Segunda
Turma, a discussão é interpretativa, e as decisões
apresentadas para tentar convencer os julgadores não demonstraram
divergência específica em relação à questão,
o que inviabiliza a admissibilidade do agravo no TST.
A Fundação Padre
Anchieta alegou, no agravo, que não poderia haver o reajuste devido
a ser dependente do erário e necessitar de autorização
governamental. A empregadora argumenta que o percentual de reajuste pretendido
pelo sindicato não poderia ser pago pelo fato de que ela recebe
recursos oriundos do Tesouro Estadual para a folha de pagamento e os
encargos sociais, se sujeitando aos ditames legais que regem a matéria.
A ação de cumprimento
da convenção coletiva de 2003/2004 foi proposta em março
de 2004 pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São
Paulo, para aplicação do reajuste salarial e a observância
do piso da categoria para os empregados da Fundação Padre
Anchieta. Na contestação, a fundação sustentou
que o não-cumprimento da norma coletiva seria em decorrência
da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei nº 101/2000).
A 19ª Vara do Trabalho de
São Paulo julgou procedente a pretensão, por serem os funcionários
da fundação regidos pelo regime celetista, devendo a empregadora
obedecer às convenções coletivas da categoria. Quanto às
alegações de que havia sido superado o limite de despesas
de pessoal de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, considerou
não comprovadas.
Ao recorrer ao Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (SP), a fundação não
teve êxito quanto à questão. O Regional confirmou
a condenação, ao avaliar que a aplicabilidade das convenções
e dos acordos coletivos no âmbito de cada categoria decorre de
autorização constitucional, conforme previsto no artigo
7º, inciso XXVI, da Constituição. Além disso,
o inciso XXXII do artigo 7º expressamente proíbe distinção
entre os profissionais de uma mesma categoria. Por serem os empregados
da Fundação Padre Anchieta regidos pelo regime da CLT,
o TRT concluiu que aos jornalistas da Fundação são
aplicáveis, sim, os reajustes salariais da negociação
coletiva da categoria.
Ao analisar o agravo de
instrumento, o relator, ministro José Simpliciano Fernandes,
considerou que o entendimento do TRT da 2ª Região reflete
as diretrizes jurisprudenciais que têm prevalecido no âmbito
do TST em relação ao tema. Por essa razão, propôs
negar provimento ao agravo, voto acatado pela Turma. (AIRR-579/2004-019-02-40.0)

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COMISSÃO
PRÓ-FUNDAÇÃO DO SINDICATO
DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO
DE CATALÃO - GO
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
A
Comissão pró-fundação do Sindicato
dos Trabalhadores No Comércio de Catalão - GO,
com base no município de Catalão- Go, convoca
a todos os membros da categoria pretendida, ou seja trabalhadores
no comércio
em geral, para participarem da Assembléia Geral de aprovação
da fundação do referido sindicato que será realizada
no dia 9 de junho de 2008, as 18:00hs, em primeira convocação,
ou as 19:00hs em seguida e última convocação,
com qualquer número de presença, no Auditório
Cornélio Ramos do centro Cultural Labibe Fayad,
sito na Rua Dona Maria Josefina S/N, bairro
Nossa Senhora de Fátima, a fim de deliberarem sobre
a seguinte ordem do dia:
1) Aprovação da fundação do Sindicato
dos Trabalhadores no Comércio de Catalão, com base
nos municípios de :
2) Discussão e aprovação da minuta do Estatuto
Social eleborada pela Comissão Pró-fundação
da entidade;
3) Eleição e posse dos membros e suplentes
da Diretoria, Conselho Fiscal e Delegação Representativa
do Sindicato;
4) Fixação do valor da mensalidade social..
Catalão-
GO, 26 de maio de 2008.
CESAR MARCOLINO ALVES
Presidente da Comissão
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