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Agência Diap, 1º de
junho de 2008
A idiotização
da televisão
Por: Wagner Moura*
Quando estava saindo da cerimônia de entrega do
prêmio APCA, há duas semanas em São
Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse
que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu
uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo
estando com o táxi de porta aberta me esperando,
achei que seria rude sair andando e negar a entrevista,
que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá,
eu sou da época da gentileza, do muito obrigado
e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano
e baiano, ou seja, um babaca total.
Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi,
quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa
com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça
e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão
surreal que no começo eu não acreditei, depois
fui percebendo que estava fazendo parte de um programa
de TV, desses que sacaneiam as pessoas.
Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão,
em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi
que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma
profunda tristeza com a condição humana,
e tudo que consegui foi suspirar algo tipo ‘que coisa
horrível’ (o horror, o horror), virar as costas
e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles.
Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi
depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou
a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade
de dizer: cara, cê tá louco, me respeita,
eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo
assalto, em que reagir é pior.
O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo
do poço em que chegamos. Meu Deus, será que
alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado?
Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas
pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau
para o deleite sorridente do telespectador?
Compartilho minha indignação porque sei
que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas
ou anônimas, que não compactuam com esse circo
de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora
de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella.
Estamos nos bestializando, nos idiotizando.
O que vai na cabeça de um sujeito que tem como
profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização
da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da
barbárie! E a coisa tá feia.
Digo isso com a consciência de quem nunca jogou
o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade
de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das
pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte
meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico
ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido
pelo que faço, mas não suporto falta de educação.
O preço da fama? Não engulo essa.
Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que
mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás,
dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido
atrás de uma árvore para fotografar uma criança
no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida
de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou
mal, e os caras continuaram fotografando.
Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando
de quê? Não é famoso? Então
agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis
e Lázaro (Ramos) também já escreveram
sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma
reação por parte dos que não estão
a fim de alimentar essa palhaçada.
Existe, sim, gente inteligente que não dá a
mínima para as fofocas das revistas e as baixarias
dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros
valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos),
que estão preocupados é em combater o trabalho
escravo, a prostituição infantil, a violência
agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento
global e a corrupção. Fazer algo de útil
com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão
do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente.
E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.
No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail
para o escritório que me agencia se desculpando
por, segundo suas palavras, a “cagada” que
havia feito. Isso naturalmente não o impediu de
colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais
audiência. E contra a audiência não
há argumentos. Será?
(*) Wagner Moura é ator.
Publicado originalmente em "O Globo"
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Agência Diap, 1º de
junho de 2008
ELEIÇÕES 2008 1
Marta Suplicy deve deixar ministério
na próxima quarta (4)
Caso saia candidata à Prefeitura
de São Paulo, a petista diz que não pretende
interferir na escolha do sucessor para a pasta. Enquanto
isso, a queda-de-braço entre Alckmin e Kassab aumenta
a cada dia.
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, deve deixar o cargo na semana que
vem. Ela pretende anunciar sua decisão, a respeito da candidatura à prefeitura
da capital paulista, no limite do prazo estabelecido pela legislação
eleitoral para a desincompatibilização de suas funções.
Ministros candidatos nas eleições municipais deste ano
têm até a próxima quarta-feira, dia 4, para sair
do Governo.
Embora ainda não tenha se posicionado oficialmente sobre ser ou
não o nome do PT para o desafio de reconquistar o comando da maior
cidade do país, a saída de Marta do ministério é dada
como certa e, nos bastidores, o comentário é de que ela
não vai interferir na escolha de seu sucessor na pasta.
A interlocutores, a ministra tem declarado que o cargo é uma prerrogativa
exclusiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, portanto,
não cabe a ela sugerir ou indicar nomes de sua preferência.
Para Marta, a possibilidade está fora de cogitação
e, no Ministério do Turismo, evita-se tocar no assunto.
Continuidade dos programas
Sabe-se, no entanto, que representantes de diferentes segmentos do setor
no País têm manifestado preocupação com a
sucessão na pasta, porque querem a continuidade dos programas
implementados pela ministra ao longo dos quase 15 meses de sua gestão — Marta
assumiu o ministério em março de 2007.
Assessores petistas descartam a possibilidade de o cargo
vir a ser incluído nas negociações
em torno das adesões à candidatura de Marta. “O
ministério tem vida própria, está fora
de questão atrelar a discussão por alianças
e a sucessão na pasta. Não faria sentido”,
pondera um dirigente do PT.
A ministra Marta, prefeita de São Paulo entre
2001 e 2004, perdeu a reeleição para a
chapa liderada pelo tucano José Serra que, em
2006, deixaria a prefeitura para disputar e vencer as
eleições para o Governo do estado. Vitorioso,
Serra tornou-se governador e fez de seu vice, o democrata
Gilberto Kassab, o atual prefeito, hoje candidato à reeleição.
Foi nesse cenário que nasceu e foi alimentado,
durante um ano e meio, o atual racha do PSDB local, que
lançou a pré-candidatura do ex-governador
Geraldo Alckmin, mas tem, em seus quadros e, essencialmente
a partir de sua bancada na Câmara Municipal, apoiadores
da candidatura à reeleição de Kassab.
Preferência
Distante do front, Marta colocou-se como líder nas pesquisas
de intenção de voto, ligeiramente à frente de
Alckmin. Além de ser o projeto petista para a cidade, a ministra
tem, na manifestação dos índices de preferência
do eleitorado, o mais forte apelo por sua candidatura, apesar de ter
boa avaliação à frente da pasta.
Em sua gestão, Marta já implantou programas
voltados à inclusão e para tornar o turismo
parte da cesta de consumo interna. Lançou projetos
para a terceira idade e estudantes, conseguiu linha de
financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID) e investiu em capacitação.
Para 2008, o orçamento da pasta, com emendas
parlamentares, alcança cifras 50% maiores que
as do ano passado. Saltou de R$ 1,8 bilhão para
R$ 2,667 bilhão.
Empreitada é difícil
Segundo o PT, a candidatura de Marta é aposta de vitória.
Mesmo assim, alguns petistas reconhecem que a empreitada é difícil
e arriscada em um momento em que a ministra “se destaca positivamente
no Governo, dando dinamismo e tornando a pasta simpática e popular
no País”, conforme avaliação de um deputado.
O PT assistiu ao prefeito Kassab levar para seu projeto
de reeleição aliados como o PMDB, o PR
e o PV, integrantes da base de apoio ao Governo Lula.
E acompanhou de camarote os desentendimentos protagonizados
pelos tucanos. Agora, luta para trazer o apoio do bloquinho
(PSB, PDT, PCdoB) à candidatura de Marta.
Várias estratégias têm sido usadas
e há quem diga que o presidente Lula também
estaria intercedendo. Com o bloco, Marta dobraria seu
tempo de televisão e daria maior amplitude política à candidatura.
Por hora, o bloquinho mantém a opção
pela chapa própria. Por sugestão de Lula,
o PT também pensa no nome de um empresário
para compor chapa com Marta.
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Agência Diap, 1º de
junho de 2008
ELEIÇÕES 2008 2
Luiz Marinho desembarca do
Ministério da Previdência
O ministro da Previdência, Luiz Marinho, afirmou nesta sexta-feira
(30), que deixará na próxima quarta-feira (4) o comando
do Ministério para disputar a eleição da prefeitura
de São Bernardo do Campo, região metropolitana da Grande
São Paulo.
“
Vou deixar o Ministério no dia 4, e a partir daí só falarei
com vocês [a imprensa] sobre minha candidatura”,
declarou Marinho, após reunir-se com o prefeito de
São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Segundo Marinho,
o secretário-executivo do Ministério, Carlos
Eduardo Gabas, deverá assumir interinamente a pasta
até a nomeação do novo ministro.
Marinho disse ainda que já indicou alguns nomes
de possíveis sucessores ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, entre eles o nomes do deputado federal José Pimentel
(PT/CE), credenciado para o cargo por ter sido relator
da reforma da Previdência na Câmara, e do presidente
do INSS, Marco Antonio de Oliveira.
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Agência Diap, 1º de
junho de 2008
TRIBUTAÇÃO
Sobre hora extra incide imposto
de renda, decide STJ
A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu,
por unanimidade, que incide imposto de renda (IR) sobre o pagamento de
indenização de horas extras trabalhadas. Assim, foi unificada
a jurisprudência da primeira e segunda turmas do tribunal, que
tinham decisões conflitantes sobre a questão.
O caso em discussão envolve uma disputa judicial entre empregados
da Petrobras e a Fazenda Nacional. Durante um período de dois
anos, os empregados da Petrobras tiveram as folgas não gozadas
indenizadas por meio de horas extras.
A primeira tinha decidido que o valor pago pela Petrobras a título
de indenização por horas trabalhadas não estaria
sujeito à incidência de IR por se tratar de verba indenizatória.
Por outro lado, a segunda Turma entendeu que o valor pago constituía
acréscimo patrimonial e, por isso, seria tributado pelo IR.
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Diário Vermelho,
1º de junho de 2008
Alteração do
número de vereadores poderá valer para 2008
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
ministro Carlos Ayres Britto (foto), disse que a Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) que altera
o número de vereadores, aprovada na última
terça-feira (27) em primeiro turno pelo Plenário
da Câmara dos Deputados, pode valer para as eleições
de 2008 se for aprovada antes do início do processo
eleitoral, ou seja, até o dia 30 de junho, que é o
prazo final para a realização das convenções
partidárias.
O ministro não quis se pronunciar sobre o teor
da Proposta que, se aprovada pelo Congresso Nacional,
modifica entendimento fixado na Resolução
21.702/04 do TSE sobre o quantitativo de vereadores. “A
Constituição impõe limites numéricos.
Eu não sei, não posso dizer se essa lei
esta se situando dentro desses limites. Aguardemos, porque
a matéria poderá vir aqui ao Supremo como
questionamento, contenda, em concreto, ou Adin e eu não
posso antecipar julgamento”, esclareceu Britto.
“ O que eu posso dizer é que no TSE já se
respondeu uma consulta sobre o assunto e a resposta foi
a seguinte: em se tratando de emenda à Constituição,
o número de vereadores pode experimentar mudança,
sem ofensa ao artigo 16 da Constituição.
O artigo 16 vale para lei, ‘não se pode
alterar o processo eleitoral se não respeitado
o princípio da anualidade’. Ou seja, a lei
entra em vigor imediatamente mas só produz os
seus efeitos um ano depois de editada. Mas, como é uma
emenda, não é lei, o TSE já assentou
que é possível sim alterar. Agora eu não
quero é me pronunciar quanto à validade
material da emenda, porque a Constituição
estabelece um princípio de proporcionalidade entre
o número de habitantes do município e respectivos
vereadores. A Constituição impõe
limites numéricos. Eu não sei, não
posso dizer se essa lei está se situando dentro
dos limites. Aguardemos, porque a matéria poderá vir
aqui ao Supremo, como questionamento, contenda, em concreto,
ou Adin e eu não posso antecipar julgamento”,
disse.
Emenda
O texto, aprovado por 359 votos a 10 e 4 abstenções,
foi fruto de uma emenda relatada pelo deputado Vitor
Penido (DEM-MG). A PEC, de autoria do deputado Pompeo
de Mattos (PDT-RS), também diminui os percentuais
de gastos com as câmaras calculados sobre a receita
tributária dos municípios.
A PEC original elevava o número de vereadores
dos atuais 51.748 para 57.295; e o substitutivo da comissão
especial - assim como a emenda aprovada - propunha o
aumento do número de cadeiras para 59.791.
Faixas de número máximo
de vereadores
Veja as faixas com o número máximo
de vereadores permitido para as câmaras, de acordo
com a população de cada município:
1. Até 15 mil habitantes: 9;
2. mais de 15 mil e até 30 mil habitantes: 11;
3. mais de 30 mil e até 50 mil habitantes: 13;
4. mais de 50 mil e até 80 mil habitantes: 15;
5. mais de 80 mil e até 120 mil habitantes: 17;
6. mais de 120 mil e até 160 mil habitantes: 19;
7. mais de 160 mil e até 300 mil habitantes: 21;
8. mais de 300 mil e até 450 mil habitantes: 23;
9. mais de 450 mil e até 600 mil habitantes: 25;
10. mais de 600 mil e até 750 mil habitantes: 27;
11. mais de 750 mil e até 900 mil habitantes: 29;
12. mais de 900 mil e até 1,05 milhão de habitantes:
31;
13. mais de 1,05 milhão e até 1,2 milhão de habitantes:
33;
14. mais de 1,2 milhão e até 1,35 milhão de habitantes:
35;
15. mais de 1,35 milhão e até 1,5 milhão de habitantes:
37;
16. mais de 1,5 milhão e até 1,8 milhão de habitantes:
39;
17. mais de 1,8 milhão e até 2,4 milhões de habitantes:
41;
18. mais de 2,4 milhões e até 3 milhões de habitantes:
43;
19. mais de 3 milhões e até 4 milhões de habitantes:
45;
20. mais de 4 milhões e até 5 milhões de habitantes:
47;
21 mais de 5 milhões e até 6 milhões de habitantes:
49;
22. mais de 6 milhões e até 7 milhões de habitantes:
51;
23. mais de 7 milhões e até 8 milhões de habitantes:
53; e
24. mais de 8 milhões de habitantes: 55
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Diário Vermelho,
1º de junho de 2008
Alta do petróleo: escassez,
especulação ou manipulação?
Por que o petróleo
está ficando caro? Escassez, especulação
ou manipulação?
O aumento da negociação de contratos futuros de petróleo
tem contribuído para a alta dos preços. Mas até o
momento não há evidência de estocagem. Especulação.
Manipulação. Enquanto políticos, empresários
e consumidores comuns tentam entender as causas e efeitos do aumento
histórico nos preços do petróleo, a atenção
se volta para as noções sombrias de manobras financeiras
exploradoras.
Estarão investidores hábeis lucrando -ou até mesmo
monopolizando uma parcela do mercado- e assim contribuindo para a alta
dolorosa que está afetando a todos, de companhias aéreas
a motoristas nas bombas de gasolina?
Adotando um tom populista em sua campanha presidencial,
a senadora Hillary Clinton (democrata de Nova York) pediu
por uma "repressão à especulação
dos investidores em energia e à manipulação
dos mercados de petróleo e gás". O vice-presidente
sênior da ExxonMobil, J. Stephen Simon, tentando
se esquivar das críticas aos lucros das companhias
de petróleo, disse a um comitê do Senado,
em 21 de maio, que a especulação, juntamente
com instabilidade geopolítica e o dólar desvalorizado,
criaram uma "desconexão" entre os padrões
de preço do passado e o preço atual de US$
131 o barril. Motivado por um desejo semelhante de desviar
o ultraje para outra direção, o secretário-geral
da Organização dos Países Exportadores
de Petróleo (Opep), Abdalla El Badri, também
destacou o papel dos especuladores na alta dos preços.
Quando o petróleo sobe tanto quanto recentemente,
dobrando desde maio de 2007, é natural presumir
que algo significativo deve ter mudado. Alguns dizem que
o mundo está ficando sem o produto; outros culpam
a manipulação do mercado. A busca por um
culpado é compreensível.
Mas evidência persuasiva da manipulação
por investidores é, até o momento, inexistente.
Especulação -fazer apostas nos preços
futuros- é outra coisa. Há muito disso, e
geralmente é legal. Na verdade, há um bom
argumento, apesar de não haver prova conclusiva,
de que a escalada acentuada no comércio de contratos
futuros de petróleo tem contribuído para
os aumentos dos preços. Mas é importante
lembrar que a natureza do mercado de petróleo -especificamente,
a extrema inflexibilidade tanto na oferta quanto na demanda-
está amplificando qualquer influência que
os especuladores estejam exercendo nos preços.
Pois para haver manipulação real, os especuladores
teriam que manter quantidades substanciais de petróleo
fora do mercado, planejando descarregá-lo no futuro.
Jeff Bingaman, democrata do Novo México e presidente
do Comitê de Energia do Senado, sugeriu que uma recente
tendência dos investidores institucionais de adquirir
capacidade de estocagem de petróleo cria "preocupações
em relação a potenciais estratégias
de manipulação do mercado". Em uma carta
em 27 de maio, ele repreendeu as autoridades da Comissão
de Comércio de Commodities e Futuros (CFTC) pelo
seu depoimento "altamente incompleto" durante
recentes audiências sobre especulação
de petróleo. Ele exigiu mais informações
sobre como a agência monitora o mercado.
Mas suspeita não é o mesmo que evidência.
Até o momento, ninguém apontou para exemplos
específicos de estocagem. Os especialistas da CFTC
disseram que as forças do mercado estão elevando
os preços. A agência disse que está trabalhando
em uma resposta à carta de Bingaman.
O que pode ser corroborado é que fundos hedge,
bancos de investimento, fundos de pensão e outros
investidores profissionais estão despejando quantidades
cada vez maiores de dinheiro em petróleo e outras
commodities, buscando uma proteção contra
a inflação e alternativas a um mercado de
ações instável. Nos últimos
cinco anos, o investimento em fundos de índices
ligados aos preços das commodities cresceu de US$
13 bilhões para US$ 260 bilhões. Mais de
630 fundos hedge de energia estão fazendo apostas,
em comparação a apenas 180 em 2004, segundo
Peter C. Fusaro, fundador do Energy Hedge Fund Center,
um site de informação de investimento.
Os corretores de contratos futuros na IntercontinentalExchange
fizeram apostas em petróleo em um valor total de
US$ 8 trilhões em 2007, em comparação
a US$ 1,7 trilhão em 2005, segundo dados da Comissão
de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. No mesmo
período, o volume de contratos futuros negociados
na Bolsa Mercantil de Nova York mais que dobrou, apesar
de números em dólares não estarem
disponíveis. O mercado de balcão é ainda
maior, mas difícil de medir.
Com o crescente aumento da demanda de energia pela China
e com a oferta mundial estagnada, o afluxo de dinheiro
tem contribuído para a alta dos preços. "Os
fundos hedge e especuladores provocaram uma alta bem maior
do que deveria", disse Malcolm M. Turner, presidente
da Turner, Mason & Co., um firma de consultoria de
refino, em Dallas.
Na maioria dos mercados, a alta dos preços resultaria
em maior oferta e diminuição da demanda.
Isto estabilizaria os preços. Mas o mercado de petróleo
não está funcionando desta forma. A oferta
está basicamente fixada a curto prazo, porque são
necessários anos para encontrar novos campos e colocá-los
em operação. Enquanto isso, a demanda também é fixa,
já que não há pronto substituto para
a gasolina, diesel e combustível para jatos. Cheios
de dinheiro de investidores de todo tipo, os corretores
atentos a estas condições têm apostado
na alta dos preços.
É difícil calibrar a influência da
especulação, porque grande parte do mercado
de petróleo não é regulado. Essa nebulosidade
quase que assegura que as teorias de conspiração
continuarão proliferando.
Fonte: Der Spiegel
Tradução: George El Khouri Andolfato / UOL Mídia
Global
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Agência Brasil, 1º de
junho de 2008
Dieese: crescimento da economia
explica queda do desemprego
O crescimento da economia, com aumento dos investimentos
das empresas e reajustes do salário mínimo
acima da inflação, é o principal fator
para justificar o desemprego de 14,2% em abril registrado
pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) na região metropolitana
de São Paulo. Essa foi a menor taxa para o mês
desde 1995.
A afirmação é do diretor técnico
do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, ao comentar o
resultado da pesquisa de emprego e desemprego divulgada
na última quarta feira (28) pelo Dieese e pela
Fundação Sistema Estadual de Análise
de Dados (Seade). Para ele, o crescimento do crédito
e da transferência de renda para os mais pobres
também contribuiu para a queda na proporção
de desempregados.
“ Tudo isso reflete no mercado de trabalho”,
diz Ganz Lúcio. O diretor técnico espera
para os próximos meses que a taxa de desemprego
continue caindo. Segundo ele, neste período, normalmente
o desemprego tende a aumentar, já que o número
de pessoas em busca de trabalho deverá crescer.
Outra novidade é a busca mais intensa pela formalização
do emprego. Em abril, 4,18 milhões de pessoas
na região metropolitana de São Paulo tinham
carteira assinada no setor privado. Isso equivale a 46,5%
do total de ocupados, a maior taxa de empregos formais
desde abril de 1992, quando registrou 48%.
“É uma economia que tem estabilidade,
inflação baixa, contas externas minimamente
ajustadas. O que se espera para este ano, para o mercado
de trabalho, é uma redução do desemprego”,
disse Lúcio. O diretor técnico disse ainda
que deve haver um maior incremento na massa de salário
e uma maior procura das empresas por melhores profissionais,
o que deve elevar também, o rendimento médio
real dos empregados.
“ Para o Brasil, isso é extremamente novo.
Nunca tivemos uma situação dessa nos últimos
15 anos”, afirma o diretor técnico em relação à economia
e ao mercado de trabalho.
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O Estado do Paraná,
1º de junho de 2008
Acordo obtido no TRT
Depois de um dia inteiro de negociações, os trabalhadores
da área petrolífera e das montadoras chegaram a um acordo,
na última sexta-feira, no Tribunal do Trabalho do Paraná (TRT).
Os trabalhadores terceirizados da área de manutenção
que trabalham na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, estavam
em greve desde o dia 27 de maio. Os motivos da paralisação
foram a falta de pagamento do aviso prévio para os trabalhadores
temporários na usina, além do não pagamento de um
auxílio para o transporte.
O acordo, segundo o TRT, consistiu no comprometimento
das empresas a pagar um valor a título indenizatório
aos trabalhadores da usina. O valor será calculado
sobre o salário/hora dos funcionários, conforme
o contrato temporário. O cálculo é baseado
no artigo 479, da CLT. Durante a audiência no TRT
(presidida pelo desembargador federal do Trabalho Luiz
Eduardo Gunther e pelo procurador regional do Trabalho,
José Cardoso Teixeira Júnior), ficou definido,
ainda, que os funcionários retornarão ao
trabalho, sendo que as faltas sem justificativa serão
descontadas. Também ficou acordado no TRT que os
dias parados serão descontados e que um dia de greve
poderá ser compensado com oito horas de trabalho.
As empresas se comprometeram, ainda, a não punir
os trabalhadores.
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O Estado do Paraná,
1º de junho de 2008
Empregados domésticos
podem ter direitos trabalhistas ampliados
Os empregados domésticos poderão ter
seus direitos trabalhistas não apenas ampliados, mas
igualados aos que são garantidos pela Constituição às
demais categorias. A ministra da Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres, Nilcéia Freire, explica que uma
Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que prevê mudanças
como o direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) e ao seguro desemprego deve ser enviada ainda neste
ano ao Congresso Nacional.
A idéia, segundo ela, não é acrescentar
novos incisos legislação, mas retirar o "caráter
discriminatório" presente no Artigo 7 do Capítulo
2 da Constituição. O texto prevê, para
os trabalhadores domésticos, apenas nove direitos
trabalhistas, enquanto qualquer outro trabalhador conta
com um total de 34 benefícios.
"Não faz sentido haver um parágrafo
que diz que aos trabalhadores domésticos se aplicam
os incisos tal e tal e não a totalidade. É preciso
retirar da nossa Constituição essa manchinha
discriminatória".
A ministra lembra que, atualmente, cerca de 90% dos trabalhadores
domésticos no país são do sexo feminino,
mas que motoristas, jardineiros e caseiros também
estão incluídos na categoria. Um dos benefícios
que poderão ser conquistados caso a PEC seja aprovada é o
direito a uma jornada de trabalho de oito horas por dia
e a um ambiente de trabalho salubre.
"Há uma tendência de as pessoas pensarem
exclusivamente nos direitos que dizem respeito retribuição
financeira imediata. No entanto, há outros direitos
tão importantes quanto esse".
Outro fator de peso, segundo Nilcéia, é que
menores de 16 anos não possam exercer a profissão.
Ela ressalta que como a proibição não
consta como direito dos trabalhadores domésticos
apenas para os demais trabalhadores muitas famílias
ainda acolhem em suas casas adolescentes tidas como "agregadas",
mas que ajudam no serviço doméstico.
"É um resquício discriminatório
que não cabe em uma Constituição tão
avançada do ponto de vista da garantia da igualdade.
Estamos apostando que cada vez que a gente discuta esse
tema na sociedade brasileira, aumente a consciência
de que é preciso dar tratamento igual s trabalhadoras
domésticas. Essa categoria exerce, de maneira nem
sempre reconhecida, um forte papel de equilíbrio
social".
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O Estado do Paraná,
1º de junho de 2008
Paulinho vai se licenciar da
presidência do PDT de São Paulo
Agência Estado
O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho
da Força Sindical, acusado de envolvimento em esquema
de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), decidiu se licenciar
na próxima semana da presidência do PDT de
São Paulo. O pedido de licença deve ser formalizado
ao longo da semana. O cargo será ocupado pelo atual
secretário-geral do partido no Estado, o também
deputado Reinaldo Nogueira. A decisão foi tomada
para que Paulinho possa dedicar mais tempo à sua
defesa nas acusações.
Nogueira contou que Paulinho conversou anteontem com o
ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), da executiva nacional
do partido e aceitou a recomendação para
pedir licença. Seria uma forma de tirar o partido
do foco das acusações. "O Lupi não
impôs, apenas recomendou, e o Paulinho concordou
que seria melhor se concentrar na sua defesa", disse
Nogueira.
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O Estado do Paraná,
1º de junho de 2008
Em defesa da unicidade e redução
da jornada de trabalho
Edésio Passos
O Fórum Sindical dos Trabalhadores nasceu da unificação
de entidades sindicais de trabalhadores no momento em que se discutiam
pontos fundamentais da reforma sindical através do Fórum
Nacional do Trabalho instituído pelo Ministério do Trabalho
e Emprego. Mesmo ultrapassada a fase de debates daquela reforma não
concretizada, o organismo continuou atuando na defesa de suas linhas
básicas de princípios constitucionais dos direitos dos
trabalhadores e da aprovação de novas normas, pauta de
reivindicações atuais. Na recente reunião nacional
de Brasília, que reuniu milhares de dirigentes sindicais, foi
aprovada uma carta-manifesto, onde sintetizam o plano reivindicatório
e afirmam posicionamentos unitários.
Deve ser destacada a posição contrária à modificação
da estrutura sindical. Ao analisarmos a recente Portaria
186/08, do Ministério do Trabalho e Emprego, apontamos
a gravidade do ato legislativo ministerial alterando o
princípio constitucional da unicidade e, por via
indireta, buscando abrir portas para o registro de entidades
sindicais pluralistas no plano das federações
e confederações, seguindo a pluralidade das
centrais sindicais. Não se trata de uma discussão
secundária mas, sim, do centro do movimento sindical,
de sua estrutura historicamente consolidada.
A redução da jornada de trabalho, indicada
como uma das bandeiras que unificaria a luta das centrais
sindicais e do conjunto do movimento sindical, é tema
polêmico, dependendo de reforma constitucional e
de significativa alteração no sistema das
horas extras e do banco de horas. Acenando com a criação
de novos postos de trabalho, cerca de dois milhões,
a medida conta com a rejeição das entidades
sindicais patronais e a campanha ainda se encontra na fase
do convencimento dos parlamentares da Câmara dos
Deputados, em particular na comissão especial que
debaterá o assunto.
Os demais itens são relevantes nos debates das
relações de trabalho em nosso país,
vale a transcrição, na íntegra, do
documento aprovado em Brasília.
“Os trabalhadores de todo o Brasil, reunidos em
seu Encontro Nacional, convocado pelo FST Fórum
Sindical dos Trabalhadores, no dia 13 de maio de 2008,
em Brasília DF, na sala de Convenções
do Americel Hall, analisaram a pretensão do governo
federal de alterar a estrutura sindical, a necessidade
da geração de emprego e renda e as implicações
que a envolvem como terceirizações, cooperativas
de trabalho e a necessária redução
da jornada de trabalho, bem como Previdência Social
e Fundos de Pensões, Convenções 151
e 158 da OIT, Reforma Agrária, Meio Ambiente e Matriz
Energética, aprovaram as seguintes resoluções:
1 Estrutura Sindical
As pressões dos setores neoliberais e reacionários
da sociedade brasileira contra a nossa estrutura sindical
são antigas e profundas, tendo adquirido força
com a continuidade do governo Lula. Mas, a nossa vitória
alcançada durante a Constituinte e consagrada na
Constituição da República de 5/10/1988,
que em seu artigo 8.º assegura a unicidade, a contribuição
sindical e o sindicato por categorias econômicas
e profissionais é fundamental para o sindicalismo
brasileiro, como instrumento importantíssimo nas
lutas e conquistas dos trabalhadores do Brasil. Por isso,
o Encontro Nacional do FST propõe: a) retirada do
Congresso Nacional, pelo governo Lula, da PEC número
369/2005, a qual, se aprovada, irá implodir a estrutura
sindical vigente, com danosas conseqüências
para os trabalhadores do campo, da cidade, do serviço
público e suas entidades sindicais representativas
de grau superior; b) reedição da Portaria
número 186/2008, pelo Ministro do Trabalho e Emprego,
com a efetiva exclusão dos aspectos capazes de permitir
o pluralismo sindical nas federações e confederações
das categorias profissionais ou econômicas; c) priorizar
a campanha nacional de apoio ao projeto de Lei do Senado,
número 248/2006, de autoria do Senador Paulo Paim
(PT/RS), que regulamenta de forma categórica o desconto
da Contribuição Negocial, por ocasião
das celebrações de convenções,
acordos coletivos ou decisões normativas da Justiça
do Trabalho; d) desencadear campanha em nível nacional,
pela aprovação, pelo Congresso Nacional,
de projeto de lei que regulamente a organização
dos trabalhadores em seus locais de trabalho; e) lutar,
em nível nacional, pela aprovação
no Congresso Nacional de projeto de lei que regulamente
o direito de greve para os servidores públicos.
2 Redução da Jornada de Trabalho
e Geração de Emprego e Renda
A redução de 48 para 44 horas semanais,
inscrita na Constituição da República,
durante estes 20 anos se mostrou ainda insuficiente para
garantir salário adequado e o necessário
e justo descanso semanal do trabalhador e possibilitar
a efetiva geração de emprego e renda, tão
necessários ao Brasil. Desta forma, o Plenário
do Encontro Nacional propõe: a) intensificação
da luta nacional e urgente pela redução da
jornada de trabalho para 40 horas semanais, mediante a
aprovação da PEC Proposta de Emenda à Constituição,
pelo Congresso Nacional; b) desenvolver amplo leque de
apoio às propostas de geração de emprego
e renda, com o fortalecimento do Salário Mínimo,
como importante fator de distribuição de
renda e redução das desigualdades regionais;
c) apoio de forma integral, pelo movimento sindical, de
uma Reforma Tributária que reduza o impacto da elevada
carga tributária nas empresas e sobre os salários;
d) desenvolver campanha nacional, pela redução
dos juros a um nível justo, que permita a realização
de investimentos que gerem empregos formais e facilite
o desenvolvimento e o crescimento econômico e social
do Brasil (ou do País); e) Impedir que as cooperativas
de trabalho nos moldes atuais e a terceirização
de forma abusiva e indiscriminada agravam, ainda mais,
o elevado índice de desemprego e miséria
em nossa pátria, intensificando campanha nacional
pela regulamentação imediata, pelo Congresso
Nacional, das chamadas cooperativas de trabalho ou de mão
de obra e a coibição da absurda e indiscriminada
terceirização, especialmente nas atividades
fins das empresas privadas e do setor público.
3 Convenções 151 e 158 da OIT
Contra as demissões imotivadas e em defesa da organização
dos servidores públicos. Com o apoio de todo movimento
sindical, o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional
as mensagens para a aprovação das Convenções
151 e 158 da Organização Internacional do
Trabalho - OIT. A Convenção 151 institui
o direito do funcionalismo público às negociações
coletivas, direito esse que já vem sendo conquistado
na prática, mas que ainda não está previsto
em nossa legislação. Com essa Convenção,
aqueles que, contratados pelo Estado, em suas diversas
esferas (municipal, estadual e federal), prestam serviços
fundamentais e essenciais à população
brasileira, mas que ainda sofrem descriminação
inaceitável e odiosa. Já a Convenção
158 coíbe a demissão imotivada nas empresas
privadas e só permite a dispensa em casos de incapacidade
econômico-financeira ou mudanças tecnológicos
e estruturais devidamente comprovadas, ou falta grave praticada
pelo trabalhador regularmente comprovada. Nesse sentido,
propomos: a) imediata aprovação da Convenção
151 da OIT pelo Congresso Nacional, assegurando-se o direito
dos servidores públicos à negociação
coletiva e livre organização nos seus sindicatos.
b) a imediata aprovação da Convenção
158 da OIT pelo Congresso Nacional, com a inclusão
na legislação brasileira de que recaia sobre
o empregador o ônus da prova da falta do trabalhador
que justifique a sua demissão.
4 Previdência Social, Fundos e Pensões
Pela extinção do Fator Previdenciário
e pela recuperação das aposentadorias e pensões.
O Fator Previdenciário e as defasagens nos reajustes
aposentadorias e pensões do Regime Geral da Previdência
Social continuam agravando a situação de
milhões de brasileiros que construíram a
riqueza nacional. O Fórum Nacional de Previdência
Social (FNPS) não conseguiu chegar a um consenso,
pois os empresários e o governo insistem em aumentar
a idade mínima para aposentadoria, o que é inaceitável.
O Senado Federal há poucos dias, em decisão
histórica, aprovou o fim do Fator Previdenciário
e estendeu às aposentadorias e pensões os
mesmos critérios de reajuste do mínimo (inflação
+ crescimento do PIB). O reajuste do mínimo foi
aprovado na Câmara, mas emenda que beneficiava os
aposentados com o mesmo critério foi rejeitada.
Os Fundos de Pensões constituem importantes instrumentos
de complementações de aposentadorias e pensões
da Previdência Social e também significativa
poupança interna do país. Entretanto, é necessária
a fiscalização especifica e rigorosa das
suas atividades, a fim de serem evitados os escândalos
publicados freqüentemente pela imprensa e prejuízos
aos aposentados e pensionistas. Desta forma propomos: a)
a aprovação imediata pela Câmara dos
Deputados do PLS 296/2003, que extingue o Fator Previdenciário,
cujas regras, baseadas, principalmente, na expectativa
de vida dos trabalhadores, retardam e dificultam a concessão
das aposentadorias. b) aprovação imediata
pela Câmara dos Deputados do reajuste das aposentadorias
e pensões pelos mesmos critérios do salário
mínimo, sob pena daqueles que ganham acima do mínimo
e até o teto do Regime Geral estarem, muito em breve,
ganhando somente o piso nacional. c) a retomada da atuação
do FNPS, a fim de que seja construído um modelo
que fortaleça a previdência pública
e social e elimine os riscos de sua privatização.
5 Reforma Agrária, Meio Ambiente e Matriz
Energética
Em defesa da reforma agrária, do meio ambiente
e das fontes energéticas alternativas. O Brasil
dispõe de condições geográficas,
físicas, econômicas e culturais fantásticas
para atingir seu desenvolvimento auto-sustentável,
de forma soberana, e com a preservação do
meio ambiente. Dispomos de um território continental,
temos água e matérias primas abundantes,
detemos uma biodiversidade invejável e ainda dispomos
de uma base econômica e industrial que, conjugados
entre si, permitem a superação de todos os
resquícios de subdesenvolvimento econômico,
de desigualdade social e de atraso cultural, ou seja, estamos
destinados, inclusive, pela história de luta de
nosso povo e de nossos trabalhadores, a alcançar
a condição de país de primeiro mundo,
em todos os aspectos. Mas, para isso, alguns desafios terão
de ser enfrentados. Além de superar os aspectos
da política econômica neoliberal (juros altos,
impostos elevados, superávit primário, etc.),
precisamos promover e concluir algumas reformas estruturais
para o pleno desenvolvimento nacional. Sendo assim, propomos:
a) a reforma agrária, com uma política agrícola
de fortes investimentos no setor, principalmente em tecnologia,
onde se destaca a necessidade de fortalecimento da Embrapa
e de suas pesquisas, e a indispensável implantação
de uma política agrária de zoneamento que
impeça a prática da monocultura, tão
perversa ao desenvolvimento diversificado da agricultura
brasileira. b) a defesa do meio ambiente, com a adoção
de reformas urbanas nos grandes centros metropolitanos
e de políticas racionais de desenvolvimento econômico
com a preservação de nossos mananciais hídricos,
nossas reservas florestais, nossa biodiversidade, enfim,
nossa qualidade de vida. c) a instituição
de uma Política Nacional Energética que priorize
nossas fontes alternativas, como a bioenergia, a energia
eólica, a energia solar, entre outras opções
que, com a defesa do controle nacional sob nosso território
e sem prejuízo da necessária auto-suficiência
em petróleo, permitam ao país construir uma
matriz energética de baixo custo econômico
e de elevada capacidade de preservação ambiental
por basear-se em fontes renováveis.
Brasília-DF, 13 de maio de 2008 - Fórum
Sindical dos Trabalhadores, Conf. Nac. dos Trabalhadores
na Indústria, Conf. Nac. dos Trabalhadores no Comércio,
Conf. Nac. dos Trabalhadores em Transportes Terrestres,
Conf. Nac. das Profissões Liberais, Conf. Nac. dos
Trab. em Transp. Aquaviários e Aéreo, na
Pesca e nos Portos, Conf. Nac. dos Empregados em Empresas
de Crédito, Conf. Nac. dos Trabalhadores na Agricultura,
Conf. Nac. dos Trab. em Estabelecimentos de Ensino e Cultura,
Conf. Nac. dos Trabalhadores Metalúrgicos, Conf.
Nac. dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade, Conf.
Nac. dos Trabalhadores nas Industrias de Alimentação
e Afins, Conf. Nac.dos Trabalhadores na Saúde, Conf.
dos Servidores Públicos do Brasil, Conf. Nac. dos
Trabalhadores Vigilantes, Confederação Brasileira
dos Trabalhadores Policiais Civis, União Sindical
Independente, Coordenação Confederativa dos
Trabalhadores, Nova Central Sindical dos Trabalhadores,
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central
Sindical dos Profissionais e União Geral dos Trabalhadores.”
ACAT-SC
Noticia o dr. Luiz Salvador, presidente da Associação
Brasileira de Advogados Trabalhistas, a reestruturação
da Associação Catarinense dos Advogados Trabalhistas,
que realizará o I Encontro Catarinense dos Advogados
Trabalhistas, com o apoio da Abrat, OAB, TRT12, Amatra12
e Governo do Estado de Santa Catarina. A abertura do evento,
no auditório da OAB-SC, ocorrerá no dia 27
de junho, com a presença das autoridades locais
e dirigentes das entidades associativas, além das
palestras do ministro Vantuil Abdala, do TST, e do advogado
Nilton Correia, presidente da Associação
Luso-Brasileira de Juristas do Trabalho, respectivamente
sob os temas “A evolução das Súmulas
e das Orientações Jurisprudenciais” e “Direitos
Sociais e Dimensões Constitucionais”.Ainda
no dia 27, o advogado Luiz Salvador falará sobre “O
sistema previdenciário e o acidente do trabalho” e,
no dia 28, o advogado paranaense radicado em Santa Catarina,
dr. Prudente José Silveira Mello, abordará a
questão relativa aos “Dissídios Coletivos
a partir da EC45” (programação completa
do evento em www.abrat.adv.br).
Depoimentos
O Arquivo Público do Paraná e o Grupo Tortura
Nunca Mais/Paraná organizam o projeto “Depoimentos
para a História”, coletando depoimentos das
pessoas que sofreram perseguição por participarem
da resistência democrática ao regime militar
instaurado em 1964 no Brasil. O evento integra programa
da Rede Internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Portugal,
EUA, Canadá) e Center for Digital Storytelling(EUA).
Retrato do Brasil - A Editora Manifesto traz, em um único
volume, mais de 800 páginas sobre os principais
temas de nossa História, com foco no período
de 1985 a 2006, com depoimentos, textos, imagens, gráficos
e tabelas. Anteriormente, foram editados 4 volumes do Retrato
do Brasil do período 1964 a 1985 (informações:www.retratodobrasil.com)
Edésio Passos é advogado.
edesiopassos@terra.com.br
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Folha de S.Paulo, 1º de
junho de 2008
PIB da Amazônia Legal
cresce mais que o do país
Em três anos de governo Lula,
expansão na região foi de 22,4% e a do Brasil,
de 10%
Apesar do ritmo acelerado, riqueza gerada
nesta região contribui com menos de 8% do PIB nacional,
segundo cálculo realizado pela Folha
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com participação destacada do agronegócio,
a atividade econômica na Amazônia Legal cresce
em ritmo duas vezes mais acelerado do que a média
nacional. Nos primeiros três anos do governo Lula,
a região cresceu 22,4%, enquanto o PIB (Produto Interno
Bruto) brasileiro acumulava crescimento de 10%, segundo cálculo
feito pela Folha.
Os dados oficiais mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística) para Estados e municípios são de
2005. Apesar do crescimento acelerado, a riqueza gerada na região
contribuiu com menos de 8% no PIB nacional, de acordo com os últimos
dados disponíveis. A Folha consultou os resultados da atividade
econômica dos Estados da Amazônia Legal, área de
cinco milhões de quilômetros quadrados e alvo do PAS (Plano
Amazônia Sustentável). Desse território, 83% são
dominados pelo bioma Amazônia, onde estão concentradas
as ações de combate ao desmatamento.
Embora a administração pública tenha participação
importante na economia da região, as atividades agropecuárias
pesaram, especialmente no crescimento de Mato Grosso e do Pará,
os dois Estados que se mantêm no topo do ranking do desmatamento
desde o início da década.
Em Mato Grosso, a riqueza gerada pela agricultura cresceu 44,3% no
período pesquisado, só perdendo para percentual registrado
no Tocantins (92,1%). Os Estados são, respectivamente, vice
e campeão no país em percentual de variação
do PIB de 2002 a 2005.
O rebanho bovino na Amazônia alcançou, em 2005, 74,59
milhões de cabeças. Foi o resultado da concentração,
na região, do crescimento da pecuária nacional. Nesse
capítulo, Mato Grosso e Pará também têm
destaque. De acordo com dados do PAS, a pecuária bovina já ocupa
70 milhões de hectares -ou 13,5% da Amazônia.
A área ocupada pela pecuária bovina é bem maior
do que a ocupada por atividades agrícolas: 13 milhões
de hectares, responsáveis por 22% da produção
nacional de grãos.
É importante lembrar que 33,5% do território da Amazônia
Legal é de áreas protegidas, como terras indígenas e unidades
de conservação, ou com destinação exclusiva para
atividades militares.
O documento de apresentação do PAS do governo federal,
lançado no início do mês, já vincula parte
do crescimento econômico da região à produção
de grãos e à pecuária, "que atualmente têm
aumentado o seu peso relativo no desempenho econômico, em especial
nos Estados de Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão".
Agronegócio
Os resultados do agronegócio no crescimento da região
ajudam a explicar o eco, no governo, das pressões contra as
medidas de combate ao desmatamento, sobretudo o bloqueio do crédito
rural aos produtores que não comprovarem regularidade ambiental.
Essa regra estabelecida entra em vigor em 1º de julho, segundo
determinação do Banco Central.
Os dados sobre a atividade econômica compilados pela Folha não
refletem os movimentos mais recentes na Amazônia, que impuseram
aceleração ao ritmo de devastação da floresta
no segundo semestre de 2007, nem mesmo as obras do PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento), que incluem a construção
de 20 terminais hidroviários e a pavimentação
de rodovias.
O Ministério do Planejamento espera concluir no mês que
vem estudo sobre o impacto das obras na economia da Amazônia.
O estudo do ministério levará em conta a construção
de hidrelétricas e gasodutos na região, outra prioridade
do PAC do governo.
Coordenador do Plano Amazônia Sustentável, o ministro
Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) defende planos de industrialização
da região em moldes diferentes do da Zona Franca de Manaus,
que movimenta a economia do Amazonas e, segundo ele, "não
tem nada a ver com a floresta, produz coisas como bicicletas".
Mangabeira defende o processamento de produtos da floresta e indústrias
associadas à produção agropecuária e à exploração
de minérios. "Ambientalismo sem projeto econômico é inconseqüente
numa área desta vasta extensão que é a Amazônia",
sustenta ele.
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Folha de S.Paulo, 1º de
junho de 2008
Lula entra na guerra mundial
do etanol
Presidente vai a conferência
em Roma para defender o álcool brasileiro como fonte
de empregos na lavoura e como combustível limpo
Objetivo de Lula é mostrar que
o produto brasileiro, ao contrário do americano,
não contribui para a alta dos preços dos
alimentos
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A ROMA
O presidente Luís Inácio Lula da Silva entra
terça-feira na batalha para evitar que seja satanizado
o seu projeto mais ambicioso, o que ele chama de "revolução
energética" a partir do etanol.
A primeira parte da batalha se dará em Roma, durante reunião
de cúpula que ganhou um longo título: "Conferência
de Alto Nível sobre a Segurança Alimentar Mundial - Os
Desafios da Mudança Climática e da Bioenergia".
Na prática, virou uma espécie de "Cúpula
da Fome", porque a disparada do preço de alimentos criou
o "perigo iminente de fome e desnutrição para 2
bilhões de pessoas que lutam para sobreviver ante o aumento
dos preços", como diz Robert Zoellick, presidente do Banco
Mundial.
O que o etanol tem a ver com a fome? Em tese, nada. Mas diferentes
fontes e estudos apontam o álcool combustível como um
dos responsáveis pela disparada dos preços. Exemplo:
estudo do Banco Mundial chega a dizer que "65% do aumento nos
preços de alimentos se deve aos biocombustíveis e a fatores
relacionados com o rápido aumento na demanda por rações".
O FMI (Fundo Monetário Internacional) entrou na onda, ao dizer
que a crescente produção de biocombustíveis é responsável
por "parte significativa" do salto nos preços de commodities.
Por fim, o mais recente relatório, divulgado na quinta-feira
em Paris, diz ter sido "decisiva" na crise alimentícia
a demanda agrícola para elaboração de biocombustíveis.
O estudo estende a culpa no tempo, ao dizer que um terço do
aumento dos preços de alimentos nos próximos dez anos
será por conta dos biocombustíveis.
A FAO (braço da ONU para alimentação e agricultura) é uma
das instituições responsáveis pelo estudo e é também
quem convocou o que virou "Cúpula da Fome" -e será em
sua sede de Roma que Lula travará a batalha. A demonização
do etanol se deve, em grande medida, ao fato de que um deles (o etanol
feito a partir do milho, caso dos Estados Unidos) é de fato
um vilão. Mas o etanol de cana-de-açúcar (o brasileiro),
não.
Os EUA usam o equivalente a 10% da produção mundial de
milho para gerar etanol. Essa quantia equivale a duas safras brasileiras
de milho e, como é óbvio, contribui para o aumento dos
preços. Só no ano passado houve incremento de 37% no
uso de milho para produzir etanol nos EUA.
O Brasil, ao contrário, não reduziu a produção
de açúcar para fazer etanol. Nem vai, ao menos não
por esse motivo, invadir a floresta amazônica para cultivos que
gerem biocombustível. O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura)
afirma que o Brasil tem 90 milhões de hectares para incorporar à agricultura "sem
a necessidade de derrubar nenhuma árvore na Amazônia".
Tecnologia e capitais
A batalha de Lula, no entanto, não se limita a defender o etanol
brasileiro, cujos 21,5 bilhões de litros representam 70% do
mercado mundial. O Brasil exporta 3,6 bilhões.
O problema é mais abrangente: o presidente brasileiro acredita
que a aliança entre a tecnologia brasileira na área,
reconhecida como a melhor do mundo, e capitais dos países ricos
poderia disseminar plantações destinadas a biocombustíveis
nos países mais pobres da América Central, do Caribe
e da África, dando-lhes "no século 21 as oportunidades
de desenvolvimento que não tiveram no século 20".
Foi com esse sentido que Lula assinou, no ano passado, memorandos de
entendimento com as duas grandes potências do planeta (Estados
Unidos e União Européia) em torno de parcerias estratégicas.
Depois disso, porém, começou a demonização
do etanol. Se ela se consolidar no mais alto nível, como é toda
conferência de cúpula, a revolução com que
sonha Lula virará um pesadelo. Por isso, sua ênfase em
Roma será a defesa do etanol em suas duas qualidades: como fonte
de empregos na lavoura e como combustível limpo.
Em termos técnicos, o etanol tem balanço positivo em
emissão de carbono, do plantio até o tanque do carro
-a emissão de carbono para o plantio, para a colheita e para
a produção da cana-de-açúcar e do etanol
dela derivado é inferior à dos combustíveis fósseis
(petróleo).
Pelas contas de Marcos Jank, presidente da Unica (União das
Indústrias de Cana-de-Açúcar), a cana gera 8,3
unidades de energia renovável para cada unidade de combustível
fóssil. É o melhor balanço encontrado até agora
nas pesquisas. O etanol a partir do milho, de que os EUA são
grandes produtores, gera apenas 1,3 unidade renovável para cada
unidade fóssil.
Ganhando ou não a batalha em Roma, Lula partirá para
uma segunda frente de combate, porque a reunião de cúpula
do G8+5 (as oitos maiores potências e cinco grandes emergentes,
entre eles o Brasil) também discutirá a inflação
dos alimentos e a mudança climática. Será em julho,
no Japão.
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Última Instância,
1º de junho de 2008
Sindicato firma acordo que
garante direito de personalidade dos empregados
O Sindsef (Sindicato dos Servidores Públicos Federais) do Estado
de Rondônia assumiu obrigação perante o Ministério
Público do Trabalho de respeitar os direitos da personalidade
de seus empregados, conferindo-lhes tratamento respeitoso e dentro dos
limites da cordialidade que devem estar presente nas relações
de trabalho.
O sindicato, de acordo com o MPT, se obrigou também
a abster-se de praticar qualquer conduta que possa configurar
assédio moral e a não tolerar quaisquer atos
que manifestem preconceito ou assédio, de qualquer
espécie, aplicando punições a seus autores
após investigação do fato.
As obrigações foram assumidas pelo sindicato
em um TAC (termo de ajustamento de conduta) firmado perante
a procuradora do Trabalho Andressa Alves Lucena de Brito,
em audiência realizada na sede da Procuradoria Regional
do Trabalho (Rondônia e Acre), em Porto Velho.
O TAC firmado pelo Sindsef é resultado de procedimento
investigatório instaurado pelo MPT com base em denúncias.
No termo, a procuradora do Trabalho fixou multa no valor
de R$ 500 por conduta praticada em descumprimento às
obrigações assumidas pela entidade sindical.
Conforme disposto na cláusula quinta, o cumprimento
do termo de ajustamento de conduta firmado pelo Sindsef é passível
de fiscalização, a qualquer tempo, por auditores
fiscais do Trabalho e pelo próprio MPT. Além
disso, qualquer cidadão pode denunciar o desrespeito às
obrigações assumidas pelo sindicato no termo
firmado.
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