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Agência Senado, 3 de Junho de 2008
Centrais sindicais buscam a redução
da jornada de trabalho
Acompanhados do senador Paulo Paim (PT-RS), representantes da Força
Sindical, da Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e de outras entidades trabalhistas
reúnem-se, na tarde desta terça-feira (3), com o presidente do
Senado, Garibaldi Alves. O objetivo da reunião é pedir pressa
do Legislativo na votação de dispositivo legal que reduza, de
imediato, a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição
de salário.
Destinadas a fazer essa mudança, as propostas de emenda à Constituição
75/03, 231/95 e 393/01, a primeira tramitando no Senado e as outras duas na
Câmara, aguardam deliberação. As PECs que tramitam na Câmara
aguardam instalação de comissões especiais para examiná-las. É para
acelerar o andamento dessas comissões, assim como a fusão das
proposições, que essas entidades trabalhistas pretendem entregar
a Garibaldi Alves documento subscrito por cerca de quatro milhões de
trabalhadores.
Ao explicar essas iniciativas, numa conversa por telefone com a Agência
Senado, Paim disse que a idéia é que, reduzida a jornada para
40 horas, o Brasil vá gradativamente diminuindo-a para 36 horas, o que
propiciará trabalhadores mais descansados na jornada diária,
assim como a geração de mais vagas no mercado de trabalho.
Num país de carga tributária tão onerosa, a indústria
não vai se queixar de mais esse ônus? Paulo Paim responde que
não. Em sua opinião, o Estado pode até criar um incentivo
fiscal para que as indústrias reduzam a jornada e contratem mais empregados.
No seu entender, empregados e empregadores sairão ganhando com a mudança.
De acordo com Paim, a redução da jornada no Brasil vai gerar,
num primeiro momento, três milhões de empregos, conforme apurado
em estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos (Dieese). Num segundo momento, se o país
reduzir uma hora por ano, até chegar a 36 horas semanais, serão
criados até sete milhões de empregos, calcula o senador. Ele
explicou também que outras medidas serão necessárias.
- É claro que, para potencializar a criação de novos empregos,
a redução da jornada de trabalho deve vir acompanhada de medidas
como o fim das horas-extras e dos bancos de horas - argumentou ele.
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ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 03 de
junho de 2008 | Economia
Produção industrial
cresce 10,1% em abril, diz IBGE
Comparando abril com março, o crescimento
da atividade industrial foi de 0,2%, quando o esperado era 0,4%
Agência Estado
RIO DE JANEIRO - A produção industrial brasileira cresceu em
ritmo ligeiramente abaixo do esperado pela mercado em abril. Apesar disso,
a expansão ainda é considerada forte e foi puxada pelos bens
de capital, o que é uma boa notícia no front de investimentos.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), o crescimento foi de 10,1% na comparação com mesmo mês
do ano passado - o esperado era 10,3%. Comparando abril com março, o
crescimento da atividade industrial foi de 0,2%, quando o esperado era 0,4%.

Nos quatro primeiros meses de 2008, a atividade
acumula expansão de 7,3% e nos últimos 12 meses, de 7%.
O IBGE informou ainda que o dado de março foi revisto de alta
inicialmente divulgada de 0,4% para crescimento de 0,6%.
"A indústria está estável,
em um patamar elevado de crescimento", disse a gerente de Análises
e Estatísticas Derivadas do IBGE, Isabella Nunes. "O patamar
do índice de produção fica 0,6 ponto percentual
abaixo do de outubro de 2007, que foi o recorde histórico",
disse Isabella. Ela destacou que, em relação a março,
houve recuperação do setor de refino (+7,3%) e "também
houve efeito forte de veículos automotores (+2,3%)". O setor
farmacêutico mostrou alta de 8,1%.
Crescimento por setor
Entre as categorias de uso, na
comparação mensal apenas a atividade de bens de capital
apresentou expansão, de 1,6%. A produção de bens
intermediários recuou 0,2%; a de bens de consumo duráveis
caiu 1,9% e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis
declinou 1,5%.
Na comparação com
abril do ano passado, 21 dos 27 setores pesquisados tiveram expansão,
com destaque para Veículos automotores (28,0%), Máquinas
e equipamentos (16,6%) e Outros equipamentos de transporte (54,8%).
A produção
de bens de capital saltou 30,1% na comparação anual,
sendo o destaque entre as categorias de uso, seguida por bens duráveis,
com alta de 22,4%. A atividade de bens intermediários avançou
5,9% e a de bens semiduráveis e não duráveis subiu
5,3%.
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AGÊNCIA SINDICAL, 03
de junho de 2008
Redução da jornada para
40 horas será debatida em sessão especial da Câmara
nesta terça
As Centrais Sindicais entregarão no Congresso Nacional, nesta terça-feira
(3) as listas com cerca de 2 milhões de assinaturas coletadas em todo
o País em apoio à jornada de 40 horas. O ato de entrega do abaixo-assinado
ocorrerá no plenário da Câmara dos Deputados, que se reunirá em
Comissão Geral com a finalidade de discutir a proposta de redução
constitucional da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
No final do ano passado, durante
as manifestações da 4ª Marcha da Classe Trabalhadora,
em Brasília, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia,
havia se comprometido com as Centrais que iria priorizar a discussão
da redução da jornada de trabalho neste ano. A Comissão
Geral está marcada para as 9 horas, no plenário Ulysses
Guimarães.
O evento desta terça faz
parte de um esforço para viabilizar um acordo para a votação
da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 393/01), de autoria dos senadores
Paulo Paim e Inácio Arruda. O ato, que contará com a participação
de trabalhadores e lideranças de todas as regiões do País,
foi precedido de ampla mobilização sindical, com atos em
todo o Brasil no dia 28 de maio.
40 horas - O presidente da Força
Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho) ressalta os benefícios
da redução. “Além de gerar empregos, a jornada
menor irá proporcionar tempo para se qualificar melhor e para
o lazer”. O sindicalista lembra que a medida também diminuirá acidentes
de trabalho provocados por jornadas exaustivas.
O presidente da CUT, Artur Henrique,
avalia a mobilização do dia 28: “As manifestações
em todo País reuniram milhões de trabalhadores e trabalhadoras
de diversas categorias do setor público, privado, do campo e da
cidade, que saíram as ruas para dar visibilidade a essa importante
luta da classe trabalhadora que é a redução da jornada
do trabalho, a ratificação das convenções
da OIT e o fim do fator previdenciário”.
Pressão - Após
as mobilizações nas bases e a coleta de assinaturas, a
Força Sindical, CUT, Nova Central, UGT, CGTB e CTB, junto dom
Sindicatos filiados, Confederações e Federações,
partem para intensificar a pressão sobre o Congresso Nacional,
buscando a aprovação da PEC 393/01, já que a redução
da jornada de trabalho depende de mudança na Constituição
de 88.
Mais informações:
www.cut.org.br; www.fsindical.org.br;
www.cttb.org.br; www.ncst.org.br; www.ugt.org.br; www.cgtb.org.br
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de junho de 2008 | Economia
Salário mínimo deveria
ser de R$ 1.987,51
Redação O Estado do Paraná
O salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 1.987,51, valor
mais que quatro vezes superior ao piso em vigor, de R$ 415.
A estimativa é do Departamento
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e leva
em consideração o preço da cesta básica e
a determinação constitucional que estabelece que o salário
mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família.
O cálculo do Dieese mostrou em maio um salário mínimo
ideal superior em R$ 69,39 ao estimado em abril (R$ 1.918,12).
Segundo o Dieese, o trabalhador
das 16 capitais brasileiras pesquisadas precisou cumprir, em maio, uma
jornada de 111 horas e 8 minutos para adquirir os mesmos bens que no
mês anterior demandavam 106 horas e 57 minutos de trabalho.
Em comparação com
maio de 2007 - quando o preço da cesta básica estava em
queda em todas as capitais - a diferença supera 19 horas, pois
eram necessárias 92 horas e 3 minutos de trabalho.
Em relação
ao salário mínimo líquido, ou seja, após
o desconto equivalente à Previdência Social, a cesta básica
comprometia 54,91% do rendimento do trabalhador no mês passado,
mais que os 52,84% referentes a abril. Em maio de 2007, o porcentual
era de 45,31%.
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AGÊNCIA DIAP, 03 de junho de 2008
SALÁRIO MÍNIMO
Comissão especial discute aumento
real para aposentadorias
A comissão especial do
salário mínimo se reúne, nesta quarta-feira (4),
para discutir o parecer do relator à proposta de estender o reajuste
real do salário mínimo às aposentadorias e pensões.
A proposta está contida
em emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) ao Projeto de Lei 1/07, do Executivo,
que estabelece uma política de reajuste real do salário
mínimo para o período de 2008 a 2023.
A emenda assegura a todos os
benefícios mantidos pela Previdência Social o mesmo reajuste
e a mesma política de valorização estipulados para
o salário mínimo. O relator, deputado Roberto Santiago
(PV/SP), ainda não divulgou parecer.
O projeto foi aprovado pela Câmara
no ano passado e retornou em abril deste ano após receber alterações
no Senado.
A comissão se reúne às
14h30, no plenário 10.
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VERMELHO,
03 de junho de 2008
Investimento das estatais é o maior
dos últimos dez anos
O governo federal divulgou
nesta segunda-feira (2) o balanço bimestral dos investimentos
das estatais. A novidade é mais um recorde de aplicações.
Os investimentos de janeiro a abril são os maiores dos últimos
dez anos. No total, as empresas desembolsaram R$ 13,4 bilhões
na realização de obras e compra de equipamentos.
O valor de investimentos,
em março e abril, no patamar de R$ 7,6 bilhões é superior
aos realizados nos dois primeiros meses de 2008, que somaram R$ 5,9
bilhões. Já no quadrimestre deste ano, o valor investido
foi de 21,3% do montante anual autorizado de R$ 62,9 bilhões.
Este orçamento engloba execução de obras e serviços
em 364 projetos e 272 atividades.
Em contrapartida, mesmo os
investimentos recordes e os dois títulos de investment grade
não devem ser suficientes para o Brasil repetir a taxa de crescimento
alcançada em 2007. A constatação é do economista
e professor da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli.
Para ele, os problemas na economia mundial, a desaceleração
nos Estados Unidos e o aumento esperado da taxa de juros na reunião
desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom),
para conter a inflação, devem influenciar negativamente
o crescimento do país.
Apesar da evolução
expressiva de investimentos, o crescimento não foi satisfatório
para fazer as aplicações atingirem o patamar considerado
ideal. Caso a execução orçamentária fosse
linear, um cálculo proporcional dos quatro primeiros meses em
relação ao ano inteiro mostra que se o ritmo dos investimentos
continuar o mesmo, ao final do ano, as estatais devem aplicar R$ 40,2
bilhões, ou seja, 64% dos recursos autorizados. “Neste
caso, as companhias deveriam pisar mais fundo no acelerador”,
avalia Piscitelli.
Boas perspectivas
O economista acredita que
a execução de obras e aquisição de equipamentos
poderia ser ainda maior. “Se os investimentos forem feitos linearmente
durante o ano, o valor fica abaixo dos 2/12 esperados, ou seja, de
16,7%”, argumenta. No entanto, Piscitelli pondera que maiores
aplicações podem estar previstas nos próximos
meses e que, mesmo assim, seria necessário conhecer o plano
de investimento das empresas para se ter certeza. De qualquer forma,
o economista espera um aumento dos gastos por ser ano eleitoral.
Dos gastos realizados com
investimentos neste ano, 77,2% do total foi financiado com recursos
das próprias empresas. Em relação à dotação
anual, os recursos próprios equivalem a 86,4%. São 67
companhias estatais federais, sendo 58 do setor produtivo e 9 do financeiro.
Das empresas do setor produtivo, 16 pertencem ao Grupo Eletrobrás,
20 ao Grupo Petrobras e as 22 restantes estão agrupadas em outras
companhias.
Os investimentos das estatais
são responsáveis por uma parcela significativa do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC). Conforme divulgou
reportagem do Contas Abertas no último domingo, dos R$ 503,9
bilhões previstos para serem investidos em infra-estrutura para
o país entre 2007 e 2010, cerca de R$ 436,1 milhões são
decorrentes de empresas estatais e da iniciativa privada. Os outros
R$ 67,8 bilhões são do Orçamento Geral da União
(OGU), aplicados diretamente pela administração federal.
Os investimentos da administração
direta mais que duplicaram se comparados com o mesmo período
de 2007. As aplicações governamentais por intermédio
do PAC passaram de R$ 1,4 bilhão, nos cinco primeiros meses
do ano passado, para R$ 2,9 bilhões no mesmo período
de 2008.
No entanto, as aplicações
do PAC contabilizadas no OGU, também não estão
com a execução ideal, a exemplo dos investimentos das
estatais. O economista afirma que considerando o PAC como o carro-chefe
do governo federal, a execução está longe do esperado. “Precisa
evidentemente de um ‘chacoalhão’, popularmente falando,
para que atinja os objetivos a que se propôs (acelerar o crescimento
de forma sustentável)”, afirma.
Maiores investimentos
No segundo bimestre deste
ano, 36 programas foram contemplados com investimentos. No quadrimestre,
o destaque foi para o setor petrolífero por aplicar, até abril,
R$ 11,2 bilhões. Outro destaque foi o setor de energia elétrica
com R$ 832,5 milhões de gastos com infra-estrutura. O programa
Luz para Todos, por exemplo, coordenado pelo Ministério de Minas
e Energia com participação da Eletrobrás e de
suas empresas controladas, investiu R$ 39,4 milhões, até o
segundo bimestre.
Ao Ministério de Minas
e Energia (MME) estão vinculados 89,2% dos investimentos de
estatais. O órgão é responsável por um
montante anual no valor de R$ 56,1 bilhões. Deste total, o ministério
aplicou R$ 7,3 bilhões no segundo bimestre do ano. A pasta obteve
o melhor desempenho dentre os órgãos ao realizar, até o
final de abril, investimentos da ordem de R$ 13 bilhões, o equivalente
a 23,1% da programação anual das empresas vinculadas
ao ministério. O Grupo Petrobras, subordinado ao MME, é líder
de investimentos. No primeiro quadrimestre, investiu R$ 12,2 bilhões,
um coeficiente de desempenho de 24,2%, se levado em conta o orçamento
autorizado de R$ 50,2 bilhões.
Na seqüência, o
Ministério da Fazenda (MF) cumpriu 9,6% da sua programação.
Dos R$ 3,1 bilhões previstos para ações de empresas
vinculadas à pasta, R$ 295,5 milhões foi aplicado até abril
deste ano. Entre as unidades subordinadas ao órgão, a
Caixa Econômica Federal, que apesar de ter realizado os maiores
investimentos na comparação com as outras entidades vinculadas à Fazenda,
aplicou, até abril, somente 7,8% (R$ 73,8 milhões) dos
recursos autorizados para o ano de R$ 948,9 milhões.
Por sua vez, o Ministério
da Defesa (MD) apresentou 3,6% (R$ 79 milhões) de desempenho
no primeiro quadrimestre se comparado à dotação
autorizada para o ano de R$ 2,2 bilhões. A Infraero, estatal
vinculada ao MD, aplicou, até abril, R$ 79,1 milhões.
Já no primeiro bimestre, os investimentos foram da ordem de
R$ 45,1 milhões. A Indústria de Material Bélico
do Brasil (Imbel) investiu R$ 642,2 mil, um desempenho de 35,7% frente
ao orçamento anual de R$ 1,8 milhão.
Fontes: Contas Abertas
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GAZETA
DO POVO (ONLINE), 03 de junho de 2008 | Vida Pública
Bolsa Família
Governo estuda reajuste de 6% no Bolsa
Família
O ministro do Desenvolvimento
Social, Patrus Ananias, informou nesta ter, em Roma, que o governo
estuda um novo reajuste para o programa Bolsa Família.
Segundo ele, o índice
de correção que está sendo estudado é de
6%, o equivalente ao aumento dos preços dos alimentos, medido
pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo o ministro, nos últimos
meses, com o crescimento da inflação, houve uma grande
corrosão no programa Bolsa Família, que é usado
praticamente para a aquisição de alimentos pelas famílias
cadastradas.
O ministro disse que é meta
do governo manter esse poder de compra. Ele informou que os estudos
devem ser concluídos ainda nesta semana, para serem encaminhados
ao presidente Lula.
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GAZETA
DO POVO (ONLINE), 03 de junho de 2008 | Vida Pública
Renúncia
Paulinho diz que não renuncia ao
mandato
O deputado Paulo Pereira da
Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), disse nesta terça-feira
que não há possibilidade alguma de renunciar ao mandato.
A afirmação foi
feita, na Câmara dos deputados, antes da reunião da comissão
geral que irá discutir entre outros projeto de lei, o que reduz
a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
"Renunciar não
tem nenhuma possibilidade. Não posso renunciar em conseqüência
do que não devo", disse.
As declarações
são feitas no mesmo dia que o Conselho de Ética pode
abrir processo contra o deputado sobre a suspeita de envolvimento em
fraudes no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES).
"Nada melhor do que resolver
a questão no Conselho de ética. Lá vou ter oportunidade
de explicar essa armação que estão fazendo contra
mim, essa perseguição política", completou.
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FOLHA DE LONDRINA, 03 de junho de 2008 | Economia
15 mil argentinos podem perder emprego
Buenos Aires- O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Frigorífica
da Argentina informou ontem que 15 mil pessoas podem perder seus empregos se
o conflito entre o setor agropecuário e o governo se prolongar. Em protesto
realizado ontem em Buenos Aires, os trabalhadores pediram à presidente
Cristina Kirchner que negocie com o campo antes que os frigoríficos
exportadores demitam seus empregados. O sindicato informou que todas as indústrias
exportadoras estão praticamente paralisadas, porque as câmaras
frigoríficas estão lotadas de carne, pois as exportações
continuam feitas em ritmo de conta-gotas. Os trabalhadores apoiaram a reivindicação
dos produtores rurais para que o governo retroceda nos aumentos das ''retenciones'',
os impostos de exportações, e dialogue sobre uma política
agropecuária para o país.
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AGÊNCIA DIAP, 03 de
junho de 2008
RELAÇÕES DE TRABALHO
Lei das teles autoriza terceirização
de trabalhadores, afirma TST
A Quinta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho deu provimento a recurso de revista da Telemar Norte
Leste S.A. e afastou o reconhecimento do vínculo de emprego
de um técnico em telefonia da Telemont Engenharia de Telecomunicações
S/A diretamente com a concessionária de telefonia.
O relator, ministro João
Batista Brito Pereira, fundamentou seu voto na Lei nº 9.472/1997
(Lei Geral das Telecomunicações, ou LGT) para reconhecer
a licitude da terceirização efetuada pela Telemar.
A ação
A ação foi proposta
por um emendador de cabos telefônicos. Contratado pela Telemont
em Belo Horizonte (MG), informou ter prestado serviços exclusivamente
para a Telemar Norte Leste S/A e, alegando fraude na terceirização,
com o objetivo de contratar mão-de-obra barata, pediu o reconhecimento
do vínculo de emprego com a Telemar.
A juíza da 40ª Vara
do Trabalho de Belo Horizonte julgou procedente o pedido. A sentença
considerou que a “terceirização é admitida
na contratação de empresa especializada em atividades paralelas
ou de suporte à atividade-fim, e não para que, de maneira
distorcida, haja a substituição total dos empregados próprios
por outros oriundos de empresa interposta”. Este entendimento foi
mantido pelo TRT/MG no julgamento do recurso de revista da empresa.
Recurso ao TST
Ao recorrer ao TST por meio de
recurso de revista, a Telemar sustentou ser lícita a terceirização,
uma vez que a Lei Geral das Telecomunicações não
insere as atividades exercidas pelo técnico como atividade-fim,
e argumentou que a mesma lei permite a terceirização inclusive
das atividades-fim.
Lei Geral das Telecomunicações
O ministro Brito Pereira citou
em seu voto o artigo 60 da LGT, que define o serviço de telecomunicações
como “transmissão, emissão ou recepção,
por fio, radioletricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo
eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais escritos,
imagens, sons ou informações de qualquer natureza”,
e considera estação de telecomunicações como “o
conjunto de equipamentos ou aparelhos, dispositivos e demais meios necessários à realização
da telecomunicação, seus acessórios e periféricos,
e, quando for o caso, as instalações que os abrigam e complementam,
inclusive terminais portáteis”.
Com base nessas definições,
o ministro assinalou que “as atividades desenvolvidas pelos cabistas – instalação
e reparo de linhas aéreas – não podem ser consideradas
atividade-fim de uma empresa de telecomunicações, ainda
que sejam estritamente relacionadas a ela”.
Ampliação das terceirizações
O relator observou, ainda, que,
no caso específico das telecomunicações, a lei ampliou
o leque das terceirizações, liberando a empresa para a
prestação do serviço público precípuo,
que é a transmissão, emissão ou emissão de
dados.
O artigo 94 da LGT, em
seu inciso II, autoriza as concessionárias a “contratar
com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias
ou complementares ao serviço”. Mesmo que se entenda que
o cabista exerça atividade-fim, ainda assim a lei permitiria
a terceirização. “A expressa disposição
de lei impede, no caso, o reconhecimento da fraude”, concluiu.
(RR-1680/2006-140-03-00.3). (Fonte: TST)
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Diário Vermelho, 3
de Junho de 2008
Mais de 1 milhão de pessoas
assinam pela redução da jornada
Nesta terça-feira (3),
sindicalistas das seis maiores centrais sindicais do país entregarão
ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) o abaixo-assinado
pela redução da jornada de trabalho sem redução
dos salários com mais de 1 milhão de assinaturas. A entrega
das assinaturas será às 9 horas no Salão Negro da
Câmara.
Na última quarta (28), as centrais realizaram o Dia Nacional de Mobilização,
que contou com passeatas, paralisações e panfletagens, pela aprovação
do projeto de lei, de autoria dos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE)
e Paulo Paim (PT-RS), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas
semanais.
As centrais colheram mais de 1 milhão de assinaturas de trabalhadores
em todo o país desde o dia 11 de fevereiro, data do lançamento
oficial da campanha pela redução da jornada.
Á s 10 horas, os sindicalistas participarão da Comissão
Geral - espécie de audiência pública - a ser realizada no
plenário da Câmara para debater a redução da jornada
de trabalho. A Comissão Geral foi organizada pelas centrais sindicais
e terá a participação de sindicalistas, sociedade civil
e parlamentares.
A campanha pela redução é coordenada pela CTB (Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CUT, FS (Força Sindical),
UGT (União Geral dos Trabalhadores), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil) e NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores).
Da redação, com
agências
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Gazeta do Povo, 3 de Junho de 2008
Inflação
Cesta básica acumula alta
de 18% no ano
Aumento de preços foi generalizado
no pacote de produtos. Em Curitiba, onde a cesta está custando
R$ 220,74, o feijão já subiu 135% desde maio do ano
passado
O preço da cesta básica subiu em maio em 14 das 16 capitais pesquisadas
mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos
Socioeconômicos (Dieese). Em Curitiba, a variação foi de
5,36% e o conjunto de produtos atingiu o valor de R$ 220,74 em maio. O acumulado
no ano é de 17,9% e em 12 meses, de 30,11%. Apesar da forte alta, a
capital paranaense registra inflação da cesta básica abaixo
de outras cidades, como Recife, Natal e Florianópolis.
O aumento dos preços dos itens que compõem a cesta foi generalizado,
apontou o Dieese, que atribuiu o movimento a fatores climáticos, pressões
do mercado e à alta dos insumos como adubos e fertilizantes derivados
do petróleo.
A cesta básica de Recife foi a que mais subiu em maio, com alta de 14,19%.
O pacote mais caro foi encontrado em Porto Alegre, a R$ 236,58. Na outra ponta,
a cesta mais barata foi a de Salvador (R$ 176,05).
Na comparação com maio do ano passado, produtos como pão
francês (aumento de 25,53% em Curitiba), leite (alta de 24,60%) e tomate
(62,35%) tiveram reajustes de preços em todas as capitais pesquisadas.
Já o arroz (elevação de 29,29% nos últimos 12 meses)
e o feijão (135,20%) aumentaram em 15 cidades.
No caso da carne, o aumento em Curitiba foi de 20,69%. O período de
maior oferta do produto está no fim e seu preço encontra-se em
patamar elevado. Além disso, o Dieese diz que o fim do embargo da União
Européia à carne brasileira deve ser “mais um fator de
pressão para os preços”.
Classe C
A disparada no preço da cesta básica ameaça o “fenômeno” de
consumo das camadas de renda mais baixa, especialmente a classe C, afirma José Márcio
Camargo, sócio da Tendências Consultoria e professor da PUC-RJ. “Em
2007 e 2008, vimos a inclusão de um grande volume de famílias
no mercado de consumo, mas já é possível que o rendimento
nessa faixa tenha começado a cair em função da alta dos
alimentos. Isso pode levar a uma diminuição do consumo de outros
itens”. Em algumas faixas, lembra Camargo, os alimentos respondem por
até 40% dos gastos. Assim, há cada vez menos sobra para o consumo.
De acordo com a economista Ana Maria Castelo, da FGV Projetos, os governos
federal e estaduais deveriam oferecer isenções fiscais sobre
os preços dos alimentos no sentido de estancar a alta. “Agora
que a reforma tributária está em discussão, seria o momento
ideal para propor a desoneração de itens da cesta básica,
porque o aumento nos alimentos provoca um empobrecimento, especialmente das
famílias de renda mais baixa”.
Para Camargo, da Tendências, quando os alimentos aumentam, há em
geral maior pressão por reajustes salariais. “Isso é um
problema adicional, porque faz a inflação espalhar.”
Salário mínimo
O Dieese chamou atenção para o fato de que os aumentos acumulados
em 12 meses terem superado o patamar de 20% em todas as capitais pesquisadas,
variação superior à de 9,21% no salário mínimo
em março.
Segundo o instituto, para cumprir a determinação constitucional
que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de
um trabalhador e sua família, ele deveria ser elevado em 380%, passando
de R$ 415 para R$ 1.987,51. O trabalhador precisou cumprir, em maio, uma jornada
de 111 horas e 08 minutos para adquirir os mesmos bens que no mês anterior
demandavam 106 horas e 57 minutos. Em maio de 2007, quando o preço da
cesta estava em queda em todas as capitais, o tempo necessário correspondia
a 92 horas e 03 minutos.
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Gazeta do Povo, 3 de Junho de 2008
Receita federal
Juros devem subir mais 2 pontos para
controlar preços em 2009
Na véspera de mais uma reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom), que deve promover novo aumento da taxa básica
de juros (Selic), o mercado financeiro aumentou as preocupações
com a inflação e já acendeu a luz de alerta para o próximo
ano. Na pesquisa Focus, feita semanalmente pelo BC entre instituições
financeiras e empresas de consultoria, os analistas elevaram de 4,50% para
4,60% a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) de 2009.
Com a alta, a estimativa ficou, pela primeira vez, acima do centro da meta
de inflação, que é de 4,50%. A subida na expectativa de
inflação reforçou a aposta de que o Banco Central (BC)
deve ser ainda mais rigoroso no ciclo de aumento do juros iniciado no mês
passado. A pesquisa, divulgada ontem, mostrou que a aposta majoritária
do mercado, agora, é que a taxa Selic deve terminar 2008 em 13,75% ao
ano, o que indica alta de dois pontos porcentuais até dezembro.
Entre alguns operadores do mercado, a pesquisa Focus reforçou a aposta
de alta do juro de 0,75 ponto na reunião do Copom, que começa
hoje e termina amanhã. “Se o juro subir 0,75 ponto em junho, a
expectativa para o fim do ano pode subir ainda mais”, diz o economista-chefe
do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.
Inércia
A subida das projeções afetou também o cenário
atual. Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em
2008, o mercado subiu a aposta de 5,24% para 5,48%, na décima elevação
seguida. Nesse caso, o número projetado já está há oito
semanas acima do centro da meta.
A disparada do preço de alimentos e a demanda interna aquecida foram
os principais motivos da escalada da inflação nos últimos
meses. “O mercado teme o efeito de uma inércia inflacionária
maior”, diz Campos Neto. Inércia é a parcela da inflação
atual que gera aumento de preços no ano seguinte por repasses, como
os contratos que são reajustados pela inflação passada.
O economista diz que entre as principais fontes da inércia podem estar
as tarifas públicas. Ele lembra que boa parte dos contratos mais importantes – como
energia elétrica e telefonia – são reajustados pelo Índice
Geral de Preços ao Mercado (IGP-M). Para esse indicador, a pesquisa
do BC mostra que a expectativa dos analistas subiu de 8,49% para 8,70%, na
12ª alta seguida.
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Congresso em Foco, 3 de Junho de 2008
Contra CSS, deputados propõem
legalização de bingo
Proposta diz que R$ 4,7 bilhões
seriam arrecadados para saúde. Possibilidade de criação
de novo tributo antecipa debate
Eduardo Militão
Um grupo de 17 deputados assina um projeto de lei que regulamenta os bingos
no Brasil e, de quebra, se oferece como alternativa para a criação
da Contribuição Social da Saúde (CSS). O PL 3489/08, apresentado
semana passada na Câmara, prevê a arrecadação de
R$ 4,7 bilhões por ano com os jogos. Tudo iria para a saúde.
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que encabeça a proposta,
diz que pretendia apresentar o projeto apenas no início de julho, mas
a discussão da CSS, que promete colocar R$ 10 bilhões nos cofres
públicos por meio de uma nova contribuição, no lugar da
CPMF, o fez antecipar os planos.
“ Só com esses recursos, é quase metade dessa CSS. Isso e
mais excesso de arrecadação, com outra medida alternativa e no
contexto de discussão de uma reforma tributária, podem dispensar
a criação de um novo tributo”, explica Faria de Sá.
O deputado diz que, não fosse o debate pela CSS, a proposta seria assinada
por muito mais colegas. Faria de Sá conta que a idéia de regulamentar
os bingos e viabilizar o financiamento da saúde surgiu depois do fim
da CPMF.
Ele diz desconhecer se há apoio do governo para o projeto de lei, enviado à Câmara
quinta-feira passada (29). “Nossa preocupação é pôr
o assunto em discussão. Em alguns estados os bingos estão funcionando”,
lembrou o petebista.
Os bingos funcionaram legalmente entre 1993 e 2000 no Brasil. Em 2004, uma
medida provisória deixou clara a sua proibição na esteira
do escândalo envolvendo o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz.
Ignorância
Entretanto, até agora, o governo ignora o projeto de lei. Encarregado
pelo Palácio do Planalto de cuidar do assunto no Congresso, o deputado
Vignatti (PT-SC) disse que precisa lê-lo para se inteirar dos fatos.
Informado do teor da proposta, ele adiantou que julga ser necessário
que o funcionamento dos bingos se dê por meio de concessões ou
permissões – e não autorizações, como prevê o
texto de Faria de Sá.
Vignatti afirma que as autorizações permitem que qualquer empresa
legalmente constituída explore a atividade. “É muito permissivo.
O Estado tem que ter uma mão mais forte”, avaliou ele.
Como antecipou o Congresso em Foco, o deputado tem em mãos um substitutivo
aos 80 projetos de lei sobre o tema no Congresso. Mas, até o hoje, o
governo não deu aval para Vignatti continuar o trabalho. “O governo
não me deu nenhum sinal positivo sobre isso”, confirma o deputado.
Capital mínimo
A proposta de Faria de Sá e co-assinada por mais 16 parlamentares prevê dois
tipos de bingos, os permanentes e os eventuais, realizados em ginásios
e com o pagamento de prêmios em forma de veículos e imóveis.
O prêmio a ser pago será de 70% das cartelas na primeira modalidade – e
sempre em dinheiro. A premiação dos bingos eventuais será de
40% das apostas.
A diferença entre a receita e o prêmio será tributada no
percentual de 15%. A justificativa prevê a criação de 120
mil empregos em 1.500 estabelecimentos. O setor faturaria R$ 1,5 bilhão
por mês e pagaria R$ 396 milhões em tributos no período.
O Projeto de Lei 3.489 prevê que as casas de bingo só sejam criadas
com empresas com capital social mínimo de R$ 500 mil. Essa proposta
já estava no substitutivo nas mãos de Vignatti, que, por sua
vez, saiu da CPI dos Bingos no Senado.
Cada pessoa jurídica só poderá ser dona de um só negócio
e não poderá pertencer a outra empresa que já explore
os jogos. Os sócios não poderão ter antecedentes criminais.
Cada empresa deverá contratar pelo menos 50 pessoas.
O único jogo permitido será o bingo. Nada de caça-níqueis
e cassinos, por exemplo. Menores de 18 anos não poderão entrar,
mesmo que acompanhados de adultos.
Os sorteios serão feitos apenas por meios eletrônicos. Fraudar
resultados pode render punição de um a cinco anos de cadeia,
além de multa.
“ Boa regulamentação”
Na justificativa do projeto, Faria de Sá diz que a melhor saída
para a polêmica dos bingos é uma “boa regulamentação”. “A
postura do Estado perante seus cidadãos deve ser a de proibir o estritamente
necessário à convivência social e a ordem pública,
deixando espaço à cidadania para escolher com liberdade as suas
ações de acordo com as suas crenças, convicções
e opções. [...] As experiências indicam que a repressão
pura e simples a condutas aceitas pela sociedade tende a se tornar inócua.”
O deputado nega que esse argumento seja válido até para que se
venha a legalizar o jogo do bicho, bem difundido entre a população. “Não
dá para usar essa comparação. Eu fiz estudo apenas sobre
os bingos.”
Já Vignatti entende que é possível fazer a analogia de
que o jogo do bicho deve ser legalizado porque, assim como as casas de jogos,
faz parte da cultura da população. “Mas primeiro temos
que fazer uma experiência bem sucedida com os bingos para ver se avançamos.
Jogo do bicho, caça-níquel é complicado”, comenta
o deputado.
A ligação das máfias dos jogos com o crime organizado é estreita.
Segundo a Procuradoria Regional da República, o ex-governador do Rio
Anthony Garotinho (PMDB) e o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB-RJ)
faziam parte de um esquema de proteção a empresários de
máquinas caça-níqueis.
Na Operação Furacão, a Polícia Federal identificou
que as máfias compravam sentenças judiciais no Rio. O chamado
dossiê Vedoin contra políticos tucanos também foi pago
com R$ 5 mil de bancas de bicho no Rio, segundo a PF.
Os autores do PL 3489
Arnaldo Faria de Sá - PTB-SP
Manoel Junior – PSB-PB
Moises Avelino – PMDB-TO
Eunício Oliveira – PMDB-CE
Gonzaga Patriota – PSB-PE
Edgar Moury – PMDB-PE
Edson Duarte – PV-BA
Wolney Queiroz – PDT-PE
Wilson Braga – PMDB-PB
Marcelo Ortiz – PV-SP
Jusmari Oliveira – PR-BA
Sarney Filho – PV-MA
José Paulo Tóffano – PV-SP
Roberto Santiago – PV-SP
João Carlos Bacelar – PR-BA
Bruno Rodrigues – PSDB-PE
Edinho Bez – PMDB-SC
LEIA TAMBÉM
Sinal verde para a jogatina
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Folha de S.Paulo, 3 de Junho de 2008
CONGRESSO
Governo quer 30 votos para
votar CSS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA SUCURSAL DO RIO
Líderes governistas avaliam hoje a viabilidade da aprovação
da nova CPMF, batizada de CSS (Contribuição Social para a Saúde),
na Câmara. Além da resistência da Frente Parlamentar da
Saúde na Casa, as lideranças admitem que a proximidade das eleições
está dificultando a unidade dentro da base.
Antes de colocar o novo tributo em votação, o governo quer conseguir
uma margem de 30 votos a mais do que os 257 necessários.
Em reunião com as bancadas hoje, os líderes querem verificar
qual o tamanho do desgaste junto ao eleitor da criação do tributo
e ter certeza de quantos pré-candidatos votarão a favor da CSS.
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) voltou a dizer
ontem, no Rio, que está otimista em relação a uma solução
para o financiamento da saúde. Segundo ele, o mais importante na discussão
sobre a criação da CSS é ter garantias de que haverá financiamento
para a saúde.
" A gente já deixou bem claro que sem uma fonte, a emenda 29 será vetada",
afirmou o ministro.
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Diário Vermelho, 3
de Junho de 2008
Hora de mudar a direção
do Banco Central
A compreensão do momento
que o país vive exige a demolição de alguns mitos
relativos à sua política macroeconômica. Devemos
entender o papel e a serventia da elevação da taxa básica
de juros (Selic) e como o aumento da carga tributária corresponde
perfeitamente às necessidades do Estado para arcar com o custo
financeiro da dívida pública. Devemos, ainda, trocar a
diretoria e a missão do Banco Central.
Por Luis Carlos Paes de Castro*
A posição da diretoria do BC (Banco Central do Brasil), a exemplo
do que ocorre na grande maioria dos seus congêneres no mundo, não é uma
posição neutra, pura e estritamente científica que paira,
de forma olímpica e divina, sobre o conjunto dos pecadores e mortais
da sociedade humana. Na realidade, ela corresponde às posições,
opiniões e interesses econômicos, políticos e ideológicos,
dos que detêm o poder de fato na sociedade. E, nos dias atuais é inegável
que o chamado "mercado financeiro" (grandes bancos e grandes investidores/especuladores,
incluindo-se aqui os fundos de pensão) exerce claramente este poder.
Este poder de fato (o "mercado
financeiro") encontrou até uma fórmula de qualificar
e manter o sua força real, mesmo diante de eventuais governos
adversos, eleitos democraticamente, mediante a blindagem dos bancos centrais. É a
chamada "independência" ou, numa forma mais palatável,
menos agressiva e mais conveniente, a "autonomia" do Banco
Central.
Ou seja: muda-se o governo, mas
o controle de boa (e essencial) parte da política econômica
continua nas mesmas mãos, servindo aos mesmos interesses, independente
do programa eleito pelo povo.
Copom, de dentro, comanda inflação
de fora?
Não foi à toa,
portanto, que, em meados de abril – totalmente na contramão
da história, cada vez mais isolado da sociedade e do governo,
e cada vez mais subordinado ao “mercado financeiro” – o
Copom (Comitê de Política Monetária) do BC elevou
novamente os juros, favorecendo aos que investem em títulos remunerados
pela taxa Selic, e, de uma só tacada, aumentando a dívida
pública em cerca de R$3 bi anuais. Foi uma ação
inócua para combater uma inflação que é impulsionada
de fora – derivada de uma situação internacional
que foge ao nosso controle.
Efetivamente, não serão
influenciados pelo aumento da Selic, entre outros itens: o preço
do trigo importado; os produtos que sazonalmente têm seu preço
elevado por conta da entressafra (frutas, hortaliças e verduras);
ou, ainda, as tarifas dos bens e serviços atrelados a contratos.
Por outro lado, as taxas de juros praticadas no mercado, em especial
para as pessoas físicas, com seus perfis quantitativos já bastante
elevados, serão pouco influenciadas pela medida.
O consumo tem crescido, é verdade.
Os miseráveis, por conta de políticas sociais “compensatórias”,
passaram a comer um pouco mais. Os trabalhadores de uma maneira geral
e a classe média, influenciados pela elevação de
seu nível de renda e da ampliação do crédito
facilitado, a exemplo do empréstimo consignado em folha, passam
a suprir um déficit de consumo antes reprimido.
No mesmo rumo, os investimentos
crescem mais na indústria — que, ainda com capacidade ociosa,
bate recordes de produção. É, entretanto, exatamente
este crescimento que precisa ser garantido e ampliado, principalmente
pela elevação dos investimentos públicos e privados,
buscando viabilizar a geração de empregos e uma melhor
distribuição da renda no país. E isso não
se faz com o chamado capital volátil.
Custo da dívida é social
O aumento da Selic é uma
ducha de água fria neste processo, pois desestimula os investimentos
produtivos privados e eleva a dívida pública, reduzindo
ainda mais a possibilidade dos investimentos públicos, o que sufoca
a nação e seu projeto de desenvolvimento. Quem ganha com
isso são os "investidores" que aplicam em títulos
do Tesouro Nacional.
Observe como funciona a engrenagem
e como se relacionam a política monetária e a política
fiscal. De 1994 para cá, nossa carga tributária aumentou
de 25% para 35% do PIB. Nossa dívida pública interna também
foi multiplicada: hoje bate na casa de R$1,4 trilhão. E para onde
têm ido esses dez pontos percentuais de aumento na carga tributária?
Foram utilizados na construção de usinas de energia (olha
o apagão de 2001)? Foram usados para a educação,
saúde, emprego, estradas?
É óbvio que não.
Este aumento da carga tributária corresponde perfeitamente às
necessidades do Estado para arcar com o custo financeiro da dívida
pública. E, para dar uma maior garantia aos “desinteressados
e caridosos investidores”, ainda na era FHC, foi aprovada a LRF
(Lei de Responsabilidade Fiscal). Ou seja: para evitar que algum “maluco
irresponsável” pensasse em mudar essa política de
crescimento reprimido com uma distribuição de renda às
avessas.
Brasil ainda campeão de juros
Voltando ao tema da inflação,
verificamos que, apesar da profunda crise internacional (que tem levado
os bancos centrais a “queimar” algumas centenas de bilhões
de dólares para evitar uma quebradeira geral) o "livre" mercado
tem sua lógica: alguns ganharam muito dinheiro com a especulação
e a conivência dos governos e autoridades monetárias, mas
agora é hora de socializar os prejuízos (bonito, não?).
Mesmo considerando as repercussões
internas dessa crise externa, a inflação projetada para
este ano ainda é inferior a 5%, abaixo da média mundial
e bem abaixo da média dos chamados emergentes. É bom lembrar
ainda que a meta de inflação perseguida tem um centro de
4,5% e uma banda de 2 pontos; ou seja, pode variar de 2,5% a 6,5%. Dentro
deste intervalo, o BC terá cumprido com a sua missão. Nos
dois últimos anos a inflação foi inferior ao centro
da meta, o que significa que a política monetária poderia
ter sido menos rígida, o país teria crescido ainda mais
e sua dívida seria menor.
Sob o comando de Henrique Meirelles
(e Cia.), o país continua a ser o campeão das taxas básicas
de juros, descontada a inflação (ou seja: se não
somos um paraíso fiscal, sejamos ao menos o paraíso para
o capital rentista em termos de ganhos financeiros). E estamos falando
de taxa básica e não das taxas que remuneram os saques
a descoberto com cheque especial ou os pagamentos de cartão de
crédito com atraso. Estas últimas são mais que estratosféricas.
“É mole, mas sobe”
Enquanto isso, na matriz norte-americana,
preocupado com a crise, a recessão e o desemprego, o Banco Central
dos EUA, o Fed, reduz bruscamente a sua taxa básica, tornando-a
negativa quando se calcula a inflação. Este diferencial
de taxas certamente irá aumentar o contingente de “bons
samaritanos” qualificados como “investidores”, que
aportarão com seus fugazes dólares por aqui, ávidos
pelo dinheiro fácil e seguro. Na saída, ganharão
também com a valorização cambial. Como resultado,
a nossa balança comercial e as nossas contas externas voltarão
a sofrer e a nossa vulnerabilidade externa poderá retornar a galope.
“É mole, mas sobe”,
como diria o José Simão. E não se preocupem: o BC
e o “mercado” prometem novos aumentos da Selic já a
partir desta semana (vide ata da última reunião do Copom
divulgada em 24/4/2008).
Nova missão e diretoria para
o BC
Ressalte-se que, apesar de seus
compromissos, Meirelles e os demais diretores do BC não são
os únicos responsáveis por esta situação.
Em primeiro lugar, todos foram indicados pelo presidente Lula e tiveram
seus nomes aprovados pelo Senado da República para executar as
políticas necessárias para o cumprimento das metas de inflação
fixadas pelo Conselho Monetário Nacional, mediante proposta do
Ministério da Fazenda, de acordo com o Decreto 3.088, de 21/06/1999
(outra herança de FHC).
Assim, uma política
econômica voltada para o crescimento com distribuição
de renda e valorização do trabalho, exigiria, para ser
conseqüente, uma nova e mais ousada atitude do governo Lula, visando
superar a lógica hegemônica do mercado financeiro. Caberia,
entre outras ações, a revogação do Decreto
3.088 e a indicação para o BC de uma nova diretoria,
comprometida com o desenvolvimento e o emprego — o que implicaria
necessariamente em ampliar sua atual missão, restrita a assegurar
a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro
sólido e eficiente.

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