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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de junho de 2008 | Economia
Alta dos alimentos pode afetar alimentação
do trabalhador
Mecânica de Comunicação
Ltda.
Nos últimos meses, o setor de refeições coletivas vem
enfrentando um sério problema. Os preços dos produtos alimentícios
- seja por pressões internas ou em função de conjuntura
internacional, como é o caso do arroz - experimentam uma sucessiva onda
de majoração. Iniciada ainda no segundo semestre de 2007, essa
tendência se acentuou e se intensificou nos primeiros meses deste ano.
Conforme a pesquisa oficial da inflação, feita pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV), de abril de 2007 a abril deste ano, os oito principais
grupos de alimentos tiveram um reajuste médio de 51,58%, com destaque
para os 57,75% de cereais e grãos; os 67.53% do grupo óleos e
gorduras; e o caso do líder em majoração, o feijão
carioquinha, com o estratosférico percentual de 138,80%.
"Em razão dessa realidade,
os segmentos cujas atividades possuem forte dependência dos alimentos
como matéria-prima, estão sofrendo profundo desequilíbrio
em seus caixas", afirmou Rogério da Costa Vieira, vice-presidente
da Associação Brasileira das Empresas de Refeições
Coletivas - Aberc, durante coletiva de imprensa, realizada, nesta terça-feira
(3), em Curitiba.
De acordo com Vieira, o ramo
das empresas de refeições coletivas, atividade que supre
a alimentação de trabalhadores, escolares, pacientes hospitalares, áreas
de segurança e outros, é um dos mais afetados. "Como
nossos associados estão amarrados a contratos anuais de complicada
renegociação, as empresas vivem o dilema de continuar operando
apesar de ter uma margem cada vez mais estreita, quando não raro negativa,
o que pode acabar inviabilizando a atividade", explicou. "Se tal
situação perdurar por muito tempo, a tendência é comprometer
também a alimentação do trabalhador", complementou.
Diariamente as empresas do setor
servem um total de 8,3 milhões de refeições para
empresas. Além disso, como o setor participa ativamente do processo
de terceirização da merenda escolar servida diariamente
a cerca de 34 milhões de crianças, igualmente esse serviço
pode vir a sofrer com a atual elevação dos preços
dos alimentos.
No Paraná, empresas buscam
renegociar contratos para atenuar alta de preços dos alimentos
Assim como vem ocorrendo em todo
o País, também as empresas de refeições coletivas
do Paraná estão sentindo os efeitos negativos da forte
onda de aumento nos preços dos alimentos. Responsáveis
por cerca de 40% de mercado estimado em 700.000 pessoas atendidas diariamente
no estado, incluindo nesse total os beneficiados pelos tickets, cestas
básicas e vales de supermercados, as empresas paranaenses de refeições
de coletividade estão tendo de conviver com aumentos que alcançaram
o patamar de 100%, em termos anuais, como é o caco do feijão
e da farinha de trigo. Alguns empresários estão tentando
junto aos seus clientes renegociar os parâmetros dos seus contratos
- entre os que já tiveram êxito na renegociação,
ela tem oscilado entre 8% e 10%.
Também há aquelas
empresas que partiram para uma melhor negociação na hora
da compra de matéria-prima, por meio de compras programadas. Outra
tática é propor aos clientes a substituição
de alguns itens por outros similares, mas de preços menores. Um
caso exemplar de substituição foi a troca do feijão
carioquinha pelo preto. No caso da tentativa de renegociação
dos contratos, o setor teve a seu favor o fato de a maioria dos contratos,
por coincidência, vence nos meses de abril e maio, o que facilitou
o convencimento da necessidade de novos parâmetros.
Segundo Carlos Antonio Gusso,
vice-presidente regional da Associação Brasileira das Empresas
de Refeições Coletivas - Aberc, apesar dessa situação
conjuntural desfavorável, a perspectiva do setor de refeições
coletivas no Paraná, que atualmente
representam 7% do volume movimentado pelo setor em nível nacional, é de
continuidade dos níveis de expansão que o segmento vem tendo
nos últimos anos, que tem se mantido entre 8% e 10% ao ano nos últimos
anos. "Tal desempenho é fruto de uma situação econômica
favorável vivida em nosso estado e, também, devido à instalação
de novas indústrias na região", finalizou.
Indústria de refeições
coletivas projeta expansão para 2008, com receita de R$ 9,5 bi
A indústria brasileira
de refeições coletivas trabalha com a perspectiva de ver
sua receita crescer 12% neste ano, mesmo percentual de expansão
registrada em 2007, quando o faturamento bruto atingiu R$ 8,4 bilhões.
O principal fator para essa perspectiva otimista, de acordo com Rogério
da Costa Vieira, vice-presidente da Associação Brasileira
das Empresas de Refeições Coletivas - Aberc, é a
tendência de aquecimento econômico que continua no embalo
de 2007 e repercute no aumento do emprego, demandando, por sua vez, mais
serviços de alimentação. "Para este ano, nossas
projeções apontam para um faturamento bruto da ordem de
R$ 9,5 bilhões", disse.
Na análise do total de
refeições servidas, os dados da Aberc indicam que, no ano
passado, quando foi servida a média diária de 7,5 milhões
de refeições pelas empresas a ela associadas, o aumento
em relação a 2006 foi de 7,1%. Para este ano, a
estimativa da entidade é de um crescimento na faixa dos 11%. Se isso
se confirmar, o total de refeições servidas subirá para
8,3 milhões de média diária.
"Nossas projeções
serão facilmente atingidas, se analisarmos os resultados apresentados
por alguns segmentos da economia brasileira", constatou Vieira.
A agricultura, por exemplo, viu a safra crescer 40% acima da anterior;
o setor automotivo teve aumento médio de 27,8% nas vendas diárias
de veículos em 2007, na comparação com 2006; e a área
de construção civil contratou mais 750 mil pessoas no ano
passado.
Além desses segmentos,
Vieira afirmou que a indústria petrolífera é outro
que deverá ter forte expansão em decorrência do
anúncio de reservas no litoral paulista. Acrescente-se a esses
dados, o fato de o setor automotivo ter iniciado este ano superando
as marcas de produção de 2007. "No total, estimamos
o mercado potencial de refeições no Brasil em 24 milhões
de refeições por dia em empresas, e da ordem de 17 milhões
em escolas, hospitais, estabelecimentos penais e nas Forças
Armadas", completou. Atualmente, as empresas do setor empregam
cerca de 180 mil pessoas.
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Gazeta do Povo, 4 de junho
de 2008
Vínculo empregatício
Carteira assinada é preferência
de 41%
Quem tem o documento roubado precisa fazer
um boletim de ocorrência na Polícia Civil
A maior parte das pessoas quer um emprego com carteira assinada – que
representa vínculo empregatício, maior estabilidade, direitos
e benefícios trabalhistas. É o que mostra uma pesquisa do Grupo
Catho, feita com 12 mil profissionais de todo o Brasil no ano passado. De acordo
com a empresa de recolocação, 41,13% dos entrevistados declararam
preferência pelo emprego com regime na Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT).
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) em mãos, é preciso
ter cuidado para que ela não seja roubada, rasurada ou danificada. Em
caso de roubo, a orientação do Ministério do Trabalho
e Emprego é para que o trabalhador procure a Polícia Civil e
registre um boletim de ocorrência. Depois, é preciso solicitar
a segunda via da carteira. Para isso, o trabalhador precisa ir até a
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) da sua cidade
(ou a Pontos de Atendimento ao Trabalhador) com os documentos necessários
(veja quadro ao lado).
O metalúrgico Cristian
de Almeida perdeu sua carteira de trabalho quando mudou de residência.
Apesar de ter recebido a rescisão do emprego, ele ainda não
pôde retirar seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) por causa da falta do documento. “É um transtorno
muito grande. Enquanto a segunda via da minha carteira de identidade
demorou dois dias para ficar pronta, a da carteira de trabalho demorou
uns 20 dias.”
Registros
De posse da segunda via da carteira, o trabalhador pode solicitar na superintendência
o histórico dos lançamentos feitos pelo antigos empregadores
em seu primeiro documento. A solicitação deve ser feita através
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e na Relação
Anual de Informações Sociais (Rais), órgãos vinculados
ao Ministério do Trabalho e Emprego. A superintendências têm
esses dados a partir de 1976 e, vale lembrar, nem sempre os empregadores enviam
estas informações. Nesses casos, é preciso procurar as
empresas e solicitar o registro na nova carteira de trabalho. Caso alguma delas
tenha decretado falência, o ex-empregado deve pedir ajuda à Justiça
do Trabalho.
Serviço
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Rua José Loureiro,
574 – Centro – Curitiba – PR – CEP 80010-924. Telefone:
(41) 3219-7775 – Fax: (41) 3219-7770
Check List
Confira a lista de documentos necessários para a emissão da 2ª via
da carteira de trabalho:
- Boletim de Ocorrência (em acaso de perda ou roubo).
- Uma foto 3x4 recente (com fundo branco).
- Qualquer documento original para qualificação civil – certidão
de casamento, de nascimento ou identidade.
- Um documento comprovando o número da carteira de trabalho perdida – extrato
do FGTS ou cópia da ficha de registro de empregado com carimbo do CNPJ
da empresa.
- Termo de rescisão do contrato homologado pelo sindicato da classe,
Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público,
Defensoria Pública ou até mesmo por um juiz.
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Agência Senado, 4 de junho de 2008
Sindicalistas entregam a Garibaldi
abaixo-assinado pela redução da jornada de trabalho
com 1,5 milhão de assinaturas

Representantes das centrais sindicais, acompanhados dos senadores Paulo Paim
(PT-RS) e Inácio Arruda (PCdoB-CE), entregaram ao presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho, nesta terça-feira (3), um abaixo-assinado com
1,5 milhão de assinaturas apoiando a redução da jornada
de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário.
Os sindicalistas pediram a votação imediata da proposta de emenda à Constituição
(PEC 75/03) de autoria de Paim que propõe a mudança na legislação
trabalhista. A matéria aguarda apreciação pela Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
De acordo com o autor da PEC 75/03, os principais objetivos da proposta são
a geração de empregos e a garantia, ao trabalhador, de mais tempo
para o descanso e a requalificação profissional. Segundo acrescentou,
após a redução imediata da jornada de 44 para 40 horas
semanais, a carga seria reduzida em uma hora por ano, até chegar ao
patamar de 36 horas semanais, considerado ideal.
- Isso geraria, no final do processo, algo em torno de 8 milhões de
novos empregos. São 8 milhões de pessoas trabalhando, produzindo,
recebendo, consumindo. A mudança reativaria todo o mercado interno,
distribuiria a renda e aumentaria a produtividade, além de garantir
a redução da ocorrência de acidentes de trabalho e permitir
ao trabalhador tempo de se qualificar para viver no mundo das novas tecnologias
- ressaltou Paim, frisando que a maioria dos países desenvolvidos adota
uma jornada diária de seis a sete horas.
Paim apontou ainda como objetivo das centrais sindicais que o empregador que
comprovadamente gerar novos empregos a partir da redução da jornada
também seja beneficiado pela alteração.
- Eu defendo, inclusive, que o empregador não pague mais 20% sobre o
total da folha de pagamento para a Previdência, mas que a Previdência
passe a receber um percentual "x" sobre o total do faturamento -
explicou.
Do presidente Garibaldi, as centrais ouviram o compromisso de que averiguará a
possibilidade de colocar a matéria em votação assim que
a pauta estiver desobstruída. Antes de passar pelo Plenário,
que esta semana analisa medidas provisórias, a PEC precisa ser aprovada
na CCJ.
Discussão na Câmara
Há outras PECs em tramitação no Congresso Nacional propondo
a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. As PECs
231/95 e 393/01 - a primeira delas do senador Inácio Arruda - aguardam
apreciação na Câmara, cujo Plenário sediou, nesta
terça-feira (3), debate entre centrais sindicais, parlamentares e entidades
ligadas ao setor.
Na ocasião, o diretor do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganslúcio, afirmou
que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas representará um
aumento médio de apenas 2% no custo médio da produção.
Ganslúcio citou que, dos anos 90 para cá, a indústria
brasileira acumulou um ganho médio de produtividade de cerca de 130%
e, portanto, esse custo adicional de 2% seria facilmente absorvido.
Já o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(Diap), Antônio Augusto Queiroz, previu que a redução da
jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais levará à abertura
de três milhões de novos postos de trabalho, permitindo a inclusão
produtiva de jovens desempregados.
- Com a redução, ganha o trabalhador em qualidade de vida, ganha
a empresa com menos acidentes de trabalho e mais eficiência, tendo em
vista o menor desgaste dos empregados, e ganha o governo, com a redução
das despesas com saúde e previdência social - disse.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, comprometeu-se a mediar as
discussões sobre a votação das matérias.
(Com informações da Agência Câmara)
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Agência Diap, 4 de
junho de 2008
REDUÇÃO DA JORNADA
Brasil distribui mal a jornada de
trabalho, diz presidente do Ipea
Ao participar, nesta terça-feira
(3), dos debates na Câmara sobre a redução da jornada
de trabalho, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea), Márcio Pochmann, disse que o Brasil distribui mal a hora
de trabalho.
Didaticamente, Pochmann disse
que em 2007 a produção brasileira alcançou R$ 2,4
trilhões, foram utilizados 172 bilhões de horas de trabalho
distribuídas entre 89,2 milhões de trabalhadores. “Atualmente,
o País já tem condições de manter a mesma
produtividade com uma jornada de apenas 36 horas de trabalho”,
afirmou.
Segundo o economista, o
salário médio pago no ano passado aos trabalhadores foi
de R$ 700, muito aquém dos altos lucros auferidos com a produtividade.
Outra preocupação externada por Pochmann é a constatação
de que 4,6 milhões de crianças estão no mercado de trabalho;
6,9 milhões de aposentados continuam trabalhando; o universo de 32%
das horas-extras realizadas pode gerar mais de seis milhões de novos
empregos; e no Brasil, há quem está trabalhando muito, e há ainda
um enorme contingente de pessoas trabalhando pouco ou sem atividade laboral.
(Alysson Alves)
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Diário Vermelho, 4
de junho de 2008
Momento é bom para a redução
da jornada, diz Diap
Durante o debate na Comissão
Geral sobre a redução da jornada de trabalho nesta terça
(3), na Câmara dos Deputados, o Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (Diap) defendeu a jornada de 40 horas semanais sob três
aspectos: social, econômico e fiscal.

Toninho do Diap discursa na Comissão Geral
O diretor da entidade Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho do Diap,
diz que do ponto de vista social o trabalhador tem mais tempo para ficar com
a família, praticar o lazer e para a qualificação profissional.
Reduz o número de acidentes e das doenças profissionais como
estresse, depressão e lesões por atividade repetitiva. “Também
abre novos postos de trabalho, permitindo a inclusão social e produtiva
de jovens e desempregados”, complementa.
Sob a lógica econômica, o diretor diz que pouca vezes o ambiente
esteve tão favorável à redução da jornada.
Isso porque a economia está em franca expansão e os ganhos de
produtividade, decorrente de inovação tecnológicas e organizacionais,
têm crescido mais que os salários.
A situação cambial também favorece a modernização
do parque produtivo com aquisição de máquinas e equipamentos
de baixo custo. Paralelo a isso, as empresas estão lucrando mais porque
a contratação de pessoal e os aumentos salariais não têm
acompanhando o aumento da produtividade.
“ A média de participação do salário nos custos
totais de produção é inferior a 20%, a redução
da jornda representaria menos de 2% e ocorre apenas uma vez. Ainda houve desoneração
em vários setores da atividade produtiva e redução de tributos
com o fim da CPMF, sem redução de preços”, argumentou
o diretor.
Do ponto de vista fiscal, a entidade alega
que a redução da jornada significaria menos despesas
com saúde e com previdência social. “As doenças
profissionais e os acidentes de trabalho, por excesso de jornada, representam
um custo significativo para o governo. São gastos bilhões
de reais com seguro-acidente, despesas hospitalares, reabilitação,
internações e medicamentos”, concluiu.
De Brasília,
Iram Alfaia
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Agência Diap, 4 de
junho de 2008
ECONOMIA AQUECIDA
Indústria cresce 10,1% em
abril, em comparação com o mesmo período de
2007
A atividade industrial brasileira
apresentou em abril expansão de 10,1% na comparação
com o mesmo período do ano passado. O resultado, divulgado hoje
(3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
reflete a maior elevação desde outubro de 2007 (10,5%),
na comparação anual.
De acordo com o levantamento, nesse tipo de comparação, “o
crescimento foi generalizado” e atingiu 21 das 27 atividades analisadas
e 64% dos produtos pesquisados. As maiores influências positivas vieram
das indústrias de veículos automotores (28,0%), máquinas
e equipamentos (16,6%), outros equipamentos de transporte (54,8%), farmacêutica
(28,5%) e de alimentos (6,9%). Em movimento contrário, os maiores impactos
negativos vieram das indústrias de bebidas (-4,2%), edição
e impressão (-1,7%) e fumo (-3,9%).
De acordo com a gerente de Análise e Estatísticas Derivadas do
IBGE, Isabella Nunes, o bom resultado pode ser explicado, em parte, pelo fato
de que o mês de abril deste ano contou com um dia útil a mais
(21 dias) do que abril de 2007 (20 dias). Ainda assim, ela acredita que os
dados devem ser comemorados.
Desempenho expressivo
“É um desempenho expressivo que deve ser comemorado principalmente
porque ele continua sustentado pela expectativa positiva do mercado, que eleva
seu consumo em função do aumento da massa salarial e do crédito,
e pela confiança do empresariado, com uma capacidade maior de atender
a essa demanda sem pressionar a produção.”
Segundo a gerente, os resultados da indústria apontam que ainda há espaço
para crescimento, já que “não há sinais de superaquecimento”.
Essa tendência é apontada, de acordo com ela, pelos dados da produção
de máquinas e equipamentos, que avançou 16,6% no período.
“ O que pode estar contribuindo para isso é um aumento nos financiamentos
do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para esse
setor, o que é um grande estímulo para a indústria e ela
vem respondendo com taxas elevadas, principalmente, na produção
de máquinas e equipamentos para atender à telefonia celular, transporte
e informática, além de máquinas que vão ficar na
indústria, ou seja, máquinas que produzem mais máquinas”,
destacou.
Estabilidade elevada
Na comparação entre os meses de abril e março deste ano,
o crescimento foi de 0,2%. O resultado aponta, segundo Isabella Nunes, uma “estabilidade
em patamar elevado”.
Houve expansão, entre os meses de abril e março, em 16 dos 27
setores da indústria pesquisados pelo IBGE. O desempenho que mais contribuiu
para a elevação foi o da indústria de refino de petróleo
e produção de álcool (7,3%), que em abril recuperou, em
parte, o recuo de 10,0% do mês anterior, quando houve uma parada técnica
em uma unidade do setor.
Também foi verificada expansão na indústria farmacêutica
(8,1%), veículos automotores (2,3%) e alimentos (2,0%). Por outro lado,
os setores de outros produtos químicos (-6,7%), bebidas (-9,0%) e material
eletrônico e equipamentos de comunicações (-4,7%) exerceram
as principais pressões negativas.
Nos quatro primeiros meses de 2008, a atividade industrial acumula expansão
de 7,3% e nos últimos 12 meses, de 7%. O IBGE informou ainda que revisou
para cima, por razões técnicas, o resultado divulgado anteriormente
relativo a março, que passou de 0,4% para 0,6%. (Fonte: Radiobrás;
intertítulos do Diap)
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Agência Câmara,
4 de junho de 2008
Sindicalistas temem perda de verbas
da Previdência
J.Batista

Mabel: "O governo acredita que, com a nova base ampliada de recolhimento,
a Seguridade estará preservada."
Representantes de trabalhadores e aposentados que participaram de audiência
pública nesta terça-feira na Comissão Especial da Reforma
Tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras) revelaram preocupação
com o financiamento da Previdência Social. A Proposta de Emenda à Constituição
do Executivo prevê a redução de 20% para 14% da contribuição
dos empregadores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essa redução,
pela proposta, será implementada ao ritmo de um ponto percentual ao
ano, a partir do segundo ano da aprovação da reforma.
O presidente da Central Geral
dos Trabalhadores (CGT), Antonio Fernandes dos Santos Neto, apóia
a reforma, em especial quanto à desoneração da folha
de pagamentos, que pode aumentar a formalização de empregos
e o número de vagas. Ele acha, porém, que a redução
da alíquota sobre a folha deveria ser compensada por uma incidência
sobre o faturamento ou o lucro das empresas.
O diretor da Executiva Nacional
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Lopez Feijó,
propõe que a contribuição patronal incida sobre
o faturamento. "As empresas altamente empregadoras de mão-de-obra
saem ganhando com isso. Elas ganham porque, se tiverem 500 trabalhadores
formalizados e 500 informalizados, podem formalizar os 1.000 que o custo
vai ser exatamente o mesmo." Feijó acrescenta que as empresas "poupadoras
de mão-de-obra", que se beneficiam da apropriação
da ciência e do desenvolvimento tecnológico, "devem
contribuir um pouco melhor para o sistema previdenciário, retornando
para a sociedade uma parte dessa apropriação dos benefícios
do desenvolvimento."
Desmantelamento
O secretário de Seguridade Social da Confederação Brasileira
de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Luís Adalberto da Silva, afirmou
que a reforma tributária traz um sério risco de desmantelamento
do sistema de seguridade social com a extinção do PIS/Pasep e
da Cofins, que passarão a compor o Imposto sobre Valor Agregado (IVA)
federal. De acordo com Luís Adalberto, o sistema perderá sua
pluralidade de fontes próprias de financiamento, hoje prevista na Constituição.
O representante da Cobap acredita
que o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), financiado por
parte das contribuições sociais que serão extintas,
poderá ficar fragilizado do ponto de vista de sua defesa política
e da administração de seu déficit, caso perca mais
recursos.
O relator da reforma tributária,
deputado Sandro Mabel (PR-GO), argumentou que a reforma não pode
ser pensada somente do âmbito da Previdência Social. Segundo
ele, a desoneração da cesta básica, também
prevista na proposta, vai deixar mais dinheiro no bolso do trabalhador
e do aposentado. Mabel, porém, disse que as preocupações
dos trabalhadores serão levadas em conta. "O governo acredita
que, com a nova base ampliada de recolhimento, a Seguridade estará preservada."
O presidente da comissão,
deputado Antonio Palocci (PT-SP), informou que foram apresentadas 485
emendas às PECs que compõem a reforma. O prazo para apresentação
de emendas terminou na última quinta-feira (29).
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Congresso em Foco, 4 de junho
de 2008
Base governista apresenta texto que
cria "nova CPMF"
Numa tentativa de convencer a
parcela “dissidente” da base aliada, os governistas divulgaram
há pouco o esperado texto do substitutivo ao projeto de lei complementar
(PLC 306/08) regulamentando a Emenda 29. Elaborado pelo relator do PLC
306 na Comissão de Finanças e Tributação
(CFT) da Câmara, deputado Pepe Vargas (PT-RS), o parecer apresenta
a criação da Contribuição Social para a Saúde
(CSS), a “nova CPMF”, que seria cobrada nos moldes da extinta
Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) e foi a forma encontrada pelo governo para custear
a Emenda 29.
De autoria do senador Tião
Viana (PT-AC), a Emenda Constitucional 29/00 fixa os percentuais mínimos
de investimentos a serem destinados pelos governos federal, estadual
e municipal ao setor da saúde. De acordo com o texto, serão
repassados mais R$ 24 bilhões para o setor nos próximos
quatro anos – R$ 4 bilhões em 2008; R$ 5 bilhões
em 2009; R$ 6 bilhões em 2010; e R$ 9 bilhões em 2011.
Com base no regimento da Casa, os governistas resolveram adiar para amanhã (4)
a votação do PLC que regulamenta a emenda.
O texto de Pepe Vargas mantém
as promessas recorrentemente apregoadas pelos governistas durante os últimos
dias. Segundo o substitutivo, a CSS terá três mudanças
principais em relação à CPMF: a alíquota
fixada em 0,1% (a da CPMF era de 0,38%); o caráter permanente;
e a integral destinação dos recursos arrecadados para o
setor da saúde. Além disso, ficariam isentos da cobrança
os aposentados e pensionistas e aqueles que recebem até R$ 3.038
(teto da Previdência Social).
Desacordo
Com a apresentação do texto, a base governista esperava que a
oposição concordasse em votar ainda hoje (3) a matéria,
o que não aconteceu. O líder do DEM na Câmara, ACM Neto
(BA), sugeriu que, em troca do adiamento da votação da Emenda
29 para a próxima semana, seria votada ainda hoje o primeiro item da
pauta – uma medida provisória que abre crédito extraordinário
de R$ 1,8 bilhão para vários ministérios. A edição “excessiva” de
MPs por parte do Executivo é uma das principais críticas dos
oposicionistas.
Contudo, o líder do PT
na Câmara, Maurício Rands (PE), não concordou com
a proposta de ACM Neto. A exemplo do líder do governo na Casa,
Henrique Fontana (PMDB-RS), para quem o governo já teria os votos
suficientes para aprovar a matéria (são necessários
257 votos, ou maioria absoluta, uma vez que se trata de projeto de lei
complementar), Rands acha que a votação deve ser realizada
o mais rápido possível, uma vez que a base já deu
sinais de que pode trocar seu voto em um cenário de proximidade
das eleições municipais de outubro.
Como lembrou mais cedo
o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) ao Congresso em Foco, um dos que
duvidam do poder de fogo do governo, muitos deputados são candidatos à prefeitura
de suas bases estaduais. Sem votação conclusiva da MP
de crédito, a sessão foi encerrada há pouco pelo
presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Por 265 votos a 8, foi
aprovado o encerramento das discussões acerca da medida provisória,
sob obstrução oposicionista em protesto contra a criação
da CSS. (Fábio Góis)
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Congresso em Foco, 4 de junho
de 2008
Fontana: governo tem votos para aprovar
CSS
As contradições
sobre as chances do governo em aprovar a criação da “nova
CPMF” dão o tom do debate na Câmara em torno na regulamentação
da Emenda 29. Contradizendo setores da oposição e até mesmo
membros da base aliada, como Osmar Serraglio (PMDB-PR), o líder
do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), garantiu há pouco
que o governo já dispõe dos 257 votos (maioria absoluta)
necessários para a aprovação da matéria.
“O governo já tem
os votos. Amanhã [4] essa novela termina, e com final feliz para
o povo brasileiro”, declarou Fontana, acrescentando que a rejeição
oposicionista à criação de mais um tributo é “luta
política”. “É uma tentativa da oposição
de desgastar o governo. Nós queremos solução para
a saúde pública e, para isso, a base está pronta
para votar amanhã.”
Reforçam o côro
de Fontana o líder do PT na Câmara, Maurício Rands
(PE), e o deputado governista Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na manhã de
hoje (3), Alves garantiu que o governo já teria cerca de 280 votos,
e que o número vem crescendo. Por sua vez, Rands não se
cansa de dizer que a CSS terá diferenciais importantes em relação à sua
antecessora, a Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), extinta em dezembro na já histórica
votação que adentrou a madrugada de quarta-feira (13).
Segundo Rands, o texto do substitutivo
que será apresentado à Emenda 29 para criar o tributo diminui
a alíquota de 0,38% (cobrada na CPMF) para 0,10%, dá caráter
permanente à CSS e obriga a integral destinação
de recursos para a área da saúde. Além disso, lembra
Rands, ficarão isentos da cobrança aqueles que recebem
até R$ 3.038, o que equivale ao teto da Previdência Social.
Uma vez regulamentada a Emenda 29, o governo terá de arcar com
mais R$ 15 bilhões por ano a serem destinados para o setor da
saúde pública, e a CSS foi a maneira encontrada para custear
tais gastos extras.
Sem acordo
Mais cedo, o presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), declarou que não existe acordo para
a apreciação da matéria – um substitutivo à Emenda
29 que ainda não tem texto formalmente apresentado pelo governo.
Regulamentado por projeto de lei complementar, a emenda – que estabelece
limites mínimos de investimentos na área da saúde – teve
origem no Senado, apresentada por Tião Viana (PT-AC), e espera
desde o ano 2000 para ser apreciada na Câmara.
Outro a duvidar do poder de fogo
do governo e a desdizer Fontana e os demais governistas que articulam
a aprovação da CSS, o líder do DEM na Câmara,
ACM Neto (BA), disse que a oposição fará de tudo
para evitar a criação do tributo, e apresentará forte
obstrução nas sessões de hoje e amanhã. O
primeiro item da pauta desta semana é uma medida provisória
que abre crédito extraordinário de R$ 1,8 bilhão
para diversos ministérios.
Voltando à carga
em reposta às críticas da oposição contra
a “alta” carga tributária brasileira, Fontana informou
que o governo estuda a redução da “tributação
sobre a folha de pagamento” na reforma tributária que
aguarda apreciação do Congresso. “Mas a contribuição
Social para a Saúde é absolutamente necessária,
e não me parece que seja razoável a crítica que
alguns setores da oposição estão fazendo de um
tributo que vai arrecadar tão pouco para fazer tanta coisa boa
para aqueles que precisam da saúde pública brasileira”,
ressalvou. (Fábio Góis)
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Gazeta do Povo, 4 de junho de 2008
Impostos
Governo consegue reaver votos de
dissidentes
Líderes da base do governo na Câmara dos Deputados e fizeram ontem
um mapeamento de votos e dizem ter número suficiente para aprovar a
CSS, que foi incluída juntamente na proposta apresentada pelo deputado
Pepe Vargas (PT-RS) de regulamentação da chamada Emenda 29, que
aumenta os investimentos em saúde.
O governo conseguiu reverter algumas dissidências na base. O simbolismo
maior foi o recuo do vice-presidente da Frente Parlamentar da Saúde,
deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que mudou o voto depois de declarar
durante todo o processo de discussão do projeto na Câmara que
não aceitaria a criação de uma nova contribuição. “Nós
perdemos, mas podemos cair de pé. Eu me curvo pela arte do possível.
Estou revendo minha posição”, afirmou Perondi na reunião
da Frente da Saúde, argumentando que o governo está irredutível
e que não aceitaria o projeto aprovado pelo Senado.
“ O governo conseguiu colocar cizânia na Frente da Saúde.
Há um constrangimento enorme porque ninguém quer votar aumento
de imposto, mas quer mais recurso para a saúde. O governo está fazendo
pressão”, afirmou o presidente da bancada, deputado Rafael Guerra
(PSDB-MG). Guerra identifica nos deputados do PMDB a maior dissidência
na Frente da Saúde, que defende a aprovação do projeto do
Senado que obriga a União a gastar 10% das receitas brutas no setor, sem
criar uma contribuição.
Segundo ele, parte do recuo se deve a grupos de deputados que já estariam
negociando o destino do crédito suplementar que o governo deverá dispor
para cobrir as despesas do setor até o fim do ano, quando ainda não
estará em vigor a CSS. “Estão discutindo para qual estado
vai o dinheiro e para que tipo de ação, no lugar de lutar pela
saúde pública como um todo”, afirmou Guerra.
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Gazeta do Povo, 4 de junho de 2008
Receita
Consulta ao 1.º lote do IR sai
na próxima semana
A Receita Federal libera na próxima semana a consulta ao primeiro lote
de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física 2008,
ano-base 2007. De acordo com o supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, o número
de restituições a serem liberadas ainda não foi fechado
e depende da disponibilidade de recursos do Tesouro Nacional.
Segundo Adir, a expectativa é de que a maioria das restituições
nesse lote seja para contribuintes com mais de 60 anos, em cumprimento ao Estatuto
do Idoso, mas que outros contribuintes também deverão estar incluídos.
A consulta ao lote deve ser feita na página da Receita na internet.
E os recursos estarão disponíveis no banco a partir do dia 16
deste mês. Neste ano, o governo liberará sete lotes de restituição,
pagos entre junho e dezembro. O prazo de declaração do IR 2008
foi encerrado no no fim de abril. A Receita Federal recebeu 24,2 milhões
de declarações – 23,9 milhões pela internet e cerca
de 300 mil em formulário.
Quem não declarou dentro do prazo pagará multa mínima
de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. A entrega para os atrasados
ocorre também no site da Receita – o valor da multa sobe 1% a
cada mês. No ano passado, foram recebidas 740 mil declarações
atrasadas.
Serviço
Saiba mais sobre as datas de liberação dos lotes de restituição
do IR na página da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br).
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Gazeta do Povo, 4 de junho de 2008
Eleições nos EUA
Obama é o candidato
Hillary Clinton não concede vitória,
mas senador conquista o número de delegados necessários
para assegurar a nomeação

Com apoio em massa de superdelegados, Barack Obama consegue o número
de delegados necessário para tornar-se o candidato democrata à Casa
Branca, segundo projeções da CNN
Depois de 16 meses e 54 prévias, o senador Barack Obama ultrapassou
ontem a marca de 2.118 delegados necessária para conquistar a candidatura
do Partido Democrata à presidência dos EUA, graças a uma
exurrada de apoio de superdelegados e aos delegados que ele conquistou nas últimas
primárias, em Dakota do Sul e Montana.
Em discurso na noite de ontem em Nova Iorque, Hillary saudou Obama por uma “disputa
extraordinária”, mas negou-se a reconhecer a derrota, afirmando
que decidirá nos próximos dias o que fazer. Após o discurso
de Hillary, foi a vez de Obama se pronunciar, discursando para 18 mil partidários
em St. Paul, Minnesota.
“Hoje (ontem) acaba uma travessia história e começa outra,
uma travessia que trará um novo e melhor dia para os EUA”, afirmou
Obama. “Hoje (ontem) já posso dizer a vocês que serei o candidato
do partido democrata para disputar a presidência dos EUA.”
O primeiro negro a ser candidato à presidência do país
por um grande partido passou grande parte do seu discurso de vitória
elogiando sua rival. “A senadora Hillary Clinton fez história
nesta campanha não apenas por ser uma mulher que fez algo nunca antes
feito por uma mulher, mas porque ela é uma líder que inspira
milhões de americanos com sua força e coragem”, disse.
Obama quer conquistar os 17 milhões de eleitores que votaram em Hillary
durante as primárias e serão essenciais para o candidato democrata
nas eleições de novembro. “Nosso partido e nosso país
estão melhores por causa dela, e eu sou um candidato melhor porque tive
a honra de competir com Hillary Rodham Clinton.”
Apesar de Hillary ter declarado à tarde que aceitaria um convite para
ser vice-presidente na chapa de Obama (leia ao lado), o senador não
deu nenhuma indicação de que vá convidá-la. Entretanto,
sinalizou que a senadora poderá ter um papel de destaque em seu eventual
governo.
Divisão
Segundo Obama, o partido não sairá dividido do ciclo de primárias. “Por
causa das primárias, milhões de americanos votaram pela primeira
vez”, assinalou o senador. “Há independentes e republicanos
que entendem que esta eleição é sobre a necessidade de
mudar Washington. Há jovens, negros, hispânicos e mulheres de
todas as idades que votaram em número recorde e inspiraram a nação.”
O senador também mostrou qual será o formato de seu discurso
contra o adversário republicano, o senador John McCain. Apesar de elogiar
o heroísmo de McCain, Obama tenta abortar a tentativa do republicano
de se retratar como independente do presidente George W. Bush e como agente
de mudança.
“ McCain não representa mudança, ele votou com George W.
Bush 95% das vezes no Senado, no ano passado; ele oferece mais quatro anos de
políticas econômicas de Bush que não conseguiram criar empregos
bem remunerados”, disse Obama. Ele atacou o continuísmo de McCain
na política para o Iraque. “Essa é uma política que
procura motivos para ficar no Iraque, enquanto gastamos bilhões por mês
numa guerra que não está tornando os americanos mais seguros.”
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Gazeta do Povo, 4 de junho de 2008
Eleições nos EUA
Hillary aceita ser vice, dizem democratas
Face a face com o espectro da derrota, a pré-candidata democrata Hillary
Clinton afirmou a colegas de partido ontem que está disposta a considerar
ser vice do senador Barack Obama em uma chapa conjunta nas eleições
presidenciais de novembro, segundo políticos que pediram anonimato.
Se confirmada, a declaração devolve ao jogo esperanças
quanto a um “dream ticket’’ (chapa dos sonhos), que uniria
novamente um partido profundamente dividido pela ferocidade da campanha de
primárias.
Ela também representaria um recuo de Hillary, que durante meses disse
que só pensaria em uma chapa conjunta que fosse encabeçada por
ela.
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Folha
de S.Paulo, 4 de junho de 2008
Lula vê "dedo sujo" de
petróleo contra etanol
Presidente e FAO fazem duro ataque contra subsídios
dos países ricos na conferência de segurança alimentar
da ONU | Ele critica ainda a produção de etanol a partir
de milho nos EUA, mas evita falar do aumento do desmatamento na região
amazônica
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A ROMA
Ao fazer a defesa de
sua obsessão, o etanol de cana-de-açúcar, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu ao ataque pesado
contra empresas petrolíferas e contra o outro etanol, o do
milho, produzido nos EUA.
"É com espanto que vejo tentativas de criar uma relação
de causa e efeito entre os biocombustíveis e o aumento do preço
dos alimentos. (...) Vejo com indignação que muitos dos dedos apontados
contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo
e carvão", disparou Lula em seu discurso na Cúpula sobre Segurança
Alimentar, ontem inaugurada na sede romana da FAO, o braço da ONU para
Alimentação e Agricultura.
Lula já havia acusado as petroleiras de conspiração contra
o etanol, em Lima, em outra cúpula, a da União Européia
com América Latina e Caribe.
Agora, sua crítica se dirigiu também ao etanol de milho: "É evidente
que o etanol de milho só consegue competir com o etanol de cana quando é anabolizado
por subsídios e protegido por barreiras tarifárias".
Outro alvo de Lula foram os subsídios que o mundo rico dá a seus
agricultores. "Outro fator decisivo para a alta dos alimentos é o
intolerável protecionismo com que os países ricos cercam a sua
agricultura, atrofiando e desorganizando a produção em outros
países, especialmente os mais pobres".
Mais: "Os subsídios criam dependência, desmantelam estruturas
produtivas inteiras, geram fome e pobreza onde poderia haver prosperidade.
Já passou da hora de eliminá-los".
Jacques Diouf, o diretor-geral da FAO e anfitrião do encontro de Roma,
concordou totalmente com o brasileiro. Em seu discurso inaugural, Diouf disse
ser "incompreensível o fato de que subsídios da ordem de
US$ 11 bilhões a US$ 12 bilhões foram usados para desviar 100
milhões de toneladas de cereais do consumo humano para satisfazer a
sede dos veículos por combustível". O senegalês ressaltou
o fato de que os países da OCDE (os 30 mais ricos do mundo) tenham gasto "US$
372 bilhões só em 2006 para apoiar sua agricultura".
Lula apresentou todos os dados que usa habitualmente para demonstrar que nem
o Brasil devasta a Amazônia para produzir etanol nem os biocombustíveis
substituem plantios para alimentação. Mas não tocou no
desmatamento recorde da Amazônia, tema que provoca excitação
imensa na Europa.
Disse só que "99,7% da cana está a pelo menos 2.000 quilômetros
da floresta amazônica. Isto é, a distância entre nossos
canaviais e a Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e
o Kremlin".
É uma boa imagem, mas a Folha ouviu de delegados europeus que, se aumenta
a devastação na Amazônia, conforme a manchete dos principais
jornais de ontem, importa menos a causa e mais o fato.
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Agência Diap, 4 de
junho de 2008
DEMISSÃO IMOTIVADA
Juizes cobram apoio incondicional
do Governo à Convenção 158
Em fevereiro deste ano, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso mensagem pedindo
a ratificação da Convenção 158, da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe a demissão
sem justa causa. A proposta gerou críticas de alguns setores,
principalmente do empresariado. Além da maioria dos trabalhadores,
uma importante categoria demonstra irrestrito apoio à convenção:
os juízes do Trabalho.
O presidente da Associação
Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Cláudio
José Montesso, vocaliza a opinião da classe. “Hoje,
o empregador não precisa dizer por que está demitindo.
Isso coloca o trabalhador em uma situação de muita fragilidade
em relação à continuidade do contrato”, afirma.
Congresso
Anamatra
A cada dois anos, durante a semana do feriado de 1º de maio (dia mundial
do Trabalho), os juízes trabalhistas reúnem-se para o congresso
da Anamatra. Nele, são votadas teses que balizam a atuação
da entidade e influenciam os membros da classe. Dos 2.746 juízes trabalhistas
no país, 450 participaram do evento da entidade que congrega 98% da
categoria.
O assunto que gerou mais debate
no congresso desse ano, que aconteceu em Manaus, foi justamente o da
Convenção 158. Cinco teses apoiando a convenção
foram aprovadas pelos juízes. “É preciso haver uma
sinalização contundente do governo federal de que quer,
de fato, aprovar a convenção e que não fez só jogo
de cena para a platéia”, quando mandou a mensagem ao Congresso
pedindo a ratificação do documento, diz Montesso.
Denúncia
As teses também sinalizam outro caminho na atuação política
da Anamatra sobre a questão: o Supremo Tribunal Federal. O tribunal
discute a constitucionalidade do decreto presidencial que denunciou a convenção
e a retirou do ordenamento jurídico nacional em 1996. O julgamento foi
interrompido pelo pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa.
“Também haverá uma
grande resistência no STF”, afirma o juiz.
Editada em 1982, em Genebra, a convenção proíbe a dispensa
arbitrária do trabalhador pelo empregador. Em 1992, o Congresso votou
um decreto legislativo que colocou a norma no ordenamento jurídico brasileiro.
Mas três anos depois, o presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)
editou uma denúncia revogando-a.
Outra bandeira defendida
pelo presidente da Anamatra é aprovação da Proposta
de Emenda Constitucional 358, que trata sobre a segunda parte da Reforma
do Judiciário. Isso porque o projeto é necessário
para se definir qual é a competência da Justiça
do Trabalho sobre funcionários contratados pelo serviço
público. A decisão do STF sobre o assunto acabou por
criar um vácuo jurídico na opinião de Montesso.
(Fonte: Conjur)
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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
junho de 2008 | Economia
Produção industrial deve
crescer 5,50% em 2008
De janeiro a abril de 2008, a indústria
teve incremento de 7,3% na produção, em relação
ao mesmo período em 2007
São Paulo- Cálculos feitos pela equipe de analistas da MCM Consultores
já considerando a evolução da atividade fabril de abril,
de 0,20% na comparação com março e de 10,1% no confronto
com o mesmo mês do ano passado, apontam para um crescimento de 5,50%
da produção industrial no fechamento deste ano. A informação é do
sócio da consultoria, Antonio Madeira.
Sobre os dados do mês passado,
Madeira os considerou bons principalmente pela ótica do investimento.
A produção de bens de capitais, por exemplo, cresceu 1,6%
na comparação com março. Sobre idêntico mês
do ano passado, a evolução atingiu a robusta marca de 30,1%.
Nos últimos 12 meses até abril, a produção
cresceu 21%. Desta aceleração da produção
industrial nas várias leituras, a maior parte se deu neste ano.
De janeiro a abril, a expansão foi de 20,5%. Os demais setores,
de acordo com o analista da MCM Consultores, mantiveram um crescimento
mais comedido em abril.
Em abril, a produção
industrial do país subiu 0,2% na comparação com
o mês anterior, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mantém o quadro
estável, já que a indústria apresentara expansão
de 0,4% em março.
De acordo com o IBGE, o resultado
indica uma virtual estabilidade na atividade industrial. De janeiro a
abril de 2008, a indústria teve incremento de 7,3% na produção,
em relação ao mesmo período em 2007. Neste período,
segundo o IBGE, houve crescimento em 20 dos 27 segmentos pesquisados.
Na comparação com
abril do ano passado, foi verificada alta de 10,1%, a maior taxa desde
outubro de 2007. No acumulado dos últimos 12 meses, a produção
industrial tem crescimento de 7%. A Pesquisa Industrial Mensal demonstra
que houve aumento de produção em 16 dos 27 ramos pesquisados
em abril, em relação a março. O principal destaque
ficou por conta da indústria de refino e produção
de álcool, com alta de 7,3%, após queda de 10% em fevereiro.
Por outro lado, os principais
resultados negativos foram constatados nas indústrias produtoras
de químicos (-6,7%), bebidas (-9%) e material eletrônico
e equipamentos de comunicações (-4,7%).
Das Agências

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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
junho de 2008 | Economia
IBGE revisa dados do setor brasileiro
Rio - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou
várias revisões na série com ajuste sazonal do indicador
de produção industrial de um mês contra o imediatamente
anterior. O ajuste mais significativo foi feito no dado de março passado,
que mudou de uma alta de 0,4% para um avanço de 0,6%. Também
foram revisados para cima os dados de janeiro de 2007, que passou de -0,4%
para -0,3%, e de maio de 2007, de 1,4% para 1,5%.
Por outro lado, foram revisados
para baixo os dados de junho de 2007, que passou de 1% para 0,9%, de
setembro de 2007, de -0,5% para -0,6%, e de dezembro passado, de -0,7%
para -0,8%. Na série em relação ao mesmo mês
do ano anterior, a única alteração efetuada foi
quanto ao número de março de 2008, que subiu de 1,3%
para 1,5%. (Agência Estado)
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de junho de 2008 | Economia
OCDE prevê recuo do PIB brasileiro
em 2008 e 2009
Agência Estado
A Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
prevê uma desaceleração do crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano e em 2009, com uma taxa de
4,8% e 4,5% respectivamente. Em 2007, a expansão da economia
brasileira foi de 5,4%.
Segundo a entidade, os preços
dos alimentos também prometem pressionar a inflação
do Brasil nos próximos dois anos. Para 2008, a OCDE prevê que
o índice de preços oficial fique em 4,9%, portanto acima
do centro da meta de inflação para o Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,5%, definido pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN).
Entre os países ricos,
a OCDE prevê que o crescimento da economia também sofrerá uma
queda e o desempenho não passará de 1,8% em 2008.
A OCDE é uma organização
que reúne 30 países, que produzem mais da metade de toda
a riqueza do mundo. O Brasil não faz parte da organização.
Os dados fazem parte das projeções que a entidade divulga
nesta quarta-feira (04), em Paris.
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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
junho de 2008 | Política
Vereadora que teve um voto assume mandato
no Piauí
Teresina - A Câmara de Vereadores do município de Pau D' Arco
do Piauí (PI) empossou anteontem a vereadora Carmem Lúcia Portela
Santos (PSB), que nas eleições de 2004 havia conquistado apenas
um voto. Carmem Lúcia assumiu depois que o Tribunal Regional Eleitoral
do Piauí cassou o mandato do vereador Miguel Abreu do Nascimento, por
infidelidade partidária. Ele foi eleito pelo PSDB e migrou para o PCdoB.
No entanto, Carmem Lúcia, que só teve um voto, assumiu porque
o suplente direto Reginaldo Sousa Santos, morreu num acidente de carro no mês
de abril.
O presidente da Câmara
de Pau D'Arco, vereador Josenildo de Sousa Rodrigues Bacelar (PT), empossou
a suplente no cargo, por determinação judicial. ''Isso é muito
ruim. Infelizmente, temos que cumprir as determinações
e as resoluções do TSE e ninguém pode fazer nada.
A resolução diz que temos que empossar e empossamos.'',
justificou o parlamentar. ''As pessoas até brincam aqui na cidade
e dizem que nem ela votou nela mesmo.'', comentou o presidente da Câmara.
Luciano Coelho,especial para
Agência Estado
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de junho de 2008 | Nacional
Ministério da Previdência
impõe novas regras para evitar fraudes
Agência Estado
As novas regras para crédito
consignado a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) entraram em vigor nesta terça-feira
(3). O objetivo é evitar fraudes e endividamento excessivo
dos beneficiários do INSS.
Divulgadas na segunda-feira (2)
pelo ministério da Previdência, as normas incluem redução
no limite de crédito no cartão (de três para duas
vezes o valor do benefício), proibição de saque
em dinheiro com o cartão de crédito consignado e de empréstimos
com carência ( prazo superior a 30 dias, para início dos
descontos).
Os bancos também não
podem fazer reserva de margem sem o consentimento expresso do beneficiário.
Além disso, as instituições que fizerem empréstimos
sem o consentimento do aposentado ou pensionista podem receber punições,
que incluem a suspensão temporária ou permanente do direito
de oferecer crédito consignado.
Os empréstimos devem ser
feitos mediante apresentação de RG ou carteira de motorista
e CPF do beneficiário, e só podem ser depositados na conta
deles, nunca na de terceiros.
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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
junho de 2008 | Economia
Pagamento do PIS/Pasep supera marca
anterior
Brasília-O pagamento do abono salarial de um salário-mínimo
(R$ 415) do PIS/Pasep alcançou 94,85% dos trabalhadores que têm
direito ao benefício no final de maio. A marca supera o percentual do
ano anterior.
O prazo para saque do abono termina
no próximo dia 30. Segundo o ministério, 731 mil pessoas
ainda não buscaram o dinheiro. A expectativa é que 97%
dos beneficiados saquem o dinheiro até o fim do mês.
Balanço preliminar do
Ministério do Trabalho mostra que 13,45 milhões de trabalhadores
já fizeram o resgate.
Desde que os pagamentos tiveram
início, em julho de 2007, foram pagos quase R$ 5 bilhões
em benefícios até o dia 31 de maio, restando cerca de R$
303,4 milhões a serem recebidos até o final do período
estipulado.
Quem tem direito
O abono salarial do PIS/Pasep é devido
ao trabalhador ou servidor que recebeu, em média, até dois
salários mínimos mensais no ano-base (2006), cadastrados
no PIS/Pasep desde 2002 e que tenham trabalhado, pelo menos, 30 dias
em 2006.
Os beneficiários do abono
são identificados pela RAIS (Relação Anual de Informações
Sociais), declarada anualmente pelas empresas e órgãos
públicos. Por isso, é importante que o trabalhador ou servidor
mantenha seu endereço atualizado junto a empresa ou órgão
em que trabalha para que seus dados sejam incluídos na declaração
da RAIS, enviada anualmente ao MTE.
A região Sudeste apresenta
o maior número de trabalhadores que ainda não sacaram o
beneficio, ou seja, 317.094 pessoas, de um total de 6,5 milhões
de abonos identificados.
A Região Nordeste vem
na sequência, com 126.394 pessoas; seguida pelo Sul, com 107.117
trabalhadores que faltam sacar o abono. No Centro-Oeste, foram identificados
103.921 beneficiários a receber, sendo que no Norte, esse contingente
cai para 55.749.
Eduardo
Cucolo
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
04/06/2008
Bancária que transportava valores
de táxi será indenizada pelo Itaú
Por transportar valores de até R$
200 mil, em média três vezes por semana, de táxi,
entre cidades do interior de Goiás, uma ex-funcionária
do Banco Itaú receberá indenização por danos
morais. Ao julgar recurso da trabalhadora, a Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho restabeleceu sentença da 4ª Vara do
Trabalho de Goiânia (GO), mas reduziu o valor da indenização
inicialmente arbitrado, de R$ 1,7 milhão, para R$ 50 mil.
A reclamação trabalhista
começou na 4 ª Vara do Trabalho de Goiânia. Nela, a
bancária explicou que, na condição de preposta do
Itaú perante o Banco Central, era ela quem levava e buscava dinheiro
nas agências das cidades de Damolândia, Inhumas, Brazabrantes
e Nerópolis. Os valores, que variavam de R$ 60 mil até mais
de R$ 200 mil, não eram transportados em carros com segurança,
e sim de táxi, e a trabalhadora era instruída, segundo
alegou, a não especificar o conteúdo do que transportava.
Testemunhas confirmaram que o dinheiro era transportado “em bolsas,
malotes e de todo o jeito”, às vezes escondido debaixo do
banco do táxi. O medo que sentia resultou em problemas psicológicos,
com perturbação “na tranqüilidade, nos sentimentos,
nos afetos e no medo de morrer em um assalto.”
A sentença de primeiro
grau foi reformada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região
(GO), que, ao julgar recurso ordinário do banco, excluiu da condenação
a indenização por dano moral. Prevaleceu, no TRT/GO, o
entendimento de que o dano, no caso, “era apenas possível,
potencial, pois há pessoas que não se sensibilizam e outras
sim, com o perigo de transportar valores”, e que caberia à trabalhadora
provar a ocorrência dos abalos morais que sofreu.
Ao recorrer ao TST, a bancária
sustentou que o Itaú a expunha a riscos desnecessários
e imprevisíveis, passíveis de indenização.
Afirmou ter sofrido forte abalo moral diante do fato de ser mãe
e do medo dos assaltantes, e sustentou também que o banco descumpriu
deliberadamente a Lei nº 7.102/1983, segundo a qual o transporte
deve ser feito por pessoa ou empresa especializada ou pelo próprio
estabelecimento, desde que organizado e preparado para tal fim, com pessoal
próprio, com curso de formação de vigilante autorizado
pelo Ministério da Justiça.
A relatora da revista, ministra
Rosa Maria Weber, destacou que não se tratava, no caso, de presunção
de dano moral, e sim da efetiva configuração do prejuízo
extrapatrimonial experimentado pela bancária. A ministra rejeitou
o entendimento do TRT/GO e lembrou que, ainda que a vítima, por
razões pessoais, suporte bem as dificuldades, permanece a necessidade
de condenação: a indenização também
tem uma finalidade pedagógica, já que alerta o infrator
e a sociedade para as conseqüências do desrespeito às
regras de segurança e saúde no local de trabalho. O valor
de R$ 1,7 milhão, porém, foi considerado excessivo. Em
atenção aos princípios da proporcionalidade, da
razoabilidade e da vedação do enriquecimento sem causa,
a Turma, por unanimidade, reduziu-o para RS 50 mil. (RR-1987/2006-004-18-00.0)
(Carmem Feijó)
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04/06/2008
Dentista receberá intervalos para
descanso como horas extras
O Hospital Nossa Senhora da Conceição,
de Porto Alegre (RS), foi condenado a pagar os períodos não-usufruídos
de dez minutos de intervalo a cada 90 trabalhados a uma dentista. A Segunda
Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão da instância
anterior, apesar de reconhecer a divergência jurisprudencial. O
hospital alegava que a não-observância do período
de descanso era apenas uma irregularidade administrativa, mas a Segunda
Turma entendeu que era devido, sim, o pagamento como se fosse hora extra,
com acréscimo de 100% e natureza salarial.
Contratada como odontóloga,
a trabalhadora tinha direito assegurado pela Lei nº 3.999/1961,
que rege a jornada de trabalho de médicos e dentistas, ao intervalo
de dez minutos a cada 90 minutos trabalhados. Na inicial, porém,
informou que em diversas oportunidades trabalhou das 20h às 8h
do dia seguinte sem usufruir desses intervalos nem os de uma hora, descanso
previsto para jornadas superiores a seis horas. O hospital se defendeu
dizendo que os intervalos haviam sido concedidos, mas a dentista e testemunhas
asseveraram o contrário.
A 8ª Vara do Trabalho de
Porto Alegre (RS) julgou procedente o pedido de horas extraordinárias,
com 50% a mais, porém sem repercussões, por entender que
o pagamento tinha caráter apenas sancionatório, sem natureza
salarial. A dentista recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS), que condenou o empregador a pagar os 100% adicionais, mais as repercussões.
O Regional considerou que, apesar de não haver necessidade de
registrar os intervalos no cartão de ponto, nos termos da Portaria
nº 3.082/84, não havia nos registros eletrônicos a
pré-assinalação, cabendo, então, ao hospital
o ônus de comprovar que a autora gozava dos intervalos, tarefa
da qual, entretanto, não se desincumbiu. Além do mais,
duas testemunhas corroboraram a versão da odontóloga.
No recurso de revista ao TST,
o hospital insistiu na argumentação de que se tratava apenas
de irregularidade administrativa, sem qualquer penalidade. No entanto,
o relator, ministro José Simpliciano Fernandes, em seu voto, negou
provimento ao recurso, apesar de reconhecer a divergência na interpretação
da lei. Em sua fundamentação, o relator adota entendimento
do ministro Carlos Alberto Reis de Paula, da Terceira Turma, para quem “a
obrigatoriedade e a relevância do intervalo de dez minutos a cada
90 trabalhados não visa somente à profilaxia dos riscos
inerentes ao trabalho do médico no intuito de preservação à sua
higidez física e mental. Em última análise, verifica-se
também que se trata de uma norma imperativa de saúde pública,
que repercute de forma direta na população que demanda
por um atendimento consciente, cauteloso e vigilante desse profissional”.
A Turma, por unanimidade, seguiu o voto do relator. (RR-741/2005-008-04-00.2)
(Lourdes Tavares)

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SECRETARIA DE RELAÇÕES
DO TRABALHO
DESPACHO
DO SECRETÁRIO
Em 3 de junho de 2008
Pedido
de Registro Sindical
O
Secretário de Relações do Trabalho,
no uso de suas atribuições legais, considerando
o preenchimento dos requisitos para a publicação
do pedido de registro sindical, dá ciência do
requerido pela(s) entidade(s) abaixo mencionada(s), ficando
aberto o prazo de 30 (trinta dias), para que os interessados
possam se manifestar nos termos das Portarias 188/07 e 186/2008.
Processo 46000.007862/2007-49
Entidade: Confederação
Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados
CNPJ 08.669.054/0001-56
Abrangência Nacional
Base Territorial Nacional
Categoria Profissionais Graduados em
Nível Superior, cujas profissões se enquadrem
como trabalhadores liberais, nos termos da legislação
que regulamenta a respectiva profissão.
LUIZ
ANTONIO DE MEDEIROS
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