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Folha
de S.Paulo, 10 de Junho de 2008
IGP-DI registra maior taxa de inflação
em cinco anos
Aumento de 1,88% em maio é o maior desde
janeiro de 2003, segundo a FGV | Taxa foi pressionada por fortes reajustes
de preços, no atacado, de minério de ferro, aço,
combustíveis e commodities agrícolas
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Divulgado ontem, o resultado
do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna)
de maio acendeu um sinal de alerta: a inflação bateu
em 1,88%, a mais alta taxa desde os 2,17% registrados em janeiro de
2003, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas).
Nos últimos 12 meses até maio, o índice acumulou alta
de 12,14%. Trata-se da maior marca desde os 12,23% de novembro de 2004.
Pressionado por fortes reajustes de minério de ferro, aço, combustíveis
e commodities agrícolas, os preços no atacado foram, mais uma
vez, os vilões. O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu
2,22% e registrou mais um recorde negativo: foi o mais elevado percentual desde
os 3,14% registrados em dezembro de 2002.
Diante de reajustes tão fortes e persistentes, a inflação
já se mostra mais disseminada. "O IGP-DI indicou que há uma
alta mais generalizada dos preços, especialmente dos industriais no
atacado", diz o economista Rafael Castro, da LCA.
Já Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas
da FGV, avalia que a pressão em maio foi pontual e que o "espalhamento" maior
de reajustes tende a não se repetir nos próximos meses.
Não quer dizer, porém, que ele espera taxas muito mais baixas
nos meses seguintes, mas em maio foi registrada uma conjuntura negativa de
reajustes, que deve se dissipar no futuro, segundo ele.
"Houve
um choque"
Entre as altas de destaque no atacado, o economista cita os combustíveis,
o aço e o minério de ferro, cujos ciclos de aumento já estão
próximos do fim.
Os reajustes de maior peso ficaram com diesel (7,19%), arroz (15,98%) e minério
de ferro (11,38%). Esses itens, sozinhos, contribuíram com 0,18, 0,24
e 0,20 ponto percentual do IPA.
" Houve, de fato, um choque. O índice em 12 meses deve se manter
acima de 12% até agosto, mas a pressão tende a se dispersar. Muitas
altas em maio foram pontuais. Essa taxa não deve se repetir", diz
Quadros.
Além do aumento dos custos, os preços no atacado respondem ainda à maior
demanda por alguns produtos, o que propicia reajustes, segundo Quadros. De
acordo com a FGV, subiram com força tanto os preços industriais
(2,13%) como os agrícolas (2,47%) no atacado.
No varejo
Parte dos aumentos no mercado atacadista já contamina o varejo. O resultado
foi a aceleração do IPC (Índice de Preços ao Consumidor),
cuja alta passou de 0,72% em abril para 0,87% no mês passado.
Os repasses foram mais fortes nos preços dos alimentos, que subiram
2,33% em maio -a alta em abril havia sido de 1,69%. Os destaques ficaram com
o pão francês (alta de 7,08%), batata (18,87%), arroz (16,95%),
tomate (11,45%) e leite longa vida (3,55%).
Para Castro, o Banco Central deve manter a política monetária
apertada por conta da pressão inflacionária. Ele espera, pelo
menos, mais três altas da Selic neste ano -todas de 0,5 ponto percentual.
Atualmente, a taxa básica está em 12,25% ao ano. Se sua previsão
se confirmar, a taxa de juros fechará o ano em 13,75%.
O contágio da inflação no atacado também é sentido
nos preços da construção civil. O INCC (Índice
Nacional da Construção Civil) saltou de 0,87% em abril para 2,02%
em maio em razão de aumentos de serviços, materiais e especialmente
mão-de-obra -inflada pelo reajuste salarial da categoria em São
Paulo.
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A
TARDEE (ON LINE), 10 de junho de 2008 | Economia
IBGE: índice da construção
teve alta de 1,87% em maio
Agencia Estado
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado
pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica Federal (CEF), subiu
para 1,87% em maio, superior ao resultado de abril (0,37%). Segundo as duas entidades,
a forte aceleração de um mês para o outro foi decorrente
dos reajustes salariais ocorridos em vários Estados - visto ser esse o
período de discussão do tema, devido às datas base das categorias
profissionais ligadas ao setor da construção civil.
Em comunicado, as instituições
revelam que o índice do mês foi superior ao registrado
em maio do ano passado (0,90%). Com isso, a taxa acumulada
nos últimos 12 meses até maio subiu para 7,50%,
ante taxa de 5,17% referente aos 12 meses imediatamente anteriores.
No ano, a taxa acumulada registrou alta de 4% - acima da taxa
apurada em igual período no ano passado (2,62%).
Ao detalhar o resultado, as instituições
esclarecem que o custo nacional por metro quadrado passou de
R$ 618,36 em abril para R$ 629,91 em maio, sendo R$ 358,77
relativos aos materiais e R$ 271,14 à mão-de-obra.
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UOL, 10 de junho de 2008
| Economia
PIB brasileiro cresce 5,8% no 1º trimestre;
expansão em 12 meses é a maior desde 1996
Da Redação
Em São Paulo
(Texto atualizado às 11h40)
A economia brasileira cresceu
5,8% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual
período do ano passado, anunciou nesta terça-feira o IBGE
(Instituto brasileiro de Geografia e Estatística).
O crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) do Brasil nos 12 meses encerrados em março, também
de 5,8%, foi o maior já registrado para períodos equivalentes
desde 1996, quando o IBGE iniciou essa série de cálculos.
Na comparação entre
o primeiro trimestre deste ano e o último de 2007, a expansão
do PIB foi de 0,7%. Em todo o ano passado, houve elevação
de 5,4% (veja gráfico no final deste texto).
Nos três primeiros meses
de 2008, o PIB somou R$ 665 bilhões. De outubro a dezembro de
2007, a alta foi de 6,2% sobre um ano antes.
Considerando todo o ano de 2008,
a previsão de analistas de mercado é que a economia do
país tenha um crescimento de 4,77%, segundo a mais recente pesquisa
feita pelo Banco Central com cerca de cem instituições
financeiras.
Investimento
salta 15,2%
Os números do PIB divulgados nesta terça-feira são marcados
pelo forte crescimento do item chamado "formação bruta de
capital fixo", que indica as despesas do país com investimentos.
O item registrou expansão
de 15,2% no primeiro trimestre em comparação com o intervalo
de janeiro a março do ano passado. O aumento da produção
e da importação de máquinas e equipamentos explica
esse resultado, segundo o IBGE.
O ramo da construção
civil, em particular, teve o expressivo crescimento de 8,8% e contribuiu
fortemente para o desempenho positivo do indicador de investimentos,
de acordo com a pesquisa.
Exportação
inverte rumo e cai
O desempenho das exportações de bens e serviços inverteu
o rumo verificado em pesquisas anteriores e registrou queda de 2,1% no primeiro
trimestre em relação ao intervalo equivalente do ano passado.
As importações
de bens e serviços, diferentemente, apresentaram elevação
de 18,9%. Nessa base de comparação (trimestre de determinado
ano com o seu equivalente do ano anterior), as importações
crescem ininterruptamente desde o quarto trimestre de 2003.
Consumo
cresce pela 18ª vez seguida
O consumo das famílias cresceu 6,6% no primeiro trimestre em relação
a igual período de 2007. Foi a 18ª vez seguida em que esse item
apresentou expansão, na comparação entre um trimestre
e seu equivalente do ano anterior.
O motivo do crescimento foi a
elevação da massa salarial dos trabalhadores e o aumento,
em termos nominais (sem descontar a inflação), dos empréstimos
de bancos para as pessoas físicas (operações de
crédito do sistema financeiro com recursos livres).
Os gastos do setor público
com consumo cresceram 5,8% no primeiro trimestre sobre o mesmo período
de 2007.
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UOL, 10 de junho de 2008
| Economia
Indústria puxa crescimento do
PIB no primeiro trimestre, aponta IBGE
Da Redação
Em São Paulo
A indústria brasileira cresceu 6,9% no primeiro trimestre em relação
ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisa sobre o PIB (Produto
Interno Bruto) brasileiro divulgada nesta terça-feira pelo IBGE.
Com isso, a indústria
foi o setor que mais contribuiu para o aumento de 5,8% do PIB do país
no período. Em seguida aparecem os serviços, que apresentaram
elevação de 5%, e a agropecuária, de 2,4%, sempre
na comparação entre os três primeiros meses deste
ano e intervalo equivalente de 2007.
Construção
civil avança
Entre os segmentos da indústria, a construção civil destacou-se
ao avançar 8,8%, maior taxa desde o segundo trimestre de 2004 (10,6%).
A indústria de transformação
registrou aumento de 7,3%. O ramo que engloba eletricidade, gás, água,
esgoto e limpeza urbana expandiu-se 5,5%. A indústria extrativa
mineral teve alta de 3,3%.
Financeiras
crescem
O destaque do setor de serviços foram as empresas financeiras e de seguros,
que cresceram 15,2%. Também elevaram significativamente suas atividades
o segmento de serviços de informação (9,5%) e o comércio
(alta de 7,7%, considerando atacado e varejo).
A área que abrange transporte,
armazenagem e correio cresceu 3,7%; a de serviços imobiliários
e aluguel, 2,1%; a de administração, saúde e educação
pública, 1,1%.
Agropecuária
O milho, o arroz e a soja são alguns dos produtos que apresentaram safra
relevante no trimestre e ajudaram a puxar o crescimento do setor agropecuário.
Segundo o Levantamento
Sistemático da Produção Agrícola de maio,
essas mercadorias apresentaram estimativas de crescimento de produção
no ano de 2008 de 11,4%, 8,6%, e 2,6%, respectivamente.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 10 de junho de 2008 | Dinheiro
Construção civil impulsiona
crescimento do PIB no 1º trimestre
da Folha Online, no Rio
A construção civil
impulsionou a expansão da indústria, que cresceu 6,9% no
primeiro trimestre deste ano. É a maior taxa de expansão
da indústria desde o segundo trimestre de 2004, quando foi de
12,3%, segundo divulgação do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística) sobre o PIB (Produto Interno Bruto,
soma das riquezas produzidas pela economia do país) de janeiro
a março deste ano.
Somente a construção
civil teve crescimento de 8,8% de janeiro a março, na comparação
com igual período em 2007. É maior nível de expansão
industrial desde o período de abril a junho de 2004, quando tal
incremento chegara a 10,6%.
A indústria de transformação
foi outro destaque no resultado geral da industria, com alta de 7,3%
no primeiro trimestre deste ano. O segmento de transformação
e a construção civil representam, juntos, 80% da produção
industrial.
"A indústria foi
o grande destaque da economia no primeiro trimestre, e foi puxada pela
construção civil, e também pela indústria
de transformação", afirmou a gerente de Contas Nacionais
do IBGE, Rebeca Palis.
O crescimento da atividade de
construção civil pode ser explicada pela maior oferta de
crédito habitacional, que em valores nominais, teve aumento de
24,6%. Já a indústria de transformação também
foi impulsionado pelo maior acesso ao crédito, e pela taxa de
juros mais baixa, que facilitou o investimento. O subsetor teve o resultado
influenciado pelo desempenho das produções de máquinas
e equipamentos, da industria automobilística, além de material
elétrico e metalurgia.
Nos últimos quatro trimestres,
a indústria acumula alta de 5,7%.
Por outro lado, a indústria
extrativa mineral, que engloba as produções de petróleo
e de minério de ferro, cresceu em ritmo menor. Na comparação
com janeiro a abril de 2007, esse incremento ficou em 3,3%. A extração
de minério de ferro aumentou 10,8%, e a de petróleo e gás
cresceu 3%. A produção de óleo e gás representa
62% da indústria extrativa, e a de minério corresponde
a 27%.
"O menor desempenho
da indústria de petróleo e gás pode ser explicado
pelo atraso na entrada de plataformas e pelas paradas programadas nas
unidades da Petrobras", observou Palis.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ONLINE), 10 de junho de 2008 | Dinheiro
Ano eleitoral antecipa gastos do governo,
que tem maior crescimento desde 2002
da Folha Online, no Rio
O ano eleitoral vem fazendo com
que o governo antecipe os gastos, que estarão limitados a partir
de 6 de julho, quando terá início a corrida eleitoral às
prefeituras de todo o país. No primeiro trimestre deste ano, o
consumo do governo cresceu 5,8% em relação a período
correspondente no ano passado, totalizando R$ 124,8 bilhões.
Essa expansão é recorde
na série que determina o PIB (Produto Interno Bruto), divulgado
nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística).
O aumento do consumo do governo
de janeiro a março é semelhante ao que foi verificado em
igual período em 2002, que também foi ano eleitoral. Em
relação ao quarto trimestre de 2007, o consumo do governo
teve incremento de 4,5%, o maior da série iniciada em 1996.
"Ano de eleição
sempre tem aumento de gastos no início, pelas limitações
que são impostas à frente. Há antecipação
de despesas", afirmou Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais
do IBGE.
A maior demanda do governo tem
impacto direto no desempenho da construção civil, cujo
crescimento no primeiro trimestre é o maior desde o segundo trimestre
de 2004.
Rebeca Palis disse que não é possível
definir com exatidão em valores, mas admitiu que as obras do PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento) já devem
ter influência representativa nesses resultados.
Aceleração
Segundo divulgou o IBGE
nesta terça-feira, o PIB brasileiro cresceu 5,8% no primeiro
trimestre deste ano em relação ao mesmo período
do ano passado. Ao todo, a economia movimentou R$ 665,5 bilhões
de janeiro a março, 0,7% acima do constatado em trimestre imediatamente
anterior. A taxa acumulada dos últimos quatro trimestres (encerrados
no primeiro trimestre deste ano) indica alta de 5,8% do PIB em relação
aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
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GAZETA MERCANTIL, 10 de junho de 2008
Deputados e senadores tentam permitir
mais saques do FGTS
São Paulo, 6 de Junho de 2008 - Deputados e senadores estão brigando
para colocar em circulação uma parte polpuda dos mais de R$ 203
bilhões do ativo total do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço,
o FGTS. Vários projetos de lei tramitam no Congresso em regime conclusivo
- sem necessidade de ser aprovado em plenário -, estratégia que
evita um provável debate mais acalorado entre .
Pelo menos meia dúzia de propostas abrem novas possibilidades para que
o trabalhador saque seu FGTS, além de alterar o indexador, de modo que
o dinheiro renda mais que os 3% anuais mais correção monetária
de hoje.
Atualmente, segundo o secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS;
Paulo Furtado, o Fundo é superavitário. "São mais
de 22 milhões de trabalhadores que contribuem proporcionando uma arrecadação
de R$ 41 bilhões por ano, contra saques de R$ 38 bilhões",
informou o secretário. Hoje, o dinheiro é depositado pelos empregadores
e só pode ser retirado em determinadas circunstâncias.
Um dos projetos que mais chama a atenção é o apresentado
pelo deputado Fernando Coruja (PPS-SC), que permite a utilização
de recursos do FGTS na compra de veículos novos. "Para tanto, o
trabalhador deve comprovar que foi proprietário de veículos com
mais de 20 anos de uso pelo menos nos últimos seis meses", justifica
Coruja. Além disso, o automóvel antigo deve ser vendido à usina
de reciclagem.
Coruja afirma que o objetivo da medida é reduzir o número de
veículos velhos em circulação, que, para ele, "além
de altamente poluidores, são responsáveis pela maioria dos acidentes
de trânsito, ocasionados pelo mau funcionamento mecânico".
O deputado cita dados da Associação Nacional de Fabricantes de
Veículos Automotores (Anfavea) que mostram que os veículos com
mais de 20 anos representam 25% da frota do País. Porém, o deputado
do não apresentou uma previsão de uso de recursos para o fim
proposto e o impacto na produção de veículos no País.
Balanço de produção divulgado ontem pela Anfavea, para
2008 a revisão é de que sejam licenciados 3 milhões de
veículos no País, para uma produção de 3.425 milhões
e uso de aproximadamente 90% da capacidade instalada do setor. (Leia mais sobre
o setor automotivo na página C1)
Coruja lembra ainda que grande parte dos proprietários de veículos
com mais de 20 anos de uso é constituída por motoristas de baixa
renda que, em geral, não dispõem de recursos ou de acesso ao
crédito.
Consórcio de imóvel
Outro projeto que também pretende flexibilizar os saques do Fundo, anteriormente
aprovado no Senado, é o que possibilita o uso do saldo do FGTS para
o pagamento de prestações ou lances em consórcio de imóveis.
O projeto, aprovado nas comissões da Câmara, volta para nova análise
do Senado onde se originou também em tramitação terminativa.
O segmento de consórcios, hoje regulado e fiscalizado pelo Banco Central
(BC), reúne 326 empresas, 3,5 milhões de participantes e R$ 60
bilhões em ativos administrados.
Previdência privada
Já o deputado Barbosa Neto (PDT-PR), propôs o uso de recursos
do FGTS para o pagamento de plano de previdência privada. O deputado
afirma que a previdência pública não se mostra mais atraente
para os trabalhadores que possuem melhores rendimentos.
" Precisamos dar incentivos para o uso de previdência privada, que
serve para complementar os rendimentos daqueles que recebem aposentadoria da
Previdência Social", justificou Barbosa Neto. Segundo o projeto, caberá ao
Conselho Curador do FGTS regulamentar as condições para uso do
FGTS no pagamento de previdência privada.
Fundos de ações
Em seminário na Câmara, realizado no final de maio, o presidente
da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que o trabalhador
ganhe o direito de aplicar até 20% do FGTS em fundos de ações
e investimentos. "Isso ajudará a aumentar a rentabilidade dos recursos,
o que é muito vantajoso para os trabalhadores", assegura. Se a
sugestão for aprovada pela comissão, o texto será transformado
em projeto de lei e terá tramitação também terminativa
pelas comissões permanentes da Câmara.
O assessor de Relações Institucionais da Bovespa, José Mabarack,
também durante o seminário garantiu que o mercado financeiro
no Brasil está sólido e, dependendo da aplicação,
seguro. "O trabalhador não será prejudicado, pois os investimentos
serão feitos em ações de empresas que não correm
nenhum risco", disse Mabarack.
Atualmente, a legislação permite que o trabalhador aplique parte
dos recursos do FGTS em ações, mas somente de empresas estatais
ou de economia mista, como a Petrobras e o Banco do Brasil. Entretanto, Ricardo
Patah reclama que o sistema atual beneficia apenas uma pequena parcela dos
trabalhadores. "É necessário ampliar o sistema e divulgar
essa opção", reforçou. Além disso, o sindicalista
destacou que as empresas oferecem a possibilidade apenas eventualmente. A última
vez foi há cinco anos. Com a nova sugestão, o trabalhador poderia
fazer a opção a qualquer momento.
Correção automática
O presidente da ONG Instituto FGTS Fácil, Mário Avelino, defendeu
a correção automática dos juros do FGTS, sem que o trabalhador
precise entrar na Justiça para pedir a reparação por perdas
causadas por planos econômicos. Ele sugeriu que a legislação
preveja a existência de um sistema para calcular automaticamente a reposição
financeira de quem foi prejudicado por mudanças de moeda ocorridas entre
1972 e a implantação do Real, em 1994.
A partir do Plano Real, a correção passou a ser feita automaticamente.
Conforme explicou Avelino, para os rendimentos do período anterior,
o trabalhador precisa entrar na Justiça e as ações levam
até três anos de análise. "Sem contar os trabalhadores
que não sabem que precisam procurar a Justiça", acrescentou.
Segundo ele, de 1972 até o Plano Real, em 1994, houve uma perda de 144%
dos rendimentos do FGTS, por causa das falhas do sistema financeiro no cálculo
da correção dos juros.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 6)(Marcos
Seabra)
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O GLOBO, 10 den junho de
2008 | Economia
Facilidade
Trabalhador já pode levantar
saldo do FGTS até pelo celular
Diário de SP
SÃO PAULO - Os trabalhadores com carteira assinada podem consultar o
saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de várias
formas: pela internet, caixas eletrônicos, correios e até mesmo
pelo celular. No caso do telefone, o acesso se dá pelo serviço
WAP do aparelho.
A operação é simples:
basta abrir o portal da operadora e selecionar o serviço "bancos".
Depois, selecione o link "caixa" e na próxima tela a
opção "FGTS". Na seqüência é preciso
digitar o código identificador que é obtido por meio de
um cadastro feito pelo site da Caixa.
O site mantém o link "saldo
do FGTS por celular". Nele, digite na tela de identificação
do usuário o número do NIS (PIS/PASEP/NIT) e a Senha "Internet".
Clique no botão OK, cadastre o Código Identificador do
Usuário e confirme.
Serviço diferenciado
Vale salientar que para os empregadores,
o processo é outro. As informações sobre o FGTS
só estão disponíveis pela Web ou nas próprias
agências do banco. Mas para empregado ainda há outros canais
como os terminais de auto-atendimento, onde os extratos ou informações
de saldo podem ser feitos com o Cartão Cidadão, por meio
da senha, ou com o número do PIS/Pasep.
Para o acesso on-line, é importante
observar os procedimentos descritos no Manual de Orientação
FGTS - Serviços ao Trabalhador, disponível no site ou
nas agências da Caixa. Outra possibilidade é pelos Correios.
A solicitação pode ser feita nas agências do banco.
Segundo a Caixa Econômica Federal, são feitas 950 mil
consultas do saldo do FGTS pela internet e consultados 930 mil extratos
por mês do fundo. Somente pelo serviço 0800 são
226 mil ligações todos os meses. Pelos Correios são
enviados por mês 18,5 milhões de extratos.
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O GLOBO, 10 de junho de 2008
| Economia
Sinduscom-RJ: custo da construção
tem alta de 0,26% em maio no Rio
O Globo
SÃO PAULO - O Custo Unitário Básico da Construção
Civil (CUB Representativo), calculado pelo Departamento Técnico do Sindicato
da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro
(Sinduscon-RJ), subiu 0,26% em maio, pouco acima do 0,22% registrado em abril.
O índice corresponde a
16% da variação do IGP-M do período, que ficou em
1,61%. Dos 25 insumos pesquisados, somente 6 apresentaram alta, com destaque
para emulsão asfáltica (2,86%) e o aço (1,95%, totalizando
aumento de 10,55% no ano).
- Embora levemente superior ao
resultado de abril (0,22%), o índice de maio confirma uma tendência
de estabilidade - diz Antônio Carlos Mendes Gomes, diretor-executivo
do Sinduiscon-RJ.
O novo CUB Representativo,
apurado em 31 de maio, é de R$ 800,25, soma total dos CUB Materiais
(R$ 378,15 - aumento de 0,55%), CUB Mão-de-Obra (R$ 393,47),
CUB Despesas Administrativas (R$ 26,52 - aumento de 0,11%) e CUB Equipamentos
(R$ 2,11%).
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Congresso em Foco, 10 de Junho de 2008
Pauta polêmica no TSE
Tribunal deve julgar ainda este mês
se político com “ficha suja” ou prestação
de contas rejeitada poderá se candidatar em outubro
Tatiana Damasceno
O período eleitoral começa oficialmente hoje (10), com a abertura
do prazo para a realização das convenções partidárias,
cercado por algumas nuvens de incerteza jurídica. Três delas,
porém, devem ser dissipadas ainda este mês pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), tornando mais claras as regras para quem pretende concorrer
a algum cargo eletivo em outubro.
Os ministros do TSE terão de detalhar as regras para a campanha na internet
e decidir se políticos com processos na Justiça ou com contas
de campanha rejeitadas poderão se candidatar nas eleições
municipais. Os três casos estão sendo relatados pelo ministro
Ari Pargendler.
Na semana passada, Pargendler apresentou seu voto em relação à candidatura
de políticos com “ficha suja” na Justiça. No entendimento
do relator, só devem ser considerados inelegíveis os candidatos
com processo transitado em julgado, ou seja, quando não houver mais
possibilidade de recurso da decisão. O ministro Eros Grau pediu vista
para analisar o processo. Ainda não há prazo para a matéria
voltar a julgamento.
Só em última instância
Hoje, no ato do registro de candidatura, a legislação eleitoral
exige que o candidato apresente a certidão de antecedentes criminais.
Entretanto, apenas nos casos em que há condenação em última
instância é que existe impedimento para sua candidatura.
O cidadão que possui processos por improbidade administrativa, estelionato,
desvio de dinheiro público, falsidade ideológica, peculato, apropriação
indébita, os chamados crimes contra a administração pública,
pode disputar o mandato eletivo sem qualquer empecilho.
Na avaliação de Ari Pargendler, a Lei de Inelegibilidades (Lei
Complementar 64/1990) já limita os critérios para concessão
de registro de candidaturas. A discussão do tema foi provocada pelo
Processo Administrativo 19.919, originado do Tribunal Regional Eleitoral da
Paraíba (TRE-PB). O tribunal pergunta sobre a possibilidade de se criar
mecanismos que impeçam o registro de candidaturas incompatíveis
com o cargo público.
Um dos tribunais regionais pioneiros no assunto é o do Rio de Janeiro,
que, em 2006, negou o registro para o cartola Eurico Miranda, presidente do
Vasco. O TSE acabou derrubando a decisão, durante julgamento de recurso
de Eurico, por avaliar que ainda não havia decisão final sobre
os diversos processos a que respondia o ex-deputado federal, então candidato à reeleição.
Sobre o assunto, a Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara apresentou uma consulta ao TSE, perguntando se é possível
o registro eleitoral de candidato que responda a processo criminal, ação
de improbidade administrativa ou ação civil pública, sem
condenação definitiva.
Judicialização da política
O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), critica o
que chama de “judicialização da política”. “O
Judiciário não pode substituir o Legislativo. O Judiciário
não é para legislar, é para julgar”, diz.
Para o deputado, a melhor maneira de evitar que candidatos com passado incompatível
com a vida pública sejam aceitos pelos tribunais eleitorais é acelerar
a tramitação dos processos na Justiça. “Eu defendo
a reforma dos códigos de processos. Eu quero que a Justiça seja
mais rápida. O problema está na demora na tramitação
das ações”, defende.
Rands questiona a possibilidade de se proibir o lançamento de candidatos
com “ficha suja”. “E se o processo for falso, se houver erro
de um promotor, como é que fica? Quem vai reparar o dano? Tem que ter
cuidado com o Estado de direito. Eu só posso considerar culpado se ficar
provado”, afirma.
Judiciário legislativo
O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), defende
que o filtro para políticos com processo seja o tipo de infração
cometido.
“ O mérito estaria em que tipo de processo. Processo criminal, por
exemplo, não pode se candidatar”, diz. Aníbal reconhece que
o TSE está agindo em casos como esse porque o Legislativo não consegue
desempenhar sua função. “Está cada vez mais difícil
legislar matérias importantes, e os tribunais é que acabam legislando”,
afirma.
O ex-ministro do TSE Walter Costa Porto, professor de Direito da Universidade
de Brasília (UnB), acredita que pode haver um meio-termo entre os que
pregam a inelegibilidade daqueles que têm processos na Justiça
e os que a defendem somente nos casos de decisão em última instância. “Eu
defendo o julgamento em primeira instância, não meramente o processo.
Pelo menos de primeiro grau, que atende a cautela”, considera.
Contas de campanha
Em fevereiro deste ano, o TSE baixou uma resolução impedindo
que candidatos que tenham a prestação de contas rejeitadas possam
obter a certidão de quitação eleitoral, requisito necessário
para o registro de candidatura. A regra, com instruções para
as eleições de outubro, determina que os candidatos tenham a
quitação de débitos eleitorais anteriores, o que incluiria
também dívidas não pagas de campanha.
Para o advogado Alberto Rollo, presidente do Instituto de Direito Político
Eleitoral e Administrativo, a resolução do tribunal é uma “armadilha
jurídica”.
“ Tem cidade, como São Caetano do Sul (SP), que ninguém pode
ser candidato lá. Não tem ninguém que tenha participado
da última eleição, eleito ou não, que tenha as contas
aprovadas. A lei não pode retroagir, a resolução também
não. Para mim, criação de inelegibilidade, só por
lei complementar”, afirma.
O debate sobre o tema começou quando o tribunal começou a analisar
o Processo Administrativo 19.899, que discute se a norma imposta pela resolução
de fevereiro vale para 2008 ou só para eleição de 2010.
Também relator da matéria, Ari Pargendler entendeu que a norma
só vale para as prestações de contas futuras e não
para aquelas que já foram julgadas e rejeitadas pelo TSE. Na continuação
do julgamento, no dia 14 de maio, o ministro Joaquim Barbosa pediu vista do
processo, adiando mais uma vez a decisão final sobre a questão.
Internet
Outra questão importante para muitos candidatos diz respeito à propaganda
na internet. Na Resolução 22.718/08, editada em fevereiro deste
ano, o TSE regulamentou a propaganda eleitoral para as eleições
de outubro. Entretanto, as regras não prevêem o uso de outras
ferramentas da rede mundial de computadores, como blogs, sites de vídeo
(como Youtube) e de relacionamento (como Orkut), salas de bate-papo, entre
outros.
A falta de uma norma para o assunto criou uma lacuna jurídica, criticada
por muitos (leia mais). O ministro Ari Pargendler ainda não se posicionou
em relação à consulta feita pelo deputado José Fernando
Aparecido de Oliveira (PV-MG), que pede esclarecimento ao tribunal sobre que
ferramentas da internet podem ser utilizadas, ou não, pelos candidatos.
Não há previsão de quando o ministro colocará o
tema em votação no plenário do tribunal.
O ex-ministro do TSE Walter Porto defende que os magistrados não percam
de vista as novas ferramentas de comunicação, já que a última
legislação limitou as possibilidades de propaganda ao proibir,
por exemplo, a distribuição de brindes e a veiculação
de outdoors.
“ A propaganda tem que se abrir para essas coisas. Eu sou favorável
que o eleitor tenha acesso à qualificação dos candidatos, à biografia, às
idéias. Ninguém vai mais em comício”, diz.
O especialista em Direito Eleitoral Alberto Rollo segue a mesma linha. “Democracia é você atingir
o povo. Estamos voltando à época do regime militar. A eleição
está ficando na pasmaceira”, acredita.
Calendário eleitoral
Os partidos têm até o dia 30 de junho para realizar as convenções
destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos
a prefeito, a vice-prefeito e a vereador.
As legendas e as coligações terão até 5 de julho
para apresentarem no cartório eleitoral o requerimento de registro de
seus candidatos. Já no dia seguinte, será permitida a realização
de propaganda eleitoral, a partir de comícios e uso de aparelhagem de
som. A propaganda no rádio e na TV, porém, só começa
em 19 de agosto.
O primeiro turno está marcado para 5 de outubro. Nos municípios
onde houver nova rodada para a escolha dos prefeitos, o eleitor terá de
voltar às urnas em 26 de outubro. Veja aqui o calendário eleitoral.
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TRIBUNA CATARINENSE, 10 de junho de 2008 |
Cotidiano
Falta de segurança preocupa
construção civil em Balneário Camboriú
Três pessoas já morreram este
ano em acidentes por falta de itens de segurança
Anderson Silva - A construção
civil em Balneário Camboriú está em evidência.
No prazo máximo de dois anos serão entregues mil
apartamentos avaliados em R$ 1,5 milhão cada. No entanto,
os últimos acontecimentos constatam a falta de segurança
em algumas obras. Três pessoas já morreram este ano
em acidentes na construção civil por falta de itens
de segurança.
No início do mês de abril, uma laje de 100 metros quadrados recém-construída
desabou quando dez operários finalizavam a cobertura de uma construção.
A obra seria um centro comercial, na Rua 1910, próximo à Avenida
Brasil. Dois operários ficaram feridos.
Já no dia 24 de maio dois operários que trabalhavam na reforma
de um shopping center na Avenida Brasil morreram após tocarem a rede
elétrica de alta tensão com uma barra de ferro, do terceiro andar.
O último acidente com vítima fatal aconteceu na última
quarta-feira (4). O pedreiro Ailton Izael de Morais morreu após cair
de uma altura de cerca de 10 metros, do prédio onde trabalhava, no centro.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Balneário Camboriú, o pedreiro
estava sem capacete e sem o cinto de segurança.
A reportagem da Tribuna procurou o empresário Carlos Júlio Haacke
Júnior, presidente do Sindicato da Indústria de Construção
Civil de Balneário Camboriú (Sinduscon), com intuito de saber
se a entidade pretende fazer alguma campanha de conscientização
para diminuir os acidentes. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa,
devido a compromissos profissionais o mesmo não pode se manifestar.
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Gazeta do Povo, 10 de Junho de 2008
Na ONU
Ministro admite existência
de trabalho escravo em canaviais
São Paulo - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, admitiu ontem a existência
de trabalho degradante e escravo na produção de cana-de-açúcar
no Brasil, mas atacou as críticas feitas pelos países ricos e
pediu “mais respeito à soberania” do país. As declarações
foram dadas em discurso na abertura da Assembléia da Organização
Internacional do Trabalho, que ocorre anualmente na Organização
das Nações Unidas (ONU). “O país não está escondendo
a realidade e está tomando medidas para lutar contra o problema”,
disse.
Nos últimos meses, pressões dentro da União Européia
têm obrigado as autoridades de Bruxelas a pensar na criação
de um certificado social para que o etanol importado possa entrar no mercado
europeu. Ainda não há uma definição sobre o assunto,
mas a temática preocupa as autoridades brasileiras.
“ Os problemas ainda existem e em uma quantidade ainda grande. Mas não
somos como os norte-americanos ou outros países, que se recusam a debater
o assunto”, afirmou Lupi. “Nos últimos anos, libertamos mais
de 28 mil trabalhadores e vamos intensificar nossos trabalhos nessa área.” Segundo
ele, até maio, 1,1 mil trabalhadores foram libertados.
Nas últimas semanas, relatórios do governo dos Estados Unidos
e da Anistia Internacional revelaram a violação aos direitos
humanos nos canaviais brasileiros. “As críticas fazem parte de
uma visão elitista de não deixar o Brasil ter sua autodeterminação.
Nós temos problemas nos canaviais, mas estamos nos esforçando
para acabar com isso”, afirmou Lupi. “Acabou a fase de os Estados
Unidos ditarem o que devemos fazer. Acabou a fase de uma palavra norte-americana
ser ordem. Somos soberanos e vamos entrar em qualquer discussão que
tenha nossa soberania resguardada.”
O governo norte-americano avalia a criação de barreiras para
produtos brasileiros feitos a partir de mão-de-obra escrava. O diretor
do Escritório para o Combate ao Tráfico de Pessoas dos Estados
Unidos, Mark Lagon, virá ao Brasil neste mês para tratar do assunto. “O
Brasil tem adotado medidas importantes, com ações diretas sobre
as pessoas envolvidas e liberando muitos trabalhadores. Mas ainda a penalidade é pequena.
Não adianta apenas cobrar uma multa relativamente baixa”, disse.
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Agência Senado, 10 de Junho de 2008
Comissão analisa projeto
que trata da jornada de trabalho rural
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) analisa, nesta
quinta-feira (12), em reunião marcada para as 9h, projeto de lei da
senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) com o objetivo de fixar limites
para a jornada de trabalho no campo.
O projeto (PLS 426/07), que altera a lei do trabalho rural (Lei 5.889/73),
propõe que "a duração normal do trabalho, para o
empregado rural, não será superior a oito horas diárias
e 44 semanais, facultada a compensação de horários e a
redução de jornada, mediante acordo ou convenção
coletiva de trabalho".
A proposta diz que o intervalo obrigatório para repouso ou alimentação,
já previsto na lei no caso de qualquer trabalho contínuo cuja
duração exceda seis horas, "será de no mínimo
uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário,
não poderá exceder duas horas".
Na justificativa, a senadora afirma que o projeto tem por finalidade assegurar
tratamento isonômico a todos os trabalhadores, sejam eles urbanos ou
rurais. Lúcia Vânia lembra que a Constituição garante,
no artigo 7º, a igualdade de direitos entre trabalhadores rurais e urbanos,
mas, ressalva a senadora, "a prática, em geral, revela um tratamento
muito mais severo para os campesinos".
Também consta da pauta da CRA, entre outros itens, substitutivo do senador
Gilberto Goellner (DEM-MT) a projeto do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que prorroga
até 24 de julho de 2021 o prazo para o trabalhador rural requerer aposentadoria
por idade no valor de um salário mínimo (PLS 56/07).
Gilberto Goellner observa em seu parecer que o prazo estabelecido pela lei
que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência
Social (Lei 8.213/91) estaria esgotado em 24 de julho de 2006, não fosse
a lei que prorrogou o período (Lei 11.368/06) até 24 de julho
de 2008. Ao justificar a apresentação do substitutivo, o relator
afirma que o projeto de Alvaro Dias estende o direito de requerer o benefício
aos segurados especiais e aos trabalhadores avulsos, o que, na opinião
do relator, é indevido.
A prorrogação do prazo para o trabalhador rural requerer aposentadoria
por idade foi proposta por medida provisória (MP 385/07) aprovada na
Câmara mas rejeitada no Senado, no dia 16 de abril, por não atender
aos pressupostos constitucionais de relevância e urgência - a MP
ampliava o prazo até 2010. No mês de março deste ano, Alvaro
Dias foi à tribuna comunicar que a MP havia sido copiada de um projeto
de sua autoria apresentado em 2002 e reapresentado em 2007. Declarou ainda
que o seu projeto, que agora está em análise na CRA, seria votado
em outubro de 2007, mas a liderança do governo propôs a realização
de uma audiência pública e o projeto ficou na "gaveta".
Para o senador, "o governo simplesmente copiou um projeto de origem no
Senado Federal, que poderia ter sido aprovado já em 2002".
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
10/06/2008
Banco indenizará empregado por quebra
de sigilo bancário
O Banco do Estado de São
Paulo S.A – Banespa – foi condenado a indenizar ex-empregado
por danos morais, em virtude de quebra de sigilo bancário de um
ex-escriturário. Com a justificativa de verificar a situação
financeira e o grau de endividamento de seus empregados, um auditor do
banco examinou os extratos dos funcionários da agência de
Lages (SC). A Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão da Quarta
Turma do Tribunal, sob o fundamento de que a legislação
resguarda o sigilo bancário e não autoriza tal prática,
que configura dano moral passível de indenização.
O escriturário foi admitido
pelo Banespa em janeiro de 1986 e demitido em novembro de 2001. A suposta
auditoria ocorreu em agosto de 2000. Por entender que tal medida lhe
causou constrangimento e intromissão na sua intimidade, o escriturário
ajuizou a ação por danos morais e pediu indenização
da ordem de cem vezes sua última remuneração – R$
2.269,43. A sentença de primeiro grau julgou o pedido procedente
e condenou o Banco a pagar indenização no valor de 50 remunerações.
A condenação foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho
de Santa Catarina e pela Quarta Turma do TST.
Nos embargos à SDI-1,
o banco alegou que a análise dos extratos ocorreu dentro de um
contexto, em auditoria interna, sem divulgação ou publicidade
dos resultados. Para a empresa, o escriturário não teria
sido afetado em sua honra e moral. Sustentou ainda, por analogia, que
a própria legislação (Lei Complementar nº 105/2001)
que trata da questão autoriza o acesso das autoridades fiscais às
informações bancárias dos contribuintes, independentemente
de autorização judicial, desde que para uso exclusivo da
Receita Federal.
O relator, ministro Vieira de
Mello Filho, assinalou que a finalidade da legislação infraconstitucional “é preservar
as informações bancárias dos correntistas de todo
e qualquer acesso por terceira pessoa, exceto nas hipóteses em
que o interesse público o justificar”, tanto que tipifica
como crime a quebra do sigilo bancário. Assim, não cabe
questionar se as informações foram ou não divulgadas. “A
atitude do banco de fiscalizar a saúde financeira de seus empregados
não encontra amparo no ordenamento jurídico, e a instituição
não pode se aproveitar de sua condição e dos dados
que detém em seu poder para isso”, observou. O dano moral,
concluiu o relator, está “na mera invasão de sua
privacidade, do acesso que a entidade bancária, na qualidade de
empregadora, teve de sua movimentação financeira”.
(RR-1187/2002-029-12-00.5)
(Lourdes Côrtes/Carmem
Feijó)
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10/06/2008
Diferença de R$ 0,10 leva à rejeição
de recurso trabalhista
A Quinta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho negou provimento a agravo da Rede Ferroviária Federal
S.A (em liquidação) contra decisão que havia rejeitado
recurso de sua autoria, pelo fato de a empresa ter feito depósito
recursal com R$ 0,10 a menos do que o valor legal.
Condenada em ação
trabalhista no valor de R$ 30 mil, a RFFSA entrou com recurso ordinário
no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO). O
TRT rejeitou o apelo por considerá-lo “deserto”, ou
seja, por não preencher um dos requisitos legais – no caso,
o recolhimento integral do depósito recursal conforme a tabela
em vigor. A empresa deveria ter depositado R$ 3.196,10 – mas recolheu
R$ 3.196,00.
Inconformada, a RFFSA contestou
a decisão, afirmando que a diferença entre o valor devido
e o recolhido é ínfima, mas o TRT negou seguimento ao recurso
de revista, por concluir que a declarada deserção está respaldada
pela Orientação Jurisprudencial nº 140 da Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST. Na tentativa
de “destrancar” o recurso, a empresa apelou ao TST, mediante
agravo de instrumento, insistindo na mesma argumentação,
ou seja, de que não poderia ser penalizada pelo fato de se tratar
de diferença ínfima no valor do depósito.
Para o relator da matéria,
ministro Emmanoel Pereira, não há o que mudar na decisão
do TRT, face ao que dispõe o item I da Súmula nº 128
do TST e da OJ nº 140 da SDI-1, que estabelece: “Ocorre deserção
do recurso pelo recolhimento insuficiente das custas e do depósito
recursal, ainda que a diferença em relação ao ‘quantum’ seja ínfima,
referente a centavos”.
Decisão semelhante foi
adotada sobre a mesma questão, há cerca de um ano, também
pela Quinta Turma, e ratificada pela SDI-1 do TST. Em setembro de 2007,
a Companhia Siderúrgica de Tubarão teve um recurso (E-ED-AIRR
365/2003-008-17-40.8) rejeitado, por ter feito o depósito com
diferença de apenas R$ 0,03.
(AIRR 1301/1998-005-10-00.0)
Ribamar Teixeira

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