 |
Diário Vermelho, 11
de junho de 2008
País tem recorde de 1 milhão
de novas vagas apenas em 2008
O número de contratados
com carteira assinada superou em 1,222 milhão o número
de dispensados entre janeiro e julho deste ano. O balanço, divulgado
nesta segunda-feira (20) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é muito
próximo do total acumulado em todo o ano passado, de 1,228 milhão.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),
ainda não consolidados. "Não tenho números fechados
ainda. Vou ter até o final dessa semana. Mas temos, até julho,
pelo menos esse número", disse o ministro.
Lupi afirmou que a expectativa do governo para este ano é de uma geração
entre 1,55 milhão e 1,6 milhão de empregos formais, acima do
recorde de 1,523 milhão registrado em 2004.
O ministro disse, na sede da
Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), não
acreditar que a crise nos mercados de capitais internacionais afete o
desempenho da economia e do mercado de trabalho brasileiro neste ano.
"O governo americano foi
rápido ao baixar os juros, e, na minha avaliação,
o impacto da crise não será tão grave", ponderou
Lupi.
Lupi informou ainda que deve ser fechado, para os próximos dias, orçamento
em torno de R$ 450 milhões a R$ 500 milhões para o programa de
qualificação profissional do governo, o Projovem, para o ano
que vem. O programa, antigamente denominado de "Primeiro Emprego",
prevê ajudar na capacitação do jovem, via parcerias do
governo com ONGs, instituições, e governos estadual e municipal,
e deve beneficiar 1,5 milhão de pessoas no ano que vem.
Indústria
O emprego industrial caiu 0,1%
em junho em comparação com maio, em um sinal de acomodação
após cinco meses de alta, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE). No mês anterior, a ocupação
na indústria havia subido 0,3%.
Nas demais comparações,
no entanto, os resultados de junho foram positivos. Frente a junho do
ano passado, houve alta de 2,1%; na comparação entre os
primeiros trimestres do ano, a alta foi de2,2%; e o IBGE registrou elevação
de 1,6% no acumulado do ano até junho.
Fonte: G1
|
Gazeta do Povo, 11 de junho
de 2008
Crescimento econômico
Investimento recorde e indústria
fazem economia crescer 5,8%
Em relação ao fim do ano passado,
PIB subiu 0,7%, o que denota uma diminuição no ritmo
de avanço das riquezas do país
O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil,
foi de R$ 665,5 bilhões no primeiro trimestre de 2008, um crescimento
de 5,8% em relação a igual período do ano passado, segundo
dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). O principal motor da elevação foi a indústria,
cujo PIB cresceu 6,9%. Em relação ao fim do ano passado, no entanto,
a economia brasileira cresceu 0,7% – o que representa uma desaceleração,
uma vez que houve expansão de 1,6% entre o terceiro e o quarto trimestres
do ano passado e de 1,8% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2007.
Os investimentos, ou formação bruta de capital fixo (FBCF), cresceram
15,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período
de 2007 e registraram o 17ª expansão nessa base comparativa. Enquanto
isso, a taxa de investimento (relação entre a FBCF e o PIB) ficou
em 18,3%, a maior para o mesmo período desde 2001.
Segundo a gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, o crescimento
do PIB industrial foi ocasionado, principalmente, pela construção
civil e pela indústria de transformação. A construção
civil registrou crescimento de 8,8% no primeiro trimestre deste ano, na comparação
com igual período do ano passado – foi a maior expansão
desde o segundo trimestre de 2004. De acordo com Rebeca, o bom desempenho da
construção foi “bastante influenciado” pelo crescimento
de 24,6%, em termos nominais, do crédito direcionado ao setor de habitação.
Copom
Apesar de o primeiro aumento dos juros básicos ter ocorrido somente
em abril, na opinião do economista José Luis Oreiro, da Universidade
de Brasília (UnB), a desaceleração do ritmo de crescimento
do PIB, já é, de certa forma, resultado das medidas adotas pelo
Copom. “A economia funciona por expectativas. E ainda no fim do ano passado
já se falava em aumento da Selic.” Oreiro acredita que o PIB brasileiro
termine o ano com uma taxa de crescimento entre 4,5% e 5%.
Para o economista José Guilherme Silva Vieira, professor da Escola de
Negócios da Universidade Positivo, trata-se de uma “mudança
no estado de confiança” do consumidor e do investidor. “A
tendência de alta de taxa de juros é algo preocupante e faz com
que as decisões de investimento e de consumo sejam adiadas”, diz. “Além
disso, o nível de endividamento das famílias está alto,
justamente pela explosão de crédito e pelo consumo recente. E
o aumento da inflação, em especial dos alimentos, faz com que
sobre menos dinheiro para comprar outros bens. Não dá para esperar
um ciclo sempre continuado.”
|
Gazeta do Povo, 11 de junho de 2008
Construção puxa PIB
com força
A construção civil foi uma das principais responsáveis
pelo crescimento do Produto Interno Brito (PIB) brasileiro no primeiro trimestre
do ano, segundo os dados do IBGE. O setor teve crescimento de 8,8% de janeiro
a março, na comparação com o mesmo período de 2008 – na
maior taxa desde o segundo trimestre de 2004, quando o aumento foi de 10,6%.
“ A construção civil foi o segmento que mais cresceu de toda
a indústria no período. Este desempenho ainda esteve basicamente
ligado ao crescimento do setor imobiliário”, disse o presidente
do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São
Paulo (Sinduscon-SP), João Claudio Robusti.
Para o analista da Tendências Consultoria Integrada, Amaryllis Romano,
o desempenho do setor ficou “completamente dentro do esperado”. “O
segmento imobiliário residencial está bombando, e o crescimento
econômico gera construção industrial.”
No Paraná, a expectativa é ainda mais otimista. O vice-presidente
do Sinduscon-PR, Normando Baú, diz que o setor espera dobrar o volume
de lançamentos imobiliários ao longo deste ano, na comparação
com os números de 2007. “Além disso, as obras do PAC [Programa
de Aceleração do Crescimento, do governo federal] estão
saindo do papel e contribuindo para o crescimento do setor.”
Segundo dados do Sinduscon-PR, no primeiro quadrimestre deste ano o número
de lançamentos imobiliários cresceu 90% – ao total foram
1.405 unidades em empreendimentos verticais. No mesmo período, o número
de alvarás liberados cresceu 50% na comparação com o acumulado
entre janeiro e abril de 2007.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
11 de junho de 2008 | Economia
Economia nacional deve desacelerar
no 2.º semestre
Lyrian Saiki
O bom desempenho registrado pela economia brasileira no primeiro trimestre
- quando o PIB cresceu 5,8% - deve perder força no segundo semestre.
A avaliação é do
economista Gilmar Lourenço, chefe do Departamento de Economia
da UniFae. “O crescimento foi por inércia, resultado do
bom momento do final do ano passado”, apontou.
Lourenço lembrou que boa
parte do crescimento da economia se deve ao crédito e que as classes
D e E - além de parte da classe C - estariam “batendo no
teto do endividamento.”
“O endividamento está em
torno de 40%, índice considerado preocupante”, comentou.
Outro fator que põe em dúvida a continuidade do crescimento
econômico é o cenário internacional, principalmente
a recessão norte-americana. “Países como o Brasil
vão esfriar o ritmo das exportações e isso pode
irradiar para o mercado interno”, explicou.
Sobre os fatores que levaram
ao crescimento de 5,8% no PIB no primeiro trimestre, Lourenço
destacou a recuperação do emprego, do salário e
o aumento do crédito.
Construção civil
Com crescimento de 8,8%, a construção
civil foi um dos setores que mais puxaram a economia brasileira no primeiro
trimestre. “Esse resultado já era esperado, tanto por conta
das obras públicas do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) como pela iniciativa privada”, afirmou o vice-presidente
do Sindicato da Indústria da Construção Civil no
Paraná (Sinduscon-PR), Normando Antonio Baú. Incentivos
como ampliação do crédito e do prazo de financiamento
foram decisivos para o bom desempenho.
Os números locais já mostram
o aquecimento do setor. O volume de alvarás concedidos, segundo
Baú, cresceu 52% em Curitiba de janeiro a abril desse ano contra
o mesmo do ano passado.
Além disso, o número
de lançamentos de empreendimentos verticais (edifícios)
passou de 739 no primeiro quadrimestre do ano passado para 1.405 unidades
este ano. O número de empregos diretos no setor também
cresceu: foram 3.865 em todo o ano de 2007 contra 4.013 de janeiro a
abril desse ano.
“Estamos bem confiantes
de que seja um momento longo de crescimento”, afirmou Baú.
O único risco, segundo ele, seria a inflação.
Itens essenciais da construção civil, como cimento e
ferro, têm subido mais do que o esperado.
|
Gazeta do Povo, 11 de junho de 2008
Crescimento econômico
Para Lula, Brasil pode ser dínamo
do continente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o crescimento do PIB
brasileiro no primeiro trimestre do ano, destacando que a indústria
brasileira poderá “ser o carro-chefe, o dínamo do desenvolvimento
da América Latina”. Apesar da comemoração, ele voltou
a alertar para os riscos da volta da inflação. “Não
podemos permitir que a inflação volte e que a demanda cresça
exageradamente além da oferta, sem que haja uma combinação”,
afirmou Lula, após participar da inauguração da 15ª Feira
Hospitalar, em São Paulo. Lula falou, mais uma vez, do seu desejo de
que o país cresça ainda mais. “E não apenas o vôo
de galinha que estávamos acostumados a ver na economia brasileira.” O
presidente ainda destacou que os bons resultados da economia podem levar o
país a ter assento permanente no G8, fórum no qual o Brasil participa
apenas como convidado.
|
FOLHA DE LONDRINA, 11 de
junho de 2008 | Economia
Consumo das famílias cresce
6,6%
Rio de Janeiro - O consumo no País continuou a liderar o crescimento
do Produto Interno Bruto (PIB) junto com os investimentos, no primeiro trimestre
deste ano. De acordo com dados divulgados ontem pelo IBGE, o consumo das famílias
cresceu 6,6% na comparação com igual período do ano passado
e 0,3% em relação ao trimestre anterior, o quarto do ano passado.
O aumento do consumo das famílias em relação ao primeiro
trimestre do ano passado ficou próximo ao aumento em todo o ano de 2007,
que foi de 6,5%.
Já o consumo do governo
subiu 5,8% ante o primeiro trimestre do ano passado e 4,5% em relação
ao quarto trimestre de 2007. Em todo o ano de 2007, o consumo do governo
tinha crescido 3,1%.
O crescimento de 6,6% no consumo
das famílias representou a 18 expansão consecutiva na comparação
com igual trimestre de ano anterior. Segundo observaram no documento
de divulgação do PIB os técnicos do IBGE, o consumo
das famílias no início deste ano foi favorecido pela elevação
da massa salarial real dos trabalhadores e pelo crescimento, em termos
nominais, do saldo de operações de crédito do sistema
financeiro com recursos livres para as pessoas físicas.
Poupança
A taxa de poupança bruta
(poupança em relação ao PIB) chegou a 16,8% no primeiro
trimestre de 2008, segundo o IBGE. A taxa foi menor do que a apurada
no primeiro trimestre do ano passado, quando havia sido de 17,2%. O instituto
só considera corretas as comparações de taxas de
investimento e de poupança com iguais trimestres de anos anteriores,
já que não há ajuste sazonal na série e,
portanto, comparações com períodos diferentes gerariam
distorções.
Adriana Chiarini e Jacqueline
Farid
|
Folha
de S.Paulo, 11 de junho de 2008
Lula reajusta Bolsa Família antes
da eleição
Segundo AGU, não existe impedimento legal
para ação; alta da inflação motiva governo
a aumentar benefício em 10% | Correção, que deverá valer
a partir de julho, vai significar cerca de R$ 1 bi anual a mais no total
de R$ 10,9 bi gastos por ano com o programa
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva decidiu conceder um reajuste de 10% aos benefícios
do programa Bolsa Família devido à alta da inflação
em 2008, sobretudo dos preços dos alimentos de consumo popular.
O aumento deverá valer a partir de julho, antes da eleição.
O governo temia uma contestação judicial da medida, por ser ano
eleitoral, mas o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli,
deu parecer júridico de que não há impedimento legal.
Lula resolveu bancar o reajuste, segundo apurou a Folha. Na reunião
ministerial de anteontem, disse para a equipe econômica preparar os detalhes
para o anúncio. A área econômica propôs reajuste
de 6%, mas Lula achou pouco porque a inflação dos alimentos de
consumo popular tem sido mais alta do que a elevação geral dos
preços.
O único reajuste dado ao Bolsa Família, o principal programa
social do governo, ocorreu no ano passado. Foi de 18,25% a partir de agosto
de 2007. Desde então, o IPCA, que mede a inflação oficial,
subiu 4,2% até abril. Mas o IPCA da cesta de alimentação
acelerou, entre abril de 2007 e abril de 2008 de 4,6% para 12,6%, no acumulado
dos 12 meses.
Para o presidente, o percentual de 10% é mais fácil de ser vendido
politicamente. Nas palavras de um auxiliar, Lula disse que "o povo não
gosta de conta quebrada". Para arredondar valores dos benefícios,
evitando que sejam quebrados em centavos, a tendência é haver
uma pequena variação percentual em relação aos
10% que permita valores inteiros.
Hoje o mínimo que uma família recebe do programa é R$
18 -equivalente a um filho. No entanto, se essa família é considerada
miserável, recebe um piso de R$ 58. Uma família é considerada
miserável se tem renda per capita mensal de até R$ 50. Há famílias
que não são consideradas miseráveis, mas que recebem a
ajuda por filho.
Os benefícios de R$ 18 podem ser dados a três filhos no máximo,
com idade de até 15 anos. Há também benefícios
de R$ 30 para dois filhos adolescentes, com idade de até 17 anos. No
máximo, uma família recebe hoje R$ 172. Resumindo: a correção
de 10% teria um impacto de R$ 1,80 no menor benefício e de R$ 17,20
no maior. Para arredondar, Lula daria um índice de correção
para adicionar R$ 2 ao menor benefício e R$ 17 ou R$ 18 ao maior benefício.
O Bolsa Família foi criado em outubro de 2003, quando houve a união
de diversos benefícios de transferência de renda. O governo tem
despesa anual de cerca de R$ 10,9 bilhões com o Bolsa Família.
O programa atende a cerca de 11 milhões de famílias. A correção
de 10% significaria acréscimo de cerca de R$ 1 bilhão anual.
|
Folha
de S.Paulo, 11 de junho de 2008
Em SP, Lula pressiona por novo imposto
Presidente critica a oposição e
afirma que o governo terá de encontrar "outra forma de ter
esse dinheiro"
DA REPORTAGEM LOCAL
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou três eventos
da área da saúde, no Estado de São Paulo, para trabalhar
publicamente pela aprovação de um tributo que substitua a CPMF,
o chamado imposto do cheque, extinto pelo Congresso no ano passado. Ao lado
do ministro José Gomes Temporão (Saúde), ele aproveitou
todas as oportunidades que teve para criticar a oposição pelo
fim da antiga cobrança e dizer que, sem um novo tributo, o "povo
será o grande prejudicado".
Pela manhã, na Faculdade de Medicina da USP, em homenagem ao cardiologista
Roberto Kalil Filho e ao empresário Antônio Ermírio de
Moraes, Lula saudou o ex-ministro Adib Jatene, o idealizador da CPMF, que estava
na platéia.
" Fiquei emocionado quando o Jatene pediu a manutenção da
CPMF, mas isso não sensibilizou os neurônios de alguns senadores." À tarde,
em feira hospitalar, disse: "O Mais Saúde ficou frustrado porque
a CPMF não foi aprovada. O sistema de saúde foi o prejudicado".
Em Campinas, Lula inaugurou um hospital.
Votação da CSS
Depois de mais de quatro horas de debate, base e oposição fecharam
um acordo e deixaram para hoje a votação do projeto que regulamenta
a emenda 29, destinando mais recursos para a saúde, e que cria a nova
CPMF -a CSS (Contribuição Social para a Saúde). Deputados
da base admitiram a dificuldade em aprovar o texto, que precisa de ao menos
257 votos, durante a madrugada.
A votação da CSS, cuja alíquota é de 0,1%, já está na
pauta da Câmara há três semanas. Caso seja aprovada hoje,
ainda precisa passar pelo Senado.
|
Folha de S.Paulo, 11 de junho de 2008
Foco
CPMF foi extinta por "ódio
e vontade de que coisas não dessem certo", diz petista
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS
O presidente Lula disse, ao inaugurar um hospital em Campinas (95 km de São
Paulo), que a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira) foi extinta no Congresso "por ódio e por vontade que
as coisas não dessem certo".
" A gente não pode perder de vista que, em dezembro do ano passado,
por ódio e por vontade de que as coisas não dessem certo, tiraram
do governo R$ 40 bilhões por ano com o fim da CPMF", disse, em discurso
para cerca de 3.500 pessoas, segundo estimativa da prefeitura.
" Eu duvido que vocês tenham encontrado um produto em Campinas que
o preço tenha sido reduzido em 0,38%", afirmou Lula, que estava acompanhado
do ministro José Gomes Temporão (Saúde) e do prefeito de
Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT).
No discurso, o presidente brincou várias vezes com as pessoas que acompanhavam
a inauguração do Complexo Hospitalar Ouro Verde. Ele deu dicas
de saúde, entre elas a de que "nada substitui o toque", em
uma referência ao exame da próstata.
"É preciso ter coragem de fazer o exame na hora certa e se cuidar.
Não há nada mais triste que ver as pessoas morrerem por causa de
câncer na próstata aos 50 anos."
O Complexo Hospitalar Ouro Verde, que é uma unidade municipal, recebeu
investimentos de R$ 60 milhões, sendo R$ 42 milhões do Ministério
da Saúde e o resto da prefeitura. No início, o local oferecerá 32
leitos, mas em oito meses a previsão é que sejam disponibilizados
220 leitos. O hospital oferecerá especialidades como ortopedia e captação
de órgãos. (MAURÍCIO SIMIONATO)
|
FOLHA DE LONDRINA, 11 de
junho de 2008 | Curitiba
Infidelidade Partidária
Entenda como surgiu a resolução
do TSE que disciplina a perda do mandato eletivo
- Em 27 de março de 2007, ao responder a uma consulta do então
PFL (atual DEM) sobre o sistema proporcional (vereador, deputado estadual,
deputado federal), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o cargo
eletivo pertence à legenda, e não ao próprio político
eleito. A mesma resposta foi dada pelo TSE em 16 de outubro de 2007 a uma consulta
feita sobre o sistema majoritário (prefeito, governador, senador e presidente).
- Em outubro de 2007, por conta
do entendimento do TSE sobre o cargo eletivo, três partidos políticos
(PSDB, DEM e PPS) resolveram entrar com mandados de segurança
no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar recuperar os cargos eletivos
de deputados federais que trocaram de legenda.
- Nos mandados de segurança,
o STF concordou com o entendimento do TSE (o cargo eletivo é da
legenda), mas enfatizou que cada caso seria analisado isoladamente para
que fosse respeitado o direito à ampla defesa dos envolvidos.
O STF definiu ainda que a fidelidade partidária deveria ser cobrada
somente daqueles que trocaram de partido após 27 de março
de 2007, data em que o TSE respondeu à consulta sobre o assunto.
- Para disciplinar o processo
de perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação
partidária, o TSE resolveu publicar a resolução
22.610/2007. Entre outras coisas, a resolução define que
estão sujeitos à perda do mandato eletivo aqueles vereadores,
deputados estaduais e deputados federais (sistema proporcional) que mudaram
de partido após o dia 27 de março de 2007; e aqueles prefeitos,
governadores, senadores e presidente que mudaram de partido após
o dia 16 de outubro de 2007.
- Com base na resolução
22.610/2007, partidos políticos e o Ministério Público
Eleitoral estão solicitando a decretação da perda
de cargo eletivo ao TSE (no caso do mandato federal) e aos tribunais
regionais eleitorais (nos demais casos).
|
FOLHA DE LONDRINA, 11 de
junho de 2008 | Curitiba
Cassação expõe
divergências partidárias
Se por um lado as cassações dos 'infiéis' podem diminuir
o troca-troca partidário, em outro aspecto os processos contra vereadores
também podem acabar expondo as divergências internas das legendas.
Segundo o presidente interino da União dos Vereadores do Paraná (Uvepar),
Elói Kuhn (PTdoB), ''na maioria das vezes o político sai da legenda
por perseguição política''. ''O 'cacique' da legenda chega
na cidade e coloca o pessoal dele no comando local'', afirma. Para ele, as
cassações são injustas. ''A maioria é gente simples
que encara o desafio de entrar na política. Tem vereador aí que
foi cassado e está completamente frustrado''.
A Uvepar entrou com um mandado
de segurança no TSE em novembro último contra a resolução
que trata da perda do mandato por infidelidade partidária. O caso
chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas até agora não
foi concluído.
O advogado da Uvepar no caso,
Jonías de Oliveira e Silva, explica que a Uvepar questiona, por
exemplo, o trecho da resolução que define que os julgamentos
dos vereadores 'infiéis' devem ocorrer nos respectivos tribunais
regionais eleitorais. O advogado argumenta que ninguém já passa
para uma instância superior sem ter sido julgado antes pelo juiz
local. ''Processo contra vereador deve iniciar lá na comarca.
O tribunal regional julgaria os recursos contra a decisão primeira''.
Outro ponto questionado é o
trecho da resolução que determina que cabe ao vereador
se responsabilizar por levar suas eventuais testemunhas ao tribunal,
em Curitiba. O advogado da Uvepar detalha que a Justiça Eleitoral
não manda um oficial convocando a testemunha, o que dificulta
a defesa do vereador. ''A testemunha é praticamente um voluntário'',
reclama. Ele disse concordar com regras para o troca-troca partidário,
mas enfatiza que a resolução é falha. ''Via de regra
a mudança partidária ocorreu porque a legenda o abandonou.
A gente não vê 'malas de dinheiro' sendo entregues para
os vereadores mudarem de partido''.
O advogado conta que a
Uvepar não tem estrutura para acompanhar todos os processos
que correm no TRE, mas que o número de consultorias prestadas
pela entidade ''cresceu muito''. ''Os vereadores ligam para tirar dúvidas.
Mas durante o julgamento do processo no tribunal eles estão
se virando, cada um por si''. (C.S.)
|
FOLHA DE LONDRINA, 11 de
junho de 2008 | Curitiba
Candidatos que mudaram de partido devem
ficar atentos à dupla filiação
Um novo problema bate à porta dos ‘infiéis’. Juízes
eleitorais de todo o Estado já cancelaram quase 400 filiações
de políticos. O motivo é simples: Aqueles que mudaram de partido
político, e não avisaram o juiz eleitoral, acabaram ficando com
dupla filiação. Pelo artigo 22 da Lei 9.096, de 1995, ‘‘quem
se filia a outro partido deve fazer comunicação ao partido e
ao juiz de sua respectiva zona eleitoral, para cancelar sua filiação;
se não o fizer no dia imediato ao da nova filiação, fica
configurada dupla filiação, sendo ambas consideradas nulas para
todos os efeitos’’.
Os políticos que tiveram
suas filiações canceladas podem ficar impedidos de concorrer
nas próximas eleições de outubro, já que
o candidato deve estar filiado a alguma legenda no mínimo um ano
antes do pleito.
‘‘Na maioria dos
casos não houve má fé. Os políticos acreditavam
que bastava avisar os partidos políticos sobre sua mudança.
Esqueciam do juiz eleitoral’’, explica o procurador regional
eleitoral, Néviton de Oliveira Batista Guedes, que até o
final da semana pretende terminar seus pareceres sobre os quase 400 casos
de cancelamento de filiação, que agora serão, em
grau de recurso, analisados pelo TRE.
O presidente interino da Uvepar,
Elói Kuhn, disse que a Justiça Eleitoral só prestou
atenção à dupla filiação agora, em
função da repercussão dos casos de infidelidade
partidária. ‘‘Eu conheço uma pessoa que ficou
15 anos sem avisar o juiz eleitoral que ele tinha saído do PDT
para o PMDB e mesmo assim ele conseguiu se candidatar durante esse período.
Depois ele mudou para o PP, também sem avisar, e agora ele descobriu
que o juiz eleitoral cancelou sua filiação. A Justiça
Eleitoral é complicada. Atualmente, parece que é só retaliação’’,
critica. (C.S.)
|
O ESTADO DO PARANÁ,
11 de junho de 2008 | Política
Sociedade não confia nos partidos
e no Congresso
Redação O Estado do Paraná
Pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) intitulada
Barômetro da Confiança revela que os partidos políticos
não têm a confiança de 72% da população brasileira.
O Congresso Nacional também
está entre as instituições com menor credibilidade.
Segundo o estudo divulgado ontem, 61% dos entrevistados não confiam
no Senado. Por sua vez, 68% afirmaram não confiar na Câmara
dos Deputados.
“As instituições
político-partidárias são as que obtêm menor
confiança da população, sobretudo os partidos políticos,
em que apenas 22% dizem confiar”, informa o estudo que, segundo
a AMB, tem a finalidade de “contribuir para o aprimoramento das
instituições brasileiras”.
Enquanto os partidos políticos
e as duas Casas do Congresso estão numa ponta das instituições
com menor credibilidade na sociedade brasileira, na outra ponta da pesquisa,
das instituições com maior credibilidade, aparecem em primeiro
lugar as Forças Armadas, que apresentam o maior grau de confiabilidade
da população: 79% dos entrevistados afirmaram confiar nas
três instituições que compõem as Forças
Armadas brasileiras.
Em segundo lugar, na pesquisa,
aparece a Igreja Católica, que conta com o apoio de 72% da população.
Em terceiro lugar, a poucos pontos distantes da Igreja Católica,
encontra-se a Polícia Federal com o apoio de 70% das pessoas pesquisadas.
Um dos argumentos para a baixa
credibilidade do Congresso brasileiro, segundo o presidente da AMB, Mozart
Valadares Pires, é o fato de que “o Legislativo vive mais
na vitrine do que os outros Poderes”. No entanto, ele também
acentua a importância dos escândalos políticos para
comprometer a imagem do Congresso perante a sociedade.
“Os recentes escândalos
envolvendo parlamentares repercutem de forma bastante negativa na sociedade
brasileira”, destacou o presidente da AMB, citando as recentes
renúncias de presidentes do Senado e da Câmara Federal como
exemplos de situações que contribuem para o desgaste da
imagem do Poder Legislativo.
Além da opinião
dos brasileiros a respeito do grau de confiança nas instituições,
cada edição do Barômetro AMB detalhará algum
tema da atualidade ou de alguma das instituições em particular.
A pesquisa apresentada ontem
detalhou o nível de conhecimento dos entrevistados em relação
ao funcionamento do Poder Judiciário. Para o presidente da AMB,
a pesquisa revela que a sociedade brasileira desconhece o funcionamento
do Poder Judiciário. “Dos 1.500 entrevistados 56% afirmaram
confiar na Justiça, mas apenas 8% disseram conhecer bem seu funcionamento”,
disse.
A pesquisa nacional da AMB foi
feita por telefone pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas
e Econômicas (IPESPE), através do sistema CATI, no período
de 29 de maio a 2 de junho de 2008.
A amostra nacional foi
extraída aleatoriamente de 1.500 entrevistados, representativa
da população adulta brasileira, com acesso à rede
telefônica (em domicílios ou local de trabalho), de todas
as regiões do pais. Foram definidas cotas de localidade, sexo
e idade a partir do que foi aleatória seleção
dos entrevistados.
|
Congresso em Foco, 11 de
junho de 2008
O primeiro desafio de Marina no Senado
Ruralistas querem aprovar na CCJ projeto
que anula principais medidas de combate ao desmatamento na Amazônia
Renata Camargo
Parlamentares da bancada ruralista querem aprovar hoje (11), na Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, uma proposta
que derruba as principais iniciativas de combate ao desmatamento adotadas pelo
governo federal. O Projeto de Decreto Legislativo 13/08 (confira a íntegra),
de autoria da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), acaba com o embargo de
propriedades desmatadas e torna nulo o artigo de um decreto presidencial que
impede o proprietário que cometeu crimes ambientais de ter acesso a
crédito oficial.
O debate na comissão promete ser acirrado. Segundo a líder do
PT, senadora Ideli Salvati (SC), parlamentares contrários à derrubada
do decreto se articulam para evitar a aprovação do projeto. “Já destacamos
a senadora Marina Silva para ser a porta-voz do debate que será de alto
nível”, afirma. “Propor essas medidas em um momento em que
estamos sofrendo ataques, até mesmo, internacionais, a respeito de nossas
florestas, é algo insano”, avalia.
A votação do projeto estava prevista para a semana passada. Caso
a matéria seja apreciada hoje, esse será o primeiro embate direto
entre a senadora ruralista Kátia Abreu e a ex-ministra do Meio Ambiente
Marina Silva, cujo pedido de demissão foi impulsionado, justamente,
por impasses em relação ao cumprimento das leis ambientais.
Caso seja aprovado pela CCJ, o projeto de decreto seguirá para votação
em plenário. Por ser uma iniciativa do Congresso, não há possibilidade
de veto presidencial. “É uma questão que se deve analisar
com muita cautela”, ponderou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO),
admitindo a possibilidade de votar contra a proposta da colega de partido.
Exorbitante
Na avaliação do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), a proposição
de Kátia Abreu é pertinente. Membro da Comissão Temporária
de Risco Ambiental, que avalia, entre outras coisas, a atuação
da Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, Flexa Ribeiro
afirma que é contra a forma de fiscalização ambiental
feita pelo governo Lula.
“ Qualquer ação policialesca vai de encontro ao setor produtivo.
Se o Estado cumprisse suas obrigações, em questões como
o licenciamento ambiental, as coisas não seria assim”, defendeu. “O
decreto da senadora retira artigos que dizem respeito, especialmente, à Operação
Arco de Fogo”, explicou.
Com apenas dois artigos, o projeto
derruba cinco dispositivos do Decreto 6.321/07, que traz as principais
diretrizes de combate ao desmatamento. Além do fim do embargo
e da nulidade do acesso ao crédito, o decreto presidencial retira
da lei a necessidade de recadastramento das propriedades no Sistema Nacional
de Castro Rural. Por esse cadastro, o governo monitora as áreas
desmatadas.
Um dos argumentos da senadora
Kátia Abreu é que o decreto presidencial fere o “princípio
constitucional da legalidade”. A parlamentar avalia que as leis
existentes não têm pressupostos suficientes para punir o
desmatamento com medidas que vão além da previsão
de multas e aumento de impostos. Na justificativa do projeto, a senadora
afirma que as medidas aplicadas pelo governo “exorbitam do poder
regulamentar”.
O Congresso em Foco procurou
as senadoras Kátia Abreu e Marina Silva em seus gabinetes e no
plenário do Senado, mas não conseguiu localizá-las.
Também não recebeu retorno dos recados deixados com suas
respectivas assessorias.
Desmatamento
Enquanto um grupo se articula
no Congresso para reduzir as medidas de combate ao desmatamento, o Ministério
do Meio Ambiente anuncia a intensificação de suas ações.
Na semana passada, o ministro Carlos Minc se reuniu com o diretor da
Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para definir o cronograma
da terceira etapa da Operação Arco de Fogo.
Minc propôs nova parceria
com policiais rodoviários, que prestarão apoio logístico
nas principais estradas do país. A operação, criada
para coibir o desmatamento, promove, entre outras coisas, a apreensão
de madeira ilegal e o embargo de terras onde foram cometidos crimes ambientais.
Até que regularizem a situação, proprietários
não podem realizar nenhuma atividade econômica na área.
O Decreto 6.321 garante subsídios
legais para a realização dessa e de outras operações.
A proposta, editada no final do ano passado, é uma das medidas
de reforço ao Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento
da Amazônia. O decreto teve como motivação o aumento
na destruição da floresta amazônica.
No dia 2 de junho, o Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou novos dados sobre o desmatamento
na Amazônia. Segundo o estudo, de agosto de 2007 a abril deste
ano, a área desmatada aumentou em 15%, em comparação
com o mesmo período do ano passado. A maior parte do desmatamento,
794 km², ocorreu no estado de Mato Grosso.
O debate em torno do Projeto
de Decreto Legislativo 13/08, nesta quarta-feira, irá medir
os ânimos e o nível de influência de ambientalistas
e ruralistas entre os parlamentares. A aprovação do decreto
deve dar novo impulso à estratégia ruralista de dominar
as comissões e as questões ambientais no Congresso.
|
Agência Diap, 11 de
junho de 2008
NEOESCRAVISMO
Lupi afirma na OIT compromisso do
País contra trabalho escravo e infantil
A erradicação do
trabalho infantil, a luta contra o trabalho escravo, a expansão
do emprego e a qualificação profissional foram temas mencionados
nesta segunda-feira (9) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi,
durante discurso na sessão plenária da 97° Conferência
Internacional do Trabalho da OIT, que acontece em Genebra, Suíça.
Para uma platéia composta
por dirigentes da Organização Internacional do Trabalho
e representantes dos trabalhadores e empregadores, Lupi reafirmou que
a eliminação da exploração laboral infantil é prioridade
no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estando o tema nas
diretrizes anuais do planejamento da inspeção. "A
posição do governo brasileiro em relação
a este tema é de que a solução está na educação
e, portanto, o lugar de criança é na escola. Criança
deve brincar e estudar", reiterou Carlos Lupi.
Sobre o trabalho escravo, Lupi
destacou as ações do Grupo Móvel, criado em 1995,
e que já foi responsável pelo resgate de mais de 28 mil
trabalhadores em situação análoga à escravidão. "A
esses trabalhadores é disponibilizado o apoio necessário
para viabilizar o seu retorno ao lar, acesso ao seguro-desemprego e qualificação
profissional", explicou o ministro, já que estes trabalhadores,
ao serem resgatados, têm seus direitos trabalhistas colocados em
dia.
Preocupações
O ministro também relatou na Plenária que uma das maiores preocupações
do governo brasileiro diz respeito às condições de trabalho
no setor sucroalcooleiro bem como a produção de alimentos: munido
de dados, lembrou que a área agricultável do Brasil é de
383 milhões de hectares, enquanto que a área plantada de cana-de-açúcar,
por exemplo, é de 7 milhões de hectares (2%), possuindo ainda
o País cerca de 91 milhões de hectares para expansão da
agricultura.
"Neste aspecto, chamamos
a atenção para a importância da eliminação
dos subsídios à produção agrícola
nos países desenvolvidos, estes sim os maiores responsáveis
pela atual "crise alimentar", argumentou.
Emprego
As marcas históricas de postos de trabalho que o País tem registrado
também foi destaque no discurso proferido por Lupi: entre o período
de 2003 a 2007, foram gerados mais de 8 milhões de empregos, somados
os postos de trabalho no setor privado e no setor público.
"A expansão do emprego é igualmente
acompanhada por uma política de recuperação da renda
dos trabalhadores, sobretudo do salário mínimo, condição
fundamental para o desenvolvimento econômico com eqüidade",
ressaltou, mencionando ainda o aumento do salário mínimo
no Brasil, que em 2003 estava em torno de US$ 82 e hoje, encontra-se
na faixa US$ 253.
Qualificação
profissional
Na área da qualificação profissional, o ministro fez questão
de falar sobre o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem)
Urbano, lançado recentemente e com a meta de beneficiar 3,5 milhões
de jovens, de 18 a 29 anos, até 2010; e o Consórcio Social da
Juventude Indígena (na região do Xingu), com o proposta de capacitar
1.000 jovens no Mato Grosso e no Pará até o final do ano.
Convenções
151 e 158
Lupi também lembrou que foi encaminhado ao Congresso Nacional, no começo
do ano, texto favorável à ratificação das Convenções
151 e 158 da OIT. A Convenção 151 regulamenta e assegura o direito
de negociação coletiva dos servidores públicos, e a 158
proíbe as demissões sem motivo dos trabalhadores.
Sobre as centrais sindicais,
citou o reconhecimento legal das organizações dos assalariados,
que passaram a receber reconhecimento de seu papel como representantes
legítimos dos interesses gerais da classe trabalhadora brasileira.
"Essas ações
representam um sinal do compromisso do governo brasileiro com o fortalecimento
do diálogo social e a democratização das relações
de trabalho em nosso País. O Brasil continuará fazendo
a sua parte para promover a justiça social no mundo, cooperando
com as nações e sempre respeitando a autodeterminação
dos povos."
Conferência
A 97º Reunião da OIT espera reunir mais de 3.000 representantes
de governos, trabalhadores e empregadores em Genebra (Suíça)
entre os dias 28 de maio a 13 de junho.
Este ano, estão
em pauta temas como a redução da pobreza rural e os avanços
na promoção de qualificações profissionais
e direitos trabalhistas. A reunião anual da OIT também
se propõe a analisar os desafios estratégicos para o
trabalho decente. (Com MTE)
|
FOLHA DE LONDRINA, 11 de
junho de 2008 | Opinião
As críticas às condições
de trabalho no Brasil
Será de valor frágil tantos
ganharem dinheiro com o etanol se trabalhadores não forem
contemplados
Se as organizações não-governamentais externas são
pródigas em fazer críticas ao Brasil e nem sempre os fatos são
como elas narram, justificam-se quando condenam as condições
desumanas de certas categorias de trabalho neste país. Caso dos cortadores
de cana, citados pela Anistia Internacional recentemente e enfocados pela repercussão
da corrida para a produção de etanol. Porque se os canavieiros
e os produtores de açúcar e combustível à base
de cana irão ganhar fortunas, conforme a perspectiva indica, isto não
poderá ser à custa de trabalho forçado e mal remunerado
daqueles trabalhadores.
Condenando também a violência
urbana no Brasil, a Anistia - que é uma valiosa instituição
policiadora dos comportamentos humanos e defensora de mais civilizadas
políticas sociais - já denunciou casos de exploração
praticados por quase 200 empresas de 16 Estados brasileiros, isto incluindo
São Paulo, que, por ser o mais poderoso é também
o mais visível, reúne o maior número de obreiros,
tanto na indústria como na agricultura e nas demais atividades.
Se as autoridades da República estão interessadas em fomentar
a produção de biocombustíveis (por ora de cana,
em maior escala), deverão voltar os olhos também para outro
aspecto importante, que é a presença do homem nesse processo.
Ganhar dinheiro com pessoas trabalhando até 10 horas diárias,
excedendo-se para aumentar os ganhos (porque o salário regular é baixo), é uma
desumanidade. Certamente que o progresso que todos desejam não
deverá ser a esse custo. Porque se o etanol, agora em grande moda,
irá enriquecer mais gente, terá de ser generoso também
com esses trabalhadores braçais.
Será de valor discutível
os canavieiros e usineiros ganharem muito dinheiro com o etanol e o
Brasil melhorar seu meio ambiente e até exportar esse combustível,
se persistir a poluição representada pela exploração
dos obreiros que atuam nos canaviais e dentro das usinas. Todo o avanço
tecnológico e a melhoria das condições econômicas
não podem servir apenas à causa de determinados grupos
sociais se a máquina operária feita de carne e osso,
que opera no trabalho bruto, não for contemplada por salário
justo e condições operacionais decentes. O advento do
etanol tem de ser observado também sob esta ótica. E
não porque a Anistia Internacional, ONGs e governos de outros
países estão atentos às formas como é produzido
aquilo que nos compram, mas porque isto deve ser uma obrigação
humanitária.
|
Agência Diap, 11 de
junho de 2008
EMPREGO
O que o patrão pode e não
pode exigir durante seleção da mão-de-obra
É proibida a prática
discriminatória para o acesso ao emprego por motivo de sexo, origem,
raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade
Depois de passar horas em frente
a um computador tentando elaborar um curriculum vitae, percorrer os classificados
dos jornais em busca de uma colocação no mercado e enfrentar
tensos processos de seleção, finalmente a possibilidade
de um emprego.
Os próximos passos agora
são apresentar os documentos exigidos pela empresa, submeter-se
ao exame admissional e, enfim, ter assinada a contratação.
Mas que documentos? Como será o exame admissional?
Documentação
Independente da função que vá assumir, o futuro empregado
deve entregar a Carteira de Trabalho e Previdência Social, cédula
de identidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF), título de eleitor
e certificado de reservista. Se possuir filhos, apresentará, para recebimento
do salário-família, a certidão de nascimento dos filhos
menores de 14 anos ou de maiores incapazes, declaração da escola
em que o menor estuda e carteira de vacinação para os menores
de seis anos.
Previsto no artigo 168, da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), o exame admissional é obrigatório
e faz parte do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.
Por meio dele, o médico, especializado em Medicina do Trabalho,
atesta se o potencial funcionário de uma determinada empresa está apto
a assumir suas funções.
Exigências
não permitidas
Quanto aos documentos que não podem ser exigidos, vale ressaltar a proibição
contida na Lei nº 9029/95 de adoção de qualquer prática
discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação
de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça,
cor, estado civil, situação familiar ou idade.
Isso quer dizer, por exemplo,
que é proibida a exigência de comprovação
de experiência prévia por tempo superior a seis meses no
mesmo tipo de atividade; de certidão de que não possui
processo trabalhista ajuizado (certidão negativa trabalhista);
de certidão negativa da Serasa, do SPC e assemelhados ou dos cartórios
de protestos; e de informações sobre antecedentes criminais,
tais como certidão negativa criminal ou "folha corrida".
É importante lembrar que
não são permitidos testes de gravidez, de esterilização
e exame de HIV (Aids), por se constituir prática discriminatória.
A determinação conta com apoio, em especial, do Conselho
Federal de Medicina, por meio da Resolução 1359, de 1992.
Qualquer pessoa que estiver
participando de um processo de seleção no qual são
exigidos documentos não previstos na lei pode fazer uma denúncia
em uma Comissão Regional de Igualdade e Opotunidades de Gênero,
Raça, Etnia e Pessoas com Deficiência e Combate à Discriminação.
Estas unidades estão presentes nas Superintendências Regional
de Trabalho e Emprego de todo o Brasil. (Com MTE)
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
11/06/2008
Banrisul paga por omissão em caso
de constrangimento no trabalho
Ignorar o comportamento inconveniente
de empregado, sem sequer investigar os fatos denunciados pela colega
molestada nem impedir a continuidade do problema. Essa falta de atitude
levou o Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. a pagar uma indenização
de 200 salários mínimos a uma ex-funcionária que
pediu demissão devido ao constrangimento causado por um colega
por mais de um ano. A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
manteve a decisão da Justiça do Trabalho do Paraná,
ao não acolher o recurso de revista do banco.
A bancária, noiva e grávida,
denunciou ao gerente e ao Departamento de Recursos Humanos da empresa,
por escrito, as cartas de deboche, a devassa em sua conta, as ligações
telefônicas para sua residência e de familiares a qualquer
hora, o olhar constrangedor e os comentários sobre sua vida pessoal
durante o período de trabalho, a perseguição na
rua. No entanto, o gerente, segundo a trabalhadora e testemunhas, não
tomou nenhuma providência e ainda insinuou que a funcionária
de alguma forma havia se envolvido afetiva e sexualmente com o colega.
Disse, ainda, o superior hierárquico, que nada podia fazer contra
o perturbador, pois ele era delegado sindical.
Após esperar dois meses,
e diante da omissão do empregador, a bancária pediu demissão.
Depois de quase um ano, ajuizou ação reclamatória
com vários pedidos, inclusive indenização por dano
moral. A 12ª Vara do Trabalho de Curitiba concedeu a indenização
no valor de 12 vezes o salário líquido (R$ 744,67) recebido
na época da rescisão. O julgador considerou que a empresa
deve responder pecuniariamente pelo abalo moral que causou, mesmo que
de forma indireta, pois nada fez para impedir a continuidade do comportamento
inconveniente de seu empregado, partindo do pressuposto de que a trabalhadora
fora quem dera motivos para isso.
Ressaltou, ainda, o juiz de primeira
instância, que a gerência, apesar de alertada por outros
empregados a respeito do problema, não tentou investigar os fatos,
checando sua veracidade. “Preferiu omitir-se, ao invés de
instaurar processo administrativo e tomar as providências necessárias
para que aquela situação não tivesse prosseguimento”,
concluiu o juiz. Empresa e trabalhadora recorreram ao Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (PR), que elevou o valor da indenização
para 200 salários mínimos vigentes à epoca da rescisão,
corrigidos monetariamente.
O banco buscou reverter a decisão
no TST, questionando as provas do dano moral e o valor da indenização,
mas a Terceira Turma julgou não haver nada a modificar, pois a
extensão dos danos causados à trabalhadora pode ser percebida
pelos circunstâncias factuais narradas pelo acórdão
do TRT/PR. Considerou também não haver desproporção
entre o valor da indenização e a extensão do dano
sofrido pela autora, já que ela, diante da omissão do empregador,
se viu compelida a requerer demissão. (RR-52608/2002-900-09-00.4)
(Lourdes Tavares)

|
 |
| |
CONFEDERAÇÃO
NACIONAL DAS PROFISSÕES
LIBERAIS
EDITAL
DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA
No
uso de suas atribuições estatutárias que
lhe concede a alínea "b" do artigo 28 e no
cumprimento à alínea "a" do inciso
I, do artigo 20 do Estatuto da Confederação Nacional
das Profissões Liberais, convoca os Delegados Representantes
das Entidades filiadas em pleno gozo de seus direitos para
a Assembléia Geral Ordinária do Conselho Deliberativo,
a ocorrer no dia 27/06/2008, no Hotel Meliá Confort
Park, localizado no SHS, Quadra 06, Conjunto A, Brasília/DF,
em primeira convocação às 9h e em segunda
convocação às 10h, com a seguinte ORDEM
DO DIA:
1)
Leitura e votação da Ata da Assembléia
Geral Ordinária de 29/11/2007;
2)
Apresentação e deliberação do Balanço
Patrimonial e da Prestação de Contas da Diretoria,
referente ao exercício de 2007.
Brasília-DF, 5 de junho de 2008.
FRANCISCO ANTONIO FEIJÓ
Presidente da Confederação
|
|
 |
| |
Em 10 de junho de 2008
Registro Sindical.
O
Chefe de Gabinete do Ministro do Trabalho e Emprego, no uso
de suas atribuições legais e
com fundamento nas Portarias 64/2006 e 186/2008, resolve:
conceder o (s) registro (s) sindical (ais) à(s) entidade(s)
abaixo relacionada (s): 46000.001008/2003-45
Entidade "Sindicato das Indústrias Madeireiras do
Município de Rondon do Pará", SIMARP-
PA
CNPJ 34.844.795/0001-36
Abrangência Municipal
Base Territorial Rondon do Pará - PA.
Categoria Econômica da Indústria Madeireira, tais
como: Serrarias, Compensados, Laminados, Aglomerados, Tornearia
de Madeiras e Chapa de Fibra de Madeiras
Fundamento Nota Técnica RES Nº 109/2008 DICNES
|
|