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Agência Câmara,
12 de junho de 2008
Comissão iguala reajuste de
benefício do INSS ao do mínimo
Diógenis Santos

Moury: "Medida preservará o valor real
dos benefícios de mais de 25 milhões de aposentados
e pensionistas."
A Comissão Especial do Salário Mínimo aprovou, nesta quarta-feira,
a emenda do Senado ao Projeto de Lei 1/07, que assegura o mesmo reajuste do
salário mínimo a todos os benefícios da Previdência
Social. Os integrantes da comissão seguiram o parecer do relator, deputado
Edgar Moury (PMDB-PE), que considera a emenda compatível com o Orçamento.
Atualmente, os benefícios superiores ao piso nacional têm reajuste
diferenciado, e inferior, ao do mínimo.
O projeto será examinado
agora pelo Plenário. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia,
já garantiu que ele terá prioridade. O objetivo é votá-lo
antes do fim do semestre legislativo.
PAC
O PL 1/07, uma das medidas remanescentes do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), estabelece reajustes anuais do salário mínimo,
entre 2008 e 2011, com base na inflação apurada pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido da variação
do Produto Interno Bruto (PIB) observada dois anos antes da correção.
Os dois indicadores são medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).
Com a emenda, a regra também
valerá para os 11 benefícios do Regime Geral de Previdência
Social (RGPS), pagos por meio do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), como aposentadoria, pensão, auxílio-doença
e salário-maternidade.
O governo é contra a inclusão
de todos os benefícios na regra de reajuste, pois alega que a
emenda do Senado, se acatada, poderá elevar o déficit da
Previdência. Os benefícios pagos até abril deste
ano somaram R$ 61 bilhões. O déficit - diferença
entre a arrecadação das contribuições e o
pagamento dos benefícios - somou R$ 12,7 bilhões. É esse
número que o Executivo justifica que poderá crescer mais.
A disputa agora será resolvida no plenário.
Recomposição
"É uma medida de fundamental importância que preservará,
em definitivo, o valor real dos benefícios pagos a mais de 25 milhões
de aposentados e pensionistas da Previdência", defendeu o deputado
Edgar Moury.
Ele foi designado relator
da matéria na tarde de hoje pelo presidente da comissão,
deputado Júlio Delgado (PSB-MG), em substituição
ao relator original, deputado Roberto Santiago (PV-SP), que não
apresentou o relatório no prazo regulamentar (cinco sessões
do Plenário após o recebimento do texto do Senado).
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Agência Diap, 12 de
junho de 2008
NORMAS INTERNACIONAIS
Pedido de vista adia votações
das convenções 151 e 158
Em reunião, nesta quarta-feira
(11), a Comissão de Relações Exteriores da Câmara
dos Deputados, acatou pedido de vistas e adiou a votação
das Convenções da OIT 151 (negociação coletiva
no serviço público) e 158 (demissão imotivada).
Vieira da Cunha (PDT/RS), entre
outros deputados, pediram vistas da mensagem Presidencial 59/08, que
trata da convenção 158 sobre o fim da demissão sem
motivo. O parecer do relator, deputado Júlio Delgado (PSB/MG), é pela
rejeição da matéria. O parlamentar gaúcho
deverá apresentar até a próxima quarta-feira (18),
voto em separado contrário ao relatório de Delgado.
Para Vieira da Cunha, a proposta
põe fim a uma avalanche de perseguições a que os
trabalhadores estão submetidos. Paro o deputado, a aprovação
da Convenção 158 é um grande avanço nas relações
entre capital e trabalho. O parlamentar defende, entre outros aspectos,
que o trabalhador saiba porque está sendo demitido.
Servidor
Já em relação à Convenção 151, que
trata da negociação coletiva no serviço público,
a matéria constante na mensagem Presidencial 58/08, deverá ser
votada também na próxima semana. O relator no colegiado, deputado
Vieira da Cunha, está em sintonia com os interesses dos trabalhadores,
pois seu parecer é pela aprovação da matéria.
Apesar do pedido de vista do
deputado Júlio Delgado, o relator acredita que existe um sentimento
de aprovação da Convenção 151 pelo Congresso
Nacional. Para o relator da matéria, existe uma “lacuna
na legislação que será preenchida com a aprovação
da 151”, acredita e defende.
A Comissão voltará a
se reunir na próxima quarta (18), às 10, no plenário
3.
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Gazeta do Povo, 12 de junho de 2008
INPC
Baixa renda sente mais o peso da
carestia
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a
inflação para a camada de renda mais baixa da população,
registrou alta de 0,96% em maio, bem acima da do IPCA (0,79%). Os produtos
alimentícios pesaram mais no INPC e subiram 2,19% em maio. No ano, de
janeiro a maio, o INPC acumula alta de 3,32% (também acima da do IPCA,
de 2,88%) e no acumulado de 12 meses até o mês passado, a alta é de
6,64% (neste caso, a do IPCA é de 5,58%).
Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou em entrevista que a alta
da inflação prejudica mais os mais pobres, o que vem sendo confirmado
pelos dados do IBGE.
A diferença
Enquanto o IPCA mede a inflação para a população
de renda de um a 40 salários mínimos (R$ 415 a R$ 16,6 mil),
o INPC refere-se a famílias com rendimento de um a seis salários
mínimos (R$ 415 a R$ 2.490).
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Gazeta
do Povo, 12 de junho de 2008
Câmara dos Deputados
Com placar apertado, governo recria a CPMF
Governistas precisavam de 257 votos e tiveram
259. Projeto do novo tributo agora segue para o Senado
Brasília - André Gonçalves,
correspondente
Com apenas dois votos a mais do que o mínimo
necessário, a Câmara dos Deputados aprovou ontem a criação
da Contribuição Social para a Saúde (CSS), a nova
CPMF. A aprovação da CSS dependia de 257 votos – maioria
simples do total de 513 deputados. Teve 259 deputados a favor. Outros
159 parlamentares votaram contra e houve duas abstenções.
O placar apertado no caso da CSS deu um susto na base governista, que
acreditava contar com pelo menos 30 votos a mais do que o mínimo
preciso.
A nova CPMF prevê o recolhimento de 0,1% das movimentações
financeiras, com isenção para os assalariados que recebem até R$
3.038 mensais. Isso representará um acréscimo de R$ 11,8 bilhões
na arrecadação de 2009 da União.
O tributo integra o projeto de lei complementar,
aprovado na mesma sessão, que regulamenta a Emenda 29 e destina
mais recursos para a saúde. A regulamentação foi
aprovada com 288 votos favoráveis, 124 contrários e 4
abstenções. Embora a CSS e o texto geral da Emenda tenham
sido aprovados ontem, ficou faltando alguns itens da regulamentação
dos investimentos mínimos em saúde pelo poder público.
Isso deve ser votado pelos deputados na semana que vem. Depois, a proposta
segue para o Senado.
Comemoração na derrota
A oposição, que dava a derrota na votação da CSS
como certa, comemorou. “É uma vitória política da
oposição e da frente parlamentar da saúde”, disse
o deputado Rafael Guerra (PSDB-MG). Acuada, a oposição usou de
todo tipo de recurso para impedir o novo imposto. No meio da sessão
de ontem, membros do DEM e do PSDB vestiram aventais de médico para
chamar a atenção. “Estamos assim para extirpar cirurgicamente
o câncer que será a recriação da CPMF”, explicou
Ronaldo Caiado (DEM-GO).
A tática espalhafatosa, porém, não foi suficiente para
convencer os indecisos de última hora. Antes da votação,
o comentário nos bastidores era de que o governo enfim havia se “empenhado” o
suficiente para garantir a aprovação: liberou R$ 76 milhões
em emendas parlamentares nos primeiros seis dias do mês.
Os líderes da base de Lula foram discretos nas comemorações. “Venceram
aqueles que precisam de uma saúde pública de qualidade”,
afirmou o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).
Passada a batalha na Câmara, já começaram as negociações
para a aprovação da CSS no Senado, Casa em que os oposicionistas
têm mais chance de incomodar. O projeto de regulamentação
da Emenda 29 já havia sido aprovado pelos senadores, mas será avaliado
novamente devido às mudanças feitas pelos deputados. A tendência é que
os senadores vetem a CSS e possíveis alterações feitas
pelos deputados nos porcentuais mínimos obrigatórios de aplicação
em saúde.
Em dezembro do ano passado, o governo precisava dos votos de 49 dos 81 senadores
para conseguir a manutenção da CPMF. Mas só teve 42. Desta
vez, a CSS precisa de 41 votos para ser criada.
O que foi aprovado
Entenda o que foi aprovado ontem:
A emenda 29
O que é
A Emenda 29 fixa os porcentuais mínimos de investimentos em saúde
e prevê mais recursos para a área. Tinha sido aprovada em 2000.
Mas não estava regula-mentada.
Regulamentação
Os porcentuais mínimos de investimentos obrigatórios em saúde
da União acabaram não sendo votados ontem. Há duas propostas.
O governo propõe aplicar o mesmo que a variação do PIB,
mais a inflação do período e a arrecadação
com a CSS. Já o projeto original, aprovado no Senado, prevê que
a União deva aplicar no mínimo de 10% de suas receitas correntes
brutas na saúde, a partir de 2011. Já os estados e o Distrito
Federal terão de aplicar 12% e os municípios 15% de suas receitas
em saúde.
A CSS
O que é
A CSS é a nova CPMF. Terá alíquota de 0,1% sobre as movimentações
financeiras.
Quando vai vigorar
Se passar em mais uma votação no Senado, a CSS começa
a valer em janeiro do ano que vem.
Quanto deve arrecadar
R$ 11,9 bilhões, em 2009.

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Folha de S.Paulo, 12 de junho
de 2008
ANÁLISE
Incoerente, oposição
foi encurralada
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A nova CPMF ainda pode ser derrubada
no Congresso ou na Justiça, mas o governo já pode comemorar
a vitória mais importante: como na campanha presidencial de 2006,
conseguiu encurralar a oposição em sua própria fragilidade
ideológica e programática.
Na falta de plataforma mais consistente, tucanos e democratas tentam se qualificar
como defensores do contribuinte contra a escalada da carga tributária
-iniciada, aliás, no governo FHC sustentado por ambos. Mas o passado
até seria esquecido se os dois partidos estivessem de fato dispostos
a assumir o complemento obrigatório da bandeira escolhida: o combate à contínua
expansão do gasto público.
Logo após faturarem a extinção da CPMF no final do ano
passado, PSDB e DEM embarcaram sem reservas no projeto que elevava em dezenas
de bilhões de reais os gastos em saúde. Em parte, agiram rebocados
pelos interesses dos parlamentares ligados ao setor; em parte, queriam criar
um constrangimento político para o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, que seria obrigado a vetar o texto.
Com a contraproposta lulista de criar a CSS, a oposição foi levada,
de um dia para o outro, do ataque à defesa. O máximo que pôde
fazer, desde então, foi tentar retardar as votações na
Câmara, enquanto era chamada de irresponsável pelos governistas
por pretender aumentar gastos sem nomear as fontes de receita, e preferiu nem
responder que o projeto era do senador acreano Tião Viana, do PT.
Enquanto criticam genericamente a "gastança" do governo, tucanos
e pefelistas não se animam a votar contra nenhuma das principais propostas
de aumento de despesas. Em silêncio, ajudaram a aprovar os reajustes
do salário mínimo, as obras do PAC e todos os benefícios
para o funcionalismo público. Já os petistas defendem a expansão
dos gastos em voz alta e com plena convicção.
É a repetição da estratégia vitoriosa na última
eleição presidenciável, quando Geraldo Alckmin teve de renegar
em público todas as suas idéias para conter a expansão do
Estado e de seus custos para a sociedade, enquanto Lula foi mais convincente,
como era previsível, prometendo o continuísmo.
Qualquer que seja o destino da CSS, o Planalto já reassumiu o discurso
de defesa da saúde e afastou o risco de um veto impopular antes das
eleições municipais. Não há urgência nem
real necessidade de aprovar o novo tributo -daqui para a frente, o que vier
será lucro.
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Diário Vermelho, 12
de junho de 2008
Denise Abreu: ''muito barulho por nada''

Aguardado com ansiedade pela oposição, o depoimento da ex-diretora
da Agência Nacional de Aviação Civil Denise Abreu não
trouxe novas informações, nem provas e apenas manteve as acusações
de tráfico de influência por parte da ministra chefe da Casa Civil,
Dilma Roussef.
Abreu acusou Dilma Roussef de
ter feito pressões na venda da Varig e da VarigLog. Durante o
seu depoimento na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura
do Senado, Denise Abreu afirmou que foi quastionada ''expressamente''
pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre as razões das
três exigências que ela interpôs ao processo de compra
e venda das empresas aéreas Varig e VarigLog.
Segundo Abreu, a ministra teria participado de um suposto tráfico de
influência na venda das empresas para o fundo norte-americano Matlin
Patterson, em sociedade com três brasileiros.
A ex-diretora da ANAC também afirmou que ''sofreu pressões''
por parte do escritório do advogado Roberto Teixeira para que a área
de segurança operacional da Anac analisasse toda a documentação
apresentada pelo advogado no sentido de agilizar a operação.
O escritório de Teixeira intermediou a operação.
Contradições
Questionada pela senadora Ideli Salvati (PT/SC), Denise Abreu negou ter sofrido
pressão direta da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante o
processo de venda da Varig. A ex-diretora, no entanto, reafirmou ter sido contestada,
por diversas vezes, em razão das exigências por ela impostas às
empresas interessadas em comprar a companhia de aviação gaúcha.
Depoimento
na CPI
O depoimento de Denise Abreu
no Senado foi muito diferente de seu testemunho dado no dia 23 de agosto
do ano passado, na CPI da Crise do Sistema de Tráfego Aéreo.
Na CPI, Denise afirmou que ''nunca fui apresentada a ele (Roberto Teixeira)''
e que deve ter estado com a filha dele, advogada no caso VarigLog apenas duas
vezes.
Sobre a venda da Varig, Abreu afirmou na CPI que ''participei dessas reuniões.Naquele
momento era para elaboração de uma medida provisória de
liquidação extrajudicial da VARIG, mais ou menos um modelo do
que foi feito com os bancos no Governo Fernando Henrique, por determinação
e decisão dos Ministros que participavam dessa coordenação.
Posteriormente, foi inserido o art. 199 na Lei de Recuperação
Judicial, e por esta razão não havia mais necessidade nem da
aprovação da medida provisória que possibilitava a liquidação
extrajudicial e tampouco de qualquer medida adotada pelo Governo, uma vez que
a empresa imediatamente entrou em recuperação judicial''.
O depoimento da ex-diretora
da ANAC pode ser acessado através do link:
http://www2.camara.gov.br/comissoes/temporarias53/cpi/cpis-encerradas/cpiaereo/notas/NT230807.pdf
da redação em Brasília
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Agência Câmara,
12 de junho de 2008
Governo revê leis sobre estrangeiros
na Amazônia
Elton Bomfim

Unger: o objetivo é verificar até que ponto as
leis atuais são permissivas em relação aos interesses
estrangeiros.
O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, afirmou nesta
quarta-feira que o governo está revendo a legislação do
País para verificar se existe excesso de tolerância à entrada
de estrangeiros na Amazônia. Segundo ele, há uma preocupação
do Executivo com a internacionalização da Amazônia - que
poderia acontecer, por exemplo, por meio da compra de terras.
A imprensa veiculou a denúncia
de que organizações não-governamentais (ONGs) estariam
incentivando empresários estrangeiros a comprarem grandes quantidades
de terras na Amazônia, sob o pretexto de ajudar na preservação
ambiental.
De acordo com o ministro, o objetivo é verificar
até que ponto as leis atuais são permissivas em relação
aos interesses estrangeiros. Ele deu essas informações
em resposta a uma pergunta do deputado Luciano Castro (PR-RR) na audiência
pública das comissões da Amazônia, Integração
Nacional e de Desenvolvimento Regional; e de Desenvolvimento Econômico,
Indústria e Comércio. Mangabeira Unger falou também
sobre o desenvolvimento da região.
Insegurança
jurídica
Ele citou pontos do Plano Amazônia Sustentável (PAS), inclusive
o que classificou como o principal: a regularização fundiária. "A
Amazônia brasileira é um caldeirão de insegurança
jurídica. Não conseguiremos resolver nenhum problema se não
avançarmos rapidamente na regularização da propriedade
da terra. Enquanto a Amazônia permanecer em situação de
insegurança jurídica, tudo o que construirmos será feito
sobre areias movediças", alertou.
O ministro disse que o PAS também
contempla medidas contra o desmatamento e de organização
da agricultura e da pecuária. Na avaliação dele, é preciso
substituir, nas áreas de transição entre a floresta
e o cerrado, a pecuária extensiva - que considera ineficiente
- pela intensiva. Ele ressaltou que é possível triplicar
a produção agrícola do País sem derrubar
mais árvores.
O ministro afirmou também
que a implementação do PAS precisará conciliar os
interesses de preservação, desenvolvimento e defesa da
Amazônia.
Teoria
e prática
Mangabeira Unger disse ter pedido aos governadores da região que selecionem
pequenas áreas para servirem como campos de teste das iniciativas do
PAS. Segundo ele, é preciso ir da teoria à prática rapidamente,
para verificar as eventuais contradições entre a necessidade
de preservação da floresta e o desenvolvimento econômico.
Uma das prioridades do PAS é o zoneamento econômico-ecológico
(ZEE).
Porém, o deputado Ricardo
Tripoli (PSDB-SP) argumentou que é preciso haver principalmente
vontade política. "Diagnósticos nós temos aos
montes. O que falta é uma questão prática: ou o
governo investe financeiramente para conseguirmos trabalhar a pesquisa
científica dentro da floresta amazônica e evitar as queimadas
e as derrubadas; ou, então, esses problemas vão continuar."
De acordo com o deputado, será possível
encontrar soluções de consenso entre ambientalistas e ruralistas,
desde que o governo se proponha a investir em um projeto sério.
Mangabeira Unger convidou os deputados a participarem dos grupos do governo
que debatem o PAS. A deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) informou que
vai apresentar essa proposta aos integrantes da Comissão da Amazônia.
Cartel
O ministro também defendeu o fim do cartel dos fertilizantes e pediu
uma maior racionalização dos preços dos produtos agrícolas,
para fortalecer os produtores em relação aos compradores. Além
disso, ele afirmou que é preciso investir no transporte e fortalecer
as indústrias que tenham relação com a floresta, como
as que atuam na transformação de produtos primários.
Em relação à capacitação
de recursos humanos, também contemplada no PAS, o ministro disse
que o governo está interessado em um novo modelo de ensino médio
voltado para a Amazônia.
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Gazeta do Povo, 12 de junho
de 2008
Eleições nos EUA
Obama quer se unir ao Brasil em busca
de energia limpa
Sara D. Davis/AFP

Para democrata, com o fim da guerra do Iraque os EUA poderão digirir
sua atenção para a América Latina
O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack
Obama, deu uma entrevista exclusiva ao jornal chileno El Mercurio, publicada
ontem na edição impressa do periódico. Na entrevista,
Obama falou sobre seus planos para as relações entre os Estados
Unidos e a América Latina, caso seja eleito presidente americano em
novembro. Ele disse que quer se “unir ao Brasil para buscar formas mais
limpas de energia.”
Obama disse que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é “uma
ameaça, mas uma ameaça administrável.” Obama disse
que Chávez “pode ter se envolvido no apoio às Farc. Esse
não é o tipo de vizinho que queremos.” Obama, no entanto,
afirmou que se chegar à Casa Branca abrirá conversações
com Cuba e a Venezuela. “Eu, se chegar à Casa Branca, iniciarei
conversações com nossos inimigos em Cuba e na Venezuela.”
Obama enfatizou que quando “acabar
a Guerra do Iraque,” os EUA poderão direcionar novamente
sua atenção à América Latina.
Obama, de 46 anos, nunca viajou à América Latina. Ele disse que
não apóia o tratado de livre comércio que é negociado
entre a atual administração Bush e a Colômbia, por causa
do grande número de assassinatos de sindicalistas na Colômbia.
Ele também disse que poderá suspender ou renegociar o Acordo
de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês),
que existe desde 1994 com o México e o Canadá. Democratas afirmam
que os EUA perderam empregos industriais para o México após o
acordo.
América Latina
Livre comércio
Ele é a favor de levar em frente o tratado com o Peru, mas diz que no
caso da Colômbia é preciso antes acabar com as atividades dos
grupos paramilitares.
Cuba e Venezuela
O senador pretende iniciar conversações com os “inimigos” em
Cuba e na Venezuela. Ele cancelaria as restrições de viagens
aos que tiverem familiares em Cuba.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
12/06/2008
Periculosidade: supressão do
adicional não é redução de salário
O remanejamento de setor e a
supressão do adicional de periculosidade, devido ao fato de o
trabalhador não estar mais sujeito ao risco, não representa
alteração contratual ilícita e se inclui entre as
prerrogativas do empregador de praticar alterações nas
condições de trabalho sem prejuízo para o trabalhador,
o chamado jus variandi. Ao adotar este entendimento, a Sexta Turma do
Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso de revista de um empregado
da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), que
alegava que seu remanejamento se deu por perseguição da
empresa e pedia, além da incorporação da parcela,
indenização por dano moral.
Remanejado depois de mais de
dez anos de exercício de atividades enquadradas como de risco,
ele argumentava que o adicional integrava seu patrimônio jurídico
e não poderia ser suprimido. Afirmou também na ação
ajuizada contra a CHESF que o remanejamento se deu por represália
ao fato de ter ajuizado várias reclamações trabalhistas
contra a empresa. Tanto a sentença de primeiro grau quanto o Tribunal
Regional do Trabalho da 22ª Região (PI) rejeitaram os pedidos
formulados. Ao recorrer ao TST, o trabalhador insistiu em ambos.
Sobre a incorporação,
afirmou que a supressão violaria o artigo 5º, inciso XXXVI,
da Constituição, que trata do direito adquirido, e o dispositivo
da CLT que impede a alteração unilateral do contrato de
trabalho (artigo 468). Mencionou ainda o fato de a CLT garantir a integração
de gratificações ao salário (artigo 457, inciso
I). O relator da revista na Sexta Turma, ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, ressaltou, porém, que o adicional de periculosidade
não é tratado no artigo 457 da CLT, que trata de comissões,
percentagens, gratificações ajustadas, diárias para
viagem e abonos pagos pelo empregador. “Não há como
garantir ao empregado a incorporação do adicional na remuneração“,
explicou. “Evidentemente que se o empregado recebe o adicional
mensalmente, essas parcelas repercutem no cálculo das horas extras,
por exemplo, mesmo porque se pressupõe que o trabalho suplementar
foi realizado sob as mesmas condições de risco. Entretanto,
não se trata aqui de garantir a incorporação da
parcela, uma vez que, cessadas as condições especiais de
trabalho, o pagamento não será mais devido.”
Quanto ao dano moral, o empregado
sustentou no recurso ter sido “perseguido e atingido em sua dignidade
e em seu bolso”, já que o remanejamento implicou a perda
do adicional. Por isso, disse que teve de se submeter a tratamento psiquiátrico.
A Sexta Turma, no entanto, baseou-se no quadro delineado pelo TRT/PI,
segundo o qual não havia evidência de que a empresa tenha
se conduzido de forma ofensiva à intimidade ou à honra
do trabalhador, não havendo, assim, prejuízo de ordem moral. “Além
de não haver constrangimento ou humilhação que justifique
indenização, o trabalhador, depois da relotação,
passou a trabalhar no setor pré-operacional e condicionamento
de linha de transmissão, atividade compatível com seu conhecimento
técnico”, concluiu o relator, em voto seguido pelos demais
ministros. (RR 1759/2001-002-22-00.1)
(Carmem Feijó)
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de junho de 2008 | Política
Dilma "é o nome do PT" para
2010, diz Lula
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (11),
durante um almoço com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio
Cabral (PMDB), que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é "o
nome do PT" para as eleições de 2010. "Ela é o
nome do PT", afirmou o presidente conforme o relato de um dos participantes
do encontro realizado no Palácio da Alvorada. Durante o almoço,
Lula desqualificou a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac) Denise Abreu, que presta nesta quarta-feira depoimento à Comissão
de Infra-Estrutura do Senado sobre supostas. irregularidades na venda da Varig.
"Ela (Denise Abreu) era
uma pessoa muito criticada num momento difícil e agora tentam
mostrá-la como heroína", disse o presidente, segundo
relato de pessoas que participaram do almoço em que ele e o governador
discutiram a candidatura brasileira às Olimpíadas de 2016.
Lula comentou que o processo de venda da Varig que está sendo
questionado foi acompanhado pela Justiça do Rio de Janeiro. "(As
denúncias) não fazem sentido", afirmou o presidente.
Ainda de acordo com o relato
de um dos participantes do almoço, na conversa com Sérgio
Cabral, Lula também fez comentários sobre a política
no Estado e o processo de disputa para a prefeitura da capital fluminense.
Ele teria manifestado a intenção de um acordo entre PT
e PCdoB que incluísse as candidaturas no Rio de Janeiro e em São
Paulo.
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de
junho de 2008 | Curiitba
Propaganda só em julho, mas
pré-candidatos já cercam o eleitor
31 ações relacionadas à publicidade
supostamente antecipada passaram pelas mãos de juízes
eleitorais em Curitiba neste ano
Marco Jacobsen
A propaganda eleitoral só é permitida no próximo 6 de
julho. A informação está no calendário já divulgado
pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado. Mas, até lá,
os pré-candidatos a vereador e a prefeito não ficam totalmente
distantes do seu eleitorado. Tanto que, desde o início do ano até agora,
31 representações contra políticos, que supostamente faziam
algum tipo de propaganda eleitoral antecipada, já chegaram às
mãos de juízes eleitorais de Curitiba. Do total, 11 ações
foram para a 177ªzona eleitoral de Curitiba, que está responsável
pelo controle da propaganda eleitoral de mídia (TV, rádio, imprensa
escrita e internet). As 20 ações restantes seguiram para a 178ªzona
eleitoral, competente para cuidar da propaganda eleitoral nas ruas.
O número de ações,
antes mesmo do início oficial da ‘batalha’, pode dar
alguma indicação sobre o que vem pela frente. A maior parte
das ações, inclusive, não são propostas pelo
Ministério Público Eleitoral, e sim por partidos políticos
que prometem ser rivais no pleito de outubro. Em ano de eleição,
aparentemente, o que não falta é fiscal da lei.
Mas, afinal de contas, como
controlar a publicidade num período em que só existem pré-candidatos? ‘‘Qualquer
pessoa, jogador de futebol, político, pode fazer divulgação
pessoal. O fato de ele ser político não o torna um ser
que deve ser escondido, pelo contrário, quanto mais eles puderem
ser observados, melhor. O problema está em distinguir o que é promoção
pessoal e o que é propaganda eleitoral’’, afirma o
chefe máximo do Ministério Público Eleitoral no
Paraná, procurador Néviton de Oliveira Batista Guedes.
Segundo ele, no momento, pelo
fato dos políticos saberem que a propaganda eleitoral é proibida,
o comum é a chamada ‘‘propaganda subliminar’’. ‘‘Os
profissionais do marketing normalmente são chamados a trabalhar.
Eles sabem fazer propaganda eleitoral de maneira indireta, implícita,
mas que também é ilícita’’.
A pesquisadora em Comunicação
e Política Luciana Panke, professora da Universidade Federal do
Paraná (UFPR), atesta: de fato existe um trabalho do marketing
que se responsabiliza por ‘‘preparar o terreno’’ antes
das eleições. É o chamado ‘‘marketing
político’’. ‘‘O tempo é a diferença
entre ‘marketing político’ e ‘marketing eleitoral’.
Propaganda eleitoral é veiculada em período determinado
por lei, com mensagem clara referente ao voto. Portanto, é mais
apelativa e direta. Já o marketing político pressupõe
o desenvolvimento de ações para divulgar o candidato mesmo
antes do período da eleição propriamente dita’’,
explica ela.
Para solucionar a distinção
entre o que é ou não propaganda eleitoral antecipada, seja
direta ou subliminar, o procurador explica que o TSE recomenda observar
o contexto da peça publicitária. ‘‘Tudo vai
depender do contexto e se, a partir do contexto, você conseguir
retirar elementos objetivos, que possam demonstrar que não se
trata de mera divulgação do nome do político. Se
ele, por exemplo, estabelecer disputa, aí é propaganda
eleitoral. Quem pretende só divulgar suas idéias, não
quer estabelecer disputa. Na hora que ele critica o outro, a chamada
propaganda negativa, está fazendo propaganda eleitoral’’,
afirma ele.
‘‘Por exemplo, aquelas
coisas que os políticos fazem, de mandar cartão desejando
feliz Ano Novo. Só o envio do cartão não caracteriza
propaganda. Mas um pré-candidato nas eleições passadas
mandou divulgar felicitações de Ano Novo e ao mesmo tempo
ele prestou uma entrevista em que obviamente se lançava como candidato.
Como a entrevista tinha sido feita também com vários outros
pré-candidatos, não só com ele, a entrevista isoladamente
também não era o problema. Mas, somando as duas coisas...’’,
conta o procurador.
Fiscalização
Após 6 de julho, quando estiver valendo a propaganda eleitoral, o eleitor
deverá ficar atento a outras situações: desde 2006, a
lei não permite, por exemplo, ‘‘outdoor’’, ‘‘showmício’’,
além de confecção de camisetas, chaveiros, bonés
e canetas. Na internet, o candidato pode usar o ‘‘e-mail’’ para
chegar ao eleitor, e um único ‘‘site’’ para
divulgar suas propostas.
Para entrar com uma representação
contra um candidato, são competentes apenas os partidos políticos,
as coligações partidárias e o Ministério
Público Eleitoral, através do promotor eleitoral, no caso
das eleições municipais. Mas o cidadão comum, ao
se confrontar com qualquer espécie de irregularidade (propaganda
irregular e compra de voto, por exemplo), pode no seu município
procurar o promotor eleitoral e comunicar o fato (leia nesta página).
Em cada zona eleitoral, que às vezes abarca mais de um município,
tem um promotor eleitoral.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de
junho de 2008 | Política
Entidades criticam liberação
de candidatos com 'ficha suja'
São Paulo - A sociedade civil organizada lamentou ontem, a decisão
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de manter liberada a candidatura de réus
e condenados pela Justiça em primeira ou segunda instância. A
reprovação veio de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), o Movimento Voto Consciente e a Confederação Nacional
dos Bispos do Brasil (CNBB). Elas integram o Movimento de Combate à Corrupção
Eleitoral (MCCE).
Para o presidente nacional da
OAB, Cézar Britto, a decisão gerou frustração.
''Quem deve cuidar da coisa pública tem que ter um passado confiável'',
argumentou. Ele afirmou que a entidade tinha a esperança de que
a Constituição, ao estabelecer o princípio da moralidade
pública, já teria propiciado a interpretação
de que os candidatos que tivessem o passado questionado estariam vedados
de concorrer às eleições. ''Tínhamos a esperança
de que o próprio Judiciário dirimiria automaticamente essa
questão, impedindo, nesta eleição, que candidatos
com folha desabonadora concorressem às eleições.''
Representante da CNBB no MCCE,
Carlos Moura disse que a decisão do tribunal deve ser encarada
como um estímulo à campanha lançada em abril pelo
movimento. Eles pretendem enviar ao Congresso um projeto de lei de iniciativa
popular para mudar a legislação eleitoral. ''Isso nos faz
sentir mais estimulados para buscar 1,5 milhão de assinaturas
para esse projeto'', disse Moura.
O movimento acredita conseguir
as adesões num prazo de seis meses. A campanha foi lançada
na Assembléia Geral da CNBB deste ano e as assinaturas estão
sendo coletadas nas paróquias e sedes da OAB em todo o País.
A proposta de lei complementar
do MCCE prevê exatamente o que foi vetado anteontem pelo TSE: impedir
que pessoas que tenham a ficha suja se candidatem nas eleições.
A corte decidiu que, até o julgamento final de uma ação,
ninguém pode ser impedido de disputar.
Silvia Amorim
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de junho de 2008 | Política
46% não sabem como Judiciário
funciona
São Paulo - A pesquisa Barômetro de Confiança nas Instituições
Brasileiras, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB),
mostra que apenas 8% dos brasileiros afirmam conhecer bem o funcionamento do
Poder Judiciário, enquanto 45% declaram conhecer ''mais ou menos'' e
46% sabem ''só de ouvir falar'' ou não conhecem. O nível
de informação cresce segundo a escolaridade: entre os que têm
ensino superior, 26% afirmam conhecer bem o Judiciário. O levantamento
foi feito entre 29 de maio e 2 de junho com 1.500 brasileiros das cinco regiões
do País. (Agência Estado)
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de
junho de 2008 | Política
Lula dá quatro tarefas a ministro
da Previdência
Brasília - O novo ministro da Previdência, José Pimentel,
informou após ser empossado no cargo pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, que recebeu quatro tarefas consideradas prioritárias:
intensificar o processo de inclusão previdenciária; melhorar
o atendimento; reduzir as fraudes e fortalecer a boa gestão e reduzir
o volume de ações ajuizadas contra a Previdência.
José Pimentel, que foi
relator da proposta de reforma da Previdência em 2003, disse que
serão retomadas as atividades do grupo de trabalho formado para
discutir o tema. ''Temos alguns pontos comuns e a orientação
do presidente é retomar esse fórum de discussão
entre capital e trabalho, para construir uma proposta para que as gerações
futuras possam ter tranquilidade'', afirmou.
Pimentel assume o lugar de Luiz
Marinho que saiu do ministério para se candidatar à Prefeitura
de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A posse de José Pimentel
foi prestigiada por parlamentares, governadores e os presidentes do Senado,
Garibaldi Alves Filho, e da Câmara, Arlindo Chinaglia. E para um
salão cheio, Lula disse que se tivesse tanto prestígio
quanto José Pimentel, se candidataria a algum cargo no Ceará.
O novo ministro é deputado federal eleito pelo Ceará.
Agência Brasil
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de
junho de 2008 | Geral
MEC comemora melhoria na educação
Ensino fundamental atinge meta com aumento
das médias e redução da reprovação
Rio- O aumento das médias dos alunos, especialmente nas provas de matemática,
e a diminuição da reprovação fizeram com que, de
2005 para 2007, o país melhorasse seus indicadores de qualidade da educação.
Esse avanço foi mais visível no ensino fundamental. No ensino
médio, praticamente não houve melhoria.
Os novos dados a respeito da
qualidade da educação brasileira foram apresentados ontem
pelo MEC (Ministério da Educação) em Brasília
na divulgação do Ideb (Índice de Desenvolvimento
da Educação Brasileira). Trata-se de um indicador que leva
em conta tanto o aprendizado dos alunos, medido em testes de matemática
e português, quanto os percentuais de aprovação.
Numa escala que vai de zero a
dez, o ensino fundamental brasileiro em seus anos iniciais (da 1 à 4
série) teve nota 4,2 em 2007. Em 2005, a nota havia sido 3,8.
Nos anos finais do ensino fundamental (5 à 8), a variação
foi de 3,5 para 3,8. No ensino médio, de 3,4 para 3,5.
Embora tenha comemorado o aumento
da nota, ela ainda foi considerada ''pior do que regular'' pelo ministro
da Educação, Fernando Haddad.
É por meio do Ideb que
o MEC monitora o cumprimento das metas de melhoria da qualidade estipuladas
até o ano de 2022. O objetivo é chegar às médias
atuais dos países desenvolvidos -6 na 4 série, 5,5 na 8
e 5,2 no ensino médio.
De dois em dois anos, há uma
meta intermediária. Para 2007, as metas do Brasil foram superadas
e o país já atingiu, inclusive, as de 2009, que era de
4,2.
No caso do ensino fundamental,
o avanço é coerente com outras avaliações
do MEC, que, em 2005, já identificavam uma melhoria, ainda que
tímida, no desempenho da 4 série.
Já no ensino médio,
os resultados não foram tão positivos, mesmo considerando
que as metas de melhoria estipuladas pelo MEC eram bastante tímidas
nessa primeira fase.
Mesmo assim, quando se analisa
cada Estado, dez não conseguiram atingir suas metas: Rio Grande
do Sul, Piauí, Pernambuco, Rio, Alagoas, Goiás, Amapá,
Pará, Espírito Santo e Sergipe. No caso dos três
primeiros, o índice ficou estável. Nos sete últimos
dessa lista, houve, inclusive, piora.
Uma análise menos superficial
nos dados do ensino médio mostra que o Ideb desse nível
só melhorou de 3,4 para 3,5 por causa de um avanço, bastante
tímido, no percentual de estudantes aprovados.
Folhapress
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
12/06/2008
Amor X trabalho: companheira de açougueiro
não consegue vínculo de emprego
A relação amorosa
entre o proprietário de um açougue em Nilópolis
(RJ) e sua companheira acabou na Justiça do Trabalho quando ela,
após a morte do comerciante, ajuizou reclamação
trabalhista pedindo o reconhecimento de vínculo de emprego com
o estabelecimento. O pedido foi rejeitado pela Justiça do Trabalho
da 1ª Região (RJ) e mantido pela Sexta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, que negou provimento a agravo contra a decisão
em julgamento realizado ontem (11).
Na inicial da ação,
a mulher contou a sua versão da história. Segundo informou,
teria sido admitida em 2002 pela O. A. Rocha Laticínios Ltda.
(razão social do açougue) como caixa, sem carteira assinada
e com salário de R$ 800,00, e demitida em 2006 sem receber as
verbas rescisórias. Pedia anotação e baixa na carteira
de trabalho e todas as verbas decorrentes do reconhecimento do vínculo
de emprego, entre elas horas extras por permanecer habitualmente no estabelecimento
até as 22h.
Na contestação,
surgiu outra versão: a reclamante seria, na verdade, companheira
do falecido açougueiro, e por este motivo teria acesso às
dependências da loja inclusive após o término do
expediente. “Se, na época, eventualmente colaborava com
o funcionamento da empresa seria, naturalmente, em seu próprio
interesse e para ajudar o companheiro que amava, pois juntos caminhariam
melhor em prol de suas realizações”, afirmava a peça
de defesa.
Após a morte do proprietário,
ainda de acordo com a contestação, o filho do proprietário
teria mantido a mesada que seu pai lhe dava, de R$ 100,00 por semana,
até que a reclamante, “por questões pessoais, alegando
falta de condições de estar num local que lhe trazia inúmeras
lembranças”, não mais teria aparecido. Mais tarde,
o inventariante se disse surpreendido pela reclamação trabalhista. “Até por
uma questão de bom senso, não teria cabimento que se pagasse
a uma caixa de um pequeno açougue R$ 800,00 por mês, pois
a empresa é uma pequena loja de uma porta só, ou seja,
um micro negócio”, argumentou a defesa.
O juiz de primeiro grau buscou
definir se o que ocorreu primeiro foi a relação afetiva
ou a profissional. Constatou-se que, anteriormente, a reclamante havia
trabalhado em hospitais, como secretária e técnica de enfermagem,
e que nos quatro anos anteriores ao da alegada admissão no açougue
esteve desempregada. “Não fosse de estranhar a mudança
de técnica de enfermagem para caixa, a autora ainda afirmou em
seu depoimento que realizava todas as tarefas de administração
do açougue e também da casa do proprietário, lavando,
passando, cozinhando e fazendo faxina. Fica claro que a relação
amorosa foi anterior à suposta relação de emprego”,
concluiu o juiz, ao indeferir o pedido.
A sentença ressalta que
a ocorrência de uma relação amorosa entre empregada
e empregador, “produto da convivência diária e de
uma provável afeição assim desenvolvida”, é fato
socialmente conhecido. Só que na relação amorosa
há o pressuposto de igualdade entre homem e mulher e da igualdade
jurídica entre os cônjuges no casamento. “A relação
de emprego, ao contrário, é de subordinação,
em que um está sob o comando do outro, de modo que, em se tratando
de empresa individual, não pode jamais surgir relação
de emprego entre marido e mulher ou entre os conviventes”, afirma
a sentença, pois seria impossível tentar separar a igualdade
doméstica da subordinação do emprego e vice-versa.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região (RJ) manteve a sentença e negou seguimento
ao recurso de revista da reclamante, que interpôs então
agravo de instrumento ao TST. O relator, ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, assinalou que o TRT/RJ, ao examinar as provas – principalmente
o depoimento pessoal – concluiu que não havia relação
de subordinação, mas sim de companheirismo, e apresentou
prova de que a vida sentimental e profissional da mulher e do comerciante – único
proprietário da firma – “estavam confundidas”.
Desta forma, somente o reexame das provas permitiria que se chegasse
a entendimento diferente, e o TST, conforme sua jurisprudência
(Súmula nº 126), não se detém na apreciação
de fatos e provas, por se tratar de instância extraordinária.
(AIRR 645/2006-501-01-40.2)
(Carmem Feijó)
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12/06/2008
Suplentes de dirigentes sindicais não
conseguem estabilidade
Dois membros suplentes da diretoria
do Sinprovern (Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do Comércio,
Propagandistas, Propagandistas-Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos
no Estado do Rio Grande do Norte) foram demitidos porque não estavam
ao abrigo da estabilidade provisória, uma vez que a diretoria
da instituição se compõe de nove membros e o artigo
522 da CLT estende a estabilidade a até sete membros. Este foi
o entendimento da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que
modificou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região
que reconheceu a estabilidade dos sindicalistas, demitidos pela Astrazeneca
do Brasil Ltda.
Em fevereiro de 2006, os empregados
ajuizaram ação na 2ª Vara do Trabalho de Natal, reclamando
que foram dispensados imotivadamente, sem aviso prévio, no início
daquele mês, embora tivessem estabilidade provisória por
integrar a suplência da diretoria do sindicato. Informaram que
a dispensa foi anunciada em um hotel da cidade para o qual foram convocados
para uma reunião de trabalho. Entraram na empresa em data distinta:
1986 e 1997, mas exerciam a mesma função de propagandistas-vendedores,
na qual percorriam todas as regiões do Estado, de segunda a sexta-feira,
e às vezes até aos domingos.
A empresa contestou. Alegou que
a quantidade dos membros eleitos para a diretoria do sindicato estava
além do que o artigo 522 da CLT estabelece como detentores de
estabilidade provisória. O primeiro grau reconheceu que, embora
o estatuto do sindicato estabeleça um número maior de membros
para a diretoria e igual número de suplentes permitidos por lei,
isso não dá à empresa o poder de escolher quais
deles terão direito à estabilidade, e determinou que os
trabalhadores fossem reintegrados.
A Astrazeneca recorreu, mas a
decisão foi mantida pelo Tribunal Regional. A empresa interpôs
recurso ao TST, no qual afirmou que houve “abuso de direito em
face do direito potestativo do empregador de rescindir os contratos de
trabalho de seus empregadores”. A Primeira Turma acolheu a argumentação
da empresa, ao entender que a decisão regional que foi contrária
ao disposto no artigo 522 da CLT, que limita a sete o número de
dirigentes sindicais beneficiários da garantia de emprego. O relator
do processo, ministro Lelio Bentes Corrêa, esclareceu que a interpretação
do artigo 522 da CLT leva a crer que gozam de estabilidade apenas os
integrantes da diretoria, até o limite máximo de sete – não
atingindo os suplentes, ainda que sejam suplentes dos sete primeiros
dirigentes.
Uma vez que o Regional registrou
expressamente que a diretoria do sindicato se compõe de nove membros,
excedendo, portanto, o limite legal, não caberia, portanto, a
estabilidade provisória, esclareceu o relator, acrescentando que
este é o entendimento da jurisprudência pacificada do TST
(Súmula nº 369, inciso II). Por unanimidade, a Turma deu
provimento ao recurso da empresa e julgou a ação improcedente.
(RR-249/2006-002021-00.7).
(Mário Correia)

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FEDERAÇÃO
INTERESTADUAL
DOS TRABALHADORES EM AGENCIAMENTO
MARÍTIMO E AQUAVIÁRIO E OPERADORES
PORTUÁRIOS
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
Pelo
presente edital a FETAPORT - Federação Inter Estadual
dos Trabalhadores em Agenciamento Marítimo Aquaviário
e Operadores Portuários, convoca os seguintes sindicatos:
SIMETASC - Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Marítimos
e Fluviais e Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários
do Estado de Santa Catarina; SETTAPORT-SP - Sindicato dos Empregados
Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários
do Estado de São Paulo; SEEANBA-BA - Sindicato dos Empregados
em Escritórios de Empresas de Agências de Navegação
do Estado da Bahia; SINDENAVE - Sindicato dos Empregados em Escritórios
das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial
e Lacustre e das Agências de Navegação do
Estado do Pará; SETTAPAR-PR - Sindicato dos Trabalhadores
em Transportes Marítimos e Fluviais e Empregados Terrestres
de Empresas Aquaviárias, Agenciadoras Marítimas
e Atividades Afins no Estado do Paraná; SETTAPORT-CE -
Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários
e Operadores Portuários do Estado do Ceará com
seus respectivos representantes para a ratificação
da fundação de grau superior, a reunirem-se em
Assembléia Geral Extraordinária, no dia 12 de Julho
de 2008, às 10h00, em primeira convocação,
com a presença da maioria absoluta de delegados ou ½ (meia)
hora após, em segunda convocação, com o
número mínimo permitido por Lei, à Rua XV
de Novembro nº 152 - Centro-Santos/SP, a fim de ser deliberada
a seguinte: Ordem do Dia:
a)
Ratificação da Fundação;
b)
Aprovação do Estatuto - Leitura, discussão
e aprovação do estatuto da entidade;
c)
Filiação das entidades (discussão e aprovação
das filiações das entidades);
d)
Eleição e posse da Diretoria, conforme estatuto.
Santos, 5 de junho de 2008.
FRANCISCO JOSÉ NOGUEIRA DA SILVA
Coordenador
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