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Agência Câmara,
16 de junho de 2008
TRABALHO EM EXPANSÃO
Desemprego em queda livre, índices
recordes estimulam expectativas
Taxa de desemprego tem potencial
para chegar à faixa de 6% e se manter em bom nível, mesmo
diante das dificuldades que virão nos próximos meses, como
juros maiores e problemas internacionais
Há exatos quatro anos, a taxa de desemprego no Brasil estava em recordes
13,1%. Hoje, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), o índice é de 8,5%. Significa dizer que, de cada três
pessoas que estavam sem ocupação, uma conseguiu emprego nesse
período. Até dezembro, a taxa tem potencial para se aproximar
de 6%, o que seria a mais baixa de toda a história. E nem mesmo a mudança
de ventos na economia — com aumento da inflação, elevação
dos juros, expectativa de queda no consumo e um cenário internacional
mais turbulento — será capaz de abalar o vigor da geração
de empregos. A aposta é de especialistas consultados pelo Correio.
Para eles, o mercado de trabalho pode até perder um pouco de ritmo,
mas nada capaz de comprometer aquele que, ao lado da estabilidade monetária, é o
principal pilar dos altos índices de aprovação do governo
Lula. Na avaliação do economista Lauro Ramos, especialista em
mercado de trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
a taxa de desemprego atingiu um novo patamar no Brasil.
“ Essa é uma conquista muito grande. Em dezembro do ano passado,
fechamos com uma taxa de 7,4%. Acredito que no final desse ano poderemos chegar
a algo em torno de 6%. Isso nunca aconteceu no país”, afirma. Segundo
Ramos, a maior preocupação deve ser com a inflação,
que corrói o poder de compra dos trabalhadores e pode se traduzir em redução
do consumo. “Mesmo assim, com essas adversidades que estão à mesa,
o mercado de trabalho ainda terá grande fôlego para criar vagas”,
acredita.
Para representantes da indústria, um dos setores que mais emprega no
país, a elevação da taxa de juros deve causar impacto
no ritmo da economia, mas nada que chegue a mudar substancialmente os rumos
do mercado de trabalho. “A taxa de juros não é neutra em
relação à atividade econômica. Em algum momento,
a expansão deve arrefecer, devido ao impacto (da alta dos juros) no
crédito e no custo dos investimentos. Aliás, frear a economia é justamente
a proposta da elevação dos juros”, afirma Paulo Mol, economista
da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Ciclo
No entanto, ele ressalta que o mercado de trabalho é o último
a sentir os efeitos de uma política econômica mais restritiva. “A última
fase do processo de recuperação de um ciclo econômico é a
contratação de mão-de-obra. No processo inverso, é a
mesma coisa”, diz. Para Mol, o emprego deve continuar a se expandir em
2008 e também em 2009. “O impacto (do arrefecimento do nível
de atividade) na criação da empregos deve ser diluído
no tempo. Não há qualquer sinal de inversão da trajetória”,
reforça.
Pelos cálculos do economista Júlio Gomes de Almeida, do Instituto
de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o emprego industrial deve
fechar o ano com uma expansão em torno de 3%. “Até a virada
do ano, o emprego crescia 3,5%, o que é muito em se tratando de um setor
que vem registrando altos ganhos de produtividade.
Hoje, esse crescimento desacelerou um pouco, está em 2,6%, mas ainda
assim é um número robusto. Para o ano, devemos fechar em torno
de 3%”, afirma Almeida, que foi secretário de Política
Econômica do governo Lula. “A indústria está bem
preparada para crescer (em 2009). Temos os instrumentos disponíveis,
como crédito, investimentos, competitividade”, assegura.
Mais vagas
Para passar ao largo da crise, o mercado de trabalho conta com o trunfo da
homogeneidade. Com algumas diferenças de ritmo, praticamente todos os
setores da economia estão expandindo seus níveis de mão-de-obra. “A
tendência de criação de empregos é generalizada
por toda a economia, em todos os setores, o que é inédito. Além
disso, há forte concentração nas grandes empresas, que
demoram mais a sentir as eventuais crises”, explica o professor da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) Claúdio Salvadori Dedecca. “Há um
espraiamento por toda a estrutura produtiva, por isso não há como
o mercado se arrefecer abruptamente. O cenário ainda é bastante
benigno”, completa.
O crescimento do emprego formal é outro fator a evitar uma degradação
do mercado de trabalho em momentos de arrefecimento da economia. Desde o início
do ano, o país vem criando em média mais de 200 mil vagas com
carteira assinada por mês, um recorde. Segundo especialistas, devido
aos altos custos trabalhistas, os funcionários contratados com carteira
não são demitidos na primeira turbulência. Com isso, o
cenário econômico pode acabar se estabilizando antes que a demissão
se concretize.
Máquinas
Outro importante alicerce para a continuidade da melhoria do nível de
emprego é garantido pelo volume de investimentos no aumento da capacidade
produtiva do país. De acordo com dados do Banco Central (BC), a produção
de bens de capital (máquinas e equipamentos) cresceu 20,5% de janeiro
a abril.
O dado mostra que as empresas ampliaram seus parques e precisarão de
mais mão-de-obra para ocupar suas fábricas. “Por enquanto,
nossas pesquisas não indicam alteração no humor do empresariado
(em relação aos investimentos planejados)”, afirma Paulo
Mol, da CNI.
Na avaliação do pesquisador do Ipea Lauro Ramos, essa é justamente
a questão mais importante no horizonte do mercado de trabalho. “O
calcanhar de aquiles é a questão da formação de
expectativas. Os empresários estão de olho em como o governo
e o Banco Central vão agir diante da inflação.
Por enquanto, essa inflação ainda é uma pequena adversidade,
um acidente de percurso. Mas a autoridade monetária precisa dar sinais
inequívocos de que está comprometida com a estabilidade, para
não abalar as expectativas de quem pretende investir”, avalia. “E,
por enquanto, isso tem sido feito”, elogia.
A economista Cláudia
Oshiro, da consultoria Tendências, acredita que a indústria
e o comércio devem gerar menos empregos daqui para frente, mas
nada perto de um “cenário ruim”. “No segundo
semestre deve haver queda no desemprego, como acontece todos os anos”,
diz. Ela estima que a taxa média no ano fique em 8,6%, contra
os 9,3% de 2007. Para 2009, a projeção é 8,2%.
“ O mercado de trabalho talvez não repita os recentes resultados.
Mas estamos falando de um cenário onde a queda do desemprego deve ser
menor, mas uma queda”, sentencia. (Fonte:
CB, Marcelo Tokarski)
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O SERRANO, 16 de junho de
2008
Construção Civil cria
152 mil novas vagas no quadrimestre
A indústria da construção civil continua contribuindo
para o aumento do emprego formal no Brasil. Segundo levantamento do SindusCon-SP
(Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado
de São Paulo) e da FGV Projetos, o setor contratou 152,4 mil novos trabalhadores
em todo o país no primeiro quadrimestre de 2008. Na base de comparação
com o total de trabalhadores registrados no final de dezembro de 2007, o aumento
do nível de emprego em 2008 é de 8,3%.
Em abril, foram empregados 38,6
mil novos funcionários, uma variação positiva de
2% ante o mês anterior, o que elevou o estoque de mão-de-obra
da construção civil para 1,987 milhão, o maior desde
1995, quando o estudo teve a metodologia atualizada. Já nos últimos
12 meses encerrados em abril, a alta é de 16,6%.
No Estado de São Paulo,
foram criadas 48,9 mil vagas no quadrimestre, um aumento de 9,4% no total
de trabalhadores da construção civil paulista. Com isso,
o estoque de mão-de-obra do setor no Estado atingiu o patamar
de 565 mil empregados com carteira registrada. Nos últimos 12
meses encerrados em abril, mês em que foram geradas 11,6 mil vagas,
a alta do índice é de 21,3%.
Na Capital paulista, o avanço
do índice nos quatro primeiros meses do ano foi de 9,7%, com a
criação de 24,1 mil postos de trabalho. Em abril, foram
contratados 6,6 mil funcionários, uma alta de 2,5% sobre março.
Já nos últimos 12 meses, o crescimento chega a 25%. Com
isso, o estoque de mão-de-obra da construção civil
no município de São Paulo atingiu o patamar de 271,4 mil
empregados com carteira registrada.
Na região de Ribeirão
Preto a Variação Mensal em (%) é de 1,22 e foram
criadas 395 vagas de emprego.
Regiões do Brasil - Com
resultados positivos em todas as regiões do país, a maior
variação mensal percentual do nível de emprego na
construção civil foi no Centro-Oeste, que registrou alta
de 3,2% em abril (+4,8 mil trabalhadores), comparado a março.
Já na Região Sudeste, o crescimento foi de 2,3%, ou 25.445
vagas a mais.
No Sul, as 5,1 mil vagas geradas
em abril representaram avanço de 1,9% e, no Nordeste, foram contratados
1,9 mil trabalhadores, o equivalente ao aumento de 0,5% - ambos na base
de comparação mensal referente a março.
Mas o principal destaque
positivo de abril ficou por conta do Norte, que após três
meses de perdas voltou a apresentar crescimento e teve 1,3% de alta
no índice, o que representou para a região 1,2 novas
vagas na construção civil.
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SINTRICOMB Brusque/SC, 16 de junho de 2008
Brusque/SC
Vistorias detectam continuidade de velhos
problemas na construção
civil
No início deste ano, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de Brusque e região
(Sintricomb) elaborou um cronograma de atuação mais intensa
no que diz respeito às vistorias no setor. O objetivo era de diagnosticar
os problemas mais comuns vividos pelos trabalhadores em seus locais de
serviço.
Dois temas foram abordados com mais ênfase: segurança e
saúde no ambiente de trabalho e registro na carteira profissional.
Para auxiliar na execução do projeto, o Sintricomb firmou
um convênio com o Centro de Referência em Saúde do
Trabalhador (Cerest), órgão ligado ao governo federal.
Recentemente, uma equipe do Cerest esteve na cidade de Brusque e participou
junto com o Sintricomb de uma série de visitas a obras da construção
no município e na região. Segundo o presidente do Sintricomb,
Renato José Lungen, o grupo pôde ver de perto os velhos
problemas já apontados tantas vezes pela entidade sindical.
“Em
todas as obras visitadas foram encontrados problemas sérios. Entre
eles falta de alojamento, área de vivência (descanso e alimentação),
ausência de água e chuveiro para tomar banho. Este último
quando tem é bem precário. Não havia banheiros adequados
para que as pessoas possam fazer suas necessidades.
Chega-se ao cúmulo
de ainda haver locais em que as empresas fazem um buraco no chão
e cortar um pedaço de tábuas para servir como vaso. Isso
quando o trabalhador não tem que fazer suas necessidades no mato”,
diz ele, enfatizando que o trabalho vai continuar nos próximos
meses. Uma das ações a serem tomadas pelo sindicato será a
divulgação, principalmente através de imagens, dos
problemas detectados e dos responsáveis pelas obras. “Vamos
fotografar e divulgar para que todo mundo veja qual é a realidade
da construção em Brusque e região, seja na imprensa
ou no site do sindicato (www.sintricomb.com.br)”.
Outro ponto que vem sendo bastante vistoriado pelo sindicato é quanto à falta
de registro na carteira de trabalho. O problema já é detectado
há muito tempo e apesar das investidas tanto do sindicato quanto
do próprio Ministério do Trabalho a situação
persiste. Durante o mês de maio, a diretoria do Sintricomb realizou
visitas em 13 obras do município. Nelas, foi detectada a presença
de 42 trabalhadores sem registro em carteira. Houve casos em que, no
mesmo local, todos os trabalhadores não estavam dentro da lei.
De acordo com Elizeu Schmitz, um dos diretores do Sintricomb, os empresários
ou responsáveis utilizam um argumento não muito convincente
para explicar atais situações. “Muitos patrões
alegam que o motivo de o trabalhador não estar registrado é porque
ele está fazendo teste”. A assessoria jurídica do
Sintricomb diz que, perante a lei, a palavra teste não existe.
Todo o funcionário que estiver exercendo atividade de trabalho
deve estar registrado. O que a lei permite é que se faça
um contrato de experiência, que deve ser de, no mínimo,
30 dias e, no máximo, 90. No entanto pode haver exceções,
como por exemplo, o trabalhador ser admitido para efetuar serviços
em prazo inferior a um mês. Mas isso deve ser registrado através
de contrato de trabalho, dentro das regras das leis trabalhistas.
Valdomiro da Motta
Assessoria de imprensa do Sintricomb
47 33512089
47 91479204
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ONLINE), 16 de junho de 2008 | Dinheiro
Financiamento de imóveis em
maio tem maior resultado em 20 anos
da Folha Online
O volume liberado em empréstimos
imobiliários com recursos da poupança atingiu R$ 2,27 bilhões
em maio deste ano, segundo dados da Abecip (Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
O número de imóveis financiados alcançou 22.069,
o mais elevado dos últimos 20 anos.
Em valores, as operações
feitas pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)
no mês de maio ficam atrás, historicamente, apenas de novembro
de 2007. Segundo a Abecip, o resultado de maio de 2008 supera em 57,8%
o montante contratado no mesmo mês de 2007.
Com o desempenho, as contratações
dos primeiros cinco meses de 2008 atingiram R$ 9,74 bilhões, superando
em 75,9% as do mesmo período do ano passado. Em apenas cinco meses,
o volume de 2008 já é 4,3% maior que todo o montante contratado
em 2006.
No período de 12 meses,
até maio de 2008, as novas operações alcançaram
R$ 22,49 bilhões, crescimento de 93,3% em comparação
aos 12 meses anteriores, até maio de 2007.
Em relação às
unidades financiadas, o resultado de maio superou em 35,6% o número
de financiamentos realizados no mesmo mês de 2007. Nos primeiros
cinco meses de 2008, foram financiadas 95.956 unidades e, nos últimos
12 meses, o total de unidades financiadas superou 227,6 mil.
Em maio, a captação
de recursos por intermédio das contas de poupança retomou
a tendência de alta e os depósitos superaram os saques
em cerca de R$ 1,16 bilhão. A Abecip afirmou que o resultado
confirma a avaliação de que os dados de queda relativos
a abril foram pontuais e que não indicam mudança de comportamento
dos poupadores em relação à caderneta.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ONLINE), 16 de junho de 2008 | Dinheiro
Mesa da Câmara pode anular
equiparação do mínimo aos benefícios
do INSS
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A Mesa Diretora da Câmara
analisa nesta semana a possibilidade de anular a votação
que aprovou a proposta que equipara o reajuste concedido ao salário
mínimo para os benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional
de Seguridade Social). A iniciativa ocorre uma semana depois de o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva criticar os parlamentares pela aprovação
da medida sem apontar fontes de recursos.
Mas nesta segunda-feira o presidente
da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), apelou para que o assunto
não se torne disputa política entre governistas e oposição.
"Antes de passar pelo plenário,
eu prefiro que não passe por disputa e sim pela construção
porque trata da vida de milhões e milhões de brasileiros.
Pode ter o apoio de todos, mas tem que ter a forma de pagamento [apontando
fontes de recursos]", disse Chinaglia.
Na semana passada a Comissão
Especial do Salário Mínimo da Câmara aprovou a proposta
que equipara o reajuste concedido ao mínimo aos benefícios
pagos a cerca de 7,5 milhões de aposentados e pensionistas do
INSS. A sessão, segundo o presidente da comissão, deputado
Júlio Delgado (PSB-MG), ocorreu na presença de integrantes
que participaram das discussões.
Porém, sob a alegação
que votação na comissão ocorreu durante sessão
deliberativa (com votação) no plenário, o deputado
Gilmar Machado (PT-MG), pede para anular o resultado da votação.
Em uma questão de ordem encaminhada à Mesa Diretora da
Câmara, ele levanta dúvidas sobre a forma como o assunto
foi votado na comissão.
"Sou favorável que
se defina uma política de reajuste voltada para os aposentados
e pensionistas que recebem um salário mínimo", afirmou
Machado. "Mas tenho dúvidas sobre a forma como o assunto
foi votado, pois não houve debates com as centrais sindicais,
as associações e tudo ocorre de maneira muito apressada."
Na prática o governo
quer evitar o desgaste de o projeto ter de ser vetado pelo presidente
da República. Na tentativa de escapar disso a base aliada atua
para adiar a votação do assunto em plenário o
máximo de tempo o possível.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ONLINE), 16 de junho de 2008 | Dinheiro
Lula defende 10 anos de crescimento
sustentável para recuperar prejuízo
DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira um mínimo de dez anos
de crescimento sustentável no país. Segundo ele, isso será possível
com os investimentos na cadeia produtiva, que se reverterão em
aumento da produção, capaz de atender a demanda crescente
no Brasil.
"Eu trabalho com a hipótese
que a gente tenha pelo menos dez anos de crescimento sustentável
para que a gente possa recuperar todos os males que os 20 anos de não
crescimento causaram ao nosso país", disse Lula, que participou
de evento na BM&F Bovespa, em comemoração ao grau de
investimento do Brasil.
Segundo Lula, os investimentos em produção vão contribuir
para o atendimento da oferta e o crescimento sustentável. "Temos
de ter em conta que parte dos investimentos (...), que significam consumo e
demanda, porque tem gente comprando cimento, fio, a partir do ano que vem,
parte dessa demanda se transformará em oferta e possivelmente, a gente
poderá atender à continuidade do nosso crescimento de forma sustentada",
avaliou o presidente.
Para Lula, a onda de inflação
que atinge o mercado mundial é um problema e deve ser combatido.
Ele admite que a inflação de demanda (quando a falta de
produtos no mercado pressiona os preços) deve reduzir a perspectiva
de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, que "começou
em 5,8% e deve chegar a 5%".
"Nós não temos
o direito de permitir que haja um retrocesso neste país. Nós
temos de ter o compromisso de não permitir que a inflação
volte a atrapalhar o sonho de estabilidade que este país conquistou",
disse Lula.
"Nós sabemos quais
os instrumentos que o governo tem. E nós sabemos que toda vez
que inflação acontece por aumento de demanda, todo companheiro
da área econômica se sente no dever de tentar reduzir essa
demanda. E isso significa concretamente que estamos vendo uma perspectiva
de crescimento que começou em 5,8% chegar a 5%. Isso pode ser
resolvido no médio e curto prazo", disse Lula, citando a
ampliação da agricultura familiar.
Lula voltou a afirmar que
a crise de alimentos no mundo deve ser vista como um desafio. "O
Brasil tem condições, como ninguém no mundo, para
dar um salto de qualidade em curto prazo de tempo", disse Lula.
Ele citou o potencial do álcool e do biodiesel no mercado internacional.
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BEM PARANÁ, 16 de
junho de 2008 | Economia
Na ativa
Cada vez mais aposentados voltam ao
mercado de trabalho
Possibilidade de aposentadoria integral incentiva
mudança
Ana Ehlert, do Jornal do Estado
Franklin de Freitas
José Luis da Costa, do Asilo São Vicente de Paula: volta ao mercado
depois de 12 anos paradoCerca de 68% dos 25 milhões de aposentados do
Regime Geral são obrigados viver com apenas R$ 415 — valor do
salário mínimo nacional pago pelo benefício do Instituto
Nacional de Seguridade Social (INSS). No Paraná, em dezembro de 2007,
eram 1.378.125 aposentados, segundo os dados do Sindicato Nacional dos Aposentados.
Ainda que não existam
dados específicos atualizados sobre o número de aposentados
no mercado de trabalho, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são
chefes de família. E segundo o Censo de 2000, 20% dos idosos aposentados
continuam trabalhando, sendo 28,9%, homens, e 11,5%, mulheres.
Para o vice-presidente do Sindicato, Paulo José Zanetti, os números
podem explicar a retomada do mercado de trabalho. Como voltam a contribuir,
aqueles que requereram a aposentadoria proporcional, podem renunciar ao benefício
e solicitar a aposentadoria integral. Essa ação tem sido batizada
por desaposentação.
No entanto, segundo Melissa Folmann,
presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP),
alerta para os riscos. “Ainda não há um consenso
sobre o caso, mas tem decisões judiciais que condicionam o recebimento
de nova aposentadoria à devolução dos benefícios
já pagos”, afirma. “Por isso, é importante
fazer um cálculo para avaliar os riscos que este segurado irá correr”,
alerta.
Zanetti credita ainda a volta
dos aposentados ao mercado de trabalho às novas regras. Como a
sistemática prevê a aplicação do fator previdenciário
(que faz uma projeção do tempo de vida do requerente diante
da expectativa de vida atual do brasileiro) sobre 80% das maiores médias
salariais pagas, há casos em que o valor do benefício cai
em 50%, para as mulheres, e em 45%, para os homens.
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BEM PARANÁ, 16 de
junho de 2008 | Economia
Perdas podem passar de 50%
Mas as perdas podem ser ainda maiores. Segundo Melisa Folmann, presidente do
Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), há casos
superiores a 50%. Ela cita o exemplo de uma gerente bancária, que aos
42 anos tinha e solicitou o direito à aposentadoria. “Com a aplicação
das novas regras, as perdas chegaram a 51%, uma vez que ela sempre contribuiu
pelo teto”, ressalta.
Segundo a advogada, apesar de
estar aposentada, a gerente permanece no mercado de trabalho na mesma
função. “Como ela tinha o direito e, para não
correr o risco de perdê-lo diante de novas mudanças do governo,
ela o requereu”, explica.
Assim como essa gerente de banco, cujo nome não foi revelado por sigilo
profissional, o gerente comercial do Asilo São Vicente de Paula, José Luis
da Costa, é outro exemplo de retorno ao mercado de trabalho.
Aposentado pelo regime próprio,
ele era servidor público e atuava como analista de Recursos Humanos,
há um ano e meio ajuda a captar recursos para a instituição,
mantida por doações e pela Congregação Católica
Filhas da Caridade.
Costa se considera um privilegiado. Primeiro por conseguir voltar ao mercado
de trabalho e, segundo, por estar atuando em uma área considerada desafiante.”Antes
eu trabalhava porque tinha de manter a família, agora para me sentir útil
e satisfeito com minha atividade laborativa e sem grandes compromissos com
horários”, afirma.
Por atuar na comunidade, ele diz que foi chamado a ocupar o cargo pelo Padre
da Paróquia, José Aparecido. E entre as atividades por ele desempenhadas
está o auxílio do bingo beneficente, realizado na última
sexta-feira.
De acordo com projeções
da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025
a população de idosos no Brasil crescerá 16 vezes
contra cinco vezes a população total, o que nos dará a
colocação de 6º país com maior população
idosa. Mas será que esse crescimento irá colocar o Brasil
no ranking de país com maior número de aposentados? Se
depender da “desaposentação”, a população
de idosos economicamente ativos continuará crescendo em todo país,
especialmente nos centros urbanos.
A aposentadoria, garantida pela
Constituição Federal, é uma prestação
por excelência da Previdência Social que assegura a subsistência
da pessoa e daqueles que dele dependem. Ocorre que vem crescendo no Brasil
o número de pessoas que renunciam ao direito de se aposentar,
apesar de já terem o tempo de contribuição suficiente.
“ A renúncia à aposentadoria possibilita à pessoa
um benefício melhor remunerado no mesmo, ou em outro, regime previdenciário.
Isso acontece pela continuidade laborativa do segurado aposentado que, em virtude
das contribuições vertidas após a aposentadoria, pretende
obter novo benefício em condições melhores, em função
do novo tempo contributivo”, explica Folmann. (AE)
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AGÊNCIA DIAP, 16 de
junho de 2008
RELAÇÕES CONFLITANTES
Trabalho debate nesta terça
novas relações entre o capital e o labor
A Comissão de Trabalho
da Câmara realiza, nesta terça-feira (17), às 14h30,
audiência pública sobre as diretrizes a respeito da reconstrução
das relações entre o capital e o trabalho.
Para o debate, que acontecerá no
plenário 12, foi convidado o ministro de Assuntos Estratégicos,
Mangabeira Unger.
Fundações
Nesta quarta-feira (18), o colegiado volta a ser reunir, desta vez para deliberar
sobre sua pauta ordinária que consta o Projeto de Lei Complementar (PLP)
92/07, do Executivo, que cria as fundações no setor público.
O projeto já foi debatido
em audiência pública que deixou clara as divergências
acerca da proposição, entre elas, a ampliação
da área de atuação das fundações,
proposta pelo relator, deputado Pedro Henry (PP/MT).
A reunião será às
10h no plenário 12.
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Gazeta do Povo, 16 de junho de 2008
Imposto
Aliados planejam rejeitar três
destaques para manter o texto da CSS
Para retomar a votação da
regulamentação dos recursos para a saúde,
a Câmara terá de votar MP do regime tributário
do álcool combustível, que tranca a pauta da Casa
A prioridade da Câmara dos Deputados nesta semana é a votação
dos quatro destaques que alteraram o texto do projeto de lei da Contribuição
Social para a Saúde (CSS) e da regulamentação da Emenda
Constitucional 29. A norma prevê o repasse de mais recursos para a saúde
pública. A apreciação está marcada para amanhã e
para que o texto aprovado pelos deputados na última quarta-feira seja
mantido na íntegra, os aliados do governo precisam rejeitar os três
destaques da oposição.
De acordo com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP),
será importante votar também nesta semana, e em primeiro turno,
a Proposta de Emenda à Constituição 511, que muda as regras
de edição e o rito de tramitação das medidas provisórias.
Para retomar a votação dos destaques da regulamentação
dos recursos para a saúde, o Plenário da Câmara terá de
votar a medida provisória 425. O texto prorroga a entrada em vigor do
novo regime tributário para o álcool combustível. A MP
está trancando a pauta e tem prioridade de análise sobre os destaques
e outras matérias. A oposição promete obstruir o pleito
da MP para impedir a votação dos destaques.
Em três dos quatro destaques caberá ao governo colocar no mínimo
257 votos para rejeitá-los e assim manter o texto já aprovado
pelo Plenário. Um deles pretende substituir artigo do texto para retomar
o cálculo de 10 % (texto do Senado) do montante a ser investido pela
União em saúde, aí caberá à oposição
colocar 257 votos favoráveis para aprová-lo.
Um outro item propõe a supressão do artigo inteiro do texto,
que determina o cálculo do montante aplicado pela União em serviço
de saúde de acordo com a variação nominal do Produto Interno
Bruto (PIB). O terceiro destaque quer suprimir o dispositivo que exclui o valor
arrecadado com a CSS do cálculo do montante aplicado na saúde
e o último suprime o artigo inteiro sobre a base de cálculo da
CSS.
Concluída a votação dos destaques, o projeto será encaminhado
para discussão e votação no Senado Federal. Os parlamentares
poderão aprovar ou rejeitar o texto da Câmara, ou ainda retomar
o texto já aprovado pelo Senado.
Novo imposto
A nova contribuição proposta pelo governo vai funcionar nos mesmos
moldes da CPMF, extinta em dezembro de 2007, ou seja, será cobrada sobre
movimentações financeiras (o chamado imposto do cheque).
Maquiagem
Para desfazer a ligação com a antiga CPMF, a base aliada do governo
no Congresso propõe um novo nome: Contribuição Social
para a Saúde, que terá a sigla CSS.
Alíquota
A CSS terá alíquota de 0,10% e os recursos serão exclusivamente
destinados para a saúde. A CPMF, quando acabou, tinha alíquota
de 0,38%.
Arrecadação
Se aprovada, a nova contribuição vai acrescentar ao orçamento
do Ministério da Saúde entre R$ 9 bilhões e R$ 12 bilhões,
segundo cálculos dos governistas.
A CPMF renderia, em 2008, cerca de R$ 40 bilhões.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de junho de 2008 | Nacional
Começa movimento para barrar
candidatos com processos
Agência Estado
Uma mobilização popular para impedir que políticos condenados
ou que renunciaram aos mandatos para fugir da cassação possam
se candidatar tem dia e hora para começar: segunda-feira (16), às
14h30, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
É quando o Movimento de
Combate Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne 36
instituições, vai entregar ao presidente do TSE, ministro
Carlos Ayres Britto, um novo projeto de lei de iniciativa popular que
sugere alterações na lei de inelegibilidades Lei complementar
64/90.
Para que o texto vá ao
Congresso, a Constituição Federal pede que sejam recolhidas
as assinaturas de 1% dos eleitores brasileiros ou seja, serão
necessárias pelo menos 1,7 milhão. O MCCE fez o mesmo para
aprovar a Lei 9.840/99, que tornou crime a prática da compra de
votos.
O projeto propõe que os
que foram condenados em primeira ou única instância ou que
tiverem contra si denúncias recebidas por órgão
judicial colegiado não tenham a sua candidatura aprovada pelo
TSE, de acordo com o padre Geraldo Martins, assessor da CNBB. A entidade
integra o MCCE e espera conseguir as 1,7 milhão de assinaturas
até julho deste ano.
O que se quer com esse projeto é fazer
crescer nas pessoas a consciência de cidadania e convocar o eleitor
para sua responsabilidade no processo de purificação de
todo o processo eleitoral, fazendo com que os partidos se preocupem,
cada vez mais, em apresentar sociedade candidatos idôneos e de
reputação ilibada, a fim de que possam pleitar esses cargos."
O secretário-geral da
CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, o secretário-executivo da Comissão
Brasileira Justiça e Paz (CBJP) Carlos Moura, e o representante
do Conselho Federal da OAB, Amauri Serralvo, farão parte da comissão
que vai entregar o texto do projeto de lei, na segunda-feira, ao presidente
do TSE.
Uma decisão do TSE, no último
dia 10, vai exatamente contra o que propõe o projeto. Por meio
dela, o tribunal definiu que apenas os candidatos com processo transitado
em julgado - ou seja, sentença definitiva - serão impedidos
de concorrer às eleições.
Para assinar o abaixo-assinado
que muda o texto da lei, basta entrar no site do MCCE e preencher o
formulário. Nele, constam espaço para a pessoa colocar
nome, endereço, número do título de eleitor e
assinatura ou impressão digital. Qualquer eleitor pode assinar
e recolher assinaturas de outros eleitores.
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FOLHA DE LONDRINA, 16 de
junho de 2008 | Opinião
Trabalho conquista o espaço
doméstico
O home office ainda engatinha no Brasil,
mas o mercado está ganhando adeptos - crescimento é de
70% ao ano, em média
Marcos Borges
Trabalhar fora do escritório, no conforto do lar, sem precisar enfrentar
o trânsito, não é mais sonho para cerca de 10 milhões
de trabalhadores brasileiros. São profissionais incentivados por empresas
ou donos do próprio negócio que encontraram no home office -
ou teletrabalho - a chance de ganhar tempo e praticidade, unindo casa e escritório
no mesmo ambiente.
A Associação Brasileira
de Teletrabalho (Sobratt) estima que este mercado cresce 70% ao ano,
em média, no Brasil, principalmente no setor privado. Uma pesquisa
realizada em nove capitais, apontou que 23% das pessoas ouvidas, prestam
serviços virtualmente.
O estudo elaborado pela Market
Analysis, opontou que em Curitiba, 18% da população economicamente
ativa tem algum envolvimento com o teletrabalho e que ir ao escritório
ainda é a preferência na cidade.
As pequenas e médias empresas
apresentaram a maior incidência de teletrabalhadores. ''O home
office em Curitiba entra como um modelo para situações
especiais. Uma pessoa em cada quatro que trabalha em tempo integral prestou
serviço virtualmente no último mês na Capital'',
comenta Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis.
Apesar das facilidades, a Sobratt
alerta que home office funciona muito bem quando há disciplina
nos horários e divisão de tarefas, para que a vida profissional
não se sobreponha a pessoal. ''É preciso se auto-educar,
ter rotinas e gerenciamento de tempo. Condicionar a família que
naquele espaço funciona o escritório e você está em
casa a trabalho'', diz a diretora da entidade, Ana Manssour.
Ela se refere aos problemas familiares
e de saúde, frequentemente adquiridos com o trabalho em casa.
''Precisa ter hora para tudo e tomar cuidado para não ficar 24
horas diante do computador, e assim evitar o estresse físico e
mental.''
Comentários espontâneos
da pesquisa da Market Analysis deram o mesmo sinal de alerta. Muitos
entrevistados se queixaram de um certo abuso por parte da empresas quanto
ao extrapolar o horário comercial. ''A disponibilidade do funcionário
sempre é colocada como positivo pelo empregador, diante de um
cliente dele, por exemplo'', comenta
Disciplina
O promotor de eventos Flávio
Sacramento foi transferido há seis meses pela empresa em que trabalha
de Brasília para Curitiba. Como viria sozinho, a solução
foi alugar uma casa grande onde ele pudesse morar e trabalhar. A novidade
foi bem vinda e como o ritmo de serviço aumentou, hoje ele tem
uma ajudante, mas mesmo assim sente falta da equipe para trocar idéias
e sugestões.
Para ele, a recompensa é a
aposta da empresa em tarefa que requer tanta responsabilidade e disciplina.
''Levanto com o espírito de quem vai para o escritório.
Ao chegar rapidamente na minha estação de trabalho, me
desligo do resto da casa e foco em cumprir a agenda. O desafio é concientizar-se
da dupla função do espaço e viver com disciplina.
Se relaxar, não dá conta das cobranças naturais
da empresa e a produtividade cai.''
A tentação do sofá
O relações públicas
Thierry Pignataro Netto é sócio em uma empresa de comunicação
interna e há sete anos trabalha em home office. O benefício
foi extendido aos demais funcionários e, dos 28 colaboradores,
16 trabalham em casa e outros 11 em unidades montadas na empresa do cliente
ou no próprio escritório-sede da empresa.
''A nossa empresa era pequena,
e gostávamos da idéia da flexibilidade de trabalhar em
casa. Uma vez por ano, perguntamos aos funcionários se desejam
voltar ao escritório e o 'não' é unânime'',
conta.
Como empresário, Thierry
confessa que no início foi até mais fácil manter
as pessoas em home office que estruturar um escritório físico,
pois a operação era mantida com custos mais reduzidos.
Com o tempo, virou um estilo produtivo de se trabalhar.
''O profissional que entra neste
esquema demanda um perfil que apresente disciplina, resistência às
tentações como sofá e um grande senso de planejamento'',
completa.
Para o empresário, a carga
de trabalho em casa é maior em comparação ao escritório,
mas as sensações de cansaços físico e psicológico
são menores. ''É importante para o profissional saber escolher
o quanto e como deseja trabalhar, levando em consideração
a remuneração, o aprendizado e as possibilidades de crescimento'',
argumenta.
Vantagens
Não enfrentar o trânsito,
vestir-se com espontaneidade, integrar vida pessoal e profissional e
escolher os horários são vantagens apontadas por profissionais
do ramo, que geram satisfação entre quem trabalha e clientes.
''Embora ainda não seja comum o teletrabalho no Brasil, os clientes
aceitam bem e reconhecem-no como imprescindível em algumas cidades'',
avalia Fabián Echegaray, da Market.
A idéia é compartilhada
pela Sobratt. A instituição lançou uma campanha
cuja filosofia é o deslocamento zero e a flexibilização
dos horários de entrada e saída de empregados, afim de
amenizar o rush. A defesa é que o home office é uma atitude
de sustentabilidade e responsabilidade social, ambiental e econômico
que deveria ser apoiada pelo setor público.
''Europa e Estados Unidos fornecem
redução de impostos para quem incentiva a prática.
Diminuir o fluxo de trânsito e gases poluentes e aumentar a qualidade
de vida, são alguns exemplos para a sobrevivência humana'',
enfatiza Ana Manssour.
Cláudia Palaci
Equipe da Folha
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Folha
de S.Paulo, 16 de junho de 2008
Alta de preço dos alimentos contamina
outros produtos
Cresce difusão da inflação,
ou seja, mais itens que integram o IPCA sobem de preço | Em maio,
dos 465 itens pesquisados pelo IBGE, 71% registraram alta, contra 62%
no mês anterior; instituto aponta reajuste nos serviços
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Primeiro, foram os alimentos
a pressionar a inflação. Agora, os reajustes se dissiparam
e atingem a maior parte da cesta de produtos que integra o IPCA (Índice
de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE. Em maio, dos 465
itens pesquisados pelo índice oficial, 71,35% registraram
alta. O percentual supera em quase dez pontos o de abril (61,98%).
Em maio do ano passado, o chamado índice de difusão era bem menor:
56,99%, segundo dados da Tendências. "Esse patamar de maio é bem
alto. Se se configurar uma tendência, como parece, mostra uma disseminação
da inflação que é preocupante", diz Marcela Prada,
economista da consultoria.
Para ela, a pressão dos alimentos contamina outros preços. "Há um
ambiente de aquecimento econômico propício para reajuste",
afirma.
Em maio, o IPCA surpreendeu os especialistas e bateu em 0,79% -acima do 0,55%
de abril. Foi a maior alta desde abril de 2005 (0,87%) e a mais elevada variação
para um mês de maio desde o início do Plano Real, em 1994.
Diante do resultado, economistas já cogitam a possibilidade de o índice
ultrapassar o teto da meta do governo para 2008, de 6,5%. Um dos motivos é a
maior difusão da inflação que começa a tomar corpo.
Tal fenômeno se evidencia com o comportamento dos preços dos serviços,
que avançam a reboque da alta da inflação dos alimentos,
do aquecimento da economia e da expansão da renda do trabalhador.
A manicure Dircinéia dos Santos Lima, a Néia, 38, ilustra a situação
recente. Ela cobrava R$ 15 para fazer a mão e o pé há um
ano. Como seu orçamento ficou mais apertado e as clientes não
reclamaram, conseguiu subir o preço para R$ 20.
Estão nessa lista serviços de conserto de transporte escolar
(alta de 3,54% de janeiro a maio de 2008), estacionamento (3,16%), médicos
e dentários (3,47%), costureira (3,30%), academia de ginástica
(4,34%) e natação (2,93%).
Fazer as unhas passou a custar 4,58% mais neste ano. No salão de beleza,
o recordista na alta de preços foi depilação (7,73%).
O serviço superou o reajuste do hotel -5,07%. O aumento mais expressivo,
porém, ficou com os ingressos de jogos esportivos -33,73%. Todos subiram
acima do IPCA -2,88% de janeiro a maio.
Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços
do IBGE, há um "claro movimento de alta, especialmente dos serviços
pessoais". "Existem duas influências importantes: o reajuste
do salário mínimo e mais recentemente a alta dos preços
dos alimentos. Para quem é autônomo, a alimentação é muito
sentida no orçamento, e a tendência é que se tente repassar
os aumentos para o custo dos serviços", diz.
A economia aquecida, diz, propicia os repasses. "No caso de serviços
como manicure, cabeleireiro, costureira, o consumidor é mais fiel. Não
troca facilmente. Assim, o repasse é mais fácil. Os clientes
aceitam mais os reajustes."
Para Carlos Thadeu de Freitas Filho, da SLW Corretora, a economia aquecida "dá sustentação
aos repasses de custo", o que abre espaço para o reajustes dos
serviços.
Essa tendência, diz, é mais notada em serviços nos quais
o peso da mão-de-obra é maior e cuja expansão do consumo
está atrelada ao aumento da renda. É o caso típico dos
serviços do salão de beleza.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de junho de 2008 | Economia
FGTS poderá ser usado para pagar
consórcio de imóvel
Redação Tribuna do Paraná
O setor de consórcio de imóveis deve ganhar um forte impulso
com a aprovação do projeto de lei (PL) 7161/06 que regulamenta
a atividade no Brasil.
A exemplo do que já ocorre
com outras negociações imobiliárias, a nova legislação
permitirá que o trabalhador utilize o Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço (FGTS) para pagar prestações ou dar lances
em consórcios de imóveis. Além disso, a proposta
também regulamenta a criação e o funcionamento de
consórcios.
O projeto foi aprovado em caráter
conclusivo no dia 13 de maio e agora, para se transformar em lei, só depende
de uma nova análise do Senado. “Isso deve fazer com que
muitos interessados em adquirir imóveis troquem o financiamento
pelo consórcio, já que aumentarão as chances de
lances para os participantes dos grupos”, comenta Adriana Macedo
Perin, diretora da administradora Gulin Consórcios, de Curitiba.
Antes da nova lei, o FGTS até podia
ser usado como forma de pagamento do lance do consórcio, mas a
burocracia e a lentidão do processo acabavam inviabilizando o
processo e até mesmo impedindo a aquisição do imóvel.
Por ser uma modalidade de compra
que dispensa o pagamento de juros bancários, o número de
compradores de consórcios de imóveis vem crescendo gradualmente.
No financiamento, a taxa de juros fica em torno de 12% ao ano.
De acordo com dados da Associação
Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac), no ano passado,
470 mil brasileiros optaram pelo consórcio na hora de adquirir
a casa própria - 20% a mais do que o número registrado
em 2006. No Sistema Financeiro de Habitação, o sistema
de consórcio representa uma fatia de 21% das negociações
imobiliárias. Em 1998, era apenas 14%.
A contemplação
pode ser antecipada por lances, que geralmente ficam em torno de 30%
do valor do crédito. Na Gulin, o prazo dos consórcios é de
120 meses, mas o cliente tem a opção de pagar em menos
tempo, e os grupos têm, em média, 360 participantes.
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Agência Câmara,
16 de junho de 2008
BENEFÍCIOS TRABALHISTAS
Assuntos Econômicos poderá votar
alterações na lei do FGTS
Nesta terça-feira (17), às
10h, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) poderá analisar
vários projetos de interesse dos trabalhadores em sua reunião
ordinária. A pauta do colegiado conta com mais de 11 proposições
que devem ser analisadas pela Comissão.
Entre as matérias, o substitutivo apresentado ao projeto que altera
a Lei 8.036/90, que dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) para permitir ao empregado participar do capital da empresa em que trabalha,
utilizando-se do saldo do referido fundo.
Na Câmara, tramitam vários projetos que tratam de modificações
na lei do FGTS, mas é necessário cautela na apreciação
destas matérias e os deputados decidiram criar uma comissão especial
para analisar de forma mais detalhada as proposições.
Outra matéria altera as Leis 6.321/76, 7.418/85 e 7.998/90, para permitir
a concessão dos benefícios do Programa de Alimentação
do Trabalhador (PAT) e de Vale-Transporte aos trabalhadores desempregados,
durante o período de freqüência a curso de capacitação,
readaptação ou reciclagem.
A reunião do colegiado será na sala 19 da ala Alexandre Costa.
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Diário Vermelho, 16
de junho de 2008
Contag defende criação
de piso salarial para cortadores de cana
Representantes da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) devem apresentar na
próxima terça-feira (17) uma proposta que defende a criação
de um piso salarial para cortadores de cana-de-açúcar.
Eles vão discutir o assunto com as entidades patronais – União
da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A Contag, a Unica e a CNA devem criar um grupo de trabalho coordenado pela
Secretaria-Geral da Presidência da República para debater a
proposta. Os Ministérios da Justiça, do Desenvolvimento Agrário
e do Trabalho também devem participar das negociações.
O diretor de Assalariados Rurais
da Contag, Antônio Lucas Filho, disse que as negociações
estão no início e que os benefícios como plano de
saúde também entram na pauta de reivindicações.
De acordo com ele, os cortadores
de cana trabalham seis meses por ano e recebem por produção.
Em média, os salários são de R$ 700 mensais por
uma jornada de 44 horas semanais, mas alguns estados, como Mato Grosso
e Goiás, estabeleceram pisos diferenciados.
“Queremos que o governo
faça a mediação para termos um piso salarial melhor,
com abrangência nacional. Temos que acabar com essa história
de alguém negociar pisos muito pequenos. Por exemplo, Goiás
tem um piso de R$ 526, e Mato Grosso, de R$ 478. Como explicar para o
trabalhador e à sociedade que o cortador de cana tem o mesmo sofrimento
e o salário é diferente? Isso é injusto.”
Lucas Filho disse que a Contag
defende a criação de um certificado para o álcool
e o açúcar. Esse certificado identificaria as usinas que
proporcionam condições seguras de trabalho aos cortadores
de cana-de-açúcar. “Nós temos que colocar
critérios que melhorem a vida dos trabalhadores, que garantam
mais saúde e segurança. Temos que construir políticas
públicas para esses trabalhadores.”
A Contag informou que no
Brasil tem 800 mil cortadores de cana-de-açúcar que trabalham
no plantio, transporte da muda e no corte final nos canaviais.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
16/06/2008
Usina é condenada por plantador de
cana terceirizado por fornecedor
A Usina da Barra S.A Açúcar
e Álcool, da cidade paulista de Barra Bonita, foi condenada pela
Justiça do Trabalho ao pagamento de verbas devidas a um rurícola
contratado por uma prestadora de serviços para trabalhar no cultivo
e na colheita de cana-de-açúcar num dos fornecedores da
Usina. A Oitava Turma rejeitou recurso da usina e manteve decisão
do TRT da 15ª Região (SP/Campinas), no sentido de que a empresa
aproveitou-se da mão-de-obra do empregado, atuando como verdadeira
tomadora de serviços.
Contratado pela Comercial Canavieira
Pederneirense Ltda. como trabalhador rural em julho de 1998, o empregado
foi demitido em dezembro do mesmo ano e requereu na Vara do Trabalho
de Jaú (SP) o pagamento das verbas rescisórias e reflexos,
bem como a condenação solidária da Usina da Barra.
A sentença de primeiro grau lhe foi favorável, e, admitindo
que a Usina da Barra, direta ou indiretamente, aproveitou-se da sua mão-de-obra,
condenou-a ao pagamento das verbas rescisórias. A condenação
foi mantida no julgamento do recurso ordinário pelo TRT. Ao apelar
ao TST, a usina insistiu que o trabalhador “nunca trabalhou para
ela, nunca trabalhou em suas terras, nunca trabalhou em benefício
dela e que ela nunca contratou sequer a Pederneirense”, cabendo
ao trabalhador provar o contrário.
A ministra Maria Cristina Peduzzi,
relatora do recurso no TST, explicou que o TRT/Campinas concluiu pela
responsabilidade subsidiária ao verificar a dinâmica da
atividade, classificada pelo Regional como “terceirização
da terceirização”, da qual resultou uma situação
perversa, detalhada no acórdão: a usina necessita de cana
para produzir açúcar e álcool, um de seus objetivos
sociais; o suposto fornecedor lhe fornece esta cana e obtém lucros
com a venda, dela sequer precisando cuidar, já que a usina o fazia;
a cana comprada do fornecedor pela usina foi cortada por uma ‘prestadora
de serviços’ especializada em mão-de-obra rural,
supostamente contratada pelo fornecedor; o trabalhador trabalhou no corte
dessa cana por conta da ‘prestadora’, que por sua vez obteve
lucros com o que lhe pagou o suposto fornecedor; o trabalhador fica nas
mãos da ‘prestadora’, mesmo correndo o risco de acabar
sem nada receber. “De se questionar então quem obteve e
quem não obteve vantagens com tal situação”,
indaga o TRT. “A resposta para a segunda indagação é óbvia,
já que qual vantagem obteve o trabalhador?”
Em seu voto, adotado por
unanimidade, a relatora destaca que, ao contrário do alegado
pela usina, as instâncias ordinárias (Vara do Trabalho
e TRT), “soberanas na análise de fatos e provas”,
entenderam que a usina se aproveitou da mão-de-obra do trabalhador
e atuou como verdadeira tomadora de serviços. (RR-756503/2001.3)
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16/06/2008
Dúvida sobre vínculo de emprego
do chefe suspende ação de subordinado
Empregado de uma prestadora de
serviço terá que esperar a solução final
da ação reclamatória de seu antigo chefe, contratado
também por empresa terceirizada e que obteve vínculo de
emprego com a tomadora dos serviços, a Tractebel Energia S.A.
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho acolheu o pedido
de suspensão do processo por julgar que o autor era fiscalizado,
controlado e subordinado ao preposto da Tractebel.
O trabalhador afirmou que exerceu
a função de servente ininterruptamente na Tractebel no
período de outubro de 1998 a maio de 1993, contratado por várias
empresas terceirizadas que muitas vezes não anotavam integralmente
o tempo trabalhado na carteira de trabalho. Pleiteou, então, seu
enquadramento como oficial de manutenção e conservação
do quadro da Tractebel.
As provas testemunhais confirmaram
que os serviços desempenhados pelo servente eram comandados pelo
preposto das empregadoras terceirizadas. Este, por sua vez, prestou serviço à empresa
por mais de 18 anos, desde a época em que ela era a Eletrosul
(depois passou a Gerasul e, em seguida, Tractebel).
A Vara do Trabalho de Alegrete
(RS) julgou improcedente o pedido do servente, por considerar que não
havia subordinação direta entre ele e a Tractebel. No entanto,
o preposto, que também havia ajuizado reclamatória trabalhista,
teve reconhecido o vínculo de emprego com a Tractebel. O servente,
então, ao recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS), pleiteou a suspensão de seu processo até o trânsito
em julgado da ação do preposto, pois esta, no seu entendimento,
repercutiria na sua. O pedido foi negado pelo TRT.
Com o recurso ao TST, o
servente conseguiu a suspensão da sua ação. “Sendo
mantida a decisão que reconheceu o vínculo do preposto
e considerando os fundamentos adotados pelo próprio TRT, tornar-se-á incontroverso
que o servente era fiscalizado, controlado e subordinado por preposto
da Tractebel, e não da empresa terceirizada, surgindo daí seu
direito de ver reconhecido o vínculo de emprego e afastado o
motive que conduziu à improcedência da ação”,
concluiu o relator, ministro Ives Gandra Martins Filho.
(RR-270/2005-821-04-40.2)

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