 |
Agência Senado, 18 de Junho de 2008
Serys propõe R$ 453,67 para
o salário mínimo em relatório da LDO que
apresentará nesta quarta-feira
O relatório da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) ao projeto da Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2009, que será apresentado
nesta quarta-feira (18), às 14h, conterá entre suas principais
indicações a recomposição do salário mínimo
para R$ 453,67 no próximo ano. Na proposta enviada ao Congresso, o governo
previa para o salário mínimo um valor de R$ 449,97, mas a senadora
decidiu agregar ao piso salarial a reposição da inflação
(medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor - INPC) e
o aumento real do Produto Interno Bruto (PIB) apurado em 2007.
O aumento proposto por Serys foi calculado de acordo com as regras previstas
no projeto de lei 01/07, que se encontra neste momento na Câmara dos
Deputados, apenas para exame de emenda do Senado que estende o mesmo reajuste
do salário mínimo a todos os benefícios da Previdência
Social.
O projeto 01/07 é uma das medidas remanescentes do pacote de medidas
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O texto define
uma política para o salário mínimo até 2011 em
que o reajuste anual terá como base a inflação medida
pelo INPC, acrescido da variação do PIB observada dois anos antes.
Emendas
Serys confirma, por meio de informe de seu gabinete, que o relatório
a ser entregue à Comissão Mista de Planos, Orçamentos
Públicos e Fiscalização (CMO) incorpora a maioria das
emendas coletivas apresentadas pelos parlamentares ao projeto da LDO. Adianta,
ainda, que foram feitas outras alterações relevantes no texto
original, sobretudo no que diz respeito às ações para
a área social.
A LDO, de vigência anual, fixa regras e define parâmetros para
a elaboração do Orçamento do exercício a que se
refere, além de trazer normas complementares que devem ser seguidas
na execução dos gastos. O texto do projeto de lei para 2009 recebeu
2.939 emendas, em grande parte dirigidas ao Anexo de Metas e Prioridades, onde
são definidas obras e atividades que, em princípio, devem receber
atenção especial na alocação de recursos e, em
seguida, na fase de execução dos gastos.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
18 de junho de 2008 | Economia
Indústria da construção
civil cresceu 7,1% em 2006
Agência Brasil
A indústria da construção civil cresceu 7,1% em 2006,
depois de apresentar um recuo de 5,4% no ano anterior. As informações
constam da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic),
divulgada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), que traça uma radiografia do setor.
De acordo com o levantamento,
entre os fatores que contribuíram para estimular o setor em 2006
estão o crescimento da renda familiar, a maior oferta do crédito
imobiliário (segundo dados do Banco Central, o financiamento habitacional
cresceu 85,5% em 2006, na comparação com 2005), a continuidade
da redução da taxa básica de juros durante todo
o ano e o controle da inflação.
O IBGE aponta que esse cenário
foi fundamental para "garantir uma melhor previsibilidade na economia,
tornando mais factíveis os negócios desse segmento, geralmente
feitos considerando prazos de maturação mais longos".
Observando-se os quatro grandes
grupos investigados, o levantamento aponta expansão de 20,5% nas
obras de infra-estrutura, que têm o maior peso na construção.
Para o IBGE, esse movimento pode estar relacionado ao crescimento de
19,3% das obras contratadas pelo setor público. Do valor total
de obras executadas no país em 2006 (R$ 110,7 bilhões),
42,6% (R$ 47,1 bilhões) corresponderam a obras ligadas ao setor
público. Em 2005, as construções para entidades
públicas representavam 40,3%.
Os principais destaques para
a expansão das obras de infra-estrutura foram rodovias (31,5%),
pontes e túneis (54,8%), dutos (69,7%) e redes de transmissão
e distribuição de energia elétrica (26,1%).
Já o grupo edificações
não-residenciais teve um avanço de 20,2%, impulsionado
pelas obras em escolas, hospitais, hotéis e garagens (49,9%),
galpões e edifícios industriais (26,7%), montagens industriais
(31,6%), plantas para mineração (101,6%) e instalações
desportivas (45,8%). O aumento nesse último grupo está relacionado
aos Jogos Pan-Americanos, realizado em 2007, no Rio de Janeiro.
Ainda segundo o levantamento,
o valor das obras residenciais teve expansão de 9,4%, influenciado
pelo cenário favorável à construção
de novas residências e reformas. Os destaques foram as edificações
residenciais, que cresceram 12,1%.
O grupo outras obras cresceu
22%, puxado pelos trabalhos prévios da construção
(26%), que, de acordo com o IBGE, sinaliza a realização
de novas obras.
A pesquisa aponta também
que a taxa de investimentos, que inclui a aquisição de
máquinas e equipamentos e a construção civil, avançou
10% entre os dois anos.
Em 2006, o número
de pessoas ocupadas em atividades ligadas à indústria
da construção manteve-se praticamente estável,
passando de 1,58 milhão para 1,56 milhão entre os dois
anos. Ao todo, o setor reunia 109 mil empresas (eram 107 mil em 2005)
e pagava, em média, 2,5 salários mínimos mensais
para cada trabalhador, totalizando R$ 17,4 bilhões em remunerações
(em 2005, as remunerações somaram R$ 15,4 milhões).
|
O ESTADO DO PARANÁ,
18 de junho de 2008 | Economia
Setor público amplia participação
na construção
Agência Estado
A participação
do setor público no total da receita operacional do setor
de construção subiu de 40,3% em 2005 para 42,6% em
2006 segundo a Pesquisa Anual da Construção relativa
a 2006, divulgada nesta quarta-feira (19) pelo IBGE. Segundo a
pesquisa, com receita operacional de R$ 105,6 bilhões, as
empresas de construção realizaram obras e serviços
no valor de R$ 110,7 bilhões em 2006 dos quais R$ 47,1 bilhões
foram construções para entidades públicas.
Em relação a 2005,
em termos reais, o valor total de todas as obras realizadas cresceu 7,1%.
Houve aumento, de 2005 para 2006, no valor das obras realizadas por todos
os segmentos pesquisados: obras residenciais (9,4%); edificações
residenciais (12,1%); edificações não residenciais
(20,2%) e obras de infra-estrutura (20,5%).
Segundo o documento do IBGE,
o aumento no valor das obras refletiu a expansão do crédito
imobiliário, a conjuntura econômica favorável à construção
de novas residências e a reformas, e mudanças como o regime
especial tributário do patrimônio de afetação,
a lei do incontroverso e a alienação fiduciária.
Regiões
O Sudeste manteve a maior importância
econômica no setor de construção em 2006 entre as
regiões do País, mas sua participação declinou
em relação a 1996, de acordo com a pesquisa do IBGE. Apesar
de perder participação, o Sudeste ainda é responsável
por mais da metade do pessoal ocupado e do valor das construções
realizadas pelas empresas com 40 ou mais pessoas ocupadas. Em 1996, a
região detinha 59,5% das pessoas ocupadas das empresas de construção,
tendo recuado aos 54% em 2006.
Em valor das construções,
o Sudeste respondeu por 66,2% em 1996 e 56,3% em 2006. No universo das
grandes empresas, a região tinha uma participação
de 63,1% das pessoas ocupadas, passando para 57,6% em 2006. As grandes
empresas do Sudeste executaram 66 7% das construções em
1996 e 59,3% em 2006.
Segundo os técnicos do
IBGE, no documento divulgado hoje, "há um gradual redirecionamento
das atividades de construção para outras regiões,
decorrente de um processo de desconcentração da atividade
econômica em face da influência de fatores como: expansão
da fronteira agrícola em direção as Regiões
Centro-Oeste e Norte, com o conseqüente aumento das atividades agroindustriais
e do fluxo migratório; e a instalação de novas indústrias
e redes varejistas no Nordeste".
Ainda no período de 1996
a 2006, a Região Norte ampliou sua participação
em pessoal ocupado nas grandes empresas (3,6% para 6,8%) e valor das
construções (3,2% para 7,3%).
O Nordeste , que ocupava 17,4%
das pessoas nas grandes empresas em 1996, subiu para 19%, em 2006. A
participação da região no valor das construções
foi de 12,7% em 1996 e 14,7% em 2006, respectivamente. A Bahia destacou-se,
com 3,7% do valor das construções executadas pelas grandes
empresas em 1996, e 6,4% em 2006.
No Sul , segundo o IBGE, "as
alterações foram discretas", enquanto no Centro-Oeste
a participação no valor das construções das
grandes empresas, no total do País, subiu de 6,8% em 1996 para
9,4% em 2006.
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
18 de junho de 2008
TSE inclui foto do candidato a vice-prefeito
na urna eletrônica
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
definiu nesta terça-feira (17/6) uma alteração
nas informações que serão exibidas pelas urnas
eletrônicas nas eleições de 2008. A partir de
agora, na tela da urna o eleitor poderá ver também
a foto do candidato a vice-prefeito. A intenção do
tribunal é informar melhor o eleitor sobre os candidatos em
que ele vota.
A mudança foi sugerida
pelo ministro Carlos Ayres Britto na primeira entrevista coletiva concedida
após a sua posse, no dia último dia 06 de maio.
Para o presidente do tribunal,
a inclusão de mais dados na tela atende ao direito dos eleitores
de serem melhor informados. “Porque não é raro que
os suplentes e vices assumam a titularidade do cargo e, às vezes
para sempre, até o fim do mandato, não episodicamente,
verdadeira sucessão. Não é chegada a hora também
de identificá-lo para o eleitorado?”, perguntou o ministro
na ocasião.
Na sessão administrativa
de hoje os ministros concordaram com a proposta de alteração
apresentada pelo relator das resoluções para as eleições
desse ano, ministro Ari Pargendler. A questão foi levada à pauta
no julgamento das Instruções 114 e 120.
Registro
A mudança na tela da urna eletrônica cria também a necessidade
de entrega da foto do candidato a vice prefeito no hora de registrar a candidatura.
A partir de agora, os candidatos, partidos e coligações que fizerem
o registro de candidatura devem incluir além da foto do candidato a
prefeito, a fotografia do vice que integra a chapa.
No julgamento, os ministros
observaram que os candidatos que já se registraram devem ficar
atentos à alteração na regra e procurar a Justiça
Eleitoral para incluir a foto de seus vices no registro.
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
18 de junho de 2008
TSE não divulgará “lista
suja”, mas facilitará acesso, diz Ayres Britto
Agência Brasil
O presidente do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto, esclareceu nesta quarta-feira
(18/6) que a Corte não divulgará uma "lista suja" dos
candidatos que respondem a processos na Justiça.
Segundo ele, a idéia é facilitar
o acesso a essas informações para quem tiver interesse.
"O objetivo do TSE não é divulgar
o nome de pessoas que tenham um passivo processual muito grande, avultado,
escandaloso", disse.
"O objetivo da Justiça
Eleitoral é franquear aos interessados, que são os eleitores,
partidos, candidatos, coligações, o acesso a tais dados.
Não é a Justiça Eleitoral que fará essa divulgação,
vamos desembaraçar o acesso dos interessados a dados que estão
nos registros da Justiça Eleitoral", completou.
Carlos Ayres Britto participou
hoje do lançamento da campanha Eleições Limpas – pelo
Voto Livre e Consciente, realizada numa parceria entre o TSE e a AMB
(Associação dos Magistrados do Brasil).
|
AGÊNCIA DIAP, 18 de
junho de 2008
BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS
Aposentadorias: Mesa da Câmara
nega pedido de anulação
A Secretaria-Geral da Mesa da
Câmara considerou válida a aprovação da
emenda que estende o reajuste do salário mínimo a todos
os benefícios da Previdência Social (como aposentadorias
e pensões), pela comissão especial criada para analisar
o Projeto de Lei 1/07. Este projeto, apresentado pelo Executivo,
estabelece uma política de reajuste para o salário
mínimo até 2011 com índices superiores aos da
inflação.
Uma emenda aprovada pelo Senado
estendeu os índices de reajuste do mínimo aos demais benefícios.
O projeto voltou para análise da comissão especial da Câmara,
que aprovou essa alteração na semana passada, mas a votação
foi questionada pelo deputado Gilmar Machado (PT/MG).
Ele pediu que a votação
fosse anulada, alegando que ocorreu enquanto o plenário votava
o projeto sobre a nova Contribuição Social para Saúde
(CSS). De acordo com o Regimento Interno da Câmara, nenhuma comissão
pode votar enquanto o plenário estiver votando. O Governo é contra
a inclusão de todos os benefícios na regra de reajuste,
pois alegra que isso poderá elevar o déficit da Previdência
Social.
A Secretaria-Geral da Mesa
concluiu que a votação da comissão ocorreu no
intervalo entre uma sessão ordinária e uma extraordinária.
O projeto ainda será votado pelo plenário conclusivamente. (com
Agência Câmara)
|
MTE, 18 de junho de 2008
Lupi divulga o calendário
de pagamento do abono salarial, exercício 2008/2009
Mais de 15,5 milhões de
trabalhadores têm direito a receber o abono salarial
PIS/Pasep
Foto: Renato Alves

Abono Salarial: Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante
coletiva sobre Abono Salarial
Brasília, 17/06/2008 - Mais de 15,5 milhões de trabalhadores
têm direito a receber o abono salarial PIS/Pasep, ano-base 2007,
pago a partir de agosto deste ano em todo o país. O ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, divulgou nesta terça-feira em
Brasília o calendário de pagamentos para o exercício
2008/2009. Este número de trabalhadores a ser beneficiados é quase
10% maior do que no ano-base anterior.
Os recursos para pagamento
do abono são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que,
neste novo calendário, deve inserir mais de R$ 6,4 bilhões
na economia brasileira. Para os trabalhadores com carteira assinada,
os pagamentos acontecem na Caixa Econômica Federal. Os
servidores públicos recebem pelo Banco do Brasil.
O dinheiro não
sacado pelos trabalhadores retorna ao FAT. Os beneficiários
são identificados pela Relação Anual de
Informações Sociais (Rais), declarada todos os
anos pelas empresas ao MTE.
Ano-base 2006 -
O calendário de exercício 2007/2008 - para quem
foi identificado em 2006 - se encerra no próximo dia 30
de junho, quando o MTE espera ter alcançado meta história
de resgate dos benefícios. Hoje, 95,50% dos trabalhadores
que têm direito ao abono salarial já fizeram o resgate,
superando a média dos últimos anos que girou em
torno de 94%.
Segundo ministro, até o
momento 707 mil trabalhadores ainda não sacaram, esse
fato se dá em virtude de muitos trabalhadores não
terem conhecimento de seus direitos, terem mudado de endereço
ou de empresa. "Embora o número dos não pagos
ainda seja grande, temos batido recordes no número de
beneficiários identificados e no número de trabalhadores
que receberam", completa.
Durante a coletiva, Lupi
reitera o apelo aos trabalhadores que ainda não sacaram
o abono salarial para que compareçam a uma das agências
da Caixa ou do Banco do Brasil, a fim de retirarem o benefício.
Quem tem
direito - O abono salarial é o pagamento
de um salário-mínimo anual ao trabalhador ou
servidor que esteja cadastrado no PIS/PASEP há pelo
menos cinco anos (até 2003); tenha trabalhado com
carteira assinada ou sido nomeado efetivamente em cargo público
durante pelo menos 30 dias no ano-base (2007) por empregadores
contribuintes do PIS/PASEP (empregadores cadastrados no CNPJ);
e que tenha recebido em média até 2 (dois)
salários-mínimos de remuneração
mensal durante o período trabalhado (2007).
|
| |
PROGRAMA
DE PAGAMENTO DO ABONO SALARIAL (PIS)
CALENDÁRIO ANO-BASE 2008 (Exercício 2008/2009)
|
NASCIDOS
EM
|
RECEBEM
A
PARTIR DE
|
RECEBEM
ATÉ
|
| JULHO |
08
/ 08 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| AGOSTO |
14
/ 08 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| SETEMBRO |
20
/ 08 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| OUTUBRO |
10
/ 09 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| NOVEMBRO |
16
/ 09 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| DEZEMBRO |
23
/ 09 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| JANEIRO |
09
/ 10 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| FEVEREIRO |
16
/ 10 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| MARÇO |
23
/ 10 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| ABRIL |
11
/ 11 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| MAIO |
13
/ 11 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
| JUNHO |
18
/ 11 / 2008
|
30
/ 06 / 2009
|
PROGRAMA
DE PAGAMENTO DO ABONO SALARIAL (PASEP)
CALENDÁRIO ANO-BASE 2008 (Exercício 2008/2009)
|
Final
da Inscrição
|
Início
do Pagamento
|
Até
|
0
e 1
|
8/8/2008
|
30/6/2009
|
2
e 3
|
13/8/2008
|
30/6/2009
|
4
e 5
|
20/8/2008
|
30/6/2009
|
6
e 7
|
27/8/2008
|
30/6/2009
|
8
e 9
|
10/9/2008
|
30/6/2009
|
|
|
BEM PARANÁ, 18 de junho de 2008 | Economia
Abono
Caixa tem R$ 220 milhões
do PIS
A 14 dias do término do calendário de pagamento do abono do PIS,
a Caixa Econômica Federal registra que 4,46% dos trabalhadores ainda
não sacaram o benefício. O valor equivale a um salário
mínimo (R$ 415) e o prazo se encerra no final deste mês. Até a última
sexta-feira, foram realizados 11.385.284 pagamentos, o que representa 95,54%
do total. Os valores pagos chegaram a R$ 4,23 bilhões e outros R$ 220
milhões serão desembolsados para beneficiar os 531.146 trabalhadores
restantes. Em comparação ao exercício anterior, 1.908.915
pessoas a mais receberam o abono. A estimativa da Caixa para pagamento no calendário
atual é 21% superior ao passado.
No Estado do Paraná, 27.800 trabalhadores ainda não receberam
o abono salarial.
|
BEM PARANÁ, 18 de
junho de 2008 | Economia
No dia 25
Caminhoneiros ameaçam parar
o transporte de cargas
Motivo de greve é a queda do preço
do frete por causa
Agência Estado
Os caminhoneiros autônomos prometem parar o transporte rodoviário
de cargas em todo o País a partir do dia 25. Indignados com a queda
do valor do frete causada após reajuste de 15% óleo diesel, lideranças
dos sindicatos estaduais se reúnem amanhã em São Paulo
para definir como será a paralisação. "Está decidido
que vamos parar, só não se não sabe como. Tem uma pauta
sendo discutida e a reunião é para fazer o trabalho de coordenação",
disse o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros
(Abcam), José da Fonseca Lopes.
Segundo ele, órgãos
do governo têm telefonado para a Abcam na tentativa de persuadir
a categoria a suspender a paralisação. "Mas não
adianta, a gente avisou com 30 dias de antecedência o que vai acontecer",
afirmando que o grupo já possui, inclusive, a informação
de um novo aumento do óleo diesel.
Fonseca define o aumento do combustível
como "ponto crucial" do movimento e defende a intervenção
de Brasília no controle do preço, assim como a estipulação
de um referencial de preço para o quilômetro rodado. "Com
um referencial, quando vem reajuste de diesel, lamentavelmente, o consumidor
final que vai pagar, mas sem referencial o cara baixa o frete.".
explicando que, antes do último reajuste, o frete de São
Paulo para Salvador, para 14 toneladas, custava R$ 3.800 e que depois
do aumento caiu para R$ 2.400, mesmo valor gasto com o combustível
da viagem.
Programada para começar à zero
hora do dia 25, a paralisação deverá terminar apenas
quando a questão for resolvida. "Não queremos estrada
bloqueada, quebra-quebra, tem que deixar o usuário comum, os ônibus,
carros de passeio, passar normalmente, pois eles não têm
culpa de nada".
|
Agência Diap, 18 de
Junho de 2008
NORMA INTERNACIONAL
Convenção 158: voto
em separado apóia fim da demissão imotivada
O deputado Vieira da Cunha (PDT/RS)
apresentou seu voto em separado à Mensagem Presidencial 59/08,
que ratifica a Convenção 158 da OIT, contra a demissão
sem motivo. O voto de Vieira da Cunha contradita o parecer do relator
na Comissão de Relações Exteriores, deputado Júlio
Delgado (PSB/MG), que pretende rejeitar a norma internacional no colegiado.
Subsidiado por Nota Técnica
elaborada pela Anamatra, entidade filiada ao DIAP, Vieira da Cunha defende
a adoção da convenção 158 da OIT por entender
que, “o texto constitucional de 1988 consolidou o valor social
do trabalho, pretendendo que o trabalho e o trabalhador sejam protegidos,
pois deles dependem o desenvolvimento econômico e social do País”,
justifica em seu voto.
Sobre
a Nota Técnica
A Anamatra, historicamente, defende a Convenção 158 da OIT, manifestando-se
favorável à sua ratificação, quando a mesma foi
encaminhada pelo presidente Lula ao Congresso Nacional, em fevereiro último.
Para o presidente da Anamatra,
Cláudio José Montesso, a Convenção 158 é importante,
pois passados 20 anos sob a égide da Constituição
de 1988, ainda não houve a regulamentação do inciso
I do artigo 7º, que prevê a proteção do trabalhador
contra a despedida arbitrária ou sem justa causa.
"A magistratura trabalhista
consensualmente entende que é necessária a manutenção
do sistema de proteção ao trabalho integrado das normas
protetoras gerais e irrenunciáveis contidas na Convenção
e na Constituição Federal", afirmou o magistrado,
lembrando que a defesa da ratificação foi deliberada em
plenário no XIV Congresso Nacional dos Magistrados do Trabalho
(Conamat), e consta na Carta de Manaus.
Falsa argumentação
A nota técnica da Anamatra apresenta argumentos favoráveis à ratificação
da Convenção 158, contextualizados com a realidade do trabalho
no Brasil. Um deles refere-se à falsa argumentação de
alguns segmentos, que vem conferindo à referida convenção
a estabilidade irrestrita ao trabalhador.
"O texto normativo apenas
estabelece limites razoáveis ao atual poder imoderado do empresário
de dispensar seus empregados, para que assim não mais o faça
sem razão alguma ou até mesmo por motivo claramente injusto,
a despeito das necessidades materiais e humanas de quem depende do vínculo
de trabalho para sobreviver e garantir o sustento dos seus", explica
a nota.
E completa: "A Convenção 158 não assegura estabilidade
a ninguém, dentro de um conceito fechado do que seja a estabilização
no emprego, mas garante uma relação jurídica cidadã,
protegida do arbítrio".
Economia
O documento traz ainda dados estatísticos sobre o impacto econômico
da alta rotatividade da mão-de-obra, sempre acima de 40% (dados do Dieese).
" Os efeitos econômicos desse fenômeno marginalizam ainda mais
os trabalhadores, pois minimizam e até anulam os ganhos oriundos das convenções
coletivas devido ao grande contingente de demissão e de contração
de trabalhadores por salários mais baixos", afirma a nota.
"Economicamente, a
Convenção 158 permite maior perenidade nas relações
laborais, proporcionando maior segurança econômica aos
trabalhadores, evitando problemas no mercado de trabalho ocasionados
pela precarização das relações trabalhistas,
pelo alto índice de desemprego, pela alta taxa de informalidade
e de rotatividade da mão-de-obra", conclui a nota técnica
da Anamatra. (André Santos)
Conheça o voto em separado do depuatdo Vieira da Cunha (PDT/RS) e o
parecer do depuatdo Júlio Delgado (PSB/MG).
|
Gazeta do Povo, 18 de Junho
de 2008
Comércio
Com inflação, brasileiro
compra menos comida e mais carros
Preço de alimentos em alta prejudica
expansão do varejo, mas crédito farto e prazos longos
de financiamento mantêm venda de veículos aquecida
O resultado do varejo em abril indica que o brasileiro está começando
a procurar alimentos mais baratos devido à inflação. Por
outro lado, a mesma pesquisa sobre o consumo nacional, realizada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o crédito
farto continua a impulsionar o comércio de veículos no país.
Para comprovar essa tendência de mais carros nas ruas e menos comida
no prato, basta observar que as vendas de produtos alimentícios, bebidas
e fumo cresceram apenas 0,6% em relação a abril de 2007 – o
pior desempenho do varejo no período. Automóveis, motos e autopeças,
em contrapartida, cresceram nada menos que 29,2% na mesma base de comparação.
A evolução das vendas entre março e abril últimos
evidencia ainda mais o impacto da recente alta no preço dos alimentos:
os supermercados venderam 0,1% a menos de um mês para outro, as concessionárias,
2,7% a mais.
No geral, as vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,2%
em abril, na comparação com março. Em relação
ao mesmo mês do ano passo, houve expansão de 8,7%. De acordo com
o IBGE, os resultados expressam “certa estabilidade no ritmo de vendas”,
mas o resultado foi sem dúvida prejudicado pelo aumento dos preços
dos alimentos. Em termos de receita nominal houve aumento de 0,6% em abril,
na comparação com março, e de 13,8% na relação
com o mesmo período correspondente em 2007. “A inflação
dos alimentos afetou os resultados do varejo em abril, já que hiper
e supermercados têm um peso muito forte (na pesquisa)”, afirmou
o técnico da coordenação de comércio e serviços
do instituto, Reinaldo Pereira, explicando que o segmento é responsável
por 30% do setor varejista.
Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo

Supermercados registraram recuo de 0,1% nas vendas entre março e abril
deste ano.
Páscoa
Além da inflação, segundo Pereira, houve também
o chamado “efeito Páscoa” que contribuiu para o fraco desempenho
desse segmento. Em 2007, a Páscoa foi comemorada em abril e, portanto,
os resultados deste ano – em que a Páscoa foi em março – foram
influenciados por uma base de comparação elevada. Os resultados
de março deste ano – quando o varejo registrou alta de 11% ante
março de 2007 – também tiveram impacto da base, no caso,
mais baixa.

Bens duráveis
O segmento de móveis e eletrodomésticos, que registrou expansão
de 27,8% nas vendas em abril deste ano ante igual período do ano passado,
respondeu por quatro pontos porcentuais do crescimento do comércio varejista.
Segundo Pereira, ao contrário do que ocorreu com as vendas de hiper
e supermercados, afetadas negativamente pela alta de preços, o desempenho
de móveis e eletrodomésticos foi impulsionado exatamente pelos
preços baixos que vêm sendo apurados nesses produtos, favorecidos
pelo câmbio e a facilidade de importação de produtos e
matérias-primas.
Para o consultor do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), Emerson Kapaz,
os dados do IBGE mostram que os consumidores estão fazendo um “ajuste
suave” em reação aos aumentos nos alimentos, o que poderá “evitar
aumentos de preços exagerados”. O IDV reúne as maiores
cadeias varejistas do país. Para ele, o principal fator responsável
pela desaceleração do varejo é a alta nos preços
dos alimentos, e isso mostra que a inflação não terá “a
combustão” de um aumento de demanda.

|
Folha
de S.Paulo, 18 de Junho de 2008
Inflação anula ganhos de
poupança e fundos em maio
Para especialistas, investidor deve ficar atento a tributos
e a taxas dos fundos | Investidor pode aplicar em títulos indexados a índices
como o IPCA ou comprar cota de fundos que tenham esses papéis em sua carteira
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
A recente disparada da inflação
já anulou o rendimento da caderneta de poupança no ano e ameaça
deixar negativa também a rentabilidade de outras aplicações
financeiras que acompanham as taxas de juros, como os fundos de renda fixa
e até mesmo os DI. Isso porque, até o momento, há um descompasso
entre os efeitos da política de juros altos e os índices de preços.
Em outras palavras, a inflação subiu muito e rápido, enquanto
os juros sobem em ritmo mais lento.
Levantamento da consultoria Economática mostra que a poupança
rendeu apenas 0,574% em maio, enquanto o IPCA saltou 0,79%. Foi a quarta maior
perda do poder de compra da poupança desde o início do governo
Lula, abaixo apenas dos três primeiros meses de 2003. No ano, o retorno
de 2,869% da poupança foi insuficiente para cobrir perdas de 2,882%
com a inflação.
Fundos no vermelho
A inflação no mês passado foi tão alta que mesmo
os investidores dos fundos DI, de renda fixa e dos CDBs tiveram rendimento
líquido negativo, dependendo do Imposto de Renda.
No caso dos fundos DI, o retorno bruto médio foi de 0,88%. Descontando-se
um IR de 22,5% -alíquota para resgate em menos de seis meses- o rendimento
cai para 0,682%.
A perda aconteceu também no caso de incidência da menor alíquota,
de 15% (resgate acima de dois anos), em que o ganho ficou em 0,748%.
Os fundos de renda fixa, que investem em títulos prefixados, tiveram
retorno bruto de 1,01% em maio -líquido, teriam ganho entre 0,783% e
0,858%, dependendo do IR. Já para os CDBs, o retorno líquido
variou entre 0,736% e 0,807%.
" Em termos gerais, todas as aplicações indexadas a taxas
de juros -CDBs, poupança, fundos DI, renda fixa- estão sofrendo. É importante
não olhar apenas um mês, mas todo um período. A expectativa é que
o rendimento dessas aplicações, além da inflação,
fique apertado e até negativo. A inflação subiu muito rapidamente
e os juros, não. Fica cada vez mais importante olhar taxas de administração
e tributos", disse Fábio Colombo, administrador de investimentos
pessoais.
" Estamos de volta a um período de juro real negativo. O investidor
deve pensar se essa situação veio para ficar ou se vai passar em
algum momento. Se acha que vai perdurar, deve buscar um investimento que cubra
as perdas com a inflação, como títulos públicos indexados
ao IPCA ou fundos que apliquem nesses títulos", disse Marcia Dessen,
consultora de investimentos pessoais.
Indexada ao IPCA, a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional, série B) vendida
pelo Tesouro Direto confere um retorno suficiente para cobrir a inflação
oficial e mais uma pequena taxa de juros. Mais uma vez, os consultores advertem
para as taxas de custódia, que podem ficar iguais ou até maiores
do que as de administração dos fundos.
Por outro lado, os analistas acreditam que os índices de preços
tendem a se desacelerar, enquanto o retorno dos fundos de investimento, dos
CDBs e até mesmo da poupança deve subir mais, acompanhando as
novas elevações da taxa Selic.
" A política monetária tende a corrigir esse desvio. Em épocas
de inflação, qual é a forma mais simples de se proteger?
Aplicar em fundos DI, que sobem com os juros [do BC]. Onde o investidor não
pode estar agora é no prefixado [fundos de renda fixa], que têm
taxas do passado", disse Dessen.
A poupança é corrigida por 0,5% mais a TR, taxa calculada com
base na média dos CDBs dos maiores bancos. Prevendo que a TR pudesse
ficar negativa com a redução gradual dos juros, o Banco Central
fixou em fevereiro um rendimento mínimo de 0,5% ao mês para a
poupança. A medida foi um ajuste à mudança, no ano passado,
do chamado redutor da TR, que diminuiu o retorno dessas aplicações.
|
Folha
de S.Paulo, 18 de Junho de 2008
Venda de materiais de construção
cresce 27%
Alta se refere ao faturamento no acumulado até maio
DA REPORTAGEM LOCAL
O ritmo de venda de materiais de construção continua forte no
Brasil. O faturamento da indústria fabricante de produtos básicos
(como cimento, ferro, tubos e conexões) a produtos de acabamento (revestimento,
metais e louças, entre outros) cresceu 26,9% entre janeiro e maio deste
ano em relação a igual período de 2007.
Na comparação entre maio de 2007 e de 2008, a expansão
das vendas alcançou 23,29%. Os dados são da Abramat (Associação
Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), que
mensalmente divulga o índice que avalia o desempenho das vendas.
O aquecimento do setor tem pressionado os preços. A venda em maio elevou
em 2,02% o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção),
um dos formadores do IGP da Fundação Getulio Vargas. De janeiro
a maio, o INCC foi de 4,40% e em 12 meses já bateu os 8,06%.
A direção da Abramat esperava a desaceleração das
vendas entre abril e principalmente maio, mas o resultado surpreendeu, revela
Melvyn Fox, presidente da associação.
Segundo ele, duas fontes de recursos injetadas na economia sustentam o bom
desempenho dessa indústria. O primeiro é o recurso da poupança
e empréstimos para financiamento habitacional, que bateu recorde no
início deste ano. O segundo é o dinheiro do PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento), para habitação e obras
de infra-estrutura.
O forte ritmo de crescimento não deve comprometer a oferta de produtos,
garante Fox. Ele afirma que a indústria ainda tem capacidade ociosa
de 15%, em média. Além de novos investimentos, a indústria
tem cortado exportação para atender o mercado interno. O faturamento
com o mercado externo caiu 21,27% de janeiro a maio deste ano sobre o mesmo
período de 2007. (AGNALDO BRITO)
|
Agência Diap, 18 de
Junho de 2008
INSS
Parecer defende Seguro-Acidente
de Trabalho
Um parecer da Procuradoria-Geral
da República (PGR) pode enfraquecer a tentativa de contestação
judicial das alterações promovidas no ano passado no cálculo
do Seguro-Acidente de Trabalho (SAT) feita pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI).
O procurador-geral da República,
Antonio Fernando Souza, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF)
um parecer pela improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade
(Adin) 3.931-8, ajuizada na corte pela CNI para questionar a metodologia
adotada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde abril do
ano passado para combater a subnotificação de comunicados
de acidente de trabalho.
A mudança foi baseada
na Lei 11.430, de 2006, que instituiu o Nexo Técnico Epidemiológico
(NTEP) - a relação entre a Classificação
Internacional de Doenças (CID) e a Classificação
Nacional de Atividade Econômica (CNAE). Com isso, a relação
entre a atividade da empresa e as moléstias consideradas como
de alta incidência em cada segmento passaram a determinar a alíquota
do SAT, que antes era fixa.
Ação
Em setembro de 2007, a CNI ajuizou a Adin, que aguarda julgamento no Supremo,
questionando a lei com o argumento de que a mudança estaria baseada
em um critério de presunção, já que não é mais
necessário verificar se o funcionário de fato exerceu atividades
que causaram a doença, bastando que esta esteja classificada como de
alta incidência naquele ramo empresarial.
Mas na sexta-feira, em parecer
encaminhado ao Supremo, a Procuradoria-Geral da República opinou
contra a procedência da ação, por considerar que
a majoração do SAT "não encontra barreira na
norma constitucional".
Outra alegação
da CNI é a de que a presunção de nexo causal fere
a autonomia profissional do médico. Mas, de acordo com o parecer
da PGR, a liberdade profissional em atividades estatais está submetida à normatização
que rege o serviço público. (Fonte: Valor Econômico)
|
NCST, 18 de Junho de 2008
Projeto amplia prazo do seguro-desemprego
para trabalhadores de madeireiras no Pará
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) apresentou projeto de lei que amplia o prazo
de concessão do benefício do seguro-desemprego para os trabalhadores
de madeireiras interditadas no Pará, atingidas pelas ações
de combate ao desmatamento da Amazônia.
O projeto (PLS 200/08) encontra-se em análise na Comissão de
Assuntos Sociais (CAS), onde aguarda parecer do relator, Paulo Paim (PT-RS).
Em sua justificação, Flexa Ribeiro atribuiu ao governo federal
a responsabilidade de apoiar os desempregados da atividade de extração
de madeira tornadas ilegítimas em decorrência de sua própria
omissão em analisar os planos de manejo apresentados pelas empresas
madeireiras.
" O período de quatro meses, até por razões climáticas
e sazonais, é muito curto para que o empregado das regiões de exploração
florestal possa encontrar um novo emprego ou conseguir realizar um treinamento
que o torne apto a exercer uma nova função", argumenta o parlamentar.
Fonte: Agência Senado
|
Folha
de S.Paulo, 18 de Junho de 2008
GM dá prazo a sindicato sobre novo
investimento
Para investir R$ 800 mi, empresa quer corte salarial
FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
A GM (General Motors)
deu prazo até amanhã para que o Sindicato dos Metalúrgicos
de São José dos Campos (91 km de SP) aceite as condições
impostas pela montadora para investir US$ 500 milhões (R$
800 milhões) na unidade, na produção de um novo
modelo.
A montadora quer reduzir salários e implantar um sistema de banco de
horas na fábrica. Caso não haja acordo, a direção
da GM afirma que começará as negociações para construir
sua quarta unidade no país -há outras em São Caetano do
Sul (Grande São Paulo) e em Gravataí (RS). Diz ainda que, sem
o investimento, a unidade de São José dos Campos, onde trabalham
9.000 pessoas, pode ser fechada.
A GM exige redução de R$ 1.300 para R$ 1.200 no piso salarial
e de R$ 2.500 para R$ 1.800 no teto salarial. A alteração valeria
apenas para novos funcionários da fábrica de São José.
A montadora afirma que esses valores já são praticados em São
Caetano do Sul e que o custo da unidade de São José tira competitividade
da empresa.
No início do ano, a GM impôs as mesmas condições
na tentativa de abrir um segundo turno de produção do Corsa em
São José. A proposta foi rejeitada pelo sindicato, e as 1.500
novas vagas foram transferidas para São Caetano do Sul.
Nos últimos dias, a GM e o Sindicato dos Metalúrgicos acirraram
a disputa em torno da redução dos direitos dos funcionários.
O sindicato distribuiu 9.000 DVDs com ataques à montadora. O vídeo
opõe os recordes de produção e de vendas da GM no Brasil
a reclamações de funcionários da fábrica de Gravataí sobre
más condições de trabalho.
Em propagandas veiculadas na mídia de São José, a GM informa
que contribui para "melhorar a qualidade de vida" dos moradores da
cidade, por meio de impostos que paga à prefeitura e da geração
de empregos.
Ontem, representantes do sindicato se encontraram com deputados na Assembléia
Legislativa de São Paulo para pedir a interferência estatal na
disputa.
" O prazo dado pela GM não é suficiente para a negociação.
Queremos que o Estado bloqueie os incentivos dados à montadora, caso ela
continue a fazer essas ameaças", disse Vivaldo Araújo, diretor
do Sindicato dos Metalúrgicos. A GM não quis comentar o caso.
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
18/06/2008
Gerente usado como negociador em seqüestro
será indenizado em R$ 550 mil
A exposição a vários
assaltos, num dos quais foi designado como negociador no seqüestro
da gerente administrativa, resultou em indenização por
danos morais no valor de R$ 550 mil um empregado do Banco Itaú S.A.
Ao rejeitar embargos do Banco, os ministros da Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
mantiveram as decisões anteriores – da Segunda Turma do
TST e do TRT da 9ª Região (PR), que fixou o valor em cem
vezes o último salário recebido pelo empregado.
Admitido em Jardim Alegre (PR),
o bancário foi transferido em março de 1996 para São
Paulo. Lá presenciou diversos episódios de assaltos a mão
armada, esteve na mira do revólver e foi usado como escudo por
um dos assaltantes para se proteger da câmera. Num deles, em São
Bernardo, o empregado levou coronhadas na cabeça. Na mesma agência,
em outra ocasião, ocorreu o seqüestro da gerente administrativa
e ele foi designado pelo Banco para negociar o resgate com os bandidos.
No dia da entrega do resgate, foi ele quem foi até o local determinado
para entregar o dinheiro. A polícia “estourou” o cativeiro
e iniciou-se um tiroteio entre policiais e bandidos. O bancário
ficou no meio do fogo cruzado. O medo de ser morto pela polícia
ou pelos bandidos deixou-o em pânico, mas ele conseguiu fugir e
devolver o dinheiro ao Banco.
Drama pessoal e familiar
O problema do Banco terminou
aí, mas o dele havia apenas começado, porque passou a ser
ameaçado de morte pela quadrilha, que não foi presa. As
ameaças se estendiam a seus familiares, e, em telefonemas contínuos,
os assaltantes lhe diziam frases como “Seu ‘trouxa’,
não entregou o dinheiro para beneficiar o banco, mas nós
sabemos onde você mora, onde seus filhos estudam, o que sua esposa
faz”. Tentaram até mesmo entrar no prédio onde residia.
Diante das ameaças, o empregado teve que tirar sua família
de São Paulo e enviá-la para o interior do Paraná.
Permaneceu mais alguns meses em São Paulo, mas as ameaças
só cessaram quando foi transferido para a cidade de Ibiporã (PR).
Demitido em novembro de 2002,
ajuizou ação na 5ª Vara do Trabalho de Londrina e
requereu, juntamente com verbas que considerava devidas, indenização
por danos morais. A sentença fixou a indenização
no valor de R$ 50 mil. No julgamento de recurso ordinário do banco
contra a condenação, o TRT/PR aumentou-a para cem vezes
a remuneração do bancário, que era de R$ 5.465,58.
O entendimento foi o de que o valor inicialmente proposto pelo empregado,
de 500 vezes a sua remuneração, ultrapassava bastante o
limite que considera compatível com o dano experimentado, e poderia
proporcionar enriquecimento ilícito. Mas considerou irrisório
o valor fixado no primeiro grau, levando-se em conta o porte do banco.
Isso fragilizaria um dos objetivos da condenação, que é evitar
a reiteração da conduta negligente que acarretou os danos
morais ao empregado.
O valor foi mantido pela
Segunda Turma, levando o Itaú a interpor embargos à SDI-1.
O banco, porém, não conseguiu demonstrar divergência
jurisprudencial nem violação constitucional, e a seção
não conheceu dos embargos. (E-RR-4922/2002-664-09-00.5)
|
18/06/2008
Recurso do INSS com assinatura irregular é remetido à AGU
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho encaminhou à Advocacia-Geral da União cópias
de um recurso do Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS
(RS) com irregularidades na assinatura que podem ter decorrido de “agir
irrefletido ou de má-fé no exercício profissional”.
A decisão foi tomada no julgamento de agravo de instrumento em
que a autarquia pretendia destrancar recurso de revista arquivado pelo
Tribunal Regional da 4ª Região (RS).
A questão começou
quando um ex-contratado não-concursado, que prestou serviços
emergenciais ao INSS no período de 1993 a 1999, como analista,
recorreu à 18ª Vara do Trabalho de Porto Alegre pedindo,
entre outros, o reconhecimento de vínculo de emprego com a União
e a responsabilidade subsidiária da autarquia. A ação
foi considerada improcedente. O TRT/RS manteve a sentença e reconheceu
o direito do empregado a receber as verbas relativas aos dias trabalhados,
e negou seguimento ao recurso do INSS ao TST.
Não concordando com a
negativa do Tribunal Regional aos seu recursos, o INSS entrou com agravo
de instrumento no TST, para que o seu recurso de revista fosse julgado.
Independentemente dos argumentos do agravante, o relator do processo
na Sexta Turma, ministro Horácio Senna Pires, informou que o agravo
não havia sido assinado e, portanto, não poderia ser aceito.
O erro já havia sido apontado no parecer do Ministério
Público do Trabalho, nos seguintes termos: “Não há assinatura
do procurador autárquico, tanto na petição de encaminhamento
como nas razões recursais. Portanto, tratando-se de peça
processual apócrifa, considera-se inexistente o agravo de instrumento,
motivo pelo qual oficiamos pelo seu não conhecimento, ficando
prejudicada a análise do mérito”.
O problema, segundo o relator,
foi que, após o parecer do Ministério Público, e
tendo em vista que os espaços para assinatura do procurador foram
inutilizados com carimbos com os dizeres “em branco”, alguém
que se identificou como “procuradora federal” firmou as referidas
peças recursais ao pé das páginas. Para o relator, “trata-se
de tentativa de remediar a omissão do profissional”, mas “tal
remendo, pelas circunstâncias denunciadas, mostra-se inócuo
e não supre a lacuna”. Concluiu que tal procedimento não
deveria ser relevado, e que “cabe à autoridade superior
da Procuradoria investigar se se trata de agir irrefletido ou de má-fé no
exercício profissional”.
Além de não aceitar
o agravo, determinou-se que cópias das peças processuais
irregularmente firmadas, bem como do parecer do Ministério Público
do Trabalho e da decisão da Sexta Turma fossem remetidas ao exame
do advogado-geral da União. A decisão foi aprovada por
unanimidade. (AIRR-982/1999-018-04-40.4)
|