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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
junho de 2008 | Economia
Cenário econômico favorece
construção
Setor cresceu 7,1% em 2006, depois de apresentar
um recuo de 5,4% no ano interior, segundo pesquisa do IBGE
Curitiba – A indústria da construção civil cresceu
7,1% em 2006, depois de apresentar um recuo de 5,4% no ano anterior. As informações
fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção
(Paic), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), que traça uma radiografia do setor.
De acordo com o levantamento,
entre os fatores que contribuíram para estimular o setor em 2006
estão o crescimento da renda familiar, a maior oferta do crédito
imobiliário (segundo dados do Banco Central, o financiamento habitacional
cresceu 85,5% em 2006, na comparação com 2005), a continuidade
da redução da taxa básica de juros durante todo
o ano e o controle da inflação.
O vice-presidente da área
de política e relações do trabalho do Sinduscon-PR,
Euclesio Finatti, disse que o setor não está vivendo uma ‘‘bolha
de crescimento’’, mas um crescimento sustentável.
Ele destacou ainda que com o aumento do poder de compra da população,
o financiamento imobiliário ficou disponível para as classes
C e D. ‘‘Há uma quantidade maior de imóveis
sendo construídos porque tem mais gente no mercado podendo comprar’’,
disse.
Ele lembrou ainda que os jovens
de 20 a 30 anos também estão investindo na compra de imóveis.
Finatti acredita que o aumento dos prazos de pagamento para até 30
anos, também contribuíram para alavancar o setor. Com prazo
maior uma prestação de R$ 400,00, R$ 500,00 cabe no orçamento.
Apesar de as parcelas doerem menos no bolso, o mutuário vai pagar
mais caro no montante total devido aos juros. Outro fator que facilitou
a venda de imóveis foi a competitividade entre os bancos que levou
a queda dos juros. Hoje, qualquer banco privado – e não
apenas a Caixa Econômica – tem uma linha de crédito.
Ocupação
Em 2006, o número de
pessoas ocupadas em atividades ligadas à indústria da construção
manteve-se praticamente estável, passando de 1,58 milhão
para 1,56 milhão entre os dois anos. Ao todo, o setor reunia 109
mil empresas (eram 107 mil em 2005) e pagava, em média, 2,5 salários
mínimos mensais para cada trabalhador, totalizando R$ 17,4 bilhões
em remunerações (em 2005, as remunerações
somaram R$ 15,4 milhões).
Observando-se os quatro grandes
grupos investigados, o levantamento aponta expansão de 20,5% nas
obras de infra-estrutura, que têm o maior peso na construção.
Para o IBGE, esse movimento pode estar relacionado ao crescimento de
19,3% das obras contratadas pelo setor público. Do valor total
de obras executadas no país em 2006 (R$ 110,7 bilhões),
42,6% (R$ 47,1 bilhões) corresponderam a obras ligadas ao setor
público. Em 2005, as construções para entidades
públicas representavam 40,3%.
Já o grupo edificações
não-residenciais teve um avanço de 20,2%, impulsionado
pelas obras em escolas, hospitais, hotéis e garagens (49,9%),
galpões e edifícios industriais (26,7%), montagens industriais
(31,6%), plantas para mineração (101,6%) e instalações
desportivas (45,8%). O aumento nesse último grupo está relacionado
aos Jogos Pan-Americanos, realizado em 2007, no Rio de Janeiro.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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UOL, 19 de junho de 2008 | Economia
País gera 1 milhão
de empregos formais no ano e bate recorde, diz governo; maio
tem queda
Da Redação
Em São Paulo
O Brasil gerou mais de 1 milhão de empregos
formais (com carteira assinada) nos cinco primeiros meses de 2008,
maior número desde pelo menos 1992, quando se iniciou esta série
de levantamentos pelo Ministério do Trabalho.
No total, foram criados 1.051.946 postos de janeiro
a maio deste ano. Com isso, o país tem atualmente 30 milhões
de trabalhadores com carteira assinada, outro recorde.

Em comparação com período equivalente de 2007, houve um
crescimento de 3,63% no emprego formal. Nos últimos 12 meses, foram
gerados 1.755.502 postos, alta de 6,21% sobre os 12 meses imediatamente anteriores.
Em maio, no entanto, o governo
registrou uma queda no ritmo de criação de vagas. No quinto
mês deste ano, 202.984 trabalhadores foram inseridos no mercado,
número 4,3% menor que os 212.217 registrados no mesmo período
de 2007.
A queda em maio ocorreu devido
ao "desempenho mais modesto do setor de agronegócio",
segundo o Ministério do Trabalho.
Construção
civil destaca-se
A construção civil continua se destacando na geração
de empregos formais. Nos cinco primeiros meses deste ano, o setor criou 160
mil vagas, acumulando alta de 10,48% sobre igual período do ano passado
(veja quadro acima).
Foi a maior taxa do período
entre todos os setores e o melhor desempenho relativo e absoluto da série
do Ministério do Trabalho.
Otimismo
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prevê que o número de vagas
formais criadas em todo o ano de 2008 seja de 1,8 milhão.
Para o PIB (Produto Interno Bruto)
do país, ele estima um crescimento de 6%, mais otimista que os
cerca de cem analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central na última
sexta-feira (13), que prevêem expansão de 4,8% na economia.
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UOL, 19 de junho de 2008
| Economia
Fiesp quer mudar cálculo
do PIB para inclusão de índices sociais
SÃO PAULO (Reuters) -
A Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo vai propor uma alteração na forma de medição
do Produto Interno Bruto (PIB), para que ele inclua medidas sociais e
ambientais.
O presidente da Fiesp, Paulo
Skaf, convocou os grupos de trabalho da federação para
sugerir uma forma de cálculo das riquezas do país que contemple
os investimentos nas áreas social e ambiental por parte das indústrias.
"Defendemos tantas reformas,
como a tributária, a política, mas acima de tudo precisamos
de reformas de caráter, de ética", afirmou Skaf, em
encontro com a imprensa nesta quinta-feira.
Para ele, o produto final de
cada empresa tem de refletir também medidas socialmente responsáveis
de produção.
De acordo com a diretora do Comitê de
Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, Eliane Belfort, os conselhos
da entidade já estão se articulando para um fórum
agendado para setembro, onde participarão convidados como representantes
da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Bovespa.
"O objetivo é sair
da posição defensiva para a ofensiva" na área
de responsabilidade social, disse Skaf.
A entidade, que representa 150
mil indústrias do Estado, realiza em agosto a segunda edição
da Mostra Fiesp de Responsabilidade Socioambiental.
(Reportagem de Taís
Fuoco)
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AGÊNCIA SINDICAL, 19
de junho de 2008
Ipea propõe criação
de sistema único de oferta de emprego
A falta de mão de obra
qualificada não é um limite ao crescimento econômico,
mas um desafio típico de uma economia que passou décadas
na estagnação. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), elaborado André Campos e Ricardo
Amorim, enquanto Sudeste e Nordeste possuem gente qualificada e sem emprego,
sobram vagas no Centro-Oeste.
O presidente do Ipea, Marcio
Pochmann, opina que esse “é um bom problema para o Brasil,
especialmente porque o País passou muito tempo exportando cérebros”. “É preciso,
porém, que a iniciativa privada invista mais em qualificação,
como acontece em outros países. O empresariado não pode
esperar que o sistema de ensino ofereça profissionais que atendam
a interesses específicos de cada empresa”, diz.
Carências - A falta de
empregados qualificados se concentram em alguns setores, como a extração
de recursos minerais, mas, principalmente, porque o emprego está sendo
gerado em outra região do País. O ano de 2007 terminou
com um saldo de cerca de 84 mil profissionais qualificados e com experiência
profissional ainda sem emprego. A falta de informações
e apoio também dificultam a solução deste dilema.
Mais informações:
www.ipea.gov.br
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CUT, 19 de junho de 2008
Ministro diz que trabalhadores informais
terão acesso a benefícios da Previdência
Publicado: 19/06/2008 - 11:41
Por: Agência Brasil
O ministro da Previdência Social, José Pimentel, anunciou hoje
(18), na capital paulista, a criação de um tipo de contribuição
específica para os trabalhadores considerados informais e que garantirá a
eles assistência previdenciária e aposentadoria. Segundo ele,
a contribuição, que será criada por meio de projeto de
lei complementar, em tramitação na Câmara dos Deputados,
classificará trabalhadores - como camelôs, feirantes, sacoleiros,
pipoqueiros, borracheiros, doceiros, ou seja, pequenos negócios - como
micro empresários individuais. A medida já havia sido antecipada
pelo ministro à Agência Brasil, em entrevista no início
do mês.
A estimativa do governo é a
de que cerca de quatro milhões de pessoas estão nessa situação
em todo o país. Pimentel explicou que o micro empresário
individual será uma pessoa jurídica, terá isenção
de todos os tributos federais e do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) estadual.
Para ter direito aos benefícios da Previdência Social contribuirá mensalmente
com R$ 50,00, cobrados na conta de luz. Dessa maneira o micro empresário
individual não precisará de contabilidade nem de guias
de recolhimento. “A intenção é firmar um grande
convênio com cada empresa de energia elétrica e essa contribuição
será cobrada por meio da conta de luz. Quando ele fizer o pagamento
da conta de luz imediatamente o órgão arrecadador já faz
a transferência direta para a Previdência Social”,
disse o ministro.
O projeto tem o objetivo de trazer
esses trabalhadores à formalidade, já que eles terão
registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), além
de ficarem isentos de pagamento de Imposto de Renda. O sistema serve
apenas para quem ganha até R$ 36 mil por ano. Para ter direito à aposentadoria
por idade o contribuinte terá que pagar 11% do valor de um salário
mínimo. Homens poderão se aposentar aos 65 anos e mulheres
aos 60 anos. “A intenção é cada vez mais fazer
a inclusão previdenciária e criar uma grande rede de proteção
nacional. Hoje esses trabalhadores quando adoecem não têm
qualquer proteção. Quando chegam na terceira idade ficam
dependendo da lei orgânica da assistência social. Queremos
dar dignidade e cidadania com esse processo”, afirmou Pimentel.
Com isso o governo espera ainda
diminuir a venda de produtos considerados piratas e falsificados e o
confisco de mercadorias nas ruas por parte da polícia e fiscais
municipais, estaduais e federais, já que o vendedor que tiver
seu número no CNPJ poderá pedir nota fiscal no momento
em que comprar as mercadorias para revender. “Essa situação
degradante que temos hoje em que, de um lado há o trabalhador
e de outro, os fiscais confiscando as mercadorias, até com muitos
conflitos, acabará”. Segundo ele, ao pedir a nota fiscal
o trabalhador passa a ter em suas mãos uma mercadoria com origem
comprovada.
Segundo ele, o projeto de lei
foi aprovado em maio pelas comissões técnicas da Câmara
dos Deputados e está no plenário, desde o dia 20 de maio,
para ser analisado e aprovado com urgência. A idéia é aprovar
a contribuição antes do recesso parlamentar. “Nós
estamos aprovando isso em uma lei complementar, que é exatamente
para evitar que esse valor fixo de R$ 50,00 seja modificado. Para modificar
isso precisará de votação com maioria absoluta de
votos dos membros da Câmara e do Senado. Isso para dar segurança
de que esse segmento, que está excluído, venha para a formalidade,
com algumas garantias constitucionais e legais. Por isso é um
sistema muito forte”, disse Pimentel.
De acordo com o ministro, em
2003 a Previdência contava com 27 milhões de contribuintes
e em maio de 2008 esse número havia pulado para 35,9 milhões.
Na avaliação dele esse salto ocorreu por conta do crescimento
econômico, que resultou na formalização dos contratos
de trabalho, e da lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que entrou em
vigor em julho de 2007, quando havia 1,337 milhão de micros e
pequenos empresários. Segundo ele, em maio deste ano esse número
já chegava a mais de três milhões.
O ministro participou da
abertura da segunda edição do seminário Previdência
como Instrumento de Proteção Social, que tem o objetivo
de disseminar informações sobre o panorama atual da Previdência
e seus desafios para o futuro, além de envolver a sociedade
em um debate público em torno do tema.
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AGÊNCIA DIAP, 19 de
junho de 2008
ORÇAMENTO
Relatora não acata emenda na
LDO para reajuste dos aposentados
Em pronunciamento nesta quarta-feira
(18), o senador Paulo Paim (PT/RS) anunciou a apresentação
de emenda na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) com
o objetivo de garantir aos aposentados e pensionistas o mesmo reajuste
do salário mínimo.
“Esperamos, senhor presidente,
que a relatora [Serys Slhessarenko (PT/MT)] acate nossa emenda - já aprovada
na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) - que garante aos aposentados
e pensionistas o mesmo aumento real dado ao mínimo”. Apesar
do empenho do parlamentar, a relatora não acatou a emenda.
Em seu parecer entregue nesta
quarta, Seryz prevê recurso para a valorização do
piso nacional nos termos do Projeto de Lei 1/07, em tramitação
na Câmara. A matéria está pronta para ser votada
no plenário e analisará apenas a emenda do senador Paim
que estende o mesmo percentual de reajuste dado ao mínimo às
aposentadorias e pensões.
Mínimo
“Alteramos o salário,
considerando as recomposições e a intenção
de valorizar o piso salarial do trabalhador brasileiro contidas no Projeto
de Lei 1/2007, em tramitação na Câmara dos Deputados”,
argumentou a relatora.
Para Paim, a emenda era uma forma
de garantir que aposentados e pensionistas teriam seus vencimentos reajustados
com o mesmo índice de valorização do mínimo.
De acordo com o senador, os aposentados “cada vez mais se sentem
estrangulados pelo achatamento salarial que os atinge em cheio”,
lamentou. (André Santos)
Leia a íntegra do pronunciamento do
senador Paulo Paim (PT/RS) e a emenda apresentada à LDO.
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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de junho de 2008 | Extra
PIB da Argentina cresce 8,4% ao ano
no 1º trimestre
Agência Estado
O crescimento econômico da Argentina esfriou no primeiro trimestre de
2008, para uma expansão de 8,4% ao ano e de 0,6% em comparação
com o quarto trimestre do ano passado, segundo informou a agência nacional
de estatística (Indec). O resultado anual ficou abaixo da mediana das
expectativas dos economistas, que era de 8,8%, segundo a pesquisa mensal do
banco central argentino.
O crescimento econômico
começou a desacelerar durante o mês de março, quando
uma greve de três semanas - que se transformou agora em uma crise
de três meses com o setor agrícola - reduziu a produção
da indústria de alimentos. O agravamento da crise entre governo
e produtores rurais desde então tem levado muitos economistas
a revisarem em baixa suas perspectivas para o crescimento econômico
da Argentina para este ano. Espera-se uma desaceleração
do crescimento depois de cinco anos seguidos de expansão acima
de 8,5%. As informações são da Dow Jones.
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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de junho de 2008 | Extra
Chávez assina decreto de estatização
do cimento
Agência Estado
O presidente da Venezuela,
Hugo Chávez, assinou o decreto de nacionalização
do setor de cimento, o último passo dos já anunciados
planos do governo para assumir o controle das principais empresas
de cimento do país.
O decreto, publicado na última
edição do diário oficial do país, na prática
dá o sinal verde para que o governo assuma as maiores produtoras
de cimento da Venezuela, a mexicana Cemex, a francesa Lafarge e a suíça
Holcim. A lei estabelece que o Estado terá pelo menos 60% destas
empresas, concedendo-lhes a possibilidade de ficar com participações
minoritárias. Segundo declarações anteriores de
autoridades do governo, as companhias estão estudando essa opção.
O governo fixou um prazo
de 60 dias, iniciado ontem, para negociar a compensação
para as empresas e a possibilidade de que elas fiquem com participações
minoritárias. Se neste período não for fechado
um acordo, o governo vai expropriar as empresas, segundo o decreto.
As informações são da Dow Jones.
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
junho de 2008 | Economia
Grandes empresas perdem espaço
no mercado
Rio de Janeiro - As grandes empresas do setor de construção -
com mais de 250 empregados - perderam espaço na execução
de obras nos últimos dez anos. Em 2006, elas foram responsáveis
pela execução de 64% do valor das construções executadas.
Dez anos antes, as obras feitas por essas companhias significaram 71,1% do
valor das construções executadas.
Ao mesmo tempo, essas empresas
representaram, em 2006, 16,5% do total de companhias do setor. Em 1996,
correspondiam a 21,7% do total das empresas. Os dados fazem parte da
Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2006,
divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).
Essas grandes empresas responderam
por 59,9% do pessoal ocupado, e pagaram 67,5% dos salários do
setor em 2006. Dez anos antes, ocupavam 65% do pessoal da construção
civil, e pagavam 70,7% do total de salários.
Entre as regiões, o Sudeste
manteve a maior parte das obras em 2006, ainda que tenha perdido participação.
Em 1996, o Sudeste concentrava 66,2% do valor das construções,
e dez anos depois, essa participação caiu para 56,3%. Em
termos de pessoal ocupado, as obras no Sudeste concentraram 54% do total
em 2006, ante 59,5% verificado em 1996.
Para o IBGE, há um gradual
redirecionamento das atividades de construção para outras
regiões, resultado do processo de desconcentração
da atividade econômica.
Na região Norte, o valor
das construções representou 7,3% do total em 2006. Dez
anos antes, concentrava 3,2% do valor total do País. No Nordeste,
essa participação pulou de 12,7% em 1996, para 14,7%, dez
anos depois; no Centro-Oeste, variou de 6,8%, em 1996, para 9,4% em 2006;
e no Sul, caiu de 10,6% para 10,3%.
Cirilo
Junior
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
junho de 2008 | Economia
Aumenta intenção de expandir
capacidade produtiva
Arquivo FOLHA

No setor metalúrgico, as intenções de expansão
apresentaram um incremento de 59% para 67%
Rio e São Paulo - O principal objetivo para a realização
de investimentos industriais em 2008 é a expansão da capacidade
de produção. É o que revela a pesquisa Quesitos Especiais
da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação,
referente ao período de abril e maio deste ano, divulgada ontem pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV).
De acordo com o levantamento,
o aumento da capacidade foi citado por 56% do total de 845 empresas consultadas,
a maior frequência relativa da série histórica reconstituída
a partir de 1998. ''As manifestações dos empresários
de elevar os investimentos é um fator relevante que indica que
há uma tendência de acomodação do nível
de utilização da capacidade instalada (nuci) das indústrias
no médio prazo'', disse o vice-diretor do Instituto Brasileiro
de Economia da FGV, Vagner Ardeo.
Setores que apresentam um nuci
acima da média histórica e que seriam candidatos a enfrentar
gargalos produtivos, elevaram de forma expressiva em um ano as intenções
de expandir a capacidade de suas fábricas para atender a demanda.
No caso do segmento de material de transporte, cuja média histórica
para o nuci é de 82% mas atingiu 93,2% em abril, as manifestações
que visam elevar o nível de produção avançaram
de 38% em abril de 2007 para 88% no mesmo mês deste ano.
No caso do setor metalúrgico,
que apresentou há dois meses um nuci de 92,5%, marca acima da
média de 90,5% registrada ao longo dos últimos anos, as
intenções de aumentar a capacidade de expansão apresentaram
um incremento de 59% para 67%.
A pesquisa também mostra
que 74% dos entrevistados avaliam que não enfrentam dificuldades
para realizar investimentos. De acordo com o levantamento, 95% dos empresários
possuem programas para ampliar a Formação Bruta de Capital
Fixo (FBCF), o que é também o maior nível registrado
pelo levantamento desde 1998. Tal avaliação favorável
ao aumento da FBCF foi exposta pelas empresas de materiais de construção,
pois as intenções aumentaram de 41% para 53%, o que também
foi acompanhado pelo setor de bens intermediários, que avançou
de 50% para 59%
A pesquisa realizada pela FGV
analisou também os fatores que limitam a realização
de investimentos. O principal tópico ainda é a carga tributária
elevada, que subiu de 49% em 2007 para 50% na edição mais
recente do estudo. Na sequência, os dois fatores que mais chamaram
a atenção são o custo do financiamento e limitação
de recursos por parte das empresas, que subiram em ambos os casos de
18% para 30% no período. Um quarto elemento é a taxa de
retorno inadequada, que caiu de 18% para 16%.
Alessandra Saraiva e Ricardo
Leopoldo
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
junho de 2008 | Economia
Pesquisa mostra perfil sustentável
de empresas
Diagnóstico avaliou cinco empresas
de grande porte do Estado
Curitiba - No primeiro dia do Global Forum América Latina, evento promovido
pela Unindus, universidade corporativa do Sistema Federação das
Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), um seminário mostrou
resultados de uma pesquisa piloto sobre sustentabilidade corporativa. O Diagnóstico
de Sustentabilidade Corporativa/Paraná avaliou cinco empresas de grande
porte do Estado através de entrevistas com 27 executivos, principalmente
diretores das corporações.
O resultado é um mapa
de como as grandes empresas incorporam o conceito de sustentabilidade
corporativa e trabalham com o tema interna e externamente. Foram avaliados
cinco aspectos: motivação, alinhamento das diversas áreas
da organização; gestão para sustentabilidade; e
práticas de sustentabilidade. Sob a coordenação
da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável
(FBDS), em parceria com a Unindus e com colaboração técnica
do Sesi e Senai, as empresas pesquisadas comtemplam as cinco regionais
da Fiep: Sadia, de Toledo, Volvo, de Curitiba, Masisa, de Ponta Grossa,
Romagnole, de Maringá e Milênia, de Londrina.
Segundo Cíntia Takada,
coordenadora do Núcleo de Estudos e Práticas em Sustentabilidade
(NEPS) da Unindus, percebeu-se que as empresas se encontram em três
estágios diferentes em relação ao tema. Num primeiro
estágio, apenas uma indústria ainda pensa a sustentabilidade
como filantropia ou assistencialismo. As empresas em situação
intermediária apresentam uma preocupação maior,
procurando certificações como o ISO 14.000 ou a SA 8.000,
mas sem práticas efetivas no dia-a-dia. Mas algumas empresas paranaenses
já se encontram no estágio em que o conceito está incorporado
em todos os seus processos, com produtos e serviços preocupados
com a sustentabilidade sócio-ambiental.
Para Takada, a pesquisa atendeu
a expectativa.''De posse destas informações, a Unindus
e a Fiep podem ter estratégias específicas para os diferentes
perfis das empresas. Para as empresas em estágio inicial, cursos,
programas de educação e fóruns de discussão.
Para aquelas em estágio avançado, podemos trazer tecnologias
de ponta e outras ferramentas para continuar o trabalho'', conta.
O resultado do diagnóstico,
incluindo conceitos do tema e desafios para as empresas estará disponível
no site da Fiep. O Global Forum América Latina acontece até amanhã,
no Cietep, em Curitiba.
Marcela Rocha Mendes
Equipe da Folha
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Congresso em Foco, 19 de
junho de 2008
Governo poderá ter carta branca
para gastar com PAC
A senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT) apresentou há pouco na Comissão Mista de Orçamento
(CMO) o relatório do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária
(LDO) de 2009. Entre as mudanças no texto - em relação
ao atual - está a que dá “carta branca” para
o governo investir em obras como estradas, barragens, prédios,
entre outros, no exercício orçamentário seguinte,
mesmo que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) não
seja aprovado pelo Congresso até o dia 22 de dezembro.
De acordo com a regra atual, caso a LOA não seja aprovada até o
final do ano, o governo só pode gastar no exercício seguinte
com despesas correntes (previdência, custeio da máquina, entre
outros). O objetivo do texto atual é evitar qualquer atraso na realização
das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que
poderão receber, caso a LDO seja aprovada, 1/12 do orçamento.
A proposta deve ser votada no próximo dia 2 de julho na CMO.
“ O PAC não pode parar”, disse a petista. Segundo ela, também
foi acrescentado ao texto da LDO uma regra que estabelece a divulgação
da execução dos gastos com o PAC, que deverá ocorrer de
quatro em quatro meses.
Quanto à área da saúde, a senadora ressaltou que ainda
não há uma definição. Para ela, primeiramente é preciso
aguardar a votação da Emenda 29 que estabelece os percentuais
mínimos que deve ser destinados pela União, estado e município
no setor e cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS).
“ Temos que esperar. Aqui [no relatório] pode ter mudança
até o dia da votação por meio de destaques”, adiantou. “A
situação é complicada também porque se você quiser
incluir alguma emenda vai ter que derrubar de alguém”, acrescentou.
Meio ambiente
O meio ambiente também é uma das preocupações encontradas
no texto da relatora. Segundo ela, ficou estabelecido que a empresa que tiver
algum dirigente condenado pela Justiça, por ter cometido algum crime
ambiental, não poderá receber empréstimos de bancos estatais.
Agraciados
Segundo levantamento do Comitê de Admissibilidade de Emendas, um total
de 2.952 emendas foram propostas à LDO, sendo que 84 foram rejeitadas
e 82 ainda poderão ser adequadas. Segundo o deputado Eliseu Padilha
(PMDB-RS), coordenador do comitê, a maior parte das emendas que foram
rejeitadas é referente a ações que não constam
no Plano Plurianual.
De acordo com a Constituição, compreende à LDO estabelecer
metas e prioridades da administração pública, incluindo
as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente,
e dispor sobre as alterações na legislação tributária.
Além disso, a LDO estabelece a política de aplicação
das agências financeiras oficiais de fomento.
Emendas
As emendas coletivas (de bancada e comissão) são as que poderão
receber o maior volume de recursos, com uma média de R$ 80 milhões
por proposta. O valor é quatro vezes maior do que o previsto para as
emendas individuais que poderão contar com R$ 20 milhões.
Serys alertou, no entanto, que oito estados (AC, AM , AP, MA, PA, PB, PI, RN)
não apresentaram emendas coletivas. Segundo ela, para que essas localidades
não sejam desfavorecidas, elas deverão receber recursos referentes às
emendas individuais de maior freqüência.
A senadora ainda lembrou que não deverá ocorrer redução
dos recursos destinados às ações sociais do governo que
devem contar com R$ 21 bilhões em 2009, o que corresponde a um aumento
de R$ 5 bilhões em comparação com 2008.
“ O relator tem o poder de reduzir 30% da proposta encaminhada pelo governo.
Nós não vamos reduzir . A maior parte das ações era
de cunho social e realmente não dava para mexer”, avaliou.
Salário Mínimo
Conforme adiantou o Congresso em Foco ontem (17), o mínimo deve passar
dos atuais R$ 415 para R$ 453,67, em fevereiro de 2009.
Em uma primeira proposta, encaminhada pelo governo ao Congresso, estava previsto
o valor de R$ 449,97 para o mínimo.
Segundo a assessoria da senadora, a perspectiva de um aumento maior do que
o inicial se baseia na reposição da inflação (medida
pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor - INPC) e no aumento
real do Produto Interno Bruto (PIB) registrado no ano passado. (Erich Decat)
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de junho de 2008 | Economia
Fim da CPMF não diminuiu carga
tributária, diz IBPT
São Paulo- O fim da arrecadação da CPMF não representou
diminuição da carga tributária, afirmou ontem o diretor
técnico do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT),
João Eloi Olenike, durante o programa Agência Estado no Ar, transmitido
pela Rede Eldorado de Rádio. Em sua avaliação, se houve
influência do fim da CPMF sobre a carga tributária, se deu por
meio da diminuição dos preços e consequente elevação
do consumo, que aumenta os tributos. De acordo com estudo divulgado esta semana
pelo IBPT, o volume da carga tributária brasileira atingiu o patamar
de 38,9% do PIB no primeiro trimestre de 2008, o que representa um aumento
de 1,87 ponto porcentual em relação ao ano passado. Em entrevista à jornalista
Andrea Lago, Olenike atribuiu a expressiva elevação ao aquecimento
da economia, aos aumentos tributários que aconteceram no passado - como
PIS e Confins no sistema não cumulativo para as empresas que estão
no lucro real -, e a cobrança das contribuições em efeito
cascata, ou seja, impostos que incidem em bases que já têm impostos.
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Folha
de S.Paulo, 19 de junho de 2008
Base do governo só vota CSS após
eleição
" Não podemos nos expor a um desgaste
no momento em que haverá uma disputa eleitoral", afirma Tião
Viana (PT-AC) | Apesar de derrubar três destaques da oposição
ao projeto que cria a nova CPMF, deputados aliados ao Planalto adiaram
votação
ADRIANO CEOLIN
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Para evitar o risco de derrota, deputados e senadores da base aliada ao governo
sepultaram ontem a possibilidade de votar antes das eleições
o projeto que cria a nova CPMF, batizada de CSS (Contribuição
Social para a Saúde) e regulamenta a emenda constitucional 29, destinando
mais recursos à saúde.
Na Câmara, os governistas conseguiram derrubar três destaques da
oposição ao projeto. Na última votação,
no entanto, vendo o placar apertado-apenas 262 votos, cinco a mais do que o
mínimo necessário-, a base decidiu adiar a votação
do destaque mais perigoso. A última proposta da oposição
suprime o artigo que estabelece a base de cálculo da contribuição,
ou seja, sobre que valores incidirá a alíquota de 0,1%.
Com os destaques rejeitados antes, a Câmara conseguiu manter no texto
a regra atual de repasse à saúde, de corrigir as despesas conforme
a variação da inflação e o crescimento econômico,
com o acréscimo da arrecadação da CSS, estimada em R$
11,8 bilhões em 2009.
A partir da semana que vem, seis medidas provisórias começam
a trancar a pauta na Câmara -além de haver comemoração
de festa junina, quando a maioria dos deputados do Nordeste não vão
ao Congresso.
O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), admitiu a
dificuldade em concluir a votação do projeto na próxima
semana. Ele alegou que o adiamento ocorreu, entre outras coisas, devido a ida
de vários parlamentares a Minas para assistir ao jogo do Brasil contra
a Argentina, a convite do governador Aécio Neves (PSDB).
" Derrubamos três destaques, portanto tivemos três vitórias
e podemos ter mais uma. Mas isso aqui não é uma sangria desatada,
a votação foi apertada e é melhor não arriscar",
disse. "Houve uma conspiração da Argentina, dos tucanos e
da visita do príncipe herdeiro do Japão ao Congresso", brincou.
Vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC) afirmou que a base aliada
não pode se arriscar agora. "Não podemos nos expor a um
desgaste no momento em que haverá uma disputa eleitoral", disse.
Para o líder do PSDB, José Aníbal (SP), a base adiou a
conclusão da CSS porque "está envergonhada". Ele analisa,
porém, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu ganhando,
já que não terá que arcar com o ônus de vetar mais
recursos para a saúde antes das eleições.
Com a conclusão da votação do projeto na Câmara,
a proposta precisa passar pela análise dos senadores, que em 2007 derrubaram
a CPMF. Antes de ir ao plenário, é preciso que o texto passe
por três comissões.
Ontem, após reunião de líderes com o presidente do Senado,
Garibaldi Alves (PMDB-RN), o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR),
disse que não pretende acelerar a votação. "A oposição
está com muita vontade de votar rapidamente aumento de imposto. Nós
não estamos. Não queremos atrelar isso com eleição."
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), ironizou o adiamento
da votação: "O governo falou o tempo inteiro que precisava
de fonte nova de financiamento para a Saúde. E agora diz que não
quer votar essa tal CSS antes da eleição".
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Gazeta do Povo, 19 de junho de 2008
Eleições 2008
TSE recua sobre divulgação
da ficha de candidatos
Apesar da mudança do Tribunal, a
AMB promete colocar na internet a relação de candidatos
que respondem a processo na Justiça
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto,
recuou ontem sobre a divulgação da “ficha suja’’ de
candidatos nas eleições deste ano. “Vamos esclarecer bem.
O objetivo do TSE não é divulgar lista de quem quer que seja.
Não é isso. É facilitar o acesso do eleitor aos dados
constantes do pedido de registro da candidatura’’, afirmou Ayres
Britto, durante o lançamento da campanha Eleições Limpas – uma
parceria do TSE com a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) –,
que tem o objetivo de estimular o voto consciente.
Mas se o TSE recuou, a AMB promete não dar vida fácil para os
candidatos com ficha-corrida na Justiça. A associação
informou durante o evento que vai divulgar em sua página na internet
a lista com os nomes dos candidatos às eleições municipais
de outubro que respondem a processos judiciais. A entidade, que levantará os
dados após o registro de todas as candidaturas – que deve ocorrer
até o dia 30 de junho –, prometeu encaminhar as informações
aos juízes eleitorais de todo o país, recomendando que disponibilizem
por outros meios os dados aos eleitores de suas cidades. A decisão sobre
divulgar ou não quem tem a ficha suja ficará a cargo de cada
juiz.
Ao fim do evento, Ayres Britto elogiou a iniciativa da AMB, e admitiu que os
técnicos do tribunal não conseguiriam compilar as informações
sobre a vida pregressa dos candidatos, em tempo hábil, para as eleições
deste ano, como ele havia anunciado. Mas garantiu que, em 2010, os partidos
deverão entregar essas informações à Justiça
Eleitoral via internet, possibilitando a consulta por qualquer cidadão.
O presidente da AMB, Mozart Valadares, afirmou que a lista será divulgada
até agosto. Nela, conterão processos criminais, ações
de improbidade administrativa e contas desaprovadas pelo Tribunal de Contas
da União (TCU) em caso de candidatos que já exerceram cargo na
administração pública. Ele lembrou, no entanto, que não
cabe aos magistrados dizer ao eleitor em quem votar.
“ Temos condições de colher essas informações
e vamos divulgá-las. Mas é preciso ter cuidado e zelo para não
passar a impressão de que a magistratura está pedindo para que
não se vote em determinado candidato. O eleitor deve decidir, ele é magistrado”,
ponderou Valadares.
A AMB confeccionou um manual para ser entregue aos cerca de 3 mil juizes eleitorais
brasileiros recomendando que eles promovam audiências públicas
nas comunidades para esclarecer os eleitores sobre práticas abusivas
dos candidatos, como a compra de votos e o uso indevido da máquina administrativa
em campanhas. Também foram impressas cartilhas com orientações
sobre como denunciar crimes eleitorais. Os livretos serão distribuídos
nos cartórios eleitorais e em estandes da AMB montados nas principais
cidades brasileiras.
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
junho de 2008 | Opinião
A boa medida de TSE mostrar os fichas
sujas
Os caminhos são múltiplos e
o mais eficaz deles nem é corrigir conseqüências
mas politizar os cidadãos
Todos os meios possíveis precisam ser usados para higienizar os parlamentos
brasileiros e os redutos onde operem governantes e instituições
públicas em geral. Os caminhos são múltiplos, o primeiro
deles a longa jornada para ir formando uma sociedade mais politizada, de cujo
meio emergirão os parlamentares e os que irão gerenciar as administrações
públicas. Nada existe de mais sábio do que a sentença
de que cada povo tem o governo que merece. Por ora, é oportuno dizer,
reeditando uma irônica frase semelhante, que a gestão pública é tarefa
séria demais para ser confiada a políticos.
A verdade histórica é que,
começando no período imperial, a corrupção
já campeava por aqui, pela astúcia dos prepostos da Coroa
portuguesa. Quando perguntaram ao presidente Vargas o que ele achava
dos homens de seu governo, ele respondeu que a metade não era
capaz de nada e que a outra metade era capaz de tudo. Vigora neste país
uma tradição de desonestidade na vida pública, e
a sociedade não fica muito atrás em seus comportamentos,
porque tem também fortes componentes de negligência e de
baixa cidadania. Pois é ela afinal que, por via da filtragem pouco
criteriosa dos partidos políticos e do voto, guinda ao poder os
seus representantes.
Ontem leu-se nos jornais a boa
informação de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer
divulgar publicamente os nomes e os processos criminais a que cada candidato
responde. Como não há impedimento legal para isso, a Justiça
Eleitoral estará dessa forma contribuindo para a causa da moralidade,
ao orientar o eleitor sobre os candidatos com ficha suja. Embora o eleitorado
já tenha por inúmeras vezes reconduzido ao poder políticos
sabidamente corruptos, a luta não pode parar, até que haja
um momento de conscientização.
Mas um expurgo inicial deve acontecer,
antes disso, pela ação dos partidos, que estão prestar
a homologar as candidaturas para a eleição deste ano. Lamentavelmente,
eles têm visado apenas criar o mais volumoso quadro de eleitos,
pouco se importando com a qualidade. Espera-se que agora, pela lei da
fidelidade - que atribui a posse do mandato ao partido e não mais
ao indivíduo - comece a vigorar uma era de mais responsabilidade
partidária. Certo é que a campanha de profilaxia não
pode parar, e a Justiça Eleitoral é um de seus fortes agentes.
Mas a cruzada será mais
longa se for preciso sempre atacar consequências e não
eliminando as causas, que têm origem na baixa politização
do povo. Se pouco se espera dos adultos, onde males já estão
cristalizados, há que também principiar pela educação
política de crianças e adolescentes. À parte adulta,
mais consciente, é que incumbe essa missão.
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
junho de 2008 | Economia
China, a nova terra das oportunidades
Além de entender da cultura comercial
chinesa, empresários que querem ganhar o mercado do país
asiático devem ter algum diferencial
Marcos Zanutto
O mundo está com o olhos voltados para a China. País antes desconhecido
e de cultura milenar, hoje os chineses exercem um grande poder de atração
de investimentos e de negócios. Além de ser o maior exportador
de produtos manufaturados, a China também é um dos maiores importadores
mundiais e compra de quase todos os outros Países. A explicação é o
enorme mercado consumidor, formado por 1,33 bilhões de habitantes, número
que corresponde a 22% da população mundial. Além disso,
há a industrialização, aspecto forte no País.
‘‘A China é o
País com maior crescimento do mundo, a economia tem crescido na
casa de dois dígitos há dez anos’’, diz Paul
Liu, presidente executivo da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento
Econômico (CBCDE), instrumento mantido pela iniciativa privada
chinesa com objetivo de fomentar negócios entre os dois países.
Ele esteve recentemente na Associação Comercial e Industrial
de Londrina para ministrar palestra sobre oportunidades de negócios
com os chineses. Embora as importações tenham crescido
naquele País, a relação entre exportações
e importações ainda é pequena. Enquanto as vendas
externas rendem US$ 1,22 trilhão ao País, as importações
somam US$ 956 bilhões (veja quadro).
‘‘A China oferece
muitas oportunidades principalmente aos jovens, que têm procurado
o País para aprender uma terceira língua. Hoje saber inglês é óbvio,
chinês é o diferencial’’, avalia Liu. Segundo
ele, a procura por intercâmbios culturais têm crescido entre
os jovens brasileiros e por descendentes que querem retornar ao país
de origem para estudar. ‘‘Muitos tomam a China como uma segunda
pátria, porque tem uma cultura dinâmica, apesar de milenar.
Estes estudantes descobrem uma nova China e optam por ficar’’,
diz.
Quanto aos negócios,
a dica de Liu é entender bem a cultura comercial chinesa antes
de iniciar qualquer negociação. ‘‘A concorrência é grande
e não há espaço para amadores. Para ganhar o mercado
chinês a empresa deve ter algum diferencial’’, comenta.
Na sua avaliação, os produtos brasileiros têm peculiaridades
que agradam aos chineses devido às próprias características
do Brasil, de país tropical, multiracial e com riquezas étnicas. ‘‘Mas
os chineses não conhecem os produtos brasileiros porque muitos
deles entram no País como se fossem estrangeiros’’,
informa.
Por isso, na sua avaliação
a vocação exportadora do Brasil está no agronegócio. ‘‘Não
adianta querer concorrer com produtos manufaturados, a China é a
fábrica do mundo. Talvez a solução esteja na industrialização
de produtos do agronegócio, na tecnologia de alimentos’’,
comenta. Ele acrescenta que as empresas devem passar por um longo processo
de análise, estudos e projetos para não ter surpresas desagradáveis
e não fracassar por falta de conhecimento.
‘‘É preciso
insistência no projeto e muitos não têm paciência
com o tempo de amadurecimento para o sucesso’’, observa o
presidente executivo da CBCDE. Ele lembra que todas as coisas têm
o lado positivo e o negativo e que pré-julgamentos não
são benéficos. ‘‘A China também traz
boas oportunidades porque tem um grande mercado consumidor. Os empresários
brasileiros podem vender mercadorias que têm a cara do Brasil,
com produtos e design próprios porque a China não vai conseguir
copiar’’, afirma.
Fernanda Mazzini
Reportagem Local
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Gazeta do Povo, 19 de junho de 2008
Crise
Sindicatos argentinos paralisam o país em defesa de Cristina
Bancos foram fechados mais cedo, e aviões tiveram seus pousos e decolagens
atrasados ou cancelados devido ao ato de apoio ao governo argentino que reuniu
milhares de pessoas ontem na Praça de Maio, em Buenos Aires.
O ato foi uma manifestação de força do governo em meio à crise
com o setor agropecuário, que completa cem dias hoje. O conflito foi
desatado pelo aumento sobre as exportações de grãos decretado
em março para garantir a redistribuição dos lucros do
setor ruralista, que gerou locaute rural, bloqueios de estradas e desabastecimento.
Folga
Para garantir a presença dos trabalhadores no ato em que a presidente
Cristina Kirchner discursou, a Central Geral de Trabalhadores (CGT), maior
e mais importante central sindical da Argentina, decretou folga a partir das
12 h de ontem, e bancários e pilotos de linhas aéreas decidiram
aderir.
Os bancos fecharam as portas ao meio-dia, três horas antes do horário
normal, mas já havia problemas no atendimento pela manhã. Os
pilotos de aviões haviam decidido paralisar as atividades das 14 h às
19 h, e o secretário de Transportes, Ricardo Jaime, e o secretário-geral
da CGT, Hugo Moyano, tiveram que intervir para que o governo, que reclama dos
bloqueios nas estradas, não fosse responsabilizado pelo bloqueio do
tráfego aéreo. Os pilotos aceitaram cancelar a paralisação,
mas, ainda assim, muitos vôos foram atrasados ou cancelados.
A CGT, liderada por Moyano, tem 2,5 milhões de afiliados e foi responsável,
junto com a Central de Trabalhadores da Argentina, por reunir grande parte
da multidão que presenciou o ato da praça de Maio.
Sob Néstor Kirchner (2003-2007), a CGT, única central de trabalhadores
legalizada do país, ganhou protagonismo e passou a formar a principal
base de apoio nos atos do governo. Recentemente, Moyano assumiu como vice-presidente
do Partido Justicialista na chapa encabeçada por Kirchner.
Alvos de Cristina
No discurso de ontem, a presidente voltou a atacar o setor agropecuário,
um dia após ceder e enviar à apreciação do Congresso
o projeto de lei que aumenta os impostos sobre a exportação de
grãos.
Mas, desta vez, centrou fogo nos quatro dirigentes das entidades agrícolas
que comandam o locaute rural. “Eu acreditava que estava em uma batalha
pela distribuição de renda, mas, quando vi que quatro pessoas
em quem ninguém votou se reuniam para deliberar quem podia ou não
andar pelas estradas argentinas, me dei conta de que estava diante de uma situação
diferente’’, afirmou Cristina, acrescentando que o protesto agropecuário “interfere
na construção democrática’’.
Locaute
Ontem à noite, os dirigentes se reuniam para decidir como seguir o protesto.
O quarto locaute do setor deveria ser suspenso ainda ontem.
O locaute agropecuário, iniciado em março, além de causar
desabastecimento de alimentos e combustíveis, gera temores de desaceleração
na economia argentina. O crescimento do PIB no primeiro trimestre no país,
divulgado ontem, ficou em 8,4%, dentro da média no país nos últimos
anos – mas o número só reflete os 20 primeiros dias do
conflito com o campo, iniciado em 11 de março.
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Agência Diap, 19 de
junho de 2008
GREVE
Horário de pico não
pode ter greve, decide TRT
As empresas e os trabalhadores
do transporte coletivo de Florianópolis devem manter 70% da frota
funcionando nos horários de pico (5h30 às 9h e de 17h30 às
20h30) e 30% nos demais horários. A determinação é do
Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, que atendeu pedido do
Ministério Público para garantir a prestação
de um dos serviços considerados essenciais pela Lei de Greve.
Os mandados foram expedidos nesta
terça-feira (17) pelo juiz Marcus Pina Mugnaini, presidente do
TRT. As intimações foram entregues aos representantes do
Sindicato das Empresas de Transporte Urbano da Grande Florianópolis
(Setuf), Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado
de Santa Catarina Florianópolis (Setpesc) e Sindicato dos Trabalhadores
em Transportes Urbanos de Passageiros da Região Metropolitana
de Florianópolis (Sintraturb).
Caso a ordem seja descumprida,
os três sindicatos serão multados em R$ 20 mil por dia.
O valor deverá ser recolhido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
o juiz disse que o Tribunal
está de portas abertas para a negociação entre
as partes. “A greve é um direito de qualquer categoria,
mas é sempre bom ressaltar que o TRT age sempre no interesse
da sociedade, e não de categorias específicas”,
afirmou. (Fonte: Revista Consultor Jurídico)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/06/2008
Terror psicológico faz mecânico
receber indenização por assédio moral
Por “lançar o postulante
nos braços do ócio” e ainda proibir sua entrada nas
dependências da empresa, a Companhia de Bebidas das América – Ambev
foi condenada, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região
(PB), a pagar indenização de R$ 10 mil, por assédio
moral e terror psicológico, a um ex-empregado. A decisão
foi mantida pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho. A Ambev
tentou, em agravo de instrumento ao TST, sustentar que o empregado foi
afastado do trabalho, com remuneração, de comum acordo
entre as partes, e que deixar o funcionário à disposição é uma
faculdade do empregador, de acordo com o artigo 4º da CLT.
O trabalhador foi contratado
como mecânico de manutenção de máquinas industriais
em junho de 1989. Após sofrer acidente de trabalho em fevereiro
de 2002, por manuseio de peso, realização de movimentos
repetitivos e posturas incômodas, ficou afastado por 47 meses,
recebendo auxílio-acidente de trabalho. Ao receber alta do INSS
em dezembro de 2005, e com estabilidade acidentária, quis retornar
ao emprego. Embora o setor médico da Ambev tenha atestado, em
janeiro de 2006, sua aptidão para entrar em atividade, foi informado
pelo gerente de mecânica que aguardasse em sua residência
um posicionamento para seu retorno, com a devida reintegração.
Depois, mesmo com vínculo
empregatício, o trabalhador foi impedido de ter acesso às
dependências da Ambev com a alegação de que não
havia sido tomada qualquer resolução acerca de sua situação.
Para o TRT/PB, na condição efetiva de funcionário,
não lhe deveria ser vetado o acesso mediante simples uso de crachá,
e não seria necessária uma autorização formal.
O Regional, então, avaliou que a companhia estava apenas esperando
o fim do período estabilitário para dispensar o trabalhador
e condenou a empregadora a pagar a indenização. O TRT se
baseou, também, em provas no processo que indicam que atitudes
desse gênero são comuns no âmbito da empresa.
Em recurso ao TST, a Ambev alegou
que era inviável o reaproveitamento do trabalhador de forma imediata
porque seu afastamento, devido a acidente de trabalho, durou vários
anos. Afirmou, ainda, que ele estaria em afastamento remunerado porque,
durante seu período de ausência, foram adquiridos novo maquinário
e novas tecnologias, o que dificultou sua inserção. A Sexta
Turma, porém, não acolheu o apelo por entender que o artigo
4º da CLT não viabiliza o recurso, pois a alegação
da Ambev de que o empregado ficara “à disposição” não
se evidencia nos fatos registrados pelo TRT. O ministro Horácio
Senna Pires, relator do agravo, considerou que houve prática de “psicoterror”,
com o objetivo de constranger o empregado e obrigá-lo “a
adotar atitudes contrárias ao seu próprio interesse, como
demitir-se”.
Para o ministro, foram eloqüentes
as palavras da decisão do TRT/PB quando conclui que, ao não
oferecer trabalho ao funcionário, “a empresa feriu a dignidade
e a auto-estima do empregado, visto que é extremamente constrangedor
para uma pessoa, acostumada a trabalhar, ser colocada à margem
da cadeia produtiva”. Além disso, o relator ressaltou as
informações fornecidas pelo Regional de que a Ambev proibiu
o acesso do trabalhador às dependências da empresa, “humilhando-o
e ferindo o seu decoro profissional, fato que se configurou em flagrante
assédio moral”. (AIRR-709/2006-003-13-40.1)
(Lourdes Tavares/Colaboração
de Dirceu Arcoverde)
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19/06/2008
Litigância de má-fé não
revoga justiça gratuita
O benefício da justiça
gratuita e a litigância de má-fé são institutos
distintos que não se confundem. O primeiro só pode ser
revogado se houver demonstração da modificação
patrimonial da parte, e não e não como punição
pelo segundo. Com este fundamento, a Primeira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho deu provimento a recurso de revista de um ex-empregado da
Usina Mandu S.A., de Campinas (SP), para absolvê-lo da condenação
ao pagamento de honorários periciais em ação que
move contra a usina.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 15ª Região (Campinas), na fase de execução
do processo, responsabilizou o trabalhador, beneficiário da justiça
gratuita, pelo pagamento dos R$ 800,00 relativos aos honorários
do perito contábil, anteriormente atribuído à empresa.
A decisão baseou-se no fato de que os cálculos apresentados
por ele apontavam para um crédito líquido muito superior
ao apurado pela perícia judicial e pela própria usina. “O
exeqüente [o trabalhador] deve arcar com os honorários periciais
contábeis, tendo em vista a tentativa de se locupletar indevidamente”,
registrou a decisão do TRT. “A concessão dos benefícios
da gratuidade judicial não pode ser entendida como um salvo-conduto
para litigar de má-fé”. Ao recorrer ao TST, o trabalhador
alegou que a má-fé não foi comprovada, e que a revogação
da justiça gratuita seria contrária ao artigo 5º,
inciso LXXIV da Constituição Federal, que trata do tema.
O relator do recurso de revista,
ministro Walmir Oliveira da Costa, destacou em seu voto que, ao contrário
do entendimento adotado pelo TRT, a concessão da justiça
gratuita não é mero ato administrativo, e sim parte da
decisão judicial transitada em julgado. Trata-se, portanto, de
coisa julgada, ainda que possa ser revogada quando o juiz deixar de constatar
a existência dos requisitos essenciais para a sua concessão.
De acordo com a Lei nº 1.060/1950, o requisito é a simples
afirmação da parte, na petição inicial, de
que não tem condições de pagar as custas do processo
e os honorários de advogado sem prejuízo próprio
e de sua família. “dentre os requisitos para a revogação
não se inclui a condenação do beneficiário
por litigar de má-fé”, afirmou o relator. “Tal
penalidade é de natureza endoprocessual, e não é capaz
de alterar, por si só, a situação econômica
do trabalhador beneficiado com a gratuidade.” A penalidade pela
litigância de má-fé tem previsão no Código
de Processo Civil (artigos 14,17 e 18). “Se a parte agir com deslealdade,
de forma abusiva e ofender a dignidade da Justiça, está sujeita
a ser condenada ao pagamento de multa, indenização e honorários
de advogado”, concluiu.
(Carmem Feijó)

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