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Sintricomb, 24 de junho de 2008 | Eventos
Brusque/ SC
Definida nova eleição
para diretoria do Sintricomb
O Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb) se prepara
para realizar nova eleição para compor a diretoria da
entidade. O edital, informando a respeito da nova eleição,
foi publicado no Diário Oficial do Estado em 3 de junho
deste ano. Apenas uma chapa, a da atual diretoria, foi inscrita
para concorrer.
O prazo para as inscrições de chapas se encerrou sete
dias após a publicação do documento, ou seja,
no dia 10 do mesmo mês. Como não houve inscrição
de chapas concorrentes, a atual vai ao pleito sozinha. A eleição
vão acontecer no dia 12 de setembro, uma sexta-feira, das 8 às
12 e das 13:30 às 17 horas. Cinco urnas serão disponibilizadas
para a votação. Uma delas ficará na sede da entidade
(Rua Franscisco Cervi, 39, Centro, Brusque) e as outras quatro vão
circular pelos municípios que integram a base territorial do
sindicato: Botuverá, Nova Trento, Guabiruba, São João
Batista, Canelinha e Vidal Ramos. Para ter direito a voto na eleição,
o trabalhador deve ser associado ao Sintricomb há pelo menos
seis meses e fazer parte da categoria há, no mínimo,
dois anos.
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Agência Diap, 24 de
junho de 2008
DEBATE NACIONAL
Relator aprova redução
da jornada de trabalho
A proposta de redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais recebeu parecer favorável
do relator da matéria, deputado Vicentinho (PT/SP). Ele apresentou
na semana passada à Comissão de Trabalho da Câmara
dos Deputados um substitutivo em favor do projeto. O relatório
ainda não tem data marcada para ser votado na Comissão.
A proposta de redução da jornada de trabalho é uma reivindicação
antiga do movimento sindical. No início do mês foi entregue ao
presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), um abaixo-assinado com
1,5 milhão de assinaturas pedindo a redução da jornada
máxima permitida de trabalho sem redução dos salários.
Os dirigentes das principais centrais sindicais do país são unânimes
na avaliação de que o Brasil atravessa um momento que propicia
a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40
horas semanais.
Para justificar sua posição favorável á proposta,
o deputado petista destacou que “a utilização excessiva
do trabalho extraordinário, além de causar evidentes prejuízos à sociedade,
ante o aumento do desemprego, causa também graves danos à saúde
do trabalhador”.
Ele cita trechos da publicação “Proteção
Jurídica à saúde do trabalhador” em que é relatado
que “um processo prolongado de fadiga induz à instalação
da fadiga crônica, que não cede nem mesmo com o repouso diário.
Esse quadro de fadiga patológica compromete o sistema imunológico,
deixando o trabalhador muito mais vulnerável às doenças,
além de produzir insatisfação com o serviço, absenteísmo,
baixa produtividade e maior número de acidentes do trabalho”.
Restrição à hora extra
Em seu parecer, Vicentinho também lembra que estudos aprofundados dos
fisiologistas, ergonomistas, psicólogos, médicos do trabalho
e outros têm servido para respaldar os fundamentos científicos
da tendência mundial de redução da jornada de trabalho,
acrescentando que “não adianta limitar a duração
da jornada, sem controlar, com rigor, o trabalho extraordinário”.
Ele enfatiza a necessidade de “restringir ao máximo a possibilidade
de utilização do trabalho extraordinário. A simples oneração
do valor da hora extra não tem sido suficiente para desestimular a sua
prática”, destacou.
Para Vicentinho, são adequadas as mudanças propostas no projeto
que aumenta o adicional de hora extra em relação ao trabalho
perigoso e insalubre. Ele sugere um avanço na proposta original, garantindo
adicional de 150% para ambas situações, e não 100% e 150%
para o trabalho perigoso e insalubre, respectivamente. Ele alega os sérios
danos potenciais que o trabalho extraordinário em condições
perigosas ou insalubres pode trazer aos trabalhadores. (Fonte:
Vermelho)
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Agência Diap, 24 de
junho de 2008
Convenção 158 da OIT
pode sucumbir
Por: Altamiro Borges*
Numa tensa reunião na última
quarta-feira (18), a Comissão de Relações Exteriores
e Defesa Nacional da Câmara adiou para o dia 25 de junho a votação
da mensagem presidencial 59/08, que ratifica a Convenção
158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esta
norma, que já é aplicada em 34 países, proíbe
as demissões imotivadas. Caso fosse implantada no Brasil, ela
dificultaria a sanha arbitrária do patronato, que abusa do facão
por razões econômicas (estimular a rotatividade para rebaixar
salários e direitos) e políticas (inibir a ação
coletiva, sindical, dos trabalhadores).
Em maio, alguns jornalões deram notinhas – já que a opressão
do trabalhador nunca é manchete na mídia – sobre a demissão
de uma trabalhadora paulista por “flatulência” – ela
foi ceifada por soltar gases! O jocoso caso revela toda a crueldade das empresas,
que demitem por flatulência ou porque o trabalhador se sindicalizou ou
foi a uma assembléia.
Vigorando a Convenção 158, tal dispensa não ocorreria.
Na prática, a sua ratificação representaria uma guinada
nas relações de trabalho no país e uma “mini-revolução” no
sindicalismo, que ganharia maior poder de pressão.
O poderoso lobby do capital
Exatamente por isso, a Convenção 158 está sofrendo violento
bombardeio do patronato. Pelos corredores do Congresso Nacional, serviçais
do capital percorrem gabinetes para convencer os deputados federais e senadores
a rejeitarem a mensagem presidencial. Parlamentares garantem que há muito
não se via um lobby tão intenso e descarado.
O terrorismo patronal é o mesmo de sempre. Os seus lobistas, como José Pastore,
que coordenou o programa trabalhista do tucano Geraldo Alckmin, afirmam que
a Convenção 158 engessará a economia do país, levando-a
ao colapso, reduzirá a produtividade e estimulará a preguiça
do trabalhador, entre outros absurdos.
Nesta violenta batalha política, com eminente caráter de classes,
os empresários contam com a cumplicidade de inúmeros parlamentares
afinados com suas visões – e financiados pelo capital. Se depender
da atual correlação de forças no Congresso Nacional, a
Convenção 158 irá sucumbir rapidamente.
O relator da matéria, o deputado Júlio Delgado (PSB/MG), inclusive
já deu parecer contrário à mensagem presidencial. Oposto
ao seu partido, que historicamente sempre condenou a demissão imotivada,
ele argumentou que a norma prejudicará a propalada “empregabilidade”.
Uma nova morte súbita
Como alerta o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap),
a comissão deverá acatar o parecer contrário na votação
do dia 25, já que sua maioria é ligada ao capital. Com isso,
dificilmente ela passará pelo Congresso Nacional e terá morte
súbita pela segunda vez na história recente do país.
A Convenção 158 foi aprovada pela OIT em 1982. Em 1992, ela foi
ratificada no país e, em 1996, foi incorporada ao direito brasileiro.
Mas, no mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a Ação
Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Confederação
Nacional das Indústrias (CNI). Logo na seqüência, o neoliberal
FHC arquivou de vez a norma.
Agora, por outros caminhos, a mesma tragédia pode se repetir. Para evitá-la, é urgente
reforçar a pressão do sindicalismo. Também é preciso
rechaçar as falácias da elite burguesa e de sua mídia.
A Associação Nacional do Magistrado Trabalhista (Anamatra) já emitiu
parecer técnico contra a mentira de que a norma proíbe qualquer
demissão.
“ O texto normativo apenas estabelece limites razoáveis ao atual
poder do empresário de dispensar seus empregados, para que assim não
mais o faça sem razão alguma ou até mesmo por motivos injustos...
A Convenção 158 não assegura estabilidade a ninguém,
mas ela garante uma relação jurídica cidadã, protegida
do arbítrio”.
Rechaçar as mentiras e pressionar
A norma não justifica o terrorismo patronal. A demissão é considerada
sem justa causa quando é motivada apenas por “filiação
sindical; exercício de mandato de representação dos trabalhadores;
apresentação de queixa ou participação em processos
contra o empregador por violações da legislação;
razões relacionadas à raça, cor, sexo, estado civil, responsabilidades
familiares, gravidez, religião, opinião política, ascendência
nacional ou origem social; ausência do trabalho durante a licença-maternidade;
e ausência temporária por força de enfermidade ou acidente”.
Com base em dados do Dieese, a Anamatra critica a rotatividade no emprego no
país superior a 40%. Dados do Ministério do Trabalho revelam
que houve 14 milhões de contratações em 2007, mas 12 milhões
de trabalhadores perderam seus empregos. A rotatividade serve ao rebaixamento
dos salários e dos direitos.
Para a Anamatra, “a Convenção 158 permitiria maior perenidade
nas relações laborais, proporcionando segurança econômica
aos trabalhadores, evitando problemas no mercado de trabalho ocasionados pela
precarização das relações trabalhistas, pelo alto índice
de desemprego, pela alta taxa de informalidade e de rotatividade da mão-de-obra”.
(*) Jornalista, é autor do livro
recém-lançado “Sindicalismo, resistência
e alternativas” (Editora Anita Garibaldi). E-mail: altamiroborges@gmail.com
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Agência Diap, 24 de junho de 2008
RENDA DO TRABALHADOR
Desigualdade entre salários de
ricos e pobres caiu 7%, diz Ipea
Os salários dos trabalhadores de
menor renda subiram quatro vezes mais na comparação com
os ocupados de renda mais alta, segundo estudo do Ipea (Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta segunda-feira.
Para a análise, o instituto divide os trabalhadores ocupados em dez
faixas, sendo a primeira os 10% com menor renda e, assim por diante, até a última,
com os 10% com maiores rendimentos.
Os 10% com menor renda registraram aumento de 21,96% nos salários entre
2003 e 2007, passando de R$ 169,22 mensais para R$ 206,38, em média.
Já os 10% com maior renda registraram ganhos de 4,91%, passando de salário
médio de R$ 4.625,74 em 2003 para R$ 4.853,03, no mesmo intervalo.
Dentro desse período, a maior variação da baixa renda
foi observada entre 2006 e 2007, quando os salários registraram ganho
de 9,4%, na média. No mesmo intervalo, a média de aumento salarial
foi de 3,2%, considerando todas as faixas de renda. Já o grupo dos maiores
rendimentos registrou aumento de 2,6%, em média.
Índice de Gini
O principal reflexo desse movimento é a redução da desigualdade
de renda, com queda no Índice de Gini entre ocupados – indicador
de desigualdade de renda (quanto mais perto de 1, mais desigual).
Segundo a pesquisa, o índice era de 0,540 em 2002, considerando apenas
os ocupados, e não a renda geral da população, que pode
incluir benefícios ou programas sociais. Já em 2007, esse número
caiu para 0,509.
Considerando os dados trimestrais, o Índice de Gini registrou queda
de 0,543, no quarto trimestre de 2002, para 0,505, no primeiro trimestre de
2008, o que representa uma redução de 7%.
Ainda na análise por trimestre, o índice chegou a seu nível
mais baixo com 0,502 no terceiro trimestre de 2007, após a maior queda
da série (o índice estava em 0,514 no trimestre anterior). (Fonte:
Folha Online)
Veja a evolução salarial
dos últimos anos por faixa de renda:
|
Faixas
|
2003
|
2004
|
2005
|
2006
|
2007
|
Ganho (em %)
|
|
1
|
169,22
|
165,75
|
178,16
|
188,64
|
206,38
|
21,96
|
|
2
|
291,07
|
297,72
|
317,17
|
345,57
|
378,11
|
29,91
|
|
3
|
364,52
|
359,16
|
372,42
|
407,11
|
422,08
|
15,79
|
|
4
|
448,05
|
445,72
|
452,16
|
482,89
|
503,27
|
12,32
|
|
5
|
528,12
|
531,85
|
542,43
|
572,46
|
597,28
|
13,10
|
|
6
|
636,07
|
628,25
|
645,47
|
681,21
|
714,03
|
12,26
|
|
7
|
803,38
|
794,28
|
814,28
|
845,42
|
877,59
|
9,24
|
|
8
|
1.092,93
|
1.073,19
|
1.088,99
|
1.133,02
|
1.159,55
|
6,10
|
|
9
|
1.690,02
|
1.692,39
|
1.707,38
|
1.760,89
|
1.797,42
|
6,35
|
|
10
|
4.625,74
|
4.537,91
|
4.577,23
|
4.730,47
|
4.853,03
|
4,91
|
|
Média
|
1.065,90
|
1.053,94
|
1.070,40
|
1.115,58
|
1.151,24
|
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FOLHA DE SÃO PAULO (ON
LINE), 24 de junho de 2008 | Dinheiro
Ministério lança plano
para estimular produção de material para construção
civil
ANA CAROLINA OLIVEIRA
da Folha Online, em Brasília
O ministério de Minas
e Energia publicou hoje no "Diário Oficial" plano para
regularizar o setor de mineração e construção
civil. O plano tem como objetivo garantir a oferta de minerais e ampliar
o acesso dos produtos à população com preços
acessíveis.
Segundo a diretora de desenvolvimento
sustentável da mineração do ministério, Maria
José Gazzi Salum, esse plano visa levar materiais como areia à população
de uma forma economicamente viável e visando também o ambiente,
além de formalizar os pequenos produtores minerais.
"O foco do plano é disponibilizar
esse material de uma forma acessível economicamente, mas tem também
um foco muito forte na sustentabilidade, social e ambiental, da produção
e si", disse Maria José Gazzi Salum.
O PNACC (Plano Nacional de Agregados
Minerais para Construção Civil) prevê também
a organização do setor, a contribuição para
a formulação de políticas fiscais, visando à desoneração
dos custos de produção e transporte, e a divulgação
para o setor das linhas de crédito disponíveis, em especial
para os pequenos produtores.
O Brasil produz hoje, no mercado
formal, cerca de 400 milhões de toneladas de areia por ano. Os
dados dos outros tipos de materiais não foram informados pelo
ministério.
O ministério vai
criar ainda uma Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano
que composta por representantes da Secretaria de Geologia, Mineração
e Transformação Mineral (SGM), da Companhia de Pesquisa
de Recursos Minerais (CPRM), do Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM), dos empresários do setor da construção
civil, dos empresários e trabalhadores do setor mineral e dos
municípios produtores de agregados.
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O ESTADO DE SÃO PAULO,
24 de junho de 2008 | Notas & Informações
Derrota do radicalismo
As vaias e os protestos com
que os funcionários da General Motors (GM) reagiram aos discursos
dos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos
Campos, na assembléia em que foi aprovada, por unanimidade, a
proposta de redução do salário inicial dos novos
contratados e de instituição de trabalho extra inclusive
em fins de semana, são a prova mais clara do enorme fosso que
se abriu entre os interesses dos trabalhadores e o radicalismo dos dirigentes
sindicais.
A empresa vinha condicionando
a execução de um programa de investimentos de US$ 500 milhões
- que criarão mais empregos - à aprovação
de sua proposta de mudanças nas regras de contratação
e na jornada de trabalho. Ligados ao PSTU e à Conlutas, a mais
radical das centrais sindicais, os dirigentes do sindicato, no entanto,
vinham rejeitando o acordo com a montadora.
A posição dos sindicalistas
ameaçava causar graves prejuízos à cidade e, sobretudo,
aos trabalhadores cujos interesses lhes cabe defender. Com os investimentos,
seriam preservados os 9 mil empregos atuais e haveria necessidade de
novas contratações. O setor automobilístico é o
segundo maior empregador da região de São José dos
Campos. A cadeia de produção da GM emprega cerca de 20
mil pessoas na cidade.
As lideranças municipais
estavam muito interessadas no projeto da GM, por causa do efeito positivo
sobre a economia local e regional. Também os trabalhadores queriam
os investimentos, e chegaram a exigir, com manifestações
espontâneas na porta da fábrica, a realização
da assembléia para votar a proposta, que a direção
sindical vinha adiando.
No início deste mês,
a diretoria da multinacional apresentou seu programa à comunidade.
Condicionava a realização dos investimentos em São
José dos Campos à criação de um banco de
horas e à mudança da grade salarial dos metalúrgicos.
O salário inicial seria reduzido de R$ 1,7 mil para R$ 1,2 mil. “O
salário que propomos é o mesmo pago na fábrica de
São Caetano do Sul, onde a mão-de-obra sempre foi considerada
a mais cara do Brasil”, justificou então o vice-presidente
da montadora, José Carlos Pinheiro Neto.
No início do ano, proposta
semelhante foi discutida com o Sindicato dos Metalúrgicos, que
a rejeitou. Em conseqüência, a GM decidiu investir em sua
unidade de São Caetano do Sul, onde foram contratados 1.511 metalúrgicos.
Os sindicalistas de São José dos Campos não deram
importância à migração de empregos para outra
região, e continuaram alheios ao fato de que, com seu radicalismo,
acabariam por empurrar os novos investimentos para outra parte do País.
Adiaram o quanto puderam a realização da assembléia
dos trabalhadores para a votação da proposta. Conscientes
da ameaça que o radicalismo traz para os empregos na região,
alguns trabalhadores pretendiam recorrer à Justiça do Trabalho
para terem o direito de discutir e votar a proposta dos empregadores.
A assembléia dos trabalhadores,
afinal, se realizou na quinta-feira, com a presença de cerca de
7 mil dos 9 mil empregados, e aprovou por unanimidade a proposta colocada
em votação. É possível que os sindicalistas
considerem essa decisão uma vitória deles. De fato, em
relação à proposta inicial da empresa há duas
modificações. Abandonou-se a idéia de criação
de um banco de horas, em troca da flexibilização da jornada
de trabalho. Também não se estabeleceu nova grade salarial,
embora o salário inicial dos novos trabalhadores tenha sido reduzido,
como queria a GM.
A vitória, porém, é dos
trabalhadores. As mudanças, vantajosas para eles e aceitáveis
para a empresa, poderiam ter sido negociadas em condições
muito menos traumáticas se tivesse havido menos radicalismo
e mais bom senso da parte dos sindicalistas. As relações
entre as empresas e o Sindicato dos Metalúrgicos de São
José dos Campos são tensas porque os sindicalistas têm
pautado sua ação não pelos interesses dos trabalhadores
e da comunidade, mas por seus próprios interesses políticos
e ideológicos. Assim agindo, colocam em risco os empregos e
o crescimento da economia regional.
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Folha de S.Paulo, 24 de junho de 2008
Editoriais
Folha de S.Paulo: Sindicalismo de
resultados
HOUVE UM tempo em que a preocupação com a saúde dos trabalhadores
figurava no alto da lista de prioridades de qualquer associação
profissional. Tal máxima, porém, parece ter sido revogada nesta
era de sindicalismo de resultados.
É essa a conclusão a que se chega a partir da notícia de
que entidades sindicais estão recebendo verbas da indústria do
amianto para defender o "uso responsável" desse tipo de mineral
de alto potencial carcinogênico.
O repasse é feito através do Instituto Brasileiro do Crisotila,
criado em 2002 e que tem em sua direção representantes das indústrias,
dos trabalhadores, da Prefeitura de Minaçu (GO) -onde se localiza a única
mina de crisotila do país-, do governo goiano e do Ministério
das Minas e Energia. Só no ano passado, as 11 empresas que exploram
a atividade irrigaram o instituto com R$ 3 milhões.
É até possível debater se tal prática viola ou não
o artigo 2º da Convenção 98 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil nos anos 50, que "veda a organizações
de empresas manter com recursos organizações de trabalhadores com
o objetivo de sujeitá-las ao controle de empregadores ou de organizações
de empregadores", mas não há dúvida de que ela erode
a credibilidade dos sindicatos.
O amianto, afinal, provoca várias doenças pulmonares, notadamente
asbestose, câncer de pulmão e tumores na pleura e no peritônio.
A população sob maior risco de contrair essas moléstias é a
composta por trabalhadores que manuseiam diretamente o material, o qual tem
larga aplicação na indústria. Apesar disso, ao menos 49
países já praticamente baniram seu uso.
No Brasil, quinto maior produtor mundial, a legislação federal é tíbia.
Alguns Estados e municípios criaram normas locais que proíbem
o uso do amianto, mas elas são contestadas no STF. E pela Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria.
Há razões para temer quais possam ser os resultados de tanto
sindicalismo de resultados.
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Agência Diap, 24 de
junho de 2008
REVELAÇÃO ESTARRECEDORA
Presidente da Fiesp não tem
empresa; imprensa não se interessa por esta “peculiaridade”
O Observatório da Imprensa,
de 28/09/04, publicou matéria de seu editor-responsável,
Alberto Dines, sob o título acima, que pode contribuir para a
atual discussão da modalidade de tributo sobre movimentação
financeira. Antes era a CPMF, derrotada no Senado sob a batuta da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Agora é a
CSS (Contribuição Social para Saúde).
Segundo Dines, não mereceu chamada na primeira página, mas a
matéria do repórter Josias de Souza na Folha de S.Paulo de 19/9 é uma
peça clássica de jornalismo investigativo. Uma "bomba" de
alto teor: "Novo Presidente da Fiesp é um 'sem-indústria'".
Paulo Skaf, atual presidente da poderosíssima Fiesp, é um empresário
sem empresa, na tradição do velho peleguismo patronal dos tempos
de Vargas.
Skaf deve à Previdência, à Receita Federal e aos antigos
funcionários. Sua fonte de renda é o aluguel do maquinário
de antiga indústria têxtil. Dines acha a revelação
estarrecedora: "Implacável radiografia da mais importante organização
empresarial brasileira", bastião da nossa "renovação
política e econômica".
Mais surpreendente do que a burla curricular sobre quem "deveria ser o
industrial-modelo é a constatação de que o grosso da imprensa
brasileira continua rigorosamente incapaz de investigar qualquer coisa que
não venha empacotado como "dossiê" secreto, grampo ou
disquete surrupiado".
Para Dines "esta dependência dos vazamentos retirou de nossos grandes
veículos não apenas a sua curiosidade", "mas a capacidade
de satisfazer a curiosidade dos leitores". Ou o interesse público.
Desigualdade
Recordemos texto do Boletim H S Liberal, de 19/11/07, com informações
de Mônica Bérgamo: "O ex-ministro da Saúde Adib Jatene
ganhou mais notoriedade no debate sobre a CPMF, ao passar um pito no presidente
da Fiesp..."
À frente da poderosa entidade... Skaf "está em campanha pelo
fim da CPMF". O médico Adib, “pai” da CPMF, falou alto
e de dedo em riste: ''No dia em que a riqueza e a herança forem taxadas,
nós concordamos com o fim da CPMF. (...) Os ricos não pagam imposto
e por isso o Brasil é tão desigual. (...) Os ricos têm que
pagar para distribuir renda”.
Skaf tenta rebater: ''Mas, doutor Jatene, a carga no Brasil é muito
alta!''. E Jatene: ''Não é, não! É baixa. Têm
que pagar mais. Por que vocês não combatem a Cofins (Contribuição
para Financiamento da Seguridade Social), que tem alíquota de 9% e arrecada
R$ 100 bilhões? A CPMF tem alíquota de 0,38% e arrecada só R$
30 bilhões''.
Skaf desconversa: “A Cofins não está em pauta. O que está em
discussão é a CPMF”. E Jatene, certeiro: “É que
a CPMF não dá para sonegar!”. Estava coberto de razão
em seu diálogo acalorado com Skaf. Ele pôs o dedo na ferida com
precisão cirúrgica.
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Folha
de S.Paulo, 24 de junho de 2008
Acordo para defender uso do amianto é alvo de crítica
Apoio financeiro de empresários a sindicatos é tido
como prática anti-sindical | Associação de ex-expostos ao
mineral recorre à OIT para pedir ação do governo contra
acordo que tem o patrocínio de indústrias
CLAUDIA ROLLI
FÁTIMA FERNANDES
DA REPORTAGEM LOCAL
O repasse de recursos de indústrias de extração e industrialização
do amianto para entidades sindicais que representam trabalhadores do setor
defenderem o uso controlado do mineral é alvo de críticas de
advogados, especialistas em mercado de trabalho e sindicalistas de várias
centrais.
Conforme revelou reportagem publicada ontem pela Folha, o apoio financeiro
dos empresários aos sindicalistas consta no Acordo Nacional para Uso
Controlado do Amianto Crisotila assinado entre a Comissão Nacional dos
Trabalhadores do Amianto (CNTA), sete sindicatos de trabalhadores, 11 indústrias,
um sindicato da indústria de cimento e o Instituto Brasileiro do Crisotila.
O repasse de recursos ocorre por meio do Instituto Brasileiro do Crisotila,
criado há seis anos e patrocinado por 11 indústrias, para custear
cursos de treinamento e outras atividades (seminários) dentro e fora
do país em defesa do uso controlado do mineral.
Amanhã, a Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao
Amianto) encaminha queixa ao Comitê de Liberdade Sindical da OIT por
considerar prática anti-sindical o patrocínio de indústrias
a entidades que representam os trabalhadores.
Marthius Savio Cavalcante Lobato, professor de Direito do Trabalho Coletivo
da UNB, diz que, assim como a lei federal nº 9.055 (que disciplina o uso
do mineral), "o acordo coletivo permitindo o uso do amianto, mesmo que
controlado, viola os princípios constitucionais da dignidade humana
do trabalhador e de um ambiente de trabalho digno, podendo ser anulado judicialmente".
Lobato ressalta que os dirigentes sindicais precisam ter "distância" da
empresa. "Uma entidade de trabalhadores não pode ser financiada
pelo setor patronal. Até porque os sindicatos já têm uma
fonte de financiamento, que é a contribuição sindical
obrigatória."
José Roberto Silva dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores
na Construção Civil de Osasco e região, diz que, na cidade,
há 750 trabalhadores contaminados por amianto por terem trabalhado com
o minério. "Fazer um acordo para defender o uso controlado do amianto é imoral
e ilegal." E explica: "É imoral porque não reflete
a vontade dos trabalhadores, e sim de meia dúzia de sindicalistas. É ilegal
porque como um acordo trabalhista pode valer mais do que uma lei estadual que
proíbe o uso do amianto no Estado de São Paulo?", questiona.
Para o advogado Luis Carlos Moro, "não há limite seguro
para sua exposição. Não há interesse econômico
que possa se sobrepor ao direito à vida".
Há dois anos, a 95ª Conferência Internacional do Trabalho
estabeleceu, por meio de uma resolução, o fim do amianto, alarmada
pelo fato de que cerca de 100 mil trabalhadores morrem por ano no mundo em
decorrência de doenças causadas pela exposição ao
mineral.
Nessa resolução, a OIT chamou a atenção de países
que são membros da organização, como o Brasil, para a
necessidade de não usar mais o amianto, classificado pela Agência
Internacional de Pesquisa de Câncer, ligada à OMS (Organização
Mundial de Saúde), como substância cancerígena.
O Brasil não tomou providências até agora para banir o
mineral, segundo Lelio Bentes Corrêa, ministro do Tribunal Superior do
Trabalho, que diz ser favorável ao fim do uso. A justificativa para
o não-banimento, segundo diz, acaba sendo a Convenção
sobre Amianto da OIT (162, de 1986), que adota parâmetros para o uso
do mineral nos países.
" Como essa convenção estabelece parâmetros para o uso
do amianto, quem defende o uso sempre a evoca. Só que a resolução
de 2006 sinaliza para a tendência de se caminhar para o fim do amianto",
diz Corrêa.
Para ele, a decisão do Supremo Tribunal Federal, no início deste
mês, de manter a lei paulista (nº 12.684) que veta o uso do amianto
no Estado de São Paulo é "muito bem-vinda".
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Folha de S.Paulo, 24 de junho de 2008
Outro lado
Repasse está previsto
em lei, dizem entidades
DA REPORTAGEM LOCAL
A Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto (CNTA) informa que
o acordo que prevê o apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Crisotila à entidade
visa "exclusivamente a qualificação do trabalhador" e "a
fiscalização para assegurar o uso controlado e responsável",
como prevê a lei que regula o uso do mineral.
Em nota, afirma que "o item 20, do anexo 12, da NR-15 [norma regulamentadora],
que trata de limites de tolerância para poeiras minerais, determina que
o empregador deve garantir informação e treinamento aos trabalhadores,
com freqüência mínima anual". Ressalta ainda que o valor
repassado anualmente pelo IBC "é muito aquém" de R$
3 milhões.
O instituto declara, por meio de nota, que "não promove a criação
de sindicatos, não remunera sindicalistas nem tolhe a liberdade sindical,
mas apóia e promove o treinamento de trabalhadores" e que não
contraria "preceitos da OIT". Diz que os R$ 3 milhões arrecadados
pela entidade foram destinados a promover "cursos para a segurança" e "congressos,
seminários, publicações". E diz que "o amianto "comprovadamente
cancerígeno" é o anfibólio, e não o crisotila,
cujo uso seguro e controlado o IBC defende". (CR e FF)
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de junho de 2008 | Nacional
Receita inicia operação
contra fraude na Previdência
Agência Estado
A Receita Federal do Brasil inicia nesta segunda-feira (23) uma grande operação
de combate à sonegação nas contribuições
previdenciárias, dentro da Estratégia Nacional de Autuação
Fiscal (ENAF) para 2008. Durante esta semana, 1,7 mil empresas começam
a ser visitadas pelos fiscais, mas o número total de empresas com indícios
de sonegação na contribuição previdenciária
que serão investigadas nesta etapa é de cerca de 6,5 mil.
Segundo o secretário-adjunto
da Receita Paulo Ricardo Cardoso, o potencial de sonegação,
no total desses casos, é de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões.
As investigações
tiveram início no ano passado, após a fusão entre
as Secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária,
quando foi possível cruzar as informações armazenadas
nos computadores dos dois órgãos. Durante as investigações
e cruzamento de dados, o Fisco identificou diferenças de R$ 15
bilhões (base de cálculo) entre a remuneração
dos funcionários declarada pelas empresas e o valor pago de contribuições
previdenciárias. Por isso, a Receita inicia hoje análise
dos livros contábeis, dos registros dos empregados e dos prestadores
de serviços, para checar os indícios identificados durante
o processo de investigação.
Os sistemas informatizados da
Receita confrontaram os dados declarados pelas empresas em documentos
como as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) e de Informações à Previdência Social
(GFIP), a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte
(DIRF) e a Declaração de Informações Econômico
Fiscais da Pessoas Jurídicas.
Esta é a terceira etapa
da ENAF e a primeira vez que a Receita Federal do Brasil faz esse tipo
de fiscalização com foco na contribuição
previdenciária. A ENAF 2008 começou a ser realizada em
março com foco nas pessoas físicas. A segunda etapa envolve
empresas e pessoas físicas.
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BEM PARANÁ, 24 de
junho de 2008 | Economia
Abono
Prazo para saque do PIS acaba no dia
30
Os quase 510 mil trabalhadores restantes
com direito ao abono salarial do PIS têm somente uma semana
para sacar o benefício.
Os quase 510 mil trabalhadores restantes com direito ao abono salarial do PIS
têm somente uma semana para sacar o benefício. No dia 30 encerra
o calendário em vigor e a Caixa Econômica Federal já efetuou
11.406.992 de pagamentos — que equivale a um salário mínimo
(R$ 415). Esse montante representa 95,72% do total.
No Paraná, 26.500 trabalhadores ainda não receberam o abono salarial.
Já outros. 845 mil receberam o benefício, totalizando R$ 314,5
milhões.
Os valores atingiram R$ 4,23
bilhões e outros R$ 211 milhões podem ser repassados às
pessoas que ainda não buscaram o abono. Em comparação
ao exercício anterior, 1.913.910 trabalhadores a mais receberam
o benefício. A estimativa da Caixa para pagamento no calendário
atual é 21% superior ao passado.
No calendário de pagamentos anterior, 739,5 mil abonos foram recebidos
pelos trabalhadores entre agosto de 2006 e junho de 2007.
O objetivo traçado pelo
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é chegar a 97% de
efetividade total. Este é o 15º exercício consecutivo
que o banco bate o recorde de pagamentos de benefícios no programa.
O trabalhador cadastrado no PIS
até 2002 que tenha trabalhado pelo menos 30 dias, consecutivos
ou não, no ano de 2006 com carteira de trabalho assinada pela
empresa; tenha recebido, em média, até 2 salários
mínimos mensais e que tenha tido seus dados informados corretamente
por sua empresa na Relação Anual de Informações
Sociais (RAIS).
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FOLHA DE LONDRINA, 24 de junho de 2008 | Política
PSC questiona proibição
a eleição de analfabetos
O PSC (Partido Social Cristão) ajuizou, na sexta-feira, uma ação
direta de inconstitucionalidade contra o trecho da Constituição
que veda a eleição de analfabetos para cargos públicos.
O partido argumenta que o dispositivo da Constituição contradiz
o preceito de que ''a soberania popular será exercida pelo sufrágio
universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos'', previsto
no artigo 14. ''O Brasil conta com 16 milhões de analfabetos, cidadãos
de meia cidadania (...). Com todo o respeito, é essa a democracia que
queremos? É essa a igualdade e a fraternidade pelas quais lutamos'',
questiona a legenda na ação levada ao Supremo Tribunal Federal
(STF). A ADI será relatada pelo ministro Cezar Peluso. (Agência
Estado)
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de junho de 2008 | Economia
Momento econômico é excepcional
e tem condições de ser mantido
Agência Estado
O ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou
nesta segunda-feira (23) que o país vive um "momento
econômico excepcional". Em discurso durante a cerimônia
de comemoração dos 50 anos do parque industrial da
Bayer, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o ministro disse
que o Brasil tem hoje as principais condições para
que o crescimento se mantenha.
Para justificar o otimismo, Miguel
Jorge destacou os bons resultados obtidos pelo país na produção
agrícola, que tem previsão de novo recorde da safra de
grãos este ano; as reservas internacionais de aproximadamente
US$ 200 bilhões; as boas perspectivas de produção
de petróleo e bioenergia; a ampliação de crédito
no país, que chega a quase R$ 1 trilhão; e a expansão
de mecanismos de financiamento.
"Esses e outros indicadores
demonstram que o Brasil avança com uma agenda de desenvolvimento.
Temos visto como nunca tantas aberturas de novas empresas e tantos novos
investimentos vindo para o país", afirmou.
O ministro destacou a Política
de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada pelo governo em maio
deste ano, entre os fatores que vão contribuir ainda mais para
o crescimento econômico do país. Segundo ele, as medidas
que a compõem, fruto de uma visão compartilhada entre governo
e setor privado, representam as bases de uma "segunda industrialização
no Brasil", desde a Era JK.
De 1956 a1961, durante o governo
do presidente Juscelino Kubitschek, o país viveu um período
de grande otimismo, industrialização, interiorização
e construção de obras como como rodovias, hidrelétricas,
hospitais e escolas. JK foi o responsável pela construção
de Brasília, nova a capital federal.
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de junho de 2008 | Economia
ONU reconhece que etanol brasileiro
não desmata e é sustentável
Agência Estado
A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece
que parte da resistência ao uso do etanol vem da oposição
dos interesses ligados ao petróleo. Nesta segunda-feira (23), o secretário-executivo
da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, Yvo
de Boer, ressaltou que o etanol brasileiro "não gera desmatamento" e é sustentável,
mas criticou os biocombustíveis de outras fontes. Para ele, apenas o
etanol que seja produzido de forma sustentável fará parte de
uma solução final para garantir a redução de emissões
de gás carbônico no mundo. E ainda alertou: "Uma solução
climática no mundo não passa por abandonar um combustível
por outro. Todos terão de estar envolvidos.
De Boer lidera os esforços
da ONU para conseguir que, até o final de 2009, um acordo internacional
estabeleça regras para reduzir as emissões de gás
carbônico. Em sua avaliação, o mundo precisará de
investimentos de até US$ 300 bilhões para reduzir as emissões
até 2030 aos níveis de 1990. Pouco, em comparação
com os US$ 20 trilhões que serão necessários em
termos de investimento no setor de energia até 2030 para alimentar
o mundo.
No que se refere ao etanol, De
Boer admitiu que o assunto não é bem recebido pelos produtores
de petróleo. "Cada país e setor tem seu interesse",
disse. "O pessoal do petróleo não gosta desse debate
(do etanol)", admitiu. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
já alertou no início do mês em Roma que os "dedos
apontados contra a energia limpa dos biocombustíveis estão
sujos de óleo e de carvão".
Mas o representante da ONU também
alerta que os países emergentes e produtores de etanol devem aceitar
debater um espaço para o petróleo e tecnologias limpas
para esse setor. "O que precisamos é que todos se sentem à mesa
para discutir. A solução para a questão climática
não será a de escolher entre um ou outro combustível",
disse. Ele nega que a solução nas emissões de gás
carbônico tenha de passar pela substituição de combustíveis
no mundo. "O que queremos é reduzir as emissões. Esse é o
objetivo", disse.
Para ele, o debate sobre o futuro
do etanol precisa ser mais "sofisticado". "Não
há um só etanol. O que existe no Brasil não desmata
e é sustentável", disse. Em sua avaliação,
o critério de sustentabilidade será o que determinará se
o etanol poderá ou não fazer parte de uma solução
climática no mundo. "O biocombustível de óleo
de palma desmata. Há também o etanol de milho, que está gerando
a alta nos preços dos alimentos", alertou. "Portanto,
sei que o etanol será ainda um tema polêmico nas negociações
do clima", completou.
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AGÊNCIA SINDICAL, 24
de junho de 2008
General Motors dispensa 18,7 mil funcionários
nos EUA
A General Motors divulgou, em
nota oficial distribuída na quinta-feira (19), que 18,7 mil horistas
aderiram ao pacote de demissão voluntária e de aposentadoria
antecipada lançado há um ano pela empresa em todas as suas
fábricas nos Estados Unidos. A intenção da montadora é contratar
outros funcionários por salários mais baixos.
Segundo porta-voz da GM
os funcionários se desligam oficialmente da empresa em 1° julho,
sendo que um quarto deles são metalúrgicos. O acerto
final incluiu 1,3 mil ex-funcionários que se aposentaram antes
do programa e que foram incluídos depois de negociações
entre a diretoria da montadora e do Sindicato.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
24/06/2008
Advogado empregado: dedicação
exclusiva presumida afasta jornada especial
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou recurso apresentado por um advogado do
Departamento Jurídico do Banco Itaú S.A. que pretendia
o reconhecimento do direito à jornada especial dos advogados,
de quatro horas diárias, e o pagamento das demais horas como extras.
A Turma manteve entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(SP) no sentido de que o fato de o advogado trabalhar oito horas por
dia, por si só, caracterizaria o regime de dedicação
exclusiva, condição que afasta a jornada especial.
O reconhecimento da dedicação
exclusiva pelo TRT/SP baseou-se no depoimento do próprio advogado,
que, na fase de instrução do processo, confirmou que “trabalhava
exclusivamente para o banco, no horário de oito horas diárias”.
Com isso entendeu ser inviável o exercício de outra atividade,
pois a jornada terminava às 17h30 e, nesse horário, “todos
os órgãos públicos praticamente já encerraram
seu expediente”.
No recurso ao TST, o advogado
sustentou que o regime de dedicação exclusiva dos advogados
deve ser expressamente consignado no contrato de trabalho, e não
apenas presumido, pois assim dispõe o artigo 12 do Regulamento
Geral do Estatuto da Advocacia. Como em seu contrato não havia
tal previsão, o banco deveria ser condenado ao pagamento de quatro
horas extras diárias.
O relator do recurso, ministro
Ives Gandra Martins Filho, destacou porém que o artigo 20 da Lei
nº 8.906/1994 (Estatuto da Advocacia) dispõe que a jornada
de trabalho do advogado empregado não pode ser superior a quatro
horas diárias contínuas e vinte horas semanais, salvo acordo
ou convenção coletiva ou em caso de dedicação
exclusiva. A lei, porém, não menciona nada sobre a forma
pela qual é fixado o regime de dedicação exclusiva.
A fixação ficou a cargo do Regulamento Geral do Estatuto
da Advocacia. “No caso, trata-se de hipótese em que não
existe previsão expressa, mas a jornada efetivamente cumprida
era de oito horas, e assim permaneceu mesmo após a promoção
do empregado a advogado pleno, em 1996, de forma que era inviável
a possibilidade de dedicação a outra atividade”,
assinalou o relator. “Assim, com fundamento no princípio
da primazia da realidade, não devem ser consideradas horas extras
aquelas que excedem a jornada de quatro horas”, concluiu, ao propor
que se negasse provimento ao recurso. (RR 956/2002-002-02-00.3)
(Carmem Feijó)
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24/06/2008
Empregado da extinta RFFSA será reintegrado
A União (sucessora da
extinta RFFSA) foi condenada a reintegrar ferroviário, demitido
sem justa causa mesmo sendo detentor de estabilidade garantida em acordo
coletivo da categoria. A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho
manteve a decisão anterior, que rejeitou recurso da União
e estipulou o pagamento de astreintes (multa pecuniária), prevista
no artigo 729 da CLT, em caso de descumprimento, após o trânsito
em julgado da decisão.
Admitido pela extinta Fepasa – Ferrovia
Paulista S.A em fevereiro de 1989 como aprendiz do curso de formação
de bilheteiro, o ferroviário foi demitido, em agosto de 1995 com
aviso prévio indenizado, quando ocupava o cargo de técnico
de controle econômico financeiro. Mas acordos coletivos firmados
entre a Fepasa e o sindicato da categoria entre 1983 e 1994 assegurava,
aos empregados com mais de quatro anos de serviço, garantia de
emprego em caráter permanente.
Em janeiro de 1995, por meio
de novo contrato de trabalho coletivo, a empresa extinguiu a estabilidade.
Por entender que a garantia integrava seu contrato de trabalho, o empregado
pleiteou na Justiça a nulidade da rescisão e a conseqüente
reintegração e o pagamento das demais verbas. Mas a 21ª Vara
do Trabalho de São Paulo julgou improcedentes os pedidos, fato
que o levou a recorrer ao segundo grau de jurisdição.
O TRT/SP modificou a sentença
por entender que o jus variandi (o poder do empregador em alterar as
condições contratuais) tem seu limite no direito de resistência
do empregado, de modo que deveria ser respeitado tanto o pactuado na
contratação como as vantagens concedidas no decorrer da
relação. “Quanto mais importantes são as cláusulas,
mais intocáveis se tornam”, afirmou o acórdão
regional.
Assim, o Regional determinou à RFFSA
(incorporadora da Fepasa) a reintegração do empregado ao
cargo anterior e o pagamento das verbas relativas ao período de
afastamento. A União buscou reverter a decisão no TST.
Em sua defesa, alegou serem válidas as cláusulas que substituíram
a garantia de emprego por “vultosa indenização”,
já paga ao empregado quando do aviso prévio. Porém,
a Segunda Turma seguiu o voto do relator, ministro Horácio Senna
Pires, pois a União não conseguiu demonstrar divergência
jurisprudencial válida. (RR-666361/2000.8)

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