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Agência Diap, 25 de
junho de 2008
ENTREVISTA / ALTAMIRO BORGES
Momento mais favorável para
o movimento sindical
Por Rosângela Ribeiro Gil*
Altamiro Borges é jornalista engajado na luta sindical e política.
Tem sete livros publicados. Escreve artigos para vários sites, como
Vermelho e Adital. É editor da revista Debate Sindical. É sempre
convidado para discutir a comunicação e sindicalismo em seminários,
debates, fóruns. É uma referência importante para o movimento
de esquerda do Brasil. Neste exato momento, em junho de 2008, Borges é um
militante otimista com as condições que favorecem a retomada
da boa luta sindical.
Em 2005, no livro “A Encruzilhada
do Sindicalismo”, o jornalista desenhava um cenário pouco
favorável à organização sindical dos trabalhadores
brasileiros. Três anos bastaram para que esse cenário mudasse,
e para melhor. É o que ele discorre no seu mais novo livro, “Sindicalismo,
resistência e alternativas”.
Nesta entrevista à coluna
Debate Sindical, Altamiro Borges fala sobre a fragilidade do império
do mal, os Estados Unidos, como um dos fatores que favorecem a correlação
de forças para os movimentos sociais, como o sindical. E destaca
a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais como a grande bandeira unificadora do movimento sindical brasileiro.
Debate Sindical – Para quê e porque os trabalhadores
lutam hoje?
Altamiro Borges – Eu penso que hoje a grande luta dos
trabalhadores é pela redução da jornada de trabalho
para 40 horas semanais. Essa luta conseguiu unificar as principais
centrais sindicais brasileiras. Essa luta está tendo uma compreensão
do governo federal. Recentemente, o presidente Lula afirmou que estava
havendo um grande crescimento da lucratividade das empresas em função
da maior produtividade decorrente das novas tecnologias e que estava
na hora de repartir essa lucratividade, então defendeu a redução
da jornada. Essa luta interessa aos desempregados e aos trabalhadores
que estão na ativa. Aos desempregados, porque o Dieese calcula
que reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais de imediato seriam
criados dois milhões e 250 mil empregos. E se, além disso,
for controlada a hora extra, acabar com os bancos de horas que são
uma excrescência, e adotar outras medidas na questão das
horas extraordinárias mais um milhão e 100 mil empregos
seriam criados. Isso, então, resultaria numa geração
grande de emprego. Isso ocorreu na França, por exemplo, quando
reduziu a jornada de 40 horas para 35 horas semanais.
Debate Sindical – E
aos trabalhadores que estão na ativa?
Altamiro Borges – Interessa aos trabalhadores que estão na ativa.
Hoje a maioria da população está concentrada nos centros
urbanos, então trabalha oito, dez, 11 horas durante o dia, perde mais
três horas no transporte, (o trabalhador) não tem tempo para nada.
Ele leva uma vida sem sentido. Ao reduzir a jornada de trabalho o trabalhador
tem mais tempo para estudar, para lazer, para participar das atividades sindicais,
inclusive, e vai ter mais tempo para namorar. O que é um negócio
muito positivo. Então eu acredito que essa é a grande bandeira
do momento: a redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais.
Debate Sindical – Tem
mais bandeiras ou é só essa da redução
da jornada?
Altamiro Borges – Tem outras duas bandeiras que ganharam importância.
Recentemente, o governo federal encaminhou uma mensagem (ao Congresso Nacional)
propondo a ratificação das convenções 151 e 158
da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A primeira, a
151, garante o direito do servidor público de negociação
coletiva. E a segunda, a 158, que entendo ser uma medida de grande impacto,
proíbe a demissão imotivada. Hoje, no Brasil, o patronato utiliza
a demissão imotivada com dois fins: um é estimular a rotatividade
para rebaixar o salário, esse é um motivo econômico; e
o outro é um motivo político, uma forma de ameaça, se
a pessoa se sindicaliza, participa de uma assembléia ou faz uma crítica é demitido
levianamente. Essa Convenção 158 proíbe essas demissões
por motivos políticos. Então isso teria um grande impacto e fortaleceria
muito o movimento sindical e acabaria com uma grande injustiça.
Debate Sindical – O
senhor tem um livro com o título “A Encruzilhada do Sindicalismo”,
e agora lançou o livro “Sindicalismo, resistência
e alternativas”. A qual sindicalismo, resistência e alternativas
o senhor se refere?
Altamiro Borges – De um livro para o outro são três anos
de diferença. De três anos para cá, eu avalio que ocorreram
mudanças no Mundo do Trabalho e na correlação de forças.
Debate Sindical – O
senhor se refere ao Brasil ou é um fator de mudança no
sindicalismo mundial?
Altamiro Borges – Mundial. O movimento sindical não é uma
ilha. Ele reflete o que passa na sociedade. Ele reflete e interfere. Então
depende muito da correlação de forças. Eu acho que de
três para cá houve uma alteração de correlação
de forças. Por que que eu falo isso? Por exemplo, os Estados Unidos,
que no meu entender são o grande inimigo da humanidade, se fragilizaram
nesse período. Como diz o professor Emir Sader, você mede a força
de um império nas armas, no dinheiro e nas palavras. E nos três
quesitos os Estados Unidos se fragilizaram. Estão sofrendo um bocado
no Iraque e no Afeganistão. No dinheiro, não precisa nem falar, é uma
economia que está “bichada”, totalmente parasitária,
pendurada na brocha, quebrando. E nas palavras vamos ver o triste fim desse
presidente terrorista George W. Bush. Ele está para ser expulso da Casa
Branca. Há, inclusive, um fenômeno nos Estados Unidos que é o
descontentamento acabou se expressando numa candidatura que ninguém
iria imaginar um tempo atrás, de um negro, num país que tem uma
marca racista muito forte. Esse é um fator que favorece o movimento
dos povos do mundo inteiro, o império do mal está frágil,
não é que ele esteja derrotado ou caindo.
O segundo fator é que cresce a resistência no mundo inteiro, seja
do movimento jovem que procura um outro mundo é possível, seja
a resistência de potências rivais que vão nascendo, como
China, Índia, Rússia, mesmo o Brasil joga um papel nisso. Seja
a resistência que se dá dos povos no nosso Continente. A América
Latina está vivendo uma situação inédita. O professor
José Luiz Fiori tem ressaltado isso. Nunca aconteceu, na América
Latina, tantos governos progressistas, com ritmos e concepções
diferenciados, estarem hegemonizando a América Latina hoje. Isso também é um
fator que fortalece a luta dos trabalhadores.
Debate Sindical – E
no Brasil?
Altamiro Borges – No Brasil há fatores que fortalecem a luta do
movimento sindical. Esse tímido crescimento da economia, apesar do “pé no
breque” do Henrique Meirelles (presidente do Banco Central) e dos riscos
dos efeitos da recessão dos Estados Unidos no Brasil, apesar de tudo
isso esse tímido crescimento da nossa economia gera emprego. Ao gerar
emprego, aumenta o poder de barganha dos trabalhadores. Segundo o Dieese, quase
90% dos acordos coletivos do ano passado obtiveram aumento real de salário,
fato inédito nas últimas décadas. Nós estávamos
conseguindo só corrigir a inflação e olhe lá, quando
não ficava abaixo da inflação o reajuste salarial. Isso
decorre do emprego. Aumentou o número de emprego, aumenta o poder de
barganha do trabalhador. Pela primeira vez em 20 anos, tem trabalhador pedindo
as contas. Ele acha que tem condições de arrumar emprego melhor.
Isso aumenta a auto-estima do trabalhador, inclusive.
Debate Sindical – Estamos
num cenário diferente?
Altamiro Borges – Nós estamos começando a discutir medidas
de ampliação de direitos, e não reduzi-los. É o
caso das 40 horas semanais, das convenções 151 e 158, do fim
do fator previdenciário, que é uma injustiça com os aposentados
e pensionistas, da legalização das centrais sindicais. Ou seja,
nós estamos num cenário realmente diferente, se o movimento sindical
vai conseguir aproveitar isso para resolver a sua crise estrutural é outra
coisa, só a história vai dizer, mas que as condições
hoje são mais favoráveis eu penso que são.
(*) Jornalista. Durante 20 anos trabalhou
como assessora de imprensa em vários sindicatos como os Urbanitários,
Estivadores, Petroleiros, Metalúrgicos e Trabalhadores da Construção
Civil de Santos. É integrante do Núcleo Piratininga de
Comunicação (NPC), entidade que desenvolve trabalhos em
comunicação sindical, social e comunitária, com
sede no Rio de Janeiro.
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AGÊNCIA DIAP, 25 de
junho de 2008
NORMA INTERNACIONAL
Sem quorum Relações Exteriores
adia votação da Convenção 158
Já era esperado, a Comissão
de Relações Exteriores da Câmara, por falta de
quorum, cancelou hoje a votação da Convenção
158. A votação da matéria foi transferida para
a próxima quarta-feira (3).
De qualquer sorte, é necessário
manter o nível de mobilização, pois do contrário é bem
provável que a Comissão aprove o parecer contrário
do relator, deputado Júlio Delgado (PSB/MG).
Ruth
Cardoso
Em razão do falecimento, nesta terça-feira (24), do ex-primeira
dama Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, todas
as atividades na Câmara e no Senado foram suspensas.
O corpo da ex-primeira dama encontra
no Instituto do Rim, na zona sul da capital paulista, onde será preparado
para o velório, que ocorrerá nesta quarta-feira, a partir
das 10h, na Sala São Paulo, na região central.
Já o enterro ocorrerá nesta
quinta-feira (26), às 11h, no Cemitério da Consolação,
de acordo com o ex-ministro da Justiça, José Gregory, que
visitou a família da ex-primeira-dama.
Ruth Cardoso, de 77 anos,
morreu nesta terça-feira, às 20h40, no apartamento da
família, no bairro de Higienópolis, em São Paulo,
vítima de enfarte fulminante.
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O GLOBO, 15 de junho de 2008
| Economia
Emprego na construção
civil cresceu 216% de janeiro a maio no Rio
Luciana Calaza - O Globo
RIO - O setor da construção civil continua registrando números
favoráveis no que se refere à geração de empregos.
Dados do Sindicato da Indústria da Construção do Rio (Sinduscon-Rio),
apontam que, de janeiro a maio de 2008, no Estado do Rio, foram abertos 17.489
novos postos de trabalho, um aumento de 216% em relação aos 5.532
postos registrados em igual período de 2007. Em todo o país,
foram abertos na construção civil em maio 28.670 postos de trabalho,
o que corresponde a 14,12% do total de novos empregos gerados no país
neste mês (202.984).
Com isto, a construção
civil acumula, em 2008, 160.395 novos postos, mais que o dobro dos 79.102
postos acumulados até maio de 2007. Em 12 meses, o saldo é de
258.048 novos postos, duas vezes e meio o saldo registrado em maio de
2007 (94.548 postos).
- O desempenho nestes cinco meses
permite prever para este ano a abertura de cerca de 300 mil novos postos
de trabalho na construção civil, dos quais 30 mil no Rio
de Janeiro - comenta Antônio Carlos Mendes Gomes, diretor-executivo
do sindicato.
No Rio de Janeiro, foram
abertos 3.772 novos postos de trabalho em maio, um aumento de 20% em
relação aos 3.115 novos postos abertos em abril. Do total
acumulado (17.489), 74% referem-se a postos abertos na capital. No
município do Rio, em maio, foi registrada estabilidade na geração
de novos empregos. Foram abertos 2.352 novos postos, um pequeno aumento
em relação aos 2.306 abertos em abril. Até o momento,
em 2008, já foram abertos 12.901 novos postos, quase quatro
vezes mais que o auferido em maio de 2007: 3.394.
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BEM PARANÁ, 25 de
junho de 2008 | Economia
Preços
Banco Central projeta inflação
de 6% no ano
Número fica 1,4 ponto percentual acima
da última projeção
Agência Brasil
A previsão do Banco Central para a inflação neste ano é de
6%, 1,4 ponto percentual acima da última projeção, segundo
mostra o Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje
(25) pela autoridade monetária.
A estimativa está próxima
do limite da meta, que é de 6,5%. O centro da meta de inflação,
medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é de
4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A estimativa do BC é elaborada com base em um cenário de referência,
no qual a taxa básica de juros, a Selic, permancece no patamar de 12,25%
ao ano e o dólar vale R$ 1,65.
O BC também divulgou a
projeção de inflação de acordo com o cenário
de mercado. Neste caso, toma como base a trajetória de estimativas
para a taxa Selic e de câmbio constante nas pesquisas realizadas
com analistas do setor privado. Nesse cenário, a previsão é também
de inflação de 6%, 1,3 ponto percentual acima da projeção
do relatório anterior.
O Comitê de Política
Monetária (Copom) já elevou a Selic em um ponto percentual,
nas duas reuniões realizadas neste ano.
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UOL ECONOMIA, 25 de junho
de 2008
Maiores indústrias do país
respondem por 60% do valor de transformação do setor,
mostra IBGE
RIO - As 764 maiores empresas
industriais do país, com 1.000 ou mais pessoas ocupadas, representavam
apenas 0,5% do total de 155.057 companhias deste setor em atividade no
Brasil em 2006. Em contrapartida, respondiam por 60% do valor de transformação
industrial, o equivalente a R$ 333,3 bilhões do total de R$ 555
bilhões. As informações constam da Pesquisa Industrial
Anual (PIA) - Empresa, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).
Essas 764 empresas responderam
ainda por 46,1% do total de salários, retiradas e outras remunerações
pagas em 2006 pelo setor industrial, por 55,3% da receita líquida
e por 60% do valor da transformação industrial.
O grupo de indústrias
com 1.000 funcionários ou mais foi, entre as grandes companhias
- com 250 ou mais pessoas ocupadas -, o que registrou o maior avanço
do pessoal ocupado entre 1996 e 2006.
Em 1996, as empresas com 250
funcionários ou mais empregavam 2,704 milhões, número
que pulou para 3,377 milhões em 2006. O salto foi puxado pelas
empresas com mais de 1.000 empregados, que passaram de um pessoal ocupado
de 1,510 milhão para 2,155 milhões no período analisado.
Para as empresas industriais
entre 250 e 499 funcionários, o número de empregados pulou
de 598,87 mil em 1996 para 641,85 mil em 2006, enquanto para as companhias
entre 500 e 999 funcionários, este número caiu de 594,25
mil para 580,68 mil.
Isabella Nunes, gerente de análises
e estatísticas derivadas do IBGE, ressalta que a maior parte da
recuperação das maiores indústrias aconteceu entre
2000 e 2006, período em que o pessoal ocupado nestas companhias
subiu 48,9%, depois de cair 4,2% entre 1996 e 2000.
"As grandes empresas, depois
de um período de adaptação, puderam se aproveitar
do melhor momento da economia. A vantagem foi maior para os setores de
alimentos, refino, metalurgia e veículos automotores, que têm
perfil exportador forte", frisou Isabella.
(Rafael Rosas | Valor Online)
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 25 de junho de 2008 | Dinheiro
Inflação e inadimplência
ameaçam "taxa chinesa" do emprego na indústria
da Folha Online
A "taxa chinesa" de
expansão do emprego na indústria da Região Metropolitana
de São Paulo nos últimos 12 meses, de 14,5%, está ameaçada
pelo cenário de aumento de preços e da inadimplência,
segundo o coordenador técnico da equipe de análise da Fundação
Seade, Alexandre Loloian. Para ele, o setor pode ter alcançado
o pico no acumulado até maio, quando o número de ocupados
recuou 0,6%.
"As condições
não estão tão favoráveis para repetir a performance
do ano passado. Talvez tenhamos atingido o pico. Pouco provável
manter o ritmo de 14,5% de crescimento em um ano, com cenário
de aumento da inflação e crescimento da inadimplência,
como se publica hoje", diz Loloian.
Segundo divulgou a Fundação
Seade e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos) nesta quarta-feira, a indústria
atingiu em maio deste ano 1,742 milhão de postos, com o fechamento
de 11 mil vagas em relação a abril. O número só não
foi pior, segundo Loloian, devido ao desempenho da indústria têxtil
e de vestuário, que criou 66 mil vagas --atrás somente
do metal-mecânico, que criou 81 mil novas ocupações.
"Março e abril foi
atípico, com aumento dos vagas. Estamos ainda em taxa de expansão
de 14,5%. É uma taxa chinesa de crescimento da indústria
mesmo com uma pequena redução em maio. E quem segurou,
foi o setor têxtil e de vestuário, que teve o maior crescimento
em maio, devido ao clima e à nova estação e também
aos preparativos para o verão", explicou Loloian.
Para ele, o cenário atual é de
incertezas, as perspectivas não são mais tão otimistas,
mas também não atingiram nível catastrófico.
Ele pondera que, se por um lado existem dados recentes que indicam o
enfraquecimento da inflação no Brasil, as matérias-primas
continuam em elevação no mercado internacional (como o
petróleo, que mesmo em queda hoje, a US$ 132,56, mantém
patamar elevado e desempenho instável).
Ele destaca, porém, que
a indústria mantém os investimentos em ampliação
da produção. Segundo as últimas informações
do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre
o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre deste
ano, o investimento --medido pela chamada formação bruta
de capital fixo (FBCF)-- cresceu 15,2% de janeiro a março, se
comparado a igual período no ano anterior. Na comparação
com o quarto trimestre de 2007, houve incremento de 1,3%.
Desemprego
Conforme divulgaram a Fundação
Seade e do Dieese hoje, o desemprego na região metropolitana de
São Paulo ficou praticamente estável em 14,1% em maio,
ante 14,2% em abril. Trata-se da menor taxa para maio desde 1996, quando
foi de 16,1%.
"Os resultados do ano continuam
expressivos, tanto com o crescimento no nível de ocupação
quanto da PEA [População Economicamente Ativa] em patamares
que há muito tempo a gente não via. O crescimento de 4,5%
para a PEA é de regiões jovens ou subdesenvolvidas, não
de regiões maduras como São Paulo", disse Loloian.
O nível de ocupação
(9,026 milhões) em São Paulo em maio cresceu 0,4% em relação
ao mês anterior (8,99 milhões).
"A ocupação
não cresceu de forma significativa, porque acredito que já cresceu
bastante. Mas a região Metropolitana de São Paulo rompeu,
pela primeira vez, a barreira dos 9 milhões de ocupados",
disse Loloian.
Por setor, a taxa de desemprego
cresceu mais fortemente no Agregado Outros Setores, que inclui construção
civil e serviços domésticos, registrando alta de 8,2%.
Em maio, o comércio e os serviços também não
tiveram performance favorável, assim como a indústria,
com queda no número de ocupados de 1,4% e 0,2%, respectivamente.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 25 de junho de 2008 | Brasil
Com reajuste, valor máximo do
Bolsa Família pode chegar a R$ 182
da Folha Online, em Brasília
O valor máximo do benefício
do programa Bolsa Família pago às famílias com renda
mensal de até R$ 60 vai subir, a partir de julho, dos atuais R$
172,00 para R$ 182,00. Com a decisão do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva de reajustar em 8% os benefícios do programa, o
valor mínimo pago às famílias pobres do país
também vai passar de R$ 18,00 para R$ 20,00.
O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento
Social) disse nesta quarta-feira que o valor médio dos benefícios
do Bolsa Família vai subir de R$ 78,70 para R$ 80. Segundo o ministro,
o aumento de 8% foi fixado com base no INPC (Índice Nacional de
Preços ao Consumidor) geral com o objetivo de melhorar o poder
de compra das famílias de baixa renda em meio à crise mundial
de alimentos.
"A partir de julho, as famílias
terão os benefícios corrigidos. Hoje, atendemos no programa
mais de 11 milhões de famílias. Isso mostra que ao governo
Lula a questão dos pobres passa a ser algo prioritário",
afirmou.
O ministro disse ter dados que
apontam a freqüência escolar satisfatória de 90% das
crianças que recebem o benefício, o que justificaria a
intenção do governo de incrementar o reajuste --mesmo em
ano eleitoral.
Segundo Patrus, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar decreto presidencial nesta
quarta-feira autorizando o reajuste de 8% no programa, retroativo ao
mês de junho. Na prática, os novos valores serão
repassados às famílias beneficiadas a partir de julho.
Benefícios
O programa Bolsa Família
reúne três tipos de benefícios. Pelo tipo básico,
o pagamento é de R$ 58,00. É destinado às famílias
consideradas extremamente pobres, aquelas com renda mensal de até R$
60 por pessoa.
Nas famílias com renda
per capita entre R$ 60 e R$ 120, o benefício é de R$ 18
--limitado a três crianças e adolescentes --que subirá para
R$ 20. O valor máximo do benefício vai saltar de R$ 172
para R$ 182 àquelas famílias com renda até R$ 60,
com mais de três filhos que recebem o benefício para básico,
além de dois jovens matriculados regularmente nas escolas.
O benefício do tipo que
considera o número de adolescentes por família é no
valor de R$ 30. É pago a todas as famílias ligadas ao programa
que tenham adolescentes de 16 e 17 anos freqüentando a escola. Cada
família pode receber até dois benefícios variáveis
vinculados ao adolescente, ou seja, até R$ 60.
Com o reajuste, todos os
beneficiários do programa terão aumentos --uma vez que
os valores pagos pelo programa variam atualmente de R$ 18,00 a R$ 172,00,
de acordo com a renda mensal por pessoa da família e o número
de crianças e adolescentes até 17 anos.
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BEM PARANÁ, 25 de
junho de 2008 | Economia
Aposentados
INSS vai descontar valor da
CPMF de beneficiários
Cerca de 20 milhões de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) vão receber na sua aposentadoria de julho um desconto referente
ao pagamento feito a mais no começo do ano por conta do fim da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Finanaceira (CPMF).
Segundo o Ministério da
Previdência Social, até dezembro do ano passado, o INSS
acrescentava no pagamento o valor equivalente ao percentual que seria
cobrado de CPMF no saque do benefício. Com isso, na prática,
o aposentado que recebia até dez salários mínimos
ficava “isento” do tributo.
Como a extinção
do tributo ocorreu quando a folha de dezembro já havia sido rodada,
houve segurados que tiveram o acréscimo pago a mais em janeiro
de 2008, quando a CPMF já não era cobrada.
Pelas contas do governo, o INSS vai descontar na folha de julho os valores
pagos a mais para 20,4 milhões de aposentados. O valor médio
por benefício é de R$ 2,18.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
25 de junho de 2008
Pensão paga a mais pelo INSS
não precisa ser devolvida, diz STJ
A 3ª Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça)
decidiu que não é preciso devolver as parcelas previdenciárias
concedidas por antecipação de tutela que posteriormente foram
revogadas.
Seguindo voto da ministra Maria
Thereza de Assis Moura, a decisão entendeu que, diante do caráter
eminentemente alimentar do benefício previdenciário, não
se admite a sua devolução quando revogada a decisão
judicial que o concedeu, sobretudo quando não pesa nenhuma dúvida
quanto à boa-fé do beneficiário.
De acordo com informações
do tribunal, a questão começou a ser discutida quando a
segurada formulou um pedido visando à revisão do benefício
de pensão de morte. Em primeira instância, a antecipação
de tutela foi deferida. A sentença determinou a complementação
do benefício, para que ele equivalesse integralmente ao valor
que o falecido segurado recebia em vida.
Posteriormente, o pedido foi
julgado procedente ao entendimento de que a lei previdenciária
mais benéfica teria aplicação imediata, mesmo sobre
fatos ocorridos na vigência da lei anterior.
O INSS apelou da sentença.
O TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região negou a apelação,
seguindo a tese do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo a qual o tempo
rege o ato (tempus regit actum). Para o TRF, os benefícios deferidos
em momento pretérito deveriam ser regulados pela legislação
vigente ao momento de sua concessão.
O INSS interpôs embargos
declaratórios para esclarecer o ponto atinente à devolução
das parcelas recebidas por força da antecipação
dos efeitos da tutela. O TRF rejeitou os embargos mantendo a não-obrigatoriedade
da devolução dos valores recebidos de boa-fé pela
segurada. Segundo o Tribunal, tratando-se de benefício previdenciário,
deve-se levar em conta o inegável caráter alimentar dos
valores recebidos, bem como a boa-fé da parte, sendo inviável
a devolução das referidas verbas.
Inconformado, o instituto recorreu
ao STJ alegando que, independentemente da boa ou má-fé do
recebedor, todas as parcelas indevidamente pagas pela previdência
social deveriam ser restituídas. Sustentou, ainda, que a segurada
estaria indevidamente liberada de sua dívida com os cofres públicos.
Por fim, argumentou que a lei, por meio do Código Civil, impõe
o dever de restituição para todos os que recebem quantia
indevida.
Ao analisar a questão,
a relatora ministra Maria Thereza de Assis Moura destacou que a decisão
que antecipou os efeitos da tutela e determinou o pagamento de diferenças
decorrentes da equivalência do benefício a 100% do valor
recebido pelo falecido segurado gozava de inegável presunção
de legitimidade. Segundo a ministra, tratando-se de uma relação
jurídica continuativa, passível de adequação
quando houver modificação no estado de fato ou de direito,
parte-se do pressuposto de que seria possível a aplicação
da nova legislação. Para tanto, pouco importa se o que
era exigido para a realização da hipótese normativa
tivesse origem sob a vigência da lei velha. O importante é se
a questão preencheu uma dada realidade fático-jurídica,
justificando assim a sua imediata incidência.
Para a relatora, não é razoável
que se determine a restituição das parcelas recebidas
de boa-fé pela segurada em virtude da mudança do entendimento
jurisprudencial por muito tempo controvertido quanto à aplicação
da lei posterior mais benéfica. De acordo com ela, deve-se privilegiar,
assim, o princípio da irrepetibilidade dos alimentos, sobretudo
porque não há dúvidas quanto à boa-fé da
recebedora.
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BEM PARANÁ, 25 de
junho de 2008 | Brasil
Saúde
Câmara aprova folga para empregado
fazer exame de câncer
Projeto permite ausência sem corte
no salário para consulta preventiva
Agência Câmara
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
(CCJ) aprovou hoje (25) o Projeto de Lei 843/07, do deputado Daniel Almeida
(PCdoB-BA), que permite ao trabalhador ausentar-se do serviço, sem corte
no salário, nos dias em que realizar exames preventivos de câncer.
O projeto foi aprovado em caráter conclusivo e seguirá para o
Senado.
O texto original do projeto permite
a dispensa para exames preventivos do câncer de colo de útero,
da mama ou da próstata. A CCJ também aprovou, no entanto,
substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público que permite a ausência no trabalho
para a realização de exames médicos referentes a
qualquer tipo de câncer.
O relator do projeto, deputado
Leonardo Picciani (PMDB-RJ), apresentou parecer pela aprovação.
A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto
Lei 5.452/43).
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Agência Diap, 25 de
junho de 2008
TRABALHO E ESTUDO
Veja quanto ganha um estagiário
no Brasil
O Brasil tem atualmente 1,1 milhão
de jovens estagiando, dos quais 715 mil estão no ensino superior
e 385 mil no ensino médio/técnico, informa a Associação
Brasileira de Estágios (Abres). Uma pesquisa do Nube - Núcleo
Brasileiro de Estágios revela os valores médios de bolsa-auxílio
oferecidos por pequenas, médias e grandes empresas brasileiras
para esses trabalhadores.
Foram avaliados 15 mil estagiários. Os resultados mostram que a média
das remunerações é de R$ 429,94 para ensino médio,
R$ 498,37 para médio técnico e R$ 760,78 para superior. Veja
na relação abaixo os cursos que oferecem os melhores benefícios
aos estagiários. Os números descritos compõem a média
oferecida pelo mercado.
Nível médio técnico:
1. Mecânica de precisão: R$ 869
2. Construção civil : R$ 808
3. Edificações: R$ 661
4. Técnico em segurança do trabalho: 593
5. Design de interiores: R$ 565
6. Eletrotécnica: R$ 516
7. Química: R$ 516
8. Processamento de dados: R$ 514
9. Telecomunicações: R$ 514
10. Mecatrônica: R$ 488
Nível superior:
1. Engenharia: R$ 1.469
2. Administração pública: R$ 1.114
3. Secretariado-executivo trilíngue: R$ 1.051
4. Ciências econômicas: R$ 1.005
5. Física: R$ 922
6. Tecnologia em processamento de dados: R$ 922
7. Comunicação social-publicidade e propaganda e marketing: R$
909
8. Arquitetura e urbanismo: R$ 908
9. Química industrial: R$ 860
10. Matemática: R$ 855
Os valores recebidos muitas vezes são acrescidos de vale-transporte,
vale-refeição, seguro de vida e cesta básica. "Ingressam,
anualmente, cerca de 1,4 milhão de alunos no ensino superior, mas somente
se formam 736 mil. A maioria desiste por falta de condições financeiras
de pagar uma faculdade. O estágio contribui para que essa realidade
mude, pois é a porta de entrada para uma nova carreira", afirma
Carlos Henrique Mencaci, presidente da Abres.
Para conquistar cargos superiores e as melhores remunerações,
os estudantes precisam enfrentar a competitividade e destacar-se entre os muitos
concorrentes. "Além dos aspectos técnicos, cada profissional
tem algumas competências comportamentais de destaque. A saída é valorizar
os pontos positivos e aperfeiçoar o que ainda precisa de alguns ajustes",
diz Carmen Alonso, coordenadora de Treinamentos Corporativos do Cedep (Centro
de Desenvolvimento Profissional).
O Nube, responsável pela pesquisa, está há dez anos no
mercado e tem 3.500 empresas-clientes, 7 mil instituições de
ensino conveniadas em todo o País e já colocou mais de 100 mil
estagiários no mercado de trabalho. (Fonte: DiárioNet/Carlos
Rangel)
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Agência Diap, 25 de
junho de 2008
RENDA DO TRABALHADOR
Para Márcio Pochmann, inflação
alta aumentará desigualdade
O presidente do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, afirmou nesta
terça-feira (23) que o Governo terá que ter cuidado com
a política de combate à inflação a ser adotada,
para não frear ou reverter a tendência de distribuição
mais justa de renda entre os pobre e ricos.
Pochmann ressaltou que tanto a inflação quando as políticas
a serem adotadas para combatê-la podem ter influência sobre o índice
Gini, que mede o intervalo entre a média salarial dos 10% mais pobres
da população e a média dos 10% mais ricos.
“ A política inflacionária deve ser analisada também à luz
do perfil distributivo do País, ressaltou”.
Para o presidente do Ipea, tanto a inflação quanto o aumento
da taxa de juros poderão influenciar negativamente.
“ Uma política de combate à inflação que leve à desaceleração
da economia, por exemplo, ou a ruptura do ciclo de expansão, pode ter
impacto imediato no mercado de trabalho e pode reduzir o nível de emprego,
contendo salários”.
E arremata: “É evidente também que a inflação
em alta termina reduzindo o poder aquisitivo, principalmente dos mais pobres”,
apontou Pochmann. (Fonte: Agência Brasil)
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Agência Diap, 25 de junho
de 2008
FALECIMENTO
Morreu Ruth Cardoso; PSDB cancela festa
dos 20 anos

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), informou
que a antropóloga e ex-primeira-dama Ruth Cardoso, 77 anos, mulher do
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, morreu na noite desta terça-feira
(24), no apartamento da família em São Paulo,em decorrência
de problemas cardíacos. Em nota, Guerra informou que "o PSDB está hoje
de luto e suspende o ato que hoje (25), iria comemorar os 20 anos de sua fundação".
A família não divulgou detalhes da morte de Ruth Cardoso, que
se internara na última quinta-feira (19), queixando-se de dores no peito,
e fora submetida a um cateterismo na segunda-feira (23). Devido à internação,
seu marido não compareceu no domingo à Convenção
Municipal dos tucanos em São Paulo, que em clima de divisão interna
escolheu Geraldo Alckmin como seu candidato a prefeito.
Primeira dama solidária
Paulista de Araraquara, Ruth Vilaça Correia Leite Cardoso foi uma pensadora
com luz própria, professora da USP (Universidade de São Paulo)
e passagens por instituições acadêmicas do Chile, França
e Estados Unidos. É autora de várias obras de antropologia, sobre
questões como migrações. movimentos sociais e trabalho.
Em 1969 foi uma das fundadoras do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise
e Planejamento), reunindo intelectuais de oposição à ditadura
que desenvolveriam mais tarde o embasamento teórico do PSDB. Em 1988
esteve entre os fundadores do partido.
Casada por 56 anos com o também acadêmico da USP Fernando Henrique
Cardoso, Ruth Cardoso deixou três filhos (Luciana, Paulo Henrique e Beatriz)
e seis netos.
Em política, assumiu um perfil discreto e solidário às
posições do marido. Em 1994, quando o PSDB partiu para a coligação
com o então PFL (hoje DEM), chegou a externar questionamento da aliança
com forças que chegou a chamar de oligárquicas, como o então
senador Antonio Carlos Magalhães. Temendo perder o apoio, FHC desautorizou
publicamente a mulher, mantendo o aliado. Constatando que sua crítica
não seria ouvida, Ruth recolheu-se.
Como primeira dama (1995-2002), dedicou-se à organização
Comunidade Solidária, que proclama como objetivos o da sociedade civil
e a promoção do desenvolvimento social. Nessa atividade, chegou
a aglutinar um arco de colaboradores mais amplo que a base de apoio ao governo
FHC, atraindo nomes como o sociólogo Herbert José de Sousa (1935-1997),
que mais tarde se afastou da iniciativa. Em 2000, a organização
transformou-se na Oscip (organização da sociedade civil de interesse
público) Comunitas, tendo a primeira dama como presidente de honra.
Veja a nota divulgada pelo presidente do PSDB, Sérgio
Guerra:
" O PSDB perdeu hoje uma parte de sua história no momento em que
comemorava os 20 anos de sua fundação. Os brasileiros ficaram sem
a presença de uma mulher generosa, forte e combativa, que sempre sonhou
com um país mais solidário, rico e justo.
Morreu D. Ruth Cardoso, fundadora do nosso partido, mulher de nosso presidente
de honra, Fernando Henrique Cardoso, e, que durante oito anos, esteve à frente
do Comunidade Solidária, onde iniciou, de forma consistente e criativa,
o resgate da imensa dívida social que cinco séculos de atraso
e abandono nos deixaram.
D.Ruth foi uma figura luminosa e será sempre para nós o norte,
o rumo e o caminho para a construção de um Brasil para todos
os brasileiros.
O PSDB está hoje de luto e suspende o ato que, amanhã, 25 de
junho, iria comemorar os 20 anos de sua fundação e dos seus compromissos
com o Brasil, no plenário do Senado Federal”. (Fonte: Vermelho)
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
junho de 2008 | Economia
Brasil é o 3o maior em crescimento
de fortunas
São Paulo- O Brasil foi o terceiro país do mundo que registrou
o maior crescimento do número de pessoas que possuem ativos financeiros
no valor de pelo menos US$ 1 milhão em 2007, o que foi impulsionado
pela expansão da economia de 5,4%, aumento dos investimentos das empresas
e incremento do mercado de capitais, o que propiciou uma elevação
de 43,65% do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São
Paulo, no ano passado. De acordo com o ''12º Relatório Anual sobre
a Riqueza Mundial'' realizado pelo Merrill Lynch e CapGemini, o número
de pessoas que possuem grandes fortunas no País subiu de 120 mil em
2006 para 143 mil, uma expansão de 19,16%.
''Os fluxos líquidos de
capital privado duplicaram para a América Latina em 2007, contribuindo
para o fato de a Bovespa ter alcançado a quarta posição
no ranking entre os maiores mercados mundiais para operações
de abertura de capital (IPOs). Isto, de acordo com o relatório,
deu suporte para o estabelecimento e integração global
do sistema financeiro brasileiro'', informaram as duas instituições
responsáveis pelo estudo, por meio de um comunicado.
De acordo com o documento, a
América Latina registrou um aumento de 12% em 2007 do número
de pessoas com grandes fortunas, conhecido pela sigla em inglês
de HNWIs (High Net Worth Individuals). No caso do Brasil, os principais
fatores que contribuíram para o incremento do total de cidadãos
que possuem acima de US$ 1 milhão em ativos financeiros foi o
avanço do consumo interno, que alavancou o crescimento da Formação
Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimentos produtivos, e fortaleceu
a produção agrícola.
O estudo destaca que o desenvolvimento
de obras em infra-estrutura e incentivos do governo para o setor de construção
civil, como a queda de impostos sobre materiais de construção,
geraram um ''boom'' do segmento no País. Além disso, o
Merrill Lynch e CapGemini ressaltam que também colaboraram a redução
do desemprego e a valorização do câmbio, que reduziu
os custos de importações de máquinas e bens de consumo.
Os juros elevados também foram um fator atraente para o aumento
dos investimentos, especialmente em aplicações de renda
fixa.
As receitas externas obtidas
com as exportações ajudaram a melhorar os fundamentos macroeconômicos
do Brasil, pois geraram superávits comerciais que contribuíram
para o avanço das reservas cambiais, que estão em US$ 198,86
bilhões. O aumento das vendas externas, ressalta o relatório,
foi propiciado especialmente pela crescente demanda de nações
asiáticas por produtos nacionais, entre eles commodities alimentícias
e metálicas. ''Com o bom desenvolvimento dos setores agrícola,
de mineração, manufaturados e serviços, o Brasil,
que é um dos maiores exportadores de matérias-primas e
outras commodities, está colhendo os benefícios obtidos
de fortes elevações dos preços de alimentos e de
energia registrados no ano passado'', apontou o estudo.
Ricardo Leopoldo
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Gazeta do Povo, 25 de junho de 2008
Mercado
Dólar chega ao menor nível
desde 99
O dólar comercial foi negociado ontem a R$ 1,603 – em baixa de
0,68%. Segundo profissionais de corretoras, operações recentes
de captação externa garantiram um fluxo positivo nos últimos
dias, o que derrubou os preços da moeda americana para seu menor nível
desde janeiro de 1999. No médio prazo, corretores vêem poucas
perspectivas de que a taxa volte a subir: o saldo negativo nas contas externas
do país tende a ser coberto pela previsão de investidores diretos
estrangeiros, principalmente a partir do segundo semestre.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma jornada de negócios
bastante instável, em que tentou recuperar terreno após amargar
perdas de 11% nas últimas semanas. O mercado acionário brasileiro,
no entanto, não resistiu ao cenário negativo das bolsas internacionais
e encerrou os negócios em baixa. O Ibovespa, principal índice
de ações da bolsa paulista, retraiu 0,73%, para os 64.167 pontos.
O giro financeiro foi de R$ 5,28 bilhões. No mês, acumula perdas
de 11,6%. No ano, ainda está positiva em 0,44%.
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Vermelho, 25 de junho de
2008
A perigo, EUA já vislumbram
aliança petrolífera com o Brasil
O embaixador dos Estados Unidos
no Brasil, Clifford Sobel, disse nesta segunda-feira (23) que está surgindo
uma nova área de cooperação entre os dois maiores
países das Américas: petróleo. Após a descoberta
de importantes reservas do combustível em águas profundas
do litoral brasileiro, os norte-americanos já enxergam o país
como fornecedor e estudam possibilidades de parcerias entre empresas
nessa área.
''Se a Petrobras quiser embarcar o petróleo para os Estados Unidos,
tenho certeza que os EUA estarão muito dispostos a receber esse combustível'',
disse Sobel. Depois de ressaltar que a decisão cabe ao Brasil e a Petrobras,
ele acrescentou que ''os EUA esperam que o Brasil se torne um importante fornecedor
de combustível fóssil no futuro''.
Segundo o embaixador, será ''natural''
que o Brasil exporte petróleo para os Estados Unidos na medida
em que disponha de excedentes por conta da proximidade entre os dois
países. Ele enfatizou que a Petrobras já possui refinarias
nos EUA. A estatal brasileira adquiriu recentemente uma planta em Pasadena,
Texas. Para garantir a segurança energética e reduzir a
dependência de regiões politicamente conturbadas, os EUA
buscam diversificar as fontes de petróleo.
Embora o Brasil ainda não
seja um fornecedor relevante, as vendas de petróleo do país
para os EUA aumentaram dez vezes em valor, saltando de US$ 330 milhões
em 2004 para US$ 3,1 bilhões em 2007, conforme a Secretaria de
Comércio Exterior (Secex). No ano passado, o petróleo ultrapassou
aviões e ocupou o posto de principal item da pauta de exportação.
Sobel – que participou
nesta segunda-feira do Fórum Brasil-Estados Unidos realizado pela
Federação do Comércio do Estado de São Paulo
(Fecomercio) e pelo Centro de Política Hemisférica da Universidade
de Miami – também enxerga oportunidades de parcerias com
petrolíferas norte-americanas como Exxon e Chevron, ou empresas
fornecedoras de serviços como a Halliburton.
O embaixador ressaltou que funcionários
do governo norte-americano devem em breve vir ao Brasil para discutir
o assunto. Na próxima semana, chega ao país o secretário
de Segurança Interna, Michael Chertoff. ''Neste estágio,
estamos procurando maneiras de ajudar se formos solicitados'', afirmou
Sobel.
Fonte: Valor Econômico
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
junho de 2008 | Opinião
PARTIDOS POLÍTICOS - Confiança
vai ladeira abaixo
Professor doutor em filosofia Delamar José Volpato
Dutra aponta educação formal e aplicação
do Direito como ferramentas de combate à conduta antiética
Um levantamento feito pela Associação dos Magistrados Brasileiros
(AMB) mostrou um dado preocupante: 72% dos entrevistados - cerca de 1.500 brasileiros
- não confiam nos partidos políticos. A desconfiança suscita
a pergunta: como é possível reverter este quadro?
Para o filósofo, advogado
e professor Delamar José Volpato Dutra, é preciso, antes
de qualquer coisa, resgatar a ética, colocando a teoria, de uma
vez por todas, em prática. ''Há filosofia bastante para
sustentar que a consciência moral paira sobre nós como o
céu estrelado sobre nossas cabeças (...). Coisa bem diversa, é claro, é torná-la
efetiva''.
Com a proximidade do
período eleitoral, o senhor acredita que os valores éticos
estão cristalizados entre nossos políticos?
Pode-se dizer que podemos encontrar
ambas as posições. Há uma parte dos políticos
que preza uma conduta ilibada do ponto de vista moral e há aqueles
que têm condutas escusas. O importante, contudo, é que a
sociedade cobre tais condutas no ato de votar, não elegendo aqueles
que ela considera criticáveis sob esse ponto de vista. Destaca-se
também que, sob o ponto de vista jurídico, grande parte
das normas de moralidade se encontra positivada no ordenamento jurídico,
o que é salutar para o processo de torná-las efetivas.
Uma pesquisa divulgada
pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) indica
que 72% dos entrevistados não confiam nos partidos políticos...
Uma pesquisa como essa deveria
medir, também, quais os critérios que os entrevistados
usam para votar em alguém. Por exemplo, será que na deliberação
do voto o entrevistado leva em consideração o aspecto que
agora critica? Ou seja, o voto é dado para alguém que expressa
um caráter virtuoso ou dado para um partido em função
da ideologia considerada melhor tendo em vista os interesses privados
do eleitor, ou mesmo suas paixões despertadas durante o processo
eleitoral?
A população
desconhece as noções de ética, inclusive na prática?
Há filosofia bastante
para sustentar que a consciência moral paira sobre nós como
o céu estrelado sobre nossas cabeças. Ela seria um marco
inequívoco. Coisa bem diversa, é claro, é torná-la
efetiva. Aristóteles dizia que o homem é bom de um modo
só, mas que pode ser mau de muitos modos e Hume afirmava que ''uma
coisa é conhecer a virtude e uma outra coisa conformar a vontade
a ela''.
Mas esse descompasso
não é de causar espanto?
Não, não nos deve
causar espanto que haja tal descompasso. Deve-se primar que o comportamento
desviante dos padrões de correção moral se reflitam
o menos possível no âmbito institucional de nosso país.
Ética e moral
caminham juntas? Os dois conceitos são de uma mesma realidade?
Há quem sustente que a ética
se refira à ciência que trata do bem ou dos deveres e que
a moral seria um sistema de deveres, como por exemplo aquele presente
na Bíblia. Contudo, sabidamente, ética advém do
termo grego 'ethos' que significa costume, o qual foi traduzido para
o latim por 'mores', que também significa costume. Deste ponto
de vista, não há diferença entre ambos.
E como combater a conduta
antiética nas diversas esferas da sociedade?
Acredito que haja dois meios.
Um deles é pela educação formal, o que pode ocorrer
com o estudo das humanidades em geral. De fato, nesse sentido, o artigo
36 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, afirma que o currículo
do ensino médio observará como diretriz o ''domínio
dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao
exercício da cidadania''. Um outro caminho a ser mencionado é aquele
da aplicação do Direito que, se não pode moralizar
a conduta das pessoas, ao menos pode conformá-la aos padrões
de correção que a sociedade democrática entende
como aplicáveis ao trato da coisa pública.
Thiago Nassif
Reportagem Local
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de junho de 2008 | Economia
Funcionários do INSS ameaçam
greve
Lyrian Saiki
Funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ameaçam
entrar em greve, caso o governo federal não atenda as reivindicações
da categoria.
Ontem, o atendimento no prédio
da Gerência Executiva do INSS em Curitiba - entre as Ruas João
Negrão e XV de Novembro -, que iniciaria às 7h30, só começou às
9h.
Segundo a categoria, o ato público
foi um alerta ao governo federal para que as negociações
sejam reabertas. Servidores do INSS de todo o País se reúnem
amanhã, em Brasília.
“Nosso movimento não é contra
a população. Pelo contrário: queremos melhorar o
sistema previdenciário”, apontou Nelson Malinoski, diretor
do Sindiprevs-PR, sindicato que representa a categoria no Estado.
Segundo ele, dos 50 funcionários
lotados na Gerência Executiva, 45 aderiram ontem à paralisação. “Apenas
a chefia está lá dentro; a perícia médica
também não parou”, afirmou Malinoski, acrescentando
que paralisações semelhantes podem ocorrer em outros prédios
do INSS em Curitiba. O movimento é nacional.
Reivindicações
Os servidores reivindicam a formulação
de novas tabelas salariais. Segundo Malinoski, o salário inicial
da categoria é R$ 2,2 mil e o final, R$ 4,4 mil. “O salário
inicial não é baixo. O problema é a falta de carreira,
que deixa baixo o salário final”, apontou, lembrando que
na Receita Federal o salário inicial é de R$ 7 mil e o
final, R$ 11 mil.
Os servidores pedem ainda regulamentação
da jornada de trabalho de 30 horas semanais - segundo Malinoski, há tentativa
de aumentar a jornada para 40 horas - e reestruturação
do plano de carreira.
Eles são contra ainda
a avaliação de desempenho - parte do salário estaria
atrelada ao desempenho dos servidores. “O governo quer implementar
esta norma, mas não oferece condições de trabalho
para isso”, criticou.
Outra insatisfação
da categoria é o fato de não ter sido incluída na
Medida Provisória 431, editada pelo governo federal no mês
passado, que readequou as tabelas salariais para 800 mil servidores públicos.
“É um orçamento
previsto de R$ 7,5 bilhões para reajustes e planos de carreiras,
e o INSS ficou de fora. A gente não pode aceitar”, afirmou
Jaqueline Gusmão, diretora do Sindiprevs-PR. O governo federal,
através do Ministério do Planejamento, tem prazo até 30
de junho para fazer a inclusão.
Segundo Jaqueline, caso não
haja acordo com o governo federal, os servidores do INSS podem entrar
em greve. A última grande greve da categoria foi em 2005 e durou
cem dias. Em todo o Paraná há cerca de 1,8 mil servidores
do INSS na ativa, 700 apenas em Curitiba.
Vergonha
O motorista Sérgio Silva
Barbosa, 57 anos, não sabia que o início do atendimento
seria atrasado ontem, e chegou ao prédio do INSS às 5h
da manhã. Sua senha era a de número 7. “Às
7h30, deixaram a gente entrar no prédio, mas o atendimento mesmo
só começou às 9h”, contou.
De seis em seis meses,
Barbosa vai ao prédio do INSS para levar a certidão que
garante o pagamento do auxílio-doença à sua mãe.
O atendimento, ontem, não levou mais do que dez minutos. “Isso
aqui é uma vergonha, é humilhante”, desabafou,
referindo-se ao sistema previdenciário brasileiro.
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Gazeta do Povo, 25 de junho
de 2008
Emprego
Selecionadores evitam fumantes
Pesquisa da empresa de recrutamento Catho
Online mostra que 81% dos executivos de companhias brasileiras têm
restrições na hora de contratar funcionários
que fumam
O desempregado que está nervoso pela falta de trabalho deve evitar relaxar
com cigarros, pois o fumo trará ainda mais dificuldade para ser selecionado.
De cada cinco selecionadores, quatro tem algum tipo de objeção
para contratar fumantes, de acordo com o estudo “A Contratação,
A Demissão e a Carreira dos Profissionais Brasileiros”, do site
de anúncios de emprego Catho Online. Foram ouvidos 4,1 mil presidentes,
vices, diretores, gerentes e supervisores de empresas. Do total, 81% afirma
ter algum tipo de objeção na hora de contratar fumantes. Analisando
apenas presidentes e diretores, praticamente metade (48,4%) disse ter muita
objeção.
A restrição vem crescendo ao longo dos anos. Em relação
a 2001, ela cresceu quatro pontos porcentuais com diretores e dois pontos porcentuais
na opinião dos gerentes e supervisores. A consultora da Catho Camila
Mariano descarta a hipótese de os dados representarem discriminação
com os fumantes. “A característica de ser fumante não é um
fator para tirar do processo. Pode ser entendido um critério de desempate”,
explica Camila.
A responsável por contratações da empresa do varejo Bond
Carneiro, Luciane Bastos, diz que nunca teve que usar esse critério
para decidir uma seleção, mas acredita que os fumantes têm
desvantagens no mercado de trabalho. “Alguns colaboradores são
fumantes, mas aqui [na empresa] não tem a cultura da pausa para o cigarro”,
conta Luciane.
A paradinha para o cigarro é um dos motivos que fazem o setor de recursos
humanos ter restrições na hora de contratar o fumante, de acordo
com a pesquisa. “Fumantes param, em média, oito vezes por dia”,
relata a consultora da Catho. Também pesa contra a questão de
saúde. “Quem fuma tem maior propensão a faltar ao serviço
por motivos de saúde.”
Essa opinião é corroborada pelo pneumologista do Hospital Nossa
Senhora das Graças Jonatas Reichert. Se a questão do trabalho
não é suficiente, o médico reforça os malefícios
para a saúde. “Atualmente, 56 doenças estão relacionadas
com o tabagismo, que é considerado o maior problema de saúde
pública do mundo”, diz o pneumologista.
Todos esses argumentos contrários se refletem no quadro de funcionários
das empresas. A pesquisa também mostra uma queda de mais de seis pontos
porcentuais nos últimos 10 anos no índice de profissionais fumantes.
Mas nem tudo está perdido para os fumantes. A chefe de recepção
do Hotel Mercure de Curitiba, Vanine Fiori, faz parte daqueles 20% que não
se importam com o tabagismo entre seus empregados. “Sou da opinião
de que todo mundo tem seus vícios, suas manias. Mas não pode
interferir no trabalho. No caso do atendimento, é delicada a questão
do cheiro. Se cuidar disso, pode fumar nos intervalos” diz Vanine, que é minoria
nesse tema entre os selecionadores.
Em tempo: o levantamento revela que o maior percentual de fumantes foi verificado
entre os níveis hierárquicos mais elevados – mais de 20%
dos presidentes e gerentes-gerais fumam.

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Agência Câmara,
25 de junho de 2008
Proposta institui IR sobre distribuição
de lucros
Aline Spezia
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3007/08, do deputado Chico Alencar
(Psol-RJ), que determina que pessoas físicas e jurídicas que
recebam lucros e dividendos de empresas paguem o Imposto de Renda (IR) incidente
sobre esse valores. Hoje, a empresa paga o IR na apuração do
lucro, mas seus sócios são isentos do tributo na distribuição
do lucro.
Como pessoa física, o
sócio residente no Brasil estará sujeito a alíquotas
de 15% ou 27,5% de IR. Caso o sócio seja domiciliado no exterior,
a alíquota do IR será sempre de 15%.
O objetivo da proposta, segundo
Chico Alencar, é favorecer o Balanço de Pagamentos brasileiro,
já que os sócios remetem lucros ao exterior sem pagar impostos. "Nunca
na história as multinacionais instaladas no Brasil enviaram tanto
dinheiro ao exterior. Conforme dados do Banco Central, as montadoras
enviaram 2,702 bilhões de dólares (cerca de R$ 4,3 bilhões) às
sedes no ano passado", disse.
"Essa isenção,
longe de beneficiar a economia do País, é mais um estímulo à sangria
de recursos para o exterior, além de propiciar enorme vantagem
para o país receptor do lucro ou dividendo, que passa a dispor
da prerrogativa de cobrar o imposto na sua totalidade, e não mais
compensando-o com o que tiver sido pago no Brasil", explica Alencar.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-3007/2008
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
junho de 2008 | Geral
E-mail pode ocasionar demissão
Decisões do TST (Tribunal Superior do Trabalho) garantiram aos empregadores
o rastreamento dos e-mails corporativos, apesar de a CLT (Consolidação
das Leis Trabalhistas) não prever nenhuma determinação
sobre o uso indevido de e-mails corporativos.
O mau uso do recurso pode ocasionar
demissão por justa causa. Por isso, os trabalhadores devem utilizar
o e-mail da empresa exclusivamente para assuntos profissionais e de trabalho,
evitando o vazamento de informações confidenciais.
Para evitar problemas, a empresa
pode avisar os trabalhadores que o uso do correio eletrônico corporativo é exclusivo
para assuntos profissionais. Esses avisos podem ser feitos através
de circulares, em murais ou através de mensagem do próprio
e-mail.
Advertências sobre o mau
uso do e-mail poderão ser feitas pelo patrão, que deve
falar com o funcionário em particular. Caso contrário,
poderá caracterizar dano moral.
Agência Graffo
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/06/2008
Itapemirim pagará R$ 50 mil por acusar
empregado de furto e não provar
A imputação de
um crime é ato que atinge qualquer cidadão, independentemente
de sua posição social, política ou econômica,
com reflexos não só no âmbito profissional como no
familiar e social. Com este entendimento, o Tribunal Superior do Trabalho
condenou a Transportadora Itapemirim S.A. a pagar R$ 50 mil a título
de dano moral a um ex-empregado acusado de furto sem a devida comprovação.
A justa causa já havia sido descaracterizada desde a sentença
de primeiro grau, porém sem o reconhecimento do dano moral, sob
o entendimento de que caberia ao ex-empregado comprovar a sua ocorrência. “Não
se afere objetivamente a mácula que atinge uma pessoa com uma
acusação dessa natureza”, afirmou o ministro Milton
de Moura França, que liderou a corrente vencedora na Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1). “Demonstrado
que houve acusação, porém não comprovada,
os valores mais íntimos da pessoa se mostram inquestionavelmente
lesados, em inconteste dano moral.”
Contratado inicialmente como
ajudante de cargas, passando posteriormente a auxiliar de escritório
e escriturário. Na inicial, o trabalhador afirmou ter sido vítima
de assalto, registrado na delegacia policial, quase seis meses antes
da demissão. Seis meses depois, foi demitido por justa causa sob
a acusação de furto, acusado de ter se apropriado, na véspera
da data de sua demissão, de vales-transporte no valor de R$ 6
mil – o mesmo valor que teria sido objeto do assalto. Na reclamação
trabalhista, pediu a reversão da justa causa e a indenização
por dano moral pela imputação de furto.
A Itapemirim, na contestação,
disse que o empregado foi demitido por ato de improbidade, porque “abusou
da confiança inerente ao cargo” na compra, controle e distribuição
de vales-transportes. Segundo a empresa, teria chegado ao conhecimento
da gerência regional que o escriturário distribuía
os vales em número maior que o necessário e depois os tomava
de volta dos beneficiários em proveito próprio. Insistiu
na versão de que o relato do assalto ocorrera na véspera,
e que o empregado não teria apresentado “versão plausível”,
sem ser capaz de descrever os assaltantes e o local do assalto.
A sentença da 3ª Vara
do Trabalho de Salvador (BA) reconheceu que a Itapemirim não comprovou
as acusações feitas contra o trabalhador e descaracterizou
a justa causa. Mas entendeu também que o empregado não
conseguiu provar a ocorrência do dano moral, e julgou improcedente
o pedido de indenização formulado, no valor de R$ 322 mil.
Este entendimento foi mantido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região
(BA) e pela Quinta Turma do TST.
Ao chegar à SDI-1, por
meio de embargos, o trabalhador conseguiu finalmente ver sua pretensão
reconhecida. O ministro Milton de Moura França divergiu do relator,
ministro Carlos Alberto Reis de Paula (que votava no sentido de rejeitar
os embargos) e foi seguido pela maioria dos integrantes da seção. “Os
valores mais importantes do ser humano são a sua honra, a sua
integridade e a sua imagem”, afirmou. “É direito do
empregador dispensar o empregado sob a acusação de prática
de improbidade, falta extremamente grave, mas, se não demonstra
a procedência de sua acusação, abusa do direito e
deve reparar.”
Por maioria, a SDI-1 considerou
ter ocorrido violação do artigo 5º, inciso X da Constituição
Federal (que trata da inviolabilidade da intimidade, da vida privada,
da honra e da imagem das pessoas), e fixou a indenização
em R$ 50 mil reais. (E-ED-RR-233/2001-016-05-00.0)
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25/06/2008
Estabilidade em período eleitoral
não impede empresa de demitir
A estabilidade de três
meses garantida aos empregados de empresas públicas no período
pré-eleitoral não se aplica à projeção
do aviso prévio. Se a demissão ocorrer antes dos três
meses e o aviso prévio for indenizado, o fato de o término
do aviso ocorrer dentro do período de estabilidade não
impede a demissão. Este foi o entendimento adotado pela Sexta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao acolher recurso da Dersa – Desenvolvimento
Rodoviário S.A., de São Paulo, e isentá-la de pagar
indenização a um trabalhador demitido nessas condições.
Admitido em janeiro de 1977 como
técnico em eletricidade, o empregado recebeu aviso prévio
indenizado em abril de 1998. De acordo com o prazo legal, seu contrato
de trabalho se extinguiria um mês depois, em maio. Mas a convenção
coletiva da categoria estendia o aviso prévio para 71 dias. Seu
contrato, assim, foi projetado até agosto daquele ano. A legislação
eleitoral (no caso, a Lei nº 9.504/1997), porém, proíbe
os agentes públicos, nas circunscrições onde haja
eleição, de nomear, contratar, admitir ou demitir sem justa
causa nos três meses que antecedem a eleição até a
posse dos eleitos. Como o aviso prévio estendido atingiria o prazo
previsto na lei, o empregado deduziu que a Dersa não poderia demiti-lo.
Ao analisar o caso, o TRT da 2ª Região (São Paulo) manteve
a sentença de primeiro grau que deferira ao empregado o pagamento de
indenização, por entender que sua dispensa ocorrera no período
em que detinha estabilidade provisória. A Dersa, em seu recurso ao TST,
alegou ser praticamente uma empresa extinta, e que isso, por si só,
autorizaria a rescisão do contrato de trabalho dos empregados que detinham
estabilidade. Sustentou ainda que, com a privatização do Sistema
Anchieta/Imigrantes e Anhanguera/Bandeirantes, todas as suas dependências
até então vinculadas ao sistema foram entregues às empresas
Ecovias e Autoban, vencedoras da licitação, o que para a Dersa
equivaleu ao fechamento de suas portas.
A Sexta Turma acompanhou o voto
do relator, ministro Horácio Senna Pires, que aplicou a Súmula
nº 371 do TST, segundo a qual a projeção do contrato
de trabalho para o futuro, pela concessão de aviso prévio
indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas
obtidas no período (salários, reflexos e verbas rescisórias).
(RR-11.665/2002-900-02-00.1)
(Lourdes Côrtes)

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