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AGÊNCIA DIAP, 01 de julho de 2008
RANKING
MTE divulga as 100 cidades que mais
geram empregos no País
Curitiba passa a frente de Brasília
a assume a quarta posição nos '100 Mais'. Campinas
(SP) é a não-capital mais bem colocada
No ranking dos 100 municípios
que mais geraram vagas formais entre janeiro e maio de 2008, confirma-se
o potencial de emprego nas capitais São Paulo (123.117), Rio de
Janeiro (37.867) e Belo Horizonte (29.720). Curitiba (19.158) desbancou
Brasília (15.710) e assumiu o quarto lugar na lista dos '100 Mais'
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério
do Trabalho e Emprego.
Com 10.459 novos postos de trabalho
no período, Porto Alegre ficou com a 6ª colocação.
Salvador subiu uma posição e agora assume o 7º lugar,
bem pertinho da capital gaúcha, com 10.263 vagas.
Brasil
Nos cinco primeiros meses do ano foram gerados 1.051.946 postos
formais no País.
O desempenho representa a expansão
de 3,63% do emprego formal no ano - um número recorde na série
histórica do Caged. Nos últimos 12 meses, foram criados
1.755.502 postos, o que corresponde a um crescimento de 6,21%, resultado
superior ao identificado no mesmo período do ano anterior (+1.374.179
ou + 5,05%).
Em maio, houve a inserção
de 202.984 trabalhadores no mercado formal. O desempenho ao longo deste
ano permitiu que o Brasil alcançasse a marca inédita dos
30 milhões de carteiras assinadas.
"É um número
muito forte para economia e mostra que mesmo com o atual índice
de inflação, o país continua gerando empregos formais
e batendo recordes", destacou o ministro Carlos Lupi. Ele reafirmou
ainda a previsão de mais de 1,8 milhão de novos empregos
e o crescimento de mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB). (Fonte:
Caged - CGET/DES/SPPE/MTE)
Caged - Ranking da Geração de Emprego
por municípios, de Janeiro a maio de 2008


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O ESTADO DO PARANÁ,
01 de julho de 2008 | Economia
Produção industrial cai
em maio, depois de duas altas consecutivas
Agência Brasil
Após registrar duas altas consecutivas, a produção da
indústria brasileira desacelerou em maio e fechou o mês em queda
de 0,5% na comparação com abril. Já em relação
ao mesmo período do ano anterior foi verificada expansão de 2,4%.
O ritmo de crescimento nesse tipo de comparação, no entanto,
foi menos intenso do que o observado em abril (10,0%).
A Pesquisa Industrial Mensal,
divulgada nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), revela ainda que a produção
industrial acumula desde janeiro alta de 6,2% e, nos últimos doze
meses, de 6,7%.
Em maio, houve recuo em 16 das
27 atividades pesquisadas. As principais pressões negativas vieram
de veículos automotores (-5,5%) e de máquinas e equipamentos
(-4,7%), seguidos por perfumaria, sabões e produtos de limpeza
(-9,7%) e alimentos (-1,3%). Por outro lado, onze ramos apresentaram
crescimento. As principais contribuições positivas vieram
de bebidas (9,1%), refino de petróleo e produção
de álcool (3,3%) e outros produtos químicos (3,1%).
Ainda na passagem de um mês
para outro, o levantamento revela que, por categorias de uso, a queda
mais acentuada foi observada em bens de capital (-4,9%). Esse setor vinha
apresentando expansão há quatro meses consecutivos. O setor
de bens de consumo duráveis recuou 1,3% em maio, na segunda queda
consecutiva (-2,0% em abril).
A produção de bens
intermediários (0,3%), segmento de maior peso na estrutura industrial,
ficou praticamente estável pelo segundo mês consecutivo.
Já o segmento de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis
compensou em maio a queda registrada em abril (-1,1%) e fechou o mês
com acréscimo de 1,3%.
A pesquisa também revela
que, na comparação com maio de 2007, 15 atividades apresentaram
taxas positivas. O ritmo "bem menos intenso que o observado em abril
(10,0%), quando houve crescimento em 21 atividades", conforme assinala
o IBGE, pode ser explicado pela base elevada de comparação
verificada no ano passado. O levantamento destaca que a partir de maio
do ano passado "a produção acentuava a sua trajetória
ascendente". Além disso, maio deste ano teve 20 dias úteis,
dois a menos do que o mesmo mês de 2007.
Ainda de acordo com a pesquisa,
as principais contribuições positivas nesse tipo de comparação
vieram de veículos automotores (6,5%), outros equipamentos de
transportes (24,2%) e indústrias extrativas (7,2%). Nesses ramos,
destacam-se os itens automóveis e caminhões; aviões
e motocicletas; e minérios de ferro e petróleo. Por outro
lado, entre os 12 ramos que apresentaram queda na produção,
as maiores pressões vieram de fumo (-21,3%), máquinas
de escritório e equipamentos de informática (-9,7%) e
calçados e artigos de couro (-12,9%).
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AGÊNCIA DIAP, 01 de julho de 2008
PESQUISA
Brasileiro confia na política
de combate ao desemprego e aumento de renda
Pesquisa da CNI/Ibope revela que
a geração recorde de empregos no País está entre
as 10 notícias mais lembradas pela população
A geração recorde
de empregos em maio de 2008, quando o País atingiu mais de 30
milhões de pessoas com carteira assinada, foi a sétima
notícia mais lembrada espontaneamente pela população. É o
que revela pesquisa realizada pelo Ibope entre os dias de 20 a 23 de
junho, contratada pela Confederação Nacional da Indústria.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios.
Para 80%, 2008 está sendo
um ano muito bom ou bom. Reflexo desse otimismo se revela em 37% dos
ouvidos pelo Ibope, que apostaram que a renda pessoal do brasileiro crescerá nos
próximos seis meses.
Já 24% dos entrevistados
acreditam na diminuição do desemprego no semestre. Hoje,
52% da população aprova as ações do governo
no combate ao desemprego. Este é o segundo melhor índice
de aprovação desde dezembro de 2003 (perdendo apenas para
a confiança de 55% dos entrevistados, em março de 2008).
Emprego
formal
Nos cinco primeiros meses do ano foram gerados 1.051.946 postos com carteira
assinada no Brasil. O desempenho representa a expansão de 3,63% do emprego
formal no ano - um número recorde na série histórica do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Nos últimos 12 meses,
foram criados 1.755.502 postos, o que corresponde a um crescimento de
6,21%, resultado superior ao identificado no mesmo período do
ano anterior (+1.374.179 ou + 5,05%).
Em maio, houve a inserção
de 202.984 trabalhadores no mercado formal. O desempenho ao longo deste
ano permitiu que o Brasil alcançasse a marca inédita dos
30 milhões de carteiras assinadas.
"É um número
muito forte para economia e mostra que mesmo com o atual índice
de inflação, o País continua gerando empregos formais
e batendo recordes", destacou o ministro Carlos Lupi. Ele reafirmou
ainda a previsão de mais de 1,8 milhão de novos empregos
e o crescimento de mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB). (Fonte:
MTE)
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UOL, 01 de julho de 2008
| Últimas
Greve dos Correios atinge 18 Estados,
afirma sindicato
Brasília - Funcionários
dos Correios em greve farão assembléias hoje em todo o
País para decidir se mantém ou não a paralisação.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito
Federal, Moysés Leme, 60% dos funcionários estão
parados, o que representa 80% da área operacional, como os carteiros.
Ao todo, a ECT tem 112 mil funcionários. De acordo com Leme, no
início da manhã a greve já atingia 18 Estados e
havia a possibilidade de novas adesões.
Um pequeno grupo de grevistas
realizava, até as 13 horas, uma manifestação em
frente ao Ministério das Comunicações, em Brasília,
pedindo aumento de salários e participação na elaboração
de um plano de carreira.
O presidente do Sindicato informa
que os grevistas querem que o governo cumpra o acordo feito em março,
quando os funcionários ficaram em greve por uma semana. O acordo
previa a elaboração de um plano de cargos e salários,
com a participação dos funcionários, o que não
vem ocorrendo, de acordo com Leme.
A categoria reivindica também
a incorporação ao salário de um abono, a título
de periculosidade, pago nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Segundo
Leme, o salário de 40 mil carteiros e 12 mil atendentes dos Correios é de
R$ 603,00 mensais, que os grevistas querem aumentar para R$ 1.119,00,
quase o dobro.
Gerusa Marques
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JB ONLINE, 01 de julho de
2008
Custos da construção
sobem menos em junho
O custo da construção civil paulista apresentou ligeira redução
no mês passado, segundo levantamento do Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).
Em junho, o Custo Unitário Básico (CUB) subiu 2,14%, para R$
789,21 por metro quadrado, ante maio (2,72%). O índice reflete a variação
dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos
da construção civil paulista.
Apesar da desaceleração,
os reajustes salariais concedidos em municípios do interior de
São Paulo ajudaram a elevar em 2,86% os custos com mão-de-obra
em junho, além do aumento no preço dos insumos, que no
mês, cresceu 1,46%. Já as despesas administrativas (salário
dos engenheiros), tiveram ligeira alta de 0,28% no mês.
No ano, o CUB acumula
alta de 6,03%; e nos últimos 12 meses aumento é de 9,66%.
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AGÊNCIA DIAP, 01 de
julho de 2008
ESTABILIDADE PROVISÓRIA
Estabilidade em período eleitoral
não impede empresa de demitir
A estabilidade de três meses garantida aos empregados de empresas públicas
no período pré-eleitoral não se aplica à projeção
do aviso prévio. Se a demissão ocorrer antes dos três meses
e o aviso prévio for indenizado, o fato de o término do aviso
ocorrer dentro do período de estabilidade não impede a demissão.
Este foi o entendimento adotado
pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao acolher recurso
da Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S.A., de São
Paulo, e isentá-la de pagar indenização a um trabalhador
demitido nessas condições.
Ação judicial
Admitido em janeiro de 1977 como
técnico em eletricidade, o empregado recebeu aviso prévio
indenizado em abril de 1998. De acordo com o prazo legal, seu contrato
de trabalho se extinguiria um mês depois, em maio. Mas a convenção
coletiva da categoria estendia o aviso prévio para 71 dias.
Seu contrato, assim, foi projetado
até agosto daquele ano. A legislação eleitoral (no
caso, a Lei 9.504/1997), porém, proíbe os agentes públicos,
nas circunscrições onde haja eleição, de
nomear, contratar, admitir ou demitir sem justa causa nos três
meses que antecedem a eleição até a posse dos eleitos.
Como o aviso prévio estendido atingiria o prazo previsto na lei,
o empregado deduziu que a Dersa não poderia demiti-lo.
Julgamento
Ao analisar o caso, o TRT da
2ª Região (São Paulo) manteve a sentença de
primeiro grau que deferira ao empregado o pagamento de indenização,
por entender que sua dispensa ocorrera no período em que detinha
estabilidade provisória.
Alegação patronal
A empresa, em seu recurso ao
TST, alegou ser praticamente uma empresa extinta, e que isso, por si
só, autorizaria a rescisão do contrato de trabalho dos
empregados que detinham estabilidade.
Sustentou ainda que, com a privatização
do Sistema Anchieta/Imigrantes e Anhanguera/Bandeirantes, todas as suas
dependências até então vinculadas ao sistema foram
entregues às empresas Ecovias e Autoban, vencedoras da licitação,
o que para a Dersa equivaleu ao fechamento de suas portas.
A Sexta Turma acompanhou
o voto do relator, ministro Horácio Senna Pires, que aplicou
a Súmula 371 do TST, segundo a qual a projeção
do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão de aviso
prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens
econômicas obtidas no período (salários, reflexos
e verbas rescisórias). (RR-11.665/2002-900-02-00.1). (Com STJ)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
01 de julho de 2008
STF preenche lacuna do Legislativo
em caso de insalubridade no trabalho
O STF (Supremo Tribunal Federal) garantiu, na manhã desta terça-feira
(1º/7), em decisão de seu plenário, o direito à aposentadoria
especial ao servidor Carlos Humberto Marques por exercer trabalho em ambiente
insalubre na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. A decisão,
proferida no mandado de injunção 758, concedeu benefício
inexistente na legislação específica.
O relator, ministro Marco Aurélio,
lembrou que o STF já tem precedentes em que determina a aplicação
da Lei nº 8.213/93 (que trata dos planos de benefícios da
Previdência Social) “ante à inércia do Congresso
Nacional” em legislar sobre o tema.
Segundo o STF, ao votar pela
concessão da aposentadoria, o ministro reconheceu o direito de
Carlos Humberto ter a contagem de tempo de serviço diferenciada,
concluindo o seu voto de forma a julgar “procedente o pedido formulado
para, de forma mandamental, assentar o direito do impetrante à contagem
diferenciada do tempo de serviço em decorrência de atividade
em trabalho insalubre”.
A decisão do plenário
foi unânime e o ministro Carlos Ayres Britto salientou a importância
da decisão, dizendo que “esse é um caso típico
de preenchimento de uma lacuna legislativa pelo Poder Judiciário
em se tratando de direito constitucionalmente assegurado”. Ou seja, é um
direito garantido pela Constituição Federal, mas que ainda
depende de regulamentação por parte do Congresso Nacional.
O presidente da Corte,
ministro Gilmar Mendes, disse que seria interessante comunicar o Congresso
sobre a decisão, inclusive para fins estatísticos. “O
presidente Arlindo Chinaglia há pouco comunicou que estava organizando
um grupo ou comissão com esse desiderato, com o fito de eventualmente
comutar essas lacunas mais evidentes, de modo que nós estaríamos
até contribuindo nesse sentido”.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA, 01 de julho
de 2008
TRT-SP desconhece contrato de trabalho
por falta de subordinação jurídica
Por entender que não
há a existência de subordinação numa relação
de trabalho, a 11ª Turma do TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região), em São Paulo, não reconheceu
a existência de contrato pleiteado por um reclamante. A Turma
entendeu que ele não era empregado.
Na inicial da ação,
foi alegada a comprovação da existência de subordinação,
habitualidade e remuneração, devendo ser reconhecida, portanto,
a relação de emprego, nos moldes do artigo 3º da CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho). No entanto, o desembargador
federal do trabalho, Carlos Francisco Berardo e os magistrados da 11ª Turma
desconheceram a existência do contrato entre as partes, alegando
argumentos do próprio autor da ação.
O desembargador observou que "Contrariamente
ao alegado nas presentes razões (...) o reclamante não
era empregado". Ele analisou o depoimento do autor da ação,
que alegava somente receber sua remuneração a medida em
que a reclamada obtinha sua receita.
"O percentual indicado (comissão
de 50%) não é compatível (extremamente elevado)
com o que se verifica usualmente, nas circunstâncias em que há efetivo
contrato de trabalho, nos moldes do dispositivo consolidado mencionado”,
ressaltou Berardo.
O acórdão unânime
foi publicado em 27 de maio.
Processo nº TRT-SP
01914.2006.039.02.00-0.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
01/07/2008
TST encerra semestre com acréscimo
de 12% na produtividade
O Tribunal Superior do Trabalho encerrou hoje (01) o primeiro semestre judiciário
de 2008 com 84.927 processos julgados – número 12% superior ao
registrado no mesmo período do ano passado. “Está acontecendo
aquilo que se esperava”, observou o presidente do Tribunal, ministro
Rider Nogueira de Brito, na sessão do Órgão Especial realizada
hoje pela manhã. “Com a composição completa do Tribunal
e com a posse de novos servidores, tivemos um aumento significativo na nossa
produção, e espera-se que no segundo semestre possamos aumentá-la
ainda mais. Sonho com o dia em que possamos começar a julgar mais do
que recebemos”.
Os aumentos constantes na produtividade
do TST são resultado da combinação de várias
medidas que vêm sendo adotadas desde o ano passado, integrando
procedimentos administrativos com ferramentas de informática.
Além disso, o Tribunal atingiu, no fim de 2007, sua composição
plena de 27 ministros, após a Emenda Constitucional nº 45.
No início de 2008, realizou concurso público para preenchimento
de 312 novas vagas, e parte dos aprovados tomou posse em junho.
Cumulação de ações
O ministro Rider de Brito enfatizou
um aspecto típico do processo trabalhista, que torna os números
ainda mais significativos: cada reclamação trabalhista
costuma trazer uma cumulação de pedidos. Como cada um deles
tem de ser apreciado individualmente, é como se, na prática,
uma reclamação correspondesse a várias ações. “Nunca
enfrentamos processos em que haja apenas um pedido”, observou. “São
cinco, seis, dez, às vezes mais de vinte pedidos num só processo.
Assim, os números apresentados poderiam ser multiplicados por
cinco ou seis.” O ministro Barros Levenhagen reforçou a
observação lembrando que cada um dos vários temas
discutidos num processo trabalhista “exige a mesma atividade cognitiva” que
cada um dos processos de tema único de outros ramos do Judiciário. “Se
considerássemos cada tema, a produtividade seria consideravelmente
mais elevada.”
Para o ministro Vantuil Abdala,
decano do TST, o desempenho do Tribunal em 2007 e no primeiro semestre
de 2008 demonstra que a Justiça do Trabalho absorveu bem a ampliação
de sua competência pela Reforma do Judiciário, não
se concretizando temores de que haveria uma avalanche de novos processos.
E sugeriu medidas que ataquem diretamente a quantidade enorme de recursos
que chegam anualmente ao TST – entre elas a exigência de
depósito recursal também para os agravos de instrumento. “É inacreditável
que tenhamos mais agravos de instrumento do que recursos de revista no
TST”, assinalou o decano (agravos de instrumento têm por
objetivo fazer com que o TST aprecie um recurso de revista cujo seguimento
foi negado pelo Tribunal Regional por ausência de pressupostos
recursais).
(Carmem Feijó)
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AGÊNCIA DIAP, 01 de
julho de 2008
ELEIÇÕES 2008
Calendário eleitoral: veja as
datas importantes do mês julho
No próximo domingo, dia
6 de julho, começa a propaganda eleitoral com vistas às
eleições de 5 de outubro. Desse modo, a assessoria
parlamentar do DIAP coloca disponível as datas importantes
do mês de julho, do calendário eleitoral traçado
pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Veja as datas importantes:
6 de julho de 2008 – domingo -
data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral. Os
candidatos, os partidos políticos e as coligações
poderão realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização
fixa, das 8 horas às 24 horas.
7 de julho de 2008 – segunda-feira - último
dia para os candidatos requererem seus registros perante os cartórios
eleitorais, até as 19 horas, caso os partidos políticos
ou coligações não os tenham requerido.
8 de julho de 2008 – terça-feira -
início do prazo para o TSE e os TREs convocarem os partidos e
a representação das emissoras de TV para elaborarem plano
de mídia para uso de parcela do horário eleitoral gratuito
a que cada partido tenha direito.
11 de junho de 2008 – quarta-feira -
data a partir da qual caberá a cada partido político fixar
o limite de gastos de campanha para os cargos em disputa, comunicando à Justiça
Eleitoral, que dará a essas informações ampla publicidade.
21 de julho de 2008 – segunda-feira – último
dia para os partidos políticos registrarem, perante o juízo
eleitoral encarregado do registro dos candidatos, os comitês financeiros.
31 de julho de 2008 – quinta-feira – data
a partir da qual, até o dia do pleito, o TSE poderá requisitar
das emissoras de rádio e de televisão até 10 minutos
diários, contínuos ou não, que poderão ser
somados e usados em dias espaçados, para a divulgação
de seus comunicados, boletins e instruções ao eleitorado.
Clique
aqui e veja as demais datas do calendário eleitoral.
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AGÊNCIA BRASIL, 01 de julho de 2008
Média de trabalhadores parados
por greve no setor privado supera a do funcionalismo público
Publicado: 01/07/2008 - 08:01
Por: Agência Brasil
O Balanço das Greves em
2007, publicado pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudo Socioeconômicos (Dieese), mostra que a média, em
2007, do número de trabalhadores parados por greve na esfera privada
foi de 6.418 e superou a do funcionalismo público – média
de 5.757.
Essa foi a primeira vez, desde
2004 – ano em que foi feito o primeiro balanço de greves
pela entidade – que ocorreu a preponderância da média
de trabalhadores privados parados por greve. No ano, o número
absoluto de trabalhadores do setor privado que fizeram greve foi de 641.766
ante 546.955 do funcionalismo público – número que
sobe para 713.259 se forem considerados os trabalhadores grevistas empregados
em estatais.
Já em relação à quantidade
de horas paradas nas greves, o Dieese aponta que o funcionalismo ficou
sem trabalhar por 20.172 horas no ano, enquanto os trabalhadores privados,
3.324 horas. O número de paralisações não
apresentou grande diferença: foram 95 do funcionalismo público
e 100 do setor privado. Outras 12 paralisações foram feitas
por empregados de estatais.
Em 2007, no total – levando-se
em conta o setor privado, o funcionalismo público e os trabalhadores
de estatais –, foram registradas pelo Dieese 316 greves, que resultaram
na paralisação de quase 29 mil horas de trabalho em todo
o país. Desse total, 161 paralisações (51%) foram
empreendidas pelos trabalhadores da esfera pública – o funcionalismo
público nos âmbitos municipal, estadual e federal, somados
aos empregados em empresas estatais.
Em relação ao número
de horas paradas, a esfera pública foi responsável por
cerca de 85% do tempo não trabalhado e, a privada, 15%.
O Dieese aponta ainda que cerca
de 40% do total dos movimentos grevistas foram encerrados no mesmo dia
em que foram deflagrados e 79% deles não ultrapassaram 10 dias.
Esse percentual é devido, segundo a entidade, principalmente, às
paralisações ocorridas na esfera privada. Nela, o percentual
de paralisações de apenas um dia ultrapassou a metade do
total (52%). Quanto às paralisações superiores a
30 dias, estas foram mais freqüentes no funcionalismo público:
91% das greves com essa duração ocorreram no setor.
A exigência de reajuste
salarial é predominante no conjunto das greves analisadas e atinge
quase a metade do total (49%). Embora em menor proporção,
também apresentaram freqüência significativa reivindicações
de implantação ou reformulação de Plano de
Cargos e Salários (26%) e de auxílio alimentação
(18%).
Ainda houve ocorrência
expressiva de paralisações por exigência de novas
contratatações e piso salarial (14% cada), por Participação
nos Lucros e/ou Resultados (13%); contra o descumprimento de acordo,
descumprimento de lei e por questões relativas a condições
de trabalho (12% cada); por atraso no pagamento de salários (11%);
por isonomia salarial (10%); e por melhora nos serviços públicos
(8%).
O Dieese obteve informações
de reações patronais em apenas 35 greves – nas demais,
não foi possível elaborar análise. Destas, o procedimento
mais usual foi o recurso à repressão policial, observado
em 16 paralisações. O desconto dos dias parados foi registrado
em 14 casos e a ameaça de demissão, em nove. Além
desses, punições e demissões de grevistas foram
utilizadas durante a realização de seis paralisações.
Os dados do balanço, publicados
nessa segunda-feira (30), foram extraídos do Sistema de Acompanhamento
de Greves, concebido e elaborado pelo Dieese, que reúne informações
sobre as paralisações deflagradas no Brasil desde 1983.
As fontes para o levantamento dos dados são os jornais impressos
ou eletrônicos da grande mídia e da imprensa sindical.
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AGÊNCIA DIAP, 01 de
julho de 2008
O papel estratégico das centrais
pós-reconhecimento
Por: Antônio Augusto de Queiroz*
Passado um mês da publicação
da Lei 11.658/08, o movimento sindical ainda não se deu conta
do papel estratégico que passam a jogar as centrais sindicais
brasileiras na formulação das políticas públicas
no âmbito das relações de trabalho, tanto do setor
publico, quanto da iniciativa privada. Sua importância e influência,
por força das novas atribuições legais, transcendem
ao Governo Lula.
Desde o Governo Sarney, amparadas
no artigo 10 da Constituição, as centrais sindicais ocupavam
importantes espaços de diálogo social, mas isto decorria
mais da vontade políticas dos governantes, do que propriamente
de obrigação de ordem legal.
Com a publicação
da Lei 11.658, as centrais sindicais – que já gozavam de
legitimidade e representatividade – ganharam poder político
expresso na prerrogativa de coordenar a representação geral
dos trabalhadores por intermédio de suas filiadas, além
de participar de negociações em foruns, colegiados de órgãos
públicos e de demais instâncias tripartites, nas quais estejam
em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores.
Aparentemente, trata-se de simples
coordenação, por intermédio de entidades filiadas,
mas a leitura correta é outra. Caberá às centrais
sindicais indicar, entre os seus filiados, aqueles que terão a
responsabilidade de discutir, formular e negociar nas instâncias
com poder de decisão em matéria trabalhista, previdenciária
e sindicais, inclusive no que diz respeito aos servidores públicos.
Isto significa que filiar-se
a uma central sindical passou a ser uma condição quase
que indispensável para ter voz e voto nas instâncias de
formulação de políticas públicas que realmente
importam, independentemente do governante do dia.
É verdade que para os
temas corporativos, que envolvam a relação bilateral – entre
entidade sindical e empresa ou entre entidades sindicais representativas
das categorias econômicas e profissionais – a prerrogativa
continua sendo dos sindicatos, federações e confederações
específicas.
Mas a grande política
e os temas gerais – salário mínimo, previdência,
legislação trabalhista e sindical, imposto de renda, política
de saúde, educação, segurança etc – estão
reservados às centrais, que, aliás, têm dado exemplo
de maturidade e unidade política.
Com este texto não se
pretende recomendar esta ou aquela central, mas apenas chamar a atenção
para um dado da realidade. As centrais sindicais serão protagonistas
na formulação de políticas públicas no mundo
do trabalho, tanto pela legitimidade e representatividade, quanto por
imperativo legal.
(*) Jornalista, analista político
e diretor de Documentação do Diap
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 01 de julho de 2008 | Dinheiro
Indústria prevê desaceleração,
afirma FGV
DEISE DE OLIVEIRA
DA FOLHA ONLINE
Ainda que as perspectivas de curto prazo
da indústria apontem sustentação do ritmo da
atividade, as empresas já projetam desaceleração
mais à frente. Segundo a pesquisa Sondagem Conjuntural da
Indústria de Transformação da FGV (Fundação
Getulio Vargas), a avaliação de piora na situação
dos negócios nos próximos seis meses atingiu o maior índice
(9%) em junho desde outubro de 1986, quando foi 10%.
Segundo Aloisio Campelo Jr., coordenador da pesquisa, a percepção
da indústria reflete a combinação entre a alta da taxa
de juros e a valorização do real. "As perspectivas de emprego
e produção, que consideram um cenário de três meses,
indicam sustentação do ritmo. Mas, no cenário de seis
meses, pode ser o primeiro sinal de desaceleração", disse.
Em relação às empresas consultadas (1.031) que esperam
melhora na situação nos próximos seis meses, o índice
subiu para 61% -ante 53% em maio deste ano e 57% em junho de 2007. O percentual
que espera piora era de 6% em maio deste ano e 4% em junho de 2007.
Segundo Campelo, o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade
Instalada) e o estoque equilibrados mostram que a indústria continua
aquecida e que a desaceleração tende a ser suave, sob impacto
da política monetária e da desaceleração internacional.
"O Nuci subiu em junho, mas o nível de estoque dá sinal de
maior equilíbrio e sustentação. Há setores em que
o Nuci cresce mais, mas, na média, a situação é confortável." Em
junho, o Nuci atingiu 86,4% -o nível mais elevado no ano- ante 85,6% no
mês anterior.
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 01 de julho de 2008 | Brasil
Lula segue popular, mas medo da inflação
cresce, diz pesquisa
Levantamento do Ibope/CNI mostra que 65% dos
brasileiros acreditam que preços vão subir, alta de 14
pontos percentuais | 58% acham governo "bom" ou "ótimo",
mesmo índice de março; piorou, no entanto, aprovação
ao combate que governo Lula faz à inflação
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A população
brasileira está mais preocupada com combate à inflação
que o governo Lula vem fazendo e acredita que os preços vão
subir ainda mais nos próximos seis meses, revela pesquisa
Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da
Indústria). Segundo o levantamento, realizado entre os dias
20 e 23, o índice dos que aprovam as medidas do governo contra
a inflação caiu de 51% para 41% entre março
e junho, enquanto o dos que desaprovam subiu de 43% para 53%.
Divulgada ontem, após ter ouvido 2.002 pessoas de todos os Estados,
a pesquisa mostra que, apesar do avanço da preocupação
com a inflação, a popularidade do governo petista permanece inalterada
e em um patamar recorde -58% dos entrevistados consideram o governo "ótimo/bom",
assim como na pesquisa de março.
A pesquisa mediu a expectativa dos brasileiros para os próximos seis
meses. Em relação à inflação, 65% acreditam
que ela irá aumentar, contra 51% da pesquisa anterior. Houve uma reviravolta
também na expectativa sobre trabalho -o índice dos que acham
que o desemprego irá crescer aumentou dez pontos, de 42% para 52%.
As críticas também avançaram sobre a política de
juros do governo, hoje em 12,75% ao ano. Aqueles que desaprovam o método
do Banco Central passaram de 53% para 61%.
" [A pesquisa] sinaliza com clareza uma desconfiança de que o processo
de inflação é mais substantivo do que no passado",
disse Marco Antonio Guarita, diretor de relações institucionais
da CNI. "A expectativa sobre o futuro da inflação já está impactando
na avaliação da política de inflação [do governo]",
completou.
A pesquisa Ibope/CNI também detectou variação negativa
na avaliação do combate do governo à fome e à pobreza.
Dentro da margem de erro, oscilaram de 62% para 59% os que aprovam essas ações.
Na área ambiental, com o tema à tona após a troca de Marina
Silva por Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente e a divulgação
do aumento do desmatamento, caiu de 60% para 53% o índice dos que aprovam
as ações do governo em relação ao tema. O dos que
desaprovam saltou de 34% para 40%.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
01 de julho de 2008 | Brasil
Ao menos 88 senadores e deputados disputam
eleições
SIMONE IGLESIAS
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pelo menos 88 congressistas
dividirão, de julho a outubro, os trabalhos no Congresso com
suas campanhas a prefeito ou a vice-prefeito. Com o encerramento das
convenções dos partidos no país, a Folha levantou
que, dos 513 deputados, 79 concorrerão a prefeito e seis a vice.
No Senado, só 3 dos 81 senadores disputarão. Em comparação
com 2004, a variação é pequena. Naquele ano, 85 deputados
e cinco senadores disputaram as eleições.
O PT é recordista em número de congressistas candidatos (17),
e a Bahia é onde haverá a maior concentração de
deputados em busca de votos para prefeito e vice: dez. Entre eles, estão
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) e Márcio Marinho (PR). No
Congresso, são adversários, mas no palanque baiano se tornarão
aliados -ACM Neto é candidato a prefeito e Marinho é seu vice.
Há cidades em que quase toda a bancada entrou na disputa, caso de São
Luís (MA), onde seis deputados concorrem: Cléber Verde (PRB),
Flávio Dino (PC do B), Gastão Vieira (PMDB), Pedro Fernandes
(PTB), Pinto Itamaraty (PSDB) e Waldir Maranhão (PP).
No Rio, cinco congressistas estão na disputa: o senador Marcelo Crivella
(PRB) e os deputados Solange Amaral (DEM), Chico Alencar (PSOL), Fernando Gabeira
(PV) e Filipe Pereira (PSC). Em Porto Alegre, 3 dos 4 parlamentares candidatos
estão tecnicamente empatados em segundo lugar nas pesquisas atrás
do prefeito José Fogaça (PMDB): Maria do Rosário (PT),
Manuela D'Ávila (PC do B) e Luciana Genro (PSOL). Disputa também
Onyx Lorenzoni (DEM).
Se em alguns Estados há muitos concorrentes, como no Rio e em São
Paulo (9), em Mato Grosso do Sul nenhum congressista quer a prefeitura.
No Rio Grande do Sul são 8; no Maranhão, 7; em Pernambuco e Minas
Gerais, 5 cada.
Os congressistas têm a vantagem de manter todos os benefícios
do cargo, já que não são obrigados a se licenciar para
concorrer.
Só a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), candidata em Macapá,
se afastou. As TVs Câmara e Senado continuarão transmitindo os
discursos em plenário ao vivo.
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 01 de julho de 2008 | Brasil
ELEIÇÕES 2008 / JUSTIÇA
ELEITORAL
Entidade divulgará "ficha suja" de
candidatos
Associação dos Magistrados Brasileiros
quer publicar os nomes dos concorrentes que respondam a processos na
Justiça | "Não queremos fazer lista negra", diz
coordenador de campanha da AMB, que pretende apresentar lista na primeira
quinzena de julho
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente da AMB (Associação
dos Magistrados Brasileiros), Mozart Valadares Pires, assinará hoje,
em Brasília, um ofício solicitando aos cerca de 3.200
juízes eleitorais do país que encaminhem à associação
todas as "fichas sujas" dos candidatos a prefeitos e vereadores
das eleições de 2008.
A AMB quer disponibilizar em seu site oficial na internet as informações
referentes a processos criminais e eleitorais que pesem sobre cada candidato.
A princípio, a divulgação seria feita em conjunto com
os Tribunais Regionais Eleitorais, que acabaram recuando e aderindo à posição
do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto.
O prazo para a oficialização das candidaturas termina no próximo
sábado, dia 5. A lei exige que o pedido de registro de candidatura seja
acompanhado da declaração de bens, quitação de
prestação de contas e certidões criminais, nas esferas
estadual, federal e eleitoral.
Em reunião há duas semanas, os presidentes dos TREs recomendaram
que os juízes eleitorais acatem ao pedido da AMB, que espera processar
as informações até a segunda quinzena do mês. "Queremos
disponibilizar as fichas a partir do dia 15, assim que reunirmos um bom volume
de informações", disse à Folha o coordenador da campanha
Eleições Limpas, da AMB, Paulo Henrique Machado.
" Não queremos fazer lista negra de ninguém, só registrar
as pendências dos candidatos. Os tribunais ficaram com medo de quebrar
o princípio da imparcialidade, mas é uma informação
objetiva", disse. Segundo ele, não se pode negar a divulgação
de um processo criminal contra qualquer pessoa.
" Um processo criminal não surge do nada. O argumento de que candidatos
políticos possam mover processos contra seus rivais para impedir sua candidatura é falho",
afirmou o representante da AMB.
Inelegibilidade
O STF (Supremo Tribunal Federal) analisa desde ontem ação da
AMB que questiona alguns dispositivos da Lei de Inelegibilidades e o entendimento
do TSE de que apenas a condenação definitiva, no exame da vida
pregressa dos candidatos, pode ser levada em conta para negar registros de
candidatos nas eleições. O relator da ação é o
ministro Celso de Mello.
A AMB pediu na última sexta a concessão de liminar para determinar
aos juízes eleitorais que observem nos julgamentos dos registros ações
contra candidatos em trâmite na Justiça.
Para a associação, a emenda constitucional de revisão
04/ 94 faz com que a Lei de Inelegibilidades tenha a finalidade de proteger
a probidade administrativa e a moralidade para o exercício do mandato,
considerando a vida pregressa do candidato. (CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA)
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FOLHA DE SÃO PAULO,
01 de julho de 2008 | Brasil
ONG diz que 13% dos vereadores têm "ficha
suja"
DA REDAÇÃO
Levantamento da ONG Transparência
Brasil aponta que ao menos 89 dos 709 vereadores que atuam em capitais
de Estado apresentam "ficha suja". Esses vereadores -que representam
13% do total- têm ocorrências na Justiça ou foram
punidos por Tribunais de Contas.
O percentual de políticos com "ficha suja" tende a ser maior,
segundo o coordenador de projetos da ONG, Fabiano Angélico. "Nem
todos os tribunais têm dados acessíveis pela internet", afirma.
A prestação de contas irregular foi um dos problemas mais comuns
encontrados nas "fichas" dos vereadores, de acordo com Fabiano Angélico.
A Câmara Municipal de Goiânia (GO) é a que aparece com o
maior percentual de vereadores com ocorrências na Justiça (32%).
Porto Velho (RO) vem em seguida, com 25%.
O levantamento mostra que na Câmara Municipal de São Paulo 13
dos 55 vereadores têm "ficha suja". A Casa é a terceira
no ranking, com 24%, e apresenta o mesmo percentual de outras duas Câmaras
Municipais -a de João Pessoa (PB) e a de Manaus (AM).
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 01 de julho de 2008 | Dinheiro
Votorantim Cimentos investirá R$
1,5 bilhão
Anúncio é resposta ao governo,
afirma empresa
CRISTIANE BARBIERI
DA REPORTAGEM LOCAL
A Votorantim Cimentos
anunciou ontem que irá investir R$ 1,450 bilhão na
construção de fábricas e expansão de
linhas de produção até 2011. Em agosto de 2007,
a empresa já tinha anunciado investimentos de outro R$ 1,7
bilhão.
Com os R$ 3,2 bilhões investidos, a Votorantim terá 26 fábricas
em 2011, contra as 17 existentes hoje. Sua capacidade de produção
saltará de 25 milhões para 39 milhões de toneladas ao
ano, aumento de 60% em três anos.
" Tanto o governo federal quanto alguns estaduais pediram a colaboração
da Votorantim. Essa é nossa resposta a eles", afirma Walter Schalka,
presidente da Votorantim Cimentos. "O produto não será um
limitador à capacidade de crescimento do país."
Segundo Schalka, a empresa teve apoio do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura
de Transportes) e do DNPM (Departamento Nacional de Produção
Mineral), que facilitaram o acesso à infra-estrutura e às autorizações
necessárias para o funcionamento das fábricas. Os pedidos de
investimentos vieram sobretudo da Casa Civil e da Fazenda.
" Não haverá problema de abastecimento", diz Schalka. "Estamos
tomando medidas caras e onerosas, como levar cimento fabricado no Sergipe para
Mato Grosso, por exemplo, para garantir a distribuição."
A falta de cimento em algumas regiões aumentou o preço do produto,
mas, segundo Schalka, seu valor nominal está abaixo dos praticados em
2003.
" Em algumas cidades, o varejo aumentou margens e levamos a culpa pela alta",
diz ele. "No entanto, iremos publicar anúncios com os preços
que vendemos para coibir abusos."
De acordo com ele, as principais discussões na Votorantim, na hora de
decidir sobre o investimento, giraram em torno de uma possível retração
na economia, causada pela inflação. Porém, a empresa resolveu
apostar que as vendas crescerão 11% este ano e ao redor de 8% nos próximos
três anos. A expectativa é que o mercado brasileiro atinja 65
milhões de toneladas em 2011, contra 49 milhões de toneladas
em 2008.
" Somos líderes, com 40% de participação e vamos defender
a posição", diz.
Apesar de as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)
darem certa garantia da demanda, as perspectivas não são tranqüilas.
Sua operação americana está praticamente parada e, no
Brasil, o cenário não é tão certeiro.
" Temos nuvens no horizonte, como a inflação dos alimentos
e a falta de infra-estrutura."
Porém, na opinião de Schalka, o limitador mais preocupante é a
falta de mão-de-obra qualificada. A Votorantim está fazendo parte
de um programa que pretende formar 5 milhões de trabalhadores em funções
variadas da construção civil.
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BEM PARANÁ, 01 de
julho de 2008 | Paraná
Paralisação
Carteiros deflagram nova greve em todo
o País
Categoria denuncia “golpe” da
ECT ao não cumprir acordo sobre adicional de periculosidade
Da Redação
Pela segunda vez neste ano, os carteiros do Paraná deflagram greve por
tempo indeterminado. Ontem à noite, em assembléia que reuniu
centenasde profissionais no salão paroquial da Igreja Bom Jesus, na
Praça Rui Barbosa, eles decidiram por parar imediatamente o trabalho.
Desta vez, eles acusam a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
(ECT) de não cumprir o acordo firmado durante a greve realizada em abril.
O acordo era sobre o pagamento de 30% por periculosidade.
“A empresa não cumpriu
vários pontos do acordo da nossa última greve, realizada
em abril, entre eles a incorporação do adicional de risco,
a negociação do plano de carreira e a revisão da
distribuição da participação nos lucros.
Nada disso foi cumprido”, disse a presidência do Sindicato
dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) por meio
de nota à imprensa. “Mais uma vez, a cúpula dos Correios
tenta dar um golpe contra os trabalhadores, mas nós vamos resistir”,
afirma o secretário-geral do Sintcom-PR, Nilson Rodrigues dos
Santos.
Segundo a categoria, a presidência
dos Correios desfigurou o adicional de risco, garantido através
de um acordo que teve a chancela do presidente Lula. Conforme documento
oficial da empresa, a concessão do adicional estaria vinculada
a uma série de “critérios” de desempenho, produtividade
e faltas, ainda que justificadas por atestado médico, dizem os
sindicalistas.
Um trabalhador com cinco ausências
justificadas por atestado médico ou apenas uma falta injustificada
no mês não receberia nenhum centavo do adicional. “A
empresa tenta dividir a categoria, espalha mentiras e ainda quer atrelar
o adicional ao seu manual interno, que pode ser alterado por ela a qualquer
momento, de forma unilateral”, explica Sebastião Cruz, diretor
do Sintcom-PR.
Logo após a votação
na assembléia, os trabalhadores realizaram uma caminhada até a
frente da sede regional dos Correios, e prometem novas manifestações
para hoje. Assembléis foram realizadas em todo o País,
mas até o fechamento desta edição ainda não
havia a confirmação sobre quantos estados aderiram à greve.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
01 de julho de 2008 | Brasil
TRABALHO FORÇADO
Fiscais libertam 250 em usina de cana-de-açúcar
em Goiás
DA AGÊNCIA FOLHA
Fiscais do Ministério
do Trabalho resgataram 250 trabalhadores em condições consideradas
degradantes em uma usina de cana no interior de Goiás.
Segundo o ministério, um aliciador de mão-de-obra descontava
do salário dos trabalhadores da unidade o dinheiro destinado à alimentação.
Eles trabalhavam no corte de cana.
As inspeções na usina, localizada na cidade de Porteirão
(297 km de Goiânia), começaram há três semanas.
Na sexta-feira, os fiscais concluíram os trabalhos e incluíram
250 empregados da unidade em um grupo que teve o contrato rescindido porque
esteve submetido a condições degradantes.
O ministério diz que os trabalhadores também viviam em alojamentos
precários. Cada resgatado deve receber hoje uma indenização
dos donos da usina.
A Folha procurou no final da tarde de ontem, por telefone, a administração
da usina Fortaleza Açúcar e Álcool, onde foram feitas
as fiscalizações, mas ninguém foi encontrado para comentar
o caso. (FELIPE BÄCHTOLD)
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FOLHA DE SÃO PAULO,
01 de julho de 2008 | Cotidiano
Pai adotivo consegue na Justiça "licença-maternidade"
TRT de Campinas concedeu três meses
de licença remunerada a servidor | Gilberto Semensato, 42,
adotou sua filha aos quatro meses de idade; decisão abre precedente
para outros casos de pais solteiros
Gustavo Magnusson/Agência
Anhangüera

O assistente social Gilberto Semensato, que obteve licença de três
meses, estava na lista de espera para adoção havia dois anos
MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS
O Tribunal Regional do
Trabalho da 15ª Região, em Campinas, decidiu ontem conceder
uma licença de três meses a um pai solteiro que adotou
uma criança. Ele obteve o mesmo direito que uma mãe adotiva
no serviço público conseguiria.
A decisão abre precedente para casos semelhantes de pais solteiros que
adotem filhos.
Por 15 votos a 4, os juízes do TRT foram favoráveis ao direito
do assistente social do próprio tribunal Gilberto Antonio Semensato,
42, de obter a licença para cuidar da filha, adotada por ele aos quatro
meses. O Ministério Público também foi a favor do benefício.
O artigo 210 da lei 8.112/90, que trata do regime jurídico dos servidores
públicos civis da União, diz que "à servidora que
adotar ou obtiver a guarda judicial de criança de até um ano
serão concedidos 90 dias de licença remunerada".
A menina, que tem oito meses hoje, foi abandonada ainda na maternidade pelos
pais e passou pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com problemas respiratórios.
Ficou quatro meses em um abrigo de Campinas até ser adotada.
A licença será retroativa, porque o servidor tirou duas férias
que estavam atrasadas e licenças de saúde para poder cuidar da
menina nesse período.
" Estou muito feliz, porque esse é um precedente para que qualquer
homem solteiro que queira fazer uma adoção possa ter os mesmos
direitos de uma mãe solteira que também adotou", disse Semensato,
servidor federal há 15 anos.
Em 2002, o governo federal sancionou a lei que concedeu às mães
adotivas o direito à licença-maternidade e ao salário-maternidade.
No caso de Semensato, direitos como salário-maternidade e auxílio-creche
já haviam sido concedidos.
O servidor adotou o bebê em março deste ano. Em abril, teve o
direito à licença negado pela presidência do TRT, em um
processo administrativo. Semensato recorreu -e ontem houve o julgamento do
recurso.
Ele usou em sua defesa o artigo 5º da Constituição Federal,
que diz que "todos são iguais perante a lei, sem distinção
de qualquer natureza".
O servidor, que mora com a mãe, de 84 anos, contou que estava na lista
de espera para adoção havia dois anos.
Afirmou que já incluiu a menina como dependente no plano de saúde."Essa é uma
luta contra a discriminação e quero fazer desta vitória
um exemplo para que minha filha saiba lutar pelos seus direitos", disse
Semensato.
O TRT da 15ª Região informou não haver relato de decisões
semelhantes a essa no país. O TRT tem direito de recorrer da decisão
ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho, mas o órgão
informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deve fazê-lo.
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