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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
julho de 2008 | Economia
Dieese cobra bom senso no reajuste
de preços
Para especialista, é fundamental que
vários setores da sociedade não percam a noção
real dos preços dos itens comercializados
São Paulo - A coordenadora de Pesquisa de Preços do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
Cornélia Nogueira Porto, cobrou ontem o bom senso dos vários
setores da sociedade no reajuste de preços que estão sendo influenciados
pela alta da inflação no Brasil e no mundo. Em entrevista à Agência
Estado, ela reconheceu que a alta dos alimentos vem sendo um obstáculo
importante para o controle da inflação no globo, mas alertou,
sem citar nomes específicos, que há exemplos no País de
segmentos que vêm aproveitando o momento para obter mais ganhos, em detrimento
das camadas mais pobres da população, que, tradicionalmente,
são as que mais sofrem com o aumento do custo de vida.
O recado de Cornélia é direcionado
não somente a produtores e comerciantes, mas também a setores
de serviços e a pessoas que possuem imóveis e vivem de
aluguéis. O alerta foi dado até para a imprensa, que tem
papel decisivo como formadora de opinião. Segundo ela, é perigoso,
num País que já tem um histórico marcante de inflação,
como o Brasil, alimentar as expectativas de inflação, por
meio de ajustes exagerados, que, muitas vezes, não têm ligação
com o item reajustado, ou pelo modo como alguns setores da mídia
vêm tratando o tema recentemente. ''Se a população
ficar com a expectativa de que o preço de tudo vai subir, de fato,
tudo pode aumentar. É a mesma coisa que falarmos que determinado
banco vai quebrar. Se todos falarem que tal banco vai quebrar, todos
vão tirar o dinheiro do banco e ele realmente quebra'', disse.
De acordo com a especialista, é fundamental
a sociedade não perder a noção real dos preços
dos itens comercializados. ''A perda da noção destes valores é péssima,
pois as pessoas não conseguem se organizar para comprar determinados
bens'', afirmou, lembrando do período de extrema dificuldade causado
pela hiperinflação que atingiu o País na década
de 80 do século passado. ''Naquela ocasião, era um loucura,
pois os preços aumentavam praticamente todos os dias e as pessoas
não tinham condições de avaliar se realmente conseguiriam
pagar pelo produto.''
A coordenadora deixou claro que
não concorda com determinados setores que definem preços
com base em indicadores de inflação, como o Índice
Geral de Preços ao Mercado (IGP-M). Segundo ela, nem sempre o
indicador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) reflete
a real tendência da inflação para segmentos específicos,
já que 60% do índice é formado pelos preços
do atacado.
''Tem uma série de preços
indexados ao IGP-M que não tem nada a ver com ele. O que tem a
ver preços do atacado com os serviços de eletricidade?
O que o preço do milho e da soja tem a ver com isso?'', questionou
Cornélia, lembrando que o recente reajuste de 8,63% que a Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou para a Eletropaulo
será mais um ingrediente que pressionará a inflação
nos próximos meses. ''O que os reajustes do aluguel tem a ver
com o aumento do feijão, ainda mais com o Brasil sendo grande
produtor?'', indagou.
Flavio Leonel
Agência Estado
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Agência Diap, 4 de
julho de 2008
ENSINO
Metade de vagas no ensino superior
e na educação profissional serão para alunos
de escolas públicas
Os estudantes que tenham cursado
integralmente o ensino fundamental em escolas públicas terão
direito a pelo menos metade das vagas a serem oferecidas por instituições
federais de ensino superior e de educação profissional
e tecnológica.
A medida consta do Projeto de
Lei do Senado (PLS) 546/07, de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT/SC),
aprovado nesta terça-feira (1º) em decisão terminativa
pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Salvo pedido para votação no plenário, a matéria
será enviada para a Câmara dos Deputados.
De acordo com o projeto, essas
vagas deverão ser preenchidas, em cada curso e em cada turno,
por estudantes que se declarem negros e índios, pelo menos em
igual proporção à participação de
negros e índios na população da unidade da federação
onde for instalada a instituição de ensino.
Por emenda apresentada pelo relator,
senador Paulo Paim (PT/RS), pessoas com deficiência terão
acesso às vagas reservadas independentemente do fato de terem
cursado a educação básica em escolas públicas.
O texto que foi submetido à votação
da CE previa inicialmente a reserva de vagas apenas para as instituições
federais de educação profissional e tecnológica.
A inclusão de instituições de ensino superior foi
sugerida, durante o debate, pelo senador Marconi Perillo (PSDB/GO) e
prontamente aceita pela autora e pelo relator do projeto.
Educação
profissional
A Comissão aprovou também, em decisão terminativa, o PLS
44/08, de autoria do senador Gerson Camata (PMDB/ES), que define 2009 como
o Ano da Educação Profissional e Tecnológica e o dia 23
de setembro como o Dia Nacional dos Profissionais de Nível Técnico.
O relator foi Paulo Paim.
Entre outros projetos aprovados
em decisão terminativa, está o PLS 733/07, do senador Paulo
Duque (PMDB-RJ), que institui a comemoração anual, em 26
de julho, do Dia Nacional do Arqueólogo, cujo relator foi o senador
Antônio Carlos Valadares (PSB/SE).
Igualmente em decisão
terminativa, foi aprovado o PLS 455/07, de Marconi Perillo, que autoriza
o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal de Iporá (GO).
O relator ad hoc foi o senador Augusto Botelho (PT/RR).
Outro projeto de Perillo aprovado
em decisão terminativa (PLS 484/07) autoriza a criação
da Universidade Federal do Norte de Goiás, em Porangatu (GO).
O relator ad hoc foi o senador Papaléo Paes (PSDB/AP).
Escolas
técnicas
Ainda relativos à autorização de criação
de estabelecimentos pelo governo federal, foram aprovados quatro outros projetos.
O primeiro (PLS 25/08), do senador Raimundo Colombo (DEM/SC), permite a criação
da Escola Técnica Federal de Construção Naval em Itajaí (SC).
O relator foi o senador Marco Maciel (DEM/PE). O segundo (PLS 92/08), de Paulo
Paim, autoriza a criação do Centro de Especialização
em Tecnologia da Carne em São Gabriel (RS). O senador Pedro Simon (PMDB/RS)
foi o relator.
O terceiro projeto (PLS 459/07),
de autoria do senador Gim Argello (PTB/DF), autoriza a criação
do Centro Federal de Educação Tecnológica do Distrito
Federal. O relator ad hoc foi Papaléo Paes. O quarto projeto (PLS
405/07), do senador Valdir Raupp (PMDB/RO), permite a criação
da Escola Técnica Federal de Buritis (RO). O projeto teve como
relator o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO).
Igualmente em decisão
terminativa, foram aprovados pela Comissão de Educação
dois projetos da senadora Serys Slhessarenko (PT/MT). O primeiro deles
(294/07) inscreve o nome de Ana Néri - considerada a "patrona
da enfermagem do Brasil", como recordou a relatora, Fátima
Cleide (PT/RO) - no Livro dos Heróis da Pátria. O segundo
projeto (PLS 296/07), que teve Marconi Perillo como relator ad hoc,
altera o nome do próprio livro, que passa a ser chamado - segundo
a proposta - de Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria.
(Com Agência Senado)
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Agência Diap, 4 de
julho de 2008
AMPARO AO TRABALHADOR
Ministério do Trabalho descarta
uso do FAT para ensino superior
O presidente do Conselho Deliberativo
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e representante do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), Luiz Fernando de Souza Emediato, afirmou
nesta quinta-feira (2) que os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) já possuem destinos específicos, o que inviabiliza
a utilização de parte deles para o financiamento de anuidades
do ensino superior.
Ao participar de audiência
na Comissão de Educação para discutir o tema, Emediato
afirmou que o Governo já dispõe de mecanismos para financiar
o ingresso de jovens ao ensino superior privado, além de avançar
na expansão de vagas nas universidades públicas.
Aumento
de recursos
De acordo com o representante do TEM, a melhor saída para ampliar o
acesso ao ensino superior no País é a expansão dos recursos
do Fies (Programa de Financiamento do Ensino Superior Para Alunos de Baixa
Renda) e do ProUni (Programa Universidade para Todos), que concede benefícios
fiscais para as instituições privadas que concederem bolsas de
estudo para alunos pré-selecionados pelo Enem (Exame Nacional do Ensino
Médio).
Para o membro do Conselho da
Presidência da Associação Brasileira de Mantenedoras
de Ensino Superior (ABMES), Wilson de Matos Silva, o uso dos recursos
do FAT seria bem vindo uma vez que somente 15% dos jovens brasileiros
conseguem ingressar no ensino superior. Ele reclamou da nota mínima
para que os alunos tenham acesso às bolsas do ProUni.
Expansão
da oferta
O deputado Pedro Wilson (PT/GO), autor do requerimento para a audiência,
afirmou que não há necessidade de recursos do FAT para ampliar
o acesso ao ensino superior no Brasil.
Segundo o parlamentar,
o Governo Lula tem investido significativamente na expansão
das universidades públicas e também nos programas Fies
e ProUni. "O que podemos fazer é continuar ampliando o
programa de concessão de bolsas e de financiamento estudantil
para atender toda a demanda. O nosso foco é a expansão
das universidades públicas e dos centros tecnológicos",
afirmou. (Com Informes do PT)
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de julho de 2008 | Política
Ministério Público do
Paraná contra políticos fichas sujas
Roger Pereira
O Ministério Público do Paraná vai orientar os 206 promotores
eleitorais do estado a pedir impugnação das candidaturas de políticos
condenados ou respondendo processo na Justiça por crimes hediondos,
contra a administração ou contra o patrimônio público.
Em nota divulgada ontem, assinada
pelo procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior
Neto, o MP diz que pretende propor a impugnação de registro
de candidato, seja nas hipóteses de condenações
em primeiro ou segundo grau de jurisdição, mesmo que não
transitadas em julgado, seja em face de ações penais e
de improbidade em trâmite e sem sentença em primeiro grau,
em situações excepcionais que, pela reiterada atividade
ilícita, concretamente coloquem em risco a ordem jurídica
eleitoral e o próprio Estado Democrático de Direito.
O promotor de justiça
do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Eleitorais, Armando Antonio
Sobreiro Neto, explica que o texto é uma orientação
e que cada promotor deverá analisar caso a caso a vida pregressa
dos aspirantes a candidatos.
“Ninguém vai ter
o registro negado por crime de trânsito ou lesão corporal,
por exemplo. Mas os promotores pedirão impugnação
dos candidatos que apresentarem um histórico que represente risco
elegê-lo como legislador ou gestor do dinheiro público”,
explicou, lembrando que mesmo sem condenação, caso as provas
dos processos levem o promotor ao entendimento de que o político
não está moralmente apto a assumir um cargo, a negativa
do registro pode ser solicitada.
O promotor Armando Sobreiro Neto
lembra que, mesmo não existindo uma lei específica para
a proibição de candidatos com “ficha suja”,
a impugnação das candidaturas tem respaldo constitucional.
“A Constituição
determina que a moralidade é a essência do serviço
público. Se é assim para qualquer cargo público
e, até, na iniciativa privada, tem de ser também para os
cargos eletivos”, defendeu.
A Associação do
Magistrados Brasileiro (AMB) pretende divulgar o nome de todos os candidatos
com ficha suja. Mas só após ter uma lista confiável.
Quem já tem suas fichas divulgadas são os que já possuem
mandato. O portal Excelências da Organização Não
Governamental Transparência Brasil, divulga a situação
de todos os parlamentares do país.
De acordo com a Ong, 207 deputados
federais, 20 deputados estaduais do Paraná e três vereadores
de Curitiba têm pendências na Justiça. Entre os deputados
federais, dois deles são paranaenses que disputarão as
eleições para a Prefeitura de Londrina: André Vargas
(PT) e Barbosa Neto (PDT).
Entre os 12 deputados estaduais
que disputarão as eleições deste ano, cinco têm
pendências judiciais: Antônio Belinatti (PP), em Londrina;
Edgar Bueno (PDT), em Cascavel; Fábio Camargo (PTB), em Curitiba;
Jocelito Canto (PTB), em Ponta Grossa; e Dr. Batista (PMN) Maringá.
Esse último não
deve correr riscos, já que sua pendência é com
a prestação de contas de sua campanha de 2000. Três
vereadores de Curitiba que tentarão reeleição
também estão na lista da Transparência Brasil:
Custódio da Silva (PR), Elias Vidal (PP) e Paulo Frote (PSDB).
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Folha
de S.Paulo, 4 de julho de 2008
Supremo pode extinguir 57 cidades de 10
Estados
Municípios criados após 1996 podem
ser extintos
CÍNTIA ACAYABA
DA AGÊNCIA FOLHA
Municípios instalados
depois de 1996 em dez Estados brasileiros podem ser extintos a partir
de novembro.
Cinqüenta e sete municípios foram considerados inconstitucionais
pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por terem sido instalados após a
publicação da emenda constitucional 15, de setembro de 1996,
que retirou dos Estados a autonomia de criar cidades. Essas 57 cidades podem
voltar a ser distritos de seus municípios de origem caso o Congresso
não aprove uma lei que regule as condições para a criação
de municípios.
Em maio de 2007, o STF deu ao Congresso prazo de 18 meses para sancionar lei
que regulamente a criação, incorporação, fusão
e desmembramento de novos municípios.
A Câmara criou, no dia 5 de junho, uma comissão especial para
discutir uma PEC (proposta de emenda constitucional) que foi aprovada em 2006
pelo Senado e que regulariza os municípios criados até 31 de
dezembro de 2000 -o que inclui a maioria das 57 cidades que podem ser extintas.
Extinção
A Constituição de 1988 repassou aos Estados o poder de disciplinar
a criação de municípios. De 1988 a 1996, 1.388 municípios
foram instalados. O exagero na criação de municípios fez
com que o Congresso aprovasse a emenda 15.
No Rio Grande do Sul, 30 municípios foram criados em 1996, mas instalados
(efetivamente separados do município original) em 2000. Um deles, Pinto
Bandeira, foi contestado pelo PP, que pediu sua inconstitucionalidade -o STF
acatou e o município, em 2001, retornou à condição
de distrito de Bento Gonçalves (128 km de Porto Alegre).
Depois da extinção do município gaúcho, a Assembléia
Legislativa de Mato Grosso, Estado com 15 municípios "fictícios",
no entendimento do STF, entrou com ação que questionou a morosidade
do Congresso na aprovação de lei.
Para Paulo Ziulkoski, presidente da CNM (Confederação Nacional
dos Municípios), o Congresso "foi omisso durante 12 anos e pode
ser atropelado pelo STF". "O Supremo deve seguir a linha de entendimento
dele, que já extinguiu um município, e provavelmente vai encaminhar
para extinção de quase todos os outros, o que seria um retrocesso",
disse.
Um dos 57 municípios é Luís Eduardo Magalhães (954
km de Salvador), que tem cerca de 44 mil habitantes e leva o nome do deputado
morto em 1998.
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Folha de S.Paulo, 4 de julho
de 2008
Foco
Ninguém quer que a Nasa
seja internacionalizada, diz Lula sobre a Amazônia
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em discurso ontem durante o lançamento de programa de financiamento à agricultura
familiar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a postura
de países que defendem a internacionalização da Amazônia.
Ele disse que esse é um assunto do Brasil e que os Estados Unidos não
gostariam que outras nações sugerissem que a Nasa (agência
espacial americana) deixasse de pertencer àquele país.
" [Dizem que] a gente está desmatando a Amazônia. É outro
discurso que a gente não pode aceitar, porque se tiver um problema nosso, é nosso,
nós vamos brigar. Mas [sugerem que] vamos internacionalizar o aqüífero
Guarani porque não sabemos tomar conta, mas ninguém quer internacionalizar
a Nasa. Quando descobrem um medicamento importante para uma doença, porque
não transformam em patrimônio da humanidade e todo mundo tem acesso?",
afirmou.
Lula disse que 69% da floresta original está preservada e que todas
as políticas de seu governo são voltadas à preservação. "Como
eu vou negar para alguém da Amazônia levar o desenvolvimento para
lá? Obviamente que temos que ter cuidado de levar o desenvolvimento,
de preferência de indústria limpa, de fazer corretamente o manejo
da floresta. Tudo isso já está previsto nas políticas
que aprovamos", afirmou o presidente.
Eventos
O Planalto organizou três eventos para que Lula anunciasse créditos
para o agronegócio e a agricultura familiar, sendo que os números
já eram conhecidos há mais de uma semana.
Ontem, a programação do Plano Safra Mais Alimentos, voltado aos
pequenos produtores, tomou mais de cinco horas da agenda do presidente. Lula
fugiu do tradicional esquema de palanques e discursos e mobilizou, pela manhã,
a estrutura da Presidência até Brazlândia, cidade-satélite
de Brasília, para assinar num cenário rural o primeiro contrato
da recém-criada linha de crédito voltada à agricultura
familiar.
O petista desceu de helicóptero nos arredores da propriedade do agricultor
Fernando Kubota, nissei que mora no Brasil desde 1994. Depois de muitas fotos
e nenhum discurso, voltou ao helicóptero, para ser levado ao Museu da
República, em Brasília. Lá foi lançado o Plano
Safra Mais Alimentos, que destinará R$ 13 bilhões ao setor.
Na quarta-feira, Lula foi à Curitiba (PR) lançar o Plano Agrícola
e Pecuário 2008/ 2009, quando foram anunciados R$ 65 bilhões
em créditos para o agronegócio.
(SIMONE IGLESIAS E LETÍCIA SANDER)
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Gazeta do Povo, 4 de julho de 2008
TST
Alteração em súmula
sobre insalubridade
A súmula n.° 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que trata
da base de cálculo do adicional de insalubridade, tem sua redação
modificada oficialmente a partir de hoje, com a publicação do
novo texto no Diário de Justiça. A alteração foi
motivada pela edição da súmula vinculante n° 4, pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) – que veda a utilização
do salário mínimo como indexador de base de cálculo de
vantagem de servidor público ou de empregado, tornando inconstitucional
o artigo nº 192 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Com a modificação, a redação da súmula nº 228
do TST passa a ser a seguinte: “ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO.
A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula
Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de insalubridade
será calculado sobre o salário básico, salvo critério
mais vantajoso fixado em instrumento coletivo”. A mesma resolução
que alterou a súmula n° 228, deu nova redação à Orientação
Jurisprudencial n° 47, da Seção de Dissídios Individuais
(SDI) 1: “HORA EXTRA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO.
A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário
contratual mais o adicional de insalubridade”.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
03/07/2008
Greve dos Correios: ECT ajuíza dissídio
coletivo no TST
A Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos ajuizou hoje (03) à tarde dissídio
coletivo de natureza jurídica no Tribunal Superior do Trabalho
pedindo a declaração da abusividade da greve deflagrada
pela categoria no dia 1º de julho. A empresa pediu também,
liminarmente, que o TST determine que a categoria mantenha percentual
mínimo de 70% dos trabalhadores em cada uma das unidades operacionais.
O ministro Rider Nogueira de
Brito, presidente do TST, designou audiência de conciliação
e instrução para a próxima segunda-feira, dia 7, às
9h. Nos processos de dissídio coletivo, a primeira etapa, necessária, é a
tentativa de conciliação, quando as partes sentam-se à mesa
de negociação junto com um ministro instrutor e tentam
chegar a um acordo. Caso não se obtenha uma solução
consensual, ou as partes rejeitem eventual proposta formulada pelo Tribunal,
o processo será encaminhado a um relator sorteado, a quem caberá examiná-lo
e levá-lo a julgamento pela Seção Especializada
em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.
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