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JORNAL REGIÃO NOROESTE/ SÃO PAULO,
08 de julho de 2008
Geral
Inflação atinge até os
andaímes da Construção Civil
Os custos da construção
tiveram alta de 0,84% em março, segundo o Índice Nacional
da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em convênio
com a Caixa Econômica Federal. A taxa é quase o dobro da
registrada em fevereiro, quando ficou em 0,43%.São os efeitos
da temida inflação.
Em junho, segundo dados da SindusCon-SP
(Sindicato da Construção), os preços da construção
civil paulista tiveram alta de 2,14% na comparação mensal.
O custo foi de R$ 789,21 por metro quadrado, sendo R$ 402,61 (51,01%)
referentes à mão-de-obra e R$ 365,26 (46,28%) aos materiais.
As despesas administrativas responderam por apenas R$ 21,34 (2,70%).
Os números do o reajuste
salarial de trabalhadores do estado da Bahia e do Rio de Janeiro – estados
onde os reajustes ligados a mão de obra acontecem – ajudaram
a aumentar os dígitos das despesas. Com o aumento, os salários
base para a mão de obra, deverão refletir nos serviços
de pedreiros, eletricistas, pintores, além de outras profissões
ligadas ao setor.
Profissionais ligados ao ramo
na região, rezam de que a Construção Civil precisa
investir mais em qualificação de mão-de-obra para
obter ganhos em produtividade e assim evitar que os aumentos salariais
no segmento pressionem o preço final das obras.
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GAZETA MERCANTIL, 08 de julho de 2008
O ônus da pirataria na construção
civil
A pirataria tem causado grandes danos à economia global. Pesquisas feitas
com consumidores de artigos piratas como roupas e bolsas revelam que a disseminação
em grande escala de produtos a preços tão baixos "justifica" o
risco de comprar apenas para usar uma vez.
O Brasil tem sido um dos líderes mundiais nesse tipo de consumo, não
só em artigos da moda, como em vários segmentos industriais,
destacando-se combustíveis, remédios e materiais de construção,
entre outros.
Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes
de Material para Construção, cerca de 50% dos produtos comercializados
no Brasil não possuem certificação técnica, o que
os classifica no rol da pirataria. É um índice muito elevado
para materiais e produtos cujo desempenho deve se dar ao longo de décadas,
afinal já dispomos de financiamento de imóveis em até 360
meses (30 anos!).
O mercado brasileiro dispõe de uma grande oferta de materiais elétricos,
hidrossanitários, cerâmicas, portas, ferragens e esquadrias, entre
outros - aqui produzidos ou trazidos da China - que não atendem aos
requisitos mínimos de desempenho das normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Estes materiais dominam o segmento
da autoconstrução na periferia das grandes cidades e chegam até as
grandes obras de alto padrão em construtoras que investem até 5%
em marketing de vendas com apelos de morar bem e qualidade ISO 9001.
Um fato que chama a atenção na construção civil é que
os produtos piratas chegam a custar quase o mesmo valor dos certificados, com
diferenças muitas vezes abaixo de 15%. O que representa pouco pelo tempo
de vida útil se comparado aos produtos certificados. Para terem o desempenho
esperado ao longo dos anos, os materiais e sistemas construtivos precisam ter
seus custos avaliados pelo critério de custo final, que considera manutenção
e reposição por um período de cinco a dez anos.
A principal barreira para que a avaliação do custo final aconteça é cultural.
O brasileiro não é conhecido por avaliar os custos ao longo dos
anos com manutenção, reposição e depreciação.
Com isso, ele acaba sendo atraído por ofertas com menor preço
de aquisição inicial, quer seja a construtora na hora da compra
dos materiais, quer seja o consumidor final na aquisição do imóvel.
Na construção civil brasileira esse grave equívoco fica
claro diante de uma das frases mais freqüentes entre compradores: "Este
produto mais em conta também me atende".
No caso das portas internas de madeira, o mercado já está começando
a enxergar os benefícios de um produto certificado e a assimilar as
vantagens do seu custo final. A indústria tem apresentado nos últimos
dez anos soluções como o sistema construtivo porta pronta, que
contribui para a melhor performance de um dos itens com maior índice
de reclamação e assistência técnica em todo o Brasil:
a porta. Para reduzir esse índice, a Associação Brasileira
da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) vem promovendo
uma revolução não só nas normas técnicas,
como também no modelo de especificação das portas nas
obras de todo o Brasil.
A construção civil brasileira passa por um momento de crescimento
sem precedentes na história recente do País. Capitalizadas na
bolsa, muitas construtoras estão com folga no caixa. No entanto, este
momento merece muita cautela por parte dos construtores, engenheiros e arquitetos.
Os eventuais registros de falta de insumos para as obras não podem virar
motivo para se correr o risco de ceder e confiar em produtos piratas que não
atendem às normas técnicas.
A indústria nacional que produz com qualidade tem na sua maioria uma
capacidade ociosa ou de crescimento rápido que só depende do
apoio de mercado exigindo material em conformidade. Esta é a garantia
que o mercado deve oferecer aos empresários e investidores.
Construtoras sólidas técnica e financeiramente não podem
continuar se expondo ao risco de usar materiais sem conformidade e de baixo
desempenho que podem auxiliar em favor de futuras demandas judiciais de clientes.
Os avanços de crescimento do segmento imobiliário no Brasil devem
contribuir para acelerar este reposicionamento dos especificadores e compradores
da construção civil, afinal não vale a pena ficar acumulando "passivo
técnico" em cada obra realizada. Este é o grande ônus
do uso de materiais e sistemas piratas na construção civil.
kicker: Cerca de 50% dos produtos comercializados não apresentam certificação
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág.
3) ROBERTO PIMENTEL LOPES* - Diretor-presidente da Multidoor)
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G1, 08 de julho de 2008 |
Economia
Construção civil sobe
5,28% no semestre, mostra IBGE
Alta de junho, no entanto, foi menor que
a registrada no mês anterior. | Custo por metro quadrado passou
para R$ 637,69 em junho.
Do G1, em São Paulo
A inflação da construção civil recuou para 1,24%
em junho, ante 1,87% em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira
(8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No
ano, a inflação do setor acumula alta de 5,28%, acima da variação
observada no mesmo período do ano passado, quando ficou em 3,16%.
A taxa de junho também é bastante
superior à do mesmo mês do ano anterior, quando ficou em
0,53%. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 8,26%.
Ao contrário do observado
em maio, quando os reajustes salariais em vários estados pressionaram
fortemente os índices, em junho ocorreu uma aceleração
mais acentuada dos materiais. O custo nacional por metro quadrado passou
de R$ 629,91 em maio para R$ 637,69 em junho, sendo R$ 363,94 relativos
aos materiais e R$ 273,75 à mão-de-obra.
A parcela do índice relativa
aos materiais apresentou forte aceleração, passando, em
junho, para 1,44%, alta bem superior àquelas registradas nos cinco
primeiros meses do ano (0,67% em janeiro e fevereiro e 0,60% em março,
abril e maio).
Já o componente mão-de-obra,
que em maio havia registrado um forte avanço, de 3,54 pontos percentuais
em relação a abril, em junho variou 0,96% ainda pressionado,
em menor escala, pelos reajustes salariais praticados no Paraná e
Rio Grande do Sul.
Regional
Influenciada pelos resultados do Paraná e Rio Grande do Sul, a região
Sul apresentou a maior variação (3,62%) em junho. O Norte e o
Centro-Oeste ficaram com resultados praticamente iguais (1,05% e 1,04% respectivamente).
No Sudeste, o índice teve variação de 0,88% e no Nordeste,
de 0,60%.
A região Sul também
registrou as maiores variações no ano (6,43%) e em 12
meses (8,98%). Os menores acumulados, nesses períodos, ficaram
com a região Norte (3,84% no ano) e Nordeste (7,34% em 12 meses),
respectivamente. Os custos regionais foram os seguintes: R$ 679,07
no Sudeste; R$ 634,22 no Sul; R$ 618,37 no Norte; R$ 607,39 no Centro-Oeste;
e R$ 593,99 no Nordeste.
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AGÊNCIA BRASIL, 08
de julho de 2008
Emprego na indústria cresce
2,1% em maio na comparação com o mesmo mês de
2007
Os empregos na indústria ficaram praticamente inalterados (-0,1%) em
maio na comparação com o mês anterior. Já em relação
a maio de 2007, houve expansão de 2,1%. O resultado completa uma seqüência
de 23 taxas positivas neste tipo de comparação. De acordo com
os dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), o ritmo de crescimento verificado em maio na comparação
anual, no entanto, é “menos intenso que o observado nos últimos
meses”.
Ainda de acordo com o levantamento,
de janeiro a maio deste ano, o emprego industrial acumula alta de 2,8%
em relação ao mesmo período do ano passado, e de
2,7% nos últimos 12 meses.
Os salários dos trabalhadores
do setor subiram 0,8% em relação a abril. Na comparação
com maio de 2007, houve aumento de 7,0%. No ano, a folha de pagamento
acumula alta de 6,4%. Já o número de horas pagas aos trabalhadores
da indústria recuou 0,7% em maio na comparação com
abril. Em relação a maio de 2007, houve crescimento de
1,6%. O índice acumula no ano alta de 2,6%.
O levantamento do IBGE aponta
ainda que as contratações superaram as demissões
em nove dos 14 locais investigados e em 12 dos 18 segmentos pesquisados,
na comparação com maio de 2007. Os principais avanços
foram verificados em São Paulo (3,9%), Minas Gerais (3,5%) e Região
Norte e Centro-Oeste (2,3%).
Setorialmente, houve expansão
nas indústrias de máquinas e equipamentos (10,7%), meios
de transporte (9,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos
e de comunicações (12,3%), produtos de metal (8,6%) e
alimentos e bebidas (2,9%). Por outro lado, os empregos recuaram nas
indústrias de calçados e artigos de couro (-11,9%), de
vestuário (-5,9%) e têxtil (-7,2%).
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CONGRESSO EM FOCO, 08 de
julho de 2008
Dia decisivo para a pauta do Congresso
Rodolfo
Torres
Os líderes partidários
da Câmara terão uma reunião nesta terça-feira
(8) com o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a partir das
10h. O encontro tentará buscar um acordo para a votação
de matérias antes do recesso parlamentar.
Os governistas têm entre
suas prioridades a votação da reforma tributária
(PECs 233/08, 31/07 e 45/07) e a mudança no rito de tramitação
das medidas provisórias (PEC 511/06). No entanto, antes de votar
essas matérias, os parlamentares precisam votar duas medidas provisórias
que trancam a pauta de votações da Casa.
A primeira delas é a 429/08,
que autoriza a União a participar com R$ 400 milhões do
Fundo de Garantia para a Construção Naval (FGCN). Segundo
o governo, este fundo será criado para proteger o crédito
concedido pelos bancos a estaleiros com recursos do Fundo da Marinha
Mercante (FMM).
Já a segunda MP, a 431/08,
reajusta o salário de cerca de 800 mil servidores. O impacto financeiro
previsto para 2008, segundo o governo, é de R$ 7,56 bilhões
(R$ 4,2 bilhões com os militares e R$ 3,36 bilhões com
os civis).
Aprovada a MP, cada carreira
terá datas diferentes de implementação das novas
tabelas salariais, que será feita em etapas. O governo afirma
que o reajuste deve aumentar o impacto orçamentário para
R$ 11 bilhões em 2009, R$ 15,3 bilhões em 2010, R$ 18,9
bilhões em 2011 e R$ 19,6 bilhões em 2012.
Após a votação
das MPs, o plenário pode retomar a votação da proposta
que regulamenta a Emenda 29, que define como será feito o financiamento
público da saúde. Essa emenda trouxe consigo a criação
de um novo imposto, a Contribuição Social para a Saúde
(CSS).
Para concluir essa votação,
os deputados ainda precisam votar o último destaque à proposta.
Esse destaque é considerado pela oposição como uma
espécie de “segundo turno” da votação
da CSS. Caso o destaque venha a ser aprovado, a CCS deixaria de ser cobrada
uma vez que a base de cálculo do novo imposto acabaria.
Líderes oposicionistas
procurados pelo Congresso em Foco destacam que a votação
da CSS é um ponto crucial para o andamento da pauta. “O
governo não quer votar a CSS , mas não quer dizer que não
quer votar”, avalia o líder do PSS, Fernando Coruja (SC).
Já o líder do PSDB,
José Aníbal (SP), ressalta que a conclusáo da proposta
que regulamenta a Emenda 29 o “grande empecilho” para o andamento
das votações. Segundo o tucano, o seu partido ainda não
está fechado em relação a uma possível obstrução.
O Congresso em Foco procurou os líderes governistas, mas não
obteve resposta.
Senado
Por sua vez, os líderes
do Senado vão se reunir nesta tarde para definir como andará a
pauta de votações da Casa, trancada por quatro medidas
provisórias. A primeira a ser apreciada em plenário é a
422/08, apelidada pelos ambientalistas de MP da Grilagem (leia mais).
A MP aumenta o limite da área a ser concedida pela União
para uso rural, sem processo de licitação, na Amazônia
Legal.
Já a MP 424/08, segundo
item da pauta, abre crédito extraordinário de R$ 1,816
bilhão para a Presidência da República e sete ministérios.
O terceiro item será a
MP 425/08 que dá novos prazos para a implantação
da MP 413, conhecida como MP do álcool. A vigência das novas
medidas previstas na MP 413 começará, caso seja aprovada
a MP 425/08, no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação
de regulamento da Secretaria da Receita Federal do Brasil sobre a instalação
de equipamentos obrigatórios de controle de vazão no processo
produtivo do álcool. A MP 425/08 também fixa essa mesma
data para a revogação das regras atuais, existentes antes
da edição da MP 413/08.
Como mostrou com exclusividade
o Congresso em Foco (leia mais), o chamado “toma-lá-dá-cá” nunca
foi tão evidente no Congresso como na inserção de
emendas feitas por deputados e senadores à MP 413/2008. Conhecida
por aumentar a tributação dos bancos para compensar a perda
da CPMF, a MP foi alvo de um intenso lobby do setor de álcool.
Já a MP 426/08, quarto
item da pauta, autoriza o governo do Distrito Federal a criar a gratificação
de risco de morte, a ser paga a policiais e bombeiros militares do DF.
Os custos decorrentes dessa gratificação correrão
por conta do Fundo Constitucional do Distrito Federal e a medida beneficiará 28.188
servidores militares do DF, entre policiais e bombeiros militares, sendo
20.899 ativos e 7.289 inativos.
Lei de Inelegibilidade
O presidente do Senado, Garibaldi
Alves Filho (PMDB-RN), afirmou ontem que o plenário da Casa votará na
próxima quarta-feira (9) o substitutivo que altera a Lei de Inelegibilidade.
A proposta visa impedir que candidatos com a ficha suja na Justiça
disputem cargos eletivos.
Contudo, antes de ir a
plenário, o substitutivo precisa ser analisado pela Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado deve
apreciará o substitutivo hoje (8). Questionado se não
estaria sendo otimista em relação ao prazo, tendo em
vista que os senadores terão que votar quatro MPs para desobstruírem
a pauta, Garibaldi destacou que o substitutivo "tem todas as condições" de
ser votado no plenário."Não é tão
tranqüilo assim, mas o Parlamento nasceu para isso, para abrigar
a polêmica", explicou. (leia
mais)
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 08 de julho de 2008 | Dinheiro
Greve dos Correios entra no 8º dia
com adesão de mais um Estado
da Folha Online
A greve de funcionários
dos Correios entra no oitavo dia nesta terça-feira com a adesão
de mais um Estado, segundo a Fentect (Federação Nacional
dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares).
A entidade contabiliza 24 Estados (mais o Distrito Federal) paralisados,
com a adição dos trabalhadores do Mato Grosso à paralisação.
A assessoria de imprensa da ECT
(Empresa de Correios e Telégrafos) informa adesão à greve
em 20 Estados, além do Distrito Federal, mas admite oscilação
no número, em baixa escala. O balanço das assembléias
e o ponto dos trabalhadores, segundo a assessoria de imprensa dos Correios,
indicam atividade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito
Santo (com menos de 1% paralisados), Tocantins, Amapá e Roraima.
Segundo a empresa, 35% dos carteiros de todo o Brasil estão de
braços cruzados.
Segundo a assessoria dos Correios,
a empresa faz um levantamento hoje sobre as unidades de atendimento que
estão cumprindo a determinação do TST (Tribunal
Superior do Trabalho) de que pelo menos 50% dos funcionários dos
Correios retomem o trabalho, sob pena de multa diária de R$ 30
mil. As informações poderão ser repassadas ao TST
após avaliação dos números pela empresa.
José Gonçalves,
um dos representantes da Fentect (Federação Nacional dos
Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares)
no comando de greve, afirmou que a categoria deu início ontem
a um recurso em que pede a suspensão da liminar do TST.
Segundo Gonçalves, da
Fentect, a entidade busca a "interlocução com governo
e parlamentares". "Estamos pedindo que o presidente Lula intervenha
na negociação, já que foi intermediador do acordo
[do final do ano passado]. A partir de amanhã vamos acampar em
Brasília", disse o sindicalista.
O último levantamento
dos Correios, realizado no final da tarde de ontem, aponta que mais de
50 milhões de objetos não chegaram ao destinatário
desde o início da greve.
Reivindicação
A categoria reivindica, segundo
a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas
de Correios e Telégrafos e Similares), o cumprimento integral
de um acordo assinado em novembro de 2007. Os principais pontos não
cumpridos seriam a incorporação de 30% de adicional de
periculosidade nos salários, negociação do plano
de carreira e participação nos lucros.
Por sua vez, os Correios afirmam
que o compromisso foi cumprido e mantêm o posicionamento de cortar
o ponto dos grevistas.
Por meio de nota divulgada na
segunda-feira, os Correios afirmam que "a ECT empenhou todos os
esforços no sentido de atender as reivindicações
de seus empregados". "Os Correios contam, agora, com o bom
senso de seus empregados para que retornem ao trabalho, mantendo os interesses
da sociedade acima dos interesses pessoais."
Conciliação
Na manhã de ontem (7),
a audiência de conciliação entre o sindicato e os
Correios foi suspensa sem uma definição sobre a greve.
O presidente do TST, ministro
Rider Nogueira de Brito, propôs intermediar pessoalmente a negociação
mediante a volta de todos os funcionários da empresa ao trabalho.
Duas reuniões semanais, de acordo com a proposta, seriam realizadas
até o fim de julho entre as partes. Porém, Correios e sindicalistas
não chegaram a um acordo, e a audiência no TST será retomada
no próximo dia 15.
A falta de acordo sobre
o fim definitivo da greve manteve a liminar do TST, que determina que
pelo menos 50% dos funcionários dos Correios retomem o trabalho.
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CONSULTOR JURÍDICO,
08 de julho de 2008
Sem tributação
Indenização trabalhista é isenta
de Imposto de Renda
Não incide Imposto de Renda sobre indenização trabalhista.
O entendimento é da 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.
Os ministros rejeitaram recurso da Fazenda que desejava cobrar o imposto sobre
a verba recebida por Ricardo Gioavani Andretta. Ele foi indenizado por quebra
de acordo coletivo durante a vigência da estabilidade temporária
no trabalho.
De acordo com o relator, ministro
Teori Albino Zavascki, embora represente acréscimo patrimonial,
o pagamento de indenização por rompimento de vínculo
funcional ou trabalhista é isento nas situações
previstas no artigo 6º, V, da Lei 7.713/88 e no artigo 14 da Lei
9.468/97, que institui o programa de demissão voluntária.
Citando precedentes da Turma,
o relator ressaltou que as fontes normativas do Direito do Trabalho não
são apenas as leis em sentido estrito, mas também as convenções
e os acordos coletivos, cuja força impositiva está prevista
na própria Constituição (artigo 7º, inciso
XXVI).
“Conseqüentemente,
pode-se afirmar que estão isentas de imposto de renda, por força
do artigo 6º, V, da Lei 7.713/88, as indenizações
por rescisão do contrato pagas pelos empregadores a seus empregados
quando previstas em dissídio coletivo ou convenção
trabalhista, inclusive, as decorrentes de programa de demissão
voluntária instituídos em cumprimento das referidas normas
coletivas”, destacou em seu voto.
Para o ministro, ao estabelecer
que "a indenização recebida pela adesão a programa
de incentivo à demissão voluntária não está sujeita à incidência
do imposto de renda", a súmula 215 do STJ se refere não
apenas a pagamentos efetuados por pessoas jurídicas de direito
público a servidores públicos civis, a título de
incentivo à adesão a programas de desligamento voluntário
do serviço público (isenção prevista no artigo
14 da Lei n. 9.468/97), mas também a indenizações
por adesão de empregados a programas de demissão voluntária
instituídos por norma de caráter coletivo (isenção
compreendida no artigo 6º, V, da Lei 7.713/88).
Teori Zavascki reconhece que
a indenização paga em decorrência do rompimento imotivado
do contrato de trabalho e em valor correspondente ao dos salários
do período de estabilidade acarreta acréscimo ao patrimônio
material e constitui fato gerador do Imposto de Renda. Contudo, como
tal pagamento não se dá por liberalidade do empregador,
mas por imposição da ordem jurídica, a indenização
está abrigada pela norma de isenção do inciso XX
do artigo 39 do Regulamento do Imposto de Renda/99. “Por isso,
o valor não está sujeito à tributação
do Imposto de Renda”, concluiu o relator.
REsp 860.774
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DEPACOM, 08
de junhol de 2008
Jornal do SITICOM
São
José do Rio Preto/ SP
Está circulando o jornal “SITICOM”,
informativo do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de São José do Rio Preto e Região (SITICOM), presidido
pelo companheiro NELSON IOCA.
O Informativo deste mês
traz diversas informações de interesse da categoria,
questões como Saúde no Trabalho, Acidentes de Trabalho e destaque
para o Reajuste Salarial 2008.
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Nelson Ioca
Presidente do SITICOM
São José do Rio Preto
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O DEPACOM parabeniza
o companheiro Nelson Ioca e sua diretoria pelo
importante trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores da Construção
e do Mobiliário de São José do Rio Preto.
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Gazeta do Povo, 8 de Julho
de 2008
Boletim Focus
Parte do mercado espera, pela 1.ª vez
no ano, inflação acima do teto
Na média da pesquisa feita pelo Banco
Central, analistas prevêem IPCA de 6,4% em 2008. Instituições
que mais acertam nas expectativas, entretanto, aguardam índice
de 6,63%
Parte do mercado financeiro aprofundou
o pessimismo em relação à alta dos preços
e já prevê que a inflação deve superar o teto
da meta em 2008. Na pesquisa Focus, boletim semanal que traz as principais
projeções macroeconômicas do mercado financeiro e
que foi divulgado ontem pelo Banco Central, as cinco instituições
que mais acertam nas perspectivas – o chamado “Top 5” – prevêem Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 6,63% no ano, acima do
limite máximo de 6,50% da meta. Na semana passada, tal estimativa
era de 6,44%, ainda dentro do intervalo perseguido pelo BC.
Se forem incluídas todas
as 80 instituições ouvidas semanalmente pela pesquisa,
a projeção também subiu, mas continua dentro do
intervalo aceitável. Nesta semana, a expectativa do grupo passou
de 6,3% para 6,4%, na 15ª alta consecutiva. Há apenas quatro
semanas, a projeção estava quase um ponto porcentual menor,
em 5,55%.
Além da piora de humor
com os números para 2008, o mercado também está menos
confiante com a evolução dos preços em 2009. Para
a totalidade do mercado, a previsão para o IPCA no próximo
ano subiu de 4,80% para 4,91%, na quarta alta seguida. Já entre
os cinco analistas que mais acertam, a estimativa passou de 4,75% para
5%. Nos dois casos, o número esperado se afasta ainda mais do
centro da meta de 4,5%.
“O que mais preocupa nesses
números é o comportamento do IPCA em 2009 e a possibilidade
de os aumentos se propagarem pelos próximos meses”, disse
o assessor econômico da Associação Brasileira de
Bancos (ABBC), Everton Gonçalves, um dos Top 5 da pesquisa do
BC. Ele diz que os alimentos, os derivados de petróleo e as tarifas
públicas devem ser os principais focos de pressão sobre
os preços nos próximos meses. “Não sabemos
o fôlego desses preços e até onde a alta vai chegar.”
Esse quadro, afirmou o economista,
reforça a aposta de que o aperto monetário iniciado em
abril pode ser, inclusive, mais longo que o previsto. No mercado, há analistas
que começaram a cogitar a subida mais forte do juro na reunião
que acontece em 23 e 24 de julho. Para essa corrente do mercado, o BC
pode aumentar o ritmo de elevação da taxa dos 0,5 ponto
porcentual registrados nas duas últimas reuniões para 0,75
ponto.
Apesar desse cenário
pouco otimista, o mercado preferiu manter inalterada, pelo menos por
enquanto, a aposta para o comportamento dos juros. Para os analistas,
a taxa Selic deve subir dois pontos porcentuais, para 14,25%, até o
final do ano. Para 2009, permanece a previsão de um início
de alívio monetário, com a redução da taxa
de 0,75 ponto, para a Selic encerrar dezembro do próximo ano
em 13,50%.
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Gazeta
do Povo, 8 de Julho de 2008
Cúpula dos ricos
EUA barram o ingresso dos emergentes
no G-8
Proposta da França para a inclusão
de Brasil, China, Índia, México e África do Sul
no bloco é derrotada

Japão - Apesar dos apelos do presidente da França, Nicolas Sarkozy,
para que o G-8 ganhe mais legitimidade incorporando o chamado G-5 (o grupo
de países emergentes de grande população, como China, Índia,
Brasil, África do Sul e México), os Estados Unidos já se
posicionaram contra a idéia, alegando que “não é o
momento”. Pelo menos foi esta a desculpa dada pelo porta-voz do Conselho
de Segurança Nacional Americano, Gordon Johndroe, que alegou que os
encontros atuais do G-8 permitem a participação de outros importantes
países nas discussões e que, por isso mesmo, não haveria
necessidade de se alterar o formato do grupo.
Pela Sarkozy, o G-8 perdeu
relevância ao não incluir no grupo de discussões
atual – com poder formal e real de influência nas decisões
e não apenas como espectadores – os países que
mais crescem hoje no mundo e respondem, afinal, por dois terços
da população mundial. Este grupo deveria ser ampliado
para os grandes emergentes e organismos multilarais de importância
fundamental na arquitetura financeira do planeta, como o FMI ou o Banco
Mundial.
O editor financeiro da rede
de TV CNN, Todd Benjamin, escreveu ontem, em seu blog, que o G-8 se
transformou num grupo que “discute muito, mas decide pouco” e
que os países que hoje estão no centro das grandes questões
mundiais – do aquecimento global à produção
alimentícia, como China e Brasil –, deveriam estar no
centro das conversas e não em grupos periféricos que
nada influenciam no processo decisório final.
“Para começar,
vamos admitir que o G-8 responde por quase metade da produção
industrial atual, mas são os países e economias emergentes
que respondem por 70% do crescimento global. A China não é um
membro do G-8, mas dada a sua importância na economia mundial,
ela certamente deveria sê-lo, assim como a Índia e o Brasil”,
disse ele.
“Os debates deste encontro
do G-8 não podem se prolongar sem uma discussão sobre
que tipo de G-8 seria mais representativo no mundo de hoje, com sua
desejável ampliação”, diz John Kirton, diretor
do Grupo de Pesquisa do G-8 do Centro Munk de Estudos Internacionais
da Unviersidade de Toronto, no Canadá.
A oposição
dos Estados Unidos aos emergentes teve apoio do primeiro-ministro
italiano, Silvio Berlusconi.
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Agência Senado, 8 de
Julho de 2008
Desempregado poderá receber
auxílio para fazer curso profissionalizante
Nesta terça-feira (8),
a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) analisa uma
pauta com 16 itens, com três indicações para
o cargo de conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade), duas mensagens de autorização de empréstimo
externo e 11 projetos. Entre estes últimos, está o
que permite conceder os benefícios do Programa de Alimentação
ao Trabalhador (PAT) e o vale-transporte aos desempregados que
estiverem freqüentando cursos de capacitação,
readaptação ou reciclagem em entidades voltadas à educação
para o trabalho, desde que credenciadas junto ao Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE).
De autoria do ex-senador Marcos
Guerra, a matéria (PLS 247/06) prevê ainda que os benefícios
sejam concedidos por um período máximo de seis meses, a
cada 36 meses, e concedidos diretamente pelas entidades credenciadas,
que serão ressarcidas pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Segundo o autor da proposta, "de nada adianta oferecer cursos de
capacitação se o trabalhador não tiver condições
de deslocamento para o local da realização das aulas ou
condições de se alimentar decentemente".
- As concessões do vale-transporte
e de um auxílio alimentar são, portanto, necessárias
e complementares aos programas de educação para o trabalho
- justificou Marcos Guerra.
O relator da matéria,
senador Wellington Salgado (PMDB-MG), apresentou parecer favorável
ao projeto, que ainda será analisado pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) em decisão terminativa.
FGTS
A CAE também deverá analisar
nesta terça substitutivo do senador Mão Santa (PMDB-PI)
a projeto de lei do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) que permite
ao trabalhador investir até 50% do seu Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) em programa de participação no
capital da empresa em que trabalha (PLS 273/03).
Pelo substitutivo, que altera
a legislação sobre o FGTS (Lei 8.036/90), somente será permitida
a participação em sociedade anônima de capital aberto.
Segundo o relator, essa determinação pretende reduzir investimentos
de alto risco e que podem levar à perda total dos depósitos
do trabalhador ou até mesmo a saldo negativo, no caso de falência
da empresa.
- Como se sabe, as sociedades
anônimas estão sujeitas à fiscalização
da Comissão de Valores Mobiliários [CVM], enquanto as demais
empresas, de capital fechado, não têm essa mesma transparência
- explica Mão Santa.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR)
apresentou voto em separado pela rejeição da proposta,
que ainda será analisada pela Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) em decisão terminativa.
Balanço Social
Outro substitutivo que deve ser
apreciado na reunião da CAE é o da senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT) ao projeto de lei (PLS 224/07) da senadora Lúcia Vânia
(PSDB-GO) que institui o Balanço Social Empresarial, por meio
do qual as empresas deverão divulgar os benefícios gerados
para a comunidade social.
A matéria, já aprovada
pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) na forma
do mesmo substitutivo, institui ainda o Selo Empresa Responsável,
a ser concedido aos órgãos que publicarem o balanço
social - que somente será obrigatório para as sociedades
anônimas.
- Trata-se de iniciativa meritória,
que tem por objetivo divulgar informações de natureza social,
demonstrando à sociedade a participação e a responsabilidade
social de cada empresa - justificou Lúcia Vânia.
Logo após a análise
da CAE, a matéria será encaminhada à Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que
a apreciará em decisão terminativa.
Cade
Ainda estão previstas
para ocorrer na reunião da CAE desta terça a sabatina e
a votação secreta da indicação presidencial
de três nomes para o cargo de conselheiro do Cade, que funciona
no âmbito do Ministério da Justiça. Os indicados
são Carlos Emmanuel Joppert Ragazzo, Olavo Zago Chinaglia e Vinícius
Marques de Carvalho. As indicações serão ainda apreciadas
em Plenário.
Empréstimos
A comissão deverá apreciar
na mesma reunião mensagens da Presidência da República
propondo autorização para a contratação de
duas operações de crédito externo. O primeiro empréstimo é de
US$ 42,790 milhões, a ser contratado pelo município de
Sorocaba (SP) junto à Cooperativa Andina de Fomento (CAF) para
o financiamento parcial do Programa Ambiental e de Integração
Social da cidade. O outro empréstimo, a ser concedido ao município
de Vitória pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é de
US$ 39,1 milhões e será aplicado no financiamento do Programa
de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social da cidade.
Os dois empréstimos
serão ainda analisados em Plenário.
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Agência Diap, 8 de
Julho de 2008
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Trabalho em atividade rural não
depende de contribuição para fins de aposentadoria, decide
STJ
A proibição de trabalho
ao menor foi estabelecida em seu benefício e não em seu
prejuízo, devendo o tempo de atividade rural exercido a partir
dos 12 anos, em regime de economia familiar, ser computado para fins
previdenciários, sem recolhimento das contribuições
a ele correspondentes.
A conclusão é da
Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça,
ao julgar procedente a ação rescisória proposta
por uma trabalhadora rural do Rio Grande do Sul contra o Instituto Nacional
de Seguridade Social (INSS).
Ação
Após falhar a tentativa
de se aposentar judicialmente, por falta de tempo suficiente, a trabalhadora
requereu e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF)
reconheceu-lhe o direito à averbação do tempo trabalhado
em regime familiar, sem a necessidade de recolhimento de contribuição
previdenciária no período de 02/05/1965 a 31/01/1977.
“Havendo prova documental,
suficiente à caracterização de início de
prova material, corroborada por prova testemunhal, é de se considerar
plenamente comprovado o exercício de atividade rural”, diz
um trecho da decisão do TRF da 4ª Região. Segundo
entendeu o tribunal, é admitida, para fins previdenciários,
a contagem de tempo de serviço a partir dos 12 anos de idade.
O INSS recorreu, então,
ao Superior Tribunal de Justiça, conseguindo reverter o entendimento
favorável à autora. Segundo a decisão da Quinta
Turma, a trabalhadora não poderia computar o tempo de serviço
rural anterior à Lei n. 8.213/91 para fins de contagem recíproca
de tempo de serviço rural e urbano e para se aposentar por tempo
de serviço, sem a respectiva contribuição.
Averbação da atividade
rural
Na ação rescisória
dirigida ao STJ, o advogado da trabalhadora afirmou que o caso não
trata de contagem recíproca, expressão utilizada para definir
a soma do tempo de serviço público ao de atividade privada,
para a qual não pode ser dispensada a prova de contribuição.
Segundo afirmou, o que se discutia
no recurso era o direito de a autora averbar o trabalho rural a partir
da data em que completou 12 anos de idade, em 02/05/1965, até 31/01/1977,
o que foi reconhecido pelo TRF. Sustentou, então, que a decisão
do STJ no recurso especial deveria ser rescindida, para fazer valer a
decisão do tribunal.
Ação procedente
A ação rescisória
foi julgada procedente. “A contagem recíproca é,
na verdade, o direito à contagem de tempo de serviço prestado
na atividade privada, rural ou urbana, para fins de concessão
de aposentadoria no serviço público ou, vice-versa, em
face da mudança de regimes de previdência – geral
ou estatutário”, reconheceu a ministra Maria Thereza de
Assis Moura, relatora da rescisória.
A ministra acrescentou que não
se pode confundir tal tese com a da trabalhadora. “A segurada sempre
prestou serviço na atividade privada e pretende a averbação
do tempo de serviço trabalhado como rural a partir dos seus 12
anos de idade.”
Contribuição
Após reconhecer o direito à averbação,
foi examinada a questão sobre a contribuição. Segundo
observou a relatora, a aposentadoria por tempo de serviço é regida
pelos artigos 52 a 56 da Lei 8.213/91, que incorporou no seu plano de
benefícios todos os trabalhadores rurais ao regime geral da previdência
social.
“Com a conversão
da medida provisória 1.523 na Lei 9.528/97, a redação
original do artigo 55, parágrafo 2º, da lei de benefícios,
restou definitivamente estabelecida, assegurando-se a contagem do tempo
de serviço rural para fins de aposentadoria em atividade urbana,
independentemente de contribuição relativa àquele
período”, concluiu Maria Thereza de Assis Moura.
Ficou, então, confirmado
o direito ao cômputo do trabalho rural, a partir de 02/05/65,
sem recolhimento de contribuições previdenciárias,
conforme decidido pelo TRF. (Com STJ)
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GAZETA MERCANTIL, 08 de julho
de 2008
Segurança do Trabalho: A armadilha
do Governo
Preste atenção na historinha abaixo. A partir de janeiro de 2009,
algo semelhante pode acontecer à sua empresa. Principalmente se ela
apresentar riscos no ambiente de trabalho, relacionados habitualmente com a
atividade exercida.
“João trabalha numa
metalúrgica há 12 anos e, nas noites de sexta e sábado,
costuma atuar como líder e vocalista de uma banda de rock em shows.
Recentemente ele procurou um hospital público, reclamando de problemas
de audição. Foi tratado e afastado do trabalho pelo hospital,
que comunicou o caso ao INSS e à empresa, para que fossem tomadas
as ações necessárias”.
Cenário número
2: a partir de janeiro de 2009, começa a valer a nova metodologia
de cálculo que permite a flexibilização das alíquotas
pagas pelas empresas para custear gastos do INSS com acidentes do trabalho.
As alíquotas poderão ser reduzidas à metade para
as empresas que investirem na prevenção. Ou, ao contrário,
podem ser duplicadas para aquelas que deixarem de adotar medidas para
reduzir o número de acidentados, com a aplicação
do FAP (Fator Acidentário Previdenciário).
Somando o cenário à história
do João, aqui começa a armadilha. Segundo o NTEP (Nexo
Técnico Epidemiológico), o CID10 (Código Internacional
de Doenças) registrado (no caso problemas de audição),
a doença estaria relacionada com o setor de atividade econômica
da empresa (metalurgia). Com isso, o governo estabelece a correlação
automática entre a doença e a atividade da empresa, ou
seja, a empresa é considerada culpada pela doença apresentada
pelo colaborador. A empresa terá prazo de 15 dias após
a entrega da GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência
Social) para provar sua inocência e requerer a não aplicação
do NTEP. Tudo isso independente de ser formalizada uma CAT (Comunicação
de Acidente de Trabalho).
Será da empresa o ônus
da prova, ou seja, comprovar que João não adoeceu em razão
de exposição a riscos ocupacionais específicos e
que tomou todas as precauções e forneceu todos os EPIs
necessários. Se não tiver feito suas obrigações
legais, ou seja, levantar os Riscos ocupacionais (NR9 - PPRA), realizar
os exames médicos relacionados aos Riscos (NR7 - PCMSO) e documentar
tudo isso nos padrões estabelecidos, terá de arcar com
os custos do tratamento do colaborador.
Os possíveis (e prováveis)
problemas para a empresa, além dos custos do tratamento, serão:
1. Aumento do SAT (Seguro de Acidentes de Trabalho), imposto recolhido mensalmente
e calculado sobre o total da folha de pagamentos da empresa (as alíquotas
são de 1%, 2% ou 3%, conforme o Grau de Risco). O registro automático
dos Acidentes de Trabalho junto ao INSS poderá levar à reclassificação
do SAT e ao aumento do FAP (Fator Acidentário Previdenciário,
que pode ter os valores de 0,5, 1,0 ou 2,0). O FAP é multiplicado pela
alíquota do SAT; a variação total poderá ir de
0,5% (1% x 0,5) para até 6% (3% x 2). Com isso, o imposto mensal poderá aumentar
em até 1.100% . Vamos a um exemplo: se a Folha de Pagamentos for de
R$ 200.000,00 mensais, o imposto SAT mínimo seria de R$ 1.000,00 (0,5%),
podendo atingir até R$ 12.000,00 (6%), portanto um aumento de 1.100%.
2. Também a partir de janeiro de 2009, torna-se obrigatório emitir
o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) para todo colaborador
ao ser desligado. A falta deste documento sujeitará a empresa a multas
(por colaborador sem o PPP), além de sinalizar ao governo que a empresa
apresenta problemas: provavelmente não fez suas obrigações
legais nas áreas de Segurança e Medicina do trabalho ou não
mantém os registros e documentações em ordem.
3. Uma ação judicial por danos físicos, promovida pelo
João, que terá todos os elementos à mão para propor
e ganhar a ação, pois o próprio INSS considerou uma Doença
Ocupacional o problema auditivo que apresentou e a empresa, por sua vez, não
provou que não era culpada (ou seja, que tinha tomado todas as medidas
preventivas e de controle previstas na legislação, mantendo toda
a documentação comprobatória).
A entrada em vigor das novas
regulamentações já foi adiada para janeiro de 2009,
o que indica que realmente deverão ser efetivamente cobradas nessa
data. Lembramos que, além de tomar todas as ações
legais nas duas áreas -Segurança do Trabalho e Medicina
Ocupacional- a empresa também deverá manter todos os registros
e documentações em perfeita ordem, preferencialmente com
o apoio de um sistema que evite falhas no processo.
As empresas necessitam, mais
do que nunca, investir em prevenção, que começa
pelo levantamento dos riscos existentes na empresa (NR9 - PPRA) em cada
local de trabalho, segue com a implantação de EPCs (Equipamentos
de Proteção Coletiva), destinados a atenuar ou eliminar
os riscos de cada local, e continua com o fornecimento de EPIs (Equipamentos
de Proteção Individual) indicados e treinamentos comportamentais
focados na segurança do trabalho.
Em função dos riscos
existentes, as empresas terão ainda que realizar os exames médicos
de controle previstos na NR7 - PCMSO. Além disso, deverão
documentar todo o trabalho realizado, com o registro preciso de todas
as informações e manutenção dos documentos
para comprovação das ações executadas. Torna-se,
portanto, de extrema importância contar com um sistema que oriente
sobre o registro das informações relativas às áreas
de segurança do trabalho e medicina ocupacional, evitando que
qualquer informação importante escape à atenção
dos responsáveis pelas áreas, e permite ainda atender à legislação
trabalhista nacional, que obriga que os dados relativos a cada funcionário
sejam mantidos por 20 anos, a contar do desligamento desse dos quadros
da empresa.
(Mauro Braga, engenheiro, é consultor
de empresas, responsável pela área de Sistemas para RH
da Ohl Braga Consultoria.)
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BV NEWS/ RORAIMA, 08 de junho
de 2008
Segurança no Trabalho: uma questão
de Responsabilidade Social
Uma das causas dos acidentes
e doenças ocupacionais é a falta de conhecimento dos riscos
existentes no ambiente das empresas. A solução é o
investimento em Programas de Saúde e Segurança no Trabalho
(SST). Esse é considerado o melhor caminho para reduzir os registros
de acidentes.
Segundo a Organização
Internacional do Trabalho (OIT), 270 milhões de trabalhadores
sofrem anualmente lesões graves ou mortais ocasionados por acidentes
de trabalho em todo o mundo. São registradas cinco mil mortes
por dia, três vidas perdidas a cada minuto. Os índices representam
um custo equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Dados da Previdência Social
revelam que 503.890 pessoas em todo o Brasil sofrem a cada ano, lesões
graves ou mortais, ocasionadas por acidentes de trabalho. No ano de 2007
foram registrados no INSS/RR 260 requerimentos de auxilio doença,
por acidente de trabalho e até o final do mês de maio desse
ano, o número de registros foi de 92.
O SESI/RR conta, desde o ano
passado, com um Núcleo de Saúde e Segurança no Trabalho
(NSST) para atender as empresas industriais que são comprometidas
com a segurança de seus colaboradores.
Por meio de assessorias são
realizadas a Elaboração e Execução de Programas
exigidos por lei, como o Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais (PPRA), que tem o objetivo de fornecer subsídios para
adoção de medidas que eliminem ou controlem os riscos para
garantir a integridade física e a saúde do trabalhador,
atendimento à legislação vigente e melhoria efetiva
para a preservação do meio ambiente.
O Programa de Controle Médico
de Saúde Ocupacional (PCMSO) tem o objetivo de promover e preservar
a saúde dos trabalhadores através de medidas preventivas,
diagnosticando precocemente os agravos à saúde relacionados
ao trabalho. A elaboração e implementação
do PCMSO é obrigação de todas as pessoas físicas
ou jurídicas ao admitirem trabalhadores como empregados, regidos
pela CLT. Ele envolve entre outros procedimentos, a realização
de exames admissionais, demissionais, de retorno ao trabalho, mudança
de função e periódicos.
Um outro Programa é o
de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria
da Construção Civil (PCMAT), que estabelece condições
e diretrizes de Segurança no Trabalho para a construção
civil visando reduzir acidentes e prevenir a ocorrência de doenças
do trabalho.
Todas as empresas de construção
civil devem elaborar e cumprir o PCMAT nos estabelecimentos quando tiverem
mais de vinte trabalhadores.
Além destes programas,
o Núcleo do SESI realiza palestras educativas sobre as Doenças
Sexualmente Transmissíveis mais comuns e AIDS, e atende atualmente
mais de 20 empresas industriais em Roraima.
Por Lei, todas as empresas em
qualquer atividade são obrigadas a implantar os Programas de Saúde
e Segurança no Trabalho, independente do número de funcionários.
Para a coordenadora de
Saúde do SESI/RR, Esmerinda Luniere, hoje a Gestão da
Saúde e Segurança no Trabalho não é só mais
uma obrigação a ser cumprida. “A maioria de nossos
empresários já assimilaram que as ações
são imprescindíveis nas empresas e contribuem para um
ambiente de trabalho mais saudável e seguro”, afirmou.
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JORNAL PLENÁRIO, 08
de julho de 2008
Sergipe registra, em média,
seis acidentes de trabalho por dia, aponta Previdência Social
Ascom/Fies
O Anuário Estatístico
da Previdência Social, divulgado recentemente indica que em 2006
Sergipe computou 2.243 acidentes de trabalho, mais de seis por dia. As
estatísticas são assustadoras e geraram gastos.
O setor que mais gerou vítimas
foi o de carga e descarga de materiais (173 pessoas), atividades hospitalares
(134), extração de petróleo (133), a construção
civil (128), e em quinto lugar ficou o setor de fabricação
de embalagens de papel, com 109.
O médico do trabalho e
superintendente da Regional do Trabalho e Emprego, Fernando Guedes Fontes
afirmou que existe um encadeamento que torna previsível o acidente,
tornando passível a intervenção. Preocupado com
esse número, o Sesi, através do NSSO oferece às
indústrias sergipanas programas capazes de articular a saúde
do trabalhador, a segurança no trabalho e a atenção
ao meio ambiente.
O objetivo é conciliar
saúde e bem-estar do industriário com a segurança
no ambiente de trabalho e o desenvolvimento empresarial. As empresas
são orientadas na adoção de medidas que preservam
a integridade física e psicológica de seus empregados,
reduzindo custos decorrentes de acidentes e de doenças ocupacionais.
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Gazeta do Povo, 8 de Julho
de 2008
Paralisação
Trabalhadores dos Correios decidem
manter greve

Funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT),
decidiram, em assembléia no fim da tarde de ontem, continuar paralisados
por tempo indeterminado. A categoria está em greve desde o dia 1° de
julho. De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios
do Paraná, Nilson Rodrigues dos Santos, a decisão da categoria
foi unânime. Em nota, a ECT afirma que empenhou todos os esforços
para atender às reivindicações de seus empregados, sem
ferir a legislação e sem comprometer a sobrevivência da
empresa.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
08/07/2008
Emegê é responsabilizada em
ação contra a Ki-Massas
A indústria de alimentos
Emegê foi responsabilizada subsidiariamente pelos créditos
trabalhistas de uma copeira contratada e demitida pela empresa de Brasília
Ki-Massas Produtos Alimentícios. Ao embargar a decisão
da Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que confirmou a condenação
do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, a Emegê não
conseguiu provar à Subseção I Especializada em Dissídios
Individuais (SBDI-1) que não se beneficiava do trabalho da empregada
brasiliense.
Depois de ser admitida, em maio de 95, como auxiliar de embalagem, ela passou
a exercer a função de auxiliar de produção e, por
fim, de copeira, até ser demitida sem justa causa, em setembro de 2003.
Em janeiro de 2004, reclamou à 4ª Vara do Trabalho do DF que não
recebeu as verbas rescisórias e pediu, entre outros itens, a responsabilização
subsidiária da Emegê pela dívida. O pedido foi negado.
A copeira recorreu e o Tribunal Regional do DF reverteu a decisão a
seu favor. A empresa foi condenada subsidiariamente, ao entendimento de que
embora o contrato entre as duas empresas estabelecesse que cabia à Ki-Massas
produzir, embalar e acondicionar os produtos de panificação para
a Emegê, a prestação de serviço ocorreu sob as caraterísticas
do processo de terceirização. Para o Regional, ficou provado
que o todo o controle da produção da Ki-Massas – da qualidade
aos estoques – era feito diretamente em suas instalações
por profissionais da Emegê.
A empresa apelou ao TST contra o julgamento do Regional, mas seu recurso foi
negado pela Quarta Turma, levando-a a tentar embargar a decisão. Para
a relatora da matéria na SBDI-1, ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi,
as alegações de que o contrato teria sido rescindido litigiosamente
não são motivos para isentá-la da responsabilidade, uma
vez que ficou provado que a empresa se beneficiava do trabalho da copeira e,
por isso, deve responder subsidiariamente pelas verbas que não foram
pagas, na forma da Súmula 331, IV, do TST.
Faltou aos embargos da empresa “elemento suficiente para infirmar a conclusão
do acórdão regional no sentido de que foi beneficiada pelo labor
da empregada, figurando, pois, como tomadora dos serviços”, concluiu
a relatora. (E-ED-RR-77-2004-004-10-00.2)
(Mário Correia)
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