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Folha de S.Paulo, 10 de julho de 2008
Indústria prevê PIB
menor com impacto da inflação
Para CNI, alta de preços comprometerá crescimento
EDUARDO CUCOLO
DA FOLHA ONLINE, EM BRASILIA
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) prevê que
a alta da inflação vai comprometer o ritmo de crescimento da
economia brasileira em 2008.
A entidade divulgou a nova previsão trimestral dos principais indicadores
econômicos. A expectativa para o crescimento do PIB (Produto Interno
Bruto) foi revista de 5% para 4,7%. Para a CNI, o consumo das famílias
brasileiras vai crescer menos (5,5%, ante 7,5% da previsão anterior).
Também haverá queda nos investimentos (de 14% para 10,5%). Já a
previsão para o PIB da indústria foi mantida em 5%.
As novas estimativas se devem ao aumento da inflação. A CNI revisou
sua previsão para o IPCA de 4,7% para 6,4%. A meta do governo para este
ano é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% na margem de tolerância.
" As medidas de política econômica voltadas à contenção
da pressão inflacionária, em especial a retomada de uma política
monetária restritiva, irão conduzir à desaceleração
da economia", diz a CNI em nota.
Com a inflação em alta, a CNI espera que a taxa básica
de juros termine 2008 em 14,25% ao ano (hoje, está em 12,25%).
Apesar de a previsão ser de juros mais altos, a CNI avalia que a Selic
teria de subir ainda mais se não fosse a política fiscal do governo,
que prevê economia maior de dinheiro para pagar os juros da dívida
-o chamado superávit primário.
A CNI avalia que juros maiores vão continuar atraindo mais capital estrangeiro,
o que deve ajudar na valorização do real em relação à moeda
norte-americana. A confederação prevê que o dólar
termine o ano em R$ 1,67, e as importações foram revistas de
US$ 165 bilhões para US$ 170 bilhões.
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de julho de 2008 | Nacional
São Paulo apresenta o maior
déficit previdenciário do país
Agência Estado
O estado de São Paulo permanece liderando o ranking de déficits
previdenciários no Brasil, segundo apontou o novo Índice de Desenvolvimento
Previdenciário (IDP), divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Núcleo
Atuarial de Previdência (NAP). Embora tenha melhorado suas contas em
relação a 2006, quando apresentou déficit de R$ 154,3
bilhões, São Paulo acumulou no ano passado um déficit
da Previdência de R$ 129,63 bilhões. O segundo maior déficit é mostrado
pelo Rio Grande do Sul (R$ 90,79 bilhões).
O déficit acumulado pelo
conjunto de estados é de R$ 425,03 bilhões. E mostra melhoria
quando comparado ao déficit de 2006, que foi de R$ 400,7 bilhões.
O coordenador-geral do NAP, Benedito Passos, explicou Agência Brasil
que, nos estados que estavam com déficit em 2006 e não
fizeram a reforma da Previdência, o déficit aumentou. Quem
fez reforma, o déficit reduziu, e muito, disse.
Passos analisou que os números
negativos de São Paulo decorrem do fato de que o estado não
fez a sua reforma previdenciária. São Paulo não
fez nada ainda. A situação de São Paulo está um
pouquinho melhor por causa da melhoria da qualidade da informação,
constatou o coordenador.
Segundo informou Passos, São
Paulo mandou para o Legislativo o projeto de lei, mas o processo de reforma
da Previdência ainda não foi efetivado, devido dificuldade
de aprovar uma nova legislação. Cada vez que o estado envia
matéria para transformar o seu sistema, gera uma verdadeira guerra
campal dos servidores do Executivo, Legislativo, Judiciário. E
a falta de consenso fez com que a matéria ainda não fosse
aprovada, disse Passos.
Segundo o coordenador-geral do
NAP, enquanto isso não ocorre, o estado não tem um plano
de Previdência Social. Já o Rio Grande do Norte, ao contrário,
aplicou um plano previdenciário e, em 2007, conseguiu subir dez
posições no IDP, acumulando no ano superávit de
R$ 12,42 milhões.
O NAP é uma unidade da
Coordenação de Programas de Pós-Graduação
de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro O IDP
mede o nível de desenvolvimento dos regimes próprios de
Previdência Social dos servidores públicos. Ele é calculado
com base em indicadores atuariais, financeiros, jurídicos e administrativo-operacionais.
O IDP varia de zero ponto, o que significa um sistema previdenciário
em extrema dificuldade, até um ponto, que sinaliza gestão
em nível de excelência e um sistema de Previdência
Social em equilíbrio.
Dos 26 estados pesquisados,
somente seis tiveram superávits previdenciários potenciais
em 2007. Os mais elevados foram observados no Amazonas (R$ 433,71 milhões)
e Goiás (R$ 338,49 milhões). Tiveram também desempenho
positivo nos seus sistemas previdenciários públicos o
Pará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Roraima.
O superávit previdenciário acumulado desses seis estados
atinge R$ 929,57 milhões.
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
julho de 2008 | Política
Reforma Política propõe
fim da reeleição
Projeto de lei que o governo deve encaminhar
ao Congresso em 2009, ainda prevê mandato de 5 anos e financiamento
público de campanhas
Brasília - Depois de destacar 53 vezes a importância da reforma
política em discursos feitos desde o primeiro mandato até hoje,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ressuscitar mais
um grupo de trabalho para resgatar as combalidas propostas de mudança
no sistema eleitoral e partidário. Embora estudo produzido pelo Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social esteja mofando há um ano
no Planalto, sem qualquer resultado prático, Lula resolveu começar
tudo de novo.
O presidente quer agora que
o governo encaminhe ao Congresso, em 2009, projeto de lei com um modelo ‘‘duradouro’’ de
reforma política. A idéia é aprovar o fim da reeleição,
o mandato de cinco anos para presidente, governadores e prefeitos, o
voto em lista, o financiamento público das campanhas e a fidelidade
partidária. Na esteira desse movimento está a tentativa
de aliados de permitir que Lula se candidate ao Planalto daqui a seis
anos e meio, em 2014. Para isso, porém, é necessário
aprovar o fim da reeleição.
Com a missão de retomar
a agenda que nunca saiu do papel, os ministros Tarso Genro (Justiça)
e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais)
reuniramcom cientistas políticos e diversas entidades, como a
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Confederação Nacional
da Indústria (CNI), em Brasília. Haverá, depois,
rodadas de debates com dirigentes de partidos.
Lula tem pressa e pretende tratar
do assunto até mesmo com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,
que vai convidar para uma conversa. ‘‘Nós vamos trabalhar
pelo consenso com todos os partidos’’, afirma Tarso. ‘‘Nosso
objetivo é procurar convergências: deixar as desavenças
de lado e unificar o discurso para que possamos produzir uma proposta
acima de disputas políticas’’, completa Múcio.
Na lista das propostas apresentadas
em julho do ano passado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico
e Social - colegiado que assessora o presidente - está a necessidade
de a reforma envolver mecanismos como plebiscito, referendo e consulta
popular para revogação de mandatos, o chamado ‘‘recall’’.
Troca de camisa
Levantamento feito pela Agência
Estado no site da Presidência da República mostra que as
referências de Lula à reforma política foram maiores
no início do primeiro ano de mandato: das 53 citações
feitas por ele, 16 ocorreram em 2003. Na prática, o presidente
mexeu mais nesse vespeiro, mas as observações registradas
pelo Planalto não incluem os discursos na campanha da reeleição,
em 2006.
Vera
Rosa
Agência Estado
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CONGRESSO EM FOCO, 10 de
julho de 2008
Senado cria 97 cargos com salário
de R$ 9 mil, cada um
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), posicionou contrário à criação
dos 97 novos cargos de assessor parlamentar aprovada ontem (9), na surdina,
pela Mesa Diretora do Senado. Em reunião a portas fechadas, o colegiado
decidiu que os 81 parlamentares da Casa podem contratar mais um assessor técnico – em
cada gabinete e liderança – cujo salário é de R$
9.979,24.
“Fiz uma advertência
de que não deveria ser colocado em votação. Pega
mal e não vai ser bem entendido nem assimilado”, contestou
Garibaldi. “Não é o momento apropriado para a criação
de novos cargos. Estamos realizando um concurso que é muito mais
necessário do que esses cargos”, argumentou o presidente, único
membro da Mesa contrário à proposta.
A medida entra em vigor a partir
do dia 1º de agosto. Segundo o diretor-geral do Senado, Agaciel
Maia, a criação é permitida à medida que
na Câmara foi-se elevada a verba de gabinete para deputados. No
Senado, não há previsão de verba de gabinete. Os
senadores trabalham com um número fixo de funcionários
e servidores. Para aumentar a equipe e os gastos é necessária
a criação de cargos.
“Sempre que aumenta a verba
de gabinete na Câmara, o Senado, que não tem essa verba,
cria cargo. Gastamos menos da metade do que é permitido para gasto
com pessoal no Senado neste ano. Agora teremos seis assessores técnicos
e seis secretários parlamentares por gabinete”, explicou
Agaciel.
Em abril, a verba de gabinete
na Câmara foi elevada de R$ 51 mil para R$ 60 mil. Com a criação
de mais 97 cargos, o Senado equipare esse valor de gastos com pessoal.
Ainda que os senadores não sejam obrigados a admitir um novo funcionário,
o novo cargo deve gerar um custo mensal de R$ 900 mil para a Casa, em
um ano em que a despesa alcança cerca de R$ 11 milhões.
Segundo reportagem do Correio
Braziliense, publicada hoje, a criação desse cargo vinha
sendo articulado desde maio pelo primeiro-secretário da Casa,
Efraim Morais (DEM-PB), e o diretor-geral, Agaciel Maia. (Renata Camargo)
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NCST, 10 de julho de 2008
Servidores do INSS paralisam atividades
por melhores salários
As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país
não deverão abrir hoje (10) e só voltarão a funcionar
na amanhã (11). Pelo menos é o que pretende a Federação
Nacional dos Servidores da Previdência (Fenasp), que programou uma paralisação
de advertência ao governo, por 24 horas, em defesa de melhores condições
de trabalho e reajuste salarial. Caso não tenha sucesso no atendimento às
revindicações, a categoria já tem data marcada para uma
greve geral, por tempo indeterminado, aprovada nas assembléias estaduais:
5 de agosto.
A informação é do
diretor do Sindicato dos Previdenciários no Rio e membro da mesa
de negociação da Fenasp Rolando Medeiros. Segundo ele,
a proposta apresentada pelo governo já foi recusada pelos trabalhadores.
O governo propõe reajustar uma gratificação que
já existe durante os próximos quatro anos, mas desde que
os servidores aceitem trabalhar 40 horas semanais, em vez de 30, como
ocorre atualmente.
Essa proposta, conforme o sindicalista,
desrespeita uma orientação da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) para que o trabalhador que está sujeito
a condições de insalubridade e em contato direto com o
público não trabalhe mais do que seis horas por dia. Além
disso, o reajuste sobre a gratificação de desempenho não
beneficia os inativos, o que segue a atual política salarial do
governo de não conceder aumentos aos aposentados, posição
também contestada pela Fenasp.
Rolando Medeiros diz que os servidores
do INSS querem também a implantação imediata de
um Plano de Cargos e Salários para corrigir uma defasagem em relação
aos seus colegas do Ministério da Fazenda, que ganham três
vezes mais do que os previdenciários. Além disso, eles
estão cobrando do presidente Lula um compromisso que ele assumiu
em 1987, quando era líder da oposição na Constituinte.
“Naquela época” -
lembra Rolando - “para encerrar uma greve que já durava
muito tempo, foi assinado um acordo, que teve a participação
do Lula, por ser o grande líder dos trabalhadores, concedendo
um adiantamento de 100% aos servidores da Previdência sobre o salário
bruto, por conta do futuro Plano de Cargos e Salários que seria
negociado com o governo. Depois de dois anos, porém, o governo
Collor cortou esse adiantamento e até hoje o PCC não foi
implantado, mais de duas décadas depois”.
Quanto à melhoria das
condições de trabalho, a liderança dos servidores
quer abertura de novas agências e a reabertura das que foram fechadas,
uso de novos programas de informática, instalações
que garantam conforto ao funcionário e ao segurado e realização
de concursos para a contratação de servidores que preencham
as necessidades da instituição: 15 mil era o número
estimado por um levantamento realizado em 2006 pelos gerentes executivos
do INSS por recomendação do Ministério Público
Federal, o que, hoje, é bem maior, por motivo de aposentadorias,
falecimentos e demissões.
Para se ter uma idéia
da situação - informou Rolando Medeiros –, na década
de 80 a Previdência Social mantinha 12 milhões de benefícios
com 75 mil servidores em todo o país. Hoje, são 25 milhões
de benefícios, com 35 mil funcionários, a metade do quadro
de 20 anos atrás. “E para trazer para a Previdência
50 milhões de trabalhadores que vivem na informalidade, como
pretende o governo, obviamente , esse quadro precisa ser muito reforçado”,
ressaltou ele, acrescentando que essa meta tem o apoio das lideranças
sindicais dos servidores.
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de julho de 2008 | Economia
Ibama multa Vale em mais de R$ 5 milhões
por madeira ilegal
Agência Estado
A mineradora Vale foi multada na última quarta-feira (9) em mais de
R$ 5 milhões pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) devido à venda ilegal de cerca de 9.500 metros
cúbicos (m³) de madeira in natura e pelo depósito ilegal
de 612 m³ de madeira em tora, no município de Paragominas, no Pará.
Segundo o Ibama, além
dessas infrações, a empresa não apresentou registro
no Cadastro Técnico Federal (CTF) do Ibama, o que custou à empresa
R$ 9 mil em multas. A companhia também foi autuada por não
ter apresentado ao órgão ambiental responsável os
relatórios do CTF referentes aos anos de 2006 e 2007.
A assessoria da Vale informou
que divulgará uma nota a respeito da multa e de outras infrações,
na tarde desta quinta-feira (10).
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
julho de 2008 | Geral
Correios: Grevistas ‘enterram’ dirigentes
Curitiba - Os trabalhadores dos
Correio fizeram ontem um protesto simbólico com a encenação
do velório e enterro do presidente nacional da empresa, Carlos
Henrique Custódio, e do diretor estadual no Paraná,
Itamar Ribeiro. Em greve desde o dia 30 de junho, os representantes
da classe entregaram também uma carta aberta à população
explicando os motivos da nova paralisação, a segunda
em menos de três meses.
Segundo o secretário-geral
do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR),
Nilson Rodrigues dos Santos, o manifesto era para mostrar o ‘‘pagamento
dos pecados’’ dos dirigentes da empresa. ‘‘Na
encenação, eles foram entregues à figura do diabo
por não terem honrado o termo de compromisso com os trabalhadores,
firmado após a última paralisação; por terem
feito a distribuição dos lucros de forma injusta, dando
até R$ 40 mil para diretores e R$ 200 para os trabalhadores; e
pela intransigência nas negociações do plano de cargos,
carreiras e salários (PCCS) dos funcioná-rios’’,
explica.
O sindicato começou a
coletar, nesta semana, assinaturas dos trabalhadores pedindo o afastamento
de Custódio do cargo de presidente nacional da empresa. Durante
a manifestação de ontem, a categoria lançou outro
abaixo-assinado pedindo solidariedade da população. Segundo
Santos, apesar das pressões para que o Governo Federal, através
do ministro das Comunicações, Hélio Costa, interfira
nas negociações, ainda não tiveram nenhuma resposta.
Na carta aberta entitulada ‘‘Estamos
em greve e contamos com a sua compreensão e apoio’’,
o Sintcom explica os motivos da paralisação e rebate informações
divulgadas pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)
de que teria negociado o PCCS e que não teria recursos para cumprir
o acordo com os trabalhadores.
Segundo o assessor de imprensa
da Diretoria Regional Paraná da ECT, Celso Guimarães, a
empresa não tem comentários sobre a manifestação
de ontem, mas já se posicionou com relação à greve
e agora aguarda o parecer da Justiça. De acordo com Celso, todos
os dias funcionários voltam ao trabalho e, por isso, os grevistas
deverão ser cada vez mais criativos.
Marcela Rocha Mendes
Equipe da Folha
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IBGE, 10 de julho de 2008
INPC varia 0,91% em junho
O Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,91% em junho,
também abaixo do resultado de maio (0,96%). No acumulado no ano
de 2008, o índice situou-se em 4,26%, significativamente acima
dos 2,20% referentes ao primeiro semestre do ano passado. Nos últimos
12 meses, o resultado está em 7,28%, também acima da taxa
de 6,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2007, o INPC
havia ficado em 0,31%.
Os produtos alimentícios apresentaram variação de 2,38%
em junho, enquanto os não-alimentícios aumentaram 0,28%. Em maio
os resultados haviam sido 2,19% e 0,44%, respectivamente.
Salvador (1,10%) apresentou a maior alta, em virtude de reajuste na taxa água
e esgoto (1,63%). As regiões de São Paulo (1,09%) e Porto Alegre
(1,06%) apresentaram resultados semelhantes. O menor índice ficou com
Belém (0,39%), também por causa do menor aumento dos alimentos
(0,66%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias
com rendimento monetário de um a seis salários mínimos,
sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas, além
do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo
do índice do mês, foram comparados os preços coletados
de 31 de maio a 30 de junho (referência) com os vigentes de 30 de abril
a 30 de maio (base).
Comunicação Social
10 de julho de 2008
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Vermelho, 10 de julho de
2008
Advogado diz que Convenção
158 da OIT está em vigor
A Comissão de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara rejeitou, no dia 02/07,
a mensagem presidencial 59/2008, que pedia a aprovação
da Convenção 158 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT). A convenção impõe regras às
empresas que pretendam dispensar trabalhadores e proíbe a demissão
imotivada. O resultado da votação foi comemorado pelo lobby
das entidades patronais, que trabalhou dia e noite para obtê-lo.
Ao menos do ponto de vista jurídico, porém, comemoraram
em vão: a Convenção 158 da OIT já estava
- e continua - vigente e aplicável.
Por Henrique Júdice*
Aprovada pelo Congresso
por meio do Decreto Legislativo 68 (promulgado em 16/09/92), ela foi
ratificada pelo Executivo mediante o Decreto 1.855, de 11/04/96. Na época,
como agora, suscitou forte reação das entidades patronais.
Ainda em 1996, as confederações nacionais da Indústria
(CNI) e dos Transportes (CNT) ajuizaram contra ela a Ação Direta
de Inconstitucionalidade (ADIn) 1.480. No âmbito da referida ADIn, o
STF concedeu liminar à CNI e à CNT (Diário Oficial de
15/09/97) declarando que a convenção não era auto-aplicável
e proibindo que o restante do Judiciário se posicionasse de maneira
diversa até o julgamento definitivo da ação.
Isto porque, na época, o STF considerava que os tratados e convenções
internacionais têm status de lei ordinária. E o art. 7, I, da
Constituição, que assegura o direito à proteção
contra a despedida imotivada, determina que ela deve ser tratada em lei complementar.
Como a lei ordinária é hierarquicamente inferior à lei
complementar, a decisão foi correta.
Pouco depois, em 20/12/96, FHC, atendendo às pressões do lobby
patronal, promulgou o Decreto 2.100, supostamente eliminando a Convenção
158 do sistema jurídico nacional. Foi aí que o feitiço
começou a virar contra o feiticeiro.
Se a convenção estava revogada, a ADIn 1.480 (dirigida contra
ela) não tinha mais razão de ser. Em 2001, o STF declarou sua
extinção por perda de objeto. Assim, a liminar concedida em 97
deixou de viger. Sem problemas. Afinal, a adesão do Brasil à convenção
estava mesmo desfeita...
Porém, no meio do caminho tinha uma pedra. O Decreto 2.100, que declarou
extirpada a Convenção 158 da OIT do direito interno, é inconstitucional.
Fere regras elementares do processo legislativo e da divisão dos poderes
do Estado. O Poder Executivo não pode, mediante decreto, revogar leis.
Essa atribuição é do Legislativo - mesmo poder encarregado
de elaborá-las - e o Decreto 2.100 ''revogou'' uma norma que o STF reconhecia
equivalente a uma lei. Um problema formal muito mais grave que a regulamentação
de matéria de lei complementar por lei ordinária. Os óbices à vigência
e à aplicabilidade da Convenção 158, portanto, não
existem. A liminar concedida na ADIn 1.480, porque extinguiu-se com ela. E
o Decreto 2.100, porque é inconstitucional, portanto, natimorto.
Esse é, aliás, o objeto da ADIn 1.625, proposta, ainda em 1997,
pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)
e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), e ainda não julgada
pelo STF. Mas não é preciso esperar por ele. Qualquer juiz ou
tribunal pode analisar a constitucionalidade do decreto. Mais que isso: deve
fazê-lo.
E por que isso não foi feito? No caso de alguns, por compromisso ideológico.
No de outros, porque, até há bem pouco tempo, de nada adiantaria.
Tinha uma pedra no meio do caminho. Essa pedra era o fato de a convenção – à qual
o STF reconhecia status de lei ordinária – reger matéria
de lei complementar.
Acontece que, em 31/12/2004, foi promulgada a Emenda Constitucional 45, dizendo,
entre outras coisas, que ''os tratados e convenções internacionais
sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada casa do Congresso Nacional,
em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais''.
A proteção contra a despedida injustificada consta do Protocolo
Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos
em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais – incorporado
ao direito brasileiro pelo Decreto 3.321, de 31/12/99. Logo, a Convenção
158 da OIT é uma convenção internacional sobre direitos
humanos.
É verdade que ela não foi aprovada ''em cada casa do Congresso
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros''.
Portanto, continuaria equivalendo a uma lei ordinária...
No dia 12/03/2008, todavia, julgando os recursos extraordinários 349.703
e 466.343 e o Habeas Corpus 87.585, o STF reviu sua posição sobre
o lugar das normas internacionais no direito interno e declarou que os tratados
e convenções sobre direitos humanos que não tenham passado
pelo rito das emendas têm status ''supralegal'', isto é, são
hierarquicamente superiores a todas as leis, inclusive às leis complementares,
e inferiores apenas à Constituição.
Nessa perspectiva, não existe mais o problema formal que embasou a ADIn
1.480. A Convenção 158 pode reger uma matéria reservada à lei
complementar. E mais: todas as leis que se chocarem com ela perdem a eficácia,
como também decidido pelo STF no dia 12 de março.
Portanto, a votação do último dia 2 na Comissão
de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara foi
inócua. Como inócuo era o pedido presidencial que constituía
seu objeto.
A Convenção 158 da OIT, que disciplina o exercício do
poder de dispensa e proíbe a demissão imotivada, já estava – e
continua – vigente e auto-aplicável.
* Henrique Júdice é advogado atuante, nas áreas trabalhista
e previdenciária, e assistente de pesquisa do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea).
Modificada às 22h33min do dia 9 de julho.
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Vermelho, 10 de julho de
2008
TSE coloca à disposição
sistema de Estatísticas para as eleições
Quantos candidatos do sexo feminino
estão concorrendo a uma vaga de prefeito em 2008? Qual a faixa
etária dos que pretendem alcançar uma vaga de vereador
nos municípios de cada estado da federação? Existem
mais candidatos com nível superior ou nível médio
? Qual a proporção entre candidatos casados e solteiros
?
Para responder a essas e muitas outras perguntas sobre as eleições
do próximo dia 5 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza,
a partir de hoje (9), pela internet, o sistema "Estatísticas TSE
- eleições 2008". Para acessar, basta ir até a página
do Tribunal (http://www.tse.jus.br), e clicar no link correspondente, no centro
da página.
Com a nova ferramenta, qualquer
cidadão pode conhecer melhor os candidatos que concorrem a um
cargo público em outubro deste ano.
Candidatos
Estão à disposição
do público informações quantitativas sobre cargo,
grau de instrução, sexo, faixa etária e estado civil,
em diversas combinações de pesquisa, dos candidatos que
estão com o registro consolidado no sistema do Tribunal Superior
Eleitoral. No Estatística 2008 é possível fazer
diversos cruzamentos de informações, como por exemplo,
o número de candidatos por cargo, sexo e faixa etária,
ou ainda por partido, cargo e sexo.
Os dados são atualizados
4 vezes por dia, a partir das informações dos tribunais
regionais.
Eleições passadas
No site do TSE o internauta
encontra, ainda, informações estatísticas sobre
as eleições passadas, realizadas no país desde
o ano de 1994. Basta acessar o link Eleições e, no menu,
escolher o pleito que se pretende pesquisar.
Fonte: TSE
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Gazeta do Povo, 10 de julho de 2008
Eleições 2008
TSE recebeu inscrição
de 257 analfabetos
Informações preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
divulgadas na página na internet da instituição mostram
que até ontem já havia o registro de 290.118 candidaturas nos
26 estados do país. O balanço final de candidatos ao pleito deste
ano deve ser fechado ainda nesta semana. A quantidade de registros divulgados
até agora representa 72,5% das 400 mil candidaturas estimadas pela Justiça
Eleitoral para a próxima eleição. Os números do
TSE indicam que 257 (0,09%) são analfabetos (inelegíveis, de
acordo com a Constituição).
As estatísticas do Tribunal mostram que do total dos candidatos, cerca
de 40% estão na faixa etária dos 45 aos 59 anos. De acordo com
o levantamento do órgão, 79,37% dos candidatos são homens.
Já o número de mulheres, até agora, corresponde a 20,63%
e está concentrado em São Paulo, que apresenta 8.609 candidatas.
No Paraná, já há o registro da candidatura de 4.944 mulheres.
As informações são do site G1. Ontem, a página
eletrônica do Tribunal ficou fora do ar a maior parte do dia. Segundo
a assessoria de imprensa do TSE, isso ocorreu porque houve um grande número
de acessos no período e os cartórios eleitorais ainda estão
alimentando o sistema com os registros de candidaturas.
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Congresso
em Foco, 10 de julho de 2008
CCJ rejeita projeto que descriminaliza
aborto
A Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara rejeitou, na tarde desta quarta-feira
(9), o projeto que descriminaliza o aborto. Com apenas quatro votos
contrários, os membros da Comissão votaram a favor
do parecer do relator do projeto e presidente da CCJ, o deputado
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é contra a descriminação
do aborto praticado por gestantes ou com seu consentimento.
O projeto 1135/91, que está na Casa há 17 anos e tem outros projetos
apensados, foi considerado pela CCJ como inconstitucional, pois fere, de acordo
com a posição da Comissão, em especial, o direito à vida.
A matéria, que foi rejeitada em maio pela Comissão de Seguridade
Social da Câmara, por 33 votos a zero, segue agora para plenário.
Com mais de duas horas de discussão, o parecer do relator foi aprovado
após serem rejeitados dois pedidos de adiamento das votações
impetrados pelo PT. Empenhados em rejeitar o projeto que defende que o aborto
não seja crime, parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica
e deputados ligados ao Movimento Pró-vida contaram com a relatoria do
evangélico Eduardo Cunha. A estratégia, de acordo com o advogado
da Frente, Paulo Fernando Melo da Costa, é que a matéria chegue
enfraquecida ao plenário.
Manifesto
Em meio às discussões, os deputados Carlos William (PTC-MG),
ligado à bancada evangélica, Miguel Martini (PHS-MG), do grupo
dos católicos, e Luiz Carlos Bassuma (PT-BA), que representa os interesses
da religião espírita, fizeram uma manifestação
contra o aborto.
De uma caixa de papelão de pouco mais de um metro de altura, Carlos
William retirou duas bonecas e um pequeno caixão branco, enquanto os
outros dois parlamentares exibiam cartazes com imagens de aborto. Segundo William,
a manifestação seria para mostrar as conseqüências
da prática.
“ Se a mulher não pode ter o filho, porque não usa anticoncepcional
ou se abstém do ato sexual?”, argumentou William. “Vocês
querem matar essas crianças?!”, bradou o parlamentar mostrando as
duas bonecas.
Contrário ao parecer do relator, o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP),
que presidia a sessão, defendeu a constitucionalidade do projeto. Regis
foi uma das “surpresas” para os deputados que compõem a
Frente Evangélica e esperavam um parecer favorável do deputado
paulista.
“ Não posso permitir que o Estado tome decisão pela mãe.
Também não consigo acreditar que, no caso de uma eventual descriminação,
as mulheres vão começar a fazer aborto discriminadamente. Minha
consciência é contra o aborto. Mas como legislador não posso
substituir a decisão soberana da mulher”, defendeu.
Embate
Em defesa de descriminação do aborto, o deputado José Genoíno
(PT-SP) reclamava da falta de debate sobre o tema. Genoíno, que encabeçou
a estratégia de adiar a apreciação da matéria,
disse que o assunto não pode ser objeto de discriminação
de religiosos nem fruto de disputas eleitoreiras.
“ O Estado não pode criminalizar a mulher, para que ele se exima
de responsabilidades. Não é correto o Estado decidir sobre a vida
da mulher”, disse. “E não há um projeto sequer que
criminaliza o homem que influencia a mulher a cometer o aborto”, complementou.
Como estratégia, os deputados contrários à matéria
chamaram a deputada Solange Amaral (DEM-RJ), candidata à prefeitura
da cidade do Rio de Janeiro, para argüir contra a descriminação
do aborto. Solange foi uma das figuras-chave. Por ser candidata às eleições
de outubro, a única mulher entre os votantes da Comissão argumentou
contra o aborto, o que irritou parlamentares e militantes favoráveis à descriminação.
“ O aborto não é o caminho. Encaminho voto favorável
ao parecer do relator e defendo que o projeto seja arquivado. Quem quiser defender
o aborto que apresente outros projetos”, disse Solange. (Renata Camargo)
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Gazeta do Povo, 10 de julho de 2008
Ação audaciosa
Polícia prende quadrilha
de SP que furtava madeira no PR
A polícia desmantelou ontem uma quadrilha paulista acusada de invadir
uma fazenda em Sengés, no Nordeste do estado, e furtar madeira. Seis
pessoas suspeitas de integrar o grupo foram presas. Outras oito estão
foragidas. A quantidade de madeira furtada pela quadrilha está estimada
em 4 mil metros cúbicos, o equivalente a dez campos de futebol. De acordo
com a polícia, o prejuízo provocado à empresa proprietária
da fazenda pode chegar a R$ 1,2 milhão. Documentos e um revólver
calibre 357 foram apreendidos durante a operação, comandada pelo
Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
Segundo o delegado Miguel Stadler, do Cope, a quadrilha estaria agindo há dois
anos. As investigações começaram há um ano. A fazenda
Morungava, de propriedade da empresa Arauco Forest Brasil S.A., teria sido
invadida pelo menos quatro vezes por pessoas ligadas à empresa Tudo
Verde Agropecuária Ltda., que cortavam as árvores de pínus
e as furtavam. “Os invasores eram audaciosos. Eles chegavam a apresentar
documentação fraudulenta para alegar a posse das áreas”,
explica o delegado. Os pínus eram retirados por pessoas contratadas
pela quadrilha, uma média de 30, as quais se deslocavam até as
terras com máquinas por estradas secundárias e, normalmente,
em feriados.
De acordo com o delegado, o grupo entrava com pedido de reintegração
de posse das áreas em comarcas de outros municípios para demonstrar,
através da petição inicial, que havia um processo em andamento.
Entre os presos está o “cabeça” da quadrilha, o economista
e sócio-proprietário da empresa Tudo Verde, Artur Berni Neto,
64 anos. Dois filhos do prefeito de Tapiraí (SP) também estariam
envolvidos no esquema – Marcelo André Marzeuski, 35 anos, e Marcos
Guilherme Marzeuski, 41, que está foragido.
Segundo Stadler, a maior parte dos supostos integrantes da quadrilha responde
ou respondeu por crimes como furto, estelionato e formação de
quadrilha. Os seis detidos serão indiciados por estes mesmos crimes
e por esbulho possessório – quando pessoa invade uma propriedade
e expulsa o verdadeiro proprietário do local.
O delegado afirmou que há informações sobre a ação
da quadrilha em outros municípios de São Paulo e do Paraná. “Estamos
verificando uma possível ligação do grupo com furtos de
madeira na região de Doutor Ulysses”, conta Stadler.
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Agência Diap, 10 de
julho de 2008
NORMA ARCAICA
Senado revogará artigo da
CLT que permite demissão de bancário inadimplente
A Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) do Senado examinou, em sua reunião desta quarta-feira
(9), projeto de lei da Câmara que revoga o artigo da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) que permite a demissão, por justa
causa, do empregado bancário que for inadimplente em relação às
suas dívidas pessoais. O PLC 46/08 recebeu voto favorável
do relator, senador Paulo Paim (PT/RS).
A proposta deverá ser votada somente na próxima quarta-feira
(16), porque o senador Adelmir Santana (DEM/DF) pediu vistas, transformada
em seguida em pedido de vistas coletivo, para que a matéria pudesse
voltar à pauta de votações no prazo máximo de cinco
dias úteis.
Em seu parecer, Paim argumenta que a demissão por justa causa de bancários
com dívidas pessoais inadimplentes representa uma agressão e
demonstra preconceito em relação aos bancários, além
de estar em desconformidade com os processos legais, porque, segundo ele, não
se pode condenar uma pessoa por presunção de culpa ou dolo.
“ Ainda por cima, é contraproducente para os próprios credores
do bancário em débito, uma vez que, mantendo seu emprego, será mais
fácil superar dificuldades financeiras. Trata-se de um artigo da CLT discriminatório
contra os bancários, quando a legislação trabalhista deveria
proteger os direitos dos trabalhadores”, disse o senador.
O projeto, do deputado Magela (PT/DF), revoga o artigo 508 da CLT, aprovada
pelo Decreto-Lei 5.452, de 1º de maio de 1943, e tramitou na Câmara
como PL 799/07, aprovado pela Câmara em 1º de abril de 2008.
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Gazeta do Povo, 10 de julho de 2008
Empresas
Wal-Mart é a maior do mundo
O Wal-Mart liderou pelo segundo ano consecutivo o ranking da revista “Fortune” das
500 maiores empresas mundiais. A novidade deste ano foi a perda de espaço
das instituições financeiras e das montadoras americanas – reflexo
da crise nos mercados e na economia dos Estados Unidos. A General Motors, a
maior montadora mundial, caiu da 5ª posição para a 9ª posição.
As grandes empresas petrolíferas mundiais, ExxonMobil, Shell e BP, permanecem
no topo, ocupando do 2º ao 4º lugares.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
10/07/2008
Justiça do Trabalho extingue ação
com o mesmo pedido após acordo entre as partes
Depois de homologado acordo judicial em ação
trabalhista, não cabe novo pedido de indenização
por danos morais. Com esse entendimento, o Tribunal Superior do Trabalho
negou recurso de um ex-empregado contra a massa falida da empresa Techne
Engenharia.
Contratado como carpinteiro, ele sofreu acidente
que lhe causou rompimento dos tendões e atrofia de dois dedos.
Entrou com ação sustentando que, na ocasião, a serra
elétrica com a qual trabalhava apresentava problemas técnicos
e, além disso, a empresa não lhe forneceu equipamentos
de segurança. Alegou perda de capacidade para o trabalho e requereu
indenização com base nos salários que deixaria de
receber durante 26 anos (período que faltava para se aposentar)
ou a conversão em apenas uma parcela no valor total de R$ 104
mil, além de indenização por danos morais no valor
de quinhentas vezes o salário-mínimo vigente à época,
ou seja, R$ 90 mil.
Antes do julgamento da ação, o
ex-empregado concordou em receber R$ 2.000,00 em quatro parcelas. Ao
homologar o acordo, o juiz da Segunda Vara do trabalho de Campo Grande
determinou o arquivamento do processo.
Um ano depois, ele entrou com outro pedido de
reparação de danos, mas o juiz da Terceira Vara do Trabalho
de Campo Grande mandou extinguir o processo sem julgamento do mérito,
por entender que já havia coisa julgada. Inconformado, o carpinteiro
apelou ao Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (MS),
que manteve a sentença de primeiro grau, reafirmando o entendimento
de que os danos morais já haviam sido objetos de ação
anterior sobre a qual houve acordo. Ou seja: tratava-se de um mesmo pedido
envolvendo as mesmas partes.
O empregado ainda recorreu ao TST, mas o ministro
relator, Aloysio Corrêa da Veiga considerou correta a decisão
do Regional, diante do acordo judicialmente homologado, com quitação
ampla das verbas do contrato de trabalho, e concluiu: “qualquer
pretensão relativa a indenização por dano moral
também está acobertada pelo efeito da coisa julgada”.(RR-503/2002-003-24-00.3)
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