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Gazeta do Povo, 11 de julho de 2008
Preços
Inflação deve romper
o teto em julho
Apesar da leve desaceleração
registrada no IPCA, aumentos programados para ocorrer este mês
devem elevar o índice para mais de 6,5% no acumulado de
12 meses

Preço dos alimentos não dá trégua
e restaurantes pressionam inflação do semestre.
A inflação nacional de junho medida pelo Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) teve pequena queda em relação a maio,
caindo de 0,79% para 0,74%. Em Curitiba, o índice recuou com mais força,
de 0,95% para 0,69%. Mas a desaceleração não está vinculada
a uma queda nos preços, afinal o levantamento considera fatores sazonais,
como por exemplo a liquidação de artigos de vestuário.
Os preços administrados são outro caso que ajudou a segurar a
taxa. Alguns setores, como o bancário, que praticaram reajustes em maio,
aliviaram o índice de junho. O problema é que os aumentos programados
para este mês devem fazer com que o IPCA supere pela primeira vez o teto
da meta para 2008 (6,5%) no acumulado dos 12 meses.
O índice apurado é o maior para o mês de junho desde 1996,
quando o IPCA havia subido 1,19%. No semestre, a aceleração do índice
foi a maior desde o início de 2003, quando apresentou alta de 6,64%.
Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há evidências
de que julho deste ano apresente um IPCA maior do que o do ano passado, quando
o indicador subiu 0,24%. A coordenadora de índices de preços
do IBGE, Eulina Nunes, diz que a inflação ainda está vinculada à alta
generalizada no preço dos alimentos. “A interpretação
ainda não é de desaceleração e os dados de junho
não mostram um arrefecimento no preço dos alimentos”, avalia.
No mês passado, os produtos alimentícios representaram 63% do índice,
apresentando alta de 2,11%, a maior variação mensal registrada
nesse grupo de produtos desde janeiro de 2003, e o maior aumento para um mês
de junho desde o início do Plano Real, em julho de 1994.
Segundo Eulina, no acumulado do primeiro semestre de 2008 os alimentos contribuíram
com 1,88 ponto porcentual, ou 52% do IPCA de 3,64% do período. Para
ela, “a evidência é que a alta dos alimentos em 2008 vai
ficar acima da do ano passado, que já foi uma taxa expressiva”.
No ano de 2007, os alimentos subiram 10,79% e, somente no primeiro semestre
deste ano, já acumulam variação de 8,64%.
Além disso, em julho, segundo Eulina, haverá pressão de
vários itens administrados, como aumentos nas tarifas de água
e esgoto em Porto Alegre, Belém e Fortaleza; alta no preço da
passagem dos ônibus interestaduais; na energia elétrica em São
Paulo e em Curitiba, além do álcool, do gás veicular e
do óleo diesel.
Para o consultor da Rosenberg & Associados, Luis Fernando Azevedo, a tendência é de
que a inflação desacelere um pouco em relação aos últimos
dois meses. “Mesmo assim o cenário é preocupante e a tendência é que
o teto da meta seja ultrapassado, fechando o ano em 6,6%”, avalia. Para
Azevedo, mesmo que isso aconteça, o Banco Central continuará tendo
a confiança do mercado. Segundo o consultor, as recentes altas da taxa
Selic possuem dois efeitos: o efeito real de desacelerar a economia – diminuindo
a demanda – e o feito “psicológico” de trabalhar as
expectativas. “O tempo de maturação das medidas é de
aproximadamente 6 meses, mas dá um sinal muito importante, segurando
repasses desnecessários que aconteceriam em um clima de inflação
alta”.
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REVISTA VOCÊ S/A, 11
de julho de 2008
Canteiro de oportunidades
Em todo o país aumentam os investimentos
e as chances de crescimento para quem sabe planejar, tocar obras
e administrar novos negócios
Por Gabriel Penna
Novos investimentos em São
Paulo: reflexo do crescimento econômico que motiva as empresas
a ampliar seus negócios e gera oportunidades em todo o Brasil
Há muito tempo o Brasil
não assiste a tantos investimentos em novas fábricas, lojas,
imóveis e infra-estrutura. A economia brasileira vive o melhor
momento das últimas três décadas. O crescimento do
país por 25 trimestres seguidos e as boas perspectivas para os
próximos anos motivam as empresas a ampliar seus negócios
e contratar profissionais para conduzir esse processo de expansão.
De janeiro a maio deste ano, 435 companhias anunciaram investimentos
no país, 73% a mais do que no mesmo período do ano passado,
segundo levantamento do departamento de pesquisas do banco Bradesco.
E a maior parte desse dinheiro vai exatamente para ampliação
e construção de novas unidades.
O Brasil hoje é um canteiro
de obras, e isso gera muitas oportunidades, diz Henri Vahdat, gerente
de capital humano da consultoria Deloitte, de São Paulo. Em 2007,
o número de empregos criados foi o maior da história do
país: 1,6 milhão. As empresas procuram profi ssionais para
planejar novos investimentos, elaborar projetos, tocar obras e assumir
a gestão de negócios recém-implantados. Em qualquer
lugar do Brasil, o executivo que combinar competências nas áreas
operacional e gerencial vai se dar muito bem, diz Henri.
Isso porque os investimentos
e as oportunidades de trabalho estão cada vez mais disseminados
pelo país, como mostra o resultado da pesquisa As 100 Melhores
Cidades para Fazer Carreira, feita com exclusividade pelo professor Moisés
Balassiano, da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro
(FGV-RJ) para a você s/a. Pelo sétimo ano consecutivo, a
liderança no ranking fi cou com São Paulo, mas outros pólos
de desenvolvimento, em todas as regiões, estão atraindo
profissionais qualificados.
No próprio Sudeste, o
principal destaque deste ano está fora do eixo RioSão Paulo.
Vitória assumiu o 3o lugar no ranking geral, embalada pelos investimentos
na indústria de base. Os setores de mineração, petróleo
e gás movimentam a economia da cidade, criando oportunidades nessas áreas
e, também, nas médias empresas da região. Outra
pequena entre as gigantes, São Caetano do Sul, no ABC Paulista,
garantiu o 4o lugar na lista pelo segundo ano consecutivo. Conhecida
pela qualidade de vida e pela renda per capita elevada, a cidade diversificou
sua economia, gerando oportunidades na construção civil
e no setor de serviços. E ainda recebeu, neste ano, a classificação
de risco A+, uma espécie de grau de investimento concedido pela
consultoria brasileira Austin Rating, que atesta o baixo endividamento
do município e sua capacidade de atrair investidores.
No Sul, Porto Alegre se consolida
como a melhor cidade para fazer carreira por oferecer boas universidades,
qualidade de vida e oportunidades nos setores de comércio e serviços.
Em Curitiba e São José dos Pinhais, no Paraná, investimentos
de montadoras como Nissan e Renault atraem engenheiros para um dos maiores
pólos automobilísticos do país. Mas a revelação
deste ano no Sul é a pequena Itajaí, no norte de Santa
Catarina. A cidade, quarta no ranking regional, abriga o segundo maior
porto do Brasil em movimentação de cargas. A cada ano,
o município recebe novas empresas,
que abrem vagas para profi ssionais de logística e comércio internacional.
PORTOS E NORDESTE EM ALTA
Aliás, os portos estão
criando cada vez mais chances de carreira. Eles têm se benefi ciado
dos investimentos em infra-estrutura, que, apesar de ainda estar aquém
das necessidades do país, cresceram 22% no ano passado. Além
de Itajaí, Vitória e Santos, o Porto de Suape, a 40 quilômetros
de Recife, é hoje um dos principais pólos de investimentos
no Brasil. No mês passado, a CSN, por exemplo, anunciou que vai
gastar 6 bilhões de dólares para construir uma siderúrgica
no local. As empresas de Suape contratam técnicos e gestores de
formação variada, de engenharia a contabilidade.
O Nordeste também cresce
embalado pelo aumento da renda e do consumo. A rede de supermercados
Wal-Mart abriu 20 lojas na região nos últimos três
anos. Em Salvador e Fortaleza,
há vagas também no setor petroquímico e na construção
civil. A região é uma ótima opção para quem
está começando a carreira, pois tem boas oportunidades e um enorme
potencial de crescimento, diz Eline Kullock, presidente no Brasil da Stanton
Chase, multinacional especializada em recrutamento de executivos, com escritórios
em 14 cidades brasileiras.
No Centro-Oeste, a estrela é Brasília,
que voltou a figurar entre as cinco melhores cidades do país para
fazer carreira. A capital federal oferece oportunidades, principalmente,
na área de tecnologia. Além das companhias já instaladas
na cidade, o pólo tecnológico está em obras e promete
gerar milhares de empregos nos próximos anos. O setor da construção
civil também se expande, criando vagas para engenheiros e profissionais
das áreas administrativa e financeira.
Em Goiânia, a profissionalização
de médias e pequenas companhias dá espaço para executivos
de contabilidade e finanças. Nas outras três cidades do
Centro-Oeste presentes no ranking Cuiabá, Campo Grande e Dourados
, a economia gira em torno da indústria agrícola, movimentada
pela construção de usinas de açúcar e álcool
na região. O aumento da renda do setor também impulsiona os serviços
e o comércio.
Na região Norte, o pólo
industrial de Manaus vive um dos melhores momentos de sua trajetória,
batendo recordes de faturamento. Empresas como Yamaha e Samsung já anunciaram
que vão ampliar suas fábricas. A falta de mão- de-obra
qualificada na cidade abre espaço para profissionais de outras
regiões, especialmente engenheiros com experiência gerencial.
Em Belém, o porto da cidade também é um pólo
rico em opções. Além disso, a Vale planeja construir
uma siderúrgica e contratar
35 000 pessoas até 2012. Nas próximas páginas, saiba mais
sobre as oportunidades nas melhores
cidades do país para fazer carreira.
Entenda como é feita a pesquisa
Neste ano, 127 cidades foram
analisadas pela FGV-RJ, a partir de três indicadores: educação,
vigor econômico e saúde. As cidades avaliadas fazem parte
das 5% maiores do país, têm pelo menos 170 000 habitantes
e 210 milhões de reais de depósitos à vista. Há algumas
cidades que não atendem a esse critério, mas têm
potencial de desenvolvimento profissional, diz Moisés Balassiano,
coordenador da pesquisa.
OS CRITÉRIOS:
1 Educação
(peso 3)
Número de matrículas e oferta de cursos de graduação,
mestrado e doutorado.
2 Vigor econômico
(peso 2)
Arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) e Produto
Interno Bruto (PIB) municipal, ambos per capita.
3 Saúde
(peso 1)
Número de leitos e de profissionais de saúde para cada 1 000
habitantes.
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JORNAL PÁGINA 20/
ACRE, 11 de julho de 2008
COTIDIANO
Lei deve gerar em torno de mil empregos
na construção civil
Empresários se mostram otimistas com
legislação que determina reserva de mercado
WHILLEY ARAÚJO
“A lei que instituiu tratamento
diferenciado às micros e pequenas empresas nas contratações
realizadas pelo Estado deve gerar em torno de mil novos empregos na construção
civil”. A afirmação partiu dos presidentes do Sindicato
das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) e
da Associação de Pequenos e Médias Empresas da Construção
Civil no Acre (Ampec), Carlos Sassai e José Ribamar da Costa,
respectivamente.
De acordo com Sassai, existem
hoje aproximadamente 50 a 60 empresas de pequeno porte que atuam na construção
civil no Estado. “Se cada uma dessas pequenas empreiteiras contratar
entre 10 e 20 pessoas, já serão entre 500 e 1 mil novos
trabalhadores inseridos no mercado. Então significa que esse volume
de obras que foi licitado e que as empresas de pequeno porte têm
condições de participar, deve gerar uma ótima quantidade
de empregos. Esse é um início importante, tendo em vista
que esse é somente o primeiro pacote dessa nova lei e daqui para
frente serão proporcionadas mais oportunidade no setor”,
ressaltou o presidente da Sinduscon.
José Ribamar diz que hoje
a Ampec conta com 30 empresas de pequeno porte filiadas. “Na manhã de
ontem alguns microempresários da área que ainda não
são filiados à Ampec já nos procuraram para se associar.
Então nossa expectativa é que, com essa nova lei instituída
pelo governador Binho Marques, tenhamos geração de pelo
menos mil novos empregos, direta e indiretamente”, enfatizou.
Com a ação prática
da lei, neste primeiro momento pelo menos 220 casas serão construídas
por empresas locais em vários municípios acreanos, o que
movimentará algo em torno de R$ 7 milhões e irá gerar
inúmeros postos de trabalho, proporcionando assim emprego e distribuição
de renda para a população.
O presidente da Sinduscon ressalta
que a grande ação do governo do Estado foi ter criado uma
estratégia legal de tal forma que todas as empresas pudessem participar
de obras de até um certo porte, pois a grande dificuldade das
médias e pequenas construtoras era atender as exigências
dos editais para participar de licitações.
“Em função
da lei complementar das micros e pequenas empresas do governo federal,
foi dada uma abertura hoje para que até 25% do valor da obra
seja feita com participação de pequenas empresas. O governo
regulamentou essa lei aqui no Estado e hoje as empreiteiras de pequeno
porte podem participar dessas obras sem problema algum”, pontua
Sassai.
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AGÊNCIA SINDICAL, 11
de julho de 2008
Restaurantes populares garantem 70
mil refeições diárias à população
de baixa renda
Construídos com recursos do governo federal, os 51 restaurantes populares
espalhados nas cinco regiões brasileiras oferecem refeições
que podem custar, em média, apenas R$ 1,00. É uma oportunidade
para que trabalhadores, autônomos, aposentados e até famílias
inteiras se alimentem fora de casa, gastando pouco e consumido uma refeição
nutritiva. Ao todo, eles garantem 70 mil refeições diárias à população
de baixa renda.
Segundo dados de uma pesquisa
do Ibope, realizada em 2006, os restaurantes populares são considerados
bons ou ótimos para 86% dos seus usuários. Outros 97% informaram
que o trabalho desenvolvido nestas unidades possibilitou melhoria na
qualidade de vida. E 98% dos freqüentadores disseram que o preço
cobrado nestes locais é acessível.
As unidades são construídas
em parcerias com as prefeituras municipais ou governos estaduais, que
ficam responsáveis pela execução de obras, aquisição
de equipamentos, móveis, utensílios e material de consumo.
O primeiro restaurante foi inaugurado em Belo Horizonte (MG), em 2004.
Nestes quatro anos, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
(MDS) já investiu R$ 122 milhões.
Perfil – Atualmente, 69 unidades estão em processo de
implantação. Até o final de 2008, a previsão é de
que pelo menos mais 15 entrem em funcionamento. Além de oferecer refeições
de baixo custo, os estabelecimentos tornaram-se pólos apoiadores da
geração de trabalho e renda, pois priorizam a compra de gêneros
alimentícios produzidos na própria região, com entrega
direta no local.
Muitos destes lugares ainda possuem cursos como de merendeiras, copeiras e
garçons, dando oportunidade aos moradores da região de aprenderem
uma profissão. Os restaurantes populares são instalados, preferencialmente,
em grandes centros urbanos de cidades com mais de 100 mil habitantes.
Fonte: www.brasil.gov.br
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AGÊNCIA SINDICAL, 11
de julho de 2008
Trabalhadores na Du Pont conquistam
jornada de 40 horas semanais
Os trabalhadores da indústria de tintas automotivas Du Pont, na Cidade
Satélite Industrial de Cumbica, Zona Leste, conquistaram jornada semanal
de 40 horas, sem redução de salários. Segundo o presidente
do Sindiquímicos e da Confederação Nacional dos Trabalhadores
Químicos (CNTQ), Antonio Silvan Oliveira, a empresa deverá se
adequar à nova jornada até fevereiro de 2009.
Os empregados que trabalham no
turno da noite também ganharão 20% a título de adicional
de turno, mais 5,71% e também o adicional noturno, atualmente
de 40%, conforme a Convenção Coletiva da categoria, para
manter a mesma remuneração que vinham recebendo.
Mobilização -
As negociações com a Du Pont começaram após
as manifestações do Dia Nacional de Lutas pela redução
da jornada, em 28 de maio, quando os empregados da empresa paralisaram
a fábrica das 5 às 9 horas. Após esta manifestação,
a empresa acenou com a proposta de até fevereiro de 2009 praticar
a jornada de 40 horas sem redução de salários.
Mais informações:
www.sindiquimicos.org.br
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Gazeta do Povo, 11 de julho de 2008
Rendimentos
Poupança e FGTS perdem para
inflação
Os rendimentos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) no primeiro semestre do ano ficaram abaixo da inflação
medida pelo IPCA. Enquanto a poupança rendeu 3,5% de janeiro a junho
deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades
de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a inflação
oficial do governo foi de 3,74%. A perda real registrada foi de 0,23%, segundo
cálculos de José Dutra Vieira Sobrinho, economista e vice-presidente
da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB).
Já o FGTS, que tradicionalmente tem rendimento menor quando comparado
a outros tipos de aplicação, como a própria caderneta
de poupança, teve perda real de 1,73% nos seis primeiros meses do ano
em relação à inflação pelo IPCA. De janeiro
a junho últimos, o rendimento do FGTS foi de 1,95%, de acordo com informações
da Caixa Econômica Federal.
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BEM PARANÁ, 11 de
julho de 2008
INPC mostra alta foi de 4,26% para
baixa renda
Em Curitiba, a evolução foi
de 0,86%, ante aos 1,10% de maio — também abaixo da
média nacional para o período.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que
mede a evolução dos preços para as famílias mais
pobres (com renda entre R$ 415 e R$ 2.490), mostrou um avanço maior
da inflação para essa faixa de renda: 0,91% em junho, ante aos
0,96% registrados em maio.
Em Curitiba, a evolução
foi de 0,86%, ante aos 1,10% de maio — também abaixo da
média nacional para o período.
No acumulado no ano de 2008, o índice nacional situou-se em 4,26%, significativamente
acima dos 2,20% referentes ao primeiro semestre do ano passado. No Paraná ficou
em 4,44%, também o quarto maior registrado entre as 11 capitais pesquisadas.
Nos últimos 12 meses,
o resultado está em 7,28%, também acima da taxa de 6,64%
dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2007, o INPC havia
ficado em 0,31%.
Os produtos alimentícios apresentaram variação de 2,38%
em junho, enquanto os não-alimentícios aumentaram 0,28%. Em maio
os resultados haviam sido 2,19% e 0,44%, respectivamente.
Salvador (1,10%) apresentou a maior alta (1,63%). As regiões de São
Paulo (1,09%) e Porto Alegre (1,06%) apresentaram resultados semelhantes. (AE)
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Gazeta do Povo, 11 de julho de 2008
Preços
Alimentos sobem pela 5.ª vez
consecutiva
Disparada no valor da comida compromete
renda do trabalhador e segura aumentos em outros segmentos, que
têm sua demanda reduzida
Os alimentos continuam sendo o grande foco de pressão inflacionária.
Após subir 1,95% em maio, o grupo acelerou para 2,11% em junho, a quinta
alta consecutiva em 2008. O item alimentação contribuiu com 0,47
pontos percentuais e, sozinho, representou 64% da formação do Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês. Nos últimos
12 meses a taxa acumulada atinge os 15,79%. Outro destaque: pressionado pelos
aumentos de arroz, feijão e carne, o tradicional “prato feito” liderou
a inflação do primeiro semestre. Na mesa do curitibano, a inflação
ficou em 1,62%.
A disparada dos alimentos tem estreita ligação com a desaceleração
dos preços de produtos não-alimentícios, que caíram
de 0,46% em maio para 0,34% em junho. Um estudo do economista do Real Private
Banking, Fábio Augusto Susteras, mostra que a população
de menor poder aquisitivo está concentrando grande parte de sua renda
na compra de alimentos e gastando cada vez menos com outros produtos.
Com base no cruzamento do valor da cesta básica pelos parâmetros
do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) com o rendimento real mensal do Intituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o levantamento mostra que a fatia do orçamento
das famílias com rendimento médio em torno de R$ 1,8 mil comprometida
com a compra de alimentos havia subido de 16% em janeiro de 2006 para 19,4%
em maio deste ano.
“Esperávamos que esta desaceleração da inflação
por conta do maior comprometimento da renda com a alimentação viesse
no segundo semestre, mas veio antes”, diz Susteras.
Prato caro
O custo com as refeições fora de casa também pressionou
o IPCA no primeiro semestre deste ano e de janeiro a junho acumula alta de
7,94%. Para o economista da Trevisan Consultoria, Pedro Raffy Vartanian, isso é decorrência
de dois fatores fundamentais: o primeiro, claro, é a alta do preço
dos alimentos, mas o aumento da demanda por este tipo de serviço também
deve ser levado em conta. Segundo ele, isso pode ser analisado como indicador
do crescimento econômico. “Com a economia aquecida, as pessoas
trabalham mais e comem mais fora de casa. A tendência é que a
alta continue enquanto os preços não se acomodarem e a demanda
continuar subindo”, avalia Vartanian.
Vilões
Apenas 20 itens foram responsáveis por 66%, ou 2,4 pontos porcentuais,
do IPCA acumulado no primeiro semestre (3,64%). Entre eles, estão dez
produtos alimentícios. No topo da lista das principais contribuições
para a inflação nos seis primeiros meses de 2008 está o
item refeição fora de casa (participação de 0,3
ponto), seguido dos colégios (4,52% e 0,22 pp); pão francês
(20,95% e 0,22 pp); arroz (38,21% e 0,2 pp); tomate (106,41% e 0,12 pp) e empregado
doméstico (5,19% e 0,16 pp). Entre os grandes grupos pesquisados pelo
IBGE, a maior alta e contribuição para a inflação
no semestre foi apurada no grupo de alimentos (8,64% e 1,88 pp), seguido por
habitação (1,79% e 0,24 pp); artigos de residência (0,29%
e 0,02 pp); vestuário (3,08% e 0,20 pp); transportes (1,43% e 0,29 pp);
saúde e cuidados pessoais (3,47% e 0,37 pp); despesas pessoais.
Ações do Carrefour tem forte queda
O Carrefour registrou ontem uma grande perda no mercado financeiro, após
a divulgação de um faturamento semestral bem abaixo do esperado
pelos analistas, e o anúncio de que o gigante francês do varejo
acelerará seu “plano de ação comercial para os hipermercados
na França”. A rede teve a pior queda do dia na Bolsa de Valores
de Paris, e suas ações recuaram quase 10%. O Carrefour registrou
lucro de 6,7% no segundo trimestre do ano, até alcançar 23,721
bilhões de euros, com expansão de apenas 0,5% na França
(10,455 bilhões de euros). Um dos elementos que mais chamaram a atenção
dos analistas foi a queda de 0,6% nas vendas nos hipermercados da França,
bastante afetados pela inflação mundial dos alimentos.
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Folha de S.Paulo, 11 de julho de 2008
Luiz Carlos Mendonça De Barros
Para onde vai a inflação
A desaceleração dos
países emergentes é a bola da vez na cadeia de eventos
que podem acomodar a inflação mundial
A QUESTÃO da inflação
-no exterior e aqui no Brasil- ganhou definitivamente o centro
de interesse da mídia no mundo.
Tenho escrito de forma recorrente sobre esse tema neste meu espaço semanal.
Aproveito a minha volta, depois de duas semanas ausente do país, para
resumir como vejo essa questão hoje. Nesse período, muita água
passou debaixo da ponte, principalmente no chamado mundo emergente. Os bancos
centrais, pressionados por taxas de inflação muito acima de suas
metas -formais ou não-, têm acelerado o processo de ajuste dos
juros para reduzir o crescimento econômico. Isso está acontecendo
principalmente na Ásia, com exceção ainda da China.
Outra mudança importante na política econômica dos países
em desenvolvimento tem sido a redução gradual dos subsídios
dos preços da energia, principalmente dos produtos ligados ao petróleo.
Embora esse movimento garanta uma elevação dos índices
de inflação nos próximos meses, o resultado será uma
redução no ritmo de crescimento do consumo e, portanto, da demanda
final nessas economias.
Sem essa desaceleração, será muito difícil estabilizar
os preços do petróleo e dos metais e, portanto, caminhar no sentido
da redução da inflação no mundo.
O outro canal de aceleração dos preços -as commodities
agrícolas- tem uma dinâmica mais complexa em razão do ciclo
de produção desses produtos. Em uma situação de
estoques muito baixos e com a demanda refletindo um aumento generalizado de
renda no mundo emergente, os preços estarão ainda, nos próximos
meses, sensíveis a eventuais problemas climáticos.
Mas certamente haverá um aumento importante nos níveis de produção,
como é o caso da safra brasileira em 2008/2009.
Outro fator que tem influenciado o comportamento dos preços das principais
commodities tem sido o valor do dólar nos mercados de câmbio,
principalmente em relação ao euro. Esse movimento está ligado,
no curto prazo, ao descompasso entre a política monetária nessas
duas regiões. Não acredito que o Fed terá condições
de elevar os juros nos Estados Unidos em 2008 e ao longo do primeiro semestre
de 2009. Portanto, a redução do diferencial de juros americanos
e na zona do euro só vai ocorrer quando a recessão na Europa
levar o mercado a acreditar em um início do afrouxamento monetário
por parte do BCE.
Portanto, na cadeia de eventos que podem levar a uma acomodação
na inflação mundial que vivemos hoje, a desaceleração
do mundo emergente é a chamada bola da vez. A economia americana já sofre
de uma queda na atividade muito forte e que deve durar por mais alguns trimestres
pelo menos. A Europa começa a perder seu dinamismo, com queda da atividade
industrial em vários países, como Espanha, Irlanda, Itália
e França. Mesmo a locomotiva alemã dá sinais de desaceleração
forte, sob o impacto do câmbio e dos juros elevados. Se o mundo emergente
realmente caminhar na direção de uma atividade menor, mesmo com
a China mantendo seu crescimento entre 9% e 10% ao ano, poderemos ter um ajuste
na demanda global suficiente para estabilizar os preços de commodities.
Resta saber se essa desaceleração global será suficiente
para estabilizar também os chamados núcleos da inflação,
que têm subido na maioria dos países. Nos próximos meses,
esse é o movimento que deveremos monitorar prioritariamente.
LUIZ CARLOS MENDONÇA DE
BARROS , 64, engenheiro e economista, é economista-chefe
da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das
Comunicações (governo FHC).
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Agência Câmara,
11 de julho de 2008
Proposta aumenta juros do FGTS para
6% ao ano
Diógenes Santos

Pereira: a inflação e os planos econômicos corroeram o
saldo das contas do FGTS nos últimos 40 anos.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 3381/08, apresentado pelo deputado
Filipe Pereira (PSC-RJ), que aumenta de 3% para 6% ao ano os juros das contas
vinculadas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo o autor, a inflação
e os planos econômicos corroeram o saldo das contas do FGTS nos últimos
40 anos. Ele explica que pesquisas realizadas pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese)
têm demonstrado que a correção monetária dos
saldos das contas vinculadas dos trabalhadores foi incapaz de manter
o valor real do dinheiro depositado pelo empregador em benefício
futuro do empregado. Pereira observa ainda que as contas vinculadas do
FGTS têm uma taxa de rendimento inferior às demais aplicações
financeiras.
Tramitação
A matéria, que tramita em caráter conclusivo, será examinada
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Conheça as possibilidades
de saque do FGTS
Íntegra
da proposta:
- PL-3381/2008
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Agência Câmara,
11 de julho de 2008
Pescador não filiado a colônia
pode ter seguro-desemprego
Laycer Tomaz

Cameli: seguro-desemprego é, por vezes, a única
fonte de renda das famílias dos pescadores.
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 3271/08, que desobriga o pescador de estar filiado à colônia
de pescadores com jurisdição sobre a área em que
ele atue para que possa receber o seguro-desemprego. De autoria do deputado
Gladson Cameli (PP-AC), a proposta altera a Lei 10.779/03, que concede
o benefício a pescadores que utilizem recursos artesanais durante
a atividade.
Atualmente, o benefício é dado
apenas aos associados à colônia de pescadores na época
do defeso, quando a pesca fica suspensa para garantir a reprodução
das espécies. Segundo o parlamentar, o requisito é "uma
afronta ao direito constitucional que garante que ninguém será compelido
a associar-se ou permanecer associado". Pela proposta, o pescador
poderá apresentar atestado de outra entidade representativa da
categoria a que esteja filiado para obter o benefício.
O deputado acrescenta que a imposição
já gerou inúmeras discussões e resoluções
conflitantes no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT). Segundo Gladson Cameli, o Ministério Público entrou
com ação civil no Supremo Tribunal Federal (STF) para que
a exigência de filiação fosse considerada inconstitucional.
Benefício
move economia
O autor do projeto ressalta que o seguro-desemprego garante o sustento de milhares
de famílias de pescadores em todo o País. "Foi uma feliz
iniciativa do governo federal com enorme repercussão social e econômica
e que atende às necessidades mais urgentes dos trabalhadores do setor."
O deputado destaca ainda que
o benefício é, por vezes, a única fonte de renda
das famílias, e sustenta a atividade econômica e a sobrevivência
de diversas comunidades pesqueiras do Brasil.
Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões
de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de
Trabalho, de Administração e Serviço Público; de
Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-3271/2008
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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de julho de 2008 | Economia
INSS e Receita fazem dia de paralisação
Rosângela Oliveira
Servidores da Receita Previdenciária e do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) fizeram ontem um dia de paralisação. As duas categorias
reivindicam a aplicação de propostas já discutidas com
o governo.
Os servidores da Receita Previdenciária
querem o cumprimento da lei 11.457, que criou, em março de 2007,
a Secretaria da Receita Federal do Brasil, mais conhecida como Super
Receita, e incorporou a Secretaria Previdenciária à Receita
Federal.
Com a mudança, seis categorias
de servidores foram afetadas, sendo que os analistas e técnicos-previdenciários
continuam sem definição de carreira dentro do novo órgão.
De acordo com a presidente da
Associação dos Servidores da Receita Previdenciária
no Paraná (Asalaf), Claudete Henrique, antes da lei, os servidores
trabalhavam no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na área
de arrecadação e fiscalização, na Secretaria
da Receita Previdenciária.
Com a criação da
Super Receita os servidores deveriam ser transferidos para a Receita
Federal, mas até agora não foram redistribuídos.
Segundo ela, a categoria quer a redistribuição para a carreira
de auditoria da Receita Federal.
Além de não cumprir
a legislação, Claudete afirmou que agora o governo quer
incluir os servidores em uma função no Ministério
da Fazenda. “Nossa redistribuição se deu para a secretaria
da Receita Federal do Brasil e não para o Ministério da
Fazenda, e por isso não aceitamos nossa inclusão na carreira
fazendária por se tratar de uma carreira generalista e sem nenhuma
relação com a administração tributária”,
disse. Essa já é a terceira vez que os servidores paralisam
a atividade, e garantem que se não tiveram a reivindicação
atendida, podem entrar em greve por tempo indeterminado.
Já os servidores do INSS
cruzaram os braços pela revisão do plano de cargos e carreiras,
que estaria em negociação com o governo desde 2005. Também,
pedem melhores condições de trabalho e a contratação
de mais servidores.
Segundo Jaqueline o governo acabou
com as filas nas agências, no entanto criou uma fila virtual. “As
pessoas agendam atendimento pelo telefone 135 e ficam aguardando pelo
atendimento, em casa, mas esperando. E é isso que queremos denunciar”,
falou. A sindicalista afirmou a categoria está mobilizada e se
não forem atendidos irão deflagrar greve a partir do dia
5 de agosto.
Embrapa
Ontem, segundo informações
da agência de notícias de Londrina, a Londrix, os funcionários
da Embrapa instalada na cidade encerraram a greve e retornaram ao trabalho.
A categoria aceitou a proposta de reajuste salarial linear de 7% e
correção de 11% no vale-alimentação. Cerca
de 300 trabalhadores estavam parados há uma semana.
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BEM PARANÁ, 11 de junho de 2008 | Economia
Trabalho
Justiça lacra máquinas
da empresa Atlas
A Superintendência Regional do Trabalho
(SRTE) lacrou na noite de quarta-feira doze equipamentos na fábrica
Atlas
A Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) lacrou na noite de quarta-feira
doze equipamentos na fábrica Atlas Eletrodomésticos de Pato Branco,
sudoeste do Estado, que produz fogões e máquinas de lavar. A
ação aconteceu depois de denúncias feitas pela Secretaria
do Trabalho, Emprego e Promoção Social (Setp) e do Sindicato
dos Trabalhadores Metalúrgicos do município. Desde junho cinco
pessoas já sofreram graves acidentes de trabalho na cidade.
Uma determinação para que as máquinas fossem desativadas
já havia sido dada na terça-feira mas o dono das duas empresas
autuadas, Cláudio Petrycoski, desrespeitou a decisão e uma funcionária
teve quatro dedos da mão amputados. Somente no mês de junho cinco
pessoas já sofreram graves acidentes de trabalho nas duas fábricas.
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Agência Diap, 11 de
julho de 2008
ENTENDIMENTO
ECT aceita proposta do TST para pôr
fim à greve dos Correios
A Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos (ECT) anunciou em nota que decidiu aceitar a proposta
de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em
Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) do Tribunal
Superior do Trabalho (TST) para pôr fim à greve da categoria.
A proposta foi apresentada à ECT e à Fentect, nesta quinta-feira
(10), pelo presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito.
A greve começou à zero hora do dia 1º de julho. Brito se
reuniu, na última quarta-feira (9), em seu gabinete, em horários
diferentes, com o presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, e com
o presidente da Fentect, Manuel Cantoara.
Aos dois, ele entregou o documento no qual detalhava a proposta em sete cláusulas,
enfatizando sua disposição para intermediar as negociações,
mediante a realização de duas reuniões por semana, até o
final de julho, em busca de uma solução negociada para o conflito.
Nas primeiras cláusulas, o ministro propõe que a ECT suspenda
a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)
de 2008, "exclusivamente em relação aos carteiros que prestam
serviços externos, prevalecendo todas as condições anteriores".
Na prática, isso significa que os carteiros deixariam de receber o valor
linear de R$ 260, que foi estabelecido pelo novo plano, e voltariam a receber,
em julho e agosto de 2008, os 30% de abono, como acontecia antes.
A proposta de Brito tem sete cláusulas e coloca o TST como mediador
na negociação entre as partes nos próximos dois meses.
Os representantes da Fentect e da empresa estão reunidos desde o início
da noite de hoje para discutir a suspensão da greve
Movimento grevista
Como contrapartida dos trabalhadores, o ministro propõe a suspensão
da greve a partir da zero hora de hoje (11). Nas cláusulas seguintes,
a proposta trata dos compromissos que as duas partes devem assumir para voltar
a discutir o plano de cargos, com a intermediação do presidente
do TST. Uma das condições estabelece que a pauta será previamente
estabelecida, sem possibilidade de ampliação dos temas em discussão.
Na medida em que for ocorrendo consenso, cada tema será levado, oportunamente, à apreciação
e homologação pela Seção de Dissídios Coletivos
do TST, passando a fazer parte, "para todos os efeitos de direito, do
Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008". Outro compromisso é que,
durante as negociações, os trabalhadores não poderão
deflagrar qualquer movimento grevista. (Fonte: Vermelho)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
10/07/2008
Correios: TST formaliza proposta para pôr
fim à greve
O presidente do Tribunal Superior
do Trabalho, ministro Rider Nogueira de Brito, apresentou proposta formal
aos representantes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
(ECT) e da Federação dos Trabalhadores (Fentect), com o
objetivo de encerrar a greve da categoria e retomar as negociações
sobre os temas econômicos. Rider de Brito se reuniu ontem (9),
em seu gabinete, em horários diferentes, com o presidente da ECT,
Carlos Henrique Custódio, e com o presidente da Fenect, Manuel
Cantoara.
Aos dois, ele entregou o documento
no qual detalha a proposta em sete cláusulas, enfatizando sua
disposição para intermediar as negociações,
mediante a realização de duas reuniões por semana,
até o final de julho, em busca de uma solução negociada
para o conflito. O TST aguarda o posicionamento das partes sobre o assunto.
Nas primeiras cláusulas,
o ministro propõe que a ECT suspenda a aplicação
do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, “exclusivamente
em relação aos carteiros que prestam serviços externos,
prevalecendo todas as condições anteriores”. Na prática,
isso significa que os carteiros deixariam de receber o valor linear de
R$ 260, que foi estabelecido pelo novo plano, e voltariam a receber,
em julho e agosto de 2008, os 30% de abono, como acontecia antes. Como
contrapartida dos trabalhadores, o ministro propõe a suspensão
da greve a partir da zero hora desta sexta-feira, 11 de julho.
Nas cláusulas seguintes,
a proposta trata dos compromissos que as duas partes devem assumir para
voltar a discutir o plano de cargos, com a intermediação
do presidente do TST. Uma das condições estabelece que
a pauta será previamente estabelecida, sem possibilidade de ampliação
dos temas em discussão. Na medida em que for ocorrendo consenso,
cada tema será levado, oportunamente, à apreciação
e homologação pela Seção de Dissídios
Coletivos do TST, passando a fazer parte, “para todos os efeitos
de direito, do Plano de Cargos, Carreiras e Salários/2008”.
Outro compromisso é que, durante as negociações,
os trabalhadores não poderão deflagrar qualquer movimento
grevista.
O ministro destacou que o objetivo
de sua proposta é estabelecer um clima propício às
negociações que possam conduzir a uma solução
negociada do conflito, devolvendo às partes “a convivência
harmoniosa, indispensável para o bom relacionamento que deve existir
entre empregados e empregadores”.
(Ribamar Texeira)
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