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Agência Senado, 12 de julho de 2008
Recursos utilizados em programas
de transferência de renda poderão vir a ser divulgados
na Internet
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) vota em turno suplementar na próxima quarta-feira (16)
projeto do senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) que estabelece
normas para a divulgação, na Internet, de informações
sobre programas de transferência de renda mantidos por estados
e municípios com a participação de recursos da
União (PLS 17/05). O texto substitutivo ao original apresentado
pelo relator, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), foi aprovado na última
reunião.
O turno suplementar é realizado após a aprovação
de um substitutivo, para que esse novo texto possa ser ainda melhorado
com sugestões dos demais membros da Comissão. Até agora,
o substitutivo recebeu uma emenda, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF),
ainda pendente de parecer. Podem ser apresentadas emendas até o
final da discussão da matéria - primeiro item da pauta
de 21 deliberações da reunião prevista para
se iniciar às 10 horas. O projeto tem decisão terminativa.
O segundo item é o projeto de lei complementar (PLC 119/06)
encaminhado pelo Poder Executivo que recria a Superintendência
do Desenvolvimento Sustentável do Centro-Oeste (Sudeco). A
proposta, relatada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO),
estabelece a composição, natureza jurídica,
objetivos, área de competência e instrumentos de ação
do órgão. A senadora apresentou um substitutivo à proposta,
encampando emendas apresentadas pelos senadores Valter Pereira (PMDB-MS)
e Marconi Perillo (PSDB-GO). O projeto será votado ainda na
Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e na
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Seguindo a ordem da pauta, estão três projetos tramitando
em conjunto: o PLS 79/03, de autoria do senador Delcídio Amaral
(PT-MS), e o PLS 101/05, do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que dispõem
sobre os direitos dos pacientes em serviços de saúde;
e o PLS 103/05, do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), que cria
o Estatuto do Enfermo. O relator, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR),
apresentou substitutivo favorável ao primeiro e pela rejeição
dos outros dois, acatando ainda emenda apresentada pelo próprio
Delcídio. A matéria tem decisão terminativa
na Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH).
O item 4 é a emenda da Câmara dos Deputados ao Projeto
de Lei do Senado 23/00, que altera a lei das concessões e
permissões de serviços públicos (Lei 8.987/95).
A matéria é de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR)
e o relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), apresentou
voto favorável à aprovação da emenda.
O senador Augusto Botelho (PT-RR) também apresentou relatório
favorável ao substitutivo da Câmara do projeto de lei
do senador Cristovam Buarque (PDT-DR) que torna nulas as cláusulas
contratuais de definição de foro caso estas sejam em
prejuízo do consumidor (PLS 247/03). Essas duas matérias,
se aprovadas, serão analisadas pelo Plenário e, caso
vençam mais essa etapa, seguem para a sanção.
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Agência Câmara, 12 de julho
de 2008
Projeto aumenta punição
para comércio ilegal de madeira
Gilberto Nascimento
Peccioli: é imprescindível
conter a derrubada ilegal de árvores nativas
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3249/08, do deputado Silvinho
Peccioli (DEM-SP), que institui punições mais rigorosas
para os responsáveis pelo comércio e uso industrial de
madeira ilegal. Pela proposta, o estabelecimento que vender ou industrializar
madeira nativa extraída ilegalmente, sem certificação
ambiental, será punido com a suspensão temporária
de seis meses do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNJP).
Com o CNPJ suspenso, a empresa fica impedida de realizar qualquer operação
comercial.
A proposta estabelece ainda que, nos casos de reincidência,
o CNPJ será cancelado e os diretores e sócio-gerentes
ficarão impedidos de constituir novo empreendimento até a
conclusão do processo judicial.
Desmatamento
Segundo o parlamentar, a extração ilegal de madeira nativa é uma
das principais causas do desmatamento no Brasil. Em sua avaliação,
para impedir o avanço das áreas desmatadas, é imprescindível,
portanto, conter a derrubada ilegal de árvores nativas.
Para o deputado, apesar da determinação legal de que
toda propriedade rural deve manter área de preservação
permanente (reserva legal), o desmatamento continua em razão
da falta de punições severas para o comércio
e o uso industrial de madeira extraída ilegalmente.
O deputado acredita a punição mais severa "forçará as
indústrias e os comerciantes a investigar melhor a origem
dos produtos que adquirem e contribuirá para a conservação
dos recursos naturais brasileiros, e da biodiversidade em especial".
Madeira certificada
Atualmente, a legislação exige certificado de origem
da madeira para uso comercial e industrial, expedido pelo Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama). A certificação garante que a madeira não
foi retirada de área de preservação ambiental
ou que a espécie extraída não faz parte das espécies
protegidas ou em extinção. Uma forma prática de
obter a certificação é fazer plantios exclusivos
de árvores para fins comerciais e industriais.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria
e Comércio; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-3249/2008
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Agência Diap, 12 de julho de 2008
RELAÇÕES DE TRABALHO
Terceirização:
Ministério do Trabalho debate tema em oficina
interna
O Ministério do Trabalho e Emprego realizou,
nesta quinta-feira (10), uma “Oficina Interna sobre
Terceirização”. A intenção é construir
uma saída que não precarize mais as relações
de trabalho no setor. Para o ministro Carlos Lupi, assim
como para o secretário de Relações
do Trabalho, Luiz Antônio Medeiros, a regulamentação
dessa atividade é necessária para não
mais se “fraudar a legislação” trabalhista
no País, argumentou.
Entre os debatedores, o presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas
Aplicadas (Ipea), Márcio Pochmann, relatou que dos empregos
gerados no País, 45 milhões, “em torno de 7 milhões
sejam terceirizados”. Para Pochmann, os debates em torno do
tema são bem vindos, “mesmo que internamente”,
disse o presidente do Ipea, que alertou também sobre a complexidade
do tema.
Além de Pochmann, que falou sobre a “Terceirização
no mundo”; em seguida, Mariângela Mudim, representando
da Petrobrasa tratou da “Experiência da Petrobras”;
a “Terceirização de Serviços Bancários”,
tema debatido por Ana Regina Rozaris representante da Caixa Econômica
Federal; e o último painel, a “Terceirização
e Intermediação de mão-de-obra: Necessidade
de Regulamentação”, foi tematizada por Glória
Bittencourt, representante do MTE.
Segundo Medeiros, a idéia é que seja feita outra reunião,
desta vez com os representantes dos trabalhadores, para mostrar o
projeto.
Legislativo
No Legislativo, tramita o projeto de lei (PL 4.302/98), do Executivo,
encaminhado ao Congresso na gstão FHC, que dispõe sobre
a terceirização do contrato de trabalho. O projeto é um
flagrante de flexibilização dos direitos trabalhistas.
Em 2003, ao assumir o Ministério do Trabalho e Emprego, o
então ministro, Jaques Wagner, prometeu a retirada da proposta
para arquivamento. O Executivo enviou ao Legislativo a Mensagem 389,
de 19 de agosto de 2003, que pede a retirada da matéria. A
mensagem ainda não foi lida pelo presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT/SP), a proposta está na Comissão
de Trabalho da Casa, cujo relator é o deputado Pedro Henry
(PP/MT).
Subcomissão
A Comissão de Trabalho da Câmara criou em 2007 a “Subcomissão
de Terceirização”. O colegiado já encerrou
suas atividades e deverá apresentar um relatório no
próximo semestre, com o objetivo de orientar os parlamentares
sobre a melhor forma de regulamentar essa modalidade de trabalho.
Ao que parece, existe falta de sincronia entre os poderes e as reivindicações
dos trabalhadores. Em princípio, o Legislativo não
retira a proposta nefasta apresenta na gestão FHC, e, por
outro lado, o ministério retoma as discussões sobre
o tema. Enquanto isso, os trabalhadores ficam à mercê da
precarização de seus direitos.
O momento parece favorável para regulamentar a prestação
dos serviços de terceirização, que no mundo
globalizado se tornaram uma realidade irreversível. Mas a
proposta caminha lentamente e sem a devida parceria necessária
entre as partes interessadas na sua regulamentação
dessa modalidade de trabalho que cresce em números elevados
a cada ano. (André Santos)
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Diário Vermelho, 12 de julho de
2008
Estudo revela recorde nas
tentativas de reeleição de prefeitos

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou
nesta sexta-feira (11), novo estudo acerca das reeleições
de 2008. Nele, a CNM revela porcentual recorde do número de
prefeitos que concorrerão ao segundo mandato. Ao todo, serão
3.361 candidatos, 76,9% do total dos que podem efetivamente disputar
a reeleição, contra 63,3% em 2004 e 62,0% em 2000. O
estudo contém ainda curiosidades sobre as últimas duas
eleições e a possibilidade de elas se repetirem na próxima
ida dos eleitores às urnas, como a coincidência de 58%
de vitórias dos candidatos à reeleição.
Estudo realizado pela Confederação Nacional de Municípios
(CNM) mostra que o porcentual de prefeitos que tentarão um
segundo mandato neste ano é o maior desde a introdução
do mecanismo da reeleição. Dos 4.368 prefeitos que
podem disputar a reeleição em 2008, pelo menos 3.361
(76,9%) declararam aos pesquisadores da CNM que vão concorrer.
Em 2000, na primeira eleição municipal na vigência
da emenda constitucional da reeleição, todos os 5.558
prefeitos puderam disputar o segundo mandato, mas apenas 3.448 o
fizeram (62,0%). Em 2004, o número de prefeitos em condições
de se reeleger caiu para 3.556, e o número efetivo de candidatos à reeleição
foi de 2.251 (63,3% dos que podiam). Ou seja, embora o número
absoluto de candidatos à reeleição de 2000 ainda
seja o maior, o índice de tentativa de reeleição
tem crescido a cada pleito, atingindo o maior porcentual das três
eleições em 2008.
A pesquisa da CNM também mostra, com base nos resultados
do Tribunal Superior Eleitoral, que o porcentual de sucesso dos prefeitos
na reeleição foi coincidentemente de exatos 58,2% nos
dois últimos pleitos. Se esse mesmo porcentual se repetir
em 2008, portanto, teremos 1.956 prefeitos reeleitos.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o crescimento do porcentual
de prefeitos que tentarão a reeleição é um
dado relevante, que pode refletir a melhoria dos indicadores fiscais
e de gestão dos municípios. “Os prefeitos sanearam
as contas no último mandato e presumem que poderão
se planejar melhor num segundo mandato e concluir as obras e projetos
iniciados”, diz Ziulkoski.
Segundo ele, entretanto, ainda há um número considerável
de prefeitos que desiste de concorrer em virtude da fiscalização
ostensiva e – até certo ponto – desigual que sofrem
do Ministério Público, se comparado com os governadores. “Apesar
disso, a maioria está se atrevendo a buscar a reeleição”,
afirma o presidente.
Para saber quantos candidatos potenciais à reeleição
efetivamente concorrerão em 2008, a CNM contatou cada um dos
atuais prefeitos e perguntou se eles seriam candidatos e, em caso
de resposta positiva, por qual partido ou coligação
concorreriam. Existem duas formas de analisar o porcentual de candidatos à reeleição:
em relação ao total de prefeitos (coluna A) e ao subtotal
dos que estão em primeiro mandato e podem concorrer a reeleição
(B). Os resultados são apresentados abaixo:

Segundo a pesquisa, o Estado do Amapá é o que apresenta
o maior índice de tentativa de reeleição. Dos
13 prefeitos que podem concorrer (de um total de 16), 100% declarou
que será candidato. O Rio Grande do Norte é a unidade
da federação com o menor índice de tentativa
de reeleição: apenas 61% dos prefeitos em condições
de disputar o segundo mandato entrarão na disputa, embora
92% dos prefeitos potiguares tenham condições para
tal.
Em São Paulo, o índice de tentativa de reeleição é de
83%, e no Rio Grande do Sul, 74%. Em números absolutos, Minas
Gerais é o que tem o maior número de prefeitos disputando
um segundo mandato: 567. Dos 4.368 prefeitos em condições
de concorrer á reeleição, a CNM só não
conseguiu ouvir a decisão de 81 deles.
O partido político com o maior número de candidatos à reeleição é o
PMDB, com 817 prefeitos de um total de 1.285 concorrendo à reeleição,
seguido do PSDB, com 482 candidatos à reeleição,
do PP, com 305, do DEM, com 287, e do PT, com 285.
Proporcionalmente ao número de prefeitos que possui, o PCdoB é o
que tem o maior índice de tentativa: 13 dos seus 14 prefeitos
atuais (92,9%) vão disputar o segundo mandato. Em segundo lugar,
dos principais partidos, aparecem os prefeitos do PT: 71,4% deles vão
tentar a reeleição. No PSDB, apenas 54,5% dos prefeitos
atuais declaram que vão tentar a reeleição, e
no DEM, 47%. Estes porcentuais estão na última coluna
da tabela abaixo (% de C/A).
Por que o porcentual desses partidos é menor? Em parte, porque
o porcentual de prefeitos do PSDB e do DEM que podem concorrer à reeleição é menor
do que o porcentual dos petistas e comunistas que podem (veja quarta
coluna, do % de B/A).
Se comparamos o número de candidatos à reeleição
em relação ao número dos que podem concorrer (%
de C/B), o PCdoB continua liderando a lista, com 92,9%, seguido pelo
PSC, com 85,3%, e pelo PT, com 85,1%. O PHS tem o menor porcentual
de tentativa (53,8%), seguido pelo DEM e pelo PPS, ambos com 65,5%.

Além disso, a CNM analisou o número de candidatos
que concorrem em coligação. Dos 3.361 prefeitos que
disputarão o segundo mandato, 3.179 informaram se terão
ou não aliados na disputa. Destes, 2.944 (93%) disseram que
vão disputar através de alguma coligação
partidária, enquanto 235 (7%) vão concorrer sozinho,
apenas com apoio do seu partido.
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Congresso em Foco, 12 de julho de 2008
Novos cargos são
inconstitucionais, diz Garibaldi
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN),
disse nesta tarde que a criação
dos cargos de assessoria técnica, aprovada
na quarta-feira (9) por resolução da Mesa
Diretora, ferem um artigo da Constituição
Federal – portanto, são ilegais. Criados à surdina
e sem realização de concurso público,
a criação dos 97 cargos de assessor parlamentar – cujo
salário estipulado é de R$ 9.979,24 – deveria
ser submetida à apreciação do plenário,
e não ser aprovada por rápida (e
displicente, como apurou ontem (10) o Congresso em Foco)
medida administrativa da Mesa.
“No artigo 52 inciso 13 está dito que caberá ao
Senado criar e transformar cargos e promover a estruturação
de seu quadro de pessoal”, explicou o senador, afirmando que
sugerirá à Mesa o encaminhamento da proposição
ao plenário, como reza a Carta Magna. “No artigo 98,
item 3, do Regimento [Interno do Senado] também está dito
que caberá ao Senado – e não à Mesa do
Senado – proceder atos ligados à estruturação
do quadro de pessoal”, acrescentou, evidenciando a semelhança
das duas normas.
Segundo Garibaldi, a Mesa pode sim aprovar uma resolução
como a que cria os cargos técnicos, mas tem de levá-la
posteriormente ao Senado – “que é o plenário”,
ressalta o peemedebista – para a apreciação e
votação. O senador disse ser possível que a
matéria seja votada na próxima semana, mas que alguns
procedimentos precisam ser observados antes.
Único senador a se opor à idéia de criar mais
cargos de assessoria para os gabinetes e lideranças da Casa,
Garibaldi disse que não pode atropelar a maioria e levar a
matéria unilateralmente à votação. “Isso
precisa primeiro ter um entendimento da Mesa, porque sozinho eu não
posso submeter ao plenário. Eu tenho de voltar à Mesa,
fazer um apelo em nome da legitimidade, que ela [a decisão]
se transforme em um projeto de resolução aprovado pelo
plenário.”
Clamor
Diante da pergunta de que teria, na condição de presidente
do Senado, de pedir à Mesa Diretora que cumprisse a Lei, Garibaldi
repetiu o discurso e disse que não poderia, “individualmente”,
solicitar o encaminhamento da matéria ao plenário. “Mas
eu acho que a Mesa, para legitimar, tem de enviar”, concluiu,
acrescentando que, na próxima semana, tratará do assunto
em reunião com as lideranças partidárias e com
os membros da Mesa, quando pedirá o encaminhamento.
A Mesa Diretora é composta por, além de Garibaldi,
Tião Viana (PT-AC), 1º vice-presidente; Alvaro Dias (PSDB-PR),
2º vice-presidente; Efraim Moraes (DEM-PB), 1º secretário;
Gerson Camata (PMDB-ES), 2º secretário; César
Borges (DEM-BA), 3º secretário; e Magno Malta (PR-ES),
4º secretário. Entre os suplentes estão: Papaléo
Paes (PSDB-AP), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), João
Vicente Claudino (PTB-PI) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
De acordo com Garibaldi, o fato de ter sido acertada uma reunião
quer dizer que, por enquanto, a criação dos cargos
está suspensa. “Até porque isso só seria
implantado, segundo ficou decidido, a partir de primeiro de agosto”,
garantiu, revelando-se atento à repercussão negativa
que o caso provocou junto à sociedade. “Diante do que
está acontecendo, desse clamor, o Senado tem de ser sensível
a isso, ao que a imprensa está colocando, ao que a opinião
pública está dizendo. É o clamor das ruas, e
o Congresso não pode ficar dissociado, de costas para isso.”
Displicência
O Congresso em Foco apurou que alguns líderes de bancada
não apreciaram com a devida atenção uma lista
distribuída por Efraim Moraes há alguns meses, com
o objetivo de reunir assinaturas avalizando a criação
dos cargos. Alguns nem mesmo se deram ao trabalho de ler a lista,
ou seja, não sabiam do que tratava o documento.
“Acho que tem um documento antigo, sim, mas eu não
sei o que era. Também só soube disso [da criação
dos cargos] quando cheguei na Câmara. O que é praxe é que
o Senado acompanha a Câmara”, admitiu o líder
do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).
Os novos cargos foram criados a portas fechadas, em acordo de líderes
que não foi divulgado à imprensa. Os 81 senadores poderão
contratar mais dois assessores técnicos, um para o gabinete
e outro para as lideranças. Cada assessor receberá R$
9.979,24. A medida, cuja vigência começa em 1º de
agosto, representará custo adicional de cerca de R$ 12 milhões,
anualmente, aos cofres da Casa. Atualmente, o Senado gasta por ano
R$ 1,46 bilhões com salários de servidores ativos e
R$ 600 milhões com aposentados. (Fábio
Góis)
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Agência CUT, 12 de julho de 2008
Relatório conclusivo do GT
do MTE para o PAC
Por: Leonardo Severo
O governo federal passará a incorporar como política
pública no Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) contrapartidas como metas de emprego e formalização
nas obras, investimentos na qualificação em saúde
e segurança no trabalho, e a exigência de que os incentivos
concedidos se reflitam, na mesma proporção, à queda
dos preços de imóveis acabados e do material de construção.
Estas e outras importantes definições foram aprovadas
pelos representantes da CUT, Conticom, centrais, das entidades empresariais
e do governo federal, terça-feira (8), quando foi aprovado
o relatório conclusivo do Grupo de Trabalho formado para analisar
contrapartidas aos investimentos do PAC. No dia 5 de agosto será concluído
o calendário de efetivação destas propostas.
O GT foi instituído pela portaria 604, de 10 de dezembro
de 2007, para analisar o conjunto de propostas apresentado pelas
centrais sindicais no âmbito do PAC e acabou contemplando a
quase totalidade das reivindicações dos trabalhadores.
As demandas foram analisadas em quatro reuniões realizadas
ao longo do primeiro semestre de 2008, com a participação
destacada da Confederação Nacional dos Sindicatos de
Trabalhadores nas Indústrias da Construção e
da Madeira (Conticom/CUT).
" Desde o anúncio do PAC, defendíamos que o
programa deveria ser mais do que de crescimento econômico,
ser de desenvolvimento social, e com a unidade do movimento sindical,
articulando, mobilizando e pressionando, saímos vitoriosos",
avalia o presidente da Conticom/CUT, Waldemar de Oliveira. "Este é o
desfecho da Caravana do Ramo, idealizada pela Conticom e realizada
em conjunto com as centrais, no dia 23 de outubro de 2007, em Brasília",
frisou.
O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, saudou o relatório
do Grupo de Trabalho como "mais uma importante e inovadora conquista
do Ramo, comandado pela nossa Conticom". "Já havíamos
dado um passo significativo ao inserir nosso conceito de contrapartidas
sociais em parte dos investimentos públicos e no PAC. Isso
sem dúvida repercutiu positivamente neste relatório
e servirá de motivação para que tenhamos uma
intervenção cada vez mais firme e precisa, a fim de
que todos os projetos que envolvam verbas públicas apontem
no sentido de gerar empregos formais, redistribuindo renda, garantindo
direitos e ampliando conquistas", ressalta Artur.
Leia abaixo uma síntese do Relatório Conclusivo
divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego:
1. Metas de emprego e formalização
no âmbito das obras do PAC, com os dados especificados por
projeto e de acesso público;
2. Participação das entidades sindicais
dos trabalhadores do setor no acompanhamento das metas;
3. Exigência de que os incentivos concedidos
se reflitam, na devida proporção, na queda dos preços
de imóveis acabados e do material de construção
4. Criação de um programa nacional
de qualificação de segurança e saúde
no trabalho;
5. Garantia de criação de empregos
formalizados em novas obras de infra-estrutura financiadas pelo FGTS;
6. Criação do Certificado de Regularidade
Trabalhista e do Cadastro Nacional de Empresas Autuadas pelo MTE
- A sugestão é o encaminhamento de proposta de alteração
legislativa da Lei 8.666, que é a Lei de Licitações,
exigindo que as empresas para participar da licitação
pública não tenham sido autuadas pelo Ministério
e que tenha quitada as suas dívidas trabalhistas O GT solicita
uma Normativa que vincule o álvara de construção
com o CEI (Cadastro Específico do INSS);
7. Campanha pela formalização dos
trabalhadores autônomos da construção, esclarecendo
e popularizando os benefícios trazidos pelas contribuições à Previdência
Social;
8. Criação de Portaria Ministerial
autorizando o acompanhamento dos dirigentes sindicais em fiscalizações,
no local de trabalho - O objetivo é estreitar a relação
dos Sindicatos com as superintendências. O grupo sugere que
seja feito pelo Ministério do Trabalho um curso de capacitação/qualificação/treinamento
para todos os fiscais e dirigentes, voltado para saúde e segurança,
e extensivo aos novos auditores fiscais;
9. Estabelecimento de novos valores de multas
do MTE e INSS;
10. Vinculação do CNPJ com o efetivo
local de trabalho da obra, quando do preenchimento da RAIS e CAGED
- As informações na RAIS existem, mas com um ano de
atraso, o que inviabiliza o acompanhamento das obras de forma a exigir
que fiquem, efetivamente, formais. Há consenso da necessidade
de encaminhar o pedido à Secretaria da Receita Federal no
sentido de: a - Realização de convênio com as
Prefeituras de todo o país para que a concessão de
alvarás seja condicionada à CEI junto à Receita;
b - Exigir o cumprimento do artigo 50 da Lei 8.212 pelas Prefeituras
para que remetam à Receita a relação de Alvarás
e Habite-se concedidos no mês; c - Que a Receita dispare automaticamente
uma exigência do dono ou responsável pelo empreendimento,
caso a obra (identificada pela matrícula CEI e respectivo
alvará) não apresente recolhimento regular;
11. Manter uma base de dados do MTE disponível
e acessível aos Sindicatos, via internet, para fiscalização
dos contratos formais de trabalho, com dados trimestrais de contratações
e demissões;
12. Estabelecer convênios com as Prefeituras
para fins de concessão única do alvará para
novas construções e inscrições das novas
obras no INSS - Foi esclarecido que na Paraíba os trabalhadores,
empregadores e representantes do governo local, mediante o Comitê Tripartite
Regional, conseguiram um acordo nesse sentido, fazendo com que a
concessionária de energia elétrica vincule o fornecimento
de energia à apresentação de um laudo, com questões
referentes à segurança e riscos elétricos dentro
das obras. A medida já trouxe vários benefícios,
tendo sido comprovada significativa redução de acidentes
graves e fatais envolvendo eletricidade;
13. Obrigatoriedade de abertura de processo criminal
em caso de morte causada por acidente de trabalho - Há indicação
para que os auditores, sempre que constatarem negligência ou
dolo por parte do empregador, encaminhem seus relatórios para
os órgãos que tomam a iniciativa nas ações
criminais: Ministério Público e Secretaria de Segurança
Pública;
14. Elaboração de pesquisa sobre
o percentual de trabalhadores do Ramo que consegue o benefício
da aposentadoria por idade e por tempo de contribuição
- Será solicitada uma pesquisa ao IPEA para investigar as
informações antigas, com a Previdência fazendo
o cruzamento dos dados separadamente a partir da implantação
do novo sistema.
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Agência Brasil, 12 de julho de 2008
Relatora e especialista avaliam valor
do salário minimo para 2009
Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A elevação do salário mínimo
de R$ 415,00, em 2008, para R$ 453,67, em 2009, acarretará despesa
extra no Orçamento da União de R$ 800 milhões,
segundo a relatora do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) para o próximo ano, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).
Ela destacou que o valor aprovado está acima da proposta
do Poder Executivo, que pedia o reajuste para R$ 449,97 e que não
houve dificuldade para a aprovação de valor superior.
Segundo a senadora, não foi feita qualquer emenda sobre esse ítem
da proposta, durante a votação na Comissão Mista
do Orçamento (CMO).
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional
AM, Serys Slhessarenko destacou que "conseguir um pouco mais
para o valor do salário mínimo foi importante, uma
vez que ele serve de base para o cálculo da Previdência,
do seguro desemprego e de todos os benefícios vinculados à Lei
Organica da Assistência Social".
Mesmo que a inflação chegue a 6,5% no ano, como está sendo
projetado para 2008, o salário mínimo terá tido
aumento real de 2,6%, - disse a senadora. As negociações
em torno da fixação do novo mínimo, segundo
a senadora, "contaram com a habilidade do presidente da CMO,
deputado Mendes Ribeiro [PMDB-RS], na coordenação das
discussões com as bancadas, permitindo uma aprovação
sem transtornos".
Outro ponto importante aprovado, que mereceu destaque pela relatora
da LDO é que, a partir do próximo ano, o Sistema S,
que concrega entidades de assistência aos trabalhadores da
indústria e do comércio, terão que demonstrar
o uso dos recursos das empresas que o governo lhes repassa, através
de disponibilização de informações pela
internet. Ela mencionou também a redução de
gastos para 2009, decidida pela CMO, com passagens, hospedagens,
diárias, despesas com publicidade e locomoção
em geral, que, no próximo ano, deverão ter redução
de 10% em relação ao que foi gasto em 2008.
O professor de Economia das Faculdades Rio Branco, Carlos Stempniewisk,
também entrevistado pelo programa Revista Brasil, afirmou
que o novo salário mínimo de 2009 "continuará sendo
insuficiente para permitir uma vida digna aos trabalhadores".
Fica muito claro, segundo ele, que, com o aumento principalmente
dos alimentos da cesta básica, as famílias vão
ainda passar dificuldades. Por isso, entendeu que o valor poderá ser
aumentado, durante as discussões que vão acontecer
no Congresso Nacional até que o novo valor do mínimo
entre em vigor.
Ele estima que o teto do mínimo ficaria melhor com uma correção
de 20%, contra menos de 10% planejados pela Comissão Mista
do Orçamento para 2009. Mas, pondera que, "se há tanta
discussão para fixar o patamar atual, mais difícil
seria elevar esse índice ao dobro". O professor de economia
recorda que o país teve, nos últimos anos, uma recomposição
do valor histórico do salário minimo, principalmente
com relação ao dólar, que caiu muito nos últimos
tempos. "Mas, não se contava que a inflação
fosse de repente aparecer sob o manto da questão alimentar,
pegando a economia de surpresa, ao ponto de exigir medidas amargas
do Banco Central sobre as taxas de juros para baixar o patamar de
consumo das famílias de baixa renda".
Se houver um descompasso muito grande entre o novo valor já aprovado
para o salário mínimo e um índice inflacionário
acima do que se prevê ao longo do ano e para 2009, o professor
Stempniewisk arrisca dizer que o presidente da República poderá se
tornar sensível à situação e resolver mexer
no número. O entrevistado cita que a previsão de aumento
do salário mínimo no próximo ano importa no acréscimo
de R$ 38,67 sobre o teto atual. Quando o salário foi instituto
este ano a carne de primeira custava entre R$ 5 e R$ 6 e a de segunda
R$ 3,00. Hoje, a carne de segunda está entre R$ 10 a R$ 12 e
a de primeira entre R$ 15 e R$ 20. O arroz de boa qualidade, que custou
até R$ 4, é vendido hoje entre R$ 10 e 13, lembrou ele.
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Folha de Londrina, 12 de julho de 2008
SEU DIREITO
VALE-TRANSPORTE
Trabalho em uma empresa de médio
porte há três anos e nunca recebi vale-transporte. Se
eu for dispensada, terei direito a receber o valor do vale-transporte
junto da rescisão contratual?
Nos termos da lei, o vale-transporte é um benefício
social outorgado ao empregado para que seja viabilizado o seu deslocamento,
por meio de transporte coletivo público, de sua residência
ao trabalho e vice-versa.
Neste sentido, conforme a própria lei definiu, o vale-transporte é um
benefício intimamente ligado à necessidade de deslocamento
do empregado e deve ser efetivamente utilizado para o pagamento das
despesas necessárias à sua locomoção
ao local de trabalho.
Assim sendo, se não há necessidade por parte do empregado
de se valer do transporte coletivo para se locomover ao trabalho,
não há direito no recebimento de vale-transporte -
como, por exemplo, nos casos em que o empregado reside muito próximo
ao local de labor. Este é o entendimento que tem prevalecido
em nossos tribunais.
O empregado então, para fazer jus ao vale-transporte, deve
comunicar ao empregador o local de sua residência e o meio
de transporte que deve ser utilizado para o seu deslocamento ao trabalho,
e requisitar o fornecimento de vale-transporte.
No caso da rescisão do contrato de trabalho, quanto a uma
possível indenização dos vales não fornecidos, é preciso
que se verifique se o empregado efetivamente requisitou o fornecimento
dos mesmos ao empregador, informando o local de sua residência
e o meio necessário ao deslocamento.
Logo, se o empregado fez tal requisição e houve infundada
recusa do empregador em fornecer o vale-transporte, este deve, no
momento da rescisão, ser indenizado pelo valor correspondente.
De outro lado, se nunca informou ao empregador e nunca demonstrou
a necessidade do vale-transporte para o seu deslocamento ao serviço,
não fará jus à indenização.
Diogo B. Menoncin, advogado
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Gazeta do Povo, 12 de julho de 2008
Paraná
Reeleição é meta
de 82% dos prefeitos
Estudo da Confederação
Nacional dos Municípios mostra que número
de prefeitos que busca a reeleição bate recorde
no país
O Paraná terá 82% dos atuais prefeitos concorrendo à reeleição
nas eleições de outubro. A capital paranaense é uma
das 328 cidades onde é possível a tentativa de reeleição.
Destes 328 prefeitos, 268 confirmaram que vão disputar as
eleições. Entre os 26 estados brasileiros, o Paraná aparece
na sétima colocação com a maior porcentagem
de tentativas de reeleição. Amapá é o
líder, com índice de 100%.
O porcentual de prefeitos candidatos à reeleição
em 2008 é recorde. Dos 4.368 administradores municipais que
estão em primeiro mandato em todo o país, pelo menos
3.361 (ou 76,9%) tentarão se manter no cargo. A informação é da
Confederação Nacional de Municípios (CNM), que
pesquisou cada uma das 5.562 prefeituras do Brasil. O estudo mostra
que, embora 2000 continue sendo o ano com o maior número absoluto
de candidatos à reeleição (3.448), o número
de 2008 é proporcionalmente o maior desde que a emenda da
reeleição foi aprovada, em 1998.
Em 2000, por exemplo, todos os prefeitos estavam em primeiro mandato
e podiam, portanto, concorrer ao segundo mandato, mas apenas 62%
o fizeram. Em 2004, como 2.006 prefeitos estavam em segundo mandato,
o número de candidatos à reeleição caiu
em termos absolutos para 2.251, mas subiu em termos proporcionais
para 63,3%.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o porcentual de 76,9%
verificado neste ano são interpretados como um indicador de
maior confiança dos atuais prefeitos em ter sucesso nas urnas
devido a melhorias nas suas contas públicas. “Os prefeitos
sanearam as contas no último mandato e presumem que poderão
se planejar melhor num segundo mandato e concluir as obras e os projetos”,
afirma Ziulkoski.
No Amapá, os 13 administradores municipais que podem concorrer à reeleição
são candidatos. Em números absolutos, Minas Gerais
tem a maior quantidade de prefeitos tentando se reeleger: 567 (81%
do total). Em São Paulo, o índice é de 83%.
O estudo mostra ainda que 58,2% dos prefeitos que se candidataram à reeleição
em 2000 e 2004 foram bem sucedidos nas urnas. Ou seja, assumindo
que esse mesmo porcentual de sucesso eleitoral seja mantido em 2008,
a CNM estima que pelo menos 1.956 dos atuais prefeitos serão
reeleitos.
De acordo com o levantamento da CNM, 93% dos prefeitos que estão
concorrendo à reeleição buscaram outras siglas
para se aliar. Individualmente, o PMDB é o partido com o maior
número de prefeitos candidatos à reeleição
(817), seguido por PSDB (482), e PP (305).
3.361 dos 4.368 administradores municipais que estão
em primeiro mandato no Brasil vão tentar a reeleição
nas eleições de outubro.
58,2% dos prefeitos que tentaram se reeleger em 2000 e 2004
obtiveram sucesso. Se esse porcentual for mantido em 2008, serão
1.956 reeleitos.
3.361 dos 4.368 administradores municipais que estão
em primeiro mandato no Brasil vão tentar a reeleição
nas eleições de outubro.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
12/07/2008
TST aguarda manifestação
dos trabalhadores da ECT sobre proposta de acordo
Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
(ECT) ainda não se posicionaram em relação à proposta
do Tribunal Superior do Trabalho para pôr fim à greve
da categoria. O acordo foi proposto pelo presidente do TST, ministro
Rider Nogueira de Brito, que entregou documento, no dia 9 de julho,
aos representantes das duas partes. Até o momento, apenas
a empresa se manifestou, concordando com os termos da proposta.
Em resumo o ministro Rider de Brito propõe que os trabalhadores
suspendam a greve e a empresa deixe de aplicar o do Plano de Cargos,
Carreiras e Salários de 2008, exclusivamente em relação
aos carteiros que prestam serviços externos, prevalecendo
as condições anteriores. Ou seja, os carteiros deixariam
de receber o valor linear de R$ 260, estabelecido pelo novo plano,
e voltariam a receber, em julho e agosto de 2008, os 30% de abono.
Consequentemente, as duas partes aceitariam a intermediação
do presidente do TST para discutir as questões econômicas
da categoria, mediante uma pauta previamente estabelecida. Durante
as negociações, não poderia ser deflagrado qualquer
movimento grevista.
O presidente do TST espera que os trabalhadores aceitem a proposta
e ponham fim à greve. Caso contrário, permanece em pauta
a continuação da audiência de conciliação,
marcada para o próximo dia 15. Sem acordo, deverá ser
instaurado dissídio, marcada a data de julgamento e sorteado
o relator.
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