 |
Folha de S.Paulo, 16 de julho de 2008
Orçamento
Congresso aprova LDO que
prevê mínimo de R$ 453,97
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Congresso Nacional aprovou, ontem, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias)
com o valor que deve ser tornar o piso para as negociações de
reajuste do salário mínimo no ano que vem. Pelo projeto, o mínimo
de 2009 será de R$ 453,97, um reajuste de 9,4% a partir de fevereiro
em relação ao atualmente em vigor.
O vice-líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG),
no entanto, já fala num mínimo de R$ 460,00. Segundo ele, esse
valor poderia ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para cada R$1,00 de aumento que o governo concede ao salário mínimo
custa cerca de R$ 600 milhões.
A relatora da LDO, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), utilizou a fórmula
proposta pelo Executivo, que prevê correção com base na
inflação do ano anterior e a variação do PIB (Produto
Interno Bruto) de dois anos anteriores, para recalcular o valor do salário
mínimo. No projeto original do governo, o mínimo era de R$ 449,67.
O valor incluído na LDO não é mandatório. Para
definir o salário mínimo que vigorará no ano que vem, é preciso
um projeto de lei ou MP (medida provisória) tratando do assunto. Mas
tradicionalmente, o mínimo estabelecido na LDO torna-se um piso para
as negociações.
Isso porque esse valor é usado para projetar as despesas do governo
que são vinculadas ao mínimo, como Previdência Social e
benefícios assistenciais. Com a despesa já programada, é difícil
para o Executivo argumentar falta de recursos.
A pressão por reajustes mais elevados do salário mínimo
no ano que vem já faz parte do cenário traçado pelo mercado
financeiro. O economista Sérgio Vale, da MB Associados, diz que com
a inflação em alta, o governo terá argumentos para corrigir
o mínimo além da fórmula proposta originalmente, uma tentação
em ano eleitoral.
" Acredito que o salário mínimo será uma das fontes
importantes de aumentos de gastos no ano que vem", afirma Vale.
A LDO foi aprovada em votação simbólica depois de um acordo
da liderança do governo com a oposição. A senadora Roseana
Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, concordou em retirar
do projeto de lei o artigo que permitia às estatais realizar investimentos
antes da aprovação do Orçamento.
Pela regra atual, as empresas do governo só podem gastar depois de aprovada
a lei orçamentária anual. Se há atrasos na votação,
como houve em 2008, os investimentos podem atrasar. A LDO permitia que as estatais
gastassem o equivalente a um-dozeavo de sua dotação por mês
até que a conclusão da votação.
A oposição não concordou com essa flexibilização
e ameaçava obstruir a votação. Com a retirada do artigo,
as estatais, assim como o resto do governo, continuará tendo que esperar
o Orçamento anual para realizar seus investimentos.
O plenário do Congresso também aprovou crédito extraordinário
de R$ 85 milhões para o Rio de Janeiro financiar o projeto para candidatura
da cidade à Olimpíada de 2016, condição imposta
pela bancada do Estado para votar a LDO.
|
FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 16 de julho de 2008 | Dinheiro
Crescimento do emprego na indústria
não tem mesmo vigor de 2007, diz Fiesp
FERNANDO ANTUNES
Colaboração para a Folha Online
A alta dos índices de
inflação, causada principalmente pela elevação
dos preços internacionais dos alimentos e petróleo, reduz
o ritmo de crescimento da indústria em 2008. Apesar disso, segundo
Paulo Francini, diretor do departamento de economia da Fiesp (Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo), a atividade industrial
ainda não está ruim.
"Mas aquele vigor que observamos
no ano passado já não existe mais. A demanda em alguns
setores mostra um sinal de cansaço", explicou Francini.
Segundo a Fiesp, a taxa de crescimento
do emprego industrial deve ficar entre 3,5% e 4% este ano. Em 2007, a
entidade registrou expansão 5,01%, com a geração
de 104 mil vagas.
Nesta terça-feira, a Fiesp
divulgou que o nível de emprego da indústria de transformação
do Estado de São Paulo subiu 0,21% (5.000 vagas criadas) em junho
na comparação com o mês anterior, segundo dados sem
ajuste sazonal. Em maio, a alta sobre abril tinha sido de 0,35%, com
abertura de 8 mil vagas.
Considerando os dados com ajuste
sazonal, que elimina características específicas de cada
período, a alta no emprego no mês passado foi de 0,19%.
No acumulado do primeiro semestre, o nível de emprego está 6,48%
maior que no mesmo período do ano passado, com 141 mil novas vagas
abertas. O setor que mais contratou foi o sucroalcooleiro, com 34.002
vagas.
Juros
Para Francini, a inflação
e as elevações dos juros básicos no país
geram expectativas dos industriais quanto ao emprego no ano que vem.
"O empresário não
toma decisões lendo jornal mas conforme a demanda da sua empresa. "[A
preocupação] sobre a taxa de crescimento se volta mais
para 2009 que este ano", disse.
Porém, ao contrário
do que ocorre normalmente, a Fiesp não critica a atual política
de elevação da taxa Selic do Banco Central para combater
a inflação. "Nós achamos que a luta contra
o crescimento da inflação tem de ser tomada. Acreditamos
que vai crescer ainda mais a taxa de juros", argumentou Francini.
Para a Fiesp, a alta da inflação é maior
para a população de menor renda, pois essa faixa gasta
a maior parte do salário com o consumo de alimentos, retraindo
a demanda para outras coisas.
Setores
No levantamento de junho, o setor
de máquinas para escritórios e equipamentos de informática,
principalmente, teve crescimento de 10,75% no emprego. Francini afirmou
que a redução de tributos para a área de informática,
com a redução da informalidade, reflete positivamente em
todas as empresas do setor.
"A demanda por produtos
de informáticas cresce na proporção de dois dígitos",
informou.
Apesar de apresentar redução
no emprego em junho, com variação negativa de 2,84% em
relação a maio, o setor de Coque, Petróleo, Combustíveis
nucleares e Álcool ainda lidera a geração de vagas
no acumulado do ano, com 34,99%, seguido por alimentos e bebidas, com
28,50%.
Nos dois setores, segundo a Fiesp,
a plantação e colheita da cana-de-açúcar
têm grande influência e é normal que a contratação
de novos empregados fique estabilizada até o fim do ano.
"O campo já está com
os empregos que iria gerar [neste ano] e até o fim de 2008 o
emprego na indústria deve estabilizar", informou Francini.
Segundo o diretor da Fiesp, os meses de fevereiro, março, abril
e maio serão utilizados para a contratação de
mão-de-obra, e em novembro, dezembro e janeiro esses empregos
temporários desaparecem.
|
Agência Diap, 16 de
julho de 2008
Luta reduz diferença salarial
Por: Paulo Pereira da Silva*
Os salários dos trabalhadores
mais pobres subiram quatro vezes mais do que os rendimentos mais altos.
A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), que estudou os salários recebidos de 2002 a 2007.
Com isso, houve uma diminuição considerável da desigualdade
de renda entre os ocupados. A mudança do cenário entre maiores
e menores salários deve-se, é lógico, ao crescimento econômico, à estabilidade
do País, ao crescimento da massa salarial e à elevação
da oferta de emprego.
Mas também está intimamente relacionada com as políticas
sociais do governo federal, como o Bolsa Família, e principalmente com
a luta dos trabalhadores liderada pelos Sindicatos e pelas Centrais Sindicais.
A unidade destas entidades produziu excelentes acordos com os patrões.
No ano passado, por exemplo, mais de 90% dos acordos coletivos garantiram no
mínimo a reposição integral da inflação.
O acordo do salário mínimo, assinado pelo governo federal e Centrais
Sindicais com validade até 2023, vai recuperar o poder de compra de
quem recebe o Piso, como pensionistas, aposentados, trabalhadores domésticos
e funcionários de prefeituras, entre outros.
Ainda por causa da ação das Centrais a tabela do Imposto de Renda
tem sido corrigida todo o ano.
Não é à toa que os Sindicatos têm sido bem vistos
pelos trabalhadores brasileiros. Apesar da propaganda contrária, capitaneada
pela mídia nacional, os Sindicatos de trabalhadores gozam da confiança
de 55% da sociedade, conforme pesquisa encomendada pela Associação
dos Magistrados Brasileiros (AMB), que entrevistou 1.500 pessoas no País.
Nossa tarefa agora é acelerar a mobilização dos trabalhadores
que têm data-base neste segundo semestre porque a inflação
está aumentando e os preços dos alimentos já subiram muito.
Já sabemos que os patrões vão chorar bastante e endurecer
as negociações. Por isso, precisamos estar unidos, mobilizados
e provavelmente teremos de fazer greves para conseguirmos bons acordos coletivos.
(*) Deputado federal (PDT/SP) e presidente
da Força Sindical
|
NCST, 16 de julho de 2008
O resto do mundo em recessão,
brasileiros aproveitam os bons ventos
A urbanização, o crescimento da classe média e a maior
oferta de empréstimos estão impulsionando o mercado imobiliário
nas economias emergentes, enquanto o resto do mundo permanece estagnado, afirma
uma reportagem publicada na edição desta terça-feira do
diário financeiro britânico Financial Times.
De acordo com uma pesquisa citada pelo jornal, o volume de negócios
nos países industrializados caiu 54% no primeiro trimestre de 2008 em
comparação com o mesmo período do ano passado.
Em contrapartida, diz o estudo feito pela Real Capital Analytics e reproduzido
pelo FT, o número de transações nos mercados emergentes
subiu 43% nos primeiros três meses do ano.
" Um dos mercados emergentes que mais atrai fluxo de investimento de capital é o
Brasil", afirma o jornal. "Com mais de US$ 1 bilhão de negócios
fechados a cada trimestre em transações imobiliárias, o
país sai à frente de outros rivais da região, como Argentina,
México e Chile".
Salários em alta, inflação em baixa e moeda estável
estimularam o setor da construção no país, dizem analistas
ouvidos pelo FT.
"O Brasil é um bom lugar para se estar atualmente. A combinação
de crescimento econômico forte e condições financeiras favoráveis
fazem do país um lugar sedutor", afirma ao jornal Sam Lieber, presidente
de um fundo de investimentos imobiliários nos Estados Unidos.
Centro econômico
O jornal americano Christian Science Monitor destacou em reportagem nesta terça-feira
o bom momento da economia brasileira, que está "captando um leque
de investimentos estrangeiros em setores variados como o da construção
imobiliária e de máquinas para agricultura".
"É uma reviravolta fora do comum para um país acostumado ao
avanço e ao fracasso, e reforça o lugar do Brasil como o centro
de poder da América Latina", afirma o jornal.
" Apesar de muitos países estarem se saindo bem na região
- a América Latina está desfrutando de um dos melhores períodos
de crescimento econômico em 40 anos, as Nações Unidas lançaram
um relatório no mês passado que confirma: o Brasil está ultrapassando
seus vizinhos", afirma o Christian Science.
Ainda segundo o jornal, os bons ventos parecem ter chegado para ficar.
" Enquanto o resto do mundo aperta o cinto com medo de recessão,
os brasileiros estão colocando as mãos no bolso e tirando dinheiro."
|
FOLHA DE LONDRINA, 16 de
julho de 2008 | Política
Mulheres mantêm a maioria no
eleitorado
Dos mais de 130 milhões de eleitores
inscritos perante a Justiça Eleitoral e aptos a votar este
ano, 51,7% são do sexo feminino
São Paulo - O Brasil é cada vez mais feminino, revela estatística
divulgada ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maioria - 51,7% do
universo de mais de 130 milhões de eleitores registrados no banco de
dados da Corte - é formada por mulheres. Esta tendência vem se
consolidando pelo menos desde a eleição de 2000, quando o eleitorado
feminino superou o masculino, totalizando 50,48% do total de eleitores que
participaram daquele pleito.
De acordo com o TSE, existem
no país exatos 130.469.549 de brasileiros, regularmente inscritos
perante a Justiça Eleitoral e, portanto, aptos a elegerem seus
representantes no Executivo e Legislativo municipais. Deste total 67.483.419
são mulheres e 62.824.986 são homens.
Apenas nos Estados do Mato Grosso,
Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins esta realidade é invertida,
com colégios eleitorais marcados pela predominância masculina.
Em compensação, no Estado do Rio de Janeiro, 53,29% do
eleitorado é feminino com percentual bem acima da média
nacional. Pernambuco, Ceará e São Paulo também possuem
eleitorados femininos expressivos, com mais de 52% de participação
das mulheres nos números totais.
Os dados foram apresentados ontem
pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE,
Giuseppe Dutra Janino.
Grau de Instrução
Apesar de o alistamento eleitoral
ser facultativo para os analfabetos, 8.097.513 brasileiros nessa condição
tiraram seu título e estão aptos para votar em outubro.
Mas a maior fatia do eleitorado possui primeiro grau incompleto - 44.456.754,
ou 34,07% do total. Sabem ler e escrever 20.367.757 e 10.129.580 concluíram
o primeiro grau.
Com segundo grau incompleto estão
inscritos 23.618.098 eleitores (18,10% do total). Outros 15.799.474 (12,10%)
concluíram o segundo grau, atualmente denominado ensino médio.
Apenas 3,49% do universo de eleitores
brasileiros concluiu o ensino superior - 4.558.845. Outros 3.277.167
chegaram ao nível superior, mas não chegaram a se diplomar.
Com relação ao
eleitorado total de seus estados, Rio de Janeiro (5,41%), São
Paulo (5,03%), Rio Grande do Sul (4,14%) e Santa Catarina (4,01%) são
os que possuem a maior proporção de eleitores com nível
superior. Já Maranhão (0,93%) e Piauí (1,34%) são
os Estados com menor percentual de eleitores formados.
Faixa Etária
Mais uma mostra do crescente
interesse do brasileiro em se integrar ao processo eleitoral vem do público
jovem. Exatos 2.922.432 eleitores inscritos para votarem nas próximas
eleições têm 16 ou 17 anos. Nesta faixa etária,
o alistamento eleitoral é facultativo.
E do outro lado, no que vem sendo
chamada de a melhor idade, 2.609.959 eleitores (2% do total) possuem
mais de 79 anos, e continuam participando ativamente da vida pública
do país.
Com relação à idade
média, o eleitorado é formado em sua imensa maioria por
pessoas entre 25 e 59 anos, faixas etárias que juntas representam
mais de 66% do eleitorado brasileiro. São 31.620.929 de eleitores
entre 25 a 34 anos; 26.030.548 com 35 a 44 anos; e 28.678.555 entre 45
e 59 anos.
Seções
As eleições de
2008 serão realizadas em mais de 400 mil seções
espalhadas pelos 5.563 municípios onde devem ser escolhidos prefeitos,
vices e vereadores nas eleições de 5 de outubro. Para fins
de estatística são computados 5.565 ''municípios'',
dados que incluem o Distrito Federal e Fernando de Noronha (que é um
Distrito Estadual de Pernambuco), onde não há eleição
municipal. São 93.906 locais de votação em 3.010
zonas. São Paulo, o Estado mais populoso do Brasil, com quase
30 milhões de eleitores, conta com o maior numero de seções
73.316, ou 18,31% do total nacional. Em Roraima menor colégio
eleitoral do Brasil, com 247.792 eleitores, estão localizadas
apenas 894 seções.
Distrito Federal
O Distrito Federal, que tem 1.663.720
eleitores inscritos, não realiza eleições em 2008,
tendo em vista o fato de não contar - em sua estrutura administrativa
- com prefeitos ou vereadores. Dessa forma, dos mais de 130 milhões
de eleitores que constam do banco de dados do TSE, excluídos os
registrados no DF, 128.805.829 milhões de cidadãos devem
ir às urnas em 5 de outubro para escolher prefeitos, vice-prefeitos
e vereadores dos 5.563 municípios brasileiros.
Folhapress
|
Agência Diap, 16 de
julho de 2008
REGISTRO SINDICAL
Federação dos Metalúrgicos
discute Portaria 186 com representantes do MTE
A Federação dos
Metalúrgicos do Estado de São Paulo reuniu, nesta terça-feira
(15), dirigentes dos 54 sindicatos filiados com representantes do Ministério
do Trabalho e Emprego. O encontro, iniciado às 10 horas na sede
da entidade, teve como objetivo a apresentação do Sistema
Mediador, Sistema CNES e da Portaria 186/08.
Além de sindicalistas de todo o estado, estiveram presentes o secretário
de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros; o secretário-adjunto
de Relações do Trabalho, André Luis Grandizoli; a chefe
de Divisão, Thais Tozzato; e a Assistente Técnica, Carolina de
Siqueira Grossi.
Portaria 186
A Portaria 186/08 dispõe sobre os pedidos de registro sindical e de
alteração estatutária. Ela determina que as publicações
de editais devem, obrigatoriamente, ser feitas no Diário Oficial da
União, e também nos jornais de grande circulação.
Mediador
O Sistema Mediador, criado em 2007, concentra todas as convenções
e acordos coletivos de trabalho em um único sistema eletrônico
(www.mte.gov.br), que possibilita à sociedade o acesso via internet
aos acordos e convenções firmados por meio de negociações
intermediadas pelas entidades sindicais. (Fonte: Agência Sindical)
|
Agência Diap, 16 de
julho de 2008
JORNADA DE TRABALHO
Metalúrgicos da Volks/Anchieta
rejeitam banco de horas; jornada será de 40 horas
Os trabalhadores da planta Anchieta
da Volkswagen rejeitaram, na última sexta-feira (11), uma nova
proposta de banco de horas apresentada pela empresa, que elevava a jornada
de trabalho para 42 horas. Assim, a jornada de trabalho dos metalúrgicos
será de 40 horas semanais na montadora.
“ O principal motivo para a rejeição são as 42 horas
diárias. Nosso ritmo é muito pesado, ainda mais para quem faz o
turno da noite. E com isso, a meta de PLR (Participação nos Lucros
e/ou Resultados) também foi rejeitada”, avalia Francisco Duarte
de Lima (Alemão), integrante do comitê sindical. Segundo o dirigente,
as duas questões foram votadas juntas porque as metas colocadas pela empresa
só seriam cumpridas com as 42 horas de jornada.
O fim do acordo para a flexibilização da jornada – de 34
a 42 horas por semana, que existia desde 1997 – fará a montadora
quitar as horas excedentes feitas nas duas últimas semanas enquanto
não havia uma proposta para o sistema de compensação.
A previsão de desembolso para a Volks só para esses dias é de
R$ 1,134 milhão, além do que os trabalhadores tinham acumulado
no banco. (Fonte: DGABC)
|
JORNAL A VOZ DA CIDADE, 16
de julho de 2008
Assembléia da Construção
Civil
Volta Redonda: Sindicato convoca trabalhadores
para assembléia sobre Acordo Coletivo
VOLTA REDONDA - O presidente do Sindicato da Construção Civil
do Sul Fluminense, Dejair Martins, está convocando todos os trabalhadores
da área, com data base em 1º de julho, para a assembléia
extraordinária de avaliação da proposta patronal. O objetivo,
segundo o sindicalista, é discutir a proposta para o fechamento do Acordo
Coletivo de 2008/2009 do setor. A assembléia vai acontecer na Passagem
Superior da Usina Presidente Vargas, na Vila Santa Cecília, com primeira
convocação às 17h30min e segunda e última às
18 horas.
Dejair explicou que a diretoria
do sindicato vai apresentar essa nova proposta por entender que houve
um avanço altamente significativo nos índices reivindicados
pela categoria. “Conforme a nossa diretoria vem afirmando ao longo
dos anos, o sindicato, em todas as negociações já realizadas,
nunca fechou um acordo sem garantir a reposição da inflação
do período, mais ganho real”, declarou Dejair, ressaltando
que por isso considera de suma importância a discussão desta
proposta junto de todos os trabalhadores do setor.
Para Dejair, a participação
dos trabalhadores na assembléia de hoje é fundamental para
o fim das negociações. “Somente vamos avançar
nas negociações se a categoria estiver unida e mobilizada.
Juntos, somos fortes e vitoriosos”, completou o sindicalista.
Segundo informou o presidente
do sindicato, a nova proposta foi apresentada pelo Sindicato Patronal
no último dia sete, durante a última reunião de
negociação, que contou, além da presença
de representantes da diretoria do Sindicato da Construção,
de um negociador da Federação das Indústrias do
Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
CONVENÇÃO
COLETIVA FECHADA
A direção do Sindicato da Construção Civil fechou
mais uma convenção coletiva para o setor de mármores e
granitos. As negociações deste ano garantiram um reajuste de
7% para a categoria, com um ganho real de 1,10% acima da inflação,
tanto para aqueles que ganham igual ou superior ao piso salarial mínimo,
hoje calculado em R$ 739,20. Segundo o presidente do Sindicato, o índice
conquistado é retroativo a 1º de maio, e foi alcançado nas
negociações com o Sindicato das Indústrias de Mármores,
Granitos e Rochas afins do Estado do Rio de Janeiro (Simagranrio). Ele destacou
que isto demonstra o empenho da diretoria em fechar os acordos e convenções
coletivas das categorias vinculadas à entidade com reposições
acima da inflação mais ganho real.
Além do reajuste, também
ficou acordado através desta convenção coletiva,
a recomendação às empresas do setor para viabilizarem
o fornecimento de cesta básica e garantirem o café da manhã a
todos os seus trabalhadores.
Outro beneficio conquistado é o
Seguro de Vida, conforme a cláusula oitava, no valor de R$ 15
mil em caso de morte, invalidez permanente por acidente ou doença.
No valor de R$ 8 mil em caso de morte do cônjuge e de R$ 4, 2 mil
em caso de morte de cada filho do empregado menor de 18 anos ou quando
ocorrer o nascimento de filho portador de invalidez causada por doença
congênita.
De acordo com Dejair Martins,
o objetivo do sindicato é permanecer na luta em busca do reconhecimento
e respeito que os trabalhadores do setor merecem. “É por
isso que a nossa entidade se destaca como uma das poucas no Brasil que
desde a implementação do plano real nunca fechou um acordo
sem a reposição das perdas salariais e ganho real, diferentemente
de outras categorias”, disse, lembrando que o resultado positivo
dos ganhos conquistados nesta convenção coletiva é resultado
da parceria entre trabalhadores e a diretoria em prol da valorização
profissional e da produtividade dos funcionários do setor.
|
JORNAL PLENÁRIO/ SERGIPE, 16 de julho
de 2008
Empregador terá multa se atrasar
repasse do imposto sindical recolhido
O empregador que atrasar o recolhimento da contribuição sindical,
descontada dos empregados e trabalhadores avulsos, sofrerá multa de
1%, por dia de atraso, de acordo com projeto de lei de autoria do senador Antonio
Carlos Valadares (PSB-SE), que fixou até o dia 05 de abril, de cada
ano, o prazo para o recolhimento. Os valores das eventuais multas reverterão às
entidades sindicais previstas no artigo 589 do Decreto-Lei 5.425, que aprovou
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“ Meu projeto visa a acabar com os atuais e freqüentes abusos nessa
questão, pois muitos empregadores descontam a contribuição
sindical de seus empregados e atrasam o repasse da importância correspondente às
entidades sindicais. Com uma data fixa e imposição de multas, tão
pesadas quanto necessárias, aos empregadores que não cumprem com
o recolhimento no prazo certo, estaremos também contribuindo para o fortalecimento
das organizações dos trabalhadores”, argumenta o senador.
Valadares explica que o desconto da contribuição sindical dos
empregados ocorre em folha de pagamento do mês de março de cada
ano, “sendo portanto coerente que as respectivas importâncias sejam
recolhidas dentro de um prazo célere e razoável de cumprimento
de meras exigências burocráticas, a fim de serem repassadas às
entidades sindicais e, por estas serem usufruídas, em benefício
da categoria e das atividades sindicais”.
|
CAPITAL NEWS/ CAMPO GRANDE,
16 de julho de 2008
Regional
Trabalhador da construção
civil morre após queda de 30 metros
O trabalhador da construção civil, Joaquim de Souza, 54 anos,
morreu nesta segunda-feira (14), logo após ter caído de uma altura
de pouco mais de 30 metros. Souza, que é carpinteiro, trabalhava na
construção do complexo industrial contratado para erguer as estruturas
da International Paper, em Três Lagoas.
Socorrido pela equipe de médicos
do complexo, o trabalhador foi levado ao Hospital Auxiliadora, mas não
resistiu aos ferimentos e morreu. Segundos os médicos, ele teve
politraumatismo craniano e hemorragia aguda. A empresa, Camargo Corrêa,
responsável pela contratação dele, já iniciou
a remoção do corpo para a cidade de Euclides da Cunha,
interior paulista. (Com informações de Perfil News)
Fonte: Da Redação
|
Gazeta do Povo, 16 de julho de 2008
Dissídio
TST começa a julgar greve
nos Correios
Negociação fracassa. Prazo
para acordo entre trabalhadores e empresa termina amanhã
Brasília - A greve dos funcionários dos Correios, que entrou
ontem no 16º dia, começou a ser julgada pelo ministro do Tribunal
Superior do Trabalho (TST), Maurício Godinho Delgado, escolhido para
relatar o processo de dissídio da categoria. Isso significará uma
tomada de posição do TST sobre a legalidade ou não da
paralisação. A escolha do relator ocorreu após mais uma
tentativa frustrada de conciliação entre a diretoria da Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a Federação
Nacional dos Trabalhadores da ECT (Fentect).
O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, fez ontem nova proposta
de acordo e deu prazo até amanhã, ao meio-dia, para que as partes
respondam se aceitam ou não. Permanecendo o impasse, Brito marcará a
data do julgamento do processo quando o relator submeterá seu voto aos
demais ministros.
O secretário-geral da Fentect, Manoel Cantoara, disse que a estatal
deveria ceder mais na negociação. “Acreditamos que a direção
da empresa poderia vir discutir todos os pontos do plano de carreira”,
afirmou. A avaliação inicial da Fentect é que a proposta
do presidente do tribunal é insuficiente, mas ele disse que a entidade
aguardará o resultado das assembléias estaduais.
Já a ECT, por meio de sua assessoria, informou que está analisando
a proposta, mas como ela é bem semelhante à anterior, que já tinha
sido aceita pela estatal, tudo indica que isso se repetirá. A nova proposta
que tenta pôr fim à greve prevê o pagamento definitivo de
gratificação de 30% aos carteiros, a ser calculada sobre o salário-base
de cada um e paga proporcionalmente às horas trabalhadas em serviços
externos de coleta e entrega.
A reivindicação dos sindicatos é que o cálculo
inclua as horas de trabalho interno na triagem das cargas. O TST ainda propõe
que os carteiros sejam excluídos do plano de cargos, carreiras e salários
da empresa, mas os grevistas alegam que todos os funcionários, e não
apenas carteiros, estão insatisfeitos com o plano.
A proposta do TST ainda inclui pagamento de 50% dos dias parados e proibição
de demissões pelo prazo de 60 dias, a partir de 18 de julho. De acordo
com a assessoria da estatal, até ontem, 19% dos empregados da ECT estavam
em greve e 28% dos carteiros estavam parados. Nesse período de duas
semanas de paralisação, mais de 100 milhões de correspondências
e encomendas deixaram de ser entregues.
|