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NCST, 17 de julho de 2007
Inflação já provoca
reduções na lista de compras das famílias mais
pobres
A lista de compras ficou menor para 880 mil famílias brasileiras este
ano. Pressionados pela alta dos preços nas prateleiras, cerca de 2%
dos 44 milhões de domicílios foram obrigados a cortar um ou mais
itens da cesta nesse primeiro quadrimestre de 2008, consumindo menos em relação
ao mesmo período do ano passado. Os primeiros da lista foram os produtos
básicos, os mais afetados pela inflação mundial de alimentos,
como o arroz, leite, óleo, açúcar, pães e extrato
de tomate, segundo estudo divulgado terça-feira pela LatinPanel, maior
empresa de pesquisa de consumo domiciliar da América Latina.
Segundo Patrícia Berti
Menezes, gerente da Latin Panel, o consumidor passou a fazer suas compras
mais conscientemente com o objetivo de enfrentar a alta nos preços,
que chegou a 9% nos produtos básicos da cesta de alimentos, bebidas,
higiene pessoal e limpeza. Os básicos subiram quatro pontos percentuais
a mais que os não básicos (creme de leite, adoçante,
maionese, requeijão, sopas, sucos prontos, condicionadores pós-banho
e limpadores multiuso), que registraram elevação de 5%
de janeiro a abril, frente a igual período do ano anterior. “Existe
uma grande preocupação do consumidor em racionalizar o
bolso e fazer com que tudo o que cabia no seu bolso no ano passado continue
cabendo, mas ele se recusa a pagar o dobro do preço por alguns
produtos”, afirma.
A pesquisadora alerta que não
se pode dizer que o consumo tenha recuado a patamares anteriores a 2007,
já que o país não registrou um grande movimento
de queda em volume de compras este ano. “O que está havendo é uma
racionalização no consumo em relação ao período
anterior, em que a economia ia muito bem e o brasileiro atingiu uma condição
de vida melhor”, compara. A alta dos preços puxou o gasto
médio das famílias, que passaram a desembolsar em média
5% a mais com as compras de alimentos e bebidas, 4% a mais com produtos
de limpeza e 3% com itens de higiene pessoal.
Do total das 65 categorias avaliadas
pela LatinPanel, 30 (46,2%) tiveram reajustes acima da média da
inflação. A pesquisa comprovou que o impacto da inflação
vai ficando maior na medida em que o orçamento das famílias
vai apertando. Nas classes A e B, 44,6% dos 65 itens mais consumidos
tiveram seus preços reajustados acima da média da inflação,
o que representa 29 categorias. No nível intermediário
da classe C, 47,7% dos produtos (31 categorias) sofreram aumentos acima
da média. Nas classes D e E, o sufoco é maior. Mais da
metade das categorias consumidas (52,3% ou 34 itens) subiu acima da média
da inflação, caso da lata de óleo (35%), leite em
pó (37%) e leite pasteurizado (17%). “A inflação
dos grãos pesa mais na baixa renda, que consome mais produtos
básicos e já faz milagre com o seu orçamento”,
lembra.
No Supermercado Sempre
Bom, que atende as comunidades do Morro das Pedras e Santa Maria, o
movimento caiu de 5% a 8% até junho, segundo o proprietário
Wálter Otoni Gomes, de 29 anos. “Os clientes já vão
direto ao fundo da loja pegar o arroz, o feijão e o óleo
para garantir o almoço e o jantar. Só depois eles circulam
na loja para buscar os supérfluos”, conta ele, acrescentando
que a queda no consumo foi generalizada, do básico aos supérfluos.
Segundo Gomes, o cliente hoje compra um arroz de marca inferior, que
passou de R$ 5,99 a R$ 9,99, valor que era cobrado pelo produto de
primeira linha em janeiro. “Tudo subiu de preço, o óleo
subiu muito e a carne nem se fala. Fui obrigada a trocar a marca do
xampu e a reduzir as verduras, mas não passo sem batata”,
diz a cliente Maria Pinheiro de Oliveira, de 38 anos, doméstica,
com sete filhos. Ela ainda faz pesquisa em quatro supermercados antes
de fazer a lista do mês.
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BEM PARANÁ, 17 de
julho de 2008 | Economia
FMI
PIB do Brasil deve desacelerar para
4,9% em 2008
Órgão elogiou o País
na condução da política monetária
Agência Estado
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve ter desaceleração
para 4,9% em 2008 e 4% em 2009, ante os 5,4% registrados em 2007 informou hoje
o Fundo Monetário Internacional (FMI), no documento Perspectiva Econômica
Mundial (WEO, na sigla em inglês). A projeção para o Brasil
está 0,1 ponto porcentual acima do projetado em abril para o ano de
2008 (4,8%) e 0,3 ponto porcentual acima do projetado também naquele
mês para 2009 (3,7%).
Para o Hemisfério Ocidental,
região que engloba a América Latina e Caribe, o PIB projetado é de
4,5% em 2008 e 3,6% em 2009, ante de 5,6% em 2007. "A América
Latina não está descolando do mundo" afirmou o diretor-adjunto
do Departamento de Pesquisa do FMI, Charles Collyns.
Quando comparados aos números
divulgados no documento de abril, no Encontro de Primavera, os números
foram revisados para cima, assim como ocorreu com outras economias, em
função de dados mais fortes do que o FMI esperava para
o primeiro semestre do ano. Charles Collyns reconheceu que "o crescimento
em 2007 foi mais forte do que antecipamos para países como Brasil.
Assim temos projeções mais fortes para 2008. Mas foram
ajustes pequenos", acredita.
Para a América Latina
como um todo, o diretor observa que a região continua crescendo
bastante rápido e caminhava acima da tendência de expansão,
mas não está se descolando da desaceleração
global. "Projetamos desaceleração sustentada em 2008
e 2009, como resultado de menor crescimento das exportações
e do aperto da política monetária", disse o diretor.
Política monetária
O FMI elogiou o Brasil na condução
da política monetária. "O País tem feito muito
bem, o Banco Central tem sido muito ativo, apertando ativamente [o juro]
este ano", disse o diretor-adjunto do Departamento de Pesquisa do
FMI. O diretor diz que o FMI está "encorajado" com os
BCs da América Latina, mas avisa que os países, incluindo
Brasil, precisarão continuar apertando o juro para conter a alta
da inflação.
No Brasil, como resultado da
condução do BC, diz o FMI, as expectativas de alta dos
preços permanecem "bem ancoradas".
Segundo o FMI, a América
Latina, no geral, enfrenta pressão de inflação,
mas a região se beneficia dos sistemas de meta de inflação,
que ajuda a ancorar as expectativas. "Os BCs na região têm
sido muito pro-ativos, mas vão precisar continuar apertando o
juro. O pior seria a inflação sair do controle e os BCs
serem obrigados a apertar o juro acentuadamente e abortar o crescimento
e ter um pouso brusco", completa. "A chave para o crescimento é manter
a inflação sob controle", completa.
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AGÊNCIA DIAP, 17 de
julho de 2008
NORMA INTERNACIONAL
Convenção 151: votação
só ocorrerá depois do recesso parlamentar
A sessão da Comissão
de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara
prevista para hoje, que iria apreciar a mensagem presidencial que
ratifica a Convenção 151 da OIT foi adiada, em razão
do início das atividades no plenário, para depois do
recesso parlamentar – 18 de julho a 1o de agosto.
A Convenção 151
estabelecer a negociação coletiva no âmbito do serviço
público federal, estadual e municipal. O texto da norma internacional
também reconhece os instrumentos válidos para a solução
de conflito, a mediação, a conciliação ou
a arbitragem.
A agenda da Câmara e os
procedimentos de trabalho no período eleitoral ainda não
estão definidos. Mas tudo indica que em relação
aos procedimentos, os deputados devem se reunir em agosto e setembro
em esforços concentrados.
No primeiro mês (agosto)
deverá haver duas semanas de trabalho e no segundo (setembro)
uma semana. Os líderes ainda irão definir isto em reunião
apropriada.
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AGÊNCIA SINDICAL, 17
de julho de 2008
Congresso mundial debate Saúde
e Segurança no Trabalho
O 18º Congresso Mundial
sobre Saúde e Segurança no Trabalho (SST), promovido pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 27 de junho
a 4 de julho, em Seul, Coréia, aprovou declaração
recomendando aos governos a adoção de políticas
para criar uma cultura de prevenção de acidentes e doenças
do trabalho.
O tema do congresso foi: “XVIII
Congresso Mundial em Segurança e Saúde no Trabalho – Segurança
e saúde no trabalho: uma responsabilidade social”. No evento,
os representantes de mais de 50 países consideraram essencial
que os governos ratifiquem a Convenção 187 da OIT e apliquem
seus dispositivos para melhorar os ambientes de trabalho.
Segundo o diretor do Departamento
de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do
Ministério da Previdência Social, Remígio Todeschini,
o governo brasileiro está no caminho certo ao tomar diversas iniciativas
para reduzir os acidentes e melhorar as condições de trabalho
no País. Ele lembrou que será criada nos próximos
dias uma comissão tripartite encarregada de propor medidas nessa área.
Medidas – Todeschini
explica a estratégia brasileira para reduzir a subnotificação
de acidentes e doenças do trabalho, com a adoção
no ano passado do Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP). Outra
ação é a implantação do Fator Acidentário
de Prevenção (FAP), que define a cobrança de alíquotas
de contribuição ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT)
diferenciadas por empresa, de acordo com as taxas de acidentes.
O Congresso também fez
recomendações às empresas, que devem tratar a prevenção
como parte integrante de suas atividades. A declaração
diz ainda que a gestão das empresas deve contemplar a busca de
ambientes seguros de trabalho.
Fonte: Ministério da
Previdência Social
www.previdencia.gov.br
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VERMELHO, 17 de julho de
2008 | Economia
Miguel Jorge: Há desindustrialização
na economia brasileira?
De tempos em tempos, fala-se
em uma suposta desindustrialização da economia brasileira,
configurada pela redução da participação
da indústria no PIB. Recentemente, o tema voltou ao debate, em
virtude da valorização do câmbio e dos eventuais
impactos desse fenômeno sobre a competitividade da indústria
brasileira. A chamada "doença holandesa", causada pela
alta dos preços das commodities, estaria fazendo o Brasil se especializar
ainda mais em produtos primários, o que, no longo prazo, estaria
levando o país a uma desindustrialização.
Por Miguel Jorge, para o Valor Econômico*
Originalmente, o conceito de
desindustrialização diz respeito a alterações
na estrutura produtiva dos países, na medida em que sua renda
per capita avança. Países de renda muito baixa possuem
maior participação dos setores primários na estrutura
produtiva. Na medida em que a renda aumenta, cresce a participação
da indústria; numa fase posterior, aumenta a participação
dos serviços em detrimento da indústria.
Alguns analistas defendem que
essa redução de participação da indústria
se manifesta especialmente no emprego, mais do que na oferta global.
Esse movimento, em certa medida natural no processo de desenvolvimento,
seria causado por maiores taxas de crescimento da produtividade na indústria,
o que deslocaria mão-de-obra para o setor terciário.
No caso da discussão
sobre uma eventual desindustrialização no Brasil, alguns
analistas argumentam que, em nossa economia, estaria havendo um movimento
precoce de perda de participação da indústria no
valor adicionado. Esse movimento não seria o resultado do desenvolvimento
da economia, mas sim da perda de competitividade industrial.
Esse diagnóstico surgiu
no final dos anos 80 e início dos 90, quando efetivamente a indústria
perdeu participação no PIB de modo muito pronunciado. Nesse
período, essa participação caiu de mais de 47% para
cerca de 25% - isso em um cenário de baixo crescimento, instabilidade
de preços e praticamente nenhum ganho de produtividade pela indústria.
A questão é se
esse movimento tem acontecido atualmente fruto da alta nos preços
de commodities e da valorização cambial. O que se percebe é que
desde meados dos 90 a participação da indústria
no PIB cresceu, chegando a mais de 30% em 2006 e a quase 29% em 2007.
Em 2007, a queda foi marginal
e se deu em preços correntes. Se observarmos a variação
real - em quantidade, não em valor - do valor adicionado a preços
básicos da indústria (o PIB antes dos impostos), verifica-se
outro movimento. Nos últimos quatro trimestres, o valor adicionado
da indústria cresceu 5,7% e o da indústria de transformação
6%. Essas taxas foram maiores do que o crescimento da agropecuária
e dos serviços (ambos cresceram 4,9%), e também que o valor
adicionado total, que foi de 5,2%. Alguns economistas têm destacado
um crescimento da participação das commodities na pauta
exportadora brasileira e, a partir disso, detectado um sinal importante
de desindustrialização.
Historicamente, as commodities
representam uma parcela muito significativa das exportações
brasileiras. Em um cenário de preços em alta, portanto,
seria natural esperar um aumento da participação desses
produtos na pauta. Isso ocorreu, de fato. Esses produtos eram 37% das
nossas exportações em 2000 e ao final de 2007 representaram
41%. Por outro lado, os produtos de alta intensidade tecnológica
reduziram sua participação, enquanto a dos produtos de
média intensidade ficou constante.
A pergunta é: essas oscilações
são suficientes para comprovar a tese da desindustrialização?
Aliado ao crescimento do PIB
da indústria, o forte crescimento da produção industrial
- de 6% ano passado - parece responder negativamente à questão.
Ao contrário do que se poderia pensar, não são os
setores industriais relacionados a commodities que estão crescendo
mais. Nos últimos 24 meses, a produção dos setores
industriais de alta e média-alta tecnologia cresceu 10% e 16%,
respectivamente. No mesmo período, a produção dos
setores de média-baixa e baixa tecnologia cresceu, respectivamente,
8% e 4%. Além disso, o crescimento industrial tem sido acompanhado
por significativos ganhos de produtividade - mais de 4%, nos últimos
12 meses.
Mesmo em termos de emprego,
não parece haver redução significativa da parcela
da indústria. Nos últimos 12 meses, o número de
empregos formais gerados na indústria de transformação
cresceu a taxa muito próxima do emprego total. A propósito,
alguns dos setores que mais cresceram são intensivos em tecnologia
e não relacionados com commodities. Destacaram-se a indústria
mecânica, de material de transporte e de equipamentos eletrônicos
e de comunicações.
Esses indicadores parecem mostrar
que, a despeito do desempenho externo, os setores mais intensivos em
tecnologia têm apresentado um crescimento expressivo, impulsionado,
em grande medida, pelo desempenho do mercado interno.
A percepção de
que não há um processo de desindustrialização
da economia brasileira é corroborada por recente trabalho do jornal
Valor sobre um artigo de Fernando Ribeiro e Fernando Puga. Em seu estudo,
os autores argumentaram que um eventual movimento de desindustrialização
estaria restrito a apenas três setores, e ainda assim de forma
parcial.
Em síntese, muito embora
o câmbio represente efetivamente um desafio importante para a competitividade
da indústria brasileira, ainda não há nenhum indicador
forte o suficiente de que o Brasil esteja sendo vítima da "doença
holandesa". Tampouco se pode argumentar que há um processo
de desindustrialização em curso na economia brasileira.
* Miguel Jorge é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior.
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CONTAS
ABERTAS, 17 de julho de 2008
76% da população confia
na PF e apenas 53% acreditam no STF, aponta pesquisa
Enquanto a polêmica em torno da Operação Satiagraha prossegue,
o Contas Abertas divulga hoje a última pesquisa realizada pela Universidade
de Brasília (UnB), publicada no fim do ano passado. O estudo, produzido
pelo professor de Teoria da Corrupção Ricardo Caldas, aponta que
75,5% da população brasileira confia na Polícia Federal
(PF). Já quando a pergunta é sobre a credibilidade do Supremo Tribunal
Federal (STF) e da Justiça, o quadro muda. Apenas 52,7% das pessoas dizem
confiar no STF e metade não acredita no Poder Judiciário.
De acordo com o professor, se o estudo fosse
realizado hoje, a confiança da população em
relação à PF e ao Ministério Público
provavelmente seria maior. Segundo ele, enquanto isso, a credibilidade
do STF poderia ser menor. “Vale destacar também que
a opinião positiva da população em relação à Polícia
Federal ganharia mais força hoje diante das outras instituições
e das Forças Armadas, por exemplo, citada na pesquisa, que
se envolveu no episódio do Morro da Providência, no
Rio de Janeiro”, afirma Caldas.
A pesquisa também pergunta aos participantes
qual tribunal é o mais confiável. Para 23,6%, o Juizado
de Pequenas Causas é o órgão da Justiça
de maior credibilidade. Em segundo lugar aparece o STF, com 20,5%
de confiança. Já em terceiro, a Justiça do Trabalho é citada
como confiável por 19,2%. A Justiça Eleitoral surge
apenas com 10,6%. É importante ressaltar que 13,6% das pessoas
que participaram do estudo não souberam avaliar essa questão.
Segundo a pesquisa, a população
brasileira ainda acredita que a corrupção pode ser
combatida. Para 84,9%, o crime pode ser superado. A Polícia
Federal (25,1%) e o Ministério Publico (22,8%) são
as duas instituições em que os entrevistados mais confiam
para cumprir esse papel. Somente 9,7% das pessoas acreditam que o
Poder Judiciário é o setor mais importante para combater à corrupção.
O brasileiro também desconfia das
punições impostas pela Justiça. De acordo com
o estudo, quase a metade dos entrevistados não confia nos
juízes e 91% dos participantes acreditam que a Justiça
não pune com rigor os políticos. Quase 80% dos cidadãos
também discordam do foro privilegiado a que têm direito
políticos e magistrados. A maioria esmagadora dos participantes
também afirma que um político processada no Justiça
não pode concorrer nas eleições.
A pesquisa foi realizada entre 04 e 20 de
agosto de 2007 e teve como principal objetivo avaliar a opinião
dos brasileiros em relação às instituições
de governo e a imagem do Poder Judiciário. Mais de duas mil
pessoas foram entrevistadas em todo o Brasil, por telefone, divididos
proporcionalmente pela população dos estados. Quase
a metade dos participantes que respondeu as perguntas tem ensino
médio completo ou superior incompleto. Aproximadamente 50%
deles têm idade entre 25 e 34 anos e 37% são funcionários
de empresas privadas e 20% são servidores públicos.
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
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VERMELHO, 17 de julho de
2008 | América Latina
Colômbia vê mais um líder
sindical ser assassinado
O dirigente sindical e membro
do partido político Pólo Democrático Alternativo,
Guillermo Rivera, estava desaparecido desde o dia 22 de abril deste
ano na Colômbia. Seu corpo foi encontrado nesta terça-feira,
15, na cidade de Ibagué. Rivera era presidente do Sindicato
dos funcionários da autarquia de Bogotá.

Busca pelo sindicalista durou mais de dois meses
As informações preliminares apontam que o dirigente sindical
foi assassinado e sepultado como indigente no dia 28 de abril, seis dias após
seu desaparecimento. Segundo informações do Comitê pela
vida e pela liberdade de Guillermo Rivera, os indícios de assassinato
apontariam para efetivos da Policia Nacional, mais um caso de crime do Estado,
por ação ou omissão.
O sindicalista foi visto pela última
vez no bairro El Tunal, onde tinha deixado sua filha na escola. O comitê afirma
que as câmeras de vídeo, localizados no local de desaparecimento,
atestam que Rivera foi abordado por um grupo de agentes policiais e foi
forçado a entrar num carro da Polícia Metropolitana.
O Movimento Nacional de Vítimas
de Crimes de Estado (Movice), uma das principais organizações
de direitos humanos na Colômbia, emitiu uma nota rechaçando
o crime contra o líder sindical e apontando que continuam as evidências
a prática sintomática de perseguição, assasssinato
e tortura a líderes de movimentos sociais de oposição
ao Estado colombiano. Segundo o Movice, o país é o que
mais mata defensores dos direitos humanos e sindicalistas no mundo.
A informação é confirmada pela Central Unitária
de Trabalhadores da Colômbia (CUT), que denuncia a morte de 26 trabalhadores
sindicalizados apenas no mês de maio e 225 atentados contra dirigentes
em 2008. Contra a crescente onda de violência no pais, a CUT promete
estar presente no na marcha do dia 20 de julho, pela liberdade de todos os
seqüestrados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc) e em solidariedade aos familiares das vítimas da violência
e diversas formas de terrorismo e seqüestros.
Para Gabriel Becerra, coordenador
do comitê pela vida e liberdade de Guillermo Rivera, todos os setores
colombianos precisam se movimentar contra essas agressões. “Estamos
ignorando a permanência no país de outros crimes, como a
existência de mais de quinze mil desaparecidos e o assassinato
permanente de líderes do movimento popular e opositores da política,
como é o caso de Guillermo Rivera Fúquene”, informa
o coordenador. O comitê está organizando para o dia 21 de
agosto um Fórum nacional e internacional sobre os desaparecimentos
forçados e apresentaram um novo informe sobre os crimes que são
abarcados contra o sindicalismo colombiano.
Fonte: Siítio da Revista
Fórum
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Folha
de S.Paulo, 17 de julho de 2007
Paulo Nogueira Batista Jr.
Vôo da galinha, nunca mais!
É preciso controlar a inflação
sem repetir 2004, quando a alta do juro interrompeu a recuperação
da economia
A INFLAÇÃO preocupa
por dois motivos. Primeiro: os choques externos (alimentos, petróleo
e outras commodities) atingem a economia em um período de expansão
da demanda interna. Segundo: uma inflação liderada pelos
alimentos é especialmente nociva para os pobres. De acordo com
a FGV, a inflação para quem está na faixa de 1
a 2,5 salários mínimos subiu para 9%. Nessa faixa de
renda, os alimentos representam cerca de 40% da cesta de consumo. É possível
combater a inflação aumentado a oferta de produtos? Dentro
de certos limites, sim. Por exemplo, pode-se direcionar mais crédito
a setores capazes de expandir rapidamente a produção,
como a agricultura. Pode-se, também, reduzir a carga tributária
sobre setores da economia em que os preços estejam muito pressionados.
Mas essas medidas têm limites. Na maioria dos setores, o investimento
demora a se refletir em aumento da capacidade produtiva.
O investimento eleva primeiro a demanda (ao se traduzir em compras de máquinas,
equipamentos etc.) para só depois redundar em ampliação
da oferta. A desoneração tributária, por sua vez, nem
sempre resulta em diminuição de preços. Por exemplo, os
preços dos produtos comercializados internacionalmente, os chamados "tradeables",
dependem basicamente dos preços internacionais e do câmbio. No
caso desses produtos, a redução de tributos redundaria em aumento
da margem de lucro sem efeito apreciável sobre os preços.
Para os "tradeables", o que se pode fazer é operar seletivamente
com os tributos sobre comércio exterior. Uma possibilidade é diminuir
tarifas de importação para abafar pressões localizadas
de preços. Outra é tributar as exportações que
estejam com preços em alta no mercado internacional. Há um certo
tabu em torno dessa segunda possibilidade. Porém, dependendo das circunstâncias
de mercado, um imposto sobre a exportação permite desatrelar
o preço interno do preço externo, impedindo que a alta desse último
se transmita totalmente ao primeiro.
Quando a alta do preço internacional é muito acentuada, pode
ser conveniente introduzir um imposto que modere o impacto inflacionário
interno, sacrificando parte da elevada lucratividade do exportador. Seja como
for, as medidas acima mencionadas não são suficientes para dispensar
o controle da demanda. Não se trata, é claro, de abortar o crescimento
iniciado em 2007, mas de reduzir o ritmo de expansão do consumo.
O instrumento mais óbvio é a taxa básica de juro. Por
motivos explicados em artigos anteriores (efeitos sobre o câmbio, o investimento,
as finanças púbicas, entre outros), não convém
carregar a mão no aumento dos juros básicos. Para desacelerar
a demanda, o governo deve acionar outros instrumentos de forma seletiva, notadamente
a contenção dos gastos públicos e controles diretos sobre
o crédito. Ao cortar gastos do governo, é importante preservar
os investimentos públicos e os programas sociais, como o Bolsa Família.
Este último, aliás, precisa ser aumentado, como fez recentemente
o governo, para compensar o efeito da alta dos alimentos sobre o valor real
dos benefícios. No que diz respeito ao controle crédito, é fundamental
preservar o financiamento do investimento privado e focar as medidas na diminuição
do ritmo de expansão do crédito ao consumo. Trata-se, em resumo,
de controlar a inflação sem repetir a experiência de 2004,
quando um ciclo de alta dos juros básicos levou à interrupção
de um processo de recuperação da economia, jogando o país,
por quase dois anos, em novo período de crescimento medíocre.
Vôo da galinha, nunca mais!
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 53, escreve às
quintas-feiras nesta coluna. Diretor-executivo no FMI, representa
um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador,
Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname
e Trinidad e Tobago). pnbjr@attglobal.net
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FOLHA DE LONDRINA, 17 de
julho de 2008 | Economia
O lado legal da economia informal
Dificuldade de conseguir emprego em um mercado
saturado leva muitos brasileiros à informalidade; revendedoras
de cosméticos e roupas despontam como opções
''Eu comprava das revendedoras junto com a minha tia. No terceiro colegial,
vi uma menina vendendo para as amigas da sala. Foi aí que eu liguei
para uma empresa, consegui um catálogo e comecei oferecendo para os
meus parentes''. Lessandra Maikuma, estudante de Medicina Veterinária
da Uel, ingressou assim como revendedora há seis anos. Vender cosméticos
foi uma maneira de conciliar uma fonte de renda com a carga horária
do seu curso integral.
O papel das revendedoras de cosméticos é um
aliado forte da autonomia feminina no mercado de trabalho na última
década. Muitas deixam pendurados na parede o diploma universitário
e embarcam nesta atividade, considerada informal por conta da ausência
de vínculo empregatício, e que movimentou R$ 16 bilhões
em 2007, segundo a Associação Brasileira de Venda Direta
(Abevd). ''Minha primeira relação com os cosméticos
foi como consumidora. Eu comprava da minha professora de ginástica.
Daí comecei a mostrar o catálogo para as minhas amigas.
Tudo que ganhava, revertia em produtos para mim'', relembra Lucinéia
Costa, promotora de vendas da multinacional brasileira Natura.
''Concluí a faculdade
e logo em seguida fui trabalhar na minha loja de roupas no shopping.
Na época, eu também era consultora até que a Natura
abriu um concurso na região para contratar uma promotora. Para
exercer essa atividade a pessoa precisa ter curso superior. Depois que
eu passei na seleção eu só me dedico a isso. Gostava
da loja, mas hoje eu gosto muito mais do que faço.'', revela a
responsável por treinar as consultoras de Londrina e Cambé,
função que exerce registrada pela multinacional há 5
anos.
O trabalho informal é uma
saída para quem não consegue arrumar emprego no concorrido
mercado formal. A flexibilidade de horários e as atrativas margens
de ganho são os principais estímulos. ''O salário
das consultoras variam de R$ 200 até R$ 10 mil. Depende da estratégia
de cada uma. Mas na média, a maioria fatura entre R$ 600 e R$
1mil'', revela Lucinéia. Segundo a Associação Brasileira
da Empresas de Venda Direta (Abved), hoje, há cerca de 1,87 milhão
de revendedoras ativas no país. Houve um aumento de 18% com relação
ao ano anterior e, na região metropolitana de Londrina, são
2.200 da Natura.
Do montante total faturado, 88%
das vendas são atribuídas aos produtos de cuidados pessoais,
categoria que engloba os cosméticos e a perfumaria, de acordo
com a Abevd. ''Eu também trabalho com Herbalife e Vituria, além
dos cosméticos. Na verdade sou uma revendedora de produtos da
venda direta. Isso também dá para conciliar com o escritório
onde trabalho e exponho os produtos'', revela uma vendedora que prefere
não ter o nome revelado. Ela possui um cadastro de 390 clientes
com 150 ativos. Formada em publicidade, não exerce sua profissão,
e revelou que no mês de maio vendeu mais de 300 unidades e ganhou
'perto de R$ 1 mil'.
A legalidade na qual ocorre o
trabalho das revendedoras é o ponto forte da informalidade da
venda direta. Segundo o contabilista José Joaquim Ribeiro, essa é uma área
saudável da informalidade. ''Normalmente essas empresas são
organizadas porque fazem triagens e oferecem treinamentos na área
de vendas. É uma atividade destinada às horas vagas e é feito
geralmente por quem tem outro emprego fixo. Apesar de eu conhecer muitas
que, em função da formação de uma clientela
boa, deixou o emprego formal para vender cosméticos'', argumenta.
Renato Oliveira
Especial para a FOLHA
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FOLHA DE LONDRINA, 17 de
julho de 2008 | Economia
Trabalho de formiguinha movimenta
milhões
''É uma economia de formiguinha que movimenta milhões. Em qualquer
cidade brasileira com mais de 50 mil habitantes há pessoas vendendo
pelas ruas. Por causa da necessidade de se levar dinheiro para casa é esta
a maneira que eles encontram para solucionar seus problemas financeiros, que é vendendo
produtos na rua'', diz o contabilista José Joaquim Ribeiro.
Existe no Brasil, segundo levantamento
do IBGE de 2003, cerca de 10 milhões de pessoas trabalhando como
informais. O setor de comércio concentra cerca de 3,5 milhões
desse montante. ''Hoje, para cada quatro empresas que abrem no mercado,
uma é informal'', analisa Feliciano, do Sebrae. Isso porque, além
das consultoras de cosméticos que trabalham para indústrias
regulamentadas existem duas atividades que ocupam o tempo de quem trabalha
no mercado informal: os produtos importados e a área têxtil.
''Quem gosta mais de comercializar
os produtos do importados são os homens. Eles encaram a ida até o
Paraguai e todo o risco que correm com a muamba como uma aventura. Já as
mulheres preferem vender roupas e os produtos de beleza porque é mais
seguro'', explica Ribeiro. Ele acredita que não é apenas
a falta de emprego que incentiva a informalidade. ''Se ele tem carteira
assinada ele não recebe benefícios sociais como as bolsas
família e escola. E sem contar que ter um emprego de salário
mínimo e pegar no pesado é menos vantajoso que trabalhar
como sacoleira e receber o benefício'', argumenta.
Segundo o Sebrae, os setores
que mais crescem no comércio são os de produtos para
terceira idade, beleza e vestuário. ''Investir em um pequeno
comércio oferece um retorno mais rápido. Não exige
conhecimento específico, como a indústria'', acredita
Feliciano. Outro aliado é o consumismo que tem incentivado as
pessoas a gastarem mais com seus cuidados pessoais. ''Hoje há uma
tendência forte em investir no próprio conforto'', finaliza.
(R.O.)
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DIÁRIO DO NORDESTE,
17 de julho de 2008 | Negócios
CONSTRUÇÃO CIVIL
Fortaleza: Capital contrata 60 pessoas
por dia
A cada dia um canteiro de obras em Fortaleza oferece opção de
emprego formal para 61,9 trabalhadores fortalezenses. Isto porque, entre os
152 dias de janeiro a maio deste ano, 2.455 residentes na capital cearense
conseguiram ser contratados com carteira assinada pelo setor.
A quantidade supera em 88,1%
o registrado em igual período de 2007, quando 1.355 vagas foram
preenchidas. Os dados fazem parte de estudo do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A constante expansão do
mercado imobiliário cearense foi um dos fatores determinantes
para puxar a alta de empregos em Fortaleza. Segundo a pesquisa do MTE,
no acumulado dos cinco primeiros meses de 2008, um total de 7.497 postos
de trabalho foram ocupados na cidade que, passou a figurar como a nona
capital do País e a segunda do Nordeste a gerar mais postos de
trabalho. Considerando que, em igual período de 2007, foram 7.161
vagas, houve elevação de 4,6% no total de empregos.
Enquanto a Construção
Civil, foi o setor a apresentar crescimento mais expressivo, no comparativo
entre janeiro e maio de 2007, frente ao mesmo intervalo deste ano, o
setor de Serviços, mais uma vez, foi o que conferiu maior peso
ao número de contratações. Com 5.236 postos ofertados,
o setor teve incremento de 23,6% nas vagas geradas, se comparado aos
4.233 empregos com carteira assinada preenchidos no mesmo período
de 2007.
´O setor de Serviços
também cresceu, em boa parte, motivado pela alta nas vendas e
locações de imóveis. Este é um setor que
emprega mais da metade da nossa população´, ressalta
o coordenador de Estudos e Análises do Mercado do Instituto de
Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita.
Em sentido oposto caminhou a
Indústria. No confronto janeiro/maio de 2007 contra igual período
deste ano, as contratações no setor mostraram queda de
25,9%, saindo de 1.066 para 789 empregos.
Livia Barreira
Especial para Economia
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REVISTA EXAME, 17 de julho
de 2008
Expansão acelerada
Odebrecht aproveita bom momento da
construção civil
A Odebrecht aproveitou o bom momento da
indústria da construção e faturou 1,7 bilhão
de dólares em 2007
Um dos setores da economia com
taxa de crescimento acima da média em 2007 foi o da indústria
da construção. As vendas das empresas evoluíram,
em média, 13% no ano passado. A líder desse mercado, a
Odebrecht, obteve faturamento no período de 1,7 bilhão
de dólares, o que representou evolução de 20% sobre
o número registrado em 2006. O mercado aquecido da construção
civil no país, os investimentos do governo no Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) e o crescimento dos negócios no exterior
estão entre os principais fatores por trás desse desempenho. “A
cadeia da indústria da construção anda tão
movimentada que começam a faltar profissionais. Até os
fornecedores estão sobrecarregados com tantas encomendas”,
afirma Paulo Lacerda, vice-presidente da Odebrecht.
223 milhões
de dólares
O lucro líquido da Odebrecht no ano passado representou a maior marca
registrada na história da empresa. Ele é também o melhor
número contabilizado entre as companhias da indústria da construção
listadas no ranking de MELHORES E MAIORES. Para efeito de comparação,
o lucro da Odebrecht foi cinco vez maior em 2007 do que o de uma de suas principais
concorrentes, a construtora Camargo Corrêa.
20 países
É o tamanho atual da operação internacional da Odebrecht.
Hoje, a maior obra em andamento lá fora é o gasoduto TGS, na Argentina.
Com 1 665 quilômetros de extensão, ele irá bombear gás
natural da Patagônia até Buenos Aires. O valor do projeto é de
1,8 bilhão de dólares, e tudo deve ficar pronto até 2010.
40%
Esta é a fatia de contratos da Odebrecht no Brasil com a iniciativa
privada na atualidade. O restante dos clientes está dividido entre as
estatais com orçamento próprio (35%) e o setor público.
Até o início dos anos 90, a participação das obras
federais, estaduais e municipais nos negócios da Odebrecht era de 70%.
O processo de privatizações desencadeado na época contribuiu
para alterar o peso dos diversos tipos de cliente no faturamento da construtora.
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FOLHA DE LONDRINA, 17 de
julho de 2008 | Geral
Congresso cria pensão alimentícia
para gestante
Brasília- O Congresso criou uma espécie de pensão alimentícia
para a gestante. Pela proposta, aprovada na noite de ontem, a mulher pode pedir
na Justiça que o suposto pai de seu filho contribua em despesas de alimentação,
exames médicos, remédios e parto.
É preciso, porém,
que a mãe reúna provas de que o indicado é pai da
criança. Caso ele negue a paternidade, seria preciso fazer ''exame
pericial pertinente'', o que pode ser lido como teste de DNA. O procedimento é desaconselhado
por médicos.
Antes de virar lei, o texto precisa
esperar um prazo de recurso na Câmara, onde foi avaliado por último,
e ser sancionado pelo presidente Lula.
Se de fato regulamentado, pai
e mãe teriam de compartilhar os custos decorrentes da gravidez.
A contribuição de cada um seria proporcional às
rendas.
Segundo o autor do projeto, o
ex-senador Rodolpho Tourinho (DEM-BA), os objetivos maiores são
''assegurar à mulher grávida direitos, uma gravidez saudável,
e que a criança nasça também saudável''.
O relator da matéria na última
comissão -a CCJ (Comissão de Constituição
e Justiça) da Câmara -, deputado Manoel Ferreira (PTB-RJ),
afirma que o projeto atinge mães, geralmente jovens, que ficam
muitas vezes abandonadas. ''Fica aquela lenga-lenga, e a mãe fica
sofrendo.''
Folhapress
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de julho de 2008 | Nacional
Aposentados receberão 50% do
13º salário em setembro
Agência Estado
O ministro da Previdência Social, José Pimentel, acertou nesta
quarta-feira (16) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o pagamento
antecipado de metade do 13º salário para os segurados do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS). Um decreto presidencial deverá ser
publicado no Diário Oficial da União (D.O.U) nos próximos
dias oficializando a antecipação, informou a assessoria do Ministério
da Previdência.
É a terceira vez que os
beneficiários da previdência social recebem antecipadamente
parte do décimo terceiro. A outra metade será paga em dezembro,
juntamente com o valor do benefício daquele mês. O pagamento
da primeira parcela do 13º salário será feito na folha
de agosto, depositada entre os cinco últimos dias úteis
do mês que vem e os cinco primeiros dias úteis de setembro.
Com a antecipação, o ministério calcula que serão
injetados na economia cerca de R$ 7 bilhões.
A maioria dos 22 milhões
de aposentados e pensionistas receberá 50% do valor do benefício,
com exceção dos segurados que passaram a receber aposentadorias
ou pensões depois de janeiro deste ano. Neste caso, o valor será calculado
proporcionalmente.
A primeira vez que o governo
antecipou parte do décimo terceiro foi em 2006. A medida faz
parte do acordo firmado com as entidades representativas dos aposentados.
Pelo acordo, a antecipação do 13º será mantida
até 2010, último ano do governo do presidente Lula. A
cada ano será editado novo decreto estabelecendo a antecipação.
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G1, 17 de julho de 2008
São Paulo: Trabalhadores
da construção civil fazem manifestação
na Zona Sul
Eles dizem que empresa não pagou participação
nos lucros | Protesto tem apoio do sindicato da categoria e começou às
7h.
Trabalhadores ligados a uma empresa de construção civil promovem
na manhã desta quarta-feira (16) uma manifestação por
ruas da Zona Sul. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego
(CET), cerca de 60 pessoas seguiam em passeata por volta das 8h30 no sentido
Centro da Rua Afonso Braz, em Moema.
O protesto tem apoio do Sindicato
dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo
(Sintracon-SP). Os trabalhadores da construtora dizem que a Participação
nos Lucros ou Resultados (PLR) não foi pago pela empresa. Por
causa disso, os funcionários decidiram paralisar as atividades,
ainda de acordo com o sindicato.
Os manifestantes devem seguir
em passeata pela Avenida República do Líbano, passando
pela Alameda Irae até a Praça de Moema, onde será feito
um ato. Os trabalhadores prometem fazer um protesto na quinta-feira (17)
em um escritório da empresa, na Avenida Brigadeiro Faria Lima.
A Polícia Militar acompanha
a manifestação, que conta com um carro de som, desde as
7h desta quarta-feira (16). A CET informou que, por volta das 8h30, a
passeata não atrapalhava o trânsito na região.
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CONSULTOR JURÍDICO,
17 de julho de 2008
Questão de competência
Justiça trabalhista não
julga causa jurídico-estatutária
Estão suspensas ações trabalhistas apresentadas por servidores
temporários contra município de Luiziânia, em Goiás.
A determinação é do presidente do Supremo Tribunal Federal,
ministro Gilmar Mendes. Ele acolheu pedido de liminar do município por
entender que não cabe à Justiça do Trabalho julgar causas
de vínculo jurídico-estatutário.
O município recorreu ao
Supremo para contestar decisão do juiz da Vara do Trabalho de
Luiziânia que beneficiou 19 servidores temporários que foram
credenciados nos programas nacionais de agentes comunitários de
saúde e de saúde da família para trabalhar no combate
a dengue. Esses servidores buscavam na Justiça receber verbas
trabalhistas e o juiz determinou a citação do município
e convocou uma audiência no próximo dia 23 de julho.
Na reclamação,
o município sustentou que a decisão da Justiça trabalhista
contrariou entendimento do STF na Ação Direta de Inconstitucionalidade
3.395. Ao julgar esta ADI, o STF decidiu que não cabe à Justiça
do Trabalho julgar causas entre o poder público e seus servidores
estatutários.
O município lembrou, ainda,
que o Ministério Público do Trabalho entrou com Ação
Civil Pública na qual contesta a contratação dos
servidores por tais programas. Essa ação foi suspensa liminarmente
por decisão do ministro Eros Grau, do STF, na Reclamação
4.940.
Acrescenta que tanto a Ação
Civil Pública quanto as reclamações trabalhistas
têm o mesmo objetivo, que é contestar os contratos administrativos
e transformá-los em contrato de trabalho. Como conseqüência,
o município seria condenado a pagar as verbas trabalhistas correspondentes,
nos termos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
O ministro Gilmar Mendes ressaltou
que a decisão dada pelo juízo trabalhista, em liminar,
parece afrontar o entendimento do STF de que não cabe à Justiça
do Trabalho julgar causas de vínculo jurídico-estatutário
e concedeu a liminar para suspender as reclamações trabalhistas
até decisão definitiva do Supremo sobre o caso.
Rcl 6.271
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Agência Diap, 17 de
julho de 2007
PARALISAÇÃO
Apesar dos prejuízos, ECT
não sede e greve entra no 17º dia
Após mais uma tentativa
frustrada de conciliação entre funcionários e diretoria,
ocorrida nesta terça (15), a greve dos Correios entra, nesta quinta-feira
(17) no 17º dia com mais de 100 milhões de correspondências
e encomendas atrasadas ou paradas. Empresas que dependem da Empresa Brasileira
de Correios e Telégrafos (ECT) para suas atividades já começam
a contabilizar os prejuízos, enquanto os consumidores têm
de procurar meios de pagar as contas vencidas. Segundo a assessoria da
estatal, até ontem, 19% dos empregados e 28% dos carteiros estavam
em greve.
" Estou com 70% dos meus pedidos parados", diz Ricardo Beraldo, proprietário
da Talento Moda, fábrica de roupas femininas em São Paulo. O empresário
conta que, nas últimas duas semanas, a maior parte de seus clientes, de
todo o país, não recebeu os catálogos que divulgam a última
coleção da fábrica.
" Normalmente, nessa época, meus compradores já teriam recebido
a mala-direta e já estaríamos vendendo." Além disso,
segundo Beraldo, contas que venceram na última quinzena não foram
entregues no endereço comercial. "O jeito tem sido correr atrás
dos fornecedores."
Outro empresário que tem sofrido com a paralisação é Fábio
Seixas. Dono da loja virtual Camiseteria, que vende camisetas pela internet,
ele afirma que os produtos estão demorando dois a três dias a
mais para ser entregues. O prazo normal é de três dias úteis. "Para
os casos mais urgentes, estamos usando os serviços de uma transportadora",
diz Seixas. A empresa recebe uma média de 400 encomendas por semana
- todas são enviadas por Sedex.
Já as grandes empresas de comércio eletrônico não
estão sendo tão afetadas. Isso porque usam serviços de
transportadoras privadas. É o caso da Submarino e das Lojas Americanas.
Procuradas, elas informaram que não tiveram alteração
nas entregas.
Lojistas e bancos de São Paulo também enfrentam dificuldade para
receber pagamentos, segundo a Associação Comercial de São
Paulo (ACSP). Marcel Domingos Solimeo, economista da entidade, diz que a demora
na entrega das correspondências tem prejudicado a atualização
do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC),
cadastro de consumidores em débito com instituições financeiras
ou no crediário do varejo.
Isso acontece porque, para incluir os inadimplentes no cadastro, é preciso
notificá-los por carta. A ACSP estima que sejam enviadas, em média,
cerca de 6 milhões de correspondências por mês com esse
objetivo. Segundo ele, lojas e bancos estão tendo prejuízo, já que,
sem aviso, os consumidores demoram a pagar o débito.
Negociação
O presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, se reuniu nesta quarta-feira
com representantes dos funcionários em greve para discutir as reivindicações.
As propostas, segundo os funcionários, teria sido levada por Custódio
ao ministro das Comunicações, Hélio costa, em reunião
no início da noite. A reunião deve servir para discutir os pontos
divergentes e a proposta dos trabalhadores para encerrar a greve na empresa.
Segundo Geraldo Rodrigues, diretor da Fentect (Federação Nacional
dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares),
Custódio negocia com os trabalhadores desde às 13h e interrompeu
a reunião, por volta das 19h30, para apresentar as reivindicações
com o ministro.
A expectativa dos sindicalistas é fechar um acordo até as 10h
desta quinta-feira (17), a fim de apresentar ao presidente do TST (Tribunal
Superior do Trabalho), ministro Rider Nogueira de Brito, que aguarda um entendimento
entre as partes para evitar o julgamento da paralisação. Caso
contrário, o ministro Maurício Godinho Delgado vai julgar a ação
de abusividade da greve.
O secretário-geral da Fentect, Manoel Cantoara, disse que a estatal
deveria ceder mais. "Acreditamos que a direção da empresa
poderia discutir todos os pontos do plano de carreira." Já a ECT,
por sua assessoria, disse que está analisando a proposta, mas como ela é bem
semelhante à anterior, aceita pela estatal, tudo indica que isso se
repetirá.
A nova proposta que tenta pôr fim à greve prevê o pagamento
definitivo de uma gratificação de 30% aos carteiros, a ser calculada
sobre o salário-base, e pagamento proporcional às horas trabalhadas
em serviços externos de coleta e entrega.
A categoria reclama que os Correios não fizeram a incorporação
de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação
do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam
previsto no acordo firmado em novembro do ano passado e ratificado em abril
deste ano.
A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção
do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha
deste mês.
Os grevistas tentam também evitar que a empresa desconte os dias parados,
propondo a formação de uma força tarefa para entregar
as correspondências atrasadas. (Fonte: Vermelho)
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