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ARTIGO, 25 de julho de 2008
Ficha Suja e o controle dos grupos
econômicos privados sobre as cidades
Ao assistir ao debate sobre a publicização das listas das fichas
sujas dos candidatos nas eleições, conclui pela limitação
do debate. Aprendi com Douglas North, prêmio Nobel de Economia de 1993,
que os países que mais se desenvolveram na história foram os
que construíram os melhores sistemas jurídicos. E discutir
apenas a questão de um mecanismo do sistema jurídico eleitoral
como o uso da analise da ficha suja, sabendo dos caminhos protelatórios
do sistema processual e de controle patrimonial brasileiro, sabemos que isto
apenas não basta. Pois não adianta olharmos a questão
apenas na ótica pessoal do candidato com ficha suja, se o resto do
sistema continua permitindo a sua existência.
Assim sendo, não adianta verificar se a ficha esta suja, se o processo
de eleição dos membros das Câmaras Municipais e as Prefeituras
continuam sob financiamento e controle paralelo dos grupos econômicos
privados. Não adianta verificar se a ficha esta suja, se o sistema
de concessão de transporte coletivo continua sem licitação
pública e o conselho de transporte coletivo continua sem o controle
da sociedade e a participação dos sindicatos de trabalhadores,
para verificar preço e qualidade.
A exemplo das concessões públicas dos meios de comunicação
que não oferecem contrapartida em favor da nação e da
liberdade. Não adianta olhar se a ficha esta suja, se o plano diretor
da cidade está sendo conduzido para valorizar a propriedade da terra
de posse de grandes empreiteiras e imobiliárias. Não adianta
verificar se o candidato tem ficha suja, se o sistema de licitação
das empresas de coleta de lixo, das empresas que fazem obra e vendem produtos
e serviços para as prefeituras continuam viciados e dirigidos. Não
adianta verificar se a ficha está suja, se a aplicação
dos recursos das aposentadorias dos servidores municipais está sendo
dirigido aos bancos privados sem taxa de retorno para os contribuintes do
sistema. Não adianta olhar se a ficha está suja, se empresas
particulares continuam sendo contratados para fazer concursos frios para
aprovarem parentes. Não adianta olhar se a ficha está suja,
se as vigilâncias sanitárias, ambientais e do trabalho continuam
sendo orientadas para serem omissas para favorecer maus empresários.
Assim, discutir apenas o tema ficha suja, sem discutir o sistema jurídico
que permite o financiamento e o controle de grupos privados sobre o processo
de eleição dos membros das Câmaras Municipais e Prefeituras é muitíssimo
limitado. É hora sim de ampliarmos este debate.
Sabemos da evolução do processo democrático da gestão
pública. A melhoria do sistema de controle com o fortalecimento do
MPE, o aperfeiçoamento do TCE, a criação de Ouvidorias,
a adoção da prática de orçamento participativo,
a criação dos conselhos municipais de saúde, educação,
meio ambiente, industrial, trabalho entre outros, mesmo que ainda, com sistemas
de eleição dirigidos.
Sabemos que quando as vigilâncias sanitárias, ambientais e do
trabalho municipal não funciona, temos congêneres estadual e
federal que suprem a omissão. Mas sabemos que se não aprofundarmos
o debate destes outros temas para ter melhores sistemas de controle democrático,
continuaremos a evoluir de forma lenta e gradual. Por isso, além de
debater a questão da pessoa do candidato ter ou não ficha suja, é preciso
debater a implantação do financiamento público das campanhas
eleitorais e mecanismos jurídicos de controle de gestão, como
por exemplo, a regulamentação das formas de democracia direta
através da consulta popular, como o referendo e o plebiscito.
Para isso precisamos lutar pela aprovação do projeto de lei
nº4718/2004, proposto pela OAB, com apoio da CNBB e do MST, em favor
da ampliação da democracia direta e participativa, tirando
das mãos do poder legislativo e executivo a exclusividade das decisões,
para libertarmos as cidades do controle dos grupos econômicos privados
e colocá-las a serviço de toda a sociedade.
Geraldo Serathiuk - Advogado
especializado em direito tributário pelo IBEJ/Pr.
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BEM PARANÁ, 25 de
julho de 2008 | Paraná
Denúncia
Fiscalização tira da
informalidade mais de 12 mil trabalhadores
Foram inspecionadas aproximadamente cinco
mil empresas paranaenses
Agência Brasil
As ações de fiscalização da Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) resultaram na retirada
de 12.135 trabalhadores da informalidade, no primeiro semestre deste ano. De
acordo com balanço divulgado hoje (25) pela Seção de Inspeção
do Trabalho (Seint), foram fiscalizadas aproximadamente cinco mil empresas – o
que resultou em cerca de quatro mil autuações.
Segundo o chefe da seção,
José Leo Lazarus, cerca de duas mil empresas apresentaram irregularidades
quanto à contratação e ao registro de trabalhadores
menores de dezoito anos. “Entretanto, dos 422 jovens encontrados
em situação irregular, 404 já foram regularizados
a partir da ação fiscal”, explicou.
Lazarus afirma que a maioria
das denúncias são referentes à falta de registro
profissional ou atraso de salários. Nenhuma fiscalização é previamente
avisada, e o fator surpresa, segundo ele, é imprescindível
para que os fiscais possam fazer uma análise justa da situação
dos trabalhadores.
“Os fiscais chegam à empresa
e pedem o livro de registro dos empregados, os atestados médicos
e os cartões de ponto. É obrigação da empresa
ter essa documentação pronta. Se a empresa não apresentar,
já pode ser feita a primeira autuação”.
A falta da documentação
obrigatória pedida pelos fiscais foi responsável pela maioria
das 3.055 autuações emitidas somente na área trabalhista.
Também houve 305 autuações por deixar de registrar
os empregados. Das cerca de duas mil empresas que deixaram de formalizar
as contratações, 1.638 já foram regularizadas sob
ação fiscal.
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NCST, 25 de julho de 2008
Acordo ortográfico irá padronizar
a escrita da língua portuguesa no mundo
O acordo ortográfico - que irá padronizar a escrita da língua
portuguesa - é um avanço e irá permitir o fortalecimento
da língua portuguesa no mundo na opinião do presidente da Comissão
de Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa
e Promoção da Língua Portuguesa (Colip) do Ministério
da Educação (MEC), Godofredo de Oliveira Neto.
“Na língua temos
grafias diferentes, com pronúncia diferente. Houve um desvio na
grafia na língua portuguesa pelo mundo, esse acordo tenta anular
esse desvio que aconteceu e com certeza irá permitir que a língua
portuguesa saia revigorada no mundo. É um avanço para todo
mundo e sempre que vem para facilitar é bem vindo”, avaliou,
em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Dentro da Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP), quatro países já ratificaram
o acordo ortográfico: Portugal, Brasil, São Tomé e
Príncipe e Cabo Verde. Faltam Angola, Moçambique, Guiné-Bissau
e Timor Leste.
Segundo ele, as discussões
sobre o acordo ortográfico vem desde 1990. “O Brasil, em
2007, poderia ter implementado essas reformas ortográficas, mas
preferiu esperar a adesão de Portugal que se deu esse ano. A proposta é a
implantação dessas novas regras ortográficas nos
outros países.”
De acordo com ele, a comissão
está propondo um cronograma para o início da aplicação
das novas regras. “São três anos de tolerância,
permanência das duas normas na área didática, vestibulares,
provas, concurso público. Essa reforma só entrará em
vigor no Brasil em janeiro de 2012. Para as demais áreas, jornal,
diário oficial entraria em vigor em 2009. O que está faltando é o
decreto presidencial confirmar essa proposta de calendário”.
Godofredo afirmou que a proposta
de implantação até 2012 é do Brasil, mas
que é necessário que o próprio acordo preveja esse
calendário em um dos seus artigos.
“É importante ressaltar
que essa unidade da língua portuguesa se faz precisamente na diversidade
e apenas a grafia que será a mesma para todos os países”.
As principais mudanças
para os brasileiros serão a extinção do trema e
mudanças no uso do hífen e de acentos diferenciais.
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva viajou hoje (24) para Lisboa, Portugal, onde participa
de encontro da CPLP. Entre os assuntos a serem debatidos está a
língua portuguesa.
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CUT, 25 de julho de 2008
Acidentes de trabalho: Construção
civil ainda é uma das grandes vilãs em Tocantins
Um dos principais causadores
de acidentes no ambiente de trabalho é o descumprimento das normas
de prevenção e segurança, o que acontece tanto por
parte da empresa quanto por parte dos funcionários. Para lembrar
a data e reforçar as políticas de segurança, no
domingo, 27, é comemorado o Dia Nacional de Prevenção
de acidentes de Trabalho.
De acordo com a assessoria de
comunicação da superintendência regional do trabalho
e emprego, cerca de 90% das CATs – Comunicados de Acidente de Trabalho
existentes no setor de fiscalização do órgão
repassadas pela previdência social. O setor com maior ocorrência é o
da construção civil. “Nós temos uma equipe
de apenas 20 auditores fiscais para atender todo o estado e mantemos
uma fiscalização rotineira, mas dentro de nossas possibilidades”,
explica a auditora fiscal do trabalho, Keila Gontijo Rabelo.
para a auditora, apesar da fiscalização
rígida, ainda é possível encontrar empresas e funcionários
descumprindo abertamente as normas. “a fiscalização
não averigua culpa, portanto quem é autuado, no caso de
situações irregulares, é sempre o empregador, que é quem
assumiu os riscos da atividade econômica”, diz ela.
Números – em
2007, foram 37 CATs recebidas durante todo o ano. em 2008, 18 CATs
Dificuldades – segundo
a legislação, todo acidente de trabalho deve ser informado à previdência
social e também à superintendência regional do trabalho
e emprego, contudo, nem todas as empresas cumprem com a lei. sendo assim,
só existe um cadastro com os dados que são informados aos órgãos
responsáveis.
Legislação – segundo
o artigo 19 da lei 8.213 de 24 de julho de 1991, "acidente de trabalho é o
que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa,
ou pelo exercício do trabalho do segurado especial, provocando
lesões corporais ou perturbação funcional, de caráter
temporário ou permanente".
Tipos de acidentes – de
acordo com a superintendência regional do trabalho e emprego, existem
três tipos de acidentes de trabalho:
1 - acidente típico: decorrente
da característica da atividade profissional desempenhada pelo
acidentado;
2 - acidente de trajeto: ocorrido
no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado,
e vice-versa;
3 - acidente profissional
ou do trabalho: aquele produzido ou desencadeado pelo exercício
do trabalho peculiar a determinado ramo de atividade constante do anexo
ii do regulamento da previdência social, aprovado pelo decreto
nº 3.048, de 6 de maio de 1999.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
25 de julho de 2008
Receita diz que lei não isenta
pagamento do IR sobre o 13º salário
Restituição do Imposto de Renda retido na fonte sobre o 13º salário,
formulados indevidamente por servidores públicos com base em interpretação
equivocada da Lei 8.852/1994, não estabelece qualquer isenção
do IR (Imposto de Renda). A informação é da Receita Federal
do Brasil que, por ter recebido grande número de pedidos de restituição
em todas as suas unidades, preferiu tornar pública a explicação.
Por meio de nota, a Receita esclareceu
que os rendimentos recebidos a título de 13º salário
estão sujeitos à incidência do imposto exclusivamente
na fonte com base na tabela progressiva e separadamente dos demais rendimentos
do beneficiário. Essa tributação está prevista
no artigo 150 da Constituição Federal, no artigo 43 do
Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966) e no
artigo 638 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/1999).
Orientações detalhadas
sobre o assunto constam do Manual de Preenchimento da Declaração
de Ajuste Anual e do Perguntas e Respostas do Imposto de Renda Pessoa
Física que estão disponíveis para consulta e download
no site da Receita Federal do Brasil.
Para evitar prejuízos
e expectativas frustradas aos requerentes, a Receita também
alertou que todos os pedidos de restituição do IR sobre
o 13º salário, formulados com base na Lei 8.852/1994, são
indevidos e serão indeferidos.
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CONSULTOR JURÍDICO,
25 de julho de 2008
Lista suja
É como se AMB entrasse no jogo
dando caneladas
por Paulo Sérgio Leite Fernandes
A magistratura brasileira, por
força de fenômenos político-ideológicos, trilha
caminho que exibe algumas luzes vermelhas. Realmente, ungindo-se em associações,
começam os juízes, de certa época a esta data, a
se manifestar sobre particularidades ligadas a questões sociais,
econômicas e até mesmo políticas em sentido estrito,
sabendo-se que o vocábulo, na velha Grécia, se ligava à arte
de administrar a cidade.
Isso é bom, obviamente,
pois o magistrado precisa ter um funil por onde possa levar à comunidade
seus anseios, preocupações e opiniões respeitantes
aos múltiplos incidentes que fazem a ligação entre
o cidadão e a comunidade em geral, gerando-se, no meio-tempo,
uma espécie de vontade globalizada.
À época em que
o cronista começou a exercer a especialidade do Direito Penal
(já faz meio século), os juízes se mantinham hermeticamente
fechados nas togas e nos gabinetes, numa feição mística
e quase religiosa, como se fossem sacerdotes. Assim os via o advogado
noviço, devendo confessar que, hoje quase um decano (há um
ou outro mais antigo), ainda não tem o cronista chegança
física com a magistratura.
Pretendendo obter soluções
jurídicas, escreve e leva a despacho. O juiz defere ou não.
Recusado provimento, há os recursos adequados à espécie.
Surpreende-se este advogado,
então, com a respeitável Associação dos Magistrados
Brasileiros a intrometer-se no processo eleitoral em tramitação,
fazendo divulgar uma denominada “lista suja” de candidatos,
ou seja, a enunciação de pretendentes submetidos a processos
criminais visando apuração de crimes de ação
pública.
A Constituição
assegura a todos os cidadãos o estado de inocência, havendo,
na modernidade, a convicção de que o próprio processo
constitui um direito do acusado. Assim, quando a Associação
dos Magistrados Brasileiros divulga a chamada “lista suja”,
comporta-se como aquele que, conspicuamente, materializa conceito correspondente
ao ditado popular: “Onde há fumaça, há fogo”.
Evidentemente, a não ser
que protegidos pelo segredo decretado, os processos criminais são
hoje postos a conhecimento de todos, o que é uma extravagância
sem par. Assim seja. A coisa funciona mais ou menos à moda da
tia solteirona que não fala mal da vizinha, mas insinua a todo
o quarteirão que a comadre não se comporta bem.
Se a opção viesse
de uma dessas associações pululando multiplamente no país,
ainda haveria alguma dose de justificação vinculada a uma
ou outra tendência político-eleitoral. Acontece que a divulgação
advém de uma associação de juízes, cujos
integrantes são obrigados, sim, a severíssima imparcialidade.
Tem-se uma sensação esquisita a respeito dessa vocação. É como
se um togado se intrometesse, devidamente enfarpelado, num campo de futebol,
dando “paulistinhas” no adversário.
Cuida-se de exemplo extravagante,
mas factível, porque um juiz é um juiz, precisando a comunidade
judiciária manter o afastamento adequado a que possa receber os
autos, processar os hipotéticos infratores, instruir as ações
penais e, finalmente, condenar ou exculpar, mas conservando a prudência
imprescindível à manutenção da mística
que sempre serviu — e serve ainda — de proteção
ao Poder Judiciário.
Já se vê, portanto,
que a primeira conseqüência da interferência da associação
nacional dos magistrados no processo político em curso é a
instalação do contraditório e o recebimento de críticas
das quais, com certeza, uma delas advém individualmente do cronista.
Nesse diapasão, é preciso
lembrar, também, que o povo não sabe o que é “estado
de inocência”. Se a Associação dos Magistrados
Brasileiros quer divulgar a lista dos maculados, precisa partir igualmente
para um movimento pedagógico de explicação sobre
o significado de processos criminais em tramitação. Se
o povo quiser eleger candidato que não exiba defeitos formais,
faça-o, mas, firmado na liberdade de opção, o
cidadão faz o que quer, precisando, no entanto, conhecer a estrutura
de conceitos jurídicos que lhe estão sendo negados no
entremeio da divulgação da listagem referida.
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Folha
de S.Paulo, 25 de julho de 2008
Déficit da Previdência recua
no 1º semestre
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
As contas da Previdência Social fecharam
o primeiro semestre do ano com déficit de R$ 18,5 bilhões
-queda, em termos reais, de 17,5% na comparação com igual
período de 2007. Com o resultado, o Ministério da Previdência
prevê que o saldo negativo encerrará 2008 em R$ 38,5 bilhões.
A Secretaria de Previdência Social vinha trabalhando com a projeção
de R$ 40 bilhões de déficit. Chegou a esperar, no início
do ano, rombo de R$ 44 bilhões. "Quando a esmola é muita,
o santo desconfia", disse o secretário de Previdência Social,
Helmut Schwarzer.
Caso o resultado negativo fique em R$ 38,5 bilhões, este ano será o
primeiro em que ocorrerá redução no déficit desde
que a Previdência começou a operar no vermelho, em 1995. Segundo
o Ministério da Fazenda, em 2009 o déficit previdenciário
deverá ficar estável, voltando a cair apenas em 2010 -ano de
eleições presidenciais.
No primeiro semestre, a receita líquida da Previdência cresceu
em ritmo duas vezes superior ao da economia. O aumento foi de 10,3%, acima
da inflação. As despesas se expandiram em 3,4%.
O principal motivo para o crescimento da receita é o bom momento do
mercado de trabalho formal. Quanto mais as empresas contratam, mais recolhem
contribuições. O secretário afirma ainda que a eficiência "da
máquina de fiscalização" também vem permitindo
esse aumento.
Junho
No mês passado, houve redução no déficit da Previdência,
que atingiu R$ 2,863 bilhões. Em relação a junho de 2007,
queda de 21,2%. Mas, na comparação com maio, o saldo negativo
aumentou 3,1%.
Na justificativa de Schwarzer, isso ocorreu porque foram emitidos 100 mil novos
benefícios previdenciários no mês passado. "É uma
oscilação que não nos preocupa. Pode ter sido causada
por algum trabalho da força-tarefa de desrepresamento nas concessões
de benefícios", disse o secretário.
Em junho, as receitas da Previdência somaram R$ 12,9 bilhões.
Essa é a maior arrecadação mensal já registrada
pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), excluindo dezembro. No último
mês de ano, há o recolhimento de contribuições sobre
o 13º salário, o que distorce o resultado.
O pagamento de aposentadorias, pensões e sentenças judiciais
ficou em R$ 15,8 bilhões.
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CONTAS ABERTAS, 25 de julho
de 2008
Governo gasta meio bilhão para
integrar o Brasil ao mundo
Em média, o Brasil gasta R$ 500 milhões anualmente a título
de “cooperação internacional”. Neste ano, o país
já desembolsou R$ 272,9 milhões e ainda conta com a autorização
de mais R$ 300,7 milhões do Orçamento Geral da União para
o aperfeiçoamento da gestão das políticas internacionais
e, principalmente, para garantir a participação em organismos
internacionais (veja
aqui a tabela). De 2001 para cá, R$ 3,5 bilhões já saíram
do Brasil rumo a programas de cooperação internacional. Corrigidos
pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI)
da Fundação Getúlio Vargas, este valor corresponderia,
hoje, a R$ 4,8 bilhões.
O órgão público
federal que mais colabora com os fundos internacionais é o Ministério
das Relações Exteriores (MRE), que até julho de
2008 utilizou R$ 147,2 milhões de seus recursos para a manutenção
de pactos internacionais. Este orçamento é superior ao
aplicado, por exemplo, no Programa de Erradicação do Trabalho
Infantil que, no mesmo período, recebeu R$ 117,6 milhões.
Em segundo lugar no ranking de maiores colaboradores está o Ministério
da Defesa, com R$ 33,3 milhões enviados para Intercâmbio
e Cooperação Internacional Militar, participação
brasileira em Missões de Paz e outros projetos.
O programa de Gestão da
Participação em Organismos Internacionais é o que
mais repassou verba para o exterior a título de contribuições
financeiras, um montante de R$ 209,3 milhões até agora – 77%
do total de cooperações executadas (veja
a relação de programas). Nesse programa, incluem-se
as contribuições à Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência
e a Cultura (Unesco), ao Mercado Comum do Sul (Mercosul), à Organização
das Nações Unidas (ONU) e à Organização
Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo informou a assessoria
de imprensa do MRE, a participação do Brasil nessas organizações
constitui importante instrumento de integração entre os
países membros, o que promove um fluxo comercial mais intenso. “Isso
garante uma relação de trocas e interesses mútuos
entre as partes”, diz a assessoria. “A associação
de um país numa organização como a ONU é,
também, fundamental para a subsistência daquele organismo
internacional”, explica.
Outros programas estão
sob o abrigo das cooperações internacionais, como os de
Concessão de Bolsas para Cooperação Internacional,
Desenvolvimento Científico e Inovação, que tem a
verba prevista de R$ 46,2 milhões para 2008. A assessoria do MRE
assegura que esses projetos permitem compartilhar esforços e benefícios,
transferir conhecimentos, experiências e tecnologias entre os países.
Para o ministério, as atividades de cooperação contribuem
ainda para a capacitação de recursos humanos e fortalecimento
das instituições do país receptor, além de
produzirem benefícios em outros importantes setores como transportes,
energia, mineração, meio ambiente, agricultura e saúde.
De acordo com o cientista político
e professor da Universidade de Brasília, Antônio Flávio
Testa, as contribuições internacionais buscam credenciar
o país para aumentar sua participação no jogo do
poder externo. “É importante para o país participar
de processos cooperativos, isso amplia seu nível de relacionamento
e abre, pelo menos em tese, novas possibilidades”, afirma Testa.
Segundo o professor, a imagem do país pode ser melhorada se essas
ações forem bem feitas e gerenciadas com uma perspectiva
de marketing institucional profissional.
Quanto aos valores, Testa acredita
não serem exagerados, se sua aplicação trouxer bons
retornos para o Brasil. Para ele, o montante depende daquilo que o governo
quer priorizar. “A questão é saber como serão
gerenciados esses recursos, quem os fiscalizará e como o governo
divulgará os resultados”, conclui.
Milton Júnior
Do Contas Abertas
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Gazeta do Povo, 25 de julho de 2008
Imóveis
Caixa estima aumento de 34,2% no
crédito imobiliário este ano
As contratações de crédito imobiliário na Caixa
Econômica Federal devem chegar a R$ 20,4 bilhões até o
fim do ano. Se isso acontecer, o banco federal irá registrar um crescimento
de 34,2% em relação aos negócios realizados no ano passado
(R$ 15,2 bilhões). “O mercado está aquecido. Os feirões
da Caixa influenciaram muito nas contratações do primeiro semestre.
Tradicionalmente o nosso desempenho aumenta nos últimos quatro meses
do ano”, afirmou Jorge Hereda, vice-presidente de governo da instituição.
No primeiro semestre do ano, as contratações somaram R$ 9,171
bilhões, um crescimento de 34% em relação ao mesmo período
do ano passado. Ao contabilizar os dados até o dia 23 de julho, o valor
sobe para R$ 10,4 bilhões.
Pedido
Para dar conta das contratações do segundo semestre, a Caixa
já pediu ao Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS), ao menos, mais R$ 1,2 bilhão. Neste ano, o conselho destinou à Caixa
R$ 7 bilhões, que devem se esgotar em setembro, segundo estimativa de
Hereda. “A contratação do FGTS está muito aquecida,
mas isso não é um problema. O fundo tem recursos e quer aplicar.”
Juros
Hereda afirmou ainda que mesmo com o aumento dos juros básicos da economia
não há motivos para se preocupar com a qualidade do crédito
imobiliário. De acordo com o executivo, há uma tendência
de redução nas taxas de inadimplência. Os atrasos acima
de 90 dias correspondem a 2,63% da carteira de crédito no primeiro semestre.
No ano passado, era de 4,20% e em 2006, de 6,3%. “A inadimplência
está caindo e é capaz de suportar qualquer alteração
no mercado, sem problemas.”
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Agência Diap, 25 de
julho de 2008
ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Cai o número de jovens candidatos
em 2008
De acordo com os dados recebidos,
até esta quinta-feira (24), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
os pedidos de registro de candidatura feitos por jovens interessados
em disputar cargos para prefeito, vice-prefeito e vereador nas eleições
deste ano diminuiu em relação ao registrado nas eleições
municipais de 2004. Há quatro anos, o total de jovens com idade
entre 18 e 24 anos inscritos para a disputa de um cargo eletivo era de
13.066 candidatos, contra 12.177 registrados este ano na Justiça
Eleitoral.
Segundo a estatística dos pedidos de registro de candidaturas, em 2008
são 2.846 possíveis candidatos entre 18 e 20 anos de idade e
9.331 entre 21 e 24 anos. Nas últimas eleições eram 2.757
candidatos na faixa etária dos 18 aos 20 anos e 10.309 na faixa de 21
a 24 anos.
Vale ressaltar que os jovens candidatos com idade entre 18 e 20 anos somente
podem disputar cargo para vereador, conforme estabelece a Constituição
Federal. Já os jovens com idade acima de 21 anos já podem ser
candidatos para os cargos de prefeito e vice-prefeito.
Se por um lado o número de candidatos jovens diminuiu nos últimos
quatro anos, por outro a quantidade de pedidos de registro para candidatos
com idade superior a 60 anos aumentou de 26.705 em 2004 para 29.750 este ano.
Como a legislação não prevê idade máxima
para que um cidadão possa se candidatar a cargos eletivos, este ano
há 24.943 pedidos de registro de pessoas com idade entre 60 e 69 anos,
outros 4.378 para faixa etária de 70 a 79 anos e 429 possíveis
candidatos com idade superior aos 79 anos.
O quadro completo com a divulgação das candidaturas está disponível
na página do Tribunal Superior Eleitoral, no link Divulgação
de Candidaturas. (Fonte: TSE)
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
julho de 2008 | Política
Infidelidade atinge 332 câmaras
do Paraná
Vereadores de 83,2% dos legislativos
respondem a processos de perda de mandato por terem trocado de partido
Curitiba - Das 399 câmaras
municipais do Paraná, 332 (83,2%) têm registro de vereadores
que respondem a processos de perda de mandato eletivo por terem trocado
de legenda partidária após o dia 27 de março
do ano passado, limite imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Naquela data, o TSE, provocado por uma consulta, respondeu que o
mandato eletivo pertence ao partido político, e não
ao eleito. A resposta do TSE, que depois foi fortalecida pelo Supremo
Tribunal Federal (STF), bastou para que partidos políticos,
suplentes de vereadores e Ministério Público Eleitoral
(MPE) fossem aos tribunais regionais eleitorais em todo o País
pedindo ''de volta'' os mandatos daqueles que trocaram de sigla.
No Tribunal Regional Eleitoral
(TRE) do Paraná, foram protocolados mais de mil representações
do tipo somente contra vereadores. Só o MPE foi autor de cerca
de 650 representações. Entre os partidos políticos,
o PPS e o PMDB foram os que mais solicitaram mandatos de vereadores.
Do início do ano até agora, cerca de 400 ações
já foram apreciadas no TRE.
Do total de ações
já analisadas, 154 foram extintas sem apreciação
de mérito por decisões monocráticas (de apenas um
membro do TRE) e o restante foi levado à corte do TRE. Das representações
que foram julgadas pelos membros da corte, 128 acabaram na cassação
de vereadores, 72 foram consideradas improcedentes (ou seja, os vereadores
foram ''absolvidos'') e outras 48 também acabaram extintas. O
TRE não soube informar quantos dos cassados optaram por recorrer
ao TSE.
Por conta do número de
representações, algumas câmaras que enfrentam situações
curiosas. É o caso do município de Conselheiro Mairinck
(61 km ao sul de Jacarezinho): dos nove vereadores eleitos, seis tiveram
seus nomes incluídos na lista de ''infiéis'' do TRE. Um
deles é o presidente da Casa, Dinovan Viana e Silva, que trocou
o PSDB pelo PMDB no final do ano passado. A representação
contra ele no TRE foi proposta pelo MPE, mas o seu caso ainda aguarda
análise da corte.
Dinovan conta que agora o assunto
''infidelidade partidária'' já não recebe a mesma
atenção na Casa. ''No início foi aquela confusão,
mas depois o fogo apagou. Os processos foram demorando para ser julgados
no TRE.'' Entre os vereadores que respondem a representações
em Conselheiro Mairinck, dois já foram cassados, José Aparecido
da Silva (que trocou o DEM pelo PR) e Edivaldo Manoel de Barros (que
trocou o PT pelo PSC). No lugar de José Aparecido da Silva, entrou
a suplente Abia Alves de Siqueira (DEM). Já Edivaldo Manoel de
Barros renunciou ao mandato antes mesmo de ser cassado de fato. Segundo
o presidente da Câmara, ''ele desistiu do processo e optou por
tentar a reeleição''.
Apesar das cassações,
nada impede que o ''infiel'' tente novamente a eleição
que ocorre em outubro. Dinovan conta que a atenção dos
vereadores agora está voltada justamente para o novo pleito. ''O
pessoal está concentrado nos pedidos de impugnação
de candidaturas'', admite ele, cuja inscrição na disputa
está sendo questionada por um outro político, que o acusa
de não ter se desincompatibilizado do Conselho Fiscal de uma associação
no prazo definido por lei.
Dinovan disse que não
teme perder votos por conta do processo relativo à infidelidade
partidária. Ele acredita que a troca partidária não
tem ''peso'' na campanha eleitoral. ''O município é muito
pequeno. Não há uma consciência sobre o que é oposição
e o que é situação. Hoje, aqui, o PT está junto
com o DEM.'' Ele saiu do PSDB porque, segundo ele, sofria pressões
de correligionários. ''Eles queriam que eu fosse oposição
ao prefeito de qualquer jeito, mas meu voto eu decido de acordo com o
que for melhor para o município.''
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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Folha
de S.Paulo, 25 de julho de 2008
Tucano seria reeleito no 1º turno
em Curitiba com 72% dos votos
Beto Richa lidera disputa, seguido pela petista
Gleisi Hoffmann, com 12%
DIMITRI DO VALLE
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA
Se a eleição
em Curitiba fosse hoje, o prefeito Beto Richa (PSDB) seria reeleito
no primeiro turno. É o que aponta a primeira pesquisa Datafolha
feita após o registro das candidaturas no TRE (Tribunal Regional
Eleitoral) do Paraná.
O tucano lidera a disputa com 72% das intenções de voto. Em segundo,
aparece a petista Gleisi Hoffmann, mulher do ministro Paulo Bernardo (Planejamento),
com 12%.
Fábio Camargo (PTB) é o terceiro, com 3%. Estão em empate
técnico com o petebista, Bruno Meirinho (PSOL) e Reitor Moreira (PMDB),
com 1%.
Os demais candidatos apresentados na pesquisa -Maurício Furtado (PV),
Lauro Rodrigues (PT do B) e Ricardo Gomyde (PC do B)- não atingiram
1% das intenções de voto.
O Datafolha ouviu 938 eleitores de Curitiba ontem e anteontem. A margem de
erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa
foi registrada no TRE com o número 1631/08.
Na consulta espontânea, quando o eleitor é convidado a citar o
nome de seu candidato, o tucano aparece de novo em primeiro, ao ser lembrado
por 45% dos eleitores. A petista Gleisi Hoffmann fica em segundo, com 4%.
Os outros candidatos mencionados -Fábio Camargo, Reitor Moreira e Bruno
Meirinho- não chegam a 1%.
De acordo com o Datafolha, 4% dos entrevistados declararam que vão votar
em branco ou nulo ou preferem não escolher nenhum dos candidatos. Os
que não sabem somam 6%.
Em comparação à pesquisa anterior do Datafolha, divulgada
em novembro, quando os nomes ainda não estavam totalmente definidos,
os dois primeiros colocados apresentaram crescimento. Richa, na ocasião,
tinha 58%, e Gleisi, 9%.
Na pesquisa, o eleitor também avaliou a administração
do prefeito. Para 79% dos entrevistados, o desempenho de Richa é ótimo
ou bom (em novembro, eram 75%). Outros 16% o qualificam como regular, e 4%
acham a administração ruim ou péssima. Apenas 1% do eleitor
não soube opinar.
Para 78%, Richa tem nota entre sete a dez. A nota média de sua administração
fica em 7,6, superior aos 7,4 de novembro.
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Agência Câmara,
25 de julho de 2008
Proposta transfere ônus da prova
em ações trabalhistas
Bernardo Hélio
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 3427/08, do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que transfere
o ônus da prova para o empregador nos casos de pedido de adicional
de insalubridade, periculosidade e indenização por
acidentes de trabalho. A proposta estabelece que o empregador deverá apresentar,
no momento da defesa, prova de que o ambiente de trabalho oferecido
a seus empregados é livre de agentes insalubres ou perigosos,
bem como a de que adotou todas as medidas preventivas necessárias à manutenção
da saúde do trabalhador. Somente, se o empregador não
apresentar essas provas, o juiz designará perícia que
será paga pela empresa. A proposta modifica a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) - Decreto-lei 5.452/43.
Atualmente, o juiz designa um
perito habilitado ou perícia por parte do Ministério do
Trabalho. No casos dos peritos contratados, o pagamento dos honorários
são de responsabilidade da parte sucumbente (que perde a ação),
desde que esta não seja beneficiária da justiça
gratuita. Daniel Almeida lembra, no entanto, que ainda há divergências
dos juízes sobre a responsabilidade final pelo pagamento desses
honorários. O deputado acredita que a inversão do ônus
da prova reduzirá esse problema.
Perícia
pública
O projeto também muda as regras para a requisição de perícia
pelo Ministério do Trabalho. Pelo texto, a requisição
de peritos do órgão só será feita em casos excepcionais.
Daniel Almeida lembra que a legislação
trabalhista já determina que o empregador deve elaborar programas
de controle médico de saúde ocupacional e de prevenção
de riscos ambientais, além de laudo técnico das condições
ambientais de trabalho, previsto na legislação previdenciária.
Esses documentos, segundo ele, na maioria dos casos, já são
suficientes para determinar a propriedade dos pedidos de adicionais de
insalubridade ou de periculosidade ou de indenização por
acidente. "Em alguns casos, é possível até que
tais provas sejam suficientes para a formação do juízo
decisório, tornando dispensável a realização
de prova pericial."
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-3427/2008
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
julho de 2008 | Política
TRT negocia pagamento de precatórios
municipais
Curitiba - Cerca de 30 municípios do Paraná devem terminar 2008
com uma pendência financeira a menos. As prefeituras inadimplentes com
o pagamento de precatórios estão sendo convidadas pelo Tribunal
Regional do Trabalho (TRT) da 9 Região para negociar o pagamentos das
dívidas. Até o momento, a iniciativa registra sucesso em 100%
das audiências. No total, o tribunal tem para negociar em 2008 o pagamento
de R$ 21,50 milhões.
É o caso do município
de Goioerê. No último dia 11 o prefeito Fuad Kffuri e o
procurador Everaldo Bughi fecharam um acordo para o pagamento de R$ 1.791.301,20
em 25 parcelas fixas a partir do dia 10 de agosto. ''Esse é o
maior valor de precatórios que tínhamos para negociar'',
conta Bughi.
As parcelas mensais serão
descontadas diretamente da parcela à qual o município tem
direito no Fundo de Participação dos Municípios
(FPM). ''Isso corresponde a 12% do valor a que temos direito, tirando
as verbas de educação e saúde'', conta. Entre os
precatórios negociados por Goioerê estavam processos que
pediam o pagamento de parcelas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS).
Os precatórios são
títulos de execução emitidos quando a União,
Estado ou Município são condenados pela Justiça.
''As sentenças envolvem dois tipos de casos: ações
de servidores públicos e de trabalhadores que prestaram serviços
terceirizados para a administração municipal'', explica
o juiz James Szpatowski. No caso dos terceirizados, o município
acaba sendo responsabilizado por eventuais dívidas trabalhistas
da empresa contratada. ''Isso acontece quando a empresa não paga
o valor devido nem tem patrimônio para garantir o pagamento'',
diz.
Szpatowski atua como mediador
nas audiências de negociação com os municípios.
''Nós reunimos representantes da prefeitura e dos interessados
nos pagamentos'', conta. O juiz explica que nem sempre é o município
que resiste a aceitar o acordo. ''As vezes o autor da ação
pensa que, como já esperou muito pelo pagamento, não custa
nada esperar mais'', diz. ''Mas até o momento conseguimos que
todos chegassem a um acordo satisfatório'', conta.
Se não fechar o acordo
o município fica sujeito a medidas judiciais como o sequestro
das contas da administração. ''Isso causa um transtorno
porque pode prejudicar inclusive o pagamento de salários e de
compromissos da prefeitura'', explica o juiz. ''O acordo é uma
alternativa menos drástica e mais rápida tanto para o município
quanto para quem tem verbas a receber'', conclui.
Rosiane Correia de Freitas
Equipe da Folha
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CONSULTOR JURÍDICO,
25 de julho de 2008
Trabalho em dia
Juízes de varas de MT podem
assumir Juizados
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Paulo
Inácio Dias Lessa, determinou que os juízes da 1ª e 2ª Vara
da Comarca de Nova Xavantina assumam os Juizados Especiais Cível e Criminal
cumulativamente.
A medida, que será executada
a partir de 6 de agosto, tem por objetivo evitar o acúmulo de
processos nos Juizados Especiais de Nova Xavantina durante o período
eleitoral.
A iniciativa de acumular os trabalhos
partiu dos próprios juízes de Nova Xavantina, Francisco
Rogério Barros, da 1ª Vara, e Bruno D’Oliveira Marques,
da 2ª Vara.
“Nosso maior objetivo é que
não haja prejuízo aos trabalhos do Juizado, onde hoje tramitam
1.011 processos, em razão da prioridade dos processos eleitorais
nesse período”, explicou o juiz Bruno Marques.
A dupla de magistrados é responsável
ainda pela Vara Única e Juizado Especial da Comarca de Campinápolis,
desde agosto de 2006.
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CONSULTOR JURÍDICO,
25 de julho de 2008
Acidente de trabalho
Empresas são acionadas pelo
governo em Londrina
A Procuradoria Seccional Federal de Londrina (PR), unidade da Procuradoria-Geral
Federal, acionou duas empresas para pedir o reembolso de R$ 42 mil. O valor
foi pago pelo INSS em pensão à família de um funcionário
que morreu em acidente de trabalho.
A ação regressiva
de indenização foi proposta a partir do artigo 120 da Lei
8.213/91, que estabelece que “nos casos de negligência quanto às
normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados
para a proteção individual e coletiva, a Previdência
Social proporá ação regressiva contra os responsáveis”.
De acordo com os autos, o funcionário
trabalhava na Metalforte Assessoria e Administração de
Obras Ltda, que prestava serviços à Sipal Indústria
e Comércio Ltda.
A Metalforte fazia a escavação
de um poço de 10 metros de profundidade, quando um deslizamento
de terra soterrou o funcionário. A PSF sustenta que o acidente
ocorreu porque as empresas foram negligentes e descumpriram uma série
de normas-padrão de segurança de trabalho para a proteção
individual e coletiva dos funcionários.
Laudo do Instituto de Criminalística
da Polícia Científica do Estado do Paraná indicou
que o desmoronamento ocorreu quando a profundidade da escavação
era de seis metros e que “não se observou qualquer elemento
de escoramento do talude que viesse a garantir a estabilidade das escavações
e, conseqüentemente a segurança dos trabalhadores”.
O documento pericial informa,
ainda, que no momento do acidente, não havia escadas ou rampas
que possibilitassem a saída rápida da escavação,
em caso de emergência. Finaliza apontando que o funcionário
não trajava nenhum equipamento de proteção.
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