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Agência Diap, 26 de julho de 2008
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Déficit previdenciário
anual deve cair pela 1ª vez desde 1995
Projeções apresentadas, na última quinta-feira
(24), pelo secretário de Políticas de Previdência
Social, Helmut Schwarzer, indicam que haverá redução
no déficit previdenciário em 2008. Será a
primeira vez que o déficit não crescerá em
relação ao ano anterior desde 1995, quando a Previdência
passou a ter resultados negativos entre o que gasta e arrecada.
Segundo Schwarzer, a diferença entre receitas e despesas
do órgão não deve ultrapassar R$ 40 bilhões
neste ano, 18,4% a menos do que os R$ 46 bilhões de déficit
totalizados em 2007.
O secretário acredita que a necessidade de financiamento
da Previdência pode ser ainda menor. “Fizemos uma revisão
de déficit para este ano e estamos calculando que podemos
contar com um déficit inferior a R$ 40 bilhões. Isso
porque estou sendo cauteloso, pois os nossos modelos de projeções
permitiriam falar inclusive em R$ 38,5 bilhões”, afirmou.
Ele disse ainda que, em 2007, o déficit da Previdência
já poderia ter apresentado queda, mas a antecipação
do pagamento dos benefícios do mês de janeiro deste
ano para dezembro no ano passado provocou distorção
dos valores.
Para o secretário, as principais razões para redução
do déficit da Previdência são o aumento do emprego
formal, a formalização do mercado de trabalho e a adoção
de medidas de gestão.
"A Receita Federal do Brasil está fortalecendo a fiscalização,
a cobrança de contribuições para a Previdência
e estamos tendo resultados bastante favoráveis na parte de
administração de benefícios. Os benefícios
por incapacidade, auxílios doenças, aposentadoria por
invalidez estão sendo geridos com mais critério e mais
profissionalismo”, disse Schwarzer.
Schwarzer ressaltou que, na Previdência urbana, a tendência é de
que as contas fiquem equilibradas em dois anos. “Podemos calcular
que, na área urbana, em 2010, já consigamos reverter
do vermelho para o azul”, destacou.
Por outro lado, Schwarzer defendeu o caráter social da Previdência
rural, que, em junho, teve déficit de R$ 2,6 bilhões,
frente a R$ 168 milhões da urbana. “Na área rural,
nenhum país do mundo tem um sistema previdenciário
superavitário. A Previdência Social é uma ferramenta
extremamente importante de política social. Ela não
tem apenas uma dimensão fiscal, tem importância macroeconômica
e fiscal, mas ela tem também um papel social muito relevante
na redução da pobreza no Brasil”, argumentou. (Fonte:
Agência Brasil)
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Agência Diap, 26 de julho de 2008
IMPOSTO DE RENDA
Receita diz que lei não isenta
pagamento do IR sobre 13º salário
Restituição do Imposto de Renda retido na
fonte sobre o 13º salário, formulados indevidamente
por servidores públicos com base em interpretação
equivocada da Lei 8.852/1994, não estabelece qualquer isenção
do IR (Imposto de Renda). A informação é da
Receita Federal do Brasil que, por ter recebido grande número
de pedidos de restituição em todas as suas unidades,
preferiu tornar pública a explicação.
Por meio de nota, a Receita esclareceu que os rendimentos recebidos
a título de 13º salário estão sujeitos à incidência
do imposto exclusivamente na fonte com base na tabela progressiva
e separadamente dos demais rendimentos do beneficiário.
Essa tributação está prevista no artigo 150
da Constituição Federal, no artigo 43 do Código
Tributário Nacional (Lei 5.172/66) e no artigo 638 do Regulamento
do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99).
Orientações detalhadas sobre o assunto constam do
Manual de Preenchimento da Declaração de Ajuste Anual
e do Perguntas e Respostas do Imposto de Renda Pessoa Física
que estão disponíveis para consulta e download no site
da Receita Federal do Brasil.
Para evitar prejuízos e expectativas frustradas aos requerentes,
a Receita também alertou que todos os pedidos de restituição
do IR sobre o 13º salário, formulados com base na Lei
8.852/1994, são indevidos e serão indeferidos. (Fonte: Última
Instância)
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Agência Diap, 26 de julho de 2008
DIÁRIO OFICIAL
Leia resumo das principais decisões
tomadas pelos três poderes da República
Entre várias decisões tomadas nesta semana
pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário destaca-se
a Portaria 889/08, do Ministério da Educação,
que regulamenta o disposto no artigo 5º do Decreto 6.504,
de 4 de julho de 2008, que permite ao professor comprar computador
portátil a R$ 1 mil.
O artigo 5° fixa prazo máximo de 15 dias para a forma
de comprovação da habilitação de professores
para participar do Projeto Computador Portátil.
Destaca-se ainda a Portaria 342, de 23 de julho de 2008, do Ministério
do Trabalho, que institui grupo de estudos com objetivo de propor
alterações na legislação em vigor, a
fim de viabilizar a regulamentação da profissão
de jornalistas.
Principais decisões publicadas no DOU Seção
I
Exonerações e nomeações publicadas
no DOU Seção
II
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NCST, 26 de julho de 2008
Fiscalização tira da
informalidade mais de 12 mil trabalhadores no Paraná
As ações de fiscalização da Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) resultaram
na retirada de 12.135 trabalhadores da informalidade, no primeiro semestre
deste ano. De acordo com balanço divulgado hoje (25) pela Seção
de Inspeção do Trabalho (Seint), foram fiscalizadas aproximadamente
cinco mil empresas – o que resultou em cerca de quatro mil autuações.
Segundo o chefe da seção, José Leo Lazarus, cerca
de duas mil empresas apresentaram irregularidades quanto à contratação
e ao registro de trabalhadores menores de dezoito anos. “Entretanto,
dos 422 jovens encontrados em situação irregular, 404
já foram regularizados a partir da ação fiscal”,
explicou.
Lazarus afirma que a maioria das denúncias são referentes à falta
de registro profissional ou atraso de salários. Nenhuma fiscalização é previamente
avisada, e o fator surpresa, segundo ele, é imprescindível
para que os fiscais possam fazer uma análise justa da situação
dos trabalhadores.
“Os fiscais chegam à empresa e pedem o livro de registro
dos empregados, os atestados médicos e os cartões de
ponto. É obrigação da empresa ter essa documentação
pronta. Se a empresa não apresentar, já pode ser feita
a primeira autuação”.
A falta da documentação obrigatória pedida
pelos fiscais foi responsável pela maioria das 3.055 autuações
emitidas somente na área trabalhista. Também houve
305 autuações por deixar de registrar os empregados.
Das cerca de duas mil empresas que deixaram de formalizar as contratações,
1.638 já foram regularizadas sob ação fiscal.
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Agência CUT, 26 de julho de 2008
Acidentes de trabalho: Construção
civil ainda é uma das grandes vilãs em Tocantins
Um dos principais causadores de acidentes no ambiente de trabalho é o
descumprimento das normas de prevenção e segurança,
o que acontece tanto por parte da empresa quanto por parte dos funcionários.
Para lembrar a data e reforçar as políticas de segurança,
no domingo, 27, é comemorado o Dia Nacional de Prevenção
de acidentes de Trabalho.
De acordo com a assessoria de comunicação da superintendência
regional do trabalho e emprego, cerca de 90% das CATs – Comunicados
de Acidente de Trabalho existentes no setor de fiscalização
do órgão repassadas pela previdência social.
O setor com maior ocorrência é o da construção
civil. “Nós temos uma equipe de apenas 20 auditores
fiscais para atender todo o estado e mantemos uma fiscalização
rotineira, mas dentro de nossas possibilidades”, explica a
auditora fiscal do trabalho, Keila Gontijo Rabelo.
para a auditora, apesar da fiscalização rígida,
ainda é possível encontrar empresas e funcionários
descumprindo abertamente as normas. “a fiscalização
não averigua culpa, portanto quem é autuado, no caso
de situações irregulares, é sempre o empregador,
que é quem assumiu os riscos da atividade econômica”,
diz ela.
Números – em 2007, foram 37 CATs recebidas
durante todo o ano. em 2008, 18 CATs
dificuldades – segundo a legislação,
todo acidente de trabalho deve ser informado à previdência
social e também à superintendência regional do
trabalho e emprego, contudo, nem todas as empresas cumprem com a
lei. sendo assim, só existe um cadastro com os dados que são
informados aos órgãos responsáveis.
Legislação – segundo o artigo
19 da lei 8.213 de 24 de julho de 1991, "acidente de trabalho é o
que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da
empresa, ou pelo exercício do trabalho do segurado especial,
provocando lesões corporais ou perturbação funcional,
de caráter temporário ou permanente".
Tipos de acidentes – de acordo com a superintendência
regional do trabalho e emprego, existem três tipos de acidentes
de trabalho:
1 - acidente típico: decorrente da característica
da atividade profissional desempenhada pelo acidentado;
2 - acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre
a residência e o local de trabalho do segurado, e vice-versa;
3 - acidente profissional ou do trabalho: aquele
produzido ou desencadeado pelo exercício do trabalho peculiar
a determinado ramo de atividade constante do anexo ii do regulamento
da previdência social, aprovado pelo decreto nº 3.048,
de 6 de maio de 1999.
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Gazeta do Povo, 26 de julho de 2008
Habitação
Caixa finaliza Cartão Aluguel
Os cerca de 6,5 milhões de brasileiros que moram de aluguel
no país vão ganhar mais uma opção na
hora de locar um imóvel. A Caixa Econômica Federal finalizou
o projeto do Cartão Aluguel, que virá para substituir
o fiador, cheque-caução ou seguro-fiança. O
locatário que optar por ele receberá um cartão
de crédito para pagar o aluguel todos os meses.
Se atrasar, o banco acerta, mas depois cobra, com juros. O proprietário
nem fica sabendo do problema. Por conta de ajustes técnicos,
a data de lançamento não está definida.
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Folha de Londrina, 26 de julho de 2008
SEU DIREITO
REVISÃO DE CONTRATO
Assinei um contrato de locação para exploração
de hotel, que apresentava movimento razoável. Com a retração
no mercado, este valor passou a ser de difícil cumprimento.
Que providências podem ser tomadas?
Atualmente, todos os negócios podem ser revistos, a fim de
que o equilíbrio contratual seja preservado. E neste sentido
existe uma obra recente (Paulo Roberto Spezioli - Revisão
Contratual) que estuda o assunto em sua profundidade.
Admite-se a revisão judicial do contrato, como no caso, para
adequar o valor locativo, ou normal valor de mercado, ou à situação
referente ao movimento comercial da atividade, sob pena de ficar
consagrado o desequilíbrio de que sempre decorre a lesão
para uma das partes. Como ao Direito não cumpre obedecer a
letra fria do contrato, sugere-se sempre que se deve ser aloucado
tal letra aos princípios da justiça, da equidade, da
razoabilidade e proporcionabilidade.
Por isso que na contexto atual das modernas tendências do
Direito Civil, permite-se a revisão para, por meio de avaliação
ou perícia, encontrar-se a redução do valor
contratado, o que inclusive é permitido pelo Código
de Defesa do Consumidor (CDC). Então é plausível
que se pretenda a revisão para obtenção de valor
menor.
Moisés de Godoy, advogado
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O Estado do Paraná, 26 de julho
de 2008
Feijão sobe mais de 200% nos últimos
oito anos
Estudo elaborado pelo economista André Braz, do Instituto Brasileiro
de Economia (IBRE), da Fundação Getulio Vargas (FGV),
mostra que dois dos principais itens da feijoada, prato preferido da
maioria dos brasileiros, superaram a inflação dos últimos
oito anos. Segundo Braz, enquanto o Índice de Preços
ao Consumidor-Brasil (IPC-BR) subiu 69,41% entre 2001 e 2008, o feijão
preto acumulou nesse período alta de 248,42% e o arroz de 146,76%.
Nos últimos 12 meses, contados entre julho de 2007 a junho
de 2008, a variação média dos ingredientes da
feijoada foi de 24,46%, superando o IPC acumulado de 5,96%. De acordo
com o economista, essa é a maior elevação desde
2003, quando os 13 itens analisados subiram 35,96% em média
e a inflação atingiu 16,12%.
Em entrevista à Agência Brasil, Braz disse que a pesquisa
serviu para mostrar que produtos essenciais no dia-a-dia do brasileiro
também tiveram uma alta expressiva nesse último período.
O economista destacou que muitas pessoas que acompanham os números
da inflação pela televisão e pelos jornais não
se identificam com eles, porque a taxa divulgada pelos institutos
de pesquisa é uma média da população,
não é a inflação do indivíduo. "E
muitas vezes há aquela afirmação de que essa
inflação não existe: Eu paguei muito mais caro
pelos meus produtos este mês".
Ele explicou que na pesquisa, foi feita uma seleção
menor de itens importantes na cesta de consumo das famílias,
o que acaba aproximando os números da inflação
da realidade da maioria dos consumidores. "Então, dá para
ver que um produto extremamente popular, composto por itens que fazem
parte das compras mensais das famílias, teve um aumento expressivo
nos últimos 12 meses, principalmente quando se compara com
igual período dos últimos anos".
Braz destacou que o estudo demonstra que, ao longo do período
2001-2008), os produtos essenciais, que também são
os mais baratos no preparo e no acompanhamento da feijoada, foram
os que mais subiram: arroz, feijão e farinha de mandioca.
A farinha de mandioca aumentou 120,69%. Já a carne defumada,
a lingüiça e o lombinho, normalmente mais caros, subiram
menos (55,98%, 51,07% e 67,10%, respectivamente) do que a inflação
acumulada pelo IPC.
Para o economista, os aumentos no preço do feijão
vão depender, entre outras coisas, da qualidade da nova safra. "O
feijão subiu muito no ano passado. Este ano, até começou
a ensaiar uma queda no preço, mas agora em junho começou
a mostrar novamente tendência de alta". Braz não
acredita que em 2008 o feijão suba, mas admite que "vai
pressionar a inflação".
Quanto ao arroz, ele disse que a inflação foi provocada
pelo aumento da demanda no mercado internacional, o que desviou o
produto brasileiro para outros mercados, fazendo o preço interno
subir. Braz acredita, porém, que esse movimento não
vá continuar. "Como foi só uma questão
de maior demanda internacional, essa demanda esfriando, como já vem
acontecendo, a tendência é de o preço não
subir tanto. E até cair no médio prazo".
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Folha de S.Paulo, 26 de julho de 2008
MELCHIADES FILHO
Piá curitibano
BRASÍLIA - "Alô, dona Maria, aqui é da prefeitura.
A senhora ficou satisfeita com a poda da árvore em frente à sua
casa? E seu marido? Recebeu o remédio? Por favor, em nome do
prefeito, dê parabéns à sua filha por ter passado
de ano."
Numa era em que política, administração pública
e atendimento ao consumidor dividem o pódio do descrédito, é difícil
reagir com indiferença a um telefonema desse.
A Prefeitura de Curitiba tem à sua disposição
um arquivo digitalizado com as queixas da população,
fichas do serviço de saúde, ocorrências policiais,
matrículas na rede de ensino e toda ação social
e obra municipal, do tapamento de um buraco à troca de lâmpada
de um poste.
Desenvolvido por uma empresa-ONG chamada ICI, o programa faz dez anos
na semana que vem.
Mas foi na gestão do tucano Beto Richa, em 2005, que surgiu
a maior novidade: uma sala de situação, com telões
e computadores. Nela, pode-se estudar as demandas declaradas (reclamações)
e consumadas (atendimentos) dos curitibanos, recortá-las por
região e até mesmo individualizá-las. Em tese,
basta clicar em um endereço para descobrir a relação
de seus moradores com o poder público. Imagine só o potencial
de telemarketing.
Os números incríveis de Richa no último Datafolha
(72% de intenção de voto) no mínimo guardam relação
com esse jeito "online" de governar -que, ressalte-se, dá ao
Executivo a possibilidade de prescindir de um meio-campo (imprensa,
associações de bairro, vereadores) e fazer ligação
direta com o eleitor.
Por isso o cadastro eletrônico é uma ferramenta formidável
de campanha também. Permite mapear carências e adequar
promessas. Saber que ruas tomar ou evitar.
(Nas outras duas capitais que usam o software do ICI, Vitória
e Teresina, os prefeitos igualmente são favoritos a um novo
mandato.) Alheia a isso tudo, a Justiça Eleitoral se preocupa
em proibir vídeos de candidatos no Youtube...
mfilho@folhasp.com.br
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Folha de S.Paulo, 26 de julho de 2008
INFLAÇÃO 1
Ministro afirma que alta
dos juros não vai alterar crédito
COLABORAÇÃO PARA
A AGÊNCIA FOLHA, EM TERESINA
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que a elevação
da taxa básica de juros não vai resultar em alteração
no crédito ao consumidor. Para ele, o empresário vai "perder
tempo" se deixar de investir.
" O que o governo quer é aumentar o crédito ao consumidor",
afirmou. "Não vamos adotar medidas contra o consumo da população.
Queremos que os créditos cresçam num ritmo veloz, preservando os
investimentos."
Para ele, é "precipitada" a crítica dos empresários
sobre a política de juros adotada pelo governo. "A orientação
do presidente Lula é de bater duro na inflação.
Vamos preservar os instrumentos de crescimento da economia, mas não
vamos dar moleza para a inflação."
Paulo Bernardo reafirmou que o governo fará um corte de R$ 3
bilhões no Orçamento. Essa redução já havia
sido anunciada pelo governo em 20 de junho. O Ministério do
Planejamento confirmou que faz parte do mesmo pacote de cortes de despesas
discricionárias para compor o Fundo Soberano do Brasil.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
26/07/2008
Julho de 2008: um mês atípico
para o TST
Normalmente tranqüilo em função do recesso do Judiciário,
o mês de julho de 2008 foi uma exceção à regra.
Mesmo sem julgamentos, dois fatos geraram uma demanda impressionante – e
atípica para essa época do ano – ao site de notícias
do TST. Um deles foi a greve dos trabalhadores dos Correios, que começou
no primeiro dia e se estendeu até 21 de julho, que gerou 13
matérias, com cerca de 47 mil visitas dos internautas, até 25
de julho. Outro assunto bastante concorrido foi a nova redação
da Súmula nº 228 (base de cálculo do adicional de
insalubridade), que rendeu 41 mil acessos em duas matérias – a
primeira, no dia 27 de junho, um dia após a sua aprovação
pelo Tribunal Pleno, e a segunda, na data de sua publicação,
em 4 de julho.
Somadas, as notícias sobre greve dos Correios e Súmula
228 renderam cerca de 88 mil acessos ao site do TST.
A demanda pelas informações sobre a base de cálculo
de insalubridade reflete o alcance da decisão na folha de
salários das empresas que se enquadram nessa condição.
Quanto à greve dos Correios, o interesse não se restringiu à empresa
e aos trabalhadores diretamente envolvidos, mas se estendeu à sociedade
em geral, que se viu atingida pela interrupção ou pelo
atraso nas entregas de correspondências e encomendas em todo
o País.
Durante os 21 dias de paralisação, houve duas sessões
de conciliação, ambas presididas pelo ministro Rider
Nogueira de Brito. Na primeira, realizada no dia 7, o presidente
do TST propôs intermediar as negociações entre
os representantes da empresa e dos trabalhadores, mediante a suspensão
da greve. Ele se dispôs a realizar duas reuniões por
semana, até o final de julho, para discutir, pontualmente,
cada um dos ítens relacionados com as questões salariais
em pauta. A divulgação dessa proposta, no dia 10, e
de uma segunda, no dia 15, quando se encerrou a audiência de
conciliação, gerou 22 mil visitas ao site do TST.
Apesar de terem não terem sido aceitas, as propostas foram
o ponto de partida para as contrapropostas apresentadas pela empresa
e pelos trabalhadores. As negociações se seguiram,
sempre com a intermediação do ministro Rider de Brito,
que realizou reuniões alternadas, em diversas ocasiões.
Apenas no dia 20 (sexta-feira), entre 10 e 19h, ele manteve quatro
encontros com representantes das duas partes, insistindo em uma solução
de consenso para pôr fim ao conflito trabalhista.
Mas o desfecho só viria no dia seguinte.
Em pleno sábado, enquanto o presidente reunia-se com o ministro
Maurício Godinho Delgado, que havia sido sorteado relator
do processo, a equipe de seu gabinete entrava em contato com os demais
ministros informá-los sobre a sessão de julgamento,
que seria realizada no dia 22, caso não houvesse acordo. Ao
longo do dia, o ministro Rider de Brito continuou intermediando os
entendimentos entre o ministro Hélio Costa (Comunicações)
e a Federação dos Trabalhadores da ECT, até o
fechamento do acordo, no fim da tarde, após mais de sete horas
de negociação.
Na segunda-feira (21), o acordo foi homologado pelo TST. Os trabalhadores
retornaram às atividades.
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