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FOLHA DE SÃO PAULO, 28 de julho de 2008 | Ilustrada
Mônica Bergamo
A caça e o caçador
O
cabo Anselmo estará no centro de um dos debates mais polêmicos
já travados na Comissão de Anistia: por determinação
de Paulo Abrão Pires Jr., presidente do comitê, o caso
do ex-militar entrará em pauta nos próximos dias e será julgado
em cerca de dois meses. De acordo com Abrão, os advogados de
Anselmo já afirmaram que, caso sua segurança seja garantida,
ele irá pessoalmente a Brasília defender o direito de
receber indenização por ter sido "perseguido" pela
ditadura militar.
GARGANTA
O cabo Anselmo, ou José Anselmo dos Santos, é um dos
personagens mais controversos do período militar: após
liderar, em 1964, a Revolta dos Marinheiros, um dos estopins do golpe,
ele foi expulso da Marinha. Preso pelo Dops (Departamento de Ordem
Política e Social), passou a colaborar com a linha dura da repressão,
delatando antigos companheiros.
PONTO FINAL
"Perseguido ou perseguidor? É a uma dessas respostas que teremos
de chegar. Será um debate profundo", diz Abrão.
Segundo ele, "a Comissão de Anistia, com 20 conselheiros, é muito
plural. Ninguém sabe o que pode acontecer".
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DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ, 28
de julho de 2008
Economia | Trabalho/Maringá
Construção civil paga
melhor, mas tem falta de mão-de-obra
Mercado estima em 2 mil vagas abertas aguardando
mão-de-obra para os canteiros de de obra; os pedreiros hoje
em serviço só encontram vaga na agenda para janeiro
Fábio Linjardi
linjardi@odiariomaringa.com.br
Um curso para a formação
de pedreiros, oferecido pela Agência do Trabalhador de Maringá,
em parceria com a empresa Votorantim, não consegue reunir um mínimo
de 25 alunos para dar início às aulas.
Nem os apelos do padre Edmilson
Mendes, durante as missas na Paróquia Santa Rita de Cássia,
no Jardim Itaipu, surtiram efeito para o preenchimento da turma. A falta
de aprendizes reflete o cenário por trás dos tapumes dos
canteiros de obras: há escassez de trabalhadores. "É incrível.
O padre falou tanto e ninguém apareceu aqui atrás do curso",
diz uma das funcionárias da paróquia.
Dinheiro não é maior
problema para a falta de interessados em pegar no pesado. De janeiro
a maio, foram registradas 32.088 contratações em Maringá -
em todos os setores de atividade econômica -, sendo que 97% desses
trabalhadores foram contratados para ganhar até três salários
mínimos. Dentro dessa faixa salarial, a construção
civil é quem melhor paga, proporcionalmente.
Segundo o Ministério do
Trabalho e Emprego, nos primeiros cinco meses deste ano, de 2.706 contratações
com carteira assinada na construção civil, 42% foram com
salários entre R$ 626,65 a R$ 830 (entre 1,51 e dois salários
mínimos). E ainda há uma acréscimo de R$ 190 de
vale-mercado para serventes, pedreiros e mestres-de-obras, conforme convenção
sindical.
Nos setores do comércio,
indústria e prestação de serviços, as contrações
dentro da faixa salarial de 1,51 a dois salários mínimos
não chegou a 15% entre os meses de janeiro e maio, estando a maioria
dos trabalhadores na faixa de R$ 415 a R$ 622,50 (entre um e 1,5 salário
mínimo).
"O problema em Maringá é que
falta gente para o serviço. A construção civil é o
setor onde o sujeito mais tem que pegar no pesado. Se não for
macho, não encara a empreitada", avalia Jorge Moraes, presidente
do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
e do Mobiliário (Sintracom) de Maringá.
Moraes acredita que o déficit
em Maringá é de 2 mil trabalhadores nos canteiros de obras. "É claro
que esse número não seria absorvido imediatamente, mas
em pouco tempo todos estariam empregados", diz.
O presidente do Sintracom diz
que já recebeu várias consultas de empresas, atrás
de trabalhadores para a construção. Em todos os casos,
lamentou por não ter nenhum nome disponível para indicar. "Hoje,
a fila de espera para se conseguir mão-de-obra é de 90
dias. E tem pedreiro com agenda livre só para janeiro", conta.
Com a demanda crescente por uma
mão-de-obra cada vez menos disponível, qual será o
futuro da construção civil na cidade? "Para dizer
a verdade, eu não tenho a resposta. Chegamos em um ponto que os
pedreiros estão recusando o serviço", responde Moraes.
Encontrar profissionais para
preencher as 30 vagas para pedreiros, disponíveis na Agência
do Trabalhador de Maringá é uma tarefa tão difícil
quanto encontrar os interessados para formar a turma de aprendizes da
profissão, diz Maurílio Mangolin, gerente da agência. "Outro
dia meu vizinho estava procurava um pedreiro para fazer uma reforma.
Os que ele encontrou falaram que só poderiam atender em setembro",
diz.
O curso oferecido pela agência,
em parceria com a empresa Votorantim, teve o início adiado. Na
tentativa de preencher as 25 vagas para formar uma turma, a idade máxima
dos aprendizes foi ampliada de 24 para 29 anos. Nem assim houve resultado. "Os
alunos receberão vale-transporte, vale-refeição
e ainda receberão um kit de ferramentas ao final do curso e a
garantia de emprego para quem se destacar. Mesmo assim, não conseguimos
preencher uma turma", lamenta Mangolin.
Contratações
em cinco meses (em Maringá, de janeiro a maio)
Setor
Construção Civil 2.704
Comércio 9.487
Indústria da Transformação 8.268
Prestação de Serviços 11.276
*Dados de junho não disponíveis
até o fechamento desta edição
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
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DIÁRIO DO NORTE DO
PARANÁ, 28 de julho de 2008
Economia | Trabalho
Número de seguro-desemprego
da construção civil é o menor desde 2000
Fábio Linjardi
linjardi@odiariomaringa.com.br
O número de pedidos de
seguro-desemprego feitos por trabalhadores da construção
civil de Maringá, entre janeiro e maio deste ano, é o menor
desde 2000 - data mais antiga disponível para consulta no site
do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
"O setor da construção
civil se encontra muito aquecido e enfrenta, inclusive, falta de mão-de-obra.
Por isso, provavelmente há pouca gente desempregada, o que se
reflete na queda dos pedidos de seguro-desemprego", analisa o economista
Neio Lúcio Peres Gualda, doutor em Economia de Empresas pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV) e professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Enquanto a construção
registra uma queda histórica no número de pedidos de seguro-desemprego,
os setores do comércio e prestação de serviços
tiveram aumento em relação ao ano passado. Já a
indústria teve menos pedidos em relação a 2007,
mas o número de requerimentos é maior que em 2006.
Entre os setores que mais empregam
em Maringá, a construção civil é quem menos
resultou, proporcionalmente, em pedidos de seguro-desemprego neste ano.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, entre janeiro e maio
foram registradas 1.195 demissões sem justa causa no setor da
construção, em Maringá. Desse total, 741 trabalhadores
(62%) entraram com pedido do seguro.
No mesmo período do ano
passado, foram registrados 796 pedidos do seguro feitos por trabalhadores
do setor da construção. O número mais alto da década
foi registrado em 2002: 1.419 requerimentos. O segundo número
mais baixo é de 2006, quando 742 trabalhadores da construção
solicitaram o benefício.
O setor que mais se aproxima,
proporcionalmente, da relação entre demissões e
pedidos de seguro registrados na construção civil é a
prestação de serviços - 74% dos trabalhadores demitidos
de janeiro a maio solicitaram o benefício. No setor foram 3.716
demissões sem justa causa? e 3.340 pedidos de seguro registrados
pelo MTE.
No mesmo período do ano
passado, foram registrados 3.056 pedidos de seguro-desemprego por demitidos
do setor de prestação de serviços - 8,5% a menos
que neste ano.
O comércio é segundo
setor onde os trabalhadores mais requerem, proporcionalmente, o seguro:
77%. De 4.717 demissões nos primeiros cinco meses do ano, 3.612
trabalhadores deram entrada no seguro. No mesmo período do ano
passado, 3.535 comerciários requisitaram o seguro.
A indústria lidera, proporcionalmente,
a lista de pedidos do benefício : 81%. As 3.716 demissões
sem justa causa no setor resultaram em 3.001 pedidos do benefício.
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CAPITAL NEWS, 28 de julho
de 2008
MS lidera contratação
de mão-de-obra na construção civil
O Estado de Mato Grosso do Sul desponta no ranking da contratação
de mão-de-obra na construção civil com 36,92% de crescimento
do emprego formal no setor frente à média nacional de 17,57%,
conforme mostra estudo publicado esta semana pelo Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon/SP).
O estudo foi realizado entre maio de 2007 e maio de 2008.
Entres os fatores apontados para
o aquecimento na construção civil em Mato Grosso do Sul
estão as obras do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) em Campo Grande, Dourados e Corumbá. Elas receberão
ações para as áreas de saneamento básico
e urbanização de favelas, através de obras de ampliação
do sistema de esgotamento sanitário, incluindo projetos de proteção
ambiental do Pantanal; ampliação do sistema de abastecimento
de água e de remoção de moradias na margem de córregos
e em outras áreas consideradas de risco.
Segundo informações
da Secretaria de Estado de Obras Públicas e Transporte (SEOP),
só no início de julho de 2008, foram assinadas ordens de
serviço que totalizam mais de R$ 21 milhões em obras de
pavimentação asfáltica que beneficiarão 31
municípios. Os trabalhos de pavimentação asfáltica,
que incluem melhoria de infra-estrutura urbana e drenagem viária,
serão feitos em bairros, ruas e avenidas - ações
que vão contemplar milhares de pessoas dessas regiões. “Além
disso, já são diversas frentes de pavimentação
de rodovias, que encurtam os caminhos e propulsionam o desenvolvimento
do Estado”, afirmou Edson Girotto, secretário da SEOP.
Outro fator que merece destaque é a
marca atingida, em menos de 18 meses de administração,
pelo Governo do Estado de 21.534 moradias (entre obras em execução
e contratadas). Conforme o modelo de geração de empregos
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
em MS, para atender a demanda habitacional, será gerado mais de
15 mil empregos.
Já para Jary de Carvalho
e Castro, presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de Mato Grosso do Sul (SindusCon/MS), o “boom” no
setor se deve - além do PAC e da edificação das
casas feitas pelo Governo do Estado - à implantação
das usinas de álcool e a instalação de indústrias
em Três Lagoas somados ao bom momento vivenciado no setor imobiliário
e as construções e reformas feitas por particulares. “Todo
esse aquecimento na construção civil se deve a uma somatória
de bons fatores. Tanto que fizeram Mato Grosso do Sul ter visibilidade
e reconhecimento nacional” enfatizou Jary.
O presidente do SindusCon/MS
informou que existe uma parceria firmada entre a entidade e o Sindicato
dos Trabalhadores na Construção Civil de Mato Grosso do
Sul (Sintracon/MS) para conscientização dos empregados
da importância de trabalharem com a carteira profissional assinada.
Ele disse ainda que muitos empregados alegam que trabalhar na informalidade
garante um salário maior. Porém, existe um trabalho de
conscientização com a categoria que tem como objetivo mostrar
os benefícios de se trabalhar na legalidade, como a garantia de
13° salário e férias remuneradas, entre outros.
Carlos Marun, Secretário
de Estado de Habitação, recebeu o resultado do crescimento
na contratação de mão-de-obra como confirmação
de que o trabalho realizado pelo Governo André Puccinelli gera
ganhos para todos os segmentos da sociedade. “A população
recebe moradia, melhorias no setor de infra-estrutura e investimento
privado. Chefes de famílias, que outrora aumentavam a fila de
desempregados, hoje comemoram a conquista de um emprego. Isso graças à credibilidade
do governo do Estado, que anima os investidores particulares e viabiliza
a captação de recursos federais para as nossas ações”,
finalizou. (Com Assessoria)
Fonte: Da Redação
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BEM PARANÁ, 28 de
julho de 2008 | Economia
Balanço
Contas externas têm o pior 1º semestre
da história
Saldo ficou em R$ 17,4 bilhões negativos
Agência Estado
O saldo negativo de US$ 17,4 bilhões da conta corrente do balanço
de pagamentos do País com o exterior no primeiro semestre deste ano é o
pior resultado para o período de toda a série histórica
do Banco Central, iniciada em 1947, de acordo com o chefe do Departamento Econômico
da instituição, Altamir Lopes. Ele também informou que
o déficit em transações correntes de junho (US$ 2,596
bilhões) é o pior resultado para o mês de junho desde 1999,
quando o déficit foi de US$ 2,926 bilhões.
Apesar dos números negativos,
Altamir pondera que o valor nominal do déficit não é o
indicador mais adequado para se observar a evolução das
contas externas. Segundo ele, o dado mais relevante é o resultado
da comparação com o Produto Interno Bruto (PIB - conjunto
das riquezas produzidas pelo País). Nesta forma de contabilização,
o déficit em conta corrente somou 1,32% do PIB nos 12 meses encerrados
em junho. "O valor ainda é relativamente baixo, se compararmos
com economias com características semelhantes", disse ele.
Altamir citou que o resultado
negativo da Índia, por exemplo, equivale a 1,2% do PIB. Na Colômbia,
o déficit equivale a 4,9% do PIB e na Croácia, a 8,5%.
Os números se referem ao resultado de 2007.
Ele explicou que o resultado
semestral das contas externas brasileiras foi diretamente influenciado
pelo volume de remessas de lucros e dividendos (recursos que as empresas
multinacionais enviam a suas matrizes no exterior), que somaram US$ 3,396
bilhões em junho e US$ 18,993 bilhões no primeiro semestre
do ano. Outros fatores que influenciaram o resultado foram o câmbio
e o aumento do déficit da conta de viagens internacionais.
Altamir afirmou que, apesar do
déficit semestral, as contas externas continuam "perfeitamente
financiáveis" pelo ingresso de investimento estrangeiro direto
(IED). "O ingresso de IED é mais do que suficiente para compensar
o déficit", afirmou. No acumulado de 12 meses até junho,
o IED totalizou US$ 30,435 bilhões, o equivalente a 2,22% do PIB.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de julho de 2008 | Economia
Exportação bate recorde
com média diária de US$ 1 bilhão
Agência Estado
O saldo da balança comercial brasileira na quarta semana de julho registrou
um superávit de US$ 1,438 bilhão, resultado de US$ 5,431 bilhões
em exportações (média diária de US$ 1,086 bilhão,
recorde histórico, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior), e importações de US$ 3,993 bilhões
(média diária de US$ 798,6 milhões).
Com o resultado da quarta
semana de julho, o superávit comercial acumulado no mês
subiu para US$ 3,427 bilhões e no ano, para US$ 14,777 bilhões.
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AGÊNCIA DIAP, 28 de
julho de 2008
SALÁRIO-FAMÍLIA
Previdência reajusta benefícios
pagos pelo INSS
Benefício pago aos trabalhadores
com salário mensal de até R$ R$ 710,08, para auxiliar
no sustento dos filhos de até 14 anos incompletos ou inválidos.
São equiparados aos filhos, os enteados e os tutelados que
não possuem bens suficientes para o próprio sustento.
De acordo com a Portaria 77,
de 12 de março de 2008, o valor do salário-família
será de R$ 24,23, por filho de até 14 anos incompletos
ou inválido, para quem ganhar até R$ 472,43. Para o trabalhador
que receber de R$ 472,44 até 710,08, o valor do salário-família
por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, será de
R$ R$ 17,07.
Têm direito ao salário-família
os trabalhadores empregados e os avulsos. Os empregados domésticos,
contribuintes individuais, segurados especiais e facultativos não
recebem salário-família.
Para a concessão
do salário-família, a Previdência Social não
exige tempo mínimo de contribuição. O benefício
será encerrado quando o(a) filho(a) completar 14 anos.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
28 de julho de 2008
Empresa não deve indenizar por
deixar de contratar funcionário, decide TRT
A 4ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 4ª Região
(Rio Grande do Sul) negou, por unanimidade, o pedido de indenização
feito por um trabalhador que deixou de ser contratado por não conseguir
comprovar os requisitos da função. Ainda cabe recurso da decisão.
O trabalhador alegou que sofreu
danos morais e materiais ao participar de um processo de seleção
de emprego e, após ter cumprido todas as etapas, ter sua contratação
negada. Porém, um dos requisitos para o preenchimento da vaga,
o diploma de segundo grau, não foi apresentado no ato da contratação.
Para o relator, desembargador
Milton Varela Dutra, é válido o procedimento de empresa
que deixa de contratar e esse ato não decorre qualquer espécie
de responsabilidade por eventuais danos experimentados pelo candidato
ao emprego. A decisão da 4ª Turma confirma a sentença,
de primeira instância, proferida pela 3ª Vara do Trabalho
de São Leopoldo.
Segundo o juiz de primeiro
grau, não é razoável alguém procurar o
Judiciário, visando a uma indenização, respaldado
em declaração falsa. Também não é plausível
a versão dos fatos no sentido de que o trabalhador mentiu sobre
a sua escolaridade para atender aos requisitos da vaga pretendida.
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JB ONLINE, 28 de julho de
2008 | Economia
Economia tem conseguido mostrar resultados
positivos, diz Lula
SÃO PAULO, 28 de julho de 2008 - O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva afirmou nesta manhã, em seu programa de rádio semanal "Café com
o Presidente", que a economia brasileira tem demonstrado firmeza, apesar
do cenário internacional, influenciado pela alta nos preços dos
alimentos e a ameaça da inflação em alguns países.
Lula acredita que o avanço
dos preços causado pelos alimentos no mundo inteiro tende a fluir
rapidamente. "No Brasil, nós tomamos a decisão de
que o melhor remédio para combater a inflação é aumentar
a produção", disse o presidente.
Outro fator importante foi o
resultado de empregos formais gerados no mês de junho, que totalizou
309.442. De acordo com Lula, esse é o melhor resultado desde 1992,
um crescimento de 1,3% ante maio e de 70% em relação a
junho do ano passado, com destaque para o setor de construção
civil.
"A construção
civil bate recorde atrás de recorde na geração de
empregos", disse o presidente, justificando o forte crescimento
da construção civil e de empregos no interior do país,
apontados pela pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Lula atribuiu o crescimento da
construção civil e da geração de empregos
em decorrência das obras do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento). Além disso, o presidente afirmou que o programa
Bolsa Família vai qualificar 185 mil beneficiários na área
da construção civil.
(Redação
- InvestNews)
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NCST, 28 de julho de 2008
Bolsa Família vai capacitar cerca
de 185 mil beneficiários para a construção civil
Cerca de 185 mil beneficiários do Programa Bolsa Família serão
capacitados em áreas da construção civil a partir de setembro,
em 12 regiões metropolitanas do país. Os cursos vão formar
profissionais em ocupações como pintor, azulejista, encanador,
carpinteiro, mestre de obras, operador de trator, eletricista e gesseiro.
As propostas dos cursos começam
a ser apresentadas hoje (28) aos gestores do Bolsa Família, inicialmente
nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, São Paulo
e Fortaleza. Esses gestores vão receber informações
sobre os cursos para poderem orientar os beneficiários durante
a capacitação.
Segundo a diretora de Gestão
do Bolsa Família, Camile Mesquita, a idéia é, depois
da capacitação de aproximadamente 200 horas, contratar
os beneficiários para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC).
"Desde o início do
Programa [Bolsa Família] a gente tem buscado trabalhar com a articulação
de outras políticas públicas para desenvolver capacidades
de beneficiários do Programa".
A diretora afirmou que essa é a primeira ação de maior
escala, mas o programa tem outras iniciativas, como a ampliação
de escolaridade dos beneficiários, por meio de uma articulação
com o Brasil Alfabetizado, ações de microcrédito e de
inclusão bancária.
"Com isso, o Programa
passa a atuar de forma também importante, na redução
das desigualdades sociais, levando oportunidades para todas essas famílias
que são mais vulnerabilizadas e mais pobres".
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BEM PARANÁ, 28 de
julho de 2008 | Economia
Estágios: Estudo indica 55 mil
vagas no País
Para quem está em busca de um estágio,
este é o momento ideal para conseguir uma colocação
no mercado de trabalho.
Para quem está em busca de um estágio, este é o momento
ideal para conseguir uma colocação no mercado de trabalho. No
Brasil estão abertas 55 mil vagas para estudantes de diferentes cursos,
segundo dados do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube).
Segundo dados do último Censo Escolar do Inep/MEC e da Associação
Brasileira de Estágios (Abres) há 8,9 milhões de matriculados
no ensino médio, mas somente 5,3% conseguem estagiar. Já no nível
superior são 4,6 milhões e apenas 15,5% estagiam.
Para começar na carreira
desejada ainda este ano, os estudantes não podem perder tempo.
Domínio da língua portuguesa, conhecimentos em informática
e vontade de aprender são diferenciais para conseguir uma vaga
de estágio.
Existe uma demanda por estagiários que cursam Engenharia, Biblioteconomia,
Secretariado Executivo, Estatística, Matemática, Economia e Ciências
Contábeis. Omaior número de ofertas é para os alunos de
Administração de Empresas, Comunicação Social e
Informática. Os interessados devem cadastrar-se gratuitamente no site
www.nube.com.br
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CONGRESSO EM FOCO, 28 de julho de 2008
Diagnóstico e prognóstico
dos salários dos servidores
Antônio Augusto de Queiroz*
A criatividade dos governos nas três esferas (União, estados,
Distrito Federal e municípios), em matéria de despesa com pessoal,
para fugir do princípio da paridade e da Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF), parece inesgotável. O governo federal, após as reformas
previdenciárias e as reestruturações remuneratórias,
tende a utilizar moderadamente essas manobras, pelo menos em relação
aos servidores das chamadas carreiras de Estado.
A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, como
regra, não têm cumprido o princípio constitucional (artigo
37, inciso X da Constituição) que garante revisão anual
da remuneração dos servidores sem distinção de
datas e índices, tendo optado pela reestruturação de cargos
e carreiras, com tratamento diferenciado entre os servidores ativos e entre
estes e os aposentados e pensionistas, sempre em prejuízo dos últimos.
A manobra consiste em criar gratificações (de permanência,
de desempenho, de produtividade, de assiduidade etc), verba de representação,
abonos ou bônus e prêmios em substituição ao reajuste
linear. Com esse mecanismo, descaracteriza a revisão geral e, conseqüentemente,
quebra o princípio da paridade, que é a garantia de extensão
aos inativos e pensionistas de todos os direitos, reajuste e vantagens asseguradas
aos servidores em atividade.
Estes incrementos salariais são divididos em dois grupos. Um que alcança
os aposentados e pensionistas e outro que só beneficia os servidores
em atividade. Os que beneficiam os aposentados e pensionistas, como regra,
possuem dois percentuais, um resultado da avaliação individual
e outro institucional, sendo estendido aos aposentados e pensionistas apenas
a parcela institucional.
A fuga aos limites da LRF, em geral, é patrocinado por estados e municípios – já que
a União gasta bem menos que o limite fixado para pessoal – e consiste
na criação de despesa de natureza indenizatória, que não é caracterizada
como gasto com pessoal, além do aumento do valor da ajuda de transporte
ou vale alimentação, entre outros artifícios. Até a
terceirização, que a LRF manda contabilizar como gasto de pessoal,
alguns estados e municípios escamoteiam e advogam a tese de que a lei
manda "contabilizar" e não "somar" como despesa
de pessoal, portanto, ficando fora do limite.
Nos dois casos – fuga da paridade e fuga da LRF – os aposentados
e pensionistas são prejudicados, quando não são completamente
excluídos desses benefícios, criados para escamotear o comando
constitucional. Na Assembléia Legislativa de Santa Cataria há registro,
no caso do vale-alimentação, que também foi estendido
aos aposentados. Nos demais níveis e esferas de governo, a burla é completa.
As carreiras de Estado da administração pública federal,
temendo redução salarial e quebra da paridade, atuaram para que
sua remuneração fosse fixada em parcela única, sob a forma
de subsídio, conforme previsto no parágrafo 4º do artigo
37 da Constituição. Inicialmente, optaram por essa modalidade
de remuneração as carreias da magistratura, do Ministério
Público, da Advocacia Pública e as polícias federal e
rodoviária federal, abrindo espaço para outros servidores organizados
em carreira, conforme faculta o parágrafo 8º do mesmo artigo 37,
também reivindicasse essa modalidade de remuneração.
Assim, outras carreiras de Estado, igualmente preocupadas com o risco de redução
salarial e da perda da paridade, reivindicaram e negociaram com o governo federal
a fixação da remuneração sob a forma de subsídio,
a ser editada em medida provisória, cuja publicação deve
ocorrer nos primeiros dias de agosto. Entre essas carreiras estão o
pessoal do Fisco (carreira de auditoria), do Ciclo de Gestão, do Banco
Central, do Ipea, da Susep, CVM etc.
A reivindicação geral, após as reestruturas necessárias,
especialmente nas esferas estaduais e municipais, deve ser no sentido de exigir
o cumprimento do comando constitucional de revisão geral, que deve assegurar,
no mínimo, a reposição das perdas inflacionárias
do período, sob pena de congelamento da remuneração de
todos os servidores, inclusive dos remunerados sob a forma de subsídio.
A tendência no governo federal, após as reestruturações
em curso, é de um longo período sem reajustes, até porque
houve escalonamento remuneratório para algumas carreiras até 2011.
Para os servidores das carreiras de Estado, remunerados sob a forma de subsidio,
pelo menos no que diz respeito a risco de redução salarial e
perda de paridade, a situação é de relativa segurança.
Já para os demais, além de continuarem vulneráveis à redução
de remuneração, estarão sujeitos à quebra de paridade,
especialmente se persistir a política de gratificações.
A situação dos servidores estaduais e municipais, cuja referência
em matéria remuneratória costuma seguir o governo federal, não é das
melhores, especialmente se se confirmar a tendência de um bom período
sem atualização. Para aqueles, nas esferas sub-nacional, que
não forem classificados como carreira de Estado, além dos riscos
mencionados, há a ameaça de aprovação da Proposta
de Emenda Constitucional (PEC) 12, que trata dos precatórios e institui
o sistema de leilão com oferta de menor valor.
O cenário salarial para os servidores públicos, portanto, não
será dos melhores, notadamente para os que não foram contemplados
com ganhos reais neste ciclo de bonança no plano federal ou não
tiverem assegurados em lei reajustes futuros. A pressão por contenção
no gasto público, especialmente no período que antecede as eleições
gerais, tende a aumentar e, em conseqüência, dificultar novas reestruturações
com ganhos reais.
*Jornalista, analista político
e diretor de Documentação do Diap
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AGÊNCIA DIAP, 28 de
julho de 2008
ELEIÇÕES 2008
Para especialistas, coibir campanha
na web é impossível
A resolução do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que limita a campanha eleitoral
na Internet deve levantar polêmica nestas eleições
municipais, não só por cercear a liberdade de expressão,
mas principalmente pela incapacidade que as autoridades terão
para fiscalizar eventuais irregularidades. A previsão é feita
por diversos especialistas no assunto, que alegam que a resolução
foi lançada sem que se fosse levado em conta como as autoridades
poderão fiscalizar ações na rede.
''É inaplicável
essa resolução porque ela gera as aplicações
mais variadas possíveis. É uma resolução
de aplicação absurda e arbitrária porque cada juiz
de cada TRE fará sua interpretação distinta dos
casos'', explica o professor Sérgio Amadeu, doutor em Ciência
Política e ex-membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil.
O perito de informática
da Polícia Federal, Paulo Quintiliano, reconhece a dificuldade
que as autoridades terão para monitorar possíveis abusos
na Internet.
Quintiliano explica que outros
países que tentaram adotar as mesmas regras em período
de eleição viveram situações mal sucedidas.
Isso porque, de acordo com ele, qualquer candidato pode realizar sua
campanha utilizando provedores de outros países e desta forma
poderá escapar da legislação brasileira.
''A questão é bastante
complexa, porque como a Internet não tem fronteiras, pode acontecer
de o candidato publicar as suas informações de campanha
em provedores estrangeiros, que estão fora do domínio da
legislação brasileira, e o conteúdo poderá ser
acessado normalmente'', explica.
Um exemplo da complicação
em torno do tema, mencionado pelo professor Sérgio Amadeu, ocorreu
na última semana quando dois candidatos receberam ordem da justiça
eleitoral para retirar vídeos da Internet.
As determinações
da Justiça eleitoral atingiram as campanhas de Geraldo Alckmin
(PSDB), que concorre à prefeitura de São Paulo, e de Manuela
D'Ávila (PCdoB), candidata a prefeita de Porto Alegre (RS).
Em São Paulo, o juiz Marco
Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral, determinou que o candidato
retire de sua página de campanha na internet vídeos veiculados
no site YouTube e deixe de instalar links para que o usuário possa
acessar essas imagens.
Em Porto Alegre, a liminar da
Justiça eleitoral determinou a retirada de uma comunidade do Orkut
e de um vídeo do YouTube relacionados à candidata Manuela
d'Ávila por considerar que veiculam material de campanha da deputada à prefeitura.
Segundo o professor, o caso revela
as lacunas da resolução do TSE, pois em dois estados de
um país casos semelhantes tiveram interpretação
distinta pelos juízes que os avaliaram.
''O caso comprova a ambigüidade
da lei. Em São Paulo a decisão foi mais dura do que no
RS, são interpretações diferentes para um mesmo
país'', contesta.
A deputada Manuela d'Ávila
explica que ficou sem saber o que fazer já que nem ela nem seus
assessores têm domínio das informações publicadas
em sites como o Orkut ou o YouTube.
''Sou contra a resolução,
mas a partir do momento que virou lei, temos que cumprir. A questão é:
como eu posso ter controle das informações sobre mim que
qualquer pessoa pode colocar na rede? Quero orientação
do Poder Judiciário sobre como devo proceder, eu não tenho
como controlar coisas postadas por outras pessoas sobre mim, nem coisas
positivas nem negativas'', diz a candidata.
Para muitos, a resolução
do TSE foi tomada por pessoas que não possuem pleno conhecimento
de como realmente funciona a internet e que não sabem como o internauta
pode agir de forma oculta em diversos sites de relacionamentos.
O professor Sérgio Amadeu,
no entanto, interpreta a decisão da Justiça Eleitoral de
outra forma.
Na visão dele, por trás
de tal determinação, está o verdadeiro desejo que
algumas autoridades brasileiras têm de transformar a internet num
meio de comunicação semelhante ao rádio ou a televisão.
''Não se pode tratar a
internet como um meio de comunicação comum, no rádio
e na TV as propagandas são pagas enquanto na internet qualquer
candidato, seja rico ou pobre, terá o mesmo espaço gratuito'',
pondera.
Procurado por nossa reportagem,
o TSE alegou que está em recesso e que nenhum ministro estaria
presente para falar sobre o assunto. O Tribunal ressaltou ainda que
as informações relativas ao assunto estão disponíveis
na Internet no site: www.tse.gov.br, na resolução 22.718.
(Fonte: Terra)
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AGÊNCIA DIAP, 28 de
julho de 2008
Dois “não” e dois “sim”
Por: João Guilherme Vargas
Netto*
A indústria anda bombando,
com o aumento da produção, da capacidade instalada,
das vendas e dos lucros. O setor automobilístico, nas palavras
do presidente da Associação Nacional de Fabricantes
de Veículos (Anfavea) cresceu, no primeiro semestre de 2008,
25% ou 30% em relação à 2007, ano que já atingira
o recorde em todos os quesitos.
A produtividade alta – quatro
vezes maior que os ganhos reais de salários – garante a
possibilidade de reajustes salariais que recomponham o poder de compra
dos trabalhadores com aumentos reais, sem pressão inflacionária.
Isto tem acontecido. Em São Paulo, por exemplo, os trabalhadores
do doce, balas e chocolate conseguiram reajuste de 9% com ganho real
de 3,5%.
Todos queremos a continuidade
do desenvolvimento econômico, com criação de empregos
formais e distribuição de renda e o ataque concentrado
aos focos inflacionários (alimentos) com maior oferta de produtos.
Portanto, nos colocamos frontalmente
contra a escalada de juros do Banco Central que deu um empurrão
neles de 13%. Este desatino freia a economia, a produção,
o consumo e dificulta a vida de todo mundo; dos empresários porque
faz arrefecer o ímpeto de investimento; dos trabalhadores porque
diminui a possibilidade de ganhos salariais, de compras, de melhoria
de vida.
As centrais sindicais unidas
(a CUT não compareceu, alegando, na última hora, “problemas
internos”) realizaram na última quarta-feira, 23 de julho,
uma concentração em frente à sede do Banco Central
na avenida Paulista quando gritaram dois fortes “não” e
dois fortes “sim”:
• não aos juros
altos
• não à inflação
• sim ao desenvolvimento
• sim ao emprego e aos
salários.
De todo modo os trabalhadores
unidos não tolerarão “pagar o pato” dos descalabros
do Copom e do Banco Central.
(*) Membro do corpo técnico
do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores
em São Paulo
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NCST, 28 de julho de 2008
Passagens rodoviárias de linhas
semi-urbanas ficam mais caras em todo o país
As passagens de linhas semi-urbanas de transporte rodoviário em todo
o país ficaram mais caras. O reajuste de 8,19% foi autorizado pela Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com resolução publicada
no Diário Oficial da União, na última sexta-feira (25).
De acordo com a ANTT, o aumento é decorrente da variação
de 6,2% nos preços dos insumos durante os últimos 12 meses, além
de outros 1,87% acrescidos por conta da aquisição de novos veículos
para a prestação do serviço.
A influência maior no reajuste
dos preços das passagens, de acordo com o órgão,
foi provocada pelo aumento do preço do óleo diesel que,
durante o mesmo período, chegou a 9,85%. O insumo representa um
terço do custo operacional total do sistema de transporte semi-urbano.
O último reajuste do óleo diesel, concedido em julho do
ano passado, foi de 4,67%.
As linhas semi-urbanas
de transporte rodoviário são aquelas que ligam dois estados
e possuem até 75 quilômetros de extensão. Pela
proximidade com os estados de Goiás e de Minas Gerais, o Distrito
Federal, sozinho, concentra cerca de 90% das linhas. A maior tarifa – que
corresponde a um percurso de 80 quilômetros de extensão – passará de
R$ 3,95 para R$ 4,30 e a menor tarifa – que corresponde a um
percurso de 16,8 quilômetros de extensão – passará de
R$ 0,95 para R$ 1.
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ÚLTIMA HORA/ MATO
GROSSO DO SUL, 28 de julho de 2008 | Geral
MS: Entidade aciona MPT para garantir
registros em obras
A Fetricon (Federação dos Trabalhadores na Construção
Civil) vai encaminhar ao Ministério Público do Trabalho uma relação
com as 200 empresas que mais usam mão-de-obra informal em Mato Grosso
do Sul. A intenção é cobrar providências para reverter
o cenário.
A programação é entregar
a listagem na terça-feira. O levantamento está sendo desenvolvido
com suporte dos sindicatos nos municípios. Nesta sexta-feira as
ações se concentram na região de fronteira com o
Paraguai.
Segundo o presidente da Federação,
João Gomes, as obras públicas, especialmente em pequenas
e médias cidades, são as que mais contribuem para a informalidade.
A entidade calcula que
cerca de 60% dos 100 mil trabalhadores da construção
civil de Mato Grosso do Sul trabalhem sem carteira assinada.
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de julho de 2008
Prazo de prescrição
Súmula Vinculante 8 acaba com
aberração previdenciária
por Ricardo Castilho
Foi aprovada pelo Supremo Tribunal
Federal, na sessão plenária de 11 de junho de 2008, a Súmula
Vinculante 08, que pôs termo a longa discussão acerca de
quais seriam os prazos de prescrição e de decadência
das contribuições financiadoras da Seguridade Social.
Repetindo entendimento já esposado
em julgamentos recentes, tanto da própria Corte quanto do Superior
Tribunal de Justiça, o STF declarou inconstitucional o dispositivo
contido no artigo 45 da Lei 8.212/91, que estipula terem os órgãos
arrecadadores, sob pena de decadência, dez anos para apurar e constituir,
mediante lançamento, os créditos relativos às contribuições
de Seguridade Social. O mesmo tratamento foi dispensado ao artigo 46
do mesmo diploma legal, que preceitua igual prazo — desta feita
de natureza prescricional — para que o Fisco execute judicialmente
os créditos previdenciários formalmente constituídos.
O levante dos contribuintes contra
os mencionados prazos decenais fundara-se na assertiva de que a Lei 8.212/91
não poderia, em decorrência de sua natureza de Lei Ordinária,
suplantar os prazos qüinqüenais de decadência e de prescrição
do Código Tributário Nacional, previstos, respectivamente,
em seus artigos 173 e 174.
A nova orientação
do STF dá cabo de uma das mais gritantes aberrações
previdenciárias então em voga. Com efeito, as contribuições
que ajudam a sustentar o sistema de Seguridade Social, de há muito,
são entendidas como espécies de tributo, estando, por conseguinte,
sujeitas às regras gerais contidas no capítulo que trata
do Sistema Tributário Nacional. Esta visão, como consolidado
pelo próprio STF, parte da constatação de que as
contribuições típicas da Seguridade Social estão
incluídas no rol trazido pelo artigo 149 da Carta Magna, abarcadas
pelo vocábulo “contribuições sociais”.
Decorre disso, nos termos do
artigo 146, inciso III, alínea b, da Constituição
Federal, que os prazos de decadência e de prescrição
a elas relativos só poderiam ser definidos, pela União,
mediante a promulgação de Lei Complementar, e jamais por
meio de mera Lei Ordinária. Os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91,
portanto, padecem de flagrante inconstitucionalidade formal, na medida
em que dispõem sobre matéria reservada a espécie
de ato normativo diversa.
O prazo decadencial para o lançamento
de créditos relativos às contribuições de
Seguridade Social, assim, é de cinco anos, tal qual qualquer espécie
de crédito tributário. No mesmo diapasão, depois
de realizado o lançamento - por qualquer forma - abre-se ao órgão
arrecadador o interregno equivalente a um qüinqüênio
para a inscrição na Dívida Ativa da União
e a posterior promoção da execução fiscal.
A nova orientação,
que, antes de se encontrar consubstanciada na súmula vinculante
recém elaborada, já havia sido esposada pelos tribunais
superiores em julgados esparsos, encontra enorme resistência do
INSS, que persiste na propositura de execuções fiscais
e no lançamento de débitos relativos a períodos
que superam o prazo decadencial e prescricional do CTN.
No que atine especificamente
a execuções já em andamento, nas quais estejam sendo
cobrados montantes já prescritos, mune-se o contribuinte da possibilidade
de interposição da exceção de pré-executividade,
instrumento processual regulado na Lei 6.830/80 e que se mostra hábil
para contestar o débito fiscal, não obstante a presunção
de liquidez e de certeza das Certidões da Dívida Ativa
(conforme artigo 204 do CTN).
A declaração da
inconstitucionalidade dos prazos decenais não dá azo, entretanto,
a que sejam pedidas restituições de eventuais valores de
contribuições já recolhidos, cobrados mediante execução
fiscal e que sejam anteriores a cinco anos do início do processo.
Segundo estimativas apresentadas pela Fazenda Pública, os cofres
do INSS sofreriam um revés de aproximadamente R$ 96 bilhões,
caso fosse a autarquia federal obrigada a devolver aos contribuintes
todos os valores cobrados com amparo nas normas declaradas inconstitucionais,
desde a promulgação da Lei 8.212/91.
O STF, no intuito de evitar estas
distorções, decidiu que só serão admitidos
requerimentos de restituição se, até a data da publicação
da súmula vinculante, já tiver o contribuinte questionado
a constitucionalidade da cobrança das contribuições
vencidas há mais de um qüinqüênio, seja mediante
a processo judicial, seja mediante a processo administrativo fiscal.
Resta aguardar para ver
se a novel súmula vinculante será obedecida de imediato
pelo INSS ou, ao contrário, se o contribuinte será obrigado
a suportar desarrazoadas tentativas de lançamento ou de execução
de contribuições previdenciárias já decaídas
ou prescritas.
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JORNAL AGORA, 28 de julho
de 2008
Justiça dá contagem extra
no benefício especial
STJ diz que INSS deve considerar um tempo
maior, até final de 1997, como trabalho especial sem o laudo
técnico
O STJ (Superior Tribunal de Justiça),
em decisão, diz que o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social)
deve reconhecer o trabalho especial feito até 10 de dezembro
de 1997, mesmo sem laudo técnico específico. Segundo
a Justiça, apenas o laudo SB-40 serve como prova do tempo
especial.
De acordo com o consultor previdenciário
Marco Anflor, a decisão pode fazer a aposentadoria aumentar em
até 6%. Além disso, também permite que se conte
até um ano a mais no tempo de serviço.
O INSS, de acordo com o consultor,
costuma aceitar o laudo SB-40 como prova do tempo especial até 28
de abril de 1995. Porém, para comprovar exposição
a ruído, é preciso ter, também, um laudo técnico
ambiental.
O Ministério da Previdência
informou que a contagem especial sem laudo técnico, com exceção
da comprovação de ruído, vale até 13 de outubro
de 1996. A pasta informou que uma medida provisória entrou em
vigor nessa data, obrigando a apresentação de um laudo
ambiental a partir de então. Em dezembro de 1997, a lei 9.828
entrou em vigor, substituindo a medida.
O laudo técnico é aceito
para comprovação do tempo especial se for emitido até 2003.
Depois, só o formulário PPP (Perfil Profissiográfico
Previdenciário), emitido pela empresa, é aceito.
O STJ, porém, decidiu
que até 10 de dezembro de 1997 o segurado que tiver o laudo SB-40
não precisa de outro documento. O TRF 3 (Tribunal Regional Federal
da 3ª Região) tem o mesmo entendimento. Para a comprovação
de exposição a ruído ou calor, a Justiça
entende que a apresentação de um laudo ambiental é devida.
A decisão vale tanto para quem já se aposentou como para
quem ainda não pediu o benefício.
Quem pode pedir
Quem trabalha ou já trabalhou
em locais que oferecem risco à saúde física ou mental
podem reduzir o tempo exigido para a aposentadoria. A exposição
a fatores nocivos dá direito a uma contagem especial de tempo
para se aposentar após 15 anos, 20 anos ou 25 anos. Em geral,
o tempo de contribuição para conseguir a aposentadoria é de
35 anos.
Para conseguir a contagem especial,
a condição de trabalho nocivo deve ser reconhecida pelo
INSS ou pela Justiça. Segundo o advogado previdenciário
Daisson Portanova, há quatro formas aceitas para converter o tempo
de serviço em atividade especial: prova direta, prova indireta
ou por semelhança, emprestada ou por semelhança de atividade.
Todas dependem do formulário PPP (Perfil Profissiográfico
Previdenciário).
A prova direta ocorre quando
o segurado tem um laudo que prove que sua atividade é insalubre.
A prova indireta pode ser usada quando a empresa em que o segurado
trabalhava fechou ou melhorou as condições de trabalho.
O laudo será feito em uma outra empresa, com condições
de trabalho semelhantes. O INSS não comenta decisões
judiciais.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
28 de julho de 2008 | Opinião
TENDÊNCIAS/DEBATES
Licença-maternidade
sem preconceito
DIOCLÉCIO CAMPOS JÚNIOR
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A prorrogação da licença-maternidade é um enorme
avanço porque estimula o cidadão a transformar a realidade
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A PRORROGAÇÃO da licença-maternidade de quatro para seis
meses está prestes a se converter em lei. É projeto da Sociedade
Brasileira de Pediatria em parceria com a OAB e a senadora Patrícia
Saboya (PDT-CE). Como idéia inovadora, suscita resistências. A
maioria desaparece quando a natureza da iniciativa se torna pública.
Restam apenas alguns preconceitos de superação mais difícil.
O projeto não é ação isolada. Integra um conjunto
de propostas que têm por objetivo promover avanços sociais relevantes.
Articula direitos da criança, da mãe, da mulher, do pai e da
família para resguardar valores éticos e diminuir desigualdades.
Assim, dois outros projetos da mesma parceria tramitam no Congresso.
Um deles cria o Programa Nacional de Educação Infantil. Prevê fundo
para financiar construção e funcionamento de creches e pré-escolas
para famílias de baixa renda. O outro defende o ensino fundamental em
tempo integral em todas as escolas públicas. São estratégias
que garantem à mulher o direito de se dedicar ao trabalho em igualdade
de condições com o homem, sem prejuízo dos cuidados a
que a criança tem direito.
O objetivo da licença ampliada é proteger a maternidade, entendida
como seqüência de momentos, estímulos, ambientes, cuidados
e provimentos que permitem ao bebê a plenitude dos fenômenos biológicos
e psicogênicos que o fazem evoluir de embrião a cidadão,
preservados os direitos da mulher e as conquistas já alcançadas.
Não é, portanto, tarefa exclusiva da mãe. É responsabilidade
de todos, porque a criança é o capital humano prioritário
para a sobrevivência da sociedade.
O Brasil é a pátria das desigualdades. Por isso, nenhuma lei
pode ter a pretensão de resolver todos os desafios pendentes. O progresso
social é lento, faz-se por avanços e recuos. Não basta
ter sonhos. É preciso dizer como realizá-los numa sociedade afeita
a privilégios de origem. Toda mudança supõe o exercício
do diálogo e da tolerância, com os pés no chão do
realismo político.
A história nos mostra que a imposição da igualdade não
se sustenta. O único caminho é a redução progressiva
e civilizada das desigualdades. Como disse André Sponville: "Quem
não percebe que a busca paciente e organizada do interesse comum é melhor
do que o confronto ou a desordem generalizados?".
A proposta que amplia a licença-maternidade leva em conta esses conceitos.
Por isso avança rapidamente. Mais de 80% das mulheres e dos homens ouvidos
pelo DataSenado nas capitais do país apóiam a medida e entendem
que ela beneficiará todos, especialmente a criança, uma prova
de mudança da mentalidade.
Quem pensa que o único alvo da iniciativa é o aleitamento materno
está desinformado. O projeto vai muito além. Busca fazer o que
o psicanalista Donald Winnicot define como educação plena, isto é,
a criação de ambientes de estimulação favorável à expressão
das originalidades potenciais do novo ser.
Quem alega que a proposta nada mais é que um incentivo fiscal dado às
empresas peca pelo preconceito. Várias empresas já estenderam
a licença-maternidade por conta própria, sem qualquer isenção
fiscal. Exemplos: Nestlé, Fersol, Cosipa, Garoto, Eurofarma e Wal Mart,
entre outras. A medida é inovadora porque não impositiva. Respeita
a decisão da mulher. Nenhuma mãe será obrigada a requerer
os dois meses previstos. Só o fará quando julgar conveniente.
Se não, poderá voltar ao trabalho ao final dos quatro meses da
licença em vigor.
Se a lei fosse impositiva, algumas mulheres se sentiriam forçadas a
cumprir a prorrogação definida. Não é o caso. Tampouco
a empresa ficará obrigada a conceder o benefício. O empresário
será estimulado a reconhecer os direitos e a fazer a sua parte. Se o
fizer, terá, como contrapartida do Estado, a isenção de
encargos tributários equivalentes ao custo dos dois meses suplementares
de licença.
A mobilização em torno do projeto trouxe à tona a questão
da paternidade responsável. Em muitos dos 93 municípios e dos
dez Estados que já prorrogaram a licença, a modificação
da lei orgânica também ampliou a licença-paternidade para
15 dias. É pouco, mas é um bom começo rumo à conquista
das igualdades defendidas.
A Justiça acaba de conceder licença de três meses a um
homem de 40 anos que adotou um bebê.
A prorrogação da licença-maternidade contribui para a
derrubada de preconceitos. É um enorme avanço porque estimula
o cidadão a transformar a realidade.
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DIOCLÉCIO CAMPOS JÚNIOR
, 65, professor titular da UnB (Universidade de Brasília), é presidente
da Sociedade Brasileira de Pediatria.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/07/2008
Julho de 2008: um mês atípico
para o TST
Normalmente tranqüilo em função
do recesso do Judiciário, o mês de julho de 2008 foi uma
exceção à regra. Mesmo sem julgamentos, dois fatos
geraram uma demanda impressionante – e atípica para essa época
do ano – ao site de notícias do TST. Um deles foi a greve
dos trabalhadores dos Correios, que começou no primeiro dia
e se estendeu até 21 de julho, que gerou 13 matérias,
com cerca de 47 mil visitas dos internautas, até 25 de julho.
Outro assunto bastante concorrido foi a nova redação
da Súmula nº 228 (base de cálculo do adicional de
insalubridade), que rendeu 41 mil acessos em duas matérias – a
primeira, no dia 27 de junho, um dia após a sua aprovação
pelo Tribunal Pleno, e a segunda, na data de sua publicação,
em 4 de julho.
Somadas, as notícias sobre
greve dos Correios e Súmula 228 renderam cerca de 88 mil acessos
ao site do TST.
A demanda pelas informações
sobre a base de cálculo de insalubridade reflete o alcance da
decisão na folha de salários das empresas que se enquadram
nessa condição.
Quanto à greve dos Correios,
o interesse não se restringiu à empresa e aos trabalhadores
diretamente envolvidos, mas se estendeu à sociedade em geral,
que se viu atingida pela interrupção ou pelo atraso nas
entregas de correspondências e encomendas em todo o País.
Durante os 21 dias de paralisação,
houve duas sessões de conciliação, ambas presididas
pelo ministro Rider Nogueira de Brito. Na primeira, realizada no dia
7, o presidente do TST propôs intermediar as negociações
entre os representantes da empresa e dos trabalhadores, mediante a suspensão
da greve. Ele se dispôs a realizar duas reuniões por semana,
até o final de julho, para discutir, pontualmente, cada um dos ítens
relacionados com as questões salariais em pauta. A divulgação
dessa proposta, no dia 10, e de uma segunda, no dia 15, quando se encerrou
a audiência de conciliação, gerou 22 mil visitas
ao site do TST.
Apesar de terem não terem
sido aceitas, as propostas foram o ponto de partida para as contrapropostas
apresentadas pela empresa e pelos trabalhadores. As negociações
se seguiram, sempre com a intermediação do ministro Rider
de Brito, que realizou reuniões alternadas, em diversas ocasiões.
Apenas no dia 20 (sexta-feira), entre 10 e 19h, ele manteve quatro encontros
com representantes das duas partes, insistindo em uma solução
de consenso para pôr fim ao conflito trabalhista.
Mas o desfecho só viria
no dia seguinte.
Em pleno sábado, enquanto
o presidente reunia-se com o ministro Maurício Godinho Delgado,
que havia sido sorteado relator do processo, a equipe de seu gabinete
entrava em contato com os demais ministros informá-los sobre a
sessão de julgamento, que seria realizada no dia 22, caso não
houvesse acordo. Ao longo do dia, o ministro Rider de Brito continuou
intermediando os entendimentos entre o ministro Hélio Costa (Comunicações)
e a Federação dos Trabalhadores da ECT, até o fechamento
do acordo, no fim da tarde, após mais de sete horas de negociação.
Na segunda-feira (21), o acordo
foi homologado pelo TST. Os trabalhadores retornaram às atividades.
(RibamarTeixeira)
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