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CBIC, 01 de agosto de 2008
CBIC e Centrais Sindicais se reúnem
no dia 7
Regulamentação das sub-contratações
em pauta
Representantes da CBIC e das
Centrais Sindicais se reúnem no próximo dia 7, das 11h30 às
14h30, na sede da Câmara, em Brasília, para debater as propostas
do setor para a regulamentação das sub-contratações
e a democratização na gestão dos recursos do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Conforme acertado anteriormente,
a reunião do GT PAC/ Trabalhadores da Construção
Civil será no dia 8, no Ministério do Trabalho e Emprego.
As confirmações de presença devem ser feitas o mais
breve possível com Walquíria, pelo e-mail secretaria@cbic.org.br
ou telefone (61) 3327-1013.
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BEM PARANÁ, 01 de
agosto de 2008 | Economia
Aquecida
Crescimento industrial no 1º semestre é o
maior desde 2004
Índice de 6,3% foi puxado pelos setores
de automotores e máquinas e equipamentos
Agência Estado
O crescimento de 6,3% na produção da indústria brasileira
no primeiro semestre deste ano representou a maior expansão para um
primeiro semestre apurada pelo IBGE desde 2004. Segundo o coordenador de indústria
do instituto, Silvio Sales, houve um espalhamento da expansão no primeiro
semestre deste ano, com destaque para veículos automotores (18,4%, o
maior impacto positivo para a indústria no período), seguido,
em termos de impacto no crescimento total do setor, de máquinas e equipamentos
(9,4%); outros equipamentos de transporte (33,1%); metalurgia básica
(7,6%); indústrias extrativas (6,4%); outros produtos químicos
(5,4%) e borracha e plástico (9,0%).
Além disso, ele destaca
também a produção de bens de capital (máquinas
e equipamentos), que mostra ampliação da capacidade produtiva
da indústria. "O resultado do primeiro semestre confirmou
o padrão de crescimento da indústria ao longo deste ano,
com o maior dinamismo vindo dos setores produtores de bens de capital
e de bens de consumo duráveis", disse.
Juros
Os resultados da indústria
em junho são "muito favoráveis" e mostram que
a alta dos juros ainda não afetou o setor, segundo Sales. "Aparentemente,
a alteração na política monetária não
afetou os números da indústria", afirmou. Desde abril,
para combater a alta da inflação, o Banco Central está elevando
a taxa básica de juros (Selic), hoje em 13% ao ano.
Para Sales, os dados da produção
industrial de junho mostram uma aceleração em relação
a maio, com movimento positivo em relação ao quadro de "estabilidade
em patamar elevado mostrado nos meses anteriores". Porém,
ele alertou que os resultados de junho refletiram um efeito positivo
do calendário, já que junho deste ano teve um dia útil
a mais do que maio de 2008 e do que junho do ano passado. Ele lembrou
que esse efeito será favorável também em julho.
Segundo Sales, "houve uma aceleração, mas é cedo
para dizer que é uma tendência". Ele acrescentou que "é preciso
verificar os resultados dos próximos meses para checar se o patamar
conquistado se mantém ou não".
Máquinas e equipamentos
A produção de bens
de capital (máquinas e equipamentos), que sinaliza o comportamento
dos investimentos, registrou alta de 7,7% em junho ante maio, segundo
os dados do IBGE. Na comparação com junho do ano passado,
houve expansão de 20,3%. Essa categoria de uso acumulou, no primeiro
semestre, aumento de 17,1% e alta de 19,5% em 12 meses.
Todas as categorias de uso pesquisadas
pelo IBGE mostraram expansão em todas as bases de comparação
em junho. Os bens intermediários expandiram 2,8% em junho, ante
maio; 5,6%, ante junho de 2007; 5,3% no primeiro semestre e 5,4% em 12
meses. Os bens de consumo duráveis registraram alta de 7,0%, ante
maio e aumento de 15,2%, ante junho do ano passado, acumulando expansão
de 13,9% no primeiro semestre e de 13,7% em 12 meses.
Finalmente, os bens de consumo
semiduráveis e não duráveis prosseguiram crescendo
abaixo da média industrial, com alta de 1,2% em junho, ante maio;
de 0,8%, ante junho de 2007 e expansão acumulada de 1,7% no primeiro
semestre e de 2,8% em 12 meses.
Os resultados da produção
de bens de capital (máquinas e equipamentos) em junho e no primeiro
semestre "vão jogar a favor" da taxa de investimento
(Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em relação
ao PIB) no segundo trimestre de 2008, segundo o coordenador de indústria
do IBGE. Ele lembrou que os dados da FBCF vão ser impulsionados
por bens de capital e também pela construção civil,
que "vem mostrando uma arrancada" nos últimos meses.
Ele destacou também que
o forte crescimento da categoria de bens de capital no primeiro semestre
(17,1%) ocorreu sobre uma base já muito elevada do primeiro semestre
de 2007 (quando houve expansão de 16%). Ainda de acordo com Sales,
os bens de capital vêm registrando um aumento generalizado de produção,
o que torna "saudável" o atual ciclo de crescimento
industrial. "Esses resultados mostram uma ampliação
da oferta da indústria para atender à demanda", observou.
Em junho, a produção
de bens de capital cresceu 20,3% em relação a igual mês
do ano passado e aumentou 7,7% ante maio, resultados bem acima dos apresentados
na indústria em geral e nas demais categorias de uso.
Trimestre
A produção industrial
cresceu 6,2% no segundo trimestre deste ano ante o segundo trimestre
do ano passado, segundo o IBGE. Os resultados trimestrais positivos,
ante igual período de ano anterior, já são registrados
há 19 trimestres consecutivos. De acordo com o instituto, a indústria
manteve, no segundo trimestre, o ritmo de crescimento observado no primeiro
trimestre (6,3% ante igual período de 2007). Na comparação
com o primeiro trimestre de 2008, houve expansão de 1% no segundo
trimestre.
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O ESTADO DO PARANÁ,
01 de agosto de 2008 | Economia
Recorde de produção
foi registrado em 9 setores, diz IBGE
Agência Estado
O coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, destacou que o patamar
recorde de produção observado na indústria em geral em
junho foi registrado também em nove setores, entre as 27 atividades
pesquisadas. São eles celulose e papel; refino de petróleo e
produção de álcool (impulsionado pelo álcool);
borracha e plástico; minerais não metálicos (puxados pela
construção civil); metalurgia básica; veículos
automotores; outros equipamentos de transporte; mobiliário e produtos
de metal.
Segundo ele, a indústria
brasileira chegou a junho exibindo o mesmo perfil de crescimento que
marcou o ano de 2007 e o início de 2008, sustentado pelos investimentos
e pelos bens de consumo duráveis, ambos impulsionados pela demanda
interna, que por sua vez foi puxada pelo aumento do crédito e
o bom desempenho do mercado de trabalho e a expansão da massa
salarial.
A produção de veículos
automotores representou o maior impacto positivo para a produção
industrial de junho e do primeiro semestre de 2008. Em junho, na comparação
com maio, a produção desse segmento aumentou 9,8%. Ante
junho de 2007, a expansão foi de 19,4% e, no primeiro semestre,
de 18,4%. Segundo Sales, esse setor prossegue beneficiado pelo aquecimento
da demanda interna e o aumento dos prazos de financiamento.
Os veículos automotores
foram responsáveis, sozinhos, por 1,78 ponto porcentual do aumento
de 6,3% na produção industrial apurado no primeiro semestre
deste ano. O espalhamento do crescimento no próprio setor tem
sido significativo, e 88% dos produtos pesquisados neste segmento registraram
expansão no primeiro semestre deste ano.
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CONGRESSO EM FOCO, 01 de
agosto de 2008
Um salto de R$ 18 milhões
Deputados e senadores que concorrem às
prefeituras dizem à Justiça Eleitoral que o valor de
seus bens cresceu 20% entre 2006 e 2008

Paulo Maluf ainda é o
mais rico: R$ 39 milhões de patrimônio.
Djalma Berger adquiriu R$ 4 milhões em bens em apenas dois anos
Sofia Fernandes
Os 85 parlamentares candidatos às prefeituras nas eleições
de outubro enriqueceram mais de R$ 18 milhões em apenas dois anos. A
comparação dos bens declarados à Justiça Eleitoral
em 2006 e em 2008 mostra que esses parlamentares receberam incremento médio
de 20% em seu patrimônio.
Mesmo descontada a inflação de 9,74% entre junho de 2006 e junho
de 2008, medida pelo IPCA, os parlamentares garantiram um acréscimo
de mais de R$ 9 milhões. Propriedades rurais, imóveis e ações
em empresas encabeçam a lista dos bens que mais engordaram o saldo dos
aspirantes à prefeitura.
Os dados levantados, com exclusividade pelo Congresso em Foco, são do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de alguns cartórios eleitorais.
Estão na lista 83 deputados e dois senadores (Patrícia Saboya,
candidata à prefeitura de Fortaleza, e Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro),
de todos os estados, exceto Roraima, Mato Grosso do Sul e Sergipe.
DEPUTADOS E SENADORES ENRIQUECEM 20%
clique na imagem para ver a tabela completa

Grandes evoluções
Entre os 85 parlamentares candidatos, 56 enriqueceram nesses dois anos de Congresso
(ver a lista completa). O caso mais expressivo é do deputado Djalma
Berger (PSB/SC), candidato à prefeitura de São José, que
acrescentou R$ 4 milhões ao valor declarado à Justiça
Eleitoral.
Quando se candidatou a uma cadeira da Câmara dos Deputados, em 2006,
o então secretário de obras de Florianópolis declarou
possuir pouco menos de R$ 1,5 milhão. Agora, Berger diz possuir um patrimônio
de mais de R$ 5,5 milhões. Em dois anos, aumentou 286% o valor dos seus
bens declarados, o que o torna o terceiro parlamentar candidato mais rico,
atrás de Paulo Maluf (PP-SP) e Reinaldo Nogueira (PDT-SP).
Berger afirma que a evolução se deve à natural valorização
do seu patrimônio. “Não houve compra nesse período.
Os bens são os mesmos, atualizados no valor de mercado”, justifica.
Créditos a receber de empresas somam mais de R$ 3 milhões do
valor declarado.
A deputada Bel Mesquita (PMDB-PA) é a segunda que mais enriqueceu. Seu
patrimônio foi turbinado em mais de R$ 3,5 milhões. Segundo a
assessoria parlamentar da candidata à prefeitura de Parauapebas, a declaração
de 2006, que somava R$1 milhão de bens, não incluiu as milhares
de cabeças de gado que hoje, devidamente declaradas, valem R$ 2,5 milhões.
De acordo com a assessoria, a deputada havia retificado a declaração
de 2006, incluindo o gado, mas a Justiça Eleitoral não atualizou
os dados. A deputada é hoje a sexta candidata mais rica entre os parlamentares.
Novos milionários
O deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), candidato à prefeitura
de Marabá, teve a evolução mais espetacular de todos os
candidatos: saltou dos cinco para os sete dígitos. Seu patrimônio
cresceu 1.829%. Se em 2006 ele listava R$ 80 mil em bens, hoje ostenta R$ 1,55
milhão.
O deputado afirma que o aumento espantoso se deve à inclusão
de residência, em Marabá, que acabou ficando de fora da declaração
de 2006. “A casa é da mulher, mas incluí na declaração
deste ano para evitar confusão”, diz Bentes. Sozinho, o imóvel
vale R$ 1,50 milhão. Bentes atribui o elevado valor da propriedade à especulação
imobiliária da região. “Em Marabá, os terrenos e
imóveis valorizam demais.”
Além de Asdrúbal Bentes, mais três parlamentares candidatos
tornaram-se milionários. Leonardo Quintão (PMDB-MG), candidato à prefeitura
de Belo Horizonte, saiu da casa dos R$ 900 mil para a dos R$ 1,8 milhão.
O deputado ACM Neto (DEM-BA), candidato à prefeitura de Salvador, evoluiu
de R$ 820 mil para R$ 1,6 milhão. Fechando o clube dos novos milionários,
Neucimar Fraga (PR-ES), candidato à prefeitura de Vila Velha, contava
com R$ 446 mil e hoje tem declarado R$ 1,1 milhão.
Leonardo Quintão afirma que grande parte dos bens declarados vem da
valorização do capital social da empresa Sinai Agropecuária,
da qual tem ações. A assessoria parlamentar de ACM Neto afirma
que a evolução do patrimônio do deputado está compatível
com seus rendimentos como deputado.
Um membro do Congresso ganha, todos os meses, R$ 16.512,09, além do
13º, 14º e 15º salário. Tem direito ainda a R$ 15 mil
de verba indenizatória, R$ 3 mil de auxílio-moradia, pouco mais
de R$ 4 mil de cota postal e telefônica, passagens aéreas no valor
entre R$ 4 mil e R$ 16 mil (a depender do estado de origem) e de R$ 60 mil
para contratar funcionários no gabinete.
Os auxiliares de ACM Neto acrescentaram que a venda de um imóvel e o
carro que ganhou de presente do pai teriam ajudado no aumento do valor.
Já Neucimar Fraga explicou todos os seus bens declarados estão
financiados. “Nada que tenho está quitado”, afirmou.
Ganhos e perdas
O mais rico continua o mais rico. O deputado Paulo Mafuf, candidato à prefeitura
de São Paulo, declarou neste ano R$ 39,2 milhões. Em 2006, seu
patrimônio era de R$ 38,9 milhões, o que significa um crescimento
de 1%.
Na esteira dos ricos veteranos cada vez mais ricos, está também
o deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), candidato à prefeitura de Cruzeiro
do Sul. Em 2006, declarou R$ 1,5 milhão e, neste ano, elevou a lista
de bens até o valor de R$ 5,3 milhões, uma valorização
de 207%.
O deputado Reinaldo Nogueira (PDT-SP), candidato à prefeitura de Indaiatuba,
teve crescimento de 56% do patrimônio. Com R$ 5,5 milhões há dois
anos, hoje ostenta propriedades rurais no valor R$ 8,5 milhões. Ilderlei
e Nogueira deputados foram procurados pela reportagem, mas não foram
localizados.
Na contramão dos que faturaram nos dois anos de legislatura, está o
deputado Carlos de Souza (PP-AM), candidato a vice-prefeito de Manaus. Segundo
sua declaração, ele perdeu R$ 900 mil de seus bens, que antes
somavam R$ 1,5 milhão. O deputado, que está em campanha, não
foi encontrado. Seu telefone estava desligado.
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AGÊNCIA DIAP, 01 de
agosto de 2008
As escolhas dos países ricos
e a desigualdade
Por: Márcio Pochmann*
Após 70 anos de trajetória
comum verificada na queda da desigualdade de renda, os países
ricos passaram a apresentar tendências bem distintas nas duas últimas
décadas. Em grande medida, as opções de políticas
econômicas e sociais realizadas em cada uma das economias avançadas
terminaram por impactar direta e indiretamente o grau de concentração
da renda.
No caso das nações
em que predominaram políticas econômicas e sociais de corte
neoliberal, houve, em geral, interrupção no movimento de
longo prazo de redução da desigualdade de renda. A combinação
das medidas de focalização do gasto social com a redução
no peso da tributação direta, especialmente progressiva
(rebaixamento das alíquotas do Imposto de Renda e na tributação
sobre a riqueza), tornou mais difícil a vida dos pobres simultaneamente
ao crescimento das facilidades concedidas aos mais ricos.
Com isso, a participação
do 1% mais rico da população no total da renda nacional
voltou a aumentar a partir da década de 1980, após sete
décadas de queda significativa.
Nas duas últimas décadas,
por exemplo, a apropriação do 1% mais rico praticamente
dobrou nas economias em que o uso das políticas neoliberais grassou,
conforme indicam as experiências das economias dos Estados Unidos
e da Inglaterra.
Entre os anos 1950 e os anos
1980, o 1% mais rico de Estados Unidos, Inglaterra, França e Suíça
mantiveram uma fatia da renda nacional variando de 5% a 10%. Neste século,
a concentração da renda do 1% mais rico americano e a concentração
do 1% mais rico inglês saltaram para quase 20% e 15%, respectivamente.
Em outras palavras, o peso dos
super-ricos na apropriação da renda total voltou ao patamar
do primitivismo da desigualdade do início do século 20,
quando o 1% mais rico ficava com mais de 15% de todo o rendimento nacional.
Assim, o crescimento da renda vem sendo acompanhado pela maior participação
dos ricos, cada vez mais liberados da tributação progressiva,
enquanto os pobres precisam se virar diante da revisão do papel
do Estado orientado à focalização dos gastos sociais.
A supremacia do neoliberalismo
não foi plena, uma vez que nem todos os países ricos se
tornaram caudatários das políticas econômicas e sociais
de flexibilização tributária e seletividade no gasto
público. Destacam-se os exemplos das experiências da França
e da Suíça, que não registram elevação
na participação do 1% mais rico da população
no bolo da renda desde a década de 1970, mantendo a concentração
da riqueza dos super-ricos em torno dos 8% da renda nacional.
Nesses países, mesmo com
a elevação na renda per capita no período mais recente,
o grau de desigualdade pouco se modificou, mantendo-se no menor patamar
de desigualdade distributiva do século 20.
Tanto na França como na
Suíça, a concentração até caiu. Lembrando
que a média da concentração nos dois países
hoje é de 8%, vale destacar que, nos anos 1960, o 1% mais rico
dos suíços abocanhava até 12% da renda nacional.
Na França, na mesma época, a concentração
era de quase 10%.
Nessas nações,
ademais da ênfase nas políticas sociais de natureza universal,
prevaleceram medidas tributárias progressivas, com maior peso
proporcional do fisco sobre o segmento de maior renda e patrimônio.
Em síntese, percebe-se
que a aplicação das políticas econômicas e
sociais neoliberais não se mostrou determinante para a expansão
ou não das economias avançadas. Seus efeitos distributivos,
contudo, não deixaram dúvidas sobre o seu caráter
de aprofundamento da desigualdade, tendo em vista os prejuízos
impostos aos mais pobres.
Algumas nações
ricas, sem contar com a aplicação intensa das políticas
neoliberais (França e Suíça), também apresentaram
expansão econômica equivalente ou superior à dos
países com fortes alterações liberalizantes na tributação
e na focalização do gasto social (Inglaterra e Estados
Unidos). Já a desigualdade não aumentou, ao contrário
do ocorrido em alguns países ricos com forte predomínio
neoliberal.
(*) Economista, é presidente
do Ipea e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de
Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp. Artigo publicado
originalmente na Folha de S.Paulo.
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ÚLTIMO SEGUNDO, 01
de agosto de 2008 | Economia
A cadeia da construção
civil fatura alto com a boa fase do setor
A combinação de fatores favoráveis como a maior oferta
de financiamentos imobiliários e juros mais baixos, além de investimentos
em alta na capacidade de produção fomentam a indústria
que mais cresceu no primeiro trimestre de 2008, a de construção
civil - o PIB do setor teve um acréscimo de 8,8%, resultado inédito
desde 2004. No mesmo período, o PIB brasileiro avançou 5,8%.
No rastro desse avanço
expressivo, as pequenas e médias têm sido bastante cortejadas
para atender desde simples projetos de construção e reformas
até grandes obras de infra-estrutura.
Eduardo Zaidan, diretor de economia
do Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon-SP),
afirma que o ano deve terminar com um incremento de 10% no mercado de
construção. "Além da chamada auto-construção,
em que os próprios consumidores decidem fazer obras e compram
os materiais, há outras oportunidades. Os pequenos e médios
podem aproveitar as obras públicas, de infra-estrutura e a ampliação
das indústrias", complementa.
Aproveitando os bons sinais do
aquecimento do mercado imobiliário, os paulistanoas Márcia
Bacci, Rosane Oliveira e Nelson Ribeiro analisaram as condições
de um nicho para lançar o primeiro negócio próprio.
As sócias abriram uma agência de eventos voltada aos lançamentos
de imóveis. Antes da decisão, estudaram dados do setor,
como o expressivo volume de empreendimentos residenciais novos. Só em
2005 foram 765 na capital paulista e região metropolitana. Assim,
há três anos colocaram no mercado a Máxima Promoções,
que cria campanhas e eventos para estimular as vendas dos lançamentos
das incorporadoras e construtoras.. No primeiro ano, o pequeno negócio
registrou faturamento superior a R$ 1 milhão. De 2006 para 2007,
o crescimento foi de 42%. Neste ano, de janeiro a julho, já faturou
35% mais que em todo o ano de 2007. "Se o mercado continuar aquecido,
muitas construtoras e incorporadoras precisarão oferecer mais
diferenciais para conquistar a preferência de novos proprietários.
Para nós é certeza de muito trabalho e resultados ainda
melhores", diz Márcia. Rosane afirma que o crescimento da
agência tem relação também com a mudança
do perfil dos potenciais compradores. "Atualmente, as pessoas não
se preocupam tanto com a planta na hora de adquirir uma casa, apartamento.
Compram o conceito do local, o que aumenta o desafio das incorporadoras
para conquistá-las", explica.
Ancorada num setor em alta, a
agência ganha aos poucos mais musculatura. Nasceu dentro da casa
de Márcia, há três anos, e já no primeiro
ano exigiu uma ampliação de toda a estrutura. A moradora
deixou o lugar e ali instalou somente a Máxima. Hoje, elas comandam
27 funcionários. "Continuamos de olho nos números
para conseguirmos dar conta da demanda", afirma Oliveira.
Hiroshi Shimuta, dono da Nicom
Materiais de Construção, na Zona Sul de São Paulo
também comemora a boa fase da construção civil.
A expansão teve início em março. O estoque da loja
passou de 2.300 metros quadrados para 4 mil m2. "Até o fim
do ano devo aumentar mais 400 m2", prevê. Já a equipe
de Shimuta saltou de 40 funcionários para mais de 60. A demanda
levou a contratação de mais vendedores, repositores e compradores.
Segundo o empresário, entre os meses de março a junho,
o faturamento cresceu 30% no comparativo com mesmo período do
ano passado. Julho, segundo suas projeções, deve registrar
alta de 45% sobre as vendas do igual período de 2007. "É fato
que nos últimos tempos muita gente começou a reformar",
diz o empresário, que recebe por dia, em média, 1.800 clientes.
O ticket médio é de R$ 170.
Quem também observou atentamente
as cifras crescentes foi o publicitário Maurício Eugenio.
Mesmo com mais de 20 anos de experiência em projetos de comunicação
e marketing imobiliário, foi só no final do ano passado
que ele levou mais a sério a intenção de partir
para um novo empreendimento. Em junho, Eugenio lançou a Elite,
especializada em venda imobiliária. O empresário espera
movimentar a vida de pequenas e médias empresas fornecedoras de
serviços e produtos que agreguem valor à agência. "A
indústria imobiliária ativa uma série de segmentos,
desde a comercialização, prestação de serviços,
tecnologia e pesquisa até empresas instaladoras de promoção
e marketing.
As pequenas e médias empresas
também deixam sua marca nas grandes obras e descobrem inúmeras
possibilidades de lucros. Com a demanda em pleno vapor nas obras de infra-estrutura
e nos parques industriais, e as grandes empresas atuando no seu limite,
aumentam as oportunidades para aquelas de menor porte. Nesse caso, porém,
ressalta o gerente de Suprimentos de Grandes Projetos da Camargo Corrêa
Engenharia e Construção, Eduardo Dobbin, as exigências
acompanham o porte das empreitadas. Além do atendimento total
aos requisitos das obras, cresce a importância do comportamento
sócio-ambiental. O executivo cita os setores de óleo e
gás, mineração e celulose entre os mais expressivos
e atrativos na atual fase.
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NCST, 01 de agosto de 2008
Cidades de médio porte crescem
mais que as grandes cidades, mostra pesquisa
Com o crescimento das cidades médias, o Brasil precisa de uma maior
articulação entre políticas urbanas e de desenvolvimento
regional. Isso porque esses centros urbanos têm desempenhado um papel
importante na interiorização da população brasileira
e na desconcentração da atividade produtiva, a avaliação é da
pesquisadora do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Diana
Motta.
Os dados prévios de uma
pesquisa divulgados ontem (29) pelo Ipea mostram que as cidades com população
entre 100 mil e 500 mil habitantes tiveram crescimento populacional de
2000 a 2007 e do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2002 e 2005 superior
ao das demais cidades do país. No caso do PIB, foi obs0ervado
aumento principalmente dos setores industrial e de serviços.
“Esses centros médios
desempenham um papel fundamental como centros regionais e sub-regionais
na rede urbana do Brasil, ou seja, seria fundamental a inserção
deles no contexto de uma política urbana e regional articulada
e também uma política de investimentos públicos
e privados”, afirma Motta.
Enquanto as 236 cidades médias
estudadas pelo instituto apresentaram um crescimento populacional de
2% e do PIB de 5,27%, as cidades consideradas grandes, com mais de 500
mil habitantes, tiveram índices de 1,66% e 4,63%, respectivamente.
Entre as cidades que tiveram
os maiores aumentos do PIB estão Marabá (PA), com 15%,
Campos dos Goytacazes (RJ), com 12%, Vitória na Conquista (BA),
6,25% e Ji-Paraná (RO), com índice de 5,47%.
De acordo com a pesquisadora,
em geral, os fatores que levam as pessoas a migrarem estão relacionados à dinâmica
de emprego, melhores condições de salário e trabalho,
melhor educação e amenidades, como o clima. “E a
questão da violência é um aspecto importante que
as pesquisas de migração têm apontado. As pessoas
buscam migrar para as cidades onde os índices de violência
são menores”.
As cidades observadas pelo
estudo se encontram, em geral, em áreas urbanas já consolidadas,
como as da Região Sudeste, e as áreas de fronteira econômica,
como o Centro-Oeste e o Norte. Elas tendem a estar em três situações
distintas. Podem estar ligadas a centros metropolitanos, podem ser
centros para cidades menores ou então estão isoladas,
situação observada especialmente nas áreas de
fronteira econômica.
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FOLHA DE LONDRINA, 01 de
agosto de 2008 | Opinião
O contínuo déficit de
moradias populares
Se Governo diminuir gasto abusivo com sua
onerosa estrutura terá suficiente verba para esse programa
É auspicioso saber que Londrina figura como uma cidade de grande expansão
imobiliária, porque isto aumenta a disponibilidade de moradias e incrementa
os negócios do setor, destacadamente os de material de construção
e do mobiliário. E não apenas estes mas uma infinidade de outros,
passando pela intermediação das imobiliárias, pela difusão
publicitária, pela participação dos arquitetos e pelos detalhes
da decoração, até o registro do imóvel. Finalmente,
a ocupação do imóvel pelo proprietário, que significa
mais comodidade, bem-estar e satisfação pessoal.
Este último aspecto é de
fundamental relevância e forma hoje no rol das preocupações
dos fornecedores de produtos e serviços. Porque, segundo os conceitos
contemporâneos, não bastam apenas os bons preços
e a qualidade de tudo o que se vende e se oferece - mesmo que gratuitamente
- porque o mais importante é que o adquirente de um bem fique
satisfeito. No caso da melhoria crescente da atividade imobiliária
em Londrina, a tendência da pesquisa é que esse ritmo irá se
manter durante os próximos dois anos. Isso se atribui ao crédito
fácil, ao aumento da renda familiar e ao incremento da poupança,
conforme declarou a este Jornal Camilo Fortuna Pires, diretor da Companhia
Província de Crédito Imobiliário, do Rio Grande
do Sul, que está abrindo agência em Londrina.
Mas segundo essa mesma fonte,
a moradia popular continua com grande déficit no Brasil - em torno
de 8 milhões de unidades, um volume que se mantém alto
desde muitos anos. Londrina tem a sua proporcionalidade nisso, pelo grande
número de favelas. Apesar dos programas e financiamentos existentes
no País, eles são insuficientes para a demanda, porque
a população cresce. Esse setor, embora prioritário,
nunca recebeu grande atenção governamental, porque só recebe
escassos recursos. Paralelamente, a insuficiência de moradia popular
num país povoado de favelas e assentamentos mostra que os padrões
de pobreza mantiveram-se, sem grande evolução na melhoria
da qualidade de vida.
O poder público
precisa subsidiar com mais verbas esse programa social, porque com
baixo ganho salarial as camadas sem habitação decente
não têm condições de bancar tal investimento.
O Governo, que disponibiliza do dinheiro, é que precisa bancar
esse projeto se deseja diminuir os níveis de desconforto de
milhões de patrícios. E se os recursos orçamentários
são poucos para esse fim, não é por escassez mas
porque ralos gigantes em outros setores consomem fortunas, para alimentar
a onerosa máquina governamental.
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Folha
de S.Paulo, 01 de agosto de 2008
BC indica que vai manter alta maior do
juro
Copom diz que pretende trazer a inflação
para o centro da meta de 4,5% em 2009 e por isso intensificou o aumento
da Selic | Expectativa de analistas é que autoridade monetária
promova nova alta de 0,75 ponto percentual na próxima reunião,
em setembro
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Banco Central quer trazer a inflação para 4,5% no ano que vem,
e por isso intensificou a alta dos juros na semana passada, quando elevou a
taxa Selic de 12,25% ao ano para 13%. O BC ainda se diz preocupado com o ritmo
de crescimento do consumo, que julga ser uma dos principais fontes de pressão
sobre os preços.
A meta do governo é manter a alta do IPCA (Índice de Preços
ao Consumidor Amplo) em 4,5%, admitindo um desvio de, no máximo, dois
pontos percentuais para cima ou para baixo. Nos 12 meses encerrados em junho,
o resultado acumulado já estava em 6,06%.
Ontem, foi divulgada a ata da última reunião do Copom (Comitê de
Política Monetária do BC), que, na semana passada, surpreendeu
ao elevar os juros em 0,75 ponto percentual, em vez do 0,50 ponto dos dois
encontros anteriores.
No documento, a diretoria do BC diz que "a política monetária
deve atuar vigorosamente, enquanto o balanço dos riscos para a dinâmica
inflacionária assim o requerer". Para alguns analistas de mercado,
as afirmações indicam que o aperto na taxa de juros deve ser
mais intenso do que se esperava inicialmente.
Para Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin, a expectativa é que
um novo aumento de 0,75 ponto seja promovido na próxima reunião
do Copom, marcada para setembro, e que a taxa Selic encerre 2008 entre 14,5%
e 14,75% ao ano. "O crescimento da demanda ainda preocupa. Como ressalta
a ata, o consumo ainda não dá um sinal consistente de arrefecimento."
Na avaliação do BC, o consumo está crescendo num ritmo
muito forte, e o documento divulgado ontem cita indicadores positivos de vendas
em vários segmentos do comércio varejista para justificar essa
afirmação. Existiria, assim, um risco de a produção
das empresas não acompanhar a expansão da demanda. Esse problema
estaria sendo agravado pela alta do preço de muitas matérias-primas
no mercado internacional -casos, por exemplo, de petróleo e minério
de ferro.
Nesse cenário, a ameaça à inflação estaria
na possibilidade de as empresas aproveitarem o bom momento da economia, impulsionada
pela elevação da renda e do crédito, para repassarem seus
aumentos de custos para os consumidores.
Pessimismo
O economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles, também
aponta a preocupação do Banco Central com o maior pessimismo
do mercado financeiro com o controle da inflação. "Surgiram
dúvidas no mercado sobre o tempo que levaria para a inflação
voltar para 4,5%. Com a ata, o BC parece querer dar um basta nessa dúvida
e reafirmar o compromisso de fazer isso em 2009."
Pesquisa feita semanalmente pelo próprio BC com cerca de 80 bancos e
consultorias apontou, na última sexta-feira, que a expectativa do mercado é que
a inflação deste ano, medida pelo IPCA, fique em 6,58%. Para
2009, a projeção estava em 5% -ainda acima, portanto, dos 4,5%
perseguidos pelo BC.
Para que a inflação volte para o centro da meta do governo, o
preço a ser pago será um menor crescimento do PIB (Produto Interno
Bruto). Tanto Teles como Campos Neto dizem esperar uma expansão próxima
de 3,5% para 2009, mais distante dos 4,8% esperados pelo BC para este ano.
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FOLHA DE LONDRINA, 01 de
agosto de 2008 | Política
Governo articula novo projeto de reforma
política
Brasília - Com cuidado para não provocar uma reação
negativa no Congresso, o ministro de Relações Institucionais,
José Múcio Monteiro, está articulando o envio ao Legislativo
na segunda semana de agosto de uma nova proposta de reforma política.
O governo vai usar sua influência para aprovar a reforma, mas decidiu
que não vai mandar um texto fechado para ser analisado pelos parlamentares.
Será um ''conjunto de providências'', como a proposta tem sido
chamada pelos negociadores políticos.
Em princípio, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva relutou em bancar as mudanças
na legislação eleitoral, político e partidária.
Foi convencido, no entanto, de que era preciso tentar alterar o quadro
atual para moralizar a política e reorganizar o sistema partidário.
Para não repetir a experiência passada que resultou no fracasso
do projeto de reforma política, a estratégia é reduzir
o alcance das mudanças, restringindo os temas. Ficará de
fora, por exemplo, o polêmico financiamento público de campanha,
que vem sempre acompanhado da chamada lista fechada dos candidatos elaborada
pelo partido. A lista partidária divide as bancadas de oposição
e do governo.
A idéia é concentrar
os esforços, inicialmente, na votação de dois pontos:
fidelidade partidária, para mudar a regra estabelecida pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) na qual o mandato parlamentar pertence ao partido,
o que colocou um freio no troca-troca partidário, e a cláusula
de barreira, para impedir a proliferação de pequenos partidos
e de partidos de aluguel. A idéia seria reduzir o total de partidos
a 12, no máximo. Atualmente, só na base há 14 partidos.
José Múcio deflagrou
nesta semana as conversas com dirigentes partidários e do Congresso
para sondar a aceitação da extensão e vigência
da reforma e das condições de aprovação.
No dia 30, ele almoçou com o presidente do PSDB, senador Sérgio
Guerra (PE), e à noite, jantou com o presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), na companhia também do ministro da
Justiça, Tarso Genro. José Múcio pretende ampliar
as articulações chamando ao Planalto outros dirigentes
partidários antes do envio da proposta.
Denise Madueño e Cida Fontes
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 01 de agosto
de 2008 | Política
TSE aceita 36% das candidaturas
São Paulo - A Justiça Eleitoral já aceitou 114.222 (36%)
dos 318.331 pedidos de registro de candidatura para as eleições
municipais, em 5 de outubro em todo País. Outras 183.944 solicitações
aguardam julgamento. Até terça-feira havia 4.264 candidatos a
prefeito registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 4.314 a vice-prefeito
e outros 105.644 a vereador. O tribunal rejeitou 2.258 pedidos e considerou
inelegíveis 46 pessoas. Renunciaram à candidatura 2.218 pessoas,
33 das quais concorreriam a prefeito e 15, que morreram. Nestes dois casos,
os partidos podem fazer a substituição até 6 de agosto.
(Agência Estado)
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Gazeta do Povo, 01 de agosto de 2008
Parlamentares
Paranaense é o campeão
de faltas no Congresso
O deputado federal André Vargas (PT), candidato a prefeito de Londrina,
foi o que mais faltou a sessões na Câmara Federal, no primeiro
semestre, sem dar nenhuma explicação. Segundo levantamento feito
pelo site Congresso em Foco, o paranaense teve 20 faltas não justificadas
nas sessões deliberativas, nos primeiros seis meses de 2008. De 63 sessões,
Vargas participou de 35. Isso dá 55,6% de presença no plenário.
A pesquisa foi divulgada ontem. Segundo a assessoria do deputado, porém,
foram enviados atestados médicos para a Câmara, mas os documentos
ainda não teriam sido computados.
As faltas em ano eleitoral, no entanto, não são exclusividade
de Vargas. O levantamento aponta que um em cada cinco deputados federais faltou
a mais de 25% das sessões deliberativas da Câmara. Dos 524 deputados,
entre titulares e suplentes, que passaram pela Casa nos seis primeiros meses
do ano, 91 tiveram pelo menos 16 dias de ausência num total de 63 sessões
em que foram apreciados e votados projetos de leis, medidas provisórias
e propostas de emenda à Constituição.
Problemas médicos
André Vargas afirmou que o levantamento do Congresso em Foco está errado. “Para
todas as faltas tenho atestado médico. Tenho crises constantes de pancreatite.
Fiquei internado por quatro vezes neste período (primeiro semestre)”,
disse o deputado federal.
Vargas disse que pegou mais de um mês de licença médica. “Entre
os meses de maio e junho fiquei afastado do trabalho. Em março também
tive problemas médicos”, explicou. “Talvez tenha sido problemas
burocráticos, eu mandei os atestados para a Câmara”, definiu.
O levantamento do Congresso em Foco foi elaborado com base em informações
disponíveis no site da Câmara. Os dados foram coletados nos dias
22 e 23 de julho e se referem ao período de deliberações
da Casa, de 11 de fevereiro a 16 de julho. De acordo com a assessoria de imprensa
da Câmara, o deputado André Vargas ainda pode justificar as faltas,
se apresentar os atestados.
No ranking entre estados, o Paraná aparece na 13.ª posição
quanto a menor presença em sessões no plenário. Os 30
deputados federais com mandatos na atual legislatura compareceram a 84% das
sessões.
Assiduidade
Do outro extremo da lista aparecem quatro deputados federais paranaenses. Gustavo
Fruet (PMDB), Luiz Carlos Setim (DEM), Barbosa Neto (PDT) e Affonso Camargo
(PSDB) participaram de todas as 63 sessões do primeiro semestre. Para
Gustavo Fruet, as ausências acabam gerando uma percepção
negativa do Congresso.
“ Não meço a qualidade do trabalho pela presença,
mas temos uma responsabilidade. Fomos eleitos pelo menos para estar em Brasília.
A ausência em caráter excepcional pode acontecer, mas isso é exceção”,
afirmou o deputado paranaense.
Fruet afirmou que com as faltas do primeiro semestre, em 70% das sessões
não houve deliberação nenhuma. “Isso mostra que
a Câmara não consegue romper com a dependência do colegiado
de líderes dos partidos, que junto com o presidente (da Câmara)
estabelece a pauta de votação. A Casa fica muito dependente do
Executivo, das medidas provisórias do governo. Essa lógica tem
que ser invertida”, explicou.
No Senado
O Congresso em Foco também pesquisou o Senado. Segundo o levantamento,
no primeiro semestre nenhuma votação conseguiu reunir todos os
81 senadores. No Senado, porém, os paranaenses não aparecem entre
os mais faltosos e sim entre os que mais comparecem. Flávio Arns (PT),
Osmar Dias (PDT) e Alvaro Dias (PSDB) tiveram apenas 7,4% de faltas no período.
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Folha
de S.Paulo, 01 de agosto de 2008
Lula recebeu dossiê contra o "embaixador" das
Farc
Para Planalto, divulgação de e-mails é pressão
para extraditar Olivério Medina | Revista colombiana publica suposta
correspondência entre os dirigentes da guerrilha que já havia
sido revelada pela Folha
CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O Palácio do Planalto vê pressão
política por traz da divulgação, pela revista
colombiana "Cambio", de uma coletânea de e-mails atribuídos
a dirigentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia) citando membros do governo brasileiro. O teor das
mensagens -que o governo colombiano afirma ter encontrado nos computadores
pertencentes ao número dois da guerrilha, Raúl Reyes,
morto em março- já havia sido revelado pela Folha há um
mês.
Ontem, um assessor próximo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva disse à Folha que o governo da Colômbia quer "pôr
a mão" no ex-padre guerrilheiro Olivério Medina. A idéia
seria usar os e-mails do computador de Reyes para conseguir a anulação
do status de refugiado político obtido por Medina na Justiça
e conseguir sua extradição.
Medina, cujo nome verdadeiro é Francisco Antonio Cadena Collazos, vive
em Brasília sob proteção jurídica desde abril de
2006. Para conseguir esse benefício, ele se comprometeu a abandonar
as atividades políticas, especialmente aquelas relacionadas às
Farc. Mas as informações coletadas pelos serviços de inteligência
da Colômbia sugerem que Medina manteve sua militância.
Num e-mail de 19 de janeiro de 2007, Medina comenta com Reyes a importância
do novo emprego da mulher, Ângela Slongo, na Secretaria de Pesca. "Para
evitar que a direita em algum momento a importune, a deixaram na Secretaria
de Pesca, trabalhando no que chamam um cargo de confiança ligado à Presidência
da República", disse.
Tratada carinhosamente por Medina de La Mona, Slongo atua num programa de alfabetização
de pescadores. Para o embaixador das Farc, uma posição útil. "É possível
que dada sua preparação e conhecimentos sobre o marxismo, seu
aporte seja de utilidade", disse. Há outras correspondências
ao longo de 2007. O último e-mail data de 2 de fevereiro de 2008, no
qual Medina trata de preparativos para uma visita da senadora colombiana Piedad
Córdoba ao Brasil.
Naturalização
Na visita a Bogotá há duas semanas, Lula recebeu do presidente
colombiano, Álvaro Uribe, um relatório informando que Medina
tem participado informalmente de eventos políticos e até de bancas
examinadoras em universidades particulares de Brasília.
De posse desses novos fatos, o Conare (Comitê Nacional para Refugiados)
poderia reavaliar a concessão do status de refugiado, expondo o colombiano
a um novo pedido de extradição. Uribe tem pressa, pois foi informado
que Olivério Medina entrou com pedido de naturalização
no Ministério da Justiça. Com cidadania e passaporte brasileiros,
ele poderia viajar sem restrições ao exterior.
O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, confirmou ontem que a coletânea
de 85 e-mails, trocados entre 1999 e 2008, foi entregue ao governo Lula há mais
de um mês, como revelou a Folha. Ele disse que "respeita a autonomia" das
autoridades brasileiras na análise da informação. "É o
Brasil, com a informação que tem em suas mãos, que deve
avançar em apurar eventuais responsabilidades", disse Bermúdez.
No governo brasileiro, ninguém quis se manifestar oficialmente.
Com base nos e-mails, a revista "Cambio" escreveu que as presença
das Farc no Brasil "chegou até as mais altas esferas" do governo
Lula. Nas reportagens publicadas no final de junho e início de julho,
a Folha mostrou que a troca de mensagens entre dirigentes das Farc não
revelava tal acesso privilegiado ao governo.
Em alguns casos, os e-mails sugerem simpatia de certos assessores, mas não
demonstram uma relação institucional do Palácio do Planalto
com o grupo colombiano. A lista de brasileiros citados nos e-mails tem cerca
de 60 nomes, entre vereadores, deputados, senadores, acadêmicos, juízes,
procuradores e ministros. São citados, além do PT, PDT, PCdoB
e PSol.
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Agência Senado, 01 de agosto de 2008
CAS analisará projeto que
isenta férias e 13º do IR
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) examinará, em reunião
marcada para as 11h desta quarta-feira (6), projeto de lei do senador Sérgio
Zambiasi (PTB-RS) que altera a legislação sobre imposto de renda
e sobre a organização da Seguridade Social e o Plano de Custeio
para desonerar a remuneração de férias e o 13º salário
dos trabalhadores.
De acordo com o projeto (PLS 685/07), o 13º salário, as férias
e o adicional de um terço devido aos trabalhadores ficarão isentos
da incidência de Imposto de Renda. Em sua justificação,
Zambiasi argumenta que a Constituição pretendeu fazer justiça
ao trabalhador ao lhe conceder esses benefícios, portanto não
caberia taxação de IR e de contribuição para o
custeio da Seguridade Social sobre esses valores.
Em parecer favorável à matéria, a relatora, senadora Lúcia
Vânia (PSDB-GO), manteve a proposta de isenção sobre a
remuneração de férias e respectivo abono de um terço,
mas excluiu a de isenção de IR sobre o 13º salário,
visto que, alega a relatora, sua tributação hoje se faz exclusivamente
na fonte "e não compõe a base de cálculo do IR no
mês em que é recebido, o que impede que esse rendimento seja onerado
de maneira mais gravosa".
Na última reunião da CAS antes do recesso de julho, após
a leitura do relatório de Lúcia Vânia, foi concedida vista
coletiva da matéria pelo prazo de cinco dias úteis. Caso seja
aprovada, a proposta segue para exame e votação na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE).
Saúde
A CAS também examinará relatório da Subcomissão
Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde,
elaborado pelo senador Papaléo Paes (PSDB-AP), relativo à visita
que integrantes do colegiado fizeram, em julho, à Santa Casa de Misericórdia
de Belém. A diligência dessa comissão de parlamentares
foi realizada para averiguação de denúncias sobre a morte
de 300 crianças recém-nascidas durante o primeiro semestre deste
ano.
A comissão foi integrada pelos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Mário
Couto (PSDB-PA), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), José Nery
(PSOL-PA), Augusto Botelho (PT-RR), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), além
de Papaléo Paes. Depois de votado na CAS, o relatório será submetido à Mesa
do Senado para que suas sugestões possam ser adotadas.
" Não fizemos debates de política partidária, tratou-se
de uma iniciativa meramente técnica e de cunho humanitário. O relatório
não é contra ninguém, é a favor da saúde pública
não somente do Pará, mas do Brasil inteiro. As condições
ruins da saúde pública se verificam em muitos outros estados",
observa Papaléo.
Segundo o relator, houve omissão das autoridades estaduais responsáveis
pela Santa Casa que, mesmo alertadas por profissionais do quadro, não
tomaram as providências imediatas em tempo hábil para prevenir
os óbitos.
Papaléo analisa, ainda, que a superpopulação de mães
e bebês naquele hospital é uma realidade porque no interior não
está havendo atendimento materno-infantil adequado e todos os casos
acabam chegando à Santa Casa, que é o hospital-padrão
de atendimento do Pará.
Entre as sugestões apresentadas no relatório, estão a
recriação do Conselho Gestor da Santa Casa, conforme reivindicação
dos profissionais de saúde do hospital, e o estabelecimento de um trabalho
com articulação interinstitucional visando superar os problemas
de gestão existentes.
Ao Ministério da Saúde, o relatório sugere a revisão
de sua política de investimentos e de remuneração do setor
médico e paramédico, com vistas a apoiar o Pará em seu
esforço de recomposição e manutenção do
sistema público de saúde, em especial o atendimento propiciado à população
carente.
O relatório propõe ainda a realização de uma conferência
extraordinária de saúde no início de 2009 para debater
a situação do atendimento às demandas do segmento materno-infantil
no Pará, bem como a reformulação do Conselho Estadual
de Saúde para que haja mais controle sobre as políticas do setor.
Papaléo Paes sugere, também, uma audiência dos senadores
integrantes da subcomissão da CAS com o ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, para que sejam identificados recursos emergenciais do ministério
que possam ser direcionados ao Pará, inclusive recursos orçamentários
oriundos de emendas de parlamentares.
A pauta da CAS, que é composta de 18 itens, inclui ainda o PLS 175/05,
do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que regulamenta a profissão de taxista;
e o PLS 658/07, de autoria do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que
atualiza a regulamentação do exercício da profissão
de economista. Essas proposições deverão ser votadas na
comissão em decisão terminativa.
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Agência Diap, 01 de
agosto de 2008
JORNADA DE TRABALHO
Hora noturna reduzida é aplicável
a professor, decide TRT/MG
Embora a remuneração
do professor seja calculada com base na hora-aula de 50 minutos, este
profissional tem direito à redução da hora noturna
quando prestar serviço ao instituto educacional após as
22h, devendo esta ser calculada levando-se em conta a proporcionalidade
entre a hora cheia de 60 minutos e a hora ficta de 52min30s prevista
na CLT.
É este o teor de decisão da 3ª Turma do TRT-MG, acompanhando
voto do desembargador Bolívar Viégas Peixoto, ao deferir a um professor
horas extras decorrentes da redução da hora noturna.
O juiz de primeiro grau havia indeferido o pedido, por entender que a hora-aula
de 50 minutos foi objeto de ajuste específico nos acordos e convenções
coletivas da categoria, o que afastaria a contagem de tempo na forma legal,
seja para a hora diurna, seja para a hora noturna. A decisão da Turma,
no entanto, levou em conta o argumento do reclamante de que, como qualquer
outro trabalhador, o professor também sofre os efeitos do trabalho em
horário noturno.
“ Não se pode ignorar que a hora noturna continua a ser considerada
como sendo de 52min30s, conforme está preceituado pelo artigo 73, parágrafo
1º, da CLT. Tal fixação perdura com plena eficácia,
uma vez que a Constituição da República, em seu artigo 7º,
IX, dispõe que dentre os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais está o
da percepção da remuneração do trabalho noturno superior
ao diurno.
Não havendo neste dispositivo qualquer referência à duração
da hora noturna, pode-se concluir que o parágrafo 1º do artigo
73 da CLT foi recepcionado pela Constituição da República,
já que ao legislador ordinário é permitido ir além
das prescrições constitucionais quanto à proteção
ao trabalho” – conclui o relator.
Com esses fundamentos, a Turma deu provimento ao recurso do reclamante para
condenar a instituição de ensino a lhe pagar, como horas extras,
os minutos decorrentes da aplicação da redução
da hora noturna, pela proporcionalidade com a hora ficta legal, acrescidos
do adicional de 50%, e com reflexos em férias com 1/3, 13º salário,
FGTS com 40%, repouso semanal remunerado, adicional extraclasse e aviso prévio,
conforme se apurar em liquidação de sentença. (Fonte:
TRT 3ª Região/MG)
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CONSULTOR JURÍDICO,
01 de agosto de 2008
Adicional de insalubridade
Supremo suspende Súmula do TST
para mais duas entidades
O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, concedeu
mais duas liminares que suspenderam parcialmente a aplicação
da Súmula 228, do Tribunal Superior do Trabalho, que trata do pagamento
de adicional de insalubridade.
As liminares beneficiaram a Unimed
Ribeirão Preto Cooperativa de Trabalho Médico e a Confederação
Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços
(CNS).
Ao analisar o pedido da CNI,
no dia 17 de julho, o presidente do Supremo entendeu que “a nova
redação estabelecida para a Súmula 228/TST revela
aplicação indevida da Súmula Vinculante 4, porquanto
permite a substituição do salário mínimo
pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade
sem base normativa”. Assim, suspendeu a parte do dispositivo que
permite a utilização do salário básico no
cálculo do adicional.
O mesmo raciocínio foi
aplicado nos pedidos da Unimed e da CNS. Em seguida, o ministro determinou
que os processos sejam juntados e julgados simultaneamente, “tendo
em vista a identidade de objeto e causa de pedir”.
As instituições
contestaram decisão do Plenário do TST que editou uma resolução
e deu nova redação à Súmula 228. A partir
do dia 9 de maio de 2008, o adicional de insalubridade passou a ser calculado
sobre o salário básico e não mais sobre o salário
mínimo.
Jurisprudência
Gilmar Mendes já decidiu
caso semelhante na Reclamação 6.266, na qual a Confederação
Nacional da Indústria afirmou que a súmula do TST afronta
a Súmula Vinculante 4, editada em abril deste ano pelo STF.
Em seu enunciado, a Súmula
impede a utilização do salário mínimo como
base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou
a empregado, salvo nos casos previstos na Constituição.
A decisão também não permite a substituição
de base de cálculo por meio de decisão judicial.
Reclamações
6.275 e 6.277
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CONSULTOR JURÍDICO,
01 de agosto de 2008
INSS em questão
Prova só testemunhal não
prova tempo de serviço urbano
A prova exclusivamente testemunhal (depoimentos e declarações
fornecidos por ex-empregadores) não comprova o tempo de serviço
urbano perante o INSS. O entendimento unânime é da Turma Nacional
de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais
Federais na sessão do dia 28 de julho.
A decisão foi relatada
pelo juiz federal Alfredo Jara Moura em ação movida pelo
INSS contra decisão da Turma Recursal do Espírito Santo,
que reconheceu o tempo de serviço de segurado por meio de prova
exclusivamente testemunhal.
De acordo com o relator, a questão
tem jurisprudência sedimentada em sentido contrário no Superior
Tribunal de Justiça e na própria TNU. O Enunciado 149 do
STJ determina que a prova exclusivamente testemunhal não basta
para a comprovação de atividade rural - ou urbana, por
analogia - no caso de obtenção de benefício previdenciário.
Como a decisão da Turma
Recursal do Espírito Santo reconheceu o tempo de serviço
para fins previdenciários baseada exclusivamente em prova testemunhal
(declarações extemporânea de ex-empregadores), desacompanhada
inicialmente da prova material, a TNU decidiu que o acórdão
afronta entendimento não somente do STJ, mas também da
Turma Nacional, razão pela qual deve ser reformada.
Processo 2002.50.01.001736-0
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