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AGÊNCIA DIAP, 06 de
agosto de 2008
Conquista histórica: Lupi anuncia
centrais legalizadas
O ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, revelou nesta terça-feira (5), durante reunião
com lideranças das centrais sindicais, a lista das entidades
que cumpriram com todos os critérios exigidos pelo projeto
de lei, sancionado pelo presidente Lula no dia 31 de março,
que garante a legalização das centrais. Todas as seis
centrais que enviaram documentação ao ministério
obtiveram a legalização. A mais jovem de todas, a CTB
(Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) está entre
elas.
Além da CTB, CUT, Força
Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), NCST (Nova Central
Sindical dos Trabalhadores) e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do
Brasil) também foram legalizadas.
O presidente da CTB, Wagner Gomes,
comemorou o fato histórico declarando que a central ''obtém,
com este reconhecimento, uma grande vitória. Agora o nosso desafio é estruturar
a entidade nos estados e ampliar o número de entidades filiadas''.
Para obterem o certificado de
legalização as centrais cumpriram com os seguintes critérios:
filiação de no mínimo cem sindicatos distribuídos
nas cinco regiões do Brasil; filiação de sindicatos
em no mínimo cinco setores de atividade; e filiação
de no mínimo 5% dos sindicalizados em âmbito nacional no
primeiro ano, devendo atingir 7% em dois anos. Com a legalização,
as centrais terão acesso a 10% da contribuição sindical
destinada aos sindicatos filiados.
O anúncio deveria ter
saído no dia 1º de abril, porém, dificuldades em aferir
o número total de trabalhadores sindicalizados acabaram atrasando
a legalização das centrais em três meses. Segundo
Wagner, o instrumento que prevaleceu para a definição deste
número foi o CNES (Cadastro Nacional de Entidades Sindicais),
que indica cerca de 6 milhões de trabalhadores sindicalizados
(sendo 5% cerca de 300 mil).
Para evitar que o impasse sobre
os 5% volte a ocorrer daqui há dois anos, a CTB já propôs
um grupo de trabalho conjunto do ministério, com o Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos) e as centrais. O objetivo é apresentar
uma proposta capaz de garantir agilidade no próximo processo.
Dia de festa
''Hoje é um dia de festa
pra todos os trabalhadores. È o início da possibilidade
de resgatar condições melhores para a educação,
para a saúde, entre outros direitos, já que a legalização
vai nos dar a oportunidade de qualificar melhor as nossas lideranças
e permitirá um maior investimento em todo o movimento sindical'',
declarou ao Vermelho Ricardo Patah, presidente da UGT.
Patah ainda informou que há alguns
detalhes a serem acordados entre as centrais e que conversará com
as lideranças das entidades para a realização de
um ato comemorativo da classe trabalhadora pela conquista.
A CUT deve comemorar duplamente
a conquista da legalização durante a realização
de sua 12º Plenária Nacional, que acontece de 6 a 8 de agosto
de no hotel Holiday Inn do Parque Anhembi, em São Paulo, pois
o evento também marca o aniversário de 25 anos da central.
Na abertura da Plenária a CUT apresentou ainda um estudo inédito
sobre a participação das mulheres no movimento sindical.
A pesquisa registra o índice
de sindicalização feminino em diversos setores de atividade.
Segundo a entidade, há resultados surpreendentes, em especial
em setores onde se acreditava que a supremacia masculina no sindicalismo
era incontestável.
CTB fez o que parecia impossível
A legalização não
deixou de ser uma tarefa árdua para a CTB, uma vez que o congresso
de fundação da entidade foi realizado em dezembro do ano
passado, restando poucos meses para providenciar a filiação
e protocolar a tempo os documentos requeridos pelo Ministério
do Trabalho.
Contudo, a entidade não
desanimou e, em menos de seis meses, garantiu a filiação
de diversos sindicatos à central, tendo cerca de 350 mil trabalhadores
em sua base. Há ainda muitas entidades, sob influência majoritária
de lideranças da CTB, que não estão filiadas à central
por restrições estatutárias.
O marco histórico da legalização
ajudará a identificar a real representatividade de cada central
numericamente, por categoria profissional, ramo e região, uma
vez que os documentos utilizados como base para a averiguação
dos critérios da legalização poderão ser
estudados.
Fonte: Da redação,
com informações do Portal do CTB
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AGÊNCIA DIAP, 06 de
agosto de 2008
MOVIMENTO SINDICAL
Centrais sindicais: ministro do Trabalho
anuncia entidades legalizadas
O ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi anunciou, nesta terça-feira (5), durante reunião
com lideranças das centrais sindicais, a lista das entidades
que cumpriram os critérios exigidos pela Lei 11.648, sancionada
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 31 de março,
que regulamentou o funcionamento das centrais.
As seis centrais que enviaram
documentação ao ministério e obtiveram a legalização
foram a CUT, Força Sindical, UGT, NCST CGTB e CTB.
Para obterem o certificado de
legalização as centrais cumpriram os seguintes critérios:
1) filiação de no mínimo cem sindicatos distribuídos
nas cinco regiões do Brasil; 2) filiação de sindicatos
em no mínimo cinco setores de atividade; e 3) filiação
de no mínimo 5% dos sindicalizados em âmbito nacional no
primeiro ano, devendo atingir 7% em dois anos.
O anúncio deveria ter
sido feito no dia 1º de abril, porém, dificuldades em aferir
o número total de trabalhadores sindicalizados acabaram atrasando
a legalização das centrais em três meses. O instrumento
que prevaleceu para a definição deste número foi
o CNES (Cadastro Nacional de Entidades Sindicais), que indica cerca de
6 milhões de trabalhadores sindicalizados (sendo 5% cerca de 300
mil).
Para evitar que o impasse sobre
os 5% volte a ocorrer daqui a dois anos, a CTB propôs um grupo
de trabalho conjunto do ministério, com o Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos) e as centrais, com o objetivo é apresentar
uma proposta capaz de garantir agilidade no próximo processo.
Com a legalização,
as centrais terão acesso a 10% da contribuição sindical
destinada aos sindicatos filiados; um montante de cerca de R$ 55 milhões,
que serão divididos, proporcionalmente, entre as centrais.
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 06 de agosto de 2008 | Dinheiro
Seis centrais sindicais receberão
R$ 56 mi
Após regulamentação, entidades
vão começar a receber os recursos do imposto sindical pela
1ª vez; CUT ficará com maior parcela | Serão R$ 19,8
mi para a Central Única dos Trabalhadores; em seguida, vem a Força
Sindical, liderada pelo deputado federal Paulinho, que terá R$
15,1 mi
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pela primeira vez na história
do sindicalismo brasileiro, seis centrais sindicais receberão
recursos do chamado imposto sindical -que equivale a um dia de salário
do trabalhador no ano. A Folha teve acesso à lista das entidades
que foram selecionadas pelo Ministério do Trabalho para embolsar
R$ 55,5 milhões neste ano. Os recursos deverão ser repassados
nas próximas semanas.
Historicamente contrária ao imposto sindical, a CUT (Central Única
dos Trabalhadores) -braço do PT no sindicalismo- será a entidade
a receber o maior volume de recursos: R$ 19,8 milhões. Em segundo lugar,
aparece a Força Sindical. Comandada pelo deputado federal Paulo Pereira
da Silva, o Paulinho (PDT-SP), a central receberá R$ 15,1 milhões.
Paulinho está sob investigação da Polícia Federal
por suspeitas de envolvimento em um esquema para desviar dinheiro do BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Na Câmara,
o deputado e sindicalista responde a um processo disciplinar no Conselho de Ética.
As demais centrais sindicais beneficiadas com a divisão dos recursos
do imposto sindical são: UGT (União Geral dos Trabalhadores),
que receberá R$ 8,8 milhões; NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores),
que terá direito a R$ 6,6 milhões; CTB (Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil), com R$ 2,9 milhões; e CGTB (Central Geral
dos Trabalhadores do Brasil), com R$ 2,4 milhões.
A distribuição inédita de recursos do imposto sindical
foi estabelecida pela lei nº 11.648 (de março deste ano), que regulamentou
as centrais sindicais. Até então, as entidades não tinham
respaldo legal para suas atividades, estando à margem da estrutura sindical.
O imposto sindical era partilhado apenas entre sindicatos (60%), federações
(15%), confederações (5%) e governo (20%). Nas negociações
com o governo e o Congresso, as centrais conseguiram abocanhar 10%, e o governo
passou a ficar com 10%.
Enquanto as seis centrais foram beneficiadas com a medida, outras 12 entidades
cadastradas no Ministério do Trabalho não preencheram os critérios
exigidos. Entre elas, estão a CGT (Confederação Geral
de Trabalhadores), a CAT (Central Autônoma de Trabalhadores) e a Conlutas
(Coordenação Nacional de Lutas).
Rateio
Os critérios para a partilha dos recursos estão definidos na
lei que criou as centrais sindicais. Para obter a representatividade necessária
ao reconhecimento de sua atuação, a entidade precisa obedecer
a quatro requisitos cumulativos (veja quadro nesta página). O mais importante
deles define que as centrais precisam comprovar a filiação de
sindicatos que representem, no mínimo, 7% dos trabalhadores sindicalizados
no país.
Como a definição desse percentual eliminaria quase todas as entidades
(sobrariam apenas CUT e Força), a lei estabelece uma regra transitória
para os dois primeiros anos de sua vigência. Nesse período, o índice é de
5% dos sindicalizados.
No levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho, a CUT atingiu
35,84%. Já a Força Sindical contabilizou 12,33%. Apesar dessa
diferença percentual, as duas entidades receberão valores próximos.
A justificativa para isso seria o fato de a CUT contar em sua base com um elevado
número de sindicatos ligados a servidores públicos, que não
recolhem o imposto sindical.
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 06 de agosto de 2008 | Dinheiro
Fim do imposto obrigatório gera
polêmica no meio sindical
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
O próximo embate entre as centrais
sindicais e o governo começa dia 12 deste mês, quando
terão de chegar a um acordo para ajudar a elaborar um projeto
de lei que prevê a substituição do imposto sindical
por uma contribuição negocial.
Algumas centrais defendem não só a manutenção do
imposto sindical entre os trabalhadores do setor privado mas também
a extensão da cobrança para os servidores públicos.
O valor da taxa negocial seria definido em assembléia e aprovado pelos
trabalhadores, ao contrário do imposto sindical, que está garantido
na Constituição e tem valor fixo (um dia de trabalho por ano).
Uma possibilidade em estudo é que a contribuição seja
equivalente a 1% do salário do trabalhador no ano -se for aprovada essa
regra, haverá aumento de 260%.
A substituição do imposto foi negociada com as centrais quando
o governo aceitou legalizá-las, mediante o compromisso de acabar com
o imposto e garantir uma nova fonte de recursos -a taxa negocial.
" O debate deve ser intenso. Enquanto a CUT defende, por exemplo, a extinção
total do imposto, vamos defender a manutenção do imposto sindical
e a sua ampliação, inclusive, para o setor público",
diz José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical, umas das
seis centrais que terão direito ao repasse do imposto.
As demais centrais não admitem abertamente apoiar a idéia de
cobrar imposto sindical dos servidores, mas parte delas, segundo a Folha apurou,
já considera que o pedido não é "tão absurdo",
uma vez que garantiria ao movimento sindical a mesma fonte de financiamento
que existe no setor privado.
Do imposto sindical arrecadado, 60% vão para os sindicatos, 15% para
as federações, 5% para as confederações, 10% para
as centrais e 10% para o Ministério do Trabalho.
" Neste momento, acho mais segura a manutenção do imposto
sindical, que é um valor que ajuda a manter as atividades dos sindicatos,
sem interferência. Como a taxa negocial não está prevista
na Constituição, quem garante que um juiz não determinará que,
para ser descontada, o trabalhador terá de dar seu aval por escrito? Ou
que o Ministério Público interfira?", diz Wagner Gomes, presidente
da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). No setor público,
ele acredita que haveria resistência dos servidores à cobrança
do imposto sindical.
Desde o início do ano, as centrais travaram uma disputa para conseguir
aumentar o número de sindicatos filiados e de sindicalizados -critérios
usados para "medir" a representatividade delas e garantir uma fatia
maior do imposto. "Contei ao ministro [Carlos Lupi] que isso ocorreu e
que tem de haver mais respeito no meio sindical. A disputa diminuiu, mas continua
ocorrendo de forma mais velada", diz Ramos.
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AGÊNCIA DIAP, 06 de
agosto de 2008
NORMA INTERNACIONAL
Relações Exteriores aprova
Convenção 151 da OIT; mensagem vai ao Trabalho
A Comissão de Relações
Exteriores da Câmara aprovou, hoje (6), a mensagem presidencial
(58/08)m que ratifica a Convenção 151 da OIT. A norma
internacional estabelece a negociação coletiva no âmbito
do serviço público federal, estadual e municipal.
O relator, deputado Vieira da
Cunha (PDT/RS) apresentou parecer favorável à mensagem
que irá, agora, para análise da Comissão de Trabalho
da Casa, em forma de projeto de decreto legislativo do Executivoi, e,
depois será apreciada na Comissão de Constituição
e Justiça, antes de ser apreciada em plenário.
O texto também reconhece
os instrumentos válidos para a solução de conflito,
a mediação, a conciliação ou a arbitragem.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de agosto de 2008 | Economia
IBGE
Atividade industrial brasileira cresceu
nos 14 locais pesquisados
Sete regiões ficaram acima da média
nacional, que foi de 6,3%
Redação Bem Paraná
Os resultados de junho mostraram um quadro positivo para a produção
industrial regional. A expansão da atividade em nível nacional,
no fechamento do primeiro semestre de 2008 (6,3%), alcançou os quatorze
locais pesquisados, com sete registrando marcas acima da média, segundo
pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
divulgada hoje (6).
Os destaques, em termos de crescimento
acima da média nacional, foi o Espírito Santo (16,1%),
seguido por Paraná (11,3%), Goiás (11,1%), São Paulo
(9,8%), Pernambuco (7,9%), Amazonas (7,5%) e Minas Gerais (6,6%). Na
maioria desses locais, confirma-se o padrão de crescimento observado
para o total da indústria brasileira ao longo de 2008, uma vez
que suas estruturas industriais têm forte presença de setores
produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além
da elevada produção de commodities exportadoras. Os demais
resultados foram: Pará (6,1%), Nordeste e Bahia (ambos com 4,6%),
Rio Grande do Sul (4,4%), Ceará (2,6%), Rio de Janeiro (2,3%)
e Santa Catarina (1,3%).
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AGÊNCIA SINDICAL, 06
de agosto de 2008 | Opinião
A produção é nacional,
mas o lucro é estrangeiro
Apesar dos crescentes superávits
na balança comercial (exportações menos importações)
e do aumento das transferências unilaterais (recursos enviados
por brasileiros residentes no exterior), o saldo das transações
correntes entre o Brasil e o exterior acumulou um saldo negativo, até junho
deste ano, de US$ 17,402 bilhões. O responsável por tamanho
rombo é a conta de rendas e serviços (remessas de lucros,
dividendos, juros ao exterior e gasto com viagens internacionais), que
só neste semestre soma um déficit de US$ 30,603 bilhões.
Apenas para ilustrar, basta dizer
que as remessas de lucros e dividendos para o exterior no mês de
junho somaram US$ 3,396 bilhões, contra apenas RS$ 1,746 no mesmo
período do ano passado, num aumento de quase 100%. No primeiro
semestre deste ano (janeiro a junho) as remessas para o exterior acumularam
o montante de US$ 18,993 contra US$ 9,807 bilhões entre janeiro
e junho de 2007.
A liberdade de remessa de lucros
e dividendos é que explica o aumento dos investimentos estrangeiros
diretos no Brasil (investimento duradouro em atividade produtiva), que
só no mês de junho foi US$ 2,718 bilhões contra US$
10,318 milhões no mesmo período do ano passado. No acumulado
do ano (janeiro a junho), o investimento direto foi US$ 16,702 bilhões.
A projeção do Banco Central para este ano é US$
35 bilhões.
A relação entre
investimento direto e remessa de lucros e dividendos começa a
se inverter. Ou seja, as remessas e dividendos já superam os investimentos.
Enquanto as remessas e dividendos de janeiro a junho alcançaram
a cifra de US$ 18,993 os investimentos diretos no mesmo período
ficaram em US$ 16,702, num déficit de mais de US$ 2 bilhões.
Esses números apresentam
dupla preocupação. A primeira é a apropriação,
por estrangeiros, dos lucros dos bens e serviços produzidos no
País. A segunda é que está havendo uma célere
internacionalização da economia nacional, com a compra
de empresas brasileiras por estrangeiras ou investimentos de empresas
brasileiras em bolsas no exterior, inclusive empresas estatais. A Petrobrás,
por exemplo, possui quase 70% de suas ações em bolsa, inclusive
no exterior.
Trata-se, como se vê, de
um assunto que merece urgente atenção. Devemos garantir
que a riqueza produzida no País seja majoritariamente usufruída
pelos brasileiros. Assim, em lugar de criar-se nova empresa para explorar
o pré-sal, por exemplo, o governo brasileiro deveria ampliar sua
participação no capital da Petrobrás, para nacionalizar
a empresa.
Antônio Augusto de Queiroz é jornalista,
analista político e diretor de Documentação do Diap
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AGÊNCIA SINDICAL, 06
de agosto de 2008
Trabalhadores nas montadoras querem
redução da jornada e aumento real
Foto: Valter Bittencourt

A Federação dos Metalúrgicos da CUT inicia hoje (5) a
primeira rodada de negociação com a bancada patronal do Sindicato
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea-Montadoras).
A entidade representa 50 mil trabalhadores neste segmento nas regiões
do Grande ABC e Taubaté, a data-base é 1º de setembro.
Na primeira rodada, a Federação
negociará com as montadoras a renovação nas cláusulas
econômicas, pelo período de dois anos, além da criação
de um fundo de formação e qualificação profissional
para os metalúrgicos.
Aumento real - Entres as principais
reivindicações, estão reajuste salarial pelo índice
total da inflação, mais aumento real nos salários;
valorização nos Pisos salariais; jornada de 40 horas semanais,
sem redução nos salários, mais e melhores direitos
e unificação das datas-base para setembro.
Mais informações:
www.cut.org.br
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AGÊNCIA
SENADO, 06 de agosto de 2008
Proposta determina que nomes de beneficiários
de programas sociais sejam publicados
Foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ), em turno suplementar, substitutivo do senador Eduardo Azeredo
(PSDB-MG) a proposta do senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) que
estabelece normas sobre a divulgação, na Internet, de informações
sobre programas de transferência de renda com recursos da União,
mantidos por estados e municípios.
De acordo com o substitutivo, passará a
ser publicada na Internet a relação de beneficiários
desses programas. A proposta tem por objetivo aumentar o controle
social sobre os programas sociais, aumentar a transparência
e evitar desvio de recursos, segundo Azeredo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de agosto de 2008 | Economia
Três milhões deixaram
a pobreza entre 2002 e 2008
Agência Estado
Pesquisa divulgada nesta terça-feira (04) pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que três milhões de pessoas
saíram da pobreza, nas seis principais regiões metropolitanas
do País (Recife, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte
e Rio de Janeiro), entre os anos de 2002 e 2008. A taxa de pobreza nessas seis
regiões caiu de 32,9% para 24,1% no período. As pessoas consideradas
pobres em 2002 eram 14,352 milhões e agora caíram para 11,356
milhões.
O número de novos ricos
aumentou 28,1 mil entre 2002 e 2008. Em 2002 as pessoas consideradas
ricas nas seis regiões correspondiam a 448,4 mil. Agora, em 2008,
somam 476,596 mil. Apesar disso, a participação de ricos
no total da população nessas seis regiões metropolitanas,
permanece estável, em 1%. A pesquisa o Ipea define como pessoas
pobres aquelas que têm renda per capita igual ou inferior a meio
salário mínimo (R$ 207,50). As pessoas ricas são
aquelas pertencentes a famílias cuja renda seja igual ou maior
do que 40 salários mínimos (R$ 16,6 mil).
"O Brasil está deixando
de ser um país de pobreza absoluta para ser um país de
pobreza relativa, diminuindo a distância entre o topo e a base
da pirâmide", afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.
Segundo ele, a diminuição da taxa de pobreza nessas seis
regiões metropolitanas, que correspondem a 1/4 da população
brasileira e 2/5 do Produto Interno Bruto (PIB) reflete o resultado do
crescimento econômico, com maior número de empregos e renda.
Na avaliação de Pochmann, os programas de transferência
de renda também contribuíram para esse resultado, assim
como o aumento do salário mínimo. Ele ressaltou, no entanto,
que a pesquisa capta basicamente a renda oriunda dos rendimentos do trabalho
e a aposentadoria.
A região metropolitana
de Belo Horizonte foi a que apresentou a maior queda no numero de pessoas
pobres. A taxa de pobreza caiu de 38,3% da população,
em 2002, para 23,1% da população em 2008. Por outro lado
Recife e Salvador apresentaram as maiores taxas de pobreza: Recife
com 43,1% e Salvador com 37,4%. A pesquisa também mostrou um
avanço maior na redução do número de indigentes
nessas seis regiões metropolitanas. Em 2002, 5,562 milhões
pessoas eram consideradas indigentes e em 2008 o número caiu
para 3,123 milhões. É considerado indigente, pela pesquisa,
quem vive com até 1/4 do salário mínimo.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
06 de agosto de 2008 | Dinheiro
Maior oferta de emprego formal turbina
renda
DA SUCURSAL DO RIO
A principal razão levantada
por Marcelo Neri, da FGV, para explicar o crescimento da classe média é a
oferta de empregos no setor formal, que vem batendo recordes neste ano.
Ele destaca como positivo o fato de os indicadores de geração
de emprego, aumento da renda e queda da desigualdade terem continuado com tendências
positivas nos últimos dois anos, período em que o mundo atravessa
crises como a inflação alimentar e o desaquecimento da economia
americana.
"É surpreendente que esse movimento da economia brasileira continue
mesmo num contexto internacional desfavorável. Antes, o mundo ia bem e
no Brasil só se falava em crise. Parece que está ocorrendo o contrário."
Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, a geração
de empregos continuará crescendo. "Entre todas as variáveis
econômicas, a geração de emprego é a última
a responder ao crescimento. Primeiro a empresa aumenta sua produção
usando a capacidade instalada e depois pensa em aumentar o emprego. Esse ciclo
positivo tende a dar uma leve desacelerada somente em 2010", diz Vale.
Para Neri, o crescimento da classe média é visível também
por outros indicadores. "A venda de carros cresce bastante, e é por
isso que o trânsito cada vez mais congestionado de São Paulo é reflexo
do aumento da classe média. O consumo de celulares e computadores também é outro
indicador de que essa população aumenta."
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de agosto de 2008 | Economia
Índice da construção
civil desacelera em julho
Agência Estado
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou
variação de 1,03% em julho, ante 1,24% em junho, informou nesta
terça-feira (5) o IBGE. O resultado ficou acima do registrado em julho
do ano passado, quando o índice teve variação de 0,41%.
No acumulado do ano até o mês passado, a alta do índice
chega a 6,36% ante igual período de 2007 e, no período acumulado
de 12 meses, houve aumento de 8,92%.
O custo nacional por metro quadrado
passou de R$ 637,69 em junho para R$ 644,23 em julho. Desse total, R$
369,04 se referem a despesas com material de construção
e R$ 275,19, com mão-de-obra. A parcela do material ficou praticamente
estável, apresentando alta de 1,4% em julho, ante 1,44% de junho.
No ano, o item material de construção acumula alta de 6,13%
e, em 12 meses, de 8,98%. O componente mão-de-obra apresentou
alta de 0 53% em julho, ante 0,96% em junho, acumulando aumento de 6,67%
no ano e de 8,84% em 12 meses.
Entre as regiões, o Norte
apresentou, em julho, a maior variação no Índice
Nacional da Construção Civil (2,10%), influenciada pelo
resultado do Amazonas, Estado com reajustes salariais devido a acordo
coletivo. A região Centro-Oeste veio em seguida, com alta de 2,02%.
O índice da região Sul variou 0,92%, enquanto os índices
de Nordeste e Sudeste tiveram variações iguais, de 0 79%.
Quanto aos custos regionais,
os valores, por metro quadrado foram os seguintes: R$ 684,45 no Sudeste;
R$ 640,05 no Sul; R$ 631,36 no Norte; R$ 619,64 no Centro-Oeste e R$
598,66 no Nordeste.
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BEM PARANÁ, 06 de
agosto de 2008 | Economia
Pis/Pasep
Trabalhador esquece de sacar R$ 14,8
milhões
Calendário de pagamento deste ano,
começa na sexta-feira
Da Redação
O pagamento do abono salarial aos trabalhadores, ano-base 2007, começa
a ser pago a partir desta sexta-feira. Mais de 15,5 milhões de brasileiros
inscritos no Programa de Integração Social (PIS) e no Programa
de Formação do Patrimônio do Servidor (Pasep) têm
direito a sacar o benefício de R$ 415. No ano passado, R$ 280 milhões
de abonos foram esquecido por 652.612 brasileiros. Deste total, cerca de R$
14,8 milhões deveriam ter sido pagos a 35.635 trabalhadores paranaenses.
Os números são de junho deste ano.
Quem tem direito a receber o
PIS e nasceu no mês de julho poderá sacar o beneficio de
R$ 415 já a partir do dia 8 de agosto. No caso do Pasep, o saque
estará disponível somente para as inscrições
com final 0 e 1. O período para recebimento se encerrará no
dia 30 de junho de 2009.
O calendário de pagamento do abono salarial, exercício 2008/2009,
foi divulgado no mês de junho pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi. Mais de 15,5 milhões de trabalhadores têm direito a receber
o benefício, contingente 10% superior do que no ano-base anterior.
Os recursos para pagamento do
abono são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
que, neste novo calendário, deve inserir mais de R$ 6,4 bilhões
na economia brasileira. Para os trabalhadores com carteira assinada (PIS),
os pagamentos acontecem na Caixa Econômica Federal. Os servidores
públicos (Pasep) recebem pelo Banco do Brasil.
O dinheiro não sacado
pelos trabalhadores retorna ao FAT. Os beneficiários são
identificados pela Relação Anual de Informações
Sociais (Rais), declarada todos os anos pelas empresas ao MTE.
Recorde — O Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE) fez pagamento recorde do abono salarial PIS/Pasep, ano-base 2006. Mais
de 13,5 milhões de pessoas sacaram a quantia de R$ 415 até a
data limite, que foi em 30 de junho passado.
Com o resultado, a taxa de cobertura
no exercício 2007/2008 foi a maior da história do pagamento
do abono: 95,40%. Na ocasião, tinham direito a receber o abono,
um total de 14.189.277 pessoas. Destas, 652.612 deixaram de fazer o saque.
Quem tem direito — O abono salarial é o pagamento
de um salário-mínimo anual ao trabalhador ou servidor que esteja
cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos (até 2003);
tenha trabalhado com carteira assinada ou sido nomeado efetivamente em cargo
público durante pelo menos 30 dias no ano-base (2007) por empregadores
contribuintes do PIS/PASEP (empregadores cadastrados no CNPJ); e que tenha
recebido em média até 2 (dois) salários-mínimos.
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 06 de agosto de 2008 | Dinheiro
Financiamento imobiliário cresce
59% no 1º semestre
128 mil imóveis são financiados
com recurso da poupança
DENYSE GODOY
DA REPORTAGEM LOCAL
O financiamento de imóveis
pelo sistema que utiliza os recursos da poupança deve atingir
recorde histórico neste ano.
De janeiro até junho último, segundo a Abecip (Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança),
128,4 mil unidades foram financiadas -58,9% a mais do que no mesmo período
do ano passado. "Nesse ritmo, esperamos superar em 2008 as 267 mil unidades
de 1981", disse Luiz Antonio França, presidente da entidade. Em
2007, foram financiadas 195,9 mil.
Os recursos liberados para a compra da casa própria somaram R$ 12,93
bilhões no primeiro semestre deste ano, o que significa alta de 86,66%
ante o mesmo intervalo de tempo de 2007. A modalidade de crédito alcançou
R$ 18,28 bilhões no ano passado e, pelas expectativas da Abecip, deve
fechar 2008 com R$ 30 bilhões.
Para França, os principais fatores que explicam o forte crescimento
do crédito habitacional são a nova regulamentação
-antes, o financiamento era feito por hipoteca e agora é por alienação
fiduciária-, o aumento da renda da população e a queda
da taxa de juros.
O presidente da Abecip diz não acreditar que a recente elevação
a taxa básica de juros da economia brasileira, pelo Banco Central, vá desanimar
os mutuários em potencial.
"O impacto da Selic sobre a TR [Taxa Referencial, que corrige os empréstimos]
não é significativo. De janeiro até agora, não observamos
aumento das taxas praticadas."
A inadimplência segue baixa. Apenas 1,4% dos tomadores estão com
até três prestações em atraso. "Os bancos seguem
critérios adequados para a concessão e existe uma garantia concreta."
Parcelas
Nos últimos anos, têm subido tanto o preço médio
dos imóveis como o crédito tomado: de 2004 a 2008, os valores
passaram, respectivamente, de R$ 107,18 mil para R$ 147,80 mil e de R$ 50,11
mil para R$ 86,97 mil. Esse é mais um reflexo da melhoria da renda da
população e dos juros atraentes.
Os prazos dos contratos também cresceram, graças à estabilidade
da economia, de acordo com o presidente da Abecip, mas o prazo médio
de liquidação dos contratos é de nove anos. "As pessoas
usam o FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]", explicou.
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de
agosto de 2008 | Política
STF julga veto a ‘fichas sujas’
AMB contesta decisão que liberou candidatos
que sofrem ações judiciais
Brasília - O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga
hoje uma ação protocolada pela Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB), que contesta o direito de candidatos com a ''ficha suja''
de participar das eleições. A AMB contesta a Lei Complementar
64/90, conhecida como ''Lei de Inelegibilidade'', e também a interpretação
dada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao parágrafo 9º do
artigo 14 da Constituição Federal. Esse dispositivo determina
que somente uma condenação definitiva da Justiça, quando
não há mais possibilidade de recurso, pode impedir um político
de disputar as eleições. A Associação pretende
que o Supremo derrube essa regra.
Os ministros do STF devem manter
decisão do TSE. Assessores do Supremo explicam que se a maioria
dos ministros não concordar com a tese da AMB, o resultado, em
tese, poderia ser ''inócuo''. Se prevalecer a tese de liberar
candidatos com a ficha suja, a Corte precisará definir se o resultado
deve ou não ser seguido pelos juízes eleitorais.
O relator da ação é o
ministro Celso de Mello, que levará o relatório do caso
e o seu voto para serem analisados pelos demais ministros da Corte. A
sessão está prevista para começar às 14h
e pode ser acompanha pela TV Justiça.
Pesquisa
A AMB divulgou uma pesquisa com
a intenção de mostrar aos ministros o que ''pensa'' a população
brasileira sobre o tema. A pesquisa do Vox Populi, apresentada pela AMB,
mostra que 88% dos brasileiros acreditam que ''pessoas condenadas por
algum crime grave não poderiam se candidatar, mesmo que ainda
possam recorrer de decisão''. Além disso, 91% da população
acham que políticos que renunciam aos mandatos para evitar cassação
''não poderiam se candidatar outra vez''. Para a pesquisa, feita
por telefone pelo instituto Vox Populi entre os dias 27 de junho e 6
de julho de 2008, foram 1.502 entrevistados em todo o país.
Felipe Seligman
Folhapress
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VERMELHO, 06 de agosto de
2008 | Brasil
Lista da Transparência Brasil é "piada
de mau gosto", diz deputado
A ONG Transparência Brasil
divulgou na tarde dessa segunda-feira (4) o percentual de quanto
aumentou o patrimônio de candidatos às eleições
de outubro, em comparação com as últimas eleições
de 2006. Segundo os cálculos da ONG, a média de crescimento
foi de 46%.
Alguns dos candidatos que tiveram
seus nomes incluídos na lista e apontados como tendo registrado
os maiores aumentos de patrimônio, reclamaram dos critérios
da ONG. Caso do deputado estadual Raul Marcelo, candidato do PSOL à Prefeitura
de Sorocaba, interior de São Paulo, cujo aumento, em percentual,
foi de 296,2%. "Essa é uma piada de mau gosto da Transparência
Brasil. Eu tinha um carro Uno e agora tenho um Gol financiado e um apartamento
financiado", comenta ele, cujo patrimônio passou de R$ 26
mil para R$ 103 mil. "O pessoal da ONG tinha que ter mais critério.
Até um desempregado consegue financiar um apartamento. Agora torço
para que esse dado não seja utilizado pelos meus adversários",
completa.
Outro que criticou duramente
a lista da ONG foi o deputado Orlando Morando, candidato tucano à Prefeitura
de São Bernardo, no Grande ABC, cujo patrimônio evolui de
R$ 993.519,63 para R$ 1.397.720,00, o que dá, em percentual, 40,7%
de crescimento.
"O engraçado é que
essa lista não mostra a evolução de patrimônio
de todos os candidatos. Aqui em São Bernardo mesmo, tem um candidato
que já foi ministro e declara que não tem bem, nem conta
corrente e ninguém mostra o quanto evoluiu o patrimônio
dele", diz, fazendo referência a Luiz Marinho, o candidato
petista na disputa, e que já foi ministro da Previdência. "Sou
deputado, ganho bem. Além disso, também tenho uma empresa,
e declaro meus rendimentos também como empresário",
disse Morando. "O que eu posso falar é que meu patrimônio
cresceu porque administro bem o meu dinheiro", comentou.
Questionado sobre as críticas
dos políticos citados na lista, Claudio Weber Abramo, diretor
executivo da Transparência Brasil, disse que a idéia foi
citar apenas os candidatos que têm cargo eletivo, ou seja, vereadores,
senadores e deputados. "Se o indivíduo ocupa cargo público,
quer se candidatar e não quer ver o seu nome na lista, problema
dele", disse Abramo.
Ele alega que o patrimônio
dos candidatos é informação pública. "Se
um candidato ficou incomodado que o nome dele está na lista, e
o de seus adversários, não, sugiro que encontrem esses
dados da evolução patrimonial (do adversário) e
divulguem em suas campanhas", sugere. "As pessoas que ocupam
funções públicas não têm direito à privacidade
e eles não gostam disso", finaliza Weber Abramo.
Mas as coisas não são
tão simples quanto o diretor da Transparência Brasil tenta
fazer parecer. Ao usar cálculos da evolução média
de patrimônios, generalisando as situações de cada
candidato, e ao não explicar para os eleitores que muitas das
variações ali notadas tratam-se na verdade de compra ou
venda do único imóvel da família, a lista acaba
mais confundidndo do que orientando o eleitor.
O caso do deputado Raul Marcelo,
do PSOL é um exemplo claro desta distorção. Apesar
de seu patrimônio ter evoluído de forma condizente com seus
ganhos, seu nome foi incluído na lista sem nenhuma ressalva, deixando
parecer que se trata de um político corrupto que não merece
o voto do eleitor. Esta leitura é quase automática para
o eleitorado e explorada por adversários e pela mídia com
claros interesses eleitorais.
AMB cometeu mesmo erro
Assim, a lista da Transparência
Brasil --uma ONG que está longe de ser ela própria transparente
em relação a seus interesses políticos e fontes
de financiamento-- soma-se à desastrada iniciativa da AMB (Associação
dos Magistrados Brasileiros) que em meados de julho passou a publicar
uma lista com os nomes dos candidatos que respondem à processos
na Justiça, a chamada "lista suja".
A nebulosa escolha de critérios
para se elaborar a lista gerou reclamações de vários
setores pois a lista comete injustiças absurdas como a inclusão
do nome de pessoas que respondem a processos sem fundamento e ainda não
julgados movidos por adversários políticos e, ainda pior,
pessoas que respondem à Justiça por suas atuações
em movimentos sociais. É o caso, por exemplo, dos candidatos Leila
Márcia (PCdoB), Marinor Jorge Brito (PSOL) e Jorge Ferreira (PSL),
todos de Belém (PA). Leila foi processada por liderar uma manifestação
estudantil, Marinor por participar de uma greve e Jorge Ferreira sofre
um processo devido a sua atividade na direção do Sindicato
dos Rodoviários do Estado do Pará.
O jornalista Gilberto Dimenstein
também reclamou destes critérios duvidosos da AMB. ''Quando
se fala em ficha suja a suposição óbvia é de
que quem está ali já está culpado. Ou seja, está sujo.
E, claro, isso não é necessariamente verdade. É como
se todos aqueles políticos fossem criminosos --e, pior, tivessem
cometidos crimes semelhantes, na visão do cidadão. A visão
geral é a de que todo político é ladrão,
ainda mais se forem colocados numa lista feita por juízes'', critica
Dimenstein. Segundo ele, por causa deste tipo de falha, a ''lista suja''
nasce suja.
Da redação,
com agências
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AGÊNCIA DIAP, 06 de
agosto de 2008
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE
Ministro Gilmar Mendes decide contra
os trabalhadores
Liminar do STF suspende alteração
da base de cálculo do adicional de insalubridade
Com base na Súmula Vinculante
4 do Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior do Trabalho
(TST) alterou a Súmula 228 estabelecendo que, a partir de
9 de maio de 2008, o adicional de insalubridade não deveria
ser calculado mais sobre o salário mínimo.
Com base na Súmula Vinculante
4, a Súmula 228 do TST passou a ter a seguinte redação:
Súmula 228 TST - adicional
de insalubridade. Base de cálculo: “A partir de 9 de maio
de 2008, data da publicação da Súmula Vinculante
4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de insalubridade será calculado
sobre o salário básico, salvo critério mais vantajoso
fixado em instrumento coletivo.”
Com a nova redação,
a Súmula do TST permite a substituição do salário
mínimo pelo salário básico no cálculo do
adicional de insalubridade, salvo se houver critério mais vantajoso
fixado por meio de convenção coletiva.
Tendo em vista a aprovação
da nova redação da Súmula 228, a Confederação
Nacional das Indústrias (CNI), no dia 11 de julho, interpôs
ação de reclamação com pedido liminar junto
ao Supremo Tribunal Federal com o objetivo de suspender liminarmente
a eficácia da Súmula 228 do TST.
A CNI alegou que a súmula
do TST afronta a Súmula Vinculante 4, editada pelo STF. Para o
Ministro Gilmar Mendes, a argumentação “afigura-se
plausível”. A confederação contesta o dispositivo
em uma Reclamação (RCL 6266), instrumento jurídico
próprio para preservar decisões da Suprema Corte e impedir
desrespeito às súmulas vinculantes.
No dia 15 de julho, o Supremo
Tribunal Federal deferiu a liminar, suspendendo a aplicação
da Súmula 228 do TST na parte em que permite a utilização
do salário básico para calcular o adicional de insalubridade.
A síntese da decisão
em liminar proferida pelo ministro Gilmar Mendes é a seguinte:
"... com base no que ficou
decidido no RE 565.714/SP e fixado na Súmula Vinculante 4, este
tribunal entendeu que não é possível a substituição
do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja
como indexador, antes da edição de lei ou celebração
de convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade.
Logo, à primeira vista, a nova redação estabelecida
para Súmula 228/TST revela aplicação indevida da
Súmula Vinculante 4, porquanto permite a substituição
do salário mínimo pelo salário básico no
cálculo adicional de insalubridade sem base normativa".
Com esta liminar suspendendo
a aplicação da Súmula 228 do TST, entendemos que
as empresas devem se abster da mudança da base de cálculo
do salário mínimo para o salário básico,
haja vista que se a empresa calcular o adicional de insalubridade com
base no salário básico, isto acarretará aumento
salarial para o empregado, o que tornará irredutível posteriormente.
Portanto, até que
se tenha base normativa regulamentando a situação, entendemos
ser prudente que as empresas continuem a usar o salário mínimo
ou salário normativo (desde que previsto em convenção)
como base de cálculo do adicional de insalubridade.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
06 de agosto de 2008 | Dinheiro
Condenada, AmBev faz anúncio antiassédio
moral
Empresa é obrigada a veicular campanha
educativa
CRISTIANE BARBIERI
DA REPORTAGEM LOCAL
Começou a ser veiculada,
no último fim de semana, a campanha publicitária que
a AmBev foi obrigada a criar e a veicular, após ser condenada
numa ação civil pública por prática de
assédio moral contra seus funcionários. Filmes, spots
de rádio, anúncios impressos e outdoors serão
exibidos nos próximos quatro meses no Rio Grande do Norte, onde
a empresa perdeu a ação.
Inédita, a campanha foi o resultado de um acordo feito entre os procuradores
do Trabalho no Estado e a empresa, para usar a indenização estabelecida
em R$ 1 milhão por dano moral coletivo, decorrente da prática
de assédio moral. No dia 10 de julho, a AmBev já havia entregue
dois carros para serem usados em fiscalizações da Superintendência
Regional do Trabalho, como parte do processo.
A campanha, que está indo ao ar em cinco rádios AM e FM, quatro
emissoras de televisão, incluindo a retransmissora da Globo, três
jornais diários locais e 40 outdoors, não mostra, em nenhum momento,
a marca da empresa ou de seus produtos. Também não exibe o fato
de ela ser resultado da condenação da AmBev.
As peças mostram empregados sendo humilhados no ambiente de trabalho
por seus chefes e alertam para o fato de que assédio moral é crime. É exibido
ainda o telefone do Ministério do Trabalho, pelo qual podem ser feitas
denúncias. Pelo acordo, a campanha foi criada por uma agência
publicitária local, a Art&C.
Dança da garrafa
A AmBev foi condenada nessa ação em 2006. De acordo com os procuradores,
vendedores que não atingiam metas eram punidos com situações
embaraçosas na frente dos companheiros de trabalho.
Entre outros métodos "motivacionais", como diziam os empregados,
eles eram impedidos de sentar-se durante reuniões, tinham de fazer a
dança da garrafa para os colegas, pagar flexões, limpar vidraças
e usar camisetas com dizeres ofensivos. Um dos reclamantes diz que era obrigado
a usar duas vezes por semana a camiseta com o apelido "Cabo Boca de Cavalo",
dado pelo seu superior.
O Ministério Público do Trabalho afirma que não é possível
saber se tal condenação será estendida a outros Estados
onde a empresa também está sendo processada por assédio
moral. Além de ações coletivas, a empresa também
foi condenada a pagar indenizações individuais por assédio
moral.
Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa da Ambev afirmou que o caso
faz parte do passado e que a empresa não irá comentar o assunto.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
06/08/2008
Economiária incorpora gratificação
recebida por mais de dez anos
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho reconheceu o direito de uma funcionária da
Caixa Econômica Federal de João Pessoa (PB) a ter incorporado
ao seu salário uma gratificação recebida por mais
de dez anos e retirada pela empresa. A incorporação havia
sido negada pelas instâncias trabalhistas do primeiro e segundo
graus. A decisão da Terceira Turma moldou-se na jurisprudência
do TST, orientada no sentido de “que o desempenho de função
de confiança por período igual ou superior a dez anos gera,
para o empregado, o direito à incorporação da gratificação
correspondente à remuneração”.
Em 2006, a economiária
reclamou na 5ª Vara do Trabalho de João Pessoa que teve o
salário reduzido. Alegou que seu direito não poderia “ser
suprimido ao bel-prazer pelo empregador”, pois já teria
sido incorporado ao seu patrimônio jurídico. Na inicial,
informou ter entrado na CEF em agosto de 1982 e que, após desempenhar
continuamente (de outubro de 1988 a maio de 2000) a função
de caixa executivo e avaliadora de penhor, a empresa retirou-lhe a gratificação
de função e incorporou ao seu salário apenas 45%
do valor retirado.
A CEF contestou que, segundo
suas normas internas, o funcionário somente tem direito a 100%
da média das gratificações de função
comissionada a partir do décimo nono ano de exercício da
função e que a empregada, embora a tivesse exercido por
quase 12 anos, “não tinha completado dez anos quando da
regulamentação do benefício de adicional compensatório
por perda de função”. A norma da empresa fixa o adicional “pela
média dos valores das funções exercidas nos últimos
dez anos, com início a partir de 50% desse valor, após
o décimo ano, e somente atingindo 100% após dezenove anos”.
Com a sentença desfavorável,
a economiária recorreu, sem sucesso, ao Tribunal Regional da 13ª Região
(PB). Entrou, então, com agravo de instrumento no TST pedindo
o julgamento do seu recurso de revista. O relator do processo na Terceira
Turma, ministro Alberto Bresciani, reconheceu na decisão regional
evidência do exercício da função de confiança
por mais de dez anos e observou que a Súmula nº 372, item
I, do TST estabelece que se o empregador, sem justo motivo, reverter
a situação do funcionário comissionado a seu cargo
efetivo, “não poderá retirar-lhe a gratificação,
tendo em vista o princípio da estabilidade financeira”.
O item II da mesma Súmula º 372 afirma que, “mantido
o empregado no exercício da função comissionada,
não pode o empregador reduzir o valor da gratificação”.
Uma vez contrariada a jurisprudência,
a Terceira Turma aceitou o recurso da funcionária e condenou a
CEF a incorporar ao seu salário o percentual de 100% da média
dos valores atualizados das funções anteriormente exercidas,
com o pagamento das diferenças salariais decorrentes do valor
atualmente percebido e repercussões postuladas. (RR-1180-2006-005-13-40.6)
(Mário Correia)
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