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AGÊNCIA DIAP, 08 de
agosto de 2008
CUSTEIO SINDICAL
Contribuição negocial:
anteprojeto não tem apoio da Nova Central
A Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), em princípio, não
apóia o anteprojeto do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),
que propõe extinguir a contribuição sindical e instituir
a contribuição negocial. A entidade divulga sua posição
acerca do anteprojeto divulgado pelo MTE em seu sítio na internet.
“A Nova Central não
está de acordo com o projeto do Governo, por vários motivos.
A NCST entende que são necessários esclarecimentos sobre
vários pontos, por exemplo, a garantia de negociação
coletiva para os servidores públicos, a definição
do que se entende por ‘remuneração’, o risco
da pluralidade de acordo com a redação do caput do artigo
7º do anteprojeto, a forma de distribuição dos recursos
como prevê o parágrafo único do artigo 7º, às
dúvidas em relação a autônomos e profissionais
liberais, a omissão em relação às categorias
inorganizadas, entre outros.”
E segue: “Há, também,
o risco de a nova lei, uma vez aprovada, ser bloqueada judicialmente
e, com isto, deixar as entidades sindicais sem nenhuma das contribuições.
Enfim, o anteprojeto apresentado pelo Governo deixa mais dúvidas
do que certezas e não pode ser aceito, na forma como está”,
enfatiza a Nova Central.
A entidade informa também
que vai promover em suas bases ampla discussão acerca da proposição
e vai ainda ouvir outras entidades e depois examinará as sugestões
que irão encaminhar ao Governo.
A Nova Central ressalta que “o
texto do anteprojeto de Lei apresentado pelo Governo para instituir a
contribuição negocial não é fruto de acordo
ou de negociação com as centrais, muito menos com a Nova
Central. Houve sim, quando da aprovação da lei de regulamentação
das centrais, o entendimento de encaminhar, ao Congresso Nacional, uma
lei que acabasse com a contribuição sindical e, em seu
lugar, estabelecer a contribuição negocial”, esclarece.
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AGÊNCIA DIAP, 08 de
agosto de 2008
FINANCIAMENTO SINDICAL
Contribuição negocial:
MTE apresenta anteprojeto para custear estrutura sindical
Marcos Verlaine
O que parecia mero jogo de cena,
ganha contornos de proposta para valer: a substituição
da contribuição sindical e demais contribuições
compulsórias pela contribuição negocial. Pelo
menos é o que significa a divulgação, pelo Ministério
do Trabalho e Emprego, de versão de anteprojeto de lei com
esse propósito, nos exatos termos do artigo 7º da Lei
11.648, de reconhecimento das centrais sindicais, sancionada pelo
presidente Lula, em 31 de março.
O texto foi apresentado pelo
MTE às centrais ¾ CUT, Força Sindical, UGT, NCST,
CTB e CGTB ¾ a fim de que as entidades comecem a debater o tema.
A intenção do Ministério é construir um consenso
mínimo entre as organizações e só depois
enviar a matéria para discussão no Congresso Nacional.
Com esta matéria, o DIAP
expõe objetivamente o que lhe parece ser mais importante no anteprojeto
apresentado pelo Ministério do Trabalho. Parecer técnico
do advogado e membro do corpo técnico do Departamento, Hélio
Gherardi, irá examinar item a item da proposta de contribuição
negocial em substituição à contribuição
sindical.
Periodicidade
A proposta, no artigo 2º, determina que a contribuição negocial
seja cobrada anualmente e não poderá exceder a 1% da remuneração
anual, cuja instituição será definida em assembléia
geral convocada para este fim.
A contribuição é extensiva
a toda categoria econômica ou profissional, “ainda que frustrada
a negociação”. Ou seja, independentemente de a negociação
ter êxito, o desconto será feito no contracheque, tal como
ocorre hoje em relação à contribuição
sindical.
O quorum necessário para
disciplinar a aprovação e cobrança da contribuição
será fixado nos estatutos das entidades.
A publicidade da convocação
da assembléia será, segundo o parágrafo 3º,
feita por meio de edital veiculado em “jornal de grande circulação”.
Onde não houver jornais, a comunicação será feita
de acordo com os usos e costumes locais, com antecedência mínima
de quinze dias.
Desconto
Pela proposta, o desconto de 1% sobre o salário anual, será feito
em no máximo três parcelas, sendo proibido instituir mais de uma
contribuição por ano, mesmo que haja mais de uma negociação
salarial. O desconto será proporcional ao número de meses trabalhados.
Os recursos da contribuição
negocial ¾ fixados em assembléia do sindicato e arrecadados
por este ¾ serão distribuídos entre sindicatos,
federações, confederações e centrais, de
acordo com a filiação das entidades de menor grau às
entidades de grau superior.
Ou seja, desaparece a vinculação
automática prevista no sistema confederativo, passando a depender
da filiação. Isto significa que não apenas as centrais,
mas também as federações e confederações,
só receberão recursos dos sindicatos a elas filiados.
Percentuais
Os sindicatos ficam com 70% do
arrecadado; as federações com 15%; as confederações
com 5%; e as centrais com 10%, prevê o anteprojeto.
Em caso de não repasse
dos recursos, com base nos percentuais definidos no parágrafo único
do artigo 7º, dá-se direito às entidades de grau superior
impetrar ação de cobrança.
Sindicato
preponderante
Pela formulação do caput do artigo 4º e do parágrafo único
do artigo 6º, as contribuições devidas às categorias
diferenciadas e aos profissionais liberais com vínculo empregatício
serão feitas na forma prevista na assembléia geral. Portanto,
se a assembléia deliberar que toda a contribuição irá para
o sindicato preponderante, vale a decisão da assembléia.
O crédito deverá ser
feito até o décimo dia subseqüente ao desconto, em
contas bancárias indicadas pelas entidades sindicais dos trabalhadores,
abertas exclusivamente para este fim, determina o parágrafo 1º do
artigo 4º. Após este prazo, o empregador sofrerá multa
de 10% sobre o montante retido, acrescido de juros de mora sobre o principal
da dívida.
Revogações
O artigo 11 do anteprojeto de lei revoga todos os dispositivos da CLT que tratam
de recolhimento da contribuição sindical. A proposta revoga ainda
o artigo 7º da Lei 11.648/08, que regulamentou o funcionamento das centrais
sindicais.
O artigo determina que “Os
artigos 578 a 610 da Consolidação das Leis do Trabalho
- CLT, aprovada pelo Decreto-lei 5.452, de 1º de maio de 1943, vigorarão
até que a lei venha a disciplinar a contribuição
negocial, vinculada ao exercício efetivo da negociação
coletiva e à aprovação em assembléia geral
da categoria.”
Clique aqui para
acessar íntegra do anteprojeto de lei apresentado pelo MTE.
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AGÊNCIA DIAP, 08 de
agosto de 2008
EMPREGO
Indústria registra maior número
de trabalhadores no 1° semestre deste ano
A indústria foi o setor
com maior número de trabalhadores registrados no primeiro
semestre deste ano, segundo balanço de fiscalização
divulgado pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Nesse período,
68.881 (22,7% do setor) pessoas tiveram a carteira assinada depois
de fiscalização da Secretaria de Inspeção
do Trabalho.
De acordo com relatório,
o comércio, com 56.730 (18,6%) trabalhadores registrados, foi
o segundo setor com maior número de casos. Em seguida, ficaram
agricultura (16,31%), construção civil (14,6%) e serviços
(12,9%).
Nos primeiros seis meses do ano,
303,381 trabalhadores tiveram a situação regularizada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com o Ministério,
de janeiro a junho, o Grupo Móvel de Fiscalização,
que combate a prática de trabalho análogo à escravidão,
libertou 2.237 pessoas, a maior parte do setor agrícola.
Eficácia
De acordo com o ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi, os dados revelam que há uma diminuição
da informalidade no país por conta do aquecimento da economia. "Nosso
objetivo ao fazer este balanço é demonstrar publicamente
a eficiência dos auditores fiscais que sofrem todo tipo de pressão
para exercer sua função e, sobretudo, mostrar à população
que o MTE não somente apresenta os dados do Caged, mas age para
que esses resultados sejam positivos. A prova maior é a fiscalização",
disse Lupi.
A expectativa para o segundo
semestre é aumentar ainda mais a eficácia da fiscalização. "Pretendemos
disponibilizar recursos de informática para melhor aparelhar a
fiscalização, com desenvolvimento de sistemas inteligentes
que vão permitir o alcance de maior número de empresas
com focos de irregularidades", completa Tânia Mara Coelho
de Almeida Costa, coordenadora-geral da SIT.
São Paulo
Ao todo, foram fiscalizadas 139.867
empresas, que mantinham seus empregados trabalhando sem o amparo da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT). Elas foram levadas a assinar as Carteiras
de Trabalho e Previdência Social (CTPS) de seus empregados. Do
total, 24.998 foram autuadas e lavrou-se 48.560 autos de infração.
Do total de trabalhadores, 26.206 trabalhadores são aprendizes
(14 a 24 anos) e 1.169 adolescentes (16 a 18 anos). As multas variam
de R$ 450 (por cada trabalhador irregular encontrado) a R$ 6,5 mil.
São Paulo foi a Unidade
de Federação que mais registrou novos trabalhadores mediante
a ação fiscal do MTE: 67.867, seguido de Minas Gerais com
26.351 e Rio de Janeiro, 22.962 (confira na tabela abaixo).
Se fosse levado em consideração
o número de auditores pelo número de empregados registrados,
a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Espírito
Santo (SRTE/ES) estaria no topo do ranking, com 21.814 trabalhadores
registrados, resultando uma média de 57,47 trabalhadores por
auditor. Em segundo, a SRTE/MS, com 8.181 e média de 49,27 trabalhadores
registrados por auditor. (Fonte: CTB)
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CONTAS ABERTAS, 08 de agosto
de 2008
Eleições: 45% dos candidatos
não têm ensino médio
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tabulados pelo Contas
Abertas, revelam que 45% dos candidatos às eleições municipais
deste ano não têm ensino médio. No país, quase 170
mil pré-candidatos se encontram nesta situação. Destes,
46% não concluíram o ensino médio; 53,4% não terminaram
o ensino fundamental e outros 292 são analfabetos. Apenas três
estados não contabilizaram candidatos incapazes de ler e escrever: Acre,
Amapá e Rio de Janeiro. Mas segundo a lei eleitoral, os analfabetos
não podem concorrer e devem ter seus registros negados (veja os
dados).
A região Nordeste apresenta
o maior número de candidatos analfabetos, são 133 vereadores
e nove vice-prefeitos, o que representa 48% do total nessa situação
em todo o país. Em paradoxo, a região Sul apresenta o menor
indicador; com um vice-prefeito e 13 vereadores sem instrução
lingüística. Considerando os 5.563 municípios com
eleições marcadas para outubro com 379.367 mil candidatos,
cerca de 91 mil candidatos não possuem sequer o ensino fundamental.
Proporcionalmente, Minas Gerais é o
estado com maior número de registros de candidatos com defasagem
no grau de escolaridade. Números do TSE mostram que 34% dos 59,2
mil dos pleiteantes a cargos políticos não têm o
ensino fundamental completo ou só sabem ler e escrever – os
chamados analfabetos funcionais. O cientista político do Centro
de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea
do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas Marcelo
Simas afirma que não há restrição para candidatos
com baixo grau de escolaridade, “pois em uma democracia qualquer
pessoa pode ser eleita”.
Em contrapartida, Simas acredita
que o grande problema para um candidato nessas condições é administrar
de forma correta o seu mandato. “No caso do analfabeto, ele terá que
confiar em outras pessoas para desempenhar a sua função.
O aparato do Estado é um aparato muito formal. Quase tudo é resolvido
por meio de documentos. Por isso é muito complicado para ele”,
argumenta.
Nas regiões Norte, Sudeste
e Sul 46% dos candidatos registrados para concorrer a prefeituras, vice-prefeituras
e câmaras municipais não concluíram o ensino médio.
Essas três regiões contabilizam 243,4 mil candidatos, ou
seja, 64% do total de concorrentes. Já o Nordeste e o Centro-Oeste,
com 135,4 mil candidaturas, a quantidade de registros de candidatos sem
o ensino médio é um pouco menor, cerca de 43%.
Perfil do candidato 2008
A maior parte dos candidatos
têm entre 45 e 59 anos. Para prefeito, 50% dos pleiteantes estão
dentro desta margem de idade. Já os possíveis futuros vice-prefeitos
representam 44% desse perfil. Por sua vez, os pré-candidatos a
vereadores são 39% entre 45 a 59 anos. Os candidatos registrados
com idade superior a 79 anos para os três cargos juntos chega a
432, sendo 340 apenas para vereador.
Sobre a atividade ocupacional,
os candidatos estão nos mais variados ramos profissionais: 2.915
mil vigilantes, 468 veterinários, 19.097 mil vereadores, 8384
mil trabalhadores rurais, 159 telefonistas, 839 músicos, 4.082
mil motoristas particulares, 562 motoboys, 4.073 mil médicos,
350 empregados domésticos e 6.874 mil advogados, além de
várias outras profissões.
No que se refere ao gênero,
79% dos candidatos são homens e apenas 21% são mulheres,
número que corresponde, respectivamente, a 299,1 mil e 80,2 mil.
No Sul, a diferença é mais acentuada, 20% dos pleitos as
eleições são representados por mulheres. Em nenhuma
região o número de mulheres concorrentes aos cargos ultrapassou
a margem dos 22%. No país são 1.588 mil mulheres concorrendo às
prefeituras, 2.371 mil pleiteando as vice-prefeituras e 76.258 candidatas
a vereadoras. Do lado dos homens são 13.743 mil pré-candidatos às
prefeituras, 13.145 aspirantes as vice-prefeituras e 272.272 que disputam
o cargo de vereador.
Na corrida para as prefeituras
as mulheres representam 10% dos candidatos. Para o cargo de vice-governador,
a bancada feminina é de 15%. Já candidatas a vereadoras
são 22% do total de candidatos registrados para concorrer ao cargo.
A subsecretária de Políticas Públicas para a Mulher
do governo federal, Lourdes Maria Bandeira, critica os números. “No
Brasil, nós temos a tradição de acreditar que política é uma
atividade masculina”, lamenta Lourdes, que também é professora
da Universidade de Brasília (UnB).
A professora critica ainda o
descumprimento da lei que estabelece uma cota mínima de 30% para
as mulheres nas candidaturas apresentadas por cada partido. “O
partido preenche 100% de suas vagas com candidatos homens e acrescenta
esses 30% [de candidatas] como vagas adicionais”, explica. “Com
o aumento da participação feminina teríamos um menor índice
de corrupção no Brasil. Se observarmos os grandes escândalos
nacionais da última década, vamos ver que praticamente
não tivemos nenhuma mulher envolvida”, conclui.
Amanda Costa
Do Contas Abertas
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AGÊNCIA DIAP, 08 de
agosto de 2008
Conjuntura econômica desafia
negociação coletiva
Por: Thomaz Ferreira Jensen*
Acomodação no ritmo
de crescimento da economia, elevação da inflação
pelo aumento dos preços dos alimentos e aumento das importações:
estes são os elementos macroeconômicos que desafiam
os trabalhadores em 2008.
O Produto Interno Bruto (PIB)
encerrou o primeiro trimestre do ano com elevação de 5,8%
em relação ao mesmo período de 2007, mesma taxa
apurada para o acumulado nos últimos 12 meses até março,
configurando a maior expansão para este período desde o
início da série histórica. A demanda interna – determinada
pela soma do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos – cresceu
8,4% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período
de 2007.
Entretanto, diminuiu o descompasso
entre o consumo das famílias e a capacidade produtiva da indústria,
que cresceu 7,3% no primeiro trimestre, acima da expansão de 6,6%
do consumo das famílias. Isso é fundamental para o equilíbrio
entre oferta e demanda, e este ajuste possivelmente já decorre
da maturação dos investimentos das empresas, em expansão
há 17 trimestres seguidos, desde o primeiro trimestre de 2004.
O aumento da taxa de investimentos é o
aspecto mais positivo apresentado pela economia brasileira nos últimos
tempos. No primeiro trimestre, a taxa de investimento em relação
ao PIB alcançou 18,3%, a maior desde o ano 2000. A taxa é ainda
modesta para as necessidades de crescimento do Brasil, mas tem apresentado
inegável evolução nos últimos trimestres.
A construção civil tem tido um papel destacado no crescimento
do investimento, impulsionada pelo vigoroso aumento do crédito
imobiliário e das obras públicas, estas alavancadas pelo
PAC e pelas eleições municipais deste ano.
O comércio também
segue crescendo. No primeiro trimestre de 2008, a expansão foi
de 6,6% se comparada com o mesmo período de 2007. Os motivos desta
impulsão continuam sendo o aumento do poder de compra da população
(em função do crescimento da massa salarial e da expansão
do crédito) e a redução dos preços de eletroeletrônicos
e de informática.
A análise da inflação
dos últimos 12 meses mostra que seu aumento se deve basicamente
aos alimentos. A alta dos preços não foi generalizada,
concentrando-se em apenas seis itens básicos da alimentação:
arroz, feijão, carne, óleo, derivados do trigo e leite.
As famílias mais prejudicadas são aquelas de menor poder
aquisitivo que destinam grande parte de seus gastos para a alimentação
e que passaram a consumir mais alimentos uma vez que houve crescimento
do emprego, aumento real no salário mínimo e discreto crescimento
da renda.
A economia deve desacelerar no
segundo semestre em função do setor externo. Os dados das
transações correntes seguem apresentando déficit,
em função do aumento expressivo das importações,
que no último ano têm crescido três vezes mais que
as exportações, apontando para uma redução
substantiva do saldo comercial ao longo do ano. A valorização
excessiva do real e o aumento das remessas de lucros e dividendos por
empresas multinacionais com filial no País são os fatores
que, somados, explicam a deterioração das contas externas
do Brasil.
Em síntese, os resultados
do PIB no primeiro trimestre apontam para um crescimento em torno de
5% em 2008. É previsível uma desaceleração
da demanda no segundo semestre, em função do ciclo de aumento
dos juros – que deve chegar a 14% no final do ano – e da
desaceleração do consumo decorrente da inflação
de alimentos, especialmente entre as famílias de menor poder aquisitivo.
A inflação deve acumular alta próxima de 6,5% ao
ano.
(*) Assessor técnico
do Dieese
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AGÊNCIA CÂMARA,
08 de agosto de 2008
Projeto
Projeto torna lei a Classificação
Brasileira de Ocupações
Laycer Tomaz
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3504/08, do deputado Zenaldo Coutinho
(PSDB-PA), que transforma em lei as normas que regulam a Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO), atualmente regulada por decretos
ou portarias governamentais. O projeto também autoriza o Ministério
do Trabalho a celebrar convênios para editar, atualizar e compartilhar
a CBO.
A CBO, organizada pelo Ministério
do Trabalho, é o documento que reconhece, nomeia e codifica os
títulos e descreve as características das ocupações
do mercado de trabalho brasileiro. É referência obrigatória
dos registros administrativos que informam os diversos programas da política
de trabalho do País. A estrutura básica da CBO foi elaborada
em 1977 e é resultado de um convênio entre o Brasil e a
Organização das Nações Unidas (ONU), por
intermédio da Organização Internacional do Trabalho
(OIT), tendo como base a Classificação Internacional Uniforme
de Ocupações (CIUO), de 1968. A atualização
da CBO é responsabilidade do Ministério do Trabalho.
Segundo Zenaldo Coutinho, mais
de 90% da população brasileira desconhece a CBO. Ele lembra
que, na maioria dos países, a classificação das
profissões é feita por lei, o que torna a normatização
mais organizada e adequada tecnicamente.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
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PL-3504/2008
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AGÊNCIA SINDICAL, 08
de agosto de 2008
Convenção 151 da OIT é aprovada
em comissão da Câmara
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da
Câmara dos Deputados aprovou ontem (6), por unanimidade, os textos da
Convenção 151 e Recomendação 159 da OIT (Organização
Internacional do Trabalho), que regulamentam a negociação coletiva
e o direito de greve para os trabalhadores do serviço público.
Além de contribuir para
o aperfeiçoamento das relações trabalhistas, os
textos permitem regular a negociação no serviço
público, pois se complementam e garantem proteção
aos trabalhadores quanto ao livre exercício dos diretos sindicais.
Direito de greve -
O relator da matéria, deputado Vieira da Cunha (foto), apresentou
parecer favorável, destacando a importância da regulamentação
do direito de greve.
“Hoje ocorrem muitas greves
exatamente pela falta de regulamentação e muitas vezes
pela falta de um canal de diálogo entre o patrão, que,
neste caso, é o administrador público, e o trabalhador,
que é o servidor”, avalia.
Tramitação -
As duas normas ainda serão analisadas pelas Comissões de
Trabalho; de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes
de ir a plenário. Em seguida, será encaminhada ao Senado.
Se ao final de todas as etapas forem aprovadas, serão encaminhadas
para ratificação na sede da OIT, na Suíça.
Mais informações:
www.camara.gov.br
www.mte.gov.br
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de agosto de 2008 | Economia
Lupi afirma que 300 mil trabalhadores
foram regularizados até junho
Agência Estado
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou nesta quinta-feira (07) que no
primeiro semestre 303.381 trabalhadores tiveram sua situação
regularizada nas empresas, por força da ação fiscalizadora
dos auditores fiscais do trabalho. Esse número é menor que o
registrado no mesmo período do ano passado, quando foram regularizados
371.410 trabalhadores. Boa parte dessa redução deve-se aos quase
60 dias de greve dos auditores, ocorridos entre março e maio deste ano.
Ainda segundo balanço
divulgado pelo ministro, 139.867 empresas foram fiscalizadas e desse
total quase 25 mil foram autuadas. Do total de trabalhadores regularizados,
16,3% deles estavam no setor de agricultura; 22,7%, na indústria;
18,6%, no comércio; 14,6%, na construção civil;
e outros 12,9%, no setor de serviços.
O Estado de São
Paulo liderou o número de autuações feitas pelo
Ministério do Trabalho nesse período. O ministro explicou
que, ao se encontrar trabalhadores em situação irregular,
as empresas são obrigadas a contratá-los imediatamente
e são autuadas, podendo ser multadas, ao final do processo,
com valores médios que variam entre R$ 450 a R$ 6.500 por trabalhador
encontrado em situação irregular, dependendo do grau
de irregularidade.
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
agosto de 2008 | Geral
País tinha 338 mil empresas
sem fins lucrativos em 2005
Rio- O IBGE divulgou ontem um levantamento que mostra que em 2005 existiam
no Brasil 338 mil Fundações Privadas e Associações
sem Fins Lucrativos (Fasfil). O estudo, feito em parceria com o Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - fundação pública
federal vinculada ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência
da República - a Associação Brasileira de Organizações
Não-Governamentais (Abong) e o Grupo de Institutos, Fundações
e Empresas (Gife), mostra que, de 2002 a 2005, o número de Fasfil cresceu
22,6%, enquanto entre 1996 e 2002 esse crescimento havia sido de 157%.
Entre as Fasfil, 35,2% atuavam
na defesa dos direitos e interesses dos cidadãos, 24,8% eram instituições
religiosas e 7,2% desenvolviam ações de saúde e
educação e pesquisa.
Marcos Zanutto
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 08 de agosto de 2008 | Dinheiro
Obras do PAC e Oi turbinam desembolsos
Volume liberado pelo BNDES atinge R$ 38,6 bi
no 1º semestre, 56,2% a mais do que no mesmo período do ano
passado | Maiores desembolsos vão para reestruturação
da tele para compra ainda não aprovada da Brasil Telecom e para
MMX de Eike Batista
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
Impulsionado por obras
do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e por
operações de grande porte, como o apoio à reestruturação
societária da controladora da Oi, o BNDES teve desembolso
recorde no primeiro semestre. O banco emprestou R$ 38,6 bilhões,
alta de 56,2% em relação ao primeiro semestre de 2007.
A maior operação no período foi a de reestruturação
da Telemar Participações, controladora da Oi, por meio de uma
complexa operação de compra de ações envolvendo
recursos da carteira da BNDESPar, o braço de participações
do banco. O valor total da operação, de R$ 2,569 bilhões,
já foi desembolsado pelo banco, apesar de a razão da reestruturação
-a compra da Brasil Telecom pela Oi- ainda depender de mudança na legislação
do setor.
Dados do BNDES mostram que os empréstimos para telecomunicações
cresceram 3.583,3% no primeiro semestre e somaram R$ 3,6 bilhões.
" O banco tem R$ 13 bilhões emprestados a todas as empresas de telecomunicações.
As grandes e as pequenas são clientes relevantes. O investimento previsto
nesse setor ao longo dos próximos quatro anos soma R$ 56 bilhões,
e vamos participar com um pedaço importante disso em financiamentos",
afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
O segundo maior empréstimo foi para a MMX, de Eike Batista, com R$ 2,323
bilhões para implantação de infra-estrutura para exploração
de minério de ferro em Minas Gerais e para a construção
do porto do Açu, no Estado do Rio.
Foi também no primeiro semestre que o banco aprovou uma linha de crédito
de R$ 7,2 bilhões para a Vale. Nesse caso, no entanto, os recursos podem
ser desembolsados de acordo com o plano de investimentos da mineradora de 2008
a 2012.
As obras do PAC tiveram papel essencial no aumento dos empréstimos.
A carteira de operações aprovados ou contratadas soma R$ 34,7
bilhões. O setor de energia representa R$ 23 bilhões deste total.
No total, o BNDES tem em carteira, entre consultas, enquadramentos e aprovações
170 projetos do PAC. O banco não detalhou o montante desembolsado ao
PAC no primeiro semestre, quando foram aprovadas operações de
saneamento em Minas, no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo e de financiamento
para a construção da usina hidrelétrica de Simplício.
Em 2005 e 2006, a indústria liderava o crescimento nos desembolsos.
Em 2007 e no primeiro semestre deste ano, a infra-estrutura conseguiu ficar
bastante próximo em termos de liberações, e o banco estima
que ao final do ano pode ultrapassar a indústria em volume.
De janeiro a junho, o banco emprestou R$ 16,1 bilhões para a indústria,
uma alta de 42,6%. No período, os financiamentos para infra-estrutura
somaram R$ 15,2 bilhões, alta de 83,1%. A agropecuária teve alta
de 15,8%, com R$ 2,8 bilhões.
Para o BNDES, o ritmo de desembolso aponta que o investimento continuará com
forte expansão em 2008 e 2009, apesar do quadro de desaceleração
da economia mundial.
Já as aprovações de novos pedidos de financiamento somaram
R$ 51,2 bilhões no semestre e R$ 111,8 bilhões no acumulado em
12 meses.
Coutinho prevê aumentar o volume de desembolsos com grandes projetos
em 2009 como a usina de Belo Monte, concessões rodoviárias, o
trem de alta velocidade Rio-SP e um corredor bioceânico unindo Santos
e Antofagasta, no Chile.
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CONGRESO EM FOCO, 08 de agosto
de 2008
Prefeitos largam na frente na corrida
eleitoral
Nas 21 cidades que já divulgaram pesquisas,
13 dos 16 candidatos à reeleição aparecem à frente
na disputa
Tatiana Damasceno
A menos de dois meses das eleições,
as últimas pesquisas registradas na Justiça eleitoral sinalizam
para um cenário de elevado índice de reeleição
nas capitais brasileiras. Dos 20 prefeitos que tentam se reeleger, 13
aparecem em primeiro lugar na preferência do eleitorado, ou pelo
menos empatados tecnicamente na liderança. Três aparecem
na terceira colocação.
O favoritismo dos prefeitos pode
ser ainda maior, uma vez que não há dados sobre a situação
dos outros quatro candidatos, já que em cinco capitais não
foram realizadas pesquisas eleitorais até o momento. São
elas: Rio Branco, Macapá, Porto Velho, Boa Vista, Florianópolis.
Nessas, apenas o atual prefeito da capital do Amapá, João
Henrique Pimentel (PT), não concorre a um novo mandato.
Os dados fazem parte de levantamento
feito pelo Congresso em Foco com base em pesquisas registradas nos respectivos
Tribunais Regionais Eleitorais, realizadas entre 8 de julho e 4 de agosto
por diferentes institutos.
Veja
como está a disputa nas capitais
Nas 21 capitais onde foram feitas
pesquisas, apenas os prefeitos Gilberto Kassab (DEM), de São Paulo,
João Carneiro (PMDB), de Salvador, e Serafim Corrêa (PSB),
de Manaus, começam a campanha em desvantagem em relação
aos adversários. Pelos números apresentados, eles não
iriam sequer para o segundo turno.
Entre os candidatos à reeleição,
encabeçam as pesquisas divulgadas os prefeitos Cícero Almeida
(PP), de Maceió, João Coser (PT), de Vitória, Iris
Rezende (PMDB), de Goiânia, Nelson Trad Filho (PMDB), de Campo
Grande, Wilson Santos (PSDB), de Cuiabá, Duciomar Costa (PTB),
de Belém, Ricardo Coutinho (PSB), de João Pessoa, Silvio
Mendes (PSDB), de Teresina, Beto Richa (PSDB),de Curitiba, José Fogaça
(PMDB), de Porto Alegre, Edvaldo Nogueira (PCdoB), de Aracaju, Raul Filho
(PT), de Palmas, e Luizianne Lins (PT), de Fortaleza. Os dois últimos
aparecem em segundo lugar, mas empatados tecnicamente com os primeiros
colocados, por causa da margem de erro registrada pelos respectivos institutos
de pesquisa.
De todos os candidatos ao Executivo
nas capitais, o prefeito de Maceió é o que apresenta números
mais favoráveis em sua tentativa de reeleição. Segundo
o instituto Vozes Pesquisa, Cícero Almeida tem 83,2% das intenções
de voto. O petista Judson Cabral e a tucana Solange Jurema vêm
bem atrás, com 1,2% cada.
Cenário indefinido
No quadro geral, o DEM está à frente
em quatro capitais (Fortaleza, Palmas, Salvador e Recife), assim como
o PSDB (São Luís, Cuiabá, Teresina e Curitiba).
Em seguida vem o PMDB, que lidera em Goiânia, Campo Grande e Porto
Alegre. O PT está em primeiro lugar nas pesquisas em duas cidades,
São Paulo e Vitória.
Mas o empate técnico registrado
em seis capitais e a falta de dados sobre outras cinco não permitem
vislumbrar quais partidos serão os grandes vitoriosos nas principais
cidades do país em outubro, tampouco como será a correlação
de forças entre a oposição e a base aliada do governo
Lula.
Devido à margem de erro,
dois candidatos petistas, por exemplo, aparecem empatados tecnicamente
com o primeiro colocado, ambos do DEM. Esse cenário de total indefinição
se dá em Palmas e Fortaleza.
Apesar da possibilidade de haver
um alto índice de reeleição de prefeitos, a tendência é de
mudança no quadro geral de partidos que controlam as capitais.
Nas 21 capitais com pesquisa eleitoral divulgada, o PT é hoje
o partido com maior número de prefeituras. São cinco ao
todo. O PMDB, com quatro, o DEM, com três, e o PSDB, com duas,
aparecem em seguida.
Em praticamente metade dessas
capitais, os números levantados apontam para uma definição
em primeiro turno. Em dez delas – Maceió, Manaus, Vitória,
Goiânia, São Luís, Campo Grande, João Pessoa,
Teresina, Curitiba e Natal – são grandes as chances de a
disputa ser definida já no dia 5 de outubro.
Por outro lado, em outras seis,
a disputa promete ser das mais acirradas. As pesquisas apontam empate
técnico na primeira colocação em Belém, Cuiabá,
Fortaleza, Palmas, Salvador e São Paulo.
Índice recorde
Em 2008, o índice de prefeitos
candidatos à reeleição será recorde. De acordo
com levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios
(CNM), 76,9% dos administradores municipais tentarão um novo mandato
nestas eleições.
Entre os maiores partidos, o
PT é o que apresentou o maior percentual de prefeitos que pretendem
conquistar o segundo mandato consecutivo: 285 dos 335 (85,1%) petistas
com a prerrogativa de disputar a reeleição estão
concorrendo. Pelo estudo, apenas 8,2% dos prefeitos que se candidataram à reeleição
em 2000 e 2004 foram vitoriosos nas urnas.
Nas principais cidades dos estados
o desempenho foi melhor. Em 2004, oito dos 11 prefeitos de capitais que
tentaram a reeleição conseguiram renovar o mandato por
mais quatro anos. Em 2000, quando os prefeitos tiveram a primeira oportunidade
de serem reconduzidos ao cargo, 16 dos 23 candidatos à reeleição
obtiveram êxito nessas cidades.
Economia ajuda
Para o cientista político
da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, a tendência
de manutenção no poder daqueles que já estão
administrando as capitais pode ser explicada por vários fatores,
inclusive econômicos.
O professor acredita que a reeleição
torna os governantes mais preocupados com a sua administração. “A
reeleição dá uma chance para o eleitor decidir se
quer continuar ou não com aquele prefeito”. Além
disso, oito anos numa prefeitura de capital, acredita o cientista, podem
tornar os prefeitos fortes candidatos a governador.
Fleischer lembra que, neste ano,
programas sociais do governo federal podem ser decisivos na hora da escolha
de um candidato e favorecer, inclusive, candidatos de partidos que fazem
oposição ao presidente Lula.
“Tem Bolsa Família
na maioria dos estados, os salários estão maiores, a
classe média aumentou. Os prefeitos podem surfar nesses números,
inclusive os de oposição. O Bolsa Família é um
fator importante”, considera. Na avaliação do cientista
político, o cenário econômico favorável
e o aumento do benefício do principal programa social do governo
Lula inibem o desejo de mudança por parte do eleitorado.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de agosto de 2008 | Economia
Aposentados convocados para censo previdenciário
Redação
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está convocando 1.841 aposentados
e pensionistas que realizaram o censo previdenciário por intermédio
de procuradores ou representantes legais, e que não foram localizados
pelos servidores do instituto, nos endereços indicados.
Em nota, o INSS esclarece que
apesar dos dados terem sido atualizados pelos procuradores, o órgão
precisa localizar e comprovar que o titular está vivo.
Os convocados terão prazo
de 30 dias para comparecerà agência da Previdência
Social que mantém seu benefício, munidos de documento de
identidadecom fotografia e CPF. Se o convocado for pessoalmente, o cadastro é regularizado
imediatamente. Do contrário, será feita nova visita para
a confirmação de vida por um servidor do órgão.
O INSS acrescenta que somente
depois que o funcionário do órgão conseguir localizar
o beneficiário é que o cadastro voltará à normalidade.
Se ao final de 120 dias persistir a falta de informação,
o benefício será cessado.
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AGÊNCIA DIAP, 08 de
agosto de 2008
COMBATE AO NEOESCRAVISMO
PEC 438/01: frente contra o trabalho
escravo define agenda
A frente nacional pela erradicação
do trabalho escravo, formada por entidades da sociedade civil e
associações de classe voltou a reunir em torno de
uma agenda com vistas à aprovação da Proposta
de Emenda à Constituição 438/01, a PEC do
Trabalho Escravo.
Em encontro realizado no Senado
Federal, os representantes das entidades na frente acertaram cronograma
de atividades que deve culminar com a realização de ato
nacional, em 13 de novembro, para marcar a entrega de abaixo-assinado
ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), e líderes
partidários com o pedido de aprovação da PEC 438.
De acordo com o senador José Nery
(PSol/PA), presidente da Subcomissão de Erradicação
do Trabalho Escravo, a resistência no Congresso, encontra-se sobretudo
entre os parlamentares ligados ao agronegócio. “A PEC não
foi feita para punir o setor rural do País, mas para punir apenas
e tão somente aqueles que deixam seus trabalhadores em situação
análoga à de escravo. Quem atua dentro da lei não
tem o que temer”, destacou Nery.
O senador lembrou que o recolhimento
de assinaturas com vistas ao abaixo-assinado vem sendo feito pelas entidades
integrantes da frente em todo o País. Ele lembrou que o dia 31
de outubro é a data-limite para a apresentação dos
abaixo-assinados. A expectativa é de que sejam recolhidas em todo
o Brasil cerca de 2 milhões de assinaturas exigindo a aprovação
da PEC na Câmara dos Deputados.
Aprovada em dois turnos
no Senado e em primeiro turno na Câmara dos Deputados, a PEC
438 aguarda desde agosto de 2004 a votação em segundo
e último turno em plenário. Sendo aprovada, retornará ao
Senado em razão das alterações processadas na
Câmara. O presidente Arlindo Chinaglia chegou a dizer que a PEC
do Trabalho Escravo era uma das prioridades da agenda da Câmara
para 2008.
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AGÊNCIA DIAP, 08 de
agosto de 2008
BENEFICIÁRIO
Aposentadoria por invalidez: direitos
e deveres do segurado da Previdência
A aposentadoria tem sido um dos
grandes temas de discussão no cenário brasileiro, em
especial a aposentadoria por invalidez. Esse tipo de aposentadoria
será concedida ao cidadão que se tornar incapaz, em
caráter irreversível, para o exercício de qualquer
atividade laboral, conforme laudo pericial emitido pelo perito do
INSS.
"Caso seja constatada a
incapacidade, a pessoa passará a receber o benefício em
valor equivalente a 100% da média dos 80% maiores salários
de contribuição, corrigidos monetariamente, desde julho
de 1994, para os segurados inscritos até 28 de novembro de 1999,
ou 100% da média dos 80 maiores salários de contribuição
de todo o período contributivo, para os segurados inscritos a
partir de 29 de novembro de 1999”.
E segue: “Se o segurado,
em razão de sua incapacidade, precisar de assistência permanente
de terceiros, terá direito a um adicional de 25% no valor de seu
benefício", explica a advogada Melissa Folmann, presidente
do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário.
Importante lembrar que não é qualquer
tipo de incapacidade que permitirá a concessão do benefício,
pois se for comprovada a pré-existência da doença
(que o segurado já estava doente quando passou a contribuir para
o INSS), o mesmo não fará jus ao benefício.
Mas um alerta deve ser feito
ao beneficiário da aposentadoria por invalidez: o benefício
não é permanente, pois o INSS pode, em verificando a recuperação
do segurado, cancelar a aposentadoria.
Segundo Folmann, "ao contrário
do que vem se falando, o INSS não está sendo injusto ao
rever as aposentadorias por invalidez, pelo contrário, está cumprindo
a lei, constituindo-se em um dever do aposentado comparecer às
perícias sempre que convocado".
Folmann afirma que, se o segurado
permanecer incapaz e, mesmo assim, o INSS cancelar sua aposentadoria,
pode o cidadão recorrer ao Judiciário por meio dos Juizados
Especiais Federais.
"Outra opção é contratar
um advogado, para ter seu benefício reimplantado por decisão
judicial, fundada na verificação de critérios
como: laudo médico, idade do segurado, grau de escolaridade,
e condição social", sugere a especialista. (Fonte:
IBDP)
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ÚLTIMA
INSTÂNCIA, 08 de agosto de 2008
Com o pagamento de R$ 16 milhões,
Justiça encerra caso Ortopé
Depois de mais de mil ações, a Justiça do Trabalho de Gramado,
no Rio Grande do Sul, realizou o pagamento de todos os créditos trabalhistas,
além dos recolhimentos dos tributos federais, como INSS (Instituto Nacional
do Seguro Social). Foram pagos mais de R$ 16 milhões e, com isso, está encerrado
o complexo caso Ortopé.
Segundo informações do TRT-RS
(Tribunal do Trabalho do Rio Grande do Sul), o valor se refere ao
que foi restituído aos ex-empregados, mais honorários
de assistência judiciária e recolhimento de tributos
federais.
Portanto, chegou ao fim a luta dos trabalhadores
da Ortopé que recorreram ao Judiciário na busca de
seus direitos trabalhistas e previdenciários, pondo fim a
uma disputa judicial de se arrastava há décadas.
Com o pagamento dos créditos dos trabalhadores
efetuado e recolhidos os tributos federais incidentes, os bens que
se encontram ainda penhorados pela Justiça do Trabalho serão
disponibilizados à Justiça Estadual de Gramado e São
Francisco de Paula, onde tramitam ações de execução
fiscal.
Leilão
Em novembro do ano passado, a marca
Ortopé foi arrematada, mais uma vez, pelo Grupo Paquetá Calçados
Ltda. durante um leilão realizado pela Justiça do Trabalho gaúcha
em São Francisco de Paula. O valor da aquisição ultrapassou
a marca dos R$ 15 milhões.
O valor foi pago à vista e no ato
pelo diretor da empresa Ênio Lúcio Schein. O Grupo já havia
adquirido a marca em leilão realizado em 28 de agosto de 2007,
mas pediu desistência da arrematação em razão
de Mandado de Segurança da União.
O objetivo da venda era o de sanar o pagamento
de créditos trabalhistas e previdenciários dos mais
de mil ex-trabalhadores da Ortopé.
Memória
Um laudo avaliativo da marca Ortopé, realizado por determinação
do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 4ª Região (Rio Grande
do Sul), constatou que a empresa vale R$ 21,6 milhões, quase R$ 7 milhões
a mais do que o valor pelo qual a marca foi arrematada em leilão.
A reavaliação da marca foi
exigida por um dos credores que questionou o valor por meio de embargos à arrematação.
Em virtude disso, o Grupo Paquetá, que havia comprado a marca
Ortopé no leilão promovido no dia 28 de agosto do ano
passado na cidade de São Francisco de Paula, desistiu do negócio.
O grupo havia arrematado a marca por R$ 15
milhões, lance mínimo estabelecido pela Justiça
na ocasião. “A desistência é uma previsão
legal que existe a favor da Paquetá. Isso não impede,
no entanto, que ela possa participar do novo leilão da marca,
que será realizado em novembro”, explicou a diretora
da secretaria da 2ª Vara do Trabalho de Gramado (RS), Carolina
Ferreira.
Processo 00232-2007-352-04-00-4
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
08 de agosto de 2008
Entregador de pizza não é considerado
empregado, diz Justiça
O trabalho como entregador de pizzas, com veículo próprio, de
forma não subordinada, com ganho limitado às entregas efetuadas
não caracteriza o vínculo empregatício protegido pela
legislação trabalhista, já que ele assume o prestador
de serviços os riscos do negócio que empreende.
Essa foi a decisão da
1ª Câmara do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região,
com sede em Campinas, em recurso no qual um entregador pedia reforma
de sentença da 2ª Vara do Trabalho de Ribeirão Preto.
A primeira instância havia
julgado improcedente a reclamação em que era pedido o reconhecimento
de vínculo de emprego entre o entregador e o estabelecimento comercial
para o qual desempenhava a atividade. O prestador de serviços
pedia, ainda, a condenação da reclamada ao pagamento das
verbas decorrentes e multas.
O motociclista alegou que foi
contratado pela pizzaria para trabalhar como entregador e que, em seu
entendimento, estavam presentes os requisitos previstos no artigo 3° da
Consolidação das Leis do Trabalho: “Considera-se
empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza
não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante
salário”.
No entanto, para o relator do
processo, desembargador federal do trabalho Luiz Roberto Nunes, não
se verifica os pressupostos caracterizadores da relação
de emprego, quando analisadas as provas existentes nos autos. O magistrado
lembrou que o próprio reclamante, em depoimento declarou: “que
recebia R$ 2,50 por entrega; que além desse valor nada recebia
para fins de ajuda de custo; ... que usava motocicleta própria”.
Para o magistrado, cabe ressaltar que não há proibição
legal para que a atividade de entrega de pizzas seja terceirizada, ainda
que por meio de entregadores autônomos.
Diante disso, prossegue Nunes, é possível
concluir que o então empregado assumia os riscos da sua atividade,
na medida em que arcava com as despesas de sua motocicleta e com as variações
remuneratórias decorrentes do número de entregas que, conforme
sua própria disponibilidade, efetuava.
O desembargador acrescenta
que não há como se conferir a um documento constante
nos autos o valor probante pretendido pelo autor, pois está subscrito
por terceiro estranho à pizzaria. Assim, o manteve inalterada
a decisão de origem.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
08/08/2008
Prova testemunhal nem sempre convence o
julgador
O depoimento de testemunhas e as fitas de caixa não foram provas convincentes
da realização de horas extras por uma bancária. A questão
teve origem na Bahia e chegou ao Tribunal Superior do Trabalho em embargos
analisados pela Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1). A SDI-1 reformulou decisão da Quinta Turma, que, ao considerar
que o Tribunal Regional da 5ª Região (BA) não havia se pronunciado
a respeito do valor comprobatório dos controles de freqüência
com horário fixo, determinou o retorno do processo ao Regional para
que o fizesse.
A SDI-1 rejeitou a preliminar
de nulidade do acórdão regional anteriormente acolhida
pela Quinta Turma, pois considerou que o TRT analisou cuidadosamente
todos os meios probatórios, inclusive os depoimentos testemunhais
e as provas documentais, e a decisão foi, assim, amplamente fundamentada.
A preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional,
na qual a parte alega que alguma argumentação sua não
foi apreciada, ou seja, haveria omissão do julgador, é muito
utilizada nos recursos que chegam ao TST.
Tudo começou quando uma
funcionária do Banco Baneb S.A. pediu em juízo o pagamento
de horas extras. O banco apresentou os controles de freqüência
com os registros de horários fixos (sem variação
nem de minutos). A bancária afirmou que os registros não
correspondiam à sua real jornada de trabalho e trouxe fitas de
caixa e testemunhas, pedindo que fossem consideradas como provas do período
de trabalho extraordinário. Em primeira instância, a ação
foi julgada improcedente. A trabalhadora recorreu ao Tribunal Regional,
que entendeu não ter sido provada a prestação de
trabalho suplementar.
Foram ouvidas três testemunhas.
Segundo o TRT, duas delas foram imprecisas em seus depoimentos, e a terceira
contradisse confissão da própria trabalhadora: afirmou
que a reclamante tinha intervalo de 15 minutos, e a autora falou em duas
horas, deixando clara a tentativa de beneficiar a empregada. Quanto às
fitas de caixa, isoladamente, não poderiam servir como prova de
horário de trabalho, porque o caixa bancário pode ser movimentado
por qualquer empregado que exerça a função de caixa,
e a utilização de senhas alheias é prática
rotineira.
De acordo com o ministro Carlos
Alberto Reis de Paula, relator dos embargos, o juízo não
está obrigado a retrucar todos os argumentos apresentados pela
parte, ou analisar individualmente os elementos probatórios. Então,
concluiu, no que foi acompanhado pela SDI-1, que “inexiste nulidade
a macular a decisão que contém as razões de decidir,
atendendo ao princípio do livre convencimento”, e determinou
o retorno do processo à Quinta Turma para que esta prossiga no
julgamento do recurso de revista. (E-RR-798/2000-193-05-40.8)
(Lourdes Tavares)
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08/08/2008
Confissão de bancário confirma
cargo de confiança
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho não reconheceu o direito a horas extras reclamadas
por um ex-empregado mineiro do Banco Santander, por entender que ele
desempenhava cargo de confiança que o excluía do direito às
verbas pedidas. A decisão foi tomada no julgamento do recurso
do banco contra a decisão do Tribunal Regional da 3ª Região
que, diferentemente, considerou o bancário credor das horas extras,
e baseou-se em informação prestada pelo próprio
bancário em seu depoimento na fase de instrução
do processo, ainda na Vara do Trabalho, e registrada no acórdão
do TRT.
A ação teve início
em março de 2002, quando o empregado reclamou na 20ª Vara
do Trabalho de Belo Horizonte que, após cerca 26 anos de trabalho,
foi demitido de forma injusta sem receber corretamente o que lhe era
devido. Afirmou que sempre trabalhou além das horas normais e
nunca recebeu os valores correspondentes às horas extras.
Insatisfeito com as decisões
da primeira instância e do Tribunal Regional, que julgaram procedente
a reclamação trabalhista e o condenou ao pagamento das
horas pleiteadas, o banco recorreu ao TST, alegando que o empregado exercia
cargo de confiança, conforme ele mesmo havia confessado ao afirmar
que era “a maior autoridade” na agência em que trabalhava.
Para o Regional, ele “estava se referindo aos funcionários
sob seu comando, obviamente, e não aos diretores aos quais estava
subordinado”.
O relator do processo na Sexta
Turma, ministro Horácio Senna Pires, entendeu que, embora o julgado
tenha procurado descaracterizar a confissão do empregado a respeito
de que era a maior autoridade na agência, “os limites que
enumera são próprios das atividades gerenciais em bancos,
para segurança e controle do patrimônio que, custodiado
pelo banco, pertence à gama de clientes”. O ministro acrescentou
que, de acordo com o Código de Processo Civil (artigo 334, inciso
II), a confissão dispensa a prova do fato confessado pela parte
que o alega.
Ao contrário da decisão
regional, a Sexta Turma considerou corretos os argumentos do Santander
de que a confissão e a gratificação de função
superior a 40% do salário efetivo que o empregado recebia confirmam
seu poder de gestão, sendo irrelevante o fato de que ele somente
podia assinar documentos em conjunto com outro funcionário autorizado.
(RR 393/2002-020-03-00.0)
(Mário Correia)
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CONSELHO NACIONAL
DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
RECOMENDAÇÃO
O
Conselho Nacional de Economia Solidária, reunido em Brasília,
nos dias 24 e 25 de julho de 2008, Considerando,
a) Que a Economia solidária, enquanto conjunto de atividades econômicas
- de produção, distribuição, consumo, poupança
e crédito - organizadas e realizadas solidariamente por trabalhadores
e trabalhadoras do campo e da cidade sob a forma coletiva e autogestionária,
constitui-se em estratégia fundamental para a promoção
de um modelo de desenvolvimento mais justo, sustentável, equânime
e democrático;
b)
Que é necessário ampliar a atuação
do Estado por meio de políticas públicas , programas
e ações governamentais em todos os níveis
da federação para fortalecer a economia solidária
em suas diversas formas de organização;
c)
Que as eleições municipais, pela maior proximidade
com os cidadãos e cidadãs, configura um momento
importante para o debate das propostas, planos e compromissos
que orientarão a atuação dos futuros governantes
e legisladores locais;
Recomenda,
Aos
partidos políticos e coligações partidárias
que incluam nos planos de governo e nos debates eleitorais compromissos
claros e objetivos com a implantação de políticas
municipais de apoio a economia solidária (com a criação
de fundos específicos e ações para garantir
que os empreendimentos econômicos e solidários tenham
acesso a fundos públicos, assistência técnica,
qualificação social e profissional, apoio a comercialização,
compras governamentais, mecanismos de participação
e controle social). Tais políticas devem ser reconhecidas
enquanto estratégias emancipatórias de inclusão
social e econômica dos desempregados, trabalhadores informais,
pessoas em situação de vulnerabilidade social,
povos e comunidades tradicionais favorecendo o desenvolvimento
sustentável, democrático, includente e socialmente
justo dos municípios brasileiros.
CARLOS
LUPI
Presidente do Conselho
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