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CONTAS ABERTAS, 08 de agosto
de 2008
Políticos corruptos tentam se
reeleger mais do que os honestos
Em meio às discussões sobre a decisão do Supremo Tribunal
Federal (STF) que liberou os chamados “fichas-sujas” para concorrerem às
eleições, três pesquisadores brasileiros se uniram para
afirmar que as eleições fomentam a corrupção no
Brasil. Segundo eles, um segundo mandado significa proteção contra
futuras sanções. Outra constatação é de
que a crença de que não serão apanhados por fraudes no
serviço público e os altos valores arrematados atraem os políticos
brasileiros à corrupção.
Após serem seduzidos pelos
prazeres da ilegalidade, estes precisam reeleger-se para evitar punições
mais severas. Com a reeleição, os políticos podem
responder as acusações penais valendo-se de mecanismos
como, por exemplo, o foro privilegiado, além de outros instrumentos
que os beneficiam. Desta forma, os políticos utilizam práticas
corruptas em prol de causas eleitorais. Outra descoberta é que
os prefeitos em seus primeiros mandatos estão mais propensos a
cometer irregularidades do que no segundo mandato.
Os pesquisadores Carlos Pereira,
da Universidade de Michingan (EUA), Marcus André Melo e Carlos
Maurício Figueiredo, da Universidade Federal de Pernambuco, publicaram
em uma revista norte-americana artigo sobre os efeitos da reeleição
na corrupção no início deste mês. Para eles,
quando a disputa é mais acirrada, os políticos são
aliciados a desviarem recursos da administração pública
para investirem nas campanhas. O efeito médio da despesa de campanha
mostra que para cada milhão de reais gastos durante a campanha
eleitoral, as possibilidades de reeleição aumentam cerca
de 3,5%.
Os dados que levaram os três
pesquisadores a essas afirmações são referentes
a todos os 184 municípios de Pernambuco, e segundo os especialistas,
podem servir de medição para o país inteiro. Os
números foram obtidos com o cruzamento de informações
do Tribunal de Contas de Pernambuco, informes anuais e de operações
eleitorais no período entre 1997 e 2006.
A pesquisa cita como exemplo
o primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi, e o deputado
federal brasileiro Paulo Maluf, que, apesar dos inquéritos judiciais
numerosos que os acusam em uma larga escala de crimes, continuam sendo
bem-sucedidos eleitoralmente. A primeira vista, os resultados sugerem
que os eleitores não se importam com a corrupção
e que os políticos não temem sanções judiciais
ou eleitorais.
Mas a explicação
para o fato da reeleição acontecer é que os eleitores
preferem suportar políticos corrompidos porque as preferências
do concorrente limpo podem ser longe de seus pontos de vista. O comportamento
dos eleitores é baseado em avaliações subjetivas
dos benefícios com os seus candidatos. De acordo com o estudo,
os eleitores podem encontrar dificuldades em votar em candidatos que
diferem de suas crenças ideológicas, religiosas, relacionadas à família,
e assim por diante. Por isso, optam por votar nos mesmos de sempre.
As irregularidades descobertas
perto do período eleitoral refletem resultados negativos para
políticos nas urnas. Conforme a proximidade das eleições,
maior é o impacto negativo. Em anos eleitorais, o reflexo negativo é de
19%. Já em outros anos é de 11%. Estes resultados sugerem
que as escolhas dos eleitores são influenciadas pelo sincronismo
da exposição pública dos escândalos de corrupção.
No entanto, a qualidade e a quantidade
das informações disponíveis aos cidadãos
não é o bastante para incentivá-lo a conter os crimes
políticos. A população tem pouca informação
sobre o comportamento dos políticos e os auditores monitoram de
forma insuficiente. Quando a corrupção não parece
ser detectada e os custos envolvidos são muito altos, os políticos
locais não alinham seus interesses com os dos eleitores.
Amanda Costa
Do Contas Abertas
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BEM PARANÁ, 08 de
agosto de 2008 | Economia
Leão
Receita "procura" R$ 2 bilhões
sonegados por empresas do Paraná
A partir desta segunda-feira, 261 empresas
paranaenses serão visitadas por fiscais federais
Ana Ehlert, do Jornal do Estado
A partir desta segunda-feira, a Secretaria da Receita Federal do Brasil iniciará a
busca de R$ 2,047 bilhões em 261 empresas paranaenses suspeitas de fraudarem
o fisco. A ação faz parte do programa de fiscalização
Omissão de Receitas – Pessoas Jurídicas direcionado às
pessoas jurídicas (empresas) que não ofereceram à tributação
receitas auferidas.
No Brasil, serão fiscalizadas
6.032 empresas. Na segunda-feira, os fiscais começam a visitar
827 dessas empresas, que juntas deixaram de declarar R$ 4,7 bilhões,
informou na sexta-feira, o coordenador-geral de Fiscalização,
Marcelo Fisch.
Neste processo, foram identificadas no Estado do Paraná, 50 pessoas
jurídicas (empresas) com indícios de omissão de receitas
decorrentes de repasses de cartões de crédito informados via
Declaração de Operações com Cartão de Crédito
(Decred). R$ 59,986 milhões teria sido omitidos à Receita.
Foram ainda apontados 26 contribuintes,
com indícios de omissão de R$ 86,074 milhões. As
informações prestadas por terceiros ou colhidas junto ao
Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do
Governo Federal e a Empresas Públicas.
Outros R$ 81,452 milhões
teriam sido omitidos por 54 contribuintes (empresas). O apontamento foi
feito pelo cruzamento dos dados da Declaração do Imposto
de Renda Retido na Fonte (Dirf) com as informações de terceiros
relacionados à prestação de serviços (códigos
1708 e 8045), mas sem retenção da CSLL, do PIS/Pasep e
da Cofins .
A Receita identificou ainda no
Paraná, 121 empresários com indícios de omissão
de R$ 1,820 bilhões. Eles teriam declarado ao fisco receita bruta
inferior ao valor de compras informado em DIPJ por terceiros.
A Omissão de Receitas – Pessoas Jurídicas é o quarto
programa instituído pela Receita Federal este ano, no âmbito da
Estratégia Nacional de Atuação da Fiscalização
(Enaf).
As empresas que se anteciparem à ação
da fiscalização poderão regularizar suas pendências,
retificando suas declarações e recolhendo a diferença
de impostos e contribuições, devidamente acrescidos de
juros e multa de mora limitada a 20%.
Após iniciado o procedimento de fiscalização, com a ciência
da intimação apresentada por Auditores-Fiscais da Receita Federal,
as empresas estarão sujeitas à cobrança dos impostos e
contribuições devidos, acrescidos de juros e multa de ofício
variável de 75% a 150%, sem prejuízo de processos de representação
fiscal para fins penais nas situações de ocorrência de
crimes contra a ordem tributária.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de agosto de 2008 | Economia
Setor têxtil brasileiro debate
seus problemas
Rosângela Oliveira
A indústria do vestuário é o segundo setor que mais emprega
no Brasil atrás apenas da construção civil. O Paraná ocupa
a quarta posição no ranking dos estados produtores, com cerca
de 77 mil trabalhadores formais, em mais de quatro mil estabelecimentos industriais.
Apesar do setor registrar crescimentos
nos últimos anos, vem sofrendo com a concorrência de produtos
asiáticos. E isso tende a piorar em 2009, é quando termina
um acordo de salvaguarda da China, cujo país já adiantou
que não pretende renovar o documento, e com isso a importação
de produção não terá restrições.
E a renovação do
acordo com a China é um dos assuntos que está sendo acompanhado
pela Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria
Têxtil e de Confecção Brasileira, que foi criada
em abril deste ano e conta com 230 deputados e 21 senadores.
Ontem representantes da frente
estiveram em Curitiba apresentando, para representantes do setor do Paraná,
as principais propostas que estão sendo defendidas no Congresso.
De acordo com deputado federal
Rodrigo Rocha Loures a frente está dependendo três pontos
principais: a redução da carga tributária, geração
de um milhão de empregos até 2010, e a retomada dos acordos
bilaterais com os principais países consumidores, como o Estados
Unidos e Europa.
Ele adiantou que em setembro
a frente irá aos Estados Unidos para discutir o assunto politicamente. “Hoje
o principal mercado exportador do Brasil é a Argentina, que também é membro
do Mercosul. Precisamos ampliar isso, e só com a entrada no mercado
norte americano seriam gerados 500 mil novos empregos”, comentou
Loures.
Além dessas ações
a frente está defendendo o combate ao descaminho, a garantia de
qualidade técnica dos produtos importados, e a redução
da tarifa de energia elétrica em horários diferenciados
para s setor têxtil.
Também fazem parte das
ações dois projetos de lei que criam a obrigatoriedade
do fornecimento de uniforme escolar e a confecção de roupas
dos militares no Brasil hoje os uniformes são feitos na China.
O presidente do Sindicato das
Indústrias de Fiação e Tecelagem no Estado do Paraná (Sinditêxtil),
Adilson Filipaki comenta que outra reivindicação do setor é a
qualificação de mão-de-obra, que mais de 60% é feminina.
“É preciso
apoio do governo, através de recursos do FAT (Fundo de Amparo
ao Trabalhador) para a formação de mão-de-obra
na indústria”, disse o sindicalista. Segundo ele, os cursos
ofertados atualmente são mais para fins sociais, o que acaba
levando a informalidade ou arrastando o profissional para outras áreas,
como a construção civil.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
08 de agosto de 2008 | Brasil
Governo contratará motosserrista
sem emprego
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo federal vai contratar
carvoeiros e motosserristas desempregados pela Operação
Arco de Fogo, da Polícia Federal, para ajudar no trabalho de prevenção
e combate a queimadas ilegais na Amazônia.
São mil vagas de "brigadistas" em seis Estados da Amazônia
Legal, com direito a contrato temporário de seis meses a partir de setembro,
um salário mínimo mensal (R$ 415), alimentação
e vale transporte.
Para escolher os 32 municípios nos quais haverá processo de seleção,
o governo usou critérios como o orçamento disponível,
o volume de desmatamento e de queimadas ilegais e a situação
de desemprego.
" O objetivo não é apenas o de prevenir [incêndios ilegais],
mas também o de fazer um trabalho social. A prioridade é que as
pessoas estejam inseridas na região", afirma Elmo Monteiro, coordenador
nacional do Prevfogo (Centro Especializado em Prevenção e Combate
aos Incêndios Florestais), vinculado ao Ibama.
Um dos critérios de seleção é a aprovação
no teste físico. Pessoas com problemas cardíacos, por exemplo,
não podem atuar no combate a incêndios.
"É óbvio que essas pessoas [desempregadas] terão prioridade.
A idéia é ampliá-la no ano que vem", completa Monteiro.
No início deste ano, a Polícia Federal desencadeou na região
amazônica a Operação Arco de Fogo, com a aplicação
de multas, fechamento de madeireiras e destruição de fornos de
carvão. Em Tailândia (PA), por exemplo, houve levante por conta
da operação. Tailândia é uma das 32 cidades escolhidas
pelo governo federal para a contratação de brigadistas.
Em cada cidade será criada uma brigada temporária, com um gerente,
seis brigadistas-chefes e 24 brigadistas para prevenção e combate
a incêndios. Há R$ 13 milhões disponíveis para o
novo programa.
Carvoeiros, motosserristas e demais selecionados irão passar por um
período de treinamento antes de iniciar o trabalho. Como brigadista,
eles terão de visitar propriedades rurais do município e orientar
fazendeiros e funcionários sobre os riscos ambientais e de multas para
esse tipo de queimada.
A partir deste mês, a preocupação do governo com os incêndios
ilegais está em três Estados (Pará, Mato Grosso e Rondônia).
As queimadas são permitidas, desde que ocorram de forma controlada e
com autorização de órgãos ambientais. Dos municípios
selecionados, dez estão em Mato Grosso e nove, no Estado do Pará.
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AGÊNCIA
CÂMARA, 08 de agosto de 2008
Comissão rejeita política
para construção de casa popular
A Comissão de Desenvolvimento Urbano
rejeitou na quarta-feira (6) o Projeto de Lei 2165/07, do deputado
Edigar Mão Branca (PV-BA), que estabelece a Política
Nacional de Reforma ou Construção de Habitações
de Interesse Social. O objetivo da proposta é atender famílias
com renda mensal de até três salários mínimos
que não tenham moradia própria ou que precisem de recursos
para reformar e concluir as suas habitações.
O relator, deputado Luiz Carlos Busato (PTB-RS),
afirmou que a Lei 11.124/05, que criou o Sistema Nacional de Habitação
de Interesse Social e o Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social, já trata do assunto.
No projeto, está previsto o uso de
tecnologias que minimizem o impacto ambiental, com a adoção
de matérias-primas e insumos reciclados e a reutilização
e o tratamento de resíduos sólidos. Porém, Luiz
Carlos Busato ressaltou que já estão entre as diretrizes
do sistema o incentivo à pesquisa e a incorporação
de desenvolvimento tecnológico e de formas alternativas de
produção de moradias.
A proposta contém ainda pontos questionáveis,
na avaliação de Busato, como um artigo que atribui
responsabilidade conjunta ao poder público e à sociedade
pela eficácia da reforma ou da construção de
moradias de interesse social.
Tramitação
Sujeito a análise em caráter conclusivo, o projeto ainda será examinado
pelas comissões de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da
proposta:
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PL-2165/2007
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ÂMBITO JURÍDICO,
09 de agosto de 2008
STF reconhece repercussão
geral em matéria de FGTS
O Supremo Tribunal Federal (STF) aplicou hoje (7) a regra da repercussão
geral a Recurso Extraordinário (RE 591068) que discute a validade de
acordo para recebimento de FGTS. A matéria é tratada na Súmula
Vinculante número 1*, editada em 2007.
O dispositivo impede que a Caixa
Econômica Federal seja obrigada, judicialmente, a pagar correções
relativas a planos econômicos sobre o FGTS nos casos em que o banco
já tenha feito acordo prévio com o correntista.
Com a decisão desta tarde,
todos os recursos extraordinários que tratam do tema e que tenham
decisão contrária àquela já fixada pelo STF
não chegarão mais à Corte. Os processos que já chegaram
serão devolvidos à origem para que a decisão seja
retratada conforme a orientação do Supremo.
“É um desses processos
no quais nós temos acúmulos”, disse o presidente
do STF, ministro Gilmar Mendes, ao justificar a proposta de que a repercussão
geral fosse aplicada ao caso, que foi levado ao Plenário em questão
de ordem.
A repercussão geral possibilita
que o Supremo deixe de apreciar recursos extraordinários que não
tenham maiores implicações para o conjunto da sociedade. É um
filtro que permite à Corte julgar somente os temas que possuam
relevância social, econômica, política ou jurídica.
Ao mesmo tempo, aliada à súmula vinculante, determina que
as demais instâncias judiciárias sigam o entendimento do
Supremo. O dispositivo é regulamentado pela Lei 6.648/06 e foi
incluído no parágrafo 3º do artigo 102 da Constituição
Federal.
As súmulas vinculantes
estão previstas no artigo 103-A da Constituição
Federal. O dispositivo também foi regulamentado em 2006, pela
Lei 11.417. Para ser editada, toda súmula vinculante tem de ser
aprovada por, no mínimo, oito dos 11 ministros do STF.
*Súmula nº 1 - FGTS
Enunciado: “Ofende a garantia
constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que,
sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a
validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão
instituído pela Lei Complementar nº 110/2001.”
Processo RE
591068
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TERRA, 11 de agosto de 2008
FGTS: Supremo barra recurso de quem
fez acordo
Trabalhadores que assinaram com
o governo federal aquele que ficou conhecido como "o maior acordo
do mundo", para receber correção do FGTS referente
aos planos Verão (1989) e Collor 1 (1990), não poderão
mais ter recursos analisados pela mais alta Corte da Justiça.
Muitas pessoas questionam nos tribunais de todo o País o pagamento
da diferença relativa ao deságio, mas não
O Supremo Tribunal Federal (STF)
aplicou ontem a regra conhecida como "Repercussão Geral a
Recurso Extraordinário", que trata da validade do acordo
para recebimento de FGTS. O entendimento está na Súmula
Vinculante nº 1 e desobriga a Caixa Econômica Federal de pagar,
judicialmente, correções relativas a planos econômicos
sobre o FGTS nos casos em que o banco já havia fechado acordo
prévio com o trabalhador.
"Com a decisão desta
tarde (ontem), todos os recursos extraordinários que tratam do
tema e que tenham decisão contrária àquela já fixada
pelo STF não chegarão mais à Corte", informa
nota. Os processos que já chegarem ao Supremo serão devolvidos
ao tribunal de origem para que a decisão seja retratada.
O STF não divulgou a quantidade
de recursos recebidos, mas garantiu que são numerosos. "É um
desses processos nos quais nós temos acúmulos", explicou
o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, ao justificar a proposta
de que a repercussão geral fosse aplicada ao caso, que foi levado
ao Plenário da Corte.
Pelo menos 32 milhões
de trabalhadores dos 39 milhões que tinham direito assinaram o
acordo com o governo. A União teve que desembolsar no pagamento
quase R$ 40 bilhões.
INSS
vai convocar 352 no Rio
O maior número de segurados não encontrados pelos servidores
do INSS no censo previdenciário fica no Rio: 352 dos 1.841 aposentados
e pensionistas do País, que teriam feito o recadastramento por meio
de procuradores ou representantes legais.
O instituto vai convocá-los
de novo, por meio de editais em jornais. Mesmo com a atualização
feita pelo procurador, o INSS precisa localizar e comprovar que o titular
está vivo. Esses segurados terão 30 dias para comparecer à agência
que mantém o benefício, levando documento de identidade
com fotografia e CPF. Se o aposentado ou pensionista for pessoalmente,
o cadastro é regularizado de imediato.
O representante ou procurador
deverá fornecer o endereço correto para nova visita do
servidor. O instituto dará 90 dias para atualizar as informações.
O descumprimento do prazo levará à suspensão do
benefício.
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CONSULTOR JURÍDICO,
08 de agosto de 2008
Seminário nacional
Evento discute doença ocupacional
e acidente de trabalho
Cerca de mil juízes do Trabalho, membros do Ministério Público,
advogados e estudantes devem participar do Seminário Nacional Sobre
Acidentes do Trabalho e Saúde Ocupacional que acontece entre os dias
13 e 15 de agosto em São Paulo. A cidade foi escolhida como sede do
evento por causa do grande número de processos sobre a questão
na Justiça do Trabalho de São Paulo.
O evento é promovido pela
Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do
Trabalho (Anamatra), Associação dos Magistrados da 2ª Região
(Amatra 2), Escola da Magistratura da 2ª Região, Associação
Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação
Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat) e pela OAB.
O objetivo do seminário é debater
as questões que envolvem os acidentes de trabalho e as doenças
ocupacionais. Responsabilidade civil, benefícios previdenciários,
Ler/Dort, acidentes mecânicos e perda auditiva serão alguns
dos assuntos abordados. A abertura do evento, às 19h30 do dia
13 de agosto, será feita pelo advogado e professor da USP, Dalmo
de Abreu Dallari.
Segundo a Previdência Social,
no país são registrados anualmente cerca de 500 mil acidentes
do trabalho, com a média de 2,8 mil mortes e mais de 12,5 mil
casos de invalidez permanente de trabalhadores. Estima-se o gasto anual
de cerca de R$ 20 bilhões com os acidentes e doenças. Nesses
números não estão computados os acidentes de trabalhadores
rurais e domésticos e aqueles que estão no mercado informal.
Para o presidente da Anamatra,
Cláudio José Montesso, o evento marca a abertura de uma
nova frente de atuação da Anamatra. “Com o evento
reafirmamos a importância do Direito do Trabalho em face da sua
relação cada vez mais intrínseca com a dignidade
humana, da qual a proteção a saúde e segurança
do trabalhador é parte essencial”, afirma.
Segundo a juíza Sônia
Lacerda, presidente da Amatra 2, “será uma oportunidade única
de discutir o tema — atribuído à Justiça do
Trabalho após a Emenda 45 —, em face da realidade jurídica
e social de nosso Estado”.
O seminário conta com
o apoio da Advocacia-Geral da União, do Ministério da Justiça,
da Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho
(ALJT), da Associação Luso-Brasileira dos Juristas Trabalhistas
(Jutra) e da Associação Latino-Americana de Advogados Trabalhistas
(Alal).
Uma questão que será abordada
no evento é a definição dos valores pecuniários
referentes às indenizações a que têm direito
os trabalhadores, já que a Emenda Constitucional 45 passou para
a Justiça do Trabalho a competência dessa questão.
Serviço:
Seminário Nacional sobre
Acidentes do Trabalho e Doenças Ocupacionais
Quando: 13 a 15 de agosto
Onde: Espaço de Eventos
Hakka — Rua São Joaquim, 460, Liberdade, São Paulo
Leia a programação
13 de agosto — quarta-feira
17h30 — Credenciamento
19h — Abertura — Exposição
dos representantes das entidades organizadoras do evento
19h30 — Conferência
de abertura — Integridade do homem e direitos fundamentais — Dalmo
de Abreu Dallari
14 de agosto — quinta-feira
9h — Fundamentos da evolução
da responsabilidade civil — Claudio José Bueno de Godoy
e Claudio Mascarenhas Brandão
10h45 — Acidentes e adoecimentos
ocupacionais: entraves na concessão dos benefícios previdenciários —Luiz
Salvador
14h —LER/ DORT — Causas
e conseqüências — Maria Maeno
15h15 — Acidentes mecânicos — Causas
e conseqüências — Ildeberto Muniz de Almeida
17h — Perda auditiva — Causas
e conseqüências — Vilma Akemi Okamoto
15 de agosto — sexta-feira
9h — Doenças psicológicas — Causas
e conseqüências — Margarida Barreto
10h45 — Fixação
da indenização decorrente de doenças e acidentes
do trabalho — José Affosno Dallegrave Neto
14h — Fiscalização
do trabalho e infortúnio — Sandro Eduardo Sarda
15h15 — Questões
processuais — Carlos Henrique Bezerra Leite
17h — Conferência
de encerramento — Teoria do risco e acidente — Sebastião
Geraldo de Oliveira.
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