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FOLHA DE LONDRINA, 11 de
agosto de 2008 | Economia
Família brasileira gastou
R$ 44,83 por dia em 2007
São Paulo - Levantamento divulgado nesta semana pela Federação
do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) mostrou que
a família brasileira gastou em média R$ 44,83 por dia em 2007
para pagar desde a alimentação até impostos para o governo.
A pesquisa utilizou informações do Proconsumo - programa de computador
que gerencia dados de potencial de consumo em todo o país.
Segundo o estudo, ao todo, 58
milhões de famílias - com média de 3,8 pessoas cada
desembolsaram R$ 2,6 bilhões para custeio das despesas diárias.
Na análise foram considerados 14 itens consumidos diariamente,
como habitação, educação, saúde, vestuário,
tarifas bancárias, impostos, recreação, viagens,
cuidados pessoais, energia elétrica, entre outros.
O estudo mostrou que uma família
pertencente à classe A gastou em média R$ 302,20 por dia,
enquanto um grupo familiar situado na classe B desembolsou diariamente
R$ 116,49. Nas faixas mais pobres, as despesas médias diárias
foram de R$ 55,14 na classe C, R$ 29,10 na classe D e R$ 9,26 na E.
Segundo o levantamento, existem
no país cerca de 2 milhões de famílias na classe
A (com renda superior a 30 salários mínimos), 6,3 milhões
na B (com renda entre 10 e 30 salários), 9,6 milhões na
classe C (entre cinco e 10 salários), 18,5 milhões na D
(entre dois e cinco) e a maioria está na classe E, com 21,6 milhões
de famílias recebendo até dois salários mínimos,
que vale atualmente R$ 415.
''A família brasileira
gasta por dia mais com impostos (R$ 2,63) do que com itens essenciais
como educação (R$ 1,93). Uma vez observados os itens e
as divisões por renda, verifica-se que a má distribuição
persiste no país, já que os gastos com itens essenciais
representam valores expressivos de quem ganha até dois salários
mínimos'', informa a Fecomercio-SP.
A pesquisa mostra que as famílias
pertencentes a classe A gastaram por dia em 2007 somente com viagens
R$ 16,6 milhões, sendo que as da classe E gastaram quase o mesmo
valor com Saúde, Educação e Higiene Pessoal somados.
Somente com despesas bancárias
as famílias com renda superior a 30 salários mínimos
gastaram por dia R$ 9,6 milhões, enquanto as mais de 21 milhões
de famílias da classe E gastaram por dia com Saúde R$ 9,3
milhões.
Fernando Antunes
Folhapress
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FOLHA
DE LONDRINA, 11 de agosto de 2008 | Política
Decreto prolonga por 2 anos permanência
no Bolsa-Família
São Paulo - A
Presidência da República quer prolongar a permanência
das pessoas no Programa Bolsa-Família. Isso poderá ocorrer
após a regulamentação do decreto 6.392, assinado
em março deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
Atualmente, quando alguma família
melhora de renda e ultrapassa o patamar da pobreza, ela pode ser excluída
automaticamente do programa. De acordo com o novo decreto, que se encontra
na Casa Civil à espera da regulamentação, a melhoria
não implicará a exclusão imediata. Cada família
poderá permanecer até dois anos no Bolsa-Família,
mesmo com aumento na renda, desde que não omita informações
e atenda às condicionalidades ou contrapartidas exigidas oficialmente,
tais como a permanência de crianças na escola e a carteira
de vacinação em dia.
De acordo com a secretária
nacional de Renda e Cidadania, Rosani Cunha, a decisão presidencial
teve origem em estudos que demonstram que ''uma das principais características
das famílias pobres é instabilidade da renda''. Na prática
isso significa o seguinte: várias famílias que se desligam
após a melhoria de renda acabam retornando à situação
de pobreza e solicitando a reinscrição.
''Com o decreto presidencial,
elas podem permanecer um mínimo de dois anos, antes de passarem
por um processo de revisão de benefícios'', observa Rosani.
''Isso não significa que, se alguma família quiser sair,
por vontade própria, não possa fazê-lo.''
O Ministério do Desenvolvimento
Social procura estimular o desligamento voluntário. ''Ele teve
peso maior no início do programa, quando tínhamos menos
eficiência para registrar as mudanças nas famílias'',
diz Rosani.
Para o economista Marcelo Neri,
chefe do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), o maior desafio que o Bolsa-Família enfrenta no
seu atual estágio é o da perda de foco. ''Temos menos
pobres no País'', diz ele. ''Com o desenvolvimento do programa
de transferência de renda e a expansão do mercado de trabalho,
a pobreza diminuiu. A tendência daqui para a frente é ficar
cada vez mais difícil encontrar pobres para incluir no programa.''
O desafio daqui para a frente,
na opinião de Neri, é criar estruturas para transformar
a vida das pessoas atendidas: ''Em vez de usar o cadastro único
só para ver quem cumpre as condicionalidades do programa, o
governo poderia aproveitar essa estrutura, muito sofisticada, para
abrir portas de saída. O cadastro pode ser muito útil,
por exemplo, na montagem de um sistema de concessão de microcrédito
para as famílias.''
Neri observa que, apesar dos
desafios postos para o futuro, o Bolsa-Família foi bem até aqui:
''Com uma quantia que corresponde a 0,8% do PIB, ele beneficia quase
25% da população. Os gastos com a previdência são
14 vezes maiores e atingem metade das pessoas do Bolsa-Família.''
Roldão Arruda
Agência Estado
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BEM PARANÁ, 11 de
agosto de 2008 | Economia
Trabalho
Previdência tem inéditos
40 milhões de contribuintes
Em relação ao ano anterior,
houve crescimento de 7,15%
A Previdência Social alcançou a marca história de 40 milhões
de trabalhadores com carteira assinada como contribuintes em 2007. O número
de contribuintes individuais, em que estão, entre outros, os trabalhadores
autônomos, atingiu 11 milhões de pessoas no mesmo ano.
Em relação ao ano anterior, houve crescimento de 7,15% no contingente
de empregados filiados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A taxa
de crescimento no segmento dos individuais foi de 5,4%. Os números são
inéditos e foram revelados ao Grupo Estado pelo ministro da Previdência,
José Pimentel. “Ampliamos a cobertura previdenciária e
social no País”.
Pimentel explicou que, nesse
universo de 40 milhões de pessoas, estão cerca de 36,1
milhões de contribuintes efetivos, ou seja, pagaram de forma contínua
nos 12 meses. Os demais 3,9 milhões de trabalhadores contribuíram
por menos meses, o que indica alguma ocupação temporária.
O salto no número de filiados é expressivo,
já que em fins de 2002 eram 30,8 milhões os contribuintes
empregados e cerca de 28 milhões descontavam regularmente para
o INSS. “É um reflexo direto da maior formalização
de mão-de-obra, fruto de maior crescimento econômico”,
comentou.
Perfil — O
número de contribuintes do INSS com carteira assinada com idade
de até 19 anos cresceu 21,7% em 2007 em relação
a 2006. Também houve crescimento de 32,39% entre os trabalhadores
entre 50 anos e 64 anos. Entre os trabalhadores de 20 a 24 anos de idade,
houve um aumento de 3%.
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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de junho de 2008 | Economia
Os desafios de ser pai e profissional
Lyrian Saiki
Se você é daqueles pais que levam e buscam os filhos da escola,
fazem compras no mercado, desdobram-se no trabalho e ainda levam serviço
para casa, não se desespere. Você não está sozinho!
Durante séculos, cabia às mulheres apenas cuidar da casa e dos
filhos e, aos homens, trabalhar para sustentar a família.
Hoje, é cada vez mais
comum a fusão entre esses dois papéis. O resultado é que
a maioria dos homens tem se envolvido com as tarefas domésticas,
sem deixar de lado a carreira.
“Foi mais fácil
para o meu avô ser pai do que foi para mim. As famílias
eram numerosas, e tratavam-se os filhos como se fossem todos iguais,
o que era um grande erro”, apontou o professor Antônio Raimundo
do Santos, que ministra aulas de gestão de conhecimento no Instituto
Superior de Administração e Economia da Fundação
Getúlio Vargas (Isae/FGV) e pai de duas moças. “Morreu
um pouco aquela idéia de que educação de filho é responsabilidade
só da mãe. As pessoas passaram a assumir papéis
diversos e, hoje, os pais têm que ser mais criativos do que antigamente.”
Para o professor, o desafio de
conciliar família e carreira profissional exige, sobretudo, disciplina. “A
geração de hoje tem muitas opções e tem que
fazer escolhas, definir prioridades. É preciso disciplinar as
escolhas, ter atitude em relação à própria
vida”, comentou.
Raimundo cita como exemplo o ´home-office´ -traduzindo,
trazer o escritório para dentro de casa. “Mesmo trabalhando
em casa, é preciso levantar da cama na hora prevista, preparar-se
para trabalhar. O problema é que o brasileiro nunca se planejou
para nada. Falta disciplina financeira, familiar, profissional.”
Tempo valioso
Para o coordenador do curso de
Administração de Empresas da Universidade Positivo, Daniel
Francisco Rossi, é preciso encontrar tempo para dividir o dia-a-dia
com os filhos, e não deixar a relação pai-filho
apenas para o final de semana.
“O almoço sem a
TV ligada, por exemplo, rende trinta minutos de conversa sobre como foi
o dia, a escola. Também à noite, depois que os filhos já jogaram
videogame, usaram a internet, é hora de sentar juntos novamente.
Ser pai não é só jogar futebol no fim de semana”,
apontou Rossi, 36, pai de dois filhos, de 8 e 10 anos de idade.
A coordenadora de Recursos Humanos
da Catho Online, Fernanda Figueiredo, concorda. “Não importa
se o pai tem cinco ou dez minutos para os filhos. O importante é que
ele esteja 100% presente. Se possível, que desligue o celular,
o notebook. É preciso ser criativo neste momento”.
Pesquisa realizada pela Catho
Online com 12.122 profissionais de empresas privadas de todo o Brasil
mostra que mais de 62% dos homens ativos no mercado de trabalho são
pais. Portanto, a maioria dos profissionais está sujeita aos desafios
da “dupla jornada” de trabalho.
Sacrifícios
Mas como sair do trabalho para
receber uma homenagem do Dia dos Pais na escola, se há uma reunião
marcada justamente naquele horário? Rossi reconhece que nem sempre é possível
acompanhar o dia-a-dia dos filhos, principalmente para aqueles que estão
em ascensão profissional.
“O mundo dos negócios
vai exigir sacrifícios, viagens importantes que vão deixar
o profissional longe da família. Mas isso deve ser uma exceção,
não uma regra”, disse. “Ainda há pessoas que
se gabam de trabalhar 12, 14 ou 16 horas por dia. Para mim, há incompetência
de não terminar o trabalho em 8 ou 10 horas”, comentou.
Rossi chama a atenção
para empresas que exploram seus funcionários devido ao quadro
reduzido. “Daqui cinco ou dez anos, esse funcionário vai
se arrepender. Ele pode até ter acumulado riqueza nesse período,
mas sempre vai achar que poderia estar mais presente com a família.”
A boa notícia é que
o fenômeno recente da responsabilidade social está fazendo
com que muitas empresas se preocupem com a qualidade de vida de seus
funcionários.
“As empresas estão
entendendo um ponto simples: pessoas com melhor qualidade de vida rendem
mais no trabalho. É melhor dispensar um funcionário que
está com o filho prestes a ser operado do que obrigá-lo
a participar de uma reunião, por exemplo. E a empresa não
faz isso porque é boazinha, não. Ela faz em nome do lucro,
mas brasileiro tem vergonha de dizer isso”, arrematou o professor
Antônio Raimundo, do Isae-FGV.
Dicas
para que possa manter o equilíbrio
Procure conciliar os seus horários com os da família. Se você chegar
muito tarde em casa, vai perder um tempo precioso de convívio com seus
familiares. Portanto, tente organizar a sua agenda;
Participe de todos os “acontecimentos” familiares.
É sempre importante estar
presente em todos os momentos possíveis;
Faça da realidade do filho
a sua realidade. Mostre que ele faz parte da sua vida;
Demonstre que você se importa!
Ouça atentamente seus familiares, não os ignore;
Não deixe que o trabalho
ultrapasse o expediente. Evite passar tempo demais no escritório,
se não for necessário. Procure não levar tarefas
para realizar em casa, pois isso acaba atrapalhando o seu tempo de descanso
e lazer;
Por mais nervoso que esteja devido
a outros fatores, não desconte na família, nem leve esse
nervosismo para sua casa. Tente manter um clima agradável no lar;
Aproveite os finais de semana
para esquecer do trabalho e busque atividades com a família.
As Informações
são da Consultoria Catho, através do seu site.
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VERMELHO, 11 de agosto de
2008
Wagner Gomes: unicidade, estabilidade
e imposto compulsório
No momento em que comemoramos, com
toda a justiça, a legalização das centrais,
uma conquista histórica da classe trabalhadora brasileira,
não podemos perder de vista o fato de que o movimento sindical
também se defronta com sérias ameaças.
Por Wagner Gomes*
De um lado, movem-se as forças
da direita neoliberal, representantes do capital, interessadas em restringir
os direitos e a liberdade de ação dos sindicalistas, contado
para tanto com o respaldo da cúpula do Poder Judiciário.
De outro, atuam os divisionistas, que apostam na fragmentação
da organização e representação dos trabalhadores,
sacrificando a unidade e a unicidade no altar do pluralismo.
Esses dois atores (a direita
neoliberal e os divisionistas, situados ao centro ou à esquerda)
desempenham um papel nocivo ao movimento e no final convergem, com suas
iniciativas, para um só objetivo prático: o enfraquecimento
da organização sindical, que debilita a luta da classe
trabalhadora e joga água no moinho dos patrões.
Estabilidade em questão
Entre as iniciativas antidemocráticas
adotadas contra o sindicalismo destaca-se a restrição à estabilidade
dos dirigentes sindicais, traduzida em decisões recentes do Tribunal
Superior do Trabalho (TST), cuja orientação foi acatada
por vários juízes de instâncias inferiores.
Em primeiro lugar, veio a negação
do direito à estabilidade dos membros do Conselho Fiscal. Na sequência,
os tribunais procuraram ampliar as restrições, estabelecendo
que apenas sete dirigentes sindicais (no máximo) estão
protegidos pela estabilidade, excluindo os suplentes. Isto não
só estimula as práticas anti-sindicais Brasil afora como
também contraria o espírito da Constituição
Cidadã de 1988.
Constituição negada
A Carta Magna não podia
ser mais clara a respeito do tema. Em seu artigo 8º, VIII, determina
que “é vedada a dispensa do empregado sindicalizado, a partir
do registro da candidatura a cargo de direção ou representação
sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após
o final do mandato, salvo se cometer falta grave, nos termos da lei”.
A CLT estabelece norma idêntica
em seu artigo 543, parágrafo 3º. Além disto, convém
lembrar que o famoso Artigo 7º da Constituição, I,
também prevê uma “relação de emprego
protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa”,
embora remetendo a regulação deste princípio a uma
lei complementar. Tal lei ainda não foi aprovada em função
do forte lobby patronal, que recentemente também derrotou a Convenção
158 da OIT (que proíbe a demissão imotivada nas empresas)
na Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara
Federal.
A polêmica jurídica,
na verdade, esconde motivos menos sublimes. O que está em jogo
no caso é o interesse dos grandes capitalistas de enfraquecer
a organização e a luta da classe trabalhador. Sem estabilidade
o dirigente sindical não terá liberdade para lutar pelos
direitos e interesses de sua categoria, pois corre o risco de ser sumariamente
demitido se ousar entrar em conflito com o patrão em defesa de
sua base.
Fim da Portaria 186
Outra séria ameaça é a
divisão das entidades sindicais. A Portaria 186 do Ministério
do Trabalho abriu caminho ao divisionismo, que é pregado e implementado
por algumas forças políticas que atuam no movimento. A
portaria contribui para multiplicar o número de entidades sindicais,
sobretudo as de segundo grau, e afronta a unicidade sindical consagrada
na CLT e na Constituição.
A exemplo da restrição à estabilidade,
a fragmentação da representação sindical
também enfraquece o movimento sindical e a luta da classe trabalhadora.
Soma-se a tudo isto o risco de acabar com o chamado imposto sindical,
instituindo em seu lugar uma obscura contribuição negocial
que condena as entidades sindicais à insegurança jurídica
e colocar em risco a sustentação financeira dos sindicatos.
Não à fragmentação
Quem quer o fortalecimento da
organização classista e, consequentemente, da luta dos
trabalhadores não pode ficar de braços cruzados diante
da ofensiva da direita e dos divisionistas. A CTB (Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil) conclama os sindicalistas que compreendem
a importância da unidade a lutar pelo direito à estabilidade
de todos os dirigentes sindicais, sem restrições, assim
como em defesa da unicidade e contra o divisionismo.
Precisamos caminhar no sentido
da unidade e do fortalecimento do movimento sindical se quisermos elevar
o papel da classe trabalhadora na luta política nacional e obter êxito
na batalha por um novo projeto de desenvolvimento nacional, com soberania
e valorização do trabalho.
Isto passa também pela
conquista do direito à constituição de comissões
sindicais de base no interior das empresas, assim como de um código
eleitoral para democratizar as eleições para as direções
dos sindicatos. Não à fragmentação que nos
enfraquece e facilita as coisas para o patronato.
*Wagner Gomes é presidente
da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
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FOLHA DE LONDRINA, 11 de
agosto de 2008 | Opinião
IBGE paga R$ 4 mil a temporários
Aberto processo seletivo simplificado no Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) para o preenchimento de 332 vagas temporárias
na função de Analista Censitário. Selecionados vão
receber salário de R$ 4 mil. Além disso, a instituição
oferece vale-alimentação, auxílio transporte, férias
e 13º salário.
Os interessados poderão
fazer o requerimento entre os dias 1º e 25 de setembro, mas só serão
aceitas inscrições feitas pelo site da Consulplan (www.consulplan.net). É cobrada
taxa de R$ 33,00.
Podem participar candidatos com
curso superior completo nas áreas de biblioteconomia, recursos
humanos, jornalismo, análise de sistemas, auditoria, letras, ciências
contábeis.
Haverá isenção
de taxa para a quem comprovar a condição de desempregado
por meio de cópias autenticadas da Carteira de Trabalho e Previdência
Social; e comprovarem renda familiar inferior a dois salários
mínimos federais (R$ 830,00).
A seleção conterá provas
objetivas para todos os candidatos, dia 9 de novembro. Os inscritos nas áreas
de produção gráfica e editorial, e programação
visual terão que passar por testes práticos, marcados para
30 de novembro.
Os analistas censitários
trabalharão no Censo 2010. Os contratos serão de 12 meses,
podendo ser prorrogado apenas uma vez.
Reportagem Local
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AGÊNCIA DIAP, 11 de
agosto de 2008
HUMANIZAÇÃO
Senado quer discutir capacitação
e empregabilidade de pessoas com deficiência
A Subcomissão Permanente
de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência (Casdef),
que funciona no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais
do Senado, reúne-se nesta quarta-feira (13), às 9h30,
para analisar requerimento de audiência pública destinada
a discutir a capacitação para o trabalho e a empregabilidade
das pessoas com deficiência.
O autor do requerimento,
senador Flávio Arns (PT/PR), sugere que sejam convidados um
representante do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora
de Deficiência (Conade); o presidente da Federação
Nacional das Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais
(Apaes), deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB/MG); a subprocuradora-geral
do Trabalho Maria Aparecida Gurgel; e o jornalista Eduardo Purper.
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AGÊNCIA DIAP, 11 de
agosto de 2008
FUNDO DE GARANTIA
FGTS: Trabalho agendou discussão
em torno dos projetos que alteram a lei
Entre outros projetos que alteram
a lei do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que
estão na pauta da Comissão de Trabalho, consta o PL
6.770/06, do deputado Edson Ezequiel (PMDB/RJ).
A proposta "acrescenta dispositivo à Lei
8.036, de 1990, para permitir o saque do saldo da conta vinculada ao
FGTS pelo trabalhador que permanecer trabalhando após completar
65 anos de idade".
O relator da matéria é o
deputado Sandro Mabel (PR/GO), que apresentou parecer pela aprovação.
A comissão se reúne
nesta, quarta-feira (13), às 10h, no plenário 12.
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CONGRESSO EM FOCO, 11 de
agosto de 2008
Transporte de alto risco
Falta de fiscalização e sucateamento
de veículos foram principais causas dos 6.486 acidentes no
transporte de trabalhadores rurais entre 2004 e 2006
Lúcio Lambranho
A tragédia ainda viva
dos catadores de feijão piauienses revelada numa série
de reportagens pelo Congresso em Foco, em julho (leia mais), não é caso
isolado nas áreas rurais Brasil afora. Entre 2004 e 2006, o
Ministério da Previdência, por meio do Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS), registrou 6.486 acidentes. Entre eles, o que
matou 14 dos 79 trabalhadores que retornavam da Bahia para o sul do
Piuaí, em 1995, transportados num caminhão, junto com
uma carga de 105 sacas de feijão, após serem submetidos
a condições degradantes de trabalho.
Esses são os dados mais
recentes de acidentes de trabalho no trajeto, conforme é definido
esse tipo de ocorrência no cadastro Comunicação
de Acidentes do Trabalho (CAT). No mesmo período, foram registradas
806 mortes decorrentes de acidentes de trabalho no meio rural. Mas
as estatísticas do governo federal não permitem concluir
quantas dessas mortes foram causadas pela precariedade das condições
no transporte de trabalhadores (veja
a tabela).
Os deslocamentos em grandes
distâncias, sem condições de segurança,
feitos até hoje em caminhões de carga ou em ônibus
velhos, como no caso dos trabalhadores de Corrente (PI), são
comuns, segundo entidades que atuam no combate ao trabalho escravo
ouvidas pelo site.
Os empregadores preferem aliciar
o trabalhador longe da região das propriedades onde vão
atuar, principalmente na época das colheitas ou plantio. A prática
dificulta ou até mesmo impede que o trabalhador denuncie as
condições análogas à escravidão
em áreas rurais onde ele não tem o apoio da família
ou vínculo algum com as comunidades.
Informalidade
"O grande problema dos
acidentes de trabalho no meio rural também é que a informalidade
ainda atinge dois terços do setor. E a informalidade dificulta
a fiscalização", atesta o diretor do Departamento
de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério
da Previdência, Remígio Todeschini, responsável
pelo CAT.
Segundo Todeschini, outro problema
enfrentado pelo governo é que existem deficiências, em
torno de 20% a 25%, nos registros feitos pelas empresas junto ao CAT,
o que pode elevar os números do problema diante dos dados oficiais.
A comunicação também determina o pagamento de
benefícios da Previdência Social aos trabalhadores vítimas
de acidentes. "Para saber quantas pessoas morreram por acidentes
nos trajetos é preciso analisar caso a caso", admite o
diretor do Ministério da Previdência.
Todeschini explica que a comissão
tripartite sobre segurança no trabalho, criada em maio deste
ano, deve tratar do tema. O colegiado é formado por representantes
dos trabalhadores, dos empregadores e dos ministérios da Previdência,
da Saúde e do Trabalho. Essa comissão tem a missão
de propor a ampliação das políticas de prevenção
e pesquisas para uniformizar os procedimentos e normas do governo federal
nesta área.
Segundo os dados mais recentes
da Previdência, em 2006, foram registrados 503.890 casos de acidentes
e doenças do trabalho no Brasil. Deste total, 2.717 mortes resultaram
em morte. Juntos, esses casos custam, por ano, mais de R$ 10 bilhões
aos cofres da Previdência. Ou seja, as mortes nas atividades
rurais, como no deslocamento de trabalhadores, representaram, naquele
ano, 9% do total, considerando que 251 trabalhadores rurais morreram
em decorrência de acidentes de trabalho no período.
"Prioridade nacional"
Em março de 2005, o
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determinou regras específicas
na Norma Regulamentadora 31 (NR31) para o transporte de empregados
no meio rural.
Desde então (veja
a tabela completa), do total de 159.379 itens de segurança
no trabalho rural verificados nas 2.444 ações fiscais
realizadas pelo MTE, 5.713 (6%) diziam respeito ao transporte de
trabalhadores. De julho de 2005 até junho deste ano, os fiscais
fizeram 671 autuações por problemas encontrados nos
meios de transporte oferecidos pelos proprietários rurais
aos trabalhadores do campo.
Apesar de as fiscalizações
estarem sob a responsabilidade da Secretaria de Inspeção
do Trabalho (SIT), no MTE, o Grupo Móvel de Combate ao Trabalho
Escravo da pasta também verifica o cumprimento da NR 31. "As
duas áreas são integradas e o transporte de trabalhadores é verificado
tanto pela fiscalização de rotina quanto pela fiscalização
do grupo móvel", explica Júnia Barreto, diretora
do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho.
"A fiscalização
do trabalho rural, inclusive do transporte de trabalhadores, é uma
prioridade nacional da SIT. Todas as comissões tripartites relacionadas
ao tema do trabalho rural discutem e têm ações
que visam a coibir as irregularidades também no transporte",
avalia da diretora do MTE.
Vistorias terceirizadas
Mas, apesar da disposição
do MTE em fiscalizar, a norma criada em 2005 não mudou a situação
em algumas regiões, como São Paulo. Para o auditor fiscal
e coordenador do grupo rural da Superintendência Regional do
Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), Roberto Martins,
a NR 31 tem sido respeitada pelos empregados no cumprimento de outros
itens de segurança determinados pela norma, mas o transporte
dos trabalhadores no meio rural ainda tem muitos problemas no estado
mais rico do país.
"Esse é um dos
principais problemas enfrentados pelos fiscais do grupo rural. Não
há o rigor necessário na vistoria dos ônibus, serviço
terceirizado pelo estado", avalia Martins. Segundo ele, 50% dos ônibus
que circulam no meio rural, mesmo com autorização, não
têm as mínimas condições de uso. Outros
20% são ilegais, principalmente no setor sucroalcooleiro. Uma única
empresa com mais de 20 ônibus, por exemplo, teve oito veículos
apreendidos numa ação dos fiscais.
A falta de fiscalização
e de segurança e a ocorrência de graves acidentes com
trabalhadores rurais no interior de São Paulo foram alvo de
uma investigação do Ministério Público
do Trabalho (MPT).
Segundo dados da Delegacia
Regional do Trabalho (DRT), divulgados ainda em setembro de 2006, a
maioria dos ônibus de transporte de trabalhadores rurais tinha
mais de 20 anos de uso. Em 2005, morreram 416 trabalhadores somente
no setor sucroalcooleiro, a maioria por acidentes nas estradas. "São
verdadeiras sucatas, com até 40 anos de uso, que não
tem condições de transportar nem carga e nem animais
quanto menos gente", dispara o auditor.
Antônio Lucas, secretário
de Assalariados e Assalariadas da Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), também concorda com
os problemas apontados pelo auditor no setor de álcool e açúcar.
Segundo ele, a atividade de corte e plantio de cana emprega cerca de
400 mil trabalhadores em todo o país. Mas Lucas afirma que a
NR31 já foi incorporada em quase 100% dos acordos coletivos
entre os sindicatos e os empresários do setor.
O problema, diz o secretário
da Contag, é que apenas cerca de 20% dos acordos de todas
as atividades rurais trabalham já contêm os itens de
segurança incorporados pelo MTE. "Ainda é muito
pouco, porque acidentes desse tipo dificilmente não têm
vítimas graves, considerando o estado precário dos ônibus",
afirma. A Contag defende que as normas sejam iguais às exigidas
para o transporte escolar e que a fiscalização e as
vistorias dos ônibus sejam unificadas em todo o Brasil. "Hoje,
cada estado faz de uma maneira diferente, o que prejudica a fiscalização",
completa o dirigente da confederação.
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