Congresso em Foco, 1º de janeiro de
2009
Quem vai comandar as principais
cidades do país
Dos 34 prefeitos que tomam posse
nas capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes, 28
são de partidos da base do governo Lula
Mário Coelho
O desejo expressado em outubro, nas urnas, pelos eleitores dos 5.563
municípios brasileiros vira realidade hoje (1º), quando
os prefeitos eleitos assumem seus cargos por todo o país. Além
dos prefeitos e vices, 55.007 vereadores também serão
empossados.
Nas 34 principais cidades brasileiras – as 26 capitais e outras
12 com mais de 500 mil eleitores – todos os novos comandantes
dos municípios têm algum tipo de experiência no
Executivo ou no Legislativo.
Na composição partidária, a base aliada ao governo
do presidente Lula leva grande vantagem nesses municípios. Dos
34, 28 ficarão sob o comando de partidos afinados com o Palácio
do Planalto.
Entretanto, as diferenças municipais acabam falando mais alto.
Casos como o do prefeito eleito de Macapá (AP), Roberto Góes.
Filiado ao PDT, uma sigla da base, ele coligou-se com o DEM, que faz
acirrada oposição a Lula no Congresso. Ou do petista
Lindberg Farias, reeleito em Nova Iguaçu com o apoio do Democratas.
Dezoito dos candidatos conseguiram vencer o pleito no primeiro turno.
Dois deles, entretanto, estavam em cidades que ainda não atingiram
200 mil eleitores – Palmas e Boa Vista. Já os demais tiveram
que enfrentar mais três semanas de campanha e passar por novo
crivo dos eleitores.
A seguir, é possível consultar quanto cada um deles
declarou à Justiça eleitoral ter arrecadado e gastado
durante a campanha, bem como seu patrimônio pessoal. Veja abaixo
o perfil dos prefeitos eleitos nesses 34 municípios, por ordem
alfabética:
Aracaju (SE)
Prefeito: Edvaldo Nogueira (PCdoB)
Vice-prefeito: Silvio Santos (PT) – coligação: “Todos
por Aracaju”
(PRB/PDT/PT/PSL/PTN/PSC/PR/PPS/PSDC/PMN/PSB/PRP/PSDB/PCdoB)
Votos: 140.962 (primeiro turno)
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 205.311,90
Edvaldo Nogueira, 47 anos, começou a carreira política
no movimento estudantil quando era estudante de medicina da Universidade
Federal de Sergipe (UFS). Foi secretário geral e presidente
do Diretório Central dos Estudantes da instituição.
Por conta da perseguição política na época
da ditadura militar, não conseguiu concluir o curso. Após
dois mandatos como vereador em Aracaju, foi eleito vice-prefeito na
chapa de Marcelo Déda (PT) em 2000. Com a renúncia do
petista para disputar o governo do estado em 2006, assumiu a prefeitura.
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.904.084,99
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.902.524,30
Belém (PA)
Prefeito: Duciomar Costa (PTB)
Vice: Anivaldo Vale (PR) – coligação “União
por Belém” (PDT/PTC/PTB/PRP/PV/PTdoB/PSC/PSDC/PR/PRTB)
Votos: 436.693 (segundo turno)
Formado em Ciências Jurídicas pela Universidade da Amazônia,
Duciomar Gomes da Costa, 53 anos, disputou pela primeira vez um cargo
eletivo em 1988, quando foi eleito vereador. Em 1992, foi reeleito
para o posto e, em 1994, tornou-se deputado estadual, renovando o mandato
na Assembléia Legislativa quatro depois. Eleito senador pelo
Pará em 2002, ocupou a liderança do PTB no Senado. Conquistou
a prefeitura da capital paraense ao derrotar a então senadora
Ana Júlia Carepa (PT), atual governadora do estado. Em sua primeira
gestão, priorizou o desenvolvimento de programas de pavimentação
e construção de conjuntos habitacionais. Ao longo da
campanha, teve sua candidatura contestada pelo Ministério Público
Eleitoral por causa de três ações por improbidade
administrativa. O pedido, no entanto, foi derrubado pela Justiça
eleitoral por não haver nenhuma decisão transitada em
julgado.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 1.795.191,15
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.650.851,00
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.650.851,00
Belo Horizonte (MG)
Prefeito: Márcio Lacerda (PSB)
Vice: Roberto Carvalho (PT) – coligação “Aliança
por BH” (PT/PSB/PTB/PP/PR/PV/PMN/PSC/PSL/PTN/PTC/PRP)
Votos: 778.514 (segundo turno)
Natural de Leopoldina, município da Zona da Mata mineira, Márcio
Araújo de Lacerda, 62 anos, é formado em administração
pela Universidade Federal de Minas Gerais. Em 1969, devido à militância
no Partido Comunista Brasileiro e ao envolvimento com a Aliança
Libertadora Nacional (ALN), foi preso por quatro anos pela ditadura
militar. Com a experiência obtida em engenharia e telecomunicações,
fundou a própria empresa em 1975, a Construtel, especializada
na construção de redes de telefonia. Em 2003, assumiu
a função de secretário-executivo do Ministério
da Integração Nacional, na gestão Ciro Gomes.
Entre abril de 2007 e maio de 2008, foi secretário de Desenvolvimento
Econômico de Minas Gerais. Aliado do PT, Lacerda tem apoio informal
do PSDB do governador Aécio Neves. De acordo com a prestação
de contas entregue à Justiça eleitoral, ele é dono
do maior patrimônio entre todos os 178 candidatos lançados
nas 26 capitais estaduais.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 55.525.721,85
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 17.545.331,61
Despesas (gastos de campanha): R$ 17.545.331,61
Boa Vista (RR)
Prefeito: Iradilson Sampaio (PSB)
Vice: Suely Campos (PP) – coligação: “Boa
Vista de todos nós”
(PP/PDT/PT/PMDB/PHS/PTC/PSB/PV)
Votos: 66.998 (primeiro turno)
O médico veterinário Iradilson Sampaio, 56 anos, nasceu
em Recife (PE), mas construiu toda sua carreira política em
Roraima. Ele chegou ao estado em 1976, ano que ele foi aprovado no
concurso público para a Associação de Crédito
e Assistência Rural de Roraima (Acar-RR). Em 1988, candidatou-se
a vereador de Boa Vista, não conseguindo ser eleito e ficando
como primeiro suplente. Foi deputado estadual por três vezes.
Em 1993, foi vice-prefeito de Teresa Jucá, ex-mulher do senador
Romero Jucá (PMDB-RR), mas renunciou ao cargo. Em outubro de
2004, voltou a ser vice de Teresa. Assumiu a prefeitura de Boa Vista
no dia 31 de março de 2006, após Teresa Jucá ter
renunciado ao cargo para se candidatar ao Senado. Durante a última
campanha, esteve lado a lado com o senador peemedebista na campanha.
Mesmo assim, Sampaio afirmou que pretende "manter a porta aberta" a
todos os grupos políticos da cidade.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 2.595.920,00
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 360.450,00
Despesas (gastos de campanha): R$ 360.282,36
Campinas (SP)
Prefeito: Dr. Hélio (PDT)
Vice-prefeito: Demétrio Vilagra – coligação “Unidos
por Campinas”
(PDT/PMDB/DEM/PTB/PP/PPS/PR/PCdoB/PT/PSC/PMN/PRP)
Votos: 371.083 (primeiro turno)
Hélio de Oliveira Santos, mais conhecido Dr. Hélio,
viveu em Corumbá (MS), cidade onde nasceu, até 1966,
quando se mudou com o pai e um irmão para Bauru (SP). Estudou
medicina na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tornou-se
cirurgião-pediatra e envolveu-se com causas de responsabilidade
social. Criou, em 1985, o Centro Regional de Atenção
aos Maus Tratos na Infância (Crami), referência nacional
na defesa e proteção de crianças e adolescentes
contra a violência doméstica. Anos depois partiu para
a política partidária. Elegeu-se duas vezes deputado
federal, ficando no mandato entre 1999 e 2004, quando foi eleito pela
primeira vez prefeito de Campinas. Aos 58 anos, conseguiu a reeleição
com o apoio de uma ampla coligação partidária.
Valor total dos bens declarados: R$1.012.377,90
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 3.779.367,45
Despesas (gastos de campanha): R$ 3.773.172,28
Campo Grande (MS)
Prefeito: Nelsinho Trad (PMDB)
Vice-prefeito: Edil Albuquerque (PMDB) – coligação: “Campo
Grande cada vez melhor”
(PMDB/PRB/PR/PDT/PP/PPS/PSDB/DEM/PV/PTN/
PRP/PSC/PTdoB/PTC/PSDC/PRTB/PTB/PHS/PSB)
Votos: 288.821 (segundo turno)
O médico Nelson Trad Filho, 47 anos, é filho do deputado
federal Nelson Trad (PMDB-MS). Formado em medicina pela Faculdade Gama
Filho do Rio de Janeiro, é casado e tem dois filhos. Teve seu
primeiro mandato em 1992, quando foi eleito vereador pelo PTB. Foi
reeleito em 1996, ocasião em que apoiou a candidatura a prefeito
de seu pai, que acabou derrotado pelo então candidato André Puccinelli,
hoje governador do estado. Conseguiu se eleger mais uma vez vereador
em 2000 e presidiu o Legislativo local no biênio 2001/2002. Em
2002, foi o deputado estadual mais votado de Mato Grosso do Sul, com
36.283 votos. Em 2003, se transferiu para o PMDB, onde se candidatou
a prefeito da capital em 2004, vencendo a disputa em primeiro turno
com 213 mil votos. Foi reeleito prefeito com 71,41% dos votos válidos.
Valor total dos bens declarados: R$ 2.280.598,61
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 3.634.422,80
Despesas (gastos de campanha): R$ 3.634.422,80
Cuiabá (MT)
Prefeito: Wilson Santos (PSDB), 47 anos
Vice-prefeito: Chico Galindo (PTB) – coligação “Dante
Martins de Oliveira”
(PCdoB/PDT/PMN/PSL/PTB/PRP/PV/PSDC/PSDB/PRTB/PPS/PRB)
Votos: 175.038 (segundo turno)
Nascido em Dracena, interior paulista, Wilson Pereira dos Santos se
mudou para Cuiabá em meados dos anos 1960, onde trabalhou como
jornaleiro no início da vida profissional. Formado em ciências
e direito pela Universidade Federal de Mato Grosso, teve atuação
no movimento estudantil como presidente do Centro Acadêmico de
Direito daquela universidade. Foi vereador de Cuiabá e, por
duas vezes, deputado estadual e federal, tendo sido secretário
de Serviços Públicos da capital mato-grossense e secretário
da Agricultura e Assuntos Fundiários do estado. Em 2005, foi
eleito prefeito de Cuiabá. O tucano se reelegeu com o apoio
de outros 11 partidos, parte deles integra a base de apoio do governo
Lula, como o PCdoB, o PDT, o PTB e o PV.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 911.843,97
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 3.988.358,76
Despesas (gastos de campanha): R$ 3.987.598,76
Curitiba (PR)
Prefeito: Beto Richa (PSDB)
Vice-prefeito: Luciano Ducci (PSB) – coligação: “Curitiba – O
trabalho continua”
(PSDB/PP/PSL/PDT/DEM/PSB/PPS/PR/PSDC/PRP/PTN)
Votos: 778.514 (primeiro turno)
Filho de José Richa, ex-senador e ex-governador do Paraná (1983-1986),
o engenheiro Beto Richa, 43 anos, foi eleito deputado estadual por
dois mandatos, entre 1995 e 2000, quando passou à condição
de vice-prefeito de Curitiba, durante o governo do hoje deputado federal
Cássio Taniguchi (DEM). Em 2002, Richa candidatou-se ao governo
do Paraná mas não se elegeu, ficando em terceiro lugar.
Em 2004, Richa elegeu-se prefeito com 54,78% dos votos válidos.
Foi reeleito com 77,27% dos votos válidos, uma das mais expressivas
votações entre todas as capitais.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 3.473.644,10
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 6.903.530,23
Despesas (gastos de campanha): R$ 6.895.100,80
Duque de Caxias (RJ)
Prefeito: Zito (PSDB)
Vice-prefeito: Jorge Amorelli (PSDB) – coligação: “Trabalho
e Respeito”
(PSDB/PTdoB/PSDC/PP/PSC/PV/PSL/PR/DEM/PTN)
Votos: 245.218 (primeiro turno)
Nascido em Paulista (PE) em 14 de dezembro de 1952, José Camilo
Zito dos Santos foi levado pela família com um ano de idade
para o município fluminense de Duque de Caxias. Em 1988 foi
eleito vereador do município pelo PTR. Em 1992, reelegeu-se
pelo PSB, ocupando a presidência do Legislativo entre 1993 e
1994. No mesmo ano, Zito renunciou ao cargo de vereador e conseguiu
uma cadeira na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Em
1996 disputou e venceu a eleição para a prefeitura de
Duque de Caxias, sendo reeleito em 2000. Completou seu segundo mandato
e passou dois anos sem cargos públicos, até ser eleito
em 2006 deputado estadual novamente. Elegeu-se com 53,34% dos votos
válidos.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 3.500.611,85
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 2.330.686,00
Despesas (gastos de campanha): R$ 2.330.200,14
Florianópolis (SC)
Prefeito: Dário Berger (PMDB), 51 anos
Vice-prefeito: João Batista Nunes (PR) – coligação “O
Trabalho Continua” (PMDB/PR/PRB/PSC/PRTB/PSB/PHS/PRP)
Votos: 128.969 (segundo turno)
Nascido em Bom Retiro (SC), Dário Elias Berger é formado
em administração de empresas pela Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC), com especialização em recursos
humanos. Iniciou a vida pública em 1989, acumulando os cargos
de diretor pessoal e presidente da Comissão Municipal de Esportes.
Também exerceu a função de diretor-geral da Secretaria
de Administração da prefeitura de São José,
em 1991. No ano seguinte, foi eleito vereador pelo PFL (atual DEM)
e, em 1994, tornou-se presidente da Câmara de Vereadores do município,
que faz parte da Grande Florianópolis. Foi eleito prefeito de
São José em 1996, quando presidiu a Associação
dos Prefeitos do PFL no biênio 1997-1998. Foi reeleito com quase
73 mil votos em 2000 (84% dos votos válidos). Em 2004 venceu
a disputa em Florianópolis. Reelegeu-se, no segundo turno, com
57,68% dos votos válidos, ao derrotar o ex-governador Espiridião
Amin (PP).
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 750.947,98
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.442.927,00
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.430.959,63
Fortaleza (CE)
Prefeita: Luizianne Lins (PT)
Vice-prefeito: Tin Gomes (PHS) - coligação: Fortaleza
cada vez melhor
(PT/PSB/PCdoB/PMDB/PV/PHS/PMN/PSL/PTN/PRB/PTdoB/PSDC)
Votos: 593.778 (primeiro turno)
Filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 1989, Luizianne Lins, 40
anos, milita nos movimentos de esquerda desde 1987. Jornalista, formada
pelo curso de Comunicação Social da Universidade Federal
do Ceará (UFC), iniciou a faculdade em 1988, tornando-se presidente
do Centro Acadêmico (CA) em 1990. Dois anos depois, foi eleita
presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFC
e, em 1993, diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Com a militância no Movimento estudantil se credenciou para o
cargo de secretária estadual de Juventude do PT. Trabalhou,
como funcionária pública concursada, na Empresa Municipal
de Limpeza e Urbanização (Emlurb), onde permaneceu por
dez anos. É professora concursada do Curso de Comunicação
Social da UFC – atualmente licenciada para o mandato de prefeita
de Fortaleza. Seu primeiro mandato parlamentar veio em 1996, quando
foi a vereadora mais votada do PT, com 5.336 votos. Quatro anos depois
foi reeleita. Em 2002, foi eleita deputada estadual. Na Assembléia,
ocupou o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos
e Cidadania. Em outubro de 2004, foi eleita prefeita de Fortaleza,
obtendo 620.174 votos. Reelegeu-se com 50,16% dos votos válidos
ao derrotar o ex-deputado Moroni Torgan (DEM).
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 33.448,22
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 4.714.714,63
Despesas (gastos de campanha): R$ 4.713.021,47
Goiânia (GO)
Prefeito: Iris Rezende (PMDB)
Vice-prefeito: Paulo Garcia (PT) – coligação: “Goiânia
em primeiro lugar”
(PMDB/PT/PDT/PR/PSDC/PSL/PRTB/PHS/PMN/PTC/PRP/PCdoB/PSC/PRB)
Votos: 472.319 (primeiro turno)
Iris Rezende, 75 anos, fez sua carreira pelo estado de Goiás,
tendo sido vereador e prefeito de Goiânia, deputado estadual,
governador por dois mandatos e senador da República. Foi vereador
em 1958 e deputado estadual em 1962. Quando era prefeito de Goiânia,
Iris teve o mandato cassado pelo regime militar em 1969. Governou Goiás
pela primeira vez de 1983 a 1986. Depois, foi ministro da Agricultura
do governo José Sarney (15 de fevereiro de 1986 a 14 de março
de 1990). Governou o estado pela segunda vez de 1991 a abril de 1994.
No mesmo ano foi eleito senador. Voltou a ser ministro na primeira
gestão de FHC, quando comandou a pasta da Justiça (22
de maio de 1997 a 6 de abril de 1998). Em 1998, candidatou-se a governador,
quando foi derrotado por Marconi Perillo (PSDB). Em 2002, concorreu
a senador, sendo derrotado por Demóstenes Torres (PFL, hoje
DEM) e Lúcia Vânia (PSDB). Em 2004, candidatou-se à prefeitura
de Goiânia, obtendo 299.272 votos, ou 47,47% dos votos válidos
no primeiro turno. No segundo turno enfrentou o então prefeito
Pedro Wilson (PT), derrotando-o com 56% dos votos válidos, somando
quase 350 mil votos. Reelegeu-se com o apoio do PT ao receber 74,16%
dos votos válidos.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 6.014.045,98
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 3.372.388,61
Despesas (gastos de campanha): R$ 3.369.840,30 ´
Guarulhos (SP)
Prefeito: Sebastião Almeida (PT)
Vice-prefeito: Carlos Derman (PT) – coligação: “Pra
Guarulhos continuar no rumo certo”
(PT/PSL/PSB/PRTB/PTdoB/PR/PRP/PSDC/PTC/PP/PTN/PRB)
Votos: 320.472 (segundo turno)
Sebastião Almeida, 49 anos, natural de Guaporema (PR), é filiado
ao PT desde os anos 80, época em que atuou no sindicalismo metalúrgico.
Presidiu a Federação Estadual dos Servidores Municipais
durante a década de 1990. Em 2000, foi eleito vereador de Guarulhos.
Em 2001, a convite do prefeito Elói Pietá (PT), presidiu
o Serviço Autônomo de Água e Esgoto da cidade (SAAE).
Em 2002, concorreu e conseguiu uma vaga na Assembléia Legislativa
de São Paulo. Foi reeleito quatro anos depois. Chega à prefeitura
com 56,68% dos votos válidos obtidos no segundo turno contra
o tucano Carlos Roberto.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 146.800,58
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 4.198.222,29
Despesas (gastos de campanha): R$ 4.188.589,77
João Pessoa (PB)
Prefeito: Ricardo Coutinho (PSB)
Vice-prefeito: Luciano Agra (PSB) – coligação: “A
força do trabalho”
(PCdoB/PCB/PSL/PTC/PTB/PMDB/PRP/PV/PTdoB/PT/PSC/PSB/PP/PRTB/PPS/PRB)
Votos: 262.041 votos (primeiro turno)
Ricardo Vieira Coutinho, nascido em João Pessoa em 18 de novembro
de 1960, entra no segundo mandato como prefeito da cidade. Formado
em farmácia pela UFPB e com especialização em
farmácia Hospitalar na UFRJ, Ricardo conquistou, via concurso
público, uma vaga de farmacêutico no Hospital Universitário
da capital paraibana. Também atuou na presidência do Sindicato
da categoria e, em 1990, foi fundador do Sindisaúde. Participou
da fundação do Departamento de Saúde da CUT/PB.
Teve dois mandatos como vereador entre 1992 e 1998. Naquele ano se
elegeu deputado estadual pelo PT, sendo reeleito em 2002. No ano seguinte,
filiou-se ao PSB, alegando "problemas internos" no antigo
partido. Em 2004 foi eleito prefeito de João Pessoa no primeiro
turno com 64,45% dos votos válidos. Reelegeu-se com 73% dos
votos válidos.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 409.282,42
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.442.881,02
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.442.765,58
Macapá (AP)
Prefeito: Roberto Góes (PDT)
Vice-prefeita: Helena Guerra (DEM) – coligação “Nosso
Forte é Macapá” (PDT/DEM/PSDB/PTdoB/PSL)
Votos: 91.558 (segundo turno)
Nascido em Macapá, Antônio Roberto Rodrigues Góes
da Silva freqüenta o curso de administração de cidades
na Universidade Federal do Amapá. Aos 26 anos, foi o mais jovem
candidato eleito nas eleições de 1992 no município,
quando se tornou vereador. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual.
Com atuação parlamentar voltada para o esporte, presidiu
a Federação Amapaense de Futebol, tendo sido convidado
pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol
(CBF) para chefiar a delegação da seleção
brasileira na Copa América do Peru, em 2004. Em 2007, voltou
a chefiar, em novo convite da CBF, a delegação na Copa
América da Venezuela. Atualmente, ocupa o posto de primeiro-secretário
da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Amapá. É sobrinho
do governador Waldez Góes (PDT), seu principal cabo eleitoral.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 398.339,99
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.881.115,09
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.879.516,49
Maceió (AL)
Prefeito: Cícero Almeida (PP)
Vice-prefeita: Maria de Lourdes Pereira de Lyra
Votação: 319.831 (primeiro turno)
José Cícero Soares de Almeida nasceu em Maribondo (AL),
em 8 de janeiro de 1958. Radialista e cantor, trabalhou como repórter
policial em diversas rádios e na TV Alagoas antes de ocupar
a prefeitura. Antes de ser eleito para a prefeitura de Maceió em
2004, foi vereador e deputado estadual. Após a primeira vitória
no Executivo municipal, saiu do PDT por conflitos com o então
presidente estadual do partido, Geraldo Sampaio, e entrou no PTB, partido
do então deputado João Lyra. Agora está no PP.
Reelegeu-se com 81,49% dos votos válidos.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 382.000,00
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.477.900,00
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.477.283,71
Manaus (AM)
Prefeito: Amazonino Mendes (PTB), 68 anos
Vice-prefeito: Carlos Souza (PP) – coligação “Manaus,
um Futuro Melhor.” (PTB/PP/PHS/PRTB/PTN/PTC)
Votos: 495.460 (segundo turno)
Nascido no município de Eirunepé (AM), Amazonino Armando
Mendes iniciou a vida pública como servidor de carreira do Departamento
de Estradas e Rodagem do Amazonas. Prefeito de Manaus entre 1983 e
1986, governou o Amazonas de 1987 a 1990. Eleito senador em seguida,
voltou à prefeitura manauara entre 1993 e 1994 e ao governo
amazonense por dois mandatos consecutivos (1995-1998 e 1999-2002).
Perdeu a eleição para prefeito em 2004 para Serafim Corrêa
(PSB), a quem derrotou este ano; e para o governador reeleito Eduardo
Braga (PMDB), em 2006. Foi incluído na lista de candidatos com
pendências judiciais elaborada pela Associação
dos Magistrados Brasileiros, em processo no qual é acusado de
ter beneficiado a própria empresa em obras públicas quando
governou o Amazonas.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 3.116.881,63
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 3.350.634,90
Despesas (gastos de campanha): R$ 3.348.600,59
Natal (RN)
Prefeita: Micarla de Sousa (PV)
Vice-prefeito: Paulo Freire (PP) – coligação: “Natal
melhor”
(PTB/PP/PV/DEM/PMN/PR)
Votos: 193.195 (primeiro turno)
Filha do ex-senador Carlos Alberto de Sousa, a empresária da área
de comunicação Micarla de Sousa, 38 anos, comanda o Sistema
Ponta Negra de Comunicação. Começou na vida pública
em 2004, quando foi convidada pela governadora do Rio Grande do Norte,
Wilma Faria (PSB), para compor como vice-prefeita a chapa pela reeleição
de Carlos Eduardo Alves. No ano de 2006, Micarla se candidatou a deputada
estadual. Foi a mais votada em Natal com 43.194 votos. Com apoio do
DEM, do senador José Agripino (RN), foi eleita no primeiro turno
com 50,84% dos votos válidos.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 263.107,88
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 3.047.264,90
Despesas (gastos de campanha): R$ 3.045.495,79
Nova Iguaçu (RJ)
Prefeito: Lindberg Farias (PT)
Vice-prefeita: Sheila Gama (PDT) – coligação: “A
mudança não pode parar”
(PDT/PT/PTB/PV/PCdoB/PTdoB/PR/PSB/PTN/PRB/DEM)
Votos: 263.292 (primeiro turno)
Começou sua trajetória política como presidente
da União Nacional dos Estudantes (UNE). No movimento estudantil,
liderou a campanha dos “caras-pintadas” em 1992 que levou
ao impeachment do então presidente da República Fernando
Collor de Mello. Elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro, filiado
ao PCdoB, em 1994. Três anos depois ingressou no PSTU. Em 2001
filiou-se ao PT. Retornou à Câmara em 2002 com mais de
83 mil votos. Em 2004, candidatou-se à prefeitura de Nova Iguaçu,
em coligação com PSB, PCdoB, PSDB e PFL. Em 2004, venceu
a disputa no segundo turno com 57% dos votos válidos. Reelegeu-se
em 2008 com 65,35% dos votos válidos no primeiro turno.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 175.094,18
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 2.479.525,00
Despesas (gastos de campanha): R$ 2.497.525,00
Osasco (SP)
Prefeito: Emídio Pereira (PT)
Vice-prefeito: Faisal Cury (PTB) – coligação: “Osasco
de todos”
(PSL/PTB/PRP/PV/PT/PSDC/PSB/PHS/PRTB/PPS/PRB/PR/PCdoB)
Votos: 204.356 (primeiro turno)
Emídio Pereira de Souza nasceu em Inúbia Paulista (SP)
em 22 de maio de 1959. Advogado, é militante do PT desde o início
da década de 1980. Em 1988 foi eleito vereador em Osasco, sendo
reeleito em 1992 e 1996. Em 2000 candidatou-se à prefeitura
da cidade, sendo derrotado no primeiro turno por Celso Giglio (PSDB).
Em 2002 foi eleito deputado estadual. Em 2004 concorreu à prefeitura
novamente, derrotando Giglio no segundo turno. Nas eleições
de 2008, enfrentou o tucano pela terceira vez, derrotando-o com 50,98%
dos votos válidos.
Valor total dos bens declarados: R$ 403.895,42
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 2.479.525,00
Despesas (gastos de campanha): R$ 2.497.525,00
Palmas (TO)
Prefeito: Raul Filho (PT)
Vice-prefeito: Edna Agnolin (PDT) – coligação “Força
do povo”
(PT/PRB/PDT/PPS/PHS/PTC/PSB/PCdoB)
Votos: 44.832 (primeiro turno)
Nascido em Gilbués, no interior do Piauí, Raul de Jesus
Lustosa Filho, 50 anos, mudou-se com a família para o município
de Araguaçu, antigo norte de Goiás, hoje sul do estado
do Tocantins, aos cinco meses de idade. Começou a carreira política
em 1982, quando se elegeu prefeito da cidade aos 24 anos. Em 1988 foi
eleito deputado estadual, compondo a primeira legislatura da Assembléia
Legislativa do novo estado do Tocantins. Foi relator da Constituição
do estado e exerceu o cargo de primeiro vice-presidente da Casa. Em
1990, foi reeleito deputado estadual e liderou a bancada de oposição
por quase três anos. Em 1994, assumiu novamente uma cadeira na
Assembléia Legislativa, exercendo seu terceiro mandato. Antes
das eleições de 2004, havia disputado a prefeitura de
Palmas duas vezes. A primeira foi em 1996 e a segunda em 2000, perdendo
a eleição por menos de 1,5% dos votos. Em 2003, deixou
o Partido Popular Socialista (PPS) e filiou-se ao PT, partido pelo
qual venceu a disputa à prefeitura nas eleições
de 2004. Reelegeu-se em 2008 com 44,52% dos votos válidos.
Declaração de bens (patrimônio pessoal): R$ 908.402,39
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.919.062,43
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.911.062,43
Porto Alegre (RS)
Prefeito: José Fogaça (PMDB), 61 anos
Vice-prefeito: José Fortunati (PDT) – coligação “Cidade
Melhor – Futuro Melhor” (PTB/PSDC/PMDB/PDT)
Votos: 470.696 (segundo turno)
Nascido em Porto Alegre, José Alberto Fogaça de Medeiros é formado
em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul. Apresentador de televisão e rádio e ex-articulista
do jornal Zero Hora, Fogaça lecionou literatura em cursos pré-vestibulares
e direito constitucional nas Faculdades Rio-Grandenses. Compositor,
tem músicas gravadas por artistas como Fafá de Belém,
Nara Leão, a argentina Mercedes Sosa e a dupla Kleiton & Kledir.
Atual prefeito da capital gaúcha, também exerceu os cargos
de deputado estadual (entre 1978 e1982), deputado federal (1982 a 1986)
e senador (1987 a 2002). Foi eleito em 2004 pela coligação
PPS-PTB. Deixou o PPS e voltou ao PMDB em março de 2007 para
disputar a reeleição, em que enfrentou os mesmos partidos
que o apoiaram em outras ocasiões, como PSDB, PP e o próprio
PPS – que o elegera quatro anos antes. Com 54,95% dos votos válidos,
derrotou a deputada petista Maria do Rosário.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 508.020,00
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 2.615.361,58
Despesas (gastos de campanha): R$ 2.615.361,58
Porto Velho (RO)
Prefeito: Roberto Sobrinho (PT)
Vice-prefeito: Emerson Castro (PMDB) – coligação “Trabalho
de novo com a força do povo”
(PT/PMDB/PP/PRTB)
Votos: 119.869 (primeiro turno)
Militante petista, Roberto Sobrinho é professor. Sua história
política tem origem no movimento sindical, sendo fundador do
Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de
Rondônia e presidente por duas vezes das duas primeiras gestões
do sindicato. Nascido em São Paulo, está em Rondônia
desde a década de 1980. Seu primeiro mandato como prefeito veio
em 2004. Reelegeu-se em 2008 com 59,51% dos votos válidos.
Declaração de bens (patrimônio pessoal): R$ 380.500,00
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.262.378,62
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.262.378,62
Recife (PE)
Prefeito: João da Costa (PT)
Vice-prefeito: Milton Coelho (PSB) – coligação “Frente
do Recife”
(PCdoB/PDT/PMN/PTB/PRP/PTdoB/PT/PSDC/PR/PSB/PTN/PRB/PRTB/PSL/PHS)
Votos: 432.707 (primeiro turno)
Natural de Angelim, no agreste de Pernambuco, João da Costa
Bezerra Filho, 47 anos, vem de uma família de antiga militância
política. Filho de um ex-prefeito e ex-vereador de Angelim,
começou a vida política no movimento estudantil. Foi
um dos primeiros a se filiar ao PT em Pernambuco, no início
dos anos 80. Em 1983, decidiu mudar de carreira, abandonar o curso
de administração e estudar agronomia. Naquele ano, assumiu
a presidência do Diretório Acadêmico (DA) de Agronomia,
depois do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade
Rural. Começou a vida pública por força do prefeito
João Paulo (PT), de quem foi assessor parlamentar na Assembléia
Legislativa de Pernambuco e secretário municipal de Planejamento
e Orçamento Participativo. Passou boa parte da campanha com
a candidatura impugnada pelo TRE-PE, acusado de abuso de poder político
econômico. João Paulo teria colocado a máquina
da prefeitura para trabalhar na campanha de João da Costa. Após
a vitória do petista no primeiro turno, os juízes eleitores
voltaram atrás e mantiveram o resultado das urnas.
Declaração de bens (patrimônio pessoal): R$ 228.562,33
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 2.832.735,81
Despesas (gastos de campanha): R$ 2.823.747,04
Rio Branco (AC)
Prefeito: Raimundo Angelim (PT)
Vice-prefeito: Francisco Eduardo Saraiva de Farias (PCdoB) – coligação ”Frente
popular das comunidades”
(PRB/PP/PDT/PT/PTB/PSL/PTN/PR/PSDC/PRTB/PTC/PSB/PV/PRP/PCdoB/PTdoB)
Votação: 80.022 (primeiro turno)
Economista formado pela Universidade Federal do Acre (UFAC), Raimundo
Angelim Vasconcelos nasceu em Rio Branco (AC) em 19 de fevereiro de
1955. Na Universidade Federal do Acre ocupou os cargos de Pró-Reitor
de Planejamento, entre 1984 e 1988, e diretor do Departamento de Economia
(1990), sendo professor de Economia desde 1981. No Poder Executivo,
foi secretário de Estado de Planejamento do Acre no governo
de Edmundo Pinto (1991/1992), secretário Municipal do Trabalho
e Bem- Estar Social da Prefeitura Municipal de Rio Branco (1994/1995),
chefe do Gabinete Civil do governo do Acre durante o primeiro mandato
de Jorge Vianna (PT) (1999/2002), secretário de Estado e Desenvolvimento
das Cidades e Habitação (2003/2004) e secretário
de Estado e Cidadania e Assistência Social (2003/2004). Teve
um mandato como deputado estadual, que assumiu em 2003. Ocupou ainda
o cargo de diretor superintendente do Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae-AC (1992/1995).
Em 2000, concorreu à prefeitura de Rio Branco, mas perdeu para
Flaviano Melo. Em 2004, foi eleito prefeito de Rio Branco e reeleito
no ano de 2008.
Declaração de bens (patrimônio pessoal): R$ 510.638,95
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 187.350,00
Despesas (gastos de campanha): R$ 187.350,00
Rio de Janeiro (RJ)
Prefeito: Eduardo Paes (PMDB)
Vice-prefeito: Carlos Alberto Vieira Muniz (PMDB) – coligação “Unidos
pelo Rio” (PMDB/PP/PSL/PTB)
Votos no 1º turno: 1.696.195 (segundo turno)
Nascido no Rio de Janeiro (RJ) e formado em direito, Eduardo da Costa
Paes, 39 anos, iniciou a carreira política como subprefeito
da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio) e Jacarepaguá, durante
a primeira gestão do prefeito César Maia (DEM), entre
1993 e 1996. Ingressou na equipe de Maia filiado ao Partido Verde,
mas foi eleito em 1996 pelo PFL (atual DEM), obtendo o maior número
de votos entre os vereadores do Rio de Janeiro naquele ano. Em 1998,
foi eleito deputado federal pelo Rio, tendo sido reeleito para a legislatura
seguinte já no PTB, ao qual se filiou em 1999. Em 2003 ingressou
no PSDB. Destacou-se, em 2005, como um dos mais ferrenhos críticos
do governo Lula na CPI dos Correios, da qual foi sub-relator. Ex-secretário-geral
do PSDB, pelo qual concorreu ao governo do Rio em 2006, filiou-se ao
PMDB no ano passado, para ser lançado como candidato do governador
do Rio, Sérgio Cabral, à prefeitura fluminense. No segundo
turno, recebeu o apoio do PT e derrotou Fernando Gabeira (PV), com
50,83% dos votos válidos.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 390.372,87
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 11.408.323,52
Despesas (gastos de campanha): R$ 11.408.323,52
Salvador (BA)
Prefeito: João Henrique (PMDB)
Vice-prefeito: Edvaldo Brito (PTB) – coligação “A
Força do Brasil em Salvador”
(PMDB/PTB/PDT/PMN/PSL/PSC/PP/PHS/PRTB)
Votos: 783.487 (segundo turno)
Nascido em Feira de Santana há 49 anos, João Henrique
de Barradas Carneiro é filho do senador João Durval Carneiro
(PDT-BA) e irmão do deputado federal Sérgio Barradas
Carneiro (PT-BA). É formado em economia pela Universidade Federal
da Bahia, com pós-graduação em Desenvolvimento
Econômico pela Université du Quebec à Montreal,
no Canadá, e Administração de Cidades pela Unirb.
Iniciou a vida pública como economista no antigo Desenbanco
(atual Desenbahia), ocupando em seguida o cargo de diretor-técnico
da Bahiapesca. Foi vereador da capital baiana entre 1989 e 1995, e
deputado estadual pela Bahia entre 1995 e 2004. Desde 2005 é o
prefeito de Salvador. Deixou o PDT em abril de 2007, quando se filiou
ao atual partido, o PMDB, com o apoio do ministro da Integração
Nacional, Geddel Vieira Lima. Foi apoiado pelo PT, no segundo turno,
em 2004 (bem como por PCdoB, PSB e PV), quando se elegeu prefeito.
Atendendo a sugestão do ministro, João Henrique abriu
mão de se candidatar a governador em 2006, quando o PMDB apoiou
a candidatura do petista Jaques Wagner, que surpreendeu ao vencer a
disputa para o governo da Bahia. Os dois partidos romperam relações
logo após a reeleição de João Henrique,
que derrotou o petista Walter Pinheiro.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 606.664,27
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 2.924.692,94
Despesas (gastos de campanha): R$ 2.925.231,64
Santo André (SP)
Prefeito: Aidan Ravin (PTB)
Vice-prefeito: Dinah Zekcer (PTB) – sem coligação
Votos: 214.810 (segundo turno)
O médico ginecologista e obstetra Aidan Antonio Ravin, 47 anos, é formado
há 18 anos pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Atua
como clínico geral no Posto de Saúde da Vila Luzita há mais
de 17 anos. Também é casado e pai de dois filhos. Elegeu-se
vereador em Santo André em 2004 pelo PDT. Seu envolvimento na
política iniciou ainda no período escolar em movimentos
estudantis e diretório acadêmico. Elegeu-se em 2008 com
55,05% dos votos válidos ao derrotar o petista Vanderlei Siraque.
Valor total dos bens declarados: R$474.464,57
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 598.350,65
Despesas (gastos de campanha): R$ 598.336,45
São Bernardo do Campo (SP)
Prefeito: Luiz Marinho (PT)
Vice-prefeito: Frank Aguiar (PTB) – coligação “São
Bernardo de Todos”
(PT/PRB/PDT/PTB/PSL/PTN/PR/PRTB/PV/PHS/PSC)
Votos: 237.617 (segundo turno)
Bacharel em direito, Luiz Marinho, 49 anos, foi metalúrgico
na década de 70, quando conheceu o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Seu primeiro e único registro em carteira é de
julho de 1978, data em que foi contratado para trabalhar na seção
de pintura da Volkswagen de São Bernardo do Campo (SP), onde
também começou sua carreira sindical como membro da CIPA,
cargo para o qual foi reeleito na gestão seguinte. Entrou em
1984 para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Nas gestões seguintes assumiu os cargos de secretário-geral
e vice-presidente. Em 1996, foi eleito presidente do sindicato, cargo
para o qual foi reeleito mais duas vezes (1999-2002 e 2002-2003). Em
2002, foi candidato a vice-governador do estado de São Paulo,
na chapa encabeçada por José Genoino, do Partido dos
Trabalhadores. No ano seguinte, foi eleito presidente da Central Única
dos Trabalhadores (CUT). No governo Lula, foi ministro do Trabalho
entre 2005 e 2007, e da Previdência Social, até sair do
cargo para começar a campanha à prefeitura de São
Bernardo.
Valor total dos bens declarados: R$32.508,73
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 11.185.239,77
Despesas (gastos de campanha): R$ 11.184.752,25
São Gonçalo (RJ)
Prefeito: Aparecida Panisset (PDT)
Vice-prefeito: Jorge Aranha (PSDB) – coligação “Trabalhando
muito para fazer mais”
(PSDC/PSDB/PDT/PV/DEM/PSC/PPS)
Votos: 270.591 (primeiro turno)
Ex-professora de história do ensino médio, Maria Aparecida
Panisset nasceu em São Gonçalo em 12 de novembro de 1947.
Durante sua carreira política, já integrou os quadros
do PP e do DEM. Dentre os cargos políticos que exerceu, estão
os de vereadora de São Gonçalo em duas legislaturas (entre
1996 e 2001) e deputada estadual (2002-2004). Eleita prefeita em 2004,
reelegeu-se em 2008 com 56% dos votos válidos.
Valor total dos bens declarados: R$144.000,00
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 1.082.547,69
Despesas (gastos de campanha): R$ 1.082.547,69
São Luís (MA)
Prefeito: João Castelo (PSDB)
Vice-prefeita: Helena Duailibe (PSB) – coligação “São
Luís Merece Mais” (PSDB/PSB/PTC)
Votos: 271.014 (segundo turno)
Natural do município maranhense de Caxias, João Castelo
Ribeiro Gonçalves é formado em direito pelo Centro de
Ensino Unificado de Brasília. Foi deputado federal (de 1971
a 1979 e de 1999 a 2007), senador (de 1983 a 1991) e governador do
Maranhão, entre 1979 e 1982. Uma das principais lideranças
do PSDB no Maranhão, foi aliado de primeira hora do senador
José Sarney (PMDB-AP) na década de 1990. Recebeu no ano
passado o apoio velado do atual governador do Maranhão, Jackson
Lago (PDT), adversário do clã Sarney. Em 11 de outubro,
o Tribunal Superior Eleitoral manteve o registro de candidatura de
Castelo, que havia sido contestado pelas coligações “São
Luís Não Pode Parar” e “A Força das
Comunidades”, adversárias no primeiro turno. Eleito com
55,84% dos votos válidos, derrotou o deputado Flávio
Dino (PCdoB-MA) na disputa pela capital maranhense.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 6.363.437,58
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 3.973.749,45
Despesas (gastos de campanha): R$ 3.973.466,34
São Paulo (SP)
Prefeito: Gilberto Kassab (DEM), 48 anos
Vice-prefeita: Alda Marco Antônio (PMDB) – coligação “São
Paulo no Rumo Certo” (PR/PMDB/PRP/DEM/PV/PSC)
Votos: 3.790.558 (segundo turno)
Nascido na capital paulista há 48 anos, Gilberto Kassab é formado
em Engenharia Civil e Economia. Iniciou a vida política aos
24 anos, quando participou do Fórum de Jovens Empreendedores
da Associação Comercial de São Paulo, criado em
1984 pelo empresário Guilherme Afif Domingos. Em 1993, foi eleito
vereador pelo extinto PL (atual PR), filiando-se dois anos depois ao
PFL (atual DEM). É o atual presidente do DEM na capital paulista.
Foi presidente do partido no estado de São Paulo em 2007. Kassab
já foi vereador, deputado estadual e deputado federal por São
Paulo em duas legislaturas, além de secretário de Planejamento
do primeiro ano da gestão do prefeito Celso Pitta (1997-2000).
Vice-prefeito de José Serra (PSDB) em São Paulo, assumiu
a prefeitura da capital em 31 de março de 2006, quando o tucano
deixou o cargo para concorrer ao governo do estado. Sua candidatura
teve o apoio informal de integrantes do PSDB, apesar de o partido ter
lançado o nome de Geraldo Alckmin à disputa. Com 60,7%
dos votos válidos, derrotou no segundo turno a petista Marta
Suplicy, ex-prefeita da capital paulista.
Bens declarados (patrimônio pessoal): R$ 5.107.628,31
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 29.788.531,55
Despesas (gastos de campanha): R$ 29.744.381,46
Teresina (PI)
Prefeito: Silvio Mendes (PSDB)
Vice-prefeito: Elmano Ferrer (PTB) – coligação:
Teresina cada vez melhor
(PTC/PTB/PRP/DEM/PV/PSDC/PR/PSDB/PP/PHS/PTN/PRTB/PPS)
Votos: 273.065 (primeiro turno)
Sílvio Mendes de Oliveira Filho, 59 anos, nasceu em Campo Maior,
cidade do Piauí localizada a 80 km ao norte de Teresina. Graduado
em medicina em 1974 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é especializado
em ortopedia pela Universidade de São Paulo (USP). Em Teresina,
trabalhou no Hospital Getúlio Vargas, Clínica São
Lucas e Ortoclínica. É médico do Ministério
da Saúde (SUS) e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia
e Traumatologia. Foi presidente da Fundação Municipal
de Saúde nas gestões dos prefeitos Raimundo Wall Ferraz
(1993/1995) e Chico Gerardo (1995/1996), e nos dois períodos
de Firmino Filho (1996/2004). Implantou o Programa Saúde da
Família na capital piauiense. Elegeu-se para seu primeiro mandato
como prefeito em 2004. Foi reeleito com 70,36% dos votos válidos
já no primeiro turno.
Declaração de bens (patrimônio pessoal): R$ 416.493,95
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 810.874,88
Despesas (gastos de campanha): R$ 810.874,88
Vitória (ES)
Prefeito: João Coser (PT)
Vice-prefeito: Sebastião Barbosa (PMDB) – coligação: “Todos
por Vitória”
(PT-PMDB)
Votos: 119.623 (primeiro turno)
O advogado João Coser, 52 anos, natural de Santa Tereza (ES),
ocupou quatro cargos no legislativo antes de assumir seu primeiro mandato à frente
da capital capixaba. Sua carreira política começou na
presidência do Sindicato dos Comerciários do Espírito
Santo, entre 1984 e 1986, e da Central Única dos Trabalhadores
(CUT) no Espírito Santo, entre 1985 e 1986. Um ano depois assumiu
uma cadeira na Assembléia Legislativa capixaba, que ocupou por
dois mandatos consecutivos. Em 1994 foi eleito deputado federal e também
ficou no cargo por dois mandatos consecutivos. Em 2002 concorreu ao
Senado, mas não se elegeu. Dois anos depois assumiu a prefeitura
de Vitória. Durante a campanha, Coser recebeu o apoio do governador
do estado, Paulo Hartung (PMDB), e do vice-governador, Ricardo Ferraço
(PSDB).
Declaração de bens (patrimônio pessoal): R$ 2.060.000,00
Prestação de contas (gastos de campanha):
Receita (doações, fundo partidário, eventos etc):
R$ 2.571.799,64
Despesas (gastos de campanha): R$ 2.562.508,00