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Agência Câmara, 7 de janeiro de 2009
Projeto mantém aposentadoria
por invalidez de quem for eleito
Edson Santos
O Projeto de Lei 4163/08, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), prevê que
quem for eleito para cargos federais, estaduais, municipais ou distritais
poderá preservar o benefício de aposentadoria por invalidez.
A proposta altera a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência
Social(8.213/91), que atualmente determina que o aposentado por
invalidez que retornar voluntariamente à atividade terá sua
aposentadoria automaticamente cancelada, a partir da data do retorno.
Barbosa argumenta que a legislação vigente não
prevê, no entanto, a situação dos beneficiários
que venham a se tornar agentes políticos, ocupantes de cargo
público.
Para ele, o vínculo que tais agentes possuem com o Estado
não é de natureza profissional, mas política. "Não
se trata de qualificação técnica ou habilitação
para exercício de uma profissão, com a finalidade
de se obter a própria subsistência", destaca.
"O requisito essencial neste caso é outro: a qualidade
de cidadão, que se torna mandatário da sociedade
para conduzir seus destinos", alega o parlamentar mineiro.
Direito reconhecido
De acordo com Eduardo Barbosa, a Justiça Federal tem se manifestado
reiteradamente sobre a matéria no sentido de que o mandato eletivo
constitui exercício de direito político inerente à cidadania
e não uma prestação de serviço capaz de impedir
a manutenção do benefício de aposentadoria por invalidez.
"A jurisprudência vem também ao encontro das
determinações da Convenção das Nações
Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, aprovada
pelo Congresso Nacional, com status de emenda constitucional (Decreto
Legislativo 186/08)", lembra o deputado.
A Convenção da ONU estabelece que os Estados Partes
devem assegurar às pessoas com deficiência os direitos
políticos e a efetiva participação na vida
pública e política, incluindo a oportunidade de votar
e serem votadas.
Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas
comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-4163/2008
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Agência
Senado, 7 de janeiro de 2009
Papaléo propõe dedução
de despesas com material escolar do Imposto de Renda
As despesas com material escolar poderão passar a ser deduzidas
da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física. É o
que prevê proposta de autoria do senador Papaléo Paes (PSDB-AP)
já aprovada pela Comissão de Educação, Cultura
e Esporte (CE) e que está sendo analisada pela Comissão de
Assuntos Econômicos (CAE).
O projeto de lei (337/07) propõe alteração
na legislação do imposto de renda das pessoas físicas
(Lei 9.250/95) para permitir a dedução do material
escolar do contribuinte e de seus dependentes até o limite
anual individual equivalente à metade do estabelecido
para dedução de despesas com instrução
escolar. Em 2009, podem ser deduzidos com instrução
escolar até R$ 2.708,94 e, a partir de 2010, até R$
2.830,84.
Ao justificar a importância do projeto, Papaléo
lembrou que matéria publicada pelo jornal Folha de São
Paulo, em edição eletrônica do dia 5 de fevereiro
de 2007, noticiou estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário segundo o qual o material escolar, no Brasil,
suporta 39,6% de carga fiscal.
- Quando se comparam os preços com e sem tributos, não
se pretende, evidentemente, sugerir a extinção
de toda a carga fiscal incidente em material escolar. Tal hipótese
seria demagógica e impraticável, visto que os Estados
modernos financiam-se, em regra, por meio de um complexo sistema
tributário - afirmou o senador pelo Amapá.
Segundo Papaléo, o objetivo do projeto é oferecer
uma compensação pecuniária principalmente
aos pais dos estudantes, "que vêm a ser, em últimaanálise,
os contribuintes de fato dos impostos embutidos no preço
do material escolar".
O relator da matéria na CAE é o senador Gilvam
Borges (PMDB-AP).
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Agência
Diap, 7 de janeiro de 2009
Centrais podem indicar representantes
para Sesc e Senac
Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria
nº 1.176, que aprova critérios e instruções para
a indicação, pelas centrais sindicais, de representantes
para os Conselhos Nacional, Fiscais e Regionais do Serviço Nacional
de Aprendizagem Comercial (Senac) e do Serviço Social do Comércio
(Sesc).
De acordo com a Portaria, o número de representantes de
cada central sindical será definido pela proporcionalidade
de seu índice de representatividade em relação
ao total de entidades filiadas a central sindical.
As centrais sindicais deverão enviar ao Conselho Nacional
do Senac e ao Conselho Nacional do Sesc a lista com a indicação
de seus representantes, contendo informações como
nome completo do indicado, endereço residencial e início
e término do mandato sindical, entre outros.
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Agência
Diap, 7 de janeiro de 2009
Procurador acata parcialmente Adins
contra Portaria 186 do MTE
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, acatou
parcialmente os argumentos das ações diretas de inconstitucionalidade
(Adins) 4120 e 4139. Nelas, onze confederações de trabalhadores
e as confederações nacionais dos Transportes (CNT) e do Sistema
Financeiro questionam dispositivos da Portaria 186/08, do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), que normatiza os pedidos de registro sindical.
Segundo as entidades, a portaria vai além do que deveria
e afronta a Constituição Federal. Antônio Fernando
considerou inconstitucionais os parágrafos do artigo 13,
que determinam o arquivamento do pedido de registro se a entidade
impugnada, depois de notificada, não comparecer à Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego.
Para o procurador-geral da República, não se pode
admitir que, diante de impugnações baseadas em fundamentos
sólidos - uma vez atendidos os requisitos para o seu recebimento,
listados no artigo 10 (tempestividade, juntada de documentos e
comprovação de requisitos de legitimidade) - o MTE
possa simplesmente ignorar seu conteúdo, pelo não
comparecimento a uma reunião na Superintendência,
com conseqüente e automática concessão do registro
ou alteração estatutária.
"Não estaria o MTE exercendo de modo completo a sua
função de salvaguarda da unicidade sindical, ao fechar
os olhos para informações verossímeis apresentadas
tanto por impugnantes quanto por impugnados", alegou Antonio
Fernando Souza.
Confira o parecer
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Congresso
em Foco, 7 de janeiro de 2009
Urnas eletrônicas em xeque
Terceiro colocado em Aracaju, senador Almeida
Lima tenta anular eleição na Justiça sob argumento
de que houve problema em pelo menos 554 urnas
Mário Coelho
Encerradas oficialmente em 18 de dezembro, último dia
para diplomação dos eleitos no pleito de outubro,
as eleições municipais de 2008 ainda provocam polêmicas.
O motivo é a suspeita, apontada por especialistas em segurança
de informática, de fraudes na urna eletrônica em
diversas cidades brasileiras. A última delas envolve a
cidade de Aracaju (SE).
Na sexta-feira passada (2), o senador Almeida Lima (PMDB-SE)
entrou com um pedido de anulação das eleições
na capital sergipana no Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe
(TRE-SE). Ele perdeu o comando do Executivo municipal para o
prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), reeleito ainda no primeiro
turno com 51,72% dos votos válidos. Na ação,
o peemedebista, que ficou em terceiro lugar, com 17,7% dos votos
válidos, denuncia supostas fraudes nas urnas que teriam
beneficiado seu adversário.
O senador sergipano argumenta que foram atribuídos votos
a pessoas que não eram candidatas na cidade. Ele também
aponta que, em alguns casos, houve divergência nos votos
recebidos por um mesmo candidato a vereador.
Por conta disso, o peemedebista contratou duas empresas especializadas
em perícia eletrônica. De acordo com o senador,
os técnicos encontraram algumas irregularidades. Das 916
urnas eletrônicas usadas no pleito, 554 apresentaram problemas
na tecla corrigir. Somente as 162 restantes estavam em condições
de uso.
A análise das empresas mostrou também que, em
as todas as urnas usadas, havia nomes de pessoas cuja candidatura
não havia sido registrada. “Nós temos provas
que todas elas, sem exceção, as 916 urnas que foram
utilizadas nas eleições em Aracaju, foram violadas
no dia 4 de outubro, véspera das eleições”,
afirmou Almeida Lima ao Congresso em Foco.
Sem prejuízo
Não é a primeira vez que Almeida Lima entra com
um recurso argumentado fraude nas eleições. Em
novembro passado, ele recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) pedindo a anulação do pleito. A ação
chegou ao corregedor do TSE, ministro Félix Fischer.
Fischer, então, enviou um pedido de informações
ao TRE-SE. Mas antes afirmou, em decisão monocrática,
que o setor técnico do tribunal “noticiou que (...)
do início das eleições até o seu
encerramento, não se observou nenhuma ocorrência
anormal nos sistemas sob a responsabilidade deste Tribunal”.
Os advogados do candidato derrotado em Aracaju também
questionavam problemas ocorridos no Sistema de Apresentação
dos Resultados (Siapre), que mostrava resultados diferentes da
apuração do TSE. O ministro escreveu que as incorreções
apontadas não refletiram na "realidade dos dados
captados, transmitidos, totalizados e divulgados pelos sistemas
deste Tribunal Superior".
Sobre a nova ação do peemedebista, por estar em
recesso judiciário, nem o presidente do TRE-SE nem a assessoria
de imprensa foram encontradas para comentar o assunto. O ministro
Felix Fischer não vai se pronunciar sobre o caso, já que
a ação não chegou à corte eleitoral.
Violações
A preocupação com a segurança das eleições
chegou à Câmara dos Deputados. Em novembro, duas
audiências públicas foram realizadas para discutir
o assunto. Na ocasião, o professor Pedro Dourado Rezende,
da Universidade de Brasília (UnB), listou uma série
de municípios com fortes indícios de fraudes na última
eleição.
De acordo com ele, Nova Esperança (PR), Itajaí (SC),
Bragança Paulista (SP), Cabo Frio (RJ), além de
cerca de uma dúzia de municípios da Bahia tiveram
problemas. Nas cidades baianas, por exemplo, contatou-se que
metade dos mesários não assinou a ata de votação
e o boletim de urna.
Esse também é o caso do município de Caxias,
no interior do Maranhão. Dois peritos – Gledston
Reis e Gladston de Oliveira –, contratados pela da ex-prefeita
Márcia Marinho (PMDB), derrotada na disputa pela prefeitura
do município nas eleições de outubro passado,
atestaram que urnas eletrônicas foram adulteradas na cidade
dois dias antes do pleito.
Pelo resultado da análise de dez urnas, verificadas por
ordem da Justiça Eleitoral local, a dupla de técnicos
ainda assegurou que a fraude é possível no sistema
eleitoral brasileiro e que alguém com acesso a elas, durante
15 minutos, elegeria facilmente até o presidente da República.
Reportagem veiculada em dezembro do ano passado pela TV Bandeirantes
trouxe depoimento de eleitores que afirmaram ter encontrado vários
problemas na hora de votar. Um deles dizia que, ao escolher um
candidato a vereador, a foto não aparecia, somente o número.
Mesmo assim, os mesários mandavam confirmar a escolha.
O caso foi parar na Polícia Federal, que recolheu urnas
e abriu um inquérito para investigar a denúncia
de fraude. Como os peritos da PF ainda não terminaram
a perícia, o delegado federal Leonardo Portela Leite afirmou
que não iria se pronunciar.
Antes do término da investigação da PF,
o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) se
apressou em negar que tenha havido problemas na cidade. A corregedora
do órgão, desembargadora Nelma Sarney, afirmou,
em entrevista coletiva realizada em dezembro, que “não
houve qualquer violação em urnas eletrônicas”.
A desembargadora disse que técnicos do Tribunal Superior
Eleitoral entenderam que os dois analistas contratados pela ex-prefeita
cometeram erros por desconhecimento do processo. “Ficou
constatado que não houve qualquer suspeição
do processo de votação”, enfatizou a corregedora
do TRE-MA.
Impressão
Especialistas ouvidos pelo Congresso em Foco acreditam que há uma
concentração equivocada de poderes. Eles dizem
que a entidade que opera a eleição, o TSE, é “também
juiz dos seus próprios atos segundo suas próprias
regras”.
“Ao ser acionada por qualquer candidato que se vê prejudicado,
julga enquanto controla o acesso às provas, seja de possíveis
irregularidades, seja para certificar o resultado da eleição”,
afirmou o professor da UnB, em entrevista por e-mail ao site
Pedro Dourado Rezende. “De outro lado, alardeia, em tom
desafiador, que seu sistema é seguro porque ninguém
nunca provou que tenha havido fraude com ele”, completou.
O engenheiro e especialista em urnas eletrônicas Amilcar
Brunazo Filho tem a mesma opinião. Segundo ele, não
existe controle externo das eleições. “Quem
tem poder não gosta de ser fiscalizado. O Brasil, que
saiu na frente dos outros países com a informatização
do voto, está se tornando o mais atrasado. É o único
que não permite auditoria externa”, opinou.
O professor da UnB ressalta que os problemas técnicos
têm sido apontados desde o início da informatização.
Mas, na opinião dele, falta visibilidade para as conseqüências
desses problemas. “Eles têm sido tratados como tabu
tanto no Parlamento como pela grande imprensa”, analisou.
Os dois lembram que a impressão do voto poderia servir
como uma espécie de auditoria externa. Entretanto, o TSE
não aceita a volta da materialização dos
sufrágios. “A desmaterialização do
voto acabou com as fraudes de varejo, aquelas em que se manipulavam
registros materiais de votos ou de votações. Mas
ao preço de se introduzir fraudes de atacado”, alertou
Rezende.
“O que a retenção de um registro material
do voto pode fazer, se bem implementada, é permitir que
as vantagens dos dois métodos, os de materialização
e da desmaterialização, sirvam para neutralizar
as desvantagens do outro, isto é, para dificultar ou expor
eventuais fraudes cometidas através do outro método”,
completou o professor da UnB.
Já o engenheiro Brunazo lembra que a velocidade da apuração,
apontada pelo TSE como uma das maiores vantagens da urna eletrônica,
não pode superar a confiabilidade. “Uma é desejada
e a outra é necessária”, disparou.
O Congresso em Foco entrou em contato com TSE três vezes
antes do recesso judiciário, mas não conseguiu
o contato com o secretário de Tecnologia e Informação
do órgão, Giuseppe Dutra. Na audiência pública
na Câmara dos Deputados, ele afirmou que desde a implantação
do sistema de voto eletrônico, há 12 anos, "nunca
foi confirmada a ocorrência de fraude deliberada no processo".
Choro de perdedor
A corte eleitoral responde que "os perdedores das eleições
tentam justificar a derrota na contagem de votos e que essa situação
ocorre mesmo na votação manual, com pedido de recontagem".
O órgão explicou ainda que a fraude nas urnas é inviável
porque "há uma grande quantidade de dispositivos
de segurança existentes" e que "seria necessário
cooptar um grande número de pessoas para fraudar um resultado
eleitoral".
O secretário do TSE disse, segundo a Agência Câmara,
que a adoção do voto impresso não é recomendável
porque reintroduz a manipulação humana dos votos
no processo, aumentando os riscos de fraude. Além disso,
destacou que as impressoras estão mais sujeitas a estragar
que as urnas eletrônicas ao longo do caminho percorrido
até os locais de votação, aumentando a possibilidade
de falhas no sistema.
"A urna eletrônica, quando sai da fábrica,
viaja milhares de quilômetros, chegando às vezes
a uma aldeia indígena, sofrendo influências de temperatura,
umidade, poeira, solavancos", acrescenta o representante
do TSE. "Se uma impressora, que é mais suscetível
a esses impactos, passasse por isso, o nível de falha
aumentaria muito e fragilizaria o elemento de auditoria.”
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Gazeta
do Povo, 7 de janeiro de 2009
Congresso
Candidatos se unem contra Michel
Temer
Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Ciro Nogueira
(PP-PI), que disputam o comando da Câmara, trabalham juntos
para tentar reduzir vantagem do peemedebista
Sem o apoio oficial da maior parte dos partidos nem do Palácio
do Planalto, os deputados federais Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e
Ciro Nogueira (PP-PI), que disputam a presidência da
Câmara, trabalham juntos para reverter a vantagem do
peemedebista Michel Temer (SP) – apontado como favorito
e o nome escolhido pelo governo federal. Aldo e Ciro, reunidos
durante quase todo o dia de ontem, agendaram encontros com
líderes de partidos políticos que estarão
em Brasília durante o período de recesso, que
vai até o fim deste mês.
No encontro, os dois deputados avaliaram a possibilidade
de o PDT trocar o apoio ao candidato do PCdoB por Temer. Na
segunda-feira, Temer disse que o ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, uma das principais lideranças pedetistas, indicou
que a sigla deverá ficar ao seu lado. “O que acontece
com o PDT ocorreu em todos os partidos que apoiaram Temer.
Não foi uma decisão das bancadas, foi uma decisão
de cúpula. Nós temos consciência que na
hora da votação esse apoio não vai se
refletir em votos’’, disse Ciro.
Os dois deputados reavaliaram o cenário e afirmam que
o desenrolar da briga pela sucessão no Senado terá impacto
direto na batalha pelo comando da Câmara. “O PT
não vai abrir mão das duas Casas. Agora, o que
não sabemos é se uma eventual traição
dos petistas vai beneficiar a campanha do Aldo ou a minha’’,
afirmou o deputado do PP. Em meio às articulações,
Ciro e Aldo continuam acreditando que a eleição
para a presidência da Câmara, marcada para 2 de
fevereiro, será decidida em segundo turno. Nos bastidores,
os dois deputados trabalham para obter 108 votos de parlamentares
do PP, PC do B, PSB, PRB e PMN.
Temer, por enquanto, é o favorito. Ele montou um “blocão”,
que conta com o apoio do governo federal e dos três principais
partidos de oposição – PSDB, DEM e PPS.
Para atrair essas legendas, Temer vem fazendo o loteamento
dos 11 cargos da Mesa Executiva. O PT ficará com a primeira
vice-presidência, o DEM com a segunda vice (que tem a
tutela da corregedoria-geral da Câmara) e o PSDB, com
a primeira secretaria (responsável pelas licitações
da Casa).
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Gazeta
do Povo, 7 de janeiro de 2009
Confissão
Lula diz que não lê jornal
nem revista
Criticado pelo distanciamento mantido em relação à imprensa,
em especial no primeiro mandato, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva admitiu que não faz parte de sua rotina
ler jornais ou revistas, nem acompanhar o noticiário de
sites e blogs na internet. Em entrevista à revista Piauí,
o presidente justificou: “Porque tenho problema de azia”.
Ele afirmou que, desde que assumiu a Presidência, não
mudou de opinião sobre a mídia. “A imprensa
brasileira tem um comportamento histórico em relação
a mim.” Repetindo as falas que costumam rechear discursos
críticos em relação ao noticiário
político, ele disse não se preocupar, por confiar
na inteligência de leitores, ouvintes e telespectadores.
Ainda assim, o presidente se diz bem informado. “Um homem
que conversa com o tanto de pessoas que eu converso por dia deve
ter uns 30 jornais na cabeça todo santo dia”, explicou,
acrescentando que é avisado por auxiliares no caso de
notícias relevantes. Lula disse ver uma melhora na relação
com a mídia. O motivo seria o avanço tecnológico,
que trouxe mais pluralidade à informação.
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Gazeta
do Povo, 7 de janeiro de 2009
Indústria
Produção tem pior
queda em 13 anos
Entre outubro e novembro do ano passado,
retração foi de quase 8%. Freada foi tão
forte que quase anulou os ganhos obtidos desde maio de 2007
Em apenas 60 dias, entre outubro e novembro, a produção
industrial brasileira acumulou queda de 7,8%, uma perda que,
historicamente, só foi registrada pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) entre outubro de 2002
e junho de 2003. Essa foi a comparação usada
pelo coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales,
para demonstrar a abrupta mudança de cenário
em decorrência dos efeitos da crise econômica mundial. “Esses
dados dão ideia da alteração brusca de
cenário sobre o fluxo de produção”,
afirmou.
Ontem, o IBGE divulgou que em novembro a indústria
produziu 5,2% menos do que em outubro, na maior queda apurada
pelo instituto desde maio de 1995. Com relação
a novembro de 2007, a retração foi de 6,2%, a
maior desde dezembro de 2001. O IBGE também reviu o
nível de produção de outubro, que ampliou
a queda de 1,7% para 2,8%. Mesmo com resultados tão
ruins, no ano passado até novembro, a produção
industrial acumulava alta de 4,7%.
A retração da indústria em novembro
rebateu no Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre
de 2008, que, segundo estimativas de analistas, deve cair de
1% a 1,7% na comparação com o terceiro trimestre.
Os especialistas acreditam também em uma queda no primeiro
trimestre de 2009, o que colocaria o país num quadro “de
recessão técnica”. “Os primeiros
meses de 2009 vão ser ruins, com níveis ainda
altos de estoques. O PIB sentirá esse impacto e há uma
chance preponderante de uma recessão técnica”,
afirma Bráulio Borges, da LCA. Conceitualmente, um país
está em recessão quando o PIB se contrai por
dois trimestres consecutivos. Para Thaís Zara, da Rosenberg & Associados,
o PIB também deve recuar neste trimestre. “É bem
provável que o Brasil esteja em recessão técnica.” Já Claudia
Oshiro, da Tendências, diz que o risco existe, mas tal
cenário ainda não se configura. A consultoria
projeta uma estabilidade do PIB no primeiro trimestre de 2009.
Para Gilberto Braga, do Ibmec, os dados mostram que, “se
a economia teve um setembro negro, a indústria teve
um novembro negro.”
“ A redução da produção industrial foi um dado
horrível. Ela indica o decréscimo expressivo da atividade das fábricas,
sobretudo de bens duráveis, não só por causa da pouca oferta
de crédito, mas também pela baixa demanda”, afirmou o economista-chefe
da LCA Consultores, Braulio Borges, para quem a queda acumulada da produção
em outubro e novembro foi uma freada tão forte que quase corroeu a expansão
de 8% apurada nos 16 meses anteriores, de maio de 2007 a setembro de 2008. “Afinal,
quem vai assumir um crediário de 12 meses de uma televisão se não
sabe se ficará empregado?”
Os dados da produção industrial de novembro
mostram que “houve um aprofundamento da queda industrial
e alargamento dos setores atingidos”, disse Sales, do
IBGE. Segundo ele, desde que 27 segmentos passaram a ser pesquisados
na série com ajuste sazonal (na comparação
com mês anterior), em janeiro de 2002, nunca houve uma
queda de tantas atividades – na última pesquisa,
21 dos 27 subsetores registraram encolhimento da produção. “Vários
informantes da pesquisa apontaram a adoção de
férias coletivas e a redução de pedidos
internos e externos como justificativa para a queda brusca
na produção em novembro”, disse Sales.
Segmentos
A produção de bens de consumo duráveis
foi, entre as categorias de uso pesquisadas pelo IBGE, a que
teve maior impacto. A produção neste segmento
teve queda de 20,4% em novembro ante outubro e recuo de 22,1%
na comparação com novembro de 2007.
O coordenador do IBGE explicou que o mau desempenho desse
segmento ocorreu porque se trata da área mais sensível à redução
da oferta de crédito. A queda dos bens de consumo duráveis
foi puxada, especialmente, pelos automóveis (-34,2%
ante novembro de 2007). Além dos veículos, houve
queda em eletrodomésticos (-12,9%) e celulares (-4,6%).
Outros impactos negativos importantes, em novembro ante outubro,
vieram de máquinas e equipamentos (-11,9%), edição
e impressão (-14,8%), indústrias extrativas (-10,9%)
e metalurgia básica (-10,2%). Na comparação
com novembro de 2007, os destaques negativos ficaram por conta
de produtos químicos (-13,0%), material eletrônico
e equipamentos de comunicações (-20,5%) e máquinas
para escritório e equipamentos de informática
(-29,7%).
Perspectivas
Para dezembro, Borges, da LCA, estima que a produção
industrial continuará em queda e deve registrar um recuo
de 1,7%. Se este número for confirmado, ocorrerá uma
baixa de 9,98% no último trimestre de 2008, a pior retração
desde a redução de 12,5% apurada de março
a maio de 1995.
Na avaliação do economista, o resultado negativo
que deve ter ocorrido no mês passado está muito
ligado ao aumento contínuo dos estoques das companhias. “A
sondagem industrial da FGV apontou que a proporção
de empresas que apontam estoques excessivos subiu de 15,7%
em novembro para 21% em dezembro”, apontou. “Ou
seja, os estoques não só não baixaram
como subiram de forma expressiva no fim do ano passado.”
Para a LCA, a robusta desaceleração aumentou
muito a possibilidade de o Banco Central reduzir os juros de
13,75% para 13,25% na próxima reunião. “O
Copom deve cortar os juros em 2,5 pontos porcentuais neste
ano, boa parte no primeiro semestre para dar mais ânimo
ao nível de atividade”, disse.
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Folha
de S.Paulo, 7 de janeiro de 2009
2,2 milhões estão
na "fila" para receber Bolsa Família
Número de famílias que estão à espera
do benefício consta de cadastro do governo
Pasta do Desenvolvimento Social vai tentar
convencer Lula a ampliar o programa; inclusão da "fila" custaria
mais R$ 2,2 bilhões por ano
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após um pente-fino realizado no final do ano passado
em seu cadastro nacional de pobres e extremamente pobres, o Ministério
do Desenvolvimento Social detectou 2,2 milhões de famílias
que, apesar de reunirem todas as condições de perfil
e de renda, estão fora do Bolsa Família.
A pasta rejeita esse termo, mas essas famílias estão na "fila" e
sem vaga para atendimento no principal programa de transferência
de renda do governo federal, que hoje atende cerca de 11 milhões
de famílias. O custo anual para incluí-las de uma vez no
Bolsa Família é de R$ 2,2 bilhões, e não
há nenhuma previsão orçamentária para isso
neste ano.
Com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio),
do IBGE, e em pedidos e reclamações que chegam a todo momento
do interior do país, o governo já estimava em cerca de
2 milhões o número de famílias nessas condições.
A identificação exata desses 2,2 milhões de famílias,
porém, ocorreu em recente varredura no Cadastro Único,
banco de dados alimentado pelas prefeituras e que reúne famílias
com renda per capita de até meio salário mínimo.
A inscrição nesse cadastro é o primeiro passo obrigatório
para que famílias com renda per capita de até R$ 120 possam
acessar futuramente o benefício do Bolsa Família. Atualmente
as cotas de atendimento, por município, estão definidas
por antigas pesquisas do IBGE, como o Censo 2000 e a Pnad 2004.
Em 2009, porém, será usado pelo programa um novo modelo
do IBGE, conhecido como "espacialização da pobreza",
que poderá indicar com mais precisão as demandas regionais
e municipais. Esses mapas traçam diferentes linhas de pobreza,
com dados do Censo 2000 e da Pesquisa de Orçamentos Familiares
de 2002/2003.
Ampliação
A ideia do ministério é apresentar ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva esse novo mapeamento da demanda existente e a lista de
espera do programa para convencê-lo a ampliar a verba do Bolsa
Família -para 2009, por enquanto, estão previstos R$ 11,9
bilhões, ou seja, R$ 1,2 bilhão a mais do que o gasto no
ano passado.
Além de aguardar a ampliação de quase 20% das verbas
do programa, o ministério planeja mudar a faixa de renda para
entrada no Bolsa Família. A "linha", hoje em R$ 120
per capita, será reajustada com base na inflação
e em outros fatores ainda em estudo, como os mapas de "espacialização" da
pobreza do IBGE.
Por exemplo: se a "linha" subir para R$ 150, as famílias "extremamente
pobres", com direito ao benefício básico de R$ 62,
serão aquelas com renda per capita de até R$ 75 (hoje esse
corte é em R$ 60).
A última vez que o governo mexeu nessas faixas foi em 2006, quando
o limite de inclusão passou de R$ 100 para R$ 120 per capita.
Hoje, uma família incluída no programa pode receber entre
R$ 20 e R$ 182. O teto é pago àquelas consideradas extremamente
pobres, sendo R$ 62 de benefício básico, R$ 20 por criança
de até 15 anos (limite de três) e R$ 30 por adolescente
de 16 e 17 anos (limite de dois). Em 2008, o governo federal reajustou
em 8% o valor do benefício e estendeu o programa aos adolescentes.
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Folha
de S.Paulo, 7 de janeiro de 2009
RUMO A 2010
Aécio anuncia viagens
pelo país para discutir sucessão
DA AGÊNCIA FOLHA
O governador Aécio Neves (PSDB-MG), possível
candidato à Presidência, anunciou que deve iniciar
em março viagens pelo Brasil para discutir com militantes
o programa do partido para a sucessão. Os custos serão
pagos pelo PSDB. Aécio disse que "as principais
bandeiras que o PSDB deverá empenhar na próxima
eleição" deverão estar definidas
ao final do primeiro semestre deste ano.
Desde dezembro, quando o Datafolha mostrou a liderança de José Serra
(SP) nas simulações de 2010, Aécio tem dito que
buscará apoios.
" O governador Serra, um nome qualificado, terá oportunidade de estar
viajando. Tenho convite da maioria dos Estados para estar discutindo, não
só com o PSDB, mas com entidades da sociedade", disse ele na Prefeitura
de Belo Horizonte, onde se reuniu com o recém-empossado Marcio Lacerda
(PSB).
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Folha
de S.Paulo, 7 de janeiro de 2009
FGTS terá até R$
2,7 bi extras para habitação
Montante corresponde à estimativa
de aumento da arrecadação líquida em 2008,
segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi
Orçamento do fundo para o setor habitacional
já tem R$ 11,9 bi garantidos para 2009 e deve passar por
reformulação, diz ministro
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Dados preliminares da arrecadação líquida
do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) apontam
para aumento de R$ 2,7 bilhões nos recursos recolhidos
das empresas no ano passado em relação a 2007,
já descontados os saques realizados pelos trabalhadores.
Com base nos números, o ministro Carlos Lupi (Trabalho)
disse ontem à Folha que o fundo deverá destinar
esse adicional prioritariamente para a habitação
neste ano.
" O FGTS terá uma margem de aplicação maior para este
ano, colaborando principalmente com o setor da habitação",
disse o ministro, acrescentando que, nos próximos meses, o orçamento
aprovado para as aplicações do fundo passará por uma reformulação.
No já aprovado, o setor habitacional tem garantidos R$ 11,9 bilhões
-18% a menos que o autorizado no início de 2008.
De acordo com relatório apresentado pelos técnicos ao ministro
ontem, de janeiro a novembro do ano passado, a arrecadação
do FGTS alcançou R$ 43,5 bilhões. Em todo o ano de 2007,
ficou em R$ 41,6 bilhões. Já os saques promovidos pelos
trabalhadores nos 11 meses de 2008 chegaram a R$ 37,4 bilhões,
contra R$ 38,4 bilhões ao longo dos 12 meses de 2008.
Com isso, a arrecadação líquida até novembro
ficou em R$ 5,9 bilhões. Portanto, o resultado preliminar já é 84%
superior ao verificado em 2007 -R$ 3,2 bilhões. "E ainda
está faltando dezembro. Esses recursos serão direcionados
aos poucos ao orçamento deste ano", afirmou Lupi.
Ele disse que não será só o FGTS que registrará bom
desempenho em 2008. A expectativa é que o FAT (Fundo de Amparo
ao Trabalhador) também apresente resultado superior ao de 2007,
permitindo mais recursos para investir em micro e pequenas empresas.
" O FAT deverá ter um bom resultado e significa mais dinheiro para
o BNDES emprestar às empresas. Queremos vincular essa aplicação
principalmente a pequenas empresas, que são responsáveis por mais
de 60% dos empregos", afirmou o ministro.
Surpresa
Na avaliação de Lupi, este mês e fevereiro deverão
ser ruins para o emprego formal (com registro em carteira), mas março
deverá mostrar os primeiros sinais de recuperação. "Novembro
foi ruim, dezembro, nem podemos falar de dezembro, que é sempre
atípico, com elevado desemprego. Em janeiro e fevereiro, teremos
um resultado ainda não tão favorável. Mas, para
março, podemos esperar boas surpresas."
A resposta do mercado automotivo à redução do IPI
(Imposto sobre Produtos Industrializados), segundo Lupi, superou as expectativas.
Além disso, para o Ministério do Trabalho, as vendas do
comércio no Natal foram positivas. " Agora, as empresas vão
precisar repor estoques. A valorização do dólar
também está levando à substituição
das importações, obrigando as empresas nacionais a produzirem
mais", disse.
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Última
Instância, 7 de janeiro de 2009
Criar 7.554 vagas de vereador será uma
tarefa difícil, diz presidente da OAB
O presidente do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil),
Cezar Britto, afirmou, nesta terça-feira (6/1), que a aprovação
da PEC (proposta de emenda constitucional) que pretende criar 7.554 cargos
de vereadores “será uma tarefa difícil”.
De acordo com informações da assessoria da Ordem,
Britto considera que o projeto, que já foi aprovado na
CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)
do Senado Federal, cria uma expectativa entre os suplentes, mas
pode não ser aprovado.
O presidente da OAB afirmou que existe uma clara diferença
entre o projeto aprovado na Câmara e no Senado. "Ao
aumentar as vagas, a Câmara dos Deputados falou em dotação
orçamentária e a retirada desse item necessariamente
faria com que o projeto voltasse para o Senado", explicou
Britto.
Ele sustenta que, do ponto de vista financeiro, a alteração
não tem tamanha relevância. “O dinheiro será recompensado
com a diminuição dos cargos, mas será realmente
uma tarefa muito difícil a ampliação das
vagas para esta gestão", afirmou o presidente do
Conselho Federal da Ordem.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
07/01/2009
Termina o recesso forense, mas prazos
estão suspensos até 2 de fevereiro
Termina hoje (07) o recesso forense, mas a contagem dos prazos processuais
no Tribunal Superior do Trabalho permanece suspensa até o dia
2 de fevereiro de 2009, quando terminam as férias coletivas
dos ministros e são retomadas as sessões de julgamento.
O recesso forense, de 20 de dezembro a 6 de janeiro, é definido
pela Lei nº 5.010/1966 (Lei Orgânica da Magistratura Nacional – LOMAN,
artigo 62, inciso I). As férias coletivas estão previstas
na Lei Complementar nº 35/1979 (artigo 66, parágrafo 1º).
De acordo com o Regimento Interno do TST (artigo 183, parágrafo
1º, o recesso forense e as férias coletivas dos Ministros
suspendem os prazos recursais.
A suspensão não faz com que se reinicie a contagem:
ela é retomada levando-se em conta os dias transcorridos anteriormente
(diferentemente da interrupção, que “zera” a
contagem).
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