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MTE, 13 de janeiro de 2009
Sine/MTE: há vagas no mercado
de trabalho
As agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine) do Ministério
do Trabalho têm 23.762 vagas abertas, apenas entre as 30 ocupações
que mais ofertam empregos, em seis capitais brasileiras: São Paulo,
Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Brasília.
Segundo o ministério,
os municípios de São Paulo e Rio de Janeiro lideram a lista.
O primeiro, com 11.564 posições ofertadas, com destaque
para quem desempenha a função de operador de telemarketing
(3.092 vagas).
Já no Rio, das 5.807 vagas,
1.055 são para operador de vendas (lojas); 713 atendentes de lanchonete
e 456 operadores de caixa.
Ainda segundo este levantamento,
nas demais quatro capitais o número de vagas em aberto é de
4.261 em Porto Alegre; 1.107 em Belo Horizonte; 699 em Salvador e 324
Brasília.
São oferecidas vagas para
auxiliar de limpeza, recepcionista bilíngue, promotor de vendas,
servente de obras e repositor de mercadorias.
Mais
informações
Quem não souber onde fica a agência do Sine mais próxima
de casa, o Ministério do Trabalho e Emprego atualizou uma página
só para isso. Basta acessar http://www.mte.gov.br/postos.
Outra opção é ligar
na Central de Relacionamento Trabalho e Emprego: 0800 610101 (regiões
Sul, Centro-Oeste e estados do Acre, Rondônia e Tocantins) e
0800 2850101 (regiões Sudeste, Nordeste e Norte).
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O Estado de S.Paulo, 13 de
janeiro de 2009
Empregos: País cortou 600
mil vagas em dezembro
Dezembro deverá se confirmar como um desastre histórico para
o mercado de trabalho. O Brasil poderá ter perdido cerca de 600 mil
vagas, o dobro do que normalmente é registrado pelo Ministério
do Trabalho nessa época do ano, quando muitos temporários são
dispensados. Os dados serão divulgados oficialmente nos próximos
dias pelo ministro da pasta, Carlos Lupi, que por ora não confirma o
fraco desempenho da economia.
Fontes com acesso a Lupi chegaram
a estimar que os cortes teriam chegado à casa de 600 mil vagas
em dezembro, apenas levando em conta os dados do Cadastro Geral de Empregados
e Demitidos (Caged).
Em dezembro de 2007, o Caged,
que compila os dados sobre o mercado formal de trabalho, registrou o
fechamento de 319,4 mil vagas, desempenho muito semelhante ao de igual
mês de 2006. No governo Lula, o pior dezembro até agora
foi o de 2004, com fechamento de 352,1 mil vagas.
Reportagem publicada ontem pelo
Estado mostrou que, pressionada por estoques elevados e queda nas vendas,
quase um terço da indústria brasileira pretende reduzir
o número de empregados até fevereiro. A estimativa foi
feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Além do corte de postos
de trabalho, o País enfrenta outro problema, o número crescente
de anúncios de férias coletivas. Atualmente o total de
empregados nessa situação passam de 150 mil. Eles estão
ligados a empresas dos setores de siderurgia, mineração,
autopeças, metalurgia, papel de celulose e agroindústria,
entre outros.
A reação do mercado
de trabalho diante da crise internacional é também a grande
preocupação do Governo. Não à toa, já foram
anunciadas medidas para desonerar o setor automotivo - um dos mais atingidos
pelo momento delicado da economia e cuja cadeia produtiva é altamente
geradora de empregos - e estimular o consumo, como a redução
do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF).
Na mira da equipe econômica
agora está o setor de construção civil, um dos mais
intensivos em mão-de-obra que também sofre o impacto da
retração de crédito provocada pela crise. No pacote
habitacional em gestação, o governo discute medidas como
a desoneração de material de construção popular
e a elevação do valor de financiamento da casa própria
com utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS), além de ampliação da oferta de financiamentos.
No caso das desonerações,
o espaço do governo está limitado pelo impacto negativo
da desaceleração da atividade econômica na arrecadação
federal.
Já em relação
ao FGTS, há um relativo consenso dentro do governo sobre a necessidade
de se elevar o valor do imóvel que poderá ser adquirido
com os recursos do Fundo, mas a cifra ainda não está fechada.
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Agência Sindical, 13
de janeiro de 2009
Defesa do emprego e combate aos
juros unifica pauta sindical e empresarial
A reunião na manhã da última sexta-feira (9), entre dirigentes
da Força Sindical e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sinaliza uma
ruptura. E ruptura com setores empresariais que vinham defendendo o corte de
direitos trabalhistas como única forma de redução dos
custos e combate à crise.
O encontro da sexta, reunindo
o empresário Paulo Skaff e um grupo de presidentes de entidades
ligadas à Força, mostra que a crise pode ser enfrentada
sem o sacrifício dos trabalhadores. Participaram da reunião
dirigentes sindicais do setor metalúrgico, vestuário, químico,
construção civil, indústria alimentícia e
da borracha.
Segundo o presidente da Força,
deputdo Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) (Paulinho), o objetivo é chegar
a um consenso em prol da manutenção dos empregos. "Precisamos
debater alternativas para enfrentar as demissões e a atitude mais
indicada é a negociação para manter os empregos",
disse.
Direitos
O entendimento entre Força e Skaff parte de um ponto zero. E esse ponto é o
respeito aos direitos e garantias dos trabalhadores como condição
básica para o diálogo entre capital e trabalho. O segundo ponto é a
indicação de um esforço coletivo em defesa do emprego.
Há, ainda, um terceiro vetor, que é a redução da
taxa de juros.
Nesse ponto, há um consenso
entre capital e trabalho. O movimento sindical, aliás, já indica
o dia 21 de janeiro como data nacional de combate ao Copom (Comitê de
Política Monetária do Banco Central) e pela redução
dos juros.
Mobilização
Dia 21 de janeiro fica marcada como data unificada de luta contra os altos
juros praticados pelo Banco Central. Haverá manifestações
em todo o Brasil!
Quanto às negociações
entre Fiesp e Força Sindical, as discussões serão
retomadas nesta terça-feira (13). Desta vez, a reunião
deve incluir a participação de representantes do Ministério
e da Justiça do Trabalho, além da indústria e
demais sindicatos.
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FOLHA DE LONDRINA, 13 de
janeiro de 2009 | Economia
Novo investimento para o FGTS começa
em maio
Trabalhador poderá aplicar parte do
dinheiro em obras de infraestrutura, como recuperação
de rodovias
O governo marcou para 1º de maio, justamente o Dia do Trabalho, o lançamento
das regras para aplicação pelos trabalhadores do dinheiro das
contas individuais no fundo de infraestrutura do FGTS (Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço). Esta possibilidade está prevista na Lei 4.921,
de junho de 2007.
Porém, não foi
fixada data para que possa ser posta em prática, o que dependeria
do desempenho do Fundo de Investimentos. Ou seja, a garantia de projetos
seguros e com retorno certo para evitar perdas para os trabalhadores.
De acordo com a Caixa Econômica
Federal, ainda não está definido quanto cada trabalhador
poderá investir, mas o valor global deve ficar em até R$
10 bilhões.
O governo realizará uma
grande campanha de esclarecimento para que o trabalhador possa fazer
a opção.
Até o dia do lançamento,
funcionários da Caixa Econômica fazem estudos técnicos
para definir os detalhes, como por exemplo, se o limite de 10% para aplicação
será integralmente usado. A autorização para as
aplicações terá que ser aprovada pelo Comitê de
Investimentos do FI-FGTS.
Agência Graffo
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FOLHA DE LONDRINA, 13 de
janeiro de 2009 | Economia
Menos imposto para o trabalhador
Curitiba - O trabalhador que vende dez dias de férias não vai
mais pagar imposto de renda sobre este período. Este direito pode ser
solicitado para os últimos cinco anos caso a pessoa tenha vendido dez
dias das férias. No entanto, isso não é garantido automaticamente.
O contribuinte deve pedir o informe de rendimentos dos últimos cinco
anos para a empresa na qual trabalha, fazer uma declaração de
imposto de renda retificadora e enviar para a Receita Federal.
O advogado da Pactum Consultoria
Empresarial especializado na área tributária, Luiz Henrique
Bassetti, disse que a Receita demora de três a quatro anos para
ressarcir o contribuinte. No entanto, os valores são corrigidos
pela Selic, taxa básica de juros da economia brasileira.
Outro caminho, segundo ele, é procurar
a via judicial para obter o ressarcimento dos últimos cinco anos.
O contribuinte deve buscar a Justiça Federal em primeira instância.
Bassetti lembrou que a discussão
a respeito desse assunto iniciou há nove anos. Desde 2000, já existem
questionamentos judiciais. ''A pessoa física será beneficiada'',
disse.
O delegado da Receita Federal
em Curitiba, Vergilio Concetta, disse que as declarações,
por serem retificadoras, podem cair em malha fina. Ele não tem
uma estimativa do número de contribuintes que podem pedir o direito
sobre os dez dias de férias. ''É um ganho para o trabalhador'',
disse o economista do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva.
Faixas
As declarações
do imposto renda a partir de 2010 vão contar com cinco faixas,
ou seja, alíquotas diferenciadas. O objetivo é fazer que
o contribuinte pague menos imposto na fonte, isto é, descontado
no salário mensal.
Para as declarações
que serão entregues neste ano, valem três faixas: isento
até R$ 1.372,81; 15% de alíquota para quem ganha de R$
1.372,82 até R$ 2.743,25 e 27,5% para quem recebe acima de R$
R$ 2.743,26.
A partir de 2010, será isento
quem ganha até R$ 1.434,59. Os contribuintes com renda mensal
entre R$ 1.434,60 até R$ 2.150,00 terão alíquota
de 7,5%. Para rendimentos de R$ 2.150,01 até 2.866,70 a alíquota
será de 15%; para R$ 2.866,71 até R$ 3.582,00 o percentual é de
22,5% e para quem ganha acima de R$ 3.582,01 a alíquota será de
27,5%.
''As pessoas vão pagar
menos imposto. O reflexo é imediato na fonte (nos salários)
a partir deste mês'', disse Concetta. Bassetti lembrou que o fracionamento
das alíquotas do imposto de renda em faixas é uma tendência.
''Quem ganha menos vai pagar menos (imposto)'', afirmou. Ele acredita
que os contribuintes vão poder consumir e poupar mais com as mudanças
na tributação.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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BBC Brasil, 13 de janeiro
de 2009
Brasil é o único a
escapar de forte desaceleração, diz OCDE
As perspectivas econômicas para o Brasil continuam mais positivas do
que para os países ricos e outras grandes economias emergentes, como
a China, Índia e Rússia, segundo relatório da Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada
nesta segunda-feira (12) em Paris.
A organização prevê que
o Brasil é o único dos 35 países analisados no novo
Indicador Composto Avançado que não deverá registrar
forte desaceleração econômica nos próximos
seis meses.
"Os Indicadores Compostos
Avançados em relação a novembro de 2008 sinalizam
uma desaceleração profunda nas sete grandes economias mundiais
e para as grandes economias que não são membros da OCDE,
principalmente a China, a Índia e a Rússia", afirma
o relatório.
Já em relação
ao Brasil, como havia previsto no início de dezembro passado,
com dados relativos a outubro de 2008, a OCDE estima que o país
deverá registrar apenas uma "leve desaceleração" de
sua atividade econômica.
Queda
Apesar disso, o Indicador Composto Avançado em relação
ao Brasil caiu 1,1 ponto em novembro na comparação com os dados
do mês anterior e está 2,9 pontos abaixo do nível registrado
há um ano.
Mas o Brasil é o único
do grupo das 29 economias que integram a OCDE e os seis países
não-membros da organização analisados neste último
relatório que ultrapassa a barreira de 100 pontos, utilizada como
referência para classificar o nível de atividade econômica
dos países.
Neste novo indicador, o Brasil
totaliza 101,2 pontos, enquanto os demais 34 países estão
abaixo dos 100 pontos. No relatório anterior, o Brasil registrava
102,3 pontos.
Segundo a metodologia para o
cáculo do índice, os países que registrarem queda,
mas mantiverem o indicador acima de 100 registram "leve desaceleração".
Os que tiverem redução de atividade econômica e ficarem
abaixo de 100 pontos recebem a classificação de "desaceleração",
que pode ser caracterizada como forte em função do número
de pontos perdidos.
Para calcular o Indicador Composto
Avançado, a OCDE leva em conta vários indicadores econômicos
de curto prazo ligados ao Produto Interno Bruto (PIB), como a produção
industrial, por exemplo.
Outros
países
A queda de 1,1 ponto registrada pelo Brasil em novembro é, no entanto,
menor que a de outras grandes economias emergentes. O Indicador Composto Avançado
da China diminuiu 3,1 pontos em novembro e está 12,9 pontos abaixo do
nível verificado há um ano.
No caso da Índia, a queda
foi de 1,2 ponto em novembro, mas totaliza 7,6 pontos na comparação
anual. A Rússia registra a maior queda entre os grandes emergentes
que não são membros da OCDE, com uma redução
de 4,3 pontos em novembro e de 13,8 pontos na comparação
com os últimos 12 meses.
Para os países que integram
a OCDE, a queda em novembro foi de 1,3. Na comparação com
o nível registrado em novembro de 2007, a redução é de
7,3 pontos.
Os Estados Unidos totalizam
uma queda de 1,7 em novembro e estão 8,7 pontos abaixo do nível
verificado há um ano. Nos países da zona do euro, o indicador
diminuiu 1,1 ponto em novembro passado e está 7,6 pontos abaixo
do total registrado na comparação anual, segundo a OCDE.
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Gazeta
do Povo, 13 de janeiro de 2009
Previsões
País crescerá só 2%
em 2009, dizem analistas
Pesquisa do Banco Central mostra que o mercado
ficou mais pessimista após a retração inesperada da
indústria nacional em novembro
Com a análise dos dados mais recentes
sobre o desempenho da economia no fim de 2008, o mercado financeiro
reduziu a previsão de crescimento para o Brasil em 2009.
De acordo com o Relatório Focus, levantamento semanal feito
pelo Banco Central com analistas, a projeção de expansão
do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 2,4% para 2% no
intervalo de uma semana. Isso significa uma desaceleração
brusca, já que o crescimento vinha a uma velocidade próxima
de 6% ao ano até o terceiro trimestre de 2008.
A pesquisa divulgada ontem foi influenciada
por uma série de más notícias: a queda de
6,2% na produção industrial em novembro, na comparação
com o mesmo mês de 2007, a retração de mais
de 50% na fabricação de veículos em dezembro,
em relação a dezembro de 2007, e o consumo 3% menor
de energia elétrica no último mês de 2008.
Essas variáveis mostram uma desaceleração
forte que deve ser confirmada no início de fevereiro, quando
saírem os números da produção industrial
em dezembro. Analistas do mercado já trabalham com a possibilidade
de queda acima de 10% nesse indicador no último mês
de 2008, levando a uma retração do PIB no último
trimestre do ano.
“O impacto do tranco do crédito
sobre a indústria foi mais amplo do que o imaginado. Ele
não se limitou aos setores que produzem bens duráveis,
como veículos”, afirma o estrategista-chefe do banco
WestLB, Roberto Padovani. Segundo ele, os analistas não
têm muitos parâmetros para avaliar como a contração
no crédito afetaria a economia. Essa falta de base de comparação,
explica Padovani, gera os ajustes nas previsões.
O estrategista avalia que a desaceleração
começa a ser sentida pelo mercado de trabalho e pelo comércio,
que tem no início de 2009 estoques altos e ainda está reticente
para fazer grandes encomendas. Por isso, a tendência é de
um primeiro trimestre fraco, com a recuperação dependente
de um alívio vindo da área de crédito. “Por
enquanto estou mantendo a previsão do PIB em 2,4%, mas com
viés de baixa que pode logo ser confirmado”, diz.
Nas projeções da Link Investimentos,
a expectativa para o PIB já foi rebaixada para 2%, com viés
de baixa. Segundo Marianna Costa, economista-chefe da instituição,
houve retração econômica no último trimestre
de 2008 e há sinais de que ela continuará nos primeiros
três meses de 2009. “A atividade econômica está mais
fraca do que o imaginado, algo que ainda não conseguíamos
perceber há dois meses”, comenta. “Minha percepção é a
de que o primeiro semestre será mais negativo, com uma recuperação
apenas no último trimestre deste ano.”
As estimativas para o crescimento do PIB
certamente serão ajustadas nos próximos meses. Nos últimos
oito anos, a pesquisa do BC feita na segunda semana de janeiro
apresentou diferenças de até 2,7 pontos porcentuais
em relação ao número real. Em apenas três
anos a distância entre as previsões do começo
do ano e o crescimento verificado ficou abaixo de 0,5 ponto porcentual. “2009
será um daqueles períodos com muita volatilidade
nas projeções”, diz o economista-chefe da Uptrend
Consultoria Econômica, Jason Vieira. “Às vezes
um dado qualquer muda o humor do mercado.”
Vieira tem mantido a estimativa de que
a economia brasileira crescerá 2,6% em 2009, mas o dado
será revisado quando aparecerem os primeiros números
do ano. “A variável mais importante para o desempenho
do Brasil é o que vai acontecer com a economia dos EUA.
Precisamos ver se ela vai recuperar a estabilidade com o desenrolar
dos planos do governo americano.”
Juros
Entre os outros indicadores presentes no
Relatório Focus, chama atenção a redução
na previsão para os juros. O mercado trabalha com uma queda
de 0,5 ponto porcentual na taxa básica, hoje em 13,75% ao
ano, na reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom) na semana que vem. Para o fim do ano, a taxa projetada é de
11,75%.
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de janeiro de 2009 | Economia
"Países ricos sabem que
crise não pode durar muito", diz Lula
Agência Estado
Em seu primeiro evento público desde que voltou das férias de
15 dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os países
desenvolvidos, que estão mais diretamente ligados à crise financeira
internacional, sabem que é preciso adotar ações para que
esse momento não dure muito.
"Como consequência
do desemprego que vai acontecer exatamente nesses países, nós
corremos o risco de uma convulsão social que o mundo desenvolvido
não esperava que acontecesse no século XXI", disse
Lula, durante a abertura 36ª Couromoda - Feira Internacional de
Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro, realizada no
Parque Anhembi, em São Paulo.
Lula voltou a defender um controle
mais rígido do sistema financeiro. "Tem muita gente que ganhou
muito dinheiro sem produzir um prego para colocar no sapato, um cadarço,
um tênis, apenas com especulação." Na avaliação
de Lula, este é o momento para que o Estado prove sua importância
para o Brasil e para todos os países do mundo, ao se colocar como
indutor da economia e dos investimentos.
Lula ressaltou que o Brasil adotará todas
as medidas que forem necessárias para diminuir os efeitos da crise
no País. Bastante otimista, Lula frisou que não deixará faltar
dinheiro para investimentos e mencionou que a ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, tem a responsabilidade de não deixar que
nenhuma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
pare e também de inventar novas obras. "Nesse momento, tudo
o que for possível cortar em custeio, não tenham dúvida
de que vamos fazer. Mas tudo o que for possível fazer para gerar
emprego na construção civil, habitação, rodovias
e ferrovias, nós vamos fazer", afirmou.
Lula admitiu que o Brasil
ainda tem alguns problemas domésticos para resolver, mas não
citou nenhum. Apesar disso, ele ressaltou que é preciso tirar
proveito da crise e preparar o País. "Tenho razões
de sobra para ser otimista. Sou corintiano, católico, brasileiro
e presidente da República. O Brasil está em uma situação
confortável", afirmou, citando que há equilíbrio
nas contas públicas e na inflação e que o País
conta com um mercado interno extraordinário.
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Congresso em Foco, 13 de
janeiro de 2009
Quer salvar seu país? Venda-o!
Repetindo o mantra acima, o Banco Mundial
e o FMI inauguraram o capitalismo de desastre com seu oportunismo
das crises e arruinaram economias em todo o mundo.
Márcia Denser*
Povos & mercados livres: uma epifania ficcional
volume I
Desde que as grandes mídias
corporativas – a exemplo da CNN – assumiram, via satélite,
o controle da informação no planeta, eu me pergunto como
a História recente será legada às gerações
futuras sem as distorções do interesse econômico
global que permeou suas motivações ocultas?
A exemplo disso, sabemos que
os seguidores da Escola de Chicago, executores das políticas neoliberais,
tendem a retratar o período posterior aos anos 80 como uma marcha
vitoriosa e triunfante de sua ideologia: ao mesmo tempo em que os países
estavam aderindo à onda democrática, confirmavam a “epifania” coletiva
de que povos livres e mercados livres desregulados caminham lado a lado.
Contudo, essa “epifania” era ficcional, posto que ideológica
e não real.
Na realidade, assim que os cidadãos
conquistaram a liberdade tão almejada, escapando às câmaras
de tortura das ditaduras, como nas Filipinas de Ferdinand Marcos, no
Uruguai de Bordaberry ou na Argentina de Videla, foram atingidos por
uma tempestade de choques financeiros – choques da dívida,
choques de preços, choques monetários – criados pela
economia global desregulada.
Em meados dos anos 80, muitos
economistas observaram que uma crise hiperinflacionária provoca
os mesmos efeitos da guerra efetiva: espalha medo, confusão, gera
grupos de refugiados, destrói vidas. Ficara evidente que a hiperinflação
tinha desempenhado no Brasil, o mesmo papel que a “guerra” para
Pinochet no Chile e a Guerra das Malvinas para Margaret Thatcher – produzira-se
o contexto para implantação de medidas de emergência,
um estado de exceção durante o qual as regras da democracia
ficaram suspensas e o controle econômico passara às mãos
dos especialistas linha dura de Chicago, que percorriam os países
a ensinar como armar uma ratoeira mais eficiente, e isto queria dizer
que a hiperinflação não era um problema a ser resolvido,
mas uma oportunidade de ouro a se aproveitada!
E esse tipo de oportunidade havia
aos montes nos anos 80! Na realidade, grande parte do mundo em desenvolvimento,
especialmente a América Latina, estava passando por um ciclo de
espiral hiperinflacionária resultante de dois fatores enraizados
nas instituições financeiras de Washington:o primeiro foi
a transferência para as novas democracias das dívidas ilegítimas
acumuladas pela ditadura; o segundo, a decisão de elevar a taxa
de juros – tomada pelo Banco Central dos Estados Unidos sob a inspiração
de Milton Friedman – que aumentou de modo extraordinário,
da noite para o dia, o montante daquelas dívidas.
Em 1983, quando a junta militar
argentina caiu após a Guerra das Malvinas e foi eleito presidente
Raul Alfonsin, Washington exigiu que o novo governo pagasse a dívida
contraída pelos generais – que saltou de 7,9 bilhões
de dólares do ano anterior ao golpe, para 45 bilhões no
momento da mudança do regime – quantia a ser paga ao FMI,
ao Banco Mundial e a outros bancos privados dos Estados Unidos. Segundo
Naomi Klein, “no Brasil, o caso mais dramático, os generais
tomaram o poder em 1964 prometendo manter as finanças em ordem,
mas acabaram elevando a dívida do patamar de 3 bilhões
de dólares para 103 bilhões de dólares em 1985.
Era evidente que tais dívidas era “odiosas” e que
os povos recém-libertados não deveriam ser obrigados a
pagar a conta de seus opressores e torturadores.”
No Cone Sul, boa parte dos créditos
externos financiou a repressão e as compras militares. E o que
não foi gasto em armas simplesmente desapareceu porque uma cultura
de corrupção permeou as administrações militares – um
lampejo do futuro de depravação que viria quando as mesmas
políticas econômicas liberalizantes fossem expandidas para
a Rússia, China e a “zona livre fraudulenta” do Iraque
ocupado.
De acordo com um relatório
de 2005 do Senado norte-americano, Pinochet manteve uma rede bizantina
de 125 contas secretas em bancos estrangeiras em nome de membros de sua
família, e a maior estava no Riggs Bank em Washington, no valor
estimado de 27 milhões de dólares. O Banco Mundial, por
sua vez, tentou achar o destino de 35 bilhões de dólares
emprestados à junta militar na Argentina e descobriu que 19 bilhões,
46% do total, tinham sido remetidos para fora do país. Um dos
professores da Escola de Chicago descreveu este sumiço de bilhões
como “a maior fraude do século XX”!
Mas a tais dívidas, que
já eram um fardo para as novas democracias do Cone Sul, juntou-se
o chamado “Choque de Volcker”: os economistas usaram esta
expressão para descrever o impacto da decisão tomada pelo
então presidente do Banco Central norte-americano, Paul Volcker,
ao aumentar a taxa de juros para 21% em 1981, provocando convulsões
no mundo em desenvolvimento. Nascia a espiral do endividamento.
Foi aí que a teoria da
crise de Friedman se fortaleceu. Quanto mais a economia global seguia
suas prescrições, com taxas de juros flutuantes, preços
desregulados e economias orientadas para a exportação,
mais o sistema se tornava propenso às crises, produzindo aquele
tipo de desintegração que Friedman identificou como a única
circunstância que permitia aos governos aplicar seus ensinamentos
mais radicais: quando somas ilimitadas de dinheiro ganham liberdade para
viajar através do planeta em grande velocidade, e os especuladores
ficam soltos para jogar com o valor de qualquer coisa, de café a
moedas, o resultado é uma enorme volatilidade.
E, na medida em que as políticas
de livre comércio encorajam os países pobres a permanecer
confiando em exportações de produtos primários – café,
cobre, petróleo ou trigo –, eles se tornam particularmente
vulneráveis a ponto de cair na armadilha do círculo vicioso
da crise contínua. Uma queda brusca no preço do café joga
economias inteiras na depressão, se aprofunda com a ação
dos chacais, negociantes de moedas que, percebendo o declínio
financeiro de um país, apostam contra a moeda local, fazendo seu
valor despencar. Quando a isso se soma a elevação dos juros
e das dívidas nacionais, temos uma catástrofe econômica.
Pode-se argumentar que outras
opções estavam disponíveis aos países do
Terceiro Mundo: eles poderiam se negar a pagar a dívida, juntar-se
aos países vizinhos formando um cartel de devedores, poderiam
ter criado um mercado comum baseado nos princípios do desenvolvimentismo,
um processo interrompido pelos regimes militares. Contudo, parte do desafio
daquele tempo consistia justamente no legado de terror enfrentado pelas
novas democracias. Tendo escapado da escuridão das ditaduras,
os políticos eleitos não estavam dispostos a correr o risco
de uma nova rodada de golpes de estado patrocinada pelos Estados Unidos,
razão pela qual se abstiveram de novamente implantar “políticas
desenvolvimentistas”. Evitando entrar em guerra com as instituições
de Washington, que controlavam suas dívidas, as novas democracias
do Cone Sul tinham poucas escolhas além de aceitar suas regras,
e no começo dos anos 80, tais regras se tornaram ainda mais rígidas.
Foi por isso que o choque da
dívida coincidiu precisamente – e não acidentalmente – com
uma nova era nas relações Norte-Sul, a qual tornou as ditaduras
militares praticamente desnecessárias. Era o despertar da idade
do “ajuste estrutural”, conhecido também como “ditadura
da dívida”.
Volume II
Quando os países mergulharam
na espiral hiperinflacionária nos 80, não havia a quem
recorrer a não ser ao Banco Mundial e ao FMI. Chegando lá,
eles deram de cara com o muro de ortodoxia da Escola de Chicago, treinado
a encarar crises econômicas, não como problemas a serem
resolvidos, mas preciosas oportunidades a serem aproveitadas para expandir
as fronteiras do livre mercado. Porque o oportunismo das crises estava
embasando a lógica das instituições financeiras
mais poderosas do mundo e isso representava uma traição
fundamental aos seus princípios fundadores.
Assim como a ONU, o Banco Mundial
e o FMI foram criados como uma resposta direta ao horror da Segunda Guerra
Mundial. Com o objetivo de não repetir os erros que permitiram
a ascensão do nazismo e fascismo na Europa, as potências
mundiais se reuniram em Bretton Woods, New Hampshire, em 1944, a fim
de elaborar uma nova arquitetura econômica. O Banco Mundial e o
FMI, financiados por seus 44 países membros, receberam a atribuição
específica de prevenir futuros choques e quebras, como os que
haviam desestabilizado a Alemanha de Weimar. O Banco Mundial iria fazer
investimentos a longo prazo nos países em desenvolvimento para
tirá-los da pobreza, enquanto o FMI faria o papel de amortecedor
global de impactos, voltado a reduzir a especulação e volatilidade
dos mercados. O keynesianismo comandou tais políticas.
Mas o Banco Mundial e o FMI não
seguiram essa visão universal, deixando de distribuir o poder
de acordo com o princípio de “um país, um voto”,
como na ONU. Ao contrário, basearam a força dos participantes
conforme o tamanho de suas economias, o que deu aos EUA um poder de veto
efetivo sobre as decisões mais importantes, enquanto Europa e
Japão controlavam o resto. Nos anos 80, Reagan e Thatcher usaram
suas administrações altamente ideológicas para atrelar
as duas instituições aos próprios interesses, transformando-as
em veículos essenciais para o progresso da cruzada corporativa.
A colonização do
FMI e do Banco Mundial pela Escola de Chicago não foi um processo
assumido, mas acabou se tornando oficial em 1989 quando seu porta-voz,
John Williamson, apresentou ao mundo o “Consenso de Washington”,
uma lista de políticas consideradas vitais para a saúde
econômica. Tais políticas, apresentadas com incontestáveis
(“Não há alternativa!”, era o famoso jargão
de FHC) incluíam diretrizes ideológicas baseadas no triunvirato
neoliberal de Friedman: privatização, desregulamentação
do comércio e cortes drásticos dos gastos públicos.
E tais políticas correspondiam às expectativas dos poderosos
de Washington em relação à América Latina.
O FMI publicou seu primeiro programa
de “ajuste estrutural” em 1983. O princípio era simples:
os países em crise precisavam desesperadamente de ajuda emergencial
para estabilizar suas moedas. Quando a privatização e as
políticas de livre-comércio são empacotadas junto
com o socorro financeiro, os países não têm outra
escolha senão aceitar o pacote completo. A cena esperta é que
os economistas sabiam que o livre comércio e as privatizações
não só nada tinham a ver com o fim da crise, como poderiam
aprofundá-la.
Contudo, dentro das estruturas
de poder de Washington, havia o reconhecimento de que os países
endividados estavam se submetendo às suas regras por meio de uma
combinação de falsas promessas e clara extorsão:
Quer salvar seu país? Venda-o! Chegou-se a reconhecer que privatização
e livre comércio – dois elementos centrais do pacote de
ajuste estrutural – não tinham ligação direta
com a criação da estabilidade monetária. Mas dizer
o contrário era praticar “má economia”, isto é, “cometer
heresia” contra a ideologia dominante.
Vamos dar apenas o exemplo da
crise argentina: no começo dos anos 90, o Estado argentino vendeu
as riquezas do país tão rápida e completamente que
o projeto ultrapassou o que havia acontecido no Chile uma década
antes. Em 94, 90% das empresas estatais haviam sido vendidas para companhias
privadas, incluindo Citibank, Bank Boston,etc., as espanholas Repsol
e Telefônica. Antes da privatização, o presidente
Menem e o ministro Domingo Cavallo
prestaram um “enorme serviço
aos novos donos”: demitiram 700 mil empregados das estatais. E
num país ainda traumatizado pela tortura em massa, Menem comparou
o processo como “uma grande cirurgia sem anestesia”. O único
modo de implementar o “ajuste estrutural” imposto por Washington
foi tirando vantagem da situação criada pela hiperinflação,
uma vez que a população se encontrava pronta para aceitar
as medidas drásticas no sentido de eliminar o perigo e voltar à normalidade.
A longo prazo, o programa de
Cavallo foi desastroso para a Argentina. Seu método de estabilização
da moeda – atrelando o peso ao dólar norte-americano – tornou
a produção de bens dentro do país muito cara para
as fábricas locais, que não conseguiram competir com os
importados a inundar o mercado. O número de empregos perdidos
foi tão grande que quase metade da população foi
jogada abaixo da linha da pobreza. No curto prazo, porém, o plano
funcionou: sorrateiramente, Cavallo e Menem, exemplos paradigmáticos
da “política de vodu”, realizaram a privatização,
enquanto o país enfrentava o choque inflacionário!(qualquer
semelhança com o Brasil de FHC não é mera coincidência!)
Foi assim que a cruzada de Friedman
sobreviveu à transição “democrata”,
migrando de crise em crise, explorando cruelmente o desespero dos estados
de emergência econômica e impondo políticas que ataram
as mãos das novas democracias. O Choque de Volcker seria adotado
na Crise do México em 1994, na Crise Asiática, em 1997,
no Colapso da Rússia em 1998, na Crise Brasileira em 1999. O capitalismo
de desastre estava sendo criado.
Então me reporto à epígrafe
do capítulo 8 do livro de Klein:
“Afinal, qual o sentido
de arruinar minha cabeça e apagar minha memória, que é meu
capital, e me deixar fora de ação? Foi uma cura brilhante,
mas o paciente morreu!” – Ernest Hemingway, sobre a terapia
de eletrochoque a que se submeteu, pouco antes do seu suicídio
em 1961.
* A escritora paulistana
Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977),
O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado
(1984), Diana caçadora (1986), Toda Prosa (2002) e Caim (2006).
Participou de várias antologias importantes no Brasil e no exterior.
Organizou três delas - uma das quais, Contos eróticos
femininos, editada na Alemanha. Mestre em Comunicação
e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura
brasileira contemporânea, jornalista e publicitária.
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de janeiro de 2009 | Política
Pelo menos 11 cidades terão
novas eleições para prefeito
Agência Estado
Contas rejeitadas, compra de votos, transferência de domicílio
eleitoral na tentativa de se manter no poder, mal uso de recursos públicos.
São vários os motivos para a rejeição do registro
dos prefeitos eleitos em diversas cidades do País, onde uma nova eleição
municipal já está marcada ou está prestes a ser. Levantamento
da Agência Estado junto aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) mostra
que 11 cidades do País terão novas eleições neste
começo de ano, mas o número pode chegar a 34, pois os processos
ainda estão em curso e dependem do fim do recesso judiciário
de fim de ano para serem apreciados.
Para a eleição
ser declarada nula e o TRE decidir realizar um novo pleito, o candidato
mais votado deve ter mais de 50% dos votos válidos e ter seu registro
de candidatura indeferido. Neste caso, os tribunais têm de 20 a
40 dias para marcar uma nova eleição.
Em seis municípios, a
votação já está marcada: Joselândia,
no Maranhão, e Pimenteiras, no Piauí, terão novas
eleições em 25 de fevereiro. No dia 8 de fevereiro, será a
vez de Caetés, Lagoa Grande e Pombos, todas em Pernambuco. Já os
eleitores de Patu, no Rio Grande do Norte, terão de aguardar até 1º de
março para votar. Outros cinco municípios estão
apenas esperando a definição do dia da eleição:
Avelinópolis, em Goiás; Corguinho, no Mato Grosso do Sul;
Fronteira dos Vales, em Minas Gerais; Amajari, em Roraima; e Nossa Senhora
da Glória, em Sergipe. Nessas cidades, falta só o TRE do
Estado voltar do recesso de fim de ano para escolher a data do novo pleito.
Em Alagoas, o presidente do TRE
já solicitou aos juízes eleitorais do Estado que enviem
informações sobre a necessidade de realizar novas eleições.
Entretanto, segundo informou a assessoria do tribunal, já é quase
certo que haverá eleição suplementar em Estrela
de Alagoas, Porto de Pedras, Mata Grande, Pariconha, Porto Real do Colégio
e São José da Laje. Em Tanque D'Arca também existe
a possibilidade de um novo pleito.
A situação é semelhante
em cidades como Macapá, capital do Amapá; Japurá,
no Amazonas, Centro Novo do Maranhão, Vila Nova dos Martírios,
Bacabeira, Trizidela do Vale, Santo Amaro do Maranhão, todas no
Maranhão; Claudia, Araguainha e Nova Olímpia, no Mato Grosso;
Santarém, no Pará; Londrina, no Paraná; Guapimirim,
no Rio de Janeiro; Bonfim, em Roraima; Braço do Norte, em Santa
Catarina; e Santa Maria do Tocantins, no Tocantins.
Rejeição das contas
De acordo com os dados levantados,
o motivo principal para o indeferimento do registro do prefeito eleito é a
rejeição das contas do candidato. É o caso de Antônio
Belinati (PP), que obteve o maior número de votos em Londrina.
Segundo informou o TRE do Paraná, é grande a chance de
serem realizadas novas eleições em Londrina, já que
Belinati teve o registro de sua candidatura negada pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), depois que o Tribunal de Contas do Estado rejeitou sua
prestação de contas referente ao período em que
foi prefeito da cidade.
Belinati afirmou que irá levar
a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ressaltou que
alguns ministros do TSE chamaram atenção para o fato que
ele teve apenas um convênio que não foi aprovado em sua
administração anterior e que isso não seria motivo
suficiente para indeferir a candidatura. "Infelizmente, não
há um prazo determinado para que ocorra esse julgamento",
disse. Até lá, quem assumiu a prefeitura de Londrina foi
o presidente da Câmara Municipal, vereador José Roque Neto
(PTB).
Foram frequentes também
os episódios de troca de domicílio eleitoral para a perpetuação
no poder, como em Porto de Pedras, em Alagoas, onde o candidato mais
votado na última eleição foi José Rogério
Cavalcante Farias (PTB), irmão de Paulo César Farias, tesoureiro
do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, que tentava
a reeleição. Segundo o TSE, Farias foi prefeito em Barra
de Santo Antônio (AL) em 2000, renunciou um ano antes do término
do mandato, transferiu o domicílio eleitoral e elegeu-se prefeito
de Porto de Pedras em 2004.
Ele teve seu registro de candidatura
negado pelo TSE, por tentar concorrer a um terceiro mandato para o mesmo
cargo através da transferência de domicílio, sendo
apontado pelo tribunal de "prefeito itinerante". A reportagem
tentou entrar em contato com Farias e com o partido, mas ele não
foi localizado para comentar a questão.
Transporte de eleitores
Em vez de trocar de cidade para
tentar uma nova eleição, o candidato mais votado em Corguinho,
no Mato Grosso do Sul, Ubaldo Ribeiro Lopes (PP), teve seu registro cassado
pelo TSE por transportar ilegalmente eleitores para o município
onde concorria. Segundo informou o TRE do Estado, a acusação
data de 2001, quando Ribeiro Lopes, fora do período eleitoral,
teria feito aliciamento e transporte dos eleitores para Corguinho, assim
como fraude de documentos. Ele passou a responder por processo criminal
eleitoral, que só foi julgado em 2007. Ele foi declarado inelegível
e, portanto, não poderia ter concorrido à eleição
do ano passado.
Ribeiro Lopes contesta a decisão
do TSE e afirma que já entrou com um agravo no tribunal e espera
que o recurso seja julgado até fevereiro. Ribeiro Lopes alega
que a cassação de seu registro foi uma decisão de
apenas um ministro do tribunal e pede para que o plenário do TSE
julgue seu agravo. "Eu acredito que posso ganhar. Se não,
levo a questão para o Supremo", apontou. O presidente da
Câmara Municipal da cidade assumiu a prefeitura interinamente até que
a questão seja resolvida.
Compra de votos
Outro caso foi o do candidato
mais votado em Nova Olímpia, no Mato Grosso, Francisco Soares
de Medeiros (PT). Segundo o TSE, ele foi condenado por compra de votos,
acusado de comprar camisetas vermelhas e distribuí-las no período
eleitoral, além de ter utilizado pessoas vestindo camisetas laranja
no dia da eleição para fazer boca-de-urna e comprar votos.
De acordo com o PT, Medeiros entrou com ação no TSE.
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FOLHA DE LONDRINA, 13 de
janeiro de 2009 | Geral
Crescem denúncias de violência
contra mulher
Procura pelo Ligue 180, serviço que
atende relatos de agressões às mulheres em todo o País,
cresceu 27,5% em 2008
São Paulo - Cresceu em
27,5% no ano passado o volume de denúncias ao Ligue 180, serviço
que atende a relatos de agressões ou ameaças à mulher.
Balanço divulgado ontem pela Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres (SPM) mostra que em 2008 o número de denúncias
de casos de agressão no País totalizou 25,5 mil, ante 20
mil em 2007.
Para a secretaria, o aumento
pela procura ao auxílio deve-se à maior divulgação
do serviço e à sanção em 2006 da Lei Maria
da Penha, que leva à cadeia acusados de agredir mulheres. Do total
de denúncias, 6,5 mil ligações relataram agressão
e ameaças de morte. Outras 14 mil denunciaram agressões
leves, graves ou gravíssimas. E 5 mil relataram só ameaças,
sem violência física. A maior parte das mulheres que entraram
em contato com o serviço (64,9%) afirmou que são agredidas
diariamente. Cerca de 16% revelaram sofrer agressões semanalmente.
Em 2008, no total foram atendidas
140 mil ligações pelo Ligue 180. Mais de 20% foram pedidos
de informações sobre como proceder em casos de violência
familiar e doméstica.
Nesses casos, as vítimas
procuram ajuda depois de terem sofrido a agressão, sem relatar
os detalhes da violência. Há ligações também
para informações sobre os direitos da mulher depois da
sanção da Lei Maria da Penha. Segundo dados do governo,
a procura por informações em relação à lei
aumentou 245%. Já cerca de 102 mil ligações, 72%
do total, foram pedidos de indicação de postos de saúde
ou delegacias de polícia. Nesses casos, as mulheres já teriam
sido agredidas e buscavam ajuda médica ou proteção
policial.
Para a subsecretária Aparecida
Gonçalves, as mulheres demoram para fazer uma denúncia
em razão do medo de serem alvo de retaliações do
agressor e, na maioria dos casos, por acreditarem que a situação
afetiva com um parceiro violento pode mudar. ''Em muitos casos, eles
agridem em um dia e dão flores no outro. A mulher tem de perceber
que a violência doméstica é cíclica e tem
poucas chances de se modificar'', afirmou. Segundo Aparecida, a secretaria
prevê maiores investimentos em 2009 na área de atendimento
a denúncias e em serviços de acolhimento e orientação às
vítimas de agressão, como postos de saúde e delegacias
especiais.
Gustavo Uribe
Agência Estado
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Infomoney, 13 de janeiro
de 2009
Definição de novas
ações e políticas preventivas de segurança
do trabalhador
Em prol da sustentabilidade da Previdência Social e da melhor qualidade
de vida dos segurados, o Ministério da Previdência Social planeja
realizar, ao longo deste ano, a discussão e a definição
de novas ações e políticas preventivas em saúde
e segurança do trabalhador.
Em 2009, estão previstos
investimentos em campanhas educativas, estudos e pesquisas, com o intuito
de reduzir acidentes e aprimorar as condições de trabalho.
A integração das bases de dados dos setores de empresas é outro
objetivo. Além disso, devem ser criadas linhas de crédito
especiais e outras políticas de benefícios, para incentivar
a compra de equipamentos e, com isso, melhorar o ambiente de trabalho.
Comissão
tripartite
Em maio de 2008, foi criada, pelos ministros da Previdência Social, da
Saúde e do Trabalho e Emprego, a Comissão Tripartite de Saúde
e Segurança no Trabalho, com o objetivo de criar uma política
nacional de prevenção de acidentes. Ela é composta por
membros do governo, representantes de trabalhadores e empresários.
Este ano, a comissão começará a
implantar um plano de ação. Os setores do transporte rodoviário
de carga e da indústria da construção foram priorizados,
pois concentram o maior número de acidentes e mortes. Juntos,
os dois segmentos são responsáveis por 28% da mortalidade
no País e por 18% de incapacidades permanentes no trabalho.
Negociações
coletivas
Na última reunião da comissão, em novembro, seus membros
decidiram fortalecer as negociações coletivas, estabelecendo
diálogo permanente entre empregadores e trabalhadores, atuando na revitalização
das Cipas (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes)
e definindo metas de curto, médio e longo prazos para a redução
de acidentes.
Foram negociados ainda o aperfeiçoamento
e a ampliação da legislação, visando a esses
dois objetivos, com a reavaliação do conteúdo de
SST (Saúde e Segurança do Trabalho) e a maior coordenação
das ações de fiscalização do Ministério
do Trabalho e Vigilância em Saúde do Trabalhador.
O diretor de Políticas
de Saúde e Segurança Ocupacional, Remigio Todeschini, acredita
que o processo de diálogo social e a definição de
ações e políticas preventivas em SST em andamento
na comissão serão determinantes para a redução
do "intolerável" número de mortos e inválidos
que o Brasil produz diariamente nas principais atividades econômicas
do País.
Convenção
da OIT
A criação da comissão atende à exigência
da Convenção 187, da Organização Internacional
do Trabalho, que orienta os países signatários a desenvolver
políticas nacionais em Saúde e Segurança no Trabalho,
a instituição de sistemas de SST, de forma tripartite, e de programas
em SST, além do desenvolvimento de culturas de prevenção.
A comissão também
se enquadra no plano de ação global em saúde do
trabalhador, da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Em sua 60ª assembléia mundial, a OMS concluiu que é necessário
elaborar e aplicar instrumentos normativos sobre saúde do trabalhador,
com atenção ao local de trabalho e integração
entre a questão da saúde do trabalhador e políticas
governamentais.
Na comissão, os
empresários são representados pelas confederações
nacionais do Comércio, Indústria, Agricultura e Pecuária,
Transporte e Instituições Financeiras. Os trabalhadores
participam com representações da CUT (Central Única
dos Trabalhadores), da Força Sindical, da CGT (Central Geral
dos Trabalhadores do Brasil), da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
e da Nova Central Sindical dos Trabalhadores.
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Gazeta Mercantil, 13 de janeiro
de 2009
Propostas contra demissões
dividem entidades sindicais
Com a maior parte dos empregados das fábricas ligadas ao setor automotivo
voltando ao trabalho hoje, após o fim das férias coletivas concedidas
no final do ano passado, os sindicatos começam a discutir alternativas
que evitem um grande número de demissões. Entretanto, as medidas
a serem adotadas dividem as duas maiores centrais sindicais do país,
a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
As entidades, que ensaiaram uma
aproximação em 2008 após anos de divergências
políticas, voltaram a campos opostos na proposição
de alternativas aos cortes de vagas. O presidente da Força Sindical,
Paulo Pereira, admitiu até, em último caso, a redução
da jornada com diminuição de salários, "dependendo
da situação da empresa, e desde que haja uma negociação
prévia entre a empresa e os trabalhadores, e com o sindicato".
Outros recursos propostos por
Pereira são as licenças remuneradas, férias coletivas,
e redução das horas trabalhadas, destacou o sindicalista
em reunião com o presidente da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, realizada na última
sexta-feira.
A Força Sindical estima
que, caso não sejam tomadas medidas de contenção,
poderá haver uma "enxurrada de demissões" com
potencial de atingir até 3 milhões de empregos no primeiro
trimestre, o que equivaleria a 10% do total de empregos com carteira
assinada no País.
Já Artur Silva, presidente
da CUT, considerou este número "alarmista e catastrófico",
e refutou a redução de jornada com corte de salários
como alternativa à demissões.
"Nossa avaliação é que
a cada 1% de redução do PIB (Produto Interno Bruto) equivale
a 400 mil empregos perdidos ou não-gerados", afirmou, acrescentado
que "mesmo que haja uma redução de 2% no PIB de 2009,
por exemplo, estaríamos falando em 800 mil empregos perdidos,
não em 3 milhões".
Ele avalia que as principais
alternativas que os empresários dispõem antes de demitir
são a utilização de bancos de horas, férias
coletivas por períodos maiores durante a crise, diminuição
de horas extras e redução de custos dos contratos de terceirização.
Silva considera que é necessário
avaliar qual a real situação financeira das empresas antes
de discutir medidas, pois "várias destas empresas obtiveram
redução de impostos e tributos por parte dos governos estaduais
e federal, e tem acesso a financiamentos em bancos públicos, e
agora elas têm que dar contrapartida de garantia de emprego, se
realmente utilizaram desses benefícios".
Ele criticou a proposta de acordo
feita na reunião entre Fiesp e Força Sindical, afirmando
que "o problema dos acordos ‘guarda-chuva'" é que
eles trazem para uma mesma negociação empresas diferentes,
que foram impactadas de maneira diferente pela crise".
Paulo Pereira destacou que será realizada
uma nova reunião amanhã, na Fiesp, que deverá contar
com outros sindicatos e com mais empresários, para avaliar "todas
as medidas possíveis, dentro da lei, para evitar demissões".
A diretoria da CUT se reúne
hoje, e na pauta de discussões deve avaliar se participará ou
não da reunião de amanhã. Mas Silva já adiantou
que não comparecerá "se não houver fato novo,
pois para discutir o que já está previsto em lei não
precisamos estar lá e participar".
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FOLHA DE LONDRINA, 13 de
janeiro de 2009 | Economia
Gerdau muda regime de trabalho e demite
Porto Alegre - A Gerdau adotou novas medidas em suas unidades de Charqueadas
(RS) e Sapucaia do Sul (RS) como parte de ajustes realizados desde dezembro
para adaptar a produção aos efeitos da crise financeira mundial
sobre a demanda. Na Aços Especiais Piratini, em Charqueadas, a mudança
foi no regime de trabalho, que passou a ter duas turmas em vez de três.
Na Gerdau Rio-grandense, em Sapucaia do Sul, o grupo informou que serão
demitidos alguns funcionários próprios, sem detalhar o número
de dispensas.
Entre os funcionários,
circulou a previsão de que 40 demissões seriam efetivadas
ontem, de um total que pode passar de 120. Os metalúrgicos terão
reunião com a empresa na próxima semana. A Rio-grandense
tem aproximadamente 1.200 empregados. Conforme a Gerdau, a decisão
foi adotada ''após a tomada de uma série de medidas para
reduzir custos e adequar a produção à menor demanda
por aço''. A Gerdau Rio-grandense havia antecipado manutenções
e adotado férias entre 15 de dezembro e 4 de janeiro.
Sandra Hahn
Agência Estado
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
13/01/2009
Adicional noturno incide sobre prorrogação
da jornada
Se a jornada de trabalho cumprida integralmente
no período noturno é prorrogada, o adicional noturno é devido
também sobre as horas da prorrogação. Com este entendimento,
fixado na Súmula nº 60 do TST, a Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou embargos da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto
Alegre contra condenação imposta pela Segunda Turma do
TST ao pagamento do adicional.
O pagamento foi decidido na sentença de
primeiro grau, excluído pelo Tribunal Regional do Trabalho da
4ª Região (RS) e restabelecido pela Segunda Turma.
De acordo com a CLT (artigo 73, parágrafo 2º), considera-se trabalho
noturno aquele executado entre as 22h de um dia e as 5h do dia seguinte. Nessas
condições, a hora-base é de 52 minutos, e o trabalhador
tem ainda direito a adicional de 20%. Para o TRT/RS, o adicional deveria incidir
apenas sobre este período. Mas a Segunda Turma entendeu que a reforma
da sentença contrariou a jurisprudência do TST, que garante o
adicional noturno sobre a prorrogação da jornada ainda que esta
ocorra em horário diurno, como era o caso da trabalhadora.
Ao recorrer à SDI-1, a Santa Casa
argumentou que a jornada deve ser cumprida integralmente no período
noturno para que seja deferido o adicional sobre as horas prorrogadas.
Mas o redator do acórdão dos embargos, ministro Milton
de Moura França, observou que a decisão da Segunda Turma
foi explícita ao revelar que a empregada trabalhava no período
das 22h às 5h e tinha prorrogada sua jornada para além
deste período. “Diante dessa realidade, andou bem a decisão
da Turma ao assegurar o adicional”, concluiu. ( E-RR-79459/2003-900-04-00.9)
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13/01/2009
Bancário demitido na véspera
de cirurgia ganha indenização
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho condenou o Banco Santander Meridional S.A. ao pagamento de
R$ 20 mil de indenização por dano moral a um trabalhador
demitido na véspera de realizar uma cirurgia que o deixaria afastado
do trabalho por 60 dias. A Turma entendeu que a intenção
do banco foi a de se eximir das obrigações decorrentes
do afastamento do empregado, o que acarretou sofrimento a ele e a sua
família diante da situação de insegurança
econômica.
Na reclamação trabalhista
ajuizada contra o Santander, o bancário disse ter sido demitido
no dia 17 de abril de 2004, um dia antes de se submeter a uma cirurgia
para correção de hérnia inguinal. Disse também
que, diante da necessidade de ser substituído na função
durante o afastamento, comunicou antecipadamente o fato ao empregador.
O pedido de indenização de R$ 20 mil a título de
dano moral foi rejeitado sucessivamente pela Vara e pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 12ª Região (SC), que não reconheceram,
no caso, a presença de elementos capazes de configurar o dano
moral.
O trabalhador recorreu então
ao TST, por meio de recurso de revista. O banco, em sua defesa, não
negou que tinha conhecimento prévio de que o empregado se submeteria à cirurgia,
mas alegou a ausência de amparo legal para o deferimento da indenização,
uma vez que a demissão faz parte do direito potestativo do empregador.
Para o relator do recurso, ministro
Horácio de Sena Pires, a dispensa, embora esteja prevista em lei,
assumiu caráter ilícito por contrariar “os princípios
constitucionais que regem o Direito do Trabalho” e constituir abuso
de direito. “Ao exercer o direito potestativo, o banco agiu com
excesso e extrapolou os limites impostos pela boa fé e pelo fim
econômico ou social deste direito”, explicou em seu voto.
O ministro assinalou que a lealdade e a lisura do empregado, que comunicou
previamente seu afastamento, não tiveram a reciprocidade esperada
da empresa. “É bem possível que, se o trabalhador
não tivesse comunicado o afastamento, o banco não o teria
despedido – nem poderia fazê-lo, por conta da licença
médica e a conseqüente custódia previdenciária”.
O dano causado ao trabalhador
resultou, de acordo com a Sexta Turma, do fato de ter sido colocado
em situação de fragilidade na ocasião em que se
submeteria à cirurgia. “Naquela situação
específica, não-convencional, a expectativa de convalescer
como empregado do banco foi frustrada pela certeza de que a convalescença
se daria na condição de desempregado”, concluiu,
observando ainda que o trabalhador agiu “com lisura e modéstia
ao reivindicar a indenização”. ( RR 810404/2001.2)
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13/01/2009
Insalubridade: base de cálculo permanece
salário mínimo até regulamentação
Até que seja editada lei
sobre a matéria ou celebrada convenção coletiva
que regule o adicional de insalubridade, a base de cálculo desta
parcela continua a ser o salário mínimo. Com a aplicação
da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho suspensa
liminarmente pelo Supremo Tribunal Federal, o TST tem seguido a orientação
do próprio STF e rejeitado recursos extraordinários em
matérias que tratam do adicional, devolvendo os processos à instância
de origem. “O STF fixou o entendimento de que, após a Constituição
Federal de 1988, o salário mínimo não pode ser usado
como indexador de base de cálculo de servidor público ou
de empregado”, explica o ministro Milton de Moura França,
vice-presidente do TST, a quem cabe a apreciação de recursos
extraordinários ao STF de decisões do TST.
A definição da
base de cálculo do adicional de insalubridade foi um dos temas
que mais mobilizou os leitores do sítio do Tribunal Superior do
Trabalho na Internet ao longo de 2008. Desde a edição,
pelo Supremo Tribunal Federal, da Súmula Vinculante nº 4,
que proíbe a utilização do salário mínimo – base
até então adotada pela CLT e pela jurisprudência
trabalhista -, muitas dúvidas surgiram. É que a Súmula,
embora declarando inconstitucional a adoção do salário
mínimo, não fixou outro critério e entendeu não
ser possível a sua substituição por decisão
judicial. Mas o próprio STF explicitou que o salário mínimo
deverá continuar servindo de base até que a questão
seja objeto de lei ou de convenção coletiva.
Histórico
O artigo nº 192 da CLT assegura
ao trabalhador que exerce seu trabalho em condições insalubres
adicionais de 40%, 20% e 10% do salário mínimo, conforme
o grau de insalubridade – cuja definição compete
ao Ministério do Trabalho. Esta norma servia de parâmetro
para as decisões da Justiça do Trabalho. De acordo com
a redação original da Súmula nº 228 do TST,
editada em 1985, o percentual do adicional de insalubridade incidia sobre
o salário mínimo, à exceção dos empregados
que tivessem salário profissional fixado por lei, convenção
coletiva ou sentença normativa. Para estes últimos, a base
de cálculo era o salário profissional – ou piso salarial
da categoria.
Em 1988, a Constituição
Federal (artigo 7º, inciso IV) vedou a utilização
do salário mínimo como indexador e "sua vinculação
para qualquer fim". Na ausência de questionamento a respeito,
porém, o artigo 192 continuou a ser adotado no caso da insalubridade.
Em maio de 2008, no julgamento
de recurso extraordinário de uma ação proposta em
primeira instância por policiais militares de São Paulo,
o STF decidiu que a vinculação do adicional ao salário
mínimo ofende a Constituição Federal, e considerou
revogado o dispositivo da Lei Complementar nº 432/1985, do Estado
de São Paulo, que utilizava esta base de cálculo. A decisão
serviu de base para a Súmula Vinculante nº 4, segundo a qual,
salvo os casos previstos na Constituição federal, "o
salário mínimo não pode ser usado como indexador
de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de
empregado nem ser substituído por decisão judicial".
Em junho, o TST alterou
a redação da Súmula nº 228, e adotou, por
analogia ao artigo 193 da CLT (que trata da periculosidade), o salário
básico do trabalhador (sem os acréscimos resultantes
de gratificações, prêmios ou participações
nos lucros da empresa) como base de cálculo. A alteração,
porém, foi objeto de reclamação constitucional
movida pela Confederação Nacional da Indústria
no STF. Em julho, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, suspendeu
liminarmente a aplicação na nova redação. “No
julgamento que deu origem à Súmula Vinculante nº 4,
esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar
sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto
não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção
coletiva”, reafirmou o ministro Gilmar na ocasião. O teor
dessa decisão tem sido mencionado pelo ministro Moura França
nos despachos em que nega seguimento aos recursos extraordinários.
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13/01/2009
Ao dar quitação geral,
metalúrgico fica sem indenização por perda auditiva
A quitação geral
em acordo homologado judicialmente em reclamação trabalhista,
sem qualquer ressalva, atinge todas as parcelas relativas ao contrato
de emprego extinto, inclusive pedido de indenização por
danos morais e materiais decorrentes de doença profissional constatada
posteriormente. Foi este o entendimento aplicado pela Primeira Turma
do Tribunal Superior do Trabalho ao caso de um metalúrgico que
descobriu ter sofrido perda auditiva somente quando foi recusado em novo
emprego devido ao problema. A Primeira Turma acolheu o recurso da KSB
Bombas Hidráulicas S.A. e restabeleceu sentença que extinguia
o processo.
O trabalhador alegou a impossibilidade
de questionar a indenização por danos morais e materiais
na primeira ação ajuizada, pois sequer tinha ciência
da sua incapacidade auditiva. De novembro de 1999 a setembro de 2003,
ele trabalhou para a KSB como macheiro manual, em contato com máquina
trituradora de bolo de areia. Com perda de 30 a 45 decibéis na
audição do ouvido direito, comprovada em exame fonaudiológico,
o trabalhador afirmou que o equipamento de proteção utilizado
era inadequado, obsoleto para obstar a ação do agente agressor
(ruído).
A empresa dispensou-o sem justa
causa apesar de ser membro de CIPA e ter estabilidade provisória
em razão disso. Por meio de acordo, a rescisão foi homologada
em juízo, e nela o trabalhador deu quitação geral,
sem ressalvas,das verbas devidas pela empresa. Segundo conta o trabalhador
na petição inicial, a empresa, ao dispensá-lo, não
fez o exame demissional, obrigatório no caso porque o trabalho
era considerado insalubre. Por conta disso, o metalúrgico somente
veio a saber da perda auditiva aproximadamente um ano depois da rescisão.
Ao analisar o caso, a 1ª Vara
do Trabalho de Americana (SP) acolheu preliminar de coisa julgada levantada
pela empresa e extinguiu o processo por entender que o acordo, celebrado
em 2003 na Justiça do Trabalho, conferiu plena quitação às
questões relativas ao extinto contrato de trabalho. O pedido de
indenização por danos materiais e morais decorrentes de
doença profissional estaria, de acordo com este entendimento,
abrangido pela conciliação anteriormente pactuada.
O trabalhador recorreu, e o Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região considerou que não
havia coisa julgada quanto à indenização requerida
e determinou o retorno dos autos à vara de origem para que julgasse
o pedido. Para o Regional, a indenização decorrente de
doença profissional, embora vinculada à relação
de emprego, possui natureza eminentemente civil. Assim, concluiu que
esta matéria não integrou o pedido da reclamação
anterior. A empresa, diante da decisão desfavorável, recorreu
ao TST.
O relator do recurso de
revista, ministro Lélio Bentes Corrêa, considerou o entendimento
do TRT da 15ª Região contrariou a Orientação
Jurisprudencial nº 132 do TST. A OJ afirma que acordo homologado
judicialmente em que o empregado dá plena e ampla quitação,
sem qualquer ressalva, atinge não só o objeto da inicial,
como também todas as demais parcelas referentes ao extinto contrato
de trabalho. Segundo o ministro Lélio Bentes, sendo incontroverso
o acordo, “não há como afastar a incidência
da coisa julgada”. ( RR 1900 /2005-007-15-40.4)
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DEPACOM,
13 de janeiro de 2009
Circulação
Presidente do SINTICOM de Governador Valadares/MG
lança
livro "O Diário de um Sindicalista"
Está circulando “O Diário de um
Sindicalista”,
livro do presidente do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção
e do Mobiliário de Governador Valadares - SINTICOM-GV – Minas
Gerais,
companheiro GERALDO SOARES DA SILVA.
O livro traz diversas
informações de interesse da categoria.
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Geraldo Soares da Silva
Presidente do SINTIVOMGV
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O DEPACOM parabeniza
o companheiro Geraldo Soares da Silva pelo importante trabalho
desenvolvido junto aos trabalhadores
da Construção
e do Mobiliário de Governador Valadares.
Confira o livro
na íntegra e
não deixe de acessar o site da entidade:www.sinticomgv.com.br

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DEPACOM, 13 de janeiro
de 2009
Eleições Sindicais
Feticom do Norte e Nordeste empossa nova
diretoria
Foram realizadas no último dia 18 de novembro de 2008, eleições
na Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário no Norte e Nordeste,
tendo sido eleito para o mandato 2009/2013, o companheiro JÚLIO
FRANCISCO DA SILVA, atual presidente.
A posse da diretoria, Conselho Fiscal e Delegados Representantes,
ocorreu dia 03 de janeiro de 2009.
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