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Gazeta do Povo, 16 de Janeiro
de 2009
Trabalho
País perdeu 650 mil empregos em
dezembro
A atual crise levou o mercado
de trabalho a registrar em dezembro o pior resultado para o mês
da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), do Ministério do Trabalho, iniciada em 1992. Foram fechados
mais de 650 mil postos de trabalho, superando a estimativa anterior de
600 mil, segundo dados antecipados pelo governo à reportagem.
O número oficial será divulgado na próxima segunda-feira.
No mês passado cresceu
4,6%, para 513.006, o número de pedidos de seguro-desemprego sobre
dezembro de 2007. No ano, a alta foi de 8,1%, para 6,8 milhões.
Lula
Após se reunir com
o presidente da Bolívia, Evo Morales, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse que, apesar das demissões, 2008 fechará com
saldo de cerca de 1,5 milhão de vagas geradas. Ele chegou a
dizer que haviam sido perdidas 800 mil vagas em dezembro, número
corrigido depois por sua assessoria de imprensa para cerca de 600 mil.
A média histórica para o período fica entre 300
mil e 400 mil desligamentos. “A crise é motivo de preocupação,
mas não pode ser motivo de precipitação do governo,
muito menos dos empresários. Tivemos uma anormalidade no mês
de dezembro.”
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FETRACONSPAR, 16 de janeiro de 2009
União da Vitória
Trabalhadores da FORMACOMP aceitam
acordo e voltam ao trabalho na próxima segunda-feira (19/01)
Trabalhadores da empresa FORMACOMP LTDA
em União da Vitória/PR, voltam ao trabalho na próxima
segunda-feira (19/01), retomando as suas atividades normais, após
Acordo Coletivo de Trabalho. |
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O Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de União da Vitória, presidido
pelo companheiro JOSÉ ORLANDO DOS SANTOS,
juntamente com a FETRACONSPAR, e os trabalhadores da FORMACOMP,
decidiram após Acordo Coletivo de Trabalho firmado nesta
sexta-feira, retomar as atividades na próxima segunda-feira
(19/01)..
A reunião
que estava marcada para a próxima segunda-feira (19/01),
na SRTE/PR – Superintendência Regional do Trabalho
e Emprego do Estado do Paraná às 14:30 em Curitiba/PR
foi suspensa pelo Acordo Coletivo, ora
celebrado.
Confira
o Acordo Coletivo de Trabalho
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 16 de janeiro de 2009 | Dinheiro
Governo vai tributar aviso prévio
de trabalhador demitido sem justa causa
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Em meio ao aumento no número
de demissões no país, o governo decidiu que irá cobrar
contribuição previdenciária sobre os valores pagos
na forma de aviso prévio indenizado aos trabalhadores que perderem
o emprego. A medida vai aumentar o custo de demissão para os empregadores
e reduzir a indenização paga aos trabalhadores.
Essa verba se refere aos 30 dias
que são pagos pelo empregador em caso de demissão sem justa
causa, quando o trabalhador é dispensado de cumprir o aviso prévio.
A mudança na regra passou
a valer na última terça-feira (13), quando foi publicado
o decreto presidencial 6.727.
Agora, ao receber a indenização,
o trabalhador será descontado em relação aos valores
devidos ao INSS, de 8% a 11% do salário, com um teto de R$ 334,29.
A mudança também afeta os empregadores, que terão
aumento de encargos, pois esse valor passará a fazer parte da
folha de salários, tributada entre 20%.
A Receita ainda avalia possibilidade
de fazer a cobrança retroativa do tributo, que pode atingir os
benefícios pagos nos últimos cinco anos.
Demissões
A Receita afirmou que não
faria uma avaliação política sobre o assunto e informou
apenas que a mudança faz parte dos trabalhos de fusão da
Receita Federal com a Receita Previdenciária.
De acordo com órgão,
a isenção para esse benefício estava prevista em
lei desde 1991. Em 1997, outra lei acabou com essa isenção.
Dois anos depois, um decreto manteve o aviso prévio indenizado
fora da lista dos casos em que há cobrança de INSS.
Desde então, não
há cobrança, uma "falha", segundo a Receita,
que teria sido detectada somente agora.
"Este decreto está dentro
do contexto de harmonização da legislação
previdenciária e trabalhista. Não tem nada a ver com a época
atual", disse o assessor-técnico da Receita Sandro Serpa.
A Receita Federal do Brasil (RFB),
também chamada de Super-Receita, foi criada em meados de 2007.
O órgão diz, no entanto, que a "harmonização" da
legislação ainda vem sendo desenvolvida.
Serpa afirmou, no entanto, que
ira se pronunciar sobre a questão política, já que
o governo só decidiu fazer a alteração em meio ao
aumento de demissões devido à crise econômica.
A Receita diz que não
possui estimativas de arrecadação. Mas o dinheiro que virá dessa
fonte deve ajudar órgão a minimizar a queda de arrecadação
prevista para este ano de desaceleração na economia.
O governo estima que o
número de demissões de trabalhadores com carteira assinada
possa ficar entre 600 mil e 800 mil em dezembro, acima da média
de 300 mil para essa época do ano. Os números oficiais
para o mês passado serão divulgados no início da
próxima semana pelo Ministério do Trabalho.
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Folha
de S.Paulo, 16 de Janeiro de 2009
Seguro-desemprego pode ser ampliado
para 12 parcelas
Hoje, benefício é restrito a 5 pagamentos;
devido ao custo, medida sofre resistência | Governo tem avaliação
mais pessimista sobre a crise feita reservadamente de que desemprego pode
ficar elevado por muito tempo
Fernando Donasci/Folha Imagem

Fila em unidade do Poupatempo em São Paulo para a solicitação
do seguro-desemprego; valor do benefício é de até R$ 776,46
KENNEDY ALENCAR
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva estuda ampliar o pagamento do seguro-desemprego para
até 12 parcelas, segundo apurou a Folha. Para isso, seria
necessário modificar a lei, via medida provisória.
Apesar do discurso otimista e das declarações públicas
do ministro Carlos Lupi (Trabalho) de que a fase mais aguda da crise deve durar
só até março, há uma avaliação mais
pessimista feita reservadamente: a crise poderá desempregar muitas pessoas
e por muito tempo.
O governo aguarda os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)
de dezembro, que será divulgado na segunda-feira. Avalia-se que o montante
de fechamento de vagas formais que exceder 400 mil postos deverá ser
considerado fruto da crise.
No Ministério do Trabalho, há resistência para a ampliação
das parcelas do seguro-desemprego devido ao impacto que a medida pode ter no
FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Para este ano, a previsão era
gastar R$ 18 bilhões com o benefício, sem considerar ainda os
efeitos da crise no mercado de trabalho formal.
Se adotada, a medida deverá ser anunciada até o final deste mês.
Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo,
estão em férias. Lula deseja que sua equipe econômica esteja
completa para fechar as medidas.
Pelas regras atuais, o seguro-desemprego pode variar de três a cinco
parcelas. O valor vai de um salário mínimo (R$ 415) a R$ 776,46.
A lei ainda permite ampliar o benefício em duas parcelas para trabalhadores
demitidos em setores em que haja número de demissões fora do
padrão histórico. As duas parcelas extras precisam ser aprovadas
pelo Codefat (Conselho Deliberativo do FAT).
Sindicalistas e empresários já pediram ao governo que amplie
o seguro-desemprego para até dez parcelas. Lula estuda o impacto psicológico
da medida -além do seu custo. A decisão de ampliar o seguro-desemprego
transmitirá a impressão de que o governo acha que a crise é mais
grave do que admite de público. Mas não socorrer mais fortemente
os desempregados futuros poderá ter um custo político ainda maior.
Levando em conta essas opiniões, Lula tem avaliado ampliar o benefício.
A crise, na visão do governo, já chega a um público que é responsável
pela boa avaliação do presidente.
No governo, ouve-se que Lula precisa não só tomar as medidas
contra a crise mas deixar claro para a população que se esforça
ao máximo para gerenciá-la com o menor dano possível.
Isso explica o discurso otimista da administração petista.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de janeiro de 2009 | Política
Governo avalia que não tem como
impedir demissões
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva compreende o discurso sindicalista
do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, de ameaçar punir as
empresas que estejam demitindo, mas não pretende interferir na relação
entre patrões e empregados. "Vivemos no capitalismo. O governo
não tem como obrigar uma empresa a contratar, nem impedir uma empresa
de demitir", afirmou um auxiliar direto do presidente.
A política da não
intervenção continua em prática no Planalto, embora
isso não signifique uma atitude de distanciamento da classe trabalhadora.
Ao contrário, da mesma forma como abriu as portas do Planalto
para ouvir os empresários, que agora têm reuniões
com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente está agendando
um encontro com as centrais sindicais para discutir as condições
do mercado de trabalho. Para Lula, o compromisso dos empresários
está mantido. "As empresas estão tomando crédito
para manter a cadeia produtiva. Não se pode suspender o crédito
porque isso limita a capacidade produtiva", disse uma fonte.
O Planalto, no entanto, avalia
que, em meio ao turbilhão criado com a expectativa de fechamento
de milhares de vagas em dezembro e do processo acelerado de férias
coletivas, demissões de temporários e suspensão
de acordos trabalhistas, chegou a vez de os dirigentes sindicais serem
ouvidos. "O presidente quer ouvir diretamente deles o que está acontecendo
no mercado de trabalho", disse uma fonte.
Da mesma forma, Lula cobrou
de Lupi informações objetivas sobre o fechamento de postos
de trabalho em dezembro. Embora não tenha desautorizado o ministro,
a percepção de fontes do governo é que "Lupi
errou no processo" ao comentar números ainda não
conclusivos. O ministro "se assustou" com os dados preliminares,
mas a explicação não convenceu Lula, que marcou
para segunda-feira novo encontro com Lupi. Até lá, ele
deve reunir informações para detalhar a pesquisa do Cadastro
Geral de Empregados e Demitidos (Caged).
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Agência Senado, 16
de Janeiro de 2009
Senadores têm projetos para
reduzir efeitos da crise sobre trabalhadores e empresas

Tramitam neste início de ano no Senado dezenas de projetos que, se aprovados
e transformados em lei, poderão amenizar a situação dos
trabalhadores ou das empresas afetadas pela crise econômico-financeira.
Existem, por exemplo, projetos que buscam aumentar o número de parcelas
do seguro-desemprego, que permitem às empresas suspender o contrato
de trabalho de empregados por alguns meses e que reduzem a multa de 40% que
o patrão deve pagar quando demite um funcionário sem justa causa.
Mais de 30 matérias promovem
mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT)
ou na lei que regulamenta o seguro-desemprego. O senador Paulo Paim (PT-RS),
por exemplo, tem proposta (PLS 127/06) para aumentar para 12 o número
de parcelas do seguro-desemprego pagas a trabalhadores demitidos sem
justa causa - a atual legislação prevê no mínimo
três parcelas e, no máximo, cinco. O valor vai de R$ 415,00
a R$ 776,46.
A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS)
pretende oferecer seguro-desemprego de sete meses a trabalhadores responsáveis
por pessoas portadoras de deficiências (PLS 668/07). Uma proposta
do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) quer estender para oito meses o seguro
pago a trabalhadores que perderem emprego como resultado das ações
do governo de combate ao desmatamento na Amazônia (fechamento de
serrarias).
Paulo Paim busca ainda (PLS 246/07)
criar um Fundo de Amparo ao Trabalhador Rural (FAT Rural), destinado
a bancar situações de dificuldades dos trabalhadores do
campo. Por sua vez, Sérgio Zambiasi (PTB-RS) tem projeto (PLS
477/03) que torna obrigatória inclusão das empregadas domésticas
no FGTS .
Se já tivesse sido aprovado
um projeto (PLS 76/05) de Jefferson Péres (PDT-AM), senador que
morreu no ano passado, empresas afetadas pela crise poderiam suspender
os contratos de trabalho de empregados por um período de dois
a cinco meses, sem necessidade de aprovação do sindicato
da categoria, como prevê a atual legislação. Mais:
os patrões não teriam de pagar encargos sociais nessa fase.
Cerca de 40 projetos que tramitam
nas comissões do Senado fazem mudanças nas relações
entre empresas e empregados. Boa parte procura beneficiar os trabalhadores,
enquanto alguns querem diminuir custos para os patrões.
Um projeto (PLS 292/04) do senador
licenciado Edison Lobão (PMDB-MA), por exemplo, reduz no tempo
a multa de 40% sobre o saldo de FGTS que o patrão paga ao demitir
sem justa causa. A multa continuaria em 40% se o empregado fosse despedido
no primeiro ano, mas seria reduzida para 20% caso o empregado tivesse
entre 12 e 24 meses de casa. Para contratações superiores
a dois anos, a multa ficaria em 10%.
Já o senador Antônio
Carlos Valadares (PSB-SE) pretende instituir uma gratificação
de 5% sobre os salários para trabalhadores a cada três anos
de serviço na mesma empresa. Outros projetos buscam reduzir o
número máximo de horas semanais trabalhadas. Paulo Paim
pretende diminuir (PLS 254/05) de oito para seis horas a carga de trabalho
diária no país. Outros projetos do mesmo senador (PEC 75/03
e PLS 64/03) propõem reduzir de 44 horas para 40 ou para 36 horas
o trabalho semanal. Ele entende que reduzir a quantidade de horas trabalhadas
significa abrir vagas para novos trabalhadores.
Curiosidade: ainda
tramita no Senado a Medida Provisória 2.164/01, assinada pelo
então presidente Fernando Henrique Cardoso, que modificou vários
pontos da CLT, incluindo a suspensão do contrato de trabalho
para trabalhadores que frequentarem cursos de qualificação
profissional. A MP regulou ainda o regime de tempo parcial, pelo qual
o empregado trabalha no máximo 25 horas semanais. Desde a promulgação
da Emenda Constitucional 32/01, toda medida provisória deve
ser votada em 120 dias pelo Congresso, ou perde eficácia. Cerca
de 50 MPs anteriores não foram votadas e continuam na pauta
dos congressistas.
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 16 de janeiro de 2009 | Dinheiro
Sem trabalho, 10 milhões
de desempregados voltam ao campo na China
da Folha Online
A crise econômica global
obrigou mais de 10 milhões de chineses a abandonarem a paisagem
de arranha-céus modernosos e muitos neons das grandes cidades
pelo interior, onde subsistem o arado manual e os casamentos arranjados,
revela reportagem de Raul Juste Lores na Folha (íntegra disponível
para assinantes do UOL e do jornal).
O êxodo urbano é resultados
dos efeitos da crise nos dois setores que mais empregaram a vasta mão-de-obra
inexperiente nas últimas duas décadas no país. Há obras
paradas em todos os cantos em Pequim e Xangai, e as linhas de montagem
que espalharam o "made in China" pelo mundo estão em
velocidade reduzida.
O desemprego será um dos
temas sobre a mesa do Ano Novo Chinês, que começa no dia
26. Com previsões de que mais 20 milhões de empregos desapareçam
em 2009, as famílias se perguntam se é melhor ficar na
cidade ou voltar à lavoura.
Os retirantes chineses
formaram o pilar da competitividade que levou o país agrário
a se tornar potência industrial em menos de três décadas.
A China virou a terceira maior economia do mundo, em parte graças
aos 200 milhões de vidas que desconhecem sábados e domingos,
aceitam salários irrisórios sem reclamar e vagam pelo
país atrás de empregos.
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PORTAL G1, 15 de janeiro
de 2009 | Economia e Negócios / Crise financeira
Centrais sindicais suspendem negociações
com Fiesp por dez dias
Decisão foi tomada em reunião
sem a presença da CUT. | Paulinho da Força diz que
trabalhadores querem reunião com Lula.
Do G1, com informações da Agência
Estado
A Força Sindical decidiu
nesta quinta-feira (15) suspender por dez dias as negociações
com a Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp), que tinham como objetivo um acordo para evitar demissões
decorrentes da crise financeira internacional no país.
Em reunião, sem a presença da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), a maior do país, e com outras quatro centrais, o presidente da
Força Sindical e deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho,
disse que os trabalhadores pretendem se reunir com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e o governador de São
Paulo, José Serra (PSDB). A finalidade deste encontro é insistir
na adoção de medidas como a redução da taxa básica
de juros e de impostos como IPI e ICMS.
Participaram do encontro a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical
de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Propostas
Todas as centrais, exceto a Força
Sindical, são radicalmente contra propostas que reduzam os salários
dos trabalhadores e, para manter a unidade entre as entidades que representam
os trabalhadores, Paulinho recuou. "São medidas que o governo
tem que tomar já. Se não conseguirmos que o governo tome
essas medidas, talvez não seja necessário a gente fazer
essas concessões que os trabalhadores já começam
a fazer, não só em São Paulo como no Brasil inteiro",
afirmou.
Foi um recuo em relação à proposta
apresentada pela Força Sindical na quarta-feira, na Fiesp, que
incluía a redução da jornada de trabalho no limite
de até 25% associada à diminuição de no máximo
15% do salário e a suspensão temporária do contrato
por até cinco meses, com garantia de emprego de três meses
após a volta.
Relações com a Fiesp
Paulinho ressaltou que todas
as medidas negociadas objetivam a garantia dos empregos e contestou as
declarações do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que terça-feira
afirmou que a garantia dos empregos para os trabalhadores não
será aceita pelos empresários. "Na reunião
conosco Skaf disse que topava discutir garantia de emprego", disse.
Segundo ele, a Fiesp não aceita discutir a garantia do emprego associada às
medidas adotadas recentemente pelo governo para conter a crise, como o aumento
das linhas de crédito do Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica
Federal (CEF) e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) para automóveis. Já em relação ao acordo
com os trabalhadores, a Fiesp, de acordo com Paulinho, aceitaria garantir emprego.
Ele voltou a negar que a Força
Sindical já tenha fechado um acordo com a Fiesp. "Não,
não foi (fechado o acordo). Eu pessoalmente estou negociando,
porque quem apanha depois sou eu", brincou. Paulinho admitiu que
um acordo com a Fiesp não terá validade se não for
aprovado por cada sindicato. Segundo ele, o presidente da CUT, Artur
Henrique da Silva, está de acordo com a nova posição
da Força Sindical e das demais centrais de pressionar os governos
antes de negociar com as empresas.
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Vermelho, 16 de Janeiro de 2009
Centrais reafirmam unidade e lançam
Pacto da Ação Sindical
As centrais anunciaram um Pacto da Ação Sindical para enfrentar
os efeitos da crise econômica – sobretudo a risco de desemprego
em massa. O documento contém nove propostas e foi aprovado nesta quinta-feira
(15), em reunião na sede nacional da CTB (Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil), em São Paulo.

Reunião na CTB contou com 35 lideranças sindicais
Em outra demonstração de unidade, a Força
Sindical atendeu à solicitação das centrais
e suspendeu, por dez dias, as negociações com a
Fiesp (Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo). Diferentemente do que noticioiu a maioria
dos jornalistas presentes à reunião, apenas Força
e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) haviam iniciado
conversas do gênero com o empresariado.
O Pacto da Ação Sindical será encaminhado agora aos governos
federal e estaduais, em audiências com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e os governadores. O documento
foi discutido por 35 lideranças de cinco centrais — CTB, Força
Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), NCST (Nova Central Sindical
dos Trabalhadores) e CGTB. A CUT não enviou representantes, mas garantiu
sua assinatura no pacto, segundo o presidente da Força Sindical, Paulo
Pereira da Silva, o Paulinho.
As ações
Além de defenderem, mais uma vez, a redução da jornada
de trabalho, as centrais cobram mais compromissos dos governos. Exigem, por
exemplo, que empresas e setores econômicos beneficiados com recursos
públicos apresentem contrapartidas sociais, como a garantia de emprego.
Só nesta semana, a General Motors (GM) — uma das montadoras mais
contempladas com incentivos do governo — demitiu 744 trabalhadores de
sua fábrica em São José dos Campos.
As centrais também irão às ruas para exigir uma redução
de no mínimo dois pontos percentuais da taxa básica dos juros
(Selic), que atualmente está em 13,75%. Na próxima quarta-feira
(21) — data em que o Copom (Comitê de Política Monetária)
anuncia a nova taxa —, os trabalhadores farão protestos em frente à sede
do Banco Central, na Avenida Paulista, em São Paulo.
“ Para evitar as conseqüências da crise, temos de combater suas
causas, como os juros. Se a taxa Selic cair apenas 0,75 ponto percentual — como
estão falando —, isso vai influenciar muito pouco”, afirmou
ao Vermelho o presidente da CTB, Wagner Gomes, que mediou a reunião. “O
governo precisa acenar mais para a sociedade.”
O Pacto da Ação Sindical ainda inclui, entre outras propostas,
o fim das horas extras, a eliminação do banco de horas e a ampliação
do número de parcelas do seguro-desemprego. “O principal saldo
da reunião foi a grande unidade das centrais em torno dessas medidas”,
agregou Wagner. “As centrais já estavam unidas e firmes na 5ª Marcha
da Classe Trabalhadora, em 3 de dezembro, quando a crise ainda era a tal ‘marolinha’.
Agora, com as 600 mil demissões do último mês, as centrais
precisam caminhar ainda mais juntas.”
Leia abaixo a íntegra do Pacto da Ação
Sindical
São Paulo, 15 de Janeiro de 2009
Reunidas em São Paulo-SP, após ampla discussão as centrais
sindicais (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB, Central
de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Força Sindical – FS,
Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST e União Geral dos
Trabalhadores – UGT), decidiram reafirmar a importância da unidade
dos trabalhadores e enfrentar o impacto da crise financeira mundial que está afetando
drasticamente o emprego e o crescimento da economia brasileira, adotando o
Pacto da Ação Sindical
Consiste na defesa das seguintes
propostas:
1. Exigência de contrapartidas sociais
, especialmente a garantia dos empregos, de todas as empresas/setores
econômicos, beneficiados com recursos públicos
(empréstimo, isenção fiscal, etc.)
2. Fim das horas extras.
3. Eliminação do banco de horas.
4. Redução imediata, de pelo menos
dois pontos percentuais da taxa básica de juros (Selic).
5. Redução substancial do "spread" bancário
dos bancos públicos e privados.
6. Ampliação das parcelas do seguro
desemprego.
7. Ampliação dos aportes financeiros
do fundo de amparo ao trabalhador, destinados à qualificação
da mão de obra.
8. Autorização para que o trabalhadaor
possa utilizar até 20% (vinte por cento) da sua conta do
FGTS no Fundo de Infraestrutura (FI-FGTS).
9. Manifestação no próximo
dia 21/01, em frente ao Banco Central, em São Paulo, pela
redução da taxa de juros.
As centrais decidiram levar em audiências ao Excelentíssimo Senhor
Presidente da República, ao Excelentíssimo Senhor Ministro de
Estado do Trabalho e Emprego e Governadores Estaduais, as propostas do Pacto
da Ação Sindical, a fim de adotarem medidas governamentais, imediatas
e firmes, pela manutenção dos empregos.
De São Paulo,
André Cintra
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FOLHA DE LONDRINA, 16 de
janeiro de 2009 | Economia
Lula se reunirá com centrais
sindicais
Corumbá - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem
que se reunirá com ''todas as centrais sindicais do País'' na
próxima segunda-feira para discutir o que o governo poderá fazer
para evitar que ocorram demissões no País. ''Já pedi ao
Ministério do Trabalho um relatório e vou pedir às centrais
que apresentem para mim um relato completo de tudo o que está acontecendo
sobre o risco de demissões. Só assim vamos ver o que podemos
fazer'', afirmou.
Ao responder às perguntas
sobre a possibilidade de o governo intervir nas negociações
do setor metalúrgico, na região do ABC, como quer a Força
Sindical, o presidente disse: ''Especificamente sobre esse assunto eu
vou me inteirar melhor somente na segunda-feira para ver o que podemos
fazer em São Paulo'', disse.
O presidente destacou também,
durante a entrevista coletiva, que a crise econômica tem afetado
mais o crédito do que o emprego. O presidente lembrou que o desemprego
de dezembro foi menos pior do que se esperava, já que o ano fechou
com mais 1,5 milhão de emprego novos. ''Geralmente no final do
ano temos em torno de 300 mil desempregados. Vamos fechar as contas ainda,
mas deve ficar em torno de 600 mil. Vamos esperar o que vai acontecer
no primeiro trimestre. Mas acreditamos que já após a posse
do presidente Obama a situação vai melhorar.''
Sobre a dificuldade de crédito,
Lula assegurou que o volume necessário para os investimentos programados
já está garantido, ''inclusive os da Petrobras''. ''O momento
de crise não pode ser de precipitação, nem do governo
e nem dos empresários. Estamos confiando no bom senso e na capacidade
do governo norte-americano e da União Europeia em tentar acabar
com a crise o mais rápido possível para que ela não
se espalhe ainda mais para o resto do mundo.''
Kelly Lima
Agência Estado
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Gazeta do Povo, 16 de Janeiro
de 2009
Trabalho
Centrais prometem onda de paralisações
Sindicatos suspendem conversas
com Fiesp e querem incluir governo nas negociações sobre
manutenção de empregos. Magneti Marelli, ArcelorMittal,
Volkswagen e Casa&Video anunciam milhares de demissões
As centrais sindicais definiram
ontem, durante encontro em São Paulo, que vão reagir às
demissões com uma onda de paralisações nas empresas
de todo o país. Participaram da reunião, organizada pela
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força
Sindical, Nova Central, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Faltou a Central Única
dos Trabalhadores (CUT), que ficou de fora da discussão porque
terá na segunda-feira um encontro com todas as suas centrais estaduais
e maiores sindicatos.
“Não podemos ficar
assistindo às demissões. O próprio governo já percebeu
que a ‘marolinha’ vai ser uma onda grande de demissões.
Será preciso uma injeção de dinheiro para evitar
esses cortes”, avaliou Wagner Gomes, presidente da CTB. Uma das
surpresas do encontro foi o anúncio do presidente da Força
Sindical, Paulo Pereira da Silva, de que só voltará a negociar
com a Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp) daqui a 10 dias. Ele era voz isolada entre as centrais
ao concordar com o presidente da federação, Paulo Skaf,
sobre a possibilidade de reduzir salários e a jornada de trabalho.
Por ora Silva preferiu se unir às outras centrais, que assinaram
uma proposta para começar uma negociação governamental
nas esferas federal, estadual e municipal. Ontem mesmo já começaram
as costuras para que ocorram reuniões com os ministros Carlos
Lupi, do Trabalho, Guido Mantega, da Fazenda, e com o presidente Lula.
Skaf, agora apoiado apenas por
um grupo de grandes empresários e parte dos sindicatos patronais
, disse não se sentir isolado com a decisão. “Achei ótima
a ideia do Paulinho de adiar o encontro. Semana que vem será o
momento de unirmos forças pela redução da Selic
e do spread bancário”.
GM
Antes da decisão das centrais
as paralisações já vinham ocorrendo. O Sindicato
dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), onde
a General Motors desligou 802 funcionários temporários,
conseguiu parar a produção por dois dias, num total de
quatro horas. Ontem participaram da manifestação cerca
de 5 mil trabalhadores. “A adesão foi maior do que no primeiro
dia. É o medo de também ser demitido que motiva a participação”,
diz Vivaldo Moreira Araújo, diretor do sindicato.
Hoje à tarde ocorrerá uma
manifestação na porta da fábrica de autopeças
Magneti Marelli Cofap, em Santo André (SP). O objetivo é protestar
contra o corte de 480 operários, anunciado ontem. Para evitar
demissões, e conseqüentes paralisações, a siderúrgica
ArcelorMittal Aços Longos (ex-Belgo Mineira) firmou um acordo
com o Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem
para a suspensão temporária dos contratos de trabalho dos
1,3 mil empregados da subsidiária Belgo Bekaert, maior produtora
de arames das Américas. Numa medida similar à adotada pela
Renault, em São José dos Pinhais (PR), a empresa assegurou
a manutenção dos empregos por 90 dias após a suspensão.
O problema é que o fantasma
das grandes demissões não perdeu força, mesmo com
a ameça de paralisações. Além da Magneti
Marelli, cerca de 150 temporários da fábrica da Volkswagen
em Taubaté (SP) serão dispensados. Também a rede
de varejo carioca Casa&Video anunciou que vai demitir 3 mil funcionários
em todo o país, o equivalente a metade de seus empregados diretos.
Quase 1,5 mil funcionários
da Iveco, fabricante de caminhões do grupo Fiat, terão
mais 15 dias de descanso em casa depois de um período de 30 dias
de férias coletivas. A volta ao trabalho estava prevista para
terça-feira, mas foi adiada. A direção da montadora,
instalada em Sete Lagoas (MG), informou que a medida é uma forma
de evitar demissões por causa da retração da demanda.
FGTS
O esperado aumento brusco
nos indicadores de desemprego pode ser sentido nas contas do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O vice-presidente de
Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, Wellington
Moreira Franco, disse que “o número de saques foi alto,
acima da média”, no último mês de 2008, ante
igual mês do ano anterior. Segundo ele, os saques do FGTS em
dezembro somaram R$ 5,2 bilhões, valor 62% superior aos saques
de dezembro de 2007, que somaram R$ 3,2 bilhões.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de janeiro de 2009 | Economia
Especialistas recomendam planejar as
contas e gastos
Leonardo Coleto
Planejamento e disciplina. Essas são as orientações passadas
por especialistas em economia doméstica para superar todas as cobranças
do mês de janeiro sem complicações no orçamento.
Impostos, matrículas e prestações do ano que já passou
são os maiores vilões presentes a cada início de ano.
Porém, seguindo as dicas passadas por Marise Faigenblum à equipe
de reportagem de O Estado, o pesadelo de todas essas cobranças pode
ser evitado.
“O melhor caminho é tentar
economizar o máximo possível do orçamento mensal
durante o ano. Assim, não há necessidade de ficar eufórico
em janeiro por conta da quantidade de contas para pagar. Afinal, você estará preparado.
Além disso, saber onde será investido o 13.º salário é essencial”,
explica Faigenblum, coordenadora do curso de economia doméstica
da Secretaria Municipal do Abastecimento.
O pagamento à vista é outra
maneira de evitar dívidas a longo prazo. “O ideal é ter
o dinheiro no momento da compra. O custo efetivo total de um produto
comprado a prazo é muito alto, comprar assim não é vantajoso”,
diz.
De acordo com a coordenadora,
anotar todos os gastos em uma tabela é importante para que a família
saiba onde estão seus gastos. “Ter esse controle faz com
que a família saiba quais são seus hábitos de consumo.
E ainda esclarece a família, permitindo um planejamento a longo
prazo de novas aquisições”, explica.
Dentre todas as despesas, a
coordenadora aponta o supermercado como o inimigo do orçamento. “Trinta
por cento dos produtos comprados no mercado são desnecessários.
Devemos fazer uma lista com os produtos que serão comprados e,
também, daqueles que já estão armazenados em casa. É preciso
ser minucioso e não comprar além do que é necessário.
Promoções leve três e pague dois, por exemplo, não
são indicadas, é uma falsa economia”, orienta Faigenblum.
Ainda no mercado, a localização
dos produtos pode esconder os preços mais baixos. “As promoções
sempre ficam no corredor principal, porém, indo nas gôndolas, é possível
achar um produto similar e mais barato”, afirma.
Todas essas dicas e outras que
dizem respeito à economia familiar são passadas por Faigenblum
no curso Educação Para o Consumo, Orçamento Familiar.
Promovido pela Secretaria Municipal do Abastecimento, o curso é gratuito
e está com suas inscrições abertas para a próxima
turma, em 29 de janeiro. Para participar basta ir até a secretaria,
na Rua General Carneiro, 938, no centro de Curitiba. Informações
pelo telefone (41) 3263-2186.
Se você tiver críticas
ou sugestões, envie e-mail para economia@oestadodoparana.com.br.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de janeiro de 2009 | Economia
Saques do FGTS crescem 62% em dezembro
Agência Estado
O esperado aumento brusco nos indicadores de desemprego em dezembro de 2008
já pode ser sentido nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS). A informação foi antecipada à Agência Estado,
hoje, pelo vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica
Federal, Wellington Moreira Franco. Ele disse que "o número de
saques foi alto, acima da média", no último mês de
2008, ante igual mês do ano anterior. Segundo o vice-presidente, os saques
do FGTS em dezembro somaram R$ 5,2 bilhões, valor 62% superior aos saques
de dezembro de 2007, que somaram R$ 3,2 bilhões.
Há expectativa de que
o número de demissões em dezembro tenha sido, por força
dos efeitos da crise financeira internacional, muito superior à média
de dispensas normalmente registrada no período. Além dos
efeitos da crise, outro fator que teria influenciado no aumento dos saques
no mês passado foi a retirada dos saldos do FGTS pelas famílias
prejudicadas pelo desastre natural em Santa Catarina.
Após vários trimestres
de exuberância nos índices de emprego, os números
do fim do ano passado mostram uma reversão da tendência
do mercado de trabalho formal como efeito da menor atividade econômica
causada pela crise. "Dezembro não foi nada que nos atormentasse,
mas já é um indicativo", alertou o vice-presidente
da Caixa. Com o aumento do desemprego, mais trabalhadores sacam recursos
do FGTS por serem demitidos sem justa causa.
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Gazeta do Povo, 16 de Janeiro
de 2009
Combustíveis
Gasolina é 60% mais cara no Brasil
do que no resto do mundo
Petrobras mantém preços inalterados
mesmo após o petróleo ter caído 75%. Especialistas
dizem que estatal precisa recuperar perdas acumuladas no período
de commodities em alta e fazer caixa para investimentos
O preço da gasolina no
Brasil está quase 60% acima das cotações internacionais.
No caso do diesel, a diferença passa dos 30%. Os números
são de especialistas no mercado energético. Esse fosso
entre o que consumidores de outros países pagam para abastecer
o carro e o valor dos combustíveis no mercado brasileiro aumentou
muito nos últimos meses, com a crise econômica mundial derrubando
o preço das commodities. O barril de petróleo, que atingiu
os US$ 147 em julho do ano passado, terminou o pregão de ontem
cotado a US$ 35 – um recuo de mais de 75% em seis meses.
Ainda assim, nenhum dos analistas
acredita que a Petrobras vá promover ajustes agora, uma vez que
a empresa ainda não recuperou as perdas por ter mantido os preços
inalterados em tempos de petróleo caro. Além disso, a companhia
precisa gerar caixa para sustentar seu plano de investimentos, considerado
pelo governo um dos principais remédios contra a crise financeira.
A conta a respeito da diferença
de preços da gasolina e do óleo diesel varia entre os analistas.
Para Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a
gasolina brasileira está hoje 50% mais cara do que a cotação
americana, usada como referência pela estatal. Já o diesel
está 30% mais caro. Nelson Rodrigues de Mattos, do Banco do Brasil
Investimentos (BBI), calcula a diferença em 59% para a gasolina
e 40% para o diesel. “O Brasil é o único país
que, em meio à crise, não baixou juros nem preço
da gasolina”, comenta Pires.
Congelamento
Quando a Petrobras promoveu o último
aumento de preços, em maio do ano passado, o barril rondava os
US$ 110 por barril. A empresa alega que não repassou ao consumidor
a alta do segundo trimestre de 2008. Além disso, manteve os mesmos
preços da gasolina e do diesel entre setembro de 2005 e maio de
2008. “Neste mesmo período, o preço do petróleo
passou de US$ 65 por barril para US$ 115/barril e a Petrobras suportou
esta defasagem, para não impactar o consumidor brasileiro. O último
reajuste foi de 10% para a gasolina e de 12% para o diesel, enquanto
o preço do petróleo quase dobrou”, afirmou a companhia,
por meio de nota.
Mattos, da BBI, calcula que a
companhia ainda tenha R$ 1,5 bilhão a recuperar em perdas referentes
aos tempos de petróleo alto. Por isso, ele acredita em possibilidade
de reajustes apenas a partir de abril. Luiz Otávio Broad, da corretora Ágora,
vai além: para ele, reajustes apenas no segundo semestre. “Não
dá também para baixar muito os preços, já que
a empresa tem que fazer pesados investimentos”, aponta Broad.
Investimentos
A geração de caixa
para investimentos é ponto central da questão, dizem os
especialistas. Pires lembra que gasolina e diesel representam cerca de
60% da receita da companhia e o consumo tende a cair por conta da crise
financeira. Ou seja, uma redução significativa de preços
teria grande impacto no caixa. Em relatório, o analista Emerson
Leite, do Credit Suisse, calcula que, com os preços atuais, a
Petrobras já deve ter um déficit de US$ 8,5 bilhões
em seu orçamento, considerando investimentos de US$ 22,8 bilhões
este ano.
Tal volume pode ser captado no
mercado financeiro, mas é fato que em tempos de crédito
escasso e caro, quanto maior a geração de caixa, melhor.
Até porque, lembra Mattos, a inflação não
chega a ser um problema neste momento, o que reduz a pressão pela
redução de preços dos combustíveis – a
gasolina é o item de maior peso no IPCA. Pires diz, porém,
que pode surgir algum tipo de movimento pedindo redução
no preço do diesel, importante fator de custo para indústria
e agronegócio.
Comissão vai apresentar
a Lula 5 opções
A comissão interministerial
que estuda qual deverá ser o marco legal para a exploração
da camada do pré-sal deverá apresentar ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva cinco opções de propostas listadas
por ordem de importância. Ou seja, apesar de não cravar
um modelo único, deixando a decisão final para o presidente,
o relatório destacará as alternativas que o grupo considera
menos ou mais interessantes. As cinco opções deverão
ser variações de três propostas básicas: a
de se estabelecer o regime de partilha; um sistema de prestação
de serviço; ou a manutenção do atual modelo de concessão,
mas com aumento das alíquotas de royalties e da chamada Participação
Especial – taxa cobrada de campos mais rentáveis. Apenas
neste último caso o novo regime dispensa tramitação
no Congresso. Para implantar os outros dois é necessário
mudança na Lei do Petróleo.
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Folha de S.Paulo, 16 de Janeiro
de 2009
Lula desiste de apoiar fim da reeleição
e mandato de 5 anos
Presidente diz a Suplicy que a experiência
mostrou que o atual sistema é bom | Avaliação
do Planalto é que mudança da regra agora iria beneficiar
a oposição, já que possibilitaria acordo entre
os tucanos Serra e Aécio
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva mudou de opinião sobre o fim da reeleição
e a criação do mandato presidencial de cinco anos sem direito à recondução,
posição que vinha defendendo publicamente desde antes de
sua chegada ao poder.
A Folha apurou que o governo federal não se empenhará para aprovar
a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados para acabar
com a reeleição. Para o Palácio do Planalto, a ideia beneficiaria
somente a oposição.
Nas palavras de um ministro, a medida "serviria para organizar a fila
no PSDB".
Traduzindo: atenderia ao interesse da cúpula tucana de tentar patrocinar
um acordo entre os dois presidenciáveis do PSDB, os governadores de
São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves.
Articulado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, esse acordo prevê que
Aécio ceda a vez da candidatura tucana a Serra em 2010 em troca de apoio
para disputar o Palácio do Planalto em 2015.
O ex-presidente avalia que o fim da reeleição também o
ajudaria a convencer o governador mineiro a aceitar ser vice de Serra, o que
Aécio, atualmente, descarta.
O presidente Lula já teve interesse no final da reeleição,
mas tem dito em conversas reservadas que acha que a prática da reeleição
no Brasil mostrou que a regra é boa.
O presidente falou isso textualmente ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP) em
uma conversa na última segunda-feira, durante um voo de São Paulo
para Brasília.
Dilma
Em tese, o fim da reeleição seria conveniente a Lula, que deu
sinais inequívocos de que embarcou de vez na candidatura presidencial
da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Caso Dilma vença em 2010 sob
a nova regra, ela não poderia concorrer em 2015 e deixaria aberta a
chance de Lula tentar então um terceiro mandato.
Muitos petistas dizem que a lealdade de Dilma ao presidente a levaria a desistir
de buscar eventual reeleição na hipótese de Lula querer
concorrer de novo ao Palácio do Planalto.
Sem o empenho do governo, dificilmente será aprovado o fim da reeleição
ainda na gestão do petista. Um eventual acordo pelo qual Aécio
venha a desistir de disputar a Presidência em 2010 depende do empenho
de Serra para acabar com a reeleição caso conquiste o Planalto.
Para o governo, é melhor estimular a tensão entre Serra e Aécio
do que bancar o fim da reeleição e facilitar eventual entendimento
entre os dois.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de janeiro de 2009 | Política
Eleitores declaram ter votado em 2008
mais atentos à idoneidade de candidatos
Agência Brasil
Mais de 80% dos eleitores entrevistados em uma pesquisa nacional, encomendada
pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para medir os resultados da campanha
Vota Brasil 2008, declararam ter levado em conta, na definição
de seus votos, aspectos relativos à idoneidade do candidato.
Realizado pelo Instituto Nexus
- Centro de Informação Estratégica - e divulgado
hoje (15), o levantamento contou com duas mil entrevistas em todo o País
- com exceção do Distrito Federal, onde não há eleição
municipal -, colhidas entre os dias 18 e 24 de novembro de 2008.
Do total de abordados, 82% apontaram
a ficha limpa do candidato como fator preponderante para o voto, 83%
revelaram preocupar-se em escolher candidato que não recorre à compra
de votos e 81% consideraram importante a não utilização
de "caixa dois" em campanha.
Do ponto de vista negativo, em
média 20% dos eleitores disseram ter votado sem pesquisar informações
sobre os candidatos. A maioria (51%) informou que já conhecia
os candidatos antes de votar e 30% afirmaram ter pesquisado o histórico
do candidato escolhido.
A maioria dos que se preocuparam
em checar o passado dos postulantes tem escolaridade superior e pertence às
classes A e B. Entre os que cursaram até a 4ª série
do ensino fundamental, 33% não pesquisaram nada sobre os candidatos
e 59% declararam já conhecer bem os escolhidos. Apenas 8% disseram
que pesquisaram.
Quase a totalidade do universo
de eleitores ouvidos (97%) disse confiar no sistema de votação
em urnas eletrônicas.
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Vermelho, 16 de Janeiro de 2009
Sucessão no Congresso fica
dramática e imprevisível
Quem deu o alerta foi o ex-ministro José Dirceu em seu blog e os movimentos
em curso confirmaram ao longo do dia de ontem: o governo e o PT operam fortemente
para evitar que o PMDB assuma o comando das duas casas do Congresso Nacional.
Isso significa que a eleição do deputado Michel Temer (PMDB-SP)
entrou na zona de risco. Seu adversário é o ex-ministro e ex-presidente
da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Rebelo é a opção
do Palácio do Planalto e do PT para a hipótese de eleição
de um peemedebista no Senado.
A novidade nessa matéria é que não se abre mais exceção
ao ex-presidente José Sarney. Os estrategistas do governo acham que
o PMDB assumirá um poder desproporcional se eleger Temer e Sarney. O
PMDB da Câmara pensa da mesma maneira e trabalha contra a bancada do
Senado. A percepção de que o quadro mudou nas últimas
horas está por trás dos sucessivos adiamentos do encontro que
o presidente Lula deseja ter com Sarney. Acamado sob forte e providencial gripe,
Sarney avalia que a hora é imprópria para uma decisão
e empurra o desfecho do caso para véspera da eleição.
Mas avisou o governo que o partido insistirá na sua candidatura.
O raciocínio apresentado por Dirceu e confirmado por estrategistas da
candidatura Aldo Rebelo é o seguinte: se o PMDB do Senado radicalizar
e eleger o presidente - e nesse caso se o candidato for Sarney ele terá antes
de bater chapa com o petista Tião Viana (AC) - a resposta das bancadas
do PT e da base aliada na Câmara será a retirada do apoio a Temer
e o voto maciço em Rebelo. Neste caso haveria o rompimento do acordo
do PT com o PMDB que permitiu a eleição de Arlindo Chinaglia
(PT-SP) em 2007. Esse rompimento, no entanto, não seria formal, mas
o resultado de uma ''rebelião'' da bancada, o que não impedirá que
os peemedebistas se sintam traídos.
O governo está fazendo uma aposta de alto risco. Se o cenário
evoluir para uma situação de conflito, seja qual for a ala derrotada
do PMDB, a do Senado ou a da Câmara, o Planalto enfrentará um
período de turbulências que, no limite, pode se estender pelo
que resta do mandato do presidente Lula. Além disso, Lula precisará do
PMDB ao lado de Dilma Rousseff na campanha presidencial de 2010.
Para Lula, o ideal seria obter um acordo no Senado em torno de Tião
Viana e da eleição de Temer. Mas esta hipótese parece
cada vez mais distante. O problema é que o apoio dos senadores do PMDB é essencial
nas votações da Casa, na qual há equilíbrio precário
entre as forças governistas e oposicionistas. A maioria governista na
Câmara é mais folgada, mas igualmente não pode prescindir
do PMDB.
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Gazeta do Povo, 16 de Janeiro
de 2009
Sucessão no Congresso
Acordo na Câmara pode acabar, alerta
Chinaglia
Presidente da Casa diz que candidatura peemedebista
ao Senado vai prejudicar eleição de Michel Temer
A disputa entre PT e PMDB pela
presidência do Senado parece ter contaminado a eleição
na Câmara Federal. Ontem, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia
(PT-SP), advertiu sobre o abalo que a insistência do PMDB em disputar
a sucessão do Senado contra o petista Tião Viana (AC) pode
causar à candidatura do deputado federal Michel Temer (PMDB).
“O PMDB sabe que se lançar
candidato (à presidência do Senado) e, se insistir nesta
tese, isso repercute negativamente na candidatura do Michel Temer”,
afirmou Chinaglia.
O presidente da Câmara
fez questão de destacar que, “possivelmente, Temer terá mais
votos no PT do que em qualquer outra bancada”.
Questionado, Temer disse estar
tranquilo com o apoio fechado de nove partidos e a perspectiva de conquistar
o PDT, somando 425 votos. De qualquer forma, a advertência destoa
do discurso petista do início da semana, em que só se falava
em “honrar o compromisso” com o PMDB da Câmara.
A fala de Chinaglia vem na esteira
da manifestação do presidente nacional do PT, deputado
Ricardo Berzoini (SP), que na véspera divulgara nota oficial em
defesa da candidatura de Viana no Senado, cobrando, do PMDB, “contrapartida” do
apoio dado na Câmara. No Senado, o atual presidente Garibaldi Alves
(RN) é o candidato oficial do partido; nos bastidores, a cúpula
do PMDB tenta emplacar o nome de José Sarney (AP).
“Não se trata de
pré-condição, mas de bom senso”, escreveu
Berzoini, reforçando a decisão do senador petista de fincar
pé na disputa, independentemente de eventuais apelos do Planalto
em contrário.
“Se o presidente Lula pedir,
eu não saio”, disse Viana ao atual presidente do Congresso,
quando propôs o acordo pelo qual o adversário também
não abrirá mão da candidatura em favor de Sarney.
Foi neste clima que o ex-presidente decidiu deixar para o fim de semana
o encontro com o presidente para tratar de sucessão no Congresso.
A despeito da pressa do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva em obter uma definição
de Sarney sobre a candidatura ao Senado, a conversa vem sendo adiada
desde segunda-feira. Diante da insistência do Planalto em marcar
o encontro, Sarney alegou que estava acamado por causa de um forte resfriado,
com muita tosse, e que avisaria quando estivesse melhor.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de janeiro de 2009 | Economia
Oposição questionará negócios
entre BB e Votorantim
Agência Estado
A oposição questionará no Congresso a operação
feita pelo Banco do Brasil para comprar 49,9% das ações do Banco
Votorantim e pedirá a divulgação da lista de investidores
que tinham aplicações na instituição. O presidente
nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), avalia que a negociação é suspeita
e pode ter sido prejudicial aos cofres públicos, uma vez que custou
cerca de R$ 4 bilhões para o Banco do Brasil, sem que o governo federal
tenha prestado esclarecimentos suficientes sobre os motivos da transação.
Maia quer saber também se o governo autorizou a compra para proteger
investidores que tinham aplicações no Votorantim.
Por conta disso, Maia protocolou
requerimento de convocação do ministro da Fazenda, Guido
Mantega, junto à comissão representativa do Congresso -
a instituição parlamentar que responde pelos trabalhos
de Câmara e Senado no período de recesso parlamentar. A
ideia é que a comissão se reúna para deliberar sobre
o pedido ainda em janeiro, mas, politicamente, Maia já prevê que
a decisão de convocação deva ser feita apenas em
fevereiro, no início do período legislativo normal.
"É preciso
saber se foi uma operação de socorro a um banco com problemas.
Se esse foi o motivo da negociação, por qual razão
o Banco do Brasil não ficou com o controle da maioria das ações
em vez de comprar apenas 49,9%? Se havia uma má gestão
e o governo precisou intervir, mesmo que através de uma compra,
não tem sentido deixar o atual gestor controlando as decisões
do banco. Assim, o governo estatizou o prejuízo do banco e manteve
o lucro privatizado", critica Maia.
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de janeiro de 2009 | Economia
Volks deve adotar banco de horas na
fábrica de Taubaté
Agência Estado
A Volkswagen informou nesta quinta-feira (15) que concluiu negociação
com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (SP) para introdução
do sistema de banco de horas, que permitirá a flexibilização
da jornada de trabalho na unidade. O acordo prevê que a empresa poderá conceder
até 25 dias de descanso durante 2009, com o lançamento das horas
nesse sistema para compensação futura.
A proposta da Volkswagen referente
ao banco de horas deverá ser submetida à avaliação
dos empregados no início da próxima semana. "Diante
do atual cenário é fundamental ter mecanismos de flexibilidade
para adequação da jornada de trabalho e dos volumes de
produção que assegurem condições de rápida
reação às demandas de mercado", afirma em nota
o gerente-executivo de Relações Trabalhistas da Volkswagen
do Brasil, Nilton Junior.
A montadora informa como ficará a
situação dos empregados contratados por prazo determinado
na unidade, com vencimento em janeiro e fevereiro de 2009. Segundo a
montadora, 450 serão efetivados imediatamente, 200 contratos serão
renovados e aproximadamente 150 serão encerrados.
A decisão está em
linha com a posição adotada ontem pelos membros do Conselho
Superior Estratégico da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp), que defenderam a necessidade da
flexibilização da jornada de trabalho para evitar novas
demissões no País. "Uma vez aprovado o banco de horas,
o comportamento do mercado definirá a necessidade da redução
de jornada através de dias de descanso. Faremos esta avaliação
mensalmente. Por ora, não temos dias de descanso previstos para
Taubaté", acrescentou Nilton Junior.
A unidade de Taubaté tem
ainda cerca de 600 empregados contratados por prazo determinado, com
vencimento principalmente nos meses de setembro e novembro de 2009. "As
efetivações serão avaliadas conforme as necessidades
de produção do momento", informa a montadora.
Nas próximas semanas,
a empresa deve discutir medidas de flexibilidades com os sindicatos
das demais unidades, em São Bernardo do Campo (SP), São
José dos Pinhais (PR) e São Carlos (SP).
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
16/01/2009
Aposentadoria espontânea não
afeta estabilidade sindical
O dirigente sindical que se aposenta
espontaneamente e continua trabalhando continua a usufruir da estabilidade
sindical e, portanto, não pode ser dispensado. Com este entendimento,
a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso da
Artefatos de Plástico Sobplast Ltda. e manteve decisão
que condenou a empresa à reintegração de trabalhadora
demitida nessas condições.
Admitida em fevereiro de 1985,
a empregada aposentou-se em fevereiro de 2002 mas continuou trabalhando
na empresa. Em junho daquele ano, embora integrasse a diretoria de seu
sindicato de classe, foi demitida, e ajuizou reclamação
trabalhista contra a demissão. A reintegração foi
determinada pela Justiça do Trabalho da 2ª Região
(SP), sob o fundamento de que a empregada manteve com a empresa um único
contrato de trabalho. O TRT/SP, no julgamento do recurso ordinário
da empresa, converteu a reintegração em indenização,
pois o período de estabilidade já se havia esgotado.
Ao recorrer ao TST, a Sobplast
alegou que a aposentadoria extingue o contrato de trabalho. “Como
não é condição essencial que o dirigente
sindical mantenha o vínculo, podendo optar entre permanecer ou
não em serviço, isto significa que a empregadora não é obrigada
a manter o contrato para lhe garantir o pleno exercício da atividade
sindical”, sustentou a empresa. “Tanto quanto o empregado,
a empresa pode optar por manter seu vínculo ou não, dispensando-o
sem justa causa com o pagamento dos direitos devidos pela rescisão”,
defendeu.
O relator do processo na Terceira
Turma, ministro Alberto Bresciani, rejeitou as alegações
da empresa. “O entendimento no sentido de que a aposentadoria espontaneamente
requerida, pelo empregado, não põe termo ao pacto laboral
já está pacificado no TST, na Orientação
Jurisprudencial nº 361”, explicou. “Afastada a extinção, é certo
que a empregada manteve com a empresa um único contrato, pelo
qual usufruía da estabilidade sindical”, concluiu. ( RR
1809/2002-261-02-00.4)
(Carmem Feijó)
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16/01/2009
Prescrição bienal é mantida
para portuário avulso
O trabalhador portuário
avulso está submetido à mesma disciplina dos empregados
urbanos e rurais com vínculo empregatício no que se refere à prescrição
bienal – limite de tempo de dois anos para reclamar direitos na
Justiça do Trabalho. Foi o que decidiu a Sétima Turma do
Tribunal Superior do Trabalho no julgamento de recurso do Órgão
Gestor de Mão-de-obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto
de São Francisco do Sul – Ogmo/SFS, de Santa Catarina, contra
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região
(SC) que admitiu a prescrição qüinqüenal (de
cinco anos). O entendimento reitera o que vem decidindo os demais órgãos
julgadores do Tribunal.
Em seus argumentos recursais,
o OGMO discordou da prescrição quinquenal deferida pela
sentença de primeiro grau e mantida pelo Tribunal Regional, sustentando
que o reclamante, trabalhador avulso, não tinha vínculo
empregatício com ela. “A relação trabalhista
entre a empresa e esses trabalhadores se desenvolve de maneira que o
serviço é prestado por um operador portuário em
um dia e no outro por outro operador, não havendo, portanto, prolongamento
contratual, sendo a duração de apenas um dia entre seu
início e encerramento”, defendeu o OGMO.
As razões do órgão
gestor foram reconhecidas pelo ministro Guilherme Caputo Bastos, relator
do recurso na Sétima Turma. Para ele, a prescrição
no caso é bienal “a partir da extinção do
contrato e quinquenal a contar da data da lesão, quando esta ocorrer
no curso do contrato”, como dispõe artigo 7º, inciso
XXXIV, da Constituição Federal. Aqueles portuários
prestam serviços sob a modalidade de engajamento nos navios que
aportam e têm regime de contratação de curtíssimo
prazo, informou o relator.
O Ogmo, esclareceu o ministro, “tem
por finalidade administrar o fornecimento de mão-de-obra, além
de gerir a arrecadação e o repasse da remuneração
aos trabalhadores. O vínculo contratual se dá diretamente
entre o trabalhador avulso e a empresa, de maneira que, a cada contratação,
surge uma nova relação independente da anterior”.
( RR 1367-2004-030-12-00.9)
(Mário Correia)
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