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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de janeiro de 2009 | Economia
Lupi apoia manifestações
em defesa do emprego
Agência Estado
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse nesta quarta-feira
(21), ao deixar o prédio do ministério, que apoia as manifestações
de sindicalistas em defesa da estabilidade no emprego e a favor da redução
dos juros pelo Banco Central (BC). "Penso que é papel do sindicato
e dos trabalhadores lutar pelos seus empregos e para que as condições
de empregabilidade não se abalem", afirmou o ministro. Ele acrescentou
que a redução nos juros é fundamental para isso.
"Nós também
estamos nesta expectativa de queda dos juros, e acho que o BC está bastante
sensibilizado e, por isso, a taxa (Selic) pode cair entre 0,75 e 1 ponto
porcentual, hoje", afirmou Lupi. O Comitê de Política
Monetária (Copom) se reúne à tarde e deve anunciar
a decisão no início da noite. A taxa Selic está em
13,75% ao ano.
Na avaliação dele,
alguns setores da economia já estariam dando sinais de retomada
da produção, o que se deve refletir em uma retomada da
oferta de empregos a partir de março. "Vamos ter um janeiro
e um fevereiro fracos (em relação ao emprego), mas ainda
positivos", previu Lupi. Citou como exemplo de setores que já teriam
dado sinais de retomada o automobilístico, cujas vendas, segundo
ele, teriam aumentado no final do ano, e a construção civil
e a agricultura.
O ministro do Trabalho voltou
a afirmar que a maior preocupação do governo é com
o setor da indústria da transformação e que, por
isso, esse deve ser o foco das novas medidas econômicas que estão
para ser anunciadas pelo governo federal. Na próxima semana, segundo
Lupi, algumas medidas devem ser anunciadas, possivelmente voltadas para
a construção civil. O ministro informou, porém,
que ainda não há tempo para anúncio de medidas pelo
Ministério do Trabalho na próxima semana.
Lupi, ao sair do ministério,
foi para uma reunião do PDT, seu partido, que deverá anunciar
desligamento do chamado "Bloquinho", formado também
por PC do B e PSB.
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Gazeta Mercantil, 22 de janeiro
de 2009
Novo salário mínimo deve
injetar R$ 27 bi na economia, diz Dieese
O reajuste de 12% do salário mínimo nacional, que entrará em
vigor a partir de 1º de fevereiro, deverá injetar cerca de R$ 27
bilhões na economia em 12 meses. Os cálculos feitos pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
levam em consideração o contingente de 43 milhões de pessoas
que têm seus rendimentos referenciados pelo mínimo.
Se confirmado o aumento de R$
415 para R$ 465 haverá um ganho real de 6%, o maior desde os 13,04%
de 2006. "É uma boa notícia em tempos de turbulência.
Trata-se de mais um elemento anticíclico da crise", afirma
Nelson Karan, coordenador de educação do Dieese.
A combinação de
reajuste elevado do mínimo e menor pressão inflacionária
deve evitar uma forte desaceleração do rendimento de 2008
para 2009. O economista Fábio Romão, da LCA Consultores,
prevê expansão de 2% no rendimento do trabalho no ano, após
alta de 2,6% em 2008.
Pressão
deve diminuir
A elevação de 5,9% do Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano passado não deve se repetir
e o indicador encerrará 2009 com alta de 4,8%. A LCA estima que
as pressões do grupo alimentação e bebidas sobre
o orçamento da população de baixa renda tendem a
diminuir no período.
O reajuste de 12% no salário
mínimo nacional deve injetar cerca de R$ 27 bilhões na
economia em 12 meses, segundo estimativa do Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os cálculos,
feitos pela entidade à pedido da Gazeta Mercantil, levam em consideração
um contigente de mais de 43 milhões de pessoas que têm seu
rendimento referenciado no mínimo.
Medida
provisória
A medida provisória autorizando o aumento dos atuais R$ 415 para R$
465 a partir de 1º fevereiro pode ser assinada nos próximos dias
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo sindicalistas que
participaram de reunião com o Governo na segunda-feira. "É uma
boa notícia em tempos de turbulência. Trata-se de mais um elemento
anticíclico da crise", comenta do coordenador de educação
do Dieese, Nelson Karan.
Se confirmado, o novo valor garantirá um
ganho real de quase 6%, o maior desde 2006, quando o aumento foi de 13,04%.
No ano passado, essa variação foi menor, de 4%, com reajuste
nominal de 9,21% e inflação de 4,98%, de acordo com dados
do Dieese.
Combinação
A combinação de aumento maior do salário mínimo
e taxas menores de inflação deve evitar uma forte desaceleração
do rendimento de 2008 para 2009. O economista Fábio Romão, da
LCA Consultores, prevê uma expansão de 2% para o rendimento do
trabalho neste ano, após alta de 2,6% em 2008.
"Além disso, o período
de competência do mínimo será antecipado de março
em 2008 para fevereiro neste ano. Será um valor maior sendo pago
antes", afirma. A expectativa é ainda de uma redução
da pressão inflacionária neste ano. Após elevação
de 5,90% no ano passado, o IPCA deve encerrar 2009 com uma alta de 4,8%.
A LCA prevê que o grupo
alimentação e bebidas, que tem maior peso no orçamento
da população de baixa renda, apresente aumento de 5,6%
neste ano, ante taxa superior a 10% em 2009.
"É claro que ritmo
de atividade será menor. Na nossa avaliação, a indústria
e a construção civil são os principais setores afetados,
mas comércio e serviços devem desacelerar em menor proporção
pois estarão apoiados no consumo interno", afirma.
Política
de valorização
Com a elevação em 2009, o ganho real acumulado de abril de 2002
a fevereiro deste ano deve chegar 45%, resultado de um aumento nominal de 132%
e uma inflação de 60%, medida pelo Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC), segundo Karan.
O coordenador do Dieese afirma
que a valorização do mínimo decorre das negociações
feitas entre centrais sindicais e Governo. Em 2007, ficou estabelecido
que o salário mínimo passaria a ser reajustado pela inflação
e o aumento pela variação do Produto Interno Bruto (PIB)
de dois anos antes.
Além disso, a política
prevê a antecipação da data base de sua correção,
a cada ano, até ser fixada em janeiro, o que acontecerá em
2010. "Em 1995, o salário mínimo comprava uma 1,02
cesta básica. No ano passado, ele correspondia a 1,74 cesta. É uma
diferença importante no poder de compra", afirma Karan.
O valor de R$ 465, no entanto,
ainda não é suficiente para atender às necessidades
de uma família composta por dois adultos e duas crianças. "O
salário mínimo ideal seria de R$ 2.141,08, o que é bem
distante do valor atual", diz.
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Gazeta do Povo, 22 de janeiro
de 2009
Copom
BC mostra agressividade contra recessão
e corta juro em 1 ponto
Redução ousada na Selic dá margem
a interpretação de que o Comitê de Política
Monetária teria errado a mão na reunião anterior,
quando manteve os juros básicos inalterados em 13,75% ao ano
O Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central decidiu ontem reduzir a taxa
básica de juros da economia brasileira em 1 ponto porcentual,
de 13,75% ao ano para 12,75% ao ano. Trata-se do maior corte de juros
promovido pelo BC desde dezembro de 2003, quando a Selic caiu de 17,5%
para 16,5% ao ano.
A decisão do BC ocorre
em um momento de forte desaceleração da economia brasileira
e em meio à pressão feita por empresários, sindicatos
e por membros do próprio governo. O corte ficou dentro das previsões
mais “otimistas” do mercado e do setor produtivo.
A taxa Selic está agora
abaixo do patamar em que estava até o dia 10 de setembro do ano
passado (13% a.a.), data em que o BC aumentou os juros pela última
vez, poucos dias antes do estouro da crise econômica – e
quando a inflação e o superaquecimento da economia começavam
a preocupar os membros do Copom. Apesar da queda, os juros reais brasileiros
permanecem como os maiores do planeta.
A maioria dos economistas já esperava
uma queda entre 0,5 ponto porcentual e 1 ponto porcentual. Na reunião
de dezembro, quando decidiu manter os juros inalterados, o BC havia informado
que parte da sua diretoria já pensava em realizar um corte.
Depois disso, uma sequência
de dados negativos sobre emprego, produção industrial e
vendas do comércio reforçou as apostas na queda dos juros.
Além disso, os principais índices de preços mostraram
queda na inflação ou até deflação,
o que abriu espaço para um corte maior.
Mesmo com a chegada da crise
ao Brasil, refletida principalmente na falta de crédito e queda
da demanda, a instituição vinha optando por manter a Selic
inalterada desde setembro do ano passado, temendo os impactos da alta
do dólar sobre os preços no país. Esse movimento
foi compensado, no entanto, pela queda na cotação de vários
produtos, como alimentos e petróleo no mercado internacional.
Previsões para o ano
Trata-se da primeira das oito
reuniões do Copom neste ano. Agora, os diretores do BC só voltam
a se reunir nos dias 10 e 11 de março. Até lá, já será conhecido
o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país)
do último trimestre de 2008, que deve mostrar o tamanho do impacto
da crise no Brasil.
De acordo com a pesquisa Focus,
realizada pelo BC com o mercado financeiro, os economistas esperam agora
uma sequência de novos cortes nos juros: para 12,50% em março;
11,75% em abril; 11,50% em junho; e 11,25% em julho. Depois disso, a
taxa só voltaria a cair em 2010, para 11% ao ano.
Mesmo prevendo queda nos
juros neste ano, o mercado financeiro aposta que o BC conseguirá trazer
a inflação para o centro da meta, que é de 4,5%,
devido à desaceleração da economia, que deve crescer
apenas 2% neste ano, segundo a pesquisa Focus do BC.

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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de janeiro de 2009 | Economia
Juros altos motivam protestos de trabalhadores
Joyce Carvalho
Um pedido pela redução na taxa de juros levou as centrais sindicais
para as ruas em todo o País. Em Curitiba, a manifestação
se concentrou no centro da cidade. Integrantes da Força Sindical do
Paraná, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
(CGTB) e União Geral dos Trabalhadores (UGT) se reuniram na Praça
Santos Andrade e caminharam até a sede do Banco Central (BC), na Avenida
Cândido de Abreu. As entidades queriam sensibilizar o Copom, que definiria
ontem a nova taxa Selic.
Além dessa manifestação,
o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba paralisou as atividades
em montadoras e outras empresas, na entrada dos turnos dos funcionários.
Durante o turno da manhã, as manifestações foram
realizadas em frente a quatro empresas que juntas empregam mais de 16
mil trabalhadores.
À tarde, as paralisações
atingiram as fábricas da Volks e da Bosch, onde foram realizadas
assembléias com a participação de cerca de dois
mil funcionários em cada empresa. As ações realizadas
ontem fazem parte de uma campanha nacional em defesa da manutenção
de empregos, diante da crise econômica internacional.
O presidente da Força
Sindical do Paraná, Sérgio Butka, comentou que as centrais
sindicais pedem uma redução de, pelo menos, 2% na taxa
de juros. “Juro menor e crédito mais barato podem fazer
com que a economia ande mais e assim é possível garantir
empregos”, explicou.
De acordo com ele, a paralisação
nas montadoras pretendia chamar a atenção do trabalhador
para não aceitar diminuição da jornada de trabalho
com redução salarial.
Zenir Teixeira, da CTB, lembrou
que a classe trabalhadora anda junto com a empresarial na briga por juros
mais baixos. Esta foi uma das propostas apresentadas pelas centrais sindicais
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início desta
semana.
“Também queremos
que todo o dinheiro público que seja investido nas empresas tenha
como contra-partida a não demissão dos trabalhadores. Não
seria justo”, avaliou. Em Brasília os manifestantes se concentraram
diante da sede do Banco Central, onde estava sendo realizada a reunião
do Copom, que discutia a nova Selic.
Entidades consideram que Copom
foi sensato
O presidente da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha
Loures, considerou um avanço a decisão do Comitê de
Política Monetária (Copom) de reduzir em 1 (um) ponto percentual
a taxa Selic.
Ele pondera, contudo, que haveria
espaço para o Banco Central ser mais ousado. “A melhor sinalização
de que há preocupação em evitar uma recessão
no País seria reduzir a Selic em 2 pontos percentuais”,
disse o empresário.
Segundo Rocha Loures, somente
uma mudança de atitude do governo para enfrentar a crise será capaz
de restabelecer a confiança da sociedade. “O momento é de
união contra a recessão e o governo precisa assumir o compromisso
maior de combater este risco propondo mudanças na política
monetária, que se mostra obsoleta para o momento que vivemos,
e promovendo a modernização da gestão pública”,
afirmou.
A Confederação
Nacional da Indústria (CNI) avaliou como “sensata e pragmática” a
decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic em um ponto porcentual. “Denota
a percepção da autoridade monetária em adequar a
política monetária aos instrumentos de enfrentamento da
crise econômica global e dos seus desdobramentos na economia brasileira,
que se mostram mais intensos que o esperado”, diz a entidade em
nota.
A redução da Selic,
avalia ainda a CNI, vai ao encontro da “necessidade e urgência
de se reduzir o custo do dinheiro, que se encontra em patamar extremamente
elevado e em desacordo com as necessidades dos agentes econômicos,
sejam eles empresas ou famílias”.
A avaliação da
confederação é de que a decisão atende aos
anseios da sociedade, representa um primeiro movimento e “que cortes
adicionais na taxa básica de juros deverão ocorrer proximamente”.
O presidente da Central Única
dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, disse que a redução
da Selic em 1 ponto é uma demonstração de responsabilidade
do Copom em relação ao atual cenário econômico.
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Folha de S.Paulo, 22 de janeiro
de 2009
Indústria e sindicatos aprovam
corte, embora "tardio"
DA REPORTAGEM LOCAL
Diante dos sinais de desaceleração
da economia brasileira, representantes da indústria, do comércio,
do mercado financeiro e dos trabalhadores aprovaram a decisão
do Copom de reduzir a taxa de juros e pediram mais cortes e outras
providências do governo para amortecer os efeitos da crise econômica
internacional no país.
" O Banco Central fez o que já deveria ter feito", disse Orlando
Diniz, presidente da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio
do Estado do Rio de Janeiro). "Essa queda é importante, ainda mais
no começo do ano, período em que os empresários do setor
decidem sobre novos investimentos e contratação ou efetivação
de temporários. Esperamos que essa decisão inaugure uma trajetória
declinante para os juros."
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) chamou a resolução
de "sensata e pragmática". "A redução vai
ao encontro da necessidade e urgência de reduzir o custo do dinheiro,
que se encontra em patamar extremamente elevado. Todavia, a queda da Selic
não é suficiente. São necessárias medidas que levem à diminuição
do "spread" bancário de modo a promover redução
mais expressiva da taxa de juros para os tomadores de crédito",
comentou a entidade em nota.
Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo), o Copom tem que ser mais rápido ao diminuir
os juros. "Não podemos esperar 45 dias para uma nova queda. O ideal é chegarmos,
o quanto antes, a 8% ou 9%. Só assim poderemos ser mais competitivos
na economia globalizada." Skaf defende, ainda, aumento dos investimentos
em infraestrutura e redução da carga tributária.
Walter Machado de Barros, presidente do Conselho de Administração
do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), ressaltou
que o BC atendeu às expectativas do mercado. "O corte de um ponto
na Selic será importante para diminuir a remuneração das
operações de tesouraria dos bancos, contribuindo para o crescimento
do volume de crédito no mercado."
Usando a mesma metáfora diversas vezes empregada pelo presidente do
Banco Central, Henrique Meirelles, para explicar a estratégia de política
monetária da instituição, a Força Sindical afirmou
que "o governo acertou no remédio, mas errou na dose".
" A queda anunciada é tímida e insuficiente para impulsionar
a economia", afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da entidade.
Desde o final do ano passado, os sindicatos vinham pedindo uma redução
de pelo menos dois pontos percentuais. "Considerando o necessário,
queda de um ponto é pouco. Porém, em face do conservadorismo
do BC e das pressões do mercado financeiro, que apostava em uma queda
menor, acreditamos que a pressão do movimento sindical contribuiu para
o índice anunciado hoje", destacou Artur Henrique, presidente da
CUT (Central Única dos Trabalhadores).
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Folha de S.Paulo, 22 de janeiro
de 2009
HABITAÇÃO
Material de construção terá incentivo
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A equipe econômica do governo
preparou duas medidas de estímulo à compra de materiais
de construção. As propostas que serão levadas ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva visam estimular o crédito
para pessoas físicas que pretendem construir ou reformar imóveis.
As propostas foram detalhadas pela líder do PT no Senado, Ideli Salvatti
(SC), depois de reunião na Secretaria de Política Econômica
do Ministério da Fazenda. O ministério não quis se pronunciar.
A primeira medida vai permitir que parte dos recursos destinados para microcrédito
seja usada no crédito para pessoas físicas comprarem material
de construção. Atualmente, 2% do compulsório sobre depósitos à vista
-cerca de R$ 2 bilhões- tem que ser destinado ao microcrédito
que financia o pequeno empreendedor. A mudança depende de resolução
do Banco Central.
A segunda proposta é desburocratizar o Construcard, produto oferecido
pela Caixa Econômica Federal para compra de materiais de construção.
Em nota divulgada ontem, a Caixa negou que a contratação do Construcard
seja burocrática, mas confirmou que é preciso ter um avalista
para tomar o empréstimo na modalidade com recursos do FGTS (Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço).
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de janeiro de 2009 | Economia
Previdência Social prevê déficit
de R$ 41 bilhões em 2009
Agência Estado
O ministro da Previdência Social, José Pimentel, informou nesta
quarta-feira (21) que a projeção do ministério para o
déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) em 2009 é de
R$ 41,1 bilhões, o equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto. Segundo
ele, a previdência urbana deve ter um déficit de R$ 1,3 bilhão,
enquanto a previdência rural, um resultado negativo de R$ 39,9 bilhões.
O ministro disse que, em 2010, o déficit da previdência urbana
deverá ser zerado.
Pimentel evitou fazer uma análise
detalhada sobre o impacto do fechamento de 654 mil postos formais de
trabalho em dezembro sobre as contas da Previdência. Ele preferiu
destacar o fato de que, mesmo com o desempenho ruim do mercado de trabalho,
o ano teve um saldo positivo de 1,4 milhão de empregos formais.
Ele também chamou a atenção para a trajetória
de crescimento das adesões ao Simples Nacional. Segundo o ministro,
as micro e pequenas empresas geram a maior parte dos empregos e, somente
em janeiro deste ano, está havendo uma adesão média
ao Simples de 15 mil empresas por dia.
O secretário de
Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou que ainda é necessário
esperar para que se tenha uma avaliação mais clara do
mercado de trabalho, antes de se discutir seus efeitos sobre as contas
da Previdência. "Não sabemos como será o comportamento
do mercado de trabalho em 2009", afirmou, acrescentando que agora
pode estar havendo uma queda do emprego, mas ao longo do ano o mercado
pode se recuperar. Apesar disso, Schwarzer prevê um "resultado
ruim" para as contas da Previdência em janeiro, por causa
de fatores atípicos. Entre eles, o pagamento de R$ 3 bilhões
em precatórios - praticamente a meta dos R$ 6,1 bilhões
previstos para todo o ano de 2009 -, e a redução da ordem
de R$ 700 milhões da arrecadação por causa da
postergação do recolhimento do Simples.
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Gazeta do Povo, 22 de janeiro
de 2009
Recursos
TCU vai auditar contagem populacional do
IBGE
Estimativa do instituto é usada para o
cálculo do Fundo de Participação dos Municípios,
verba repassada pela União para as cidades. Prefeituras contestam
dados
O Tribunal de Contas da União
(TCU) vai fazer uma auditoria nos dados divulgados anualmente pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a contagem
e estimativas populacionais em todo o país. A decisão foi
tomada ontem pelos ministros do tribunal. As informações
sobre o número de habitantes, repassadas pelo IBGE para o TCU,
são usadas para o cálculo do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM).
Os recursos do fundo são
a principal fonte de receita de 70% das prefeituras do Paraná.
O dinheiro é repassado pelo governo federal, conforme o número
de habitantes e a renda per capita. Por causa disso, a contagem populacional
determina quanto cada cidade deve receber. As mais populosas ganham mais.
Na última contagem do IBGE, várias prefeituras reclamaram
de erros do instituto, que teriam reduzido o número de moradores – o
que provocou diminuição dos repasses do FPM.
Em outubro de 2007, com a divulgação
dos dados finais da contagem do IBGE daquele ano, a Gazeta do Povo mostrou
que a estimativa apresentada pelo instituto ficou distante da expectativa
de uma de cada quatro cidades do Paraná. Levantamento feito naquele
ano pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP),
indicava que o estado perderia cerca de R$ 1 milhão por mês
em repasses federais do FPM por conta da contagem populacional feita
pelo IBGE. O estudo revelou que 29 prefeituras que perderam moradores
receberam menos recursos do fundo – 11 delas na região metropolitana
de Curitiba. Outras 22 cidades tiveram aumento de receita.
O município de Telêmaco
Borba teria sido prejudicado em 2007 com a possível falha do IBGE.
Na época, foram contados 65.760 moradores e a expectativa era
de 15 mil a mais. O então secretário municipal de Governo,
André Miguel Sídor Coraiola, afirmou que os dados seriam
contestados.
O presidente do TCU, ministro
Ubiratan Aguiar, disse que a auditoria será feita para verificar
possíveis falhas do IBGE quando da contagem do número de
habitantes. A previsão do tribunal é que o processo de
planejamento e execução desta auditoria seja concluído
ainda em 2009. Caberá à Secretaria de Macroavaliação
Governamental – um departamento especializado do TCU – avaliar
os procedimentos utilizados pelo IBGE na realização da
contagem e estimativas populacionais.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de janeiro de 2009 | Política
Estudo revela aumento nas faltas de
deputados em 2008
Agência Estado
Em ano de "recesso branco" na Câmara - quando muitos deputados
federais faltaram às sessões deliberativas para fazer campanha
política nos municípios -, o número de ausências
no plenário da Câmara aumentou em 2008. Levantamento divulgado
hoje pelo site Congresso em Foco, com informações da Secretaria
Geral da Mesa, mostra que houve uma média de 16% de ausências
dos parlamentares em sessões da Casa, 3 pontos porcentuais superior à média
de 13% constatada em 2007. De fevereiro a dezembro de 2008, período
de funcionamento da Câmara, foram registradas 7.643 faltas nas sessões
destinadas a votação. Desse total, 1.666 não foram justificadas
pelos deputados ausentes.
Em comparação com
2007, também aumentou o número de parlamentares que faltaram
a mais de um quarto das sessões deliberativas. Dos 513 deputados
que compõem a Casa, 93 tiveram participação menor
que 75% da sessões, 18 parlamentares a mais do que em 2007. Desse
grupo de 93 deputados, 24 eram candidatos a prefeito ou a vice-prefeito.
Caso os deputados fossem alunos, e não parlamentares, cerca de
um quinto deles estaria reprovado por faltas, segundo a Lei de Diretrizes
Educacionais do Ministério da Educação (MEC).
Os deputados que mais faltaram
foram Alberto Silva (PMDB-PI), Carlos Wilson (PT-PE), Custódio
Mattos (PSDB-MG), Nice Lobão (DEM-MA) e Ciro Gomes (PSB-CE). O
deputado mais idoso da Câmara, Alberto Silva (PMDB-PI), de 90 anos,
não participou de cerca de 87% das reuniões do plenário,
faltando em 83 das 96 sessões. A assessoria do parlamentar atribui
o elevado número de faltas a problemas de saúde.
Segundo o regimento da Câmara,
os deputados que estiverem ausentes a mais de um terço das sessões,
sem justificativa, estão sujeitos à perda de mandato, como
aconteceu com os peemedebistas Felipe Cheidde (SP) e Mário Bouchardet
(MG), em 1989. Entre os principais motivos justificados para as ausências,
os mais usados foram viagens ou saídas em missões oficiais.
Quem menos justificou as faltas foi o deputado Wladimir Costa (PMDB-PA),
com 26 ausências ainda não esclarecidas.
Presença
Já o número
de parlamentares que compareceram a todas as 96 sessões deliberativas
aumentou. Foram 16 deputados, nove a mais que em 2007: Antônio
Bulhões (PMDB-SP), Beto Faro (PT-PA), Eliene Lima (PP-MT), Emanuel
Fernandes (PSDB-SP), Flávio Bezerra (PMDB-CE), Gustavo Fruet
(PSDB-PR), Jofran Frejat (PR-DF), Leonardo Vilela (PSDB-GO), Manato
(PDT-ES), Mauro Nazif (PSB-RO), Paulo Rocha (PT-PA), Pedro Chaves (PMDB-GO),
Pedro Fernandes (PTB-MA), Pedro Wilson (PT-GO), Roberto Santiago (PV-SP)
e Tadeu Filippelli (PMDB-DF).
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Agência Brasil, 22
de janeiro de 2009
Garibaldi desiste de candidatura
ao Senado, em favor de Sarney
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB/RN), desistiu nesta terça-feira
(20), de tentar a reeleição, devido à praticamente certa
candidatura do senador José Sarney (PMDB/AP) à Presidência
do Senado no biênio 2009-2010. Segundo o senador, ele desistiu de entrar
na disputa porque a candidatura de Sarney tem menos riscos jurídicos.
"A candidatura dele [de
José Sarney] não apresenta o menor risco jurídico,
diferente da minha, que tem um certo risco", admitiu o senador Garibaldi
Alves, em entrevista.
Garibaldi Alves disse que, na
quarta-feira da próxima semana (28), a bancada do PMDB vai se
reunir, ocasião em que poderá ser oficializada a candidatura
de José Sarney.
Garibaldi disse que conversou
rapidamente hoje, por telefone, com Sarney. Ele relatou que Sarney disse
que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará neutro
nas eleições do Senado e da Câmara dos Deputados.
Sarney reuniu-se ontem à noite
com Lula, no Palácio do Planalto. Segundo Sarney, o presidente
Lula lamentou não haver um candidato de consenso da base aliada.
Isso porque o senador Tião Viana (PT/AC) também está na
disputa. Garibaldi disse, ainda, que aposta que Sarney ganha de Viana
na eleição, prevista para o dia 2 de fevereiro (uma segunda-feira).
"Acho que ele [Tião
Viana] é um bom candidato. Mas tenho preferência pelo Sarney.
Na disputa, acho que ele [Sarney] ganha", disse Garibaldi.
Ele disse que ficou um
pouco frustrado com a candidatura de José Sarney, porque não
vai poder dar continuidade ao trabalho à frente da Presidência
do Senado.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de janeiro de 2009 | Economia
Setor de eletroeletrônicos demite
três mil em dois meses
Agência Estado
A crise chegou ao setor de eletroeletrônicos e resultou na demissão
de cerca de três mil funcionários nos dois últimos meses
de 2008, conforme a Associação Brasileira da Indústria
Elétrica e Eletrônica (Abinee). A Abinee espera redução
no quadro de funcionários "pelo menos nos próximos dois
meses, com perspectivas de que se estabilize a partir de então",
de acordo com Sondagem Conjuntural divulgada nesta quarta-feira (21). No levantamento,
a associação informou que a indústria eletroeletrônica
registrou queda de 0,8% no nível de emprego em novembro, comparativamente
ao mês anterior, e de 1,04% em dezembro.
Com isso, o setor viu seu quadro
de colaboradores cair em três mil funcionários nos dois últimos
meses do ano passado, totalizando 162 mil empregados ao final de dezembro,
com a criação de seis mil empregos diretos no ano. Antes
da crise, a Abinee esperava fechar 2008 com 165,5 mil funcionários
no setor, gerando 9,4 mil empregos diretos, estimativa que não
se concretizou em virtude da crise financeira global.
De acordo com a divulgação
da Abinee, também foi relevante a queda de importações
de produtos eletroeletrônicos nos meses de novembro e dezembro
de 2008, comparativamente aos mesmos meses de 2007, de -0,6% e de -6%
respectivamente. Vale dizer que, entre janeiro e setembro de 2008, houve
um crescimento da ordem de 43%, também no confronto com igual
período de 2007.
Os setores que vêm
mantendo o ritmo de crescimento, no final do ano passado e no começo
de 2009, estão ligados às áreas de Geração,
Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica
(GTD), infraestrutura de Telecomunicações e de Materiais
Elétricos de Instalação destinados ao varejo.
Investimentos produtivos cuja carteira de encomendas foi fechada antes
do agravamento da crise também tiveram bom desempenho, segundo
a Abinee. A pesquisa da Abinee foi feita com 120 das 600 associadas.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de janeiro de 2009 | País
Concessão ágil de salário-maternidade
começa este mês
Agência Estado
O ministro da Previdência, José Pimentel, informou nesta quinta-feira
(22) que, a partir do dia 27, o governo vai passar a conceder também
em meia hora aposentadoria por tempo de contribuição e salário-maternidade.
A previsão inicial era que estes benefícios só teriam
esse atendimento mais ágil a partir de março. Neste mês,
já está valendo a concessão em até meia hora do
benefício de aposentadoria por idade.
Pimentel explicou, no entanto,
que, por conta da alta rotatividade no mercado de trabalho, a concessão
da aposentadoria por tempo de contribuição em meia hora
só deve beneficiar metade dos possíveis beneficiários,
aqueles que têm todas as informações disponíveis
no cadastro da Previdência. A outra metade continuará tendo
que apresentar "todo um saco de documentos" para obter o benefício.
No caso do salário-maternidade, Pimentel disse que a concessão
em meia hora ocorrerá em 100% dos casos.
Demissões
Pimentel admitiu que a medida
que instituiu a cobrança de contribuição previdenciária
no aviso prévio teve por objetivo dificultar demissões. "O
objetivo é desestimular demissões sem justa causa",
disse Pimentel, na primeira admissão de um integrante do governo
sobre o caráter da medida anunciada na semana passada. Ao ser
questionado sobre se não seria negativo incluir mais um custo
em um momento de crise, Pimentel respondeu: "A maior penalização é perder
o emprego. Nós tomamos essa medida para proteger o emprego".
A decisão de Receita Federal
de cobrar a contribuição previdenciária sobre o
aviso prévio indenizado, anunciada na semana passada, piorou ainda
mais o clima entre empresários e governo em torno do quadro de
aumento de demissões. Na avaliação de advogados,
a decisão deve provocar uma onda de ações preventivas
na Justiça para evitar autuações dos fiscais. A
cobrança está sendo considerada ilegal e inconstitucional
porque a legislação brasileira estabelece que a contribuição
ao INSS incide sobre o trabalho e o aviso prévio é uma
verba indenizatória.
Déficit
Pimentel avaliou como "bastante
positivo" o resultado do Regime Geral de Previdência Social
(RGPS) em 2008, que apresentou déficit de R$ 36,2 bilhões,
19,3% abaixo do resultado de 2007. Segundo ele, a combinação
de crescimento do emprego, ampliação das empresas inscritas
no Simples Nacional (o programa simplificado de recolhimento de impostos
para micro e pequenas empresas), que influenciaram no crescimento de
16,3% das receitas, e as medidas de gestão, que contiveram o crescimento
das despesas, foram as razões para que o déficit da Previdência
tivesse a maior queda desde 1995.
O secretário de
Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou que sobre o resultado
de dezembro, que teve superávit de R$ 1,7 bilhão, pesaram
as antecipações das datas do pagamento de 13º salário.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
22/01/2009
Médico não consegue comprovar
vínculo empregatício com clínica
Por não comprovar que
trabalhava subordinado à administração do Centro
Ortopédico Botafogo, no Rio de Janeiro, um médico ortopedista
contratado para prestar serviços como trabalhador autônomo àquela
clinica não obteve na Justiça o reconhecimento de vínculo
empregatício. A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou seu agravo de instrumento, que pretendia dar seguimento a recurso
de revista trancado pelo Tribunal Regional da 1ª Região (RJ).
O médico ajuizou a ação
em 2005, pedindo o reconhecimento de relação de emprego
com a clínica entre 1999 e 2004, tendo em vista que considerava
ser empregado subordinado às ordens do patrão. Alegou que
foi demitido sem justa causa, sem receber as verbas rescisórias
correspondentes. Embora a sentença tenha reconhecido o seu direito,
entendendo que “a atividade do médico estava inteiramente
inserida na atividade fim da clínica, o que já torna sua
atividade subordinada”, a empresa recorreu e o Tribunal Regional
reverteu a decisão por falta de provas.
Não concordando
com o arquivamento do seu recurso de revista para o TST, o médico
entrou com agravo de instrumento, mas a relatora na Quarta Turma do
TST, ministra Maria de Assis Calsing, informou que a decisão
regional estava correta, pois não houve violações
legais ou constitucionais que pudessem motivar sua reversão. “Ademais,
verifica-se, à toda evidência, que o que a parte pretende é o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
se mostra vedado em sede de recurso de revista pela Súmula nº 126
do TST”, concluiu a relatora. ( AIRR 1360/2005-020-01-40.5)
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