 |
Agência Senado, 28 de
Janeiro de 2009
Marcha de abertura do Fórum
reúne 50 mil em Belém
Acostumada com a grandiosidade
do Círio de Nazaré, festa religiosa que costuma reunir
na cidade em todo mês de outubro cerca de 1 milhão de visitantes,
a população de Belém assistiu tranquila à passagem
das 50 mil pessoas que participaram da marcha de abertura da 9ª edição
do Fórum Social Mundial, na tarde desta terça-feira (27).
Nem poderia ser diferente: o
clima do evento foi da mais absoluta descontração. Nem
mesmo a chuva que despencou sobre as cabeças dos manifestantes
de organizações de todo o mundo já no início
da caminhada - diz a lenda que, em Belém, nessa época do
ano, chove todos os dias, às 15h - foi capaz de silenciar os tambores
que tocavam os mais diferentes ritmos.
A diversidade da marcha chamou
a atenção da senadora Fátima Cleide (PT-RO).
- É uma emoção
muito grande ver a diversidade cultural e política aqui representada.
Eu tenho certeza que esse evento contribuirá, e muito, para que
o mundo se dê conta da vida inteligente que existe na Amazônia
e a necessidade que todos temos de formar uma grande corrente em defesa
desse patrimônio - disse.

Entre homossexuais e religiosas
de hábito que dançavam juntos sob a chuva, o clima era
mesmo de festa. Porém, para além da celebração,
o propósito do Fórum é chamar a atenção
para algumas questões sobre as quais nada há para se comemorar. É o
que lembrou o senador José Nery (PSOL-PA), que fazia parte da
comitiva pela erradicação do trabalho escravo.
- Temos a esperança de
que nossa participação nesse fórum se constitua
num importante movimento de apresentação para o universo
dessa tragédia que é a existência da escravidão
no Brasil, no sentido de ampliar a mobilização para a erradicação
dessa chaga social - disse.
O senador, presidente da Subcomissão
Temporária de Combate ao Trabalho Escravo do Senado, explicou
que um dos principais objetivos da Frente Nacional de Combate ao Trabalho
Escravo no FSM é ampliar o número de assinaturas de apoio à Proposta
de Emenda à Constituição 438/2001, que prevê o
confisco de terras onde sejam encontrados trabalhadores em situação
análoga à de escravo. Até agora, o movimento reuniu
cerca de 300 mil assinaturas.
Para o motorista de táxi
Jorge Morais da Silva, o balanço do dia de trabalho foi positivo.
- Eu acho importante a
sociedade civil se manifestar, reivindicar seus direitos, e se isso
puder acontecer assim, de forma pacífica, melhor ainda. Nós
vivemos em um mundo muito bonito, mas muito desigual - destacou.
|
Folha Online, 28 de Janeiro
de 2009
Mínimo de R$ 465, a partir de
fevereiro, está preservado, diz ministro
O ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo afirmou, nesta terça-feira (27), que o valor do salário
mínimo, a partir de 1º de fevereiro, será de R$ 465.
Segundo ele, este valor está preservado apesar da contenção
prévia de R$ 37,2 bilhões do Orçamento Geral da
União para 2009.
"Estamos preocupados com
a manutenção da renda e do emprego. Se tiver que tomar
medidas, vamos fazer", afirmou o ministro, lembrando que o Governo
Federal vai intensificar para executar mais medidas que visam a preservação
da qualidade de vida do trabalhador.
Bernardo destacou que nos próximos
dias será anunciado um programa de habitação destinado
aos trabalhadores que recebem até seis salários mínimos.
O ministro disse ainda que os investimentos nas estatais, como a Petrobrás
serão preservados também.
Por ordem do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, o Governo Federal também vai manter
sem cortes os projetos incluídos no PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento).
No entanto, os números
finais relativos ao contingenciamento em todos os setores do Governo
só serão anunciados em abril. De acordo com o ministro,
essa decisão foi tomada em decorrência das "incertezas'
do momento atual em função dos impactos da crise financeira
internacional.
A pedido de Lula deverão
ser preservados os setores de saúde, educação, ciência
e tecnologia, além de programas sociais. (Fonte: Folha Online)
|
Agência Diap, 28 de
Janeiro de 2009
Antônio Augusto de Queiroz*:
Oportunismo empresarial na crise
Os acordos só devem ser feitos em situações limites, em
que ficar comprovado o prejuízo ou a inviabilidade da empresa e, ainda
assim, com a garantia de emprego e direito à complementação
da "bolsa qualificação"
A retração da atividade econômica em decorrência
da crise financeira internacional, que afeta todos os países, inclusive
o Brasil, interrompeu, momentaneamente, a trajetória de geração
de empregos e renda e arrefeceu o movimento em favor da redução
da jornada sem redução de salário.
Esse desaquecimento da atividade
econômica, entretanto, tem estimulado alguns empresários
gananciosos a proporem a suspensão do contrato de trabalho, transferindo
a despesa de pessoal para o Governo, ou a flexibilização
de direitos, mediante chantagem aos trabalhadores, que são ameaçados
de demissão. Essa tática é triplamente vantajosa
para esses oportunistas.
Em primeiro lugar porque cria
a cultura da negociação para a redução de
direitos ou transferência de despesa para o Governo, no caso da
suspensão do contrato de trabalho para "qualificação".
Em segundo lugar porque evita
os custos de demissão, já que, passada a crise - que se
espera seja breve - teriam que recontratar esses empregados ou novos
trabalhadores para retomar o nível de produção anterior à crise.
Em terceiro porque ideologicamente
abriria um precedente importante na defesa da prevalência do negociado
sobre o legislado, ganhando força a campanha para flexibilização
ou mesmo a supressão de direitos trabalhistas.
Os trabalhadores, em geral, e
as entidades sindicais, em particular, como bem advertiu o Ministério
Público do Trabalho, devem estar atentos a essas manobras. E só devem
admitir acordos em situações limites, em que ficar comprovado
o prejuízo ou a inviabilidade da empresa e, ainda assim, com a
garantia de emprego e direito à complementação da "bolsa
qualificação" para que não haja redução
de salário no período de afastamento.
A postura do Governo de condicionar
os novos empréstimos subsidiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) à geração de emprego
deve ser apoiada e, se ficar comprovado que empresas beneficiadas com
recursos do banco demitiram precipitada ou imotivadamente, apenas para
manter suas margens de lucros, também devem ser punidas, com a
suspensão de futuros empréstimos.
As empresas que demitem ou suspendem
contratos apenas para preservar suas margens de lucros não estão
cumprindo sua função social e, em consequência, não
merecem receber qualquer ajuda financeira estatal nem creditícia
nem tampouco tributária. Essas, egoisticamente, são adeptas
da privatização dos lucros e da socialização
dos prejuízos.
O momento, portanto, é de
muita prudência e cuidado por parte das entidades sindicais para
evitar prejuízos aos trabalhadores. Não se pode admitir
qualquer negociação sem um exame minucioso de cada caso,
inclusive em relação a eventuais ajudas do Governo nos
campos tributário e creditício.
Poucas vezes na história
do País as empresas lucraram tanto quanto nos últimos seis
anos e é mais do que justo que evitem demissões nesse período
de crise, cuja superação tem sido parte do esforço
de todos os governos do mundo, com real destaque para o brasileiro, que
tem diariamente anunciado medidas para aliviar essa tormenta da economia. É consenso
que o País está em melhor situação para enfrentar
a crise e, assim, espera-se que sua extensão e duração
sejam menor e, portanto, passageira.
(*) Jornalista, analista político
e diretor de Documentação do Diap
|
TERRA, 28 de janeiro de 2009
Economia Nacional
Lula adia anúncio de pacote para
construção civil
Laryssa Borges
Direto de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu adiar, pelo menos por
ora, o anúncio de um novo pacote de medidas para conter os efeitos da
crise financeira mundial. A previsão era que o plano fosse anunciado
nesta quarta-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, e contemplasse
principalmente o setor de construção civil.
Segundo auxiliares do presidente,
Lula cobrou da equipe econômica mais garantia de que o Brasil possa
colher mais rapidamente os efeitos dos anúncios. A avaliação é de
que as propostas contra a crise apresentadas por Mantega, que incluiriam
um programa de estímulo à construção da casa
própria para população de baixa renda, ainda não
estão "maduras" o suficiente para se tornarem públicas.
Na próxima semana, o presidente
deve debater a possibilidade de anunciar novas medidas em uma reunião
sobre reforma urbana e déficit habitacional com representantes
da Central dos Movimentos Populares (CMP), da Confederação
Nacional das Associações de Moradores (Conam), do Movimento
Nacional de Luta por Moradia (MNLM), da União Nacional por Moradia
Popular (UNMP) e do Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU).
Apesar do adiamento das propostas,
Guido Mantega relatou nesta segunda-feira ao presidente, durante a reunião
semanal de Coordenação Política, os efeitos positivos
do anúncio de capitalização de R$ 100 bilhões
para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
consolidado na semana passada, e da aprovação do plano
de investimentos da Petrobras no valor de US$ 174 bilhões até 2013.
De acordo com interlocutores
do governo, o efeito das medidas, se ainda não verificados na
prática, já representa uma conseqüência "psicológica" favorável
no combate à insegurança gerada pela crise mundial.
|
INFONET, 28 de janeiro de
2009 | Economia
Construção civil já sofre
com a crise
Apesar do desaceleramento, muitos acham que
não há motivos para preocupação, pelo
menos até o momento
E então, a crise já chegou a que setores da economia em nosso
Estado? Pelo menos um pouquinho dela já bate às portas da Construção
Civil. O Presidente do Sinduscon, o sindicato da classe, sr. Ubirajara Madureira
Rabelo, nos dizia que o mercado de imóveis de luxo está praticamente
parado. O mercado para a classe média ou para os populares, ainda funciona
bem. Não há obras paralisadas, mas o escriba pode constatar que
os lançamentos estão mais lentos.
Mas, aí o sr. Tarcisio
Teixeira, um dos dois homens fortes da Norcon, nos dizia que este período,
entre dezembro e janeiro, é normalmente fraco para a área.
Muitos operários entram de férias, as empresas estão
fazendo as contas do ano anterior, de modo que o mercado só se
aquece a partir de março. Ele acha que não há motivos
para preocupação, pelo menos até o momento.
O Presidente do Sinduscon mostrava-se
otimista porque o próprio governador declarou, em almoço
na FIES, antes do natal, que o Estado tem 750 milhões de reais
para investir em atividades produtivas. Mas chamou a atenção
de Sua Excelência, o dr. Déda: "O governador tem que
acelerar o seu programa de governo. É que a eleição é no
próximo ano. E até as eleições de 2010 tem
dois invernos pela frente, fora o período eleitoral onde não
se pode contratar obras novas".
O escriba então questionou: "E
por que o programa de construção do governo não
anda?". "Há excesso de burocracia. Tudo vai parar na
PGE (Procuradoria Geral do Estado). Logo...", afirmou Ubirajara
Madureira.
Por Ivan Valença
|
DCI, 28 de janeiro de 2009
CONSTRUÇÃO
Construção civil defende
menos impostos e mais crédito
Agência Brasil
BRASÍLIA - O pacote de medidas para alavancar a construção
civil, que deve ser anunciado pelo governo no próximo mês, está gerando
expectativas entre trabalhadores e empresários. Em entrevista à Rádio
Nacional o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes
de Materiais de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, disse
que o setor espera a redução de impostos e acesso facilitado
ao crédito.
De acordo com Conz, a geração
de empregos é o maior incentivo para que o governo libere o pacote. "Tudo
aquilo que envolve a indústria de material de construção
civil necessita de mão-de-obra."
Conz lembra que “há dois
anos o governo reduziu o IPI dos materiais de construção
e o resultado foi extraordinário". Segundo ele, a continuidade
da redução da carga tributária feita pelo governo
federal ajudará o setor a se manter. Ressaltou ainda que os estados
também precisam contribuir com a diminuição do ICMS,
considerado por ele como o imposto mais pesado.
O presidente da Anamaco disse
que a construção civil tem uma enorme capacidade de expansão.
Isso porque, assinalou, o Brasil tem um déficit de quase 8 milhões
de casas. Além disso, ressaltou, 77% das casas construídas
precisam passar por reforma”.
|
Agência Informes, 28
de Janeiro de 2009
Juros devem encerrar o ano em 11%,
menor patamar da história
Expectativa de analistas aponta que a taxa básica de juros deva encerrar
2009 em 11%, o que seria o patamar mais baixo desde que o Banco Central passou
a divulgar meta para a taxa Selic (taxa básica de juros) para fins de
política monetária, em março de 1999. Segundo o boletim
Focus publicado, nesta segunda-feira (26), pelo BC, os analistas modificaram
a previsão para os juros, que até o relatório anterior
estava em 11,25%.
Na semana passada, o Copom (Comitê de
Política Monetária) surpreendeu o mercado ao cortar a taxa
Selic em um ponto percentual, para 12,75% ao ano, diante do desaquecimento
da economia interna e a onda de demissões na indústria
brasileira. Para 2010, a projeção também caiu. O
mercado espera juros em 10,75% no ano que vem, contra os 11% da estimativa
anterior.
Os analistas diminuíram
a perspectiva para a inflação em 2009 pela segunda semana
seguida. A projeção é de que o Índice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se situe em 4,64% neste ano
em vez dos 4,80% aguardados antes. Desta vez, a previsão está bem
próxima do centro da meta, que é de 4,5%.
Para 2010, as projeções
estão estacionadas no centro da meta do governo, em 4,50%, há 34
semanas. Para os demais índices de preços, a estimativa
também foi reduzida. A expectativa para o IGP-DI de 2009 saiu
de 4,91% para 4,49%, enquanto a projeção para o IGP-M caiu
de 4,77% para 4,41%. Sobre o IPC-Fipe, os agentes estimam que o índice
avance 4,50% em vez de 4,54%.
Segundo o Focus, os analistas
esperam que o dólar comercial encerre o ano a R$ 2,30, sem mudança,
e terminará janeiro em R$ 2,35, pouco acima da estimativa passada,
de R$ 2,33. Para o encerramento de 2010, a mediana das expectativas dos
analistas aponta dólar a R$ 2,28, repetindo o prognóstico
contido no boletim anterior.
O mercado financeiro manteve
estável a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB) em 2009 em 2%. Para o próximo ano, a previsão é de
que a economia brasileira tenha expansão de 3,80%, pouco menos
do que os 3,90% aguardados anteriormente.
Em termos de produção
industrial, a projeção média foi reduzida de alta
de 2,15% para 2% em 2009 e de 4,30% para 4,05% nos 12 meses à frente.
Na balança comercial, a previsão é de superávit
de US$ 14,5 bilhões em 2009, sem alteração. A conta
de transações correntes do País deve encerrar este
exercício com déficit de US$ 25 bilhões, também
igual ao do levantamento precedente.
Na avaliação do
deputado Pedro Eugênio (PT/PE), a análise do empresariado
reflete um certo conservadorismo em algumas estimativas, como o crescimento
da economia em 2%.
"O empresariado tende a
ser mais pessimista no crescimento econômico. Se os empresários
avaliarem mais objetivamente, considerando separadamente os setores exportadores,
que são os que sofrem mais impacto direto da crise, verão
que seus planos de investimento deverão continuar em 2009 e que
nossa taxa de crescimento deverá ser maior do que 2%. Já ouvimos
uma taxa de 4%, que é a estimativa da equipe econômica do
governo", avaliou.
Outro ponto a ser destacado,
disse, é a previsão de queda na taxa de juros. Segundo
Pedro Eugênio, há espaço para uma redução
ainda maior da taxa Selic.
"O BC tende a ser
conservador, mas há espaço para uma redução
maior da nossa taxa. Temos de ter referências na inflação,
na qual a expectativa do mercado é correta - a inflação
ficará dentro da meta, inclusive devido à redução
do ritmo de expansão da economia - mas também temos de
olhar as taxas de juros internacionais, que estão mais baixas
do que nunca, se aproximando de zero em alguns países",
afirmou. (Fonte: Agência Informes)
|
O ESTADO DO PARANÁ,
28 de janeiro de 2009 | Economia
Falta de crédito é o
maior problema causado pela crise
Agência Brasil
A escassez de crédito na economia nacional foi apontada nesta terça-feira
(27), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o principal problema
do Brasil causado pela crise econômica internacional. Segundo ele, o
país precisa ajustar seu nível de crédito para que o consumo
esteja garantido.
"Ainda precisamos ajustar
o crédito nos bancos públicos e privados para fazer a economia
girar", disse Lula, em entrevistra coletiva, após visita
ao Hospital Sírio-Libanês, onde esteve com a equipe médica
que assiste o vice-presidente José Alencar, operado domingo (25).
De acordo com o presidente, a
economia brasileira está melhor posicionada que outras economias
no mundo, porém o momento atual "é excepcional e,
por isso, todos precisam se adquar à atual situação,
inclusive os bancos. É preciso adequar as taxas de juros ao momento
do Brasil e do mundo".
O presidente garantiu que
todos os investimentos públicos serão realizados e que,
se houver algum de corte, será na despesa de custeio do governo.
|
Folha de S.Paulo, 28 de Janeiro
de 2009
Carga tributária vai a 35,15%
do PIB, estima especialista
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A carga tributária de
2008 somou 35,15% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo os cálculos
do especialista em contas públicas Amir Khair, feitos a pedido
da Folha. A carga tributária é uma estimativa do peso dos
impostos sobre toda a produção nacional e o ganho dos trabalhadores
em um ano.
Em 2007, a carga tributária foi de 34,79% do PIB. Se a estimativa de
Khair se confirmar, o peso dos impostos sobre as riquezas do país terá crescido
0,36 ponto percentual no ano passado.
O resultado oficial da carga tributária de 2008 será divulgada
pela Receita Federal, o que ainda não tem data para acontecer. A cada
ano, a Receita posterga mais o anúncio desses números. A divulgação
costumava ser feita entre abril e julho do ano seguinte. A carga tributária
de 2007 só foi conhecida em dezembro do ano passado.
Desde 2003, a carga subiu mais de quatro pontos percentuais. No primeiro ano
do governo Lula, o recolhimento de tributos federais, estaduais e municípios
representava 31,41% do PIB.
Apesar da alta no resultado global de 2008, o especialista acredita que houve
queda na carga tributária do governo federal ao longo do ano passado.
Ele disse que, apesar do aumento no recolhimento de tributos federais, de 7,6%
acima da inflação, o crescimento não superou a alta do
PIB nominal no período. Com isso, a carga da União pode ter caído
em 0,04 ponto, para 24,31% do PIB.
O vilão do peso dos impostos do ano passado, para Khair, foram os Estados,
com aumento de recolhimento do ICMS. Ele estima que a carga dos Estados subiu
de 8,90% em 2007 para 9,27% em 2008.
Os municípios, pelos cálculos, tiveram aumento de 0,04 ponto
de carga, para 5,5%.
" A União registrou uma ligeira queda de carga no ano passado. Esse
dado será um surpresa. Desta vez, o carro-chefe de aumento serão
os Estados", afirmou Khair. (JR)
|
Folha de S.Paulo, 28 de Janeiro
de 2009
AL perderá 2,4 milhões
de empregos, diz OIT
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A crise internacional deverá anular
a expansão do mercado de trabalho na América Latina e Caribe
em 2008, fazendo com que a taxa de desemprego ao final deste ano retorne
ao patamar de 2007.
Isso significa que o número de trabalhadores desempregados da região
aumentará até 2,4 milhões pessoas em 2009.
A previsão faz parte da análise que a OIT (Organização
Internacional do Trabalho) divulga anualmente sobre o comportamento do mercado
de trabalho. Segundo o Panorama Laboral de 2008, a taxa de desemprego caiu
de 8,3%, em 2007, para 7,5% nos países da América Latina e Caribe
no ano passado. Para 2009, projeta-se que o índice volte, no pior cenário,
para 8,3%.
" Se isso se concretizar, será sem dúvida um retrocesso. Em
2008, chegamos ao nível mais baixo de desemprego na região desde
1992, depois de cinco anos contínuos de resultados positivos, com queda
nas taxas. Infelizmente, detectamos sinais de que a crise chegou ao mercado de
trabalho", afirmou a representante da OIT no Brasil, Laís Abramo.
Na avaliação da organização internacional, mulheres,
negros e jovens são os mais expostos a riscos e, em um quadro de crise,
são os primeiros a perderem suas vagas. "E os que mais têm
dificuldades para depois recuperá-las", disse Abramo.
Além disso, afirmou ela, há uma tendência à precarização
das relações de trabalho em situações turbulentas
como a atual. "A solução para a crise não pode ser
a precarização do trabalho. Isso tem um efeito mais negativo
ainda para acentuar o processo de desaceleração da economia",
disse a representante da OIT ao comentar a discussão entre empresários
e trabalhadores brasileiros sobre a redução da jornada de trabalho
e de salários.
Pico
Embora desde setembro a crise venha causando estragos no mercado de trabalho
latino-americano -no Brasil, em especial nos meses de novembro em dezembro-,
a OIT avalia que ainda não é possível afirmar se o pico
das demissões já passou. Em dezembro, o Brasil perdeu mais de
654 mil postos com carteira assinada.
As projeções do Panorama Laboral referem-se ao mercado de trabalho
formal e informal, mas não há dados por país. Para a organização,
porém, o Brasil se encontra em situação mais favorável
do que seus vizinhos para atravessar a crise.
Ontem Abramo se reuniu com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para apresentar
o Panorama Laboral e discutir medidas anticrise.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
28 de janeiro de 2009 | Economia
Japão aprova pacote que inclui
distribuição de dinheiro
Agência Estado
O parlamento japonês aprovou um plano de estímulo extra de 4,786
trilhões de ienes (US$ 54 bilhões, ou R$ 125 bilhões)
após diversas semanas de impasse político a respeito do pacote,
mas grande parte dos recursos dependerá da formulação
de uma legislação que deve levar mais algumas semanas para ser
aprovada.
Qualquer atraso na execução
das medidas, que incluem um plano controverso de distribuição
de 2 trilhões de ienes (US$ 22,5 bilhões, ou R$ 52 bilhões)
em dinheiro, seria prejudicial para o impopular governo do primeiro-ministro
Taro Aso. Oposicionistas afirmam que isso seria um desperdício
de recursos, que poderiam ser aproveitados em outras áreas.
A aprovação do
pacote permite que o governo execute algumas medidas que não requerem
novos recursos imediatamente ou mudanças na lei, como por exemplo
a distribuição de 250 bilhões de ienes para os governos
locais com o objetivo de incentivar a criação de empregos,
o aumento da capacidade de garantir e de conceder empréstimos
a pequenas empresas e a ampliação do limite de recursos
públicos que o governo pode injetar em bancos.
No entanto, sem a aprovação
de outras quatro leis para regular os gastos, o governo não pode
colocar em prática o sistema de distribuição de
dinheiro, um corte de 500 bilhões de ienes nos pedágios
de rodovias e outras medidas que seriam financiadas pelo pacote, como
uma provisão que prevê o acesso a reservas de 4,158 trilhões
de ienes de uma conta especial.
As contas especiais, que são
gerenciadas separadamente do orçamento nacional, geralmente são
designadas para projetos especiais e que utilizam fontes de recursos
específicas e precisam de emendas legais que permitam ao governo
utilizar os recursos como bem entender.
|
BEM PARANÁ, 28 de
janeiro de 2009 | Economia
Mercado
Saiba como garantir o seu emprego em
tempos de crise
Especialista dá dicas para trabalhadores,
que cada vez têm mais medo
Ana Paula Ehlert
A crise econômica mundial deverá atingir com mais força
que o esperadoos empregos urbanos na América Latina e no Caribe em 2009.
De acordocom o Panorama Laboral, estudo divulgado anualmente pela OrganizaçãoInternacional
do Trabalho (OIT), a expectativa é de que cerca de 2,4milhões
de pessoas percam os empregos na região em 2009.
Dados do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE), do mês de dezembro de2008, apontam o
fechamento de 654 mil vagas no País. Ainda assim, oestoque de
empregos formais do Brasil está em 30.418.394 postos.
No Paraná foram 49.822 postos a menos. As demissões foram maiores
naindústria da transformação, que no Estado fechou o ano
com o fechamentode 25,4 mil postos.
O estudo, apresentado ontem em Brasília, mostra que o ciclo de reduçãodo
desemprego, que vinha se desenhando nos últimos cinco anos, vaichegar
ao fim em 2009. Desde 2003, quando o nível de desocupação
naAmérica Latina e no Caribe atingiu o patamar de 11,2%, o indicadorvinha
caindo e chegou a 7,5% no último ano.
Dicas — Apesar destas notícias que tem circulado sobre o mercado
detrabalho, Marcelo Albrileri, presidente da Curriculum.com.br, afirmaque o
brasileiro da classe média e da classe baixa não depende decrédito
financeiro na sua vida pessoal como os americanos e oseuropeus. Ele cita ainda
o consumo de fim de ano como outro fatorimportante para ajudar o Brasil a lidar
com os reflexos da crisemundial.
“ No entanto, do outro lado, as exportações continuam caindo
e setorescomo o automobilístico e o de eletroeletrônicos, por exemplo,
jádemonstram grande queda de faturamento. Tudo isso faz com que a cadeiaprodutiva
sofra, causando desaceleração e, conseqüentemente,desemprego”,
argumenta.
O executivo acredita que muitas demissões ainda estão por vir,ressaltando
que o cenário para o início de março é preocupante,
sendoque após o Carnaval a situação fique ainda mais complicada.
Por isso,Albrieri dá as dicas do quadro ao lado.
Dicas
Para manter o emprego
1. A primeira de todas é em
relação às suas finanças pessoais. Cuidadocom
seus gastos. Evite adquirir coisas supérfluas neste período.Cuidado
com as promoções e liquidações: é normal
haver muitas emperíodos de crise, pois há dificuldade em
vender. Planeje seus gastos etente manter-se coerente com o que foi planejado
o máximo possível.
2. Se você ainda está empregado
e tem uma entrada de caixa periódica,crie reservas e tente criar
entradas de caixa alternativas. Guardequalquer quantia de dinheiro.
3. Em épocas de crise,
as idéias acontecem. Enquanto alguns choram,outros vendem lenços.
Coloque sua imaginação e criatividade parafuncionar, analise
as oportunidades que podem aparecer e veja como vocêpode se beneficiar
delas. Faça este exercício de verdade e verá, porincrível
que pareça, que elas existem e estão ao seu alcance.
4. Nunca desanime. Deixe o lado negativo do lado de fora e não o deixeentrar.
Leve otimismo para quem contrata e para seus contatos.
5. Mantenha-se informado. Jornal é barato e ler notícias pela
Internet,se você já tiver uma conexão, não custa
nada. Informação nestesmomentos é muito importante e pode
ser uma fonte de inspiração, além deajudar a manter-se
informado sobre o mercado e as vagas anunciadas.
6. Considere as hipóteses
de trabalho em regime de prestação deserviços ou
em outros ramos de atividade ou segmentos do mercado. É umaforma
de manter o custo fixo em dia e não entrar em dívidas.
Isso podeser apenas temporário.
7. Se ainda está empregado,
mantenha sua empregabilidade em alta.Busque atualizar-se sempre, principalmente
com assuntos relacionados aoseu cargo, profissão ou ramo de atividade.
Seja conhecedor dasnovidades do meio e participe de feiras, workshops
e palestras. Leialivros e periódicos relacionados e acesse sites
relacionados, bem comofóruns e grupos de discussão. Busque
tornar-se uma referência em seumeio.
8. Mantenha seu networking ativo
e em expansão.
9. Quando estiver diante de uma
oportunidade real de emprego, demonstreflexibilidade na hora da negociação
salarial. Há outros candidatos quepodem estar dispostos a aceitar
a vaga por um salário menor. Talveznesta hora possa tentar um
acordo para renegociar o salário após umperíodo
de experiência ou um período mais longo.
10. Demonstre energia, proatividade
e foco em resultados. Empresastambém passam por dificuldades e
precisam conseguir resultadospositivos para se manterem. Mostrar essas
qualidades demonstrará umapostura totalmente alinhada com o momento
dela.
11. Se estiver empregado, ao perceber que sua empresa passa pordificuldades,
procure pensar o que sua empresa poderia fazer dediferente. Às vezes
você se encontra numa posição que lhe permite vercoisas
que seus superiores não estão vendo. Uma boa idéia podesignificar
uma redução de custos ou uma oportunidade de ganho ainda nãopercebida.
Crie uma comunicação educada, bem-estruturada e comuniqueseu
superior. Isso pode melhorar sua posição dentro da empresa ou
atémesmo salvá-la.
12. Não negligencie sua saúde. Você precisará de
muita energia edisposição. Lembre-se que esse momento é muito
comum. Evite osentimento de culpa. Utilize o passado apenas como referência
paramelhorar, e não para se culpar.
Fonte: Curriculum.com.br
|
Agência Brasil, 28 de
Janeiro de 2009
Lula: trabalhador será avisado
sobre direito de aposentadoria
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse, nesta terça-feira (27), que o Ministério
da Previdência Social passará a enviar, em junho próximo,
comunicados aos trabalhadores informando sobre o direito de aposentadoria.
Segundo Lula, quem trabalha na área
rural também poderá obter em 30 minutos a aposentadoria
nos postos de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A concessão de benefícios em 30 minutos começo a
funcionar neste mês.
"A partir de junho vocês
vão receber em casa, quem atingir o direito de se aposentar, um
comunicado da Previdência dizendo que o cidadão já atingiu
a idade de se aposentar, já atingiu o tempo de contribuição,
que o seu salário será ‘tanto' e, portanto, ele tem
a opção de querer ou não se aposentar, ou querer
continuar trabalhando um pouco mais. Esse já é um comprometimento
público que eu estou fazendo aqui para os companheiros da Previdência
Social", afirmou.
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva esteve em São Paulo para inaugurar uma agência
da previdência social, em cerimônia pelos 86 anos do sistema
previdenciário do Brasil. Acompanhado da ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Roussef, e do ministro da Previdência, José Pimentel,
Lula afirmou que o sistema de previdência só tende a melhorar.
Lula classificou o antigo sistema
da Previdência como um "sacrifício". "Investimos
R$ 280 milhões para modernizar a Dataprev [Empresa de Tecnologia
e Informações da Previdência Social]. Criamos um
call center [serviço de atendimento ao usuário] e contratamos
mais de cinco mil peritos".
Segundo Lula, o governo
está apenas "retribuindo ao contribuinte a cidadania a
que ele tem direito. Se, para cobrar, nós somos tão precisos,
temos que chegar próximo à perfeição para
prestar os nossos serviços", disse o presidente. (Fonte:
Agência Brasil)
|
Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
27/01/2009
Consulado americano não consegue
reverter bloqueio de conta no TST
O Tribunal Superior do Trabalho
negou provimento ao recurso ordinário da Missão Diplomática
dos Estados Unidos da América em Pernambuco, que pretendia suspender
penhora de bens para o pagamento de débitos trabalhistas. Na prática,
a Sessão Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2)
do TST manteve a extinção do mandado de segurança
impetrado pelos EUA e o bloqueio de contas-correntes determinados pela
Justiça do Trabalho de Pernambuco.
Por decisão do juiz da
7ª Vara do Trabalho de Recife (PE), foram bloqueados R$ 766.425,37
de contas-correntes da missão diplomática com o objetivo
de assegurar o pagamento de condenação em ação
trabalhista contra o Consulado americano na capital pernambucana. No
Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco, os Estados Unidos alegaram
que esse dinheiro era destinado à manutenção das
atividades essenciais da missão no Brasil e, portanto, seriam
impenhoráveis. Pediram o desbloqueio das contas, a liberação
dos valores e a cassação da decisão de primeiro
grau por desrespeito às regras internacionais.
O juiz relator do caso entendeu
que a procuração do advogado no mandado de segurança
era irregular, redigida em língua estrangeira e sem versão
em português firmada por tradutor juramentado. Além disso,
a parte não indicou o litisconsorte necessário. Por essas
razões, o relator extinguiu a ação sem analisar
o mérito. A missão diplomática ainda tentou reverter
a decisão no próprio TRT/PE. Mas, ao julgarem o agravo
regimental, os juízes concordaram com o relator de que os requisitos
citados são imprescindíveis para o processamento do mandado
de segurança.
No recurso ordinário contra
o agravo regimental apresentado ao TST, os Estados Unidos insistiram
na ilegalidade da penhora e na necessidade de liberação
dos valores – sem sucesso. Para o relator, ministro José Simpliciano
Fernandes, o mandado de segurança da missão americana possui,
de fato, falhas que não podem ser ignoradas pelo julgador. Inicialmente,
a parte não juntou documentos considerados fundamentais para o
exame da ação, a exemplo do ato contestado e da prova do
referido bloqueio bancário, além de anexar cópia
de despacho não autenticada.
De acordo com o ministro,
se o julgador constatar irregularidades como essas, deve extinguir
o processo, sem analisar o mérito, por faltarem elementos essenciais
para prosseguir a ação. Ainda segundo o relator, esse
entendimento não ofende princípios constitucionais nem
tratados internacionais. Por fim, os ministros da SDI-2 decidiram negar
provimento ao recurso ordinário dos Estados Unidos, já que
o mandado de segurança em discussão deve ser considerado
extinto. ( ROAG – 628/2007 – 000-06-00.7)
|