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Gazeta do Povo, 4 de março
de 2009
Seleção
Empresas não podem cobrar por vagas
Para evitar golpes, orientação é para
que o candidato procure informações sobre a empresa
contratante na internet e com a sua rede de contatos
Fique atento se você receber
um convite para fazer uma entrevista de emprego e tiver que pagar por
ela. Há grandes chances de você estar sendo vítima
de um golpe. Embora seja comum ouvir histórias de gente que se
deparou com essa situação, a prática de cobrar por
uma vaga é ilegal e deve ser denunciada.
“Não há como
comprar uma vaga de trabalho. Não existem garantias de que um
emprego possa realmente ser da pessoa. Por isso, esta relação
de compra e venda é ilícita”, diz a gerente da empresa
de recrutamento Allis S.A., Fernanda Brunetto.
O golpe normalmente ocorre por
meio de uma ligação para profissionais que cadastraram
currículos em sites da internet. Por telefone, a pessoa recebe
a informação de que há uma vaga com as características
do seu perfil e, para garanti-la, é preciso que ela se apresente
na empresa de recrutamento. No local, o profissional é informado
que deve pagar para ter a vaga.
Fernanda lembra que empresas
idôneas de recrutamento costumam oferecer serviços aos profissionais
que buscam uma recolocação. Mas isso é bem diferente
do que cobrar por uma vaga. O trabalhador pode, por exemplo, pagar para
cadastrar um currículo, para que assim, várias empresas
tenham acesso aos dados. “Ou a pessoa pode contratar um trabalho
de outplacement, por exemplo”, explica a gerente.
O outplacement é um serviço
de recolocação no mercado de trabalho. Com uma consultoria
especializada, o profissional tem seu currículo revisto para um
direcionamento na carreira. Fernanda explica que neste trabalho, as empresas
de consultoria são pagas para ajudar o trabalhador a reavaliar
suas pretensões. “Há um trabalho de networking para
avaliar os contatos profissionais e focar no que é mais interessante
para a pessoa”, diz. “Além de saber mais sobre o perfil
de empresas que possam ter interesse em contratá-la.’
Cuidado
Para evitar qualquer tipo de
golpe ao receber uma proposta de emprego, Fernanda sugere que o candidato
pesquisa sobre a empresa que ofereceu a vaga. “Em uma busca rápida
pela internet, podemos descobrir se a empresa é séria ou
não. E com a própria rede de contatos, podemos nos informar
e identificar se uma proposta vale a pena”, diz. “Também é preciso
prestar atenção no momento em que contratar uma empresa
para cadastro de currículos ou recolocação.”
A Superintendência Regional
do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) confirma que a venda
de vagas é considerada falsa promessa de emprego. A orientação
do órgão é que os trabalhadores desconfiem de promessas
fáceis de emprego, principalmente com classificados e anúncios
de internet.
Serviço
Para saber se uma empresa de
recrutamento é séria, o profissional pode verificar se
ela está integrada à seccional local da Associação
Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). O site da seccional da ABRH no
Paraná é www.abrh-pr.org.br.
A Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) também
recebe denúncias sobre a venda de vagas. A SRTE/PR fica na Rua
José Loureiro, 574, no Centro de Curitiba, e as senhas para
atendimento são distribuídas a partir das 7h30.
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Fonte: The New York Times
Obama muda relação governo-movimento
sindical
Enviada por e-mail (SERATHIUK)
John Sweeney, o principal líder sindical dos Estados Unidos, muitas
vezes se queixa de que foi convidado a visitar a Casa Branca apenas uma vez
nos oito anos de governo de George W. Bush — e que isso só aconteceu
a pedido do Vaticano, durante uma visita do Papa Bento XVI.
Se um indicador for necessário
quanto à proximidade muito maior entre os sindicalistas e o presidente
Barack Obama do que era o caso no governo de seu predecessor, o número
de visitas de Sweeney, presidente da central sindical AFL-CIO, à Casa
Branca desde a posse de Obama bastaria: pelo menos uma por semana, para
recepções, assinaturas de leis e uma reunião sobre
responsabilidade fiscal.
Obama deixou os sindicalistas
felizes ao promulgar quatro ordens executivas que favorecem os trabalhadores
e revertem decisões da era Bush.
Ele também apontou uma
presidente pró-sindicalista para o Conselho Nacional de Relações
do Trabalho e conduziu ao posto de secretário do Trabalho um descendente
de sindicalistas.
Mas essas mudanças preocupam
as empresas norte-americanas, especialmente por Obama ter sinalizado
que pressionará por legislação que expanda as fileiras
emaciadas dos sindicatos, ao facilitar a sindicalização
de trabalhadores.
Os líderes trabalhistas
esperam que o vice-presidente Joe Biden exponha os planos de trabalho
do governo quando ao plano na quinta-feira, quando ele deve discursar
em uma assembléia da AFL-CIO em Miami Beach, Flórida.
Quaisquer dúvidas que
os líderes sindicais pudessem ter sobre Obama desapareceram semanas
atrás, quando, ao anunciar a formação de um novo
grupo de trabalho para estudar a situação da classe média,
ele declarou que “não vejo o movimento trabalhista como
parte do problema. Para mim, ele é parte da solução.
Não se pode ter uma classe média forte sem um movimento
trabalhista forte”.
Sweeney e muitos outros líderes
trabalhistas ficaram encantados.
“É como a diferença
entre o dia e a noite, ter um presidente que acredite em ajudar os trabalhadores
a ganhar poder”, disse Sweeney.
“Vejo Obama como o presidente
mais favorável ao sindicalismo desde John Kennedy, já o
comparei até a Franklin Roosevelt”.
Mas os republicanos e os líderes
empresariais parecem menos felizes.
Queixam-se de que Obama está simplesmente
pagando os sindicatos pelo dinheiro e voluntários que forneceram à sua
campanha.
“Na última eleição,
os líderes trabalhistas investiram entre US$ 400 milhões
e US$ 500 milhões para eleger o adversário, e não
o fizeram apenas para manter a saúde”, diz John Boehner,
o líder da bancada republicana na Câmara dos Deputados.
“Estão fazendo esse
investimento no outro lado para controlar a formação de
políticas”.
Randel Johnson, vice-presidente
de política trabalhista da Câmara do Comércio dos
Estados Unidos, também expressou preocupação. “O
júri ainda não decidiu sobre o trabalhismo organizado”,
disse.
“Não sabemos se
ele triangulará o sindicalismo, como Clinton, ou se vai se tornar
seu servo”.
Nate Tamarin, diretor associado
de política na Casa Branca e encarregado dos contatos com os sindicalistas,
disse que as políticas pró-trabalhador de Obama refletem
as promessas que ele fez durante a campanha.
“Tudo que ele fez é consistente
com aquilo que acredita seja o certo para os trabalhadores norte-americanos
e é consistente com o que viu ao longo de sua carreira como o
importante papel dos sindicatos na construção da classe
média norte-americana”, disse Tamarin.
Os líderes sindicais
estão certamente satisfeitos com o pacote de recuperação
de US$ 787 bilhões proposto por Obama, bem como por seus planos
para cobertura universal de saúde e impostos mais altos sobre
os ricos.
O presidente do sindicato Communications
Workers of America elogiou os US$ 7,2 bilhões reservados à expansão
dos serviços de banda larga, no pacote de recuperação
econômica.
O presidente do sindicato dos
siderúrgicos elogiou as cláusulas que tornam obrigatório
adquirir produtos norte-americanos, com as verbas do pacote.
E o presidente da federação
dos sindicatos de professores elogiou os bilhões reservados à educação.
Os sindicatos também
aplaudiram as quatro ordens executivas, entre as quais uma que facilita
a concessão de verbas federais a projetos de construção
com mão-de-obra sindicalizada.
Os sindicatos também
desempenharam um papel em persuadir o presidente a adiar a reforma do
Seguro Social e a possível redução dos benefícios.
Acima de tudo, eles contam com
Obama para ajudar a reverter as décadas de declínio no
poder e no número de membros dos sindicatos.
Com 16 milhões de membros,
os sindicatos representam apenas 7,6% do total de trabalhadores do setor
privado, hoje, ante mais de 25% no começo dos anos 80.
O sindicalismo deposita suas
maiores esperanças na aprovação da Lei de Livre
Escolha dos Trabalhadores, um projeto que, esperam os líderes,
elevará em milhões os quadros de membros dos sindicatos
ao conceder aos trabalhadores o direito à sindicalização
assim que houver uma maioria de assinaturas a favor disso no local de
trabalho.
O projeto de lei removeria o
direito dos empregadores de exigir uma decisão em voto secreto
quanto à sindicalização.
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BEM PARANÁ, 04 de março
de 2009 | Economia
No bolso
Minímo regional terá aumento
de 14,9%
Proposta de reajuste segue para votação
em plenário da Assembléia Legislativa do Paraná
A proposta para reajuste do salário mínimo regional para as seis
categorias (ver quadro ao lado) que recebem o piso no Paraná é de
14,9% e deve ficar entre R$ 605,52 e R$ 629,65. Vale ressaltar que o mínimo
regional é válido apenas para as categorias de trabalhadores
sem acordo coletivo de trabalho. O anúncio do reajuste foi feito ontem,
pelo Secretário de Planejamento, Enio Verri. Se aprovado o reajuste,
o maior piso do Estado deve ser 35,2% superior ao salário mínimo
nacional que passou de R$ 415,00 para R$ 465,00 no dia 1º de fevereiro.
O reajuste do piso mínimo do Paraná deve vigorar a partir do
dia 1º de maio.
A proposta técnica deverá ser
encaminhada pela Secretaria de Planejamento para a Casa Civil hoje, que
a enviará para a Assembléia Legislativa para ser analisada
pelos deputados. O governo chegou a este índice por meio de estudo
feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e
Social (Ipardes), instituição vinculada à Secretaria
de Planejamento, que debateu a proposta com a Secretaria de Trabalho
e Promoção Social, Centrais Sindicais e Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O secretário do Trabalho,
Emprego e Promoção Social, Nelson Garcia, acredita que
a proposta será aceita na Assembléia Legislativa, à exemplo
do que acontece desde 2006, quando o governador Roberto Requião
criou o piso mínimo regional. “Os deputados sabem da importância
do reajuste para a economia paranaense. O novo piso trará melhor
distribuição de renda no Estado, fazendo que os mais pobres
possam comprar mais”, disse.
“Além disso, o piso
regional deve impulsionar os municípios de pequeno porte. O dinheiro
vai restabelecer o ciclo virtuoso do desenvolvimento econômico
e circular no âmbito municipal, já que permite ao trabalhador
fazer uma compra maior no mercado, na feira, na loja da praça,
na barbearia”, completou.
De acordo com o estudo do Ipardes, o índice de 14,9% representa a soma
do crescimento do Produto Interno Bruto do Paraná estimado em 5,8% para
2008 e 9,1% equivalente ao reajuste aplicado sobre o salário médio
de admissão dos trabalhadores no ano passado (R$ 642,65) frente a 2007,
de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
“A adoção
do piso mínimo regional é mais uma medida para a diminuição
das desigualdades sociais em um Estado cuja economia é a quinta
maior do Brasil. Por isso consideramos o crescimento do PIB para compor
o índice de reajuste”, observou o presidente do Ipardes,
Carlos Manuel dos Santos.
Para o Secretário de Planejamento, Enio Verri, o reajuste do piso mínimo
regional é mais uma medida do governo do Estado no enfrentamento à crise
financeira mundial. Ele disse, ainda, que o salário mínimo pago
pelo mercado em 2008 já equivale ao novo piso regional, portanto, a
implantação do reajuste não deve prejudicar as empresas
nem as famílias que mantém empregados domésticos.
“Desde 2003, os dados apontaram
que o Paraná foi um dos Estados que mais gerou emprego no País.
Quando se tem um poder aquisitivo maior se consome mais, a economia gira
c om maior intensidade, por isso, neste momento é essencial manter
e ampliar o poder aquisitivo da população”, explicou
Enio Verri.
Salário
mínimo regional do paraná
Piso 1: R$ 629,65 —Técnicos de Nível Médio (Grande
Grupo 3 da Classificação Brasileira de Ocupações)
Piso 2: R$ 625,06 —Trabalhadores
da Produção de Bens e Serviços Industriais (Grandes
Grupos Ocupacionais 7 e 8 da CBO)
Piso 3: R$ 620,46 — Trabalhadores
de Serviços Administrativos (Grande Grupo Ocupacional 4 da CBO)
Piso 4: R$ 614,72 — Trabalhadores
de Reparação e Manutenção (Grande Grupo Ocupacional
9 da CBO)
Piso 5: R$ 610,12 — Trabalhadores
empregados em Serviços, Vendedores do Comércio em Lojas
e Mercados (Grande Grupo Ocupacional 5 da CBO)
Piso 6: R$ 605,52 —Trabalhadores
empregados nas Atividades Agropecuárias, Florestais e da Pesca
(Grande Grupo Ocupacional 6 da CBO)
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de março de 2009 | Economia
Nível de atividade sobe 6,2%
em janeiro, Fiesp
Agência Estado
O nível de atividade na indústria paulista interrompeu a queda
que vinha sendo verificada desde outubro do ano passado e voltou a crescer
em janeiro deste ano, de acordo com levantamento divulgado pela Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No resultado com
ajuste sazonal, houve uma alta de 6,2% em janeiro ante dezembro.
Sem o ajuste, o INA aumentou
0,9%, no melhor resultado para um mês de janeiro desde 2002, quando
o indicador subiu 8,4%. Na comparação com janeiro de 2008,
a atividade industrial paulista recuou 15,7% e, no acumulado dos últimos
12 meses até o primeiro mês deste ano, o crescimento é de
2,2%.
A Fiesp revisou os resultados
do INA do mês de dezembro. Após o novo cálculo, a
queda na atividade foi ainda mais profunda. O resultado, com ajuste,
que indicava recuo de 5,2% em dezembro ante novembro, ficou em -13,1%.
O resultado, sem ajuste, passou de uma variação negativa
de 17,3%, em dezembro ante novembro, para queda de 23,1%.
Uso da capacidade
O Nível de Utilização
da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria do Estado de São
Paulo também cresceu em janeiro. O Nuci estava em 75,9% em dezembro,
sem ajuste, e em janeiro ficou em 76,6%.
Com o ajuste sazonal, o Nuci,
que estava em 78,5% em dezembro, ficou em 78,8% em janeiro.
Confiança
A confiança dos empresários
da indústria paulista não apresentou grandes alterações
na segunda quinzena de fevereiro em relação ao período
imediatamente anterior. A pesquisa Sensor, feita pela Fiesp, chegou a
um índice de 42,3 pontos nos últimos 15 dias de fevereiro,
contra 42,4 pontos na primeira quinzena do mês passado.
Dos cinco itens que compõem
a pesquisa, dois se destacaram. Um deles é Vendas, que estava
em 37,8 pontos na primeira quinzena de fevereiro e subiu para 41,7 pontos
na segunda quinzena do mês passado. Já o item Investimento
merece destaque por caminhar no sentido contrário: estava em 47
pontos e caiu para 42,8 pontos, na mesma base de comparação.
O item Mercado ficou praticamente
estável, saindo de 49,1 pontos para 49,9 pontos, e é o
de melhor pontuação do Sensor. O item Emprego, que estava
em 44 pontos, caiu para 41,7 pontos na segunda quinzena de fevereiro.
Já o Estoque apresentou pequena melhora, saindo de 34 pontos para
35,2 pontos.
Vale lembrar que, no Sensor,
resultados de 50 pontos indicam estabilidade e, abaixo dessa marca, refletem
pessimismo. Os resultados superiores a 50 pontos são avaliados
como otimistas.
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de março de 2009 | Política
Lula minimiza desavenças entre
Executivo e Legislativo
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira
(3) que as desavenças entre os Poderes Executivo e Legislativo "são
resultado do debate democrático". "Embora as manchetes mostrem
grande discordância entre o Legislativo e o Executivo, no meu governo,
aprovamos 90% do que queríamos aprovar", disse.
"As brigas que acontecem
são resultado do debate democrático." Lula ainda disse
que o Congresso é a "cara" da sociedade brasileira. "Gostamos
ou não, todos os deputados e senadores foram eleitos e só na
próxima eleição poderemos mudar o voto", afirmou.
O presidente participa
de almoço de posse da nova diretoria da Confederação
Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada
e Vida, Saúde, Suplementar e Capitalização (CNSeg),
numa casa de festas em Brasília. O evento foi aberto para o
discurso de Lula, mas fechado em seguida para o almoço.
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G1, 4 de março de
2009
Lula diz que plano habitacional
será lançado dentro de 15 dias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (2)
em Campinas que o governo federal vai lançar, dentro de 15 dias, um
programa para a construção de 1 milhão de moradias até 2010.
De acordo com Lula, o programa
vai atender primeiro as regiões metropolitanas. O presidente afirmou
que o projeto será realizado em parceria com estados e municípios
que disponham de terras que possam ser cedidas para baratear a construção
das casas.
“Nesse projeto habitacional,
precisamos tomar cuidado de fazer o levantamento do déficit habitacional
de cada estado e de cada cidade. Esse programa será lançado
dentro de 15 dias. A partir daí, a ministra Dilma (Rousseff, da
Casa Civil) vai começar a chamar governadores e prefeitos para
que a gente possa começar a distribuir a possibilidade do financiamento
para os projetos que os prefeitos apresentarem", explicou.
Lula e Dilma participaram da
inauguração da estação de tratamento de esgoto
Capivari I, que irá beneficiar 60 mil pessoas na periferia de
Campinas, segundo dados do governo federal e da prefeitura. A obra, que
custou R$ 60 milhões, recebeu R$ 46 milhões do governo
federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC).
O presidente Lula recomendou
que as obras do PAC contratem segundo e terceiro turnos de trabalho para
aumentar o ritmo das conclusões de obras e compensar pelo menos
parcialmente a perda de vagas provocada pela crise econômica.
'Pepino'
Lula provocou reação
da platéia que assistia à inauguração quando
comparou o desafio que ele enfrenta com o de seu colega norte-americano,
Barack Obama. "Este é o ano mais difícil que nós
temos. É uma crise profunda. Eu disse na Fiesp que eu estou rezando
mais para o Obama do que para mim mesmo. Ele está com pepino dez
vezes maior", disse o presidente.
O presidente também provocou
risos quando inseriu um R no sobrenome do presidente americano, lembrando
a pronuncia de uma marca de cerveja. O presidente manteve o discurso
sem atentar para a falha e ao fim arrancou aplausos. "Eu torço
para o Obrama por duas coisas, porque é importante para o mundo
se recuperar e porque não é qualquer coisa os EUA terem
eleito um negro para a presidência."
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Gazeta do Povo, 4 de março
de 2009
Moradia
Plano habitacional causa desconfiança
"Paternidade"do programa pode atrapalhar
a construção de 1 milhão de casas até 2010.
Governadores não aceitam servir de palanque para Dilma
O plano do governo federal de
construir 1 milhão de casas populares até 2010 pode esbarrar
na “paternidade” do programa. A ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Rousseff, apresentou a ideia ontem a quatro governadores e sentiu
que a proposta não será tratada como algo dissociado da
briga pela sucessão ao Palácio do Planalto. O principal
crítico do projeto foi o mineiro Aécio Neves (PSDB), que
defende que as obras fiquem nas mãos das companhias estaduais
de habitação.
Também participaram da
reunião o paranaense Roberto Requião (PMDB), o paulista
José Serra (PSDB) e o fluminense Sérgio Cabral (PMDB).
Fora Requião, todos estão cotados para formar as principais
chapas da campanha presidencial no ano que vem. Dilma é o nome
mais cotado do PT e poderia ter Cabral como vice, enquanto Aécio
e Serra brigam pela indicação tucana.
Foi o primeiro encontro entre
os presidenciáveis a portas fechadas em Brasília e pouco
se falou abertamente sobre política. “Deixei uma posição
muito clara: ao invés de criar agora um novo programa, era melhor
usar a capacidade ociosa das companhias dos estados”, disse Aécio
na saída do Planalto.
O mineiro defendeu que o gerenciamento
seja descentralizado e que a proposta signifique, na prática,
mais repasses do Orçamento da União aos estados e municípios. “Qualquer
outro programa que começar agora não vai ter casas prontas
dentro de dois anos.” Ele disse que todos os entes devem trabalhar
dentro de um formato compartilhado, “sem se preocupar com a paternidade
das casas”.
Aécio está no
segundo mandato em Minas Gerais e diz que sua gestão construiu
25 mil casas, mas teria capacidade de construir o dobro com mais apoio
da União. Requião chegou a afirmar que o Paraná poderia
construir 100 mil novas residências – 10% do total previsto
para todo Brasil.
Os demais governadores também
informaram que têm demandas reprimidas na área de habitação,
mas que faltam recursos. Ao todo, o governo federal teria até R$
120 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para
aplicar no programa. O valor destinado à proposta, entretanto,
não foi citado durante a reunião.
“Se for para trabalharmos
juntos em um grande projeto, que chegue a um número vultoso, estamos
interessados em participar. Mas se for para fazer poucas casas podemos
seguir tocando tudo com os nossos recursos”, declarou Requião.
Ele citou que o Paraná leva vantagem em relação
aos demais estados porque as prefeituras têm capacidade para doar
terrenos – o que tornaria o custo até três vezes menor,
por exemplo, em uma comparação com São Paulo.
Requião foi mais ameno
do que o mineiro em relação ao embate entre os dois governadores
do PSDB e a ministra Dilma. “Acho que o Aécio pode ter exagerado
um pouco.” Segundo o peemedebista, todos os participantes concordaram
com a proposta de construir até 1 milhão de casas, apenas
não houve consenso quanto à forma com que o programa será administrado.
“Defendemos que cada estado
tem uma circunstância diferente.” Requião disse que
ficou combinado que os estados apresentarão propostas individuais
nos próximos dias e evitou polêmica. “Foi um encontro
muito ameno.”
Seguro de vida
Aécio e Requião
informaram que o governo federal estuda acabar com a cobrança
da taxa de seguro de vida nas prestações de casas populares
financiadas pela Caixa Econômica Federal. Segundo estimativa
do governo, esse é um dos principais custos embutidos nos empréstimos
feitos a pessoas com mais de 50 anos. O valor do seguro chega a representar
37% do valor total da prestação de um mutuário
com 60 anos.
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Agência Brasil, 4 de
março de 2009
100 mil não conseguirão
quitar casa própria neste ano, prevê Ibedec
Pelo menos 100 mil mutuários do Sistema Financeiro da Habitação
(SFH) chegarão neste ano ao final do contrato de compra da casa própria
sem conseguir quitar o imóvel. A estimativa é do Instituto Brasileiro
de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec).
Segundo o Ibedec, estão
nessa situação mutuários que, em 1989, assinaram
contratos de 20 anos de financiamento, mas não têm a cobertura
do Fundo de Compensação de Variações Salariais
(FCVS). Criado pelo extinto Banco Nacional de Habitação
(BNH), o FCVS garante a quitação dos saldos devedores remanescentes
no fim dos contratos com o SFH.
A diferença na forma de
correção das prestações e da dívida,
de acordo com o instituto, provocou distorções nos contratos.
Enquanto as parcelas foram corrigidas por equivalência salarial
(com reajustes que acompanham os aumentos de salários) e aumentaram,
em média, 5% ao ano, o saldo devedor foi reajustado pela variação
da caderneta de poupança, subindo 15% a cada 12 meses.
O Ibedec alega ainda que houve
correções indevidas nos planos econômicos do final
dos anos 80 e início da década de 90. Somente no Plano
Collor, a organização não-governamental estima que
o reajuste nos financiamentos tenha chegado a 43%, o que contribuiu para
a existência do saldo devedor ao fim dos contratos.
A aposentada Maria Célia
Ribeiro César está nessa situação. Por 20
anos, ela e o marido pagaram as prestações em dia. No entanto,
depois da última parcela de R$ 600, em setembro do ano passado,
o contrato foi automaticamente prorrogado e a prestação
saltou para quase R$ 5,8 mil mensais.
"O saldo devedor do imóvel
está em R$ 400 mil. Isso é quase o valor de venda do imóvel,
de R$ 450 mil", diz a aposentada. Sem ter como arcar com a nova
prestação, o casal recorreu à Justiça para
comprometer no máximo 30% da renda familiar com as parcelas mensais,
como determina a lei que rege o SFH.
A Caixa Econômica Federal,
que concentra 70% dos financiamentos imobiliários do país,
informou que a administração dos contratos sem a cobertura
do FCVS assinados até 1994 passou para a Empresa Gestora de Ativos
(Emgea). Por meio de comunicado, a Emgea argumenta que há quase
quatro anos tem renegociado as dívidas de mutuários que
não conseguem quitar o imóvel ao fim do contrato.
De acordo com a empresa, de julho
de 2005 até o final de janeiro, mais de 88 mil usuários
aderiram a uma das condições de renegociação
propostas pela Emgea. O mutuário pode pagar o saldo devedor com
prazo correspondente até a metade do contrato original e descontos
que podem ser ampliados quanto menor for o número de parcelas
do refinanciamento.
A ajuda, no entanto, só vale
para quem financiou o imóvel nos bancos públicos. Quem
recorreu aos bancos privados para pagar a casa própria não
tem o mesmo amparo.
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Folha de S.Paulo, 4 de março
de 2009
Governo vai bancar seguro habitacional
da baixa renda
Objetivo é reduzir o valor final das prestações
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo vai bancar o seguro
contra morte, invalidez e danos físicos ao imóvel nos financiamentos
imobiliários dos trabalhadores com renda até cinco salários
mínimos (R$ 2.325). A medida faz parte do pacote de habitação
que foi discutido, ontem, numa reunião entre os ministros Guido
Mantega (Fazenda), Márcio Fortes (Cidades) e Dilma Rousseff (Casa
Civil) com representantes de construtoras.
Segundo relato de pessoas ouvidas pela Folha que participaram do encontro,
essa é uma das poucas propostas que já é consenso no governo.
A ideia é que, sem ter que pagar o seguro, o valor final da prestação
desembolsado pelo mutuário será menor.
Estima-se que esse tipo específico de seguro represente entre 3% e 4%
do valor da prestação atualmente. No entanto, o governo não
explicou no encontro, segundo os participantes, de onde virá o dinheiro
para poder isentar o mutuário.
A proposta discutida prevê que os incentivos ao setor imobiliário
estarão concentrados na concessão de subsídios.
O governo também já decidiu que haverá um fundo garantidor
com recursos do Tesouro e de organismos internacionais. Com isso, dará aos
mutuários um prazo de até 36 meses de carência, caso não
consiga pagar o financiamento. Isso impedirá que, dentro desse período,
o mutuário, inadimplente, perca a casa.
As desonerações na produção reivindicadas pelos
empresários do setor deverão ficar por conta de Estados e municípios.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez mais uma rodada de
negociação com governadores para tentar um acordo. A ideia era
que o governo reduzisse de 7% para 1% a tributação sobre os imóveis
construídos em regime especial, que permite separar a contabilidade
da obra da construtora que a executa, o chamado patrimônio de afetação.
A mudança foi descartada.
O pacote de habitação já teve seu lançamento adiado
três vezes pelo Planalto por falta de entendimento entre o presidente
Lula e a equipe econômica. O anúncio esbarra ainda na burocracia
para obtenção de licenciamento ambiental.
Em reunião com os governadores José Serra (PSDB), Aécio
Neves (PSDB), Sérgio Cabral (PMDB) e Roberto Requião (PMDB),
Dilma detalhou medidas, que ainda não estão fechadas.
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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
março de 2009 | Mundo
UE quer acabar com diferença
salarial entre homens e mulheres
Comissão lança campanha contra
desigualdades estimadas em 17% na Europa
Bruxelas- A Comissão Europeia lançou ontem uma campanha de luta
contra as desigualdades salariais entre homens e mulheres, estimadas, em média,
em 17% na Europa. ‘‘As mulheres estão cada vez mais expostas
que os homens às consequências do desaquecimento econômico,
porque ocupam com frequência empregos precários’’,
destacou o executivo europeu numa análise sobre a igualdade entre as
mulheres e os homens, publicada pouco antes do Dia Internacional da Mulher,
dia 8 de março.
Entre janeiro de 2008 e janeiro
de 2009, a taxa de desemprego médio na União Europeia passou
de 6,3% a 7,5% para os homens, e de 7,4% a 7,8% para as mulheres.
Por enquanto, os novos desempregados
são nitidamente mais numerosos entre os homens, a crise é particularmente
marcada nos setores mais masculinos da siderurgia e do automobilístico.
As mulheres estão super-representadas
em empregos precários com base em contratos de curta duração. ‘‘A
desigualdade dos sexos é maior do que nunca’’, admitiu
o comissário europeu para o Emprego, Vladimir Spidla.
Um estudo francês mostra
que as empresas financeiras que têm mais mulheres nos postos decisórios
se saem melhor na crise, destacou o comissário. Outro relatório,
feito na Finlândia, com 15.000 pequenas e médias empresas,
mostraram que estas empresas são 10% mais eficazes quando são
dirigidas por mulheres.
A diferença de salários
entre homens e mulheres na UE, de 17,4% em média em 2007, pode
representar em uma vida inteira 160.000 euros de dinheiro não
recebido.
Essa diferença salarial
cai a menos de 10% na Itália ou na Polônia, onde constatamos
uma fraca proporção de mulheres na mão-de-obra.
Ela passa de 20% na Holanda, na Alemanha e no Reino Unido, ou seja 25%
na Áustria, país onde o trabalho de meio período é muito
comum entre as mulheres.
France Presse
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Agência Diap, 4 de
março de 2009
Grupo de trabalho debate hoje texto
sobre legislação trabalhista
O Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis se reúne
hoje (4) para debater o substitutivo do deputado Arnaldo Jardim (PPS/SP) ao
Projeto de Lei 1.987/07, do deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), que
consolida a legislação trabalhista brasileira.
O substitutivo tem mais de 900
artigos que tratam de 62 leis. O texto deve ser votado pelo grupo de
trabalho e, posteriormente, pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo plenário.
A reunião será realizada às
14 horas, no plenário 10.
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Agência Diap, 4 de março
de 2009
MTE publica IN sobre registro de empresas
de trabalho temporário
A Secretaria das Relações do Trabalho (SRT) do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, nesta terça-feira (2), no Diário
Oficial da União (DOU), a Instrução
Normativa (IN) 10/09, que altera a IN
7, de 22 de novembro de 2007, que dispõe sobre o registro de empresas
de trabalho temporário.
A IN 10/09 altera o inciso IV
e acrescenta os parágrafos 1º e 2 º, ambos do artigo
4º.
O artigo 4º da Instrução
7/07 determina quais os documentos necessários para, caso ocorra,
alteração de nome empresarial, de sede ou abertura de filiais,
agências ou escritórios.
Com a alteração,
o inciso IV exige apenas a cópia do certificado de registro de
empresa de trabalho temporário, antes era necessário o
certificado original.
Os parágrafos 1º e
2º do artigo 4º versam sobre os procedimentos para a entrega
do novo certificado à empresa de trabalho temporário.
A Instrução
10/09 está em vigor desde o dia 27 de fevereiro de 2009.
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TRT/MG, 4 de março de 2009
TRT/MG: responsabilidade subsidiária
inclui multa de 40% do FGTS
A 3ª Turma do TRT/MG negou
provimento a recurso da empresa que pretendia reverter a sua responsabilidade
subsidiária, reconhecida na sentença, quanto à multa
de 40% do FGTS. A reclamada alegou que a parcela não tem natureza
salarial, mas caráter punitivo e compensatório.
Mas, segundo esclareceu o relator
do recurso, juiz convocado Milton Vasques Thibau de Almeida, independentemente
da natureza jurídica da multa de 40% do FGTS, ela é uma
obrigação trabalhista imposta legalmente ao empregador.
Cabe, também, ao devedor
subsidiário, quando aquele for inadimplente, conforme previsto
na Súmula 331, IV, do TST, principalmente, quando o empregado
foi contratado por prazo determinado, a título de experiência,
e o contrato se indeterminou, pelo decurso de prazo.
Com base nesses fundamentos,
a 3ª Turma manteve a responsabilidade subsidiária da recorrente
quanto ao pagamento da multa de 40% sobre o saldo existente na conta
de FGTS do trabalhador.
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Valor Econômico, 4 de março
de 2009
78% dos juízes trabalhistas
são contra demissão imotivada, revela pesquisa
Empresas que demitirem sem
prestar contas à Justiça deverão enfrentar problemas,
diz presidente da Anamatra. É o que mostra o caso da Embraer.
Os juízes defendem ainda a valorização dos sindicatos,
com seu fortalecimento
Uma pesquisa de opinião
realizada entre juízes trabalhistas revela que as empresas que
demitirem sem prestar contas à Justiça deverão
enfrentar problemas. Segundo dados levantados pela Associação
Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), nada menos do que
78% dos juízes trabalhistas são contra a possibilidade
de demissão imotivada.
A pesquisa mostra ainda que
os juízes são favoráveis ao fortalecimento dos
sindicatos e rechaçam o livre funcionamento do mercado de trabalho,
além de serem contra as restrições criadas pela
nova lei de falências à sucessão do passivo trabalhista.
Recentemente, grandes empresas
que promoveram cortes devido a complicações financeiras
e queda nas vendas viram as demissões suspensas na Justiça
do Trabalho sob a alegação de que antes é necessária
a justificação dos motivos e negociação
prévia com o sindicato.
Resistência
Para o presidente da Anamatra, Cláudio Montesso, a pesquisa revela
que as empresas que demitirem sem antes prestarem contas podem contar com
a resistência dos juízes trabalhista. "A preservação
do emprego é uma preocupação dos juízes. É preciso
mecanismos para que a demissão não seja calcada apenas na decisão
do empregador", diz o juiz.
Segundo Montesso, há uma
tendência de as empresas acharem que a demissão é uma
decisão meramente econômica, mas, principalmente no caso
das demissões em massa, trata-se de um problema social.
A Constituição
Federal garante que a atividade empresarial também tem uma função
social, diz o juiz, o que garante que não há necessidade
de uma lei específica para dizer que as demissões precisam
ser justificadas e negociadas.
No momento, o Brasil está em
um impasse quanto à assinatura da Convenção 158
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pela
qual toda demissão deve ser justificada. Aprovada pela presidência
da República, a norma encontrou resistência no Congresso
Nacional. Segundo advogados, sem a aprovação dessa convenção,
não é possível impor restrições à demissão. "Mas
há controvérsias, e são bem fundamentadas",
afirma Montesso.
Fortalecimentos
dos sindicatos
Outros pontos da pesquisa revelam que os juízes valorizam o fortalecimento
dos sindicatos. Para 63% deles, a negociação coletiva é o
mecanismo que deve ser mais valorizado na hora de se fixar as condições
de uso e remuneração do trabalho, à frente do Estado,
com 30% das preferências, e do livre mercado, com apenas 4% dos votos.
Outra constatação
da pesquisa é a dificuldade que a nova lei de falências
terá para evitar transferência do passivo trabalhista
das empresas quebradas para aquelas que adquirirem seus ativos. Nada
menos de 83,9% dos juízes defendem a sucessão trabalhista
nos casos de falência ou de qualquer outro tipo de extinção
de empresa.
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de março de 2009 | Economia
Volks convoca sete mil para hora extra
no sábado no ABC
Agência Estado
A montadora Volkswagen convocou 7 mil trabalhadores da linha de produção
da unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para
trabalhar no próximo sábado (7), com exceção da
linha de motor e câmbio. A informação é do Sindicato
dos metalúrgicos do ABC.
Segundo a entidade, a empresa
justificou que a convocação para o dia extra de trabalho
tem o objetivo de atender o aumento de demanda de produção.
Os funcionários trabalharão em três turnos. A Volks
tem 12 mil funcionários no total, dos quais 7 mil na linha de
produção.
Segundo o coordenador do Comitê Sindical
de Empresa (CSE) da Volks, Reinaldo Marques, desde que a empresa voltou
das férias coletivas (que acabaram em 16 de janeiro de 2009),
os funcionários da produção têm trabalhado
todos os sábados. "Foram seis sábados no total até agora:
três para compensar folgas de fim de ano e três para ajuste
de demanda de produção", informa.
No fim do ano passado, a empresa
anunciou o cancelamento das horas extras por conta da crise financeira
internacional.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
04/03/2009
Bancário não consegue reverter
justa causa por participar de tumulto em greve
Um dirigente sindical empregado
do Banco Santander S/A no Rio Grande do Sul não conseguiu reverter
na Justiça sua demissão por justa causa. Embora alegasse
ter sido demitido por motivos políticos, devido a sua participação
em greve, constatou-se que ele infringiu a Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989)
ao causar tumulto em agências de Porto Alegre, durante movimento
paredista realizado em 1990.
A questão toda começou
quando o bancário, na condição de dirigente sindical,
participou ativamente de movimentos grevistas daquele ano, que culminaram
com o fechamento das agências de Centenária e Andradas,
na área central porto-alegrense, reabertas somente por meio de
força policial. Investigação posterior apurou que
aquelas ações violaram o direito constitucional das pessoas.
Entre outros, os relatos policiais da lavratura do auto de prisão
em flagrante de outros membros do movimento grevista apontaram que as
pessoas que estavam dentro das agências não podiam sair,
e as que estavam fora não podiam entrar.
Embora o artigo 6º, inciso
I, da Lei de Greve assegurasse aos grevistas o emprego de métodos
pacíficos para persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem
ao movimento, proibia, no parágrafo seguinte, o uso de métodos
que pudessem violar ou constranger as pessoas. O parágrafo terceiro,
por sua vez, especificava que “as manifestações e
atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão
impedir o acesso ao trabalho e nem causar ameaça ou dano a propriedade
ou pessoa”. O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS) entendeu que a demissão não se deu por motivo político,
mas pela “violação da legislação que
regrava a participação em movimento grevista, legal ou
ilegal, cujo exame compete ao Judiciário”.
Com o processo transitado em
julgado após recursos a todas as instâncias, o empregado
voltou ao TRT/RS com ação rescisória, com a pretensão
de desconstituir o acórdão que julgou procedente o inquérito
que justificou sua demissão por justa causa. Obteve êxito,
e o Regional desconstituiu o acórdão. O banco então
recorreu à Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-2) do TST, que revogou a rescisória e manteve
a condenação.
Ao analisar o recurso na SDI-2,
o ministro Barros Levenhagen verificou que a demissão do sindicalista
não foi motivada por atuação política, mas
por transgressão à lei de greve, como havia entendido o
Tribunal Regional. Na apresentação do seu voto ao colegiado
da seção, o ministro esclareceu que a decisão regional
que aceitou a ação rescisória baseou-se em novo
reexame de fatos e provas, e que “a possibilidade de ter havido
má avaliação dos elementos dos autos induz, no máximo, à ideia
de erro de julgamento, insuscetível de ser reparado no âmbito
da ação rescisória”. O relator assinalou que
a Súmula nº 410 do TST estabelece que “a ação
rescisória calcada em violação de lei não
admite reexame de fatos e provas do processo que originou a decisão
rescindenda”. A SDI-2 votou unanimemente com o relator pela improcedência
da ação rescisória. ( ROAR-581-2006-000-04-00.1)
(Mário Correia)
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04/03/2009
Admissões e dispensas sucessivas
não geram unicidade contratual
Ser contratado e dispensado repetidamente
durante cinco anos pela JM Terraplenagem e Construções
Ltda. não gerou para um rasteleiro (operário de asfaltamento)
o direito ao reconhecimento da unicidade contratual com a empresa. A
Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao rejeitar seu recurso
de revista, manteve a decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 10ª Região (DF/TO) de não declarar a unicidade
do contrato de trabalho por considerar que o trabalhador não comprovou
nem fraude nem prejuízo decorrentes da situação.
O rasteleiro disse ter sido contratado
pela JM em junho de 2000, apesar de o registro na carteira de trabalho
ter ocorrido somente em março de 2001. A dispensa definitiva aconteceu
em março de 2005, mas o trabalhador contou que, ao longo desse
tempo, a empresa tinha por prática efetuar rescisões contratuais
e recontratações, embora ele continuasse a trabalhar de
forma ininterrupta.
Em janeiro de 2006, o trabalhador
ajuizou a reclamação trabalhista em que pretendia o reconhecimento
da existente de um contrato único, pagamento de férias
não usufruídas, décimos terceiros salários
e FGTS, adicionais de 5% e de insalubridade e horas extras, entre outros
itens. A 8ª Vara do Trabalho de Brasília (DF), diante “da
existência de pagamentos fora dos prazos registrados em carteira
e da falta de razoabilidade do sem-número de contratações
seguidas do trabalhador”, julgou procedente o pedido e condenou
a JM a retificar a carteira de trabalho como um único contrato
do autor e a pagar-lhe as verbas decorrentes.
A empresa recorreu ao TRT da
10ª Região com o argumento de que o empregado teve realmente
vários contratos de trabalho, com afastamento em alguns períodos,
e obteve a reforma da sentença. O Regional considerou que o rasteleiro
não conseguiu comprovar a ocorrência de fraude na prática
adotada pela JM. Ele chegou a confessar ter recebido seguro-desemprego
em duas ocasiões. Para o TRT, os documentos apresentados, somados às
declarações do próprio autor, revelaram que ele
não sofreu nenhum prejuízo. Diante disso, concluiu pela
não existência da unicidade contratual”.
O trabalhador, em recurso ao
TST, buscou reverter a situação, insistindo na alegação
de fraude nas contratações, procedimento prejudicial aos
empregados. Porém, a ministra Maria de Assis Calsing, relatora
do recurso de revista, não verificou a violação
dos dispositivos legais apontados na decisão regional nem divergências
jurisprudenciais que permitissem o conhecimento do apelo. Assim, a Quarta
Turma acabou por rejeitar o recurso. “O processamento do recurso
de revista fica prejudicado nos casos em que a pretensão de reforma
da decisão esbarra, necessariamente, no revolvimento dos elementos
de prova firmados nos autos”, concluiu. ( RR-107/20036-008-10-00.8)
(Lourdes Tavares)
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