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FOLHA DE SÃO PAULO,
12 de março de 2009 | Dinheiro
EMPREGO
Fevereiro deve ter saldo positivo
de vagas, diz Lupi
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, disse ontem que o Brasil registrará saldo positivo
de vagas em fevereiro. Segundo o titular da pasta, os dados do Caged
(Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostrarão melhora,
embora a criação de postos com carteira assinada seja
moderada.
"Vão ter que engolir o sapo barbudo de novo e a reviravolta que está se
dando na empregabilidade por causa da diversidade do mercado brasileiro."
Desde novembro, o mercado de trabalho formal já perdeu 797,5 mil vagas.
Para o ministro, o mercado brasileiro vai se recuperar antes dos demais países.
A previsão anterior, em dezembro, era que todo o primeiro trimestre
seria difícil.
"A retração de 3,6% do PIB se refere ao 4º trimestre,
mas o país já começou a reagir." (VERENA FORNETTI)
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 12 de março de 2009 | Dinheiro
Emprego na indústria em janeiro
cai 1,3%, quarto recuo consecutivo
JULIANA ENNES
Colaboração para a Folha Online, no Rio
O emprego na indústria
registrou em janeiro a maior queda frente ao mesmo período do
ano anterior já vista na série histórica do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em
2001. A queda foi de 2,5% ante janeiro de 2008, e de 1,3% em relação
a dezembro passado (a quarta mensal consecutiva).
O índice acumulado em
12 meses mostra desaceleração contínua. No intervalo
terminado em janeiro, foi de 1,6%, o menor patamar desde setembro de
2007, quando havia sido de 1,5%. O indicador do intervalo de um ano está em
queda desde agosto do ano passado. Na ocasião, marcava 3%.
De acordo com dados divulgados
pelo IBGE, desde a intensificação da crise financeira,
em setembro passado, o indicador de emprego na indústria apresentou
queda de 3,9%. O índice que mostra a média dos três
meses, utilizado como indicador de tendência, terminados em janeiro
acentuou o ritmo de queda registrado até dezembro (-0,9%) e apresentou
retração de 1,3%.
A retração de janeiro
foi verificada em 13 dos 14 locais e em 12 de 18 ramos pesquisados, o
que mostra que a queda no emprego não é pontual.
O número de horas pagas
ao trabalhador apresentou queda de 3,6% em relação a janeiro
do ano passado e atingiu o menor patamar da série histórica.
Em relação a dezembro, a retração foi de
1,8%, na série com ajuste sazonal. Trata-se da quarta queda consecutiva
do indicador de horas pagas.
A taxa anualizada de horas pagas
foi de alta de 1,4% no período até janeiro, abaixo do que
havia sido verificado em dezembro, de 1,9%. A trajetória de desaceleração
tem sido verificada desde outubro, quando o acumulado apontava para 2,7%.
Com a retração
do nível de emprego e do número de horas pagas ao trabalhador,
a folha de pagamento real também sofreu o impacto da crise internacional
e teve queda de 1,2% em relação a dezembro. No entanto,
quando comparado com janeiro de 2008, o indicador teve alta de 1,2%,
o menor avanço desde dezembro de 2006, quando foi de 0,5%.
PIB
Na terça-feira (10), o
IBGE informou que a economia brasileira teve no quarto trimestre do ano
passado uma queda de 3,6% em relação ao terceiro, o maior
recuo da série histórica do PIB (Produto Interno Bruto),
iniciada em 1996. Em relação ao quarto trimestre de 2007,
houve expansão de 1,3% e, no acumulado de 2008, o crescimento
do PIB chegou a 5,1% em relação a 2007.
Segundo a gerente de contas
trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, o resultado foi puxado pela indústria
e os investimentos. "Todos os setores tiveram desaceleração
nos resultados no quarto trimestre, mas na indústria foi pior",
disse. O PIB industrial recuou 7,4% entre o terceiro e o quarto trimestre,
enquanto os investimentos caíram 9,8%.
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FOLHA
DE SÃO PAULO (ON LINE), 12 de março de 2009 | Dinheiro
Emprego na indústria paulista
cai 1,8% em fevereiro, com corte de 43 mil vagas
YGOR SALLES
da Folha Online
O nível de emprego da indústria
de transformação do Estado de São Paulo fechou
fevereiro com recuo de 1,8% na comparação com janeiro,
nos dados sem ajuste sazonal, segundo levantamento da Fiesp (Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado nesta
quinta-feira. Com isso, o setor, que registra a quinta queda consecutiva,
fechou 43 mil vagas no último mês. Apesar disso, o Sensor
Fiesp, que capta as expectativas futuras dos empresários,
voltou a sinalizar otimismo.
Considerando os dados com ajuste sazonal,
que elimina características específicas de cada período,
a baixa/alta no emprego no mês passado foi de 2,09%.
Em relação a fevereiro do ano
passado, a queda no nível de emprego foi de 4,57%, o que representa
um corte de 112.500 vagas nesta base de comparação.
Desde outubro, com o agravamento da crise, o corte já foi
de 236.500 empregos.
No mês passado, dos 22 setores, 20
tiveram desempenho negativo, dois mais contrataram que demitiram.
O que mais contratou foi o de couro, fabricação
de artigos de couro, viagem e calçados, com 0,6% de alta no
nível de emprego, seguido por produtos diversos, com 0,5%.
Os que mais demitiram foram outros equipamentos de transporte, com
queda de 18,4%, e máquinas e equipamentos, com recuo de 3,5%.
A queda em equipamentos de transporte reflete
as mais de 4.200 demissões feitas pela Embraer, uma vez que
o segmento inclui os setores naval, ferroviário e aeronáutico,
excluindo veículos automotores, que se recuperou no início
deste ano.
Futuro
A Fiesp também divulgou hoje o Sensor
Fiesp --indicador de perspectivas futuras da indústria paulista--
da primeira quinzena de março. O índice atingiu 50,2
pontos, contra 42,3 pontos verificados na segunda quinzena do fevereiro.
O índice varia entre 0 e 100 pontos,
sendo que acima de 50 pontos indica otimismo e, de 50 para baixo,
pessimismo.
Entre os cinco subitens do Sensor, o que
apresenta maior valor é o de mercado (58,9 pontos), seguidos
por vendas (54,6), investimentos (48,4), emprego (47,7) e estoque
(40,6).
Outro sinalizador divulgado hoje foi o do
SPI (Sinalizador da Produção Industrial), da FGV (Fundação
Getulio Vargas). De acordo com ele, a produção industrial
no Estado de São Paulo deve apresentar em fevereiro uma expansão
de 5% (com ajuste sazonal) na comparação com janeiro.
Na comparação com fevereiro do ano passado, porém,
o índice deve apresentar uma queda de 12,8% --menor que a
vista em janeiro deste ano na comparação com o mesmo
mês de 2008, que foi de 18%.
IBGE
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística) divulgados hoje, mas relativos à janeiro,
o emprego na indústria registrou a maior queda frente ao mesmo
período do ano anterior já vista na série histórica,
iniciada em 2001. A queda foi de 2,5% ante janeiro de 2008, e de
1,3% em relação a dezembro passado (a quarta mensal
consecutiva).
Na terça-feira (10), o IBGE informou
que a economia brasileira teve no quarto trimestre do ano passado
uma queda de 3,6% em relação ao terceiro trimestre.
Segundo a gerente de contas trimestrais do
IBGE, Rebeca Palis, o resultado foi puxado pela indústria
e os investimentos. "Todos os setores tiveram desaceleração
nos resultados no quarto trimestre, mas na indústria foi pior",
disse. O PIB industrial recuou 7,4% entre o terceiro e o quarto trimestre,
enquanto os investimentos caíram 9,8%.
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DIÁRIO CATARINENSE,
12 de março de 2009
TRABALHADOR
SC: Centrais exigem mínimo estadual
Sindicalistas buscam 100 mil assinaturas para oficializar salárioRepresentantes
das centrais sindicais anunciaram ontem, na Assembleia Legislativa do Estado,
que vão reunir as assinaturas necessárias em abaixo-assinado
para enviar projeto de iniciativa popular para a criação do piso
salarial estadual. O objetivo é elevar para R$ 587 a remuneração
mínima regional. Parlamentares do PT apoiaram a decisão e devem
buscar em suas bases adesões à proposta.
Para emplacar um projeto de iniciativa
popular são necessárias 30 mil assinaturas, mas os dirigentes
sindicais esperam reunir mais de 100 mil. O coordenador do Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), Ivo Castanheira, explicou que o projeto visa garantir uma forma
mais justa de distribuição de renda porque atinge trabalhadores
que não têm convenção coletiva e uma referência
mínima salarial.
– O governo do Estado não
teve sensibilidade de encaminhar este projeto, que não pode ser
de iniciativa parlamentar. Por isso, estamos fazendo este mutirão
de abaixo-assinado – disse.
Pelo projeto, o piso deve variar
entre R$ 587 e R$ 679, conforme as categorias profissionais. O presidente
da Força Sindical em SC, Osvaldo Mafra, ressaltou que Santa Catarina é o
zero da BR-101, porque Paraná e Rio Grande do Sul, assim como
estados do Sudeste brasileiro, já têm seus pisos estaduais
há muito tempo.
– SC ainda está na
estaca zero – afirmou.
Dirigentes da Central Única
dos Trabalhadores e da União Geral dos Trabalhadores também
participaram da reunião. Eles destacaram que a implantação
do piso salarial estadual vai garantir qualidade de vida aos cerca de
400 mil trabalhadores que serão beneficiados com a medida.
– Um piso salarial digno
dará condições de aquecer a economia. SC tem um
dos melhores desenvolvimentos do país e ainda não tem o
seu piso regional. Como é uma iniciativa popular, ela já vem
com muita força – disse o líder da bancada do PT
na Assembleia, deputado Dirceu Dresch.
O deputado petista Pedro Uczai
ressaltou que o projeto já é vitorioso por vir da base
e pretende unir três milhões de trabalhadores de SC. Lembrou
que SC tem a quarta melhor renda per capita do país e que não
há justificativa econômica para não se implantar
o piso regional.
– Os deputados devem buscar
em suas bases regionais adesões ao abaixo-assinado.
simone.kafruni@diario.com.br
SIMONE KAFRUNI
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de março de 2009 | Economia
Brasil é o segundo mais atingido
pela crise, aponta estudo da Fiesp
Agência Brasil
Um estudo apresentado nesta quarta-feira (11) pela Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo diz que o Brasil é o
segundo país mais prejudicado pela crise internacional. Em comparação
com vários países, entre os quais Alemanha, Espanha, Reino Unido,
Estados Unidos, Japão, Canadá, China, México e Coréia,
o Brasil foi o que apresentou maior retração acumulada do Produto
Interno Bruto (PIB) desde o início da desaceleração da
economia mundial.
De acordo com a pesquisa, o Brasil
acumulou queda de 5,3 pontos percentuais do PIB (soma de todos os bens
e riquezas produzidos no país) desde que a crise começou
a afetar seu crescimento, no fim do ano passado. De um crescimento de
1,7% ocorrido no terceiro trimestre de 2008, o país apresentou
variação do PIB de -3,6% do quarto trimestre.
Os Estados Unidos, por exemplo,
apresentaram diferença acumulada de -2,8 pontos percentuais. De
um crescimento de 1,2% no terceiro trimestre de 2007 - o último
antes do início da desaceleração - o país
fechou o quarto trimestre de 2008 com queda de 1,6% no PIB. No Japão,
a variação foi de -4,2 pontos percentuais e na Zona do
Euro, de -2,2 pontos.
Levando em consideração
as premissas do estudo, o Brasil só tem melhor resultado do que
a Coréia, que acumula diferença de -7,2 pontos percentuais.
O resultado, porém, foi acumulado em quatro trimestres de retração
da economia. No Brasil, isso ocorreu em um trimestre.
"O que sente a sociedade
são os pontos percentuais de queda do PIB", afirmou Francini,
um dos responsáveis pelo estudo. "O Brasil, em termos de
amplitude e em termos de prazo, não tem paralelos."
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AGÊNCIA DIAP, 12 de
março de 2009
Após PIB, juros caem para 11,25%
ao ano, o menor nível da história
Copom reduz juros em 1,5%. Mesmo assim, Brasil segue na liderança no
ranking mundial de juros reais. É o maior corte desde novembro de 2003.
Centrais lutam para que percentual chegue a um digito. Juros reais, descontada
inflação, agora é de 6,5%
Após a produção
industrial registrar um tombo de 17,2% em janeiro, contra o mesmo mês
de 2008, e o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentar recuo
de 3,6% no último trimestre do ano passado, o Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reuniu
nesta quarta-feira (11), manteve a estratégia de cortes mais pronunciados
nos juros básicos da economia brasileira e efetuou uma redução
de 1,5 ponto percentual na taxa Selic.
É o maior corte de juros
desde novembro de 2003. A expectativa era um corte entre 1,5% e 2%.
Acampamentos
O movimento sindical, em nível nacional, se mobilizou nestes dois dias
de reunião do Copom, a fim de pressionar as autoridades monetárias
a reduzirem os juros de forma drástica. E a luta nessa direção
não para por aí. As centrais sindicais continuam a mobilização
para que a Selic caia para um digito.
Em Brasília e São
Paulo, os dirigentes sindicais acamparam na porta da sede do Banco Central,
e só saíram de lá depois do anúncio da redução
conforme a expectativa e reivindicação do segmento.
Queda
de 1,5 ponto percentual
Com isso, os juros definidos pela autoridade monetária, que servem de
referência para o mercado financeiro, recuaram de 12,75% para 11,25%
ao ano e retornaram ao patamar registrado entre setembro de 2007 e abril do
ano passado - o menor nível da história. A série histórica
do BC tem início em 1996.
Os cortes na taxa de juros foram
retomados na última reunião do Copom, ocorrida em janeiro
deste ano, quando a taxa Selic caiu um ponto percentual, para 12,75%
ao ano - no maior corte em cinco anos. Os juros começaram a cair
somente após o agravamento da crise financeira internacional,
que atingiu a economia brasileira de outubro de 2008 em diante, resultando
em um menor nível de atividade e também de procura por
produtos e serviços.
Ao fim do encontro, o BC divulgou
a seguinte frase: "Avaliando o cenário macroeconômico,
o Copom decidiu, neste momento, reduzir a taxa Selic para 11,25% ao ano,
sem viés, por unanimidade.
O Comitê acompanhará a
evolução da trajetória prospectiva para a inflação
até a sua próxima reunião, levando em conta a magnitude
e a rapidez do ajuste da taxa básica de juros já implementado
e seus efeitos cumulativos, para então definir os próximos
passos na sua estratégia de política monetária".
O Copom se reúne novamente em 28 e 29 de abril.
Expectativa
do mercado
A decisão do Copom em reduzir os juros para 11,25% ao ano coincidiu
com a aposta da maior parte dos analistas do mercado financeiro. Na semana
passada, informação que foi divulgada na última segunda-feira
(9), parte dominante dos economistas ainda previa um corte menor: de um ponto
percentual, para 11,75% ao ano.
Entretanto, após o resultado
da produção industrial de janeiro, e do PIB do último
trimestre, a aposta para o Copom deste mês subiu para um corte
de 1,5 ponto percentual - conforme foi efetuado hoje. A expectativa do
mercado é que os juros caiam a até 10,25% ao ano até o
fim de 2009.
Liderança
no ranking de juros reais
Mesmo com a decisão desta quarta-feira do Copom, o Brasil ainda segue
na liderança no ranking mundial de juros reais, que são calculados
após o abatimento da inflação. Com a redução
de 1,5 ponto percentual, os juros reais brasileiros caem para 6,5% ao ano,
informou a Consultoria UpTrend.
O segundo colocado na lista é a
Hungria, com juros reais de 6,2% ao ano, seguida pela Argentina, com
taxa de 4,3% ao ano. A média de juros reais em 40 países
pesquisados pela consultoria é de 4,14% ao ano.
Processo
de definição dos juros
No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o
Copom tem de calibrar a taxa de juros para atingir uma meta pré-determinada
com base no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Ao subir
os juros, atua para conter a inflação e, ao baixá-los,
avalia que a inflação está condizente com as metas.
Para este ano, e para 2010, a
meta central de inflação é de 4,50%. Entretanto,
há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais
para cima ou para baixo. Com isso, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50%
sem que a meta seja formalmente descumprida.
Com um crescimento menor da economia,
há menos pressões inflacionárias. Outro fator que
atua para conter a subida da inflação é o recuo
dos preços das "commodities" (alimentos, aço
e petróleo, entre outros). Entretanto, a subida do dólar,
que está em patamar superior ao registrado antes da crise, pode
atuar para pressionar os preços.
Para 2009, a projeção
do mercado financeiro para o IPCA, que estava em 5,20% em dezembro e
já havia recuado para 4,80% janeiro, caiu para 4,57% na última
semana. Deste modo, continua convergindo para a meta central.
Nesta quarta-feira, o IBGE informou
que o IPCA avançou para 0,55% em fevereiro deste ano, valor que
veio próximo à expectativa do mercado financeiro. Mesmo
sendo a maior alta desde junho de 2008, economistas do IBGE avaliaram
que o movimento foi "pontual", uma vez que reflete, em grande
parte, o reajuste do item Educação. Retirando esse grupo,
todos os demais apontam para baixo, informou o IBGE.
Responsabilidade
Na última semana, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
participou da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico
e Social (CDES) e afirmou, para um público de empresários e membros
do governo, que a redução dos juros básicos tem de ser
feita com "responsabilidade".
"Não se conseguiu
nada no Brasil nas últimas décadas com irresponsabilidades,
com atitudes impensadas, demagógicas ou de curto prazo. Essa responsabilidade
envolve uma queda gradual, que está acontecendo nos últimos
anos. E o BC já indicou que está olhando atentamente toda
situação economia, nacional e internacional, e está tomando
as atitudes adequadas", disse ele no momento.
Segundo avaliação
de Meirelles, a história mostra que essa estratégia tem
dado certo. "Houve ganho do poder de renda do trabalhador, aumento
da expansão da classe média, mostrou um ganho das empresas.
São resultados sem paralelo na história recente do Brasil.
Vamos manter o mesmo nível de responsabilidade", disse
na última semana. (Com G1)
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GAZETA DO POVO, 12 de março
de 2009 | Economia
Tributos
Impostos chegam a 36,56% do PIB
Publicado em 12/03/2009 | Folhapress
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celular Receba boletins Aumentar letra Diminuir letra A carga tributária
brasileira atingiu 36,56% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, segundo
estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
(IBPT). A participação dos impostos no total produzido
no país apresentou alta de 1,02 ponto porcentual sobre 2007, quando
fechou em 35,54% do PIB. O montante de impostos arrecadados foi de R$
1,056 trilhão, enquanto o PIB ficou em R$ 2,889 trilhões.
Segundo o IBPT, cada brasileiro pagou cerca de R$ 5.572 em impostos em
2008, contra R$ 4.920 no ano anterior. O crescimento da arrecadação
federal foi de R$ 88,7 bilhões (13,63%), dos estados R$ 36,55
bilhões (15,66%) e dos municípios R$ 8,02 bilhões
(20,64%).
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FOLHA DE SÃO PAULO,
12 de março de 2009 | Dinheiro
BC muda posição e corta
juro em 1,5 ponto
Decisão unânime do Copom leva
taxa básica a 11,25%, mesmo nível de abril e patamar
mais baixo desde sua criação, em 86 | Corte mais vigoroso
ocorre um dia após anúncio de forte retração
do PIB no final de 08, que levou Meirelles à reunião
emergencial com Lula
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Diante da forte retração
da economia brasileira no último trimestre do ano passado, o Banco
Central decidiu acelerar o ritmo de queda nos juros. O Copom (Comitê de
Política Monetária do BC) reduziu ontem a taxa Selic em
1,5 ponto percentual, fixando-a em 11,25% ao ano. Foi a maior queda desde
novembro de 2003.
Com isso, a taxa volta ao nível de abril passado, antes de o BC dar
início ao último ciclo de alta da Selic. É o patamar mais
baixo desde a criação da taxa, em 1986. O Copom volta a se reunir
no final do mês que vem, e analistas esperam novo corte.
A decisão dos oito membros do Copom foi unânime e era esperada
pelo mercado.
No comunicado que informou a decisão, o BC evita dar pistas sobre qual
será o futuro da Selic. Segundo o texto, o Copom "acompanhará a
evolução da trajetória prospectiva para a inflação
até a sua próxima reunião, levando em conta a magnitude
e a rapidez do ajuste da taxa básica de juros já implementado
e seus efeitos cumulativos, para então definir os próximos passos".
É um recuo em relação ao que foi feito na reunião
do Copom em janeiro. Na ocasião, quando os juros caíram um ponto
percentual, o comunicado afirmava que o BC já estava "realizando
de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros".
O objetivo da frase era indicar que o BC não pretendia fazer um ajuste
muito grande na taxa Selic e que dificilmente os juros cairiam mais do que
um ponto percentual numa única reunião. Sob forte pressão
dentro e fora do governo, e um dia depois do anúncio de queda de 3,6%
do PIB no quarto trimestre de 2008 em relação ao terceiro, a
instituição voltou atrás ontem e intensificou os cortes.
Depois que dados ruins da economia no final de 2008 e começo de 2009
foram divulgados pelo IBGE, alguns analistas passaram a defender um corte maior
na Selic, de até dois pontos percentuais, diante da possibilidade cada
vez maior de que o PIB registre uma variação negativa neste ano,
o que não acontece desde 1992.
Anteontem à noite, depois de divulgados os números do PIB, o
presidente Lula convocou uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, para falar sobre o tombo
sofrido pela economia.
Segundo a Folha apurou, Lula cobrou de Meirelles uma redução
mais rápida dos juros para evitar que o país entre em recessão.
A queda da Selic pode estimular a recuperação do crédito,
um dos setores mais atingidos pela crise. Para que isso aconteça, porém,
há algumas condições. O barateamento do crédito
não depende só do BC, mas também da disposição
dos bancos em repassar a queda da Selic para os juros cobrados de seus clientes.
Alguns dos maiores bancos do país, públicos e privados, já anunciaram
cortes em suas taxas ontem mesmo.
Da mesma forma, uma redução nos juros bancários só tem
efeito prático caso pessoas e empresas não estejam pessimistas
em relação ao futuro da economia e estejam realmente dispostas
a aumentar seu grau de endividamento.
Por isso, o impacto do corte nos juros anunciado ontem sobre o crescimento
do PIB só deve ser verificado num prazo mais longo. Economistas estimam
que pode levar mais de um ano para os efeitos das variações na
taxa serem sentidos por completo pela economia.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
12 de março de 2009 | Dinheiro
Indústria diz que corte é insuficiente
Setor de varejo e centrais sindicais também
cobram mais ousadia do Banco Central na redução da
taxa básica de juros | Para a Fiesp, se os juros não
caírem no curto prazo, equipe econômica será responsabilizada
pelo aumento do desemprego
DA REPORTAGEM LOCAL
Embora considerem que a redução
da Selic venha na direção correta, representantes da indústria,
do varejo e de centrais sindicais dizem que o corte de 1,5 ponto percentual
nos juros ainda não está na medida adequada e pedem ousadia
do Banco Central.
Segundo o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, o Copom (Comitê de Política
Monetária) precisa agir com mais rapidez para evitar o agravamento do
quadro de retração econômica, depois da queda de 3,6% no
PIB no quarto trimestre de 2008. Para ele, o órgão deveria se
reunir de 15 em 15 dias e promover reduções graduais até a
Selic chegar a um nível entre 7% e 8%.
" Os responsáveis pela política econômica serão,
também, os responsáveis pelo desemprego no Brasil se, a curto prazo,
não acontecerem novos cortes na Selic", disse, em nota.
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria),
deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), considera "frustrante" a
redução de 1,5 ponto na taxa Selic. "Esse movimento de aceleração
no corte dos juros não tem a intensidade necessária ao momento",
disse. "O BC ainda mostra descompasso com o esforço de evitar a
recessão."
Na mesma linha, o presidente da ACSP (Associação Comercial de
São Paulo), Alencar Burti, qualificou como "tímida" a
decisão do Copom. "Esperávamos que a coragem revelada pelas
autoridades monetárias em elevar as taxas de juros fosse demonstrada
agora com uma redução mais ousada."
Para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a queda dos juros "era
a única decisão aceitável diante da conjuntura".
Mas a central avalia que a queda é " tardia".
" O Brasil ainda tem chances de registrar crescimento em 2009, e devemos
ser ousados para não perder a oportunidade", disse o presidente da
central, Artur Henrique.
A Força Sindical classificou a decisão do Copom como "nefasta" para
os trabalhadores. "Os insensíveis tecnocratas do Banco Central
perderam uma ótima oportunidade de afrouxar um pouco a corda que está estrangulando
o setor produtivo, que gera emprego e renda. Infelizmente, mais uma vez, o
governo se curva diante dos especuladores", diz Paulo Pereira da Silva,
presidente da central.
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de
março de 2009 | Geral
Força Sindical diz que medida é nefasta
para trabalhadores
São Paulo - O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da
Silva, o Paulinho, acredita que a decisão do Comitê de Política
Monetária (Copom) de reduzir a Selic em 1,5 ponto porcentual ‘‘é nefasta
para os trabalhadores’’. ‘‘Os insensíveis tecnocratas
do Banco Central perderam uma ótima oportunidade de afrouxar um pouco
a corda que está estrangulando o setor produtivo, que gera emprego e
renda. Infelizmente, mais uma vez, o governo se curva diante dos especuladores’’,
afirmou, em nota enviada à imprensa.
Paulinho avaliou que o Brasil
precisa de um ciclo de queda dos juros mais acelerado. ‘‘A
queda no PIB de 3,6% no último trimestre de 2008 (ante o trimestre
anterior), é resultado da hesitação dos membros
do Copom em baixar os juros de forma mais agressiva’’, afirmou.
Para ele, a contração do PIB é prova de que a crise
financeira internacional chegou ao País e deve servir de alerta
para o governo baixar os juros e o spread bancário.
‘‘A demanda mundial
permanece frágil, as exportações em alguns setores
estão baixas, por isso é preciso fortalecer nosso mercado
interno, fomentando a economia e estimulando o consumo. Mas para isto, é necessário
termos juros baixos, em patamares suportáveis’’, apontou.
Paulinho acrescentou que a Força Sindical vai continuar a protestar
e a pressionar o governo sobre a necessidade de juros mais baixos.
Carolina Ruhman
Agência Estado
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FOLHA DE SÃO PAULO,
12 de março de 2009 | Brasil
Dilma e Serra defendem as mesmas receitas
para crise
Potenciais candidatos em 2010, petista e
tucano pedem corte de juros e mais investimento | Em evento em São
Bernardo, ambos ouviram gritos de "presidente" e falaram
dos principais programas dos governos federal e estadual
FERNANDO BARROS DE MELLO
JOSE ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL
Um dia após a divulgação
da queda de 3,6% do PIB brasileiro no último trimestre de 2008,
os dois principais pré-candidatos à Presidência pregaram,
lado a lado, uma receita parecida contra a crise econômica: diminuir
a taxa de juros e aumentar os investimentos públicos.
Em evento em São Bernardo do Campo, a ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff (PT), foi aplaudida ao dizer que a crise econômica "é uma
oportunidade única para o Brasil passar a ter juros civilizados". "Nós
iremos baixar os juros básicos e iremos pelo menos criar uma referência
para os "spreads" [diferença entre a taxa que o banco paga
e a que repassa ao cliente] no Brasil", disse Dilma, que discursou por
cerca de 40 minutos, afirmando que a crise é "sistêmica" e
de "trilhões".
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse que o Brasil
tem a maior taxa de juros do mundo e que a redução da taxa básica
deveria ter sido adotada há seis meses, quando os efeitos da crise começaram
a atingir a economia interna.
Após o evento, eles foram juntos até o Palácio dos Bandeirantes.
Na saída do encontro, Serra disse que a política eleitoral deve
ficar em segundo plano em tempos de crise. "Trocamos idéias gerais
sobre economia. Não cotejei [se há mais convergências que
divergências]. Ela sabe o que eu penso e viu o que falei durante a palestra.
Eleição no Brasil está sendo tratada de maneira muito
prematura."
Segundo o governador, seria ruim se os nomes colocados na pré-campanha
tentassem "faturar eleitoralmente": "A gente tem de trabalhar
para enfrentar a crise. São Paulo é um Estado grande, complexo.
Não dá tempo de governar e fazer campanha. Eu escolho governar".
Em São Bernardo, Dilma e Serra ouviram gritos de "presidente".
Ambos falaram de carros chefes dos governos federal e estadual. Ela citou o
PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), prometeu bilhões
em crédito para financiar obras de saneamento, repetiu a proposta de
construir 1 milhão de moradias até 2010 e anunciou projeto de
R$ 4 bilhões para obras de drenagem.
Ele citou a Nossa Caixa Desenvolvimento, falou de investimentos em estradas,
compra de tratores para agricultores e de abertura de escolas e faculdades
técnicas. Sobre o Rodoanel, disse que "não só estamos
mantendo investimento como acelerando". Foi aplaudido. Citou ainda "grande
investimento" no metrô e na CPTM.
Os dois fizeram elogios ao Bolsa Família e falaram da importância
do mercado interno. Dilma citou uma "nova classe média", formada
por pessoas que deixaram as classes D e E.
Ainda no aspecto econômico, os dois presidenciáveis trocaram alfinetadas
sobre as gestões FHC e Lula. Sob aplauso de uma plateia com muitos sindicalistas,
Dilma lembrou o apagão energético sob FHC, dizendo que faltou
investimento em infraestrutura, e disse que, no passado, "diante de uma
crise financeira o governo quebrava porque era parte da crise". Segundo
ela, "hoje é parte da solução". Ela disse que
o governo recorria ao FMI, que tinha um "receituário recessivo".
" Era proibido investir em infraestrutura, investir em saneamento, proibido
reajustar o salário mínimo e rede de proteção social
nem pensar", disse Dilma, segundo quem hoje Serra tem "uma capacidade
de investimento invejável".
O tucano, que disse ter dado "pitacos" sobre política econômica,
propôs mudanças na lei de concorrência e na questão
do endividamento de prefeituras e Estados. Fez elogios à gestão
do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas
criticou a reação tardia do Banco Central.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
12 de março de 2009 | Brasil
Rumo a 2010:
Políticos dizem que vão
lançar nome de Aécio
Deputados estaduais de Minas de vários partidos e o prefeito de Montes
Claros, Luiz Tadeu Leite (PMDB), foram à sede do governo mineiro, comunicar
a Aécio Neves (PSDB) que em 6 de abril ele terá seu nome lançado
como candidato à Presidência durante evento com Lula e a ministra
Dilma Rousseff. Aécio não se opôs à intenção,
só sorriu, segundo o prefeito e o deputado Arlen Santiago (PTB).
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FOLHA DE SÃO PAULO,
12 de março de 2009 | Brasil
Sob pressão, Senado vai controlar
hora extra
Casa decide usar sistema de ponto eletrônico
após denúncia de que R$ 6,2 mi foram pagos durante
férias de senadores | Primeiro-secretário propõe
cancelar reajuste de valor de benefício, mas volta atrás;
devolução de abono de janeiro cabe a cada senador
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Senado decidiu implementar
um sistema de controle de ponto de hora extra em resposta à denúncia
de que houve pagamento de R$ 6,2 milhões do benefício durante
o período de janeiro, quando os senadores estavam de férias
e não houve trabalho parlamentar na Casa. Num primeiro momento,
os funcionários terão que assinar lista de presença,
depois deverá ser instalado ponto eletrônico.
A resposta da Casa para a denúncia pode se resumir a essa medida. A
decisão sobre a devolução do dinheiro pago aos servidores
caberá a cada senador.
O primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que seria
uma "injustiça" pedir a devolução do dinheiro
a todos os servidores e repassou a responsabilidade a seus colegas. Ele irá encaminhar
um questionário para cada gabinete para que seja checado quem realmente
trabalhou.
Heráclito ainda definiu que os servidores obrigados a devolver o valor
poderão fazê-lo em dez prestações. "Não
caberia uma caça às bruxas. Apelo aos gabinetes para que vejam
quem realmente trabalhou."
Heráclito divulgou ontem parecer da advocacia geral do Senado sobre
o pagamento de horas extras durante o recesso. "Não há,
em nenhuma norma que trate do tema, vedação à prestação
de serviço extraordinário durante o período de recesso
legislativo", diz o texto.
Com relação ao reajuste de 111% no teto pago pela hora extra,
Heráclito chegou a afirmar, pela manhã, que isso seria revisto,
mas depois voltou atrás.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cobrou ontem da Casa "medidas
que sejam efetivas e até mesmo radicais" ao considerar que "errado é o
servidor receber hora extra sem trabalhar". Ele defendeu a devolução
do dinheiro.
" Não quero dar conselho a ninguém, mas acho que seria a melhor
maneira de erguer a imagem da instituição. Isso é uma decisão
de cada um, mas seria uma boa solução para todos nós",
disse. Sarney determinou aos seus assessores que devolvam o dinheiro.
Outros três senadores já enviaram ofício à direção
da Casa comunicando que vão devolver o valor. São eles: Aloizio
Mercadante (PT-SP), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
A maioria, no entanto, se recusa a pedir a devolução. "Se
tiver que devolver, vou fazer empréstimo e pagar do meu bolso",
disse Wellington Salgado (PMDB-MG).
Em outubro de 2008, o Senado mudou a regra para pagar hora extra. Até então,
os servidores de gabinete só podiam receber o benefício por trabalho
adicional de terça a quinta. Hoje se pode contabilizar hora extra também
de segunda e sexta, quando não há sessões deliberativas
no plenário.
Na reunião da Mesa marcada para hoje, Heráclito deverá propor
o ponto eletrônico para que os funcionários do Senado possam registrar
presença. "Mas de imediato tentaremos adotar a mesma medida da
Câmara, que é o uso de lista de presença." Atualmente
não há nenhum tipo de controle.
Na Câmara, 610 servidores receberam hora extra pelo mês de janeiro,
o que custou à Casa R$ 653 mil. (ANDREZA MATAIS E ADRIANO CEOLIN)
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FOLHA DE SÃO PAULO,
12 de março de 2009 | Brasil
Lula pedirá a Obama menos protecionismo
durante a crise global
Presidentes do Brasil e dos EUA se encontrarão
no sábado; brasileiro insistirá no fim de restrições à importação
de etanol | Pauta do encontro incluirá o estreitamento de
laços com países da América Latina; Planalto
espera que ocorra "boa química" entre os dois
KENNEDY ALENCAR
LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No primeiro encontro pessoal
com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva pretende propor que o americano se empenhe
para concluir a Rodada Doha, evite medidas protecionistas da maior economia
do mundo no momento de crise e tenha ação mais efetiva
sobre os bancos- sem descartar eventual estatização temporária.
No Palácio do Planalto, há preocupação em que ocorra
uma "boa química" no encontro deste sábado em Washington,
no qual Lula pretende insistir no fim das restrições americanas à importação
do etanol brasileiro e sugerir a Obama que faça gestos de boa vontade
para a América Latina, sobretudo para países com forte sentimento
anti-EUA.
Ontem, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) demonstrou
otimismo quanto a este aspecto, porque há, segundo ele, uma "afinidade
indiscutível de pensamento" entre Lula e Obama. "Nós
identificamos até semelhanças, às vezes, nas frases usadas
em relação à esperança, à mudança.
Há uma afinidade, eu diria, intelectual, que vai permitir que esta relação
[entre EUA e Brasil], que já é boa, possa ser muito mais aprofundada",
afirmou.
Ministros e assessores de Lula disseram à Folha que o brasileiro tem
na carreira aspectos simbólicos como Obama. Lula é um retirante
que conheceu a pobreza, fez carreira sindical e chegou à Presidência.
O americano é o primeiro negro a presidir os Estados Unidos.
Pauta
Na pauta de Lula e Obama, segundo Amorim, deve entrar um debate sobre "os
remédios para a crise financeira", o que inclui a necessidade de
aumentar e facilitar o crédito para o comércio entre países
em desenvolvimento. Segundo Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência
para assuntos internacionais, "será uma agenda de poucos pontos".
Lula pretende pedir a Obama que se empenhe e não faça exigências
excessivas para viabilizar a conclusão da Rodada Doha, as negociações
para liberalização do comércio internacional que estão
paradas no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio).
O brasileiro também aconselhará Obama a tomar uma atitude mais
definitiva em relação aos bancos americanos que estão
em dificuldade. A intenção é sugerir que ele não
descarte a estatização.
No campo energético, Lula priorizará o álcool. O Brasil
levará mais uma vez aos EUA o pleito sobre a necessidade de eliminar,
ainda que gradualmente, as tarifas de importação sobre o álcool
combustível.
Por ora, o governo manterá o discurso de que não tem como substituir
a Venezuela como fornecedor de óleo cru aos EUA, já que não
tem excedente para exportar. O petróleo do pré-sal ainda vai
demorar a ser explorado em larga escala, e a prioridade do país é agregar
valor -refinar aqui e criar uma indústria do petróleo.
O terceiro ponto da agenda desejada pelo Itamaraty será a América
Latina. Hugo Chávez, presidente da Venezuela, pediu a Lula que o ajude
a melhorar relação com EUA e o aproxime de Obama. Lula pretende
fazer isso, mas num contexto de maior "conciliação" com
a América Latina, no sentido de ajudar Obama a olhar para cá "com
a lógica certa", nas palavras de Amorim.
Sobre Cuba, o presidente deve sinalizar que são positivas as medidas
para suavizar ou encerrar o bloqueio americano.
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) integrará a comitiva de Lula
nos EUA. A Casa Branca reservou pouco mais de uma hora para o encontro, segundo
o chanceler Amorim.
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FOLHA DE SÃO PAULO, 12 de março
de 2009 | Brasil
Nos EUA:
Presidente se reúne também
com líder sindical
Antes de se encontrar com Barack Obama na Casa Branca, no sábado pela
manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá John
Sweeney, líder da AFL-CIO, a maior central sindical dos EUA, que representa
10 milhões de trabalhadores locais. O encontro acontecerá no
hotel em que Lula se hospedará, em Washington.
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GAZETA DO POVO, 12 de março
de 2009 | Economia
Bancos
Liminar que proíbe cobrança
de boleto vale para todo país
O juiz da 2ª Vara Cível
de Londrina, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, estendeu para todo o país
a liminar que proíbe 23 bancos e instituições financeiras
de empréstimo de cobrar taxas de boleto bancário. A liminar
foi obtida pela Promotoria de Defesa do Consumidor há mais de
um mês. A multa para quem descumprir a medida é de R$ 100
mil por dia.
As 23 instituições
financeiras representadas na ação movida pelo Ministério
Público são aquelas que constam de reclamações
recebidas no Procon. No entanto, o coordenador do órgão
de defesa, Flávio Caetano de Paula, lembrou que nenhuma empresa
pode fazer a cobrança, e que todo consumidor tem o direito de
pedir o estorno do que foi pago. “Ele pode receber até em
dobro. E se a empresa estiver dentro da lista pode ser multada.”
Caminhos
Para bloquear e receber o pagamento
da taxa do boleto não é preciso de advogado. A orientação é de
que o consumidor peça que a própria instituição
bancária faça o estorno e retire o valor das futuras cobranças.
Em caso negativo, o caminho é procurar o Procon. Se não
houver negociação, a ação vai para o Juizado
Especial. “O consumidor pode trazer todos os seus boletos e pedir
o estorno.”
Segundo o promotor de defesa
do consumidor, Miguel Sogaiar, a liminar já tem validade há mais
de um mês e a estensão para todo o país só comprova
a ilegalidade da cobrança. Até agora nenhum banco ou instituição
financeira foi multada, mas quem ainda estiver pagando pode apresentar
o boleto como prova para abertura do processo no Ministério Público.
A advogada Fátima Luchesi
obteve na última sexta-feira o estorno de pouco mais de R$ 1 mil
de um cliente seu, que era cobrado por um Taxa de Abertura de Crédito
(TAC) de R$ 350 e R$ 3,20 por mês como cobrança do boleto. “O
que foi deixado bem claro é que o cliente só tem compromisso
de pagar pelo produto e por nenhum custo adicional.”
A ação cobria inicialmente
25 instituições, mas a Marisa S/A e a CRED 21 obtiveram
suspensão da liminar. O argumento é de que ambas trabalham
com sistema de cartão e não de boleto. Entre as outras
empresas que recorreram, a Cetelem e BV Financeira obtiveram a redução
de R$ 100 mil para R$ 10 mil da multa, mas não estão foram
da abrangência da liminar.
Entre os 23 bancos proibidos
de cobrar pelo boleto estão o Santander, Unibanco, Itaúcard,
Fininvest, Finasa e Panamericano. Também constam na lista financeiras
como Losango, Cetelem Brasil, Cifra, Aymoré e BV Financeira,
entre outras.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
12 de março de 2009 | Dinheiro
TRABALHO
Embraer afirma que não vai pagar
salários de demitidos
BRENO COSTA
DA AGÊNCIA FOLHA
A Embraer anunciou ontem que
não vai pagar os salários dos mais de 4.200 funcionários
demitidos no mês passado, mesmo com a vigência de uma liminar
concedida pela Justiça que determinou a "suspensão
das rescisões contratuais".
Em comunicado, a empresa disse que a liminar deferida no dia 27 "não
estabelece a reintegração", a "garantia de emprego
ou salários", enquanto vigente.
Logo após a decisão, o presidente do TRT (Tribunal Regional Eleitoral)
da 15ª Região, em Campinas, Luís Carlos Cândido Martins
Sotero da Silva, disse à Folha que os trabalhadores deveriam continuar
recebendo salário, mesmo que, por decisão da empresa, permanecessem
em casa.
A liminar valeria até o dia 5, quando seria realizada audiência
de conciliação entre as partes. Sem acordo, a decisão
segue valendo.
No comunicado, a Embraer afirma já ter depositado na conta dos demitidos
dinheiro referente às rescisões, "não havendo nenhuma
outra importância legal a ser paga". A empresa também afirma
que, como a homologação das demissões está suspensa,
os funcionários não podem sacar o FGTS ou pedir seguro-desemprego.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos diz
que, se a empresa não pagar os salários, vai pedir a abertura
de inquérito policial contra a Embraer.
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GAZETA DO POVO, 12 de março
de 2009 | Economia
Call centers
TST nega dano moral para controle de
uso do toalete
Publicado em 12/03/2009 | Da
Redação Fale conosco Comente! RSS Imprimir Enviar por email
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letra Decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgada
esta semana marca uma derrota nas questões trabalhistas relacionadas
a funcionários de call centers. De acordo com o TST, o controle
de uso do toalete nessas empresas não configura dano moral contra
a imagem ou intimidade do trabalhador. A tese foi firmada ao julgar recurso
de revista de um operador contra a empresa Vivo em Goiás. A sétima
turma do TST, por unanimidade, seguiu o voto do relator, ministro Ives
Gandra Martins Filho.
O operador de call center ingressou
com a ação trabalhista requerendo indenização
por dano moral por ter sido proibido pela empresa de ir ao banheiro e
questionado sobre o motivo de fazê-lo. Com isso, alegou violação
da honra, imagem, integridade física e psíquica e liberdade
pessoal. Na ação, ele argumentava que esse tipo de controle
indica clara invasão do poder de direção da empresa,
que decide sobre suas necessidades fisiológicas.
Tanto a sentença
de primeiro grau quanto do recurso ingressado no Tribunal Regional
do Trabalho da 18ª Região julgaram o pedido improcedente.
O TRT/GO destacou que a empresa concedia pausa de 15 minutos e outra
de 5, durante o expediente, para que os funcionários utilizassem
o toalete. A defesa argumentou que o controle de saída dos postos
organizava as pausas de trabalho, impedindo que muitos operadores deixassem
o local ao mesmo tempo, inviabilizando a regularidade no serviço.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
12/03/2009
Empresa é condenada por extravio
de carteira de trabalho de empregado
A Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho confirmou condenação imposta à Vivo
S/A pelo extravio da carteira de trabalho (CTPS) de um empregado. O valor
da indenização por dano moral equivale ao salário
que era pago ao trabalhador (R$ 4 mil) e foi imposta pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (PR).
Segundo o relator do recurso, ministro Renato de Lacerda Paiva, a perda da
CTPS é injustificável, ainda mais em se tratando de empresa de
grande porte. O relator afirmou ser evidente o prejuízo que o extravio
do documento acarretou ao empregado, que se viu obrigado a emitir nova carteira
e buscar reconstituir as anotações existentes na anterior.
O TRT/PR concluiu que a Vivo
agiu com culpa, pois foi negligente no cuidado que deveria ter com documento
alheio, cuja perda causou indubitavelmente transtornos à vida
da pessoa, que teve de procurar pelos registros anteriores, fazer nova
carteira e se sujeitar a explicar o extravio de sua CTPS, inclusive perante
o órgão previdenciário. Para o Regional, ainda que
nenhum empecilho seja causado ao trabalhador pela falta da CTPS, ele
estará sujeito às inevitáveis explicações,
inconveniente que será constante em sua vida profissional. “Se
a perda é causada pelo próprio trabalhador, nada resta
fazer senão arcar com os prejuízos decorrentes. Entretanto,
no caso em análise, o transtorno foi ocasionado por negligência
da empresa, que deve responder pelo dano na medida de sua culpa”,
registrou o acórdão.
No agravo ao TST, onde questionou
outros itens da decisão regional (como o pagamento de horas extras,
por exemplo), a defesa da Vivo alegou violação ao artigo
927 do Código Civil. O dispositivo prevê que “aquele
que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”.
Segundo o ministro relator, o dispositivo legal foi corretamente aplicado
pela segunda instância.
Ao acompanhar o relator, o ministro
Simpliciano Fernandes enfatizou um aspecto que não chegou a ser
apontado pelo TRT/PR, mas é de extrema relevância, em sua
opinião: a desconfiança e o preconceito que a apresentação
de segunda via da carteira provoca nos responsáveis por selecionar
candidatos a emprego. Com base em experiência anterior na área
de recursos humanos, o ministro afirmou que a regularidade da documentação é um
importante requisito para a contratação. “Todo empregado
que apresenta carteira em segunda via tem sua conceituação
diminuída quando busca emprego porque a circunstância remete à figura
de alguém que não tem cuidado com seus documentos pessoais,
que é relapso, que é relaxado”, afirmou.
Outro aspecto ressaltado pelo
ministro Simpliciano Fernandes diz respeito à dúvida que
um novo documento gera no recrutador de empregados, que poderá desconfiar
que a emissão do novo documento tenha sido providenciada pelo
trabalhador para ocultar eventuais anotações desabonadoras
de sua conduta ou situações de inconstância, como
excesso de licenças médicas ou rotatividade de empregos.
O presidente da Segunda Turma,
ministro Vantuil Abdala, divergiu do relator. Para ele, o extravio de
documentos é circunstância que faz parte do dia-a-dia de
empresas. Ele afirmou não acreditar que tenha havido intenção
da empresa em prejudicar o empregado, permitindo o extravio de sua carteira
de trabalho, ou seja, não houve dolo ou culpa grave. ( AIRR 18697/2005-011-09-40.7)
(Virginia Pardal)
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12/03/2009
JT reintegra empregado suspenso por reclamar
de lagarta na comida
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou recurso em mandado de segurança impetrado pela SIFCO
S/A contra decisão da 3ª Vara do Trabalho de Jundiaí (SP)
que determinou a reintegração de industriário demitido
por ter enviado aos colegas e-mail em que relatava o aparecimento de
um “corpo estranho” na comida servida pela empresa. O entendimento
foi o de que a pena foi desproporcional ao ato cometido pelo empregado.
Admitido em maio de 1995, o empregado
sentiu-se lesado pela suspensão de trinta dias, sem receber salário,
seguida de demissão por justa causa. Para ele a pena foi exagerada,
porque buscou apenas descobrir, junto aos colegas, uma solução
para o problema detectado na comida servida no restaurante da empresa:
um “bigatinho” (pequena lagarta) encontrado junto com a berinjela
e a lingüiça no prato de um colega.
A demissão foi revertida
pela entidade sindical do industriário, e seu advogado alegou,
na inicial da reclamação trabalhista contra a suspensão,
não ter havido no e-mail qualquer crítica à empresa,
apenas pedido de sugestões sobre a atitude a ser tomada, uma vez
que a SIFCO possui quase três mil trabalhadores, com alto nível
econômico em comparação com as demais classes operárias
do País. Afirmou, também, que o empregado é portador
de doença profissional e, portanto, detentor de garantia no emprego,
razão pela qual fora demitido e reintegrado outras duas vezes.
A seu ver, a empresa aplicou pena tão severa para “se livrar
dele”.
Inconformada, a empresa impetrou
mandado de segurança, com pedido de liminar, no Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região (SP/Campinas), mas o Regional rejeitou
a segurança por concluir estarem presentes os requisitos para
a concessão dos efeitos da tutela e, também, por não
verificar pressupostos como justo receio ou violação a
direito líquido e certo.
O relator do recurso no TST,
ministro Ives Gandra Martins Filho, rejeitou o recurso da SIFCO e destacou
em seu voto que a mensagem enviada pelo empregado, na qual consta a informação
sobre a lagarta juntamente com a pergunta “o que podemos fazer?” não
teve nenhuma conotação lesiva à honra ou à boa
fama da empresa, mas “apenas demonstra a preocupação
com a sua saúde e com a dos demais empregados, procurando uma
solução para o problema juntamente com eles”. O ministro
assinalou, também, que as questões de fundo do processo
principal, especialmente as relativas à pena de suspensão,
serão apreciadas pelo juízo de primeiro grau no momento
adequado – na fase de instrução da reclamação
trabalhista ajuizada pelo empregado. ( ROMS-411/2008-000-15-00.9)
(Lourdes Côrtes)
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12/03/2009
Conciliação em Redenção
(PA) injeta recursos na economia local
Um esforço concentrado
para realizar conciliação em 90 processos movidos contra
a empresa BERTIN S/A em Redenção (PA) que se encontravam
pendentes de julgamento de recurso de revista ou agravo de instrumento
com remessa ao Tribunal Superior do Trabalho, foi realizado pela vice-presidente
do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP), juíza
Odete de Almeida Alves, e equipe, na semana de 2 a 6 de março
de 2009.
A conciliação beneficiou
cerca de cem famílias, com o recebimento, pelos reclamantes, de
verbas rescisória, a título de salários retidos,
parcelas de 13º e férias, dentre outras, o que contabilizou
um montante de R$ 315.558,96. Os trabalhadores também receberam
as parcelas do seguro desemprego e levantaram os valores depositados
a título de FGTS. Ao INSS, foi recolhido o valor de R$ 33.194,18.
A empresa, que explora o beneficiamento de carne em frigorífico,
quitou assim as pendências junto à Justiça do Trabalho.
O valor acordado representa um
montante expressivo, considerando a natureza dos dissídios e a
realidade dos trabalhadores envolvidos, quase todos desempregados e sem
perspectiva de recolocação no mercado de trabalho, diante
da crise econômica. De acordo com o TRT/PA-AP, com a solução
dos processos, houve uma visível injeção na economia
local, considerando-se que os ex-empregados da BERTIN são trabalhadores
vindos de localidades próximas ao centro de Redenção
ou da área urbana daquele município.
(Fonte: TRT da 8ª Região)
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