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Agência Brasil, 14
de março de 2009
Economia brasileira
não terá recessão neste ano, diz Ipea
O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, não acredita na
possibilidade de que o país feche 2009 em recessão,
apesar da queda brusca no Produto Interno Bruto (PIB), no último
trimestre do ano passado e da crise financeira internacional.
Para o economista, há um grupo do instituto trabalhando
nas projeções para este ano e deverá ter
uma posição mais precisa até o fim
do mês quanto às projeções para
2009.
"Nós continuamos trabalhando com a perspectiva
de crescimento. Agora, o tamanho deste crescimento é que
nós não temos ainda uma condição
de avaliar. O diferencial brasileiro é exatamente
este: que a discussão se dê em torno exatamente
do tamanho do crescimento e não sobre a possibilidade
de recessão como no resto do mundo", disse.
Para o presidente do Ipea, a situação vivida
pela economia brasileira neste primeiro trimestre do ano
diferencia em muito do que ocorreu no último trimestre
do ano passado, "que não apenas sofreu os efeitos
da crise, mas também do ajuste dos estoques por
parte das empresas e do impacto tardio da elevação
dos juros no primeiro semestre do ano passado".
Segundo Pochmann, embora neste início do ano ainda
haja o efeito da crise, há também reações
em termos de política econômica para fazer
com que a crise não se manifeste de forma intensa
na economia do país.
O economista avaliou positivamente a decisão do
Comitê de Política Monetária (Copom)
de reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa básica
de juros (Selic).
Para o presidente do Ipea, o comportamento dos juros,
seguindo a trajetória de queda, tende a evitar uma
piora nas expectativas da economia em geral, "porque
nos permite compreender que há uma convergência
das ações governamentais para evitar o agravamento
da crise no Brasil".
As declarações do presidente do Ipea foram
dadas à Agência Brasil a durante a divulgação,
nesta quinta-feira (12), dos dados de março do Sensor
Econômico , no Rio de Janeiro, pelo instituto.
O indicador, lançado em fevereiro deste ano pelo
Ipea, revela que o setor produtivo se mantém apreensivo
quanto à expectativa socioeconômica do país
para 2009.
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Congresso em Foco, 14 de
março de 2009
Uma saída para
a crise ou para que servem sete trilhões de dólares?
Eduardo Fernandez Silva
*
Sete trilhões de dólares foi quanto os governos
despejaram para sustentar os mercados até janeiro último,
disse, em Davos, o primeiro-ministro britânico, Gordon
Brown. Os analistas acreditam que ainda mais dinheiro será necessário,
principalmente para resolver o problema do dito “lixo
tóxico” – curioso eufemismo para não
falar nos “efeitos da imprevidência dos gestores
dos mercados financeiros”.
Assim, mais dinheiro será necessário. Lawrence
Summers, assessor especial do Obama, em entrevista ao Financial
Times do último dia 9 de março, propôs
que os governos injetem mais dinheiro na economia de maneira
coordenada, para reforçar a demanda e tirar o mundo
da recessão. Convém indagar, pois, como poderiam
ser aplicados tais recursos. Aliás, o presidente
Lula, parece, levará à próxima reunião
do G20 proposta de um plano global para redução
da pobreza como forma de combater a crise. Se as duas propostas
se somarem, possivelmente teremos um caminho para sair
da crise.
Vejamos, então, o que significam US$ 7 trilhões.
A população do planeta é hoje da
ordem de 6 bilhões de humanos, que enfrentam riscos à sua
sobrevivência como espécie e organizam-se
em famílias, cujo tamanho médio fica entre
quatro e cinco indivíduos. Há, pois, cerca
de 1,34 bilhões de famílias na Terra. Se
o dinheiro injetado “nos mercados” – outro
eufemismo – fosse dado, no montante de US$ 10 mil
para cada família, uma de cada duas seria beneficiada.
Digamos que tais recursos fossem dados aos mais pobres,
e não aos mais ricos, como tem ocorrido com os planos
de combate à crise até agora divulgados.
Com tal grana, esse grupo de metade das famílias
de humanos poderia construir casas, comprar remédios,
pagar escolas, comprar roupas, eletrônicos e até mesmo
poupar, contribuindo para restaurar o crédito e,
acompanhado das medidas institucionais adequadas, criar
um novo sistema financeiro. A lista de compras, aliás,
seria tão vasta e em tal montante que, muito provavelmente,
o desemprego desapareceria rapidamente e os governos teriam
até mesmo que buscar alternativas para evitar um
surto inflacionário.
Porém, as melhorias na saúde, habitação,
educação, vestuário e segurança
que cada família poderia obter, com o dinheiro recebido,
ativaria os mercados de produção locais e
implicaria, no futuro próximo, aumento de receita
pública e queda dos gastos governamentais provavelmente
suficientes para reequilibrar as finanças públicas.
Assim, o mito de que tal alternativa é inviável
deve cair, como caíram os mitos da eficiência
e autoregulação dos mercados. Também
deve ser revista a noção keynesiana de que
o governo deve injetar recursos para reativar a economia;
importância no mínimo igual deve-se dar à questão
de onde, em quê, para quê e para quem o governo
injeta dinheiro.
Além disso, os humanos poderiam usar a oportunidade
para redefinir os rumos do seu desenvolvimento, ao invés
de buscar restaurar “um sistema para o crescimento
que depende de nós construirmos mais e mais lojas
para vender mais e mais coisas produzidas em mais e mais
fábricas na China, movidas a mais e mais carvão
que causa mais e mais mudanças climáticas
para que a China ganhe mais e mais dólares para
comprar títulos dos EUA para que este tenha mais
e mais dinheiro para construir mais e mais lojas para vender
mais e mais coisas que empregarão mais e mais chineses...” (Friedman,
Thomas, The New York Times, 07/03/08, com adaptações).
Ainda há tempo para as mudanças, que são
imperiosas e ainda mais amplas do que aqui sugerido; haverá lideranças
capazes de botar os guizos nos gatos e mobilizar populações
para promovê-las?
*Economista e consultor legislativo
da Câmara, especializado na área de economia
e desenvolvimento econômico, é ex-secretário-adjunto
de Assuntos Metropolitanos e do Trabalho do governo de
Minas Gerais. Foi professor da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Getúlio
Vargas (FGV) em Brasília.
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Gazeta do Povo, 14 de março
de 2009
Eleições
Ministro sinaliza apoio
do PDT a Dilma em 2010
Declaração de
Carlos Lupi, que também é presidente nacional
do partido, é mais um indicativo de que Osmar pode
se aliar ao PT para o governo do estado
O ministro do Trabalho e presidente nacional licenciado
do PDT, Carlos Lupi, sinalizou ontem, em visita ao Paraná,
que os pedetistas tendem a fechar aliança com o
PT para a eleição presidencial do ano que
vem. A possível composição do PDT
na chapa de Dilma Rousseff (PT), em 2010, é mais
um indicativo de que o senador Osmar Dias (PDT-PR) poderá se
aliar aos petistas paranaenses na disputa pelo governo
estadual – o que daria um palanque forte para a ministra
no estado.
“Tenho uma relação pessoal com a Dilma
de muitos anos porque ela ajudou a fundar o PDT”,
disse ontem Lupi, que cumpriu agenda ontem com Osmar em
Curitiba e Mandirituba, na região metropolitana. “Mas
a questão da aliança não depende só da
minha vontade. No momento certo teremos uma deliberação
do partido”, ponderou o ministro.
A aproximação de Osmar Dias com o PT é vista
como natural pelo ministro Lupi. “Ele é o
nome mais forte no estado e será o governador do
Paraná em 2011 com certeza, pois perdeu a última
eleição por uma diferença muito pequena.
O PT percebe essa realidade. No que cabe a mim, estou conversando
com as lideranças do partido”, disse Lupi.
Osmar Dias, porém, ontem reafirmou que o acordo
entre ele e o PSDB do prefeito Beto Richa, construído
desde a eleição municipal de 2004, continua
valendo. “Em 2006 recebi o apoio dele (Beto Richa)
e, no ano passado, o apoiamos na reeleição.
Acredito que os compromissos que foram feitos serão
mantidos para 2010”, afirmou Dias.
De acordo com o senador, a conversa com o PT surgiu somente
após o PSDB anunciar a intenção de
lançar candidato próprio ao governo do estado
em 2010. “Se isso acontecer, não teremos aliança.
E a conversa com o PT deve continuar”, disse Osmar.
Liderança
Em encontro com a ministra chefe da Casa Civil e com o
ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na última
terça-feira, o senador Osmar Dias foi perguntado
se aceitaria o convite para ser o líder do governo
no Congresso Nacional, cargo hoje ocupado pela senadora
Roseana Sarney (PMDB-MA). O cargo é um dos mais
cobiçados da base do governo, já que entre
suas as funções está a condução
da votação do Orçamento da União.
A sondagem é mais um indicativo de que o PT quer
se aproximar de Osmar.
Ontem, o senador paranaense disse que, se acontecer o
convite oficial, o que vai pesar na sua decisão
de aceitar ou não a liderança será a
importância que o cargo teria para o Paraná. “Enquanto
ela (Roseana Sarney) estiver no mandato, não há possibilidade
de alteração. Para aceitar o possível
convite, tenho de ter a certeza de que posso ajudar o Paraná com
esse cargo, trazendo os programas de habitação
e saneamento para o estado. Se eu puder ajudar o Paraná,
claro que vou aceitar.”
Londrina
Hoje pela manhã o ministro do Trabalho deve ir
a Londrina, onde participará da inauguração
da sede da Gerência Regional do Trabalho no município.
A duas semanas do novo segundo turno na cidade, a presença
de Lupi tende a fortalecer a candidatura de Barbosa Neto
(PDT), que foi o terceiro colocado nas eleições
municipais de Londrina em 2008. “Estarei com o Barbosa
Neto amanhã (hoje) para o apoiar. Mas, virtualmente,
ele já é o prefeito de Londrina. Não
há dúvidas”, afirmou, otimista, o ministro.
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Gazeta do Povo, 14 de março
de 2009
Trabalho
Lupi diz que emprego
reagiu em fevereiro
Em Curitiba, o ministro do
Trabalho afirmou que houve geração de postos
formais no mês passado, após dois meses negativos
O ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi disse ontem,
durante sua passagem por Curitiba, que dados preliminares
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
revelam uma recuperação do nível de
empregos no país em fevereiro. “O governo
deve anunciar um salto na empregabilidade”, disse,
sem divulgar números.
“O indicador de que a economia está melhorando é a
contratação de trabalhadores formais. Em
janeiro tivemos 1,2 milhão de contratações
e 1,3 milhão de demissões. O Brasil começa
a inverter a pirâmide do emprego.” O saldo
de janeiro foi melhor se comparado ao mês de dezembro.
Dados do Caged mostram que em dezembro a diferença
entre contratações e demissões acusou
o fechamento de 650 mil postos de trabalho.
De acordo com o ministro, a partir de março o
Brasil será o “grande país das Américas
que vai apresentar reação à crise
econômica.” Mas Lupi pondera a avaliação
afirmando que o movimento de inversão do saldo negativo
de 100 mil demissões em janeiro ocorrerá de
forma tímida. “Sou um otimista, mas reconhecemos
que o saldo não deve ser grande.”
Só a partir de março, segundo ele, será possível
dizer se o emprego no país vai deslanchar. “Dependemos
dos números de março para traçar uma
previsão. Se março for positivo, vai demonstrar
uma recuperação que prosseguirá nos
meses seguintes”, disse.
Sobre a redução de 1,8% das horas pagas
na indústria em janeiro, segundo dados do IBGE,
o ministro explicou que o governo não interfere
nessa discussão e que não acredita este fato
possa indicar mais demissões. “Faz parte de
uma conversa aberta entre entre trabalhadores e sindicatos,
são os ajustes do setor produtivo”, afirmou.
Lupi rebateu ainda a pesquisa da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), divulgada na quinta-feira
(12) mostrando que 21% das empresas industriais consultadas
pretendem demitir funcionários nos próximos
meses. “Não teremos mais demissões
no Brasil. A resposta da economia está sendo boa,
estamos fechando o mês de fevereiro com saldo positivo,
na contramão da avaliação de grandes
economistas”, afirmou.
O ministro destacou a participação das pequenas
e médias cidades no processo de recuperação
da economia e disse que o Paraná tem um dos melhores
potenciais contra a crise. “Há diversidade
de atividades econômicas no estado. É uma
das unidades da federação que menos está sofrendo
no país.”
Outro ponto ressaltado pelo ministro foi a possível
ampliação do seguro-desemprego para os trabalhadores
de alguns setores da economia. De acordo com Lupi, o Caged
está acompanhando os números do desemprego
para verificar quais setores custarão mais a se
recuperar. “A partir desse estudo o governo vai tomar
uma posição”, disse.
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Gazeta do Povo, 14 de março
de 2009
Habitação
Impasse atrasa decisão
para reduzir impostos
Os técnicos do Ministério da Fazenda
não conseguem chegar a um acordo sobre que desoneração
o governo federal pode fazer no pacote de incentivo à habitação.
Depois de descartar a redução do Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção,
os técnicos brigam agora por causa do Regime Especial
de Tributação (RET) do patrimônio de
afetação. O secretário de Política
Econômica, Nelson Barbosa, defende a diminuição
da alíquota do RET, mas os fiscalistas não
querem abrir mão de arrecadação.
Pela proposta prevista no pacote, o RET – que reúne
PIS/Cofins, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica
(IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro
Líquido (CSLL) – teria sua alíquota
reduzida de 7% para 1% para empresas que construírem
imóveis voltados para baixa renda, ou seja, trabalhadores
com renda de zero a três salários mínimos.
Esse regime tributário vale para as empresas que
usam o patrimônio de afetação, ou seja,
que fazem empreendimentos cuja contabilidade é controlada
em separado. O sistema foi criado em 2004 para evitar casos
como o da Encol, em que uma empresa falida usava o patrimônio
de compradores de seus imóveis para o pagamento
de passivos.
Segundo técnicos da Fazenda, o problema é que
a queda da arrecadação no início de
2009 e o forte desaquecimento da economia deixaram a Receita
Federal relutante em abrir mão de qualquer valor.
Publicamente, o discurso do governo é que o pacote
terá como foco principal destinar recursos públicos
para subsidiar as prestações de imóveis
para baixa renda, pois isso terá efeito direto no
bolso do cidadão. Estima-se que a União possa
destinar R$ 20 bilhões para os subsídios.
Barbosa e o setor da construção alegam que
o RET também tem efeito para o comprador na ponta.
A redução dos tributos baixaria o preço
dos imóveis em 6% e ainda teria como vantagem reduzir
a informalidade na construção civil, que
chega hoje a 70%.
“Alterar o RET torna o investimento em casas populares
mais atraente para as construtoras. A população
que ganha entre zero e três salários mínimos
não compra imóveis de construtoras. Ela costuma
ter terrenos, muitas vezes irregulares, e constrói
na base do mutirão com mão-de-obra pouco
qualificada”, afirma o vice-presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção
(Cbic), José Carlos Martins.
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Gazeta do Povo, 14 de março
de 2009
Habitação
Financiamento imobiliário
com poupança cresce 17%
O financiamento imobiliário com recursos da
caderneta de poupança atingiu R$ 1,9 bilhão
em janeiro deste ano, informou ontem a Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário
e Poupança (Abecip). Com isso, o volume emprestado
subiu 17,45% sobre o mesmo período do ano passado.
O volume de contratações feitas pelos agentes
do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
envolveu a construção e aquisição
de 18 mil unidades habitacionais, número 3,85% maior
que o de janeiro de 2008.
Com esses resultados, os montantes acumulados em períodos
de 12 meses mantêm a tendência de crescimento.
O número de unidades financiadas superou 300,3 mil
(contra 299,7 mil, no saldo de dezembro) e o volume de
recursos avançou de R$ 30 bilhões para R$
30,3 bilhões, na mesma base de comparação.
Em relação aos depósitos de poupança,
de acordo com informações do Banco Central,
houve retiradas da ordem de R$ 900 milhões em janeiro. “Este
resultado não constitui surpresa, pois o primeiro
mês do ano é caracterizado como um período
em que os saques costumam superar os depósitos,
devido aos gastos com festas de final de ano, pagamento
de tributos, férias e despesas escolares”,
afirmou a Abecip em nota.
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Gazeta do Povo, 14 de março
de 2009
Retração
Instituto prevê queda
de 1,8% para o PIB global
A economia global vai se contrair em 1,8% neste ano,
0,7 ponto porcentual a mais do que a previsão de janeiro,
segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF),
que reúne 380 grandes bancos. O instituto pediu para
que os governos aprovem novos pacotes de estímulo
fiscal que terão “efeito imediatos” e
disse que mais cortes nas taxas básicas de juros serão
necessários.
O IIF não foi o único a revisar as suas
projeções para a economia mundial. Pela segunda
vez em menos de dez dias, o banco americano Goldman Sachs
diminuiu a sua estimativa. Prevê uma queda de 1%
no PIB global, 0,4 ponto porcentual mais do que a projeção
anterior. Pelas estimativas do Goldman Sachs, a economia
alemã, a maior da Europa, se contrairá em
5,2% neste ano – o dobro da estimativa anterior.
Nos últimos dias, dirigentes do Banco Mundial e
do FMI disseram que a economia mundial vai se contrair
neste ano. Caso as previsões se confirmem, será a
primeira retração do PIB global desde o fim
da Segunda Guerra, em 1945.
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Folha de S.Paulo, 14 de
março de 2009
PRODUÇÃO
Com a demanda em queda,
indústrias de papel do PR param
DA AGÊNCIA FOLHA
Em meio à queda de demanda provocada pela crise global,
duas indústrias multinacionais de papel que têm
unidades no Paraná decidiram paralisar a produção.
A sueco-finlandesa Stora Enso e a norueguesa Norske Skog reclamam do
governo de Roberto Requião (PMDB) por uma mudança em
tributos, que, dizem, onera o setor. No fim de 2008, o governo aumentou
impostos para gastos com energia elétrica e comunicação
e diminuiu para outros 95 mil itens.
Alex Pomilio, da Norske Skog, diz que a energia representa 40% do custo
de produção. Ele também reclama da retenção
de créditos do ICMS, aos quais as empresas têm direito
de devolução.
A Norske vai paralisar a fábrica em Jaguariaíva (221
km de Curitiba) na última semana de março e durante maio
todo. A Stora Enso suspendeu atividades em Arapoti (239 km de Curitiba)
por 24 dias, cortou 4% do quadro de funcionários de lá e
pretende parar por mais 14 dias.
Requião disse considerar mudanças na tributação
para setores em dificuldades, mas não especificou quais.
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