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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
março de 2009 | Economia
Vagas formais voltam a crescer em fevereiro
Foram geradas 9.179 vagas com carteira
assinada, apesar da recuperação é o pior resultado
para o mês desde 1999
Brasília - A economia brasileira registrou a criação de
9.179 vagas com carteira assinada em fevereiro, após três meses
de resultados negativos devido à crise econômica. O número
representa a diferença entre contratações e demissões
no período.
O número ficou abaixo
do mencionado pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho), que apontou criação
de cerca de 20 mil postos no mês passado. ‘‘Será próximo
disso (20 mil vagas). Não mais de 20 mil’’, disse
Lupi, acrescentando que o resultado do emprego formal na indústria
continuaria negativo.
Apesar da recuperação,
esse é o pior resultado para meses de fevereiro desde 1999, de
acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)
divulgados ontem. Naquela época, foram fechados de 78 mil pontos.
Em fevereiro de 2008, por outro lado, ano que prometia ser o melhor em
termos de vagas abertas, foram criados 204.963 postos com carteira assinada.
Entre novembro e janeiro, foram
fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada. Em dezembro, pior
mês da crise no emprego, o governo registrou o pior resultado da
série histórica do Ministério do Trabalho, quando
foram fechados 654.946 postos de trabalho. Somente em janeiro deste ano,
foram fechadas 101 mil vagas.
Mesmo com os efeitos da crise,
Lupi vem mantendo a projeção de geração de
1,5 milhão de postos formais neste ano (em 2008, foi de 1,452
milhão).
Eduardo
Cucolo
Folhapress
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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de março de 2009 | Economia
Lupi prevê criação
de 100 mil empregos em março
Agência Estado
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, prevê para o mês
de março a geração de mais de 100 mil postos de trabalho
com carteira assinada, em todo País. Se essa previsão for comprovada,
segundo o ministro, será zerado o saldo negativo de janeiro, quando
foram fechadas 101,7 mil vagas. O ministro comemorou o desempenho do mercado
de trabalho do mês de fevereiro, que apresentou saldo positivo, entre
contratações e demissões, de 9.179 vagas formais. Os dados
são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério
do Trabalho.
"O Brasil começou
a sair da crise no mês de fevereiro. Tivemos recuperação
nos principais Estados", disse o ministro, referindo-se ao Rio de
Janeiro, que teve crescimento líquido do número de vagas,
e São Paulo e Minas Gerais, onde, segundo ele, houve uma estabilização.
Em São Paulo, o saldo de fevereiro foi de apenas 95 vagas fechadas. "A
partir de março, São Paulo será a alavanca do crescimento
do emprego no Brasil", disse o ministro, referindo-se, principalmente,
ao setor automotivo e ao aumento do poder de compra com o reajuste do
salário mínimo. Desde 1º de fevereiro, o salário
mínimo nacional passou de R$ 415,00 para R$ 465,00.
"Em março, começa
a grande virada", disse o ministro, prevendo que os setores que
mais puxarão esse desempenho positivo serão o de serviços,
construção civil e setor agrícola. Lupi previu para
2009 a geração de 1,5 milhão de novos postos de
trabalho com carteira assinada no País.
Seguro-desemprego
O ministro do Trabalho e Emprego
informou nesta quarta-feira (18) que deverá divulgar na próxima
semana os setores que serão beneficiados com o pagamento de parcelas
extras do seguro-desemprego. Ele adiantou que entre os segmentos mais
atingidos por demissões devem estar o da indústria da transformação
e os setores voltados para a exportação, citando o de minério,
o automotivo e também a Embraer. A Embraer demitiu, no mês
passado, 4.270 funcionários.
Segundo ele, é preciso
cruzar os dados dos últimos três meses e compará-los
com o desempenho de cada setor nos últimos anos. A ampliação
do seguro-desemprego, de cinco para até sete parcelas, aprovada
no mês passado, não vai beneficiar todos os setores. Apenas
os trabalhadores dos setores mais afetados pela crise e que mais demitiram.
Hoje, as parcelas do seguro-desemprego variam de três a cinco meses.
IPI
Lupi disse considerar "pouco
provável" que o governo não prorrogue a redução
da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para
carros novos, que vigora até o dia 31 de março. Segundo
ele, em alguns segmentos, já há fila de espera de 45 dias
para a compra de carros. O problema de baixo número de vendas
estaria nos setores de máquinas agrícolas e caminhões.
"Não se deve
mexer naquilo que está dando certo", disse Lupi sobre a
redução do IPI, anunciada em dezembro passado. Ele ressaltou,
no entanto, que é necessário ter das empresas a garantia
de emprego. Ao ser questionado se essa prorrogação seria
por outros três meses, Lupi respondeu que depende da avaliação
do Ministério da Fazenda.
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Folha de S.Paulo, 19 de março
de 2009
Arrecadação em queda
reduz rigor fiscal
Governo corta previsão de crescimento
de 3,5% para 2% e faz contingenciamento de gastos do Orçamento
de R$ 21 bi | Com arrecadação menor, meta de superávit
cairá de 3,8% para 3,3% do PIB, e diferença poderá ser
usada em obras de infraestrutura
FÁBIO ZANINI
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A crise levou o governo a rever
suas projeções para este ano. Agora, espera crescimento
menor, com queda de arrecadação e menor aperto fiscal.
A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto cairá de 3,5%
para 2%, ainda acima das estimativas do mercado, de 0,59%. A arrecadação
de tributos federais, em forte queda no primeiro bimestre, deverá ficar
R$ 35 bilhões abaixo do previsto no Orçamento aprovado para este
ano, apurou a Folha.
Com menos dinheiro em caixa, o governo decidiu buscar um superávit primário
(a parcela das receitas destinada ao abatimento da dívida pública)
menor neste ano, o que também contribui para injetar mais dinheiro na
economia. A meta deverá cair de 3,8% para algo mais próximo a
3,3% do PIB. Para isso, deverá usar um mecanismo avalizado pelo FMI
que permite abater da meta o equivalente a 0,5% do PIB em despesas com obras
prioritárias em infraestrutura.
Essas decisões, tomadas após reuniões recentes do presidente
Lula com vários ministros, devem ser anunciadas oficialmente até amanhã,
quando deverá ser confirmado um bloqueio de R$ 21 bilhões nos
gastos do Orçamento deste ano. O objetivo é adequar as contas
públicas ao cenário adverso trazido pela crise global.
A diferença entre os R$ 35 bilhões de receita menor e o corte
de R$ 21 bilhões no Orçamento é exatamente o valor da
queda inicial da meta de superávit. Ao longo do ano, se as projeções
de arrecadação piorarem, tanto pode haver mais cortes como mais
redução da meta fiscal.
O novo contingenciamento reduz o anunciado em janeiro, de R$ 37 bilhões.
Tratava-se, porém, de uma iniciativa assumidamente preventiva, adotada
em caráter provisório, cujo cumprimento não era viável.
Descontando a parcela da arrecadação que é automaticamente
repassada a Estados e municípios, a lei orçamentária prevê receitas
de R$ 662 bilhões neste ano, que equivaleriam a uma vigorosa expansão
de 13,4% sobre o resultado do ano passado. Embora as despesas autorizadas cheguem
a R$ 610 bilhões, os cortes têm de ser feitos sobre uma parcela
bem menor, de R$ 155 bilhões -as demais são obrigatórias.
O bloqueio de despesas pode ser elevado ao longo do ano, como sinalizou ontem
Lula. O presidente disse que sua intenção é cumprir os
acordos de reajustes salariais firmados no ano passado com os servidores públicos
-desde que situação "volte à normalidade"- e
postergou a decisão para junho.
A possibilidade de suspender os aumentos do funcionalismo está entre
as principais medidas em estudo para adequar a programação de
gastos da União ao novo cenário econômico, que reduz a
arrecadação. "Nós temos um acordo, a minha ideia é cumprir
esse acordo. Eu só não cumprirei o acordo se houver anormalidade.
Mas, como eu só vou ter que decidir no mês de junho, por que eu
tenho que ter pressa agora?", disse Lula.
Promovido por meio de três medidas provisórias já transformadas
em leis, o pacote de reajustes dos servidores prevê aumentos escalonados
até 2012, com gastos novos de R$ 22 bilhões para este ano, levando
o gasto total da União com pessoal a R$ 155 bilhões. Foi prevista,
porém, a possibilidade de adiar os aumentos em caso de perda de receita.
Lula descartou uma decisão antes de junho. "É que não
gosto de tomar medidas precipitadas. Se tem uma coisa que não cabe na
minha cabeça, é ficar com medo do que vai acontecer amanhã.
Eu não tenho medo precipitado, eu tenho medo premeditado."
Segundo ele, o reajuste depende da evolução dos impactos da crise
e da esperada recuperação econômica. "Minha ideia é cumprir.
Deus queira que volte à normalidade logo, para que a gente não
tenha que mexer em nada."
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Gazeta do Povo, 19 de março
de 2009
Meio ambiente
Madeira nobre vira lenha no Paraná
Metade da matéria-prima vegetal usada
para produzir energia vem de matas nativas, diz instituto
Ponta Grossa - Não vira
papel, nem se transforma em móveis e não vai para a construção
civil. A maior parte da madeira cortada no Paraná é usada
como fonte de energia. É queimada: vira carvão vegetal
ou alimenta, na forma de lenha e cavaco, fornos e caldeiras. Pelos cálculos
do Instituto Nacional de Eficiência Energética (Inee), a
metade do material vegetal usado para produzir energia vem de matas nativas.
Em recentes fiscalizações, o Instituto Brasileiro de Meio
Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encontrou fornos
de carvão e picadores de madeira abastecidos com araucária,
cedro e até imbuia. No Centro-Sul – a região que
tem os maiores remanescentes e também a que mais devasta a Mata
Atlântica no Paraná –, sobrevoos de helicóptero
realizados neste ano localizaram 1,1 mil fornos de carvão em meio à floresta.
Segundo o superintendente estadual
do Ibama, José Álvaro Carneiro, uma grande quantidade do
que é produzido de carvão no Paraná é usada
nas usinas siderúrgicas de Minas Gerais. Assim, araucárias
cortadas no estado estariam sendo usadas para fabricar aço e ferro
gusa. A “importação” de carvão paranaense
seria uma forma de burlar uma rigorosa lei mineira: todo o produto queimado
nas caldeiras das usinas só pode vir de madeira de florestas plantadas.
Biológo e escritor, Felipe
Costa conta que as empresas passaram a comprar carvão também
de Goiás e Bahia. “A cadeia produtiva em torno das siderúrgicas é suja
e criminosa. Envolve trabalho escravo, trabalho infantil e desmate. A
forma de impedir que árvores nativas sejam abatidas e torradas é ficar
em cima de quem compra”, diz. Para ele, que mora em Minas Gerais,
muitos empresários ainda se valem da máxima de reduzir
custos, mesmo praticando ilegalidades, e procuram áreas onde ainda é possível
desmatar.
Para o coordenador de mobilização
da Fundação SOS Atlântica, Mario Mantovani, a pressão
sobre o que resta de vegetação nativa para lucrar antes
que alguma estrutura pública impeça a destruição
completa da floresta promoveu “uma espécie de salve-se quem
puder”. “Não é nada inteligente queimar árvores
como araucária e imbuia. Estão fazendo lenha e cavaco disso.
Mas é que algumas pessoas enxergam as toras apenas como uma forma
de ganhar dinheiro. Se não conseguem um valor melhor por elas,
aceitam até queimar, desde que lucrem com isso”, avalia.
O diretor-geral do Instituto
Nacional de Eficiência Energética (Inee), Jaime Holanda,
conta que 14% da energia primária brasileira vem da madeira. E
mais da metade da madeira queimada vai para a indústria. “Cerca
de 35% do ferro gusa produzido no Brasil é com carvão vegetal.
E em nenhum outro lugar do mundo se usa isso, já que há fontes
de carvão mineral. O problema do uso de vegetal é o aspecto
criminoso de queima de mata nativa”, afirma. Contudo, alguns setores
industriais conseguiram priorizar as florestas plantadas, como pínus
e eucalipto e buscaram formas mais racionais de usar a madeira. As toras
são divididas em três partes: a mais nobre é vendida
para serrarias, a menos nobre alimenta as caldeiras da própria
fábrica e a intermediária vai para a produção
de papel.
Para
onde vai
Veja quais são os principais usos para a madeira cortada no Paraná:
Indústria do papel -
5,3 milhões de metros cúbicos.
Indústria de celulose -
2,9 milhões de metros cúbicos.
Serraria - 4,5
milhões de metros cúbicos viram madeira serrada.
Reconstituição -
2,6 milhões de metros cúbicos viram madeira reconstituída.
Energia - 19,2
milhões de metros cúbicos viram energia.
Madeira nativa -
Da madeira que é usada para a produção de energia
no Paraná, a estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Eficiência
Energética (Inee) é de que metade seja de madeira nativa.
Fonte: Secretaria Especial
de Reflorestamento/ referente ao ano de 2006
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19/03/2009
Dano moral: motorista é indenizado
por falsa acusação
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho negou provimento a agravo interposto pela Amazon Refrigerantes
Ltda., e manteve as decisões anteriores que condenaram a empresa
a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 10
mil a um motorista, acusado de roubar pacotes de garrafas de refrigerantes
do tipo PET.
Em setembro de 2004, o empregado
foi admitido como motorista e passou, por determinação
da Amazon, a acumular a função de entregador de mercadorias,
com salário médio de R$ 1 mil. Alguns dias antes de ser
demitido, sem motivo, em janeiro de 2006, numa reunião com os
empregados, o supervisor da empresa, na presença de vários
colegas, “sem medir as palavras”, acusou-o nominalmente,
junto com outro colega, pelo desaparecimento de alguns pacotes de garrafas
PET de refrigerantes. A denúncia, segundo o motorista, “descabida
e infundada”, causou-lhe “enorme constrangimento”,
pois não teve direito a nenhuma explicação ou defesa.
Ele disse, ainda, que o supervisor o forçou a pedir demissão
e, em tom ameaçador, afirmou: “Ou você pede as contas
ou vai se ver comigo”.
A acusação de “ladrão” virou
notícia e fez com que a má fama se espalhasse pela empresa
e surgissem comentários negativos a seu respeito, o que lhe teria
causado “insônia, tristeza profunda e mudança no humor,
acarretando brigas constantes com sua esposa e filhos”. A Amazon,
porém, não registrou o suposto furto na Delegacia de Polícia.
Para o empregado, isso teve efeitos mais negativos, pois a acusação “o
acompanhará para a vida toda, e nem mesmo o reconhecimento indireto
de sua inocência poderá aplacar a dor, o abalo emocional
e a vergonha”.
As provas testemunhais reforçaram
sua inocência. Dois colegas, presentes à reunião,
confirmaram seu depoimento na 12ª Vara do Trabalho de Manaus. Na
inicial, o motorista pediu indenização no valor de 36 vezes
seu salário, ou seja, cerca de R$ 36 mil.
O juiz deferiu o pedido, mas
limitou o valor a R$ 10 mil. A sentença foi mantida pelo TRT da
11ª Região (AM), que ressaltou que a empresa, por meio de
preposto, causou constrangimento ao trabalhador, ao acusá-lo de
desvio de mercadoria, “restando evidente a ofensa à sua
honra e à sua moral”.
No julgamento do agravo
de instrumento (que visava ao destrancamento do recurso de revista
rejeitado pelo TRT) no TST, a ministra Dora Maria da Costa, relatora,
ressaltou que para concluir de forma diversa, seria necessário
revolver fatos e provas, o que é vedado pela Súmula nº 126
da Corte. ( AIRR-21956/2006-012-11-40.3 )
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19/03/2009
Trabalhador que usava maçarico para
reparar linha férrea receberá adicional
Um ex-empregado da empresa ALL
- América Latina Logística do Brasil S/A, que utilizava
maçarico de gás para reparar trechos de vias férreas
paranaenses onde transitavam vagões-tanque, receberá adicional
de periculosidade em razão da exposição a agentes
perigosos em caráter intermitente (não-contínuo).
A decisão é da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, em voto do ministro
Horácio de Senna Pires.
Na SDI-1, a empresa questionou
decisão da Quinta Turma do TST que deferiu o pagamento do adicional
ao trabalhador que exercia a função de “artífice
de via permanente”, embora a segunda instância o tenha negado,
a partir da constatação de que o risco não era habitual.
O trabalhador utilizava maçarico de gases comburentes e explosivos
(acetileno e oxigênio) para reparar trechos da ferrovia nas quais
circulam cargas gerais, inclusive combustíveis e inflamáveis,
provenientes do terminal de Araucária (PR).
Para realizar o trabalho ao longo
do trecho, seu deslocamento era feito por “trens de lastro” ou
por “auto de via” em que era transportado o combustível
necessário para o consumo diário. Eram montados acampamentos
sobre vagões férreos, destinados à acomodação
do pessoal, cozinha e depósito de ferramentas. O trabalhador era
responsável pela manutenção corretiva ao longo da
via férrea, como substituição de dormentes e trilhos,
capina, limpeza e manutenção de valetas e bueiros de drenagem.
O adicional de periculosidade
foi concedido pela Quinta Turma do TST com base na descrição
das tarefas desenvolvidas pelo empregado em informações
contidas no acórdão do Tribunal Regional da 9ª Região
(Paraná). Os ministros concluíram que a exposição
do trabalhador a inflamáveis ocorria de forma habitual, ainda
que intermitente. Segundo o ministro Horácio de Senna Pires,
a decisão não contrariou a Súmula nº 126
(que impede os ministros do TST de rever fatos e provas), pois a decisão
baseou-se em informações contidas no próprio acórdão.
( E-RR 64.286/2002-900-09-00)
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AGÊNCIA BRASIL, 19
de março de 2009
Brasil é destaque entre os países
que reduziram a taxa de desemprego entre 2003 e 2007
Rio de Janeiro - Dados comparativos do mercado de trabalho brasileiro com o
de outros países, no período de 2003 a 2007, mostram que o Brasil
tem posição de destaque na política de redução
da taxa de desemprego, beneficiando-se do movimento de crescimento da economia
mundial, ao contrário do que ocorreu em outras nações.
A conclusão é do estudo do economista Antonio Marcos Hoelz Ambrozio,
da Área de Pesquisas Econômicas (APE) do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).
A pesquisa divulgada nesta quarta-feira
(18) selecionou os países que não tiveram mudança
de metodologia ao longo do tempo, permitindo a medição
do ganho ou da perda de dinamismo no mercado de trabalho. "O que
a gente vê é que entre os países que a gente está considerando
aqui [na pesquisa], o Brasil tem um dos melhores desempenhos".
O país saiu de uma taxa
de desemprego de 12,3%, em 2003, para 9,3%, em 2007, revelando uma queda
de 3,3 pontos percentuais. "E o mais interessante é que em
2008 esse movimento continuou, quando tinha sido revertido em boa parte
dos países", disse. De 2007 até o terceiro trimestre
de 2008, a queda na taxa de desemprego alcançou 1,2 ponto percentual.
Na média dos 20 países analisados, a redução
do desemprego foi de 1,9 ponto percentual entre 2003 e 2007.
O estudo já evidencia
efeitos da crise internacional. No caso dos Estados Unidos, por exemplo,
os dados do mercado de trabalho começam a se deteriorar desde
o segundo semestre de 2007. A taxa de desemprego norte-americana era
de 4,6% em 2007 e em 2008, até setembro, já havia subido
para 5,5%. "O desemprego americano começa a subir muito em
2007 e, principalmente a partir de 2008 em diante, enquanto no Brasil
continuou caindo", afirmou o economista. Os dados recentes, referentes
a 2009, não foram incluídos no estudo.
Ambrozio ressaltou ainda que,
em países como a China e Hungria, que tiveram taxas expressivas
de crescimento econômico no período pesquisado, o efeito
sobre o mercado de trabalho não foi bom. "Uma coisa que poderia
explicar isso é que um país, quando sofre uma transformação
estrutural, ou seja, uma abertura comercial, ele tende a ter uma desaceleração
no emprego no momento do choque", disse.
Para o economista, essa
transformação, no Brasil, se verificou nos anos 90, enquanto
na China e na Hungria esse processo de ajuste tecnológico e
de abertura comercial ainda estaria em curso. Segundo Ambrozio, o ajuste
promovido no Brasil abriu espaço para se ter um aumento conjunto
do nível de emprego e de crescimento econômico.
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NCST, 19 de março
de 2009
Setor de construção
reclama de burocracia e impostos
O presidente do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil
em São Paulo (Sintracon), Antônio de Sousa Ramalho, reclamou
nesta terça-feira da lentidão e da burocracia da Caixa
Econômica Federal na liberação dos recursos para
a construção civil. "Quero reclamar da burocracia
da Caixa, que tem sido muito devagar", disse.
"A gente vê grande
otimismo no presidente Lula, ele faz os discursos e a gente acredita,
mas a burocracia do governo está lenta para a situação
que estamos vivendo", afirmou Ramalho, durante a abertura do 2º Seminário
Nacional da Construção Civil no Brasil: Desafios e Oportunidades.
Segundo ele, várias construtoras
em São Paulo estão com mais da metade do empreendimento
pronto, mas não conseguem a liberação dos recursos
da Caixa para completar as obras. "O dinheiro não chega nas
obras", disse.
Presente no seminário,
o gerente nacional de habitação da Caixa, Paulo Patay,
disse que a instituição tem trabalhado para oferecer as
menores taxas e os melhores prazos de financiamento habitacional. Segundo
ele, a Caixa terá este ano um orçamento recorde de R$ 27
bilhões dos quais R$ 2,7 bilhões serão para financiamento
da compra de material de construção e R$ 1 bilhão
exclusivamente para a população de baixa renda.
Impostos
Representantes do setor da indústria da construção civil
aproveitaram o seminário de hoje para reclamar dos altos impostos incidentes
sobre a cesta básica de material de construção. Segundo
o diretor da Câmara Brasileira da Indústria da Construção
(CBIC), Luís Carlos Botelho, é importante que o governo zere
a alíquota da Cofins, PIS e Imposto de Renda da Pessoa Jurídica
(IRPJ) quando se tratar de empreendimentos voltados para habitação
de baixa renda.
O presidente da Associação
Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco),
Cláudio Elias Conz, disse que a carga tributária incidente
sobre a cesta básica da construção civil é de
38%, mais que o dobro da carga tributária para automóveis
populares, sem contar a recente redução da alíquota
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos.
Emprego
e pacote
O presidente do Sintracon disse que, em julho do ano passado, o setor da construção
civil já tinha um déficit de mão de obra de 230 mil trabalhadores
e que, no fim de 2008, segundo dados do governo federal sobre empregos com
carteira assinada, contidos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), houve uma perda de mais 105 mil trabalhadores. Além disso,
nos dois primeiros meses deste ano, mais 70 mil pessoas foram demitidas no
setor da construção civil.
Ramalho afirmou que o setor espera
que essa situação volte a melhorar a partir deste mês,
mas alertou que o pacote da habitação, que deve ser anunciado
pelo governo nos próximos dias, não pode se transformar "num
pacote de R$ 1,99".
Também presente
no seminário, o secretário de Desenvolvimento da Produção
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Armando Meziat, lembrou que o governo está finalizando
as medidas do pacote habitacional. Segundo ele, essas medidas contemplarão
um arranjo que incluirá Estados, municípios e setor privado.
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GAZETA DO POVO, 19 de março
de 2009 | Economia
Construção civil
Caixa vai simplificar aprovação
de projetos
Medida faz parte do pacote do governo federal
de estímulos ao setor e deve acelerar a construção
de imóveis
Brasília - A Caixa Econômica
Federal vai cortar de uma só vez 200 especificações
técnicas que são exigidas das construtoras na hora de aprovar
projetos do setor imobiliário – o número de exigências
vai cair de 254 para apenas 54. A medida faz parte do pacote de estímulo à construção
civil que o governo vai lançar nos próximos dias e tem
como objetivo acelerar a construção dos imóveis
e garantir a meta do governo de contratar a construção
de um milhão de casas populares até o fim de 2010. A informação
foi dada ontem pela presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, durante
audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos
do Senado Federal.
Logo depois da audiência
da CAE, a decisão foi comemorada pelo setor. O presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo
Safady Simão, considerou a medida de “extrema importância” para
garantir que o pacote dê certo. Segundo ele, a Caixa exige uma
série de procedimentos burocráticos que dificultam a aprovação
dos projetos das empresas.
Segunda Maria Fernanda, a Caixa
está preparada para executar o pacote habitacional do governo.
Na audiência, ela foi desafiada pelo líder do PSDB no Senado,
Arthur Virgílio (AM), que questionou a capacidade do governo Lula
de colocar o projeto em prática em 19 meses. A presidente da Caixa,
no entanto, não quis dar detalhes sobre o pacote habitacional,
alegando que não estava autorizada para falar sobre o tema. Ela
garantiu que a Caixa está preparada para executar o programa,
mas alertou que ele também depende do setor privado.
Ela antecipou também que
haverá mudança no seguro de vida contratado nos financiamentos
habitacionais. “O seguro de vida terá uma condição
diferenciada”, afirmou. O seguro, segundo ela, traz tranquilidade à família
porque, em caso de falecimento do tomador do empréstimo, a família
não terá mais dívida a pagar.
Negociações
Maria Fernanda disse também
que a instituição está fazendo uma prospecção
de mercado para adquirir novas carteiras e participações
em bancos de pequeno e médio porte. “Estamos fazendo uma
prospecção de negócios e aqueles que são
importantes para a instituição estão sendo analisados
pelas equipes.”
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AGÊNCIA DIAP, 19 de
março de 2009
Programa Bolsa Família pode
diminuir impacto da crise, diz OIT
Relatório afirma que programa pode
estimular consumo interno nas camadas mais pobres; e também
contesta as críticas recorrentes de que o Bolsa Família
poderia contribuir para desencorajar o trabalho. Recursos do Bolsa
Família representam 0,4% do PIB
Um relatório produzido
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica
que a ampliação do programa Bolsa Família pode
contribuir para estimular o consumo interno e amortecer o impacto
da crise mundial entre as camadas mais pobres da população
no Brasil.
O documento, que está sendo
discutido, nesta quarta-feira (18), durante reunião da Comissão
de Emprego e Política Social da organização, apresenta
uma análise do programa social brasileiro, com base em dados fornecidos
pelo governo e outros estudos independentes.
"Como a população
de baixa renda têm forte propensão ao consumo para suprir
necessidades básicas, acreditamos que a extensão do programa
vai contribuir para aumentar a demanda de alimentos e produtos de primeira
necessidade, além de promover o desenvolvimento local", afirmou à BBC
Brasil um dos autores do estudo, Vinícius Pinheiro.
Extensão
dos benefícios
No final de janeiro, o Governo brasileiro anunciou a extensão dos benefícios
a 1,3 milhões de novas famílias. Estudos citados pela OIT apontam
que o dinheiro recebido pelas famílias contempladas pela ajuda social é utilizado
principalmente na compra de alimentos, roupas e material escolar.
"O Bolsa Família
tem um papel anticíclico", diz Pinheiro. "Por um lado,
representa um fluxo de renda estável e regular, ajudando a população
de baixa renda a manter ou mesmo a melhorar o nível de vida. Por
outro, estimula a demanda, promovendo o comércio e o desenvolvimento
local."
Segundo o pesquisador, os recursos
do Bolsa Família, que representam 0,4% do Produto Interno Bruto
(PIB) brasileiro, acabam sendo "reinjetados" na economia.
Exemplo
para políticas de inserção social
O documento, intitulado Bolsa Família no Brasil: análise, conceito
e impactos, também indica que o programa pode servir de exemplo para
políticas de inserção social em outros países do
mundo.
"O modelo brasileiro é um
exemplo brilhante de que é possível realizar um processo
de integração social maciço, em um curto espaço
de tempo e a custos relativamente baixos", diz o relatório.
A OIT considera, entretanto,
que o programa não pode ser incondicionalmente "exportado" a
todos os países do mundo.
"Algumas condições
fundamentais devem ser respeitadas", avalia Pinheiro. "Um modelo
similiar somente tem sentido onde já existe uma estrutura de saúde
e educação. Por isso, países mais pobres da América
Latina ou da Africa têm mais limitações."
Maior
programa de distribuição de renda do mundo
Os dados analisados indicam ainda que o Bolsa Família é o maior
programa de distribuição de renda do mundo, contribuindo "consideravelmente" para
a diminuição da pobreza no Brasil. Cerca de 25% da redução
da pobreza extrema no Brasil podem ser atribuídos ao programa, segundo
a OIT.
A Organização Internacional
do Trabalho também enumera o que considera ser uma série
de efeitos positivos indiretos do programa, entre eles a queda da mortalidade
e desnutrição infantis, a emancipação da
mulher e a diminuição da violência conjugal.
A organização ressalta,
no entanto, que a transferência de recursos não parece capaz
de eliminar o trabalho infantil.
"Uma das razões poderia
estar ligada ao fato de que os recursos do programa ainda são
insuficentes para manter as crianças longe do mercado de trabalho",
diz o documento. "Estudos indicam que uma criança pode receber,
com o trabalho, quase 12 vezes mais do que o valor da parcela de ajuda
social transferida pelo programa."
Combate às
críticas
O relatório da OIT também contesta as críticas recorrentes
de que o Bolsa Família poderia contribuir para desencorajar o trabalho.
"O que constatamos é justamente
o contrário", afirma Pinheiro. "Achamos que a transferência
de recursos pode ajudar a superar muitas das barreiras à entrada
no mercado de trabalho da população de baixa renda, como
a falta de acesso a uma conta no banco."
Dados analisados pela OIT indicam que a taxa de emprego entre as mulheres é 4,3%
maior nas famílias que se beneficiam do programa do que em famílias
de mesma condição social que não recebem os benefícios
do governo.
Estudos
independentes
Para a elaboração do relatório, a OIT se limitou a analisar
dados fornecidos pelo Governo brasileiro e a avaliar estudos independentes.
O documento, que segundo
a organização poderá servir de base para um estudo
mais aprofundado, seria apresentado nesta quarta-feira, em Genebra,
na presença do ministro brasileiro do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome, Patrus Ananias. (Fonte: BBC Brasil; intertítulos
do Diap)
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GAZETA DO POVO, 19 de março
de 2009 | Economia
Trabalho
Inglaterra já tem mais de 2
milhões sem emprego
Londres - O número de
pessoas desempregadas na Grã-Bretanha superou no trimestre concluído
em janeiro a marca de dois milhões pela primeira vez em 12 anos,
segundo dados oficiais divulgados ontem. O número de desempregados
aumentou em 165 mil na comparação trimestral e em 421 mil
em ritmo anual, para alcançar 2,03 milhões de pessoas,
de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas.
O índice de desemprego
era na ocasião de 6,5% da população ativa, o que
também representa um recorde desde 1997 – e alta de 0,5%
em relação ao trimestre anterior e de 1,3% na comparação
anual. O número de pessoas inscritas nas listas de desemprego
aumentou em 138 mil em fevereiro em relação a janeiro – a
maior alta desde a criação dessa estatística, em
1971.
As más notícias
coincidem com uma informação publicada ontem por vários
jornais britânicos, segundo a qual o Fundo Monetário Internacional
(FMI) se mostra disposto a baixar sua previsão de crescimento
para a Grã-Bretanha, com uma contração de 3,8% do
PIB em 2009 e de 0,2% em 2010 (frente a -2,8% e +0,2% previsto em janeiro).
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CONGRESSO EM FOCO, 19 de
março de 2009
Duas horas de horário político
na TV e no rádio
Projeto de lei do senador Sérgio Guerra
(PSDB-PE) dobra o tempo destinado a propaganda eleitoral gratuita
Fábio Góis
Os grandes partidos pretendem aumentar o tempo de propaganda gratuita em rádio
e televisão. O Projeto de Lei 576/2007, do presidente nacional do PSDB,
senador Sérgio Guerra (PE), já recebeu aprovação
das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e
Ciência e Tecnologia (CCT), onde recebeu pareceres favoráveis,
respectivamente, dos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Ideli Salvatti
(PT-SC), então líder petista no Senado.
Caso a proposta seja aprovada pelo Senado e pela Câmara até junho,
as novas regras entrarão em vigor no segundo semestre. De acordo com
o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hoje os partidos com os requisitos que
asseguram horário gratuito em rádio e TV têm direito, semestralmente,
a dez minutos de propaganda em bloco (sem divisão em horários
diferentes), além de 20 minutos divididos em inserções
de 30 segundos a 1 minuto.
O projeto de Sérgio Guerra duplica o tempo disponível aos partidos:
ao invés de 20, seriam 40 minutos de inserções em bloco
na programação da TV aberta e nas emissoras de rádio.
O bloco passará para 20 minutos por semestre. Isso quer dizer que, anualmente,
estas legendas passarão a contar com 120 minutos (duas horas) de propaganda
eleitoral gratuita.
O tribunal informa que, hoje, os 26 partidos com direito ao espaço gratuito
ocupam, por ano, cerca de mil minutos da programação de emissoras
de rádio e TV – o equivalente a 16 horas da grade de conteúdo
das teledifusoras.
Conversas
O prazo para apresentação de emendas foi encerrado no dia 6 de
fevereiro – o que já permite à matéria a inclusão
na pauta de votações em sessão deliberativa. O autor do
projeto disse ao Congresso em Foco que, embora haja “urgência” na
aprovação, nada será feito às pressas.
“ Não vamos levar isso adiante sem antes conversar com os interessados,
com os que trabalham na área de comunicação e, especialmente,
com os líderes de partido, logo a seguir. Não vamos entrar com
isso sem acordo e sem conversa, e estamos fazendo isso”, garantiu o senador
tucano.
As mudanças previstas no projeto de lei terão efeito proporcional,
de acordo com a representatividade das legendas. Guerra afirmou que quase todos
os partidos serão beneficiados, mas o “princípio da proporcionalidade” está respeitado
no texto. “Um ou outro [partido] menos, mas todos vão ser beneficiados.
Os partidos mínimos terão direitos mínimos. Os partidos
maiores terão direito maior”, interpreta o parlamentar pernambucano.
O senador disse também que a proposta, além de evitar “aquela
chatice” que seriam hoje os programas partidários, serve “para
distribuir melhor os tempos, para ter mais possibilidade de as pessoas serem
vistas e ouvidas”. “E pode interessar, em grande parte, às
instituições e redes de comunicação, que precisam
ter mais racionalidade na apresentação desses programas, até para
desenvolver melhor sua tarefa empresarial e pública”, argumentou
Guerra.
Sérgio Guerra explicou que a proposta não é uma iniciativa
isolada do PSDB, e que as lideranças dos demais partidos interessados
na ampliação se comprometeram com a aprovação.
Ele diz que os pontos do projeto estão em debate “com muita tranquilidade” junto
aos veículos de comunicação de massa. “Vamos chegar
ao acordo, já, já.”
Segundo Guerra, a ampliação do tempo de propaganda não
só terá aval dos parlamentares, como também da opinião
pública, e que a proposição promove um “ajuste” na
legislação atual. “A não ser que a sociedade tenha
resistência assumida e total à política”, condicionou
o senador, para quem a propaganda chegará de maneira “mais segura
e agradável” ao lar dos eleitores.
Legendas de aluguel
De acordo com o texto do projeto de lei, terão direito ao aumento do
tempo na programação de TV e rádio apenas os partidos
que preencherem os requisitos legais que lhes assegurem o usufruto da propaganda
eleitoral gratuita. Na justificativa para as alterações à Lei
9.096/95, que dispõe exatamente sobre a concessão de horário
gratuito em rádio e TV para partidos políticos, o texto do PL
alega que terá fim “o desvirtuamento do tempo de TV e rádio
a que fazem jus os partidos políticos”.
“De fato, em inúmeras oportunidades, determinados partidos políticos
utilizaram seus espaços gratuitos para a divulgação de propaganda
em benefício de filiados a outros partidos e em proveito destes”,
diz parágrafo introdutório da justificativa do PL 576, que teria
como alvo principal a ação das chamadas “legendas de aluguel” (que
negociariam suas prerrogativas partidárias, como o direito à propaganda
gratuita, em troca de favores políticos).
“O projeto trata de repor o tempo de televisão como ele era antes.
Há certas ponderações por parte dos veículos de comunicação
de massa, com os quais estamos nos reunindo, e ele [o PL] vai ser reequilibrado
de maneira que seja melhor para aqueles que vão desenvolver suas ideias
na televisão ou nas rádios brasileiras”, assegurou o tucano,
com ressalvas. “Mas que não perturbe o funcionamento das instituições
privadas ou públicas que divulgam a chamada propaganda eleitoral.”
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GAZETA DO POVO, 19 de março
de 2009 | Economia
Impostos
INSS restitui IR cobrado a mais
Brasília - O Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) vai restituir o Imposto de Renda cobrado
a mais em dezembro de 1,2 milhão de aposentados e pensionistas.
A restituição varia entre R$ 0,06 e R$ 177,04, com uma
média de R$ 33,48 em todo o Brasil. O pagamento será feito
em abril (referente à folha de março). No total, o valor
a ser restituído é de R$ 40,3 milhões. Esses beneficiários
tiveram o imposto descontado a mais com base na tabela de 2008 do IR,
que foi corrigida e ganhou novas alíquotas em 2009. Os valores
de dezembro foram pagos em janeiro, mas com o desconto pela tabela anterior.
O estado de São Paulo terá o maior volume de restituições:
513.219 segurados com um total de R$ 16,7 milhões. Nos estados
de Minas Gerais, Rio e Espírito Santo, há 294.582 beneficiários.
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NCST, 19 de março
de 2009
Abaixo-assinado contra fator tem
adesão de mil pessoas por dia
Um abaixo-assinado elaborado pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, pedindo
o fim do fator previdenciário e um reajuste que reponha as perdas inflacionárias
das atuais aposentadorias e pensões, conta com a adesão de cerca
de mil pessoas por dia, em média.
O documento será enviado à Câmara dos Deputados, onde o
fim do fator previdenciário (proposto pelo senador Paulo Paim (PT/RS),
já aprovado pelo Senado) está sendo discutido.
O PL 3.299/08 tem como relator o deputado federal Pepe Vargas (PT/RS), na Comissão
de Finanças e Tributação da Câmara.
O abaixo-assinado servirá de base também, para reforçar
ações judiciais que questionam o Governo Federal sobre essas
defasagens.
Neste sábado (14), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
Químicas da região, Herbert Passos Filho, participou de um ato
na Praça Barão do Rio Branco, em São Vicente, onde a Força
Sindical e dirigentes do Sindicato dos Aposentados armaram uma tenda.
Em menos de duas horas, 300 assinaturas
foram registradas.
(Fonte: A Tribuna, no Blog O outro
lado da notícia)
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AGÊNCIA DIAP, 19 de
março de 2009
Pensão para incapacitado permanente
deve durar até a morte
A pensão por incapacidade permanente decorrente de acidente de trabalho é devida
exclusivamente à vítima, e seu pagamento é limitado à sobrevida
do autor, não sendo transferida para herdeiros ou sucessores. O entendimento
unânime é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), que seguiu o voto do ministro relator Aldir Passarinho Junior.
No caso julgado, o Tribunal de
Justiça de Mato Grosso condenou uma empresa de mineração
ao pagamento de pensão mensal por lucros cessantes a um empregado
vítima de acidente de trabalho até que ele complete 70
anos de idade. Também determinou o pagamento de indenização
por danos morais no valor de R$ 52 mil.
Duração
da pensão
A empresa recorreu ao STJ, alegando que a idade limite para o recebimento da
pensão por lucros cessantes é de 65 anos e questionando o dever
de reparação por danos morais, já que a culpa do acidente
teria sido do trabalhador.
O relator entendeu que não
existe razão para a empresa pleitear a redução da
idade mínima do pensionamento, já que o limite da indenização
só é fixado com base na idade média de vida em caso
de falecimento do acidentado. "Tanto está errado o Tribunal
em fixar 70 anos, como a ré em postular 65 anos, porque se cuida
de vítima viva", destacou em seu voto.
Pensão
por toda a vida
Segundo o ministro, justamente por tratar-se de vítima viva, a indenização
por incapacidade permanente deveria ser paga ao longo da vida, durasse mais
ou menos do que 70 anos.
Mas, como não houve recurso
da vítima, só da empresa, a Turma decidiu que vale a pensão
até os 70 anos, porém limitada à sobrevida do autor
se inferior a isso. "É necessário assim consignar,
ante a hipótese de eventual vindicação de herdeiros/sucessores,
se considerar a literalidade do acórdão recorrido",
concluiu em seu voto.
Quanto à indenização
por danos morais, Aldir Passarinho ressaltou que o valor fixado pelo
tribunal de origem não se revelou elevado, pois está situado
em patamar comumente aceito pela jurisprudência do STJ. (Com
STJ)
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AGÊNCIA DIAP, 19 de
março de 2009
Diferença salarial: CEF indenizará bancários
por desvio de função
A Caixa Econômica Federal (CEF) deve pagar diferença salarial
decorrente de desvio de função a centenas de servidores admitidos
em concurso público para o cargo de auxiliar de escritório entre
1981 e 1984 que exerciam as funções de escriturário.
Por maioria, a Quarta Turma do
Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recurso da CEF e manteve
o acórdão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região
que determinou o pagamento das diferenças desde setembro de 1984.
A ação
No caso em questão, servidores admitidos para a função
de auxiliar de escritório requereram reenquadramento no cargo de escriturário
e pagamento das diferenças salariais.
A ação foi julgada
parcialmente procedente e confirmada pelo TRF, que rejeitou o pedido
de reenquadramento funcional por prescrição bienal e acolheu
o direito à diferença salarial pelo desvio de função.
Contrária à decisão
A CEF recorreu ao STJ alegando que a pretensão às diferenças
salariais também estaria prescrita pelo fato de já haver transcorrido
mais de dois anos entre a admissão de grande parte dos recorridos e
o ajuizamento da ação.
Para a defesa, garantir o direito
ao pagamento de diferenças salariais é o mesmo que reconhecer
o novo enquadramento sob outra denominação, já que
a existência de quadro de pessoal organizado em carreira impede
a equiparação pretendida.
Decisão
do STJ
Seguindo o voto do relator, ministro Fernando Gonçalves, a Turma entendeu
que a lesão decorrente do não pagamento das diferenças
em face de desvio de função é permanente e se renova mês
a mês, período em que o termo inicial da prescrição
se reinicia. Assim, somente estão prescritas as diferenças salariais
anteriores ao biênio que precede o ajuizamento da ação.
Segundo Fernando Gonçalves,
o tribunal de origem reconheceu que os ocupantes dos cargos de auxiliar
de escritório exerciam as mesmas funções dos escriturários
e, para modificar esse entendimento, seria necessário o reexame
de provas, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ.
Fernando Gonçalves
também reiterou em seu voto que, de acordo com a Súmula
223 do extinto Tribunal Federal de Recursos, a existência de
quadro de pessoal organizado em carreira não implica a impossibilidade
do pagamento de diferenças salariais em decorrência do
desvio de função. (Com STJ)
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GAZETA DO POVO, 19 de março
de 2009 | Economia
Trabalho
Tribunal mantém as demissões
na Embraer, mas dá indenização
O Tribunal Regional do Trabalho
(TRT) da 15ª Região, em Campinas (SP), decidiu manter as
4,2 mil demissões ocorridas na Embraer no dia 19 de fevereiro,
mas as considerou “abusivas” por falta de negociação
prévia. O tribunal estabeleceu ainda pagamento de indenização
aos demitidos semelhante à que já havia sido proposta na
semana passada pela Embraer.
Pela decisão, os dispensados
receberão indenização de dois salários, com
teto de R$ 7 mil, além das verbas indenizatórias já previstas
em lei. A empresa também terá de arcar com o plano familiar
de saúde dos dispensados por 12 meses, a contar do dia 13 de março.
Os sindicatos que representam os trabalhadores disseram que vão
recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar a readmissão
dos trabalhadores.
Em seu voto, o relator do processo, desembargador José Antônio
Pancotti, considerou a demissão “abusiva” por ausência
de negociações prévias e apontou “má-fé” da
empresa ao efetuar os cortes sem antes propor alternativas, como plano de demissão
voluntária.
Seis desembargadores e três
juízes substitutos de desembargadores votaram no julgamento. Todos
consideram os cortes abusivos e admitiram que não há legislação
no país que estabeleça regras para casos de demissões
coletivas.
O tribunal determinou que a rescisão
dos contratos de trabalho deverá ser feita a partir de 13 de março,
e não a partir de 19 de fevereiro (data do anúncio dos
cortes), obrigando a empresa a pagar os salários correspondentes
a este período. Poucos dias após os cortes, sindicatos
entraram com uma ação pedindo a reintegração
dos funcionários, e o TRT concedeu liminar suspendendo as demissões
até o julgamento de ontem.
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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de março de 2009 | Economia
Lula diz que crise pode adiar aumento
do funcionalismo
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (18)
que "torce para que o momento de crise passe logo" para poder cumprir
o compromisso de reajuste do funcionalismo público. "Vim do meio
sindical e sei o quanto é importante o cumprimento de acordos como esse.
A minha ideia é cumprir (o acordo). Vamos torcer para que a situação
melhore", disse o presidente em entrevista coletiva à imprensa
após visitar o terminal de regaseificação da Petrobras
na Baía de Guanabara.
Indagado sobre sua posição
em relação ao assunto, Lula comentou que ainda não
decidiu se vai manter o acordo porque tem até junho para resolver. "Porque
eu teria que resolver isso agora?", questionou.
Segundo ele, a crise já dá sinais
de que está arrefecendo no País. Lula voltou a afirmar
que o Brasil foi o último a sofrer o impacto da crise financeira
mundial e será o primeiro a sair. "As empresas não
estão mais demitindo. Tenho visitado obras para mostrar que os
investimentos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento),
mesmo que estejam mais caros por conta da crise, estão seguindo
e vamos ter que arcar (com esse preço mais alto) porque geram
empregos", disse.
Ele comentou que em conversas
com o presidente americano, Barack Obama, "ficou claro que a crise
ainda não chegou no fundo do poço". "O presidente
Obama tem que tomar alguma atitude com relação à falta
de crédito. Cabe aos países mais ricos garantir que o sistema
de crédito funcione com fontes adequadas para manter o fluxo do
comércio internacional", disse o presidente.
Lula completou ainda que os países
também têm que fazer um esforço interno para garantir
estabilidade e credibilidade. "Não sei se o Obama vai garantir
essa credibilidade. Sei que nos Estados Unidos as palavras 'estatizar'
ou 'nacionalizar' são palavrões, mas temos exemplos no
Brasil como a Caixa Econômica Federal, o BNDES, o Basa (Banco da
Amazônia) quando bem administrados funcionam de uma maneira extraordinária
e têm sido fontes de crédito para as empresas", disse.
Lula ainda se declarou otimista
com a administração de Obama para um aumento das relações
bilaterais com o Brasil. "Nossa balança comercial, hoje em
R$ 54 bilhões, apesar do crescimento que vem registrando, ainda é muito
pouco para a dimensão dos dois países e pode ser muito
maior", disse.
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
março de 2009 | Economia
Pacote da construção
civil sai semana que vem
Ex-governador do RS, Germano Rigotto, discutiu
ontem em Londrina as medidas de apoio ao setor; construção
de 1 milhão de casas terá recursos de R$ 70 bi, parte
deles vindo do FGTS
O pacote de medidas para ativar
a construção civil foi discutido ontem entre Germano Rigotto,
membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo
Federal, e Alfons Gardemann, proprietário da Pado, empresa líder
no mercado de ferragens de portas e janelas, cadeado e fechaduras. Rigotto,
ex-governador do Rio Grande do Sul, informou que o governo pretende anunciar
na quarta-feira, dia 25, a construção de 1 milhão
de moradias, investindo cerca de R$ 70 bilhões. ''O que preocupa é a
demora no anúncio do governo para beneficiar o setor da construção
civil, que aguarda ansiosamente por isso'', desabafou Gardemann.
Rigotto conversou com autoridades
políticas e empresariais de Londrina e região, além
de visitar a fábrica Pado, em Cambé, que emprega 1,3 mil
funcionários. Durante a visita, o ex-governador adiantou que parte
do dinheiro do pacote de construção civil virá do
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Além disso,
haverá uma desoneração fiscal de toda cadeia de
produtos da construção civil. ''O setor empresarial também
entrará com recursos próprios'', acrescentou.
Ele explicou que, no caso das
moradias populares, a população de baixa renda não
precisará dar entrada para aquisição do imóvel.
Além desta facilidade, ele informou também que a classe
média será beneficiada, podendo adquirir imóveis
de aproximadamente R$ 500 mil. Segundo ele, o déficit de imóveis
no Brasil é de 10 milhões de moradia. Rigotto argumentou,
entrentanto, que a iniciativa gera mais emprego para um dos setores que
mais emprega no País, além de ajudar no enfrentamento da
crise atual.
Alfons Gardemann lembrou que
a ajuda do governo não virá com a mesma rapidez que foi
para o setor automobilístico, que obteve a redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo ele, o setor
de construção civil não demitiu até agora,
devido a expectativa do anúncio das novas medidas por parte do
governo. O industrial argumentou que as empresas estão suportando
a crise atual por serem autossuficientes e não dependerem de importações.
Gardemann lembrou também, que o setor imobiliário no país é o
menos comprometido financeiramente, se comparado a outros países.
O proprietário da Pado,
entrentanto, lembrou que sua empresa teve uma queda no faturamento de
10% no último trimestre. Segundo ele, o comércio nos últimos
dias tem comprado menos produtos da indústria, esperando que o
governo anuncie logo o pacote da construção civil.
Perguntado se o setor tem fôlego
para esperar o pacote e depois ter tempo suficiente para implementá-lo,
Gardemann declarou que a indústria da construção
civil já passou por nove crises econômicas e que a atual
não supera em nada as anteriores. ''Esta crise é mais amena
do que outras que tivemos'', comparou. Ele acrescentou que logo no início
da crise americana, em setembro do ano passado, os empresários
da construção civil já começaram a tomar
inciativas para este momento agudo da crise. ''Sabíamos que iria
chegar este período de vacas magras'', resumiu.
Edson Pereira Filho
Reportagem Local
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
março de 2009 | Economia
Desoneração do IPI
pode alavancar setor
São Paulo - O presidente da Associação Brasileira da Indústria
de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, afirmou que
a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
de materiais de construção é a principal saída
para reativar o segmento. Segundo Fox, a queda de 21,38% da venda interna de
materiais em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2008
demonstra que a desoneração é uma necessidade.
''Foi o quarto mês consecutivo
de queda das vendas de materiais. O setor investiu muito nos últimos
dois anos, e agora fica na expectativa de um plano de ações
do governo, que é adiado sistematicamente'', disse Fox.
No início da semana passada,
o setor de materiais viu suas expectativas serem frustradas, quando o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, divulgou que não haverá desoneração
do IPI para os itens do segmento. Fox esperava que, naquele dia, a desoneração
fosse anunciada. Apesar da declaração de Mantega, o presidente
da Abramat mantém a expectativa de que a medida ainda possa fazer
parte do pacote.
Fox reiterou ontem que a Abramat
vai revisar a projeção de crescimento de 5% do faturamento
interno das indústrias de materiais em 2009, mas que os cálculos
só serão refeitos depois do anúncio do pacote para
a habitação. ''É óbvio que não vamos
crescer 5%, mas estamos aguardando o plano para fazer a revisão'',
disse o presidente da entidade.
No acumulado dos dois primeiros
meses do ano, as vendas domésticas de materiais acumulam retração
de 18,47%. Os dados apontam que a crise financeira internacional vem
se refletindo no desempenho dos fabricantes de materiais.
Chiara Quintão
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
março de 2009 | Política
Partidos brigam pela vaga de Clodovil
na Câmara
Clodovil Hernandes foi sepultado na tarde
de ontem no Cemitério do Morumbi, em São Paulo
São Paulo - Dois partidos
querem a vaga aberta na Câmara dos Deputados com a morte do deputado
Clodovil Hernandes. O partido de Clodovil, o PR, entra hoje com pedido
na Mesa Diretora para que a vaga seja ocupada por um representante da
agremiação. Já o PTC, pelo qual Clodovil foi eleito
em 2006 com 493.951 votos, garante que a cadeira é dele. O estilista
deixou o PTC em 2007, com justa causa reconhecida pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE).
De acordo com o líder
do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO), a vaga será ocupada
pelo terceiro suplente Aurélio Miguel (PR-SP), atual vereador
da capital paulista, uma vez que os outros dois suplentes deixaram a
agremiação. ''Entraremos com um pedido na Mesa Diretora
porque a vaga é do PR'', disse Mabel. ''A decisão já é consenso
dentro do partido. Quando confirmou a saída de Clodovil do PTC,
o TSE transferiu os votos do PTC para o PR. É uma questão
de fidelidade partidária.''
O presidente do partido, Sérgio
Tamer, disse que, sob o aspecto jurídico, a vaga é do PR.
''Vamos solicitar à Mesa que o membro do partido que assumir no
lugar de Clodovil já tome o posto amanhã'', afirmou
Terça-feira, a Câmara
dos Deputados informou que a vaga deixada por Clodovil seria ocupada,
na próxima semana, pelo suplente Jairo Paes Lira (PTC-SP). De
acordo com o presidente do PTC, Daniel Tourinho (PTC), Lira já viajou
a Brasília e está pronto para assumir o cargo. ''Jairo
tomará, sim, o cargo na próxima semana'', rebateu o presidente,
que duvidou da afirmação de Mabel de que Miguel assumirá a
vaga deixada por Clodovil. ''Eu respeito o Mabel em matéria de
biscoito'', brincou, em referência ao ramo empresarial em que o
deputado atua. ''A vaga não é do PR. Duvido muito que Michel
Temer (presidente da Casa) irá dar razão ao PR. Isso é só especulação'',
minimizou.
Segundo Tourinho, o partido não
entrará com nenhuma representação na Mesa, uma vez
que tem certeza de que essa questão já está ganha.
''Se o Aurélio Miguel assumir, ele irá sentar na cadeira
de deputado por pouco tempo. Assim como o Fernando Henrique nas eleições à Prefeitura
de São Paulo'', ironizou, lembrando o episódio de 1985
em que FHC foi fotografado na cadeira de prefeito dias antes de perder
a eleição municipal par Jânio Quadros.
Legislação
De acordo com o conselheiro da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e consultor político, Marcos
Vinícius Furtado Coelho, a vaga de Clodovil deve ser entregue
ao PTC. ''O que o TSE considerou sobre a questão do Clodovil é que
o deputado saiu por justa causa do PTC, e não que a vaga de deputado
pertence ao PR'', explicou Coelho.
Ainda segundo ele, o Supremo
Tribunal Federal (STF) já deixou claro, em decisões anteriores,
que a vaga é do partido pelo qual o parlamentar foi eleito. ''O
mandato é do partido e essa interpretação afasta
a pretensão do PR de brigar pela vaga. Não vejo espaço
na legislação para uma interpretação que
leve o PR a conquistar o cargo.''
Enterro
Clodovil foi sepultado na tarde
de ontem no Cemitério do Morumbi, em São Paulo. O rápido
enterro foi realizado por volta das 17h e contou com a presença
de fãs e eleitores. Ele foi enterrado próximo à lápide
da sua mãe, Izabel Sanchez Hernandes, falecida em 1986.
No Hall Monumental da Assembleia
Legislativa de São Paulo. O padre Juarez de Castro fez uma última
homenagem a Clodovil. ''A moda perde o seu humor e a TV perde a sua irreverência'',
disse.
Estima-se que mais de mil pessoas
compareceram a Assembleia para se despedir de Clodovil. (Colaborou Carolina
Ruhman)
Gustavo Uribe
Agência Estado
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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de março de 2009 | Política
Senado promove debate sobre cota na
rede pública
Agência Estado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
promove nesta terça-feira (17) audiência pública para debater
o projeto de lei que reserva 50% das vagas em universidades públicas
e escolas técnicas federais para alunos da rede pública, com
subcotas para negros, pardos, índios e os grupos provenientes das famílias
mais pobres. Foram convidadas dez pessoas, entre intelectuais, militantes do
movimento negro, representantes de ONGs.
Notícias RelacionadasEsta é a
segunda tentativa no Senado de promover um debate público sobre
o polêmico projeto. A primeira não aconteceu por falta de
quórum. Um dos convidados hoje é o cientista político
Bolívar Lamounier, que defende a ampliação do debate
para o maior número possível de pessoas, uma vez que a
aprovação do projeto pode ter um grande impacto social.
Do outro lado, entre os
grupos que defendem sua imediata aprovação, argumenta-se
que políticas afirmativas, como as cotas, são a melhor
maneira de se reduzir as desigualdades resultantes de diferenças
econômicas e discriminações raciais. O professor
de direito constitucional William Douglas, da ONG Educafro, diz que
a "cota racial é uma boa medida nessa direção." A
relatora do projeto Serys Slhessarenko (PT-MT) defende a sua rápida
aprovação, mas o presidente da comissão, Demóstenes
Torres (DEM-GO), é um dos seus principais opositores.
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UOL EMPREGOS, 19 de março
de 2009
Projeto que dava folga ao trabalhador
no aniversário é arquivado pela Câmara
Da Redação
Em São Paulo
A Câmara dos Deputados
arquivou o Projeto
de Lei 3054/04, que propunha liberar o empregado do trabalho no dia
do seu aniversário. A proposta, de autoria do deputado Daniel
Almeida (PCdoB-BA), beneficiaria profissionais regidos pela CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho).
O projeto foi considerado inconstitucional
pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania. O relator, deputado Paulo Magalhães (DEM-BA), disse
que a liberação de um funcionário é um assunto
da gestão da empresa. Segundo ele, o Estado não deve intervir
nesse caso, pois não é uma questão de interesse
público.
A CLT permite que o empregado
falte, sem desconto no salário, quando houver falecimento de pessoa
da família, casamento, nascimento de filho, doação
voluntária de sangue, alistamento eleitoral e militar, realização
de exame vestibular e comparecimento em juízo.
Em Mato Grosso do Sul, servidores
públicos do Tribunal de Justiça ganham folga no aniversário,
mesmo que a data caia num fim de semana.
Com informações da
Agência Câmara
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/03/2009
JT rejeita pensão a empregado com
LER que mantém capacidade de trabalho
Empregado que desenvolve lesão
por esforço repetitivo (LER) em virtude de atividade profissional,
mas mantém capacidade para trabalhar, não tem direito a
pensão vitalícia. Esse é o resultado do julgamento
de um recurso de revista que não chegou a ter o mérito
analisado (não foi conhecido) pela Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho.
Depois de um ano e meio de trabalho
para a madeireira Woodgrain do Brasil Ltda., uma ex-empregada alegou
na Justiça que desenvolveu doença profissional devido ao
excesso de esforço físico repetitivo. Perícia médica
comprovou a existência de cisto sinovial e tendinite do punho direito – lesões
que teriam relação com as tarefas da funcionária
na função de “moldureira” na empresa.
A trabalhadora pediu indenização
por danos morais no valor de 100 salários mínimos federais,
reembolso de tratamentos médicos e pensão vitalícia
equivalente a 50% da última remuneração. Provou
ainda, com ajuda de testemunha, que não havia ginástica
laboral nem pausa para descanso na empresa. A juíza do trabalho
da 2ª Vara de São José dos Pinhais (PR) negou os pedidos,
porque concluiu que não havia nexo de causalidade entre a doença
adquirida e as tarefas laborais.
No Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região (PR), a empresa foi condenada ao pagamento de
R$ 1 mil de indenização por danos morais. Como a legislação
brasileira não adota critério objetivo para a fixação
da do valor da indenização, o Tribunal levou em conta o
grau de culpa da empresa, a repercussão do dano no patrimônio
da trabalhadora e o caráter pedagógico da medida, entre
outros fatores.
Os reembolsos foram negados pelo
TRT/PR, porque não havia prova de despesas com tratamentos médicos.
E no que diz respeito ao pedido de pensão vitalícia, concluiu
que a empregada não tinha direito, uma vez que ela não
perdera a capacidade para trabalhar. A perícia técnica
atestou que o afastamento do trabalho e o tratamento fisioterápico
associado à mudança de atividade foram suficientes para
a regressão dos sintomas da doença.
No recurso de revista que apresentou
ao TST, a empregada afirmou que a indenização por dano
moral devia ser proporcional ao dano, e não em valor simbólico
e irrisório como recebeu. Além do mais, se o Regional aceitou
a tese de que existe nexo de causalidade entre as tarefas desenvolvidas
e a doença adquirida, não podia negar os demais pedidos
indenizatórios.
Para o relator do processo, ministro
Guilherme Caputo Bastos, a decisão do TRT/PR não desrespeitou
a Constituição ou o Código Civil Brasileiro, como
defendeu a trabalhadora. Segundo o ministro, para rever esse entendimento,
seria necessário reexaminar as provas dos autos – o que
não cabe ao TST fazer. Assim, o relator optou por não conhecer
do recurso de revista (não analisar o mérito da questão)
e foi acompanhado por todos os ministros da 7ª Turma do Tribunal.
(RR – 78079/2006-892-09-00.2)
(Lilian Fonseca)
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19/03/2009
Técnico recebe adicional de periculosidade
por exposição a hidrogênio
A Unilever Brasil Ltda. foi condenada
a pagar adicional de periculosidade a um técnico em segurança
do trabalho que corria risco acentuado por exposição ao
gás hidrogênio. A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou recurso de revista em que a empresa argumentou não se
encontrar o gás hidrogênio no rol das normas de segurança
do Ministério do Trabalho (MTb).
O empregado, que trabalhava como
coordenador de emergência, alegou que, pela própria natureza
do cargo, lidava com materiais inflamáveis, fazendo medições
de “explosividade”, sem utilização de equipamentos
de proteção individual, e nunca recebeu o adicional de
periculosidade. Ao ajuizar a reclamatória trabalhista, pleiteou,
além do adicional, horas extras e sábados, domingos e feriados
trabalhados.
A Vara do Trabalho de Pedro Leopoldo
(MG) indeferiu o adicional, com base em laudo pericial que ressaltou
que a atividade exercida pelo técnico não se enquadrava
na Portaria n.º 3.311/89 do Ministério do Trabalho. Isso
impediria o deferimento, apesar de o laudo verificar que o trabalhador
estava exposto a risco quando ocorriam as medições de explosividade
nas paradas programadas (uma vez por ano) e corretivas (uma vez por semana)
de sulfonação.
O técnico em segurança
do trabalho recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG), que reformou a sentença. Por ser uma situação
habitual e evidente o perigo, o Regional reconheceu a periculosidade,
mesmo não estando o caso do hidrogênio previsto na Portaria
do MTb. Para o Regional, “a mera lacuna da lei não pode
sobrepor-se à razão que inspira o direito, que é a
proteção à saúde e à vida do empregado”.
O TRT/MG destacou, inclusive,
que, mesmo diante da omissão da norma que regulamenta os agentes
periculosos, ainda assim é devido o adicional caso a perícia
constate a exposição ao risco acentuado. A Unilever recorreu
da decisão, mas a Quarta Turma rejeitou o apelo, seguindo o entendimento
da ministra Maria de Assis Calsing, relatora do recurso de revista.
Segundo a ministra Calsing, a
alegação da empresa de que a decisão regional violou
o artigo 5º, inciso II, da Constituição “não
guarda pertinência direta com a matéria discutida, pois
o preceito não versa sobre adicional de periculosidade ou sua
forma de apuração”. A Unilever também não
teve êxito nas decisões apresentadas para demonstrar a divergência
de jurisprudência que permitisse o conhecimento do recurso. A relatora
destacou que eram inespecíficas, pois “discutem o adicional
de periculosidade sob a ótica do tempo de exposição
ao risco”, enquanto, neste caso, a discussão central se
concentrou na concessão do adicional quando a atividade de risco
não se encontra entre as constantes da Portaria elaborada pelo
Ministério do Trabalho. (RR-1850/2002-092-03-00.7)
(Lourdes Tavares)
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