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G1, 21 de março
de 2009
CNI/Ibope: avaliação
positiva do Governo Lula tem queda de 9 pontos
O índice é o
mais baixo registrado desde junho de 2008. 64% dos entrevistados
consideraram o Governo bom ou ótimo
Pesquisa CNI/Ibope divulgada na tarde, desta sexta-feira
(20), mostra queda de 9 pontos percentuais na avaliação
do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em dezembro, 73% dos entrevistados consideravam o governo
bom ou ótimo, enquanto no levantamento realizado
neste mês de março mostra avaliação
positiva 64%.
O índice é o mais baixo registrado desde
junho de 2008, quando a avaliação de Lula
chegou ao patamar de 58%. A aprovação do
presidente registrada na última pesquisa, em dezembro,
havia batido o recorde - ao atingir 73% - que até então
pertencia ao ex-presidente José Sarney, que, em
setembro de 1986, obteve 72% de avaliação
positiva.
A pesquisa revela ainda que a nota média atribuída
pela população ao governo Lula recuou quatro
décimos em relação aos dados de dezembro,
caindo de 7,8 para 7,4 - em uma escala em que a nota máxima é dez.
Avaliação pessoal
Os dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI) também mostram queda na aprovação dos brasileiros
em relação à maneira pessoal como Lula governa
o País. Embora permaneça com índice bastante elevado,
a taxa, que chegou ao patamar de 84% na última pesquisa, recuou
em março para 78%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de março.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 144 municípios
do país. A margem de erro é de dois pontos
percentuais e o grau de confiança de 95%.
Mais cedo, pesquisa do Instituto Datafolha também
apontou que a aprovação do presidente Lula
caiu em relação ao último levantamento,
realizado em novembro: era de 70% e caiu para 65%.
A confiança no presidente também recuou
de 80% para 74%. A pesquisa indica também uma queda
na percepção de que o atual mandato de Lula
está sendo melhor do que o anterior. O índice,
que chegou ao topo de 48% em dezembro, caiu para 41%.
Crise
O diretor da CNI, Marco Antônio Guarita, afirma que a diminuição
nos índices referentes ao governo pode ser atribuída à crise
financeira internacional. "O cenário de crise não
só impactou, como parece ter influenciado na percepção
geral da população sobre os setores da administração
pública", afirmou.
A pesquisa revela que 81% dos brasileiros sabem que o
país passa por uma crise. O índice em dezembro
era de 75%. Já quando a pergunta é se a pessoa
considera a crise grave ou muito grave, 83% dos entrevistados
responderam que sim, contra 84% no último levantamento
realizado pelo Ibope.
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G1, 21 de março
de 2009
Para 68% dos brasileiros,
desemprego vai aumentar, diz CNI/Ibope
Só 39% acham que índice
não aumentará nos próximos seis meses.
Percentual dos brasileiros que sentem os efeitos da crise
subiu para 37%
Pesquisa CNI/Ibope divulgada, nesta sexta-feira (20),
aponta que 68% dos brasileiros acreditam que haverá aumento
do desemprego nos próximos seis meses.
A percepção, segundo o diretor de Relações
Institucionais da CNI, Marco Antônio Guarita, é efeito
da crise financeira internacional. Os dados mostram que
aumentou de 29% para 37% o percentual de brasileiros que
dizem já sentir os efeitos da crise no dia-a-a-dia.
O temor da população em relação à possibilidade
de perder o emprego registrou aumento na comparação
com a última pesquisa realizada pelo instituto,
em dezembro do ano passado, quando 63% dos entrevistados
disseram achar que o desemprego aumentaria.
Os dados mostram que somente 29% da população
considera que a taxa de desemprego vai diminuir ou ao menos
permanecer no mesmo patamar. A mesma pesquisa revelou que
apenas 32% dos brasileiros acreditam que a crise terminará ainda
em 2009.
Inflação
Dos pesquisados, 73% disseram acreditar que a inflação
no País deve aumentar nos próximos seis meses. Na última
pesquisa, 67% dos entrevistados acreditavam em piora na inflação.
A avaliação do Governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva piorou em oito setores: no
combate à fome e à pobreza, segurança
pública, combate à inflação,
taxa de juros, combate ao desemprego, impostos, meio ambiente
e saúde.
Apenas no setor de educação, o nível
ficou no mesmo patamar - reduziu de 55% para 54%, queda
dentro da margem de erro da pesquisa.
Marco Antônio Guarita afirmou que a queda verificada
nos índices pode ser creditada a crise financeira
internacional. "O eixo central da pesquisa foi à crise
econômica. A nossa pesquisa registra a insatisfação
da população nesse momento", afirmou.
A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de março.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 144 municípios
do país. A margem de erro é de dois pontos
percentuais e o grau de confiança de 95%.
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Agências, 21 de março
de 2009
O pior para o mercado
de trabalho já passou, diz Lupi
O mercado de trabalho do Brasil já deixou o
pior da crise financeira mundial para trás, disse
o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ainda que aumentem os
temores de que a queda da demanda possa levar a maior economia
da América Latina à recessão.
Lupi disse que os dados de emprego melhores em janeiro
e fevereiro mostram que o mercado de trabalho está se
estabilizando e previu que mais de 100 mil vagas formais
serão criadas em março.“Em março
nós vamos ser o primeiro país a virar a página
da crise do emprego; vamos gerar mais de 100 mil empregos”,
disse ele.
O ministro afirmou que “com absoluta segurança e certeza” o
mercado de trabalho brasileiro já passou pelo pior. “Eu
não estou apostando, eu estou afirmando”, enfatizou. Lupi
disse prever que o saldo líquido do mercado de trabalho seja
positivo até pelo menos junho, mas não comentou sobre
se é possível ter algum número negativo depois
disso.
Postos de trabalho
Os números foram divulgados um dia após a notícia
de que a economia brasileira ganhou mais 9 mil vagas formais em fevereiro,
ainda que após três meses seguidos de cortes de vagas
e que esse seja o crescimento de empregos mais fraco no mês de
fevereiro em 10 anos.
A economia brasileira perdeu mais de 650 mil postos de
trabalho em dezembro. No quarto trimestre de 2008, a economia
do país se contraiu 3,6 por cento na maior queda
trimestral em mais de uma década.
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Valor Online, 21 de março
de 2009
Diretor do BC defende desindexação
da poupança
O diretor de Política Monetária
do Banco Central (BC), Mario Torós, defendeu a continuidade
da desindexação da economia, inclusive da poupança,
de modo a evitar “problemas” para a política econômica
do país.
“
Se não houver uma continuidade da desindexação
da economia, poderá haver empecilhos para a política
econômica como um todo”, disse o diretor, reforçando
que essa necessidade envolve não só taxas indexadas
de poupança e fundos de pensão, mas também
preços administrados, como o da conta de luz. Questionado
sobre se o BC estaria estudando medidas para a poupança,
Torós lembrou que a remuneração da caderneta
não é tema para a autoridade monetária
e tem de ser abordada por lei, no Congresso Nacional.
Segundo dados apresentados pelo diretor no 3º Seminário Internacional
de Renda Fixa promovido pela Andima e pela Cetip, a taxa real de juros
do país em março está em 5,4%, considerando a taxa
de swap de 360 dias em relação à expectativa de
inflação do período.
Ata do Copom
A variação é inferior à taxa
fixa de 6% da poupança, o que vem acelerando debates
em torno da necessidade de alterar essa indexação
específica, tendo em vista a perda de atratividade
de outros tipos de investimentos. Para Torós, a
remuneração de outros fundos de investimentos
dependeria de mais talento e criatividade por parte dos
gestores. Na ata do Comitê de Política Monetária
(Copom), divulgada na quinta-feira, o assunto também é abordado
no 25º parágrafo.
“ Além do fato de que mudanças da taxa básica de juros
têm efeitos sobre a atividade e a inflação que se acumulam
ao longo do tempo, a avaliação do Copom sobre o espaço para
flexibilização monetária adicional também leva em
conta aspectos, resultantes do longo período de inflação
elevada, que subsistem no arcabouço institucional do sistema financeiro
nacional”, diz o documento. Torós, que é membro do colegiado,
se esquivou de responder se a taxa fixa da poupança poderia estar limitando
a margem de cortes da taxa Selic.
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Agências, 21 de março
de 2009
Dilma prevê novo adiamento
do pacote habitacional
Em reunião no Palácio do Planalto, a ministra
Dilma Roussef (Casa Civil) anunciou nesta sexta (20) aos sindicalistas
que pode haver novo adiamento no lançamento do Programa Nacional
de Habitação. Inicialmente previsto para a próxima
quarta (25), a ministra admitiu a possibilidade de isso ser feito apenas
no dia 30.
Porém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista
nesta sexta em São Paulo, confirmou que o governo lançará o
programa na quarta. "Esperamos ser um desafio extraordinário
para a indústria da construção civil brasileira,
que passou 50
anos reclamando e agora vai ter um milhão de casas para serem
construídas, casas para pessoas de zero a 10 salários mínimos",
acrescentou.
O encontro da ministra com sindicalistas durou cerca de duas horas, para
a apresentação do pacote habitacional. No encontro, de
acordo com relato de participantes, Dilma assegurou que não haverá prestações
a custo zero para os beneficiados.
O menor valor da prestação, para quem ganha um salário
mínimo (R$ 465), será de R$ 50, embora o governo ainda
estude a possibilidade de reduzir ainda mais o valor da parcela. Para
as demais faixas, a prestação será de R$ 100 e R$
150.
O prazo de construção de um milhão de casas, até 2010,
já está sendo adiado para 2011, "por causa da burocracia".
Mas o governo se comprometeu a reduzir o tempo médio de construção
de 33 meses para 11 meses.
Waldir Pires de Oliveira, da CUT, também presente ao encontro,
disse que o governo trabalha com um déficit de oito milhões
de habitações em todo o País, e que pretende regularizar
ainda a situação das 12 milhões de pessoas que moram
em situação irregular como favelas.
No encontro, segundo relato de Antonio de Souza Ramalho, da Força
Sindical, as centrais pediram à ministra que não haja sorteio
para a distribuição das casas e que seja utilizado outro
tipo de critério, como a necessidade de cada família.
De acordo com os sindicalistas, o valor médio de construção
das casas, segundo o projeto do governo é de R$ 40 mil e o valor
máximo médio é de R$ 60 mil. A proposta tem por
objetivo atender principalmente as cidades com mais de 100 mil habitantes.
A meta é construir 400 mil casas para a população
que ganha até três salários (R$ 1.395), 400 mil para
quem ganha de três a seis salários (de R$ 1.395 a R$ 2.790)
e, 200 mil para quem recebe de seis a dez mínimos (R$ 2.790 a
R$ 4.650).
A ministra comunicou ainda aos sindicalistas que será "zero" o
custo do seguro de vida para o financiamento de quem ganha
até cinco salários (R$ 2.325). De cinco a
dez salários mínimos, o valor cobrado será de
1,5% a 6% ou 6,5% anuais. Ficou acertado também
que o trabalhador passará a pagar a casa apenas
depois de se mudar para ela, para evitar o duplo pagamento,
de aluguel e prestação.
Para quem ficar desempregado, o Fundo Garantidor, que
será bancado pelo Tesouro Nacional, cobrirá integralmente
as prestações de quem ganha até três
salários mínimos. O trabalhador que ganhar
acima desse valor e perder o emprego poderá ficar
24 meses pagando apenas 5% da prestação e
os 95% restantes serão transferidos para o fim do
contrato.
Emprego
Antônio Netto, da Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil (CGTB), contou que os sindicalistas pediram que
haja uma contrapartida social das empresas que forem construir
as casas, para que elas obrigatoriamente assinem a carteira
de trabalho dos empregados. "Este é um dos
setores mais problemáticos e 50% está informal.
Pedimos que não haja terceirizados e que quem não
assinar carteira seja penalizado com este processo sendo
considerado fraude e o contrato anulado", disse Netto " Eles
ouviram e vão estudar o que pode fazer", acrescentou
Neto, referindo-se à ministra Dilma e aos ministros
das Cidades, Márcio Fortes, e da Secretaria Geral,
Luiz Dulce, que também participaram da reunião.
De Brasília com Agências
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Congresso em Foco, 21 de
março de 2009
Senado economizará R$
4,8 mi com corte de 50 diretorias
Em coletiva concedida há pouco, o primeiro-secretário
do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), divulgou a lista
dos 50 diretores e funções equivalentes que
foram afastados da estrutura administrativa da Casa (veja
lista abaixo). De acordo com o diretor-geral, Alexandre Gazineo,
que acompanhava Heráclito na entrevista, o corte representará uma
economia mensal de R$ 400 mil aos cofres públicos – ou
R$ 4,8 milhões ao ano.
Contudo, ao contrário do que foi anunciado ontem
(19), as diretorias, secretarias e coordenadorias não
foram extintas – apenas os titulares não mais
desempenharão as funções antigas,
bem como serão eliminadas a remuneração
e as gratificações a que tinham direito.
Todos os cortes anunciados hoje são referentes a
servidores efetivos, ou seja, nenhum dos titulares de 26
cargos de comissão (autorizados por indicação
política) foi exonerado.
"Tentamos cortar, e assim o fizemos, a partir das
diretorias que foram sendo esgarçadas ao longo do
tempo, ou seja, aquelas que teriam, em tese, menor conteúdo
de competência", afirmou Gazineo, lembrando
que foi tomado o cuidado para não comprometer setores
estratégicos fundamentais – como a Secretaria
Geral da Mesa e a Secretaria de Assistência Médica
e Social, além de departamentos financeiros e orçamentários.
Segundo Gazineo, como as diretorias foram criadas por
resolução, com subseqüente aprovação
em plenário, sua extinção não
pôde ser imediatamente determinada – novas
resoluções devem ser aprovadas para tanto.
Na semana que vem, segundo Heráclito, novas medidas
serão anunciadas com vistas a enxugar a estrutura
administrativa do Senado.
"São atos que darão conseqüência às
mudanças que estamos fazendo na estrutura administrativa
do Senado. Nós iremos anunciá-los na próxima
semana, porque alguns deles dependem da aprovação
da Mesa", disse o primeiro-secretário, para
quem é positivo o balanço da reação
da Mesa Diretora à enxurrada de denúncias
que assolam o Senado nas últimas semanas.
Heráclito se disse impossibilitado de comentar
se o excesso de diretorias teria origem em esquema de corrupção
montado por um grupo que há decadas atuaria no Senado,
com a conivência de senadores. "Eu não
tenho nenhuma condição de julgar como esses
casos foram criados, e em que circunstâncias. Agora,
há um fato: nem nós senadores, nem a imprensa,
nem as Mesas passadas detectaram esse problema", disse
o senador piauiense. "Está se vendo que saber
o que aconteceu não é uma questão
fácil."
Denúncias em série
A série de denúncias contra o Senado começou
com a não declaração à Receita
Federal, por parte do ex-diretor-geral Agaciel Maia, de
uma mansão milionária em bairro nobre de
Brasília, o que levou a seu afastamento. Em seguida,
foram revelados o pagamento de horas extras a mais de três
mil servidores em pleno recesso parlamentar e o caso de
João Carlos Zogbi. O uso de seguranças do
Senado, por parte de Sarney, para segurança particular
no Maranhão e a denúncia de "nepotismo
terceirizado" também ganharam destaque.
O constrangimento dos senadores aumentou ontem (19), quando
o Congresso em Foco mostrou com exclusividade o uso de
passagens aéreas da cota de Roseana Sarney (PMDB-MA),
paga com dinheiro público, para transportar amigos,
parentes e empresários maranhenses ligados à líder
do governo no Congresso.
Confira a lista de servidores afastados
de funções de comando:
1 – Antônio Helder Medeiros Rebouças
(Secretaria de Coordenação Técnica
e Relações Institucionais)
2 – João Roberto Pereira de Baere Júnior (Gabinete
da Consultoria)
3 – Francisco de Assis Freitas Pires de Sabóia (Subsecretaria
de Administração Financeira)
4 – Flávio Romero Moura da Cunha Lima (Subsecretaria de
Anais)
5 – Nina Lúcia de Lemos Torre (Subsecretaria de Registro
a Reuniões de Comissões)
6 – Andréa Góes Bakaj Rezende (Subsecretaria de
Planejamento e Execução de Convênios)
7 – Ricardo Macedo (Subsecretaria de Convergências Tecnológicas)
8 – Francisco Guilherme Thees Ribeiro (Subsecretaria de Elaboração
de Autógrafos e Redação Oficial)
9 – Afonso Celso Vieira de Queiroz (Subsecretaria de Obras)
10 – Denise Zaiden Santos (Subsecretaria de Pesquisas e Desenvolvimento
de Estudos e Projetos)
11 – José Milton de Moraes Neto (Subsecretaria de Polícia
Ostensiva)
12 – Alex Anderson Costa Nobre (Subsecretaria de Proteção
as Autoridades)
13 – Carlos Guilherme Fonseca (Subsecretaria de Publicações
Oficiais)
14 – Petrônio Barbosa Lima de Carvalho (Subsecretaria de
Tecnologia da Informação)
15 – Gerson de Souza Lima Filho (Secretaria Técnica de
Eletrônica)
16 – Leife Gonçalves Montalvão (Secretaria Técnica
de Eletrônica)
17 – Antônio Carlos Amorim da Costa (Gabinete da Secretaria
de Assistência Médica e Social)
18 – José Neves de Araújo (Subsecretaria de Legislativa
Brasileira)
19 – Paula Cunha Canto de Miranda (Diretoria Geral Adjunta)
20 – Marcos Antônio Kohler (Presidência do Senado)
21 – Sonibel Pastrana Pereira Rabelo (Coordenação
de Análise de Notícias)
22 – Nilo Amaro Bairros dos Santos (Coordenação
Rádio Agência)
23 – Cláudia Dias Costa França (Coordenadora de
Comunicação Institucional)
24 – Aricelso Lopes (Coordenador de Atividade Policial)
25 – Francisco Carlos Melo Farias (Coordenador de Apoio Aeroportuário)
26 – Elias Lyra Brandão (Coordenação de
Administração de Residências Oficiais)
27 – Antônio Carlos Nogueira Filho (Coordenação
de Pesquisas e Apoio Técnico)
28 – Ronaldo Wagner Carmona (Gabinete da Secretaria Especial
de Editoração e Publicações)
29 – Claudionor Moura Nunes (Subsecretaria de Apoio Técnico)
30 – Rui Oscar Janiques (Subsecretaria de Atendimentos aos Gabinetes
de Senadores)
31 – Cláudio Silva Miranda (Subsecretaria de Antendimento
de Informações Administrativas Especiais)
32 – Marcos Aurélio Correia (Subsecretaria de Apoio Técnico
e Relações Institucionais)
33 – Luciana Duarte de Sant’Anna Xavier (Subsecretaria
de Documentação e Arquivo)
34 – José Dantas Filho – Subsecretaria de Planejamento
e Fomento (Subsecretaria de Planejamento e Fomento)
35 – Edson Luiz Abrego – Subsecretaria de Gestão
de Documentos (Subsecretaria de Gestão de Documentos)
36 – Sidnei José Kronemberger (Subsecretaria de Instalações
Especiais)
37 – Flávio Roberto de Almeida Herringer (Subsecretaria
de Redação da Ordem do Dia)
38 – Antônio Alberto de Carvalho (Subsecretaria de Arquivo
Permanente)
39 – Paulo Elisio Brito (Subsecretaria de Administração
Patrimonial)
40 – Maria de Fátima Araújo (Secretaria de Estágios)
41 – Antônio Carlos Costa Santos (Secretaria de Advocacia
do Senado)
42 – Antônio Marcos Mousinho Souza (Coordenadoria de Processos
Judiciais)
43 – Edna de Souza Carvalho (Secretaria Técnica Eletrônica)
44 – Helena Celeste Ribeiro Lustosa Vieira (Subsecretaria de
Pesquisa e Recuperação de Informações Institucionais)
45 – Maria de Fátima Campos Ribeiro (Subsecretaria de
Pessoal Inativo)
46 – Pedro Enéas Guimarães Coelho Mascarenhas (Gabinete
da Subsecretaria de Infra-Estrutura Tecnológica)
47 – Carlos Alberto Campos Marques (Gabinete de Coordenação
e Execução)
48 – Paulo Fernando dos Santos Moniz (Gabinete de Coordenação
e Execução)
49 – Edmilson Ferreira da Silva (Gabinete de Coordenação
e Execução)
50 – Cristiane Tinoco Mendonça (Gabinete de Coordenação
e Execução)
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Gazeta do Povo, 21 de março
de 2009
Bolsa Família
Governo cancela 33 mil
benefícios no Paraná
Cerca de 33 mil famílias paranaenses foram excluídas
do cadastro do Bolsa Família. De acordo com o Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, os beneficiários
entraram no mercado de trabalho e atualmente têm
renda superior ao exigido para integrar o programa. Em
todo o país, 400 mil famílias deixaram de
receber o auxílio do Bolsa Família.
Os pagamentos já estavam suspensos desde setembro
de 2008, quando o ministério fez um cruzamento de
dados. A renda que as famílias declaram no Cadastro Único
para Programas Sociais do Governo Federal foi comparada
com a informada na Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego.
O levantamento indicou que cerca de 600 mil famílias
no Brasil tinham renda mensal superior a R$ 120 per capita,
limite estipulado para integrar o programa.
As famílias que caíram na malha-fina” tiveram
prazo até 31 de dezembro para atualizar o cadastro
e mostrar que atendiam ao critério para receber
o Bolsa Família. No Paraná, quase 42 mil
benefícios estavam sob suspeita. Perto de 9 mil
famílias conseguiram comprovar renda dentro do perfil
necessário para o programa. O benefício dessas
famílias foi desbloqueado após a atualização
dos dados.
Já os que não se recadastraram tiveram o
benefício suspenso em definitivo a partir do mês
de fevereiro. O Paraná foi o terceiro estado onde
mais benefícios foram cancelados. Em primeiro aparece
São Paulo, onde 100 mil famílias foram excluídas
e em segundo Minas Gerais, com 60 mil auxílios cancelados.
De acordo com o ministério, o cruzamento de dados é realizado
anualmente e tem a finalidade de aperfeiçoar o controle
do programa e destinar o Bolsa Família apenas a
quem precisa.
Entre 2004 e 2008, o ministério cancelou mais de
2,6 milhões de benefícios, seja porque a
família melhorou a sua renda e ultrapassou o critério
do programa ou seja por não cumprir as metas de
educação e saúde. A cada cancelamento,
uma nova família é incluída no programa.
Em fevereiro, o Ministério do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome suspendeu o repasse de verbas do
Bolsa Família para 10 municípios paranaenses.
As prefeituras não enviaram relatórios sobre
o monitoramento de saúde dos beneficiários
do programa, referentes ao segundo semestre de 2008. Em
todo o país, 344 municípios deixaram de enviar
as informações e ficarão sem os recursos
por seis meses.
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Folha de S.Paulo, 21 de
março de 2009
Sem Aécio, Serra
tem 40% dos votos em MG
Mineiro, porém, teria
apenas 14% do eleitorado paulista caso governador de SP ficasse
fora da disputa para Presidência
Segundo o Datafolha, Aécio lideraria
amplamente em Minas, com 67%, no cenário sem Serra;
no Ceará, Ciro sai na frente contra tucanos
DA REPORTAGEM LOCAL
Líder na corrida pela sucessão do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, o governador
de São Paulo, José Serra, tem o apoio de
40% dos eleitores mineiros quando seu adversário
dentro do PSDB, Aécio Neves, está fora da
disputa pelo Planalto, conforme revela a pesquisa Datafolha
realizada em nove Estados.
O resultado está apenas um ponto percentual menor do que o desempenho
geral de Serra, que, segundo a pesquisa publicada ontem pela Folha,
tem 41% das intenções de voto no principal cenário
apresentado ao entrevistados.
O governador de Minas não apresenta desempenho semelhante entre
os paulistas. No cenário em que aparece como o candidato tucano,
Aécio conta apenas 14% das intenções de voto em
São Paulo, atrás de Ciro Gomes (PSB), com 24%, do percentual
de votos brancos ou nulos, 23%, e de Heloísa Helena (PSOL),
com 19%.
Aécio está tecnicamente empatado com a ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff (PT), com 11% dos votos em São Paulo.
Segundo o Datafolha, 65% dos entrevistados disseram conhecer o governador
de Minas Gerais e apenas 11% afirmaram estar bem informados sobre ele.
Serra é conhecido por 93% dos mineiros.
Voto caseiro
A liderança de Aécio Neves em Minas, no entanto, é ampla
no cenário sem Serra. Ele conta com 67% das intenções
de voto, seguido por Ciro (7%), Heloísa (6%) e Dilma 5%. Em
São Paulo, quando Serra é o candidato tucano, ele tem
52%.
No Ceará, Ciro Gomes está disparado na frente com 59%,
contra 17% de Serra e 6% de Dilma. É o pior resultado de Serra,
seguido pelo do Rio de Janeiro -33%.
Ciro, deputado federal do PSB-CE e ex-governador do Ceará, amplia
ainda mais a vantagem quando Aécio é o candidato tucano
-64%. O mineiro fica com 4%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para
mais ou para menos. A ministra Dilma, que no principal cenário
nacional tem 11%, apresenta seu melhor resultado na Bahia e no Rio
Grande do Sul -15%. Em São Paulo, ela fica com 9% com Serra
ou Aécio na disputa. O paulista também vai bem no Paraná,
47%, e em Pernambuco, 43%.
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Folha de S.Paulo, 21 de
março de 2009
Caixa facilita compra
de itens para construção
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
A Caixa Econômica Federal flexibilizou as regras
para compra de material de construção com
recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Entre as principais mudanças, estão a dispensa
da garantia de fiança, a redução da
taxa de risco de crédito e o aumento do prazo de
amortização de 96 para 120 meses.
A linha é destinada à compra de material de construção
em geral, incluindo armários embutidos e aquecedores solares,
e atende às famílias com renda de até R$ 1.900.
As compras são efetuadas por meio do cartão de débito
Construcard FGTS em mais de 40 mil estabelecimentos comerciais credenciados
pela Caixa.
O programa também permite a inclusão de até 15%
dos custos de mão-de-obra no valor financiado. De acordo com
a Caixa, o objetivo da mudança é "aumentar a atratividade
da linha, racionalizar os procedimentos e aumentar o número
de contratações". Essa já é a segunda
mudança nessa linha em menos de seis meses. Desde novembro do
ano passado, o limite de financiamento passou de R$ 7.000 para até R$
25 mil. A taxa de juros varia de 5% ao ano a 7,16% ao ano, de acordo
com a renda familiar do tomador.
A venda de material de construção caiu 21,4% em fevereiro
deste ano na comparação com o mesmo período de
2008. No bimestre, a queda foi de 18,5%, segundo dados da Abramat (Associação
Brasileira da Indústria de Materiais de Construção)
divulgados nesta semana.
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Folha de S.Paulo, 21 de
março de 2009
Queda dos juros traz
dilemas ao governo
Membros da equipe econômica
veem taxa anual de 9% como piso para não aumentar "armadilhas" dos
juros baixos
Redução da Selic põe
pressão sobre setores indexados como poupança,
metas de fundos de pensão e crédito habitacional
SHEILA D'AMORIM
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Membros da equipe econômica acreditam que a taxa
básica de juros (Selic) a 9% ao ano é o limite
que o governo terá para enfrentar as "armadilhas" que
os juros baixos trarão à economia brasileira.
Hoje, a taxa que serve de referência para economia está em
11,25% anuais. Essa margem aparente de 2,25 pontos percentuais, no
entanto, divide a equipe econômica sobre o momento certo para
adotar medidas consideradas impopulares, como mexer na rentabilidade
da caderneta de poupança.
Nos últimos dias, retomou-se a discussão sobre o que
fazer com os resquícios da indexação e do direcionamento
obrigatório que marcaram a história econômica do
país das últimas décadas (que envolve, além
da correção da poupança, as metas atuariais dos
fundos de pensão e o crédito direcionado ao setor imobiliário).
O debate foi marcado pela elaboração de cenários
sobre a trajetória dos juros e avaliações sobre
as condições de a economia manter a Selic em um dígito,
num cenário de retomada do crescimento.
Ninguém no governo duvida de que a tendência dos juros é de
queda em 2009. Mas há dúvidas se ele cairá abaixo
do patamar de 9%, em que prazo e se esse nível mais baixo será mantido
no longo prazo.
Nos cálculos anteriores do governo, o Brasil alcançaria
uma taxa de juros desse nível somente no segundo semestre do
ano que vem. A crise financeira mundial, argumentam os técnicos
do governo, antecipou esse cenário e, agora, acredita-se que
isso ocorrerá até antes do final deste ano.
Diante disso, surgiu o debate de que juros em um dígito levantam
a necessidade de desindexar a correção da caderneta de
poupança, que, hoje, na pior das hipóteses, seria de
6,17% ao ano. Por sua vez, mudanças nessas regras em vigor levam
a revisões de outras normas, como a correção dos
financiamentos habitacionais.
Além disso, problemas semelhantes já despontam em outras áreas,
como os fundos de pensão, que têm metas rígidas
de rentabilidade para garantir que os passivos sejam cobertos. Normalmente,
essas entidades buscam retornos que levam em conta um índice
de preços mais 6% ao ano, o que poderia ficar difícil
de atingir com a queda prevista dos juros. É preciso encaixar
todos em perfeita sintonia.
" As metas atuariais dos fundos se tornarão inexequíveis com
a queda de juros. Este problema e o da poupança são questões
estruturais que precisam ser atacadas", afirma o ex-diretor de Normas do
Banco Central Sérgio Darcy. O maior medo na equipe econômica hoje é que
a queda dos juros crie uma distorção no mercado, com uma forte
migração de recursos que estão aplicados nos fundos de investimentos
e nos CDBs (papéis emitidos pelos bancos para se financiarem no mercado)
para a poupança.
" Essa é uma preocupação legítima que independe
de se e por quanto tempo os juros ficarão baixos", diz o economista-chefe
do JPMorgan, Fábio Akira. "Mesmo sendo uma situação
temporária, a queda dos juros pode criar uma crise interna no meio da
crise financeira mundial que vivemos", afirma.
Por enquanto, esta é a aposta da equipe econômica: há tempo
para agir. O Banco Central, no entanto, colocou o debate na rua ao
pregar a revisão dessas questões de forma imediata. Nos
bastidores do governo, BC e Fazenda se colocam com a certeza de que
sabem o que fazer: mudar a forma de correção da poupança,
mexer nos direcionamentos para o setor imobiliário, enterrar
a TR (Taxa Referencial).
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Folha de S.Paulo, 21 de
março de 2009
Reforma na poupança
tenta proteger fundos
Além de financiar 40% da dívida
do governo federal, fundos de investimento dão receita de R$ 10
bi por ano aos bancos
Mudança na remuneração da poupança
preocupa o governo; carteira de fundos tem mais de 40% dos títulos
públicos em circulação
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
As discussões sobre uma possível mudança no cálculo
do rendimento da poupança passam pela necessidade de proteger
um segmento do mercado que rende cerca de R$ 10 bilhões por
ano aos bancos e que responde pelo financiamento de 40% da dívida
do governo federal. Trata-se dos fundos de investimento, que, por causa
da queda dos juros, estão ameaçados pela crescente atratividade
da caderneta.
No ano passado, segundo levantamento feito nos balanços dos
bancos que atuam no país, a receita obtida com a cobrança
de taxas de administração de fundos foi de R$ 10 bilhões
-mais 7% em relação a 2007. Foi um dos poucos serviços
a proporcionar mais faturamento para o setor bancário em 2008,
já que a cobrança de tarifas como um todo -manutenção
de conta corrente, assessoria financeira a empresas, entre outras-
rendeu R$ 56 bilhões às instituições, mesmo
valor apurado no ano anterior.
Se considerado que metade do patrimônio dos fundos de investimento
se refere a aplicações em renda fixa e DI -modalidades
que sofrem a concorrência da poupança-, pode-se estimar
que a maior atratividade da caderneta poderia custar cerca de R$ 5
bilhões às instituições financeiras.
A competição entre fundos e poupança tem se acirrado
por causa da queda da taxa Selic, que hoje está em níveis
historicamente baixos e deve continuar em queda pelos próximos
meses. Com isso, muitos fundos de renda fixa acabam rendendo menos
do que a caderneta, que oferece 0,5% ao mês mais a variação
da TR.
Embora uma Selic de 11,25% ao ano ainda seja superior a esse rendimento,
os fundos de investimento sofrem com a cobrança de IR e de uma
taxa de administração, que reduzem os ganhos líquidos
do poupador.
Para o governo, isso preocupa porque os fundos financiam boa parte
de sua dívida. Segundo o Tesouro, 41% dos títulos públicos
em circulação no mercado (ou R$ 483 bilhões do
total de R$ 1,187 trilhão) estão na carteira desse tipo
de aplicação.
Na avaliação de José Dutra Vieira Sobrinho, vice-presidente
da OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), os bancos ainda têm
condições de reduzir suas taxas para, pelo menos por
enquanto, evitar uma migração de investidores para a
poupança. "Os fundos mais populares, de varejo, são
os que têm as maiores taxas de administração. Ainda
há espaço para queda e é preciso que a sociedade
cobre isso das instituições."
Já o economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira
dos Bancos), Rubens Sardenberg, afirma que o nível das taxas
de administração pode até afetar a competitividade
dos fundos no curto prazo, mas isso não diminui a necessidade
de discutir, em breve, mudanças na poupança.
" Atualmente, fundos que cobram taxas de administração de
2% ou 3% já perdem para a poupança", diz o economista. "Uma
taxa fixa de 6,17% [ao ano, que é o que rende a caderneta além
da TR] é alta para um ambiente econômico estável." Segundo
Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC e chefe da Divisão Econômica
da CNC, o problema de uma rentabilidade muito mais alta da poupança em
relação a outras aplicações é o impacto que
isso teria no crédito.
Isso porque o dinheiro aplicado na caderneta obrigatoriamente tem que
ser usado pelos bancos em financiamentos habitacionais, enquanto o
dinheiro captado por outros instrumentos, como o CDB, é direcionado
a outros empréstimos.
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