Informativo Eletrônico n.º 1.233   -   Ano 06   -   Curitiba (PR), 21 de março de 2009.


G1, 21 de março de 2009

CNI/Ibope: avaliação positiva do Governo Lula tem queda de 9 pontos
O índice é o mais baixo registrado desde junho de 2008. 64% dos entrevistados consideraram o Governo bom ou ótimo

Pesquisa CNI/Ibope divulgada na tarde, desta sexta-feira (20), mostra queda de 9 pontos percentuais na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro, 73% dos entrevistados consideravam o governo bom ou ótimo, enquanto no levantamento realizado neste mês de março mostra avaliação positiva 64%.

O índice é o mais baixo registrado desde junho de 2008, quando a avaliação de Lula chegou ao patamar de 58%. A aprovação do presidente registrada na última pesquisa, em dezembro, havia batido o recorde - ao atingir 73% - que até então pertencia ao ex-presidente José Sarney, que, em setembro de 1986, obteve 72% de avaliação positiva.

A pesquisa revela ainda que a nota média atribuída pela população ao governo Lula recuou quatro décimos em relação aos dados de dezembro, caindo de 7,8 para 7,4 - em uma escala em que a nota máxima é dez.

Avaliação pessoal

Os dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) também mostram queda na aprovação dos brasileiros em relação à maneira pessoal como Lula governa o País. Embora permaneça com índice bastante elevado, a taxa, que chegou ao patamar de 84% na última pesquisa, recuou em março para 78%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de março. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 144 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança de 95%.

Mais cedo, pesquisa do Instituto Datafolha também apontou que a aprovação do presidente Lula caiu em relação ao último levantamento, realizado em novembro: era de 70% e caiu para 65%.

A confiança no presidente também recuou de 80% para 74%. A pesquisa indica também uma queda na percepção de que o atual mandato de Lula está sendo melhor do que o anterior. O índice, que chegou ao topo de 48% em dezembro, caiu para 41%.

Crise

O diretor da CNI, Marco Antônio Guarita, afirma que a diminuição nos índices referentes ao governo pode ser atribuída à crise financeira internacional. "O cenário de crise não só impactou, como parece ter influenciado na percepção geral da população sobre os setores da administração pública", afirmou.

A pesquisa revela que 81% dos brasileiros sabem que o país passa por uma crise. O índice em dezembro era de 75%. Já quando a pergunta é se a pessoa considera a crise grave ou muito grave, 83% dos entrevistados responderam que sim, contra 84% no último levantamento realizado pelo Ibope.




G1, 21 de março de 2009
Para 68% dos brasileiros, desemprego vai aumentar, diz CNI/Ibope
Só 39% acham que índice não aumentará nos próximos seis meses. Percentual dos brasileiros que sentem os efeitos da crise subiu para 37%

Pesquisa CNI/Ibope divulgada, nesta sexta-feira (20), aponta que 68% dos brasileiros acreditam que haverá aumento do desemprego nos próximos seis meses.

A percepção, segundo o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antônio Guarita, é efeito da crise financeira internacional. Os dados mostram que aumentou de 29% para 37% o percentual de brasileiros que dizem já sentir os efeitos da crise no dia-a-a-dia.

O temor da população em relação à possibilidade de perder o emprego registrou aumento na comparação com a última pesquisa realizada pelo instituto, em dezembro do ano passado, quando 63% dos entrevistados disseram achar que o desemprego aumentaria.

Os dados mostram que somente 29% da população considera que a taxa de desemprego vai diminuir ou ao menos permanecer no mesmo patamar. A mesma pesquisa revelou que apenas 32% dos brasileiros acreditam que a crise terminará ainda em 2009.

Inflação

Dos pesquisados, 73% disseram acreditar que a inflação no País deve aumentar nos próximos seis meses. Na última pesquisa, 67% dos entrevistados acreditavam em piora na inflação.

A avaliação do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva piorou em oito setores: no combate à fome e à pobreza, segurança pública, combate à inflação, taxa de juros, combate ao desemprego, impostos, meio ambiente e saúde.

Apenas no setor de educação, o nível ficou no mesmo patamar - reduziu de 55% para 54%, queda dentro da margem de erro da pesquisa.

Marco Antônio Guarita afirmou que a queda verificada nos índices pode ser creditada a crise financeira internacional. "O eixo central da pesquisa foi à crise econômica. A nossa pesquisa registra a insatisfação da população nesse momento", afirmou.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de março. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 144 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança de 95%.



Agências, 21 de março de 2009
O pior para o mercado de trabalho já passou, diz Lupi
O mercado de trabalho do Brasil já deixou o pior da crise financeira mundial para trás, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ainda que aumentem os temores de que a queda da demanda possa levar a maior economia da América Latina à recessão.

Lupi disse que os dados de emprego melhores em janeiro e fevereiro mostram que o mercado de trabalho está se estabilizando e previu que mais de 100 mil vagas formais serão criadas em março.“Em março nós vamos ser o primeiro país a virar a página da crise do emprego; vamos gerar mais de 100 mil empregos”, disse ele.

O ministro afirmou que “com absoluta segurança e certeza” o mercado de trabalho brasileiro já passou pelo pior. “Eu não estou apostando, eu estou afirmando”, enfatizou. Lupi disse prever que o saldo líquido do mercado de trabalho seja positivo até pelo menos junho, mas não comentou sobre se é possível ter algum número negativo depois disso.

Postos de trabalho

Os números foram divulgados um dia após a notícia de que a economia brasileira ganhou mais 9 mil vagas formais em fevereiro, ainda que após três meses seguidos de cortes de vagas e que esse seja o crescimento de empregos mais fraco no mês de fevereiro em 10 anos.

A economia brasileira perdeu mais de 650 mil postos de trabalho em dezembro. No quarto trimestre de 2008, a economia do país se contraiu 3,6 por cento na maior queda trimestral em mais de uma década.

 


Valor Online, 21 de março de 2009
Diretor do BC defende desindexação da poupança
O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Mario Torós, defendeu a continuidade da desindexação da economia, inclusive da poupança, de modo a evitar “problemas” para a política econômica do país.

“ Se não houver uma continuidade da desindexação da economia, poderá haver empecilhos para a política econômica como um todo”, disse o diretor, reforçando que essa necessidade envolve não só taxas indexadas de poupança e fundos de pensão, mas também preços administrados, como o da conta de luz. Questionado sobre se o BC estaria estudando medidas para a poupança, Torós lembrou que a remuneração da caderneta não é tema para a autoridade monetária e tem de ser abordada por lei, no Congresso Nacional.

Segundo dados apresentados pelo diretor no 3º Seminário Internacional de Renda Fixa promovido pela Andima e pela Cetip, a taxa real de juros do país em março está em 5,4%, considerando a taxa de swap de 360 dias em relação à expectativa de inflação do período.

Ata do Copom

A variação é inferior à taxa fixa de 6% da poupança, o que vem acelerando debates em torno da necessidade de alterar essa indexação específica, tendo em vista a perda de atratividade de outros tipos de investimentos. Para Torós, a remuneração de outros fundos de investimentos dependeria de mais talento e criatividade por parte dos gestores. Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na quinta-feira, o assunto também é abordado no 25º parágrafo.


“ Além do fato de que mudanças da taxa básica de juros têm efeitos sobre a atividade e a inflação que se acumulam ao longo do tempo, a avaliação do Copom sobre o espaço para flexibilização monetária adicional também leva em conta aspectos, resultantes do longo período de inflação elevada, que subsistem no arcabouço institucional do sistema financeiro nacional”, diz o documento. Torós, que é membro do colegiado, se esquivou de responder se a taxa fixa da poupança poderia estar limitando a margem de cortes da taxa Selic.



Agências, 21 de março de 2009
Dilma prevê novo adiamento do pacote habitacional
Em reunião no Palácio do Planalto, a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) anunciou nesta sexta (20) aos sindicalistas que pode haver novo adiamento no lançamento do Programa Nacional de Habitação. Inicialmente previsto para a próxima quarta (25), a ministra admitiu a possibilidade de isso ser feito apenas no dia 30.

Porém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista nesta sexta em São Paulo, confirmou que o governo lançará o programa na quarta. "Esperamos ser um desafio extraordinário para a indústria da construção civil brasileira, que passou 50
anos reclamando e agora vai ter um milhão de casas para serem construídas, casas para pessoas de zero a 10 salários mínimos", acrescentou.

O encontro da ministra com sindicalistas durou cerca de duas horas, para a apresentação do pacote habitacional. No encontro, de acordo com relato de participantes, Dilma assegurou que não haverá prestações a custo zero para os beneficiados.

O menor valor da prestação, para quem ganha um salário mínimo (R$ 465), será de R$ 50, embora o governo ainda estude a possibilidade de reduzir ainda mais o valor da parcela. Para as demais faixas, a prestação será de R$ 100 e R$ 150.

O prazo de construção de um milhão de casas, até 2010, já está sendo adiado para 2011, "por causa da burocracia". Mas o governo se comprometeu a reduzir o tempo médio de construção de 33 meses para 11 meses.

Waldir Pires de Oliveira, da CUT, também presente ao encontro, disse que o governo trabalha com um déficit de oito milhões de habitações em todo o País, e que pretende regularizar ainda a situação das 12 milhões de pessoas que moram em situação irregular como favelas.

No encontro, segundo relato de Antonio de Souza Ramalho, da Força Sindical, as centrais pediram à ministra que não haja sorteio para a distribuição das casas e que seja utilizado outro tipo de critério, como a necessidade de cada família.

De acordo com os sindicalistas, o valor médio de construção das casas, segundo o projeto do governo é de R$ 40 mil e o valor máximo médio é de R$ 60 mil. A proposta tem por objetivo atender principalmente as cidades com mais de 100 mil habitantes. A meta é construir 400 mil casas para a população que ganha até três salários (R$ 1.395), 400 mil para quem ganha de três a seis salários (de R$ 1.395 a R$ 2.790) e, 200 mil para quem recebe de seis a dez mínimos (R$ 2.790 a R$ 4.650).

A ministra comunicou ainda aos sindicalistas que será "zero" o custo do seguro de vida para o financiamento de quem ganha até cinco salários (R$ 2.325). De cinco a dez salários mínimos, o valor cobrado será de 1,5% a 6% ou 6,5% anuais. Ficou acertado também que o trabalhador passará a pagar a casa apenas depois de se mudar para ela, para evitar o duplo pagamento, de aluguel e prestação.

Para quem ficar desempregado, o Fundo Garantidor, que será bancado pelo Tesouro Nacional, cobrirá integralmente as prestações de quem ganha até três salários mínimos. O trabalhador que ganhar acima desse valor e perder o emprego poderá ficar 24 meses pagando apenas 5% da prestação e os 95% restantes serão transferidos para o fim do contrato.

Emprego

Antônio Netto, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), contou que os sindicalistas pediram que haja uma contrapartida social das empresas que forem construir as casas, para que elas obrigatoriamente assinem a carteira de trabalho dos empregados. "Este é um dos setores mais problemáticos e 50% está informal.

Pedimos que não haja terceirizados e que quem não assinar carteira seja penalizado com este processo sendo considerado fraude e o contrato anulado", disse Netto " Eles ouviram e vão estudar o que pode fazer", acrescentou Neto, referindo-se à ministra Dilma e aos ministros das Cidades, Márcio Fortes, e da Secretaria Geral, Luiz Dulce, que também participaram da reunião.

De Brasília com Agências


Congresso em Foco, 21 de março de 2009
Senado economizará R$ 4,8 mi com corte de 50 diretorias
Em coletiva concedida há pouco, o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), divulgou a lista dos 50 diretores e funções equivalentes que foram afastados da estrutura administrativa da Casa (veja lista abaixo). De acordo com o diretor-geral, Alexandre Gazineo, que acompanhava Heráclito na entrevista, o corte representará uma economia mensal de R$ 400 mil aos cofres públicos – ou R$ 4,8 milhões ao ano.

Contudo, ao contrário do que foi anunciado ontem (19), as diretorias, secretarias e coordenadorias não foram extintas – apenas os titulares não mais desempenharão as funções antigas, bem como serão eliminadas a remuneração e as gratificações a que tinham direito. Todos os cortes anunciados hoje são referentes a servidores efetivos, ou seja, nenhum dos titulares de 26 cargos de comissão (autorizados por indicação política) foi exonerado.

"Tentamos cortar, e assim o fizemos, a partir das diretorias que foram sendo esgarçadas ao longo do tempo, ou seja, aquelas que teriam, em tese, menor conteúdo de competência", afirmou Gazineo, lembrando que foi tomado o cuidado para não comprometer setores estratégicos fundamentais – como a Secretaria Geral da Mesa e a Secretaria de Assistência Médica e Social, além de departamentos financeiros e orçamentários.

Segundo Gazineo, como as diretorias foram criadas por resolução, com subseqüente aprovação em plenário, sua extinção não pôde ser imediatamente determinada – novas resoluções devem ser aprovadas para tanto. Na semana que vem, segundo Heráclito, novas medidas serão anunciadas com vistas a enxugar a estrutura administrativa do Senado.

"São atos que darão conseqüência às mudanças que estamos fazendo na estrutura administrativa do Senado. Nós iremos anunciá-los na próxima semana, porque alguns deles dependem da aprovação da Mesa", disse o primeiro-secretário, para quem é positivo o balanço da reação da Mesa Diretora à enxurrada de denúncias que assolam o Senado nas últimas semanas.

Heráclito se disse impossibilitado de comentar se o excesso de diretorias teria origem em esquema de corrupção montado por um grupo que há decadas atuaria no Senado, com a conivência de senadores. "Eu não tenho nenhuma condição de julgar como esses casos foram criados, e em que circunstâncias. Agora, há um fato: nem nós senadores, nem a imprensa, nem as Mesas passadas detectaram esse problema", disse o senador piauiense. "Está se vendo que saber o que aconteceu não é uma questão fácil."

Denúncias em série

A série de denúncias contra o Senado começou com a não declaração à Receita Federal, por parte do ex-diretor-geral Agaciel Maia, de uma mansão milionária em bairro nobre de Brasília, o que levou a seu afastamento. Em seguida, foram revelados o pagamento de horas extras a mais de três mil servidores em pleno recesso parlamentar e o caso de João Carlos Zogbi. O uso de seguranças do Senado, por parte de Sarney, para segurança particular no Maranhão e a denúncia de "nepotismo terceirizado" também ganharam destaque.

O constrangimento dos senadores aumentou ontem (19), quando o Congresso em Foco mostrou com exclusividade o uso de passagens aéreas da cota de Roseana Sarney (PMDB-MA), paga com dinheiro público, para transportar amigos, parentes e empresários maranhenses ligados à líder do governo no Congresso.

Confira a lista de servidores afastados de funções de comando:

1 – Antônio Helder Medeiros Rebouças (Secretaria de Coordenação Técnica e Relações Institucionais)
2 – João Roberto Pereira de Baere Júnior (Gabinete da Consultoria)
3 – Francisco de Assis Freitas Pires de Sabóia (Subsecretaria de Administração Financeira)
4 – Flávio Romero Moura da Cunha Lima (Subsecretaria de Anais)
5 – Nina Lúcia de Lemos Torre (Subsecretaria de Registro a Reuniões de Comissões)
6 – Andréa Góes Bakaj Rezende (Subsecretaria de Planejamento e Execução de Convênios)
7 – Ricardo Macedo (Subsecretaria de Convergências Tecnológicas)
8 – Francisco Guilherme Thees Ribeiro (Subsecretaria de Elaboração de Autógrafos e Redação Oficial)
9 – Afonso Celso Vieira de Queiroz (Subsecretaria de Obras)
10 – Denise Zaiden Santos (Subsecretaria de Pesquisas e Desenvolvimento de Estudos e Projetos)
11 – José Milton de Moraes Neto (Subsecretaria de Polícia Ostensiva)
12 – Alex Anderson Costa Nobre (Subsecretaria de Proteção as Autoridades)
13 – Carlos Guilherme Fonseca (Subsecretaria de Publicações Oficiais)
14 – Petrônio Barbosa Lima de Carvalho (Subsecretaria de Tecnologia da Informação)
15 – Gerson de Souza Lima Filho (Secretaria Técnica de Eletrônica)
16 – Leife Gonçalves Montalvão (Secretaria Técnica de Eletrônica)
17 – Antônio Carlos Amorim da Costa (Gabinete da Secretaria de Assistência Médica e Social)
18 – José Neves de Araújo (Subsecretaria de Legislativa Brasileira)
19 – Paula Cunha Canto de Miranda (Diretoria Geral Adjunta)
20 – Marcos Antônio Kohler (Presidência do Senado)
21 – Sonibel Pastrana Pereira Rabelo (Coordenação de Análise de Notícias)
22 – Nilo Amaro Bairros dos Santos (Coordenação Rádio Agência)
23 – Cláudia Dias Costa França (Coordenadora de Comunicação Institucional)
24 – Aricelso Lopes (Coordenador de Atividade Policial)
25 – Francisco Carlos Melo Farias (Coordenador de Apoio Aeroportuário)
26 – Elias Lyra Brandão (Coordenação de Administração de Residências Oficiais)
27 – Antônio Carlos Nogueira Filho (Coordenação de Pesquisas e Apoio Técnico)
28 – Ronaldo Wagner Carmona (Gabinete da Secretaria Especial de Editoração e Publicações)
29 – Claudionor Moura Nunes (Subsecretaria de Apoio Técnico)
30 – Rui Oscar Janiques (Subsecretaria de Atendimentos aos Gabinetes de Senadores)
31 – Cláudio Silva Miranda (Subsecretaria de Antendimento de Informações Administrativas Especiais)
32 – Marcos Aurélio Correia (Subsecretaria de Apoio Técnico e Relações Institucionais)
33 – Luciana Duarte de Sant’Anna Xavier (Subsecretaria de Documentação e Arquivo)
34 – José Dantas Filho – Subsecretaria de Planejamento e Fomento (Subsecretaria de Planejamento e Fomento)
35 – Edson Luiz Abrego – Subsecretaria de Gestão de Documentos (Subsecretaria de Gestão de Documentos)
36 – Sidnei José Kronemberger (Subsecretaria de Instalações Especiais)
37 – Flávio Roberto de Almeida Herringer (Subsecretaria de Redação da Ordem do Dia)
38 – Antônio Alberto de Carvalho (Subsecretaria de Arquivo Permanente)
39 – Paulo Elisio Brito (Subsecretaria de Administração Patrimonial)
40 – Maria de Fátima Araújo (Secretaria de Estágios)
41 – Antônio Carlos Costa Santos (Secretaria de Advocacia do Senado)
42 – Antônio Marcos Mousinho Souza (Coordenadoria de Processos Judiciais)
43 – Edna de Souza Carvalho (Secretaria Técnica Eletrônica)
44 – Helena Celeste Ribeiro Lustosa Vieira (Subsecretaria de Pesquisa e Recuperação de Informações Institucionais)
45 – Maria de Fátima Campos Ribeiro (Subsecretaria de Pessoal Inativo)
46 – Pedro Enéas Guimarães Coelho Mascarenhas (Gabinete da Subsecretaria de Infra-Estrutura Tecnológica)
47 – Carlos Alberto Campos Marques (Gabinete de Coordenação e Execução)
48 – Paulo Fernando dos Santos Moniz (Gabinete de Coordenação e Execução)
49 – Edmilson Ferreira da Silva (Gabinete de Coordenação e Execução)
50 – Cristiane Tinoco Mendonça (Gabinete de Coordenação e Execução)




Gazeta do Povo, 21 de março de 2009
Bolsa Família
Governo cancela 33 mil benefícios no Paraná

Cerca de 33 mil famílias paranaenses foram excluídas do cadastro do Bolsa Família. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, os beneficiários entraram no mercado de trabalho e atualmente têm renda superior ao exigido para integrar o programa. Em todo o país, 400 mil famílias deixaram de receber o auxílio do Bolsa Família.

Os pagamentos já estavam suspensos desde setembro de 2008, quando o ministério fez um cruzamento de dados. A renda que as famílias declaram no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal foi comparada com a informada na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego. O levantamento indicou que cerca de 600 mil famílias no Brasil tinham renda mensal superior a R$ 120 per capita, limite estipulado para integrar o programa.

As famílias que caíram na malha-fina” tiveram prazo até 31 de dezembro para atualizar o cadastro e mostrar que atendiam ao critério para receber o Bolsa Família. No Paraná, quase 42 mil benefícios estavam sob suspeita. Perto de 9 mil famílias conseguiram comprovar renda dentro do perfil necessário para o programa. O benefício dessas famílias foi desbloqueado após a atualização dos dados.

Já os que não se recadastraram tiveram o benefício suspenso em definitivo a partir do mês de fevereiro. O Paraná foi o terceiro estado onde mais benefícios foram cancelados. Em primeiro aparece São Paulo, onde 100 mil famílias foram excluídas e em segundo Minas Gerais, com 60 mil auxílios cancelados. De acordo com o ministério, o cruzamento de dados é realizado anualmente e tem a finalidade de aperfeiçoar o controle do programa e destinar o Bolsa Família apenas a quem precisa.

Entre 2004 e 2008, o ministério cancelou mais de 2,6 milhões de benefícios, seja porque a família melhorou a sua renda e ultrapassou o critério do programa ou seja por não cumprir as metas de educação e saúde. A cada cancelamento, uma nova família é incluída no programa.

Em fevereiro, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome suspendeu o repasse de verbas do Bolsa Família para 10 municípios paranaenses. As prefeituras não enviaram relatórios sobre o monitoramento de saúde dos beneficiários do programa, referentes ao segundo semestre de 2008. Em todo o país, 344 municípios deixaram de enviar as informações e ficarão sem os recursos por seis meses.





Folha de S.Paulo, 21 de março de 2009
Sem Aécio, Serra tem 40% dos votos em MG
Mineiro, porém, teria apenas 14% do eleitorado paulista caso governador de SP ficasse fora da disputa para Presidência

Segundo o Datafolha, Aécio lideraria amplamente em Minas, com 67%, no cenário sem Serra; no Ceará, Ciro sai na frente contra tucanos

DA REPORTAGEM LOCAL

Líder na corrida pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, o governador de São Paulo, José Serra, tem o apoio de 40% dos eleitores mineiros quando seu adversário dentro do PSDB, Aécio Neves, está fora da disputa pelo Planalto, conforme revela a pesquisa Datafolha realizada em nove Estados.

O resultado está apenas um ponto percentual menor do que o desempenho geral de Serra, que, segundo a pesquisa publicada ontem pela Folha, tem 41% das intenções de voto no principal cenário apresentado ao entrevistados.

O governador de Minas não apresenta desempenho semelhante entre os paulistas. No cenário em que aparece como o candidato tucano, Aécio conta apenas 14% das intenções de voto em São Paulo, atrás de Ciro Gomes (PSB), com 24%, do percentual de votos brancos ou nulos, 23%, e de Heloísa Helena (PSOL), com 19%.

Aécio está tecnicamente empatado com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 11% dos votos em São Paulo. Segundo o Datafolha, 65% dos entrevistados disseram conhecer o governador de Minas Gerais e apenas 11% afirmaram estar bem informados sobre ele. Serra é conhecido por 93% dos mineiros.

Voto caseiro

A liderança de Aécio Neves em Minas, no entanto, é ampla no cenário sem Serra. Ele conta com 67% das intenções de voto, seguido por Ciro (7%), Heloísa (6%) e Dilma 5%. Em São Paulo, quando Serra é o candidato tucano, ele tem 52%.
No Ceará, Ciro Gomes está disparado na frente com 59%, contra 17% de Serra e 6% de Dilma. É o pior resultado de Serra, seguido pelo do Rio de Janeiro -33%.

Ciro, deputado federal do PSB-CE e ex-governador do Ceará, amplia ainda mais a vantagem quando Aécio é o candidato tucano -64%. O mineiro fica com 4%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A ministra Dilma, que no principal cenário nacional tem 11%, apresenta seu melhor resultado na Bahia e no Rio Grande do Sul -15%. Em São Paulo, ela fica com 9% com Serra ou Aécio na disputa. O paulista também vai bem no Paraná, 47%, e em Pernambuco, 43%.


Folha de S.Paulo, 21 de março de 2009
Caixa facilita compra de itens para construção
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA

A Caixa Econômica Federal flexibilizou as regras para compra de material de construção com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Entre as principais mudanças, estão a dispensa da garantia de fiança, a redução da taxa de risco de crédito e o aumento do prazo de amortização de 96 para 120 meses.

A linha é destinada à compra de material de construção em geral, incluindo armários embutidos e aquecedores solares, e atende às famílias com renda de até R$ 1.900. As compras são efetuadas por meio do cartão de débito Construcard FGTS em mais de 40 mil estabelecimentos comerciais credenciados pela Caixa.

O programa também permite a inclusão de até 15% dos custos de mão-de-obra no valor financiado. De acordo com a Caixa, o objetivo da mudança é "aumentar a atratividade da linha, racionalizar os procedimentos e aumentar o número de contratações". Essa já é a segunda mudança nessa linha em menos de seis meses. Desde novembro do ano passado, o limite de financiamento passou de R$ 7.000 para até R$ 25 mil. A taxa de juros varia de 5% ao ano a 7,16% ao ano, de acordo com a renda familiar do tomador.

A venda de material de construção caiu 21,4% em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2008. No bimestre, a queda foi de 18,5%, segundo dados da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulgados nesta semana.



Folha de S.Paulo, 21 de março de 2009
Queda dos juros traz dilemas ao governo
Membros da equipe econômica veem taxa anual de 9% como piso para não aumentar "armadilhas" dos juros baixos

Redução da Selic põe pressão sobre setores indexados como poupança, metas de fundos de pensão e crédito habitacional

SHEILA D'AMORIM
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Membros da equipe econômica acreditam que a taxa básica de juros (Selic) a 9% ao ano é o limite que o governo terá para enfrentar as "armadilhas" que os juros baixos trarão à economia brasileira.

Hoje, a taxa que serve de referência para economia está em 11,25% anuais. Essa margem aparente de 2,25 pontos percentuais, no entanto, divide a equipe econômica sobre o momento certo para adotar medidas consideradas impopulares, como mexer na rentabilidade da caderneta de poupança.

Nos últimos dias, retomou-se a discussão sobre o que fazer com os resquícios da indexação e do direcionamento obrigatório que marcaram a história econômica do país das últimas décadas (que envolve, além da correção da poupança, as metas atuariais dos fundos de pensão e o crédito direcionado ao setor imobiliário). O debate foi marcado pela elaboração de cenários sobre a trajetória dos juros e avaliações sobre as condições de a economia manter a Selic em um dígito, num cenário de retomada do crescimento.

Ninguém no governo duvida de que a tendência dos juros é de queda em 2009. Mas há dúvidas se ele cairá abaixo do patamar de 9%, em que prazo e se esse nível mais baixo será mantido no longo prazo.

Nos cálculos anteriores do governo, o Brasil alcançaria uma taxa de juros desse nível somente no segundo semestre do ano que vem. A crise financeira mundial, argumentam os técnicos do governo, antecipou esse cenário e, agora, acredita-se que isso ocorrerá até antes do final deste ano.

Diante disso, surgiu o debate de que juros em um dígito levantam a necessidade de desindexar a correção da caderneta de poupança, que, hoje, na pior das hipóteses, seria de 6,17% ao ano. Por sua vez, mudanças nessas regras em vigor levam a revisões de outras normas, como a correção dos financiamentos habitacionais.

Além disso, problemas semelhantes já despontam em outras áreas, como os fundos de pensão, que têm metas rígidas de rentabilidade para garantir que os passivos sejam cobertos. Normalmente, essas entidades buscam retornos que levam em conta um índice de preços mais 6% ao ano, o que poderia ficar difícil de atingir com a queda prevista dos juros. É preciso encaixar todos em perfeita sintonia.

" As metas atuariais dos fundos se tornarão inexequíveis com a queda de juros. Este problema e o da poupança são questões estruturais que precisam ser atacadas", afirma o ex-diretor de Normas do Banco Central Sérgio Darcy. O maior medo na equipe econômica hoje é que a queda dos juros crie uma distorção no mercado, com uma forte migração de recursos que estão aplicados nos fundos de investimentos e nos CDBs (papéis emitidos pelos bancos para se financiarem no mercado) para a poupança.

" Essa é uma preocupação legítima que independe de se e por quanto tempo os juros ficarão baixos", diz o economista-chefe do JPMorgan, Fábio Akira. "Mesmo sendo uma situação temporária, a queda dos juros pode criar uma crise interna no meio da crise financeira mundial que vivemos", afirma.

Por enquanto, esta é a aposta da equipe econômica: há tempo para agir. O Banco Central, no entanto, colocou o debate na rua ao pregar a revisão dessas questões de forma imediata. Nos bastidores do governo, BC e Fazenda se colocam com a certeza de que sabem o que fazer: mudar a forma de correção da poupança, mexer nos direcionamentos para o setor imobiliário, enterrar a TR (Taxa Referencial).


Folha de S.Paulo, 21 de março de 2009
Reforma na poupança tenta proteger fundos
Além de financiar 40% da dívida do governo federal, fundos de investimento dão receita de R$ 10 bi por ano aos bancos

Mudança na remuneração da poupança preocupa o governo; carteira de fundos tem mais de 40% dos títulos públicos em circulação

NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

As discussões sobre uma possível mudança no cálculo do rendimento da poupança passam pela necessidade de proteger um segmento do mercado que rende cerca de R$ 10 bilhões por ano aos bancos e que responde pelo financiamento de 40% da dívida do governo federal. Trata-se dos fundos de investimento, que, por causa da queda dos juros, estão ameaçados pela crescente atratividade da caderneta.

No ano passado, segundo levantamento feito nos balanços dos bancos que atuam no país, a receita obtida com a cobrança de taxas de administração de fundos foi de R$ 10 bilhões -mais 7% em relação a 2007. Foi um dos poucos serviços a proporcionar mais faturamento para o setor bancário em 2008, já que a cobrança de tarifas como um todo -manutenção de conta corrente, assessoria financeira a empresas, entre outras- rendeu R$ 56 bilhões às instituições, mesmo valor apurado no ano anterior.

Se considerado que metade do patrimônio dos fundos de investimento se refere a aplicações em renda fixa e DI -modalidades que sofrem a concorrência da poupança-, pode-se estimar que a maior atratividade da caderneta poderia custar cerca de R$ 5 bilhões às instituições financeiras.

A competição entre fundos e poupança tem se acirrado por causa da queda da taxa Selic, que hoje está em níveis historicamente baixos e deve continuar em queda pelos próximos meses. Com isso, muitos fundos de renda fixa acabam rendendo menos do que a caderneta, que oferece 0,5% ao mês mais a variação da TR.

Embora uma Selic de 11,25% ao ano ainda seja superior a esse rendimento, os fundos de investimento sofrem com a cobrança de IR e de uma taxa de administração, que reduzem os ganhos líquidos do poupador.

Para o governo, isso preocupa porque os fundos financiam boa parte de sua dívida. Segundo o Tesouro, 41% dos títulos públicos em circulação no mercado (ou R$ 483 bilhões do total de R$ 1,187 trilhão) estão na carteira desse tipo de aplicação.

Na avaliação de José Dutra Vieira Sobrinho, vice-presidente da OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), os bancos ainda têm condições de reduzir suas taxas para, pelo menos por enquanto, evitar uma migração de investidores para a poupança. "Os fundos mais populares, de varejo, são os que têm as maiores taxas de administração. Ainda há espaço para queda e é preciso que a sociedade cobre isso das instituições."

Já o economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Rubens Sardenberg, afirma que o nível das taxas de administração pode até afetar a competitividade dos fundos no curto prazo, mas isso não diminui a necessidade de discutir, em breve, mudanças na poupança.

" Atualmente, fundos que cobram taxas de administração de 2% ou 3% já perdem para a poupança", diz o economista. "Uma taxa fixa de 6,17% [ao ano, que é o que rende a caderneta além da TR] é alta para um ambiente econômico estável." Segundo Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC e chefe da Divisão Econômica da CNC, o problema de uma rentabilidade muito mais alta da poupança em relação a outras aplicações é o impacto que isso teria no crédito.

Isso porque o dinheiro aplicado na caderneta obrigatoriamente tem que ser usado pelos bancos em financiamentos habitacionais, enquanto o dinheiro captado por outros instrumentos, como o CDB, é direcionado a outros empréstimos.