 |
BEM PARANÁ, 27 de
março de 2009 | Economia
Emprego
Na indústria, índice
cai 1,50% no bimestre
Dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, analisados pelo Observatório
do Trabalho, mostram que nos dois primeiros meses de 2009 o emprego
industrial em Curitiba recuou -1,50%
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do
Ministério
do Trabalho, analisados pelo Observatório do Trabalho, mostram que
nos dois primeiros meses de 2009 o emprego industrial em Curitiba recuou
-1,50%,
com o fechamento de 1.438 postos de trabalho.
Apenas em fevereiro, as empresas industriais instaladas no município
perderam 1.274 vagas (variação de -1,33%). Com este saldo, Curitiba
chegou a 94.195 trabalhadores com carteira assinada na indústria de
transformação. No Estado, foram perdidas 1.825 vagas em fevereiro
(variação de -0,30%) e na Região Metropolitana foram perdidas
2.142 vagas (variação de -1,10%).
O único subsetor da indústria
que obteve saldo positivo em fevereiro foi o têxtil/vestuário,
com abertura de 43 novas vagas. A indústria de alimentos e bebidas
foi a que mais perdeu postos de trabalho (-515), seguida pela indústria
mecânica (-205 vagas).
A variação negativa do emprego industrial em Curitiba foi a segunda
maior entre as capitais, sendo inferior apenas a Manaus (-2,84%).
No Paraná,
nível cresce 0,19%
O Paraná está apresentando no ano de 2009 uma desaceleração
da geração de empregos formais em relação ao ano
de 2008, o nível de emprego formal cresceu 0,19% no 1º bimestre
de 2009 com saldo de 4.086 vagas, o pior resultado desde 2000.
No mês de fevereiro observa-se
a manutenção da desaceleração que já vem
ocorrendo desde outubro de 2008, reflexo da crise financeira mundial,
em fevereiro foram abertas 2.494 vagas sendo pior saldo para o mês
de fevereiro desde 2000.
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
do Ministério do Trabalho e Emprego e divulgados pelo Departamento Intersindical
de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), em
fevereiro o nível de emprego formal no Paraná registrou aumento
de 0,12%, superior ao desempenho nacional (0,03%), correspondendo a um saldo
(admissões menos os desligamentos) de 2.494 empregos. O Interior apresentou
aumento de 0,19% no nível de emprego e a RMC variação
de 0,00%.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
27 de março de 2009 | Economia
Pesquisa aponta que desemprego continuará neste
ano
Helio Miguel
O pequeno saldo positivo do emprego no Paraná, no primeiro bimestre
de 2009, deve melhorar no decorrer do primeiro semestre, mas não será suficiente
para evitar um aumento no índice de desemprego, este ano.
A análise é do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), que apresentou ontem, em Curitiba, dados do mercado de trabalho
no Estado.
Para o Dieese, a desaceleração
na geração de empregos formais, resultado da crise econômica,
continua este ano: os números dos dois primeiros meses foram os
piores para o período, desde 2000.
Com o resultado de fevereiro,
o Paraná soma, segundo o Dieese, 2,145 milhões de trabalhadores
com carteira assinada. No ano, foram criados 4.086 empregos, apenas 0,19%
a mais que no mesmo período do ano passado.
Os setores de serviços
e da construção civil foram os que mais contrataram, enquanto
a agropecuária e a indústria da transformação
foram os que mais fecharam vagas.
Segundo o economista Sandro Silva,
do Dieese, a previsão de aumento na taxa de desemprego se deve
principalmente às baixas projeções para o Produto
Interno Bruto (PIB) deste ano.
“Por mais que se gerem
postos de trabalho, não serão suficientes para absorver
quem entra no mercado e os já desempregados”, analisa. Um
crescimento no desemprego reverteria uma tendência que vem desde
2004.
Mesmo assim, Silva projeta melhoras
nos números, principalmente a partir do segundo trimestre, quando
os setores agrícola e da agroindústria costumam contratar,
devido à safra.
“É o momento em
que o Paraná mais gera empregos”, afirma. Por outro lado,
o economista lembra que, para este ano, está prevista uma safra
menor do que a do ano passado, e com preços menores também,
e que isso pode impactar nas contratações.
O economista ainda afirma que
o Paraná deve continuar numa posição um pouco mais
confortável que a média nacional, já que possui
uma economia bastante diversificada. Assim, índices ruins em alguns
setores são compensados por eventuais crescimentos em outros.
Antecipação
Para Silva, a queda e os baixos índices
no nível de emprego apresentados a partir de outubro de 2008,
decorrem em grande parte do fato de que muitas empresas anteciparam demissões
ainda “sem saber o real impacto da crise”.
O economista cita como
exemplo as montadoras que, projetando queda nas vendas, demitiram e
suspenderam contratos. “Mas já em dezembro, começaram
a se recuperar e, em fevereiro, venderam mais que no mesmo mês
do ano passado. Isso demonstra que houve um movimento prematuro”,
conclui.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
27 de março de 2009 | Economia
Desocupados no País somam 1,9
milhão em fevereiro
Agência Estado
A população desocupada nas seis principais regiões metropolitanas
do País somou 1,9 milhão em fevereiro, o que representa um aumento
de 2,7% ante janeiro, mas uma queda de 1,5% na comparação com
fevereiro do ano passado, informou nesta quinta-feira (26) o IBGE.
Já o número de
ocupados nas mesmas regiões ficou em 20,94 milhões no mês
passado, equivalente a uma queda de 1% ante janeiro, mas a um aumento
de 1,4% ante fevereiro de 2008.
A indústria foi o setor
que registrou a maior queda, de 3,2%, no número de ocupados em
fevereiro ante janeiro, informou o IBGE. O setor industrial reduziu em
117 mil o número de trabalhadores nas seis regiões pesquisadas
pelo instituto, na passagem de um mês para o outro Na comparação
com fevereiro do ano passado, porém, a indústria aumentou
em 1% o número de ocupados, com acréscimo de 34 mil.
Já o maior aumento de
vagas no mês passado ocorreu no setor de construção
civil, com alta de 2,6% ante o mês anterior, o que representa mais
38 mil trabalhadores contratados, e alta de 4,1% ante fevereiro de 2008
(mais 60 mil trabalhadores).
Renda
A massa de rendimento real efetivo
da população ocupada nas seis regiões pesquisadas
pelo IBGE somou R$ 27,5 bilhões em janeiro deste ano, com queda
de 21,6% ante dezembro do ano passado, mas aumento de 6,3% ante janeiro
de 2008.
Os dados da massa efetiva sempre
se referem ao mês anterior ao de referência da pesquisa de
desemprego do IBGE e incluem benefícios como 13º salário
e distribuição de Participação nos Lucros
e Resultados (PLR).
Os resultados de massa
de rendimento real habitual, que excluem esses benefícios e
se referem a fevereiro, somaram R$ 27,9 bilhões no mês
passado, com queda de 1,1% ante janeiro e aumento de 6,2% ante fevereiro
de 2008.
|
Vermelho, 27 de março
de 2009
Mais medidas anticrise são
anunciadas na área habitacional
Na onda do plano de habitação para construção de
1 milhão de casas, lançado pelo governo como medida essencial
para combater os efeitos da crise, o Conselho Monetário Nacional (CMN)
aprovou nesta quinta (26) a elevação de R$ 245 mil para R$ 450
mil o valor máximo dos financiamentos imobiliários. O limite
de avaliação do imóvel passou de R$ 350 mil para R$ 500
mil.
Em nota distribuída à imprensa, o CMN diz que são medidas
complementares para estimular a construção civil e mitigar os
efeitos da crise internacional sobre o setor.
A reunião desta quinta
ainda permitiu a inclusão dos financiamentos para obras de infra-estrutura
vinculadas projetos habitacionais e de empréstimos concedidos
para quitação do imóvel.
Também foi prorrogada
de 31 de março para 31 de dezembro deste ano a inclusão
dos financiamentos de capital de giro, com prazo máximo de 60
meses para a área da construção.
Segundo o Conselho, o estimulo
para quitação do imóvel e o financiamento do capital
de giro vão estimular a “portabilidade e concorrência”.
Adicionalmente, o CMN autorizou
que todas as instituições financeiras passem a operar no
Serviços Financeiros Imobiliários (SFI) e estabeleceu critério
para remuneração do vendedor do imóvel pelo mesmo índice
de remuneração da poupança.
Credito à população
de baixa renda
Outras medidas aprovadas na reunião
desta quinta do CMN ampliam os limites das operações de
crédito para a população de baixa renda e microempreendedores. “As
operações são decorrentes do direcionamento obrigatório
de 2% dos depósitos à vista das instituições
financeiras”, diz a nota.
As medidas são:
Aumento de R$ 1 mil para R$ 2 mil do valor máximo dos empréstimos às
pessoas físicas detentoras de contas especiais ou de baixa renda;
Elevação do limite das operações de crédito às
pessoas físicas e microempresas de R$ 3 mil para R$ 5 mil, bem
como aumento de R$ 15 mil para R$ 20 mil do somatório máximo
dessas operações e; Ampliação de R$ 10
mil para R$ 15 mil do valor máximo das operações
de microcrédito produtivo orientado.
|
Folha de S.Paulo, 27 de março
de 2009
Governo autoriza prestação
crescente para mutuários
Bancos terão de oferecer opção
de pagamentos menores no início corrigidos pela TR | Entre
as novas medidas, estão a exigência de oferta de mais
de uma apólice de seguro no contrato e teto de R$ 500 mil
para imóveis com uso de FGTS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo autorizou a volta de
financiamentos habitacionais com prestações mais baixas
no início do contrato e tornou obrigatório que os bancos
ofereçam ao menos duas opções para cálculo
da prestação.
A mudança está na medida provisória que criou o programa
habitacional com a promessa de construir 1 milhão de casas e foi publicada
no "Diário Oficial" de ontem. No mesmo dia, o CMN (Conselho
Monetário Nacional aprovou também o aumento de R$ 350 mil para
R$ 500 mil do valor do imóvel que o trabalhador pode comprar usando
os recursos depositados pela empresa na sua conta do FGTS.
Outra facilidade que será oferecida para a classe média a partir
de agora é a redução da entrada exigida nos financiamentos.
O governo decidiu elevar de R$ 245 mil para R$ 450 mil o total financiado nas
operações que seguem as regras do SFH (Sistema Financeiro de
Habitação).
Na prática, isso significa que, na compra de um imóvel de R$
500 mil, o trabalhador poderá financiar até 90% (R$ 450 mil)
desse valor e dar apenas 10% (R$ 50 mil) de entrada. Até agora, era
permitido financiar, no máximo, 70% do teto fixado para o imóvel.
A medida entrará em vigor nos próximos dias, assim que o BC divulgar
para todo o mercado a resolução aprovada ontem e houver a publicação
no "Diário Oficial". A expectativa é que isso ocorra
ainda nesta semana.
A exigência de que o mutuário possa escolher entre uma prestação
mais baixa que sobe conforme a variação da TR (Taxa Referencial)
ao longo do contrato, a chamada tabela Price, e outra mais alta no começo,
com a vantagem de parcelas decrescentes, método conhecido como SAC (Sistema
de Amortizações Constante), tem um endereço certo.
Há seis anos a Caixa Econômica Federal, que responde por 70% do
crédito habitacional no país, não faz financiamentos com
base no sistema Price por causa de questionamentos jurídicos. No entanto,
o sistema continuou sendo usado pelos bancos privados.
O governo considera importante que a mudança seja feita para que as
famílias de baixa renda possam contratar o financiamento pagando menos
no início. O risco, nesses casos, é que a TR suba muito e inviabilize
os pagamentos.
A MP também exige a oferta de mais de uma apólice de seguro aos
mutuários que estejam contratando um financiamento habitacional. A intenção
do governo é acabar com o monopólio das seguradoras ligadas a
instituições financeiras. A prática hoje é de uma
venda casada dos dois produtos.
Para tentar estimular financiamentos para obras de infraestrutura vinculadas
a empreendimentos habitacionais, o CMN decidiu ainda que os bancos computem
esses empréstimos na hora em que forem comprar o direcionamento mínimo
para o setor imobiliário exigido pelo Banco Central.
Essas operações, no entanto -que podem ser desde construção
de rede de água e esgoto até pavimentação e ligação
viária-, serão limitadas a 5% do valor global que deve ser aplicado
no segmento habitacional.
Para estimular a concorrência entre os bancos, o governo também
decidiu que, se um banco der empréstimo para o mutuário quitar
antecipadamente um financiamento imobiliário feito dentro da regra do
SFH numa terceira instituição, ele também poderá contabilizar
isso nas exigências de aplicação mínima para o setor.
Segundo o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, a medida visa
estimular a transferência dos clientes para bancos que ofereçam
empréstimos a um custo menor. "Um banco pode conceder um consignado,
que tem um custo menor, para o cliente quitar um financiamento imobiliário." Apesar
de o empréstimo consignado não seguir o SFH, nesse caso ele poderá ser
contabilizado para fins de cumprimento das exigências de aplicação
no setor habitacional.
|
AGÊNCIA
O GLOBO, 27 de março de 2009
Plano prevê urbanização dos terrenos
RIO DE JANEIRO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem
que o programa de habitação lançado na quarta-feira pelo
governo prevê a construção da infraestrutura de água
e esgoto nos terrenos onde serão erguidas as casas. Em entrevista ao
telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, Dilma descartou a criação
pelo programa de guetos sem urbanização, já que os terrenos
mais baratos estão na periferia.
“Esse programa financia
desde a compra do terreno à construção da infraestrutura
de água e esgoto”, explica. “Dá também
condições para que se coloque luz elétrica.”
A ministra afirmou que uma das
soluções possíveis para evitar a criação
de guetos é a utilização de terrenos públicos.
Dilma cobrou também esforço das empresas. “É um
esforço conjunto, porque as empresas também têm seus
bancos de terrenos”, sugere.
Dilma também disse que,
apesar de o governo ter definido que a prestação da casa
financiada pelo programa não poderia ser menor do que R$ 50, esse
valor poderá ser flexibilizado no caso de famílias mais
pobres. Segundo ela, o governo não quer que as pessoas de baixa
renda comprometam mais de 10% da sua renda.
Agência O Globo
|
FOLHA
DE SÃO PAULO, 27 de março de 2009
Financiamento tem limite maior
BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem
o aumento do valor máximo dos imóveis que podem ser financiados
dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 350 mil
para R$ 500 mil. O CMN também elevou o porcentual máximo a ser
financiado, de 70% para 90%. Com isso, os valores financiados subiram de R$
245 mil para R$ 450 mil. De acordo com o conselho, essas são “medidas
complementares para estimular a construção civil e mitigar os
efeitos da crise internacional sobre o setor’’.
Folhapress
|
Agência Diap, 27 de
março de 2009
Câmara inicia debates com
trabalhadores e patrões sobre a crise
O debate sobre a crise econômica mundial, nesta quinta-feira (26), na
Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara serviu,
mais uma vez, para os representantes patronais cobrarem do Estado uma posição
em relação aos prejuízos oriundos da crise econômico-financeira
internacional.
Os empresários, para variar,
nada de novo apresentaram. É o mais dói mesmo; querem dividir
os prejuízos com os trabalhadores, que, diga-se de passagem, nada
têm haver com a crise.
Os representantes das confederações
nacionais do Comércio (CNC), e da Indústria (CNI), apresentaram
suas impressões sobre a crise e cobraram do Governo atitudes rápidas
para solucionar a saída do caos financeiro internacional. Entre
as sugestões destaca-se a liberação de empréstimos
bancários e a redução da taxa de juros.
Para eles, a redução
dos juros tem acontecido de forma lenta. Isso, segundo os empresários,
atrapalha o País a sair do estado de crise em que se encontra.
Para Carlos Thadeu de Freitas,
Chefe da Divisão Econômica da CNC, assim como o Brasil foi
o último país a entrar na crise, poderá, se o Governo
não tomar atitudes mais rápidas, for também, o que
sofrerá com seus efeitos danosos até o fim da crise. "A
taxa de juros têm que continuar caindo", disse.
Otimismo
Para a indústria, setor que mais sofreu com crise financeira, desempregando
milhões de trabalhadores em todo mundo, a expectativa é de que
no segundo semestre, o Brasil comece a sair da crise e sua economia poderá voltar
a crescer, mas ainda não nos patamares em que estava antes de deflagrada
a crise.
"No segundo semestre o Brasil
já começa a se recuperar", comentou Flávio
Castelo Branco, Gerente Executivo de Política Econômica
da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O representante
da indústria também falou do protecionismo dos outros países,
o que poderá trazer dificuldades para indústria brasileira.
Flávio Castelo Branco
disse que o Brasil tem que se manter competitivo no mercado externo,
para assim manter as exportações e, segundo ele, por conseqüência
manter o nível de empregabilidade no País.
Para o Gerente Executivo de Política
Econômica da CNI é necessário que o Governo tenha
pulso forte para intervir no mercado internacional e manter os patamares
necessários de importação para novamente alavancar
a economia interna com geração de renda e crescimento econômico.
Crise
sistêmica
Para o representante dos trabalhadores na reunião, Jacy Afonso, que
falou em nome da Central Única dos Trabalhadores (CUT), "essa é a
crise do sistema capitalista", que agora recorre ao Estado para pedir
socorro.
A crise serviu para alertar o
sistema que é necessário um Estado forte. Não este
proposto por FHC, cujo modelo é neoliberal - o Estado mínimo
- mas sim aquele com capacidade de intervir na economia e suprir a necessidade
dos mais carentes, com aquilo que é básico.
Para Afonso, o Banco do Brasil
(BB) e Caixa Econômica Federal (CEF), foram determinantes para
minimizar os efeitos da crise no País. Os bancos estatais emprestaram
dinheiro e puderam manter uma passividade econômica na classe média
e baixa do País.
Salário
mínimo
Ainda para o dirigente sindical, o principal elemento que contribui para bloquear,
em certa medida, os efeitos da crise financeira internacional nas populações
mais carentes foi o salário mínimo que, por sua vez, segurou
a retração econômica no comércio.
A valorização do
mínimo é uma das bandeiras das centrais sindicais, que
anualmente realizam uma marcha em Brasília e apresentam uma pauta
de reivindicações de interesse dos trabalhadores ao Governo
.
Afonso cobrou ainda do Congresso
a aprovação da Convenção 158, da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), e a redução da jornada
de trabalhão para 40 horas semanais, sem redução
de salários. Segundo ele, essa primeira reivindicação,
se estivesse em vigor, "evitaria as demissões na Embraer",
exemplificou.
A necessidade de preservar e
ampliar os direitos dos trabalhadores pode ser verificada, principalmente,
nos momentos de crise, em que maus empresários tentam se aproveitar
da situação e flexibilizar direitos dos trabalhadores.
Desenvolvimento
e emprego
Para o presidente da Comissão, deputado Edmilson Valentim (PCdoB/RJ),
o debate revelou os dois pontos principais para a retomada do crescimento econômico
- "desenvolvimento e emprego".
O deputado foi o autor
do requerimento para realização de audiência pública
para debater "As Propostas de Enfrentamento da Crie Econômica",
e adiantou que os debates vão continuar. (André Santos)
|
Agências
Internacionais, 27 de março de 2009
PIB dos EUA recua 6,3% no pior trimestre
em 27 anos
A economia dos Estados Unidos recuou no no quarto
trimestre de 2008 a uma taxa anualizada de 6,3%, conforme anunciou o
Departamento de Comércio nesta quinta-feira (26). É a maior
queda desde 1982. O número corrigiu para baixo uma estimativa
anterior, de 6,2%, mas os analistas esperavam algo ainda pior: - 6,5%.
O PIB (Produto Interno Bruto) de todo o ano ficou em 1,1% positivo, mas
o país já está oficialmente em recessão,
após dois resultados trimestrais negativos.

Fonte: Departamento de Comércio
dos EUA
O pequeno saldo positivo do
PIB anual deve-se integralmente aos dois primeiros trimestres (veja
o gráfico). No terceiro trimestre o PIB já foi negativo
em 0,5%.
Estatística à americana e à brasileira
O Departamento de Comércio usa o dado anualizado (que projeta o desempenho
trimestral para um período de 12 meses). Comparando-se os PIBs do Brasil
e dos EUA durante o quarto trimestre, o do Brasil, que teve uma queda de 3,6%
face ao trimestre anterior, na realidade recuou mais: o número anualizado
seria de 11,4% negativos.
Em compensação,
o tombo trimestral brasileiro incidiu sobre uma economia em forte crescimento.
Graças a isso, o PIB do conjunto do ano fechou em 5,1% positivos
no Brasil, em contraste com os 1,1% dos EUA.
Os gastos dos consumidores,
que representam quase 70% do PIB americano, caíram a um ritmo
anualizado de 4,3% no último trimestre do ano passado. Esta
também foi a primeira vez desde 1947 em que a despesa dos consumidores
americanos caiu mais de 3% durante três trimestres consecutivos.
A desaceleração
da economia dos EUA diminuiu os lucros das empresas em 16,3% entre
o terceiro e o quarto trimestres de 2008. Foi a maior diminuição
trimestral registrada desde 1953, quando a queda chegou a 16,9%.
Em todo o ano passado, os
lucros empresariais nos EUA caíram 10,1%, a maior queda anual
desde 1970. Um dos piores números ficou para a arrecadação
de impostos empresariais, que diminuiu 33,1% no último trimestre.
Desemprego aos milhões
Desde o início da recessão,
em dezembro de 2007 (veja o gráfico), a economia dos EUA perdeu
4,5 milhões de postos de trabalho, 1,2 milhão destes
apenas a partir de janeiro de 2009.
O Departamento de Trabalho
dos EUA informou hoje que o número de pessoas que recebem o
seguro-desemprego aumentou em 122 mil na semana do dia 15 de março,
a última analisada pelo governo americano, e alcançou
o número inédito de 5,56 milhões de beneficiados.
Alguns indicadores mais recentes
sugerem que já há uma leve recuperação
da atividade econômica, como o aumento de 22% na construção
de imóveis em fevereiro. No entanto, poucos analistas arriscam
uma previsão sobre quando se chegará ao fundo do poço.
Da redação, com
agências
|
O ESTADO DO PARANÁ,
27 de março de 2009 | Política
Collor estima três anos para
construção de 1 milhão de casas
Agência Estado
O presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Fernando Collor
(PTB-AL), disse hoje que o Plano Nacional de Habitação, batizado
de "Minha Casa, Minha Vida", anunciado ontem pelo governo, poderá estar
inteiramente concluído em um prazo de três a três anos e
meio.
"Minha avaliação é de
que um milhão de casas talvez em três anos, três anos
e meio, possam ser construídas em um processo bem acelerado",
disse Collor, após participar de reunião semanal da comissão
que preside. Ele classificou o plano como de "enorme envergadura" e
disse que, o quanto antes, quer conversar com a ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, sobre o programa e outros projetos de infraestrutura
do governo. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não
estimou data para concluir o plano.
A Comissão de Infraestrutura
aprovou hoje um extenso cronograma de audiências públicas
que serão realizadas a partir de abril. Ao todo, a comissão
pretende realizar 13 audiências para debater temas variados na área,
como energia elétrica, petróleo e biocombustíveis,
telecomunicações, infraestrutura urbana, logística
e a situação das agências reguladoras.
O ciclo de debates também
incluirá palestras macroeconômicas para tratar da crise.
Ficou acertado na comissão que os debates serão feitos
sempre às segundas-feiras a partir das 18 horas. Ainda não
há uma data marcada para o início das audiências.
Collor conversou com os
jornalistas ao deixar a reunião semanal da comissão e
reagiu com bom humor às perguntas da equipe do programa humorístico
CQC, da TV Bandeirantes. Ao ser questionado pelo CQC se tem planos
para voltar à presidência da República, Collor
respondeu negativamente e afirmou que pretende continuar seu mandato
no Senado. O repórter do CQC então provocou: "então,
não preciso me preocupar com minha poupança?". Collor
apenas riu.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
27 de março de 2009 | Política
Dilma nega campanha em anúncio
habitacional
Agência Estado
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou ter feito campanha antecipada,
como denuncia a oposição, durante o lançamento do Plano
Nacional de Habitação, que recebeu o nome de "Minha Casa,
Minha Vida". "Essa questão de a gente estar fazendo campanha
com programa de habitação é sistematicamente repetida,
mas se trata de programa de governo que a oposição teme que dê certo",
disse a ministra, em entrevista na manhã desta quinta-feira (26) no
programa "Bom Dia Brasil", da TV Globo.
Ela citou o Bolsa Família,
o Território da Cidadania e o Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) como exemplos de programas de governo que a oposição
considera eleitoreiros. "Essa questão (de candidatura à presidência)
quem antecipa a agenda não somos nós. Eu concordo com
o senador Jucá (líder do governo no Senado, Romero Jucá),
que diz: se for eleitoreiro o que nós estamos fazendo para beneficiar
a população e o Brasil crescer, então é eleitoreiro",
afirmou. Para a ministra, a oposição deveria, ao invés
de desqualificar o projeto de habitação, discutir o mérito
e dar sugestão. "Eu não acho que a pauta da questão
eleitoral de 2010 tenha que ser colocada agora"
|
O ESTADO DO PARANÁ,
27 de março de 2009 | Política
Ciro Gomes diz que base apoiará mais
de um candidato em 2010
Agência Estado
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta quinta-feira (26) que "não
há a menor chance" de a base aliada ao governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva apoiar apenas uma candidatura na disputa presidencial
em 2010. Ao visitar o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB),
Ciro assumiu que tem a intenção de ser candidato à Presidência
pela terceira vez. "O que eu vejo é que talvez haja a necessidade
de uma outra candidatura se houver um confronto miúdo, de uma disputa
qualificada apenas pelo choque de poder entre PT e PSDB", disse. "Agora
eu vejo de novo a necessidade de se colocar um punhado de ideias em discussão.
Não precisa ser eu o candidato, mas se alguém não expressar
essas ideias eu vou querer ser candidato."
O ex-ministro da Integração
Nacional do governo Lula observou que talvez não precise disputar
caso o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), consiga
se viabilizar como presidenciável do PSDB. Mas considerou a hipótese
pouco provável, dizendo que sente que Aécio será "triturado" pelo
governador de São Paulo, José Serra, na disputa interna
tucana. "Estou sentindo que ele vai ser triturado pelo Serra",
afirmou, salientando que possui 30 anos de experiência e "uns
20 de conhecimento de como é que funciona o trator que o Serra
usa na política".
Ciro voltou a atacar a
disputa entre o PSDB e o PT em São Paulo, que na sua opinião
se dá por "nuances" e legitima que os dois partidos,
quando no poder, se aliem ao que "não presta na política". "O
País clama por um debate, de projeto, de estratégia,
de mudança. Em São Paulo não, chegou-se a uma
convergência bipolar", afirmou.
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
27/03/2009
TST assegura justiça gratuita após
condenação em primeira instância
O benefício da justiça
gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou grau de jurisdição,
desde que, na fase recursal, o requerimento seja formulado no mesmo prazo
previsto para o recurso. O entendimento foi aplicado, por maioria de
votos, pela Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, e favorece
um aposentado de Santa Catarina que teve seu recurso rejeitado pelo TRT
em razão do não-pagamento das custas (deserção).
O relator do caso, ministro Renato de Lacerda Paiva, afastou a deserção
e determinou o retorno dos autos para que o TRT/SC julgue o recurso.
O trabalhador ingressou na Justiça
do Trabalho, assistido por advogado contratado. Perdeu a causa em primeira
instância e, ao recorrer ao TRT/SC, requereu o benefício
da justiça gratuita sob o argumento de que não teria condição
econômica para arcar com as despesas do processo sem prejuízo
do próprio sustento e de sua família. Após verificar
que o trabalhador não pediu o benefício quando ajuizou
a ação, o TRT/SC aplicou a deserção, por
considerar que o pedido não podia ser feito apenas em grau de
recurso, após a condenação. Para o ministro Vantuil
Abdala, que ficou vencido, o TRT/SC agiu corretamente.
Segundo a decisão regional,
o recorrente deveria, ainda que por cautela, providenciar o depósito
do valor (R$ 200,00) em guia apropriada a fim de garantir o preparo do
recurso, um dos pressupostos essenciais à sua admissibilidade.
Assim, provocaria a manifestação do Tribunal sobre o benefício,
reservando-se o direito de obter posteriormente a devolução
do valor depositado. O TRT/SC também salientou que a assistência
deveria ser prestada ao trabalhador pelo sindicato da categoria profissional
ou por meio de assistência judiciária gratuita, caso fossem
preenchidos os requisitos da lei que disciplina a concessão do
benefício na Justiça do Trabalho (Lei nº 5.584/1970).
No recurso ao TST, o aposentado
alegou que pediu o benefício porque “circunstâncias
que não o afetavam anteriormente” mudaram depois que ele
se aposentou. Ele também sustentou que a lei citada não
pode prevalecer sobre a Constituição, que não condicionou
a assistência judiciária a qualquer vínculo com entidade
sindical. O aposentado acrescentou que não está obrigado
a se valer de advogado de sindicato, para obter a assistência judiciária
gratuita, além do que a categoria não estava organizada
em sindicato.
Em seu voto, após afastar
a deserção e assegurar o direito ao aposentado, o ministro
Renato Paiva explicou a diferença entre justiça gratuita
e assistência judiciária. “A justiça gratuita
refere-se à isenção de despesas processuais, tais
como custas e honorários periciais, orientando-se, tão-somente,
pela condição de hipossuficiência econômica
do requerente, mediante comprovada percepção de salário
inferior ao dobro do mínimo legal, ou, simplesmente, pela declaração
de que não tem condições de demandar, sem prejuízo
do sustento próprio, ou de sua família”, explicou.
O instituto jurídico da
assistência judiciária, por outro lado, assegura a representação,
em juízo, por profissional da advocacia, de responsabilidade dos
sindicatos ou do Estado, no âmbito do processo do trabalho. “Assim,
depreende-se que a Lei nº 5.584/1970 não trata da questão
referente à gratuidade de despesas processuais”, salientou
o relator, acrescentando estar claro nos autos que o autor da ação
apresentou declaração de miserabilidade, atestando sua
hipossuficiência econômica. ( RR 6040/2002-036-12-00.0)
(Virginia Pardal)
|
27/03/2009
Candidato a CIPA demitido pouco antes da
eleição ganha estabilidade provisória
Há que se adaptar as finalidades
da garantia da estabilidade no período anterior às eleições,
prevista no art. 10, inciso II, item “a”, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias (ADCT), às exigências
sociais como desdobramentos dos direitos e princípios fundamentais
de dignidade e isonomia do trabalhador candidato ao cargo de representante
na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
Com esse fundamento, a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu
o direito à estabilidade provisória a empregado candidato
ao cargo na CIPA demitido antes das eleições.
O trabalhador entrou com ação
trabalhista contra a empresa JP Manutenção Industrial Ltda.
requerendo o direito à estabilidade e o consequente pagamento
de verbas como salários, férias, 13º e multa sobre
FGTS, no período compreendido entre a sua candidatura e a eleição
para a CIPA (de agosto de 2004 a janeiro de 2005). Isso porque fora demitido
sem justa causa poucos dias antes da eleição.
Depois da vitória na primeira
instância, a empresa entrou com recurso ordinário no Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), que reformou a sentença
de origem e não reconheceu o direito à estabilidade, extinguindo
da condenação os valores indenizatórios. Observou
o Regional que o direito à estabilidade amparava somente os candidatos
eleitos.
O TST, ao analisar o recurso
de revista do ex-funcionário, decidiu em sentido contrário.
O ministro relator, Aloysio Corrêa da Veiga, observou em seu voto
que a finalidade da estabilidade, no período anterior à eleição
para a Comissão, seria a de resguardar a efetiva atuação
do candidato e protegê-lo no exercício das atividades eleitorais
para o cargo ao qual se candidata. “Noutro aspecto, podendo o empregador
dispensar o empregado-candidato, não se concebe que este possa
continuar concorrendo ao pleito” explicou. “Primeiro, só podem
ser candidatos os empregados; segundo, são inconciliáveis:
a dignidade do trabalhador (afrontada em razão de buscar melhores
qualidades de vida, segurança, saúde, higiene no ambiente
de trabalho, e, exatamente por isso, dispensado); o princípio
da isonomia (vez que concorrendo em desigualdade de condições
com os outros candidatos empregados e sem as mesmas preocupações
pela sobrevivência); e os valores sociais do trabalho (ignorados
em razão de tudo que já foi exposto), não só com
relação ao candidato, mas em desrespeito ao direito dos
demais empregados-eleitores”, diz o voto do ministro.
Além disso, outro ponto
levantado pelo relator é que, no caso em questão, não
existiam elementos no acórdão regional que evidenciassem
ser incerta e indeterminada a participação do empregado
no processo eleitoral, muito menos que não tivesse se concretizado
a sua vitória nas eleições. A partir dessa fundamentação,
a Turma seguiu, por unanimidade, o voto do relator, reconhecendo o implemento
da condição de eleito (direito à estabilidade),
e determinou o retorno dos autos ao TRT, a fim de que sejam apreciados
os recursos das partes. (RR 456/2004-254-02-00.9)
(Alexandre Caxito)
|
27/03/2009
SDI-2 rejulga ação de aposentadoria
espontânea e faz Embrapa pagar rescisão
A Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária - Embrapa foi condenada pela Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SD-2) do Tribunal Superior
do Trabalho a pagar aviso prévio indenizado e multa de 40% do
FGTS sobre todos os depósitos, inclusive os recolhimentos anteriores à aposentadoria,
a um funcionário dispensado devido à sua aposentadoria
voluntária. A SDI-2 rejulgou recurso ordinário em ação
rescisória e decidiu de acordo com a recente jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal de que a aposentadoria espontânea não
extingue o contrato de trabalho.
Quando a SDI-2 rejeitou o recurso
anteriormente – de acordo com a Orientação Jurisprudencial
nº 177 do TST, já cancelada -, o empregado interpôs
recurso extraordinário, alegando violação à Constituição.
A Vice-Presidência do TST analisou o recurso e considerou que o
STF - com fundamento em Ações Diretas de Inconstitucionalidade
(ADIs) - tem decidido que a aposentadoria voluntária não
rompe o contrato de trabalho e determinou o retorno do processo à SDI-2
para novo julgamento. A Seção procedeu, então, a
novo julgamento da causa, em juízo de retratação
relativo ao acórdão anterior, acolhendo o recurso ordinário
do trabalhador e julgando procedentes os pedidos feitos na ação
rescisória.
O conflito teve início
quando o trabalhador, após 35 anos de contribuição à Previdência
Social, aposentou-se mas decidiu continuar trabalhando. Ao receber a
informação da aposentadoria, a Embrapa dispensou-o, em
novembro de 2003, sem pagamento de verbas rescisórias. Para isso,
alegou que o trabalhador não fazia jus a esses valores em decorrência
da aposentadoria voluntária pelo INSS, pois o contrato de trabalho
estaria automaticamente extinto, com base no artigo 453 da CLT e OJ nº 177
do TST.
O funcionário, que atuara
como técnico de nível superior desde março de 1978,
não se conformou e ajuizou ação trabalhista para
requerer as verbas rescisórias. Julgada procedente em primeira
instância, a ação foi, no entanto, reformada pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE), que entendeu
extinto o contrato de trabalho pela aposentadoria espontânea. Depois
de transitado em julgado o acórdão do TRT/PE, o aposentado
ajuizou, para cancelar essa decisão, a ação rescisória,
julgada improcedente pelo Regional por não vislumbrar violação
de lei.
Ao TST, o aposentado interpôs,
então, o recurso ordinário em ação rescisória,
inicialmente negado, mas agora julgado procedente pela SDI-2. Nesta última
decisão, o ministro Ives Gandra Martins Filho, relator do recurso,
adotou o entendimento dos precedentes do STF, no que foi seguido pelos
outros ministros da SDI-2. ( ROAR-581/2006-000-06-00.0)
(Lourdes Tavares)
|
27/03/2009
Cópias simples poderão ser
usadas como prova em processos trabalhistas
O Senado Federal aprovou nesta
quarta-feira (25), o Projeto de Lei da Câmara (PLC 4/06) que altera
a Consolidação as Leis do Trabalho (CLT) para permitir
o oferecimento de cópias simples de documentos, não autenticadas,
como provas nos processos trabalhistas.
A garantia da autenticidade poderá ser
dada pelos próprios advogados, que, por sua vez, têm de
responder pela veracidade de suas declarações.
O projeto propõe ainda a alteração da redação
do artigo 895 da CLT, para permititir a interposição do recurso
ordinário, em face das decisões terminativas e não apenas
das definitivas.
O projeto, de autoria do Poder
Executivo, resultou de sugestão encaminhada pelo Tribunal Superior
do Trabalho ao Fórum Nacional do Trabalho para fazer parte da
Reforma Processual Trabalhista, em 11 de novembro de 2003, foi aprovado
sem alteração, e será encaminhado à sanção
presidencial.
|