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BEM PARANÁ, 06 de abril de 2009 | Economia
Trabalho
PR: Madeireiros discutem ações
de segurança
Hoje, às 9 horas, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
no Paraná (SRTE/PR) reúne os membros da Câmara Técnica
dos Setores de Plantio, Extração e Transformação
da Madeira no Cietep (Av. das Torres, 1341, Jardim Botânico, em Curitiba),
na Sala dos Conselhos, 1° andar. O encontro tem o propósito de conscientizar
e orientar as empresas envolvidas com o setor da importância da prevenção
de acidentes de Trabalho. Segundo o coordenador da Câmara Técnica,
o auditor fiscal do Trabalho, Anderson Bonacin, a partir do dia 30 de abril,
o INSS poderá entrar com ações regressivas na justiça — buscando
cobrar os prejuízos causados às vítimas de acidentes de
trabalho quando ficar provado a culpa da empresa.
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AGÊNCIA DIAP, 06 de
abril de 2009
Agenda Política: Lula se reúne
com centrais para debater a crise
Agência DIAP
Preocupado com o crescimento do desemprego em razão da crise global,
Lula se encontrará, nesta quarta-feira (8), com as centrais sindicais
para discutir o assunto. José Pimentel debate o PL 3.299, na CFT da
Câmara. Veja nos links as demais agendas do Congresso Nacional - CD e
SF
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva participa, nesta segunda-feira (6), da cerimônia
de inauguração de usina de biodiesel da Petrobras na cidade
de Montes Claros (MG).
Essa é a terceira usina
do combustível no País e terá capacidade de produzir
57 milhões de litros do produto por ano. A unidade opera desde
janeiro.
Preocupado com o crescimento
do desemprego em razão da crise global, Lula se encontrará,
nesta quarta-feira (8), com as centrais sindicais para discutir o assunto.
Durante toda a quinta-feira (9),
o presidente reúne ministros em Brasília para tratar da
prévia do balanço oficial do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), marcado para o mês de maio.
A Câmara dos Deputados
deve tentar votar as medidas provisórias que trancam a pauta do
plenário. A primeira MP da lista trata da criação
de novas alíquotas e reduz o Imposto de Renda.
Veja, a seguir, os principais acontecimentos
políticos desta semana:
Segunda-feira (6)
- Lula cumpre agenda em Montes Claros (MG), onde participa da cerimônia
de inauguração da terceira usina de biodiesel da Petrobras. Depois,
segue para reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência
do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e, em seguida, vai à comemoração
dos 50 anos da instituição.
- Há previsão
de encontro com o governador do estado, Aécio Neves (PSDB), cotado
na disputa pela sucessão em 2010.
- Lula deve sancionar lei que
regulamenta Zonas de Processamento de Exportação. O ministro
Miguel Jorge acha que isso pode impulsionar as exportações,
pois as ZPEs são livres de impostos e têm custos menores.
- Brasil, Argentina, Paraguai
e Uruguai se reúnem, na Fiesp, para discutir viabilidade de implantação
de sistema de Certificação de Origem Digital com possível
expansão para a Aladi (Associação Latino-Americana
de Integração).
- O IBGE divulga os resultados
da Pesquisa Industrial Mensal referente a fevereiro de 2009.
Terça-feira (7)
- O presidente Lula faz reunião da coordenação política
do Governo. Ele também recebe o presidente da Embrapa, Silvio Crestana.
- O ministro da Previdência,
José Pimentel, debate o PL 3.299/08, que extingue o fator previdenciário
na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara
dos Deputados.
- O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, apresenta ao presidente Lula proposta para melhorar a
situação dos municípios afetados com a redução
do repasse do Fundo de Participação dos Municípios
(FPM).
- Prefeitos realizam marcha a
Brasília para em busca de compensação para a queda
no repasse de verbas do FPM.
- A Comissão de Seguridade
Social e Família realiza audiência pública para discutir
o impacto da reforma tributária (PEC 233/08), do Executivo, sobre
a Seguridade Social.
- O líder do PMDB na Câmara
e relator da MP 459/09, Henrique Eduardo Alves (RN), reúne-se
com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para discutir flexibilização
do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
- O plenário da Câmara
pode votar a MP 451, que cria novas alíquotas e reduz o Imposto
de Renda.
- Os ministros Nelson Jobim
(Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) participam
do seminário "Estratégia de Defesa Nacional e a Indústria
Brasileira" na Câmara dos Deputados. Abre o evento o presidente
da Casa, Michel Temer (PMDB/SP).
- A comissão especial
sobre a crise financeira (Câmara) realiza audiência pública
(14h) com o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea), Marcio Pochmann.
- A Comissão de Fiscalização
Financeira da Câmara realiza audiência pública com
Mauricio Tomasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética,
para discutir os efeitos financeiros e patrimoniais das ações
previstas no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica
(PDEE) 2008/2017.
- A Confederação
Nacional da Indústria (CNI) divulga indicadores industriais de
fevereiro.
- A coordenação
da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação
Popular se reúne para analisar os aspectos da reforma política
com vistas à elaboração de propostas de consenso.
- O IBGE divulga IPCA de março.
- Divulgação do
IGP-DI de março.
Quarta-feira (8)
- Lula, os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Comunicação
Social, Franklin Martins, participam do Encontro Nacional de Comunicadores,
promovido pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio
e Televisão (Abert) e pelo Ministério da Educação.
- Em seguida, o presidente Lula
se reúne com centrais sindicais. Eles devem conversar sobre a
crise financeira internacional e o consequente desemprego. Depois, encontra-se
com o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez.
- Lula tem audiência com
o presidente do Conselho de Supervisão da empresa francesa Vallourec,
ligada ao setor metalúrgico. À noite, recebe o presidente
mundial da Ericsson, Carl-Henric Svanberg.
- Os ministros Nelson Jobim (Defesa)
e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) participam do seminário "Estratégia
de Defesa Nacional e a Indústria Brasileira" na Câmara
dos Deputados.
- Depoimento do delegado Protógenes
Queiroz, que coordenou a Operação Satiagraha da Polícia
Federal, na CPI das Escutas Telefônicas da Câmara dos Deputados.
- A Comissão de Finanças
e Tributação da Câmara reúne-se com o secretário
do Tesouro, Arno Augustin, para discutir e analisar a execução
orçamentária da União e fazer um balanço
das transferências dos fundos de Participação dos
estados e municípios.
- A Câmara realiza seminário
(9h30) "Petróleo do Pré-Sal: uma questão de
estratégia" com o presidente da Petrobras, Sérgio
Gabrielli, o professor da UFRJ Luiz Pinguelli Rosa, e o consultor legislativo
Paulo Cesar Ribeiro Lima.
Quinta-feira (9)
- O presidente Lula faz reunião com ministros sobre o Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC).
- O IBGE divulga "Pesquisa
Industrial Mensal: Emprego e Salário", de fevereiro.
Sexta-feira (9)
- Feriado nacional (6ª feira da Paixão).
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AGÊNCIA DIAP, 06 de
abril de 2009
Só 6% controlam geração
de renda no Brasil, conclui Pochmann
Os meios de produção de riqueza do País estão concentrados
nas mãos de 6% dos brasileiros. É uma das conclusões apresentadas
no livro Proprietários: Concentração e Continuidade lançado
na última quinta-feira (2), na sede do Conselho Regional de Economia
(Corecon), em São Paulo.
A publicação é o
terceiro volume da série Atlas da Nova Estratificação
Social do Brasil, produzida por Marcio Pochmann, presidente do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e vários economistas
do órgão.
Do livro, consta um levantamento
que revela que, de cada 20 brasileiros, apenas um é dono de alguma
propriedade geradora de renda: empresa, imóvel, propriedade rural
ou até mesmo conhecimento - também considerado um bem pelos
pesquisadores.
Em entrevista coletiva organizada
para o lançamento do livro, Pochmann afirmou que a concentração
das propriedades no Brasil é antiga e remete aos tempos da colonização.
Desde a concessão das
primeiras propriedades agrícolas, passando pela industrialização
ocorrida no século 20, até o aumento da atividade financeira,
os meios de produção sempre estiveram sob controle da mesma
e restrita parcela da população nacional.
"A urbanização
aumentou o número de propriedades e de proprietários, mas
não acompanhou o aumento da população. A concentração
permanece. Nós [brasileiros] nunca vivemos uma experiência
de democratização do acesso às propriedades no nosso
País", disse.
De acordo com o livro, os proprietários
brasileiros têm um perfil específico comum. A grande maioria
tem entre 30 e 50 anos de idade, é de cor branca, concluiu o ensino
superior, e não têm sócios.
Para Pochmann, o quadro da distribuição
das propriedades brasileira é grave. O Brasil tem seus meios de
produção de riqueza mais mal distribuídos entre
os países da América Latina, por exemplo. E isso não
deve mudar em um curto prazo, segundo o economista.
"Estamos fazendo reforma
agrária desde os anos 50 e nossa distribuição fundiária é pior
do que a de 50 anos atrás; nossa carga tributária onera
os mais pobres; a única coisa que vai bem é a educação",
afirmou ele, citando dados que apontam que o percentual dos jovens que
frequenta a universidade passou de 5,6%, em 1995, para cerca de 12%,
em 2007.
Pochmann disse porem que
mesmo com o aumento dos índices da educação, ele
ainda está muito aquém do encontrado na Europa, onde
40% dos jovens têm diploma universitário. Ressaltou também
que a mudança da distribuição das propriedades
por meio da educação é a forma mais lenta de justiça.
(Fonte: Agência Brasil)
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GAZETA DO POVO, 06 de abril de 2009 | Economia
Estímulo
Crédito será arma para
conter crise
Ainda preocupado com o desemprego, governo
põe têxteis e alimentos na lista dos setores a serem beneficiados.
Mas medidas não virão na forma de menos impostos, diz
deputado
O setor têxtil e
o de alimentos e bebidas são os próximos na fila do socorro
governamental. Mas, diferentemente do ocorrido com a construção
civil e as montadoras, as novas medidas para conter a crise e tentar
garantir a manutenção dos empregos não devem embutir
desoneração tributária. A maneira encontrada para
beneficiar a economia daqui para a frente será na forma de crédito
mais farto e facilitado.
Aliviado com a pequena retomada
de fevereiro mas ainda preocupado com o corte de 173 mil vagas de trabalho
com carteira assinada no país desde outubro, de acordo com o IBGE,
os olhos do governo agora se voltam para os setores que mais empregam
no Brasil. Segundo o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR),
presidente de uma das cinco comissões da Câmara que acompanham
a crise econômica, as ações preparadas pela equipe
econômica para preservar a ocupação nas indústrias
alimentícia e têxtil devem passar longe da tabela de impostos.
De acordo com o Rocha Loures,
a renúncia de R$ 1,6 bilhão vinda da redução
de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) ao setor automotivo
e à construção civil já comprometeu o repasse
aos municípios. “Essa desoneração é arriscada
porque veste um santo e desveste muitos. A Receita Federal já informou
que não há mais margem técnica para novas reduções
de impostos”, diz.
O que está sendo “cozinhado” em
Brasília, ainda segundo o deputado, são iniciativas para
simplificação e barateamento de crédito via BNDES,
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. “Tenho conversado
com o [ministro da Fazenda, Guido] Mantega e estamos alinhados na idéia
de que os recursos para a manutenção de empregos devem
acertar a veia dos grandes empregadores, que são alimentos, têxtil
e construção.” As exportações não
devem ficar de fora das medidas, uma vez que as commodities agrícolas
têm grande participação no setor alimentício.
Na opinião do economista
do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos
(Dieese), Sandro Silva, as demissões afetam diretamente a dinâmica
do mercado interno, que cresceu nos últimos anos e é entendido
como o principal recurso do país para superar a crise. Ainda que
2008 tenha terminado com um saldo considerável de empregos, ele
destaca que as demissões ocorridas foram extremamente concentradas – 82%
do total de desligamentos aconteceu em 20 setores produtivos, de um universo
de mais de 500 setores. “Atividades de mão-de-obra temporária,
vestuário, madeireiras, agricultura e peças e acessórios,
que dependem muito da participação do crédito ou
do comércio exterior, são os que mais demitiram.”
Incentivo às pequenas
A oferta de crédito com
taxas mais baixas é naturalmente estimulante para a produção,
na avaliação do presidente da Federação das
Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap),
Ardisson Akel. Mas quando o assunto é manutenção
de empregos, ele afirma sentir falta de políticas mais eficazes
e menos burocráticas para micro e pequenas empresas. De acordo
com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae), os estabelecimentos de micro e pequeno porte concentram 57,2%
do emprego formal e 26% da massa salarial. Também constituem cerca
de 99% dos estabelecimentos formais no país.
“Enquanto são as
micro e pequenas empresas que servem de parachoque da economia, ao mesmo
tempo elas têm mais dificuldades, menos capital de giro e menos
garantias para adquirir crédito. Vias normais do governo como
BNDES e BRDE são muito caras para esse segmento”, diz Akel. “Se
o governo quer dar manutenção ao emprego, precisa criar
linhas mais acessíveis, mais baratas e menos burocráticas
para esse segmento”, assinala.
Foco
Segundo o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), Legislativo e Executivo
estão sintonizados nas próximas ações de fomento à economia.
Exportação/alimentos
É esperado que o Banco
Central divulgue, em até três semanas, o credenciamento
de bancos para garantir operações das empresas exportadoras.
A medida pode impactar positivamente ainda na exportação
da safra paranaense do primeiro semestre.
Têxtil e vestuário
Com a retração
do domínio dos produtos chineses e a valorização
do real, o ministério do Desenvolvimento avançaria no comércio
do Brasil com EUA e Europa.
Construção civil
Entre as emendas à MP
que regra o pacote da habitação a serem apreciadas está a
extensão dos benefícios para municípios com menos
de 100 mil habitantes.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de abril de 2009 | Economia
Crise devolve 563 mil pessoas à baixa
renda
Agência Estado
O ano de 2009 começou com uma reversão abrupta no crescimento
da classe média - incluindo a classe C, a classe média popular
- que caracterizou boa parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. Somente em janeiro, a classe C nas seis maiores regiões metropolitanas
do País perdeu 11% do seu crescimento no governo Lula. No mês,
um total de 563 mil pessoas caiu da classe C para as classes D e E nas regiões
metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre,
Salvador e Recife.
Somando-se as classes A e B à C,
a redução nas regiões metropolitanas chega a 765
mil, e é exatamente igual ao aumento das classes pobres, a D e
a E. O crescimento da classe C é uma marca do governo Lula e também
um fenômeno global causado pelo boom econômico encerrado
em setembro do ano passado, especialmente em países como a China
e a Índia. As classes A e B, por sua vez, incluem o que normalmente
se considera como classes média e média alta no Brasil.
As seis regiões
metropolitanas representam apenas um quarto da população,
e, portanto, o recuo da classe média em janeiro deve ter sido
muito maior do que as 765 mil pessoas. Porém, segundo Marcelo
Neri, do Centro de Política Social (CPS) da Fundação
Getúlio Vargas (FGV), que fez os cálculos, não é possível
extrapolar os números para a população como um
todo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de abril de 2009 | Economia
Desemprego de qualificados deve subir
mais
Agência Estado
Os trabalhadores mais qualificados, que em sua maioria são de classe
média, incluindo a classe C, sofrerão mais fortemente os impactos
de uma redução drástica do crescimento econômico,
de acordo com as projeções do economista Ricardo Paes de Barros,
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Segundo Barros, a oferta de
trabalho do grupo que tem de "algum ensino médio para cima" está crescendo
muito rápido, ao contrário do que ocorre com os que têm
até o ensino fundamental completo. O resultado é que, com
a freada brusca da economia, o primeiro grupo, que depende de um crescimento
veloz de vagas, é o mais prejudicado.
Numa projeção de
cenário econômico muito ruim até 2010, o desemprego
dos qualificados cresce 3,4 pontos porcentuais, e o dos não qualificados,
apenas 1 ponto.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
06 de abril de 2009 | Brasil
Internet
Câmara começa a divulgarn
despesas com verba indenizatória
Nos cinco primeiros dias de abril,
foram detalhados reembolsos para 48 deputados, que, juntos, receberam
R$ 65,7 mil em ressarcimentos. Por mês, são destinados R$
15 mil a cada um dos 513 congressistas para despesas relacionadas ao
exercício do mandato. As notas fiscais da verba tornaram-se públicas
no começo do mês. Entre os principais gastos, estão
a contratação de consultoria, publicação
de material para divulgação do mandato, combustível,
alimentação e assessoria.
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FOLHA
DE LONDRINA, 06 de abril de 2009 | Política
Deputados votam MPs sem conhecer textos
Medidas que exigem debate e estudo cuidadoso
muitas vezes são aprovadas a ‘‘canetada’’ descaracterizando
a lei
Brasília - A votação
de uma medida provisória na Câmara, na semana passada, é um
caso de estudo exemplar sobre o rito legislativo brasileiro. O que
deveria ser decidido com calma, debate e muito estudo foi analisado
em cima da hora, com deputados ignorando meses de tramitação
e recorrendo à famosa ''canetada'' para subverter o espírito
original da lei.
A medida provisória 451, que muda
as alíquotas do Imposto de Renda, foi efetivamente analisada
a partir de um texto rabiscado a caneta.
Durante a discussão da última
semana, o relator da MP, deputado João Leão (PP-BA),
fez quatro modificações em plenário, depois
de já ter entregue seu texto final. Em uma delas, ele acatou
uma emenda à MP, que tinha sido considerada ''incompatível''
financeiramente. Minutos depois, ela foi retirada do texto novamente.
A emenda tratava da isenção
do PIS/Cofins para comerciantes de bicicletas, apesar de a MP dispor
sobre o IR e o DPVAT (seguro obrigatório pago por donos de
carros).
Leão se defende: ''Se existe uma medida
provisória que foi discutida nesta Casa é a de número
451. Estivemos conversando com os deputados sobre as diversas matérias
incluídas''.
Diante das modificações, a
oposição conseguiu fazer manobras regimentais e adiar
a votação para esta semana. Em alguns casos, no entanto,
não acontece o mesmo e nem os próprios deputados sabem
o que estão votando.
Um exemplo emblemático aconteceu no
final do ano passado. Na pressa em votar o projeto que dispõe
sobre cotas em universidades no Dia Nacional da Consciência
Negra - 20 de novembro -, os deputados aprovaram o texto sem saber
no que votavam.
Nem o relator da proposta, Carlos Abicalil
(PT-MT), soube explicar na época se a versão final
obrigava o cotista a fazer vestibular. Os deputados também
aprovaram o projeto modificado com manuscritos e o texto seguiu para
o Senado, onde aguarda para ser votado.
''Acordo finais fazem parte de qualquer votação.
(As modificações) confundem apenas se os deputados
estiverem sem ler'', disse o líder do PT, deputado Cândido
Vaccarezza (SP).
O presidente da Câmara, Michel Temer
(PMDB-SP), não concorda. Em meio à discussão
da última semana, ele disse que era preciso ''organizar esse
jogo''. ''Não é possível que, durante a votação
se façam as mais variadas alterações. Estou
dizendo isso porque precisamos organizar nossos trabalhos.''
Para tentar controlar as mudanças
de última hora, Temer determinou que os relatores das MPs
apresentem a versão final do texto dez dias antes do trancamento
de pauta. ''Vez ou outra, alguns acordos se fazem aqui no plenário,
mas não é possível fazer um acordo global aqui'',
disse.
Antes de chegar ao plenário, as medidas
provisórias devem passar por uma comissão especial
para debates e alterações, mas, na prática,
isso nunca acontece.
Maria Clara Cabral
Folhapress
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de abril de 2009 | Política
Deputados gastam mais com divulgação
de atividade
Agência Estado
Divulgação da atividade parlamentar, consultoria e combustível
são os itens com os quais os deputados mais gastaram recursos da verba
indenizatória nos três primeiros dias úteis de abril. Desde
a última quarta-feira, o portal da Câmara na Internet detalha
a prestação de contas feita pelos parlamentares. Como a Mesa
Diretora decidiu tornar públicas as despesas pagas somente a partir
deste mês, até agora estão disponíveis as contas
de apenas 45 dos 513 deputados. Juntos, eles receberam R$ 60.931,02.
João Oliveira (DEM-TO)
e Severiano Alves (PDT-BA) gastaram a maior parte da verba indenizatória,
de R$ 15 mil mensais por deputado. O deputado de Tocantins pagou R$ 10
mil à R&S Gráfica Ltda., no item divulgação
da atividade parlamentar. A prestação de contas não
informa que tipo de serviço foi feito. Em geral, os gastos desta
rubrica pagam publicações de jornais e folhetos sobre a
atuação do deputado. As normas permitem apenas prestação
de contas da atividade e proíbem propaganda pessoal, embora seja
difícil definir o limite entre uma e outra.
O deputado Severiano gastou
R$ 10 mil para pagar serviços da Belo e Valente Assessoria e Consultoria.
A partir de maio, os parlamentares estão proibidos de gastar com
assessoria e com trabalhos técnicos, e ficam autorizadas somente
as despesas com consultoria.
Segundo o primeiro-secretário
da Câmara, Rafael Guerra (PSDB-MG), os deputados já têm
direito a 25 assessores que trabalham os gabinetes. Os trabalhos técnicos,
para ele, se confundem com a consultoria. Na semana passada, a Mesa Diretora
proibiu também gastos com alimentação, mas Guerra
disse hoje que a restrição deverá ser modificada.
A pedido dos deputados, as despesas com comida e bebida fora de Brasília
deverão ser liberadas.
A divulgação
detalhada da prestação de contas foi autorizada depois
das suspeitas de que o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) gastou
indevidamente recursos da verba indenizatória em serviços
de segurança prestados por duas empresas de sua propriedade.
Moreira responde a processo de quebra de decoro parlamentar no Conselho
de Ética da Câmara.
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GAZETA DO POVO, 06 de abril
de 2009 | Vida Pública
Previdência
Aposentados querem reajuste baseado no
salário mínimo
Segundo centrais e sindicados, proposta que
acaba com o fator previdenciário ainda não é a
ideal
Publicado em 06/04/2009 | Caroline
Olinda Fale conosco RSS Imprimir Enviar por email Receba notícias
pelo celular Receba boletins Aumentar letra Diminuir letra A proposta
alternativa apresentada pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS) ao projeto
que acaba com o fator previdenciário – cálculo usado
para determinar o valor do benefício de quem se aposenta por tempo
de contribuição – agradou aos aposentados e centrais
sindicais, mas não conta com apoio total dos grupos. O principal
motivo é que ele não consegue acabar de uma vez por todas
com o fator previdenciário – considerado pelos aposentados
e centrais sindicais injusto. Os aposentados também almejam que
a correção das aposentadorias sigam o aumento do salário
mínimo.
Pela proposta, chamada de fórmula
85/95, o fator só é extinto para as mulheres que a soma
da idade e de contribuição alcançar 85 e para os
homens que o mesmo cálculo resulte em 95. Em outros casos, é mantido
o fator previdenciário para quem se aposenta por tempo de serviço – 35
anos para os homens e 30 anos para as mulheres. “Essa já era
uma proposta nossa. Mas nós queremos o fim do fator previdenciário
de uma vez por todas”, comenta o presidente do Sindicato Nacional
dos Aposentados, João Batista Inocentini.
Direito de escolha
Para ampliar a possibilidade
da aposentadoria sem o uso do fator previdenciário, Inocentini
defende que seja feito um ajuste na fórmula 85/95 de maneira que
a pessoa possa conseguir uma aposentadoria que varie de 80% a 120% da
média dos seus melhores salários. “Pela fórmula,
se um homem chega aos 95 conseguirá 100% do benefício.
Mas se ele quiser se aposentar antes ou depois? Essa escala iria até incentivar
que a pessoa passe mais tempo contribuindo”, afirma.
A proposta de Vargas apareceu
como uma alternativa ao projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), aprovado
no ano passado no Senado. A proposta de Paim acaba com o fator. O cálculo
das aposentadorias passaria a ser feito por meio da média aritmética
das últimas 36 contribuições do trabalhador antes
de se aposentar. O governo federal entrou em uma batalha contra a proposta
e avisou que se for aprovada na Câmara da mesma maneira como saiu
do Senado ela será vetada. Já o projeto de Vargas conseguiu
encontrar mais espaço de negociação no Palácio
do Planalto.
Outras reivindicações
Na opinião do presidente
do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas do Paraná, Celso Ribeiro,
deveria ser realizado um plebiscito para discutir com empresas e trabalhadores
a situação da previdência e serem definidas as novas
regras. “Aqueles que estão labutando, em cooperação
com o governo, deveriam definir as novas regras”, argumenta.
Ele lembra que os aposentados
têm outras reivindicações ao governo. Uma das principais
delas seria a aprovação de outro projeto do senador Paim,
que determina que o mesmo reajuste do salário mínimo seja
dado aos aposentados. Para quem recebe mais de um salário mínimo
de aposentadoria, o governo tem repassado ano a ano apenas o acumulado
da inflação no período.
“Essa correção
não consegue recuperar as perdas da aposentadoria porque a inflação
para os aposentados é maior. Nós consumimos produtos
diferentes dos coletados pelo governo para calcular a inflação”,
argumenta. Para ele, seria necessário calcular a inflação
dos produtos tipicamente consumidos por idosos – como remédios,
planos de saúde, dentários e oftalmológicos – para
determinar o valor do reajuste.
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de
abril de 2009 | Política
Comissão inicia semana debatendo
fator previdenciário
São Paulo - As comissões permanentes da Câmara dos Deputados
começam a semana com discussões sobre temas importantes, como
a extinção do fator previdenciário. Amanhã, o ministro
da Previdência, José Pimentel, será o convidado da Comissão
de Finanças e Tributação da Casa para o debate sobre o
Projeto de Lei 3299/08, que extingue o uso do fator previdenciário como
base para as aposentadorias.
O fator previdenciário
foi criado pela Lei 9.876/99 como alternativa ao controle de gastos da
Previdência. Trata-se de uma forma de cálculo que reduz
o valor dos benefícios, no momento de sua concessão, de
maneira inversamente proporcional à idade de aposentadoria do
segurado. Ou seja, quanto menor a idade de aposentado, maior é o
redutor e, assim, menor o valor do benefício.
A Comissão de Fiscalização
Financeira e Controle promove audiência pública, também
amanhã, sobre os efeitos financeiros e patrimoniais do Plano Decenal
de Expansão de Energia Elétrica 2008/2017.
No mesmo dia, a CPI dos Grampos
toma o depoimento do delegado Renato Porciúncula, ex-diretor de
Inteligência da Polícia Federal
Na quarta-feira, a Comissão
de Finanças e Tributação promove reunião,
com a participação do secretário do Tesouro, Arno
Augustin, para analisar a execução orçamentária
da União e o desempenho das transferências constitucionais
dos fundos de participação dos Estados, do Distrito Federal
e dos municípios.
Agência Brasil
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de abril de 2009 | Economia
União quer reaver benefícios
pagos por acidentes de trabalho
Helio Miguel
Até o final de abril, a União deverá ingressar com pelo
menos 150 processos, em todo o País, contra empresas que não
cumprem normas de segurança do trabalho, mas foram beneficiadas porque
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) bancou indenizações
aos acidentados ou suas famílias. Em uma primeira etapa, a Previdência
Social, representada pela Advocacia-Geral da União (AGU), já tentou
reaver, no Paraná, mais de R$ 15 milhões de companhias. Atualmente,
são 25 ações em trâmite no Estado, sendo 12 em Londrina
e oito em Curitiba.
A AGU informa que, para aumentar
as ofensivas, mobilizou, desde dezembro do ano passado, pelo menos um
procurador em cada uma das 140 unidades da Procuradoria-Geral Federal
no País. Os profissionais são responsáveis por preparar
as ações - analisando laudos da Secretaria Regional do
Trabalho e Emprego, fazendo pesquisas junto ao INSS, Polícia Civil
e Justiça do Trabalho, entre outros órgãos -, ajuizá-las
e fazer o seu acompanhamento na Justiça Federal.
Em decorrência disso, já são
479 processos versando sobre o assunto no Brasil. De acordo com o advogado
trabalhista Adelmo Sousa Leão, especialista na área, a
legislação permite ao INSS ingressar com as chamadas "ações
regressivas", que visam o ressarcimento de gastos com benefícios
originados por doença ou acidentes de trabalho. A ação é possível
desde que a situação tenha sido causada por negligência
de empresas quanto às normas de segurança e higiene laboral.
"As ações
representam um risco de passivo para qualquer empresa", diz Sousa
Leão. Ele acredita que a tendência de aumento de ações
de regresso decorre do déficit da Previdência, estimado
em R$ 38 bilhões para 2009. Ainda, de acordo com o Anuário
Estatístico da Previdência Social de 2007 - o de 2008 ainda
não foi divulgado -, o INSS gastou, naquele ano, R$ 10,7 bilhões
com benefícios previdenciários decorrentes de acidentes
de trabalho e atividades insalubres, e registrou cerca de 653 mil acidentes
do trabalho.
Para conseguir reaver os valores,
o INSS precisa provar que o empregado sofreu acidente ou adquiriu doença
por negligência do empregador. Segundo a AGU, pela relevância
social, essas ações são consideradas prioritárias
e, até agora, nenhuma foi julgada improcedente.
Procedimento
O advogado explica que a perícia
médica do INSS deve oficiar à Procuradoria que representa
o órgão, sempre que constata indícios de culpa ou
dolo do empregador em relação à causa dos benefícios
concedidos por incapacidade. Além do ofício, a perícia
ainda deve subsidiar a Procuradoria com provas.
Segundo Sousa Leão, a
maioria das empresas já vem observando com atenção
as normas de segurança e higiene. Mas ele acredita que isso, isoladamente,
não resolve o problema. O advogado recomenda que as empresas gerenciem
e, principalmente, mapeiem os afastamentos. A ideia é descobrir
os seus focos e origens, que podem ser desde motivos ergonômicos,
como, por exemplo, gerentes que não sabem lidar com seus subordinados.
Até mesmo fatores externos
podem causar os afastamentos, conforme o advogado, e mesmo isso precisa
ser detectado pelas empresas. Ele diz que um bom monitoramento dos casos
pode facilitar a defesa da empresa em recursos administrativos e judiciais,
o que inclui as ações de regresso do INSS. Além
disso, Leão recomenda a adoção de medidas que comprovem
o cumprimento das normas de segurança.
Aumento
nos benefícios preocupa o INSS
Londrina foi a primeira cidade do Estado onde ações do INSS contra
empresas negligentes em relação à segurança do
trabalho foram propostas. A maior parte envolve, segundo divulgado pelo órgão,
empresas da construção civil, do setor bancário, de supermercados
e do comércio.
Há previsão de que a região tenha, em breve, pelo menos
30 processos versando sobre o assunto, com valor médio de R$ 500 mil
cada um. Curitiba, Maringá e Apucarana também têm procuradores
da Advocacia-Geral da União (AGU) tratando de casos semelhantes.
A preocupação do
INSS e da AGU tem motivos: em 2008, foram concedidos, no Paraná,
27,7 mil auxílios-doença por acidente de trabalho. Destes,
cerca de 650 foram aposentadorias por invalidez, e 115 foram pensões
por morte. Em fevereiro deste ano, o órgão pagou quase
8,5 mil auxílios-doença, 8,1 mil aposentadorias por invalidez
e 9,8 mil pensões por morte, todas decorrentes de acidente de
trabalho.
Em setembro do ano passado, a
AGU ingressou, em Porto Alegre, com processo contra uma empresa metalúrgica,
cuja negligência causou a amputação de sete dedos
das mãos de um empregado. No Amazonas, uma igreja evangélica
foi, recentemente, condenada a pagar os gastos - quase R$ 170 mil - do
INSS com auxílio-doença de um servente que se acidentou.
A AGU também está processando
construtoras como a Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão
e Andrade Gutierrez, responsáveis pela construção
da Linha Amarela do metrô de São Paulo, onde sete morreram,
em janeiro de 2007.
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FORÇA SINDICAL, 06
de abril de 2009
São Paulo (SP): Apoio à greve
da construção civil
Escrito por Assessoria de Imprensa da Força
Sindical
Na próxima segunda-feira (dia 6), às 8h30, no Palácio
do Trabalhador, será realizada uma reunião para organizar o apoio
dos sindicatos de diversas categorias à greve da construção
civil. A categoria tem data-base em 1º de Maio. Mas, até o momento
das negociações estão emperradas devido a intransigência
patronal, que tem recusado as propostas dos trabalhadores de aumento real e
de ampliação dos benefícios econômicos e sociais.
Segundo Antonio de Sousa
Ramalho, presidente do Sintracon-sp, os patrões usam a crise
econômica para arrochar os salários e cortar direitos
conquistados. A greve está programada para o dia 27 de abril.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
06/04/2009
Nossa Caixa terá de indenizar bancária
aposentada por LER
Em ação em que
o banco Nossa Caixa S.A. vem se defendendo da acusação
de uma empregada de que ficou doente em decorrência das atividades
desenvolvidas no trabalho, a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou (não conheceu) o recurso da empresa contra a decisão
do Tribunal Regional da 2ª Região que manteve condenação
ao pagamento de indenização por dano moral pela lesão
por esforço repetitivo (LER) que provocou a invalidez da bancária.
A empregada, em 2004, informou à Justiça
do Trabalho de São Paulo que foi admitida no banco em 1978. Em
1995 começou a sentir dores que atingiram o pescoço e os
braços, com sensação de formigamento, que já no
ano seguinte a levaram ao afastamento do trabalho. A partir daí,
passou a receber auxílio-doença por acidente de trabalho
até março de 2003, quando foi definitivamente aposentada
por invalidez. Diante da constatação pericial de que a
sua incapacidade decorreu de LER adquirida no trabalho, o juiz responsabilizou
a empresa pelos danos causados à bancária.
Depois de recorrer sem sucesso
ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), o banco
insistiu na sua inocência junto ao TST, reafirmando ser indevida
a indenização por dano moral determinada na sentença.
O relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, reconheceu que, desde
1990, a empresa vem desenvolvendo programas de prevenção
de doenças ocupacionais, destacadamente a LER, com palestras,
treinamentos, novas rotinas de trabalho, com destaque para a parceria
com a Faculdade de Saúde Pública da USP, visando ao diagnóstico
e tratamento precoce de eventuais lesões. Mas destacou que, de
acordo com o Regional, o problema ainda persiste na empresa. E, independentemente
de culpa, “o empregador tem obrigação de reparar
o dano”.
Esclareceu o relator que a decisão
regional foi fundamentada em inequívoco laudo pericial que atestou
que a bancária adquiriu a doença em decorrência das
atividades que desenvolvia diariamente no trabalho. E, “ainda que
a atividade bancária, em sentido geral e comum, não possa
ser considerada de risco, no presente caso, expôs a reclamante à doença
que a conduziu para a invalidez”. ( RR-2886-2006-080-02-00.7)
(Mário Correia)
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